Detentos de Ouro Preto (MG) trabalham na conservação do patrimônio


Após passar por treinamento, detentos atuam na conservação do patrimônio, iniciativa que permite a redução das penas e lhes abre portas para refazer a vida na cidade.

Reeducandos roçam jardins do Casarão Rocha Lagoa, numa parceria que diminui os dias passados na prisão e garante economia para a cidade. (Foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Reeducandos roçam jardins do Casarão Rocha Lagoa, numa parceria que diminui os dias passados na prisão e garante economia para a cidade. (Foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Quando sair da cadeia em maio, S., de 35 anos, pai de uma menina, sabe que vai enfrentar o preconceito da sociedade e receber olhares enviesados de muita gente ao revelar que pegou quatro anos por praticar assalto. Mesmo assim, ele pretende conseguir um emprego e ter vida nova na cidade onde nasceu e cumpre pena em regime semiaberto. “Quero trabalhar, ficar por aqui. Espero que as pessoas confiem em mim, me deem oportunidade, um emprego”, diz o detento, deslizando com precisão a roçadeira sobre o gramado do jardim do Casarão Rocha Lagoa, sede da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio. A exemplo de S., mais oito presos, no mesmo regime, participam do Programa de Liberdade de Assistência ao Encarcerado (Prolae), que lhes deu a chance de aprender um ofício e, agora, de atuar na preservação de monumentos históricos de Ouro Preto.

A iniciativa da prefeitura local foi idealizada em janeiro, quando o país fervilhava com as rebeliões nos presídios do Amazonas e Rio Grande do Norte, que deixaram dezenas de mortos e um clima de insegurança nacional. “Enquanto o Brasil discute a questão carcerária, pensamos na ressocialização e na dignidade humana. Ouro Preto, assim, dá o exemplo com uma ação positiva do reeducando na cidade onde vive. Esses homens foram capacitados, ganharam experiência e poderão ter uma carta de apresentação”, conta o secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni Moreira.

O secretário explica que, ao assumir o governo, a nova administração encontrou os cofres públicos vazios e uma dívida alta: “E, aqui, os jardins degradados, tomados pelo mato. Foi então que procuramos o Poder Judiciário e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para, em caráter excepcional, fazer uma parceria e absorver os detentos do Prolae, programa vinculado à direção do presídio de Ouro Preto. Tudo isso só foi possível, acrescenta, graças ao empenho do Executivo municipal e do irrestrito apoio da direção do presídio e do Prolae, da Vara Criminal e da Promotoria de Justiça. “As autoridades envolvidas foram sensíveis às dificuldades enfrentadas pelo município e apoiaram a proposta”, diz Zaqueu.

Sem recursos para faxina geral em monumentos que fazem a beleza da cidade reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, os presos começaram a trabalhar no início do mês passado e seguem nessa lida até maio, cuidando ainda do prédio histórico da Secretaria Municipal de Assistência Social, doado pelo Barão de Camargos, no Bairro Passa-Dez, e outros de relevância. “O serviço inclui limpeza e jardinagem e os custodiados estão fazendo tudo muito direito. Nenhum deles veio obrigado e sim de forma voluntária”, explica Zaqueu.

Orgulho. O grupo de presos, sob a supervisão de um funcionário da prefeitura local, cumpre jornada diária de oito horas, durante cinco dias da semana, recebe alimentação e transporte fornecidos pela prefeitura e, para cada três dias trabalhados tem remição de um dia na pena. “Todos os internos foram selecionados pela direção do Presídio de Ouro Preto”, observa o secretário. O prefeito Júlio Pimenta (PMDB) se mostra satisfeito com o resultado, exibe com orgulho, na tela do celular, a repercussão nas redes sociais e planeja o próximo passo, dentro do Prolae: o emprego dessa mão de obra no restauro de bens tombados. A intenção é firmar um convênio para tornar o programa prática contínua.

