Dubrovnik/Croácia – Como turistas viraram uma ameaça à cidade de Game of Thrones

Um alerta da Unesco fez Dubrovnik, na Croácia, tomar medidas para conter o excesso de turistas que afeta a conservação de seu centro histórico, que é considerado patrimônio mundial e é cenário de algumas das cenas mais marcantes da série da HBO.

Unesco alertou que excesso de turistas pode trazer riscos à conservação dos monumentos históricos. Foto: Tonci Plazibat

Em “Game of Thrones”, a disputa pelo trono de ferro e a chegada do inverno são grandes ameaças à principal cidade da série, King’s Landing. No mundo real, o perigo é outro.

Em vez de dragões e zumbis, Dubrovnik, na Croácia, onde são filmadas algumas das principais cenas passadas na capital dos Sete Reinos, enfrenta problemas trazidos por hordas de turistas.

O alerta veio no ano passado, após uma inspeção da Unesco no seu centro histórico, conhecido como Cidade Velha. A organização detectou que a expansão do número de visitantes, especialmente aqueles vindos em cruzeiros, gera riscos para a conservação de monumentos e cobrou medidas da Prefeitura.

Cercada pelas águas cristalinas do mar Adriático, a Cidade Velha é considerada desde 1979 um patrimônio da humanidade. Há igrejas, monastérios, palácios e fontes de estilos gótico, resnascentista e barroco, tudo cercado por uma imensa muralha medieval

Esse local já resistiu a terremotos e às bombas lançadas na guerra pela independência da Croácia, no início dos anos 1990. Agora, precisa lidar com um volume insustentável de turistas que chegam à cidade na alta temporada, de junho a setembro, atraídos também por conhecer a locação de sua série preferida.

“A Cidade Velha foi um dos primeiros locais eleitos como patrimônio da humanidade. Antes, não havia tanto turismo, mas, recentemente, houve um grande aumento, especialmente por causa dos cruzeiros, que são cada vez maiores”, diz Mechtild Rössler, diretora do Centro de Patrimônio Mundial da Unesco.

Quantidade x qualidade

Na última década, o número de visitantes mais do que dobrou: de 473,9 mil em 2006 para 1,01 milhão no ano passado, dos quais 748,9 mil vieram dos 529 cruzeiros que passaram pela cidade. Dois anos antes, eram 463 embarcações.

No período de maior procura, Dubrovnik, que tem 42 mil habitantes, chega a ter 25 mil turistas hospedados. A Unesco está trabalhando junto às autoridades locais para desenvolver formas de gerenciar melhor tantos visitantes.

Em janeiro, o então prefeito Andro Vlahusić anunciou um plano. Foram instaladas câmeras para monitorar a entrada e saída de visitantes da Cidade Velha e estabelecido um limite máximo de 8 mil pessoas presentes ali simultaneamente.

“Queremos qualidade em vez de quantidade”, diz o novo prefeito, Mato Franković, que fez carreira na indústria de turismo e assumiu o cargo em junho. Ele diz que o monitoramento já permitiu compreender que a superlotação se dá normalmente entre 8h e 14h, em especial às terças, sextas e sábados.

Franković explica que ainda serão colocadas em prática medidas para reduzir de seis para dois o número de navios que chegam diariamente e estabelecer horários de entrada para excursões, que precisarão ser reservados com antecedência.

Ruas estreitas podem ficar lotadas de visitantes durante a alta temporada. Foto: Amanda Anderson

“Em vez do limite de 8 mil pessoas recomendado pela Unesco, queremos no máximo 4 mil pessoas na Cidade Velha em qualquer momento”, diz o prefeito.

“Dubrovnik é uma das cidades mais bonitas do mundo, e muita gente quer visitá-la. Todos são bem-vindos, mas, se o limite for ultrapassado, será preciso vir em outro dia ou horário.”

Efeito ‘Disneylândia’

De fato, o centro histórico da cidade croata e seu labirinto de vielas medievais é singular. Tem ruas de mármore liso e macio que reluzem com o sol durante o dia e, à noite, brilham na cor âmbar das luminárias de bares e restaurantes.

No fim de tarde, a revoada de andorinhas que toma os céus da cidade nos meses de calor em meio ao pôr do sol cria uma aura quase mágica.

Grande número de cruzeiros que passam pela cidade todo ano é apontado como um dos principais problemas. Foto: Tonci Plazibat

Mas os impactos do turismo podem ser sentidos por quem a visita entre a primavera e o verão do Hemisfério Norte, algo que já rende má fama a Dubrovnik.

