São Francisco do Sul (SC) – Mais de 800 documentos navais históricos são digitalizados

Acervo será lançado na internet em 9 de junho e reúne além de livros, plantas, cartas náuticas e manuscritos.

Documentos remontam ao período da colonização do País. Divulgação/Museu do Mar

Mais de 800 obras raras do patrimônio naval do País foram digitalizadas e serão disponibilizadas no lançamento do Portal Barcos do Brasil, marcado para o dia 9 de junho.

O objetivo do Portal é a disponibilização do acervo da Biblioteca Kelvin Duarte, que fica no Museu Nacional do Mar, ao maior número de pesquisadores possível, promovendo acessibilidade e tornando a biblioteca uma referência nacional no tema, a fim de atender estudantes, curiosos e especialistas.

O acervo disponibilizado no site reúne, além de livros, também plantas, cartas náuticas e manuscritos. Grande parte do acervo se constitui em uma reunião de exemplares fora de circulação do mercado livreiro, edições esgotadas e de conteúdo precioso, abordando assuntos que incluem história naval, modelismo, pesca, folclore, descrição de viagens, entre outros.

Os pesquisadores encontrarão no site publicações como Compendio del arte de navegar (Rodrigo de Zamorano, 1581) e Viagem do Paraguay ao Amazonas (Paulo Ehrenreich, 1853). Para facilitar o acesso ao usuário, as buscas das publicações poderão ser feitas segundo critérios de: comunidades e coleções; data do documento; autores; títulos; e assuntos.

O projeto foi financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de convênio com a Associação dos Amigos do Museu do Mar, e contou com parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Fundação Catarinense de Cultura.

Museu Nacional do Mar

O Museu Nacional do Mar de São Francisco do Sul (SC) conta com um acervo de obras raras disponível na Biblioteca Kelvin Duarte, composto por cerca de 3 mil documentos de variados tipos – cartas náuticas, plantas de embarcações, documentos sobre engenharia naval, documentos da marinha portuguesa da época da colonização brasileira, entre outros documentos históricos.

A Biblioteca leva o nome de um dos maiores conhecedores e estudiosos do modelismo naval brasileiro, Kelvin Duarte. O especialista dedicou sua vida ao estudo da construção de miniaturas náuticas, além de ter reunido livros nacionais e internacionais sobre o assunto de raro valor comercial e intelectual, adquiridos pelo Museu do Mar.

Fonte original da notícia: Portal Brasil




Belo Horizonte (MG)- MAP está em estado de alerta

Em carta, funcionários do Museu de Arte da Pampulha denunciam descaso do poder público em relação ao espaço

Patrimônio de BH, museu sofre, segundo funcionários, com o abandono e a falta de incentivos do poder público.

Funcionários do Museu de Arte da Pampulha (MAP) divulgaram na última sexta-feira (5) uma carta aberta pedindo apoio para o espaço, que atualmente se encontra em “grave situação de negligência” e tem sofrido com “baixo recurso e falta de investimento”. Dentre as reivindicações presentes na chamada “Carta de Apoio ao Museu de Arte da Pampulha”, estão a denúncia de falta de profissionais, deterioração do acervo e redução na verba destinadas a projetos. A divulgação da carta ocorre no ano em que o MAP completa 60 anos.

Nessa terça (9), vereadores da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, Pedro Patrus (PT) e Arnaldo Godoy (PT) realizaram uma visita técnica ao local para verificar as condições do acervo após as denúncias. De acordo com Patrus, a situação das obras é “aterrorizante”. “O acervo está jogado às traças. Há obras do museu que estão em um galpão do bairro São Bernardo. Esculturas fundamentais estão completamente deterioradas”, diz.

Situação complicada. Em determinado trecho da carta, os funcionários dizem que o projeto Arte Contemporânea, que tem calendário anual, “teve redução de mais de 50% em seu orçamento”. De acordo com uma funcionária do museu que pediu anonimato, o MAP vive “uma situação complicada há quatro anos”. “O orçamento vem sendo reduzido todos os anos. Por isso, não conseguimos executar as atividades”, diz.

Outra questão levantada no documento é que o espaço não possui curador efetivo desde 2012, nem museólogo desde 2014. “Não ter um curador efetivo é um problema grande, mas não ter um museólogo é um problema maior, porque, por lei, todos os museus precisam de um museólogo”, afirma a mesma funcionária.

Além disso, ela destaca que a deterioração do acervo é constante. “Ele está em um local que já é pequeno. Estamos sem ar-condicionado há mais de um ano. O acervo já está sofrendo com a ação de micro-organismos, algo que não acontecia até um ano atrás”, relata.

