UFPA comemora os 390 anos do Ver-o-Peso com roteiro turístico


Roteiro ‘Do Ver-o-Peso ao Porto de Belém’ será domingo, 26. Interessados podem fazer a inscrição gratuita por e-mail.

Mercado do Ver-o-Peso completa 390 anos. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)

Mercado do Ver-o-Peso completa 390 anos. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)

Em homenagem ao aniversário de 390 anos do Ver-o-Peso, comemorado na próxima segunda-feira (27), o Projeto Roteiros Geo-Turísticos da UFPA realiza o roteiro “Do Ver-o-Peso ao Porto de Belém” neste domingo (26). O evento é gratuito e os interessados podem fazer a inscrição pelo formulário online ou pelo e-mail roteirosgeoturisticos@gmail.com até o dia da programação.

O trajeto inicia no Terminal Turístico da Estação das Docas, às 8h30, e passará pelos diversos mercados e ruas que compõem um dos pontos mais característicos de Belém. Nesta edição, o Roteiro passará pelos seguintes locais: Praça do Pescador, Feira do Ver-o-Peso, Pedra do Peixe e Doca do Ver-o-Peso, Mecardo de Peixe, Solar da Beira, Erveiras, Mercado de Carne, Rua XV de Novembro, Igreja e Largo das Mercês, Boulevard Castilho França, Praça dos Estivadores, Praça Pedro Teixeira, Prédio da CDP, Porto e Escadinha do Porto, Estação das Docas e Forte São Pedro Nolasco.

A coordenação do evento orienta que devido o passeio ser todo a pé, é recomendado que os participantes utilizem roupas e calçados apropriados, como tênis, roupas leves e boné. Também é aconselhável levar protetor solar e guarda-chuva ou capa de chuva.

Roteiros
Organizado pelo grupo de pesquisa em Geografia do Turismo da Faculdade de Geografia e Cartografia da UFPA, o Roteiros Geo-Turísticos existe desde 2011, com o objetivo de promover roteiros que visam divulgar o patrimônio cultural, material e imaterial de Belém, resgatando a memória sócio-espacial da cidade. Assim, o grupo organiza caminhadas a pé e gratuitas no Centro Histórico de Belém, mostrando sua geografia, história e arquitetura.

No projeto participam estudantes de ensino médio e graduação, além de professores de diversas áreas do conhecimento, como Geografia, História, Museologia, Turismo e Arquitetura. As ações do projeto também ocorrem no município de Cametá e no distrito de Icoaraci.

Ver-o-Peso
Fundado em 1627 com a construção de uma ponte que ligava as duas margens do Igarapé do Piri, o Ver-o-Peso se estabeleceu inicialmente como o ponto de chegada e saída de barcos e navios para o Rio Amazonas ou para o mar. O “local de ver o peso” só foi instituído a partir de 1687, quando o Porto de Piri passou para a economia formal da cidade. O nome foi preservado pela tradição oral por mais de 300 anos.

Com o aterramento do Igarapé do Piri e a construção da doca no início do século XIX, o Ver-o-Peso foi cada vez mais ganhando importância econômica, cultural e social, fazendo parte de eventos significativos para a história de Belém e do Pará. Na virada do século XIX para o XX são construídos o Mercado de Ferro e o Mercado de Carne, que contribuem para a paisagem local e incrementaram as trocas culturais e comerciais, características do Ver-o-Peso.

Serviço: Roteiro Geo-Turístico “Do Ver-o-Peso ao Porto de Belém”, neste domingo (26), às 8h30, no hall de entrada no Terminal Turístico da Estação das Docas (av. Boulevard Castilhos França). Para se inscrever, basta preencher o formulário online. Mais informações pelo e-mail: roteirosgeoturisticos@gmail.com.

Fonte original da notícia: G1 PA




Secretaria de Cultura de Ouro Preto (MG) investiga origem de imagem de Cristo do século 19


Peça foi encontrada em uma gaveta, passa por restauração e vai compor acervo de capela em Ouro Preto. Prefeitura também quer saber quem foi o doador do objeto.