Ao planejar uma viagem à Croácia, fui advertido por mais de uma pessoa sobre o problema. “Tem tanta gente que nem vou para lá”, me disse uma turista francesa em Split, cidade mais ao norte na costa croata.

O excesso de visitantes gera um efeito “Disneylândia”. É comum cruzar com excusões enormes. As ruas estreitas ficam lotadas, e parece haver nelas só visitantes – além de vendedores, guias turísticos e funcionários de hotéis e restaurantes.

Dubrovnik na vida real e na ficção; a cidade é locação de ‘Game of Thrones’. Foto: BBC Brasil/HBO

Hoje, há pouco mais de 1 mil pessoas vivendo na Cidade Velha. Eram cerca de 5 mil moradores no início da década de 1990, mas eles venderam suas casas ou as transformaram em acomodações.

“Quando cheguei aqui”, diz Mark Thomas, editor do jornal The Dubrovnik Times, “eu parava para não passar na frente das pessoas que estavam tirando fotografias. Agora, são tantas que eu não conseguiria chegar a lugar nenhum se continuasse a fazer isso.”

“Game of Thrones” tornou-se uma presença difícil de ignorar no centro histórico.

A série passou a ser gravada na cidade em 2011. Atualmente, há lojas inteiras dedicadas ao programa da HBO, e fãs da série fazem tours para conhecer pessoalmente onde foram gravadas cenas-chave, como a escadaria da Caminhada da Vergonha da rainha Cersei, o local do Casamento Púrpura no qual o rei Joffrey morre envenenado e o porto onde se deu a Batalha da Baía de Blackwater.

Ruína ou exagero?

Foram gravadas em Dubrovnik algumas das cenas mais marcantes da série da HBO. Foto: HBO/BBC Brasil

O jornal britânico The Telegraph declarou em uma reportagem recente a “morte de Dubrovnik”, dizendo que superlotação “arruinou” a cidade conhecida como “Pérola do Adriático”.

A reportagem cita o alerta da Unesco ao mencionar que o status de patrimônio histórico da cidade estaria sendo revisto, algo que o organismo internacional nega.

“Até hoje, isso só ocorreu duas vezes, quando os danos aos locais fizeram com que perdessem seu valor histórico”, afirma Rössler.

‘Game of Thrones’ tornou-se uma presença difícil de ignorar no centro histórico. Foto: BBC Brasil

“Há muitas etapas até algo assim ocorrer, e a primeira delas é o alerta, mas não vejo isso acontecendo com Dubrovnik no momento.”

Romana Vlasić, diretora do conselho de turismo da cidade, acredita que esse sinal amarelo chega em boa hora, para fazer a cidade parar e refletir sobre seu sucesso.

“Estamos no nosso limite. Ninguém se sente confortável de andar em uma multidão.”

Prefeitura está tomando medidas para controlar melhor o turismo e preservar a cidade. Foto: Conselho de Turismo/Dubrovnik

Uma estratégia adotada é promover a cidade em outras épocas do ano, fora da alta temporada. “Temos de organizar melhor os visitantes, ajustar o cronograma de cruzeiros, ter navios menores e rever a construção de hotéis, porque mais quartos trarão mais gente”, afirma Vlasic.

“Só assim seremos capazes de mostrar nosso melhor.”

É uma questão delicada para uma cidade em que 70% da economia gira em torno do turismo. O prefeito diz que, por isso, restrições ao turismo demandam cuidado, mas são inevitáveis.

“No curto prazo, vão haver impactos para todos, mas, no futuro, isso vai fazer as pessoas que hoje evitam ou passam rapidamente pelo centro histórico ficarem mais tempo por lá”, afirma Franković, para quem as notícias sobre a ruína de Dubrovnik são um exagero.

“Estamos cientes de que temos um pequeno problema e estamos buscando resolvê-lo. Dubrovnik resiste a adversidades há séculos. Ninguém nunca a destruiu nem o fará.”

Por BBC

Fonte original da notícia: G1




Porto Alegre (RS) – Por trás dos tapumes: veja como estão as obras no Largo dos Açorianos e na Praça da Matriz

Há meses, dois dos pontos mais emblemáticos do Centro estão interditados para receber reparos.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Porto-alegrenses terão de esperar um pouco mais para rever uma parte da história da cidade, atualmente encoberta por tapumes, revitalizada. Em obras há meses, o monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz e o Largo dos Açorianos e ainda dependem de intervenções para serem devolvidos à comunidade. Saiba como andam os trabalhos nos dois locais:

O aspecto ainda é de abandono: o que costumava ser um espelho d’água sob a famosa Ponte de Pedra mais parece uma poça enlameada, e o gramado que o cercava se resume a alguns tufos de vegetação. Mas, pelo menos no calendário da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams), a obra de revitalização do Largo dos Açorianos já tem data para o fim: fevereiro de 2018.

