Presidente Prudente (SP) – Após impasse na Justiça, Prefeitura estuda revitalizar chaminé da Sanbra


Anúncio foi feito pelo Executivo de Pres. Prudente na segunda-feira (13). Em ação de 2014, MPE afirmou que local possui valor histórico-cultural.

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Prefeitura de Presidente Prudente anunciou nea segunda-feira (13) que estuda assumir e revitalizar a chaminé e os galpões da antiga termoelétrica da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra) localizados na Vila Furquim, na zona leste da cidade. Em 2014, o local foi alvo de uma ação civil pública com diversos desdobramentos na Justiça.

Conforme o Poder Executivo, o prefeito Nelson Bugalho (PTB) e o secretário municipal de Cultura, Fábio Nougueira, visitaram o complexo para “avaliar as condições físicas do espaço e projetar o que pode ser feito no local”.

Ainda segundo a Prefeitura, a ideia não é apenas sugerir a preservação da estrutura por seu valor histórico, mas sim “urbanizar e transformar os galpões da Sanbra em um novo espaço de lazer e cultura para a população”.

Nesse espaço, o Executivo afirmou que é possível criar uma praça para acolher a população e sediar eventos turísticos e culturais, visando a transformar a área em um “atrativo turístico de Presidente Prudente”.

Contudo, a Prefeitura ressaltou que o primeiro passo para concretizar o projeto é proceder o tombamento da chaminé e dos galpões, que é de responsabilidade do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O Executivo salientou que o órgão “deverá ser procurado ainda nesta semana para dar início ao processo de tombamento”.

O G1 entrou em contato com a advogada Bruna Castelane Galindo, que representa a empresa Duarte e Marino Ltda., para pedir um posicionamento sobre a situação do empreendimento. Ela afirmou que entraria em contato com o representante da empresa e que daria uma resposta à reportagem. Contudo, até o momento desta publicação, não houve retorno.

Ação civil pública
O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a conservação da chaminé e dos galpões da Sanbra em fevereiro de 2014. A ação civil pública solicitou que fossem declarados “bens imóveis de valor histórico-cultural para a sociedade prudentina”.

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Sanbra foi instalada no município por volta dos anos 40 e tinha sua produção baseada no descaroçamento de algodão e posteriormente funcionou também como usina, para produção de energia para consumo próprio.

Segundo o MPE, junto com outras grandes indústrias, a termoelétrica “impulsionou o crescimento da cidade gerando diversos empregos diretos e indiretos, entretanto, com o declínio das atividades agrícolas em 1960, houve o enfraquecimento e a saída dessas grandes indústrias de beneficiamento, como foi o caso da Sanbra”.

Na área da antiga empresa, que fica às margens da ferrovia que corta a cidade, restaram edificações erguidas no meio do século passado, como barracões, o edifício que abrigava a termoelétrica e a chaminé de passagem da fumaça da usina.

Ainda em fevereiro de 2014, a Justiça proibiu qualquer intervenção na estrutura física da chaminé e dos galpões. Em julho do mesmo ano, foi marcada uma conciliação sobre o tombamento da área com o MPE e a Duarte e Marino Ltda., que detém o espaço.

Após a conciliação, no mês seguinte, a Justiça suspendeu por 30 dias o prazo do processo que buscava o tombamento e a preservação do patrimônio. Já em novembro de 2014, a Justiça considerou procedente a ação civil pública e declarou o valor histórico-cultural do local e impôs à Prefeitura a obrigação de iniciar os trâmites do tombamento em um prazo de 30 dias e concluí-lo em três meses.

Em diversos momento durante o trâmite na Justiça, o governo municipal frisou que, por se tratar de uma área particular, a administração pública não tinha “qualquer interesse em firmar compromisso sobre o assunto”, que deveria ser tratado com os proprietários do imóvel.

Em 2016, no âmbito da segunda instância, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou a ação do MPE improcedente.

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente




Deputados querem derrubar veto à inclusão do turismo receptivo na Lei Rouanet


Relator do projeto, Alex Manente diz que o turismo cultural não está consolidado na lei, ou seja, não é um dos itens prioritários para a utilização da Lei Rouanet.

Relator do projeto, Alex Manente diz que o turismo cultural não está consolidado na lei, ou seja, não é um dos itens prioritários para a utilização da Lei Rouanet.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo e empresários do setor querem reverter veto do presidente Michel Temer ao projeto que inclui o turismo receptivo entre os beneficiários da Lei Rouanet (Lei 8.313/91), de incentivo à cultura. O projeto de lei (PL 5559/09) do deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) foi aprovado pelo Senado em dezembro, mas acabou integralmente vetado pelo presidente Temer no início de janeiro (5/1).

Para ser aprovada na Câmara, em 2015, a proposta original ganhou um texto alternativo do então presidente da Comissão de Turismo, deputado Alex Manente (PPS-SP). O novo texto alterou a Lei Rouanet para incluir no Programa Nacional de Apoio à Cultura as apresentações artístico-culturais em apoio à promoção de destinos e produtos turísticos brasileiros.

Sem prioridade

Na prática, a proposta visava o estímulo ao turismo e à captação de eventos no País. Uma das justificativas do veto de Temer é que a Lei Rouanet já tem instrumentos que contemplam os produtos turísticos de conteúdo cultural.

Porém, Alex Manente contesta esse argumento. “Existe essa possibilidade de utilização do turismo cultural na Lei Rouanet, mas não é algo que está consolidado na lei, ou seja, não é um dos itens prioritários para a utilização da Lei Rouanet e aí fica muito superficial, não é algo concreto.”

Ele ressalta que o Brasil recebe, em média, 6 milhões de turistas estrangeiros por ano, “que é um número muito abaixo da nossa capacidade. Nós temos um estímulo ainda muito pequeno ao turismo como fonte de economia sustentável para o País. Nós vamos, agora, dialogar com o Ministério da Cultura para poder fazer algo concreto com aquilo que está sendo objeto do veto”.

Surpreso com o veto

Além de novas conversas com o Ministério da Cultura, o deputado afirmou que vai defender a derrubada do veto no Congresso Nacional. Ex-coordenador e atual integrante da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo, Alex Manente não esconde a surpresa com o veto integral da proposta.

“Obviamente que ninguém fica satisfeito ao receber um veto, até porque a construção deste projeto lei foi em conjunto com mais quatro projetos que foram aprovados na Semana do Turismo: a última semana de setembro de 2015”, observa o parlamentar. “Então, entendemos que foi feito todo o diálogo, inclusive com o Ministério da Cultura e com todos os técnicos, que entenderam a importância. Geraria mais renda e emprego”.

Incentivos para o setor

O presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem, Edmar Bull, cita o atual momento de crise econômica do País para afirmar que o setor privado precisa de incentivos para investir em turismo. Bull também aposta na reversão do veto.

“No mundo inteiro, o turismo está ligado à cultura. Só no Brasil que a gente ainda não conseguiu convencer os nossos governantes. Mas acho que, com mais um pouquinho de tempo, a gente consegue convencer, e isso vai ser aprovado, com certeza”, diz Bull.

Mais burocracia

Outra justificativa de Temer para o veto integral cita que o Plano Nacional de Cultura já estabelece metas específicas para a área do turismo. O governo também argumenta que a aprovação prévia do Ministério do Turismo para iniciativas a serem contempladas, como previsto na proposta, aumentaria a burocracia em torno da Lei Rouanet.

Polêmica

A tramitação dessa proposta já havia causado polêmica na Câmara. Desde 2009, o texto recebeu pareceres divergentes e substitutivos na Comissão de Cultura, sem chegar a ser votado.

Um dos relatores, o deputado Marcelo Matos (PHS-RJ), defendeu a rejeição da proposta com o argumento de que “grande parte dos objetivos pretendidos pelas iniciativas em apreço já se encontram previstos na Lei Rouanet. Ao fomentar e incentivar as ações e projetos previstos no seu artigo 3º, a Lei Rouanet automaticamente beneficia o desenvolvimento do turismo cultural, seja ele receptivo ou de evento”.

A aprovação no Plenário da Câmara, em outubro de 2015, ocorreu após urgência aprovada em setembro daquele ano, a pedido da Comissão de Turismo. Alex Manente foi o relator de Plenário.

Fonte original da notícia: Jornal do Brasil




Em ruínas, Justiça obriga IPHAN a recuperar Casarão do Padre Taborda em Itaverava (MG)


Toda a estrutura do imóvel, cujas pinturas pertencem ao Mestre Athayde, passará por ampla reforma.

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Um dos mais importantes e emblemáticos patrimônios históricos de Minas passará por recuperação estrutural. O Casarão do Padre Taborda, em avançado processo de deterioração, foi alvo de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público (MP), através da curadoria de cultura, contra o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a prefeitura de Itaverava.

A ação o próprio IPHAN elaborou laudo pericial que atesta o estado crítico de conservação do casarão e aponta como solução para o problema a elaboração e a execução imediatas de projeto de restauração da edificação.

Após as contendas judiciais o MP conseguiu uma vitória em favor da cultura itaveranse salvando um exemplar do século XVIII quem contava com a sorte para permanecer de pé. Na ação, o MP demonstrava “cabalmente que existe um seríssimo risco de que o Sobrado do Padre Taborda venha a entrar em colapso estrutural”.

Os laudos apontam que os elementos da sua estrutura, bem como os demais elementos da sua arquitetura e decoração estão comprometidos pela ação dos cupins e umidade.

No final de novembro, a Superintendente do IPHAN em Minas Gerais, Célia Maria Corsino, assinou a ordem de serviço em que a empresa Restaurare Construtora executará serviços da primeira etapa das obras emergenciais do Sobrado.

O serviço deve iniciar ainda este e entre eles estão a reforma completa da cobertura com substituição de peças deterioradas e reposição de telhas rompidas e deslocadas, execução de drenagem pluvial ao longo do perímetro do edifício, reestruturação da escada de acesso ao pavimento superior, reforço das fundações, com preenchimento das lacunas e injeção de material, retirada das tábuas acondicionadas no segundo pavimento e tratamento adequado para a preservação das pinturas nas paredes e forros no segundo pavimento da casa, de acordo com projeto específico. O prazo final para conclusão das obras é de um ano.

A história

O IPHAN tombado o Casarão do Padre Taborda em 1993 pela sua importância devido à sua importância histórico-cultural. Ali foi residência do primeiro vigário colado na Freguesia de Santo Antônio de Itaverava, Padre Manuel Ribeiro Taborda. O período de atuação do religioso no local, 1752 a 1788, indica a data de sua edificação.

As pinturas artísticas do Sobrado – sua tipologia, qualidade e materiais usados datam do mesmo período de execução das da Igreja de Santo Antônio– início do séc. XIX – e seriam do mesmo artista, Manoel da Costa Athayde, o Mestre Athayde.

A cidade de Itaverava, que abriga esse importante acervo histórico e artístico, foi dos primeiros arraiais mineiros, tendo se originado das incursões bandeirantes que precederam ao ciclo de descobrimento do ouro. É, ainda, considerado o primeiro local dessa descoberta em 1694, embora essa riqueza não tenha ali prosperado.

A vitória do Ministério Público é uma vitória da cultura de Minas e de Itaverava.

Fonte original da notícia: Correio de Minas




Secretaria de Estado da Cultura investe R$ 20 milhões na recuperação e restauração de bens tombados no RS


Restauro das Esquadrias da Catedral São Francisco de Paula foi inaugurada nesta semana com recurso do Governo do Estado.

Restauro das Esquadrias da Catedral São Francisco de Paula foi inaugurada nesta semana com recurso do Governo do Estado.

Pelotas, no Sul do Estado, tem hoje a terceira maior população do Rio Grande do Sul. São mais de 300 mil habitantes que transitam diariamente por um cenário onde o antigo e o novo dividem o mesmo espaço em uma harmonia que, por muitos, ainda é considerada ímpar. O município conta hoje com  33 prédios tombados, oito deles pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado (IPHAE): a Escola de Agronomia Eliseu Maciel, a residência do Senador Augusto Assumpção, a Casa da Banha, a Casa João Simões Lopes Neto – Instituto J. Simões Lopes Neto, o Castelo Simões Lopes, a Catedral São Francisco de Paula, o Clube Cultural Fica Ahi Pra Ir Dizendo e o Palacete Payssandu – Casa do Escritor João Simões Lopes Neto.

O curioso é a maneira como a cidade encontrou para manter realmente viva toda essa história –  que começou em 1758, quando Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, doou terras às margens da Lagoa dos Patos para o Coronel Thomáz Luiz Osório: os prédios não são apenas preservados, mas fazem parte de um circuito que desde 2013 reúne a população para visitas e atividades culturais de resgate histórico. O chamado “Dia do Patrimônio”, comemorado em 17 de agosto, rendeu a Pelotas este ano o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O Prêmio foi criado em 1987, em homenagem ao primeiro presidente do IPHAN, como objetivo reconhecer iniciativas desenvolvidas por pessoas e instituições públicas ou privadas, que mantêm vivo o patrimônio e suas mais diversas formas de expressão. Das 60 propostas de 22 estados inscritos, além do Rio Grande do Sul, foram premiados Maranhão, Minas Gerais, Sergipe, São Paulo, Bahia e Pará.

Mas esse interesse em cada vez mais cuidar do Patrimônio Histórico vem se tornando cada vez mais comum no Rio Grande do Sul.

Um patrimônio de todos

No total, o estado tem 152 patrimônios tombados, incluindo o tombamento de remanescentes de Mata Atlântica que abrange mais de 100 municípios. “O IPHAE entende que a preservação da Mata Atlântica, tombada em 1992, contribui com a salvaguarda da biodiversidade e proteção de bens de valor geológico, geormofológico, paisagístico e histórico do Rio Grande do Sul”, explica a diretora do IPHAE, Mirian Sartori Rodrigues.

Miriam destaca ainda que o reconhecimento do patrimônio material e imaterial permite que tanto os municípios quanto pessoas físicas e jurídicas busquem recursos, por meio das leis de incentivo, para obras de recuperação e restauração de bens. Desde 2011, o Sistema Pró-Cultura RS – LIC financiou 24 projetos, ultrapassam R$ 20 milhões.

Fazenda da Tafona, construída em 1813 em Cachoeira do Sul, foi o mais recente tombamento feito pelo IPHAE, em novembro.

Fazenda da Tafona, construída em 1813 em Cachoeira do Sul, foi o mais recente tombamento feito pelo IPHAE, em novembro.

“O tombamento permite que prédios recebam recursos públicos de até R$ 1,5 milhão através de financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), um valor obtido através de isenção fiscal com contrapartida das empresas. É uma maneira de mantermos nossa história viva, ao alcance dos olhos. Esse cuidado com o passado, com nossas origens, faz a diferença no presente e no futuro”, destaca o secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo.

Sala de Cultura

O assunto foi abordado no programa Sala de Cultura desta sexta-feira, veiculado pela Rádio Piratini e com apresentação da jornalista Sabrina Thomazi. Além da Diretora do IPHAE e do Secretário Victor Hugo, participou também a arquiteta e representante do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Verônica Di Benedetti.

Sala de Cultura vai ao ar todas as sextas-feiras, 10h da manhã.

Sala de Cultura vai ao ar todas as sextas-feiras, 10h da manhã.

Desde 2014 o Sinduscon-RS desenvolve um trabalho Resgate do Patrimônio Histórico. Este ano firmou no dia 5 de abril o terceiro convênio para a restauração de mais 20 monumentos do Parque Farroupilha, com verba incentivada pelo Governo do Estado, através do programa Pró Cultura – Lei de Incentivo à Cultura (LIC), no valor de R$ 247 mil. No último dia nove também lançou o Projeto Monumento ao Laçador – Seminário sobre Conservação. O evento marcará o início do processo de diagnóstico para o desenvolvimento de ações que visam a preservação do monumento, numa iniciativa que integra o Projeto Construção Cultural – Resgate do Patrimônio Histórico, instituído pelo Sinduscon-RS.

“Nós estamos lançando um atelier escola. Até o dia 20 de dezembro os profissionais da área de patrimônio vão poder se inscrever para acompanhar o trabalho que vai ser feito no Laçador, assim podendo se aperfeiçoar na área de metais, na qual a gente tem deficiência de pessoal capacitado aqui no Estado”, informou Verônica.

O anúncio dos escolhidos vai ser feito dia 4 de janeiro.  O curso acontecerá de 13 a 17 de março de 2017 e as inscrições podem ser feitas pelo site http://www.sinduscon-rs.com.br/construcao-cultural

O programa Sala de Cultura pode ser ouvido e baixado no link https://soundcloud.com/governo-rio-grande-do-su/rio-grande-do-sul-tem-152-patrimonios-tombados-sala-de-cultura-2511

Mapa Digital da Cultura

A Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC) dispõe de Mapa Digital da Cultural, que reúne em uma plataforma única de dados relacionados aos elementos e à infraestrutura ligada ao desenvolvimento de atividades culturais e ao patrimônio cultural do estado, como bibliotecas, museus, teatros, academias de samba, entre outros.

 Os bens tombados pelo IPHAE podem ser visualizados nesta plataforma pelo link http://www.cultura.rs.gov.br/mapa/#lat=-30.293609699999674&lng=-53.88029040000009&zoom=7.

Fonte original da notícia: Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul




Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural avalia cinco pedidos de proteção


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Hoje, 24 de novembro, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reúne-se em Brasília para apreciar cinco pedidos de proteção federal, sendo quatro solicitações de tombamentos no Rio de Janeiro e um de registro para Pernambuco.

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A instância conta com 23 conselheiros, formada por especialistas de diversas áreas como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia, mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan, analisam os estudos apresentados no parecer e dossiê, aprovando ou negando o título de Patrimônio Cultural Brasileiro.

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Ao longo desses quase 80 anos, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foi o grande responsável pela condução e evolução da Política de Preservação do patrimônio material e imaterial no Brasil, aprimorando seu conceito como reflexo à ressignificação do patrimônio cultural por parte da sociedade, cada vez mais engajada e envolvida no processo de preservação da identidade e da memória coletiva.

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Assim, durante a 84ª Reunião que ocorrerá na sede Iphan, os conselheiros avaliarão pela manhã o pedido de Registro para a manifestação cultural de Caboclos, ou Caboclinho da Região Metropolitana de Recife e a Zona da Mata Norte de Pernambuco. Datada desde o final do século XIX, o Caboclinho simboliza a memória do encontro cultural e da resistência, sobretudo das populações indígenas e também dos povos africanos escravizados, que reverberam profundamente na história do nordeste rural brasileiro. A prática marcada por uma forte presença religiosa afro-indígena-brasileiras está ancorada principalmente no culto à Jurema, com entidades espirituais denominadas Caboclos.

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Na parte da tarde, as discussões se voltam às propostas de tombamento de quatro bens localizados na cidade do Rio de Janeiro: os prédios das Antigas Docas de Dom Pedro II; do Antigo Supremo Tribunal Federal, do Instituto de Resseguros do Brasil, além do Lampião do Largo da Lapa.

Antigas Docas
O edifício do Armazém Central das antigas Docas D. Pedro II fica localizado em frente à área do Cais do Valongo, o maior porto de desembarque de africanos escravizados nas Américas.  A região, atualmente conhecida como “Pequena África”, é espaço simbólico para a comunidade afrodescendente que, rapidamente, após a realização das pesquisas arqueológicas, converteu o local em símbolo da luta pela afirmação de sua identidade e de sua história.

A proposta de tombamento está respaldada nos valores histórico e etnográficos atribuídos ao edifício das Antigas Docas D. Pedro II, como um dos últimos testemunhos da obra do engenheiro André Rebouças na região portuária do Rio de Janeiro. Também registra um importante capítulo da evolução da técnica de construção e modernização da operação de portos no Brasil.

Antigo Prédio do Supremo Tribunal Federal
O edifício, do período colonial, foi palco de julgamentos históricos, como o banimento da Família Real, o habeas-corpus de Olga Benário e o mandado de segurança em favor de Café Filho, quando se viu impedido de assumir a Presidência da República. Construído entre 1905 e 1909, durante as reformas urbanísticas do Rio de Janeiro realizadas pelo prefeito Pereira Passos, idealizador de um concurso de fachadas para a abertura da Avenida Central, o prédio – que abriga, atualmente, o Centro Cultural Justiça Federal – é detentor ainda de valores artísticos, como um importante exemplar da arquitetura eclética do período da primeira República.

Edifício do Instituto de Resseguros do Brasil – IRB
O Instituto de Resseguros do Brasil foi criado em 1939 pelo Presidente Getúlio Vargas com o objetivo de acabar com o domínio das seguradoras estrangeiras. Em 1940, os seguros contra incêndio e de transporte se tornaram obrigatórios e o IRB assimilou essa função, além de se responsabilizar pelo seguro de grandes obras federais. Em 1948, o prédio foi reconhecido pelo Royal Institute of Britsh Architects (RIBA) como uma das vinte melhores obras da época.

Lampião situado no Largo da Lapa
Desenhado por Rodolfo Bernadelli como encomenda do Prefeito Francisco Pereira Passos para sua implantação no ponto inicial da então recém-projetada Avenida Mem de Sá, foi inaugurado em 1906 e logo tornou-se um marco da nova avenida. Além de seus aspectos estilísticos, tem ainda importância histórica, como um dos últimos símbolos das grandes obras comandadas por Pereira Passos, no início do século XX. Seu tombamento complementa a proteção de diversos outros bens já tombados pelo IPHAN na mesma região, como os Arcos da Lapa, a Igreja da Lapa do Desterro e o Passeio Público. A proposta prevê o tombamento do bem por sua importância histórica e artística.

Avaliação do Conselho em 2016 
Neste ano, o Conselho avaliou favoravelmente para inserção na lista dos bens culturais protegidos: três obras do arquiteto Oscar Niemeyer, sendo a Passarela do Samba da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói (RJ), e o Conjunto de edificações projetadas do Parque do Ibirapuera (SP). A Casa da Flor, construída em 1912 em São Pedro D’Aldeia, na Região dos Lagos (RJ), também ganhou a proteção federal. Já a Romaria de Carros de Boi da Festa do Divino Pai Eterno de Trindade, em Goiás (GO), foi inscrito no Livro de Registro das Celebrações.

Serviço:
84ª Reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Dia: 
24 de novembro de 2016, de 9h às 18h
Local: Sede do IPHAN
SEPS 713/913 Bloco D – Ed IPHAN – Asa Sul
Brasília – DF

Fonte original da notícia: IPHAN




Histórias de cachaças e artesanatos mineiros são reveladas em livros


“Artesanato de Minas” e “Cachaças de Minas” fazem parte de coleção que reúne riquezas do Estado.

Foto: Dino

Foto: Dino

Um olhar minucioso sobre os valores e a tradição de Minas Gerais. Esse foi o principal fator que motivou o escritor e consultor em design estratégico e planejamento sociocultural, ambiental e esportivo Leo Sousa a iniciar sua jornada, em 2009, ano em que lançou o projeto “Tradição de Minas”. Desde então, cada obra da coleção aborda um tema relacionado a Minas Gerais, com relatos de um mineiro “de carteirinha e de coração”. Em 2016, depois de um período de pesquisas e viagens em âmbito regional, ele lança, hoje, dia 10 de novembro, dois novos títulos: “Artesanatos de Minas” e “Cachaças de Minas”. O evento de lançamento será realizado, às 19h, no Clube do Livro, piso L1 do Ponteio Lar Shopping em Belo Horizonte.

A seleção dos temas, segundo o autor, foi idealizada sob a ótica da valorização da cultura do povo mineiro, representado por importantes símbolos de Minas Gerais. “Tenho uma forte ligação com o tema ‘cachaças’, por exemplo. Meu histórico familiar é base disso. Desde sempre nos reunimos frequentemente para festejar e curtir os parentes ao máximo. São festas e encontros que fazem de cada momento lembranças pra lá de especiais”, diz Leo Sousa.

E com o artesanato não foi diferente. “Na minha infância, juventude e ainda nos dias de hoje, fui e sou inspirado pelo prazer de compreender e admirar as expressões populares, manifestações artísticas, carregadas de emoção. Meu olhar sempre esteve atento à minha percepção estética das coisas”, salienta o escritor. Ele ainda destaca que a irmã Adriana teve muita importância nessa formação. “Como artista que sempre foi, estive ao seu lado, observando e admirando a arte que ela produzia. Minha mente é assim: em tudo que vejo, me atento aos critérios de beleza – os meus -, e às recordações às quais elas me remetem”, completa.

Com o fotógrafo Marcelo Andrê, Leo Sousa coleciona vivências que ajudam a desvendar um pouco as origens de Minas Gerais e explicam muitos dos costumes ainda mantidos. “A cada viagem, um novo encontro e novas descobertas. Diante de cada nova história da qual me aproximei para a produção dos dois novos títulos, tive ainda mais certeza da importância de valorizar o indivíduo, suas origens e sua capacidade de se manifestar. Valorizar os fazeres e as tradições familiares”, revela.

O projeto, segundo Leo, faz parte de um grande sonho, mas que só pode ser concretizado com o apoio e envolvimento de mais pessoas. “Precisamos de parceiros, empresas e profissionais que vislumbrem a amplitude e todas as oportunidades possíveis desse projeto. O incentivo à cultura em nosso país é algo que precisa passar a fazer parte da essência das empresas. Afinal, os benefícios e o valor que isso pode gerar para elas são enormes. Quanto ao projeto, o objetivo é disponibilizar todo o acervo para a população em geral”, reforça.

Além de concluir o lançamento de todos os títulos, o escritor pretende transformar o conteúdo em um portal, disponibilizando informações a todos os interessados: população, acadêmicos, estudantes e empresas. “Afinal de contas, venho construindo um importante arquivo histórico, com imagens, textos e filmes em alto padrão de qualidade. Informações que valorizam o indivíduo e a família mineira, a cultura e a tradição de Minas Gerais”, conclui.

Fonte original da notícia: Terra




Canoas (RS) – Após restauro, Casa dos Rosa vai abrigar o acervo do Museu Municipal Hugo Simões Lagranha


Considerada a mais antiga edificação do município, a construção data do início dos anos 1900 e foi erguida no lote número 1 da urbanização de Canoas.

Foto: Ireno Jardim / Divulgação

Foto: Ireno Jardim / Divulgação

Ótima notícia em tempos nos quais só se fala de crise na cultura e no colapso de instituições nessa área: será inaugurado nesta quinta, a partir das 17h, o Parque dos Rosa, que vai abrigar a imponente Casa dos Rosa em uma bela área natural localizada em pleno centro de Canoas. Considerada a mais antiga edificação do município, a construção em estilo “chalé de chácara” data do início dos anos 1900 e foi erguida por Antônio Lourenço Rosa no lote número 1 da urbanização de Canoas.

Tombada como Patrimônio Cultural da cidade desde 2009, a Casa dos Rosa passou por um trabalho de restauro e reforma iniciado no ano passado, no qual foram investidos mais de R$ 2,1 milhões. Com um total de 508 metros quadrados, o local vai abrigar o acervo do Museu Municipal Hugo Simões Lagranha, além de contar com salas multimídia para exposições e um café com vista para os jardins do parque.

A cerimônia de inauguração terá apresentações do Canoas Coletivo de Dança, do Coral de Canoas e do contrabaixista Weslei Felix Ajarda – jovem músico da Ospa. Ao mesmo tempo, será apresentada também à comunidade a reformada Antiga Estação de Trem, em frente ao Parque dos Rosa,que será transformada em espaço para ensaios e apresentações de grupos de teatro, música e dança.

Por Roger Lerina

Fonte original da notícia: Zero Hora




GO – Cultura digital, museus, acervo em rede é tema de oficina do Ibram


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O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Universidade Federal de Goiás (UFG) realizam, em novembro, a oficina Cultura digital, museus, acervo em rede.

A formação tem por objetivo apresentar o cenário atual da cultura digital com foco nos fenômenos de rede e em diálogo com a área de museus, refletindo sobre as oportunidades de produção de acervos digitais e suas formas de articulação em rede.

A Oficina será dividida em duas partes. O módulo 1 acontece nos dias 8 e 9 de novembro com o tema Inteligência coletiva e inteligência de redes: novos cenários da cultura digital. E, entre os dias 16 e 17, o módulo 2 tratará do tema Redes e mídias sociais: os museus na web.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas entre os dias 26 de outubro e 1º de novembro de 2016 neste link. As vagas são limitadas e haverá emissão de certificado para os participantes que cumprirem a carga horária total (32h/aula). Mais informações aqui.

Fonte original da notícia: IBRAM




SP – PUC-Campinas começa restauro do Solar do Barão de Itapura neste mês


Campus Central será destinado para atividades de cultura e lazer. Universidade lança ainda campanha para captar recursos para obras.

Obras de restauração serão iniciadas ainda em outubro. (Foto: Murillo Gomes/G1)

Obras de restauração serão iniciadas ainda em outubro. (Foto: Murillo Gomes/G1)

A PUC-Campinas inicia neste mês as obras de restauro do Solar do Barão de Itapura, que fica no Centro de Campinas (SP). Para financiar o projeto, a universidade lança também uma campanha de captação de recursos. O prédio abrigou turmas de diversos cursos por 74 anos.

O Solar do Barão de Itapura, reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), após o restauro passará a ser um lugar de valor socioeducativo, já que seu espaço receberá atividades educativas e artísticas.

Segundo a universidade, o restauro do solar e a adequação do seu espaço físico às atividades de arte, cultura e lazer deixarão o prédio em harmonia com as novas tendências de requalificação do Centro.

Mudanças
A ocupação inicial do edifício, como residência, sofreu alterações no uso original para receber uma escola. Essas mudanças desconsideraram a preservação dos elementos artísticos do patrimônio. Por isso, segundo a universidade, a proposta de restauro repensa esses usos.

O projeto propõe a remoção de todos os elementos posteriores que esbarram no valor agregador à obra de arte. Entre as mudanças estão o resgate das varandas, a construção de um anexo com sanitários e garantia de circulação vertical e acessibilidade universal, além das pinturas decorativas do final do século XIX.

Início
Na década de 1930, Dom Francisco de Campos Barreto, segundo Bispo da Diocese de Campinas, idealizou a criação de uma Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras.

Em 7 de Junho de 1941, no Solar do Barão de Itapura, nasce a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, a primeira unidade do que viria, mais tarde, a ser a universidade. Ela se tornou uma instituição católica em 1955 e em 1972 recebeu o título de pontifícia atribuída pelo Papa Paulo VI.

Em 2015, após a saída do curso de Direito – o último a ser transferido para o Campus I – a PUC-Campinas decidiu dar uma nova história para o Solar do Barão.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas)

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas)

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




Senado analisa quatro propostas para regularizar vaquejada


Geraldo Magela/Agência Senado.

Geraldo Magela/Agência Senado.

Em meio a protestos de vaqueiros e criadores de cavalos, que pararam o trânsito nesta terça-feira (25) na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o Senado analisa quatro propostas para regulamentar a prática.

Os manifestantes protestam contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que derrubou lei estadual regulamentando a vaquejada. Os ministros acataram argumento de que a atividade impõe sofrimento aos animais. A decisão torna a prática inconstitucional, uma vez que a Constituição protege os animais contra a crueldade.

Na segunda-feira (24), líderes do movimento foram recebidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. Ele se mostrou favorável à edição de norma para regulamentar a vaquejada.

“Contem comigo, nós estamos abertos, aqui no Senado, para ouvir todos os anseios da população e garantir o respeito à diversidade da cultura e das tradições brasileiras”, garantiu Renan.

Os manifestantes que vieram a Brasília pedem urgência na legalização da vaquejada e anunciam para o fim do dia uma cavalgada em frente ao Congresso Nacional.

Patrimônio cultural

Em defesa da vaquejada, três projetos (PLS 377/2016, PLS 378/2016 e PLC 24/2016) classificam a atividade como patrimônio cultural brasileiro e uma proposta de emenda à Constituição (PEC 50/2016) assegura sua continuidade, desde que regulamentada em lei específica que assegure o bem-estar dos animais envolvidos.

Autor da PEC, o senador Otto Alencar (PSD-BA) quer encerrar a controvérsia em torno da vaquejada incluindo no texto constitucional permissão para “as práticas culturais de natureza imaterial que integram o patrimônio cultural brasileiro e comprovadamente não submetam os animais à crueldade”.

Ele também é relator de um dos projetos sobre o tema (PLC 24/2016), que reconhece o rodeio e a vaquejada como manifestações culturais nacionais e patrimônios culturais imateriais.

Em voto favorável ao projeto, Otto Alencar argumenta que a atividade já segue normas estaduais que tratam da segurança dos animais, como a utilização exclusiva de bois adultos, o uso de cauda artificial, a abolição de esporas e a disposição de um mínimo de cinquenta centímetros de areia no local das provas, para amortecer a queda dos animais.

O projeto tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) e chegou a entrar em pauta, mas manifestações contrárias dos senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Cristovam Buarque (PPS-DF) resultaram em pedido de vista, adiando a decisão sobre a proposta.

Na discussão da proposta na CE, Lídice da Mata (PSB-BA) e Roberto Muniz (PP-BA) apoiaram o projeto. Após passar pela comissão, o texto ainda precisa ser votado pelo Plenário do Senado.

Empregos em risco

Também tramitam na CE o PLS 377/2016, do senador Raimundo Lira (PMDB-PB), e o PLS 378/2016, de Eunício Oliveira (PMDB-CE). Ambos reconhecem a vaquejada como manifestação da cultura nacional e aguardam designação de relator.

O primeiro projeto atribui como competência do Poder Público assegurar o reconhecimento e a valorização da vaquejada como bem cultural imaterial.

Como argumento, Lira afirma que a criação de gado e a figura do vaqueiro marcaram a ocupação das terras do sertão nordestino. Ele ressalta que a vaquejada, originalmente, representava o encerramento festivo do trabalho de marcar e castrar o gado.

“Era a festa da apartação. Feita a separação, acontecia a vaquejada, com provas que mostravam a habilidade dos vaqueiros na lida com o gado”, disse.

Com o tempo, observa Raimundo Lira, a atividade se tornou uma tradição, uma prática cultural, o que justificaria sua manutenção. Além do valor cultural, ele argumenta que vaquejada e rodeio geram 600 mil empregos no país.

O reconhecimento da vaquejada como manifestação da cultura popular também é defendido no projeto de Eunício Oliveira. No texto, ele classifica a prática como atividade recreativa ou competitiva e determina que esteja submetida a normas da defesa sanitária animal.

O projeto torna obrigatório aos organizadores da vaquejada a adoção de medidas de proteção à saúde e à integridade física do público, dos vaqueiros e dos animais.

Obriga, durante a prática da vaquejada, a presença de um médico veterinário, que atuará com árbitro de bem-estar animal, impedindo maus tratos. Esse profissional poderá suspender a participação de animais que tiverem sua integridade física colocada em risco.

O projeto trata ainda do transporte dos animais, do espaço físico para realização das competições e da segurança do público e dos competidores.

Fonte original da notícia: Agência Senado