Belo Horizonte (MG) – 5º Fórum Mestres e Conselheiros – Agentes Multiplicadores do Patrimônio

O evento visa propiciar um espaço de discussão envolvendo questões teóricas e práticas no campo da preservação, com ênfase na relação entre patrimônio, direito e desenvolvimento local.

A quinta edição deste evento, que vai acontecer em agosto de 2013, vai ter como tema principal os direitos do patrimônio, objetivando-se discutir as diversas interfaces entre o direito e o patrimônio, numa perspectiva que vai dos direitos dos proprietários individuais ao direito mais amplo à cidade.

Este Seminário pretende, assim, reunir durante três dias em Belo Horizonte, os diversos agentes do patrimônio envolvidos com as políticas públicas de promoção dos bens culturais – membros dos conselhos municipais do patrimônio, mas também educadores e demais profissionais envolvidos com a temática referente aos direitos do patrimônio, além de pesquisadores e estudantes das áreas ligadas à preservação do patrimônio cultural. Desta forma, visa propiciar um espaço de discussão envolvendo questões teóricas e práticas no campo da preservação, posto a dialogar de forma multidisciplinar com as diversas áreas do conhecimento.

Para isso, está sendo feita uma chamada de trabalhos, propiciando oportunidade de apresentação e troca de experiências entre os diversos municípios e grupos participantes, o que possibilita um espaço de reflexão e troca de experiências.

Este seminário pretende reunir pesquisadores e profissionais da área do patrimônio cultural e do direito, articulando-se em:

  • Conferências magistrais proferidas por convidados;
  • Mesas redondas sobre aspectos temáticos, para ampliar o debate;
  • Comunicações – será feita chamada de comunicações e, que contemplarão os temas desenvolvidos na conferência.
  • Minicursos – serão ofertados minicursos de acordo com o temário do V Fórum Mestres e Conselheiros.

Eixos Temáticos 

O Encontro se organiza em conferências, mesas redondas e apresentações de comunicações, estruturados a partir de dois temários centrais: Patrimônio Cultural e as Políticas de Públicas Municipais e  Os direitos do patrimônio, subdividido nos seguintes Eixos Temáticos:

Patrimônio Cultural e as Políticas de Públicas Municipais

​​Eixo 1 – Instrumentos de Proteção

Eixo 2 – Fundo Municipal e Financiamentos

Eixo 3 – Conselhos e Democracia

Eixo 4 – Políticas de Proteção

Eixo 5 – Educação Patrimonial

Os Direitos do Patrimônio

​​​Eixo 6 – A função social da propriedade

Eixo 7 – Patrimônio e direito

Eixo 8 – Os direitos culturais e a proteção jurídica do patrimônio cultural

Eixo 9 – Planejamento urbano e patrimônio

Eixo 10 – O direito à cidade

Cronograma 

Chamada de resumos – maio  2013

Prazo para submissão de resumos – 30 junho 2013

Comunicação de aceitação dos resumos – 15  julho 2013

Submissão de artigo completo – 05 agosto 2013

Chamada de Trabalhos

O Comitê Científico do evento fará uma seleção de trabalhos a partir de propostas de comunicações com a seguinte organização e conteúdo

  • Nome completo do(s) autor(es) e endereço, incluindo número de telefone, fax e e-mail;
  • Afiliação institucional;
  • Título do trabalho;
  • Tema em que se inscreve (definir eixo temático);
  • Resumo da comunicação (máximo de 500 palavras)

As propostas de comunicações deverão ser encaminhadas para o e-mail até o dia 30 de junho de 2013.

Organização

Programa de Pós-graduação Interdisciplinar em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável – MACPS da Universidade Federal de Minas Gerais;

Instituto de Estudos do Desenvolvimento Sustentável – IEDS;

Promotoria Estadual em Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais – MPE;

Núcleo Jurídico de Políticas Públicas – NUJUP/PUC-MG PPD.

Apoio:

Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB/MG;

Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte - BELOTUR;

Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte – FMC;

Ordem dos Advogados do Brasil – OAB..