Iniciados no ano passado, os trabalhos no sítio histórico foram divididos em três blocos: a primeira consistiu em melhorias no Monumento aos Açorianos, e o segundo, no restauro da Ponte de Pedra — ambas já concluídas. A última inclui a revitalização do entorno da ponte, que receberá passeios, esplanadas, piso tátil, bancos de concreto, escadarias e arquibancadas, além do preenchimento do espelho d’água, esvaziado há quase dois anos.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Aparentemente mais simples do que as outras duas fases — o restauro da ponte, por exemplo, exigiu minúcia para preservar as características antigas do monumento —, a terceira etapa tem sido a mais difícil de sair do papel. Um primeiro projeto, feito em 2015, foi descartado pela prefeitura por ser complexo demais. A ordem de início para a obra viável foi dada em outubro do ano passado, com previsão de execução em nove meses. Neste ano, porém, a nova gestão decidiu revisar os contratos, o que atrasou os trabalhos, empurrando a devolução do cartão postal para o ano que vem.

Segundo a Smams, “a necessidade de rebaixar o nível o lago no lado da ponte para resgatar a sua originalidade (deixando aparente os pilares de pedra), bem como preservar suas alvenarias, e a necessidade de manter o nível no lado do viaduto para preservar as redes de infraestrutura existentes, que passam abaixo do lago, definiu parte do projeto”. Atualmente, segundo a pasta, estão sendo realizadas a decapagem e a limpeza do fundo dos espelhos d’água, com retirada do material orgânico, além do envelopamento das redes do Dmae e CEEE, com capas de concreto. A próxima etapa será o reforço do solo.

Quando começou: janeiro de 2016
Valor: R$ 4.680.914,86 (terceira etapa)
Final previsto: fevereiro de 2018

Praça da Matriz

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Uma das obras mais emblemáticas da cidade, o monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz, recebe, desde maio, cuidados que causariam inveja ao mais abastado dos centenários. A estátua, em bronze e granito, passou por um diagnóstico para determinar que tipo de tratamento será feito para recuperar a forma de outros tempos.

Primeira etapa da revitalização da Praça da Matriz, a análise já foi concluída, segundo o PAC Cidades Históricas. O diagnóstico identificou a existência de fissuras e partes corroídas pela ferrugem. Com exceção da figura da República, que terá de ser removida do topo do monumento, os outros problemas serão sanados no local. As intervenções devem ocorrer entre setembro e outubro, quando a equipe do francês Antoine Amarger, responsável pelo estudo, retornará a Porto Alegre para executar o restauro.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Enquanto as obras na estátua não começam, estão sendo realizados reparos no entorno do monumento: o piso de basalto foi substituído, e as escadarias e os guarda-corpos estão recebendo melhorias. Detalhes mais sensíveis, como a recolocação da faixa em mármore (que poderá ser substituído por granito), e a instalação de um material para prevenir rachaduras nos degraus da escadaria só serão feitos após a conclusão das intervenções na parte em bronze, que exigirão o auxílio de andaimes.

A intervenção integra a primeira etapa de obras na Praça da Matriz, que inclui também o restauro das luminárias. Os trabalhos estão sendo realizados com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do PAC Cidades Históricas. A requalificação do restante da praça deverá ocorrer em 2018, na segunda etapa de obras.

Quando começou: maio de 2017
Valor: R$ 1,1 milhão
Final previsto: novembro de 2017

Por Bruna Vargas

Fonte original da notícia: Zero Hora




São Paulo (SP) – Problemas contemporâneos do Patrimônio Cultural

Programa
Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

As questões relacionadas ao campo do patrimônio cultural têm ganhado destaque cada vez maior nos debates sobre cidade e cultura. Isto se deve, principalmente por se tratar de um tema que ampliou sua área de atuação. O que antes era um campo restrito a uma parcela da população, vem ganhando espaço em discussões mais amplas. Junto com isto, novos problemas aparecem, solicitando abordagens renovadas a partir de outras perspectivas.

Neste sentido este curso pretende discutir 6 problemas contemporâneos ligados a preservação do patrimônio cultural de forma geral. Serão abordados temas como o da autenticidade, instrumentos de reconhecimento e preservação, turismo e lugares de consciência a partir de discussão de conceitos e apresentação de estudos de caso. O curso pretende construir um debate aprofundado que permita compreender quais os limites e perspectivas de atuação.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

Sabrina Fontenele
Pós-doutorando em História pelo IFCH-Unicamp onde estuda questões como domesticidade, preservação e arquitetura moderna.

