Época dourada: descubra os belos conjuntos arquitetônicos de Congonhas (MG)

Famosa por fazer parte do Ciclo de Ouro, a cidade desperta a curiosidade de visitantes, além de ser casa das obras de Aleijadinho.

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, com as imagens dos profetas, é um dos mais visitados. Foto: Wellerson Athaydes/Divulgação.

O nome Congonhas vem do tipo de vegetação encontrada nos campos, uma planta que os índios chamavam Congõi, que, em tupi, significa “o que sustenta”, “o que alimenta”. Situada em um vale e rodeada de montanhas, a cidade alimenta a alma dos que desejam reviver uma época dourada. Pepitas de ouro do tamanho de batatas fizeram a fama do lugar, na era do Ciclo de Ouro.

Congonhas é também bastante procurada por suas festas religiosas, que reúnem mais fiéis a cada ano durante as romarias. Quem visita a cidade, além de se encantar com a beleza histórica, pode saciar o apetite com a deliciosa comida típica mineira. Essa cidade é considerada perfeita para o turismo e lazer, porque reúne arte, história, culinária e beleza num só lugar.

Foi nessa cidade que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, esculpiu, em pedra sabão, as famosas imagens dos 12 profetas em tamanho real, visitadas anualmente por milhares de turistas de toda parte do mundo. Pela proximidade de Brasília, é um destino que dá para ir num fim de semana.

As imagens erguidas no espaço frente à basílica representam a Vila Sacra . Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press.

As belas imagens ficam no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Seis capelas que compõem o Jardim dos Passos, em frente à basílica, representam a via Sacra, com belíssimas imagens esculpidas em cedro também por esse grande artista barroco. Em 1985, todo esse conjunto foi tombado pela Unesco e transformado em patrimônio cultural da humanidade.

Peregrinação e arte

Antes de ser a “Cidade dos Profetas”, Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação. Todo ano, o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições. São aproximadamente 5 milhões de peregrinos que visitam Congonhas entre 7 e 14 de setembro, período em que é comemorado no município o jubileu do Senhor Bom Jesus do Matosinhos.

O município tem como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica, com destaque para a mina de Casa de Pedra — Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Mina da Fábrica, antiga Ferteco Mineração S/A — hoje incorporada à Vale — e  a Mina Viga, que atualmente pertence à Ferrous, e à Gerdau Açominas.

Os principais atrativos do município são a Basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.

O museu, inaugurado em 2015, tem obras sacras e barrocas . Foto: Leo Lara/Iphan

Construído para potencializar a percepção e a interpretação das múltiplas dimensões do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que, desde 1985, detém o título de patrimônio mundial, o Museu de Congonhas abriga importantes acervos que tratam das manifestações da fé no passado e no presente, como a coleção Márcia de Moura Castro, formada por ex-votos e santos de devoção; a coleção de livros do Fábio França, que é referência no Brasil sobre o barroco, a arte e a fé; além das réplicas e cópias de segurança dos profetas de Aleijadinho.

A instituição também promove um programa intenso de exposições temporárias. Ano passado, por exemplo, a mostra Agridoce, do artista Haroon Gunn Salie – que estabelecia uma relação da tragédia de Bento Rodrigues, em Mariana, com a realidade mineradora de Congonhas, foi escolhida pela crítica especializada como uma das melhores apresentadas no Brasil.

O espaço, inaugurado em 2015, fruto da parceria entre a Prefeitura de Congonhas, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco no Brasil) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tem, ainda, forte atuação cultural. Em sua programação constam apresentações artísticas, como espetáculos musicais, de dança, teatrais.

Também se tornou um espaço para a produção de conhecimento, com a realização de conferências, seminários, oficinas e cursos diversos. Estudantes da região de Congonhas e de instituições de todo o país têm visitado o espaço diariamente para desenvolver projetos de extensão da sala de aula. Também se qualificou como um roteiro imperdível para os turistas que visitam Minas Gerais.

Cachoeiras

Nem tanto cultural, nem tanto religioso. O roteiro de Congonhas oferece paradas incríveis para admirar e apreciar a natureza. O Parque Ecológico das Cachoeiras é um complexo de lazer e turismo composto por uma cachoeira natural e diversas piscinas para adultos e crianças. Está localizado a cinco quilômetros do centro da cidade, com infraestrutura completa!

A beleza natural da Cachoeira de Santo Antônio, que tem área represada para banho, é somada ao complexo de lazer que o parque tem. Antes mesmo de ter a infraestrutura do parque, a queda já era atração entre os moradores da região.

Ao redor da Cachoeira de Santo Antônio há uma área de preservação ecológica com mais de 70 mil metros quadrados. Na mata preservada é possível encontrar diversas espécies da fauna (maritacas, bem-te-vis, pintassilgos, lontras, pacas e o tatu-bandeira) e flora (cedro, jacarandá, quaresmeira e amescla).

Caminhando pelo parque, é possível também encontrar diversas nascentes de água potável. O acesso até a cachoeira se dá por meio de uma estrada não asfaltada, porém em boas condições.

