São Luís (MA) completa 20 anos como cidade Patrimônio da Humanidade

Conjunto arquitetônico composto por mais de mil casarões seculares, celebra os 20 anos do título de concedido pela UNESCO em 6 de dezembro de 1997.

Capital maranhense reúne acervo com mais de mil prédios construídos entre os séculos 18 e 19. Foto: Reprodução/TV Mirante

São Luís celebra nesta quarta-feira (6), os 20 anos do título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) em 6 de dezembro de 1997 em Nápoles, na Itália.

O conjunto arquitetônico do Centro Histórico, com seus 405 anos de história, é composto por casarões seculares, revestidos por azulejos portugueses, reúne um acervo com mais de mil prédios construídos entre os séculos 18 e 19, que são tombados pelo patrimônio federal. A capital colonizada por portugueses nasceu moderna, já que sua planta foi desenhada no século 17 e inspirada pelo urbanismo espanhol, que época tinha Portugal sob domínio. As peculiaridades como traçados lineares nas ruas, com desenhos geométricos, quadras bem desenhadas, garantiram a São Luís, o titulo de Patrimônio Mundial da Humanidade.

Um ano antes da concessão do título, especialistas enviados pela UNESCO vieram a São Luís de surpresa para fazer uma inspeção sigilosa. De acordo com o engenheiro Luiz Felipe Andreas, responsável em assinar o dossiê de documentos que foi enviado para a avaliação, o grupo de avaliadores pediu que nenhuma informação sobre a visita fosse divulgada, para que não houvesse pressões.

“Nós os recebemos e eles pediram que não tivesse nenhuma divulgação, porque não queriam receber nenhum tipo de pressão. Era o primeiro momento. Depois eles andaram por todos os locais do Centro Histórico, inclusive os que estavam abandonados. Isso aconteceu porque o valor intrínseco é que torna importante. Essa equipe deu a recomendação pra UNESCO de que São Luís merecia a partir daí, ser avaliada”, explica o engenheiro.

Casarão colonial localizado no Centro Histórico de São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

Após uma série de avaliações, o título foi concedido a São Luís. O engenheiro conta que a emoção no dia da entrega da honraria foi indescritível e para ele, o resultado de anos de muito trabalho. “É um momento de muita emoção, é muito importante, pois nele congrega as maiores autoridades do mundo da cultura, que a UNESCO reúne em torno de si. A emoção foi muito forte, não é fácil descrever, pois foi resultado de muitos anos de trabalho além da responsabilidade nossa em estarmos representando todo esse tesouro que é São Luís do Maranhão”, conta.

Quem anda entre as ruas do Centro Histórico, se encanta com a riqueza dos casarões e tem a sensação de viajar até os séculos passados, em uma espécie de livro de história com uma riqueza de detalhes infinita. Ao passear em São Luís, o goiano Alessandro Rodrigues, que morou por anos em Portugal, se sentiu como estivesse lá outra vez.

“A primeira coisa que percebemos é que esse Centro Histórico de São Luís é muito parecido com o baixo Chiado ou com o Chiado, lá em Lisboa. Quando eu olho, por exemplo, o tipo de escada, os azulejos, as fachada das construções. Só que eu gostaria que fosse mais bem cuidado”, afirma.

Manutenção do tesouro mundial

Azulejos coloniais vindos de Portugal encantam turistas que visitam o Centro Histórico de São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

Desde a entrega do título até hoje, muitas obras de revitalização foram realizadas no Centro Histórico, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. O abandono de diversos casarões históricos ainda é o maior problema encontrado para manter em a beleza e originalidade nas construções.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) há diversos projetos de revitalização em andamento, em parceria com os governos estaduais e municipais, por meio do programa ‘PAC – Cidades Históricas’.

Descaso e falta de manutenção em casarões históricos é motivo de reclamação para quem visita São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

“Demos inicio a nossa maior obra no PAC, ou seja, que tem a maior monta de recursos, a revitalização e requalificação da Rua Grande, junto com a Praça Deodoro e do Pantehon, para que a gente possa fazer a gestão compartilhada desse espaço entre os três entes federativos, com o apoio da população. Pois sem o apoio da população a gente não vai conseguir”, explica Rafael Pestana, coordenador técnico do Iphan no Maranhão.

