Curitiba (PR) – Casa Erbo Stenzel é destruída por incêndio na madrugada

A suspeita inicial é de que usuários de drogas podem ter iniciado o fogo. Fotos: Gerson Klaina.

Parte da história do artista plástico e escultor paranaense Erbo Stenzel se perdeu num incêndio na madrugada desta quarta-feira (14). O alvo foi a casa onde funcionavam exposições temporárias e permanentes, dentro do Parque São Lourenço, em Curitiba.

O fogo começou entre 2h30 e 3h. Segundo a Guarda Municipal (GM), várias equipes dos bombeiros prestaram apoio para conter as chamas.

O incêndio destruiu totalmente a parte de trás da casa histórica. O fogo foi contido, mas as equipes precisaram voltar pela manhã por causa de alguns focos que ainda insistiram em permanecer acesos.

O local onde fica a casa passou por perícia da Polícia Científica e foi isolado. A suspeita inicial é de que usuários de drogas podem ter iniciado o fogo.

História resguardada

Segundo a Fundação Cultural, apesar do estrago, nada dos objetos que contavam a história do artista foi perdido. Estes objetos já haviam sido retirados do local.

Por ter havido um princípio de incêndio no inverno do ano passado, as equipes resguardaram os materiais expostos para evitar que se perdessem caso o local sofresse com um novo ataque. A Polícia Civil deve investigar o que aconteceu.

Por Lucas Sarzi

Fonte original da notícia: Tribuna PR




Conselho municipal tomba parque do Povo e prédios da Santa Casa em SP

Prédio principal da Santa Casa de São Paulo; complexo foi tombado por conselho municipal. Foto: Daniel Guimarães – Folhapress

O Conpresp, órgão responsável pela preservação do patrimônio municipal, decidiu tombar o complexo de prédios da Santa Casa, o parque Mário Pimenta Camargo, conhecido como parque do Povo, e o conjunto das antigas instalações da Oban (Operação Bandeirantes) e do DOI-Codi.

Os três ícones da arquitetura, da história e da cultura paulistana já eram tombados pelo Condephaat (órgão estadual do patrimônio) e tiveram o novo tombamento publicado no “Diário Oficial” do último sábado (10).

No caso da Santa Casa, localizada na região da Vila Buarque (centro), as instalações tombadas foram separadas em dois grupos, um com preservação integral das edificações, que inclui parte da construção original que margeia o jardim interno, e outro com preservação das fachadas, como o muro que delimita todo o complexo.

Já as antigas instalações da Oban e do DOI-Codi incluem imóveis localizados entre as ruas Tutóia, Tomás Carvalhal e Coronel Paulino Carlos, no Paraíso (zona sul). Entre eles, o do setor de inteligência do DOI-Codi, o do 36º DP, o pátio no setor central do conjunto, o prédio de alojamento e as guaritas.

A publicação aponta a importância “da identificação e divulgação pública das estruturas, locais, instituições e as circunstâncias relacionados à prática de violações de direitos humanos, suas eventuais ramificações nos diversos aparelhos estatais e na sociedade”. As instalações na zona sul foram usadas para prender e torturar opositores da ditadura.

Com o tombamento, qualquer intervenção nos três locais deverá ser previamente analisada e aprovada pelo DPH (Departamento do Patrimônio Histórico) e pelo Conpresp.

No parque do Povo, até a poda de árvore deverá ser precedida de autorização do conselho. A Secretaria de Cultura afirma, no entanto, que vai estabelecer um protocolo para casos de manutenção corriqueiros e “apenas mudanças significativas deverão ser analisadas e aprovadas pelo conselho”. As atividades esportivas e culturais do local serão mantidas normalmente.

Crianças brincam no parque do Povo em domingo de sol; local também foi tombado pelo Conpresp. Apu Gomes – Folhapress

O parque, localizado no Itaim Bibi (zona oeste), está na lista do prefeito João Doria (PSDB) entre os que devem ser entregues à iniciativa privada.

Há duas semanas, a prefeitura já tinha tombado também, por meio do Conpresp, o cemitério da Consolação e a praça Dom José Gaspar, da Biblioteca Mário de Andrade, ambos localizados no centro da cidade.

