PE – Internautas agora podem fazer visita virtual e gratuita ao Paço do Frevo

Visita virtual permite internauta passear pelos andares do equipamento cultural. Foto: Julio Jacobina/DP

Do Recife para o mundo. O Paço do Frevo, localizado no Bairro do Recife, está disponível para visitantes do mundo inteiro. A partir de quarta-feira (28), o equipamento cultural recifense passou a integrar o Google Arts & Culture e é a primeira instituição cultural de Pernambuco a fazer parte da plataforma.

O espaço está disponível no Museum View, onde é possível fazer uma visita virtual pelos andares do local, além de ter acesso as atrações do museu por meio de fotos em 360° e cinco exposições virtuais com legendas em inglês. As mostras incluem fotos, vídeos e entrevistas divididas por temas como O Frevo e o Paço, O Frevo e sua História, Retratos do Frevo, Agremiações e Tipos de Frevo. Também fazem parte da plataforma, lugares históricos como o Museu do Louvre (França) e a Casa Branca (EUA).

O Paço do Frevo foi inaugurado em fevereiro de 2014 e possui acervo que remonta a origem do ritmo e da dança típicos do estado de Pernambuco. O Frevo é reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2012.

O Google Arts & Culture é composto por acervo de instituições de 70 países diferentes e disponibiliza a visita gratuita a mais de 200 mil obras relacionadas à arte, cultura e história. A plataforma é acessada na web e através do aplicativo para Android e iOS.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco




Florianópolis (SC) – Arte do Crivo ainda resiste nas comunidades de Governador Celso Ramos

Artesãs se reúnem todas as terças-feiras, na praia de Palmas, revivendo os tempos em que o artesanato aproximava as famílias.

Dona Anginha explica que o Crivo é muito mais do que uma arte e pode unir toda uma comunidade – Fotos Divulgação/ND

Costume dos imigrantes açorianos, a Roda de Crivo, realizada pelas mulheres das comunidades para a produção do artesanato, se mantém viva nas praias de Governador Celso Ramos e na região de Tijuquinhas, em Biguaçu, na Grande Florianópois. Todas as terças-feiras, mais de 40 senhoras se reúnem na praia de Palmas para trocar experiências e perpetuar a tradição passada de mãe para filha.

O Crivo é uma arte em tecido, um refinamento do bordado onde o ponto e a construção da imagem se dão por meio da repetição e da prática. A aposentada Egercília Sagás da Silva, 78 anos, a dona Anginha, de Canto dos Ganchos, lembra que o artesanato sempre teve mais valor nas rodas de senhoras. “No Canto dos Ganchos havia dois salões onde o Crivo era feito antigamente. As mulheres se sentavam e conversavam assuntos que os homens não sabiam, mas as crianças podiam entrar e aprender”, comenta.

No Crivo, segundo ela, também eram ensinadas rezas, benzeduras e repassados os fatos que aconteciam na vila, as novidades que algumas criveiras traziam da capital, de Biguaçu ou de Tijucas. “Na roda do Crivo se cantava e se transmitia histórias dos tempos dos avós. Hoje, tudo isso vai se perdendo. A vida vai ficando sem graça. Não tem a mesma alegria de antes”, menciona a criveira. Para dona Anginha, a vida era mais simples e feita em grupo. “Tinha as briguinhas na Vila, mas éramos uma família. Hoje é cada um por si. Ninguém conta mais história. Ninguém tem tempo para ouvir o outro”, arremata com um olhar longe, enquanto recorda suas lembranças.

Falta apoio para manter a tradição

A dona de casa Marli Paula da Silva, 47 anos, coordena os trabalhos das criveiras na Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos. O “Grupo de Mães Novo Amanhecer” reúne mais de 30 mulheres que aprenderam ou que estão começando a aprender a técnica. Ela conta que aprendeu o Crivo com a mãe e que apesar do grupo realizar diversas atividades, é no Crivo que elas se destacam.
“Nosso grupo já somou 46 mulheres, mas houve uma época em que reduziu muito. Hoje, nós fazemos o Crivo, cantamos, rezamos e debatemos o que acontece no bairro. É mais do que ocupar o tempo ocioso, a Roda do Crivo é uma forma de lembrar o que os antigos nos deixaram e ter a oportunidade de transmitir para as novas gerações.”, revela.