A carta destaca ainda que o museu recebeu grande visibilidade com a implantação dos projetos Bolsa Pampulha e Arte Contemporânea, em 2002, mas que ela foi se perdendo com o passar dos anos. De acordo com a funcionária, o espaço tem perdido a função de instituição museológica para dar lugar a promoção de eventos turísticos, como Circuito Pampulha Noturno, que ocorre às terças-feiras. “Quando foi dado o título à Pampulha de Patrimônio Cultural da Humanidade, foi visado a paisagem e o conjunto arquitetônico, mas não o museu. Essa instituição tem sido colocada de lado. Está sendo chamada a atenção apenas do turismo e eventos que não estão ligados à instituição”, comenta.

Posicionamento. O diretor do Conjunto Moderno Pampulha – órgão sob responsabilidade de Fundação Municipal de Cultura –, Gustavo Mendicine, foi procurado para se posicionar perante os questionamentos da carta. Ele confirmou que o espaço não tem curador fixo nem museólogo. Segundo ele, “os curadores trabalham por projeto”. “Existem outros museus que trabalham assim”, afirmou.

Mendicine disse ainda que não contar com um museólogo “não é particularidade do MAP”. “Na cidade, só existem dois museólogos. Não é porque não existe esse profissional que o trabalho dele deixa de ser feito”, afirma.

Quanto à condição em que se encontra o acervo, que tem sofrido deterioração por conta da falta de ar condicionado, Mendicine destacou que esse é um “problema pontual, que deve ser resolvido em um prazo de 30 dias”.

Ao ser questionado sobre a declaração de que a instituição está sendo deixada de lado, o diretor afirmou que isso não condiz com a realidade. “O museu está vivendo em um período entre exposições. Em março, foi retirada a última, e em um período de duas, três semanas deve ser anunciada outra”, diz.

As questões levantadas pelos vereadores que visitaram o MAP, nessa terça, serão levadas a público em audiência, que ocorrerá na próxima segunda-feira (15). Na reunião, também será discutida a possibilidade de mudança do acervo do Museu da Imagem e do Som, situado na avenida Álvares Cabral, para o MIS Cine Santa Tereza.

Por Laura Maria

Fonte original da notícia: O Tempo




Rio de Janeiro (RJ) – Livros de cemitérios se deterioram em sala na garagem do Arquivo Geral da Prefeitura

Acervo com registros a partir de 1851 está no local desde 2013, quando foi retirado da Santa Casa de Misericórdia. Sindicância foi aberta para apurar furtos dos documentos.

Acervo dos cemitérios está alojado ao lado da garagem do Arquivo da Cidade do Rio. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

Livros mortuários de 13 cemitérios públicos do Rio de Janeiro estão se deteriorando armazenados em uma área de 66 metros quadrados, ao lado da garagem, no subsolo do prédio do Arquivo Geral da cidade. No acervo estão armazenados 2.164 livros, cerca de 1,5 mil da Santa Casa de Misericórdia. São documentos de 1851 até os dias atuais. O G1 foi ao local e encontrou uma sala quente, sem vigilância e os registros armazenados em péssimo estado de conservação em estantes de aço.

O Diário Oficial do Município publicou, em sua edição de terça-feira (25), a abertura de uma sindicância para apurar “irregularidades supostamente praticadas no Acervo dos Livros Mortuários do Rio de Janeiro”. A equipe de reportagem apurou que livros foram furtados e outros tiveram as folhas rasgadas.

Há duas semanas, um livro de 1852 foi encontrado jogado, em um domingo, no chão da sala. O documento não fazia parte do catálogo elaborado pelo setor da Prefeitura do Rio que administra os cemitérios públicos.

Os livros mortuários são registros de pessoas que adquiriram, a partir de 1851, sepulturas na cidade do Rio. Não apenas o nome de quem comprou, mas dados sobre a pessoa e quem foi sepultado local, além de quem recebeu o jazigo de herança, por exemplo.

Esses dados servem aos historiadores como informação sobre o ciclo de vida dos moradores do município durante os séculos 19 e 20. Ou ainda para se definir a árvore genealógica de uma família ou até como prova de casos de dupla cidadania.

Em abril de 2013, suspeitas de irregularidades nos arquivos da Santa Casa de Misericórdia levaram a Prefeitura do Rio a acautelar os livros. As suspeitas teriam sido praticadas em três cemitérios do Rio: Irajá, Inhaúma e Ricardo de Albuquerque, todos na Zona Norte do Rio. Em julho daquele ano, os livros foram levados para a garagem do Arquivo Geral da Cidade, onde estão até hoje.

Livro mortuário se deteriora no Arquivo Geral da Cidade do Rio. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

O acervo dos cemitérios está no subsolo do prédio localizado na Cidade Nova, no Centro do Rio. A história dos sepultados na cidade do Rio de Janeiro está numa sala ao lado do estacionamento de carros.

