Conheça como funcionava o Cangaço, através dessa coletânea de fotografias

O lendário cangaceiro Lampião posa para foto segurando uma edição de um dos jornais que costumava ler, O Globo, 1936. Lampião era o homem mais temido do Nordeste, controlador e chefe do maior bando de cangaceiros que apareceu na região.

O cangaço foi um fenômeno de banditismo social que ocorreu em finais do século XIX e inicio do Século XX, principalmente no norte e nordeste brasileiro. Se caracterizava por grupos armados que percorriam regiões pobres do país. Esses bandos vagavam pelas cidades em busca de justiça e vingança pela falta de emprego, alimento e cidadania, saqueavam fazendas e faziam justiçamentos. Foram considerados ameaça por todos os estados da Federação mas tinham o apreço de parte da população, que se vendo abandonada pelo Estado, via na atitude dos cangaceiros uma forma de libertação.

Durante muitos anos a região nordeste do Brasil foi controlada, oficialmente, por fazendeiros que recebiam a alcunha de Coronéis. Esses donos de terras eram responsáveis pela justiça e distribuição do trabalho nessas regiões. Mandavam em grandes pedaços de terra como se fossem senhores feudais.

Maria Bonita, esposa de Lampião, e uma das chefes do bando de Virgulino. Era respeitada por todo o Nordeste e conhecida como “Mulher do Diabo”. Na fotografia ela está com dois de seus cachorros. Cães eram figuras conhecidas e acompanhavam os bandos de cangaceiros.

Os cangaceiros surgiram como uma afronta, um poder antagônico aos senhores mais abastados.

O cangaço teve o seu fim a partir da decisão do então Presidente da República, Getúlio Vargas, de eliminar todo e qualquer foco de desordem sobre o território nacional. O regime denominado Estado Novo incluiu Lampião e seus cangaceiros na categoria de extremistas. A sentença passou a ser matar todos os cangaceiros que não se rendessem.

Patrocinados pelo governo federal os Estados constituíram tropas oficiais chamadas “Volantes” ou “Macacos”, bem mais equipados e com maiores recursos conseguiram exterminar boa parte dos bandos de cangaceiros existentes na região norte e nordeste do país.

Referência: História Ilustrada, Wikipédia

Um anuncio de jornal com o valor da recompensa pela cabeça de Lampião.

O médico legista Charles Pittex segura as cabeças mumificadas de Lampião e Maria Bonita.

Bando de Lampião. O mais temido grupo de cangaceiros da história. Acredita-se que esse bando passou por todos os Estados do Nordeste.

Cabeça de membros do bando de Lampião são expostas em uma feira.

Virgínio Fortunato, cunhado de Lampião, posa para uma fotografia com membros do bando.

Grupo de Volantes (caçadores de cangaceiros).

Volantes do estado da Bahia.

Membros da Volante mostram um cangaceiro morto.

Zé Sereno e outros três cangaceiros de seu bando, 1936. O grupo de Zé Sereno era um dos mais temidos na época. O Bando tinha fama de ser extremamente violento e além de fazenda, realizavam saques em igrejas e comércios.

Corisco de Dadá, o casal era braço direito de Lampião.

Fonte original da notícia: Iconografia da História




Museus de Araçatuba (SP) estão fechados há anos por falhas estruturais

Entre eles está o Museu do Som, Imagem e Comunicação fechado desde 2007.

Museu Histório Pedagógico de Araçatuba está fechado para manutenção. Foto: Reprodução/TV TEM

Três museus de Araçatuba (SP) estão fechados há anos por apresentarem falhas estruturais. Os prédios aguardam reforma e, para os moradores da cidade, os lugares que deveriam guardar a história centenária da cidade parecem estar esquecidos.

“A gente vê nossa cultura, história se perdendo no abandono. É muito triste”, afirma a artesã Alessandra Bottato, que costumava ir ao Museu Histórico e Pedagógico, fundado em 1964, mas que está de portas fechadas desde janeiro.