Marli só lamenta a falta de apoio para a preservação da tradição.“Falta apoio. Temos o espaço, que é da associação de moradores, mas precisamos de investimentos. Sem a prática do Crivo, sem a roda, tudo vai se perder.”, continua. Atualmente, muitas técnicas novas tentam apagar a importância do crivo, acrescenta a artesã Valda Nicolau Sagás, 70 anos.“É como se você estivesse desenhando no tecido, mas isso de ponto em ponto. E não se confunda com ponto cruz ou crochê. O Crivo é feito desmontando o tecido por completo, e remontando com as imagens que a criveira produz”, acrescenta.

Atividade chegou no século 19

Segundo o pesquisador William Wollinger Brenuvida, mestrando em Ciência da Linguagem da Unisul, as origens do Crivo são incertas. Nos Açores, em Portugal, onde a prática ainda resiste em algumas ilhas, a arte convive com a Renda de Bilro e outras formas de se tecer. O bordado do Crivo que também é uma renda, mas que possui diferenças do Bilro por ser feito em um bastidor, espécie de armação ou suporte em madeira, pode ter relação com as antigas caravanas que iam buscar mercadorias no Oriente para o Ocidente. “É preciso lembrar que Portugal ocupou lugares como Macau, na China, por 400 anos, e que navegadores portugueses e espanhóis estiveram na Índia, no Japão. Havia, também, um contato frequente com mercadores de Florença e Gênova que financiaram as investidas dos ibéricos nas Índias. Houve uma grande troca cultural e econômica antes e durante as grandes navegações”, acrescenta.

Outro dedicado ao tema é o historiador Miguel João Simão, que publicou o livro “Mulheres de Ganchos”. Simão aponta que o Crivo possa ter desembarcado em Ganchos para nunca mais sair por volta de 1870 com a descendente de portugueses Flauzina Luiza de Azevedo, esposa de Manoel José de Azevedo (Mané Ilhéu).

“Dona Flauzina teria trazido para Canto dos Ganchos a novidade do Desterro (hoje Florianópolis) e a prática se espalhou”, conta Simão que ainda relata que Flauzina deixou uma geração de filhas, netas e bisnetas que ainda praticam o Crivo em toda a região do Litoral.

Por Marcos Horostecki

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Santo Ângelo (RS) – 3º Encontro Missioneiro de Cultura debaterá Patrimônio Cultural

O 3º Encontro Missioneiro de Estudos Interdisciplinares em Cultura (EMiCult) vai ocorrer entre os dias 23 e 24 de agosto, em Santo Ângelo, nas dependências da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

Com o objetivo de promover a pesquisa e o intercâmbio entre os pesquisadores, professores, alunos e agentes culturais e fomentar a reflexão sobre as atividades culturais no contexto regional, a programação do 3º EMiCult incluirá painéis e debates sobre o tema principal: “Onde está o nosso Patrimônio Cultural?”. Além disso, estão previstas apresentações de trabalhos em seis grupos (GTs): GT 01 – Gestão, economia e políticas culturais; GT 02 – História, patrimônio e arquitetura; GT 03 – Comunicação e indústria criativa; GT 04 – Educação e arte; GT 05 – Gastronomia, turismo e sustentabilidade; e GT 06 – Direito, cidadania e cultura.

Neste ano o EMiCult receberá apenas trabalhos completos em duas modalidades: artigos científicos e relatos de experiência. O período de submissão dos trabalhos está aberto até o dia 12 de junho no site www.omicult.org/emicult. Os trabalhos apresentados durante o evento serão compilados em forma de Anais, que ficarão disponíveis gratuitamente no site do evento.

Paralelo ao 3º EMiCult ocorre a 1ª Mostra Audiovisual EMiCult. De caráter educativo e competitivo, a mostra nasce com o interesse de ser um espaço cultural para a troca de experiências entre produtores audiovisuais, cineastas, acadêmicos, professores e demais artistas que buscam registrar a realidade cultural a partir da temática ?Patrimônio cultural?. As inscrições também podem ser realizadas no site do 3º EMiCult. Serão selecionados e premiados dois conteúdos de cada uma das seguintes categorias: Documentário; Curta-metragem ficcional; e Reportagem jornalística, os quais serão exibidos na Mesa do Audiovisual, que acontece concomitante as atividades dos grupos de trabalho.

Ainda durante o 3º EMiCult será realizada a 2ª Mostra Científica, promovida pelo Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (OMiCult),  que busca valorizar e premiar os melhores trabalhos científicos apresentados em cada um dos seis Grupos de Trabalho (GT) do evento. Participam automaticamente todos os trabalhos da categoria Artigo Científico, organizada de acordo as temáticas dos GTs, mais a categoria “Destaque Missões”, na qual participarão todos os trabalhos (artigos científicos e relatos de experiência), em que o estudo tenha como temática central a região das Missões.