Fonte original da notícia: Folha de S. Paulo




Demolição de imóvel na Prainha causa nova polêmica sobre preservação do patrimônio de Torres (RS)

Conforme presidente do Conselho Municipal do Patrimônio, demolição do imóvel precisaria ter aval do conselho. (Foto por Leo Gedeon)

Um imóvel clássico de Torres, que seria listado como inventariado pelo COMPHAC (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) foi demolido na manhã de segunda-feira (22/05). Localizado na Prainha ou Praia do Meio, um dos pontos turísticos mais famosos de Torres, o imóvel era um ‘bunglow’ com características peculiares e seria testemunha da História do Turismo no RS, conforme o presidente do COMPHAC, o historiador Leo Gedeon.

“A destruição (do imóvel) ocorreu em dez minutos, mesmo após uma notificação de que os responsáveis deveriam parar as máquinas” criticou Leo Gedeon no Facebook. A postagem viralizou na rede social , tendo mais de 550 compartilhamentos (até a tarde desta quinta-feira, 25). Na maioria dos comentários, percebem-se pessoas lamentando a derrubada do imóvel e os exageros da construção civil. Mas há também aqueles que defenderam o direito do proprietário da casa – que, afinal, era uma propriedade privada – de fazer o que quiser com seu imóvel.

Divergência de opiniões

Consultada pelo jornal A Folha, a prefeitura de Torres enviou email sobre o assunto. A assessoria de comunicação da municipalidade afirma que o pedido de demolição da ‘residência particular’ já havia sido protocolada junto a Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, discordando que o imóvel fosse inventariado como patrimônio histórico municipal. “A equipe da Secretaria avaliou a liberação deste pedido, considerando o regramento determinado pelo Plano Diretor e também pela Portaria 08/2017 da Secretaria de Cultura do Estado. Esta portaria estabelece coma área de proteção o entorno da Igreja São Domingos, único bem tombado no Município, pelo Instituto do Patrimônio Histórico Estadual (IPHAE). O referido imóvel não encontrava-se situado nesta área”.

Para o jornal A Folha, Leo Gedeon reiterou que o imóvel seria inventariado (ou ao menos listado) e sua demolição não poderia ter ocorrido sem, anteriormente, o COMPHAC ter sido consultado e ter dado o aval. ” Foi negligência o conselho não ter sido consultado, penso que a Secretaria de Planejamento agiu de má-fé (ou no mínimo fez má interpretação). Existem vários bens históricos consagrados fora da poligonal da Igreja São Domingos (O Casarão dos Muller, por exemplo)”, disse Gedeon, que continua indagando. “Existem projetos de intervenção/demolição de chalés históricos que estão passando pelo Conselho do Patrimônio Histórico, sendo avaliados com calma. Mas porque este projeto em específico não passou pelo COMPHAC? Porque para alguns não há necessidade de pareceres e para outros sim? Os maiores criminosos não são os proprietários dos bens, mas sim o poder público que é negligente na preservação do patrimônio “, finalizou Gedeon, lembrando da demolição do chalé dos Gerdau no final do ano passado (imóvel que estaria inserido na Poligonal da Igreja São Domingos, segundo o presidente do COMPHAC, mas foi demolido mesmo assim).

Por Guile Rocha

Fonte original da notícia: A Folha




Porto Alegre (RS) – Projeto prevê tombamento do Parque Saint’Hilaire

Foto: Joel Vargas/PMPA

Está tramitando na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT) que prevê tombamento do Parque Saint’Hilaire. O objetivo é integrá-lo ao Patrimônio Histórico-Cultural, Natural e Paisagístico do Município de Porto Alegre.

Segundo o autor, o Parque Saint’Hilaire é um dos mais importantes locais de preservação ambiental ainda existentes na capital. Batizado com esse nome, homenageia o conhecido naturalista e viajante francês Augustin François Cesar Provensal Saint Hilaire. “A importância da área onde situa-se o parque para nossa cidade e nosso estado é anterior a sua criação”, explica.