O local foi inundado em 2016 após uma chuva forte, de acordo com um ofício de março do ano passado. Há relatos de servidores, em documentos obtidos pelo G1, de que livros foram levados do lugar e colocados em carros parados ao lado da sala.

Junto à entrada da área onde está o acervo, não há câmeras ou qualquer vigilante. Na sala, ficam apenas dois funcionários. Próximo às estantes de livros, há fios desencapados no teto.

Um ventilador na porta tenta refrescar, sem sucesso, o ambiente. Há extensões que servem para ligar o outro ventilador e carregar os aparelhos celulares dos servidores.

Os livros são manuseados com luvas que já estão quase no fim. Não há máscara para os funcionários. Alguns livros foram encontrados pela reportagem rasgados ou com as folhas soltas. Bem diferente dos 3,5 milhões de documentos digitalizados nos andares acima.

Prefeitura promete digitalizar o acervo

O secretário municipal de Conservação e Meio Ambiente, Rubens Teixeira, diz que o acervo será digitalizado e, assim, preservado.

“Vamos primeiro descontaminar o acervo, microfilmar e assim cuidar da digitalização de todo material”, afirma o secretário. Todo o processo deve durar seis meses.

No Arquivo da Cidade, há livros do século 19. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

Por meio da assessoria, a diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio, a historiadora Beatriz Kushnir, declarou que o arquivo cuida apenas da guarda dos livros. De acordo com a nota, toda a documentação “que chega ao local entra pela garagem e passa por uma sala de acolhimento e pequeno tratamento, para não contaminar o restante do acervo”.

A nota da Casa Civil da Prefeitura, ao qual a direção do Arquivo Geral é subordinada, diz que procedimentos como microfilmagem e digitalização não foram feitos pela antiga administração municipal quando os livros foram acautelados pela prefeitura.

Leia a íntegra da nota:

A documentação dos cemitérios foi entregue ao Arquivo no início de 2013, quando a gestão passada rompeu o pacto com a Santa Casa de Misericórdia e acautelou os livros dos 13 cemitérios públicos da cidade. Por não haver espaço adequado na Coordenadoria de Cemitérios, responsável pela documentação, foi determinado que o Arquivo cedesse um espaço onde essa documentação poderia ficar para continuar sendo manuseada pelas pessoas das funerárias e da coordenadoria. Por ser uma documentação corrente que continua sendo manuseada e preenchida, ela não tem o caráter permanente – por isso não pertence ao arquivo geral da cidade.

Quando a documentação chegou, o AGCRJ produziu um termo de referência, com todas as etapas necessárias ao arquivamento dessa documentação: higienização, pequenos reparos, digitalização, microfilmagem, acondicionamento e construção de uma base de dados que transferisse as informações dos livros.

O processo não foi feito pela antiga gestão. A atual administração está em negociação com as concessionárias para garantir que as mesmas cumpram as exigências do contrato, entre elas colocar uma base de dados em todos os cemitérios e também na coordenadoria, para que as novas inclusões ao invés de serem feitas nos livros sejam colocadas diretamente ali, de forma digital, o que vai permitir que os livros ganhem um caráter permanente e sejam devidamente arquivados“.

Fios ficam junto às prateleiras dos livros mortuários. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

Por Marco Antônio Martins

Fonte original da notícia: G1 Rio




Acervo de museu em Divinópolis (MG) é removido após interdição de imóvel

Peças foram transferidas para o Centro Administrativo como medida de proteção. Exposição ao público não ocorre devido a processo de inventário.

Equipe da Secretaria de Cultura acompanha situação de peças guardadas no Centro Administrativo. (Foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação)

Equipe da Secretaria de Cultura acompanha situação de peças guardadas no Centro Administrativo. (Foto: Prefeitura de Divinópolis/Divulgação)

Após a interdição do prédio que abriga o Museu Histórico de Divinópolis devido a danos na estrutura, as peças que integram o acervo passam por um processo de salvaguarda – proteção concedida por autoridade ou instituição. De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, elas foram retiradas do prédio e estão em uma sala do Centro Administrativo. Um inventário sobre as obras está sendo elaborado. Por causa disso, o acesso pelo público foi suspenso.

A gerente municipal de Memória e Patrimônio, Thais Venuto, disse que a edificação onde funciona o museu começou a apresentar danos em 2014. “Mas as chuvas do início deste mês tornaram a situação mais preocupante. Isso levou o prédio a ser interditado pela Defesa Civil”, explicou.

Em nota, a Prefeitura comunicou que estuda uma possibilidade de parceria público-privada com uma arquiteta para revitalizar e requalificar o casarão histórico. “O museu passará por processo de revitalização e adequação de espaço, sem previsão de término, para expor o acervo”, disse o secretário de Cultura, Oswaldo André de Mello.