Recursos Humanos

Coordenador Geral:

Prof. Dr. Leonardo Barci Castriota (UFMG)

Comissão de Organização:

Arlete Soares de Oliveira (IEDS)

Bruna Figueiredo (PUC-MG)

Carla Viviane da Silva Ângelo (IEDS)

Flávia Mosqueira Possato Cardoso (IEDS)

Frederico Bianchinni (MPE)

Guilherme Maciel Araújo (IEDS)

Helena Dolabela Luciano Pereira (IEDS)

Lívia Fortini Veloso (IEDS)

Luciana Rocha Féres (IAB MG)

Profa. Dra. Marinella Machado Araújo (PUC-MG)

Rita Nitzsche (MPE)

Vilmar Pereira de Sousa (IEDS)

Comitê Científico

Professora Doutora Ana Lúcia Meira Goelzer (IPHAN/RS – UNISINOS)

Professora Doutora Beatriz Couto D´Amaral (URB/UFMG)

Professor Doutor José Luiz Quadros de Magalhães (PUC-MG)

Professor Doutor Leonardo Barci Castriota (UFMG)

Professora Doutora Maria Angélica da Silva (UFAL)

Professora Doutora Maria José Marcondes (UNICAMP)

Professora Doutora Marieta Cardoso Maciel (UFMG)

Professora Doutora Margareth de Castro Afeche Pimenta (DAU/UFSC)

Profa. Doutora Marinella Machado Araújo (PUC-MG)

Professora Doutora Milena Petters Melo (FURB)

Professora Doutora Silvana Rubino (UNICAMP)

Professor Doutor Silvio Pinto Ferreira Junior (UFMG)

Informações

Site: http://www.forumpatrimoniomestres.com/

Telefone: 31.3409.8820

E-mail: forumpatrimoinio@yahoo.com.br

Fonte: Prof. Dr. Leonardo Barci Castriota

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Casa Paroquial em Ouro Branco (MG) está em péssimo estado de conservação

A Casa Paroquial de Ouro Branco data do período colonial.

Mais antiga construção civil de Ouro Branco, a 100 km de Belo Horizonte, a Casa Paroquial, datada do período colonial, foi adquirida pela prefeitura em 2004 e está em péssimo estado de conservação. Por Éverlan Stutz/Webrepórter

Fonte: otempo.com.br

CE – Malce – História acessível

Exposição permanente no Memorial da Assembleia Legislativa conta com recursos para deficientes sensoriais.

Na entrada, o desenho em baixo relevo do percurso a ser realizado; ao lado da maquete, réplicas manipuláveis do prédio mostrado; nas paredes, letras de metal em três dimensões. Esses e outros recursos fazem parte do sistema de acessibilidade do Memorial da Assembleia Legislativa Deputado Pontes Neto (Malce), inaugurado no último dia 15. Sua instalação, passo considerável rumo à democratização do acesso à cultura na cidade, situa o Malce em lugar de destaque dentre outros equipamentos do tipo no País.

O Memorial abriga exposição permanente sobre a trajetória sociopolítica do Brasil a partir da chegada da corte portuguesa ao País, em 1808 – com ênfase no Ceará e na trajetória do Poder Legislativo do Estado, desde a criação dos Conselhos Provinciais, em 1835, até a atualidade. Os núcleos, dedicados a diferentes momentos e personagens da história, contam com recursos de imagens, sons e audiovisuais – entre objetos, reproduções, gravações, texto, projeções, cenários e maquetes. Algumas dessas montagens são acompanhadas de recursos extras ou adaptadas para que deficientes sensoriais (cegos e surdos) também possam apreender o conteúdo. É o caso, por exemplo, das letras em metal em três dimensões na parede, que podem ser tocadas. “Alguns conseguem até ler as letras adesivadas, porque elas têm um breve alto-relevo”, explica a mediadora Margareth Bezerra.

Outra maneira de acompanhar os textos da exposição é por meio das apostilas em Braille disponibilizadas em alguns núcleos. No caso das imagens, algumas podem ser descritas pelo mediador e outras são esculpidas em madeira para toque ou manuseio – avulsas ou presas à parede.

O mediador também tem papel fundamental no caso dos chamados surdos sinalizados (não oralizados), ou seja, que não têm o português como língua base, e, sim, a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Algumas imagens, como rostos e objetos, são esculpidas em madeira para toque ou manuseio dos visitantes. Amanda Tojal, especialista em acessibilidade em espaços culturais, proferiu palestra na inauguração do novo sistema do Malce.

