MG – Prefeitos de cidades históricas e TV Globo firmam acordo para fomentar turismo e cultura

Parceria contempla 30 municípios que fazem parte da Associação das Cidades Históricas.

Conceição do Mato Dentro (MG). Divulgação/Internet

A TV Globo Minas e prefeitos de cidades históricas do estado assinaram, nesta segunda-feira (26), um termo de cooperação com o objetivo de divulgar a identidade cultural e turística mineira. A intenção é divulgar a identidade cultural e turística dos municípios por meio de projetos e ações.

A parceria contempla 30 municípios que fazem parte da Associação das Cidades Históricas. Os prefeitos participaram do encontro e assistiram trechos do programa Terra de Minas. Eles ainda aprenderam como é o processo de produção de uma reportagem.

O diretor regional e comercial da TV Globo Minas, Marcelo Ligére, e o presidente da Associação das Cidades Históricas, José Fernando Aparecido de Oliveira, assinaram um termo de cooperação.

Durante o encontro, os prefeitos das cidades históricas conheceram todo o processo de implantação da TV digital. Eles viram como está sendo feita a transição da tecnologia analógica para digital. E diferença das imagens que chegam a casa do telespectador.

Em Belo Horizonte e em outras 38 cidades do estado, o sinal analógico de TV será desligado no dia 8 de novembro.

Fonte original da notícia: MGTV




Atrasos põem em risco calendário de restauro do Teatro Municipal de Sabará (MG)

Em processo de restauração, Teatro Municipal de Sabará corre o risco de não abrir as cortinas em janeiro, como previsto inicialmente. Atrasos nos recursos do PAC reduzem ritmo das obras.

Inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera, o teatro começou a ser restaurado em outubro, mas, com a lentidão nos repasses financeiros, o número de operários foi reduzido de 10 para três. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Devagar, quase parando. Uma das mais antigas salas de espetáculos do país, o Teatro Municipal de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é palco de obras de restauro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, mas corre o risco de não reabrir as cortinas na época prevista – janeiro do ano que vem. De acordo com a prefeitura local, o governo federal não vem repassando os recursos em tempo hábil, o que obriga a empresa contratada a reduzir o número de operários – eram 10, hoje são três – e também o ritmo do projeto de recuperação do prédio inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera. “Sem chance de reinaugurar daqui a oito meses, pois só 20% dos trabalhos foram executados”, alerta o prefeito Wander Borges (PSB).

Com obras iniciadas em outubro de 2016 e valor total da restauração estimado em R$ 2,6 milhões, o teatro, localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, tem atraso em duas parcelas, cujo montante é repassado à prefeitura pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Borges conta que a medição (serviço concluído) feita em março e totalizada em R$ 75 mil ainda não foi paga, mesmo com a vistoria feita pelo Iphan. O mesmo ocorre com outra de R$ 106 mil, cuja medição foi feita em 19 de maio e ainda não recebeu vistoria. Portanto, conforme a prefeitura, o valor pago até este mês é de R$ 299,6 mil.

“Vamos tocando o serviço como podemos. Esse teatro é fundamental para a população de Sabará”, diz o chefe do Executivo, destacando que o espaço em estilo elisabetano sempre foi vital para fomentar a cultura, pois apresentava peças infantis com entrada franca, espetáculos de dança e teatro de grupos locais e de outros estados que, ao vir à capital, estendiam a viagem ao município vizinho. “Agora, não temos um lugar para oferecer esses eventos ao público”, lamenta.

Preocupado com a situação, Borges conta que outros prédios históricos estão fechados, alguns correndo risco de degradação acentuada, como o da prefeitura, o Solar Padre Corrêa, também na Pedro II. Nesse caso, a intervenção também é do PAC, que tem, no município, nove ações selecionadas para receber os investimentos. De tão lamentável o estado do sobrado, a administração municipal teve que se mudar para um prédio próximo, o Solar Dona Sofia, antiga Secretaria Municipal de Cultura. O prefeito chama atenção ainda para a centenária Escola Estadual Paula Rocha, na Praça Melo Viana, fechada há quatro anos, e o Cine Bandeirantes (Centro Cultural José Costa Sepúlveda), na Rua Luís Cassiano, fechado há cinco.

Com recursos municipais e para evitar deterioração, a atual gestão vai empreender obras emergenciais na Capela do Senhor Bom Jesus, onde, na Semana Santa, ocorre uma grande peregrinação de madrugada; na Capela de Nossa Senhora do Ó, que terá madeira vinda de uma oficina do Iphan em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, com transporte, mão de obra e outros materiais custeados pela municipalidade; no Passo de Simão Cirineu; e nas igrejas de São Francisco e de Santo Antônio do Pompéu, incluídas no PAC Cidades Históricas e necessitando de cuidados urgentes.

