Prédio histórico no centro de Taubaté (SP) sofre com abandono e vandalismo


Imóvel pertence ao governo estadual e é tombado pelo Condephaat. Local tem paredes, piso e fiação elétrica danificados.

Reprodução.Internet

Reprodução/Internet

Moradores de Taubaté reclamam do abandono do prédio em que funcionava a antiga escola Lopes Chaves, no centro. O local, inaugurado há mais de 115 ano, tem sido alvo de vandalismo e está sendo destruído.

O prédio pertence ao governo estadual e é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) desde 1985. Apesar disso, o local não tem sido preservado. No prédio, é possível ver o reboco de paredes e colunas caindo, mato alto, janelas estouradas, piso depredado, fiação exposta e lixo. Até um piano foi vandalizado.

De acordo com a comerciante Wilma Mussi, que possui uma loja ao lado da antiga escola, a movimentação de pessoas entrando e saindo do prédio é constante. “É muito comum ver pessoas entrando e saindo do prédio. A parede da minha loja faz divisa com a parede da escola e eu ouço muitos barulhos de batidas”, disse Wilma.

Para a arquiteta Lívia Vierno, o local poderia ser utilizado pelo governo, evitando o vandalismo. “O prédio poderia ser utilizado como alguma secretaria ou escola especializada, evitando a depredação do local, que é histórico”, afirmou.

Por nota, o Condephaat informou que precisa ser notificado pelo proprietário do imóvel para tomar previdências, o que até o momento não foi feito.

Segundo o Conselho de Preservação de Patrimônio do município, foi enviado um ofício ao Condephaat e à Casa Civil no dia 12 de fevereiro deste ano, relatando as más condições do prédio. A Secretaria de Educação do Estado, responsável pelo prédio, foi procurada mas não retornou até a publicação da reportagem.

Fonte original da notícia: G1 Vale do Paraíba e Região




Presidente Prudente (SP) – Após impasse na Justiça, Prefeitura estuda revitalizar chaminé da Sanbra


Anúncio foi feito pelo Executivo de Pres. Prudente na segunda-feira (13). Em ação de 2014, MPE afirmou que local possui valor histórico-cultural.

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Prefeitura de Presidente Prudente anunciou nea segunda-feira (13) que estuda assumir e revitalizar a chaminé e os galpões da antiga termoelétrica da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra) localizados na Vila Furquim, na zona leste da cidade. Em 2014, o local foi alvo de uma ação civil pública com diversos desdobramentos na Justiça.

Conforme o Poder Executivo, o prefeito Nelson Bugalho (PTB) e o secretário municipal de Cultura, Fábio Nougueira, visitaram o complexo para “avaliar as condições físicas do espaço e projetar o que pode ser feito no local”.

Ainda segundo a Prefeitura, a ideia não é apenas sugerir a preservação da estrutura por seu valor histórico, mas sim “urbanizar e transformar os galpões da Sanbra em um novo espaço de lazer e cultura para a população”.

Nesse espaço, o Executivo afirmou que é possível criar uma praça para acolher a população e sediar eventos turísticos e culturais, visando a transformar a área em um “atrativo turístico de Presidente Prudente”.

Contudo, a Prefeitura ressaltou que o primeiro passo para concretizar o projeto é proceder o tombamento da chaminé e dos galpões, que é de responsabilidade do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O Executivo salientou que o órgão “deverá ser procurado ainda nesta semana para dar início ao processo de tombamento”.

O G1 entrou em contato com a advogada Bruna Castelane Galindo, que representa a empresa Duarte e Marino Ltda., para pedir um posicionamento sobre a situação do empreendimento. Ela afirmou que entraria em contato com o representante da empresa e que daria uma resposta à reportagem. Contudo, até o momento desta publicação, não houve retorno.

Ação civil pública
O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a conservação da chaminé e dos galpões da Sanbra em fevereiro de 2014. A ação civil pública solicitou que fossem declarados “bens imóveis de valor histórico-cultural para a sociedade prudentina”.