Em 2016 o evento realizado na URI – São Luiz Gonzaga recebeu mais de duzentos trabalhos, e contou com a coordenação geral da professora Sônia Bressan Vieira, que nesta terceira edição estará coordenando o GT de Educação e Arte.

O EMiCult é resultado da atuação OMiCult e se consolida como um evento interinstitucional ao integrar os seguintes centros de pesquisa: Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Indústria Criativa – Unipampa -São Borja; Programa de Pós-Graduação em Direito, Programa de Pós-Graduação em Gestão Estratégica das Organizações e Centro da Cultura Missioneira – URI – Santo Ângelo; URI São Luiz Gonzaga; Universidade Federal da Fronteira Sul – Cerro Largo; Instituto Federal Farroupilha – São Borja e Santo Ângelo.

Para saber mais acesse o site www.omicult.org/emicult, a página no Facebook facebook.com/emicultrs ou entre em contato pelo e-mail: encontroemicult@gmail.com

Acompanhe o cronograma do 3º EMiCult:

Período para submissão trabalhos: 06/04 a 12/06

Divulgação dos trabalhos aprovados: 12/07

Período de inscrição: 06/04 a 08/08

Prazo para pagamento da inscrição: 11/08

Pagamento da inscrição para ouvintes: até 17/08

3º EMiCult: 23 e 24/08

Valores das inscrições:

Apresentador de trabalho da rede de instituições parceiras (URI, IFFAR, UNIPAMPA, UFFS) -R$25,00

Apresentador de trabalho de outras IES ou demais apresentadores – R$30,00

Participante ouvinte – R$25,00

Fonte original da notícia: Rádio Missioneira




Itália – Museu da Merda, ou a arte de transformar fezes

 Foto tirada em 28 de março de 2017 mostra vasos feitos de Merdacotta, no Museu da Merda, em Castelbosco - AFP/Arquivos

Foto tirada em 28 de março de 2017 mostra vasos feitos de Merdacotta, no Museu da Merda, em Castelbosco – AFP/Arquivos

A ideia de um “Museu da Merda” pode soar nojenta. Mas em Castelbosco, nos campos italianos, o projeto não tem nada de repugnante, visto que se trata de transformar as fezes em algo de muito valor.

Tudo nasceu em uma grande granja no sul de Milão (norte), a partir das suas centenas de vacas que produziam montanhas de bosta.

“Tínhamos que tirar proveito desses excrementos dos animais, e de forma ecológica. Ao final conseguimos transformá-los em algo útil”, conta à AFP o proprietário da fazenda, Gianantonio Locatelli, de 61 anos.

Seus 3.500 bovinos produzem diariamente 55 toneladas de leite para a fabricação do tradicional queijo Grana Padano, um dos mais apreciados da Itália.

Menos nobre, os animais produzem também 150 toneladas de esterco, uma verdadeira dor de cabeça.

Locatelli resolveu o desafio com um sistema engenhoso: as fezes são coletadas e introduzidas em biodigestores, enormes tanques onde as bactérias transformam tudo que é orgânico em gás metano. O cheiro do laboratório é realmente desagradável.

Este metano serve para alimentar motores e gerar eletricidade, que a granja aproveita para vender a particulares. Atualmente, produz o equivalente ao consumido por um povoado de entre 3.000 e 4.000 habitantes.

– “Merdacotta”, uma argila secreta –

Foto tirada em 28 de março de 2017 mostra vasos feitos de Merdacotta, no Museu da Merda, em Castelbosco - AFP/Arquivos

Foto tirada em 28 de março de 2017 mostra vasos feitos de Merdacotta, no Museu da Merda, em Castelbosco – AFP/Arquivos

A água utilizada para arrefecer os motores do tratamento, que sai a uma temperatura de 100 graus, permite garantir calefação a toda a fazenda no inverno e manter os 40 graus necessários para o funcionamento dos biodigestores.

Uma parte do estrume vai ser comercializada como fertilizante nos supermercados, adiantou Locatelli, que não quis revelar os custos de toda a operação.

Outra parte do esterco restante é utilizada para criar uma série de objetos, como louças e outras peças de uso cotidiano.

O “Merdacotta” (literalmente “merda cozida”) vem de uma mistura de esterco com argila da Toscana, com um toque “secreto”. Tijolos, telhas, vasos, pratos e jarras…. os objetos são rústicos e elegantes.