O secretário Zaqueu Astoni mostra o Cristo e a cruz em madeira, encontrados em espaço próximo à capela. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A PRESS)

O secretário Zaqueu Astoni mostra o Cristo e a cruz em madeira, encontrados em espaço próximo à capela. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A PRESS)

Tempo de quaresma, descoberta e restauração. Uma imagem de Cristo crucificado, do século 19, foi encontrada no Casarão Rocha Lagoa, sede da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio, no Centro Histórico da cidade, e já seguiu para restaurado na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. A peça em madeira, com 50 centímetros de altura, estava dentro de uma gaveta, em meio a outros objetos, num espaço próximo à capela. “Foi uma grande surpresa. A gaveta estava fechada, tudo indica há muito tempo, num local antes usado como almoxarifado. Assim que ficar pronto, vamos pôr a peça sacra no lugar de destaque que merece”, disse, ontem, o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni Moreira.

Segurando o crucifixo com todo o cuidado, Zaqueu explica que há partes quebradas e outras coladas, embora sem a intervenção adequada do trabalho de restauração. O serviço está a cargo do restaurador e professor da Faop Sílvio Luiz Rocha Vianna de Oliveira, responsável, com sua equipe, pela recente recuperação das pinturas de São Luís Rei da França e São Eduardo Rei da Inglaterra, do século 18, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. “Estamos investigando a origem do crucifixo e quem o doou à Secretaria de Cultura e Patrimônio”, explicou Zaqueu, adiantando que o restauro da peça será concluído até a Páscoa. Uma missa de reentronização será celebrada na capela por dom Francisco Barroso Filho, conhecido como dom Barroso e residente em Ouro Preto.

Localizada no térreo do imponente Casarão Rocha Lagoa, a capela vai ganhar iluminação especial e alguns reparos para ser visitada por moradores e turistas e frequentada pelos funcionários. O secretário mostra o teto em policromia, do século 18, doado ao município pelo ex-prefeito e atual secretário estadual de Cultura Angelo Oswaldo.

Cerimônias. O momento não poderia ser mais oportuno para recuperar a peça, já que, em 1º de abril, começam as cerimônias do Setenário das Dores (veja programação), na Igreja de Nossa Senhora das Dores, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Antônio Dias. A cada ano, as celebrações solenes da Semana Santa em Ouro Preto se alternam entre essa paróquia (ano ímpar) e a de Nossa Senhora do Pilar (ano par), ambas no Centro Histórico. Em outras cidades mineiras do Ciclo do Ouro, como Sabará e Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as meditações e rezas das Sete Dores de Maria enchem as igrejas.

Histórico.
O Casarão Rocha Lagoa fica na Rua Teixeira Amaral, ladeira de acesso às igrejas São José e São Francisco de Paula e rodoviária de Ouro Preto. De provável construção datada do fim do século 18, o sobrado recebeu esse nome por ter sido residência, já na segunda metade do século 19, da tradicional família Amaral e Rocha Lagoa, representada principalmente pelo senador Francisco Rocha Lagoa e sua esposa, Amélia Amaral Rocha Lagoa, filha do coronel Francisco Teixeira Amaral.

De acordo com o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (Ipac), a mais antiga referência ao imóvel data de 1806. Naquele ano, consta do Livro de Tombos de Terrenos Foreiros a informação de que “Vicência Moreira de Oliveira possuía uma casa na rua da ladeira que segue para a capela de São José”. O documento destaca ainda que a primeira referência direta ao coronel Francisco Teixeira Amaral se deu em 1872.