O Malce ainda não dispõe de mediadores que dominem a Libras, mas a capacitação nesse sentido é uma das metas da coordenação do equipamento. “Ao contrário do que muita gente pensa, o caso dos surdos (sinalizados) é mais complexo”, garante a museóloga Amanda Tojal, consultora especialista em acessibilidade em espaços culturais. “A Libras é uma língua mais restrita que o português, seu vocabulário é limitado. Não há flexão verbal, por exemplo”, explica Tojal. “Assim, se o texto exposto é complexo, o surdo não vai entender. Precisa haver a mediação de um intérprete”, complementa a museóloga, que foi convidada a proferir palestra na inauguração do sistema de acessibilidade do Malce.

Na ocasião, também foi lançado do terceiro caderno da série “Tramas da Memória”, com o tema Acessibilidade e Linguagens, com um artigo de Tojal, entre outros especialistas e pesquisadores. A coleção é realizada pela Assembleia Legislativa do Ceará.

Outra opção oferecida pelo Malce no lugar do mediador, tanto para cegos quanto surdos é um conjunto de seis tablets formatados para realizar a áudio-descrição e a tradução para libras do conteúdo da exposição. Os equipamentos são disponibilizados para visitas de grupos. Mas, segundo Teresa Diógenes, coordenadora de educação e mediação do Malce, os aparelhos funcionaram muito melhor para os surdos. “Os visitantes cegos, especialmente aqueles cujo grau de deficiência não é 100%, ficaram impacientes porque, segundo eles, a áudio-descrição é muito detalhada e repetitiva. Eles preferem ser guiados pela fala do mediador”, explica.

Os tablets são acionados por sensores – ou seja, funcionam apenas dentro do espaço do memorial. A cada núcleo da exposição, sensores detectam o aparelho e mudam automaticamente a áudio-descrição ou vídeos com intérpretes de Libras.

Durante um teste para a matéria, porém, essa mudança não ocorreu no mesmo compasso do percurso – às vezes se passava de um núcleo a outro e o áudio ou o vídeo (ou os dois) permaneciam mostrando o conteúdo anterior. É preciso passar próximo de cada sensor para que ele detecte o aparelho.

Além disso, nem todos os elementos presentes na exposição dispõem de recursos de acessibilidade, a exemplo da gravação de uma encenação de discurso feito no parlamento em 1867, em defesa da equiparação salarial de professores e professoras, que pode ser ouvida por um gancho de telefone. O material não é disponibilizado em texto escrito. Esses e outros problemas vão sendo registrados pela equipe do Malce, que já planeja adaptações. “Esse feedback que recebemos deles é importante. Por exemplo, durante visita de um grupo de portadores de deficiência visual, um deles, ao tocar em um brasão na parede, disse ´falta só a cor´. Isso nos fez perceber que a exposição precisa contemplar os diferentes graus da deficiência”, avalia Margarete. Como, porém, trata-se de equipamento público e, portanto, qualquer mudança depende de processo licitatório, o tempo para implantá-las é maior. Ainda assim, segundo Diógenes, a receptividade do público tem sido boa. “Tanto que, para visitas, estamos com agenda cheia até agosto”.

Apesar da necessidade de ajustes, para Tojal, o sistema de acessibilidade do Malce torna o equipamento referência no País. “Foi uma grande surpresa, é um trabalho excelente. Eles estão bem preparados para receber deficientes sensoriais”, elogia. Segundo a museóloga – que já foi coordenadora do Programa Museu e Público Especial do Museu de Arte Contemporânea da USP, e do Programa Educativo para Públicos Especiais da Pinacoteca do Estado – um sistema de acessibilidade em espaço cultural precisa contemplar três pontos básicos. O primeiro é a chamada acessibilidade atitudinal, “ou seja, formar pessoas para receber esse público. O segundo ponto é a acessibilidade física, quer dizer, dotar o espaço com rampas, elevadores, portas largas, piso tátil, avisos luminosos e sonoros, entre outras especificações. Por fim, há a acessibilidade comunicacional, que contempla a elaboração de conteúdos adaptados para esses públicos.