Visite

Parque Ecológico das Cachoeiras
Av. Tenente Horácio Coelho, s/nº, Bairro Campinho – Congonhas
Telefone: (31) 3731-1911
Cidade dos profetas

Fonte original da notícia: Correio Braziliense




Céu de Querubins

Céu de Querubins é um documentário de Gustavo Massola, com duração de 25 minutos, que apresenta o seguinte contexto:

Aecio Sarti é um artista que pinta sobre lonas usadas de caminhão. A reutilização da lona faz com que sua funcionalidade original dê lugar à manifestação da arte.

Para o projeto Aecio pintou um “Céu de Querubins” sobre uma lona inteira de 12 x 8 metros. Inúmeros querubins representaram a proteção do caminhão frente às adversidades nas estradas brasileiras.

A lona pintada cobriu o carregamento de potes de barro que foi transportado por um motorista e seus dois assistentes. Tais potes são produzidos por mulheres de uma pequena comunidade no sertão baiano, com o propósito de serem utilizados em outras regiões sertanejas como recipientes que armazenam e mantém água fresca. A atividade dos caminhoneiros é comprar os potes novos, seguir por diferentes localidades e trocá-los pelos potes velhos, que então são levados ao sudeste para serem vendidos como objetos de decoração.

Essa foi a jornada testemunhada pelo “Céu de Querubins”.

Vale a pena assistir!

Documentary “Céu de Querubins” – 25 min. (with subtitles) from Gustavo Massola on Vimeo.

Fonte original do vídeo: Vimeo




Exposição reúne aquarelas de Florianópolis (SC) que serão transformadas em livro

Florianópolis será homenageada através da arte. A arquiteta e artista Gabriela Luft, natural de Florianópolis, está retratando as paisagens naturais e a riqueza cultural da ilha que serão transformadas em um livro de aquarelas.

Divulgação/Assessoria de Imprensa

O projeto criado pela artista, sob o título de “Floripa, sua Linda!” retrata com aproximadamente 350 aquarelas praias, igrejas, praças, fortalezas, casarios e monumentos. Entremeadas com mapas e referências da cidade, esboçam e resgatam vestígios históricos, culturais e naturais de Florianópolis. O livro tem previsão de lançamento para março de 2018, no aniversário da cidade.

Mas antes, de 5 a 27 de outubro, ocorre uma exposição com algumas das aquarelas originais que farão parte do livro, na galeria de arte do Banco BRDE no centro de Floripa. Além das obras do Projeto Floripa, Sua Linda!, a Mostra exibirá as aquarelas do artista Rudi Scaranto Dazzi. A galeria fica na Avenida Hercílio Luz, n. 617, Centro, Florianópolis.

Divulgação/Assessoria de Imprensa

Gabriela enfatiza que, “o livro é uma homenagem à nossa cidade, onde busco interpretar de acordo com minhas vivências e experiências a essência e a magia destes locais”.

O projeto Floripa, Sua Linda tem o incentivo da Lei Rouanet e da Lei Municipal de Cultura de Florianópolis, onde qualquer pessoa ou empresa pode contribuir, doando 6% de seu imposto de renda e/ou 20% do IPTU e ISS que pagam no município. Mais informações sobre o projeto na página do Facebook: Floripa, Sua linda.

Fonte original da notícia: Portal da Ilha




‘Papel da arte é fazer pensar’, diz pesquisadora após exposição sobre diversidade ser cancelada em Porto Alegre (RS)

Ataques nas redes sociais e no próprio museu motivaram o cancelamento. Para MBL, que coordenou as críticas, não é um caso de censura. Especialistas em arte e gênero discordam da decisão.

Exposição Queermuseu contava com 90 obras, de 270 artistas nacionais, abriu em 15 de agosto e iria até 8 de outubro. Foto: Marcelo Liotti Junio/Divulgação

O cancelamento de uma exposição de diversidade sexual em Porto Alegre, no último domingo (10), levantou a discussão sobre o papel da arte na sociedade. Para um grupo de pessoas, a mostra, que ganhou o nome de Queermuseu, foi considerada ofensiva porque, segundo eles, promoveria a pedofilia, zoofilia, além de um ataque contra a religião e os bons costumes. A reação foi coordenada pelo grupo Movimento Brasil Livre (MBL).

A exposição, sediada no Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre entrou em cartaz no dia 15 de agosto e ficaria até o dia 8 de outubro.

Para Ana Albani de Carvalho, professora do Instituto de Artes da UFRGS e pesquisadora das relações entre arte e política, na arte moderna e contemporânea, não são raros os casos em que os artistas demonstram uma perspectiva crítica com certos temas que, muitas vezes, atingem o limite do intolerável para alguns públicos. Mas isso não significa que tais obras devam ser censuradas.

“É difícil para muitas pessoas fazerem uma apreciação de uma obra que apresenta algo polêmico, e que [na visão dos críticos] estaria fazendo uma apologia, quando na verdade essa obra tem sentido de crítica, de ironia”, avalia a pesquisadora.

