Cientistas americanos se recusam a devolver restos mortais de Chica da Silva ao Brasil

Os restos mortais de Chica da Silva | Reprodução

O caso acabou em denúncia à PF e ao Iphan. O alvo: dois cientistas americanos que fizeram, em 2016, a exumação dos restos mortais de Chica da Silva (1732-1796). Contratados para o documentário “A rainha das Américas”, da escritora brasileira Rosi Young e dirigido por Zezé Motta (que viveu, na telona, a escrava), eles levaram para os EUA 39 amostras (como fêmur, maxilar e pedaços do crânio) da famosa escrava que viveu no séc. XVIII, em Minas. Mas Rosi descobriu que os americanos estavam clamando para si a “descoberta” do corpo — e se negavam a devolver os artefatos. Só no dia 5, agora, após o Consulado do Brasil notificar a Universidade do Arizona (onde a dupla trabalha), é que as peças voltaram.

Por Ancelmo Gois

Fonte original da notícia: Blog Ancelmo.com – O Globo




“Os museus no Brasil não são democráticos”, afirma pesquisadora

Ana Mae Barbosa. Foto: Divulgação

Em entrevista à ARTE!Brasileiros, a professora aposentada da ECA-USP, Ana Mae Barbosa, discute os desafios dos educativos de museus. Sobre o fim da obrigatoriedade da disciplina de Arte no Ensino Médio, ela diz: “É uma desgraça!”

Quando se fala em arte-educação, é impossível não mencionar a obra de Ana Mae Barbosa. A pesquisadora foi a primeira a sistematizar o ensino de artes dentro dos museus. Com 80 anos, Barbosa, que é professora aposentada do Departamento de Artes Plásticas da USP e ex-diretora do Museu de Arte Contemporânea (MAC), expõe suas opiniões de forma veemente, defendendo que o setor educativo “ainda é visto como a classe inferior do museu”. Ela também fala sobre o fim do ensino de Artes no Ensino Médio – “uma tragédia” –, entre outros temas. Confira abaixo a entrevista na íntegra.

ARTE!Brasileiros: Quais são os atuais desafios dos núcleos educativos de museus?
Ana Mae Barbosa: O maior desafio dos educativos hoje é trabalhar de forma interdisciplinar, não sendo apenas um reflexo do pensamento do curador. Muitas vezes, o curador tem uma ideia que não se concretiza de fato. O educador precisa ter autonomia para propor outras chaves de análise e não ser um mero transmissor do discurso curatorial. Até porque uma exposição que tem apenas uma leitura possível é pouco democrática.

Falta, então, um diálogo entre a curadoria e o educativo?
Com certeza. O problema é que os museus no Brasil não são democráticos, há uma estratificação: o curador é o cargo mais valorizado, já o educador é visto como a classe inferior. Isso já perturba todo e qualquer processo de diálogo. Eu acho que o ideal é o que chamo de “curadoria dialogal”, na qual, desde o início do projeto, o educativo, o curador e o produtor trabalham juntos, discutindo as possibilidades de construção da exposição. Infelizmente, isso acontece muito pouco. Há um caso magnífico de uma exposição chamada Contido Não Contido, realizada no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, no Recife. Na mostra, a curadora, Clarisse Diniz, reuniu educadores, curadores e o público, não só para organizar a mostra, mas discutir a própria coleção do museu e verificar onde estavam os buracos culturais da coleção, o que faltava. Sempre cito essa exposição como um exemplo notável de curadoria dialogal.

Como tornar os museus mais democráticos?
Primeiro, seria importante que os diretores de museus fossem selecionados por projetos. Aqui no Brasil, a escolha é política, o processo de nomeação é muito arcaico. Na universidade, por exemplo, é preciso prestar concurso para dar aulas. Por que isso não se aplica para os museus? Outro problema é o que acontece com os educadores, que não possuem nenhum plano de carreira. Você pode entrar lá com 18 anos, sair com 50 e ganhar exatamente o mesmo salário. Por isso mesmo os educativos são todos terceirizados, compostos por estagiários.

Hoje também há toda uma discussão de descolonizar os museus. O que isso significa?
Esse debate é importantíssimo. O código europeu norte-americano branco ainda é o dominante nos museus. Onde podemos ver o olhar indígena? Ou o negro? Apenas nos museus específicos. Infelizmente nós copiamos o sistema americano de separação: há o museu das mulheres, o dos índios, o afro. Mas, no fundo, todo mundo quer expor no MoMA, que continua sendo o símbolo de distinção. Essa separação dos códigos culturais em caixinhas pode ser perigosa. A verdade é que as diferentes culturas coexistem no mundo, elas não ficam separadas. Então por que não exibi-las lado a lado? É isso que os museus não fazem.