Para Tojal, programas permanentes de acessibilidade em espaços culturais – não apenas em museus, mas em teatros, cinemas e outros tipos de equipamentos – ainda são pouco comuns no Brasil, assim como a formação de profissionais para esse setor. “É um novo tipo de especialização, que ainda está começando no Ensino Superior”, reconhece. Por Adriana Martins

Fonte: Diário do Nordeste

Belo Horizonte (MG) – Reinauguração do coreto da Praça da Liberdade é adiada novamente

Revitalização do espaço, prevista para ser finalizada em abril, só deve ficar pronta no mês que vem. Segundo o Iepha, trabalho de restauração foi “maior do que o previsto”.

As estudantes de direito Paola Cabral e Michelle Maia costumam frequentar a Praça da Liberdade e aguardam a reabertura do coreto, fechado em 2011: “Faz parte do lazer”, diz Paola

No conjunto arquitetônico da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de BH, nenhum prédio parece ser tão modesto e receptivo quanto o coreto. E, na capital, poucos lugares testemunharam tantos amores nascerem, namorados trocarem os primeiros olhares, violões soarem canções inspiradas. A pequena edificação foi interditada em fevereiro de 2011, para obras de restauro cuja conclusão chegou a ser prevista para outubro do ano passado. Depois, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) postergou a reinauguração para abril e, agora, adiou para o próximo mês.

A restauração começou em dezembro. A delonga, segundo o Iepha, é causada pelo fato de o trabalho necessário para restabelecer a edificação ter se tornado “maior do que previsto inicialmente”. A princípio, as intervenções se restringiriam ao forro e à cobertura metálica, mas acabaram se estendendo para todo o monumento. O órgão informa que foram recuperados o piso, o guarda-corpo – as grades presentes em sete dos lados do coreto, à exceção do que se abre para a escada –, elementos artísticos e parte das pinturas. Também foi implantado um novo sistema de impermeabilização nas fundações da construção. Ainda falta colocar vidros no porão, que fica acima do nível do solo, e plantas nos dois canteiros.

As obras devem consumir R$ 194,4 mil, investidos em parceria pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e pela Associação de Notários e Registradores do estado (Anoreg-MG), enquanto o Iepha se encarrega do suporte técnico, acompanhamento e fiscalização dos trabalhos, que devem cumprir as exigências técnicas do instituto, já que o conjunto arquitetônico e paisagístico da Praça da Liberdade foi tombado em 1977. O projeto foi aprovado também pelo Conselho Deliberativo Municipal do Patrimônio Cultural, já que o bem é protegido pela Prefeitura de Belo Horizonte. Segundo o dossiê de tombamento do Iepha, o coreto foi erguido em 1913. Na data ainda incerta em que for reaberto, também serão inauguradas as placas de identificação da Alameda da Travessia, rua que corta a praça ao meio.

No aguardo – Frequentadores da praça esperam com ansiedade a conclusão da reforma do coreto. Na tarde de ontem, em volta da construção, além da grande de isolamento, havia tábuas de madeira, carrinhos de mão e operários. Como costuma fazer em todas as tardes, Carlos Alberto Azevedo, de 71 anos, passeava por ali com Hannah, uma cadela da raça golden retriever. “O coreto faz falta, é lugar de alegria”, disse o administrador aposentado. Ele lembra com carinho a relação afetuosa que os belo-horizontinos têm com o abrigo octogonal. “Faziam muitas retretas, né? O pessoal subia pra tocar violão, bater papo. Muitos jovens”, recorda.

Estudantes de direito, as amigas Paola Juracy Cabral, de 25 anos, e Michelle Maia, de 27, moram no Prado, na Região Oeste, mas gostam de passear na praça. No início da tarde de ontem, estavam sentadas em um dos bancos que ficam de frente para o coreto. As duas aguardam pela reabertura do espaço. “Está demorando”, reclamou Paola. “O coreto é muito bonito e faz parte do lazer. Já vi apresentações de música nele”, acrescentou.