Essa é a missão das obras artísticas, na visão de Ana. “Propor ao espectador que faça uma reflexão sobre o tema”. Por isso, um quadro com imagens de crianças, ou uma instalação com deboches à determinada religião, por exemplo, não devem ser levados ao pé da letra, nem interpretados como apologia. “Se a arte tivesse tanto poder de convencer alguém a praticar algo, considerando todas as obras que mostram coisas belas, nós viveríamos no paraíso”, analisa.

“A obra vai incentivar mais do que o próprio dia a dia da cidade? Do que os noticiários?”, comenta a especialista.

Ana, que também atua como curadora de arte nas instituições da cidade, foi na abertura da Queermuseu, em agosto, e lamenta a decisão de fechar a exposição. “O ideal seria trazer esses grupos [que criticaram as obras] para uma discussão aberta, junto com todos”.

O problema é que neste episódio específico, como comenta Ana, aqueles que levantaram acusações sobre a exposição não demonstram estarem abertos à troca de ideias. “Se uma pessoa chega com abertura, você estabelece um diálogo. Mas, se ela vem com a ideia pronta, fechada, agressiva, ou se reage com sarcasmo, tentando manipular ou afrontar as tuas palavras, isso fica difícil”, analisa.

Já a professora e pesquisadora de educação e relações de gênero da UFRGS Jane Felipe classificou como “lamentável” a reação de algumas pessoas.

“[Elas] visivelmente não compreendem que o principal papel da arte hoje é fazer pensar. Muitos ainda têm uma visão romântica da arte como sinônimo de beleza e perfeição, por isso talvez se choquem com algumas obras e não consigam entendê-las na sua dimensão de trazer algumas reflexões sobre determinados temas”, entende a pesquisadora.

“A arte está aí para fazer pensar e desestabilizar certezas. Não pode haver esse tipo de policiamento de uma arte mais certinha e mais palatável.”

Para Jane, o problema não está na arte nem nos artistas. “O problema está no desconhecimento e desinformação das pessoas, na falta de capacidade de abstrair e refletir sobre o mundo a partir de diversos pontos de vista. É preciso admirar, isto é, olhar com atenção, ficar em silêncio e refletir sobre o que a arte tem a nos oferecer”, salienta a professora.

Já a mestre em gênero, mídia e cultura Joanna Burigo entende que a situação está relacionada com atuação de grupos conservadores, que pretendem manter a ordem e a tradição, que, para ela, limita as possibilidades de expressão.

“É uma ordem social na qual sexo, sexualidade e identidade de gênero precisam ser constituídos de acordo com certas balizas: nominalmente, a heterossexualidade compulsória e a hierarquia de gênero”, descreve. “Expressar-se livremente contra mecanismos de controle não é um acinte – esta é a própria livre expressão”, observa ela.

Joanna diz não estar surpresa com o pedido de suspensão da exposição. “Até aí, nenhuma novidade. São eles os agentes da manutenção de uma ordem e uma tradição que excluem. O que assusta é o Santander ter acatado.” Ela, que é fundadora da Casa da Mãe Joanna, enxerga outra perspectiva para o caso: o de incentivar ainda mais a produção de arte “independentemente de censuras”.

‘Foi um nível de agressividade que eu nunca tinha visto’, diz curador

Em entrevista ao G1, o curador da exposição, Gaudêncio Fidelis, afirmou que foi xingado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), que estão envolvidos nos ataques, dentro do Santander Cultural. Além dele, frequentadores da mostra também foram abordados, o que Gaudêncio classifica como “ataques sistemáticos”, que iniciaram a partir de quarta-feira (6) e prosseguiram durante o fim de semana.

“Eles ingressaram na exposição atacando público com câmera em punho, perguntando se gostavam de pornografia, de pedofilia. Foi um nível de agressividade que eu nunca tinha visto. ” Segundo Gaudêncio, os seguranças intervieram e retiraram os integrantes do MBL do local, devido aos cuidados necessários com as obra.

O curador lembra que fotografias e vídeos no local são proibidos. “Não se pode ingressar em exposição e infringir direitos de imagem, não pode editar, tirar de todo o contexto, infringir todos os direitos, atribuir frases que não falaram.”

Página do Santander Cultural foi tomada por críticos à exposição Queermuseu, que foi cancelada neste domingo (10). Foto: Reprodução/Facebook/Santander Cultural

“Não é só incômodo, mas as manifestações nas redes sociais são, na maioria, de pessoas que não viram exposição”, entende o curador.

Questionado sobre a acusação de incitar pedofilia e zoofilia, Gaudêncio considera que as peças foram descontextualizadas e que o MBL criou uma falsa narrativa.

“Isso foi feito com base em narrativa falsa, imagens e vídeos editados. O MBL resolveu transformar a exposição como plataforma de visibilidade.”

Gaudêncio conta que soube do cancelamento da exposição por um amigo, via mensagem de whatsapp, ainda no domingo. “Foi um choque”, declara. “Estamos diante de uma situação complicada, grave e trágica para a comunidade artística brasileira. Um grupo (MBL) decidiu o que podemos e o que não podemos ver.”