Comemoração

‘Serenata Especial Histórica’, em comemoração aos 20 anos do título, irá percorrer as ruas de São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

A celebração dos 20 anos do título de Patrimônio Mundial a São Luís será com uma serenata especial pelas ruas da capital, guiada por personagens históricos e contará com a participação do público presente, que poderá revisitar a história da concessão do título. O inicio do evento acontece a partir das 19h, saindo da Praça Benedito Leite, no Centro.

Fonte original da notícia: G1 MA




Porto Alegre (RS) – Horta comunitária ao lado de escadaria no Centro Histórico é finalista em prêmio nacional

Dezenas de moradores reúnem-se desde o início do ano para manter a área limpa e promover oficinas no terreno ao lado da escadaria da Rua João Manoel.

Foto: Carmen Fonseca / Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico

A horta comunitária situada ao lado da histórica escadaria da Rua João Manoel, no Centro Histórico, foi uma das 20 finalistas do Prêmio Acolher, promovido pela Natura, que reconhece iniciativas de impacto social em todo o país.

Desde o início do ano, dezenas de moradores liderados pela Associação de Hortas Coletivas do Centro Histórico reúnem-se para manter a área limpa e promover oficinas de técnicas de horta. Mais do que uma mera plantação, a iniciativa foi uma forma de ocupar – e devolver à população – uma escadaria e um terreno abandonados.

– Não vamos plantar alimentos como batata, alface ou tomate, porque o terreno não permite. O objetivo é passar conhecimento adiante – afirma Carmen Fonseca, presidente da associação.

No site bit.ly/horta-escadaria, o grupo está arrecadando dinheiro para construir canteiros em formato de plataforma na área íngreme do terreno. O custo estimado é de R$ 9 mil, entre ferramentas e mão-de-obra.

Por Paulo Germano

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




AGU demonstra no Supremo a legalidade do tombamento do Centro Histórico de Manaus (AM)

Foto: manaus.am.gov.br

A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou a legalidade do processo de tombamento do Centro Histórico de Manaus (AM) em ação movida contra a medida no Supremo Tribunal Federal (STF). O patrimônio público foi palco do período áureo da exploração da borracha, época marcante na história brasileira do século XIX.

A defesa do tombamento do centro da capital do Amazonas foi feita pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU que representa as autarquias e fundações públicas federais. Na ação, o ato do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi questionado pela administração estadual, que tinha o intuito de anular o processo.

O Estado alegou que não participou do procedimento conduzido pelo Iphan e que não houve audiências públicas prévias com a comunidade. Também argumentou que não teve acesso a documentos que fundamentaram o reconhecimento do valor histórico do bem tombado, o que supostamente impediu o contraditório e a ampla defesa.

No entanto, os procuradores federais do Departamento de Contencioso da PGF comprovaram que os representantes do Estado do Amazonas tiveram cópia do processo durante cerca de dois anos para se manifestarem até a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan que aprovou o tombamento do centro da capital manauara, em janeiro de 2012.

Os procuradores federais salientaram, ainda, que os posicionamentos do Estado foram examinados e respondidos de forma pormenorizada pela autarquia por meio de dois pareceres emitidos no ano de 2011. Houve, também, o pedido de indicação de colaboradores do governo estadual para participar do inventário e normatização do procedimento, além de a possibilidade de manifestação depois da reunião do conselho consultivo no prazo de 90 dias.

Audiências

Em relação à audiência pública, a PGF esclareceu, por fim, que o Iphan observou as regras previstas no Decreto-Lei nº 25/1937, que é específica quanto ao processo de tombamento, aplicando subsidiariamente a legislação que rege o processo administrativo (Lei n. 9.784/1999).

O relator da ação no STF, ministro Luiz Fux, acolheu os argumentos da AGU e rejeitou o pedido de anulação do processo. O ministro enfatizou que as “atitudes tomadas pelo Iphan indicam não só o cumprimento dos postulados constitucionais que o autor alega violados, como também a boa-fé, cooperação e lealdade da autarquia em envolver o ente estadual em todo processo de tombamento, a fim de que eventuais discordâncias entre os mesmos pudessem ser sanadas de forma harmônica, consensual e democrática na via administrativa”.

Quanto à não realização de audiências públicas, prevista na Lei nº 9.784/1999, Fux entendeu que “a imposição de realização prévia de audiências e consultas públicas exigidas pelo referido diploma legal não tem aplicabilidade no caso dos autos, haja vista o instituto do tombamento contar com regramento próprio específico, o Decreto-Lei nº 25/1937”.

Ref.: AgRg na ACO 1.966 – STF.