Com uniformes diferenciados dos da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi)/Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), comprados pela prefeitura a pedido do MPMG e da Justiça, os presos se deslocam pelo gramado e jardins do casarão, que se alonga por uma encosta, com muros de pedra seculares dando sustentação. “Estamos planejando uma iluminação especial para que moradores e visitantes conheçam esse patrimônio de Ouro Preto. A vista daqui é muito bonita, podemos ver igrejas, casarões, o Museu da Inconfidência e outras construções dos tempos coloniais”, adianta Zaqueu. Ele lembra que, no Prolae, os reeducandos têm uma série de atividades e cuidam de um viveiro de plantas.

No fim da manhã, o preso S. continua sua tarefa e daqui a pouco vai parar e seguir para o almoço. “Já trabalhei antes de ser preso. Acho que este programa é um exemplo para o Brasil”, afirma com a voz baixa. Interno há quatro anos dentro de uma sentença de 10, por tráfico de drogas, W., de 28, cuja mãe mora em Belo Horizonte, está certo de que o trabalho “distrai a mente, o que para nós é muito melhor”. E afirma que “ninguém fica no crime para sempre”. Seguindo para a refeição, ele acrescenta. “Este aqui é um bom jeito de recomeçar, pois há muito para fazer”.

Histórico. O Casarão Rocha Lagoa fica na Rua Teixeira Amaral, ladeira de acesso às igrejas São José e São Francisco de Paula e rodoviária de Ouro Preto. De provável construção datada do fim do século 18, o sobrado recebeu esse nome por ter sido residência, já na segunda metade do século 19, da tradicional família Amaral e Rocha Lagoa, representada principalmente pelo senador Francisco Rocha Lagoa e sua esposa Amélia Amaral Rocha Lagoa, filha do coronel Francisco Teixeira Amaral.

Conforme o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (Ipac), a mais antiga referência ao imóvel data de 1806. Nesse ano, consta do Livro de Tombos de Terrenos Foreiros a informação de que “Vicência Moreira de Oliveira possuía uma casa na rua da ladeira que segue para a capela de São José”. O documento destaca ainda que a primeira referência direta ao coronel Francisco Teixeira Amaral se deu em 1872.

O que diz a lei  – Benefício por trabalhar

A Lei de Execução Penal (7.210/84) dispõe sobre a remição de parte do tempo de cumprimento da pena por estudo ou trabalho. O inciso um do artigo 126 assegura ao condenado no regime fechado ou semiaberto que um dia da pena será descontado para cada 12 horas de frequência escolar (ensinos fundamental, médio, profissionalizante, superior ou de requalificação profissional) divididas, no mínimo, em três dias. Já o inciso dois garante o desconto de um dia a cada três trabalhados. Por sua vez, o artigo 127 determina que, “em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido (…), recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.”

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Ouro Preto (MG) – Inscrições abertas para o processo seletivo do Curso Técnico em Conservação e Restauro da FAOP


acad6a98106f6129c66a87f58465e86b54f377c7

Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Curso Técnico em Conservação e Restauro da FAOP. São 36 vagas gratuitas para ingresso no primeiro semestre de 2017.

Reconhecido pelo MEC, o curso está entre os mais tradicionais do país, sendo referência internacional no campo da restauração de bens culturais móveis em papel, escultura policromada e pintura de cavalete.

Acesse o edital, a ficha de inscrição e mais informações no site: www.faop.mg.gov.br

Fonte original da notícia: ouropreto.com.br




De protetora a protegida: Grande Muralha chinesa corre perigo


Monumento é ameaçado por erosão, vandalismo ou venda de seus tijolos. Ele é vítima do próprio tamanho, que dificulta monitoramento e conservação.

China investiga 'restauração' com cimento da Grande Muralha. (Foto: Chinatopix/AP)

China investiga ‘restauração’ com cimento da Grande Muralha. (Foto: Chinatopix/AP)

A recente descoberta de uma “restauração” com cimento em um trecho da Grande Muralha da China voltou a pôr em evidência o perigo que o maior monumento do mundo corre, já que é ameaçado pela erosão, o vandalismo ou a venda de seus tijolos.

