Assista ao documentário “Crônica Da Demolição” no dia 15/10, às 18h, no Canal Brasil

O Palácio Monroe foi uma das mais imponentes construções do centro do Rio de Janeiro no início do século 20. O casarão de suntuosa arquitetura localizado próximo à Cinelândia, onde também foram edificados o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Câmara dos Vereadores do município, entre outros prédios de crucial importância histórica, era a casa do senado federal enquanto a cidade maravilhosa foi capital do país, mas perdeu importância após a transferência da sede do governo federal para Brasília e foi alvo de uma grande campanha vexatória de interesses especulativos de construtoras. Coproduzido pelo Canal Brasil, o documentário de Eduardo Ades investiga os reais motivos da demolição do palacete em 1976.

O filme faz um passeio pela história do Rio de Janeiro e remonta o contexto histórico desde a construção do palácio. Desenhado pelo arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o palacete foi projeto para ser o pavilhão do Brasil em uma exposição universal realizada nos Estados Unidos em 1904. Laureado no evento, o projeto foi tirado do papel depois de dois anos e ganhou nome de batismo em homenagem ao quinto presidente norte-americano, James Monroe. A grandiosa construção localizada ao fim da Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade e com uma das mais belas vistas da região – a capital passava por grandes transformações urbanas à época – funcionou como o plenário da Câmara dos Deputados durante oito anos e como sede do Senado Federal de 1922 até a construção de Brasília, em 1960.

Toda a pompa do palácio não foi suficiente para mantê-lo de pé após perder os representantes do legislativo brasileiro. Arquitetos modernistas como Lucio Costa e veículos de imprensa deram início a uma grande campanha para a demolição do prédio alegando que seu estilo estético não se adequava mais ao desenho da cidade. Aspectos políticos e financeiros se escondiam nas sombras dos argumentos técnicos. O prédio ficava no caminho dos trilhos do metrô, impedindo o traçado original de ser mantido pela empreiteira. A localização privilegiada atraiu os olhares das principais construtoras, interessadas em produzir novas edificações no local. A partir do depoimento de especialistas em arquitetura e urbanismo, o filme discorre sobre as motivações escusas de quem apoiou a destruição de um importante patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

Fonte original da notícia: Canal Brasil




‘Vem Viver o Patrimônio’ celebra 30 anos de tombamento de Sítio Histórico em Mimoso do Sul (ES)

O projeto contempla seis edições: abril, maio, junho, agosto, setembro e outubro, sempre no último sábado do mês. Durante o evento, o visitante tem a oportunidade de presenciar a história do local como se tivesse voltado ao passado.

Na próxima sexta-feira (29) e sábado (30), o Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul, receberá mais uma edição do projeto ‘Vem Viver o Patrimônio’. Desta vez, o projeto vai celebrar os 30 anos de tombamento do local, comemorado neste mês de setembro. A programação cultural será intensa, com contação de histórias, exibição de filmes, exposição de fotografias e shows com violeiros e sanfoneiros.

O projeto ‘Vem Viver o Patrimônio’ tem o intuito de proporcionar sustentabilidade econômica ao Sítio Histórico, criando novas possibilidades de geração de renda local. Durante os dois dias, a arquitetura, culinária, artesanato, história local e a música aliada às raízes, atrai turistas e amantes da cultura, contribuindo para que o Sítio Histórico se torne sustentavelmente preservado em sua originalidade histórica, fortalecendo o Patrimônio Cultural local.

O distrito de São Pedro do Itabapoana foi o segundo município mais populoso do Espírito Santo até o final da década de 20, perdendo apenas para Alegre. Foi um dos municípios mais importantes do Estado até Revolução Varguista de 1930 quando, segundo contam moradores locais, teve sua sede e comarca ‘roubadas’ por uma caravana getulista apoiada por políticos do então distrito de Mimoso. Daí em diante Mimoso do Sul passou a ser a sede do município e São Pedro do Itabapoana passou a ser seu distrito.