The Man in The Blue Hat, de Fernand Léger, artista citado na entrevista.

Nas exposições de arte contemporânea, muitas obras não têm legendas. Isso não atrapalha a compreensão do público?
Eu não sou muito a favor do didatismo. A função do educador não é explicar a obra, mas estimular o público a construir suas próprias análises. É importante que as pessoas questionem o trabalho, dialoguem com ele. Depois, caso elas queiram saber mais sobre a obra, podem ir atrás das informações. Meu problema não é o didatismo, mas a educação, que é um termo muito mais amplo.

Depois da reforma do Ensino Médio, a disciplina de Artes não é mais obrigatória. Como a senhora enxerga essa mudança?
Como uma desgraça. Em primeiro lugar, a arte é uma linguagem muito importante para os jovens entenderem a si mesmos. O adolescente passa por uma série de transformações, mudanças hormonais, mudanças no corpo. Há sentimentos que eles não conseguem expressar com as palavras. O desenho, o gesto, o movimento, são essenciais para que os jovens organizem o seu pensamento. Em segundo lugar, a arte é importante para desenvolver a inteligência. Nos Estados Unidos, o pesquisador James Caterall desenvolveu um estudo famoso para provar que a arte desenvolve a capacidade racional medida pelo teste de QI. Ele constatou que, durante dez anos, os alunos de Ensino Médio que tiveram um bom desempenho no SAT, o equivalente ao ENEM deles, foram os que cursaram a disciplina de artes no Ensino Médio. Nos EUA, os alunos podem escolher as matérias que querem cursar. Mas isso é diferente do que foi aprovado aqui. Segundo essa nova lei, não é obrigatório oferecer a disciplina de Artes no currículo do Ensino Médio. Ou seja, serão os professores das outras disciplinas que poderão escolher se querem ou não abordar o tema. Um professor de história, por exemplo, pode dar uma aula de industrialização e mostrar algumas obras do Fernand Léger, que tratem desse tema. Não que isso seja ruim, mas o meu medo é que, desse jeito, a arte será uma mera ilustração de outra disciplina.

E ao mesmo tempo, vivemos em um mundo cada vez mais assolado por imagens. Os alunos não deveriam ser preparados para analisá-las?
Exatamente. Os estudantes devem aprender a decodificar as imagens de todas as categorias: arte, publicidade, jornalismo, televisão. Precisamos aprender a ler imagens, senão vamos assimilando supostas verdades e não temos capacidade de analisá-las.

Qual educativo de museu a senhora citaria como referência?
Um trabalho que sempre menciono é o da designer alagoana Maria Amélia Vieira. Ela e a equipe ficam instalados em um barco. Ao longo do ano, eles percorrem o rio São Francisco e param nas cidades ribeirinhas. Há uma exposição de arte popular montada dentro do barco. Eles levam os alunos para a exposição, além de ministrarem aulas para os estudantes e os professores. Esse museu pra mim é maravilhoso. Eu também gosto muito do Museu de Tudo, uma instituição que não tem sede e percorre a Europa, apresentando exposições de artistas locais que são relegados pelos códigos hegemônicos. Há vários outros, mas se é pra escolher, eu escolho esses dois.

Por Mariana Tessitore

Fonte original da notícia: Brasileiros




Projeto de lei quer afrouxar licenciamento ambiental no Brasil

Área desmatada na Amazônia, Pará. Foto: Ayrton Vignola – Folhapress.

Com as atenções da oposição e do governo concentradas nas reformas do trabalho e da Previdência, a bancada ruralista na Câmara passou por cima das negociações como Ministério do Meio Ambiente e apresentou um projeto de lei que altera radicalmente as regras do licenciamento ambiental no Brasil. Leia mais…

Fonte original da notícia: Folha de São Paulo




CNBB cria comissão especial para cuidar dos patrimônios culturais da Igreja no Brasil

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criou a Comissão Episcopal Especial para os Bens Culturais que terá o papel de fomentar o cuidado com o patrimônio material e imaterial da Igreja no Brasil, em diálogo com os órgãos governamentais e eclesiais especializados. Esse é um dos projetos da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB.

A Comissão nomeada tem como presidente dom João Justino de Medeiros, arcebispo coadjutor de Montes Claros (MG), que também preside a Comissão Episcopal para Cultura e Educação. Também compõem a comissão o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz e o bispo de Petrópolis (RJ), dom Gregório Paixão.