A direção do Iphan reconhece que há realmente duas medições sem pagar e a explicação é que foram apresentadas ao Iphan apenas no fim da semana passada. A autarquia federal informa que o valor total do restauro do teatro já foi empenhado, mas o pagamento depende do andamento da obra. “Dessa forma, se não foi tudo pago até agora, é de responsabilidade da prefeitura local, que não deu o devido encaminhamento aos serviços”, avisa. De todo jeito, amanhã, o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, estará em Sabará para uma visita técnica à obra.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Obra de arte

Quem já assistiu a um espetáculo no Teatro Municipal de Sabará, com 400 lugares, sabe que o espaço é obra de arte genuína, tanto que recebeu a visita dos imperadores dom Pedro I (1798-1834), em 1831, e dom Pedro II (1825-1891), em 1881. Embora sem as cadeiras e ornamentos, dá gosto ver a sala em estilo italiano, em forma de ferradura, com vasto palco elevado e ótima visibilidade. Conforme as pesquisas, há três andares de camarotes, com detalhes que enriquecem a história: “As portas de entrada pertenceram à antiga cadeia. A cortina do pano de boca foi pintada pelo conhecido pintor alemão George Grimm, que veio ao Brasil em 1874 e foi professor por algum tempo na Academia de Belas-Artes, no Rio de Janeiro”.

Nesse ambiente, os operários se revezem em serviços na plateia e no foyer do prédio, que está cercado por tapumes. E os moradores têm orgulho em dizer que, nesse palco, com “uma das melhores acústicas da América”, se apresentaram artistas renomados, a exemplo de Paulo Gracindo, Ítala Nandi, Arthur Moreira Lima, Belchior, Roberto de Regina, Nelson Freire, Clementina de Jesus, Jackson Antunes, Felipe Silvestre, Marco Antônio Araújo e Maria Lúcia Godoy. Placas na entrada indicam reformas em 1970, 1983 e 1996 e informam que, há 30 anos, a propriedade do prédio passou do estado para a prefeitura.

A obra de restauro preveem a manutenção das características originais do teatro, como as técnicas construtivas tradicionais e os elementos decorativos em madeira e a adaptação da casa às exigências atuais de conforto, segurança e acessibilidade. Pelo projeto, o anexo lateral receberá novos banheiros e terá “linguagem contemporânea” para diferenciar o prédio atual do antigo. Todos os elementos, como cobertura, pisos, forros, portas, janelas vão merecer reparos, havendo pintura de alvenarias, da estrutura de madeira aparente e das partes metálicas.

O projeto contempla também as instalações elétricas, luminotécnicas, de sonorização, de segurança e de prevenção e combate a incêndio, que serão adequadas a fim de garantir o bom funcionamento do local. Foi ainda idealizada uma rota acessível a pessoas portadoras de necessidades especiais e com mobilidade reduzida, em todos os níveis do teatro, e outra específica para os artistas.

História

De acordo com as pesquisas, a antiga Casa da Ópera de Sabará é um dos mais interessantes edifícios de Minas, principalmente por ser o teatro um programa pouco comum na época de abertura. Em 1831, viveu grandes momentos com a visita do imperador dom Pedro II. Sabe-se que o teatro foi erguido em terreno pertencente ao alferes Francisco da Costa Soares, com a constituição de uma sociedade anônima da qual o povo participou e reuniu recursos para a obra. Diz um documento que “aos poucos, os cotistas proprietários do teatro foram doando suas ações à Santa Casa de Sabará, que mantinha a maioria das cotas na ocasião de seu tombamento em 1963. No século 20, transformou-se em Cine -Teatro Borba Gato, entrando em total decadência.

Sem visitação

Em Sabará, três prédios estão fechados à visitação pública e sem uso permanente. Confira:

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Solar Padre Corrêa, sede da prefeitura local
Localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, o sobrado está ameaçado, com o forro deteriorado, e interditado desde julho de 2016. Com isso, o Executivo e outros setores da atual gestão tiveram que mudar integralmente de endereço. Obras estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Escola Estadual Paula Rocha
Fica na Praça Melo Viana, no Centro Histórico, e está fechada há quatro anos. Já foi feita a licitação pelo governo estadual, faltando assinar a ordem de serviço para começo da reforma. Em 22 de junho, completará 110 anos de fundação.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Cine Bandeirantes, atual Centro Cultural José Costa Sepúlveda
Está fechado há cinco anos. Obra foi restaurada pela prefeitura em parceria com a Vale, em 2012, mas não houve inauguração do equipamento, que sofreu alterações em 2015 e teve o uso inviabilizado para atender o público. Os recursos são municipais.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Mariana (MG) – Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos passará pela primeira vez por reformas

Construída em 1752, por escravos, a igreja tem sofrido com a infestação de cupins, madeira envelhecida, perda de pintura e infiltração. Obras devem durar 18 meses.