O gigantesco muro defensivo que os chineses começaram a construir há mais de dois mil anos é tão grande que é até difícil de ser medido (há estudos que apontam que tem de seis mil a 21 mil quilômetros). Ele é vítima de seu próprio tamanho, que dificulta seu monitoramento e conservação.

Isso explica, por exemplo, que a polêmica restauração com concreto em um trecho de Suizhong não tenha sido divulgada pela imprensa local ou gerado ira da população até dois anos após o término da obra, quando imagens do trabalho de péssima qualidade foram publicadas na internet.

“A Grande Muralha tem uma grande história, e claro, agora é como um velhinho”, disse à Agência Efe o maior especialista neste monumento, Dong Yaohui, que em meados dos anos 80 foi o primeiro a percorrê-la inteira – levou 500 dias – para realizar o primeiro estudo pormenorizado dela.

Dong decidiu mostrar o risco que a Grande Muralha corre e levou jornalistas de vários veículos de comunicação ao trecho de Jiankou, um dos mais perigosos e que fica a cerca de 70 quilômetros de Pequim, no qual a cada ano morrem ou se ferem alguns excursionistas.

Com mais de 60 anos, Dong não se intimida e percorre com grande perícia um trecho muito diferente dos mais turísticos, já que foi construído com pedra caliça em vez do tradicional tijolo cinza que edifica os concorridos trechos de Badaling ou Mutianyu.

Em Jiankou, árvores e arbustos invadiram o piso da muralha, inclinando-o às vezes, e na parte mais escarpada praticamente é preciso escalar, uma missão que Dong, figura fácil na televisão chinesa e autor de vários livros sobre a Grande Muralha, cumpre sem transtornos.

“Precisamos da ajuda de outros países, a Grande Muralha é grande demais, longa demais, e sua proteção é muito difícil”, admitiu.

Dong é o subdiretor da Sociedade da Grande Muralha, ONG que pretende conscientizar a população e os turistas sobre a proteção do monumento e que nos anos 80 foi presidida pelo herói militar Xi Zhongxun, pai do atual presidente do país, Xi Jinping.

Ele ficou em evidência na imprensa ultimamente ao apoiar o primeiro ‘crowdfunding’ para reunir recursos com o objetivo de restaurar a muralha, justamente no trecho de Jiankou.

A iniciativa rendeu polêmica no país, já que muitos alegam que é o governo que deve financiar um monumento que é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987, mas Dong ressalta que pode ser um bom complemento para um sistema de proteção que às vezes não é eficiente.

“O governo exige que a verba seja gasta dentro do mesmo ano, mas a aprova em março, o projeto é leiloado em setembro, e só restam os meses de outubro a dezembro para a reparação” – a pior época para isso devido ao frio -, afirmou.

O dinheiro arrecadado com o ‘crowdfunding’ não terá esse limite anual, por isso poderá ser melhor usado, alegou Dong, que conseguiu em um mês atrair 60 mil doadores e arrecadar US$ 300 mil, quase um quinto do valor total necessário.

Entre esses doadores está o fotógrafo Gao Heping, que passou 25 anos imortalizando o monumento com suas lentes e decidiu contribuir com um pouco de suas economias para seu lugar favorito.

“Cresci perto dela, meus pais sempre me contavam histórias da muralha, e desse amor começaram a sair minhas fotos”, contou Gao.

O fotógrafo reconheceu que na China há gente que “não é consciente da necessidade de proteger o patrimônio histórico” e lembrou os danos causados ao monumento, por exemplo, na Revolução Cultural, quando muitas pessoas que viviam nas proximidades pegavam tijolos da muralha para usá-los em suas casas.

Ainda hoje há vendedores que roubam tijolos históricos – como os que têm gravuras – ou governos locais que pensam que a melhor forma de restaurar a muralha é cobri-la com cimento.