Por Wilton Castro

Fonte original da notícia: AGU




Iphan entrega obras em Aracaju e Laranjeiras (SE)

A próxima sexta-feira, 24 de novembro, será marcada pelas entregas de duas importantes obras realizadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Sergipe. Na cidade histórica de Laranjeiras, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, palco das maiores festas do folclore local, teve seus elementos arquitetônicos e estruturais restaurados e será entregue à população em cerimônia marcada para às 09h30. No fim do dia, na capital do Estado, Aracaju, será a vez de a população conhecer a Praça dos Expedicionários completamente requalificada e pronta para ser utilizada com condições de lazer e segurança.

Igreja de São Benedito, em Laranjeiras (SE), é entregue à comunidade

Cenário de diversas manifestações culturais e importante componente da paisagem do Centro Histórico da cidade de Laranjeiras (SE), a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito será entregue à comunidade, após passar por obra de restauração. Financiada com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a obra, que durou cerca de um ano, recuperou os elementos arquitetônicos e estruturais da edificação. A cerimônia de entrega ocorrerá no dia 24 de novembro, com a apresentação de grupos folclóricos de Cacumbi, Chegança e Taieira, além da Filarmônica Coração de Jesus.

A intervenção na igreja contemplou diversos serviços de restauração e recuperação arquitetônica. Foram realizados trabalhos de pintura; imunização; recuperação do assoalho em madeira; recuperação do telhado, inclusive com troca de madeiramento e reposição de telhas; tratamento da alvenaria; restauração das esquadrias em madeira; recuperação das escadas em madeira do Coro e Sacristia; restauração do guarda-corpo; e por fim, recuperação das instalações elétricas e iluminação.

Localizada no Morro do Bonfim, dentro do perímetro tombado pelo Iphan em Laranjeiras, a Igreja de São Benedito é um marcante elemento arquitetônico configurador da paisagem do centro histórico da cidade, destacando-se pela relação com as manifestações culturais locais. A igreja foi construída por escravos, na primeira metade do século XIX, e a própria estrutura arquitetônica já revela a questão da estratificação na sociedade sergipana à época, pois ali se concentravam as devoções e comemorações das tradicionais festas de reis. Assim, ainda hoje esse é o palco das maiores festas do folclore laranjeirense.

O município de Laranjeiras
O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico de Laranjeiras foi tombado pelo Iphan, em 1996, por seu valor arquitetônico e histórico. O tombamento levou em conta sua importância no desenvolvimento da região, identificado pela presença do primeiro porto, além da expressividade e da força da arquitetura antiga, representada pelo casario do século XIX e pelo cenário monumental religioso do século XVIII. O município é um dos poucos onde ainda se pode ver a força da arquitetura colonial, onde se destacam ruas, igrejas e outras edificações. Na área tombada estão, aproximadamente, 500 edificações.

Laranjeiras foi a mais importante cidade sergipana. As praças e ruas alinham-se, obedecendo ao traçado fluvial, onde estão implantados os principais edifícios, trapiches, sobrados comerciais e residenciais, mercado, centro administrativo e também as edificações destinadas ao lazer como os antigos Cine Teatro Iris e o Tetro Santo Antônio. Na cidade, destaca-se as igrejas, o estilo barroco da arquitetura, a paisagem e as grutas. O município surgiu em função do rio Cotinguiba e, sobre a encosta do Morro do Bonfim, a população estabeleceu suas residências.

O desenvolvimento econômico ocorreu com a chegada do cultivo da cana-de-açúcar, no século XVIII, gerando um apogeu financeiro que atraiu comerciantes de várias partes do Estado. Na época, existiam muitas laranjeiras no local que deram origem ao seu nome. Berço da economia da província, se destacou com o comércio de escravos, que deixaram uma forte influência na cultura local. No início do século XIX, a cidade ainda era muito importante como um grande centro comercial e exportador, o que levou o governo a designá-la como a primeira Alfândega de Sergipe.

Com Praça dos Expedicionários, Aracaju (SE) recebe primeira obra do Avançar

A Praça dos Expedicionários, localizada na capital sergipana, é um dos inúmeros locais brasileiros criados para homenagear os homens e mulheres que, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), integraram uma força militar constituída para representar o Brasil no apoio aos Aliados. O grupo, conhecido como Força Expedicionária Brasileira (FEB), é ainda hoje homenageado por meio da memória desses heróis brasileiros que são também símbolo da identidade nacional.