Proprietária de grande parte da área, a Companhia Hidráulica de Porto Alegre a utilizava para captação de água e sua distribuição para a população de nossa cidade desde 1898, no final do século XIX. O parque abriga mais de 50 nascentes, as mais distantes da foz do Arroio Dilúvio, possuindo papel fundamental na conservação da bacia hidrográfica. A fitogeografia do parque é formada pela Floresta Estacional Semi Decidual, ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica, a segunda maior floresta em diversidade biológica e também a segunda mais devastada do planeta, considerada área prioritária para conservação da biodiversidade.

“Portanto, como se pode observar, o Parque Saint’Hilaire é um espaço que mantém viva a história, a cultura e o ambiente natural de Porto Alegre”, defende Oliboni.

Por Priscila Bittencourte/Marco Aurélio Marocco

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre




Belo Horizonte (MG) – Casarão histórico guarda a memória da região de Venda Nova

Reconstruído pela PBH em 2013, o imóvel do século XIX recebeu 9 mil visitas em 2016.

Um casarão do século XIX guarda as memórias da região de Venda Nova, um dos mais antigos distritos de Belo Horizonte. (foto: Arquivo Gercom-VN/PBH/Divulgação)

Construído em 1894, um casarão azul e branco de estilo arquitetônico colonial é um autêntico cartão postal da região de Venda Nova, no vetor norte de Belo Horizonte. Tombado em 2003 pelo Conselho do Patrimônio Histórico do município, ele comporta o Centro de Referência da Memória de Venda Nova, ligado à Fundação Municipal de – Cultura (FMC).

Danificado pela ação do tempo e por um incêndio, o casarão foi reconstruído pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e entregue à comunidade em agosto de 2013, com objetivo de abrigar exposições e o acervo histórico sobre a região, reunido pelos moradores.

A edificação agradou a uma das figuras que mais atuou para que o projeto de reconstrução se consolidasse: dona Lúcia César, de 82 anos, integrante do extinto Culturarte, movimento local que lutou durante décadas pela valorização e preservação da memória de Venda Nova. “Está mais bonito do que era”, comenta a moradora.

Visitas orientadas

Desde a inauguração, o casarão histórico tem recebido vários grupos de estudantes, de pessoas da terceira idade e de instituições de saúde mental. O espaço está sob os cuidados do técnico do Patrimônio Cultural, Henrique Willer de Castro, que tem desenvolvido um trabalho de educação patrimonial, com visitas orientadas, utilizando diversos recursos lúdicos e didáticos, como caça-palavras, jogo da memória, todos especificamente criados e desenvolvidos com informações sobre a região.

Os visitantes são recebidos, na maioria das vezes, pela professora Silvana Cheib, que está cedida para a FMC. Ela conta que é muito bom ver a emoção das pessoas em relembrar e outras em conhecer a história de Venda Nova.

Em 2016, o espaço recebeu cerca de vinte grupos de visita orientada, totalizando quase 350 visitantes. Somados ao público espontâneo, foram quase nove mil visitas. A exposição Caminhos de Venda Nova: Memória, Sensibilidade e Identidade, que, atualmente, está instalada no local, têm propiciado experiências emocionantes.

“Numa delas, fomos procurados por um senhor, indagando sobre uma foto que está exposta na área externa do local, plotada num dos vidros. É a foto de alguns homens num armazém, que ficava à rua Padre Pedro Pinto. Emocionado, reconhecera ali seu pai, de quem não possuía nenhum registro fotográfico. Com lágrimas, agradeceu pela oportunidade de receber uma cópia digital da imagem do pai”, conta Henrique Willer.

O técnico do Patrimônio Cultural vê com bons olhos a iniciativa da PBH em manter um espaço de memória para uma região com uma história tão rica. “Venda Nova tem vivido um verdadeiro boom do crescimento habitacional e comercial, que traz diversos impactos. Num contraponto, a iniciativa do poder público municipal em criar e manter um espaço de natureza museológica e memorial se mostra importante, uma vez que a região possui uma história rica, que precisa ser transmitida e preservada. Um esforço de lidar com a tradição e a modernidade, com o desenvolvimento urbano e econômico”, diz Henrique Willer.

Com assessoria de comunicação da PBH.