Silvio Oksman
Doutor pela FAU-USP, com mestrado (2011) e graduação pela mesma instituição. Desde 1998 desenvolve projetos de arquitetura com ênfase nas questões da preservação de patrimônio cultural.

Eduardo Costa
Pós-doutorando em História pelo IFCH-Unicamp. É arquiteto formado pela Unicamp. Especialista em Cultura Visual, História Intelectual e Patrimônios.

Data
24/08/2017 a 28/08/2017
Quintas, das 14h às 17h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de julho às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo.

Valores
R$ 18,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 – inteira

Fonte original da notícia: Sesc São Paulo




Imóveis da Vila Ferroviária de Paranapiacaba (SP) são restaurados

Uma típica vila inglesa, do século XIX, em breve estará de volta, com toda a sua plenitude. Com recursos do PAC Cidades Históricas, diversos edifícios da Vila Ferroviária de Paranapiacaba, no município de Santo André (SP), estão sendo restaurados, promovendo o turismo e a qualidade de vida para a população. No próximo dia 22 de julho, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), entrega à comunidade quatro deles: a Casa do Engenheiro (atual Biblioteca); a Garagem das Locomotivas; as Oficinas de Manutenção e o Almoxarifado das antigas companhias férreas.

A data marcada para a entrega coincide com o primeiro dia do XVII Festival de Inverno de Paranapiacaba, um dos eventos culturais mais importantes da cidade. A presidente do Iphan, Kátia Bogéa, participa da solenidade, que terá início na Garagem das Locomotivas, a partir das 10h, ao lado do diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, da superintendente do Iphan-SP, Maria Cristina Donadelli, e do prefeito de Santo André, Paulo Serra, entre outras autoridades locais.

Ao todo, as quatro obras de restauração receberam mais de R$ 6,8 milhões em recursos do Governo Federal, por meio do Iphan, e foram executadas em parceria com a Prefeitura Municipal de Santo André. Com as obras, a Garagem das Locomotivas poderá ser utilizada como plataforma de embarque e desembarque do Trem Turístico e apoio ao turista que passa pela Vila de Paranapiacaba. Nas Oficinas de Manutenção das antigas São Paulo Railway Co. (SPR) e Rede Ferroviária Federal (RFFSA) foram implantadas áreas de oficinas, depósito, espaço para formação de mão de obra em restauro e ainda um galpão que será utilizado como museu vivo.

As outras duas obras já haviam sido concluídas e estão em plena utilização desde o ano passado: a restauração do Almoxarifado da Antiga SPR, agora com condições estruturais para sua utilização como restaurante, possibilitando também um melhor atendimento à demanda turística da região; e a restauração da Casa do Engenheiro, que abriga atualmente a Biblioteca Pública local, atendendo cerca de 3 mil usuários por ano, entre alunos das escolas municipais e demais visitantes.

O conjunto de investimentos realizados pelo Governo Federal atua diretamente com os bens materiais protegidos na Vila de Paranapiacaba, que tem toda sua trajetória marcada pela relação com a ferrovia. As intervenções visam, portanto, não só a preservação desses bens culturais, mas sua continuidade relacionada ao desenvolvimento da cidade, promovendo Santo André como polo de turismo para São Paulo. Essa relação é fundamental já que o Expresso Turístico que roda pelo local tem previsão de atendimento de cerca de 10 mil passageiros por ano e a Vila, em si, possui um fluxo anual de 200 mil visitantes.

Uma vila inglesa em São Paulo

No século XIX, com o crescimento da cultura cafeeira no Vale do Paraíba, determinou-se a construção da Ferrovia Santos-Jundiaí, a fim de facilitar o escoamento da produção. Em seus arredores surgiu, então, a Vila Ferroviária Paranapiacaba, onde se instalaram o centro de controle e residência dos funcionários da companhia inglesa de trens responsável pelo transporte de cargas e de passageiros. A partir dela, surgiram duas povoações: a Vila Velha e a Vila Martin Smith, sendo a primeira resultante de uma ocupação urbana espontânea e a segunda como resultado de um plano urbanístico claro e inovador para a época, com edifícios padronizados e estrutura pré-definida.

Em 2008, a Vila Ferroviária de Paranapiacaba teve seu conjunto urbano tombado pelo Iphan, entendido por sua grande importância histórica e ambiental, como o registro dessa época de forte influência inglesa na região. A Vila constitui um dos únicos exemplares no Brasil de núcleo urbano planejado com uso especializado – Vila Ferroviária. Além de estar inscrita na Lista Indicativa a Patrimônio Mundial pela Unesco, Paranapiacaba também é Núcleo da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo e integra a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecida pela Unesco como de relevante valor para humanidade.