Setenário das Dores
Confira a programação

» Ouro Preto
Local: Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Centro Histórico
De 1º a 7 de abril, às 19h, com a participação do Coral Pio X

» Santa Luzia
Local: Paróquia Santuário de Santa Luzia, no Centro Histórico
Segunda-feira, às 17h – Mutirão de confissões na Matriz
Dia 1º de abril, às 19h – Missa solene de abertura do Setenário de Nossa Senhora das Dores
Dia 2, às 19h – Primeira Dor (Profecia de Simeão), seguida de missa
De 3 a 8, às 19h30 – Meditação e reza de Nossa Senhora das Dores

» Sabará
Local: Igreja de São Francisco, no Largo de São Francisco, no Centro Histórico
De 2 a 8, às 19h, com participação da Orquestra Santa Cecília na abertura e no encerramento. No dia 8, haverá a procissão do Depósito de Nossa Senhora das Dores, em direção às Mercês
Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na Praça Getúlio Vargas
De 2 a 8, às 19h

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Maré destrói calçadão e cais no Centro Histórico de São Luís (MA)


Grande extensão do calçadão construído na década de 80 já desapareceu. Estragos atingem também muralha inspirada em fortalezas medievais.

Força da maré está destruindo calçadão e muralha em São Luís. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Força da maré está destruindo calçadão e muralha em São Luís. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

O avanço da maré está destruindo o calçadão da Avenida Beira-Mar, no Centro Histórico de São Luís. São séculos de história que estão sendo apagados às margens da Baia de São Marcos. O lugar se tornou Patrimônio da Humanidade, mas acabou esquecido pelo poder público.

Calçadão foi feito com pedras brancas e pretas vindas de Portugal. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Calçadão foi feito com pedras brancas e pretas vindas de Portugal. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Os calceteiros que fizeram o calçadão na década de 80, buscaram em Portugal a inspiração para ornamentar o piso. No entanto, a força das marés arrebentou os mosaicos, inspirados no vai e vem do mar, além de destruir longa extensão da calçada.

Estragos atingem também o cais da sagração. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Estragos atingem também o cais da sagração. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Os estragos atingem também o cais da sagração, muralha de pedra inspirada nas fortalezas medievais europeias. Erguido em 1841 para celebrar a coroação de Dom Pedro II, na época imperador do Brasil, o monumento está desmoronando.

Por Sidney Pereira

Fonte original da notícia: TV Mirante




Cansado de exigências do Iphan, morador do Centro Histórico de Icó (CE) coloca sobrado à venda


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Morador e comerciante do Centro Histórico de Icó, Damon Magalhães, decidiu vender o imóvel, o Sobrado do Mirante, sob o argumento de não suportar mais as exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com informações de amigos, Damon Magalhães teria feito uma reforma interna no imóvel e colocado uma viga de concreto, mas o Iphan exigiria de um certo tipo de madeira, que teria custo elevado. O proprietário agora deve desfazer a obra de reforma orçada em cerca de R$ 50 mil.

“Ele está revoltado, é um morador antigo, mas diz que resolveu ir embora da cidade”, contou um amigo comum.

O blog tentou contato com o proprietário, mas o telefone não atendeu.

O Centro Histórico de Icó foi tombado pelo Iphan na segunda metade da década de 1990. O sítio histórico recebeu recursos do Projeto Monumenta do Ministério da Cultura. Qualquer intervenção nos imóveis públicos e privados precisa de autorização e projeto aprovado pelo Iphan. Diário Centro Sul

Por Juan Carlos

Fonte original da notícia: Mais FM Iguatu




Prédios marcantes do Centro de Manaus (AM) estão entregues às baratas


O que se vê ao ficar em frente a esses monumentos é muito mato, tapumes e estruturas de aço, concreto, madeira e vidro caindo aos pedaços. 

Fachada do complexo Booth Line, onde também funcionou o TCE. (Fotos: Euzivaldo Queiroz)

Fachada do complexo Booth Line, onde também funcionou o TCE. (Fotos: Euzivaldo Queiroz)

Apesar da promessa  da Prefeitura de Manaus de valorização do Centro Histórico, prédios dos tempos  da “Paris dos Trópicos”, importantes para a memória da capital amazonense, alguns inclusive com projeto de revitalização, seguem em ruínas. O que se vê ao ficar em frente a esses monumentos é muito mato, tapumes e estruturas de aço, concreto, madeira e vidro caindo aos pedaços.