“Consertos como esse destroem a mensagem da história, a mensagem que a cultura chinesa representa”, ressaltou Dong, que lembrou que somente 8% da muralha está em bom estado de conservação.

O monumento nasceu ao mesmo tempo que o império chinês, no século III a.C., quando o soberano que unificou os diferentes reinos da época, Qin Shihuang, também uniu suas muralhas para protegê-los de invasores do norte da Ásia.

A edificação foi ampliada e reforçada em dinastias posteriores, e os trechos melhor conservados na atualidade são os que foram construídos na dinastia Ming (1368-1644).

Da Agencia EFE

Fonte original da notícia: G1




Falta de conservação deixa Igreja Matriz de Paraty (RJ) em estado precário


Construção do século XIX é um dos principais cartões postais da cidade. ‘Isso nos preocupa, nos deixa sempre de mãos atadas’, lamenta padre.

Reprodução/Internet.

Reprodução/Internet.

Os turistas que visitam Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, durante a Festa de Nossa Senhora dos Remédios estão encontrando a Igreja Matriz em estado precário — ela foi construída no século XIX e é um dos principais cartões postais da cidade histórica.

Boa parte da fachada já não tem mais pintura. O material usado no emboço está virando pó e, sem essa proteção, a umidade entra na estrutura e provoca ainda mais estragos.

“Todas as vezes que eu venho a Paraty eu percebo que tem se deteriorado um pouquinho essa fachada da igreja”, disse o empresário Leandro Santos Rezende, que veio pela quarta vez a Paraty e uma visita à matriz sempre faz parte de seu roteiro.

Por dentro, a situação é ainda pior, principalmente na entrada: o emboço despenca da estrutura e os funcionaram precisam recolher o material que se solta das paredes. “Já tá na hora de fazer uma restauração em um lugar tão bonito desse. A igreja tem um valor histórico para a população”, lamentou o mecânico Edinézio Alves da Silva.

Reprodução/Internet.

Reprodução/Internet.

O RJTV mostrou a situação no fim de maio. Na época, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) disse que iria que retomar o diálogo com os responsáveis pela igreja para fazer a reforma. Também informou que alguns técnicos especializados na área já estavam fazendo um estudo da igreja para que a reforma fosse aprovada. O padre responsável pela matriz afirma que teve uma reunião, mas não passou disso.

“A única resposta do Iphan foi ter vindo até aqui, ter feito uma verificação do que está acontecendo. Mas, até o momento, eles não dirigiram nenhuma resposta oficial a nós do que possa ser feito, do que vem a ser feito, se vão notificar a empresa que fez esse primeiro restauro” contou Luiz Carlos Zotesso.

A restauração foi feita em 2008 e os primeiros problemas apareceram há cerca de dois anos. “Isso nos preocupa, nos deixa sempre de mãos atadas, porque nós não sabemos qual é o próximo caminho que vamos percorrer, nem o que eles podem fazer por nós agora, neste exato momento”, acrescentou o padre.

Procurado pela produção do RJTV, o Iphan disse que está analisando os problemas da Igreja Matriz de Paraty e elaborando laudos para a reforma, que devem ficar prontos até o fim de outubro. Só depois deste documento a reforma poderá começar.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde




Justiça Federal determina recuperação de imóvel tombado da antiga Estação Ferroviária de São Félix (BA)


2016-08-18_01_

O juiz federal da 2ª Vara da Subseção de Feira de Santana Eudóxio Cêspedes Paes, em ação civil pública movida pelo MPF contra o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Departamento Nacional de Infra-Estrutura e de Transportes, condenou o IPHAN a elaborar, em até 120 dias, projeto de recuperação total do imóvel tombado em que funcionava a Estação Ferroviária de São Félix além de executar, em até 12 meses, as respectivas obras, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Ao DNIT, o magistrado determinou que libere recursos em até seis meses para que o IPHAN execute as obras, sob pena de multa diária de igual valor.

