Recife (PE) – Aos 89 anos, Hotel Central é tombado

Solicitação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).

Foto: Arthur de Souza

Um dos ícones da arquitetura recifense do século 20, sede de eventos gloriosos da sociedade pernambucana, teve finalmente seu pedido de tombamento aceito. De características ecléticas, o edifício que abriga o Hotel Central, localizado no número 209 da avenida Manoel Borba, esquina com a rua Gervásio Pires, no bairro da Boa Vista, área central da Capital, teve a solicitação aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).

De acordo com o parecer do conselheiro Rodrigo Cantarelli, relator do processo relacionado ao prédio, o exame elaborado pelo corpo técnico da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe concluiu que o Hotel Central “foi a primeira construção do gênero de grande porte em Pernambuco e foi palco, durante décadas, de um sem número de eventos sociais envolvendo não só a sociedade recifense, mas de todo o Estado, que de alguma maneira possuem ligações afetivas com o lugar”.
Para entender o glamour que permeava o Hotel Central em seus anos áureos, basta lembrar alguns de seus hóspedes mais famosos: o ex-presidente da República Getúlio Vargas, o cineasta americano Orson Welles e a cantora e atriz Carmen Miranda. A tripulação do dirigível alemão Graf Zeppelin, que por diversas vezes atracou no campo do Jiquiá, na Zona Oeste da Cidade, também se hospedava lá.

A avaliação para o tombamento ainda levou em conta que, embora o edifício já “esteja inserido numa área de preservação municipal, a Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEPH) 08 – Boa Vista, desde 1980, a quadra fronteiriça ao Hotel Central, segundo a mais recente legislação aprovada pela Prefeitura da Cidade do Recife, possui índices urbanísticos altíssimos que poderiam permitir construções que causem interferência na ambiência e na visibilidade do bem em questão”.

O tombamento, de acordo com o relator, além da importância cultural para Cidade, é um marco inegável desse tipo de construção no Estado por haver inaugurado “um novo padrão para a verticalização das cidades pernambucanas que, adaptado pelo mercado imobiliário, repete-se até hoje (…) e que só foi possível de ser realizado graças à adoção do concreto armado associado ao uso de elevadores, provavelmente um dos primeiros instalados na Cidade”.

A iniciativa de construção do edifício partiu do empresário greco-suíço Constantin Aristide Sfezzo. A ideia inicial era construir um prédio de apartamentos para aluguel voltado para estrangeiros que se instalavam no Recife na segunda metade da década de 1920. Após uma contraproposta do empresário George Kyrillos – dono do Palace Hotel, na vizinha praça Maciel Pinheiro -, Sfezzo requalificou o objetivo do projeto transformando-o em um hotel de luxo.

Com 35,74 metros de altura – na época, considerado um arranha-céu – o Hotel Central foi inaugurado em 31 de outubro de 1928 – um ano e 15 dias após o início das obras – com seis apartamentos de luxo e 80 quartos, além de bar, restaurante, barbearia, perfumaria, salão para senhoras e um terraço na cobertura com uma privilegiada visão panorâmica da Cidade.

Mas nem tudo foi glamour na história do Hotel Central. A partir de meados da década de 1950, o empreendimento enfrentou anos de decadência. O fato, contudo, jamais alterou sua finalidade. A determinação dos empreendedores que assumiram o negócio ao longo dos anos permitiu que o hotel chegasse a seus quase 90 anos com sua fachada revitalizada, com recursos do Fundo de Cultura (Funcultura).

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




ArquiMemória 5 reúne especialistas mundiais da arquitetura e patrimônio edificado em Salvador (BA)

Foto: Divulgação

O principal encontro sobre a preservação do patrimônio edificado realizado no Brasil, o ArquiMemória 5 acontece de 27 de novembro a 1º de dezembro, em Salvador. No encontro estarão reunidos especialistas de mais de 20 países e de todo o país, dentre pesquisadores, gestores públicos e outros profissionais atuantes na área de preservação do patrimônio edificado.