O prédio apresenta rachaduras, defeitos no telhado e infiltrações nas paredes. Alguns itens do acervo estão quebrados e, outros, empoeirados.

O Museu do Som, Imagem e Comunicação está fechado desde 2007 por motivos parecidos. São problemas no telhado, fiação e infiltrações. No acervo, mais de 50 itens estão catalogados, como rádios, vitrolas, câmeras fotográficas e outros. “É uma pena estar fechado. As pessoas teriam a oportunidade de conhecer e ter o livre acesso à história”, diz a divulgadora comercial Tiffane Oliveira.

O Museu Infanto-Juvenil criado por uma artista plástica também está fechado desde 2013. O acervo foi retirado e o espaço está vazio. A prefeitura informou que pretende oferecer o local para artistas interessados em criar um ambiente permanente de produção e exposição cultural.

Museus de Araçatuba estão fechados há anos. Foto: Reprodução/TV TEM

O abandono também afeta o Centro Cultural Ferroviário de Araçatuba. O prédio construído na década de 20 era uma oficina de locomotivas, mas com a retirada dos trilhos na década de 90 passou a ser utilizado para a realização de feiras, atividades culturais e exposições. Mas desde 2009 permanece fechado. As vidraças estão quebradas, as paredes apresentam inclinações e há diversas infiltrações.

Segundo a prefeitura, no Museu Histórico e Pedagógico, o acervo já foi todo reorganizado, catalogado, mas algumas peças se perderam. A prefeitura fez a limpeza do imóvel e agora irá começar a reforma e revitalização.

Segundo a secretária de Cultura, Tieza Lemos Marques, o Centro Cultural Ferroviário conta com projeto do Proac, e uma verba de R$ 500 mil para dar início à revitalização. De acordo com a secretaria, faltam R$ 34 mil de aporte para dar início às obras e o recurso deve sair logo.

Já no Museu do Som, as peças serão selecionadas para serem recuperadas, além de tirar móveis e objetos que não tem nada a ver com o museu. “Ficou muito tempo abandonado e acabou servindo como um depósito”, afirma. Ainda não tem prazo para a recuperação.

Fonte original da notícia: G1 Rio Preto e Araçatuba




Arqueólogos trabalham para preservar história de Marechal Deodoro (AL)

Primeira capital do estado, cidade guarda importante parte da história alagoana.

Reprodução AL TV – G1

A primeira capital de Alagoas, Marechal Deodoro, guarda até hoje uma importante parte da nossa história, além de muitas curiosidades que, aos poucos, estão sendo descobertas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Nos últimos anos, os arqueólogos fizeram escavações pela região, encontrando objetos e vestígios do passado.

Na região do Convento do Carmo, por exemplo, os estudiosos tiveram uma surpresa ao encontrarem objetos usados pelos indígenas que viveram na região, antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil.

Para entender a sociedade brasileira e até a alagoana, é preciso ter em mente que antes de 1850 não existiam cemitérios no país. As pessoas eram sepultadas nas áreas ao redor das igrejas porque havia a crença de que assim elas estariam mais próximas de Deus.

Aos fundos da igreja matriz da cidade, foram encontradas ossadas de pessoas que viveram em diferentes épocas na região.

Os pesquisadores agora tentam analisar elementos que ajudem a reconstituir a época em que essas pessoas viveram e revelar mais sobre o modo de vida dos primeiros alagoanos.

Fonte original da notícia: AL TV – G1




Casarões do patrimônio histórico de Belo Horizonte (MG) se deterioram enquanto não têm destinações definidas

Partes importantes da história da capital, imóveis nos bairros Santo Agostinho, Serra e Santo Antônio se dividem entre o abandono e a falta de perspectivas de um dia ser reintegrados à rotina da cidade.