O MPF pleiteou a restauração da antiga Estação Ferroviária de São Félix, também conhecida como “Estação Central da Bahia”, situada naquele município, que se encontra seriamente comprometido, com risco iminente de desabamento e incêndio além de ter sido destinado a finalidades incompatíveis com sua natureza, como uma marcenaria e uma academia de musculação.

Mais de 700 moradores de São Félix subscreveram abaixo-assinado encaminhado ao MPF e, de forma pacífica, ocuparam o local. A estação foi inaugurada em 1881 e era ligação entre Salvador, as cidades do Recôncavo, Minas Gerais e Piauí. Símbolo do desenvolvimento da cidade, a estação era um importante ponto de escoamento de mercadorias e significou uma revolução no sistema socioeconômico do Recôncavo.

A estação tem características de construção do estilo neoclássico e um de seus destaques é o grande relógio que ocupa a parte superior externa da estação e que marcava as horas do trem.

O IPHAN e a Polícia Federal realizaram vistorias recentes no imóvel, constatando-o em situação crítica de conservação, com sinais de abandono e em estado de degradação, além de outros problemas.

Segundo a sentença, “a prova produzida nos autos demonstra a necessidade de adoção de medidas de conservação e recuperação, tendo em vista tratar-se de bem tombado no interesse do Patrimônio Histórico Nacional, a fim de evitar o agravamento e a perpetuação desses danos, bem como garantir a estabilidade estrutural do imóvel, o qual deve ser especialmente preservado e protegido”.

O magistrado considerou que no caso de IPHAN, a responsabilidade decorre da Lei n. 11.483/2007, que determina que cabe ao Instituto administrar bens móveis de valor artístico, histórico e cultural, oriundos da extinta RFFSA e zelar pela sua manutenção. Em relação ao DNIT, a propriedade do imóvel foi-lhe transferida após a extinção da Rede Ferroviária Nacional por meio da Medida Provisória n. 353/2007, convertida na Lei 11.483/2007.

Fonte original da notícia: newsinfoco.com.br




Centro de Preservação Cultural lança novo número e edição especial de sua revista


Estão disponíveis duas novas edições da publicação eletrônica “Revista CPC”, sobre questões relativas ao patrimônio cultural.

cover_issue_8794_pt_BR

O Centro de Preservação Cultural (CPC) da USP acaba de lançar duas novas edições da publicação eletrônica Revista CPC, o número 21 (2016) e a edição especial Dossiê: O reconhecimento dos bens culturais: método, inventários e repercussões normativas.

De caráter científico, a revista é semestral e dedica-se a refletir sobre questões relativas a patrimônio em seus múltiplos aspectos, publicando artigos inéditos sobre patrimônio cultural, conservação e restauração, coleções e acervos, além de resenhas e depoimentos. Lembramos aos autores que a Revista CPC adota o fluxo contínuo de submissões e que o envio de trabalhos é feito diretamente pelo Portal de Revistas da USP.

Entre outros artigos, a Revista CPC traz os textos “A preservação do patrimônio cultural no contexto do licenciamento ambiental: possibilidades sociais e produção de (des)conhecimento sobre ambiente, cultura e patrimônio” e “Cidade, patrimônio e território: As políticas federais de seleção no Brasil do século XXI”. Na edição especial, estão reunidos os trabalhos apresentados no Seminário Internacional O reconhecimento dos bens culturais: método, in-ventários e repercussões normativas, promovido pelo CPC em maio de 2015, tais como “O legado da arquitetura no século XX: proteção administrativa versus salvaguarda efetiva” e “Inventário de bens culturais: conhecer e compreender”.

As novas edições podem ser consultadas neste link.

Mais informações: site http://revistas.usp.br/cpc

Fonte original da notícia: Jornal da USP




Comissão Nacional se reúne em Brasília (DF) para selecionar vencedores do PRMFA 2016


Samba_Cartaz_menor2

Chegou a hora de conhecer os vencedores da 29ª edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Nos dias 27 e 28 de julho a Comissão Nacional de Avaliação se reunirá na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília, para deliberar sobre as oito ações vencedoras, entre as 60 finalistas do PRMFA 2016.