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Sanbra foi instalada no município por volta dos anos 40 e tinha sua produção baseada no descaroçamento de algodão e posteriormente funcionou também como usina, para produção de energia para consumo próprio.

Segundo o MPE, junto com outras grandes indústrias, a termoelétrica “impulsionou o crescimento da cidade gerando diversos empregos diretos e indiretos, entretanto, com o declínio das atividades agrícolas em 1960, houve o enfraquecimento e a saída dessas grandes indústrias de beneficiamento, como foi o caso da Sanbra”.

Na área da antiga empresa, que fica às margens da ferrovia que corta a cidade, restaram edificações erguidas no meio do século passado, como barracões, o edifício que abrigava a termoelétrica e a chaminé de passagem da fumaça da usina.

Ainda em fevereiro de 2014, a Justiça proibiu qualquer intervenção na estrutura física da chaminé e dos galpões. Em julho do mesmo ano, foi marcada uma conciliação sobre o tombamento da área com o MPE e a Duarte e Marino Ltda., que detém o espaço.

Após a conciliação, no mês seguinte, a Justiça suspendeu por 30 dias o prazo do processo que buscava o tombamento e a preservação do patrimônio. Já em novembro de 2014, a Justiça considerou procedente a ação civil pública e declarou o valor histórico-cultural do local e impôs à Prefeitura a obrigação de iniciar os trâmites do tombamento em um prazo de 30 dias e concluí-lo em três meses.

Em diversos momento durante o trâmite na Justiça, o governo municipal frisou que, por se tratar de uma área particular, a administração pública não tinha “qualquer interesse em firmar compromisso sobre o assunto”, que deveria ser tratado com os proprietários do imóvel.

Em 2016, no âmbito da segunda instância, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou a ação do MPE improcedente.

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente




Restauro do Solar do Barão prevê centro de convenções em Campinas (SP)


Projeto abrange ainda construção de hotel, salas, restaurantes e clínicas. Prédio histórico abrigou por 75 anos campus da PUC-Campinas.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

O projeto construtivo de um centro de convenções que funcionará no entorno do Solar do Barão de Itapura, na região central de Campinas (SP), foi apresentado nesta segunda-feira (13) ao prefeito Jonas Donizette (PSB). A medida faz parte das obras de restauro do prédio histórico que abrigou turmas de diversos cursos da PUC-Campinas por 75 anos.

O projeto começou com a restauração do solar. A etapa seguinte será a construção do centro de convenções para mais de 500 pessoas, um hotel e duas torres. Neste espaço haverá salas para reuniões, restaurantes, cafés e laboratório de análises clínicas.

Segundo a universidade, o empreendimento ficará no entorno do solar, de forma que esses espaços para negócios possam garantir a sustentabilidade do prédio histórico.

O projeto foi apresentado pelo arcebispo metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos e pela reitora da universidade, Angela de Mendonça Engelbrecht.

Segundo a Prefeitura, metade do empreendimento vai abrigar espaços públicos com praças interligadas, onde a população vai poder andar em ambiente de convivência. A expectativa é de que todo o complexo esteja implantado e em funcionamento em, no máximo, quatro anos.

História
O Solar do Barão de Itapura funcionou durante 75 anos como campus central da universidade, abrigou dezenas de cursos da PUC e mais de 180 mil profissionais se formaram em sua dependência.

O Solar é reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt).

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




São Paulo (SP) – A reconstrução do Pátio do Colégio e o conceito de “falso histórico”


Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo

Vista do Pátio do Colégio em 1887. A fonte, em primeiro plano, foi demolida em 1932/Militão/Acervo Digital da Prefeitura de São Paulo

É difícil hoje imaginar que a metrópole de São Paulo já foi uma pequena vila. Piratininga, como era chamada, foi fundada pelos portugueses que, a partir da região em que hoje é Santos, abriram caminho serra acima até o planalto.