Na Avenida Amazonas, há anos casarões servem de tela para pichadores e exibem marcas de abandono e depredação. Escola afirma ter projeto de restauração. Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Enquanto a imponente construção conhecida como Castelinho, no Bairro Floresta, considerado um dos símbolos do passado de Belo Horizonte, comemora um ano de restauração depois de um incêndio em 2002 e quase uma década e meia de abandono, o futuro de outros endereços que também integram o patrimônio histórico da capital continua incerto.

O fantasma do abandono assombra imóveis como a Villa Rizza, no Bairro Serra, o conjunto de casinhas da Rua Congonhas, no Santo Antônio, e os casarões no quarteirão da Avenida Amazonas entre ruas Aimorés e Mato Grosso, no Bairro Santo Agostinho, todos na Região Centro-Sul da capital.

Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Os três exemplos em nada lembram a situação atual do Castelinho, erguido em 1918, em estilo eclético com inspiração art nouveau. O prédio foi construído para ser residência familiar, com dois pavimentos e uma majestosa torre lateral de quatro andares. Ao longo de sua história, também foi pensão. A reforma foi financiada pelo Instituto MRV, organização sem fins lucrativos, e doado à Prefeitura de Belo Horizonte para abrigar o Programa Miguilim, centro de referência na assistência a crianças e adolescentes que vivem em situação de rua.

Outras construções não tiveram a mesma sorte. A Villa Rizza, na Avenida do Contorno, 4.383, na Serra, foi erguida na década de 1930 e teve o que restou de sua estrutura tombado em 1993. A fachada foi recuperada e desde então o imóvel já abrigou espaço de eventos, restaurante e café. Desde 2005, a Petrobras é a proprietária do terreno, onde chegou a manter um posto de combustíveis anexo à construção.

Os negócios não foram para frente, e a edificação foi a leilão, em 30 de agosto, com lance mínimo de R$ 4,65 milhões. Porém, não houve comprador. “O imóvel, com terreno, vale em torno de R$ 10 milhões. Pertence a Petrobras, que estuda a possibilidade de outro leilão”, disse João de Souza Simão, leiloeiro da empresa Arremax, responsável pelo processo. Ele explicou que há muitos interessados no espaço, mas que o tombamento da construção dificulta a transação. “É um dos empecilhos, pois lá não pode ser construído, por exemplo, um prédio. A casa não pode ser modificada”, afirmou Simão.

A história do Vila Rizza começa no fim da década de 1920, quando o major Antônio Zeferino da Silva comprou uma porção de terra entre a Avenida do Contorno e as ruas do Ouro e Pouso Alto, na Serra. O major encomendou a arquitetura a Humberto Hermeto Pedercini Marinho. Já o nome do imóvel foi uma homenagem à neta do proprietário, Rizza Porto Guimarães.

Na Avenida do Contorno, Villa Rizza conserva fachada imponente, mas imóvel está sem uso e leilão não teve comprador. Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Assim como o imóvel da Serra, cinco casarões na Avenida Amazonas, no quarteirão entre as ruas Aimorés e Mato Grosso, no Bairro Santo Agostinho, aguardam destino e chamam a atenção de quem passa pelo endereço, devido ao nível de degradação. As construções foram erguidas entre 1936 e 1939, em estilo eclético, e pertencem à Sociedade Inteligência e Coração, mantenedora do vizinho Colégio Santo Agostinho, desde 2003.

O pipoqueiro Célio de Castro torce para que os imóveis sejam revitalizados. Ele trabalha na região desde 1969, quando as cinco casas tinham aparência bem diferente da de hoje: “A arquitetura delas é muito interessante. São casinhas lindas, mas que precisam de uma repaginada. Hoje, os imóveis, que estão pichados e com vidraças quebradas, são moradias de sem-teto”, disse o homem.