Fonte original da notícia: Revista Encontro




Prefeitura decreta tombamento da ‘Capela da Saudade’ em Uberlândia (MG)

Capela tem grande influência religiosa sobre comunidades locais de Uberlândia. (Foto: Reprodução/TV Integração)

A Capela da Saudade foi tombada como patrimônio histórico de Uberlândia a partir do decreto publicado nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial do Município. A proposta de tombamento efetivada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Cultural de Uberlândia (Comphac) leva em consideração o valor histórico e cultural do imóvel, além da influência de religiosidade que o bem detém sobre as comunidades rurais da região.

O decreto assinado pelo prefeito Odelmo Leão e a secretária municipal de Cultura, Mônica Debs, veda qualquer intervenção estrutural no imóvel sem prévia concordância do Comphac. “Todos os elementos arquitetônicos da fachada frontal e lateral direita, tais como janelas, portas, balaustradas, vitrais, dentre outros, deverão ser preservados e só poderão ser alterados no sentido de reverter eventuais descaracterizações”, diz o decreto.

Os projetos de intervenção deverão ser elaborado por um arquiteto com experiência e formação comprovadas na área de conservação e restauração de bens culturais imóveis. Além disso, as cores da pintura de todas as fachadas da capela também deverão manter coerência com as características formais do prédio e do período construtivo.

História e arquitetura

A história da Capela da Saudade se molda às festividades religiosas da região rural conhecida como “Cruz Branca”. João Rezende, avó do atual proprietário da área, ergueu um cruzeiro e, depois, a construção foi realizada em caráter improvisado e só em 1899 é que foi erguida a capela pelo então genro de João, Francisco Pereira de Rezende.

O imóvel passou por uma reconstrução em 1954. Durante vários anos a capela foi espaço de celebração de missas, festas, cavalgadas e procissões.

O sistema construtivo emprega alvenaria estrutural, de tijolos maciços, assentados sobre alicerce de pedra que nivela a capela. As portas em madeira apresentam duas folhas. As janelas são metálicas com vidros coloridos. A cobertura se dá em duas águas, com telhas francesas, não originais.

O piso é de ladrilho hidráulico com desenhos geométricos e o acesso pela porta principal é feito por escada em cimento grosso, de forma circular. Possui dois óculos na fachada posterior, vedados por tela metálica.

Por Caroline Aleixo

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




Salvador (BA) – A Biblioteca mais antiga do Brasil, disponibiliza obras raras online

A Biblioteca do Mosteiro de São Bento da Bahia, fundada em 1582, reúne um acervo bibliográfico considerável, tanto no que se refere a quantidade de volumes, como no que diz respeito a qualidade do acervo, que dispõe de obras escritas nas mais variadas línguas, abrangendo as diversas áreas do conhecimento.

O valioso acervo acumulado e conservado ao longo de mais de quatro séculos de existência conta com uma notável coleção de obras raras dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX (são manuscritos, iluminuras, livros, documentos históricos, cartas, testamentos, mapas, desenhos e plantas de arquitetura, partituras musicais), tornando a Biblioteca do Mosteiro uma das mais importantes do país. A preocupação de preservar o legado cultural ao longo da história sempre foi uma característica dos mosteiros beneditinos.

Durante todo o século XX, o acervo foi sendo ampliado e diversificado. A aquisição de obras deste último século foi complementada com uma importante sessão de periódicos das mais diversas áreas de pesquisa, mantida em constante atualização.

A Biblioteca do Mosteiro é especializada em Teologia, Filosofia e História. O acervo é aberto ao público e as consultas e pesquisas são feitas na própria Biblioteca, sendo vetado o empréstimo de livros e periódicos, como também o acesso direto dos pesquisadores à área destinada ao acervo raro. As visitas mais frequentes têm sido de estudantes universitários, pesquisadores de universidades e instituições nacionais e estrangeiras.

A sala de pesquisa da Biblioteca tem sido utilizada ainda para o lançamento de livros e exposições. O projeto de ampliação prevê a instalação de gabinetes de estudo individual e coletivo, como também a informatização do acervo, processo que se encontra em estágio bastante adiantado.