Com o tema “O global, o nacional e o local na preservação do patrimônio”, o ArquiMemória 5 é realizado pelo IAB-BA, Instituto de Arquitetos do Brasil, departamento da Bahia, e pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (FAUFBA), com apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Governo do Estado da Bahia, CAPES, CNPq, CAU-BR e CAU-BA. Informações sobre inscrições e programação completa estão disponíveis no site do evento: http://iab-ba.org.br/arquimemoria5/.

Sob coordenação de Nivaldo Andrade Junior, arquiteto baiano, recém-eleito presidente nacional do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), o evento coincide com a celebração de importantes instituições do patrimônio cultural. Não por acaso, a abertura do ArquiMemória 5 será no Teatro Castro Alves (TCA), a mais importante casa de espetáculos do estado e marco da arquitetura moderna em Salvador, recentemente tombado pelo IPHAN, que completa 50 anos em 2017. Também serão festejados os 80 anos de institucionalização da política de preservação do patrimônio cultural no Brasil, a partir da criação do atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e os 50 anos do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), órgão estadual de preservação do patrimônio cultural baiano.

O ArquiMemória 5 faz parte da programação preparatória para o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, o maior evento mundial da arquitetura, a ser realizado no Rio de Janeiro em 2020 e deve reunir cerca de 15 mil profissionais. O congresso acontece a cada três anos, sendo a quarta vez na América Latina e a primeira vez no Brasil. A última edição na América Latina foi em 1978, no México. “O maior desafio, no entanto, não é preparar celebrações e organizar eventos, mas sim resgatar a dimensão social da arquitetura. Boa parte da população brasileira desconhece a importância do arquiteto e urbanista na melhoria e qualificação dos espaços que utilizamos todos os dias”, conta o organizador do ArquiMemória 5, Nivaldo Andrade.

Programação – O evento é dividido em três eixos temáticos: “A circulação de conceitos e teorias”, “Instituições e sociedade: global, nacional e local” e “Projeto e tecnologia: formação e prática”. A estrutura é composta por conferências, mesas redondas temáticas, sessões de comunicações, colóquios temáticos, exposição de projetos e feira do ArquiMémoria.

Toda a programação acontecerá em uma série de edifícios tombados localizados no Campo Grande e arredores. Em dois dias, a programação do evento acontecerá na sala principal do Teatro Castro Alves (TCA): a abertura, no dia 27 de novembro, a partir das 9h e a jornada especial dedicada aos 80 anos do IPHAN e aos 50 anos do IPAC e do TCA, realizada no dia 30 de novembro.

O Salão Nobre da Reitoria da UFBA, a Reitoria do Instituto Federal da Bahia (IFBA), antiga sede do Colégio Maristas e o Teatro Martim Gonçalves da Escola de Teatro da UFBA também receberão uma série de atividades do ArquiMemória 5. Parte da programação do ArquiMemória 5 será realizada no Sheraton Hotel da Bahia, hotel oficial do evento.

Convidados nacionais e internacionais – Estão confirmados para o evento nomes referenciais da arquitetura e do restauro, como os italianos Andrea Bruno e Marco Dezzi Bardeschi, o alemão Alexander Schwarz, o argentino Ramon Gutiérrez, entre outros conferencistas convidados. Representado pelo arquiteto David Barragán, o premiado coletivo de arquitetos equatorianos Al Borde realiza uma conferência na abertura do evento, dia 27/11, no Teatro Castro Alves. Seguidores da arquitetura do “fazer muito com pouco”, os projetos do grupo buscam impulsionar o desenvolvimento local e a inovação social.

Barragán vem compartilhar as experiências vivenciadas em Quito, no Equador, especialmente o projeto “Casa em Construção” – uma estratégia inovadora de restauração e refuncionalização de uma casa do Centro Histórico, onde funciona a sede do Al Borde. A recuperação da casa é feita com baixo custo, uso consciente dos recursos locais e material reciclado.

Os desafios da preservação do patrimônio dos séculos XX e XXI será abordado nas palestras realizadas pela Diretora Regional de Cultura do Alentejo (Portugal), Ana Amendoeira, pelo Subdiretor de Patrimônio Mundial do INAH – Instituto Nacional de Antropologia e História do México, Francisco Vidargas, e pelo Professor Flávio Carsalade, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que foi o responsável pela recente inscrição do conjunto arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer em Belo Horizonte, na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. A professora catedrática de restauro arquitetônico da Universidade de Nápoles,Renata Picone, abordará o tema da acessibilidade universal no sitio arqueológico de Pompéia.