Danos estruturais no Museu Histórico de Divinópolis motivaram interdição pela Defesa Civil (Foto: Prefeitura/Divulgação)

Danos estruturais no Museu Histórico de Divinópolis motivaram interdição pela Defesa Civil (Foto: Prefeitura/Divulgação)

Construído em 1830, o prédio que abriga o Museu Histórico foi residência familiar em uma época em que Divinópolis era Arraial do Divino Espírito Santo. Tempos depois abrigou a primeira sala de cinema da cidade e foi posto de saúde, sede da cúria paroquial e do colégio seráfico. Abrigou ainda o convento dos frades franciscanos e a escola normal.

Em 1982, um movimento em defesa da preservação da construção recebeu apoio na Câmara Municipal. Foi tombado e restaurado em 1988.

Fonte original da notícia: G1 Centro-Oeste de Minas




Com fungos, 3 mil livros de biblioteca pública de Cuiabá (MT) são restaurados

Obras estão em uma sala fechada por mais de 10 anos. Trabalho conta com o apoio de seis adolescentes que cumprem medidas socioeducativas.

Reprodução.

Reprodução.

Parte do acervo de livros da biblioteca estadual Estevão de Mendonça, em Cuiabá, está sendo restaurada. Ao todo, três mil livros que estavam há mais de 10 anos em uma sala fechada, por causa de fungos nocivos aos humanos, devem ser restaurados e disponibilizados à população.

Os livros estavam guardados em uma sala desde o diagnóstico de especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) identificar a presença de mais de 80 tipos de fungos prejudiciais à saúde.

Para ter acesso ao acervo, foi preciso um processo de desinfecção, segundo o conservador Fernando Santos. “Foi realizado um processo de pesquisa intensa para saber qual seria o melhor tratamento para o acervo desses livros”, explicou.

As obras que estão com as páginas ou com a capa soltas são marcadas com um laço de algodão, avisando que a obra requer cuidados especiais para que as folhas não rasguem. Depois de passar pelo processo de restauração, os livros serão catalogados e disponibilizados para leitura. Os mais danificados serão digitalizados.

O historiador Lucivaldo Ávila se diz surpreso com as obras raras que são encontradas no acervo durante o processo de restauração, como um livro que tem a capa trabalhada em madre pérola, publicado em 1858. “Tem aparecido produções de grandes historiadores, temos clássicos franceses, livros escritos em alemão e em latim”, contou.

Ainda não tem previsão de quando o acervo de livros será disponibilizado para a leitura. A Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) cedeu seis menores de idade do Complexo Pomeri para ajudar na restauração do acervo.

“A nossa intenção é indicar esses adolescentes para atuar diretamente nos museus e na conservação de material bibliográfico”, contou Lucivaldo.

Fonte original da notícia: G1 MT




Leilão deixa realeza brasileira ao alcance das mãos

Parte do acervo da família imperial brasileira será vendido, incluindo móveis, louças, obras de arte e outros objetos.

Museu Imperial/Reprodução

Museu Imperial/Reprodução

Parte do acervo da família imperial brasileira está em leilão. Dos armários e gavetas de D. Pedro Carlos de Orléans e Bragança, de 71 anos, trineto de d. Pedro II e bisneto da princesa Isabel, saíram miudezas: porcelanas, cristais, cigarreiras, gravuras, relógios, moedas, comendas. A coleção, que tem itens de R$ 10 a R$ 40 mil, foi batizada de Pequenos Guardados.

“É como se você abrisse seus armários e tirasse as lembranças de uma vida toda. Só que elas vêm com o brasão imperial, ou o monograma da princesa Isabel e do conde D’Eu. São peças que contam a história de uma família, que se mistura à história do Brasil”, compara o leiloeiro Franklin Levy.

Pedro Carlos era o último integrante da família imperial a viver no Palácio Grão-Pará, em Petrópolis, na região serrana, construção erguida entre 1859 e 1861. Com dificuldades para fazer a manutenção do imóvel, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), a família já havia arrendado parte do terreno para que ali funcionasse um estacionamento. Por fim, Pedro Carlos mudou-se para um apartamento em Itaipava, distrito de Petrópolis, e tratou de se desfazer do que não cabia na nova casa.

“É um biólogo aposentado, que quer viver os últimos anos mais leve. Quando a gente sai de casa, olha se o gás está fechado, as luzes apagadas e as janelas fechadas. Ele tinha de fazer isso e ainda se preocupar com a segurança de um acervo”, diz Levy.

O antiquário Miguel Salles selecionou e fez as descrições das peças. O leilão tem um cardápio do Baile da Ilha Fiscal, última grande festa da monarquia, seis dias antes da Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. São 15 páginas, com a descrição de entradas, pratos principais, sobremesas, vinhos e champanhes servidos na festa. “Está em perfeito estado de conservação. Percebe-se que comiam muito e bem”, brinca.

Estudiosos da família imperial dizem que os itens mais valiosos em posse de d. Pedro Carlos, como as fotografias e daguerreótipos (processo fotográfico primitivo) da família imperial não foram colocados à venda. Em 2011, ele vendeu a pena com que a princesa Isabel assinou a Lei Áurea ao Museu Imperial de Petrópolis. O objeto, de ouro 18 quilates cravejado com 17 diamantes e 28 pedras vermelhas, foi negociado à época por R$ 500 mil.

Destaques

Mas Salles destaca que o leilão tem peças históricas, como o rebenque (pequeno chicote) de ouro e fina palha que pertenceu à princesa Isabel (lance mínimo de R$ 7 mil), um retrato de Pedro II menino (R$ 2 mil), coroa de louros conferida a Gastão D’Orléans, o conde D’Eu, por feitos realizados na Campanha do Marrocos (R$ 8 mil). As peças mais caras são os serviços de jantar da Casa Imperial Brasileira – o de uso diário e o de gala. Cada um com lance de R$ 40 mil. Mas há camafeus por R$ 30; e uma saladeira em pedra sabão, por R$ 10

Há ainda itens “mais modernos”: uma garrafa do prestigioso vinho Veja-Sicilia Único, safra de 1970, servido pelo rei Juan Carlos da Espanha aos convidados do casamento da infanta dona Elena, em 1995 (lance a partir de R$ 4 mil). E outros sem tanto glamour: um sofá de dois lugares, com manchas, tem lance de R$ 30; e um aparelho de som com duplo toca-fitas sai por R$ 200. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte original da notícia: Metrópoles




Lei obriga os museus brasileiros a tomar mais cuidado com seu acervo

Muitas peças expostas como relíquias do passado são de origem duvidosa.

Quem caminha pelos corredores do Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, depara com objetos célebres que ajudam a contar um pouco da história brasileira. Um deles é um tacape que teria pertencido a Tibiriçá, líder indígena que ajudou os jesuítas na fundação de São Paulo e posteriormente recebeu o nome cristão de Martim Afonso. A peça, na verdade, é uma borduna, arma de ataque feita de madeira e palha. Ao observar a relíquia com mais atenção, uma suspeita pode surgir aos olhos do visitante: tanto a madeira como a ornamentação de palha estão extremamente conservadas para uma arma de quase 500 anos.

A documentação relativa ao objeto faz a suspeita aumentar. Não há nenhuma prova de que a arma pertenceu a Tibiriçá. Os arquivos informam apenas que, no século XIX, o tacape surgiu na coleção do imperador Pedro II, ninguém sabe como. “O único certificado de autenticidade que temos seria um bilhete do imperador atestando que a peça era de Tibiriçá, mas mesmo esse bilhete desapareceu”, diz Rafael Zamorano, pesquisador do Museu Histórico Nacional. Segundo o registro, o imperador doou o tacape ao general Couto de Magalhães, na época presidente da província de São Paulo. Depois da morte deste, um sobrinho do general deu de presente ao médico sergipano José Vieira da Costa Valente, que por sua vez doou ao museu. A arma tem uma história de culto e legitimação que não pode ser desprezada, mas os museólogos concordam que dificilmente pertenceu ao índio.

A fabricação desse tipo de relíquia foi uma prática comum em museus brasileiros e estrangeiros no princípio do século XX. Naquele período, entendia-se que o museu deveria ser um depositário dos objetos que ajudassem a manter viva a memória dos heróis e dos grandes feitos da pátria, muitos deles também inventados. No esforço para cumprir esse papel, todo objeto com alguma ligação histórica era bem-vindo, ainda que sua garantia de autenticidade fosse somente a fala do doador ou algum manuscrito num pequeno pedaço de papel.

Assim foram criadas relíquias como a forca que matou Tiradentes, a espada que Pedro I ergueu no Grito do Ipiranga, a farda usada por Marechal Deodoro na Proclamação da República, criações que a reportagem de ÉPOCA tenta desmistificar ao longo desta reportagem. Essas peças serão objeto de debate em maio, num encontro promovido no Brasil pelo Conselho Internacional de Museus com o tema Museus e Histórias Controversas. Relíquias desse tipo estão presentes no acervo dos principais museus históricos brasileiros. “Por meio desses objetos, é possível entender a disputa de poder dentro de um museu. São relíquias sempre associadas aos grandes vultos, que ajudam a construir a história a partir das memórias de uma elite. Muitos foram legitimados apenas pela palavra do doador, interessado que determinado objeto ou personagem participasse também da narrativa”, diz Ana Lourdes Costa, responsável pela organização do evento no Brasil.

Nos últimos anos, o culto aos heróis caiu em desuso. Os museus começaram a abrir espaço para a representação de grupos que ficaram à margem da História, como os escravos ou os índios. Além disso, em 2009 foi criado o Estatuto de Museus, a primeira lei federal que obriga as instituições a pesquisar seu acervo e a garantir sua autenticidade. Atualmente, a incorporação de um objeto ao acervo de um museu é cercada de muito mais cuidado. Em 2015, um leiloeiro de Petrópolis colocou à venda a fronha que Getúlio Vargas usava quando cometeu suicídio, em 1954. A peça tinha marcas de sangue e o mesmo bordado do enxoval da Presidência. O Museu da República, que tem entre suas principais atrações o pijama usado por Getúlio no dia da morte, interessou-se em comprá-la. Antes de fazer o cheque, enviou a peça ao laboratório Genera, que faz exames de DNA, para verificar se o tipo de sangue batia com o do presidente. O resultado deu negativo: o sangue era de mulher. A compra foi abortada.

Apesar desse cuidado mais recente, instituições públicas brasileiras têm um enorme passivo de peças questionáveis que foram incorporadas ao longo do século passado e por décadas cultuadas como objetos legítimos, embora seja impossível garantir sua autenticidade. São relíquias que os pesquisadores dos próprios museus estão estudando para reclassificá-las de maneira que não enganem mais o público, mas sem apagar sua trajetória de objeto de culto.

O brasão duvidoso

Museu da República

A farda de Deodoro da Fonseca – tem botões com o brasão da República, que só foi criado depois da Proclamação. (Foto: Pedro Farina/Época)

A farda de Deodoro da Fonseca – tem botões com o brasão da República, que só foi criado depois da Proclamação. (Foto: Pedro Farina/Época)

Deodoro da Fonseca, militar apontado como o proclamador da República em 1891, não marchou imponente com seu cavalo branco sobre a Praça da Aclimação, como aparece no famoso quadro de Henrique Bernardelli. Naquele 15 de novembro, ele estava doente e foi quase carregado por seus companheiros. Alguns historiadores suspeitam que essa doença era uma indisfarçada fidelidade ao imperador, que ele manteve até não ser mais possível conter a revolta militar. O uniforme usado pelo marechal naquela data é uma das relíquias do Museu da República. Foi doado em 1926 por seu sobrinho, Joaquim Dutra da Fonseca. Sobre ela pesam duas suspeitas. A primeira é uma carta de 1932 do general Clodoaldo da Fonseca, outro sobrinho do marechal, afirmando que naquela ocasião o tio usava uma farda mais confortável, sem a gola e os punhos bordados, como a do museu. Isso porque estava com “o fígado muito congestionado”. Pelo mesmo motivo, não teria carregado a espada, também do acervo do museu. O segundo problema é que os botões da farda têm impresso o brasão da República, criado depois da proclamação. Na época, os botões deveriam estampar ainda o símbolo da Monarquia. “Ou ele nunca usou a farda, ou usou e depois trocou os botões. Existe alguma falsificação aí”, diz o museólogo Mário Chagas.

Uma espada suspeita 

Museu Histórico Nacional

Essa espada foi fichada como o sabre de Dom Pedro I da época da Independência apenas com base no depoimento de um doador da peça. (Foto: Pedro Farina/Época)

Essa espada foi fichada como o sabre de Dom Pedro I da época da Independência apenas com base no depoimento de um doador da peça. (Foto: Pedro Farina/Época)

Os historiadores não chegaram a um consenso sobre a existência do Grito do Ipiranga – aquele episódio no qual o imperador Pedro I teria erguido sua espada para gritar “Independência ou morte” para selar a independência do Brasil de Portugal em 1822. Na correspondência da época, não há menção a tal acontecimento. A Independência envolveu uma negociação lenta. Seu marco inicial já foi estabelecido em agosto e outubro, antes de ser fixado no dia 7 de setembro. No entanto, a espada de Dom Pedro I no Grito do Ipiranga é uma das relíquias do Museu Histórico Nacional. Em 1933, Sebastião Guillobel, um oficial da Marinha, fez a doação ao museu dizendo que recebera a espada das mãos do seu avô, o barão de São Victor, e que ela teria pertencido a Pedro I. O diretor do museu, Gustavo Barroso, escreveu ao doador agradecendo a relíquia e dizendo que “possivelmente” fora a usada no Ipiranga. A simples troca de mensagens foi suficiente para que a espada fosse fichada como sabre de Dom Pedro I da época da Independência. Uma década depois, o mesmo Gustavo Barroso, em carta ao ministro da Educação, afirmava com segurança que o sabre do imperador no Ipiranga “encontra-se já no Museu Histórico”. A referência hoje é questionada pela própria instituição.

Dança das canetas

Museu Paulista e Museu Prudente de Morais em Piracicaba

Há duas canetas em exposição identificadas como a usada por Prudente de Morais na assinatura da Constituição de 1891. A autêntica pode não ser nenhuma delas. (Foto: Pedro Farina/Época)

Há duas canetas em exposição identificadas como a usada por Prudente de Morais na assinatura da Constituição de 1891. A autêntica pode não ser nenhuma delas. (Foto: Pedro Farina/Época)

Em 2014, um leiloeiro ofereceu ao Museu da República a caneta de ouro com que Prudente de Morais, presidente da Constituinte de 1891, assinou a primeira Carta republicana. Essa Constituição foi um marco para a democracia brasileira, por instituir o presidencialismo por voto direto e separar a Igreja do Estado. Numa rápida troca de mensagens para assegurar a autenticidade da peça, os museólogos tiveram uma surpresa. Existem canetas com a mesma identificação em pelo menos outros dois museus no país. Uma delas está no Museu Paulista e foi doada em 1990 pela neta do político, Maria de Morais Barros. Estava em poder de seu pai, Pedro de Morais, sobrinho de Prudente. Ela veio acompanhada por um bilhete datilografado, atribuído ao presidente, que dizia: “Pena com que assinei a Constituição federal de 1891”. Outra caneta, também identificada da mesma forma, está no Museu Prudente de Morais, em Piracicaba. Esta foi doada por Hermínia Silveira Melo, viúva do neto de Prudente, João Silveira Melo. O testamento do político coloca mais dúvida no caso. Ele menciona a peça, descrevendo-a como uma caneta em forma de pena com pedra de diamante. Nenhuma das três canetas que apareceram até agora tem essa pedra.

A pedra criminosa 

Museu Imperial de Petrópolis

É impossivel atestar que essa pedra que ja foi exposta em exibições temporárias, atingiu o carro de Getúlio Vargas em 1993 e quase o matou. (Foto: Pedro Farina/Época)

É impossivel atestar que essa pedra que ja foi exposta em exibições temporárias, atingiu o carro de Getúlio Vargas em 1993 e quase o matou. (Foto: Pedro Farina/Época)

Em abril de 1933, o presidente Getúlio Vargas viajava com a mulher e um filho para Petrópolis, quando o carro foi atingido por uma pedra que se despregou da encosta. A rocha atravessou a capota do automóvel, matou o motorista e provocou fraturas no presidente e na primeira-dama.  Na ocasião, falou-se em conspiração, pois na mesma semana o presidente do Peru fora morto a tiros dentro de um automóvel. Depois da perícia, que não identificou crime, a pedra foi requisitada pelo Museu de Petrópolis, onde deu entrada com valor simbólico de 20 cruzeiros. Pesava 81 quilos e media 1 metro de diâmetro. Em seguida foi transferida para o Museu Imperial, onde hoje permanece na reserva técnica, identificada como a pedra fatídica. O problema é que várias pedras rolaram da montanha naquela ocasião. Segundo descrição dos jornais, logo após o acidente, caiu uma segunda pedra e uma terceira estava para despencar. Não é possível garantir que a rocha correta chegou ao museu. “Seria impossível fazer hoje uma pesquisa para identificar se foi realmente essa a pedra que caiu. Ela deu entrada aqui como um documento policial. Hoje é um objeto bastante atípico na nossa coleção”, diz o diretor do museu, Maurício Ferreira.

A forca esquecida

Museu Histórico Nacional e Museu da Inconfidência de Ouro Preto

Esse pedaço de madeira é exposto como parte da forca onde foi executado Tiradentes. (Foto: Pedro Farina/Época)

Esse pedaço de madeira é exposto como parte da forca onde foi executado Tiradentes. (Foto: Pedro Farina/Época)

Pedaços de madeira que faziam parte da forca em que Tiradentes foi executado estão distribuídos em museus do Rio de Janeiro e de Minas Gerais. No século passado, tiveram de ser retirados de exposição por um período, em razão do assédio do público. Acreditava-se que usar um fragmento da forca como amuleto dava sorte. A relíquia estava sendo corroída pelos visitantes. Sua procedência, no entanto, é controversa. As madeiras foram encontradas no subsolo de uma prisão para padres que existia no Rio de Janeiro, exatamente 100 anos após a morte de Tiradentes, num momento em que se festejava sua memória. Quem localizou foi o tenente Deocleciano Mártir, político republicano que tinha grande interesse na valorização do herói da Inconfidência. Ele se baseou no registro histórico de que os instrumentos de execução eram na época recolhidos a um galpão privado e em seguida iam para essa prisão. Havia, no entanto, pelo menos três locais de execução pública no Rio, e todas as forcas usadas tinham o mesmo destino. Um século depois, com as madeiras já deterioradas, seria impossível distinguir em qual delas Tiradentes foi morto. A documentação da época não esclarece o critério de identificação. Valeu a palavra do tenente.

Por Marcelo Bortoloti

Fonte original da notícia: Época




Porto Alegre (RS) – Museu da Comunicação Hipólito José da Costa não terá mais visitação aberta para o público

A partir de agora, o prédio só poderá ser visitado mediante agendamento prévio.

Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. Foto: Reprodução / Ver Descrição

Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. Foto: Reprodução

Responsável por salvaguardar uma parte preciosa da memória cultural e histórica do Estado, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa agora só pode ser visitado mediante agendamento prévio. Enfrentando há muitos anos problemas estruturais que comprometem a integridade física de seu rico acervo, o prédio no Centro Histórico de Porto Alegre abriga jornais, revistas, filmes, áudios, fotografias e peças publicitárias.

O Hipólito junta-se a outros equipamentos culturais da Capital colocados em ponto morto a fim de não colapsarem por completo – em alguns casos, para literalmente não desabarem sobre as cabeças dos visitantes. Acena-se com a restauração completa do belo edifício – um processo que por enquanto se arrasta morosamente e cujo prazo de conclusão é aquele que a cultura conhece bem por aqui: sine die.

Ô, psit, caiu com a estátua grega abaixo: até quando vamos aceitar com resignação que museus, teatros, centros culturais e bibliotecas definhem vergonhosamente até serem obrigados a fechar suas portas? Precisam (quase) morrer para despertar nossa atenção?

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Por Roger Lerina

Fonte original da notícia: Zero Hora




São Paulo (SP) – Quadro de Cézanne é restaurado pelo Masp

Regina Dias Moreira finalizou a restauração no último mês.

Regina Dias Moreira restaura o famoso quadro "Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola", de Cézanne. (Foto: Divulgação)

Regina Dias Moreira restaura o famoso quadro “Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola”, de Cézanne. (Foto: Divulgação)

Um dos tesouros do acervo do Masp, o quadro Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola começou a ser pintado pelo francês Paul Cézanne em 1869. Um ano depois, com o início da guerra franco-prussiana, o artista e seu amigo Émile Zola, consagrado escritor francês, precisaram deixar Paris. Por isso, o trabalho ficou inacabado. Entre os anos 1940 e 1950, a obra foi restaurada com um tipo de verniz que, com o passar do tempo, tornou a imagem amarelada e escura — nada semelhante à cena que Cézanne havia pincelado. No último mês, realizou-se na tela uma restauração minuciosa. Pelas mãos de Regina Dias Moreira (foto) e de uma equipe de físicos e historiadores, removeram-se as antigas intervenções e foi aplicada uma nova camada de verniz. Boa notícia: a pintura provavelmente nunca chegou tão perto da intenção original do seu autor.

Por Júlia Flamingo

Fonte original da notícia: Veja São Paulo




Porto Alegre (RS) – Grupo encaminha representação ao MP para garantir preservação do acervo da Fundação Piratini

Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Na tarde desta quarta-feira (11), um grupo composto por artistas, professores e comunicadores se reuniu, na sede do Ministério Público, com o procurador-geral em exercício Paulo Emílio Barbosa para expor o risco de perda do patrimônio cultural com a extinção das fundações estaduais – em especial, da Fundação Piratini (TVE e da FM Cultura). Segundo o representante dos funcionários no Conselho Deliberativo da Fundação Piratini, Walmor Sperinde, o encontro foi necessário para “expor o absurdo em níveis econômicos e sociais que é a extinção das fundações”.

O documento entregue destaca a importância das emissoras como dois dos principais canais de divulgação da cultura e de conteúdos audiovisuais produzidos no Rio Grande do Sul. Segundo nota divulgada à imprensa, ele é apoiado por entidades representativas, como a Associação Riograndense de Imprensa, e assinado por quase 400 pessoas, como Luis Fernando Verissimo, Luiz Antonio Assis Brasil, Jorge Furtado, Renato Borghetti, Nei Lisboa, entre outros.

A proteção do interesse público foi a prioridade requisitada pelo grupo, que pediu providências legais para garantir a sobrevivência de serviços prestados e a preservação do funcionamento e dos acervos da TVE e da FM Cultura. “Não sabemos o que vai acontecer com esse patrimônio; há um medo muito grande de que seja perdido ou mal utilizado”, afirma Sperinde.

Segundo ele, o procurador se mostrou muito solícito e afirmou que irá encaminhar o documento para análise da equipe jurídica, tendo se comprometido a garantir providências que irão resguardar o patrimônio público. Se for evidenciada ação inconstitucional, a solicitação será levada a outras instâncias.

Por Giovana Fleck

Fonte original da notícia: Sul21