Além do trabalho permanente realizado pelos monges, a Biblioteca do Mosteiro conta com a colaboração de voluntários e doadores nas obras de conservação, modernização e ampliação do acervo bibliográfico, das instalações físicas e dos equipamentos técnicos de apoio.

A Biblioteca destaca-se como importante elemento integrante do contexto acadêmico. Caracteriza-se pela oferta, ao corpo docente e discente, de um lastro bibliográfico e de serviços de informação que apóiam os programas de ensino da Instituição. Dessa forma, a Faculdade São Bento da Bahia conta com apoio de uma Biblioteca acadêmica qualificada que garante o suporte aos seus programas de ensino, pesquisa e extensão.

O Mosteiro de São Bento, entidade mantenedora da Faculdade São Bento da Bahia, possui Biblioteca própria, cujo acervo abrange as mais diversas áreas do conhecimento, para o uso dos monges, dos docentes e discentes da Faculdade São Bento e de pesquisadores de outras Universidades e Faculdades.

Obras raras disponíveis online
O público pode conferir mais de 60 obras raras, dos séculos XVI ao XIX, que podem ser acessadas gratuitamente pelo Portal de “Livros Raros da biblioteca do mosteiro.

Entre as obras restauradas e digitalizadas está a coleção “Obras Completas de Luiz de Camões”, edição crítica com as mais notáveis variantes, de 1873; a súmula “O Médico do povo”, de 1868, com instruções para cura e tratamento de moléstia; “Cartas Selectas”, de Padre Antônio Vieira, de 1856; “Index Librorum Prohibitorum”, do Papa Bento XIV, de 1764; e “Historia dos Judeos”, de Flavio José, de 1793. Os mais antigos da lista são “Cometario as Sentenças de Duns Scoto, do Fr. Nicolau de Orbellis”, de 1503; e “Suma Theologica Secundæ”, de São Tomas de Aquino, de 1534.

O Mosteiro de São Bento foi o primeiro mosteiro fundado pela ordem dos Beneditinos nas Américas. A biblioteca do local foi fundada em 1582 e é tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) desde a década de 1930. O acervo ultrapassa os 200 mil volumes, e o setor de obras raras possui aproximadamente 13 mil obras impressas do séc. XVI ao XIX.

Site Oficial: Mosteiro de São Bento da Bahia

Fonte original da notícia: Revista Prosa Verso e Arte




UFG faz inventário da arquitetura moderna em Goiânia (GO)

Levantamento registrou 339 residências históricas nos setores Central, Sul, Oeste, Aeroporto, Marista, Bueno e Universitário.




Matriz de Nossa Senhora da Conceição, de Paty do Alferes (RJ), corre risco de desabar

Na fachada, uma parte da sanca caiu em dezembro do ano passado. O sino da torre não é mais usado por causa do risco da estrutura desabar.

Reprodução.

O único imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Paty do Alferes, RJ, está se deteriorando. A ação do tempo na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição preocupa os moradores.

Na fachada, uma parte da sanca caiu em dezembro do ano passado. O sino da torre não é mais usado por causa do risco da estrutura desabar. Nas laterais da construção, as janelas estão caindo. As paredes estão desniveladas e cheias de buracos. No interior, as rachaduras tomam conta das paredes e do altar. Com a infiltração, parte do telhado caiu.

“Nós estamos há dez anos, cansados de tentar restaurar. O problema maior que eu vejo é esse, infiltrações no telhado. Se não tiver uma intervenção no telhado, esse patrimônio corre sério risco de desabar”, explicou o egenheiro Gilvacir Vidal Draia.

Construída em 1940, a igreja foi tombada a pedido dos próprios moradores. A ideia era conservar a construção e parte da história do município. Segundo os moradores, depois do tombamento nenhuma reforma foi feita. Há 44 anos sofrendo com a ação do tempo, a preocupação é com o risco que ela oferece.

“Foi comunicado o Iphan, pedimos um laudo. Naquele mesmo dia foi feita uma vistoria da responsável da área. Ela falou que apresentaria em dez dias um laudo oficial de tudo aquilo que nós pedimos para assim tomarmos uma decisão, porém esse laudo já vai para dois meses de atraso. Não tivemos uma resposta”, afirmou o padre Welder de Carvalho Silva.