Em meio à reforma, visitantes até discutem o projeto do coreto. O arquiteto mexicano Ricardo Mendoza, de 26 anos, mora há três meses em BH, onde faz um curso de administração. Ontem, ele apresentava a praça à namorada, a também mexicana Fernanda Lorenzini, de 24, em seu primeiro dia na cidade. “O coreto devia ter sido feito de outra forma. A ferragem da parte de cima é muito bonita. Para mim, o problema é a parte de baixo, esses tijolinhos. Parecem uma coisa meio falsa, não original”, opinou. Apesar disso, o casal adorou um dos principais cartões-postais da capital. “A praça é um dos lugares mais representativos de BH. Tem prédios de diversas épocas e estilos, vegetação, ambiente tranquilo”, elogiou o rapaz. Em castelhano, a turista resumiu: “Hermosa, muy linda”. Por Tiago de Holanda

Fonte: Estado de Minas

Defesa Civil de AL interdita igreja de Nossa Senhora do Ó, em Ipioca

Prédio, considerado patrimônio histórico, não passa por reparos há 30 anos. Preocupados com estrutura, pedido partiu dos próprios moradores do bairro.

Agentes da Defesa Civil de Alagoas interditaram, nesta sexta-feira (24), a igreja de Nossa Senhora do Ó, no distrito de Ipioca, em Maceió. O prédio foi construído no século XVII, mas só virou igreja no século seguinte. Tombado pelo Estado, o patrimônio histórico não passa por uma reforma há mais de 30 anos.

A Defesa Civil resolveu interditar a igreja de maneira preventiva, porque o prédio apresenta várias falhas. A engenheira da Defesa Civil, Anna Thereza Soares, diz que uma nova avaliação ainda é necessária. “Talvez os peritos da Serveal [Serviço de Engenharia de Alagoas], que são engenheiros do Estado, sejam os mais indicados a fazer essa vistoria”, analisou.

O pedido partiu dos próprios moradores, preocupados em continuar frequentado o local, que está em estado precário. “A gente já não suporta mais ver os fiéis correndo risco. Com esse período chuvoso, a parede está com a estrutura abalada”, revela o prefeito comunitário de Ipioca, Jasiel Silva.

Dentro da igreja, as estruturas de madeira estão deterioradas e parte da escadaria ruiu. Ainda é possível perceber falhas nas paredes. Na parte externa, mais problemas na parede e também no telhado.

Igreja também apresenta problemas na parte externa. (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

O aposentado José Salvador Marques, ministro da Comunhão Eucarística criticou o descaso com o prédio. “O que nós temos aqui é um patrimônio da comunidade de Ipioca que está sendo destruído. É necessário que as autoridades venham aqui e façam alguma coisa”, afirma.

Em 2012, o Ministério da Cultura disponibilizou R$ 300 mil ao estado para a reforma do prédio. Em nota divulgada nesta sexta-feira (24), a Secretaria de Cultura justificou que o atraso na licitação se deve à necessidade de aumentar o valor, que atualmente está sob análise do Ministério. A Associação de Moradores cobra agilidade.

“Se a Secretaria não tomar nenhuma providência, nós estamos pensando em ingressar no Ministério Público, para que eles encabecem essa questão e tomem as devidas providências”, explica o diretor da Associação Comunitária de Ipioca, Cícero da Silva.

A paróquia foi pega de surpresa com a interdição da igreja. Por este motivo, o local onde serão realizadas as missas a partir de agora ainda não foi definido. “No momento, o próprio pároco não sabe de nada. Mas, nem que seja na rua, nós realizaremos as missas”, contou uma integrante da comunidade religiosa.

Fonte: G1 Alagoas – TV Gazeta

Amostras da flora brasileira que estão na Europa serão resgatadas

Cerca de 540 mil amostras da flora brasileira que fazem parte das coleções dos museus Nacional de História Natural, de Paris, e do Kew Gardens, de Londres, serão integradas ao herbário virtual Jardim Botânico do Rio. As amostras foram levadas aos países por missões estrangeiras que passaram pelo Brasil entre os séculos 18 e 20.

A coordenadora do herbário físico do Jardim Botânico e do futuro herbário virtual, Rafaela Campostrini Forzza, explicou que as plantas podiam ser consultadas pelos botânicos brasileiros, para teses de mestrado e doutorado, porém precisavam ir a Europa para verificá-las. Com a integração do material ao herbário virtual, mais pessoas terão acesso ao material.