O marco inicial do surgimento da cidade foi o Colégio, construído pelos Jesuítas no topo de uma colina em 1554. Hoje, é atração turística e pode ser visitado, mas o que conhecemos dele é uma réplica.

Os Jesuítas foram expulsos de São Paulo em duas ocasiões. A primeira, em 1640, por defenderem a liberdade dos índios, e a segunda em 1760, após serem acusados de conspirar contra o rei de Portugal. Isso fez com que o Colégio fosse entregue à Coroa Portuguesa, que instalou ali o governo de São Paulo, permanecendo no local até 1912. Ainda no final do século 19 a fachada do conjunto foi reformada.

A Igreja do Bom Jesus, parte do conjunto do Pátio do Colégio, não foi alterada pelas reformas, mas foi interditada em 1891, pelas más condições de suas estruturas. A demolição do prédio foi autorizada e concluída em 1896, depois do desabamento do teto durante uma tempestade.

No ano de 1954, quando era comemorado o IV Centenário de São Paulo, toda a edificação foi demolida e o terreno cedido aos Jesuítas novamente, que iniciaram um projeto de reconstrução do edifício do colégio, e em 1976 o da Igreja do Bom Jesus.

Reconstruindo o passado

Obras da construção da igreja do Pátio, em 1976/Gomes de Waldemir/Acervo  Prefeitura de São Paulo

Obras da construção da igreja do Pátio, em 1976/Gomes de Waldemir/Acervo Prefeitura de São Paulo

A reconstrução as estruturas do Pátio do Colégio despertou uma polêmica. Os apoiadores do projeto discutiam a importância do local como um monumento histórico da fundação da cidade, assim como da manifestação religiosa católica.

Na época houve a oposição do Condephaat, baseada no argumento de que nenhuma réplica ou simulacro teria o valor histórico da obra original. Na visão do órgão, a reconstrução do Colégio, além de causar danos irreversíveis ao patrimônio, também constituiria um “falso histórico”, conceito que surgiu na virada dos Séculos 19 e 20 e retomado no livro “Teoria da Restauração”, do arquiteto italiano Cesare Brandi.

O chamado “falso histórico” ocorre quando são realizadas intervenções, reformas ou reconstruções que alterem traços característicos de um patrimônio.

Em 1975, o Condephaat solicitou o tombamento do local como sítio arqueológico, devido à presença de dois elementos originais de sua fundação: uma parede de taipa de pilão e a fundação de pedra da antiga igreja, ambos tombados pelo Conpresp em 2015.

Dois anos depois, em 1977, o Condephaat emitiu um segundo parecer, no qual afirmava que nenhuma reconstrução ou réplica deveria ser sobreposta à obra original, tirando dela o seu valor histórico. Apesar do parecer técnico, o projeto de reconstrução foi executado.

No entanto, é possível pensar em reconstrução sem cair no “falso histórico”. É o caso da Igreja de São Luis de Tolosa, no município de São Luiz do Paraitinga (São Paulo), que foi derrubada por uma enchente em 2010.

Antiga vista da Igreja de São Luiz de Tolosa/Acervo FormArte

Antiga vista da Igreja de São Luiz de Tolosa/Acervo FormArte

Integração das ruínas restauradas à nova construção da igreja/Acervo FormArte

Integração das ruínas restauradas à nova construção da igreja/Acervo FormArte

Parede antiga, mantida na nova construção/Acervo FormArte

Parede antiga, mantida na nova construção/Acervo FormArte

Com a supervisão do Iphan a igreja foi completamente reconstruída, aproveitando os remanescentes da antiga construção. As diferenças são perceptíveis, o que impede que quem a visite incorra em uma falsa leitura histórica do que está vendo.