“Trata-se de um produto revolucionário, entre o plástico e a terracota”, aponta Locatelli, que utiliza como símbolo um besouro, inseto imprescindível para a natureza por adubar a terra e controlar os parasitas.

A coleção assinada Merdacotta foi premiada no ano passado pelo Salão do Design de Milão, por sua ideia louca de “transformar a merda em algo divertido”.

– Um museu original –

Fundado em 2005, o museu dedicado à merda exibe várias obras de arte que se inspiram no tema ou que foram realizadas com pinturas fabricadas com merda líquida.

O local presta homenagem, entre outros, ao filme “O fantasma da liberdade” de Luis Buñuel, onde a escala de valores entre alimentos e banheiros é invertida.

Projetado com o arquiteto Luca Cipelletti, o museu reflete a personalidade de Locatelli, que estudou agronomia no Canadá, conheceu Andy Warhol em Nova York e é um colecionador de arte conceitual.

“É a minha forma de agradecer à merda”, diz Locatelli. AFP

Fonte original da notícia: Isto É




O fisco de olho na arte

Novas regulamentações do Iphan destinadas a impedir a lavagem de dinheiro por meio de obras de arte vão aumentar a visibilidade da Receita.

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As obras do paulista Claudio Tozzi estão entre as mais valorizadas dentre os artistas brasileiros contemporâneos, caso do óleo sobre tela “Dança”. Desde agosto de 2015, as cores da peça podem ser apreciadas no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A tela está em boa companhia, ao lado de cerca de 200 outras peças. São quadros de Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Manabu Mabe e Cícero Dias, só para ficar nos brasileiros. Sua origem é a mesma: a Operação Lava Jato. A Polícia Federal apreendeu as obras ao longo das 37 fases da operação, e decidiu guardá-las em um local adequado, onde pudessem ser apreciadas pelo público.

Isso não só tornou o museu curitibano conhecido nacionalmente. Também lançou luz sobre um dos desvios desse mercado: o uso de obras de arte para atos ilícitos como a sonegação de impostos, a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas. Sofisticado e sigiloso, o universo das galerias e leilões de arte agora está sob uma fiscalização mais intensa. Em abril, entra em vigor uma portaria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) destinada a tornar esse mercado mais transparente.

“Dança”, do paulista Claudio Tozzi: agora exposto em Curitiba, ao lado de outras 200 obras apreendidas pela Operação Lava Jato. (Crédito:Paulo Lisboa / Parceiro / Agência O Globo)

“Dança”, do paulista Claudio Tozzi: agora exposto em Curitiba, ao lado de outras 200 obras apreendidas pela Operação Lava Jato. (Crédito:Paulo Lisboa / Parceiro / Agência O Globo)

“O Iphan vai atuar em parceria com outros órgãos de fiscalização para prevenir atos ilícitos”, diz Fábio Rolim, coordenador-geral do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização da autarquia. “Haverá mais compliance (aderência às regras) de agora em diante.” A partir de abril, os profissionais do setor – galeristas, marchands, leiloeiros e mesmo negociantes de antiguidades – serão punidos se não se registrarem no Cadastro de Negociantes de Antiguidades e Obras de Arte (CNart), mantido pelo Iphan.

Também haverá punições, como multas, para quem deixar de manter registros precisos e atualizados das transações que intermediou. E, principalmente, haverá multas que podem chegar a 25% do valor total do negócio para quem deixar de informar o Instituto sobre qualquer transação paga em dinheiro cujo valor supere R$ 10 mil. As informações prestadas pelos comerciantes serão repassadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), encarregado de verificar indícios de malfeitorias no sistema financeiro. “Isso permitirá que as autoridades tenham mais visibilidade do que ocorre nesse mercado, será mais fácil detectar o mau uso dos negócios com obras de arte”, diz Rolim.

Para o investidor em arte, as mudanças serão profundas, embora pouco visíveis. “O colecionador que comprar ou vender uma obra de arte tem de saber que as transações serão reportadas às autoridades”, diz o advogado Pierre Moreau. “É algo parecido com o que já ocorre nos cartórios de notas ou nas imobiliárias, que automaticamente informam a Receita Federal.” Para ele, as mudanças podem pressionar ainda mais um mercado que está em baixa. “Isso cria novos custos, embora pequenos, para os negociantes”, diz. Na hora de comprar e vender, os amantes da arte precisam conferir com cuidado se os documentos que comprovam a origem do quadro e do dinheiro estão em dia. Embora a intenção declarada do Iphan seja coibir a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo, quem negociar obras de arte deve ter em mente que Coaf e o Leão trocam informações de maneira sistemática.