“O patrimônio histórico-artístico pertencente à Igreja nos coloca diante de um privilegiado potencial evangelizador e de um qualificado instrumento para o diálogo com a cultura. Muitas dioceses no Brasil já organizaram comissões locais e tem dispensado esforços de trabalho para a preservação dos seus bens histórico-artísticos. São visíveis os resultados dessas comissões. Também alguns Regionais da CNBB fizeram o mesmo. O objetivo da comissão será o de estimular a atuação da Igreja no Brasil a fim de que se efetive o cuidado, a preservação e o uso desse enorme patrimônio que nos foi legado pelas gerações passadas como uma expressão de fé”, destacou dom João Justino.

A assessoria será feita pelo Padre Danilo Pinto, que também é o assessor do Setor Universidades da CNBB. “Sinto-me, no mínimo, honrado por contribuir como primeiro assessor de comissão tão necessária, além de trabalhar ao lado dos membros desta nova comissão”, destacou padre Danilo.

O Brasil possui relevante acervo e contribuição, no âmbito dos bens culturais, no cenário internacional. Padre Danilo faz um panorama dessas influências, “Retrato disto é a mistura da belle epoche paraense com traços amazônidas, o barroco baiano e mineiro de influência lusitana com matrizes afro, imprimidos pelo Cabra, na Bahia, e por Aleijadinho, nas Gerais, o neogótico nas regiões sulistas de colonização alemã e italiana, e o moderno concreto em curva de Niemeyer, no Distrito Federal”.

Ele acrescenta ainda que ás vezes, num único canto, é possível testemunhar diferentes estilos, períodos e autores históricos. “Este colorário de igrejas, arte sacra e tradições, são retrato da fé cristã impressa e vivenciada no país, nestes mais de quinhentos anos de anúncio de Jesus Cristo. Infelizmente, este patrimônio eclético, por carência de recursos ou desinformação, tem sido alvo de depreciação. Sem incluir nesta conta os inúmeros casos de furtos e vandalismo, recentes”, finalizou.

Fonte original da notícia: CNBB




Arqueólogo da UFS comanda primeira missão do Brasil no Egito

Ideia é transformar o espaço de pesquisa em campo escola para alunos brasileiros já em 2018.

Julian Sanchez analisando blocos com decoração. (Foto: Arquivo/BAPE)

No Sul do Egito está localizada a província de Luxor, que tem como capital a cidade de mesmo nome, antiga Tebas. É ali que um grupo de cientistas liderado por um pesquisador da Universidade Federal de Sergipe (UFS), iniciou em março de 2016 a primeira missão arqueológica do Brasil no país africano com o estudo de tumbas Tebanas. E que nos próximos anos deve fazer do local um ponto de referência para estudantes brasileiros de arqueologia.

O Programa Brasileiro de Arqueologia no Egito (BAPE) é dirigido pelo Dr. José Roberto Pellini, professor da UFS, e tem como objetivo desenvolver projetos ligados aos temas da Arqueologia Egípcia. A equipe conta com 10 pessoas, sendo seis egípcios, que representam o Centro de Documentação e do Conselho Superior de Antiguidades, e quatro brasileiros.

“A missão [terceiro-mundista] em um país em desenvolvimento recebeu apoio do Conselho Superior de Antiguidades do Egito e do Centro de Documentação, quebrando a lógica da arqueologia egípcia que sempre foi dominada pelos europeus”, explica o diretor.

Professor Pellini no momento daabertura da tumba 294 olhando para os materiais presentes na tumba. (Foto: Arquivo/BAPE)

De acordo como ele, as tumbas estão localizadas em uma encosta chamada de Sheikh Abd el-Qurna, Luxor. A 123, é considerada a mais importante, e pertencia a um sacerdote chamado Amenenhet, do período do Novo Império, (1570-1069 a.c). Por duas semanas, ela foi aberta e explorada. Durante as escavações, a equipe encontrou uma outra tumba, batizada de 294.

“O estudo da tumba é importante para entendermos o modo de pensar dos egípcios antigos, no que se refere à apropriação do ambiente. Em 2016 fizemos uma visita técnica à tumba e este ano a gente pode ver que o potencial dela é fantástico. É uma tumba inédita, nunca foi publicada, nunca foi trabalhada, tem muito potencial para a arqueologia para a conservação e restauração”, explicou Pellini.

Fragmento de vaso cerâmico com decoração e inscrições. (Foto: Arquivo/BAPE)

Fragmento de basalto com inscrições hieroglificas. (Foto: Reprodução/BAPE)

Parte da decoração da TT123, com soldado acompanhando a caçada ao pântano. (Foto: Reprodução/BAPE)

“A Tumba 123 já tinha sido estudada no ano de 1905, quando foi desenhado um mapa superficial , e nos anos 80 houve outros trabalhos nela. Porém, apesar dessas pesquisas anteriores, não constavam algumas áreas descobertas agora pelos brasileiros. Existem duas salas e uma delas revelou uma câmara anexa. Foi aberta este ano para fazer uma vistoria. Constatamos uma grande quantidade de material, entre eles ossos humanos, restos de múmias e pedaços de sarcófagos. E fizemos a documentação de uma série de blocos da nova tumba. Nos desenhos, existem uma quantidade absurda de representações de plantas e animais. Algumas cenas muito raras como abate de porco, o que torna a tumba ainda mais especial do ponto de vista acadêmico”, conta Pellini.