Obras serão feitas em altar e em peças de madeira envelhecidas, entre outras coisas (Foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

Obras serão feitas em altar e em peças de madeira envelhecidas, entre outras coisas (Foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

Da janela de casa, na Praça do Rosário, a professora aposentada Maria Raquel Cardoso Reis pode ver, sem esforço, a fachada da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, templo erguido pela mão escrava em 1752. Tem sido assim nos últimos 50 anos, desde a adolescência, mas, agora, a paisagem colonial ganhou um tom diferente que faz os olhos da coordenadora pastoral brilharem de alegria e esperança. “Esperamos mais de duas décadas”, afirma a moradora de Mariana, na Região Central, sobre o início do restauro da construção barroca, na qual se destacam altares esculpidos pelo português Francisco Vieira Servas (1720-1811) e o forro da capela-mor de autoria de Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), o Mestre Ataíde.

Quem entra na igreja, distante cinco minutos do Centro, encontra operários montando andaimes para a intervenção – a primeira, no município, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. De acordo com informações da Prefeitura de Mariana, contratadora dos serviços a partir do repasse de R$ 1,6 milhão (para os elementos artísticos) do governo federal, via Ministério da Cultura e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a obra deverá durar 18 meses, contando ainda com a implantação no local do Museu Vieira Servas.

A deterioração ao longo do tempo se tornou a principal responsável pelo retrato atual da igreja. O chefe do escritório do Iphan em Mariana, arquiteto e engenheiro Felipe Pires, relaciona os piores problemas, entre eles a infestação de cupins e outros insetos xilófagos, madeira envelhecida, perda de pintura, infiltração devido à água de chuvas e até ação humana. Pires acrescenta que o projeto tem três partes interligadas: restauração dos bens artísticos, o que significa todo o conteúdo interno do templo – o serviço estará a cargo do Instituto Cultural Flávio Gutierrez (ICFG); o restauro do prédio, cujo projeto se encontra em análise pelo Iphan, em Brasília (DF); e o projeto luminotécnico, com elaborada técnica de iluminação, também a ser conduzido pelo ICFG. Pires diz que o prédio não oferece riscos e que a intervenção da estrutura deverá começar ainda este ano.

O arcebispo da Arquidiocese de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, ressalta a importância da iniciativa. “Aguardamos muito essa restauração e agora os fiéis poderão esperar ansiosamente o término das intervenções”, disse dom Geraldo.

Entusiasmada com o restauro, a presidente do ICFG, Angela Gutierrez, enaltece a excelência dos elementos artísticos da igreja, em especial do legado de Servas, o qual considera “majestoso”, e a implantação do futuro museu com a obra do artista. “É um restauro que demanda mão de obra muito especializada. Vamos ter a presença de jovens formados no programa Valor Social, no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte”, adianta. Profissionais e aprendizes de Mariana também estão devidamente recrutados para participar do projeto.

Capela-mor.
Um dos pontos mais degradados da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos é o forro da capela-mor, com a pintura da Assunção de Nossa Senhora. Ela apresenta desprendimento da policromia, perda de madeira e outros danos que entristecem os fiéis. Dá pena ver tudo despencando, mas Maria Raquel, que se mudou para a casa vizinha à igreja quando era adolescente, vindo do distrito de Cachoeira do Brumado, sabe a razão. “A gente sempre tem algum receio, porém a mão de Deus segura tudo. A pintura está machucadinha, mas vai ficar boa”, acredita.

A coordenadora pastoral da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus revela que todos os moradores estão “felizes demais da conta”. Com tantos anos de trabalho, Maria Raquel está certa de que a comunidade tem sido fundamental para conservar o seu bem maior. “Nossa igreja é muito dinâmica, temos missas, batizados, movimentos pastorais, enfim, há sempre atividade. O melhor é que não precisará ser fechada nesse período”, afirma.

Conforme a prefeitura, das oito cidades mineiras inscritas no programa do governo federal, Mariana é a que garantiu o maior volume de recursos – R$ 67 milhões, com 15 ações aprovadas, entre elas, a restauração da Catedral da Sé, que começará em janeiro, e da Igreja de São Francisco de Assis. Criado para desenvolver e proteger o patrimônio, o PAC das Cidades Históricas destina recursos à recuperação e revitalização das cidades, à restauração de monumentos e ao desenvolvimento econômico e social, bem como ao suporte às cadeias produtivas locais. Segundo o governo federa, ao todo, serão investidos cerca de R$ 1,6 bilhão em 44 cidades brasileiras, destinados a 425 obras de restauração.