Para coordenador do MBL, censura não é ‘questão central’

Em entrevista à rádio Gaúcha, um dos coordenadores do MBL, Kim Kataguiri, admitiu que o movimento organizou um boicote à exposição e ao próprio banco. Entre as ações estava a realização de campanhas pelas redes sociais. Por outro lado, ele negou os “ataques sistemáticos”, referidos pelo curador da exposição, por integrantes do MBL.

“Pedimos o boicote à exposição. Estava sendo obrigado a pagar, isso não foi só do MBL, mas de clientes do Santander, a empresa sofreu boicote. Hoje o verdadeiro rei é o consumidor, se o Santander tivesse que sobreviver com clientes que toleram zoofilia, pedofilia, mas eles não sobrevivem”, disse Kataguiri.

Questionado se a ação do MBL não foi uma prática de censura, Kim desconversou. “A questão central não é essa. Estou sendo obrigado a pagar [para entrar na exposição], muitos jornalistas disseram que o MBL não estava sendo liberal. Mas não existe maior expressão de livre mercado que o boicote.” Segundo a assessoria de imprensa do Santander Cultural, a entrada para a exposição era franca.

Outro que criticou a exposição é um dos fundadores do MBL e secretário de Serviços Públicos, Ramiro Rosário. “Intitulada Queermuseu, suas obras exaltam a sexualização de crianças, promovem abusos de animais e profanam imagens sagradas ao Cristianismo”, disse em seu site.

Na página, afirma que um grupo está organizando um processo criminal contra os responsáveis. O G1 procurou a assessoria de imprensa do secretário, que negou entrevista. “O secretário Ramiro Rosário não dará entrevista. As posições que ele defende foram publicadas em suas redes sociais no final de semana”, disse a assessoria.

Arquidiciocese manifesta ‘estranheza’ com a exposição

Após o episódio, a Arquidiocese de Porto Alegre emitiu uma nota, em que manifestou o que chamou de “estranheza” diante da exposição. Para a igreja, a exposição “utiliza de forma desrespeitosa símbolos, elementos e imagens, caricaturando a fé católica e a concepção de moral”. Ainda, o texto cita que “é urgente combater o preconceito e a discriminação em todas as suas manifestações”.

Contraponto

Em comunicado no Facebook, a instituição afirmou que “o objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia”.

Leia a íntegra da nota publicada no Facebook do Santander Cultural

Nos últimos dias, recebemos diversas manifestações críticas sobre a exposição Queermuseu – Cartografias da diferença na Arte Brasileira. Pedimos sinceras desculpas a todos os que se sentiram ofendidos por alguma obra que fazia parte da mostra.

O objetivo do Santander Cultural é incentivar as artes e promover o debate sobre as grandes questões do mundo contemporâneo, e não gerar qualquer tipo de desrespeito e discórdia. Nosso papel, como um espaço cultural, é dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros para gerar reflexão. Sempre fazemos isso sem interferir no conteúdo para preservar a independência dos autores, e essa tem sido a maneira mais eficaz de levar ao público um trabalho inovador e de qualidade.

Desta vez, no entanto, ouvimos as manifestações e entendemos que algumas das obras da exposição Queermuseu desrespeitavam símbolos, crenças e pessoas, o que não está em linha com a nossa visão de mundo. Quando a arte não é capaz de gerar inclusão e reflexão positiva, perde seu propósito maior, que é elevar a condição humana.

O Santander Cultural não chancela um tipo de arte, mas sim a arte na sua pluralidade, alicerçada no profundo respeito que temos por cada indivíduo. Por essa razão, decidimos encerrar a mostra neste domingo, 10/09. Garantimos, no entanto, que seguimos comprometidos com a promoção do debate sobre diversidade e outros grandes temas contemporâneos.

Por Janaína Azevedo e Hygino Vasconcellos

Fonte original da notícia: G1 RS




Florianópolis (SC) – Arte da renda de bilro e tramoias são ensinadas para crianças da Lagoa da Conceição

Fotos: Marco Favero / Agencia RBS

Yasmin e Ana Clara eram só atenção. Miravam, compenetradas, as mãos de rendeiras como Norma, cujos dedos laçavam e entrelaçavam a renda de bilro e tramoias, heranças da colonização açoriana e patrimônio cultural de Florianópolis. Ali, separadas por meio século de vida, a rendeira e as aprendizes davam continuidade à cultura mané, exemplo de uma Ilha que não existe mais, mas que busca através de gerações manter viva nos pequenos a riqueza e tradição do mais puro artesanato ilhéu. Assim foi a estreia do projeto Mãos que Ensinam Mãos, ocorrido no sábado, na Escola Básica Municipal Henrique Veras, na Lagoa da Conceição.