Partido oposto

À esquerda as ruínas antigas da Catedral de Coventry. Ao lado, a nova construção/Elliot Brown

À esquerda as ruínas antigas da Catedral de Coventry. Ao lado, a nova construção/Elliot Brown

Um exemplo de partido de restauro oposto é o da Catedral de Coventry, no Reino Unido, destruída pelos bombardeios aéreos durante a Segunda Guerra Mundial entre 1940 e 1941. A proposta de restauro, escolhida em um concurso, foi a de preservar as ruínas originais da catedral e do altar. Ao lado das ruínas, uma nova igreja, moderna, integra-se ao que havia sobrado da antiga.

Fonte original da notícia: Blog do Departamento do Patrimônio Histórico de São Paulo




Ribeirão Pires (SP) – Condephaat aprova tombamento da Fábrical de Sal


Fábrica de Sal foi tombada pelo Condephaat. (Foto: DiárioRP)

Fábrica de Sal foi tombada pelo Condephaat. (Foto: DiárioRP)

Alvo de polêmica desde o final de 2015, quando a Prefeitura de Ribeirão Pires apresentou um projeto para construção de um Shopping Center no terreno que abriga a Fábrica de Sal, um dos prédios mais antigos e históricos da cidade, mas que agora está protegido por ser um patrimônio cultural. O fato foi comemorado por muitos defensores, que não queriam que o local desse lugar a um centro comercial.

Durante as discussões sobre o local, o Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio  Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), passou a analisar um pedido de tombamento do prédio, que hoje encontra-se abandonado. Após meses em estudo, o pedido foi acatado pelo órgão Estadual, o que impede que a Fábrica de Sal seja demolida, como foi proposto no primeiro projeto de construção de um shopping no local. A proposta, posteriormente, foi alterada pelo Executivo garantido a preservação do prédio.

De acordo com a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, todo o terreno do Complexo Ibrahim Alves de Lima, que além da Fábrica, abriga a Biblioteca Municipal e uma escola, será preservado e não poderá ser alterado.

Deborah Neves, historiadora da UPPH (Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura do Estado), diz que “a preservação do local garante a memória das pequenas indústrias construídas na época para o comércio de alimentos”.

Por Ricardo Ribeiro

Fonte original da notícia: Diário de Ribeirão Pires




Itu (SP) – Asilo Colônia Pirapitingui é tombado pelo Condephaat


Patrimônio é remanescente da rede de tratamento da hanseníase.

Asilo Colônia Pirapitingui. Amanda Caporrino

Asilo Colônia Pirapitingui. Amanda Caporrino

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) decidiu pelo tombamento do Asilo Colônia Santo Ângelo e do Preventório Santa Therezinha do Menino Jesus, ambos na região metropolitana de São Paulo (Mogi das Cruzes e Carapicuíba) e dos Asilos Colônia Pirapitingui (localizado em Itu, região de Sorocaba) e Cocais (de Casa Branca, região de Campinas). A decisão representa a conclusão dos estudos técnicos sobre os remanescentes da rede paulista de profilaxia e tratamento da hanseníase.

Essa rede foi construída com base no modelo hospitalar de isolamento, adotado em vários países do mundo no final do século XIX. Além dos pavilhões de tratamento, os Asilos Colônia foram idealizados para funcionar como “minicidades”. Contavam com espaços e edificações que atendiam às necessidades diárias daqueles que viviam reclusos, desde a assistência religiosa (igrejas e templos de várias religiões) e a promoção do lazer (teatro, cinema, rádio, campos de futebol, quadras, bares), até o acesso a produtos manufaturados em pequenas fábricas instaladas no interior dos complexos.

Atualmente, todos os asilos ainda funcionam como instituições ligadas à área de saúde: hospitais municipais e estaduais, centro de reabilitação para dependentes químicos (Mogi das Cruzes) e para transtornos psiquiátricos (Casa Branca) e tratamento especializado em hanseníase (Itu).