Há dois anos, a Sociedade Inteligência e Coração (SIC) informou a intenção de construir um edifício no local. Os andares seriam ocupados, por exemplo, por escola de idiomas e biblioteca. Na parte em que não há construção, a previsão seria fazer um estacionamento para professores e funcionários do colégio, que funciona no quarteirão vizinho. Das cinco casas, quatro são tombadas pelo patrimônio histórico, informa a entidade, e o quinto será demolido. “Os projetos (relativos aos imóveis) estão prontos e aprovados pelo Patrimônio Histórico municipal. Atualmente, a mantenedora do Colégio Santo Agostinho está em fase de negociação para início da restauração das quatro casas e de construção de um edifício nos fundos dos terrenos, que foram unificados. O alvará de construção já foi expedido pela Prefeitura de Belo Horizonte”, informou a SIC. As casas tombadas serão restauradas e a ideia é usá-las em projetos culturais, acrescentou.

Santo Antônio

No Santo Antônio, quarteirão que já foi endereço de Guimarães Rosa tem destino incerto. Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Outro conjunto de casinhas que aguarda desfecho fica no quarteirão formado pelas ruas Congonhas, Santo Antônio do Monte e Leopoldina, no Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul. Os imóveis foram cenário para gravação do filme O Menino Maluquinho, inspirado na obra homônima do escritor mineiro Ziraldo, dirigido por Helvécio Ratton em 1995.

A construtora Canopus tentou erguer quatro prédios de 27 andares cada no local, com quatro apartamentos por pavimento. A empresa, porém, suspendeu o projeto até que a prefeitura defina quais usos poderão ser dados ao espaço. Desde 2014, parte do quarteirão está coberto por tapumes de metal. Uma das casinhas, a de número 415 da Rua Leopoldina, foi moradia do escritor e médico João Guimarães Rosa (1908-1967). Também foi lá que funcionou o Bar do Lulu, point de Belo Horizonte nas décadas de 1980 e 1990. O Estado de Minas fez contato com a empreiteira para detalhar os projetos para o conjunto de imóveis, mas não obteve retorno.

Palavra de especialista
Yuri Melo Mesquita, diretor de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha da Fundação Municipal de Cultura.

Referências para a cidade

“Todos os imóveis têm valor social para Belo Horizonte. São pontos de memória. Há interseção de várias temporalidades neles. Há cruzamentos do modo de viver do passado e do presente, ou seja, um ponto de interseção da memória. São elementos que nos possibilitam ter raízes com a nossa cidade. É uma forma de dar lastro para a experiência, um ponto de memória, de referência para manter vivo o patrimônio.”

Por Paulo Henrique Lobato

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Quatro caixas d’água de Curitiba (PR) que são referência na paisagem e símbolos históricos

Além de funcionais, reservatórios de água são pontos turísticos de Curitiba e contam a história da urbanização da cidade.

Reservatórios de água podem não ser pontos turísticos comuns, mas na capital paranaense alguns deles merecem um olhar especial. Há os com mais de 100 anos e que seguem em funcionamento, patrimônios tombados e os que têm painel de artistas locais.

O coordenador de Patrimônio Histórico da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Junio Ferreira Lima, ressalta quatro reservatórios de água históricos: Carvalho, Alto São Francisco, Batel e Cajuru. Todos, com exceção do Cajuru, seguem ativos. O reservatório do Carvalho tem capacidade para 800 mil m³ de água, o do Alto São Francisco para 6 mil m³ e o do Batel tem capacidade para 16 milhões m³. Além de funcionais, cada um deles tem características arquitetônicas que convidam a um olhar mais atento.

Alto São Francisco

O reservatório São Francisco, inaugurado em 1908, foi tombado como patrimônio cultura do Paraná. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Uma caminhada pela região do Centro Histórico de Curitiba permite conhecer o maior reservatório de água da cidade. A construção foi tombada em 1990 e é cercada por jardins com desenho de inspiração art noveau. No local também há um chafariz e um característico edifício que abriga a antiga casa de máquinas. O reservatório propriamente dito é subterrâneo, com pilares de fundação e teto de abóbodas e arcos.