Além disso, a iniciativa visa dar oportunidade para que rendeiras e rendeiros, geralmente adultos e idosos, estejam mais próximos dos pequenos, fortalecendo o sentimento de utilidade e valorizando a contribuição desses artistas para a sociedade. Uma pesquisa feita pela orientadora educacional Diléia Pereira Bez Fontana observou que as rendeiras de Florianópolis não têm menos de 70 anos. A atividade, que para os antigos passava de geração em geração, hoje sobrevive nas mãos de gente como Norma Nunes D¿Ávila, 64 anos, que mora na Joaquina.

— Se as rendeiras não passarem os conhecimentos para as novas gerações, daqui a 20 anos não vamos mais ter rendeiras em Florianópolis. Então foi onde eu, trabalhando com crianças e idosos, percebi que precisava fazer algo para perpetuar a cultura açoriana — destaca Diléia, entusiasmada com a primeiro evento de um calendário que já prevê outras edições do Mãos que Ensinam Mãos que, daqui a três meses, estará em comunidades historicamente ligadas à renda de bilro, como Armação, no sul da Ilha, e Santo Antônio de Lisboa.

Vontade de criança

E parece que a ideia de Diléia deu certo. Pelo menos foi o que mostrou Yasmin Borchartt da Silva Vianna, 10, que há tempos dizia para a mãe que desejava aprender a arte da renda de bilro. Começou a gostar ao ver a matriarca fazer tricô, mas a pequena queria era a renda. No sábado realizou o desejo.

Além da renda de bilro, também pôde conhecer fuxico e bordados, outras duas oficinas de cultura popular. Aluna da escola Henrique Veras, Yasmin pode seguir aprendendo a renda todas as sextas-feiras, no contraturno escolar.

— Ela já até me falou que quer fazer a renda no contraturno. Amou – resumiu a mãe de Yasmin, Patrícia Borchartt da Silva.

Vizinhas na Joaquina e companheiras na renda

Quem também vai seguir aprendendo o ofício tão em desuso é Ana Clara Lima da Silva, 10. A garota conseguiu como professora de renda de bilro sua vizinha na Joaquina, a rendeira Norma. Atenta, mal desviou o olhar da atividade para falar com a reportagem, queria captar todos os detalhes do que as mãos da sexagenária faziam. A rendeira, que trabalha com a tradição desde os oito anos, se diz feliz de poder ensinar aos pequenos um pouco do que os anos lhe ensinaram.

— As crianças não vão trabalhar com a renda, como a gente, mas também não vão deixar a tradição acabar. Por isso que é muito bom ensiná-las – disse Norma, prontamente acompanhada pela vizinha Ana Clara.

– Estou gostando muito – definiu a pequena.

Por Leonardo Thomé

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Duas casas que pertenceram ao poeta Thiago de Mello estão abandonadas, em Barreirinha (AM)

Projeto dos imóveis foi assinado pelo renomado arquiteto Lúcio Costa, autor do plano piloto de Brasília.

Duas casas que pertenceram a Thiago de Mello estão abandonadas. Na Foto, Porantim do Bom Socorro. Fotos: Arquivo pessoal

Duas casas que pertenceram ao poeta Thiago de Mello e tem projeto assinado pelo renomado arquiteto Lúcio Costa, autor do plano piloto de Brasília, sofrem com o abandono e a falta de manutenção, na cidade de Barreirinha (a 331 quilômetros de Manaus). Os imóveis conhecidos como Porantim do Bom Socorro e Casa do Ramos foram vendidos para o Governo do Amazonas em 1992 e 2005, respectivamente, e depois repassados para a prefeitura do município para servir de espaço cultural.

Contudo até hoje as residências não passaram por restauração nem reparos, como mostram as fotos feitas pelo cantor e compositor Thiago de Mello, filho do poeta. Nas imagens, ambas aparecem em condições precárias. “É muito triste vê um lugar que teve tanta vida, recebeu tanta gente do povo (artista, poeta) não servindo para nada de produtivo. Essas casas têm como se transformarem em coisas com mais potencial e importância do que abandonadas como estão”, disse Thiago.

O artista, que mora no Rio de Janeiro, esteve em Barreirinha na última semana, e postou as fotos das “casas de Thiago de Mello” numa rede social na expectativa de sensibilizar os órgãos competentes. Ele tem esperanças de um dia ver as residências, onde o pai morou e ele mesmo passou boa parte de sua vida, restauradas e preservadas. “Sobretudo, porque são projetos do Lúcio Costa, que tem um valor arquitetônico imensurável, e de ter sido residência do meu pai por vários anos”, destaca.

Reaviver

Casa do Ramos.

O poeta também morou numa residência, projetada por Lúcio, na Freguesia do Andirá, Zona Rural de Barreirinha. Esta, conhecida como a Casa de Poesia Thiago de Mello, também precisa de manutenção para permanecer de pé. Mas, ao contrário das outras duas localizadas na cidade, há um projeto de revitalização sendo discutido para o imóvel que ainda pertence à família de Mello. Thiago Thiago disse que em breve deve retornar aquele lugar para iniciar a obra e deixar o espaço firme.