Para Adda Ungaretti e Amanda Caporrino, da Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura do Estado (UPPH), esta decisão representa uma ampliação do conceito de bem cultural, que insere o Estado em um debate crítico sobre políticas públicas adotadas no passado e no presente. “Os estudos de tombamento concluíram que remanescentes dessa rede paulista de profilaxia e tratamento da hanseníase são documentos da lógica arquitetônica e territorial de isolamento, praticada pela saúde pública no país e no mundo”, afirma Adda. “Os locais constituem a materialização dos estigmas socioculturais revestidos de bases científicas, imputados a milhares de portadores da doença durante décadas”, completa Amanda.

Fonte original da notícia: Itu.com.br




Grafite em parede da Pinacoteca de Mogi das Cruzes (SP) gera polêmica


Parede externa do prédio da Pinacoteca recebeu arte em grafite. (Foto: Eisner Soares)

Parede externa do prédio da Pinacoteca recebeu arte em grafite. (Foto: Eisner Soares)

As ilustrações feitas com grafite no prédio da Pinacoteca estão provocando polêmica e discussões na cidade. Os ativistas que defendem a preservação do patrimônio histórico municipal são contrários às pinturas feitas no local por entenderem que este tipo de arte descaracteriza o imóvel da Rua Coronel Souza Franco. O caso, que ganha destaque nas redes sociais, é avaliado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

O prédio, edificado em 1860 pelo construtor Veríssimo Afonso Fernandes, tem características de estilo neoclássico. O local sediou a Câmara Municipal até 1929. Nos anos seguintes abrigou a Escola Normal, o Ginásio do Estado, a Escola Técnica Industrial e, atualmente, é também sede da Secretaria Municipal de Cultura.

Envolvido com as questões ligadas ao patrimônio histórico, o funcionário público João Camargo foi um dos que ingressou com ação no Conselho para pedir providências ao órgão. “Não se pode mexer em um prédio tombado sem a permissão do Condephaat. A questão é cumprir a lei. O grafite foi colocado sem autorização e descaracteriza o prédio que teve seu tombamento decidido em abril deste ano”, destaca.

Ele alega que o objetivo do tombamento é preservar ao máximo as características do prédio, orientação que na opinião dele não foi respeitada. “Nada contra o grafite, porque mesmo que fosse pintura de qualquer artista não poderia estar em um prédio tombado, que precisa ter suas características preservadas”, reforça.

A pintura no prédio também foi denunciada por outro mogiano, o arquiteto Miguel Baida. “O prédio histórico, tombado pelo governo estadual, é palco desse acintoso e de “gosto” questionável – “grafite”, descumprindo as legislações municipais do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi (Comphap), e estadual (Condephaat), ao qual está submetido”, argumenta. Ele também fez uma manifestação pública de “repúdio” nas redes sociais, recebendo várias manifestações de apoio.

A denúncia de intervenção não autorizada no prédio, feita pelos dois mogianos, é avaliada pela Unidade de Preservação do Patrimônio Histórico (UPPH), braço técnico e executivo do Condephaat, que ainda não tem posição definida sobre o assunto. “O órgão informa que o edifício foi vistoriado no último dia 26 de outubro e o Conselho aguarda documentação da Secretaria Municipal de Cultura, que será avaliada pela área técnica e, posteriormente, deliberada pelo Conselho”, diz em nota enviada ao jornal.

O secretario municipal de Cultura, Mateus Sartori, demonstra indignação com as criticas e explica que o projeto abre espaço para outros tipos de manifestações artísticas que podem conviver de forma harmoniosa. “O grafite é uma arte urbana que tem que ser tratada com respeito. Tem que haver um diálogo entre o moderno e o atual”, disse, acrescentando que está estudando o processo do Condephaat e espera que o órgão aceite seus argumentos. Ele ressalta, ainda, que as ilustrações feitas com letras góticas destacam nomes de mais de 70 artistas, já falecidos, que passaram por Mogi, como Alfredo Volpi, Chang Dai-Chien, Barros Mulato, JBC, entre outros nomes de peso da arte mundial.