O Hotel Cassina, depois Cabaré Chinelo, na rua Bernardo Ramos, é um dos grandes símbolos da degradação do Centro Histórico e de projetos oficiais que não dão certo. O decreto 3.125, de 24 de junho de 2015, na gestão do prefeito Arthur Neto (PSDB), declarou o local “de utilidade pública” para fins de desapropriação e construção de um Centro de Arte Popular. Mas, até hoje, nada foi feito e a estrutura segue correndo risco de desabamento. A Prefeitura não respondeu sobre o andamento do projeto de revitalização do Hotel Cassina.

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O Museu do Porto, no boulevard Vivaldo Lima, é outro monumento histórico que retrata a falta de sensibilidade e respeito pela memória da cidade. O prédio, que contavam com um acervo de peças referentes às atividades portuárias, está desativado há anos devido a disputa judicial. Enquanto isso, algumas das antigas máquinas permanecem expostas na área externa e relegadas a sol e chuva.

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O complexo “Booth Line”,  na antiga Praça Oswaldo Cruz, passa pela mesma situação. O problema é que lá só existe a “casca” das fachadas dos prédios que abrigaram desde lojas de artigos importados, supermercado, a agência de banco, repartição pública e bar e restaurante. A frente do complexo virou um depósito.

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Quem frequentou o complexo na época que havia supermercado e lojas de artigos importados lembra como ele era bonito, agradável e com produtos alimentícios que ainda dão água na boca só de pensar. “Meu pai e minha mãe costumavam nos levar ao Booth Line para tomar sorvete. Havia uma grande variedade de sorvetes. Também tinha umas bolachas importadas deliciosas”, contou o professor Joaquim Filho, 58.

Joaquim  afirma que fica indignado com o descaso das autoridades com patrimônios históricos como o Booth Line. E não é só ele que pensa desta forma, pois mesmo quem nunca viu esses prédios em pleno apogeu fica revoltado ao  ver suas estruturas com sérios riscos. “Não é apenas pela bonita fachada, mas pelas histórias que carregam, que fazem parte da nossa cidade se perdendo”, disse o estudante Vagner Souza, 19.

Personagem: Robério Braga, secretário de Estado da Cultura

O Secretário de Estado da  Cultura, Robério Braga, por sua vez, explicou que o Museu do Porto e o complexo Booth Line são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas são propriedades particulares. “Há um problema judicial entre o Governo Federal e o Porto Privatizado de Manaus quanto à revitalização. Chegaram a discutir comigo a passagem deles para o Estado, pedi para fazerem um inventário, mas não tive mais retorno. Isso faz uns quatro anos”, contou.

O secretario lembrou que, no governo  Amazonino Mendes, foi feito um projeto para revitalizar do Hotel Cassina, o Estado pagou inclusive por sua desapropriação. Mas, no início da atual gestão municipal, a prefeitura pediu o projeto para fazer a restauração, o governo estadual lhe passou o prédio, mas nada foi feito até agora. “Não se sabe o porquê”.

Lojistas questionam obrigação

Se não bastassem os monumentos históricos abandonados, ajudando a consumar parte da história de Manaus, outros prédios, também situados no Centro, foram obrigados a retirar fachadas, como acontece nas ruas Henrique Martins e Lobo D’Almada. Quem vê as estruturas sendo quebradas pergunta se a ação foi autorizada por algum órgão. Os lojistas alegam que as mesmas sempre fez parte do imóvel.

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Para o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), porém, isso não é verdade. O órgão informou que atua na regularização de engenhos e fachadas no Centro Histórico, atendendo legislação municipal e federal em vigor e desde 2008 é realizado um trabalho permanente para despoluição visual do Centro Histórico, tendo como base o Manual de Placas, decreto-lei usado para nortear os engenhos de áreas de interesse de preservação histórica.

Após as ações de engenhos, se passou a atuar para promover a recomposição de fachadas históricas, sendo notificados os imóveis com marquises irregulares e em desconformidade com a fachada original e vãos, incluindo retirada de aparelhos de ar condicionado e compressores. Os donos recebem prazos para os devidos ajustes. Esse é um trabalho de rotina da Gerência de Patrimônio Histórico (GPH), sempre com base na lei.