O espaço em Aracaju, um dos principais marcos urbanos e símbolo da história da cidade, passou por uma importante obra de requalificação e será entregue à população no próximo dia 24 de novembro, como primeira obra concluída pelo programa Avançar, do Governo Federal. A intervenção, que incluiu toda a área de quase seis mil metros que compõe a Praça e também a extensão de seu entorno, contou com investimentos de quase R$ 1,1 milhão do Governo Federal, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e foi executada pela Prefeitura Municipal de Aracaju.

Localizada no Bairro Getúlio Vargas, a Praça dos Expedicionários fica no entorno do Complexo Ferroviário de Aracaju e estabelece um importante diálogo com a sede da Estação Ferroviária, que alinha-se tanto ao pórtico, quanto ao obelisco central da praça. Assim, a obra buscou a requalificação de todo o espaço por meio de sua reurbanização, com a delimitação de áreas, reordenamento das vias do entorno, implementação de espaço de estacionamento, paisagismo, iluminação, mobiliário urbano e condições adequadas de acessibilidade.

Além disso, também foi realizada a restauração do monumento central, que homenageia os sergipanos que lutaram pela Força Expedicionária Brasileira, com a implantação de painéis artísticos onde foram gravados os nomes dos ex-combatentes. Assim, recupera-se a praça como espaço de lazer, mas também proporcionando um ganho para a região como um todo, com melhores condições de uso, conforto e segurança. A solenidade de entrega será marcada por uma cerimônia no local e contará com a presença do diretor do Iphan, Robson de Almeida, do superintendente do Iphan em Sergipe, Edílio Lima, do Prefeito Edvaldo Nogueira, entre outras autoridades locais.

Avançar
O Programa Avançar é um projeto do Governo Federal focado na retomada de obras em todo o país, a fim de oferecer mais crescimento e cidadania para os brasileiros. Até o fim de 2018, o programa pretende concluir 7 mil empreendimentos, incluindo obras de infraestrutura logística, energética, defesa, social e urbana e envolvendo todos os ministérios setoriais. O Ministério da Cultura, por meio do Iphan, também integra o Avançar, com a previsão de investimentos em 61 ações destinadas ao desenvolvimento das cidades históricas brasileiras.

Serviço:
Entrega da obra de restauração da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito

Data: 24 de novembro de 2017, às 9h30
Local: Rua José do Prado Franco, Centro, Laranjeiras (SE)

Entrega da Requalificação da Praça do Expedicionários e entorno
Data: 24 de novembro de 2017, às 17h30
Local: Praça dos Expedicionários, Bairro Getúlio Vargas, Aracaju (SE)

Fonte original da notícia: IPHAN




João Pessoa (PB) – CMJP aprova lei para que imóveis abandonados no Centro Histórico possam passar a pertencer a PMJP

Os imóveis abandonados no Centro Histórico agora poderão passar a ser de propriedade do Município de João Pessoa. A Câmara Municipal promulgou a lei 1.887, de 4 de outubro de 2017, publicada no Diário da CMJP do dia 7 de novembro, dispondo sobre a arrecadação e a encampação desses bens imóveis.

De acordo com a lei municipal, “o imóvel urbano que o proprietário abandonar será arrecadado como bem vago e passará, três anos depois, à propriedade do Município de João Pessoa”.

Ainda conforme a lei, a Secretaria de Planejamento, Coordenadoria do Patrimônio Histórico e Receita municipal irão tomar a medidas em relação a esses imóveis que forem considerados abandonados no Centro Histórico. Os órgãos poderão atuar de ofício ou por meio de denúncias. Após a lavratura de auto de infração, será aberto processo administrativo. A arrecadação será feita por decreto do prefeito.

“Serão considerados abandonados aqueles imóveis cujos proprietários não possuam a intenção de conservá-lo em seu patrimônio e que não se encontrem na posse de outrem”, diz o texto da lei. A prefeitura vai presumir que o proprietário tem essa intenção quando, cessados os atos de posse, “deixar de satisfazer os ônus fiscais”, ou seja, não pagar os impostos.

Conforme a lei, configura-se cessação dos atos de posse a perda pelo proprietário de quaisquer dos poderes inerentes à propriedade, nas seguintes hipóteses: em decorrência do “não uso desses poderes”, da “não percepção dos respectivos frutos”, da não realização de obras do bem e se exercer o seu direito de propriedade em desacordo com o fim econômico e social. Além disso, a norma prevê a cessação dos atos de posse na falta de exercício do poder de fato sobre o imóvel.