Por Silvia Chimello

Fonte original da notícia: O Diário




Santos (SP) – Laudo aponta áreas de instabilidade e ferrugem na fachada do Teatro Coliseu


Foram apontadas áreas de instabilidade nos módulos da fachada do Teatro. Equipes da prefeitura irão nove módulos de alvenaria para evitar acidentes.

Divulgação/Internet. Foto: Raimundo Rosa

Divulgação/Internet. Foto: Raimundo Rosa

Um relatório emergencial da Defesa Civil, divulgado no começo da tarde desta quarta-feira (9), apontou que o Teatro Coliseu possui áreas de instabilidade e ferrugem em estrutura metálica no terraço do prédio histórico do Centro de Santos, no litoral de São Paulo. O documento é resultado de uma vistoria que foi realizada nesta terça-feira (8) por conta da queda de um pedaço da fachada do Teatro. O acidente ocorreu na última sexta-feira (4).

De acordo com a Prefeitura de Santos, os problemas detectados no Teatro Coliseu são externos e a área interna não apresenta riscos. A equipe constatou áreas de instabilidade nos módulos em alto relevo de alvenaria, localizados na parede lateral externa do prédio e no beiral no quarto andar do edifício, localizado no cruzamento das ruas Amador Bueno com Braz Cubas. Também foi apontada ferrugem em estrutura metálica no terraço do teatro.

Ainda segundo a Prefeitura, a subprefeitura da região Central Histórica irá tomar algumas medidas. A primeira é remover nove módulos de alvenaria, cada um com até 0,5 m², da fachada lateral do prédio e na sustentação do beiral do teatro. A calçada ao lado do edifício e no cruzamento das ruas Amador Bueno com Braz Cubas permanecerá interditada até a conclusão do serviço. As medidas para restauração do prédio ainda serão definidas pela Prefeitura de Santos.

Histórico
O Teatro Coliseu é tombado pelo patrimônio histórico tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O prédio passou por uma restauração entre abril de 2016 e março de 2014. Antes disso, outra restauração se estendeu por mais de 10 anos, onde foram gastos R$ 20 milhões.

Fonte original da notícia: G1 Santos




Santos (SP) – Após queda de reboco, Teatro Coliseu passa por vistoria


O objetivo é avaliar se partes do prédio correm o risco de cair.

Técnicos vistoriaram a parede externa do teatro nesta terça-feira. (Foto: Alexsander Ferraz / A Tribuna)

Técnicos vistoriaram a parede externa do teatro nesta terça-feira. Foto: Alexsander Ferraz/A Tribuna

O Teatro Coliseu, em Santos, passou por nova vistoria. O objetivo é avaliar se partes do prédio correm o risco de cair, pois na sexta-feira (4) um pedaço de uma das paredes externas desabou na calçada. O laudo, que deve ficar pronto nesta quarta-feira (9), deve orientar a Prefeitura sobre o que fazer para recuperar o prédio histórico.

Na último sábado, A Reportagem de A Tribuna noticiou o incidente que ocorreu em uma das paredes laterais da área externa (por onde passa a Rua Braz Cubas).

Técnicos da Prefeitura, com supervisão de um engenheiro, vistoriaram todas as paredes externas do Coliseu. Pedaços do reboco que estavam soltos e podiam cair foram retirados, deixando os tijolos à mostra. A calçada da Rua Braz Cubas permanecerá interditada por precaução.

Foi usado um caminhão com cesto duplo, capaz de levar os técnicos até o topo do edifício. O trabalho durou a tarde inteira. “A nossa intenção hoje é eliminar as condições de risco”, definiu Anísio Xavier Teixeira Júnior, coordenador técnico da Subprefeitura da Região Central e Histórica.

Ainda na sexta-feira, a Defesa Civil havia estado no local para avaliar as condições do prédio. Amarrou-se um beiral da fachada para evitar que também desabasse sobre a calçada.