A gerência aprova, conforme pedido, colocação de lonas do tipo retrátil, desde que haja interesse do proprietário. Em muitas lojas do Centro elas existem e são usadas nos períodos de chuva, para ajudar na proteção de pedestres e consumidores.

De acordo com o órgão, cinco lojas foram notificadas este ano para atender o Plano Diretor da cidade, para retirada de tubulação de ar condicionado, painéis irregulares e marquises que avançam sobre os logradouros e demais estruturas irregulares, que tanto cobrem fachadas históricas quanto muitas vezes provocam goteiras e água jogada nas calçadas.

O prédio citado estava com a fachada em situação irregular. Os proprietários também são sensibilizados a melhorar suas fachadas, o que embeleza a cidade de modo geral. Na avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, o Implurb teve ano passado 98,3% de adequações realizadas. De 122 unidades, 104 se adequaram. “Arrumar as fachadas é como cuidar da sua casa, deixar ela mais atrativa e bonita até mesmo para o comércio”, explicou a arquiteta do GPH, Carolina Azevedo.

Por Silane Souza

Fonte original da notícia: A Critica




Centro histórico de Perdões poderá se tornar patrimônio de Minas Gerais


Cidade possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência. Moradores querem preservação, mas se preocupam com futuro delas.

Casarões históricos de Perdões podem se tornar patrimônio do Estado. (Foto: Reprodução EPTV)

Casarões históricos de Perdões podem se tornar patrimônio do Estado. (Foto: Reprodução EPTV)

O Centro de Perdões (MG) pode se tornar, em breve, patrimônio protegido do Estado de Minas Gerais. O Conselho Estadual de Proteção abriu um processo de estudo para o tombamento do centro histórico do município, que possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência.

O que não falta é história nas construções que fazem parte do centro. O prédio onde hoje funciona o museu municipal e também uma rádio, já foi usado como fórum e até como a cadeia da cidade.

“É bem estranho, a gente chega aqui de manhã, o trabalho começa 5h, por saber que aqui já foi cadeia, a gente fica assim.. mas já acostumou também, já há 17 anos que a gente está trabalhando da emissora e pra gente é um privilégio estar trabalhando na memória da cidade, é um prédio que tem uma estrutura neoclássica, é um prédio muito bonito”, disse o radialista Rodrigo Fidélis.

Construções que, assim como na maioria das cidades, foram surgindo ao redor de igrejas. Uma delas fica no entorno da matriz do Senhor Bom Jesus de Perdões. Um prédio de 1790, que já passou por alterações, mas foi restaurado para recuperar as características originais.

Pelo menos duas décadas antes, os moradores viram surgir a igrejinha do Rosário. Na época, a então matriz de Perdões já chamava a atenção pelo estilo jesuítico.

“Nós tínhamos uma torre aqui na lateral da igreja, uma torre que determinava que essa igreja foi construída no estilo jesuítico, na última reforma descobrimos isso e todo mundo admira a igreja, todo mundo quer estar presente nela porque ela é pequenininha, aconchegante e isso nos faz querer participar dela, estar com ela”, disse o produtor cultural Bruno Costa.

Perdões possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência. (Foto: Reprodução EPTV)

Perdões possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência. (Foto: Reprodução EPTV)

Para proteger essas igrejas, os casarões e até imagens sacras, o município já fez um tombamento, em 2003, de 12 bens públicos e particulares. Mas agora o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep) também está fazendo um estudo para avaliar a necessidade do tombamento pelo estado não só desses bens, mas de todo o centro histórico da cidade.

“O histórico percebeu que Perdões tem um acervo cultural muito grande e importante, e eles decidiram fazer esse estudo de um possível tombamento do centro histórico, o que para nós é muito importante, a gente fica muito feliz com essa notificação. O estado está reconhecendo que a cidade tem um valor histórico interessante”, disse o chefe de sessão do patrimônio histórico da cidade, Amauri Donizetti Leite.

A abertura desse estudo já foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais. Desde então, qualquer alteração nos bens tem que ser informada ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, o Iepha. Entre os moradores, o tombamento divide opiniões. “O Estado que tombou passa a ter direito na casa e os que são herdeiros como ficam?”, perguntou a aposentada Iracema Barbosa Pinheiro.