Álvaro de Menezes e Octaviano Machado de Oliveira foram os dois engenheiros responsáveis por projetar o sistema, inaugurado em 1908. Em uma ponta do sistema está o conjunto dos Mananciais da Serra, que compreendia 17 caixas coletoras localizadas nas bacias do Rio Caiguava e Litorânea e o reservatório do Carvalho. Na outra ponta, está o reservatório do Alto São Francisco que recebia o líquido vindo do reservatório do Carvalho depois de percorrer os 38 quilômetros de adutoras que ligavam as duas construções. A água vinda do reservatório do Carvalho e armazenada no reservatório do Alto São Francisco abastecia a Curitiba do início do século 20 com cerca de 35 mil habitantes.

“Esse reservatório também tem importância estratégica para o abastecimento da cidade”, comenta o coordenador de Patrimônio Histórico da Sanepar. O Alto São Francisco é responsável por levar água para toda a região central de Curitiba e outros 16 bairros do entorno, abastecendo cerca de 600 mil pessoas.

Carvalho

O reservatório do Carvalho integra o primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba e é aberto para visitação do público. Foto: André Rodrigues/Gazeta do Povo

Parte do primeiro sistema de abastecimento de água de Curitiba, o reservatório do Carvalho tem beleza histórica, construído com pedras exclusivas da região. Localizado aos pés da Serra do Mar, o local conta com paisagem natural e possibilidade de visitação pública, organizada uma vez por mês pela Sanepar.

Em 1950, o reservatório do Carvalho deixou de funcionar em sua totalidade. Das 17 caixas coletoras, apenas uma, a do Rio Carvalhinho ainda alimenta o Reservatório do Carvalho.

Atualmente, esse reservatório abastece uma aldeia indígena nas proximidades e o restante da água é incorporada na barragem do Piraquara que ajuda a abastecer Curitiba e a região metropolitana.

Batel

No Batel, o antigo reservatório de água ganhou um painel do artista André Mendes. Foto: Ike Sthalke/Sanepar

Até 1908, o sistema composto pelo reservatório do Carvalho e do Alto São Francisco conseguia abastecer toda a população de Curitiba, mas no final da década de 1920 o poder público começou a estudar sua ampliação. Inaugurado em 1928, o reservatório de água do Batel não conta com apelo arquitetônico como o do Alto São Francisco e seu belo jardim. “Ele é mais funcional”, opina Lima. O reservatório atende principalmente a região do Batel, Bigorrilho, Campina do Siqueira e São Braz.

Em 2003, foi construído um anexo, um reservatório maior, e colocado um painel do artista curitibano André Mendes que traz um apelo estético à construção histórica.

Cajuru

Mesmo desativado, o reservatório do Alto da XV serve como ponto de referência para os moradores de Curitiba. Foto: Brunno Covello/Sanepar

Desativo entre 1999 e 2000, o reservatório elevado que fica no Alto da XV (chamado oficialmente de Cajuru) foi construído em um estilo art déco, com linhas retas e sem muitos detalhes. “Observamos o uso de linhas mais retas, sem tanta beleza arquitetônica e mais funcional”, comenta Lima.

O reservatório do Cajuru também foi construído quando os mananciais da serra passaram a não ser suficientes para o abastecimento de Curitiba. Na década de 1940, iniciou-se o estudo para ampliação do sistema Tarumã, composto pela captação no rio Iraí, a estação de tratamento de água Tarumã e o reservatório que hoje é conhecido como “caixa da água do Alto da XV”.

Por Haus

Fonte original da notícia: Gazeta do Povo




Aves de Paraty (RJ) são protagonistas de livro que reúne ciência e fotografia

O município de Paraty abriga cerca de 470 espécies de aves, o equivalente a metade das que ocorrem na Mata Atlântica.