PAC Cidades Históricas

Pela relevância da Vila de Paranapiacaba, o PAC Cidades Históricas prevê investimentos em outras quatro ações na localidade, para além das já concluídas. Está em execução a maior delas, a restauração de 242 imóveis da Vila Martin Smith, que conta com recursos de aproximadamente R$ 30 milhões. O Programa é uma linha exclusiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinada aos sítios históricos urbanos protegidos pelo Iphan. O PAC Cidades Históricas está presente em 44 cidades de 20 estados, totalizando R$1,6 bilhão em investimentos em 424 ações, objetivando a recuperação e revitalização das cidades históricas brasileiras, a restauração dos monumentos e a promoção do patrimônio cultural, com foco no desenvolvimento econômico e social e no suporte às cadeias produtivas locais.

Fonte original da notícia: IPHAN




Imóveis históricos em ruínas e abandonados nos centros históricos. Qual o problema? Qual a solução?

Por Sonia Rabello

Antigo Instituto de Eletrotécnica e a Escola de Comunicação da UFRJ (Centro do Rio).

A preservação de centros históricos em ruínas e com inúmeros imóveis abandonados passa, necessariamente, pelo planejamento urbano que se pratica na cidade, fora destas áreas.

A situação é simples de ser explicada. Qual o proprietário de uma casa ou imóvel em ruínas (e todos eles têm proprietários) vai deixar um patrimônio seu ruir se não for para que desta ruína ele possa se aproveitar? Quem joga dinheiro fora?

Mas, o proprietário de um imóvel ruinoso não é um desatinado. Ele apenas tem razão em não compreender porque é que, a alguns metros de distância de seu imóvel, um outro proprietário de imóvel não preservado pode demolir e construir sem qualquer ônus, dois, quatro, dez, vinte e, por vezes, até mais pisos, com um lucro extraordinário, sem pagar nada à municipalidade, sem pagar nada à cidade que lhe oferece não só os índices construtivos, mas toda a infraestrutura urbana necessária para sua atividade econômica empresarial.

Automóvel Club do Brasil – Rua do Passeio.

O problema da preservação de núcleos históricos cheios de imóveis abandonados e em ruínas, seja no Rio de Janeiro (como sugere a matéria recém publicada, no jornal “O Globo”), seja em São Luís, seja em Recife, seja em Salvador, não está no núcleo histórico, mas fora dele. E nenhuma aplicação de IPTU progressivo, ou ao contrário, a sua isenção, dará conta da questão, pois este diagnóstico e as “curas” sugeridas são pontuais, sem abordar o problema do desequilíbrio urbanístico, na distribuição de ônus e benefícios do processo de urbanização.

Não há solução viável para estes núcleos históricos em ruínas se, fora deles, a cidade – através de sua legislação – continuar doando, gratuitamente, a todos os demais proprietários de imóveis não preservados índices edilícios públicos e de uso intensivo e lucrativo. Ou seja, para uns tudo, para outros – poucos – os encargos da preservação.

Rua do Riachuelo esquina com Rua dos Inválidos – Urbe Carioca ( Foto Julio Reis)

Nem o Rio, nem Salvador, nem Recife, nem São Luis, aplicaram em seus planejamentos urbanos a Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC), prevista no artigo 28 do Estatuto da Cidade.  Pela sua aplicação, com índice básico uniforme (1) para toda a cidade – como já faz São Paulo -, e cobrando pelo acréscimo de índices edilícios, é possível começar a se pensar em salvar os centros históricos em ruínas e abandonados. Sem dúvida, com a cobrança da OODD haverá recursos para se investir nos centros históricos.

Sem isso, qualquer sugestão de outros instrumentos (IPTU progressivo, uso compulsório, entre outros) são paliativos, cujos efeitos podem ser somente temporários, mas que não enfrentam o real problema da desigualdade urbanística, fruto de um planejamento urbano malfeito, e por vezes inexistente.

Fonte original do artigo: Sonia Rabello




Prédio centenário no Centro de Maceió (AL) é invadido e depredado

Segundo arquiteta, dano ameaça história presente na antiga sede de Intendência Municipal.

Edificação data de 1909 e, segundo especialista, é de autoria do arquiteto italiano Luigi Guiseppe Lucarini; local tem sido depredado progressivamente por vândalos há um mês. (Foto: Sandro Lima)

O Palacete da Intendência Municipal no Centro de Maceió, construído em 1909, tem sido progressivamente depredado por vândalos há cerca de um mês. As paredes e o chão foram quebrados para retirada dos fios que compõem a rede elétrica do local, o que põe em xeque a história da edificação.