Quem já mora em uma dessas casas há pelo menos quatro gerações, quer manter a estrutura do mesmo jeito em que ela se encontra.

“Essa casa foi construída pelo meu bisavô, Coronel Joaquim Francisco, que era da Guarda Nacional de Dom Pedro II. Dele passou para minha avó, da minha avó passou para minhas tias e das minhas tias passou para mim, eu já sou a quarta geração que estou com a casa. A preservação é importante porque é a memória da cidade, um povo sem memória não existe”, define a aposentada Olinda Teixeira Macêdo.

Fonte original da notícia: G1 Sul de Minas




Teto da Igreja do Carmo, no Centro de Vitória (ES), será restaurado


Por conta das obras, visitação ao local ficará suspensa. Capela Santa Luzia também passa por serviços de restauração.

Igreja do Carmo, no centro de Vitória. (Foto: Paula Barreto/Divulgação PMV)

Igreja do Carmo, no centro de Vitória. (Foto: Paula Barreto/Divulgação PMV)

A Igreja do Carmo, um dos patrimônios que compõem o Visitar Centro Histórico, vai passar por obras de restauro no telhado e no teto nos próximos 180 dias, a partir deste mês de janeiro. O restauro será realizado pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, responsável pelo prédio centenário.

Por conta das obras, a monitoria e a visitação que ocorrem por meio do Visitar não poderão ser realizadas. Além da Igreja do Carmo, a Capela Santa Luzia também passa por serviços de restauração, cujos trabalhos são executados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan).

Visitar
O Visitar é um conjunto de ações integradas voltadas ao fomento do turismo histórico-cultural da capital, pois o programa faz parte da política de requalificação do Centro Histórico de Vitória.

Os patrimônios que compõem o Visitar Centro Histórico são: igrejas Nossa Senhora do Rosário, do Carmo e São Gonçalo, Convento São Francisco, Catedral Metropolitana e Theatro Carlos Gomes, além da Capela Santa Luzia. A visita, que é orientada por monitores e gratuita, pode ser feita de quarta a domingo, das 13 às 17 horas.

O Visitar Centro Histórico é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Turismo, Trabalho e Renda (Semttre) para estimular o morador a conhecer a cidade, divulgando os atrativos e tornando-os mais receptivos aos turistas. Além disso, desperta a curiosidade pelo patrimônio artístico, arquitetônico e cultural e estimula o turismo no Centro Histórico, a partir da monitoria de agentes especializados.

Fonte original da notícia: G1 ES




Centro Histórico de Grão Mogol (MG) é tombado pelo patrimônio estadual


Título encerra uma década de espera e torcida dos habitantes de um dos municípios mais antigos da Região Norte de Minas.

Iepha/MG - Divulgação

Iepha/MG – Divulgação

Depois de uma espera de 10 anos, os moradores de Grão Mogol, uma das cidades mais antigas do Norte do estado, veem o núcleo histórico local ser tombado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep). Em reunião na terça-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), os conselheiros aprovaram o título por unanimidade, garantindo proteção para os bens do município, cuja primeira povoação surgiu no fim do século 18. Agora, já são 11 localidades mineiras com o tombamento estadual.

Durante a reunião, o secretário de estado da Cultura e presidente do Conep, Angelo Oswaldo, destacou a importância do tombamento do núcleo histórico para os mineiros. “Grão Mogol é uma significativa cidade histórica, com valores patrimoniais e culturais muito característicos da região mineradora, tornando-se um dos pontos importantes de exploração do diamante. O município desenvolveu um processo sociocultural de grande significado, que é reconhecido agora como patrimônio de todos os mineiros”, disse. Ele acrescentou que o reconhecimento do Centro Histórico de Grão Mogol como bem cultural de Minas “deve ser recebido com muita alegria por toda comunidade”.