Fonte original da notícia: Paraíba Já




Gestão Doria quer substituir pedras portuguesas por concreto no centro histórico de São Paulo

Projeto para tirar pedras portuguesas do centro antigo de São Paulo causa polêmica. Foto: Wikimedia Commons

O projeto está em análise e pode ser implantado ainda no primeiro semestre de 2018. Segundo a prefeitura, o chamado mosaico português chegou a um limite de uso e atualmente gera custos de manutenção para os cofres públicos.

Ouça o áudio:

Fonte original da notícia: Rádio CBN




Lajeado (RS) – Mais um prédio antigo pega fogo no centro histórico

Casa abrigou primeira rodoviária da cidade.

Foto: Rodrigo Martini

Uma equipe do governo municipal visitou ontem os escombros de mais um prédio antigo destruído por um incêndio no centro histórico da cidade. Localizado na av. Benjamin Constant, quase esquina com a rua Marechal Deodoro, o imóvel foi consumido pelas chamas no dia 27 de outubro. Lá funcionou a primeira rodoviária de Lajeado, em 1940. Paredes, agora, correm o risco de desabar.

Vizinhos do imóvel presenciaram o incêndio na madrugada daquela sexta-feira. Conforme ocorrência registrada pelo Corpo de Bombeiros, a guarnição foi chamada por volta das 2h40min para evitar a propagação do fogo para residências vizinhas. Um bar, ao lado da casa antiga, também foi bastante atingido pelas chamas.

No registro do Corpo de Bombeiros, constam dificuldades para conter as chamas. Entre essas, a demora, por parte da concessionária de energia, para desligar a rede daqueles dois prédios. Outro problema, que resultou em um chamado para a Brigada Militar (BM), foram as tentativas de furtos ao estabelecimento comercial também atingido.

Até o momento, não foram esclarecidas as causas do incêndio. A casa, que ficava em frente à Praça do Chafariz, estava desabitada faz anos e ninguém ficou ferido diante do sinistro. Embora estivesse recentemente habitada por sem-tetos e usuários de drogas, não havia pessoas no imóvel naquele momento, segundo testemunhas.

“Não estava no inventário cultural”

Apesar de ter servido como primeira rodoviária do município, na época de propriedade do comerciante Nilo Oscar Kieling, o prédio incendiado não fazia parte de um inventário cultural produzido em 1992, no qual constavam uma série de imóveis históricos. Inclusive, daqueles 35 imóveis inventariados, só 24 seguem “de pé”, informa o secretário de Cultura, Carlos Reckziegel.

O professor e historiador, José Alfredo Schierholt, confirma a história do prédio antigo. “Antes de ser rodoviária, serviu para outros serviços. Não foi efetivamente construído para ser um ponto de passageiros. Ocorre que antigamente os ônibus saíam da própria casa dos donos dos veículos. Isso passou a não dar certo, e por isso escolheram aquele prédio como rodoviária”, explica.

A primeira rodoviária também consta no livro No Tempo das Estações. Lá o serviço funcionou por pouco mais de um ano. Depois o ponto de passageiros foi deslocado para a esquina da rua Borges de Medeiros com a av. Benjamin Constant. Logo após, passou a ser realizado em um outro prédio na Borges de Medeiros e, mais recentemente, funcionou na av. Acvat, antes de se fixar no bairro Florestal.

Outros incêndios

Duas residências históricas se incendiaram nos últimos anos na rua Osvaldo Aranha. A mais antiga ficava ao lado da fábrica de vinagres Prinz. Já o sinistro mais recente, em setembro de 2013, quase derrubou a histórica casa do ex-prefeito, Bruno Born.

Em junho deste ano, outro incêndio quase pôs fim ao antigo prédio dos Correios, também no centro, na esquina das ruas Júlio de Castilhos com a Marechal Deodoro.

Por Rodrigo Martini

Fonte original da notícia: A Hora




Brasileiro é multado após urinar em parede de museu na Itália

Jovem, de 20 anos, alegou que não sabia que seu comportamento era proibido por lei.

Casa de Dante, em Florença – Reprodução Internet.

Um brasileiro de 20 anos foi multado após ter sido flagrado urinando na parede externa da Casa de Dante, museu sobre a vida do poeta Dante Alighieri, em Florença, no Norte da Itália. O episódio ocorreu na noite de quarta-feira, a poucos passos da principal igreja da capital da Toscana.