“Agora, o que a gente vai fazer é dar acesso a essas imagens para muito mais gente, ao mesmo tempo, o que é muito bom. É difusão científica isso. E todo mundo poderá ter acesso a uma informação que é preciosa para o Brasil, já que essas amostras foram coletadas aqui e vão nos ajudar a conhecer melhor nossa flora”, disse a coordenadora, em entrevista à Agência Brasil.

Rafaela frisou que a soma das amostras que estão na Europa e as das coleções brasileiras darão aos pesquisadores e ao próprio Brasil acréscimo de conhecimento.

Além das coleções de Paris e de Londres e do próprio Jardim Botânico, o herbário virtual terá imagens e informações de outros museus europeus “que vão entrar nessa iniciativa com a gente”, segundo a coordenadora. O Jardim Botânico já tem 300 mil amostras prontas para incluir no herbário virtual. A intenção é lançá-lo com meio milhão de amostras de plantas, disse Rafaela. O herbário deve começar a funcionar até novembro deste ano.

A iniciativa faz parte do Programa Plantas do Brasil: Resgate Histórico e Herbário Virtual para o Conhecimento e Conservação da Flora Brasileira (Reflora), criado em 2010 pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e que tem parceria da empresas privadas, Vale e Natura, além de fundações estaduais de amparo à pesquisa. O Reflora prevê investimentos de R$ 21 milhões.

A mineradora Vale doou hoje R$ 1,74 milhão para o resgate e digitalização das imagens e dados da flora brasileira que estão no acervo do museu francês. Segundo a empresa, as informações serão úteis para conservação e recuperação da biodiversidade de áreas afetadas pela mineração. Agência Brasil

Fonte: Terra

 

Ouro Preto (MG) – Tem início a restauração do Conjunto de Pontes Ana de Sá

Divulgação ASCOM/PMOP – Angelita.

A Prefeitura de Ouro Preto em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto (Adop) e empresa Novelis lançaram na manhã desta terça-feira (21) o canteiro de obras para restauração do Conjunto de Pontes Ana de Sá, no distrito de Glaura. Datadas do século XVIII, as pontes configuram ainda importante meio de acesso para as comunidades de Soares e Ana de Sá.

Para o prefeito José Leandro Filho, as duas pontes que constituem o Conjunto têm importância fundamental porque interligam dois municípios: Ouro Preto e Itabirito. “Esse era o caminho usado pelo Império, pela Colônia, para acesso à Sabará e Diamantina. Portanto, a restauração é mais que uma obrigação para preservar o patrimônio e dar conforto ao povo da região e a todos os mineiros que gostam de percorrer o Município para conhecer nossa história”, explica José Leandro.

Construídas com estruturas metálicas e tabuleiro em madeira sobre o Rio das Velhas e um córrego afluente do mesmo, as pontes tiveram papel estratégico à época da mineração de ouro. Por este caminho, segundo relatos dos próprios viajantes, passaram Dom Pedro I, Dom Pedro II e vários exploradores, como Richard Burton, que por ali transitou em 1868. Em 2007, o Conjunto foi tombado pelo Município devido à sua importância histórico-cultural-paisagística, diferenciando-se das demais pontes de Ouro Preto, geralmente de pedra e em abóbada, pelo seu arranjo estrutural, aspecto e material empregado.

Segundo o presidente da Associação de Soares, Martinho Gricério da Silva, a comunidade esperava pela restauração há anos. “Eu tinha até medo quando os meninos vinham da escola e passavam pelas pontes, porque elas estavam bem ruins. A restauração vai melhorar muito o caminho”, lembra o líder da comunidade.

Os recursos para a obra foram captados por meio da Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio exclusivo da Novelis. O projeto será realizado e gerido pela Adop. A especialista em Comunicação Externa da Novelis, Raquel Botinha, explica o investimento da empresa no patrimônio histórico de Ouro Preto. “A Novelis possui uma linha de responsabilidade socioambiental e o investimento na restauração do Conjunto de Pontes Ana de Sá busca a valorização da cultura local e a garantia de segurança a todos que passam por aqui”.

Segundo o coordenador do Comitê de Parceiros da Adop, Gabriel Márcio Nahim Trópia, a restauração tem duração máxima de quatro meses. “Gostaria de ressaltar que essa é uma obra com trabalho essencialmente de Ouro Preto, com duas empresas do Município”, explica. No total, serão investidos aproximadamente R$ 214 mil na restauração do conjunto de Pontes Ana de Sá.

