Brasília (DF) – Ibram oferece curso gratuito sobre conservação de acervos

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) vai oferecer, no dia 1º de dezembro, mais um minicurso gratuito voltado ao público geral através do programa de formação, capacitação e qualificação Saber Museu. Desta vez, o tema abordado será “Conservação preventiva e gerenciamento de riscos para acervos culturais”.

Ministrado pelo museólogo Leonardo Neves, integrante da Coordenação de Preservação e Segurança do Ibram, o minicurso vai acontecer no auditório do órgão, em Brasília (DF), das 9h às 18h (carga horária de 7h).

Serão abordados conceitos básicos em conservação preventiva de acervos culturais e seus antecedentes históricos; a prevenção e combate a agentes de deterioração do patrimônio cultural; e introdução ao gerenciamento de riscos, incluindo sua identificação, avaliação e controle.

Para participar, não é necessário ter formação específica. Serão ofertadas 50 vagas preenchidas por ordem de inscrição, com prioridade para profissionais que atuam em museus e instituições afins. Será exigida breve exposição de motivos para a participação. As inscrições podem ser feitas até o dia 16/11 através de formulário online.

Fonte original da notícia: IBRAM




São Paulo (SP) – Curso de Restauração de Artefatos Tridimensionais em Madeira

Módulo 1 – Introdução à Restauração em Madeira

O objetivo do curso é a restauração de artefatos tridimensionais como móveis e objetos em madeira com a utilização de técnicas tradicionais de conservação e restauração. Neste sentido, os procedimentos que serão utilizados visam manter as características originais do artefato e prolongar a sua vida útil. O curso também tem como objetivo chamar a atenção sobre a necessidade de conservar e restaurar objetos de caráter histórico e cultural.

Conteúdo Programático: Módulo 1

Preservação, Conservação e Restauração – Conceitos Básicos
Critérios para a Restauração de artefatos em madeira
Procedimentos para a documentação e catalogação
Tipos de Ferramentas, Utilização e Manutenção
Madeiras: Características, Problemas e Uso Sustentável
Descupinização
Remoção de Tintas
Reparos e Tratamento de Superfícies em madeiras maciças
Acabamentos e Polimento de Superfícies

Visita Técnica: MCB – Museu da Casa Brasileira em 02/12/2017 horário da manhã

Exposição: O Móvel da Casa Brasileira

Carga Horária: 26 horas/aula
Vagas Limitadas
Ministrante: Marjane de Andrade
Período: 27 de novembro a 02 de dezembro de 2017
Turma Manhã e sábado pela Manhã – De Segunda-feira a Sábado
Horário: Das 8h30 às 12h30 e Sábados das 8h30 às 12h30
Turma Tarde e sábado pela Tarde – De Segunda-feira a Sábado
Horário: Das 13h30 às 17h30 e Sábados das 13h às 17h30
Valor da inscrição – R$ 630,00
Inscrição de R$ 200,00 mais 2 x R$ 215,00 ou
Inscrição de R$ 300,00 e mais 01x R$ 300,00 (considerando o valor à vista)
*Valor à vista de R$ 600,00.

Inscrições abertas e vagas limitadas
Público-Alvo: Estudantes de museologia, arquitetura, artes visuais, história. Profissionais da área que queira se especializar no assunto.

Local: Oficina de Restauro Regina Célia Sabó
Rua Prof. Ernest Marcus 63 – Bairro Pacaembu – São Paulo/SP

Informações e inscrições
(51)41011072/whats +55 51 982070762 ou marjanedeandrade@gmail.com

Fotos: Armário Art Nouveau e cadeiras Neoclássicas / Restauração: Marjane de Andrade/GDA Atelier – Imagens/Acervo GDA Group

Fonte original da notícia: Marjane de Andrade, por e-mail




Porto Alegre (RS) – Simpósio Nanorestart – Nanotecnologia para a conservação e restauração do Patrimônio Cultural

Atualmente existe uma falta de metodologias eficientes para a conservação de obras de arte moderna e contemporânea, devido a isso, várias obras sofrem processos de degradação extremamente rápidos, e futuramente muitas destas obras não estarão mais acessíveis a sociedade em um tempo muito curto, deixando-nos com uma lacuna na história contemporânea e moderna.

O Simpósio NANORESTART que está vinculado ao Projeto NANORESTART, busca solucionar a questão da conservação de obras de arte, através do desenvolvimento de novos produtos químicos e meios para melhorar o estado da arte da ciência da conservação.

O Projeto NANORESTART (Nanomateriais para a Restauração de Obras de Arte) é fomentado pela União Europeia através do Programa Horizon 2020, contando com uma equipe de professores e pesquisadores de 29 Instituições da Europa, EUA, México e Brasil. É dedicado ao desenvolvimento de nanomateriais que possam garantir a proteção ao longo prazo e a segurança do patrimônio cultural moderno/contemporâneo, levando em conta os riscos ambientais e humanos, viabilidade e custos de materiais.

O Simpósio NANORESTART promoverá a disseminação dos conhecimentos de produtos e técnicas do “Estado da Arte” para a conservação e restauração de obras de arte, tendo um foco especial na nanotecnologia. Esse processo será promovido através da realização de palestras e workshops, em conjunto com uma sessão de pôsteres. Contará com a participação do Coordenador do Projeto NANORESTART Piero Baglione (Itália) e de palestrantes membros do Projeto NANORESTART oriundos da Itália e França, bem como palestrantes nacionais.

Período: 09 – 10 de novembro de 2017

Local: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Brasil

  • 09 de novembro – Sala II do Salão de Atos – Campus Centro
  • 10 de novembro – Sala Fahrion da Reitoria – Campus Centro
  • 10 de novembro – Sala II do Salão de Atos – Campus Centro (Workshop)

Mais informações acesse AQUI

Fonte original da notícia: UFRGS




Ouro Preto (MG) – FAOP abre processo seletivo para Curso Técnico em Conservação e Restauro

Inscrições podem ser feitas até 21 de novembro, até às 12h, no site da Fundação.

Foto: Thiago Bonna

Quem vê as obras históricas expostas nas ruas, museus e galerias de Ouro Preto e região, muitas vezes não imagina o trabalho que existe a fim de preservar as esculturas, documentos, pinturas e imóveis. Os restauradores buscam reparar e promover ações que evitam a deterioração de peças importantes, seja móveis ou imóveis. Neste cenário, a Fundação de Arte de Ouro Preto | FAOP abre mais um processo seletivo do Curso Técnico em Conservação e Restauro para o primeiro semestre de 2018.

A Fundação forma profissionais técnicos de qualidade, capacitados para analisar, diagnosticar e intervir em papéis, pinturas de cavalete e esculturas policromadas. As áreas de atuação vão de ateliês a órgãos de preservação, incluindo museus, fundações, bibliotecas e toda e qualquer atividade relacionada à preservação e recuperação de patrimônio cultural.

O exame de seleção é realizado por meio de questões objetivas de língua portuguesa, química, elaboração de uma redação dissertativa e avaliação de aptidão visual e motora. São esses conhecimentos necessários para ingresso no curso. Para inscrever-se, os interessados devem ter concluído ou estar cursando a partir do 2° ano do ensino médio.

O exame de seleção é realizado por meio de questões objetivas de língua portuguesa, química e pela elaboração de uma redação dissertativa, conhecimentos necessários para ingressar no curso. Para inscrever-se, os interessados devem ter concluído ou estar cursando a partir do 2° ano do ensino médio.

As inscrições para o processo seletivo, no valor de R$60,00, acontecem pelo site www.faop.mg.gov.br de 23 de outubro a 21 de novembro, até às 12h.As provas serão realizadas no dia 3 de dezembro, das 9h às 12h e das 14h às 17h, em local a serem divulgados.

O resultado dos aprovados será publicado no dia 7 de dezembro no site da FAOP e na Casa Bernardo Guimarães, no Cabeças, em Ouro Preto/MG. Os ingressantes no curso são contemplados com a bolsa integral e devem cumprir, durante o curso, com os requisitos especificados no edital.

Serviço: Abertura do Edital do Curso Técnico em Conservação e Restauro

Data: 23 de outubro até 21 de novembro de 2017, às 12h

Público: Todos os interessados na área de conservação e restauro

Local: Casa Bernardo Guimarães

Informações: 3551-5052

Fonte original da notícia: Secretaria da Cultura de Minas Gerais




Inglaterra – Rainha procura estagiário para cuidar de sua coleção de arte decorativa

Selecionado irá receber cerca de R$81 mil para trabalhar de janeiro a setembro de 2018.

A rainha Elizabeth II está procurando estagiário de artes – YUI MOK / AFP

Já sonhou em trabalhar para a realeza? Pois a rainha Elizabeth II está contratando! De acordo com anúncio publicado no site oficial da família real britânica, os Windsor buscam um estagiário para o setor de conservação de peças de arte decorativa e cerâmica da Marlborough House. O selecionado receberá um total de £19.012,50 (cerca de R$ 81,1 mil) pelos serviços desempenhados durante 37h30min por semana, de janeiro a setembro de 2018. Os interessados têm até dia 29 de outubro para tentar a sorte, se inscrevendo pela página do palácio.

“Como parte do nosso time na oficina da Marlborough House, você ganhará vasta experiência prática em uma ampla gama de atividades de conservação para a nossa coleção de cerâmica e artes decorativas”, diz o anúncio.

O estagiário terá a oportunidade de trabalhar com obras de arte deslumbrantes do acervo exclusivo da rainha. A coleção está alojada dentro de uma das antigas residências reais, onde a rainha Mary, avó de Elizabeth II, morou até sua morte, em 1953.

Os candidatos devem ter experiência na reconstrução de elementos estruturais e bom conhecimento sobre restauração de cerâmicas, incluindo superfícies pintadas e decorativas. O palácio procura alguém que também se comunique bem tanto por escrito quanto verbalmente, que saiba trabalhar tanto sozinho quanto em equipe, que seja organizado e atento a detalhes. E, acima de tudo, uma pessoa “ansiosa para mergulhar nas oportunidades de aprendizagem únicas que a coleção apresenta.”

Atende aos requisitos? Se candidate pelo site “The Royal Household”.

Fonte original da notícia: O Globo



Aplicação do instrumento da Transferência do Direito de Construir na conservação de imóveis tombados

Por Penha Pacca* e Flávia Peretto**

Carlabridi. Via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). ImageColégio Santa Inês, bairro do Bom Retiro.

Todo imóvel possui um potencial construtivo definido através de parâmetros urbanísticos específicos de cada zona, conforme a Lei de Zoneamento de cada município. Um imóvel tombado, devido às restrições estabelecidas pelo seu tombamento, pode não conseguir usufruir de todo o seu potencial construtivo previsto em lei. Sendo assim, a Transferência do Direito de Construir (TDC) consiste na permissão dada aos proprietários desses imóveis em vender seu potencial construtivo para outros imóveis da cidade.

No Brasil, o primeiro documento que trata desse tema é a “Carta de Embu”, proposta pelo Centro de Estudos e Pesquisas em Administração Municipal (CEPAM), publicada em 1976. Esta carta aborda o conceito de Solo Criado iniciando a ideia de que para edificar além do potencial básico do terreno o proprietário estaria sujeito ao pagamento de uma contrapartida financeira ao poder público, assim como funciona o instrumento da Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC). Além disso, esse documento também já previa a possibilidade de os proprietários de imóveis tombados venderem o seu direito de construir.

Entretanto, a aplicação da OODC e da TDC, só foi prevista em lei no âmbito federal em 2001 através do Estatuto da Cidade (Lei Federal Nº 10.257/01), como instrumentos a serem adotados pela política urbana do planejamento municipal. No caso do município de São Paulo, o emprego da TDC já havia sido previsto desde 1984, quando foi aprovada a Lei Municipal Nº 9.725/84, que dispunha sobre o uso da transferência de potencial construtivo de imóveis preservados enquadrados como Z8-200.

A TDC possui várias finalidades definidas pelo Estatuto da Cidade, abrangendo outras questões do planejamento urbano além da preservação de imóveis de interesse histórico e cultural. Esse instrumento também pode ser empregado para a implantação de programas de regularização fundiária, para a urbanização de áreas ocupadas por população de baixa renda com a provisão de habitação de interesse social e para a implantação de equipamentos urbanos e comunitários. A partir do novo Plano Diretor Estratégico de São Paulo (PDE – Lei Municipal Nº 16.050/14), a TDC também pode ser utilizada para a execução de melhoramentos viários para a implantação de corredores de ônibus, para a implantação de parques planejados urbanos e para promover a preservação de áreas de interesse ambiental, enquadradas nas Zonas Especiais de Proteção Ambiental (ZEPAM).

© Renato Saboya

Atualmente em São Paulo, no caso da conservação de bens culturais, podem transferir potencial construtivo os imóveis enquadrados nas Zonas Especiais de Preservação Cultural (ZEPEC), classificados nas categorias Bens Imóveis Representativos (BIR) e Área de Proteção Cultural (APC). A área passível de receber esse potencial construtivo passou a envolver todos os imóveis com Coeficiente de Aproveitamento Máximo maior do que um (1), resultando em quase toda a Macrozona Urbana do município e não apenas as áreas ao longo dos eixos de transporte público de massa e no entorno das estações de trem e metrô, como era previsto na Lei de Zoneamento de 2004.

Também a partir do novo PDE, a conservação do imóvel tombado e o plano de manutenção a ser adotado por ele passam a serem fatores condicionantes para que a transferência de potencial construtivo seja efetuada. Sendo assim, para que um imóvel tombado possa se utilizar da TDC ele necessita, obrigatoriamente, da anuência do órgão municipal de preservação.

Com isso, foi aprovada no ano seguinte a Resolução 23/CONPRESP/2015, considerando a necessidade de regrar as medidas de restauro ou de conservação a serem adotadas pelos proprietários e ordenar como seriam verificadas as condições de conservação e preservação do imóvel tombado que ceder potencial construtivo.

As disposições do PDE associadas à Resolução do CONPRESP resultaram num conjunto de regramentos que vinculou a obtenção de recursos através da TDC à aplicação em ações de preservação do patrimônio histórico para a contratação de projetos de intervenção, execução de obras de restauro e mesmo no investimento para a manutenção permanente do imóvel, tornando esse instrumento um importante aliado na tutela dos edifícios de valor histórico e cultural paulistanos.

© Renato Saboya

Contudo, para que se alcance uma situação permanente de conservação e manutenção dos imóveis tombados, é necessário compreender que a TDC é um instrumento findável, tendo em vista que uma vez esgotado o estoque de potencial construtivo do imóvel, não são permitidas novas transferências. Dessa forma, os órgãos de Urbanismo e da Cultura têm considerado a sua utilização como um estímulo à execução das custosas obras de restauro.

Junto com a execução dessas obras, é preciso que sejam desenvolvidas ações de educação patrimonial visando demonstrar aos proprietários desses imóveis como proceder de maneira adequada com a manutenção e conservação do seu imóvel tombado recém-restaurado, demonstrando que as tarefas de manutenção periódica são muito mais simples e baratas do que a realização de uma grande intervenção de restauro.

Sendo assim, a aplicação da TDC deve ser vista como mais uma peça dentro do conjunto de ações de tutela do patrimônio e deve ser articulada com outros instrumentos de modo a estruturar uma política de proteção e valorização dos bens históricos e culturais da cidade.

*Penha Pacca é arquiteta urbanista formada pelo Mackenzie, com mestrado em Geografia Urbana pela FFLCH – USP e doutora em Planejamento Urbano pela FAU- USP. Trabalha há 38 na Prefeitura Municipal de São Paulo na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento no Departamento de Uso do Solo (SMUL-DEUSO). É diretora da Divisão de Monitoramento do Uso do Solo, divisão responsável pelo monitoramento das Zonas Especiais de Proteção Cultural (ZEPEC) e dos instrumentos urbanísticos Outorga Onerosa do Direito de Construir e Transferência do Direito de Construir.

**Flávia Peretto é arquiteta urbanista formada pela FAUUSP – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, integrante do programa de Pós-Graduação em Gestão e Prática de Obras de Conservação e Restauro do Patrimônio Cultural da Universidade Federal do Pernambuco. Trabalha na Prefeitura Municipal de São Paulo na Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento no Departamento de Uso do Solo (SMUL-DEUSO), Divisão de Monitoramento do Uso do Solo. É representante da SMUL no Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (CONPRESP), na Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU) e na Comissão Técnica de Análise de ZEPEC-APC.

Fonte original do artigo: www.archdaily.com.br




Patrimônio arquitetônico moderno de Atenas está em perigo

Prédio abandonado em Atenas. 14 de julho de 2017 – AFP

Atenas, mundialmente conhecida por suas antiguidades, também possui um patrimônio arquitetônico dos séculos XIX e XX cujos escassos vestígios estão ameaçados devido à crise e à falta de políticas para sua conservação.

Maria Daniil se beneficiou das subvenções dos empréstimos bancários dos anos 1980 para restaurar a casa da sua família, construída em 1936 perto da Acrópole.

“Atualmente, com a crise, é caro e difícil restaurar este tipo de construções, já não há ajudas do Estado e as pessoas preferem abandoná-las os demoli-las”, aponta esta arquiteta, especialista em edifícios do final do século XIX e início do XX.

Sua casa, de 300 m2 e estilo de transição entre o neoclassicismo e o ecleticismo, foi construída com uma técnica mista de muros de pedra e pisos de concreto armado.

Na capital grega restam 10.600 casas residenciais em estilo neoclássico ou moderno, segundo a associação Monumenta, que criou uma base de dados para “sensibilizar autoridades e proprietários sobre a sobrevivência do patrimônio imobiliário moderno”.

“A maioria está abandonada, em ruínas ou demolida. Mais de 80% desapareceram”, lamenta Irini Gratsia, arqueóloga especialista em proteção de edifícios-monumentos e cofundadora da Monumenta.

– Gropius e Le Corbusier –

Muitos destes edifícios foram substituídos por imóveis de concreto armado nos anos 1960 e 1970, durante a caótica expansão urbanística da capital.

Na época foram construídos imóveis de cinco ou seis andares para responder à gigantesca urbanização que Atenas ia viver, e era uma forma de relançar a economia após a Segunda Guerra Mundial.

Uma lei de 1983 para a conservação de edifícios neoclássicos obriga os proprietários a restaurá-los, mas a crise econômica, os altos impostos e a ausência de empréstimos ou ajudas estatais levaram de novo ao seu abandono.

Há dois anos, apesar dos esforços da Monumenta, se demoliu uma casa de 1875 de um dos bairros mais antigos da zona oeste da cidade.

Era uma das poucas testemunhas do primeiro apogeu de Atenas no século XIX, quando a cidade tinha apenas 15.000 habitantes. No início do século XX, a população atingiu meio milhão, e nas últimas décadas ultrapassou quatro milhões, explica Gratsia.

Nos anos 1930, o movimento Bauhaus atraiu rapidamente os atenienses ricos por seu aspecto funcional. Essas casas de formas cúbicas já não tinham os elementos decorativos neoclássicos e respondiam às normas da comodidade da classe média do momento, como calefação central e elevador.

A embaixada dos Estados Unidos, emblemática da arquitetura moderna de Atenas, foi concebida nos anos 1950 pelo arquiteto alemão Walter Gropius, fundador da Bauhaus.

Arquitetos gregos discípulos do franco-suíço Le Corbusier, expoente da arquitetura moderna, também se lançaram à construção de vivendas desse estilo ou de estabelecimentos públicos hoje dispersos em vários bairros populares.

“Esses edifícios foram obras-primas em seu momento e é preciso conservar os que permanecem”, disse Gratsia.

– “Continuidade histórica” –

“Atenas poderia destacar o que resta das suas pequenas joias arquitetônicas e se transformar em um ponto de atração turística graças aos seus diferentes estilos”, afirma Monumenta.

Para Maria Daniil, “a conservação de velhos edifícios permite mostrar a continuidade histórica de Atenas, da Antiguidade à atualidade”.

No entanto, proprietários e inquilinos destes antigos edifícios sempre se queixam do alto custo da sua conservação.

Dimitris Ioakim, inquilino há 40 anos de um edifício estilo Bauhaus de 1935, aponta que os gastos das reparações “são altos” e que o proprietário não tem interesse em pagá-los.

“A maioria dos proprietários destas casas as venderam nos anos 1990 para se mudar para a periferia ou as alugaram”, acrescenta.

No entanto, a recente explosão de sites de aluguel como AirBnB abriu caminho para a venda destes edifícios a investidores estrangeiros que os renovaram para alugá-los, principalmente a turistas.

“AirBnB representa uma solução, mas também são necessárias soluções a longo prazo”, afirma Maria Daniil.

AFP

Fonte original da notícia: Revista Isto É




Manaus (AM) – Inscrições abertas para curso livre na área de Patrimônio Cultural

Secretaria de Cultura abre inscrições para curso livre na área de Patrimônio Cultural / Divulgação

A Secretaria de Estado de Cultura informa que estão abertas as inscrições para o Curso Livre de Patrimônio Cultural de Conservação, Restauro, Registro e Salvaguarda. O curso é uma iniciativa do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura (DPH/SEC), em parceria com o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e acontecerá no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi (da Polícia), nos meses de julho e agosto deste ano.

O curso, que inicia na próxima quinta-feira (12), é composto por seis módulos, cujas aulas serão ministradas por renomados profissionais da área de patrimônio histórico no Amazonas: o arquiteto Humberto Barata, o historiador Pedro Mansour, a arqueóloga Tatiana Pedrosa, o antropólogo Cristian Pio Ávila e a restauradora Judeth Costa. Os módulos incluem assuntos como legislação patrimonial, elaboração de projetos de restauro, políticas públicas para patrimônio imaterial, entre outros assuntos.

Para o curso, que é gratuito, serão disponibilizadas 30 vagas e, no ato da conclusão do curso, será emitida declaração de participação para os alunos. As inscrições podem ser feitas na Gerência de Formação Cultural e Eventos do Liceu Claudio Santoro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e também pelo e-mail fc.liceu@gmail.com.

A restauradora Judeth Costa, gerente do Ateliê de Restauro da Secretaria de Estado de Cultura e também professora do curso, explica que será uma oportunidade para a população entender o trabalho que se realiza nos patrimônios histórico-culturais. “Nós queremos que os participantes se interessem, conheçam e até mesmo se capacitem dentro dessa área. Esperamos que eles possam compreender como é feito o trabalho que desempenhamos, principalmente no restauro de bens patrimoniais”, completa.

Fonte original da notícia: Amazonas +




USP abre programa de residência em pesquisa em estudos brasileiros

Foto: Divulgação/Internet

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), maior coleção do gênero formada por particulares, abre, de 17 de julho a 18 de agosto, inscrições para a 3ª Edição de seu programa de residência em pesquisa. O Edital 2017 destina-se a pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com o título mínimo de doutor, que tenham financiamento próprio e experiência de pesquisa na área de estudos brasileiros ou de conservação e restauro de acervos.

O programa, cuja intenção é possibilitar que pesquisadores desenvolvam projetos relacionados ao acervo da BBM – composto por cerca de 60 mil volumes – prevê dois tipos de vinculação à biblioteca: Residência de Pós – doutorado e Residência de Pesquisador. Serão contemplados cinco projetos voltados para a pesquisa do material constante do acervo da biblioteca e um projeto sobre conservação e restauro da mesma coleção.

Para concorrer à seleção, todos os projetos deverão esclarecer suas finalidades acadêmicas e suas afinidades com o perfil e natureza da Biblioteca. Quanto ao processo de avaliação dos projetos, serão duas etapas, sendo a primeira a análise de enquadramento da proposta e a segunda uma análise por parte do Comitê Acadêmico. Os resultados serão divulgados no dia 25 de outubro.

Para instruções de como participar, informações sobre as modalidades, acesse o edital completo em e.usp.br/96c ou entre em contato com a BBM pelo e-mail bbm@usp.br ou pelo telefone (11) 2648-0310.

Fonte original da notícia: PRCEU/USP




Imóveis históricos do Rio estão em péssimo estado de conservação

Palacete São Cornélio, na Glória. Fotos: Bruna Prado/Metro Rio

Palacete São Cornélio, casarões na Lapa, Hotel Glória, casas de Chiquinha Gonzaga e de Monteiro Lobato são alguns dos imóveis históricos do Rio encontrados em péssimo estado de conservação. Mesmo sendo protegidos e tombados, estão abandonados sem perspectiva de melhorias.

Caminhando pelo Rio Antigo, vemos belas construções com arquitetura do século 20. Imóveis que já tiveram seus dias de popularidade, como  o Hotel Glória, o Palacete São Cornélio e os casarões da Lapa estão abandonados. Além deles, as casas dos ícones da cultura brasileira, Monteiro Lobato e Chiquinha Gonzaga, estão em péssimo estado de conservação.

1 – Palacete São Cornélio. Obra parada

Construído em 1862, o Palacete São Cornélio, na Glória, foi doado à Santa Casa de Misericórdia, que instalou ali um asilo. Atualmente, é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas o imóvel está vazio. Segundo o Iphan,  está em péssimo estado de conservação e ainda pertence à Santa Casa.

2 – Casarões na Lapa. Abandonados

Casarões na Lapa.

Sem numeração, pichados, vazios e à venda. Esse é o estado dos casarões da Lapa. Algumas casas são protegidas pelo Corredor Cultural, projeto da prefeitura que avalia a necessidade de obras, com objetivo de manter a fachada. Apesar da proteção, seguem abandonadas.

3 –  Chiquinha Gonzaga. Modificada

Chiquinha Gonzaga.

A casa de dois andares, na rua do Riachuelo, já pertenceu  à compositora da famosa marchinha “Ó Abre Alas”, Chiquinha Gonzaga (1847-1935), ícone da cultura brasileira. O imóvel, ex sede do Arquivo Nacional de Teatro, chegou a ser invadido, mas atualmente está abandonado.

4 – Monteiro Lobato. Mudança

Monteiro Lobato.

Muitos moradores da Tijuca não sabem, mas esta casa azul já pertenceu ao escritor Monteiro Lobato (1882-1948), autor das obras que deram origem ao “Sítio do Pica-pau Amarelo” da TV. Apesar de mal conservado, o imóvel é tombado. Mesmo assim teve a sua fachada modificada.

5 –  Hotel Glória. Falência

Hotel Glória.

O hotel já foi ponto de encontro de celebridades, políticos e chefes de Estado por conta da proximidade com o centro financeiro do Rio. Hoje, o Glória é o retrato do abandono: há correntes, cadeados, tapumes e pichações por todo lado. Em 2008, o empresário Eike Batista comprou o hotel com o objetivo de transformá-lo em um dos melhores do mundo, mas fracassou e revendeu. As obras estão paradas. Para manter a fachada tombada, havia sido iniciada a construção de outro prédio por dentro do antigo.  

Fonte original da notícia: Metro Jornal