Maior premiação com vistas à promoção e preservação do Patrimônio Cultural de todo o País, o Prêmio Rodrigo recebeu neste ano 220 projetos inscritos, sendo 60 finalistas de 22 estados brasileiros e Distrito Federal. Os vencedores receberão 30 mil reais, oferecidos pelo Iphan como estímulo e forma de reconhecimento às iniciativas de preservação, salvaguarda e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural.

Finalistas
Entre as 60 ações finalistas, 27 são da Categoria I e 33 da Categoria II. Na primeira categoria, foram contempladas iniciativas de excelência em técnicas de preservação e salvaguarda do Patrimônio Cultural, que visam valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação e salvaguarda, envolvendo identificação, reconhecimento e salvaguarda; pesquisas; projetos, obras e medidas de conservação e restauro. São elas:

Bahia
– Rede Multiétnica de Salvaguarda
– Restauração estrutural do Edifício sede da Filarmônica Minerva Cachoeirana, Patrimônio Cultural tombado pelo Iphan, e salvaguarda de acervos de partituras de músicas inéditas datadas dos séculos XIX e XX, de imensurável valor cultural e histórico

Ceará
– Caracterização e avaliação estrutural do Patrimônio Histórico

Espírito Santo
– Projeto Capoeira na Comunidade
– Projeto de Restauro Arquitetônico e reabilitação Paisagística da Igreja Sagrada Família

Maranhão
– Romance de Cordel “Maria. A Nova Sapho. Tradição do Munim” ou “A Pedra do Tanque”
– XXII Festival de Bumba-meu-boi de Zabumba do Maranhão

Minas Gerais
– Som dos Sinos

Mato Grosso
– O Brasil pelos brasileiros: relatórios científicos da Comissão Rondon

Pará
– Coleção de Azulejos históricos
– Projeto Memorial do Livro Morongueta

Paraíba
– Na palma da mão: registro patrimonial em dispositivos móveis

Pernambuco
– Ação de Salvaguarda dos Saberes das Práticas das Parteiras Tradicionais de Pernambuco
– Instituto Ricardo Brennand

Paraná
– Revelações da História

Rio de Janeiro
– Machadinha – Refletindo e compartilhando suas raízes
– Implantação do Laboratório de conservação de documentos da Escola técnica estadual Ferreira Viana – 20ZH – Preservação de Bens e Acervos Culturais

Rio Grande do Norte
– Caboclos de Major Sales – Malhação de Judas

Roraima
– Dunuzuinhau Kadiz: Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana

Rio Grande do Sul
– Museu do Território: Galópolis
– Nosso Patrimônio, Nossa História

Santa Catarina
– Renda de Bilro: um legado açoriano transcendendo séculos em Florianópolis
– Hemeroteca Digital Catarinense

Sergipe
– Mestre do Fogo
– História das Romarias em Sergipe

São Paulo
– Memória do Circo
– Acervo das Tradições

Na Categoria II foram contempladas iniciativas de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural, que visam valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades. São elas:

Amazonas
– Crioulas do Barranco de São Benedito – Manaus
– Projeto História Viva

Amapá
– A criança e o Museu: Caminhos para a educação patrimonial e cultural do Amapá
– Resgatando Tambores

Bahia
– Identidade e Memória do Povo do Mar
– Bembé do Mercado – 126 anos, uma história de salvaguarda, fé, tradição e resistência

Ceará
– Circo, Memória e Identidade
– Dia 25 é Dia de Maracatu

Distrito Federal
– Projeto Luz & Autor em Braille

Espírito Santo
– Capoeira, Docência e Ofício de Mestre: Necessidades e Possibilidades de Preservação
– Ação Educativa no Museu do Colono

Goiás
– BEM Educar Cavalcante (GO) – Comunidade Calunga de Vão das Almas – Etapas I e II – Um olhar mais atento à Comunidade Calunga
– Um Vale de Memórias Chamado Goiás

Maranhão
– Cortejo dos Miolos de Bumba-meu-boi todos os Sotaques do Maranhão

Minas Gerais
– Guia Online de Bens Tombados
– Tratamento e Divulgação do Acervo do Arquivo Histórico de Pitangui

Pará
– Patrimônio, Lazer e Inclusão com a vida ativa
– Roteiros Geo-turísticos – Conhecendo o Centro Histórico de Belém

Paraíba
– Benedito e João Redondo pelas Ruas da Cidade

Pernambuco
– Salvaguarda do Frevo: Experiências e ações integradas no Paço do Frevo
– Semana do Patrimônio Cultural de Pernambuco

Piauí
– Acordes do Campestre

Paraná
– Projeto Guia de Visitação ao Cemitério Municipal São Francisco de Paula;

Rio de Janeiro
– Mandala dos Saberes
– A culinária afro-brasileira como promotora de alimentação saudável no ambiente escolar

Rio Grande do Sul
– Dia do Patrimônio

Santa Catarina 
– Festival de Embarcações a Remo de Bombinhas: valorização e manutenção da identidade cultural do litoral catarinense
– Teatro Gorale “Wspomnienia z polski” Lembranças da Polônia

Sergipe
– Pescando Memórias

São Paulo
– Preservação e difusão do Acervo Videobrasil
– Este Castelo será meu, seu, nosso: a preservação da memória na TV e Rádio Cultura

Tocantins
– Gantó
– Dorivã Borges – Ritmos Tradicionais do Tocantins

Homenagem ao Samba de Roda
O Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade 2016 homenageia o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, no ano em que se completam os 100 anos de gravação do primeiro samba. Este bem cultural foi inscrito no Livro de Registro das Formas de Expressão em 2004 e foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, em 2005.

Esta é uma forma de expressão musical, coreográfica e festiva de matriz africana, mesclada aos traços culturais trazidos pelos portugueses, principalmente, pelo uso da viola e do pandeiro e da própria língua portuguesa nos elementos de suas formas poéticas. Seus primeiros registros, com esse nome e com as características que ainda hoje o identificam, datam dos anos 1860.

O Samba de Roda do Recôncavo Baiano está presente em todo o Estado da Bahia e é especialmente mais conhecido na região do Recôncavo, a faixa de terra que se estende em torno da Baía de Todos os Santos. Pode ser realizado em associação com o calendário festivo – caso das festas da Boa Morte, em Cachoeira, em agosto; de São Cosme e Damião, em setembro; e de sambas ao final de rituais para caboclos em terreiros de candomblé. Contudo, o prazer de sambar pode se dar a qualquer momento.

Revista
Desde o ano de 2014, o Iphan passou a produzir uma revista com conteúdo completo sobre os premiados e homenageado de cada edição. A ideia é criar um instrumento de divulgação, bem como dar representatividade a essas iniciativas, ouvindo seus proponentes e dando-lhes voz. Confira as edições.

Rodrigo Melo Franco de Andrade
O advogado, jornalista e escritor Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em 17 de agosto de 1898, em Belo Horizonte. Foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, foi chefe de gabinete de Francisco Campos, atuando na equipe que integrou o Ministério da Educação e Saúde do governo Getúlio Vargas. O grupo era formado por intelectuais e artistas herdeiros dos ideais da Semana de 1922. Rodrigo Melo Franco de Andrade comandou o Iphan desde sua fundação, em 1937, até 1967.




Porto Alegre (RS) – Curso de Conservação e Restauração de Documentos Arquivísticos – Módulo Intermediário – Extensivo


fotos1-mh5ctgkxo4k5uz9sj0yp6rvhvwalxgxr44p2hm8am0

O objetivo do curso é oferecer oportunidade de aprimorar as técnicas desenvolvidas nas oficinas de noções básicas em conservação e técnicas de restauração de documentos arquivísticos.