Fonte: Tribuna Livre

Juiz de Fora (MG) – Austeridade refinada

Obra de Antônio Carlos Duarte mapeia a beleza do estilo art déco na arquitetura da cidade.

As linhas retas já exibiam os reflexos da modernidade, que despontava em todos os setores da sociedade na primeira metade do século XX. Capturar as imagens que representam o estilo art déco em Juiz de Fora, evidente em edifícios e monumentos, sobretudo aqueles construídos entre as décadas de 1930 e 50, foi mais fácil para o arquiteto Antônio Carlos Duarte do que se poderia imaginar. “São muitos os exemplos e detalhes desse estilo tão rico, que passam despercebidos aos nossos olhos no dia a dia”, ressalta.

Durante uma caminhada com roteiro informal pelo Centro e alguns bairros, ao lado da amiga escritora e memorialista Rachel Jardim, surgiu a ideia – quase uma intimação – de que o arquiteto retratasse o estilo, tão representativo na cidade. As mais de 1.200 fotografias e muitas pesquisas sobre a manifestação culminaram no livro “Arquitetura art déco – Juiz de Fora”, lançado, com apoio da Lei Murilo Mendes, neste sábado, às 11h, no saguão do Cine-Theatro Central. Embora o teatro não seja um dos exemplos do estilo da cidade – é construído com padrões do ecletismo -, o local do lançamento foi escolhido pelo contexto da Praça João Pessoa, coração da cidade, onde o art déco se manifesta fortemente, com os edifícios Grippi e São Sebastião, ambos em frente ao teatro.

“Como um bom mineiro, garimpei essas joias da cidade”, destaca Duarte, ex-diretor do extinto Instituto de Pesquisa e Planejamento da Prefeitura de Juiz de Fora (1989/90) e ex-diretor do Museu Mariano Procópio. Em 128 páginas, o livro apresenta uma série de imagens de edificações, além de monumentos e túmulos nos cemitérios da Glória e Municipal e detalhes decorativos em geral, como vitrais e relevos em argamassa. A publicação traz ainda um mapa ampliado do Centro, com a localização dos principais prédios ressaltados na pesquisa. “O texto, com um pouco da história e características do art déco, é bastante acessível, para atingir quaisquer setores da comunidade. É preciso perceber a cidade, lançar sobre ela um olhar especial, para que possamos valorizar e amar nosso patrimônio”, completa.

Deixando de lado o excesso de decoração e o apreço pelo antigo, o art déco buscava, segundo o autor, o futuro, a novidade. Na cidade, “em suas formas e linhas básicas, os edifícios seguiram, em sua maioria, a corrente estilística conhecida como zigue-zague (volumetria escalonada), mas se produziu também dentro do padrão neoclássico moderno, aerodinâmico e, mais raramente, da vertente nacional dominada marajoara”.

Brilho e discrição

Para Rachel Jardim, autora do prefácio da obra, o art déco pode ser tido como um “estilo envergonhado”. Apareceu no Brasil “sem fanfarras, vagamente chamado de moderno, classificação logo erradicada pelo termo ‘modernista’, consagrado na Semana de Arte Moderna”. “Em Juiz de Fora, o gênero não provocou, até os anos 1980, nenhuma atenção. Não é referido nas obras memorialísticas de Pedro Nava, nem de Murilo Mendes”, escreve Rachel.

A manifestação, que surgiu em Paris, na década de 1920, só começou a ser reconhecida, segundo Duarte, nos anos 1960, quando pesquisadores e críticos se despertaram para o estilo. “Embora exista uma biografia muito restrita sobre art déco, hoje já há congressos pelo mundo, já se estuda sua relevância na universidade”, diz o autor. Para servir de referência a pesquisas sobre o estilo, a obra conta com tradução do texto para o inglês.

A aura discreta, contudo, nunca deixou de ser brilhante, literalmente. As fachadas principais dos edifícios recebiam revestimento em pó-de-pedra, aplicado em tons escuros, o que causava um efeito cintilante, reflexo da mica sob a incidência da luz. “Uma vez colocado, o pó-de-pedra permanecia para sempre. É prático, no sentido da conservação, sem deixar de ser belo, por seu brilho, facilmente associado ao cinema, às propagandas, à brilhantina”, acrescenta Duarte. Com o tempo e as mudanças estéticas, o colorido das tintas foi sendo aplicado às fachadas, substituindo a proposta inicial.