Por dentro do templo

A Igreja
Localizada na Praça do Rosário, a Igreja de Nossa Senhora dos Pretos foi construída entre 1752 e 1758 por iniciativa das irmandades de São Benedito, de Santa Efigênia e do Rosário. Erguida em alvenaria, ela pertence à terceira fase do barroco mineiro, o estilo rococó. O templo foi construído em alvenaria de pedra. Os destaques internos vão para as obras do pintor Ataíde e do escultor e entalhador Servas.

O Entalhador
Francisco Vieira Servas (1720-1811) – Nascido em Portugal, trabalhou como entalhador e escultor em madeira nas igrejas de Nossa Senhora da Conceição, em Catas Altas; no Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos e de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas; e de Nossa Senhora do Rosário, de Mariana. Criou estilo próprio na concepção dos altares, com destaque para um elemento denominado arbaleta (arremate sinuoso).

O Pintor
Manuel da Costa Ataíde (1762-1830), o Mestre Ataíde, nasceu em Mariana. Conforme estudiosos, ele trabalhou muitas vezes nas mesmas obras que Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814), embora não necessariamente ao mesmo tempo. Era branco, autodidata, filho de português e brasileira. Um fato desconhecido para muitos é que Ataíde foi militar, atuando como alferes de cavalaria. Foi na Igreja de São Bartolomeu, no distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto, que ele começou a pintar, nos momentos de folga.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br




Bahia – Cidades históricas aguardam por obras

Fachada do antigo Arquivo Público, em Santo Amaro. Foto: Adilton Venegeroles l Ag. A Tarde

Fachada do antigo Arquivo Público, em Santo Amaro. Foto: Adilton Venegeroles l Ag. A Tarde

As 17 obras de restauração e requalificação urbanística previstas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em  cidades históricas do interior do estado ainda não foram iniciadas.

Na Bahia, além de Salvador, os municípios contemplados com ações do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC Cidades Históricas) foram Santo Amaro, Maragogipe e Itaparica. O orçamento para as intervenções nessas três cidades é de  cerca de R$ 60 milhões.

A Tarde esteve em Santo Amaro e Itaparica na última quarta-feira para acompanhar a situação dos bens patrimoniais que serão restaurados. Na cidade de Itaparica, os cinco projetos contemplados pelo PAC Cidades Históricas foram licitados em abril de 2014.

Um ano e sete meses depois, o único que está concluído é o de restauração da biblioteca Juracy Magalhães Júnior, segundo Marcelo Sacramento, coordenador de Defesa Civil do município e à frente das discussões entre a prefeitura e o Iphan.

Ao todo, obra e projeto da biblioteca,  fundada em 1968 e  com um acervo de  24 mil livros, estão orçados em R$ 2,5 milhões. Marcelo diz que, há quatro meses, o órgão federal sinalizou para o início do reparo, mas até o momento ele não foi licitado.

Já o Iphan informa que os projetos de arquitetura  e engenharia da biblioteca estão prontos, mas ainda falta fazer o orçamento. Por meio de assessoria, o órgão diz, ainda, que os  projetos executivos e orçamentos  da Igreja do Santíssimo Sacramento, da Igreja de São Lourenço e do Píer de Atracação já  foram concluídos.

Esses projetos, segundo o órgão, passam por análise técnica feita pela direção do programa, em Brasília, e aguardam autorização para a  contratação  das obras. A previsão é que esses bens comecem a ser restaurados ou construídos em 2016. Contudo, não há data definida para o seu início.

A situação do quinto projeto de obras em Itaparica, a requalificação urbanística da praça do mercado Carneiro Ribeiro, não foi detalhada pelo Iphan.

Santo Amaro

Em Santo Amaro (78 km de Salvador), sete monumentos aguardam por restauração: a antiga fábrica Tarzan, onde será implantado um campus da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB); a Casa de Câmara e Cadeia, onde, atualmente, funciona a prefeitura; o Mercado e Feira – Bembé do Mercado; o arquivo público e as igrejas Matriz de Nossa Senhora da Purificação, do Amparo e do Rosário.

De todas as obras previstas, há estimativa para início dos trabalhos apenas para a da Igreja de Nossa Senhora da Purificação,  que, segundo o Iphan-BA,  é até fevereiro do próximo ano.

“Esse é o prazo necessário para publicação do edital de licitação, conclusão do processo licitatório, emissão da ordem de serviço e início efetivo das obras”, relatou o novo superintendente do órgão na Bahia, Fernando Ornelas.