Lançamentos e Exposição – Durante o evento serão lançados mais de 20 livros, de autores do Brasil, Alemanha, México e Itália. No dia 30/11, será lançado o livro “A cidade-atração: a norma de preservação de áreas centrais no Brasil dos anos 1990”, de autoria da arquiteta e professora da UFBA Márcia Sant’Anna. Mais de 40 projetos selecionados serão expostos no salão do Sheraton da Bahia Hotel. No local, acontecerão sessões de apresentação dos trabalhos expostos e debates.
 
Serviço:

ArquiMemória 5: “O global, o nacional e o local na preservação do patrimônio”
Data: 27 de novembro a 1º de dezembro, em Salvador.
Informações e inscrições: http://iab-ba.org.br/arquimemoria5

Fonte original da notícia: Secretaria de Cultura da Bahia




China inaugura biblioteca pública futurista

Mar do conhecimento? Oceano dos livros?

Arquitetura que impressiona!

A deslumbrante Biblioteca de Tianjin Binhai é um centro cultural de 33.700 m² que possui um luminoso auditório esférico em torno do qual encontram-se cascatas de livros do chão ao teto. As estantes onduladas são o principal dispositivo espacial do edifício. A biblioteca de 5 andares tem espaço para 1,2 milhões de livros.

Fonte original da notícia: www.pesquisamundi.org




Brasília (DF) é reconhecida pela Unesco como ‘cidade criativa’ pelo design

Paraty (RJ) e João Pessoa (PB) também receberam título. Rede é formada por 116 cidades do mundo que compartilham estratégias, experiências e conhecimentos sobre indústria cultural.

Cofundadora do Experimente Brasília, Tatiana Petra, de 40 anos mostra camiseta com tema relacionado à cidade. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

A Unesco anunciou nesta terça-feira (31) Brasília como uma das novas integrantes da Rede de Cidades Criativas, reconhecida como capital criativa do design. O título ocorre no mesmo ano em que a capital do país celebra três décadas como patrimônio cultural da humanidade. As cidades de Paraty (RJ) e João Pessoa (PB) também foram contempladas, nas categorias gastronomia e artesanato respectivamente.

“Acho que muda um pouco a dinâmica na questão da economia criativa e do turismo na cidade. Brasília tem um potencial enorme na vertente da economia criativa”, disse a subsecretária de Produtos e Políticas de Turismo, Caetana Franarim.

“Já vem sendo feito muitos investimentos, principalmente de governo, para este setor. Brasília tem um histórico na arquitetura que merecia ser chancelado por um órgão internacional”, completou.

O gesto da Unesco, no entanto, não significa que o Distrito Federal passe a receber verba da Organização das Nações Unidas para reforçar atividades culturais. É apenas um reconhecimento da capital federal como um polo de “design criativo”.

Vista aérea da parte central de Brasília, mostrando o início da Asa Sul. Foto: Raquel Morais/G1

Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas é composta por 116 cidades de 54 países que atuam em cooperação para aprimorar as estratégias de desenvolvimento por meio de sete pilares da indústria criativa e cultural. Além do design, há também artesanato e artes folclóricas, gastronomia, cinema, literaturas, artes midiáticas e música.

No Brasil, cinco cidades fazem parte da rede – sendo Belém e Florianópolis em gastronomia, Curitiba em design, Salvador em música e Santos no cinema. Na categoria design, estão incluídos setores como arquitetura, decoração, moda, arte de rua e design gráfico.

Ao ser aceita na rede, Brasília assume o compromisso de compartilhar boas práticas com outras cidades, firmar parcerias que fortaleçam atividades culturais e integrar estes fatores nos planos de desenvolvimento urbano.

Também deverá ampliar os investimentos em criação, produção e distribuição de atividades culturais, bem como o acesso à arte pela população mais desassistida.

Produtos de design expostos durante coletiva de imprensa no Buriti. Foto: Luiza Garonce/G1

A participação na rede também permite que Brasília “troque figurinhas” com outras cidades que tiveram experiências positivas na área.