O jovem, que mora há anos na província de Arezzo, pediu desculpas aos policiais e disse que não sabia que urinar na parede do museu fosse proibido por lei. O valor da multa não foi informado.

A Casa de Dante fica na parte mais antiga do centro histórico de Florença e conserva reproduções de documentos do importante escritor italiano. Dante Alighieri é autor de “Divina Comédia”, lançado no século XVI.

Fonte original da notícia: O Globo



Escadaria histórica no Centro é o novo ponto de ocupação em Porto Alegre (RS)

Desde o início do ano, já houve oito eventos abertos à comunidade no local, além de mutirões para pintar os degraus e limpar o terreno que virou horta.

Carmen Fonseca / Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico.

Revitalizada por um grupo de moradores, a histórica escadaria que liga a Rua João Manoel à Fernando Machado vem se firmando como novo ponto de ocupação no Centro Histórico. Desde o início do ano, já houve oito eventos abertos à comunidade – oficinas, exposições de arte, cinema a céu aberto e roda de samba (foto acima). Sem falar nos mutirões para pintar os degraus e limpar o terreno que virou horta.

No próximo dia 28, um sábado, a partir do meio-dia, haverá uma intervenção urbana com pessoas trocando mudas de plantas por mensagens positivas em papéis coloridos. Além disso, uma banca para troca e doação de livros será montada na escadaria. A iniciativa é de três estudantes de Turismo do IPA.

No mesmo dia, a partir das 15h, membros da Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico vão ensinar como fazer uma “espiral de ervas”, modalidade de horta que permite o cultivo de várias espécies em um espaço restrito. Presidente da associação, Carmen Fonseca diz que colaborações como tintas ou ferramentas para mexer na horta (tesoura de poda, pá, enxada etc) são bem-vindas.

Horta comunitária foi instalada em terreno abandonado ao lado da escadaria. Carmen Fonseca / Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico

Por Paulo Germano

Fonte original da notícia: Zero Hora




Turista morre na Itália após pedaço do teto de igreja despencar

A basílica é uma das principais atrações turísticas da cidade. Autoridades italianas anunciaram que irão investigar as causas do incidente.

Basília de Santa Cruz abriga túmulos de Michelangelo e atrai turistas do mundo inteiro. Wikimedia Commons

Um turista espanhol de 52 anos morreu nesta quinta-feira (19), em Florença, na Itália, após ter sido atingido na cabeça por uma peça de alvenaria que caiu do teto da Basílica de Santa Cruz, uma das principais atrações turísticas da cidade. O pedaço de pedra despencou de uma altura de 20 a 30 metros em uma das naves da igreja, construída entre os séculos 13 e 14. O espanhol estava acompanhado da esposa, que ficou em estado de choque.

A polícia bloqueou a entrada à basílica, do século 15, que fica no centro histórico de Florença e é um dos pontos turísticos mais populares da capital toscana, já que abriga os túmulos de italianos célebres, como Michelangelo Buonarroti, Nicolau Maquiavel e Galileu Galilei. De acordo com a mídia italiana, o fragmento que atingiu o turista era de cerca de 15 centímetros por 15 centímetros e apoiava uma coluna.

O incidente levantou questões sobre as condições do patrimônio cultural da Itália , que inclui inúmeros monumentos antigos e frágeis. De acordo com a chefe da organização que administra a igreja, Irene Sanesi, a igreja passa por um trabalho plurianual de manutenção.

“Todo o trabalho foi feito de forma constante ao longo dos anos. Estamos realmente espantados com o que aconteceu e nos perguntamos como isso pode acontecer”, disse ela. O ministro da Cultura, Dario Franceschini, falando de Nova York, disse que promotores fariam uma investigação para determinar a causa e se a manutenção foi feita corretamente.

Histórico de acidentes

Incidentes como este já aconteceram na Itália antes, país famoso por cidades históricas que ficam lotadas de turistas, especialmente durante o verão europeu.

Em 1989, um campanário do século 14, na cidade de Pavia, no norte da Itália, despencou e matou quatro pessoas. A causa do acidente nunca foi determinada.

Uma criança pequena e uma mulher de 30 anos ficaram gravemente feridas em julho deste ano, quando um pedaço de gesso caiu do teto da Catedral de Acireale, na Sicília, durante um casamento.

Não se sabe se o corpo do turista morto em Florença já foi liberado para transferência para a Espanha.

Com informações da Ansa e do New York Times

Fonte original da notícia: Último Segundo – IG