Segundo ele, a superintendência é responsável pela contratação dos projetos executivos e orçamentos. “Após  conclusão desta etapa, a documentação é encaminhada para análise da diretoria do PAC. Caso aprovada, é autorizada a continuidade do processo de contratação para início das obras, sempre com o aval do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG)”, explicou Ornelas.

Goteira

Enquanto as restaurações não têm início, a comunidade usa como pode esses espaços com instalações precárias. Pároco da Matriz do Santíssimo Sacramento, na cidade de Itaparica, José Carlos Santana diz que chegou a lembrar da canção ‘Pinga Ni Mim’ (sucesso na voz de Sérgio Reis) durante uma missa.  “Pingava tanta água que eu tive que remover o altar. Na hora, só lembrei de mencionar a música”, diz o pároco.

Situação preocupante também na prefeitura de Santo Amaro, instalada na Casa de Câmara e Cadeia. Segundo o chefe de gabinete, Hilton Mário Souza, as goteiras põem em risco documentos e equipamentos. Em dias de sol forte, o odor das fezes de pombos, urubus e morcegos  torna  o trabalho “insuportável”.

Por Priscila Machado 

Fonte original da notícia: A Tarde




Obras do PAC em Vassouras, no Sul do Rio, estão atrasadas

R$ 26 milhões e 850 mil do programa foram anunciados em 2013. Maior parte já foi licitada e orçada; valores podem estar defasados.

Reprodução.

Reprodução.

As obras de restauração do conjunto de sete chafarizes e da Casa de Cultura de Vassouras, no Sul do Rio, já foram licitadas. A empresa contratada foi inclusive notificada pela demora em começar o trabalho. Já o projeto do Casarão da antiga oficina ainda está sendo elaborado.

Os três imóveis ficaram a cargo da prefeitura que vai receber um recurso de R$ 2 milhões e 850 mil. O Museu Casa da Hera é o único sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A verba destinada a recuperação do imóvel é de R$ 2 milhões e 500 mil.

“A parte interna a gente vai cuidar da acessibilidade principalmente, né, requalificar o espaço, reforma do piso, recuperação de barrotes, tem uma parte toda de iluminotecnia, uma sala com reserva técnica refrigerada para o nosso acervo, sala multiuso para desenvolvimento de atividades educativas”, disse Ciron Duarte Alves, vice-diretor Casa da Hera.

O Iphan vai receber pouco mais de R$ 21 milhões para restaurar os outros quatro imóveis. O instituto está por trás da recuperação das construções que mais sofreram com a ação do tempo e preocupam pela situação precária em que se encontram. A sede da Associação dos Paroquianos de Vassouras (Asepava), tem rachaduras por todos os lados e janelas desniveladas. O projeto da obra vai ser aberto para licitação. Depende agora da aprovação do orçamento.

Em julho de 2012 uma das paredes do segundo andar do palacete do Barão do Ribeirão, desmoronou. O projeto para recuperar está em fase final. R$ 6 milhões serão usados para restaurar a casa do Barão de Vassouras. Construído em 1850, o teto do casarão caiu em 2008. Várias paredes estão escoradas por madeiras e só a fachada continua de pé.

Bem no coração do Centro Histórico, ao lado da Igreja Matriz, fica o Asilo Barão do Amparo. A condição do imóvel é uma preocupação antiga. Em 2007 ele foi interditado pelo Ministério Público. No ano seguinte pegou fogo e foi desativado. Hoje a situação é de uma construção em ruínas. Para qualquer canto que a gente olha dá para ver o risco que existe do imóvel desabar.

O casarão vai receber a maior verba de restauração. Serão R$ 9 milhões. O projeto está em fase de finalização. Segundo o arquiteto Everaldo, especialista em restauração, esse é um processo realmente demorado.

“O projeto na realidade ele contempla essa questão da arquitetura mas tem também todo o custo para os projetos complementares de elétrica, hidráulica, acessibilidade. Nós estamos no século XXI, ele tem que ser provido da questão da informática”, explicou Everaldo Amaral Magalhães, arquiteto.

Os R$ 26 milhões e 850 mil do Programa de Aceleração do Crescimento das cidades históricas (PAC) foram anunciados em 2013. A preocupação agora é com a desvalorização dessa verba.

“Para um início das atividades, suponhamos em 2016, este valor já não compra o mesmo serviço”, disse o arquiteto.

Através de nota, o Iphan informou que trabalha com licitação eletrônica, o que já faz com que os preços sejam menores pela livre concorrência. A retração de mercado também é um fator a nosso favor. Existem estratégias para combater esse tipo de imprevisto, como o remanejamento entre projetos e produtos que não comprometam a salvaguarda do monumento. A execução das obras só será feita mediante a aprovação dos orçamentos contratados, junto com os projetos que estão sendo analisados em Brasília.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde




SP – Patrimônio histórico paulista corre riscos, aponta estudo

Grupo de pesquisa realiza análise do patrimônio histórico do Vale Histórico Paulista e chega a resultados preocupantes.