Já a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, ressaltou que a atuação do instituto no Norte de Minas contribuiu para o tombamento do Centro Histórico de Grão Mogol. “Nos últimos anos, o Iepha realizou um trabalho intenso em parceria com as comunidades locais e universidades, com o objetivo de pesquisar e compreender a região do Rio São Francisco como patrimônio cultural de Minas Gerais. O tombamento de Grão Mogol reafirma um momento do Iepha de olhar para a diversidade dos centros históricos que o estado tem”, disse. Ela observou que este contexto permite fortalecer o diálogo com o poder público em relação à preservação do patrimônio cultural da cidade.

Preservação
O tombamento de Grão Mogol entusiasmou o secretário municipal de Cultura de Grão Mogol, Rogério Augusto Reis Figueiredo. “A cidade foi tombada pelo município, há dois anos, e agora ganha mais esta proteção. É muito importante para preservar os monumentos que contam nossa história e impedir a descaracterização. Há muitos prédios em ruínas e acreditamos que o tombamento, além de dar mais visibilidade a nossa cidade, poderá trazer recursos para a restauração”, disse.

Com 17 mil habitantes e 167 anos como cidade, embora seja dos tempos coloniais, Grão Mogol tem com um dos principais monumentos a Matriz de Santo Antônio, toda construída em pedra. Rogério chama a atenção, e faz o convite, para que todos visitem o presépio da cidade, “o maior existente ao ar livre”, localizado no sopé de uma serra e com as imagens também de pedra. Além do interesse do Iepha, ele destaca a participação decisiva do promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, ex-coordenador da Promotoria Estadual de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC) e hoje atuando na comarca de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Membro do Conep, o professor da Universidade de Montes Claros, Denilson Meireles, ressalta a relevância dos trabalhos realizados pelo Iepha na Região Norte. Para ele, a região recebe merecido reconhecimento do estado. “O inventário cultural do Rio São Francisco, produzido pela equipe do Iepha, somado ao tombamento do Centro Histórico de Grão Mogol, demonstra o quanto o Norte de Minas contribui com a sua diversidade para o fortalecimento da cultura mineira”, disse o professor.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br




Justiça libera obra de resort no centro histórico de Pirenópolis (GO)


Empreendimento será erguido ao lado da Igreja Nosso Senhor do Bonfim. A previsão é que a obra esteja pronta em até quatro anos.

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A 3ª Câmara Cível da Justiça de Goiás cassou a liminar que suspendeu as obras de um resort no centro histórico de Pirenópolis (GO), cidade a 150 quilômetros do DF, alvo de ação popular que questionava o licenciamento do empreendimento. Com isso, a construção será retomada imediatamente.

Desde julho, a obra do Quinta Santa Bárbara Eco Resort está embargada. A liberação foi pedida pela prefeitura da cidade, que alega que o empreendimento teria cumprido todas as exigências para obter as aprovações previstas em lei, o que incluiu uma análise dos órgãos fiscalizadores competentes, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), as secretarias de Meio Ambiente, as concessionárias estaduais de água e energia.

O empreendimento será erguido ao lado da Igreja Nosso Senhor do Bonfim. A previsão é que a obra esteja pronta em até quatro anos.

A arquiteta Juliana Mesquita, autora do projeto arquitetônico, esclarece que, ao contrário do temor do moradores, o Quinta Santa Bárbara Eco Resort não descaracterizará a arquitetura, nem causará superlotação do município. No total, serão 192 apartamentos de um ou dois quartos – o volume equivale à movimentação de cerca de sete pousadas médias da cidade.

De acordo com ela, o resort será construído em estilo colonial e as edificações terão altura máxima de 8,5m, em até dois pavimentos. A área total do empreendimento é de 60 mil m², sendo 30 mil m² de áreas verdes, que incluem a área de preservação permanente (APP).

Fonte original da notícia: Metrópoles




Movimento Traços Urbanos cria projetos para restaurar o Centro Histórico de Florianópolis (SC)


De dezembro a janeiro, as ideias serão submetidas à aprovação da sociedade, dos gestores públicos e de empresas para captação de recursos para sua execução por meio de uma votação presencial no museu.