A ideia é tornar a Casa de Poesia Thiago de Mello em um pouso para amantes da poesia, da arquitetura, da arte e da Amazônia. “Para que possa manter a memória do meu pai e de todos os artistas viva. Vou atrás de recurso financeiro para fazer essa revitalização e espero que este movimento possa também transformar a situação das casas de Barreirinha porque se nada for feito vão acabar, assim como outras casas antigas de pessoas importantes no campo da arte que desapareceram”.

Planejamento

Casa de Poesia Thiago de Mello.

Em nota, a Prefeitura de Barrerinha informou que  aguarda o laudo de planejamento da Casa para a Secretaria de Obras  iniciar a restauração.”Eu preciso que o governo do Estado me estenda a mão uma vez que hoje, Barreirinha não dispõe de recursos, destacou o prefeito Glenio Seixas.

Imóvel já foi ‘ameaçado’ 

Em 2013, a Casa do Ramos foi ameaçada de demolição pela Prefeitura de Barreirinha por conta das obras de revitalização da orla da cidade. O fato causou polêmica e no mesmo ano foi anunciado à restauração e preservação do imóvel, mas isso nunca aconteceu.

Por Silane Souza

Fonte original da notícia: A Critica




Dourados (MS) – Abandono não tirou o brilho da casa que hoje é recanto de arte e cultura

Quem entra pelo portão pequeno da Casa Colaborativa Casa dos Ventos, em Dourados, já sabe que o lugar é diferente. Foto: Helio de Freitas

As pinturas transmitem alegria e o barulho das árvores que permeia a residência traz de volta a calmaria. Quem entra pelo portão pequeno da Casa Colaborativa Casa dos Ventos, em Dourados, já sabe que o lugar é diferente. Pensado por quatro mulheres dispostas a criar e viver da arte, o lugar que completou 5 anos é pioneiro no Estado e recheado de histórias.

Além de agitar a união dos coletivos, a casa surgiu para criação e apoio à arte. Quem está a frente da Casa dos Ventos atualmente é a artista plástica Fabiana Fernandes, de 29 anos. “A ideia surgiu comigo e mais três amigas, artistas locais, diante da falta de espaço público para ensaios e criações. E por isso a gente pensou em uma casa colaborativa para que houvesse uma troca mútua entre artistas e comunidade”, explica Fabiana.

No início, a ideia era mostrar que a casa tinha arte e espaço para uma série de trabalhos com música, circo e produção cultural. “Customizávamos roupas, havia bazar e produtos artesanais. Mas em questão de meses precisamos mudar para um lugar maior e dar espaço a um novo conceito”.

A primeira residência, embora pequena, também era de madeira quando as amigas deram o primeiro passo para a Casa dos Ventos. Meses depois, uma enorme casa abandonada se tornou sede para os sonhos de Fabiana. “Aqui essa casa é alugada e quando chegamos aqui ela estava totalmente abandonada. Na base da colaboração começamos a dar um trato em tudo. Aos poucos estou colocando em prática o processo de restauração”, detalha.

A casa com mais de dez cômodos, se tornou a primeira Rede Cultural e Ecológica especializada em arte e eco educação integrada e colaborativa. Se tornou um laboratório de ações coletivas e orgânicas. Ali são oferecidas oficinas à comunidade e nas vivências cotidianas, surgem reflexões sobre questões de gênero, étnico-raciais, ecológicas, novas tecnologias e produção cultural colaborativa.

“Há um intercambio cultural de arte educadores, artistas e permacultores, fomentamos a formação nas áreas de música, circo, teatro, audiovisual, artes visuais, artesanato, agricultura urbana e cultura urbana. Hoje Casa dos Ventos é considerada a maior casa de cultura não governamental do estado”.

Fabiana conta que cresceu em uma família de artistas e que por isso, foi motivada a criar a um espaço que fizesse a diferença. “Estava cansada de não ter um espaço para trabalhar e acredito muito na importância de dar uma oportunidade a todos. O que me motiva é isso e faço questão de lembrar que a casa não é uma empresa, mas um porta para ter acesso à arte”, afirma.

A Casa dos Ventos está aberta para visitação pública das 16h às 20h durante todos os dias. No entanto, alguns horários são reservados para a prática de atividades cotidianas na horta, na cozinha e biblioteca comunitária. O público é livre para interagir com a ideias discutidas na casa e construir a coletividade. Informações pela página do Facebook.

Fonte original da notícia: Lado B – Campo Grande News




PE – Internautas agora podem fazer visita virtual e gratuita ao Paço do Frevo

Visita virtual permite internauta passear pelos andares do equipamento cultural. Foto: Julio Jacobina/DP

Do Recife para o mundo. O Paço do Frevo, localizado no Bairro do Recife, está disponível para visitantes do mundo inteiro. A partir de quarta-feira (28), o equipamento cultural recifense passou a integrar o Google Arts & Culture e é a primeira instituição cultural de Pernambuco a fazer parte da plataforma.

O espaço está disponível no Museum View, onde é possível fazer uma visita virtual pelos andares do local, além de ter acesso as atrações do museu por meio de fotos em 360° e cinco exposições virtuais com legendas em inglês. As mostras incluem fotos, vídeos e entrevistas divididas por temas como O Frevo e o Paço, O Frevo e sua História, Retratos do Frevo, Agremiações e Tipos de Frevo. Também fazem parte da plataforma, lugares históricos como o Museu do Louvre (França) e a Casa Branca (EUA).