“A intenção é impedir a atuação de criminosos, mas o Fisco vai se aproveitar da maior visibilidade”, diz a advogada Lina Santin: sócia do Santi, Estevão, Simão e Cabrera. “A Receita agora estará mais atenta, porque ela consegue cruzar mais dados e, a partir das declarações para o Coaf, ela terá mais subsídios para a fiscalização.” Por exemplo, o colecionador que deixar de recolher o imposto de 15% sobre ganhos de capital na hora da venda, mesmo que sobre uma obra adquirida no Exterior, com certeza receberá uma visita dos fiscais da Receita. E não será para contemplar as peças remanescentes da coleção.

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Por Cláudio Gradilone

Fonte original da notícia: Isto É Dinheiro




PE – Seis praças do Recife são candidatas a se tornar patrimônio mundial

Praças foram projetadas pelo paisagista Roberto Burle Marx.

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

No ruge-ruge da metrópole, se há algo dissonante é a paisagem (e seus detalhes), elemento que exige o apuro do mais distrativo dos sentidos: o olhar. Desafio para gênios da arte da urbanização, que em momentos únicos da história desconstroem essa tendência perversa para a própria a evolução – e preservação – da humanidade e criam obras de arte que sobrepujam o tempo e o espaço.

No dia a dia pode até lhe passar em branco, mas o Recife possui um patrimônio de intervenção natural, no caminho da escola para casa, ou de casa para o trabalho, que reflete essa genialidade: os jardins idealizados ou reformados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). E esse legado pode estar prestes a se tornar oficialmente patrimônio mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A possibilidade está sendo apresentada esta semana durante o 2º Seminário Internacional Paisagem e Jardim como Patrimônio Cultural México/Brasil, realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco e a Universidade Federal de Pernambuco, que acontece até quinta-feira (23), com palestras e workshop. O evento também marca o lançamento do segundo volume do projeto Cadernos, do CAU/PE, que, não por acaso, tem o título “Cidade-Paisagem”.

Para apresentar a candidatura de seis das praças de Burle Marx no Recife como patrimônio mundial está na Capital o arquiteto mexicano Saúl Alcántara, membro votante do Comitê Internacional de Paisagens Culturais da Unesco.

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Na terça (21), o especialista visitou duas das obras mais marcantes idealizadas pelo saudoso paisagista: a praça de Casa Forte, primeiro de todos os projetos de jardins públicos de Burle Marx, de 1934, localizada na Zona Norte do Recife, cidade natal de sua mãe; e a praça Euclides da Cunha (defronte ao Clube Internacional), no bairro da Madalena (área central da Cidade), de 1935, projeto em que o também artista plástico buscou livrar os jardins de impressão europeia introduzindo o espírito brasileiro em um espaço ornamentado com plantas do Agreste e do Sertão nordestinos.

“Seus jardins são declarados patrimônio cultural do Brasil e deveriam passar a ser patrimônio mundial, porque têm valores universais”, explicou Alcántara. “Burle Marx é um gênio da paisagem universal do século 20, que deu início a sua carreira profissional, acadêmica e científica no Recife. Aqui ele concebeu o jardim tropical e moderno”, lembrou.

Além das praças de Casa Forte e Euclides da Cunha, integram o pleito à categoria de patrimônio mundial a da praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), no bairro de Santo Antônio, e a do Derby, na área central; a Faria Neves (em frente ao Parque Estadual Dois Irmãos), na Zona Oeste; e a Ministro Salgado Filho (no acesso ao aeroporto), no Ibura (Zona Sul), todas já tombadas, há cerca de dois anos, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 2016 ocorreu nova etapa no processo de valorização de áreas públicas projetadas por Burle Marx: além das praças já citadas, outras nove receberam da Prefeitura do Recife a classificação de jardim histórico, o que impede que qualquer um desses espaços sofra intervenção sem autorização prévia.

Paulista de nascimento, de ascendência alemã-recifense, Burle Marx deixou sua marca na Capital em mais de uma dezena de jardins – sem contar as obras particulares. Chegou inclusive a exercer o cargo de diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. Sua relação com a Cidade agora está prestes a ser eternizada não apenas aqui, mas em todo o mundo.

Por Marcos Toledo

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Cidades do interior exportam para o mundo a arte e artesanato de Pernambuco

Estado nordestino é rico em produção de peças que celebram a cultura local.

Caruaru é conhecida pelas peças em cerâmica.

Caruaru é conhecida pelas peças em cerâmica.

Se você é daqueles que não perde a chance de levar uma lembrancinha pra casa sempre que volta de uma viagem, vai se apaixonar pelo artesanato produzido no interior de Pernambucano. Diferente do litoral, onde o encanto fica por conta da paisagem, nas cidades do interior do Estado a beleza está nas peças produzidas pelos artesãos locais.

Dá pra dizer que o mapa do artesanato pernambucano se confunde com o do próprio Estado. Em todos os municípios, muita criatividade e mãos ágeis produzem artefatos de encher os olhos! Além de visitar pontos de comercialização do artesanato na Região Metropolitana do Recife, é interessante conhecer os ateliês e oficinas dos mestres da arte popular.

A Renda Renascença de Poção e Pesqueira

Poção é considerada a Capital da Renda Renascença desde 2011.

Poção é considerada a Capital da Renda Renascença desde 2011.

É de Poção e Pesqueira que vêm a beleza da Renda Renascença. As cidades são os dois principais polos de produção desse tipo de artesanato, e é ali que as rendeiras tecem os mais exuberantes fios da região! A beleza do trabalho é tão incrível que a Renda Renascença já é exportada para outros estados brasileiros e para países da América, Europa e Ásia. E, é claro, quem visita Poção e Pesqueira tem a chance de ver de perto toda a delicada produção da renda.

Poção é oficialmente a capital da Renascença desde 2011. A renda, que tem origem europeia, foi trazida a Pernambuco pelos portugueses. A tradição chegou na cidade de Poção na década de 30, e logo passou a ser uma das atividades mais tradicionais dos moradores. Em Pesqueira não é diferente. As rendeiras são parte cultural da cidade e é possível conhecê-las e visitar as feirinhas locais. O trabalho exige tanto empenho e dedicação que às vezes o produto final pode demorar de semanas a um ano para ficar pronto, como é o caso, por exemplo, dos vestidos de noiva. Imagina só: deslumbrante!

As bonequinhas da sorte de Gravatá

A 80 quilômetros do Recife, na região do Agreste pernambucano, Gravatá é o coração das famosas bonequinhas da sorte. Com pouco mais de um centímetro, elas são uma marca do artesanato da cidade e geram renda para muitas famílias locais. Para quem visita Gravatá, é a principal lembrancinha da cidade. Além disso, é considerada também um amuleto. Ah, e se você visitar a cidade, vai encontrar também móveis, peças em alumínio, objetos de decoração e brinquedos educativos.

As artes de Olinda

Outro destino muito procurado por turista em Pernambuco é Olinda. Mas não é só por conta do famoso carnaval. A cidade pernambucana oferece milhares de atrações, entre elas as artes plásticas, a talha em madeira, a pintura em tecidos, e o artesanato em casca de cajá.

A cerâmica de Caruaru

Conhecida como a “Princesa do Agreste” e “Capital do Forró”, Caruaru é o berço da cerâmica em Pernambuco. É terra natal do famoso Mestre Vitalino, ceramista que fez história através da criação de bonecos de barro. A tradição foi perpetuada entre familiares e nas gerações de artesãos que até hoje residem em Caruaru.

As xilogravuras de Bezerros

É em Bezerros que você vai encontrar as encantadoras xilogravuras, imagens feitas em relevo sobre madeira. Muito popular na região Nordeste, a técnica era utilizada para ilustração de textos de literatura de cordel. Em Bezerros está o Museu da Xilogravura J. Borges, que faz uma homenagem ao pernambucano José Francisco Borges, cordelista e xilogravador. Na visita à cidade você também vai encontrar máscaras, bonecas de pano e brinquedos infantis.

Detalhe da produção da Renda Renascença, um dos grandes atrativos do interior pernambucano.

Detalhe da produção da Renda Renascença, um dos grandes atrativos do interior pernambucano.

As carrancas de Petrolina

A história das carrancas de Petrolina começou com a artesã Ana Leopoldina dos Santos, que depois ficou conhecida como Ana das Carrancas. Artesã, ela começou a produzir as carrancas e imprimir sua identidade no barco. Todas as peças possuem os olhos vazados, uma homenagem ao marido de Ana, que era deficiente visual. A obra peculiar da artista ganhou tanto reconhecimento nacional e internacional que ela recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, dois anos antes de falecer em 2008. Quem visita Petrolina não pode deixar de conferir a beleza das peças, símbolo e tradição na cidade.

Outros destinos imperdíveis

Achou que acabou? Nada disso! Você também pode conhecer as belezas do artesanato em barro de Tracunhaém e Goiana, a tapeçaria de Lagoa do Carro e os santos de madeira de Ibimirim.

Ficou ansioso para conhecer toda essa beleza? Pernambuco oferece tudo isso e muito mais!

Pernambuco Coração do Nordeste, acesse: www.descubrapernambuco.com.br

Fonte original da notícia: GShow




Iphan promove concurso para seleção do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

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Em 2017 o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) completa 80 anos de atuação e, como parte das comemorações, lançou no dia 13 de janeiro o edital do concurso nacional para a escolha do Emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro. O objetivo da seleção é criar uma identidade visual para os bens do Patrimônio Cultural Brasileiro, valorizando sua condição especial e apoiando sua promoção. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas entre 16 de janeiro a 02 de março de 2017. O prêmio para o trabalho vencedor será de R$ 30 mil.

Além do emblema, o vencedor deverá desenvolver um Manual de Identidade Visual e Aplicação. As regras e definições para participação estão disponíveis no edital do concurso. Poderão participar do concurso apenas pessoas físicas, individualmente, com apenas uma proposta inédita por participante.

Cada participante poderá inscrever apenas uma proposta, a ser enviada uma única vez e sem possibilidade de alteração. A ficha de inscrição, bem como o edital, estão disponíveis no portal do Iphan (www.iphan.gov.br) e o interessado deverá enviá-la para o e-mail emblema.patrimonio@iphan.gov.br, juntamente com os arquivos digitalizados (jpg ou pdf): carteira de identidade e CPF (frente e verso); certidão de quitação eleitoral emitida pelo site do Tribunal Regional Eleitoral (TRE); a sugestão da marca do Patrimônio Cultural Brasileiro, conforme os requisitos estabelecidos no edital; Termo de Cessão de Direitos Autorais (Anexo II do edital), devidamente preenchido e assinado; e Declaração (Anexo III do edital), preenchida e assinada, informando que o design não caracteriza, no todo ou em parte, plágio ou autoplágio.

As propostas serão avaliadas por uma comissão julgadora, que será constituída por até nove membros nomeados pela presidente do Iphan. O resultado preliminar do concurso será divulgado no portal do Iphan em meados de maio de 2017 e o lançamento oficial do Emblema está previsto 17 de agosto de 2017, dia nacional do Patrimônio no Brasil.

Iphan 80 anos
Defensor da cultura brasileira em seus tesouros edificados, na criatividade aplicada na arte, nos ofícios que se perpetuam, nos costumes e tradições, na história ancestral de seus povos, o Iphan foi criado pela Lei nº 378, de 13 de janeiro de 1937, completando oito décadas de atividade e, além de recordar sua trajetória, projeta os seus próximos 80 anos.

Tido como uma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, a história do Iphan se confunde com a formação cultural do Brasil. Em oito décadas de atividade, o Instituto, que nasceu como Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN) dentro do Ministério da Educação e Saúde Pública, tem trabalhado arduamente em parceria com a União, os Estados, os Municípios, a comunidade e o setor privado, buscando apoio e investimento na ampliação de uma rede de proteção e valorização do patrimônio.

Ao longo de sua trajetória, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais – atuando desde o poder de polícia até a educação –, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.  O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais.

Reconhecimento do patrimônio
Nesses 80 anos de atividade foram protegidos 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta – na forma de obras de qualificação – quanto indiretamente – por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais –, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana.

Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.

Com o passar do tempo houve um alargamento do sentido sobre o que é o Patrimônio – na mesma direção do ocorrido com a política cultural como um todo –, o que possibilitou que a proteção do Estado se estendesse desde um sítio urbano complexo e dinâmico como o Plano Piloto de Brasília (DF), até à pequena casa de madeira povoada de objetos de uso cotidiano do seringueiro Chico Mendes, em Xapuri (AC), bem como da salvaguarda dos modos de fazer tradicionais relacionados ao manejo de alimentos ou recursos naturais; de celebrações como o Círio de Nazaré ou a Festa do Bonfim; ou de expressões como o Frevo, a Roda de Capoeira e a Arte Kusiwa dos índios Wajãpi.