Os problemas apareceram dez anos depois de o Coliseu passar por uma grande restauração. Na época, foram gastos R$ 20 milhões.“Não é uma parte estrutural do Coliseu. Umidade próximo ao telhado, alto índice pluviométrico, ou seja, uma série de variáveis comprometeu essa parte do acabamento”, minimiza o secretário de Cultura de Santos, Fábio Alexandre Nunes, o Professor Fabião.

Laudo

Um laudo sobre a vistoria deve ser entregue nesta quarta-feira à Prefeitura. A partir daí, o Executivo decide o que fazer. Para o coordenador técnico, uma possibilidade é contratar uma firma especializada para avaliar todo o revestimento da fachada do teatro.

“Eles (empresa) têm prática nesse assunto para decidir se se vai ou não derrubar o revestimento da fachada, Ah, então, por que se está derrubando hoje? Porque são coisas notórias. Existe uma condição de risco”, explica Anísio Teixeira Júnior.

Recuperação

Só depois desse trabalho, que ainda não tem prazo para ser feito, é que se poderá falar em restauração das paredes externas, diz Teixeira.

Qualquer intervenção no teatro tem de ser aprovada pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão estadual.

Entre o começo de janeiro e o aniversário de Santos (26) é previsto o fechamento do teatro para manutenção em “válvulas hidra, encanamento, lâmpadas, e descupinização”, cita Wânia Seixas, chefe do Departamento de Teatros e Equipamentos Culturais de Santos.

Fabião, entretanto, diz que os planos poderão mudar. “Vamos esperar esse laudo para saber qual é a prioridade que vamos ter”, pondera.

Fonte original da notícia: A Tribuna




SP – PUC-Campinas começa restauro do Solar do Barão de Itapura neste mês


Campus Central será destinado para atividades de cultura e lazer. Universidade lança ainda campanha para captar recursos para obras.

Obras de restauração serão iniciadas ainda em outubro. (Foto: Murillo Gomes/G1)

Obras de restauração serão iniciadas ainda em outubro. (Foto: Murillo Gomes/G1)

A PUC-Campinas inicia neste mês as obras de restauro do Solar do Barão de Itapura, que fica no Centro de Campinas (SP). Para financiar o projeto, a universidade lança também uma campanha de captação de recursos. O prédio abrigou turmas de diversos cursos por 74 anos.

O Solar do Barão de Itapura, reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), após o restauro passará a ser um lugar de valor socioeducativo, já que seu espaço receberá atividades educativas e artísticas.

Segundo a universidade, o restauro do solar e a adequação do seu espaço físico às atividades de arte, cultura e lazer deixarão o prédio em harmonia com as novas tendências de requalificação do Centro.

Mudanças
A ocupação inicial do edifício, como residência, sofreu alterações no uso original para receber uma escola. Essas mudanças desconsideraram a preservação dos elementos artísticos do patrimônio. Por isso, segundo a universidade, a proposta de restauro repensa esses usos.

O projeto propõe a remoção de todos os elementos posteriores que esbarram no valor agregador à obra de arte. Entre as mudanças estão o resgate das varandas, a construção de um anexo com sanitários e garantia de circulação vertical e acessibilidade universal, além das pinturas decorativas do final do século XIX.

Início
Na década de 1930, Dom Francisco de Campos Barreto, segundo Bispo da Diocese de Campinas, idealizou a criação de uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Em 7 de Junho de 1941, no Solar do Barão de Itapura, nasce a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, a primeira unidade do que viria, mais tarde, a ser a universidade. Ela se tornou uma instituição católica em 1955 e em 1972 recebeu o título de pontifícia atribuída pelo Papa Paulo VI.

Em 2015, após a saída do curso de Direito – o último a ser transferido para o Campus I – a PUC-Campinas decidiu dar uma nova história para o Solar do Barão.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas)

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas)

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região