O Paço do Frevo foi inaugurado em fevereiro de 2014 e possui acervo que remonta a origem do ritmo e da dança típicos do estado de Pernambuco. O Frevo é reconhecido como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela Unesco desde 2012.

O Google Arts & Culture é composto por acervo de instituições de 70 países diferentes e disponibiliza a visita gratuita a mais de 200 mil obras relacionadas à arte, cultura e história. A plataforma é acessada na web e através do aplicativo para Android e iOS.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco




Florianópolis (SC) – Arte do Crivo ainda resiste nas comunidades de Governador Celso Ramos

Artesãs se reúnem todas as terças-feiras, na praia de Palmas, revivendo os tempos em que o artesanato aproximava as famílias.

Dona Anginha explica que o Crivo é muito mais do que uma arte e pode unir toda uma comunidade – Fotos Divulgação/ND

Costume dos imigrantes açorianos, a Roda de Crivo, realizada pelas mulheres das comunidades para a produção do artesanato, se mantém viva nas praias de Governador Celso Ramos e na região de Tijuquinhas, em Biguaçu, na Grande Florianópois. Todas as terças-feiras, mais de 40 senhoras se reúnem na praia de Palmas para trocar experiências e perpetuar a tradição passada de mãe para filha.

O Crivo é uma arte em tecido, um refinamento do bordado onde o ponto e a construção da imagem se dão por meio da repetição e da prática. A aposentada Egercília Sagás da Silva, 78 anos, a dona Anginha, de Canto dos Ganchos, lembra que o artesanato sempre teve mais valor nas rodas de senhoras. “No Canto dos Ganchos havia dois salões onde o Crivo era feito antigamente. As mulheres se sentavam e conversavam assuntos que os homens não sabiam, mas as crianças podiam entrar e aprender”, comenta.

No Crivo, segundo ela, também eram ensinadas rezas, benzeduras e repassados os fatos que aconteciam na vila, as novidades que algumas criveiras traziam da capital, de Biguaçu ou de Tijucas. “Na roda do Crivo se cantava e se transmitia histórias dos tempos dos avós. Hoje, tudo isso vai se perdendo. A vida vai ficando sem graça. Não tem a mesma alegria de antes”, menciona a criveira. Para dona Anginha, a vida era mais simples e feita em grupo. “Tinha as briguinhas na Vila, mas éramos uma família. Hoje é cada um por si. Ninguém conta mais história. Ninguém tem tempo para ouvir o outro”, arremata com um olhar longe, enquanto recorda suas lembranças.

Falta apoio para manter a tradição

A dona de casa Marli Paula da Silva, 47 anos, coordena os trabalhos das criveiras na Praia de Palmas, em Governador Celso Ramos. O “Grupo de Mães Novo Amanhecer” reúne mais de 30 mulheres que aprenderam ou que estão começando a aprender a técnica. Ela conta que aprendeu o Crivo com a mãe e que apesar do grupo realizar diversas atividades, é no Crivo que elas se destacam.
“Nosso grupo já somou 46 mulheres, mas houve uma época em que reduziu muito. Hoje, nós fazemos o Crivo, cantamos, rezamos e debatemos o que acontece no bairro. É mais do que ocupar o tempo ocioso, a Roda do Crivo é uma forma de lembrar o que os antigos nos deixaram e ter a oportunidade de transmitir para as novas gerações.”, revela.

Marli só lamenta a falta de apoio para a preservação da tradição.“Falta apoio. Temos o espaço, que é da associação de moradores, mas precisamos de investimentos. Sem a prática do Crivo, sem a roda, tudo vai se perder.”, continua. Atualmente, muitas técnicas novas tentam apagar a importância do crivo, acrescenta a artesã Valda Nicolau Sagás, 70 anos.“É como se você estivesse desenhando no tecido, mas isso de ponto em ponto. E não se confunda com ponto cruz ou crochê. O Crivo é feito desmontando o tecido por completo, e remontando com as imagens que a criveira produz”, acrescenta.

Atividade chegou no século 19

Segundo o pesquisador William Wollinger Brenuvida, mestrando em Ciência da Linguagem da Unisul, as origens do Crivo são incertas. Nos Açores, em Portugal, onde a prática ainda resiste em algumas ilhas, a arte convive com a Renda de Bilro e outras formas de se tecer. O bordado do Crivo que também é uma renda, mas que possui diferenças do Bilro por ser feito em um bastidor, espécie de armação ou suporte em madeira, pode ter relação com as antigas caravanas que iam buscar mercadorias no Oriente para o Ocidente. “É preciso lembrar que Portugal ocupou lugares como Macau, na China, por 400 anos, e que navegadores portugueses e espanhóis estiveram na Índia, no Japão. Havia, também, um contato frequente com mercadores de Florença e Gênova que financiaram as investidas dos ibéricos nas Índias. Houve uma grande troca cultural e econômica antes e durante as grandes navegações”, acrescenta.