Movimento foi criado por um grupo de amigos e hoje conta com profissionais de diferentes áreas - Daniel Queiroz/ND

Movimento foi criado por um grupo de amigos e hoje conta com profissionais de diferentes áreas – Daniel Queiroz/ND

Seis projetos de espaços públicos de convivência para a revitalização do Centro Histórico de Florianópolis foram debatidos nesta terça-feira (15) após uma oficina no Mesc (Museu da Escola Catarinense). Quarenta profissionais, entre arquitetos, urbanistas, engenheiros e publicitários, deram continuidade ao evento Nossa Rua, do Movimento Traços Urbanos, que conta com o apoio do Centro Sapiens. Nesta quarta-feira (16), às 19h, acontece o “Cinema Arquitetura”, que são curtas-metragens e debates sobre o tema no Mesc.

Entre dezembro e janeiro, as ideias serão submetidas à aprovação da sociedade, dos gestores públicos e de empresas para obtenção de recursos para a sua execução por meio de uma votação presencial no próprio museu. Inicialmente, a oficina Traços Urbanos reuniu 22 ideias dos profissionais que foram a campo em locais de intervenção na manhã desta terça-feira.

A região escolhida é a do Terminal Cidade de Florianópolis, que depois das 18h sofre com um sério problema de segurança pela falta de ocupação. “A intenção é a de criar espaços públicos de qualidade, com a convivência de pessoas em prol da comunidade. Através de um olhar crítico, queremos criar mecanismos de revitalização em locais abandonados após um determinado horário”, explica a coordenadora do Grupo de Pesquisa Via Estação Conhecimento, Clarissa Stefani.

O Movimento Traços Urbanos foi criado em agosto por um grupo de amigos. Hoje, com profissionais de diferentes áreas, mais de 70 pessoas participam da ação, focada em colaborar para a transformação da cultura urbana a partir da renovação de várias regiões da cidade. “O DNA da região chama a atenção pela potencialidade. Ela é multicultural e, assim, integra as pessoas, mas também emociona pela diversidade. Há um grande potencial mercadológico pela vida urbana e resiliente pela multifuncionalidade”, acrescenta o coordenador do Centro Sapiens, Salomão Gomes.

Travessa Ratclif transformada em praça

A transformação da Travessa Ratclif em uma espécie de praça é um dos projetos debatidos no evento Nossa Rua, no projeto do circuito boêmio. O arquiteto e urbanista Giovani Bonetti, que é um dos criadores do movimento, destaca que o objetivo é utilizar ferramentas de transformação da cultura urbana, criando uma cadeia de revitalização.

Projeto busca criar espaços públicos de qualidade, com a convivência de pessoas em prol da comunidade - Daniel Queiroz/ND

Projeto busca criar espaços públicos de qualidade, com a convivência de pessoas em prol da comunidade – Daniel Queiroz/ND

“Nossa perspectiva é a de criar uma rua de uso coletivo para aproximar as pessoas. Por isso, estamos compartilhando ideias para que elas sejam aplicadas na integração dos comércios, dos moradores, dos centros gastronômicos. Por meio de intervenções, a intenção é a de criar uma espécie de praça que a comunidade tenha o prazer em ficar na região e não procure outras localidades”, destaca.

Para Clarissa Stefani, coordenadora do Grupo de Pesquisa Via Estação Conhecimento, ainda falta informação para quem pretende desfrutar do Centro Histórico. “É claro que o turista gosta de praia, mas tem muita gente que gostaria de curtir o Centro, mas não tem informações de onde almoçar ou de outra atração. É necessário fazer uso das informações de uma maneira mais inteligente. Criar uma estratégia de disseminar”, diz.

Em frente ao Museu Victor Meirelles acontece a exposição de rua “Espaços Urbanos”, que é um painel que reproduz intervenções urbanas bem-sucedidas em Palhoça, Rio de Janeiro, Copenhagen, Nova York, Medelín, Melbourne e Barcelona.

Os projetos

Grafite
Moradia estudantil
Horta pública
Layer social
Circuito boêmio
Interação escolar

Por Michael Gonçalves

Fonte original da notícia: Notícias do Dia