Outro ponto destacado pelo projeto é uma parceria com a antropóloga Bernarda Marconetto, da Universidade de Córdoba, na Argentina, que vai realizar um estudo antropológico focando na relação dos moradores de Qurna com o patrimônio e o com a necrópole, que são as áreas destinadas ao sepultamento dos mortos.

Professor Pellini e a inspetora do Serviço de Antiguidades do Egito assinando os documentos de encerramento dos trabalhos da primeira etapa de campo da missão brasileira. (Foto: Arquivo/BAPE)

Campo escola

De acordo com o Pellini, o projeto deve durar entre seis e 10 anos e a segunda etapa deve iniciar entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018. Para o ano que vem, está planejada a abertura de dois setores para a escavação e o início da restauração e conservação da tumba, já que apresenta alguns danos. “Nesta fase vamos contar com um apoio de algumas equipes estrangeiras”, afirma.

Também em 2018, está previsto o pedido de concessão da nova tumba, que recebeu dos pesquisadores a inscrição número 294, e também a utilização das pesquisas de campo como espaço educacional para estudantes brasileiros.

“A ideia é levar seis estudantes, três de graduação da UFS e três de pós-graduação de outros cursos da USP, Universidade de Pelotas no Rio Grande do Sul. Estamos fazendo contatos com outras universidades, porque um dos objetivos do projeto é permitir o desenvolvimento da arqueologia egípcia aqui no Brasil. Hoje temos uma equipe que pesquisa sobre o tema no Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Mas queremos criar outras frentes de pesquisa sobre o Egito, inclusive em Sergipe. Sendo, assim, é muito importante usar a tumba como escola de campo”, revela.

Pesquisadora faz anotações dentro de tumba. (Foto: Arquivo/BAPE)

Tecnologia

O diretor do Programa Brasileiro de Arqueologia no Egito (BAPE), José Roberto Pellini, explica que dentro da arqueologia são poucos os trabalhos que usam a realidade virtual e escaneamento 3D, como está sendo aplicado. “O projeto é bastante inovador e deve trazer bastante resultado, principalmente em relação à socialização”, explica.

Com a ajuda da tecnologia, vai ser possível fazer um estudo mais aprofundado e uma melhor compreensão da paisagem da necrópole tebana, além de possibilitar a imersão dos pesquisadores e do público em geral. “Vai permitir que outras pessoas, que não podem ir ao Egito, conheçam a tumba e também criem as suas próprias narrativas, expandindo as interpretações”, conclui Pellini.

Equipe brasileira e a egiptóloga Bori Nemet, o vice-coordenador Julian Sanchez, o coordenador da missão (de preto) e na ponta Caroline Murta, coordenadora de escavação. (Foto: Arquivo/BAPE)

Necrópole tebana no West Bank, em Luxor (Egito). (Foto: Arquivo/BAPE)

Por Anderson Barbosa e Jolema Gonçalves

Fonte original da notícia: G1 SE




Plano Nacional de Gestão do Patrimônio Histórico é debatido em Brasília (DF)

Encontro discute ações de desenvolvimento turístico em cidades que são Patrimônio Cultural do Brasil. Plano vai definir onde é ‘melhor e mais significativo’ aplicar recursos, diz Ministro da Cultura.

3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial, realizado nesta terça-feira (10), reúne autoridades para debater plano nacional de gestão do patrimônio histórico. (Foto: Luiza Garonce/G1)

3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial, realizado nesta terça-feira (10), reúne autoridades para debater plano nacional de gestão do patrimônio histórico. (Foto: Luiza Garonce/G1)

Patrimônio Cultural da Humanidade há 30 anos, Brasília é uma das cidades do país que será beneficiada pela Política Nacional de Proteção ao Patrimônio Cultural, que começou a ser elaborada nesta terça-feira (11) pelo governo federal em parceria com governos estaduais e prefeituras.

Para o Ministro da Cultura, Roberto Freire, o encontro é uma oportunidade para definir onde é “melhor e mais significativo” aplicar recursos, sem desperdício.

“O Iphan e a Unesco terão todo o apoio [do ministério] para que sofram os menores cortes possíveis.”

O ministro mencionou o sucateamento do Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, como “um legado da pior espécie entregue a atual gestão do GDF”. Localizado na Esplanada dos Ministérios, centro político da capital, o teatro de maior expressividade local está fechado desde 2014.