Como se não bastasse, janelas, portas, lâmpadas e estruturas foram levadas ou quebradas. De acordo com a professora de arquitetura do Cesmac, Adriana Guimarães, o projeto do prédio é de autoria do arquiteto italiano Luigi Guiseppe Lucarini.

“É uma arquitetura eclética, temos poucos edifícios desse período, com essa arquitetura tão monumental, que se destaca na cidade. Por si só, a depredação de um prédio com tanto elementos artísticos já é um problema para a memória da cidade. É lamentável”.

Ainda segundo a arquiteta, o prédio reúne elementos importantes da época, sendo um dos poucos no estado com tais características. Conforme Guimarães, a responsabilidade de manutenção e administração do prédio é do proprietário. A preocupação é que o vandalismo avance e comprometa ainda mais a estrutura.

“As perdas do ponto de vista tanto da arquitetura, de uma edificação que tem uma significação por conta dos elementos, dos adornos, dos elementos artísticos todos, é muita significativa. Até mesmo porque a gente não tem muitas edificações com essa característica aqui.”

No interior do prédio é possível ver muita destruição e lixo espalhado. Alguns vidros foram quebrados e outros simplesmente retirados. Não pouparam nem o hidrômetro, muito menos os fios do poste que conduzem a energia às instalações.

O representante do Pró-Memória da Secretaria de Estado da Cultura, arquiteto Pablo Maia, afirma que o prédio fica numa área de tombamento histórico, mas não há processo de tombamento individual.

“Ele está em área de entorno de praça tombado. Com a depredação, a gente perde um exemplar arquitetônico de Maceió, com uma arquitetura singular no estado. Qualquer prédio suscetível a vandalismo pode-se perder as características do imóvel”, destaca Maia.

O representante do Pró-Memória explica ainda que, a depender do nível de comprometimento, a restauração pode ser inviável.  “Se houver perda total dos elementos, existe o risco de não poder restaurar. Mas no caso em que se mantiverem os elementos, pode ser feita sim a restauração”, expõe.

A responsabilidade sobre a administração e manutenção do prédio, mesmo sendo histórico, segundo Pablo Maia é do proprietário. “Desconheço a propriedade do imóvel, mas a responsabilidade cai sobre o proprietário, mesmo com relevância histórica”, aponta.

“Eles entram e quando saem é com bolsa cheia”, diz ambulante

Nos 108 anos de existência, o prédio já foi ocupado por outros órgãos como a Prefeitura de Maceió, Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), por exemplo. Até abril deste ano, abrigava a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Desde então permanece desocupado.

De acordo com senhor Galvão, vendedor ambulante do entorno, há três semanas começaram as invasões.

“Eu não sei quem foi o primeiro, mas entraram e tiraram as coisas, toda hora vem um diferente. O entra e sai é direto. Têm umas três semanas que começou. Eles entram e, quando saem, é com a bolsa cheia”, diz o vendedor que ocupa o mesmo espaço há dois anos na esquina da Rua do Comércio.

Ele afirma não saber identificar os autores, que acredita serem moradores de rua. Ainda segundo Galvão, a Guarda Municipal já esteve no local. “Eles pegam uma porta dessas que deve valer R$ 500 e vendem por R$ 30 para comprar drogas. É direto gente entrando e saindo. Mas eu cheguei a ver a Guarda aqui. Até ouvi dizer que iam ficar direto, mas até agora não ficaram”, diz.

A responsável por uma banca de revistas em frente ao prédio, que preferiu não ser identificada, conta que os furtos não têm hora para ocorrer.

“Eles entram de dia e de noite. Já vi muitos saindo com coisas do prédio. É horrível. Um prédio desses não era para ser assim. Eu já vi carro de polícia aqui dando carão neles, mas eles continuam vindo”, detalha a comerciante.

Informações apuradas pela reportagem dão conta que o prédio foi desocupado sem aviso prévio do órgão. Procurada, a Semas informou que emitiria nota a respeito, aguardada até o fechamento da edição, porém sem êxito.

A reportagem acionou também a Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (SEMSCS), responsável pela Guarda Municipal, mas não obteve retorno.

Por Evellyn Pimentel

Fonte original da notícia: Tribuna Hoje




Sinagoga histórica do Recife (PE) conta agora com guias bilíngues

Templo entrou em circuito sagrado, e os visitantes podem aproveitar o serviço de terça a sexta e também aos domingos.