O Sítio Histórico está a aproximadamente a 460 metros de altitude e tem uma população urbana estimada em mil habitantes. O acesso é feito por rodovia pavimentada e tem como principais atrativos o clima de montanha, a natureza exuberante, um grande conjunto de fazendas que datam do século XIX, o prédio Câmara e Cadeia, e o museu de São Pedro de Alcântara.

Tombamento

São Pedro do Itabapoana tornou-se Sítio Histórico em 1986, quando o Conselho Estadual de Cultura realizou o tombamento de 41 imóveis residenciais, além do prédio Câmara e Cadeia, da igreja e o calçamento central em pedras pé-de-moleque, a maioria deles datados do século XIX, como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual.

A partir de 1998 mudanças importantes alavancaram uma transformação do Sítio Histórico. Foi iniciado um processo de restauração e revitalização das casas e imóveis do Sítio, juntamente com a comunidade e com a ajuda de restauradores vindos de Ouro Preto, Minas Gerais, entre eles, a implantação do Antiquário São Miguel e do Museu São Pedro de Alcântara do Itabapoana.

Ainda nesse período o Sítio Histórico passou a realizar um dos eventos mais representativos da cultura capixaba: o Festival de Inverno de Sanfona e Viola. A partir de uma tradição antiga da região de se tocar sanfona e viola, o festival foi criado como uma forma de chamar a atenção de turistas e, principalmente do capixaba, para conhecer melhor e desfrutar um pouco da região repleta de história, cultura, tradição e arte.

No ano de 2015, São Pedro do Itabapoana recebeu da Assembleia Legislativa do Espírito Santo o título de ‘Capital Estadual da Sanfona e da Viola’.

Fonte original da notícia: Folha Vitória




Azulejo da marca ‘Pampulha’ à venda em Belo Horizonte (MG)

Projeto com a marca ‘Pampulha’ vai comercializar azulejos. Pedro Gontijo/Belotur/Divulgação

A empresa Terra Revestimentos foi a primeira contemplada no edital que permite a utilização da marca ‘Pampulha’ e irá comercializar azulejos. A marca, reconhecida mundialmente após o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, conquistado no ano passado, poderá também ser utilizada em produtos de diversos segmentos como vestuário, calçadista e acessórios, materiais de escritório, souvenir, artigos para recreação, literário e impressos, entre outros.

O conceito da marca relaciona as formas geométricas presentes nos equipamentos que compõem os três principais elementos do conjunto moderno: a arquitetura de Niemeyer, o paisagismo de Burle Marx e o espelho d’água da Lagoa da Pampulha. O edital permanece aberto até o 29 de dezembro.  Interessados podem solicitar o documento pelo email licitações.belotur@pbh.gov.br ou pessoalmente, na rua da Bahia, 888, 6º andar.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




PE – Museu do Recife recebe exposição “Imóveis Especiais de Preservação”

Fotografias vão contar avanço arquitetônico da cidade.

Praça de Casa Forte e o edifício da Celpe estarão entre as fotografias expostas no Museu. Foto: Divulgação

O Museu do Recife recebe a partir do dia 20 de setembro, a exposição “Imóveis Especiais de Preservação 20 anos”. A mostra aborda a arquitetura dos prédios da capital. A fotógrafa Aurelina Moura será a grande homenageada. A iniciativa é da Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural. Os interessados poderão conhecer gratuitamente, de terça a domingo, das 9h às 17h, até o dia 29 de outubro.

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Lei de 1990 sobre tombamento de prédios centenários não é cumprida em Maceió (AL)

Muitos proprietários de imóveis no Centro, Jaraguá e Farol ainda não se adaptaram à medida.

No Centro, muitos prédios mantêm fachadas originais, mas estão escondidas atrás de placas das lojas que abrigam e anúncios publicitários. Fotos: Sandro Lima

Além de sua paisagem natural, Maceió tem uma cultura marcante e um patrimônio histórico arquitetônico riquíssimo.  Já faz parte do senso comum que imóveis com alguma importância histórica precisam ser preservados. E uma das formas encontradas é o processo de tombamento através do poder público. Este impõe uma série de exigências para a manutenção do bem, agora pertencente ao Patrimônio Histórico, aos proprietários desses imóveis, sejam eles o Poder Público ou particulares.

Basta andar pelas ruas do centro e do bairro do Jaraguá que é possível notar prédios antigos com uma arquitetura de valor inestimável. Mesmo com esse pensamento normatizado de preservação, a maioria das pessoas sequer percebe a presença das edificações históricas. No Centro de Maceió, por exemplo, o que restou da construção original dos imóveis tombados está na parte de cima das casas, o que deixa a paisagem confusa diante de tantos letreiros e placas do comércio varejista.

Existe uma Lei aprovada pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito de Maceió na década de 1990, de tombamento dos imóveis centenários na época localizados no Centro, Jaraguá e Farol, proibindo sua demolição e descaracterização, mas a lei não está sendo cumprida totalmente em Maceió, alguns proprietários ainda não se adaptaram as normas.

A equipe da Tribuna Independente percorreu algumas ruas do centro e do Jaraguá para mostrar como se encontram os prédios tombados. No centro, alguns prédios ainda possuem sua fachada original, mas elas ficam escondidas por causa das placas das lojas e anúncios publicitários.

Segundo a arquiteta e urbanista mestranda em preservação do patrimônio cultural no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Daniella Acioli, que acompanhou a equipe, alguns proprietários estão seguindo as normas e respeitando a estrutura original da fachada que não pode ser reformada, apenas restaurada e colocando as placas de sinalização do seu comércio de acordo com que a lei de tombamento exige.  Mas segundo ela, alguns ainda fogem do padrão.

Para a arquiteta, a responsabilidade de manter os prédios com suas características originais é conjunta, tantos dos proprietários quanto do Poder Público.

“A conservação dos prédios é preventiva, seguindo as diretrizes. A conscientização deve partir do dono. No entanto, a questão de preservação deve ser de gestão compartilhada”, disse Daniella.

Preservação

De acordo com o arquiteto e urbanista Lucas Vicente, preservar um patrimônio histórico e cultural é manter vivo a cultura e história dos povos. Segundo ele, essa é a principal ideia para fazer um tombamento de prédios históricos.

“Preservar fachadas e locais históricos, além de deixar o espaço com uma poluição visual menos agressiva, traz turistas a região. Infelizmente na época do consumismo as propagandas das lojas querem chamar cada vez mais atenção. E isso afeta muito a história local. Com letreiros cada vez mais luminosos e maiores. Ao invés de as lojas se adaptarem as fachadas, as fachadas que sofrem modificações para que a propaganda se sobressaia”, Comentou Lucas.

O arquiteto disse que atualmente os proprietários não estão respeitando a lei e nem conscientes da importância histórica dos seus estabelecimentos e vêm fazendo transformações exageradas deixando que a história se perca.

“Muitas das fachadas coloniais do centro se perderam, já que foram abertas grandes portas para exposição dos produtos e passagem de consumidores. No Jaraguá, por possuir um comércio menor que no centro, ainda existem muitas fachadas preservadas, mas a lojas que existem, já modificaram sua frente para se adequar a uma propaganda mais visível. É possível manter a fachada original e garantir que seu produto e nome de loja sejam vistos, exemplo que ocorre em muitas cidades históricas tombadas no interior do Estado e outras cidades brasileiras”, ressaltou Lucas Vicente.

De acordo com Daniella, seguir as normas e manter os edifícios com sua característica sem precisar deixar de fazer seu negócio é muito fácil. “A lei explica como deve ser feito, de que maneira o proprietário deve agir. Para não descaracterizar o imóvel, é só colocar placas seguindo as normas e tamanho adequado, realizar manutenção que não deixe a estrutura comprometida. Os donos podem mexer dentro, mas não podem alterar o externo. Existem várias soluções. Eles também podem procurar os órgãos de conservação do patrimônio e tirar dúvidas. O dever de zelar pela história e preservar um patrimônio cultural cabe também aos donos e não só aos gestores do poder público, até porque existe uma ajuda dos órgãos uma vez que foi tombado”, explicou.

O jornalista e historiador Jair Pimentel, preocupado com o resgate da história e com as obras arquitetônicas, disse que vêm lutando e atualmente participa de uma campanha, que é exatamente fazer com que a Lei de Tombamento do Patrimônio Histórico do Centro, Farol e Jaraguá, seja cumprida.

“Essa Lei, foi sancionada pelo prefeito Ronaldo Lessa, na década de 1990, estabelecendo critérios para a preservação do que existia naquela época de imóveis construídos na segunda metade do século XIX até a segunda década do século XX, proibindo que tivesses suas fachadas modificadas ou simplesmente derrubados. Antes dessa legislação, dezenas de prédios já tinham sido descaracterizados e derrubados para dar lugar a outros modernos ou a estacionamentos. Os que restaram não puderam mais seguir o mesmo critérios anterior. Daí, a grande quantidade deles abandonados pelos proprietários, que mesmo com alguns benefícios concedidos pela Prefeitura, preferem que vá sendo destruídos aos poucos”, explicou Jair Pimentel.

Ainda segundo Jair, o poder público, no caso a Prefeitura, deve fazer com que a lei seja cumprida e não permitir a fixação de painéis que cubram a fachada dos prédios tombados, o que de acordo com ele não vem acontecendo no centro. “Bastaria apenas à fiscalização conversar com os proprietários e por último, adotar as penalidades devidas, com multas e a devida retirada das propagandas. Todos os prédios descaracterizados na fachada pertencem à iniciativa privada, os públicos cumprem a Lei. Lembro que existem bons exemplos de empresários que construíram imóveis no terreno em arquitetura moderna, mas mantiveram o espaço antigo e preservado. No caso de lojas do Centro, elas podem ter a parte térrea modernizada por questão de segurança, mas mantendo a fachada de cima”, explicou.

Para o sociólogo Jorge Vieira, mesmo que haja uma lei que garanta a preservação da arquitetura de prédios antigos em Maceió haverá problemas.  Segundo ele, em Alagoas, o senso de conservação ainda não está impregnado na cultura nem dos órgãos e nem da população.

Ruínas também são problemas comuns

No bairro do Jaraguá é muito comum se deparar com prédios antigos e que fazem parte do polígono de conservação em ruínas. Apesar de estarem com a estrutura original, eles estão comprometidos pela falta de conservação e restauração em suas estruturas.

Localizado em Jaraguá, prédio conhecido como Banco de Londres está abandonado há anos e com estrutura totalmente comprometida.

O prédio conhecido como Banco de Londres, na Rua Sá e Albuquerque, no Jaraguá, por exemplo, está abanado há anos. Sua estrutura está totalmente comprometida, quase não tem telhado e a fachada está ficando  descaracterizada por conta da vegetação que já está tomando conta do lugar.

Outro exemplo bem emblemático é o edifício do Sindicato dos Estivadores, que, apesar de manter a fachada original da década de 60, passou por uma reforma no volume central e acabou ficando com traços mais modernos, quem olha pensa que são três prédios.

Para a arquiteta do Iphan, Daniella Acioli, os donos que não tiverem condições de manter o espaço, fazer a restauração e reformas necessárias devem acionar o poder público para fazer uma intervenção e vistoria necessária para que a obra não desapareça de vez.

Registros

Segundo registros da Assessoria Especial de Preservação da Memória (Pró-Memória) da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), 49 imóveis foram tombados como patrimônio histórico no Estado. Desses, 25 estão localizados em Maceió.

Reconhecimento

Além da lei municipal de tombamento de 1990 voltada para a preservação dos bairros de Jaraguá, Centro e Farol, Maceió também passou a reconhecer, em 1996, outras áreas da cidade, classificando-as como Zonas Especiais de Preservação Cultural (ZEP) e Unidades Especiais de Preservação (UEP).

Os imóveis que fazem parte das ZEP e das UEP da Prefeitura de Maceió, que não classifica seu processo como tombamento, somam – somente no Centro – 160 unidades, segundo dados da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla). O total, das duas classificações, é de 443.

“Desde 1996, Maceió reconhece os conjuntos arquitetônicos formados em Jaraguá e no Centro como ZEP e, com o Plano Diretor, foram incluídos Bebedouro, Pontal da Barra e Fernão Velho, além das UEP. Elas são imóveis e espaços urbanos públicos, como suporte físico de manifestações culturais e de tradições populares, especialmente a música e a dança folclórica, a culinária e o artesanato, cuja importância histórica e arquitetônica foi reconhecida”, explica a Sempla.

No Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) constam nove imóveis tombados e oito pedidos em análise no Estado.

Órgãos realizam fiscalização através de denúncias

A Pró-Memória da Secult, setor responsável por avaliar, produzir pareceres e fiscalizar os imóveis tombados pelo Estado em Alagoas, firmando parcerias com outros órgãos, a exemplo da Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas S/A (Serveal), informou que  as fiscalizações são feitas de acordo com a demanda ou denúncias e explicou que o direito à propriedade permanece inalterado após o tombamento.

Desta forma, cabe ao proprietário a manutenção e conservação do bem. Para realizar qualquer alteração no imóvel, o proprietário deve abrir processo no órgão municipal competente que irá comunicar ao órgão que efetuou o tombamento sobre o requerimento de interferência na estrutura.

E disse também que a preservação dos bens culturais, se dá, impedindo principalmente a sua destruição. Portanto, aquele que ameaçar ou destruir um bem tombado estará sujeito a processo judicial, que poderá definir multas, medidas compensatórias ou até a reconstrução do bem como se encontrava na data do tombamento, de acordo com a sentença final do processo.

O Pró-Memória explicou ainda que o proprietário que fizer alteração sem autorização será advertido e notificado para a regularização da estrutura. Caso o procedimento não seja efetuado, o proprietário sofrerá sanções e multas, conforme a natureza da infração.

Prefeitura

A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet) informou que a fiscalização dos prédios históricos de Maceió é feita rotineiramente para garantir a sua preservação.

Ainda segundo o órgão, de acordo com a legislação, os prédios históricos não podem ter a fachada modificada ou derrubada, mesmo pelos proprietários, a não ser em casos autorizados pelos órgãos responsáveis, pois cada situação do bem cultural é específica.

A Sedet disse ainda que a fiscalização também pode ser feita pela população e que o cidadão pode fazer denúncias sobre eventuais danos para agilizar as notificações, já que a legislação prevê penalidades em caso de descaracterização. As denúncias podem ser feitas diretamente na secretaria ou pelo telefone 3315-4747.

Aplicativo

A arquiteta e urbanista, Karla Rachel Calheiros desenvolveu um aplicativo onde os cidadãos podem denunciar irregularidades em prédios históricos de Maceió. O aplicativo ‘Fiscalize Já’ ainda está em estudo mais já funciona em Android. De acordo com a arquiteta, ele funcionará como mais um mecanismo de ajuda na conservação do patrimônio histórico de Alagoas.

“O aplicativo é bem simples. As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo cidadão. Ele pode enviar até quatro fotos e dizer o tipo de denúncia. Ela será enviada automaticamente para os órgãos responsáveis. O objetivo do App é justamente mostrar os prédios descaracterizados ou em ruínas. Ele já funciona em Android”, explicou Karla.