Por Raquel Morais

Fonte original da notícia: G1 DF




Assista ao documentário “Crônica Da Demolição” no dia 15/10, às 18h, no Canal Brasil

O Palácio Monroe foi uma das mais imponentes construções do centro do Rio de Janeiro no início do século 20. O casarão de suntuosa arquitetura localizado próximo à Cinelândia, onde também foram edificados o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Câmara dos Vereadores do município, entre outros prédios de crucial importância histórica, era a casa do senado federal enquanto a cidade maravilhosa foi capital do país, mas perdeu importância após a transferência da sede do governo federal para Brasília e foi alvo de uma grande campanha vexatória de interesses especulativos de construtoras. Coproduzido pelo Canal Brasil, o documentário de Eduardo Ades investiga os reais motivos da demolição do palacete em 1976.

O filme faz um passeio pela história do Rio de Janeiro e remonta o contexto histórico desde a construção do palácio. Desenhado pelo arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o palacete foi projeto para ser o pavilhão do Brasil em uma exposição universal realizada nos Estados Unidos em 1904. Laureado no evento, o projeto foi tirado do papel depois de dois anos e ganhou nome de batismo em homenagem ao quinto presidente norte-americano, James Monroe. A grandiosa construção localizada ao fim da Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade e com uma das mais belas vistas da região – a capital passava por grandes transformações urbanas à época – funcionou como o plenário da Câmara dos Deputados durante oito anos e como sede do Senado Federal de 1922 até a construção de Brasília, em 1960.

Toda a pompa do palácio não foi suficiente para mantê-lo de pé após perder os representantes do legislativo brasileiro. Arquitetos modernistas como Lucio Costa e veículos de imprensa deram início a uma grande campanha para a demolição do prédio alegando que seu estilo estético não se adequava mais ao desenho da cidade. Aspectos políticos e financeiros se escondiam nas sombras dos argumentos técnicos. O prédio ficava no caminho dos trilhos do metrô, impedindo o traçado original de ser mantido pela empreiteira. A localização privilegiada atraiu os olhares das principais construtoras, interessadas em produzir novas edificações no local. A partir do depoimento de especialistas em arquitetura e urbanismo, o filme discorre sobre as motivações escusas de quem apoiou a destruição de um importante patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

Fonte original da notícia: Canal Brasil




‘Vem Viver o Patrimônio’ celebra 30 anos de tombamento de Sítio Histórico em Mimoso do Sul (ES)

O projeto contempla seis edições: abril, maio, junho, agosto, setembro e outubro, sempre no último sábado do mês. Durante o evento, o visitante tem a oportunidade de presenciar a história do local como se tivesse voltado ao passado.

Na próxima sexta-feira (29) e sábado (30), o Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul, receberá mais uma edição do projeto ‘Vem Viver o Patrimônio’. Desta vez, o projeto vai celebrar os 30 anos de tombamento do local, comemorado neste mês de setembro. A programação cultural será intensa, com contação de histórias, exibição de filmes, exposição de fotografias e shows com violeiros e sanfoneiros.

O projeto ‘Vem Viver o Patrimônio’ tem o intuito de proporcionar sustentabilidade econômica ao Sítio Histórico, criando novas possibilidades de geração de renda local. Durante os dois dias, a arquitetura, culinária, artesanato, história local e a música aliada às raízes, atrai turistas e amantes da cultura, contribuindo para que o Sítio Histórico se torne sustentavelmente preservado em sua originalidade histórica, fortalecendo o Patrimônio Cultural local.

O distrito de São Pedro do Itabapoana foi o segundo município mais populoso do Espírito Santo até o final da década de 20, perdendo apenas para Alegre. Foi um dos municípios mais importantes do Estado até Revolução Varguista de 1930 quando, segundo contam moradores locais, teve sua sede e comarca ‘roubadas’ por uma caravana getulista apoiada por políticos do então distrito de Mimoso. Daí em diante Mimoso do Sul passou a ser a sede do município e São Pedro do Itabapoana passou a ser seu distrito.