Sinagoga Kahal-Zur Israel entra para o projeto Recife Sagrado. Foto: Divulgação/PCR

A sinagoga Kahal-Zur Israel, localizada na Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, no Centro da capital pernambucana, entrou no circuito de templos do projeto Recife Sagrado. Com isso, os visitantes vão contar com guias bilíngues. Eles já estão disponíveis no local de terça a sexta-feira, das 9h às 17h30, e aos domingos, das 14h às 17h30.

A sinagoga é considerada a mais antiga das Américas e um dos principais atrativos turísticos da cidade. Com guias bilíngues, turistas estrangeiros vão ter mais chances de entender a importância histórica, arquitetônica e cultural do prédio.

O circuito de templos sagrados conta também com a Igreja Madre de Deus, Capela Dourada, Basílica do Carmo, Santa Teresa D’Ávila da Ordem Terceira do Carmo, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e Basílica da Penha. Em cada local, há guias em diferentes horários.

Locais do Recife Sagrado:

>>Basílica Nossa Senhora da Penha
Visitação: Segunda, das 8h às 16h, e terça a sexta-feira, das 8h às 17h
Praça Dom Vital, s/n São José, Recife

>>Igreja Madre de Deus
Rua Madre de Deus, s/n – Bairro do Recife
Visitação: Terça a sexta, das 8h30 às 12h e das 14h às 17h; Domingo, das 8h30 às 12h.

>>Capela Dourada
Rua do Imperador Dom Pedro II, s/n – Santo Antônio, Recife
Visitação: Segunda a sexta, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h; Sábado, das 8h às 11h30

>>Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos do Recife
Rua Estreita do Rosário, s/n – Santo Antônio, Recife
Visitação: Segunda a sexta, das 8h30 às 16h

>>Basílica de Nossa Senhora do Carmo
Praça do Carmo, s/n – Santo Antônio, Recife
Visitação: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h;

>>Igreja Santa Tereza D’Ávila da Ordem Terceira do Carmo
Pátio do Carmo, s/n – Santo Antônio, Recife.
Visitação: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h

>>Sinagoga Kahal-Zur Israel
R. do Bom Jesus, 197
Visitação: Terça a sexta-feira das 9h às 17h30 e aos domingos das 14h às 17h30

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




São Leopoldo (RS) – Antiga sede da Unisinos recebe obras de restauração

Prédio histórico que hoje abriga o CCIAS é patrimônio arquitetônico da cidade.

O prédio histórico onde está localizado o Centro de Cidadania e Ação Social (CCIAS), em São Leopoldo (RS), espaço que abriga os projetos sociais vinculados à uma das mantenedoras da Companhia de Jesus, a ASAV (Associação Antônio Vieira), e à Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos), iniciou as obras de reforma de sua fachada.

Para dar início à reforma, que terá duração de seis meses e que teve início em abril, foi solicitado, junto ao Instituto de Patrimônio Histórico do Estado (IPHAE), uma autorização específica para a reforma, apresentando uma descrição das ações para que nenhuma característica arquitetônica fosse alterada. O complexo de prédios, que é tombado como patrimônio histórico, foi construído entre os anos de 1876 e 1890, abrigou a antiga sede da Unisinos e foi o campus principal da universidade até 1974.

O coordenador do CCIAS, padre Idinei Zen, salientou parte da história do prédio. “O complexo todo foi construído ao longo de vários anos. Primeiro, os jesuítas construíram a Igreja Nossa Senhora da Conceição, depois foi construído o prédio que se tornou o Colégio Conceição e o prédio do Colégio São José, que funcionou de 1872 a 1922”, relembra.

Segundo o jesuíta, atualmente, o prédio acolhe diversos projetos sociais, que desenvolvem suas atividades no espaço e assessoram outras iniciativas de ação social do município. “A entrega para a comunidade dos projetos sociais desenvolvidos na antiga sede é muito significativa, pois, semanalmente, inúmeras pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica recebem atendimento”, destaca.

De acordo com o gerente de serviços da Gerência de Serviço de Manutenção e Infraestrutura da Unisinos, André Luiz Cavalheiro, serão reformadas todas as fachadas externas do prédio, incluindo as que ficam no pátio interno. “Haverá a reforma do telhado, onde é necessário a revitalização de calhas e condutores pluviais”, complementa. As atividades no CCIAS seguem normalmente durante o período de reforma. “Como se trata de reforma de fachada, internamente não haverá interrupção das atividades. A atenção estará na área externa, com cuidados com o trânsito de pessoas em torno dos andaimes”, enfatiza André.