Segundo o autor, a Capela do Colégio Santa Catarina, na Avenida dos Andradas, é um dos exemplos mais bem conservados e ricos da cidade no estilo art decó. “À rigidez e à austeridade externas, se contrapõem o refinamento e a suavidade do espaço interno”, avalia. Outros tantos exemplos, como o Cenáculo São João Evangelista, a Igreja de São Mateus, a Galeria Pio X, o Hotel São Luiz e o Edifício Magalhães, são abordados, em seus detalhes, na obra.

Fonte: Tribuna de Minas

Máscaras de tortura usadas no regime de Saddam são expostas

Peças de metal eram usadas para torturar prisioneiros durante regime. Elas estão expostas em antigo monumento que virou museu em Bagdá.

Iraquiano prova máscara de metal usada como objeto de tortura por Saddam Hussein. (Foto: Khalid Mohammed/Reuters)

Diversas máscaras de metal que eram usadas pelo regime de Saddam Hussein para torturar prisioneiros no Iraque foram expostas no monumento Shaheed, em Bagdá. O local foi construído por Hussein para homenagear os iraquianos mortos na guerra com o Irã, e posteriormente transformado em um museu em homenagem às vítimas do ditador pelo atual governo xiita.

Máscaras foram expostas em antigo monumento usado por Hussein para homenagear soldados iraquianos mortos. (Foto: Khalid Mohammed/Reuters)

Jovem experimenta uma mascara de tortura exposta no monumento Shaheed, em Bagdá. (Foto: Ali al-Saadi/AFP)

Objetos usados para tortura podem ser manuseados em exposição na capital iraquiana. (Foto: Ali al-Saadi/AFP)

Estátuas no monumento Shaheed representam pessoas mortas pelo regime de Saddam Hussein. (Foto: Khalid Mohammed/AP)

Fonte: G1 Mundo

Museu do Oratório de Ouro Preto (MG) ganha livro reeditado

Reedição traz textos bilingues e um rico acervo de imagens de oratórios que estão no Museu.

Oratório de salão, Minas Gerais, século XVIII, pintura atribuída a Manuel da Costa Athaide

Objeto de devoção da cultura católica, os oratórios também são dotados de riqueza estética capaz de exprimir com rara beleza o universo da fé. O Museu do Oratório, situado na cidade de Ouro Preto, reúne valioso acervo dessas peças da tradiconal arte sacra brasileira. Em comemoração dos 15 anos de existência do Museu, será lançado a segunda edição do livro que levo o mesmo nome do espaço.

Completamente revista e ampliada, esta nova edição conta com 162 oratórios em mais de 300 imagens em alta resolução, tamanho ampliado e com legendas que especificam o histórico das peças. Todos os textos estão em inglês e em português.

Lançado pelo Instituto Flávio Gutierrez em parceria com a Fundação Cultural BNP Paribas, o livro tem como objetivo “trazer uma abordagem histórica, enfatizando a importância da coleção no universo da arte sacra brasileira”, afirma a coordenadora do Museu, Ângela Gutierrez. O lançamento oficial acontece no dia 23 de maio, no Museu de Artes e Ofícios, na Praça da Estação, em Belo Horizonte. O evento será restrito à convidados.

Museu do Oratório – Ouro Preto

Uma coleção que começou quando Ângela, ainda menina, recebeu de presente do pai um oratório feito a de madeira de goiabeira, com uma pequena imagem de Santana dentro. Este artefato despertou nela o desejo de colecionar arte brasileira. “Aquele presente despertou meu instinto de busca e descoberta, como incorporação concreta da arte enquanto motivação e vivência humana”, afirma a colecionadora no prefácio do livro, prestando homenagem a seu pai.

Tal instinto levou a Ângela a doar seu patrimônio ao IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), dando origem ao Museu do Oratório, montado num casarão setentista, no qual Aleijadinho (1738-1814), expoente artista do barroco brasileiro, morou parte de sua vida. Nesses 15 anos o espaço já recebeu cerca de 1,5 milhões de visitantes.

Fonte: divirta-se.uai.com.br