Outro dedicado ao tema é o historiador Miguel João Simão, que publicou o livro “Mulheres de Ganchos”. Simão aponta que o Crivo possa ter desembarcado em Ganchos para nunca mais sair por volta de 1870 com a descendente de portugueses Flauzina Luiza de Azevedo, esposa de Manoel José de Azevedo (Mané Ilhéu).

“Dona Flauzina teria trazido para Canto dos Ganchos a novidade do Desterro (hoje Florianópolis) e a prática se espalhou”, conta Simão que ainda relata que Flauzina deixou uma geração de filhas, netas e bisnetas que ainda praticam o Crivo em toda a região do Litoral.

Por Marcos Horostecki

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Santo Ângelo (RS) – 3º Encontro Missioneiro de Cultura debaterá Patrimônio Cultural

O 3º Encontro Missioneiro de Estudos Interdisciplinares em Cultura (EMiCult) vai ocorrer entre os dias 23 e 24 de agosto, em Santo Ângelo, nas dependências da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

Com o objetivo de promover a pesquisa e o intercâmbio entre os pesquisadores, professores, alunos e agentes culturais e fomentar a reflexão sobre as atividades culturais no contexto regional, a programação do 3º EMiCult incluirá painéis e debates sobre o tema principal: “Onde está o nosso Patrimônio Cultural?”. Além disso, estão previstas apresentações de trabalhos em seis grupos (GTs): GT 01 – Gestão, economia e políticas culturais; GT 02 – História, patrimônio e arquitetura; GT 03 – Comunicação e indústria criativa; GT 04 – Educação e arte; GT 05 – Gastronomia, turismo e sustentabilidade; e GT 06 – Direito, cidadania e cultura.

Neste ano o EMiCult receberá apenas trabalhos completos em duas modalidades: artigos científicos e relatos de experiência. O período de submissão dos trabalhos está aberto até o dia 12 de junho no site www.omicult.org/emicult. Os trabalhos apresentados durante o evento serão compilados em forma de Anais, que ficarão disponíveis gratuitamente no site do evento.

Paralelo ao 3º EMiCult ocorre a 1ª Mostra Audiovisual EMiCult. De caráter educativo e competitivo, a mostra nasce com o interesse de ser um espaço cultural para a troca de experiências entre produtores audiovisuais, cineastas, acadêmicos, professores e demais artistas que buscam registrar a realidade cultural a partir da temática ?Patrimônio cultural?. As inscrições também podem ser realizadas no site do 3º EMiCult. Serão selecionados e premiados dois conteúdos de cada uma das seguintes categorias: Documentário; Curta-metragem ficcional; e Reportagem jornalística, os quais serão exibidos na Mesa do Audiovisual, que acontece concomitante as atividades dos grupos de trabalho.

Ainda durante o 3º EMiCult será realizada a 2ª Mostra Científica, promovida pelo Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (OMiCult),  que busca valorizar e premiar os melhores trabalhos científicos apresentados em cada um dos seis Grupos de Trabalho (GT) do evento. Participam automaticamente todos os trabalhos da categoria Artigo Científico, organizada de acordo as temáticas dos GTs, mais a categoria “Destaque Missões”, na qual participarão todos os trabalhos (artigos científicos e relatos de experiência), em que o estudo tenha como temática central a região das Missões.

Em 2016 o evento realizado na URI – São Luiz Gonzaga recebeu mais de duzentos trabalhos, e contou com a coordenação geral da professora Sônia Bressan Vieira, que nesta terceira edição estará coordenando o GT de Educação e Arte.

O EMiCult é resultado da atuação OMiCult e se consolida como um evento interinstitucional ao integrar os seguintes centros de pesquisa: Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Indústria Criativa – Unipampa -São Borja; Programa de Pós-Graduação em Direito, Programa de Pós-Graduação em Gestão Estratégica das Organizações e Centro da Cultura Missioneira – URI – Santo Ângelo; URI São Luiz Gonzaga; Universidade Federal da Fronteira Sul – Cerro Largo; Instituto Federal Farroupilha – São Borja e Santo Ângelo.

Para saber mais acesse o site www.omicult.org/emicult, a página no Facebook facebook.com/emicultrs ou entre em contato pelo e-mail: encontroemicult@gmail.com

Acompanhe o cronograma do 3º EMiCult:

Período para submissão trabalhos: 06/04 a 12/06

Divulgação dos trabalhos aprovados: 12/07

Período de inscrição: 06/04 a 08/08

Prazo para pagamento da inscrição: 11/08

Pagamento da inscrição para ouvintes: até 17/08

3º EMiCult: 23 e 24/08

Valores das inscrições:

Apresentador de trabalho da rede de instituições parceiras (URI, IFFAR, UNIPAMPA, UFFS) -R$25,00

Apresentador de trabalho de outras IES ou demais apresentadores – R$30,00

Participante ouvinte – R$25,00

Fonte original da notícia: Rádio Missioneira