Por Lucas França

Fonte original da notícia: Tribuna Hoje




Novo Hamburgo (RS) – Projeto Preservar: curso de Métodos para Projeto de Restauro

O Projeto Preservar está lançando um Curso, teórico e prático, abordando métodos para projetos de restauro do patrimônio edificado, tendo como público alvo profissionais de Arquitetura e Urbanismo que desenvolvem ou pretendem desenvolver projetos de intervenção, em especial em imóveis situados no Centro Histórico de Hamburgo Velho.

Acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2017, no Museu Comunitário Casa Schimitt-Presser, em Novo Hamburgo.

Os conteúdos apresentados serão:
– Aspectos teóricos e conceituais de patrimônio cultural, conservação e restauração;
– Elaboração de levantamentos cadastrais;
– Registro e diagnóstico de danos;
– Patologias das edificações.

O público alvo são Arquitetos e Urbanistas, acadêmicos e demais profissionais (Historiadores, Biólogos, entre outros) envolvidos na etapa de projeto de restauração do patrimônio arquitetônico e paisagístico.

Para a oficina será cobrado o valor de R$ 20,00 para o coffee que será servido durante os encontros.

As vagas são limitadas.

Acesse AQUI para fazer a sua inscrição.

Fonte original da notícia: Blog do Projeto Preservar




UFMG e ICOMOS – Brasil promovem o 5º Seminário Ibero-Americano Arquitetura e Documentação

A pesquisa na área da História da Arquitetura e do Urbanismo tem passado por mudanças significativas nos últimos anos, refazendo-se versões tradicionais da historiografia dominante. A intensa revisão a que tem se submetido o passado da Arquitetura e a significativa ampliação vivida pelo campo da preservação do patrimônio a partir dos anos 1980 fez com que a disciplina da História da Arquitetura voltasse a ser colocada na ordem do dia.

De fato, os últimos trinta anos assistiram a uma tremenda efervescência no campo da História da Arquitetura no mundo ibero-americano, com grande vitalidade editorial e com a multiplicação de programas de mestrado e doutorado e de eventos na área.  Ao mesmo tempo, percebe-se uma crescente colaboração entre áreas distintas, com a necessidade de um olhar integrado com os campos da ciência da informação e ciência da computação, considerando a explosão informacional e a repercussão da internet.

Neste contexto, em outubro de 2017, vai se realizar, em Belo Horizonte,  o 5Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação, que pretende reunir profissionais e pesquisadores de toda região ibero-americana. Dando sequência aos trabalhos realizados em 2008, 2011, 2013 e 2015, a quinta edição deste Seminário, promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  e do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL), vai ser composta por conferências e mesas-redondas, além de ter lugar para comunicações, que serão selecionadas através de chamada de trabalho  dirigida a todo o mundo ibero-americano. O envio de propostas de comunicações pode ser feito no site do evento (www.forumpatrimonio.com.br/arqdoc2017) até o próximo dia 25 de agosto.

Evento:  5Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação
Promoção: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL)
Local: Belo Horizonte / MG / Brasil
Data: 24 a 26 de outubro
Mais informações: www.forumpatrimonio.com.br/arqdoc2017 ou +55.31.3409.8820

Fonte original da notícia: ICOMOS – Brasil




Exposição retrata o patrimônio arquitetônico de Passo Fundo (RS)

O curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Universidade de Passo Fundo (Fear/UPF), por meio das professoras Mirian Carasek, Greice Baruffo Rampanelli e Débora Grando Schoffel, com apoio da Setorial de Patrimônio Material, Imaterial, Arquitetura e Urbanismo e da Confraria das Artes promoveram a exposição “Estação da memória – afirmação do patrimônio arquitetônico de Passo Fundo”. Realizada de 22 a 30 de julho na Galeria Estação da Arte, a exposição destacou a cidade Passo Fundo e sua arquitetura por meio de maquetes, aquarelas e fotos de alguns exemplares do patrimônio arquitetônico preservado no município.