Fonte original da notícia: IPHAN




São Luís (MA) inspira arte, e se mantém eternizada em pinturas e fotografias

Riqueza está presente nas obras dos artistas que homenageiam São Luís. Toda essa beleza vêm da cultura do povo e das belezas das paisagens.

Claudionor Pereira conhece todo o Centro Histórico de São Luís. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Claudionor Pereira conhece todo o Centro Histórico de São Luís. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

A cidade de São Luís (MA) inspira arte, e assim se mantém eternizada em pinturas, fotografias, principalmente na memória. A riqueza presente nas obras dos artistas que homenageiam São Luís vêm da cultura do povo e das belezas das paisagens.

Quando a gente gosta muito de uma coisa, ou de alguém, isso fica memória. Todo o amor, o olhar e a vontade são para o que se ama. Admiração que não cabe só dentro da gente. É preciso espalhar aos quatro cantos.

É por isso que o artista plástico Joel Dumara, um pintor apaixonado por São Luís, eterniza em molduras aquilo que já é uma tela viva: a cidade. Também pudera: ela é magnética.

Artista plástico Joel Dumara tem São Luís como fonte de inspiração. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Artista plástico Joel Dumara tem São Luís como fonte de inspiração. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Cidade cheia de mistérios que é, enlaçou o coração deste artista, que se debruça a reproduzir cada canto da cidade, como a tranquilidade e beleza do beco Catarina Mina.

Um cenário cheio de encanto onde é possível conhecer a história visitando o passado que quer continuar presente em todos os ângulos que se vê aqui, e na memória.

Nas telas, não se vê apenas o lugar, mas tudo que habita o Centro Histórico de São Luís. As cores, as ruas, a luz, os casarões, a gente. Tudo isso, o artista plástico Claudionor Pereira conhece de cor, pois já pinta a cidade há 16 anos.

Conhece cada sobrado, cada beco, cada esquina deste refúgio que antes existia sozinho, até a modernidade chegar. Para ele, é como eternizar o que ainda resiste ao tempo.

Paisagens que também conquistaram as lentes do fotógrafo Márcio Vasconcelos, e fazem o coração dele bater mais forte. O artista publicou vários livros sobre a cultura, religião e valores de todo o Maranhão, mas São Luís é a menina dos olhos.

Cultura e povo eternizados em belas fotografias. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

Cultura e povo eternizados em belas fotografias. (Foto: Reprodução/TV Mirante)

E assim, de diferentes ângulos, eles se rendem aos encantos da ‘Ilha Bela’.

Fonte original da notícia: G1 MA




Santos (SP) poderá ter museu de arte

Vereadores aprovaram projeto de lei que autoriza a construção do equipamento no estacionamento da Pinacoteca Benedito Calixto.

Museu de Arte deve ser erguido, pela Fundação Benedito Calixto, no estacionamento da pinacoteca. Foto: Matheus Tagé/DL

Museu de Arte deve ser erguido, pela Fundação Benedito Calixto, no estacionamento da pinacoteca. Foto: Matheus Tagé/DL

Santos poderá ganhar um museu de arte. A Câmara de vereadores aprovou ontem em 1ª discussão, o projeto de lei que autoriza a construção do equipamento no estacionamento da Pinacoteca Benedito Calixto.

O projeto é de autoria do prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB). Ele acresce um dispositivo à lei 2.164/2003, que autoriza a Fundação Benedito Calixto, que administra a pinacoteca, a levantar o prédio no terreno onde é o estacionamento.

Segundo o dispositivo, o museu terá que seguir um projeto arquitetônico já aprovado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa).

Na defesa do projeto, o prefeito disse que “a construção do museu agregará valor e promoverá uma série de iniciativas no campo da museologia, formação artística e didática no Município”. Ainda segundo o chefe do Executivo santista, o local “constituirá um Centro de Cultura, difusor de conhecimento e cultura”.

O projeto ainda precisa se aprovado em segunda discussão, na sessão de quinta-feira. Caso seja aprovado, ele seguirá para a sanção de Paulo Alexandre Barbosa.

Cadastro

A Baixada Santista possui, ao menos, 25 museus. A região faz parte do projeto piloto Cadastro Estadual de Museus, lançado em julho deste ano.

O principal objetivo da iniciativa do Sistema Estadual de Museus é sistematizar informações sobre os espaços museológicos paulistas a fim de contribuir com o desenvolvimento e formulação de políticas públicas para o setor.

Por Bruno Gutierrez

Fonte original da notícia: Diário do Litoral