Verba de R$ 1 milhão aprovada

Preocupados com a situação da Matriz, um grupo de moradores se reuniu e criou uma comissão de restauração da igreja. A ideia é tentar agilizar o processo de reforma. “Estamos tentando diversas parcerias no intuito de não deixar que essa obra se perca no tempo, como vem acontecendo”, disse a advogada Maria Lúcia de Jesus Barbosa.

Em 2014, um convênio com o Ministério da Cultura aprovou a destinação de uma verba de R$ 1 milhão para obras de restauro. Segundo o Secretário Municipal de Cultura, Marcelo Mourão, a verba nunca foi liberada.

“A prefeitura está empenhando esforços no sentido de buscar novamente os recursos necessários para poder restaurar essa obra. Inclusive vendo a possibilidade de romper essa reigidez desse tombamento, que a princípio nos parece que tem a intenção de proteger e nós nos sentimos desprotegidos sem a possibilidade de angariar recursos”.

O Iphan disse à produção do RJTV que o laudo sobre a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Paty do Alferes, está sendo elaborado, mas não tem prazo para ficar pronto. Assim que o documento sair, a diocese de Valença, responsável pela igreja, deverá contratar um projeto executivo para a restauração.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde




Rio Claro (RJ) – Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos

Museu a céu aberto no interior do Rio de Janeiro preserva a história do Vale do Café.

Fotos: Divulgação

Um dos espaços culturais mais visitados do interior do estado do Rio de Janeiro, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, situado no município de Rio Claro, comemorou em junho de 2016 cinco anos de atividades que resgatam a memória da antiga cidade de São João Marcos, sua história e tradições culturais.

Patrocinado pela Light e pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e gerido pelo Instituto Cultural Cidade Viva, o Parque promoveu, desde a sua inauguração em 2011, mais de 40 eventos culturais e já contabilizou 50 mil visitantes, entre eles mais de 15 mil estudantes de escolas públicas, que visitaram o Parque dentro de um programa educativo estruturado.

Uma experiência para todos os sentidos

Todos os visitantes dispõem de conforto e segurança para desfrutar em paz de uma verdadeira experiência multissensorial. Durante um passeio pelo Parque, o frequentador pode apreciar as deslumbrantes paisagens que mesclam as belezas da Mata Atlântica e de Ribeirão das Lajes, ouvir o canto e observar os pássaros, abundantes na área perto da represa, e ainda degustar no Quiosque São João Marcos quitutes resgatados de livros de receitas de antigos moradores. Uma festa para os sentidos.

Estão à disposição dos frequentadores um Centro de Memória, guias turísticos, anfiteatro, salas multimídia e de exposições e um campo de futebol em homenagem aos craques do Marcossense Futebol Clube, time considerado imbatível na lembrança dos antigos torcedores.

Há ainda o Espaço Obra Escola, onde, por meio de painéis ilustrativos em formato de histórias em quadrinhos, as crianças são apresentadas ao mundo da arqueologia de maneira lúdica, horta orgânica, na qual alunos cultivam e colhem alimentos livres de agrotóxicos, loja de souvenir, viveiro, estacionamento e banheiros com acessibilidade.

Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos

Inaugurado em 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos é um espaço educativo e cultural da Light mantido com o patrocínio da empresa e da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Idealizado pelo Instituto Light e gerido pelo Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), o Parque combina em um só lugar o resgate da memória da antiga cidade de São João Marcos (Rio Claro – RJ), a natureza exuberante da Mata Atlântica, cultura e um programa educativo estruturado.

Visite o Parque, a entrada é gratuita!

Aberto de quarta a sexta-feira, das 10h às 16h. Sábado e domingo, das 9h às 17h
Endereço: Estrada RJ 149 (Rio Claro – Mangaratiba) Km 20 – Rio Claro – RJ
Telefone: (21) 2233-3690
E-mail: contato@saojoaomarcos.com.br

Conecte-se

 www.facebook.com/ParqueSaoJoaoMarcos

www.saojoaomarcos.com.br

Por Christina Lima

Fonte original da notícia: Instituto Cultural Cidade Viva