De acordo com a professora Mirian, existem diversos meios pelos quais uma cultura pode se expressar. Quando se trata de arquitetura e urbanismo, a expressão cultural se dá por meio das construções e vias que configuram a cidade. “A percepção atual estabelece patrimônio histórico e cultural como o conjunto de bens imóveis e móveis de valor significativo, ambiências, parques urbanos e naturais, praças, sítios e paisagens, assim como manifestações culturais entendidas como tradições, práticas e referências, que configuram a identidade do município”, explica.

A preservação desses bens patrimoniais é importante para a transmissão das tradições de uma geração para outra, contribuindo para a consolidação da identidade cultural do lugar. “Passo Fundo possui alguns trabalhos voltados ao campo do patrimônio histórico e cultural, como o Inventário do Patrimônio Arquitetônico do Município de Passo Fundo. Contudo, muitos trabalhos ainda necessitam ser realizados para que se consiga consolidar e ampliar o cuidado com os bens patrimoniais municipais, o que inclui atividades de educação patrimonial, no sentido de conscientizar a população da importância da preservação”, observou a professora Mirian.

A proposta da exposição foi promover uma interação entre academia e comunidade, de modo que a primeira expõe à segunda informações sobre a identificação e a valorização do patrimônio arquitetônico por meio de maquetes, desenhos e fotos, divulgando também o curso de Arquitetura e Urbanismo da UPF.

Fonte original da notícia: Universidade Federal de Passo Fundo




Salvador (BA) – Instituto do Cacau será reformado cinco anos após incêndio

Obra vai custar R$ 1,7 milhão e terá início no mês que vem; resultado da licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado.

Cinco anos após o incêndio, o terceiro andar ainda permanece interditado; obras começam em agosto. Foto: Evandro Veiga/Arquivo Correio

Cinco anos depois do incêndio que destruiu o terceiro andar do Instituto do Cacau, no bairro do Comércio, em Salvador, finalmente o prédio vai ser reformado. A Secretaria da Administração do Estado (Saeb) publicou no Diário Oficial do último final de semana o resultado da licitação para recuperação estrutural da laje da cobertura e casa de máquina do prédio, que contará com um investimento de R$ 1,7 milhão. As obras serão realizadas pela AMF Engenharia e Serviços Ltda e terão início ainda neste mês de agosto.

Em 17 de janeiro deste ano, a Saeb havia divulgado que mais R$ 2 milhões seriam investidos na primeira etapa da obra. O edital chegou a ser publicado e a licitação marcada para 20 de fevereiro. No entanto, uma ação popular, liderada pelo advogado Bruno Almeida, conseguiu suspender a licitação, alegando que o projeto não possuía aprovação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Na ocasião, o Iphan havia confirmado que seria necessária a análise e autorização deles para que ocorressem reformas no imóvel, pois o Instituto do Cacau fica em uma região do Comércio tombada pelo órgão, estando também sob a proteção dele.

A liminar que suspendeu a licitação foi julgada pelo Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) e cassada no dia 30 de maio. Um dia depois, a Saeb lançou a nova licitação que escolheu a empresa que vai tocar a obra.

Arquitetura
Quem nota as paredes pichadas e sujas ou as grades enferrujadas do Instituto do Cacau nem imagina que aquela estrutura foi uma das primeiras obras de arquitetura moderna na Bahia. Do lado de fora, o teto queimado relembra a manhã de 16 de julho de 2012, quando o terceiro andar foi destruído por um incêndio.

Incêndio ocorreu no dia 12 de julho e destruiu o terceiro andar do prédio. Foto: Evandro Veiga

No alto do edifício, ainda é possível ver vários andaimes estruturados que sustentam os destroços do terceiro andar – o qual continua interditado desde o fogo – e impedem um possível desabamento. Nos andares inferiores do prédio funcionam o SAC Educação, o SAC Cidadão e o Núcleo Regional da Educação.

O Instituto do Cacau foi criado em junho de 1931. Para a época, o design do prédio foi uma importante evolução arquitetônica no estado. O projeto foi assinado pelo arquiteto alemão Alexander Buddeus e reúne linhas sofisticadas, com elementos de estilos clássicos como o art déco e a Escola de Bauhaus.

Fonte original da notícia: Correio – Bahia




Duas casas que pertenceram ao poeta Thiago de Mello estão abandonadas, em Barreirinha (AM)

Projeto dos imóveis foi assinado pelo renomado arquiteto Lúcio Costa, autor do plano piloto de Brasília.

Duas casas que pertenceram a Thiago de Mello estão abandonadas. Na Foto, Porantim do Bom Socorro. Fotos: Arquivo pessoal

Duas casas que pertenceram ao poeta Thiago de Mello e tem projeto assinado pelo renomado arquiteto Lúcio Costa, autor do plano piloto de Brasília, sofrem com o abandono e a falta de manutenção, na cidade de Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus). Os imóveis conhecidos como Porantim do Bom Socorro e Casa do Ramos foram vendidos para o Governo do Amazonas em 1992 e 2005, respectivamente, e depois repassados para a prefeitura do município para servir de espaço cultural.

Contudo até hoje as residências não passaram por restauração nem reparos, como mostram as fotos feitas pelo cantor e compositor Thiago de Mello, filho do poeta. Nas imagens, ambas aparecem em condições precárias. “É muito triste vê um lugar que teve tanta vida, recebeu tanta gente do povo (artista, poeta) não servindo para nada de produtivo. Essas casas têm como se transformarem em coisas com mais potencial e importância do que abandonadas como estão”, disse Thiago.

O artista, que mora no Rio de Janeiro, esteve em Barreirinha na última semana, e postou as fotos das “casas de Thiago de Mello” numa rede social na expectativa de sensibilizar os órgãos competentes. Ele tem esperanças de um dia ver as residências, onde o pai morou e ele mesmo passou boa parte de sua vida, restauradas e preservadas. “Sobretudo, porque são projetos do Lúcio Costa, que tem um valor arquitetônico imensurável, e de ter sido residência do meu pai por vários anos”, destaca.

Reaviver

Casa do Ramos.

O poeta também morou numa residência, projetada por Lúcio, na Freguesia do Andirá, Zona Rural de Barreirinha. Esta, conhecida como a Casa de Poesia Thiago de Mello, também precisa de manutenção para permanecer de pé. Mas, ao contrário das outras duas localizadas na cidade, há um projeto de revitalização sendo discutido para o imóvel que ainda pertence à família de Mello. Thiago Thiago disse que em breve deve retornar aquele lugar para iniciar a obra e deixar o espaço firme.

A ideia é tornar a Casa de Poesia Thiago de Mello em um pouso para amantes da poesia, da arquitetura, da arte e da Amazônia. “Para que possa manter a memória do meu pai e de todos os artistas viva. Vou atrás de recurso financeiro para fazer essa revitalização e espero que este movimento possa também transformar a situação das casas de Barreirinha porque se nada for feito vão acabar, assim como outras casas antigas de pessoas importantes no campo da arte que desapareceram”.

Planejamento

Casa de Poesia Thiago de Mello.

Em nota, a Prefeitura de Barrerinha informou que  aguarda o laudo de planejamento da Casa para a Secretaria de Obras  iniciar a restauração.”Eu preciso que o governo do Estado me estenda a mão uma vez que hoje, Barreirinha não dispõe de recursos, destacou o prefeito Glenio Seixas.

Imóvel já foi ‘ameaçado’ 

Em 2013, a Casa do Ramos foi ameaçada de demolição pela Prefeitura de Barreirinha por conta das obras de revitalização da orla da cidade. O fato causou polêmica e no mesmo ano foi anunciado à restauração e preservação do imóvel, mas isso nunca aconteceu.

Por Silane Souza

Fonte original da notícia: A Critica