O diretor de Administração de Infraestrutura e Serviços da Unisinos, Marcos Baum, destaca a importância desse investimento feito para a cidade. “Além da preservação do patrimônio cultural, a valorização do passado e memória da cidade, o patrimônio arquitetônico representa o núcleo inicial do município, datado de 1877, resgatando as origens de São Leopoldo”, afirma.

Por Associação Antônio Vieira (ASAV)

Fonte original da notícia: jesuitasbrasil.com




MG – Concurso fotográfico quer valorizar patrimônio cultural dos mineiros

Fotos serão expostas na Fachada do Espaço do Conhecimento UFMG. (Reprodução/Street View)

Está aberto o concurso de fotos no Instagram que está sendo realizado pelo Circuito Liberdade entre os dias 7 e 24 de julho. O tema deste ano é “Meu olhar sobre o patrimônio” e tem como objetivo estimular os cidadãos mineiros a revelar suas memórias apresentando objetos de sua própria história e da cidade onde vive.

Para participar, a pessoa deve postar a foto no Instagram utilizando a hashtag #fotografiaepatrimônio além de seguir a conta @circuitoliberdade na mesma rede social.

O concurso integra as comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado oficialmente em 17 de agosto, e também o Dia Internacional da Fotografia, em 19 do mesmo mês. Para essas celebrações, o Instituto Estadual do Patrimônio e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), em parceria com o coletivo Nitro Imagens, promove o Circuito da Fotografia e do Patrimônio Cultural.

Todo o material será apresentado em uma mostra fotográfica visando valorizar a identidade do povo mineiro e seu patrimônio cultural.

Uma comissão julgadora será formada por fotógrafos profissionais com atuação comprovado no setor, além de membros do Iepha e dos equipamentos culturais Circuito Liberdade. Os trabalhos do concurso serão avaliados dentro dos seguintes critérios: criatividade, qualidade estética, relevância e adequação ao tema proposto pelo concurso.

As três melhores serão eleitas e receberão prêmios que ainda serão divulgados pelos organizadores do concurso.

Cerca de 20 fotos também serão selecionadas para compor a exposição na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade, região Centro-Sul da capital. As fotografias serão expostas na primeira edição do evento Circuito da Fotografia e Patrimônio Cultural, de 16 a 20 de agosto, que contará com uma vasta programação no Circuito Liberdade, e também durante a programação de fim de ano.

O edital do concurso fotográfico está disponível para consulta.

Por Vitor Fórneas

Fonte original da notícia: BHAZ




Autorização de venda de casarão histórico é bem recebida em Vassouras (RJ)

Imóvel onde um dia funcionou o Asilo Barão do Amparo está em estado precário, com rachaduras, janelas quebradas, parte da cobertura caída.

Foto: G1 Sul do Rio e Costa Verde

Rachaduras, janelas quebradas, parte da cobertura caída, os estragos estão por toda parte. Essa é a situação do casarão histórico onde um dia funcionou o Asilo Barão do Amparo, em Vassouras, no Sul do Rio de Janeiro. Mas esse cenário está com os dias contados.

Isso porque o Colégio de Irmãos da Santa Casa, proprietária do imóvel, aprovou a venda do casarão por 37 votos a 2, durante uma assembleia realizada na última quinta-feira (6). A população recebeu bem a notícia.

“Me emociono. Já trouxe meus amigos aqui e eles dizem ‘poxa, uma coisa tão bonita, mas caída’”, disse dona Zenaide Antônia de Araújo, aposentada que mora no Rio, mas vai com frequência à Vassouras na companhia do marido e ficou emocionada ao saber que, em breve, vai ver o patrimônio histórico com outra cara.

O que hoje é um casarão caindo aos pedaços um dia foi o Asilo Barão do Amparo. Ele foi construído entre 1848 e 1853. Em 1986, o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan. Só que em 2007, já por causa das condições da estrutura, o casarão foi interditado pelo Ministério Público Estadual. E no ano seguinte pegou fogo, o que agravou a situação.

“Só vem a somar essa venda do casarão do Barão do Amparo. Pode ser um marco na nossa cidade, contribuindo com a restauração do centro urbanístico da nossa cidade. Acho que pode atrair realmente diversos turistas, movimentar muito nosso comércio e a economia do nosso município”, opinou o presidente da Câmara Municipal, Sandro Delgado.

O comprador se compromete a fazer a restauração de acordo com o projeto do Iphan. Com isso, esse cenário deve vai mudar nos próximos meses.

“É um grande passo para o desenvolvimento econômico da cidade. O maior potencial da nossa cidade é o turismo cultural e, com a restauração desse casarão, tenho certeza que Vassouras voltará ao cenário nacional como foi nos anos anteriores”, pontuou o prefeito Severino Dias.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde