‘Vem Viver o Patrimônio’ celebra 30 anos de tombamento de Sítio Histórico em Mimoso do Sul (ES)

O projeto contempla seis edições: abril, maio, junho, agosto, setembro e outubro, sempre no último sábado do mês. Durante o evento, o visitante tem a oportunidade de presenciar a história do local como se tivesse voltado ao passado.

Na próxima sexta-feira (29) e sábado (30), o Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul, receberá mais uma edição do projeto ‘Vem Viver o Patrimônio’. Desta vez, o projeto vai celebrar os 30 anos de tombamento do local, comemorado neste mês de setembro. A programação cultural será intensa, com contação de histórias, exibição de filmes, exposição de fotografias e shows com violeiros e sanfoneiros.

O projeto ‘Vem Viver o Patrimônio’ tem o intuito de proporcionar sustentabilidade econômica ao Sítio Histórico, criando novas possibilidades de geração de renda local. Durante os dois dias, a arquitetura, culinária, artesanato, história local e a música aliada às raízes, atrai turistas e amantes da cultura, contribuindo para que o Sítio Histórico se torne sustentavelmente preservado em sua originalidade histórica, fortalecendo o Patrimônio Cultural local.

O distrito de São Pedro do Itabapoana foi o segundo município mais populoso do Espírito Santo até o final da década de 20, perdendo apenas para Alegre. Foi um dos municípios mais importantes do Estado até Revolução Varguista de 1930 quando, segundo contam moradores locais, teve sua sede e comarca ‘roubadas’ por uma caravana getulista apoiada por políticos do então distrito de Mimoso. Daí em diante Mimoso do Sul passou a ser a sede do município e São Pedro do Itabapoana passou a ser seu distrito.

O Sítio Histórico está a aproximadamente a 460 metros de altitude e tem uma população urbana estimada em mil habitantes. O acesso é feito por rodovia pavimentada e tem como principais atrativos o clima de montanha, a natureza exuberante, um grande conjunto de fazendas que datam do século XIX, o prédio Câmara e Cadeia, e o museu de São Pedro de Alcântara.

Tombamento

São Pedro do Itabapoana tornou-se Sítio Histórico em 1986, quando o Conselho Estadual de Cultura realizou o tombamento de 41 imóveis residenciais, além do prédio Câmara e Cadeia, da igreja e o calçamento central em pedras pé-de-moleque, a maioria deles datados do século XIX, como Patrimônio Histórico e Artístico Estadual.

A partir de 1998 mudanças importantes alavancaram uma transformação do Sítio Histórico. Foi iniciado um processo de restauração e revitalização das casas e imóveis do Sítio, juntamente com a comunidade e com a ajuda de restauradores vindos de Ouro Preto, Minas Gerais, entre eles, a implantação do Antiquário São Miguel e do Museu São Pedro de Alcântara do Itabapoana.

Ainda nesse período o Sítio Histórico passou a realizar um dos eventos mais representativos da cultura capixaba: o Festival de Inverno de Sanfona e Viola. A partir de uma tradição antiga da região de se tocar sanfona e viola, o festival foi criado como uma forma de chamar a atenção de turistas e, principalmente do capixaba, para conhecer melhor e desfrutar um pouco da região repleta de história, cultura, tradição e arte.

No ano de 2015, São Pedro do Itabapoana recebeu da Assembleia Legislativa do Espírito Santo o título de ‘Capital Estadual da Sanfona e da Viola’.

Fonte original da notícia: Folha Vitória




Aves de Paraty (RJ) são protagonistas de livro que reúne ciência e fotografia

O município de Paraty abriga cerca de 470 espécies de aves, o equivalente a metade das que ocorrem na Mata Atlântica.

Capa do livro “As Aves de Paraty”. (Foto: Luciano Lima)

No litoral sul do Rio de Janeiro, Paraty guarda no conjunto arquitetônico um patrimônio que preserva a história e a cultura nacional. Mas entre tantas preciosidades construídas ao longo dos séculos, as aves, em especial, contribuem para que o município seja uma das regiões com maior biodiversidade do Planeta.

Cerca de 470 espécies de aves já foram registradas na cidade colonial. O número equivale a mais da metade de todas as aves que vivem na Mata Atlântica.

Toda a abundância e riqueza da avifauna de Paraty são apresentadas no livro “As Aves de Paraty”.

As aves são as protagonistas nesta obra que reúne ciência, fotografia e arte. “Um dos objetivos do livro é despertar a consciência de moradores e turistas para o fato de que mais da metade das aves da Mata Atlântica são paratienses”, diz Luciano Lima, ornitólogo e autor do livro. “Descobrir essas aves ‘caiçaras’ e se deixar encantar por elas são os primeiros passos para garantir sua proteção.”

Com textos em português e inglês, o livro tem a proposta de atrair não apenas os birdwatchers, mas também quem nunca atentou pela observação de aves. Nos primeiros capítulos, há informações para quem deseja iniciar na prática de observar os pássaros.

O livro de 172 páginas reúne mais de 300 fotos de aves da região. Os registros foram feitos por Luciano Lima, Bruno Rennó, Rafael Bessa, Wagner Nogueira e outros fotógrafos convidados. Infográficos auxiliam na compreensão da distribuição das espécies na floresta e capítulos temáticos destacam o modo de vida e os ambientes em que as aves podem ser avistadas.

A obra é uma realização da Fazenda Bananal, situada na base da Serra da Bocaina. Em sua área preservada de Mata Atlântica já foram identificadas 263 espécies distintas. Projetos de restauração ambiental também são desenvolvidos no local, ao todo, 15 mil mudas de espécies nativas foram plantadas.

O livro será lançado sábado (16/09), às 18h, na Livraria das Marés. Rua Tenente Francisco Antonio, 52, Centro Histórico, em Paraty (RJ).

Fonte original da notícia: G1




Sebrae aposta em baleias e cultura para levar turistas ao Sul de SC

Márcia Godinho, coordenadora do Sebrae-SC: o roteiro ainda está em fase experimental, mas deve começar a ser comercializado em breve.

Sol de verão. Praias cheias. Coco gelado. Roupas de banho. Se depender do Sebrae-SC, o estado catarinense logo será lembrado por mais do que um destino de férias de janeiro. O órgão tem preparado um roteiro, chamado “Rota da Baleia Franca”, que promete levar os visitantes dos municípios do litoral sul de Santa Catarina em uma jornada histórica, cultural, ecológica e com direito, como o nome sugere, a observação dos maiores mamíferos do mundo, as baleias.

Tudo faz parte de um planejamento de quase três anos do Sebrae-SC para fomentar o turismo na região, principalmente, nos três municípios de Laguna, Imbituba e Garopaba, especialmente na baixa temporada de inverno, que traz o clima frio que afugenta muitos visitantes. Com isso, a “Rota da Baleia Franca” visa incrementar o fluxo de visitantes, oferecendo a opção de julho a novembro, quando os gigantes dos mares migram para o litoral sul do país, e podem ser avistados ao longo da costa.

A ação não visa apenas focar nos municípios que compõem a espinha dorsal do roteiro, a intenção, é que diversas cidades próximas da região Sul catarinense sejam beneficiadas com o aumento dos visitantes, que poderão conhecer mais a fundo o estado, como o caso de Gravatal, que conta com águas termais, naturalmente aquecidas, e se tornam uma opção para “driblar” do inverno.

De acordo com a coordenadora do Sebrae-SC, Márcia Godinho, o nome da rota apenas homenageia as baleias francas e ressalta a possibilidade de elas serem avistadas, porém, o passeio tem pretensões maiores, aquecendo toda a região. “Avistar as baleias seria apenas a cereja do bolo. Queremos expor todas as qualidades e a diversidade oferecida por todas as cidades da região do litoral Sul catarinense, que vai muito além de praias e calor”, afirmou.

Ainda de acordo com Márcia, o roteiro deve atrair ainda mais turistas argentinos, que lideram o número de visitantes internacionais ao estado, e turistas gaúchos. “Os argentinos podem vir até de carro, a partir do Rio Grande do Sul. O trajeto até a argentina não é muito longo, além deles, os gaúchos, que também sempre aparecem em bom número, se beneficiam dessa proximidade, podendo aproveitar bastante o litoral Sul de SC, mesmo fora da época do verão”, comentou a executiva.

O roteiro, porém, ainda não pode ser realizado de maneira embarcada, conforme determinação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), que já perdura por alguns anos e tem gerado frustração por parte de alguns hoteleiros, Recentemente, o presidente do Instituto da Baleia Franca, , fez um apelo ao Ministério do Turismo para que haja uma reunião com representantes do instituto para que o processo seja agilizado, já que a medida beneficiaria diferentes passeios comercializados pelos hotéis costeiros.

Por Leonardo Neves

Fonte original da notícia: Mercado & Eventos




Porto Alegre (RS) – Museu/UFRGS oferece o curso “Cultura e Acessibilidade: pesquisa, formação e produção”

Nos dias 11 e 12 de setembro (segunda e terça-feira), a partir das 14h30, no Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro – Porto Alegre), acontece o curso “Cultura e Acessibilidade: pesquisa, formação e produção”. A atividade que é organizada pelo Museu/UFRGS e pelo Grupo Interdisciplinar Pró-Cultura Acessível (PROREXT/UFRGS), tem como objetivo refletir sobre a temática da acessibilidade em ambientes culturais para promoção da inclusão de pessoas com deficiência. Dentre os temas abordados, a programação do evento inclui debate sobre políticas públicas para acessibilidade cultural, formação em acessibilidade cultural, comunicação multissensorial em museus, publicações multissensoriais e teatro e audiodescrição.

O curso é gratuito, tem entrada franca e vagas limitadas. Para inscrições clique aqui.

Para servidores técnicos e docentes da UFRGS, o evento pode contar como progressão por capacitação e as inscrições devem ser realizadas pelo site da EDUFRGS.

Mais informações e programação completa: https://goo.gl/YTpV2Q

Fonte original da notícia: UFRGS




AP – Marabaixo pode virar patrimônio cultural e imaterial em 2018, prevê estudo do Iphan

Levantamento feito pelo instituto encerrou primeira fase em julho. Manifestação tradicional é a principal da comunidade negra do Amapá.

Turistas também assistiram apresentação de um grupo de marabaixo. Foto: Érica Favacho/G1

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) iniciou estudos para registrar o marabaixo, manifestação tradicional da cultura do Amapá, como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A primeira parte do levantamento foi encerrada em julho e a previsão é que o processo seja concluído em 2018.

A historiadora e chefe de registros do Iphan em Brasília, Marina Lacerda, explicou, em entrevista à Rede Amazônica, que o reconhecimento do marabaixo como patrimônio imaterial é uma forma de valorizar a cultura amapaense divulgando a tradição para todo o país.

“É uma forma de manter viva a tradição amapaense e mostrar a variedade cultural brasileira, pois nosso país é diverso e cada manifestação cultural representa a singularidade de cada estado em um país plural e rico culturalmente”, destacou.

O marabaixo é caracterizado pelos cantos e pela dança que narram a luta e a fé dos negros durante a urbanização da capital em paralelo com o avanço do cenário histórico-cultural. A manifestação chegou a ser tema da música “Marabaixo”, de Luiz Gonzaga.

A canção conta a desocupação das famílias negras de parte da orla de Macapá para lugares mais afastados da cidade nos anos 1940, a exemplo do bairro Julião Ramos, atualmente chamado de Laguinho.

A possibilidade de registro do marabaixo como patrimônio foi anunciada em 2015 pelo então ministro da Cultura, Juca Ferreira, que ao receber o pedido avaliou os aspectos históricos e sociais da arte de quilombolas que povoaram o estado. O julgamento foi feito juto com o Conselho Nacional do Patrimônio. A inclusão do marabaixo como patrimônio nacional foi proposta na Comissão de Cultura da Câmara pelo deputado federal Nilson Cabuçu (PMDB).

De acordo com o ministério, os bens culturais e imateriais se caracterizam pelo saber popular através de crenças, ritos, práticas, além de manifestações musicais, plásticas e literárias. Estão nessa lista do MinC diversas manifestações, como o Círio de Nazaré, no Pará, o frevo pernambucano, a capoeira, a Feira de Caruaru e o samba do Rio de Janeiro.

“O trabalho está muito avançado, passou pela primeira etapa e agora estamos finalizando para e seguir com o registro,. Acreditamos que em 2018 e possível que o marabaixo seja registrado, avaliando sobre a pertinência ou não do registro”, reforçou Marina Lacerda.

*Por Jéssica Alves, com informações da Rede Amazônica

Fonte original da notícia: G1 AP




Piranga (MG) – Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau: fieis e devotos iniciam uma das maiores peregrinações religiosas de Minas em direção templo histórico e sagrado de mais de 300 anos

Desde o dia 1º de julho e vai até dia 15, a comunidade histórica de Bacalhau celebra o 231º Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos, no antigo Distrito de Santo Antônio do Pirapetinga, em Piranga. A festa popular arrasta milhares de romeiros e fieis ao conhecido Jubileu do Bom Jesus de Bacalhau. No dia 30 de junho aconteceu a Romaria dos Cavaleiros saindo do Poliesportivo em direção ao Santuário do Bom Jesus abrindo o evento religioso, um dos maiores de Minas.  Até dia 15 de agosto, todos os dias ocorre o Terço da Aurora sempre às 6:00 horas. De 12 a 14, adoração do Santíssimo após a Missa das 15:00 horas. No domingo, dia 6, às 5:30 horas,acontece a caminhada dos romeiros de Piranga até Bacalhau.Durante todos os dias há as celebrações das Santas Missas sempre ás 15:00 horas e 19:00 horas com as participações de diversas comunidade. Aos sábados e domingos há Missas de hora em hora. A homenagem este é favor do Arcebispo do Geraldo Lyrio Rocha pelos 50ª nos de sua ordenação. Romarias de diversas partes da região e de Minas lotam o lugarejo.

A história

Bacalhau é um local místico e mágico, situado em uma colina em meio a exuberante Mata Atlântica. No local ocorreu a última batalha campal da Guerra dos Emboabas, em 29 de novembro de 1708, na antiga estrada que ligava Piranga e os sertões do leste. A construção do Santuário de Bom Jesus, tombado pelo Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), em 1996, que levou vários anos para ser erguido, contou com a participação de mestres do barroco brasileiro com a presença dos mestres da oficina de Mestre Aleijadinho, entre eles, o seu meio-irmão Padre Félix, a família do Mestre Ataíde que ali morava, onde seu pai, Luis da Costa Ataíde, era o delegado da confraria, o mestre pintor Francisco Xavier Carneiro, os irmãos Meireles Pinto, Vicente Fernandes, Francisco Vieira Servas, Manuel Dias. Através do Decreto Papal deu inicio oficial ao jubileu em 29/11/1786 e a partir de 1939 passou a ser comemorado entre 1º a 15 de agosto. O antigo distrito de Santo Antônio do Pirapetinga se originou a partir de 1700 quando a família dos sertanistas Cunha e Gagos começaram o avanço para chegar em Mariana e Ouro Preto, Sumidouro. A Capela Matriz de Santo Antônio do Bacalhau foi uma das primeiras de Minas. Nela foram batizados importantes pessoas da história mineira entre elas, a Matriarca Joaquina de Pompeu. Seus pais (George de Abreu Castelo Branco e Jacinta Tereza) casaram-se na Igreja.Assim como   Dona Beja e Chica da Silva, Joaquina tornou-se uma personalidade da cultura popular, pois fatos reais de sua vida misturam-se a lendas, recriando uma imagem controversa. Mas sem duvidas ela foi uma das mulheres mais influentes do século XVIII e XIX.  Ela casou-se com 12 anos e deixou entre seus descendentes os ex governadores de Minas Benedito Valadares e Magalhães Pinto e o embaixador e Ministro e embaixador Afonso Arinos de Mello Franco. O pesquisador do Arquivo do Conhecimento Cláudio Manoel da Costa (ACCMC), Marcos Gomes, com sede em Piranga, faz um leitura das pinturas da igreja, carregadas de amplos significados. Segundo ele, no simbolismo oculto dos mestres do barroco mineiro e ali está gravada a crônica ao vivo e a cores dos últimos momentos da Inconfidência Mineira. Bacalhau serviu de exílio ao Mestre Aleijadinho e seus oficiais, até quando ele partiu para a cidade de Rio Espera. Ali também observa-se a presença secreta de D. Pedro II e onde possuem as únicas madonas grávidas de Santa Maria Madalena.Atualmente, a estrutura do Santuário está comprometida, telhado danificado e o exemplar barroco está em estado avançado de deterioração comprometendo a sua estrutura. As pinturas estão descaracterizando devido a infiltrações. A situação geral é comprometedora e intervenções urgentes são necessárias ao imóvel do século XVIII. Uma reforma está sendo feita pela comunidade na parte frontal.A riqueza do Santuário, citado pelo atual Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo, como um dos 30 tempos barrocos mais importantes do Brasil corre risco e a Igreja precisa urgente de preservação, reforma e restauro para se manter viva a cultura popular e riqueza deste patrimônio histórico que guarda grande parte da história de Minas e do Brasil.

Curiosidade

Segundo uma lenda local, a capela foi construída após a descoberta da imagem do Senhor Morto, no sítio onde hoje se localiza a igreja. Por diversas vezes a população tentou guardá-la em outras igrejas da região, mas a imagem sempre voltava ao lugar em que apareceu pela primeira vez. Independente da lenda, o passeio a Bacalhau é imperdível pelo misticismo, cultura e história de Minas Gerais.

Fonte original da notícia: Correio de Minas




Salvador (BA) – Nova sede da Fundação Gregório de Mattos será no antigo Hotel Castro Alves

Prefeitura divulga detalhes do projeto que irá ocupar o espaço abandonado na Barroquinha nesta quarta-feira (2).

O prédio do antigo Hotel Castro Alves, na Ladeira da Barroquinha. Foto: Arquivo Correio

O projeto de recuperação do antigo imóvel no qual funcionava o Hotel Castro Alves, um símbolo da região da Barroquinha, em Salvador, além de três estruturas anexas, darão lugar à nova sede da Fundação Gregório de Mattos (FGM), órgão da prefeitura voltado para o fomento à cultura.

Nesta quarta-feira (2), o prefeito ACM Neto e o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, vão divulgar os detalhes do projeto, a partir das 15h, no Espaço Cultural da Barroquinha (em frente à Praça Castro Alves). Também estarão presentes representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), demais autoridades e representantes da classe cultural.

Realizado em parceria entre a Prefeitura e Iphan, o projeto de instalação da nova sede da FGM contará com investimento de R$ 9,5 milhões, sendo R$ 1,5 milhão já aplicados pela administração municipal no processo de desapropriação. Por conta do abandono, parte do prédio que irá abrigar a FGM chegou a desabar em abril de 2008. O Iphan já deu início ao trabalho de limpeza do local.

Instalações extras
Além da estrutura administrativa, o equipamento prevê a instalação de um café-teatro; espaço para cursos, oficinas e ensaios; reserva técnica e auditório. As salas vão abrigar ainda a sede dos conselhos Municipal de Políticas Culturais (CMPC) e Consultivo do Patrimônio Cultural (CCPC).

Com isso, segundo a prefeitura, a intenção é transformar o local em um complexo cultural, que envolve os já existentes Espaço de Cinema Glauber Rocha, o Espaço Cultural da Barroquinha e o Teatro Gregório de Mattos (TGM). A ação faz parte do programa Salvador 360, eixo Centro Histórico, que deverá ser lançado ainda neste mês de agosto.

Fonte original da notícia: Correio – Bahia




Dourados (MS) – Abandono não tirou o brilho da casa que hoje é recanto de arte e cultura

Quem entra pelo portão pequeno da Casa Colaborativa Casa dos Ventos, em Dourados, já sabe que o lugar é diferente. Foto: Helio de Freitas

As pinturas transmitem alegria e o barulho das árvores que permeia a residência traz de volta a calmaria. Quem entra pelo portão pequeno da Casa Colaborativa Casa dos Ventos, em Dourados, já sabe que o lugar é diferente. Pensado por quatro mulheres dispostas a criar e viver da arte, o lugar que completou 5 anos é pioneiro no Estado e recheado de histórias.

Além de agitar a união dos coletivos, a casa surgiu para criação e apoio à arte. Quem está a frente da Casa dos Ventos atualmente é a artista plástica Fabiana Fernandes, de 29 anos. “A ideia surgiu comigo e mais três amigas, artistas locais, diante da falta de espaço público para ensaios e criações. E por isso a gente pensou em uma casa colaborativa para que houvesse uma troca mútua entre artistas e comunidade”, explica Fabiana.

No início, a ideia era mostrar que a casa tinha arte e espaço para uma série de trabalhos com música, circo e produção cultural. “Customizávamos roupas, havia bazar e produtos artesanais. Mas em questão de meses precisamos mudar para um lugar maior e dar espaço a um novo conceito”.

A primeira residência, embora pequena, também era de madeira quando as amigas deram o primeiro passo para a Casa dos Ventos. Meses depois, uma enorme casa abandonada se tornou sede para os sonhos de Fabiana. “Aqui essa casa é alugada e quando chegamos aqui ela estava totalmente abandonada. Na base da colaboração começamos a dar um trato em tudo. Aos poucos estou colocando em prática o processo de restauração”, detalha.

A casa com mais de dez cômodos, se tornou a primeira Rede Cultural e Ecológica especializada em arte e eco educação integrada e colaborativa. Se tornou um laboratório de ações coletivas e orgânicas. Ali são oferecidas oficinas à comunidade e nas vivências cotidianas, surgem reflexões sobre questões de gênero, étnico-raciais, ecológicas, novas tecnologias e produção cultural colaborativa.

“Há um intercambio cultural de arte educadores, artistas e permacultores, fomentamos a formação nas áreas de música, circo, teatro, audiovisual, artes visuais, artesanato, agricultura urbana e cultura urbana. Hoje Casa dos Ventos é considerada a maior casa de cultura não governamental do estado”.

Fabiana conta que cresceu em uma família de artistas e que por isso, foi motivada a criar a um espaço que fizesse a diferença. “Estava cansada de não ter um espaço para trabalhar e acredito muito na importância de dar uma oportunidade a todos. O que me motiva é isso e faço questão de lembrar que a casa não é uma empresa, mas um porta para ter acesso à arte”, afirma.

A Casa dos Ventos está aberta para visitação pública das 16h às 20h durante todos os dias. No entanto, alguns horários são reservados para a prática de atividades cotidianas na horta, na cozinha e biblioteca comunitária. O público é livre para interagir com a ideias discutidas na casa e construir a coletividade. Informações pela página do Facebook.

Fonte original da notícia: Lado B – Campo Grande News




Conselheiro Lafaiete (MG) – Fazenda Paraopeba restaurada: reunião da Amalpa abre casarão onde se reuniam os inconfidentes para tramar a movimento libertário

Um monumento dos tempos da Inconfidência Mineira reabre as portas, totalmente restaurado, para valorizar ainda mais a cultura do estado, destacar a história das Gerais e encantar os visitantes. Em solenidade marcada para hoje, dia 28, será incorporada ao patrimônio de Conselheiro Lafaiete, a Fazenda Paraopeba, casarão que pertenceu ao advogado e poeta Inácio José de Alvarenga Peixoto (1744-1792) e serviu de local de encontro para os demais conjurados liderados por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792).

A primeira atividade do casarão será a assembleia da Associação dos Municípios do Alto Paraopeba (Amalpa), presidida pelo prefeito do município anfitrião, Mario Marcus Leão Dutra. Na oportunidade, estarão presentes os chefes do Executivo dos municípios que compõem a entidade. A reunião está marcada para começar às 9:00 horas.

O restauro foi graça a assinatura de termo de ajustamento de conduta, assinado em 2012, quando o município desapropriou a fazenda, em ruínas à época, e ao mineradora Ferrous investiu cerca de R$2,5 milhões no restauro do bem do século XVIII, envolvido em uma área remanescente de mata atlântica. A propriedade, a princípio, deve abrigar um centro de referência turística da Estrada Real e da Inconfidência Mineira. A construção é tombada pelo patrimônio municipal.

Preservação

Quem passa na MG-383, perto do limite entre Conselheiro Lafaiete e São Braz do Suaçuí, pode ver a beleza do casario de dois andares, chamada por alguns viajantes de Casarão dos Inconfidentes. Em outros tempos, pela situação de ruína, era difícil imaginar que aquelas paredes e demais estruturas fossem testemunhas de tantas histórias de liberdade, de levante dos inconfidentes e indignação contra a coroa portuguesa. Hoje são novos ares nesse prédio que Alvarenga Peixoto recebia, no século 18, amigos, a exemplo dos também poetas Cláudio Manuel da Costa (1729-1789) e Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), que planejavam o fim do domínio português.

Com a restauração, foi afastado o risco de que essa história se perdesse sob os escombros da propriedade, batizada nos Autos de Devassa – inquéritos que incriminaram os conjurados – de Covão, devido à cova formada pela topografia no entorno.

Fonte original da notícia: Correio de Minas




Santos (SP) – Artistas buscam outras formas de renda em tempo de crise

Os cortes nos orçamentos destinados para a pasta e limitações nos programas de fomento à cultura são as principais causas para a migração para outros ramos.

Miriam Vieira conta que o dinheiro que consegue com a venda dos produtos da ‘Angel Lux’ não se compara com o cachê de uma produção artística.
Foto: Arquivo Pessoal

Os projetos culturais estão prontos e aguardando captação de recursos para tomarem forma. Até lá, a diretora teatral, produtora cultural e atriz Miriam Vieira aquece o fogo, separa os ingredientes e prepara azeites e sabonetes artesanais para venda: empreender foi a forma que ela encontrou para sobreviver e pagar as contas em tempos de crise econômica e escassez de recursos para Cultura.

Para muitos brasileiros que estão em busca de emprego, a saída para superar a crise que atingiu o mercado de trabalho está sendo aceitar uma vaga em outra profissão. A situação atinge em cheio o cenário cultural da Baixada Santista: os constantes cortes nos orçamentos destinados para a pasta e limitações nos programas de fomento à cultura são as principais causas para a migração desses profissionais para outros ramos de atuação.

Miriam conta que o dinheiro que consegue com a venda dos produtos da ‘Angel Lux’ não se compara com o cachê de uma produção artística. No entanto, nos últimos anos, os atrasos nos pagamentos e a queda nas produções se tornaram frequentes. “Está cada vez mais complicado ser contemplado em editais, uma vez que são muitos projetos inscritos e cada vez menos dinheiro para todos. Sou de um tempo que produzíamos sem editais e continuo a produzir apesar deles. Todos nós queremos ver nossos projetos de pé, mas está cada vez mais difícil produzir cultura e circular com ela”, conta.

Para ela, uma das saídas para se manter no cenário cultural é apostar nas parcerias. Atualmente Miriam participa de dois ProACs (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo) de Culturas Negras e um edital do Fundo de Assistência à Cultura (Facult). Outros três projetos que Miriam participa aguardam captação de recursos para tomarem forma: o curta ‘Ana’, do Projeto Querô (que está fazendo campanha na internet para captar recursos para a finalização do filme); o espetáculo ‘O gato de botas’ (que aguarda captação pela Lei Rouanet e pelo ProAC ICMS) e o projeto Ciranda no Mangue, também pelo ProAC ICMS (leia abaixo).

Arte é plano B

Lucas Magalhães, atual presidente do Conselho de Cultura de São Vicente, conhece bem essa realidade. Desde 2011 ele equilibra o amor às artes com o trabalho fixo como educador: atualmente é diretor acadêmico da ETEC Doutora Ruth Cardoso e ministra aulas no Colégio Notre Dame.

“Minha carga horária semanal nas duas escolas é de 54 horas. No meio disso, principalmente aos finais de semana, desenvolvo os trabalhos artísticos com o meu grupo, a Cia Héterus de Teatro. Presidir o Conselho de Cultura foi a forma que encontrei para poder articular e pensar politicas públicas para o setor em São Vicente”, conta.

Para Lucas, a falta de incentivo e as dificuldades em conseguir leis de incentivo são fatores que fazem com que o trabalho artístico não seja o objetivo principal de muitas pessoas.

“Atuamos por amor e ainda fazemos as coisas na raça, usando o salário de outras atividades para comprar figurino e fazer o espetáculo acontecer. Vivemos em um país onde não conseguimos escolher a arte como plano A. Sempre tem que ser plano B. É triste ver pessoas desistindo ou saindo da Baixada para ir tentar a sorte em outros lugares”, desabafa.

Na visão de Miriam, o que acontece na região não é diferente do cenário artístico no restante do Brasil. “Estamos vendo novos artistas indo para outras praças para poder trabalhar. Mas de qualquer forma, vejo também outras coisas novas surgindo e pequenos espaços de grupos ou artistas sendo criados por conta própria, além de várias coisas acontecendo em outros segmentos artísticos. Ainda insisto que o saída para a cultura local não é a Anchieta/Imigrantes”, finaliza.

Projetos aprovados nas leis de incentivo não conseguem captação de recursos com empresas

A aprovação de um projeto em leis de incentivo baseadas em renúncia fiscal não é mais motivo de alegria de proponentes da região. O caminho árduo entre a elaboração e a aprovação do projeto tem ganhado contornos delicados: a cada ano cresce o número de projetos que não conseguem a captação de recursos com empresas.

A produtora Cida Cunha, do grupo Sobrado de Artes, conhece bem essa realidade. Desde 2015 ela busca interlocução com empresas da região para conseguir a captação de recursos para dois projetos aprovados: ‘O gato de botas no sertão’ espetáculo em cordel de cunho ambiental com contos da oralidade e ‘Ciranda no mangue’, que também tem como foco a conscientização ambiental.

“A diferença de alguns anos para cá começa na receptividade das empresas. Hoje sequer conseguimos agendar uma reunião para mostrar o nosso trabalho”, conta.

Em nota, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo destacou que não houve redução no orçamento do ProAC Editais e o valor disponibilizado em 2017 para o ProAC ICMS é o mesmo de 2016 (R$ 100 milhões). Disse ainda que as empresas interessadas em patrocinar projetos culturais devem se habilitar junto à Secretaria da Fazenda, que poderão descontar o valor desse investimento do ICMS devido.

Já o Ministério da Cultura disse, por meio de nota, que a aprovação de um projeto via incentivo fiscal da Lei Rouanet não garante a sua execução, já que não é um repasse de recursos pela Pasta. A partir da aprovação, o proponente procura no mercado e na sociedade empresas ou pessoas físicas interessadas em direcionar recursos para aquela iniciativa cultural, podendo deduzi-los, integral ou parcialmente, do imposto de renda.

Com a captação dos recursos necessários, a execução será acompanhada pelo MinC, bem como a prestação de contas.

MinC tem menor orçamento dos últimos dez anos

Dispondo de apenas R$ 412 milhões para despesas não fixas (0,015% do orçamento da União) após o contingenciamento dos R$ 721.786.118,00 previstos na Lei Orçamentária Anual 2017, o Ministério da Cultura tem o menor orçamento dos últimos dez anos para investir em ações culturais em todo território nacional. O número representa uma queda de 31% quando comparado com o orçamento destinado para editais, prêmios, e seminários no ano passado.

Já para o Fundo Nacional da Cultura, o valor previsto na LOA foi de R$ 80 milhões. O montante, no entanto, foi tão reduzido com o contingenciamento que invibilizou qualquer investimento em políticas culturais.

Em nota, o MinC destacou que trabalha de forma constante para assegurar a manutenção de políticas públicas e do acesso da população à Cultura, fazendo a melhor gestão possível dos valores destinados à Pasta. Diante dos cortes, em seu investimento, o MinC priorizou a manutenção de serviços e espaços culturais, como museus, teatros e bibliotecas; a continuidade de programas contínuos e projetos já previstos, bem como a manutenção de suas atividades e das entidades vinculadas: Fundação Casa de Rui Barbosa, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Cultural Palmares, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Fundação Nacional de Artes, Agência Nacional do Cinema e Instituto Brasileiro de Museus.

Recursos da loteria

O Ministério da Cultura (MinC) defendeu, em audiência pública na semana passada na Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados, o descontingenciamento de recursos das loterias federais para o fomento a projetos culturais por meio do Fundo Nacional da Cultura (FNC). Ao longo de anos de limitação financeira, mais de R$ 1,5 bilhão deixaram de ser repassados ao Fundo, impossibilitando o repasse, sobretudo a produtores independentes e àqueles que não conseguem captar pelo mecanismo de renúncia fiscal da Lei Rouanet. O fomento se dá, mais comumente, por meio de editais de seleção que buscam equilíbrio regional, social e econômico na distribuição dos recursos.

Por Rafaella Martinez

Fonte original da notícia: Diário do Litoral