Equipe de pesquisa coordenada por Zanirato. Fonte: valehistoricopaulista.com.br

Equipe de pesquisa coordenada por Zanirato. Fonte: valehistoricopaulista.com.br

Coordenada por Silvia Helena Zanirato, o estudo realizado no Vale Histórico Paulista, acompanhado por análise química, chega à conclusão que as edificações das cidades históricas, em sua maioria construídas com compostos argilosos, madeiras e metais derivados de fibras naturais, apresentam cupins e infiltrações nas paredes, apontando uma condição de alta vulnerabilidade.

A pesquisadora dá continuidade por conta própria à pesquisa entregue em 2014 financiada pela Fapesp e Condephaat. Junto com sua equipe, vem analisando meios de comunicar os riscos à população e aos órgãos competentes, com o objetivo de auxiliar a formulação de políticas públicas no sentido de preservar esse patrimônio histórico. Uma das questões nesse sentido é a necessidade de diversificar a renda da região, ainda concentrada na produção de café.

Silvia aponta que o local poderia ser foco de turismo histórico e natural, pois o Vale Histórico Paulista, formado pelas cidades de Queluz, Silveiras, Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananau, foi marcado pelo ciclo do café no século 19, e teve a presença de figuras históricas como D. Pedro I e outros membros da aristocracia.

O grupo realizou a análise de 195 imóveis históricos nas cidades e avaliou suas características e vulnerabilidade estrutural, prestando atenção para a relação entre as condições desses imóveis com as mudanças climáticas (a maior intensidade de chuvas e secas, ondas de calor e incidências de raios, entre outros), visto que a região em questão é considerada de alta exposição e susceptibilidade a essas alterações.

Formada em história pela Unesp, interessada em patrimônio histórico e cultural e atualmente professora de Urbanização e Meio Ambiente da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), Zanirato vê grande importância em preservar o patrimônio histórico. Os motivos principais estão desde a preservação da memória do local, pelas histórias circunscritas nas edificações, até por questões técnicas de construção que, de acordo com ela, são mais adequadas para o clima que vivemos. A professora explica que nessas edificações a circulação do ar é mais facilitada pela abertura das janelas e a altura das próprias edificações, as paredes e o tipo de cobertura não absorvem o calor, e também o sistema de distribuição da água é mais eficiente, pois fazia a água circular internamente pela casa, passar pelo fogão a lenha que a aquecia e distribuía, sem necessidade de eletricidade.

Além disso, há um conceito desenvolvido por Milton Santos que Zanirato utiliza para ilustrar a importância de preservar o patrimônio histórico das cidades: a rugosidade. O geógrafo descreve esse fenômeno do passar dos anos nas cidades em uma comparação com o envelhecimento das pessoas. Assim como as pessoas quando envelhecem começam a mostrar rugas e sinais de idade, as cidades quando mantém seu patrimônio histórico, sua memória, também mostram os mesmos sinais. Por outro lado, as cidades brasileiras, principalmente São Paulo, têm a tendência de “fazer plásticas” com o passar do tempo, assim como pessoas que não sabem envelhecer, constantemente renovando sua aparência. Isso implica em apagar a memória dos acontecimentos históricos e não criar uma identidade cultural nos habitantes.

Desta maneira, as edificações que encontramos atualmente, que seguem o padrão moderno de arquitetura, não são adequadas para o local onde estão inseridas. “A utilização de vidro espelhado em toda a extensão dos prédios não é adequada ao ambiente brasileiro”, defende a pesquisadora, que lembra inclusive do acontecimento em 2013, quando um prédio refletiu a luz solar e derreteu um carro em Londres, cidade que tem muito menos incidência de luz solar comparada com as cidades brasileiras.

Fonte original da notícia: Agência Universitária de Notícias

 




Manifesto Público em defesa do IPHAN

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O Patrimônio Cultural Brasileiro virou objeto de barganha política.

As Superintendências Estaduais responsáveis pela vigilância, proteção e gestão da riqueza patrimonial brasileira, seja material ou imaterial estão sendo negociadas como objeto de troca por apoio político na crise atual. Já entregaram-se o comando das Superintendências da Bahia, do Piauí e Maranhão.

Todas, por acaso, responsáveis por volumosos recursos referentes ao PAC das Cidades Históricas.

Assine esse Manifesto condenando essa negociação.

O Patrimônio Cultural Brasileiro não pode jamais servir como moeda de troca, colocando “oportunistas venais e políticos” a operar um Sistema que já existe desde 1937, sempre mantido com competência por técnicos especializados.

Assine em Defesa do Patrimônio Cultural Brasileiro, do IPHAN, da moralidade pública, assine em nome da preservação da Identidade Brasileira.

Não se vende o IPHAN!

Assine aqui o abaixo-assinado




PB – PMJP inicia revitalização do Hotel Globo

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A Prefeitura de João Pessoa deu início, desde a última segunda-feira (31), à revitalização do Hotel Globo, no Centro Histórico da cidade.

Para acompanhar a obra, o prefeito Luciano Cartaxo (PT) realizou uma visita in loco, nesta quinta-feira (3), a partir das 15h.

O projeto, fruto da parceria entre a Secretaria de Planejamento (Seplan) e a Coordenadoria do Patrimônio Cultural de João Pessoa (Copac), foi aprovado pelos Institutos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Estadual (Iphaep).

A obra é parte do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PAC II) e está orçado em R$ 70 mil.

Estão previstos obras de pintura, reestruturação completa de esquadrias, esculturas, janelas e portas e restauração da estrutura da barreira.

Fonte original da notícia: Mais PB




Prédios históricos do Nepal correm risco de demolição após danos em terremotos

 Mulheres observam prédio derrubado por terremoto em Bhaktapur, no Nepal. Foto: Ahmad Masood / Reuters

Mulheres observam prédio derrubado por terremoto em Bhaktapur, no Nepal. Foto: Ahmad Masood / Reuters

Milhares de casas centenárias poderão ser demolidas em cidades históricas do Nepal agora que o governo inicia o longo processo de derrubada de prédios considerados inseguros por causa dos danos no terremoto de 7,8 graus no mês passado.

Mais de 600 templos, estátuas e museus em todo o país foram danificados no terremoto mais letal de que se tem registro no Nepal, incluindo a Torre Dharahara, de cerca de 62 metros, em Kathmandu, que foi construída em 1832 e desmoronou.

O governo se comprometeu a restaurar os monumentos danificados, um atrativo para os turistas estrangeiros. Mas centenas de casas particulares que as autoridades considerem em risco para os transeuntes em Bhaktapur, uma das várias cidades medievais afetadas pelo terremoto, podem sofrer demolição, levantando temores entre os conservacionistas de que o patrimônio do Nepal será perdido na pressa da reconstrução.

“Os prédios que constituam um risco para os outros vão ser postos abaixo”, disse à Reuters o administrador-chefe do distrito de Bhaktapur, Anil Kumar Thakur. “Se os proprietários não desmantelá-los por conta própria, vamos colocá-los abaixo.”

Fundada no século 12 e listada como patrimônio mundial da Unesco, Bhaktapur agora está repleta de monumentos em ruínas. A poucos metros do templo Dattatreya, do século 15, um dos mais antigos em Bhaktapur, o Exército já começou o trabalho de demolição nas ruas estreitas que serpenteiam a cidade.

No domingo, cerca de dez militares e policiais chegaram à casa de tijolos de Bhagawati Dev e começaram a colocá-la abaixo, usando uma corda amarrada em cima do topo do prédio. Mais tarde, pararam, percebendo que iriam danificar casas vizinhas que ainda estavam intactas e destruir as esculturas em madeira na janela, de 300 anos.

“Vivi naquela casa desde que me casei”, disse Dev à Reuters. “Quando eles tentaram puxá-la para baixo o meu coração se partiu, e eu chorei. Essa era a única coisa que eu tinha.” Reuters

(Reportagem adicional de Gopal Sharma)

Fonte original da notícia: Terra




40 sons de sinos: projeto imortaliza história de Minas

Flávio Tavares/Hoje em Dia

Flávio Tavares/Hoje em Dia

Do alto de uma torre estreita, erguida sobre pedras por escravos há centenas de anos, ecoa o som que anuncia a uma cidade inteira mortes, nascimentos, celebrações religiosas e chamados para procissões. Para cada uma das notícias, uma badalada distinta. É o toque dos sinos, que mantém, em nove cidades históricas, uma tradição tipicamente mineira.

Patrimônio nacional reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a sonoridade dos instrumentos forjados em bronze ficará acessível a todos graças à tecnologia. Os cerca de 40 sons, produzidos pelo atrito dos pesados badalos nas caixas acústicas, foram digitalizados e estão reunidos em site, aplicativo para dispositivos móveis e documentário.

Mantida viva sobretudo entre os mais velhos, a comunicação pelos sinos é um importante capítulo da história de Minas, diz a professora emérita da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), pesquisadora em patrimônio imaterial, Hebe Rôla. Segundo ela, a linguagem dos instrumentos é a mais democrática que existe. “Eles falam indistintamente, comunicam a todos e não precisam de aparelhagem”.