A criação de um plano de gestão de recursos é o tema central do 3º Encontro Brasileiro das Cidades Históricas Turísticas e Patrimônio Mundial, que ocorreu na sede da Confederação Nacional de Municípios (CNM), na Asa Norte, em Brasília. A elaboração do documento responde a uma demanda do Tribunal de Contas da União (TCU).

“Povo que não cultua história e tradição, é um povo que perde seu destino e seu horizonte”, disse o presidente do TCU, Augusto Nardes, na abertura do evento.

O encontro reuniu governadores, prefeitos e representantes de instituições ligadas ao tema – como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Organização das Cidades Brasileiras Patrimônio Mundial.

Com o plano, ficarão delimitadas as regras para exploração turística e definidas as responsabilidades das instituições – públicas e privadas – envolvidas no setor de turismo. Temas como transporte, hospedagem, acessibilidade, atendimento ao turista e formação de mão de obra especializada também devem ser incluídos no documento.

De acordo com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, o evento tem grande simbolismo para Brasília, que completa 57 anos da execução do plano urbanístico de Lúcio Costa no dia 21 de abril. Sobre o Plano Nacional, ele afirmou ser uma medida necessária para articular todas as cidades patrimônio em uma “grande política de Estado”.

“O Brasil tem uma riqueza cultural extraordinária que está expressa em seus diversos patrimônios. É preciso aproveitar essa diversidade para promover um desenvolvimento sustentável, com geração de emprego e renda.”

Sobre a recuperação do Teatro Nacional, citada pelo Ministro da Cultura, Rollemberg afirmou que o governo está “buscando recursos” e que, por enquanto, está dando preferência à revitalização de alguns espaços culturais da cidade, como o Centro de Dança, na Asa Norte, e o Espaço Cultural Renato Russo, na Asa Sul.

“Agora, a prioridade é melhorar as condições do setores hoteleiros norte e sul. Também vamos lançar, em breve, uma licitação para recuperar o Museu de Arte de Brasília e continuamos a desobstrução da orla do Lago Paranoá para garantir a escala bucólica prevista na concepção original da cidade.”

A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, informou ao G1 que tem buscado atuar de forma integrada e colaborativa com o GDF. O instituto atua na fiscalização e autorização de obras e reformas em monumentos tombados e na sugestão de ações para fomentar o turismo e a cultura locais.

“Brasília é uma referência na história do urbanismo mundial. Temos que saber explorar essa característica, valorizando-a e potencializando-a em memória da qualidade de vida dos cidadãos.”

Plano Nacional

A elaboração de um plano nacional para gestão de recursos destinados a cidades e municípios que são patrimônio histórico e cultural do Brasil partiu do Tribunal de Contas da União, por meio do Acórdão 3.155 de 2016.

O documento foi elaborado após uma auditoria, realizada também no ano passado, para verificar como estavam sendo aplicados os recursos federais nas operações de infraestrutura turística dos patrimônios de todo o país.

O plano é de responsabilidade da Casa Civil da Presidência da República em conjunto com os ministérios do Turismo, do Meio Ambiente, da Cultura e de outros órgãos estaduais e municipais de competência sobre o tema.

Por Luiza Garonce

Fonte original da notícia: G1 DF




Brasil conserva tradições de cada região com festas típicas

Celebrações em diferentes estados movimentam turismo e ajudam a preservar cultura e história dos lugares.

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

As festas em diferentes regiões do Brasil comprovam a diversidade cultural do país e movimentam o turismo interno ao logo de todo ano. Além disso, são estas celebrações que ajudam a preservar tradições e culturas de regiões.

Círio de Nazaré

Algumas festas são religiosas como a do Círio de Nazaré, que acontece em Belém do Pará e reúne todos os anos milhares de devotos de todos os lugares do Brasil. Em 2016, foram 2 milhões de pessoas e mais de cinco horas de procissão com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

O Círio é celebrado há 224 anos e a procissão percorre um trecho de 3,6 km. O trajeto é marcado por muitas homenagens de instituições e devotos da Virgem de Nazaré, que enchem de emoção a grande romaria.

Festa junina

Outra tradição bem brasileira são as festas de São João ou juninas, como são mais conhecidas. A partir de junho, vários estados do país celebram o santo com comidas típicas, danças e brincadeiras. Geralmente, as comemorações se iniciam no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio e se encerram no dia 29, dia de São Pedro. O ponto alto do mês acontece nos dias 23 e 24, o dia de São João.

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

É comum que as festas aconteçam em paróquias e escolas. Em alguns lugares do Brasil, a festa junina segue a tradição e tem fogueiras e roupas típicas.

Fonte original da notícia: G1




Marquesa de Santos, de amante do imperador a santa casamenteira

Depois de escandalizar a corte, Domitila viveu 38 anos em São Paulo, onde se reinventou. Hoje devotos visitam seu túmulo.

Domitila de Castro Canto e Melo, que chamava D. Pedro I de “Demonão” – Foto: Reprodução.

Domitila de Castro Canto e Melo, que chamava D. Pedro I de “Demonão” – Foto: Reprodução.

Domitila de Castro Canto e Melo entrou para a história do Brasil como a amante de D. Pedro I que escandalizou a Corte e fez sofrer a imperatriz Leopoldina. Essa, no entanto, era apenas uma das facetas da Marquesa de Santos. Irreverente, manipuladora e nepotista, Domitila foi também uma bem-sucedida mulher de negócios. Como se não bastasse, depois de ser dispensada pelo imperador, ela se reinventou de tal forma em São Paulo que hoje chega a ser venerada como santa.

No túmulo da marquesa, no Cemitério da Consolação, em São Paulo, há placas agradecendo graças alcançadas e um aviso instigante: “Proibido acender velas e depositar objetos”. É que, devido à fama de santa casamenteira de Domitila, acontece de devotas mais afoitas deixarem calcinhas sobre a lápide. Outra crença é que, para alcançar dádivas no campo amoroso, as pessoas devem completar três voltas em torno do túmulo enquanto fazem o pedido.

Para alguns, os milagres da marquesa extrapolam o campo amoroso. Era o que acreditava o acordeonista italiano Mario Zan, autor do Hino do IV Centenário de São Paulo, um dos mais fervorosos devotos de Domitila. Durante décadas, o acordeonista cuidou do túmulo da marquesa, uma construção singela de mármore e alvenaria, tombada pelo patrimônio histórico. Na lápide, só não confere a informação de que ela doou as terras do cemitério. Na verdade, Domitila ajudou na construção da antiga capela.

Antes de morrer, em novembro de 2006, Mario Zan comprou o próprio túmulo, quase em frente ao da marquesa. Nascida em dezembro de 1797, Domitila foi uma mulher à frente de seu tempo. Demorou, mas conseguiu a separação oficial do primeiro marido, de quem levou duas facadas, por supostamente traí-lo. Três anos depois do episódio de violência doméstica, ela conheceu D. Pedro, que tinha viajado do Rio de Janeiro para São Paulo. O irmão caçula de Domitila estava na escolta do então príncipe regente.

No Rio, Domitila ganhou um palacete perto da Quinta da Boa Vista, a residência da família real. Ganhou também títulos. Antes de se tornar marquesa, ela foi Viscondessa de Santos. A escolha teria sido uma forma de D. Pedro I alfinetar os irmãos Andrada, seus desafetos, nascidos em Santos. O mais proeminente deles, José Bonifácio de Andrada e Silva, sentiu o golpe, como registrou em carta: “Quem diria que a michela (prostituta) Domitila seria viscondessa da pátria dos Andradas. Que insulto desmiolado!”.

Domitila, que em bilhetes ardentes chamava D. Pedro I de “Demonão”, nunca foi aceita pelos aristocratas do Rio. Com a prematura morte da imperatriz Leopoldina, as notícias em torno dos maus-tratos a que ela tinha sido submetida, e a dificuldade de encontrarem uma nova esposa para D. Pedro I na Europa, em 1829 ele decidiu despachar Domitila de volta para São Paulo.

Na cidade, a marquesa viveu mais 38 anos, durante os quais conquistou reputação de caridosa, por ajudar escravos e prostitutas. Ela também quebrou o provincianismo da capital paulista, ao levar o estilo da corte para o solar onde morava. Nas festas e saraus que promovia, muitas moças encontraram marido. E assim começou a fama de casamenteira.

O túmulo da marquesa, que foi preservado por décadas pelo acordeonista Mario Zan – Fotos: Luiza Villaméa.

O túmulo da marquesa, que foi preservado por décadas pelo acordeonista Mario Zan – Fotos: Luiza Villaméa.

Por Luiza Villaméa

Fonte original da notícia: Brasileiros




Crânio encontrado no Brasil altera a história da ocupação das Américas

Análises morfológicas sugerem a ocorrência de duas ondas migratórias.

Crânio encontrado em cidade mineira contesta teoria de apenas uma migração para América do Sul - Mauricio de Paiva

Crânio encontrado em cidade mineira contesta teoria de apenas uma migração para América do Sul – Mauricio de Paiva

Um crânio encontrado no sítio arqueológico Lapa do Santo, em Lagoa Santa, Minas Gerais, pode reescrever a história da ocupação das Américas. Análises morfológicas sugerem que em vez de uma, foram ao menos duas grandes ondas migratórias que chegaram ao continente há milhares de anos. Essas populações vindas da Ásia cruzaram o estreito de Bering e desceram pela costa da América do Norte, até chegar à América do Sul.

— Quando você olha para os dados genéticos contemporâneos, a sugestão, particularmente para a América do Sul, era de uma onda de migração e que os povos indígenas sul-americanos eram todos descendentes dessa onda — disse Noreen von Cramon-Taubadel, professor de Antropologia na Universidade de Buffalo, nos EUA, e líder do estudo publicado no início do mês na revista “Science Advances”. — Mas os nossos dados sugerem que existiram ao menos duas, senão mais ondas de pessoas entrando na América do Sul.

O debate sobre o modelo de ocupação das Américas é antigo na comunidade acadêmica. Hoje, existe quase um consenso de que os primeiros humanos entraram no continente há pelo menos 15 mil anos, e dispersaram rapidamente para a América do Sul, pela costa do Pacífico. Estudos arqueológicos indicam, no entanto, a existência de uma diferenciação incomum na morfologia cranial dos povos sul-americanos, em relação a outras regiões do mundo.

Muitos estudos baseados em análises genéticas de povos nativos sul-americanos do passado e contemporâneos apoiam a tese de uma única migração para a parte Sul do continente, com a diferenciação subsequente pelo isolamento de diferentes grupos humanos. Isto porque, quando um mesmo grupo se separa em dois, que não mais se relacionam, cada um deles começa a desenvolver assinaturas genéticas únicas, e crânios diferentes — e por essa teoria todos os povos indígenas modernos da América do Sul descendem de apenas uma onda de dispersão.

lagoasanta

Porém, ressaltam os pesquisadores, existem poucos dados genéticos disponíveis sobre povos “paleoamericanos”, que chegaram ao continente provavelmente durante o Pleistoceno, era geológica encerrada há 12 mil anos com o fim do último período glacial. “Também é necessário notar que, apesar de todos os povos do passado terem um ancestral, nem todas as populações deixam descendentes. Então, os “paleoamericanos” não necessariamente contribuíram para a história genética dos nativos americanos contemporâneos”.

— Fazendo uma analogia com o teste de paternidade, seria bom usarmos amostras genéticas para fazer comparações, mas o DNA desses povos antigos não está disponível. Então, nós usamos a morfologia craniana — explicou o paleantropólogo brasileiro André Strauss, professor na Universidade de Tubinga, na Alemanha, e coautor do estudo. — A boa notícia é que existe uma correlação entre a morfologia craniana e o DNA.

A tese sustentada por Cramon-Taubadel, Strauss e Mark Hubbe, da Universidade Estadual de Ohio, é que uma primeira onda migratória chegou ao Sul do continente provavelmente entre 20 mil e 15 mil anos atrás, ainda no Pleistoceno, e foi extinto ou teve uma contribuição marginal para a genética dos nativos modernos. Um segundo grupo chegou depois, entre 12 mil e 10 mil anos atrás, já no Holoceno, e se estabeleceu na região dando origem aos povos indígenas encontrados pelos europeus no Novo Mundo.

Da Ásia para a América na pré-história

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— Pela morfologia, encontramos uma variedade humana muito diferente desses nativos mais recentes — disse Strauss. — O crânio que analisamos data de entre dez mil e oito mil anos. Existem indícios de que populações dessas duas ondas migratórias coexistiram, mas esse não foi o tema do estudo.

Ancestral comum fora da América

Além disso, as análises indicam que os “paleoamericanos” compartilham um ancestral comum com os nativos sul-americanos modernos fora do continente.

— Todos os seres humanos vieram para a América do Nordeste Asiático, cruzando o estreito de Bering — disse Strauss. — Essas duas populações têm a mesma origem, mas vieram em momentos diferentes.

O conflito de dados entre a morfologia e a genética alimenta o debate sobre como os primeiros humanos chegaram às Américas. O trio de pesquisadores sustenta a teoria de duas ondas migratórias, afirmando que as conclusões são similares a outras pesquisas morfológicas, mas por uma metodologia inovadora. Até então, cientistas buscavam por similaridades entre a morfologia de ossadas pré-históricas com os nativos modernos.

Cramon-Taubadel e seus colegas fizeram o caminho inverso. Eles olharam para os nativos modernos como descendentes possíveis de muitos ramos de uma árvore genealógica teórica e usaram a estatística para determinar onde a amostra melhor se encaixava. O método tem a vantagem de não predeterminar modelos de dispersão, mas considerar todos os padrões possíveis de ascendência.

— Foi um estudo de ancestralidade, como quando uma pessoa quer saber quem é seu tataravô. Mas em vez de indivíduos, nós tratamos de populações de 10 mil, 15 mil anos atrás — disse Strauss.

Crânio ainda no sítio arqueológico de Lapa do Santo. Foto: André Strauss

Crânio ainda no sítio arqueológico de Lapa do Santo. Foto: André Strauss

Por Sérgio Matsuura 

Fonte original da notícia: O Globo




Patrimônios do Brasil têm potencial turístico, mas atraem poucos visitantes

turismo

Apesar de ser o décimo primeiro país com maior número de Patrimônios Culturais e Naturais Mundiais da Humanidade declarados pela Unesco, o Brasil não entra na lista dos que mais recebem turistas. Faltam investimentos e promoção das vinte localidades brasileiras que possuem esse status para atrair visitantes ao país, na avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). Por isso, o órgão recomenda ao governo federal a criação de uma política nacional de gestão desses patrimônios.

Somente em Minas Gerais, são quatro patrimônios culturais registrados na Unesco: a cidade de Ouro Preto, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, o Centro Histórico de Diamantina e o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte.

Por terem a importância mundialmente reconhecida, o esperado era que esses locais atraíssem um contingente maior de pessoas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que cada patrimônio mundial seja capaz de aumentar em 1% o número de visitantes no país.

No entanto, segundo análise do TCU, não é esse o caso no Brasil. Tanto que, segundo o Fórum Econômico Mundial, o país está na vigésima oitava posição em competitividade no turismo global.

Fora daqui

Mundialmente, os dez destinos mais procurados coincidem com os de maior número de patrimônios registrados. A França, por exemplo, é o quarto país em declarações na Unesco e o primeiro em turismo. A Espanha ocupa o terceiro posto nos rankings e a China é o segundo país com mais opções de patrimônios e o quarto em recebimento de pessoas.

Para o TCU, o que falta no Brasil para tornar esses pontos mais atraentes é um planejamento com visão de longo prazo. Além disso, o Tribunal aponta para falta de investimento na infraestrutura desses locais. Pautando-se nisso, o órgão recomenda a criação de um Plano Nacional de Gestão do Patrimônio Mundial da Humanidade.

“A verdade é que temos os patrimônios, mas não existe um trabalho consolidado para atrair os turistas para eles”, concorda com o TCU o consultor executivo especializado em hotelaria Maarten Van Sluys.

Em nota, o Ministério do Turismo afirma que já desenvolve políticas que busquem a proteção e conservação dos patrimônios. Dentre as ações citadas pela pasta estão a implantação de sinalização turística nos municípios que compõem o patrimônio mundial. Em 2016, foram 1.050 obras entregues em todo o Brasil com investimento de R$ 499 milhões. Além disso, foram liberados no fim do ano mais R$ 16, 5 milhões para 13 obras do PAC do Turismo.

O governo explica, ainda, que foram feitas parcerias com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na melhoria da infraestrutura dos parques nacionais do país, e com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a realização do projeto Patrimônio e Turismo, que visa debater a inclusão das fortificações brasileiras na Lista do Patrimônio Mundial. Orçado em R$ 370 mil, o projeto prevê seminários e atualização do Guia Brasileiro de Sinalização Turística.

Minas Gerais será ‘vendida’ como ‘acervo’ histórico

Os turismos cultural e histórico serão os motes de atração turística de Minas Gerais. O governo do Estado investirá R$ 8 milhões neste ano, em uma campanha visando esse reposicionamento e incrementando o turismo local. Em 2016, foi investido R$ 1,5 milhão para esse mesmo fim.

“Fizemos uma análise do potencial turístico do Estado e decidimos apostar no que de fato atrai turista. Vamos vender Minas Gerais como Patrimônio Histórico do Brasil. Quem quiser conhecer o país necessariamente tem que passar por aqui”, afirma o secretário de adjunto de Turismo do Estado, Gustavo Arrais. “Turismo é mercado. Por isso estamos buscando inserir Minas Gerais de forma mais ativa nesse negócio”, observa.

O secretário concorda com a conclusão do TCU de que falta uma política nacional mais ativa para estimular o turismo nos Patrimônios Culturais da Humanidade.

No prejuízo

Minas Gerais acaba sendo prejudicada com isso, uma vez que o Estado possui quatro sítios de patrimônio. Para Gustavo Arrais, um estímulo dos turismos cultural e histórico beneficiará diretamente as cidades que possuem bens da humanidade. Até porque três delas são históricas e a outra é a capital, porta de entrada para o turismo internacional.

O primeiro passo é tornar o potencial turístico do Estado mais conhecido internacionalmente. O segundo é partir para o fomento da atividade, formando parcerias com os setores. “Sozinhos não conseguiremos resultados. Somos indutores de investimentos. Por isso atuamos mais no planejamento”, explica Arrais.

Por Tatiana Lagôa

Fonte original da notícia: Hoje em Dia