O Sítio Histórico está a aproximadamente a 460 metros de altitude e tem uma população urbana estimada em mil habitantes. O acesso é feito por rodovia pavimentada e tem como principais atrativos o clima de montanha, a natureza exuberante, um grande conjunto de fazendas que datam do século XIX, o prédio Câmara e Cadeia, e o museu de São Pedro de Alcântara.

Tombamento

São Pedro do Itabapoana tornou-se Sítio Histórico em 1986, quando o Conselho Estadual de Cultura realizou o tombamento de 41 imóveis residenciais, além do prédio Câmara e Cadeia, da igreja e o calçamento central em pedras pé-de-moleque, a maioria deles datados do século XIX, como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual.

A partir de 1998 mudanças importantes alavancaram uma transformação do Sítio Histórico. Foi iniciado um processo de restauração e revitalização das casas e imóveis do Sítio, juntamente com a comunidade e com a ajuda de restauradores vindos de Ouro Preto, Minas Gerais, entre eles, a implantação do Antiquário São Miguel e do Museu São Pedro de Alcântara do Itabapoana.

Ainda nesse período o Sítio Histórico passou a realizar um dos eventos mais representativos da cultura capixaba: o Festival de Inverno de Sanfona e Viola. A partir de uma tradição antiga da região de se tocar sanfona e viola, o festival foi criado como uma forma de chamar a atenção de turistas e, principalmente do capixaba, para conhecer melhor e desfrutar um pouco da região repleta de história, cultura, tradição e arte.

No ano de 2015, São Pedro do Itabapoana recebeu da Assembleia Legislativa do Espírito Santo o título de ‘Capital Estadual da Sanfona e da Viola’.

Fonte original da notícia: Folha Vitória




Azulejo da marca ‘Pampulha’ à venda em Belo Horizonte (MG)

Projeto com a marca ‘Pampulha’ vai comercializar azulejos. Pedro Gontijo/Belotur/Divulgação

A empresa Terra Revestimentos foi a primeira contemplada no edital que permite a utilização da marca ‘Pampulha’ e irá comercializar azulejos. A marca, reconhecida mundialmente após o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conquistado no ano passado, poderá também ser utilizada em produtos de diversos segmentos como vestuário, calçadista e acessórios, materiais de escritório, souvenir, artigos para recreação, literário e impressos, entre outros.

O conceito da marca relaciona as formas geométricas presentes nos equipamentos que compõem os três principais elementos do conjunto moderno: a arquitetura de Niemeyer, o paisagismo de Burle Marx e o espelho d’água da Lagoa da Pampulha. O edital permanece aberto até o 29 de dezembro.  Interessados podem solicitar o documento pelo email licitações.belotur@pbh.gov.br ou pessoalmente, na rua da Bahia, 888, 6º andar.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




PE – Museu do Recife recebe exposição “Imóveis Especiais de Preservação”

Fotografias vão contar avanço arquitetônico da cidade.

Praça de Casa Forte e o edifício da Celpe estarão entre as fotografias expostas no Museu. Foto: Divulgação

O Museu do Recife recebe a partir do dia 20 de setembro, a exposição “Imóveis Especiais de Preservação 20 anos”. A mostra aborda a arquitetura dos prédios da capital. A fotógrafa Aurelina Moura será a grande homenageada. A iniciativa é da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural. Os interessados poderão conhecer gratuitamente, de terça a domingo, das 9h às 17h, até o dia 29 de outubro.

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Lei de 1990 sobre tombamento de prédios centenários não é cumprida em Maceió (AL)

Muitos proprietários de imóveis no Centro, Jaraguá e Farol ainda não se adaptaram à medida.

No Centro, muitos prédios mantêm fachadas originais, mas estão escondidas atrás de placas das lojas que abrigam e anúncios publicitários. Fotos: Sandro Lima

Além de sua paisagem natural, Maceió tem uma cultura marcante e um patrimônio histórico arquitetônico riquíssimo.  Já faz parte do senso comum que imóveis com alguma importância histórica precisam ser preservados. E uma das formas encontradas é o processo de tombamento através do poder público. Este impõe uma série de exigências para a manutenção do bem, agora pertencente ao Patrimônio Histórico, aos proprietários desses imóveis, sejam eles o Poder Público ou particulares.

Basta andar pelas ruas do centro e do bairro do Jaraguá que é possível notar prédios antigos com uma arquitetura de valor inestimável. Mesmo com esse pensamento normatizado de preservação, a maioria das pessoas sequer percebe a presença das edificações históricas. No Centro de Maceió, por exemplo, o que restou da construção original dos imóveis tombados está na parte de cima das casas, o que deixa a paisagem confusa diante de tantos letreiros e placas do comércio varejista.

Existe uma Lei aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito de Maceió na década de 1990, de tombamento dos imóveis centenários na época localizados no Centro, Jaraguá e Farol, proibindo sua demolição e descaracterização, mas a lei não está sendo cumprida totalmente em Maceió, alguns proprietários ainda não se adaptaram as normas.

A equipe da Tribuna Independente percorreu algumas ruas do centro e do Jaraguá para mostrar como se encontram os prédios tombados. No centro, alguns prédios ainda possuem sua fachada original, mas elas ficam escondidas por causa das placas das lojas e anúncios publicitários.

Segundo a arquiteta e urbanista mestranda em preservação do patrimônio cultural no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Daniella Acioli, que acompanhou a equipe, alguns proprietários estão seguindo as normas e respeitando a estrutura original da fachada que não pode ser reformada, apenas restaurada e colocando as placas de sinalização do seu comércio de acordo com que a lei de tombamento exige.  Mas segundo ela, alguns ainda fogem do padrão.

Para a arquiteta, a responsabilidade de manter os prédios com suas características originais é conjunta, tantos dos proprietários quanto do Poder Público.

“A conservação dos prédios é preventiva, seguindo as diretrizes. A conscientização deve partir do dono. No entanto, a questão de preservação deve ser de gestão compartilhada”, disse Daniella.

Preservação

De acordo com o arquiteto e urbanista Lucas Vicente, preservar um patrimônio histórico e cultural é manter vivo a cultura e história dos povos. Segundo ele, essa é a principal ideia para fazer um tombamento de prédios históricos.

“Preservar fachadas e locais históricos, além de deixar o espaço com uma poluição visual menos agressiva, traz turistas a região. Infelizmente na época do consumismo as propagandas das lojas querem chamar cada vez mais atenção. E isso afeta muito a história local. Com letreiros cada vez mais luminosos e maiores. Ao invés de as lojas se adaptarem as fachadas, as fachadas que sofrem modificações para que a propaganda se sobressaia”, Comentou Lucas.

O arquiteto disse que atualmente os proprietários não estão respeitando a lei e nem conscientes da importância histórica dos seus estabelecimentos e vêm fazendo transformações exageradas deixando que a história se perca.

“Muitas das fachadas coloniais do centro se perderam, já que foram abertas grandes portas para exposição dos produtos e passagem de consumidores. No Jaraguá, por possuir um comércio menor que no centro, ainda existem muitas fachadas preservadas, mas a lojas que existem, já modificaram sua frente para se adequar a uma propaganda mais visível. É possível manter a fachada original e garantir que seu produto e nome de loja sejam vistos, exemplo que ocorre em muitas cidades históricas tombadas no interior do Estado e outras cidades brasileiras”, ressaltou Lucas Vicente.

De acordo com Daniella, seguir as normas e manter os edifícios com sua característica sem precisar deixar de fazer seu negócio é muito fácil. “A lei explica como deve ser feito, de que maneira o proprietário deve agir. Para não descaracterizar o imóvel, é só colocar placas seguindo as normas e tamanho adequado, realizar manutenção que não deixe a estrutura comprometida. Os donos podem mexer dentro, mas não podem alterar o externo. Existem várias soluções. Eles também podem procurar os órgãos de conservação do patrimônio e tirar dúvidas. O dever de zelar pela história e preservar um patrimônio cultural cabe também aos donos e não só aos gestores do poder público, até porque existe uma ajuda dos órgãos uma vez que foi tombado”, explicou.

O jornalista e historiador Jair Pimentel, preocupado com o resgate da história e com as obras arquitetônicas, disse que vêm lutando e atualmente participa de uma campanha, que é exatamente fazer com que a Lei de Tombamento do Patrimônio Histórico do Centro, Farol e Jaraguá, seja cumprida.

“Essa Lei, foi sancionada pelo prefeito Ronaldo Lessa, na década de 1990, estabelecendo critérios para a preservação do que existia naquela época de imóveis construídos na segunda metade do século XIX até a segunda década do século XX, proibindo que tivesses suas fachadas modificadas ou simplesmente derrubados. Antes dessa legislação, dezenas de prédios já tinham sido descaracterizados e derrubados para dar lugar a outros modernos ou a estacionamentos. Os que restaram não puderam mais seguir o mesmo critérios anterior. Daí, a grande quantidade deles abandonados pelos proprietários, que mesmo com alguns benefícios concedidos pela Prefeitura, preferem que vá sendo destruídos aos poucos”, explicou Jair Pimentel.

Ainda segundo Jair, o poder público, no caso a Prefeitura, deve fazer com que a lei seja cumprida e não permitir a fixação de painéis que cubram a fachada dos prédios tombados, o que de acordo com ele não vem acontecendo no centro. “Bastaria apenas à fiscalização conversar com os proprietários e por último, adotar as penalidades devidas, com multas e a devida retirada das propagandas. Todos os prédios descaracterizados na fachada pertencem à iniciativa privada, os públicos cumprem a Lei. Lembro que existem bons exemplos de empresários que construíram imóveis no terreno em arquitetura moderna, mas mantiveram o espaço antigo e preservado. No caso de lojas do Centro, elas podem ter a parte térrea modernizada por questão de segurança, mas mantendo a fachada de cima”, explicou.

Para o sociólogo Jorge Vieira, mesmo que haja uma lei que garanta a preservação da arquitetura de prédios antigos em Maceió haverá problemas.  Segundo ele, em Alagoas, o senso de conservação ainda não está impregnado na cultura nem dos órgãos e nem da população.

Ruínas também são problemas comuns

No bairro do Jaraguá é muito comum se deparar com prédios antigos e que fazem parte do polígono de conservação em ruínas. Apesar de estarem com a estrutura original, eles estão comprometidos pela falta de conservação e restauração em suas estruturas.

Localizado em Jaraguá, prédio conhecido como Banco de Londres está abandonado há anos e com estrutura totalmente comprometida.

O prédio conhecido como Banco de Londres, na Rua Sá e Albuquerque, no Jaraguá, por exemplo, está abanado há anos. Sua estrutura está totalmente comprometida, quase não tem telhado e a fachada está ficando  descaracterizada por conta da vegetação que já está tomando conta do lugar.

Outro exemplo bem emblemático é o edifício do Sindicato dos Estivadores, que, apesar de manter a fachada original da década de 60, passou por uma reforma no volume central e acabou ficando com traços mais modernos, quem olha pensa que são três prédios.

Para a arquiteta do Iphan, Daniella Acioli, os donos que não tiverem condições de manter o espaço, fazer a restauração e reformas necessárias devem acionar o poder público para fazer uma intervenção e vistoria necessária para que a obra não desapareça de vez.

Registros

Segundo registros da Assessoria Especial de Preservação da Memória (Pró-Memória) da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), 49 imóveis foram tombados como patrimônio histórico no Estado. Desses, 25 estão localizados em Maceió.

Reconhecimento

Além da lei municipal de tombamento de 1990 voltada para a preservação dos bairros de Jaraguá, Centro e Farol, Maceió também passou a reconhecer, em 1996, outras áreas da cidade, classificando-as como Zonas Especiais de Preservação Cultural (ZEP) e Unidades Especiais de Preservação (UEP).

Os imóveis que fazem parte das ZEP e das UEP da Prefeitura de Maceió, que não classifica seu processo como tombamento, somam – somente no Centro – 160 unidades, segundo dados da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla). O total, das duas classificações, é de 443.

“Desde 1996, Maceió reconhece os conjuntos arquitetônicos formados em Jaraguá e no Centro como ZEP e, com o Plano Diretor, foram incluídos Bebedouro, Pontal da Barra e Fernão Velho, além das UEP. Elas são imóveis e espaços urbanos públicos, como suporte físico de manifestações culturais e de tradições populares, especialmente a música e a dança folclórica, a culinária e o artesanato, cuja importância histórica e arquitetônica foi reconhecida”, explica a Sempla.

No Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) constam nove imóveis tombados e oito pedidos em análise no Estado.

Órgãos realizam fiscalização através de denúncias

A Pró-Memória da Secult, setor responsável por avaliar, produzir pareceres e fiscalizar os imóveis tombados pelo Estado em Alagoas, firmando parcerias com outros órgãos, a exemplo da Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas S/A (Serveal), informou que  as fiscalizações são feitas de acordo com a demanda ou denúncias e explicou que o direito à propriedade permanece inalterado após o tombamento.

Desta forma, cabe ao proprietário a manutenção e conservação do bem. Para realizar qualquer alteração no imóvel, o proprietário deve abrir processo no órgão municipal competente que irá comunicar ao órgão que efetuou o tombamento sobre o requerimento de interferência na estrutura.

E disse também que a preservação dos bens culturais, se dá, impedindo principalmente a sua destruição. Portanto, aquele que ameaçar ou destruir um bem tombado estará sujeito a processo judicial, que poderá definir multas, medidas compensatórias ou até a reconstrução do bem como se encontrava na data do tombamento, de acordo com a sentença final do processo.

O Pró-Memória explicou ainda que o proprietário que fizer alteração sem autorização será advertido e notificado para a regularização da estrutura. Caso o procedimento não seja efetuado, o proprietário sofrerá sanções e multas, conforme a natureza da infração.

Prefeitura

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet) informou que a fiscalização dos prédios históricos de Maceió é feita rotineiramente para garantir a sua preservação.

Ainda segundo o órgão, de acordo com a legislação, os prédios históricos não podem ter a fachada modificada ou derrubada, mesmo pelos proprietários, a não ser em casos autorizados pelos órgãos responsáveis, pois cada situação do bem cultural é específica.

A Sedet disse ainda que a fiscalização também pode ser feita pela população e que o cidadão pode fazer denúncias sobre eventuais danos para agilizar as notificações, já que a legislação prevê penalidades em caso de descaracterização. As denúncias podem ser feitas diretamente na secretaria ou pelo telefone 3315-4747.

Aplicativo

A arquiteta e urbanista, Karla Rachel Calheiros desenvolveu um aplicativo onde os cidadãos podem denunciar irregularidades em prédios históricos de Maceió. O aplicativo ‘Fiscalize Já’ ainda está em estudo mais já funciona em Android. De acordo com a arquiteta, ele funcionará como mais um mecanismo de ajuda na conservação do patrimônio histórico de Alagoas.

“O aplicativo é bem simples. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo cidadão. Ele pode enviar até quatro fotos e dizer o tipo de denúncia. Ela será enviada automaticamente para os órgãos responsáveis. O objetivo do App é justamente mostrar os prédios descaracterizados ou em ruínas. Ele já funciona em Android”, explicou Karla.

Por Lucas França

Fonte original da notícia: Tribuna Hoje




Novo Hamburgo (RS) – Projeto Preservar: curso de Métodos para Projeto de Restauro

O Projeto Preservar está lançando um Curso, teórico e prático, abordando métodos para projetos de restauro do patrimônio edificado, tendo como público alvo profissionais de Arquitetura e Urbanismo que desenvolvem ou pretendem desenvolver projetos de intervenção, em especial em imóveis situados no Centro Histórico de Hamburgo Velho.

Acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2017, no Museu Comunitário Casa Schimitt-Presser, em Novo Hamburgo.

Os conteúdos apresentados serão:
– Aspectos teóricos e conceituais de patrimônio cultural, conservação e restauração;
– Elaboração de levantamentos cadastrais;
– Registro e diagnóstico de danos;
– Patologias das edificações.

O público alvo são Arquitetos e Urbanistas, acadêmicos e demais profissionais (Historiadores, Biólogos, entre outros) envolvidos na etapa de projeto de restauração do patrimônio arquitetônico e paisagístico.

Para a oficina será cobrado o valor de R$ 20,00 para o coffee que será servido durante os encontros.

As vagas são limitadas.

Acesse AQUI para fazer a sua inscrição.

Fonte original da notícia: Blog do Projeto Preservar