Experiência

Mais jovem sineiro de Sabará, Fabiano Dias Teixeira, de 27 anos, exerce o ofício há cinco na igreja Nossa Senhora do Rosário, no centro histórico do município da Grande BH. O interesse por conhecer cada uma das badaladas e fazer disso um trabalho, ele associa a um “chamado de Deus”.

“Sempre fui curioso, interessado. Aprendi lendo em livros, estudando muito. Os sinos têm línguas e perpetuar isso pelo mundo é fundamental para manter a história viva”, afirma.

Toques dos mineiros para o mundo

O Som dos Sinos está disponível somente para iOS, por enquanto. (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia)

O Som dos Sinos está disponível somente para iOS, por enquanto. (Foto: Flávio Tavares/Hoje em Dia)

Mais do que difundido em território mineiro, o projeto “O Som dos Sinos – 9 Cidades, 40 Toques e Outras Histórias” ganhará, oficialmente, a partir desse sábado, o mundo. O material, fruto de um trabalho de dois anos, foi idealizado por uma carioca e uma paulista, apaixonadas pela história de Minas.

“O sino tem um aspecto multimídia que é muito interessante, pela sonoridade que apresenta, pelo movimento. O bacana de tudo isso é avaliar como o projeto consegue fundir o patrimônio, o moderno e a tradição”, detalha a documentarista Marina Thomé, codiretora do projeto.

Candidato na categoria patrimônio imaterial do Programa Cultural das Empresas Eletrobras 2014, o Som dos Sinos concorreu com outros 200 trabalhos e foi um dos dois vencedores, em todo o país. A ideia, segundo as idealizadoras, é servir de referência para que outros tipos de patrimônio também possam explorar as possibilidades de unir tradição e contemporaneidade.

Pelo celular

Um toque no celular e o usuário pode navegar pelas nove cidades contempladas no projeto, pelas igrejas participantes ou ainda pelo sons dos sinos, que entoam melodias características para cada tipo de ocasião, como celebrações festivas e procissões.

O lançamento oficial das plataformas, a única que, de acordo com o Iphan, imortaliza algum tipo de patrimônio imaterial no país, é a partir desse sábado, quando um documentário sobre a cidade será projetado, à comunidade, na parede de uma das igrejas do município.

A partir de então, moradores, viajantes, internautas e curiosos de todos os tipos poderão experimentar as várias plataformas e desvendar os mistérios dos sinos mineiros.

Ao todo, nove vídeos serão exibidos em cada uma das cidades participantes, que ainda mantêm as badaladas como tradição. Os vídeos contam a história do local por meio de depoimentos de moradores e sineiros.

A última parte do projeto irá contemplar a produção de um documentário em formato de longa-metragem. A ideia é que o material percorra festivais do gênero e seja exibido em salas de cinema e na televisão.

Iphan faz levantamento sobre conservação de instrumentos

Fabiano Teixeira é orgulhoso por trabalhar tocando os sinos da igreja Nossa Senhora do Rosário em Sabará. (Foto: Lucas Prates/Hoje em Dia)

Fabiano Teixeira é orgulhoso por trabalhar tocando os sinos da igreja Nossa Senhora do Rosário em Sabará. (Foto: Lucas Prates/Hoje em Dia)

Um inventário sobre o estado de conservação de cada um dos sinos presentes nas nove cidades históricas vem sendo feito pelo Iphan há cerca de seis meses e deve ficar pronto ainda no primeiro semestre deste ano. O objetivo do material é mapear os instrumentos e saber como está cada um deles.

Para a superintendente do Iphan em Minas, Célia Corsino, o trabalho irá permitir que novas medidas sejam tomadas no sentido de proteger e manter viva a história e o patrimônio do estado. “Viemos fazendo reuniões articuladas com a comunidade, os sineiros e, a partir das demandas apresentadas, iremos desenvolver trabalhos, principalmente com relação à transmissão de saberes e manutenção dos instrumentos”, diz.

Históricas

Tiradentes, São João del-Rei, Congonhas, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Serro, Diamantina e Sabará são os nove municípios inscritos no Livro das Formas de Expressão do Iphan, onde o Toque dos Sinos em Minas Gerais foi registrado como patrimônio imaterial, em 2009.

Clique aqui e confira mais no site oficial do projeto

Clique e ouça trechos dos documentários, que registram os sons dos sinos das noves cidades:

Tiradentes
Congonhas
Catas Altas
Diamantina
SJDR
Mariana
Sabara
Ouro Preto
Serro

Por Patrícia Santos Dumont

Fonte original da notícia: Hoje em Dia