Instrutora: Maria Luisa Damiani

Carga horária: 40 horas/aula – 10 encontros

ícone data02, 09, 16, 23, 30 de julho,
06,13, 20, 27 de agosto e
03 de setembro
sábados

ícone horário08h às 12h

 

ícone valorPagSeguro (com opções de parcelamento): R$ 580,00
Depósito (com desconto à vista): R$ 540,00

 

Banco Itaú – Agência 5906-0
Conta corrente – 11132-2
Centro Histórico-Cultural Santa Casa
CNPJ 91.690.842/0001-78
*Envie a cópia do comprovante de Depósito Identificado para: eventos.chc@santacasa.tche.br
**A inscrição será efetivada somente APÓS a confirmação de pagamento.

Vagas: 10 alunos – Obs.: Caso o número de inscrições não atinja o número mínimo para formação de uma das turmas, poderá haver remanejamento dos inscritos.

Para registrar seu interesse no curso, clique aqui.

Conteúdo Programático
– Desenvolvimento dos procedimentos de conservação, preservação e restauração de papéis;
– Análise dos fatores de degradação dos documentos;
– Tratamento químico: Higienização, Alcalinização e noções de tratamento de documentos contaminados por fungos;
– Reestruturação de documentos em suporte papel: técnicas de velatura, enxertor, obturações, consertos;
– Noções de conservação de jornais;
– Noções de conservação de fotografias;
– Materiais adequados para acondicionamento de acervos documentais.

Fonte original da notícia: CHC Santa Casa




Congonhas (MG) – Primeiro Simpósio Brasileiro de Caracterização e Conservação da Pedra prorroga inscrições


Foto: Pedro Motta

Foto: Pedro Motta

O prazo para inscrição de trabalho oral ou pôster no I Simpósio Brasileiro de Caracterização e Conservação da Pedra foi prorrogado até 29 de julho de 2016. O evento será realizado entre os dias 14 e 16 de dezembro, no Museu de Congonhas, em Congonhas (MG), e tem o objetivo de debater e difundir o conhecimento na área da caracterização das rochas e da conservação de materiais pétreos aplicados no Patrimônio Cultural do Brasil. As inscrições devem ser feitas pelo e-mail labtecrochas@gmail.com.

Realizado pelo Laboratório de Caracterização Tecnológica de Rochas Ornamentais e de Revestimento (LABTEC) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Museu de Congonhas, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o evento busca reunir especialistas nas áreas de interesse, para tratar de temas como a valores patrimoniais e conceitos de conservação; aspectos culturais no uso de materiais pétreos e as pedras na arquitetura moderna – usos e conservação.

Normas para participação no I Simpósio Brasileiro de Caracterização e Conservação da Pedra

Serviço:
I Simpósio Brasileiro de Caracterização e Conservação da Pedra

Data: 14 a 16 de dezembro de 2016
Local: Museu de Congonhas – Alameda Cidade de Matosinhos de Portugal, s/n – Congonhas (MG)
Informações: (31) 3409-5429

Fonte original da notícia: IPHAN




Equipe técnica do Estúdio Sarasá realiza oficina no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS)


Fotos: Estúdio Sarasá

Fotos: Estúdio Sarasá

A convite da assessoria de arquitetura, foi realizada explanação teórica com a temática Técnicas de Prospecção e Conservação e a Zeladoria pelo Patrimônio Cultural, envolvendo diversas áreas do Palácio, bem como com a participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul – IPHAE/RS e Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

IMG_0360

Após a palestra, percorreu-se o monumento no sentido de compreender as manifestações da edificação histórica, fazendo o uso de equipamentos e recursos tecnológicos, e cogitou-se ações de manutenção e conservação, a partir do olhar da Zeladoria.

Recepcionados pela Primeira Dama do Estado, Sra. Maria Helena Sartori, e pela arquiteta Maria Clara Bassin, a iniciativa faz parte da política de preservação do patrimônio cultural do Poder Executivo do Estado e está dentro do calendário das atividades de comemoração dos 95 anos do Palácio.

IMG_0363

IMG_0373

Fonte original da notícia: Estúdio Sarasá