Capa do livro “As Aves de Paraty”. (Foto: Luciano Lima)

No litoral sul do Rio de Janeiro, Paraty guarda no conjunto arquitetônico um patrimônio que preserva a história e a cultura nacional. Mas entre tantas preciosidades construídas ao longo dos séculos, as aves, em especial, contribuem para que o município seja uma das regiões com maior biodiversidade do Planeta.

Cerca de 470 espécies de aves já foram registradas na cidade colonial. O número equivale a mais da metade de todas as aves que vivem na Mata Atlântica.

Toda a abundância e riqueza da avifauna de Paraty são apresentadas no livro “As Aves de Paraty”.

As aves são as protagonistas nesta obra que reúne ciência, fotografia e arte. “Um dos objetivos do livro é despertar a consciência de moradores e turistas para o fato de que mais da metade das aves da Mata Atlântica são paratienses”, diz Luciano Lima, ornitólogo e autor do livro. “Descobrir essas aves ‘caiçaras’ e se deixar encantar por elas são os primeiros passos para garantir sua proteção.”

Com textos em português e inglês, o livro tem a proposta de atrair não apenas os birdwatchers, mas também quem nunca atentou pela observação de aves. Nos primeiros capítulos, há informações para quem deseja iniciar na prática de observar os pássaros.

O livro de 172 páginas reúne mais de 300 fotos de aves da região. Os registros foram feitos por Luciano Lima, Bruno Rennó, Rafael Bessa, Wagner Nogueira e outros fotógrafos convidados. Infográficos auxiliam na compreensão da distribuição das espécies na floresta e capítulos temáticos destacam o modo de vida e os ambientes em que as aves podem ser avistadas.

A obra é uma realização da Fazenda Bananal, situada na base da Serra da Bocaina. Em sua área preservada de Mata Atlântica já foram identificadas 263 espécies distintas. Projetos de restauração ambiental também são desenvolvidos no local, ao todo, 15 mil mudas de espécies nativas foram plantadas.

O livro será lançado sábado (16/09), às 18h, na Livraria das Marés. Rua Tenente Francisco Antonio, 52, Centro Histórico, em Paraty (RJ).

Fonte original da notícia: G1




Imagens nas ruínas de Persépolis, no Irã, contam a história do povo persa

O mais famoso sítio arqueológico da Pérsia é motivo de orgulho para os iranianos. A monumental Persépolis é um tesouro da humanidade.

Reprodução. Globo Repórter

Aos pés da grande cadeia de montanhas, a capital do Irã impressiona. Teerã é uma cidade enorme, moderna, vibrante, cheia de vida. Uma cidade que não para. É cortada por largas avenidas, viadutos e pontes por onde circulam todos os dias mais de seis milhões de carros. Os congestionamentos são constantes. Atravessar as ruas é sempre uma aventura.

Por toda a cidade, flores chamam a atenção. As tulipas fazem parte da paisagem da cidade. Teerã também surpreende pela segurança. Ali, todo mundo anda tranquilamente pelas ruas, a qualquer hora. E detalhe: a equipe do Globo Repórter não viu muitos policiais circulando pela cidade.

Persépolis foi construída pra ser uma espécie de capital das celebrações do antigo império persa. Era na cidade que aconteciam as grandes cerimônias. A entrada principal se chama ‘porta das nações’.

Por ali chegavam caravanas de todos os povos. É incrível imaginar que há 2.500 anos atrás os persas já davam lições de convivência harmonia e aceitação das diferenças.

Os desenhos nos muros de Persépolis contam um pouco a história desse povo. Ela foi destruída num incêndio depois que Alexandre O Grande conquistou a Pérsia. Hoje, da antiga cidade, só sobraram ruínas. O professor Mohsen Eslami é especialista em história da Pérsia. Ele explica que todos têm orgulho do seu passado. E diz também que o iraniano faz questão de ser persa, não gosta de maneira nenhuma ser confundido com árabe. “A língua é diferente, a cultura é diferente e a origem é diferente também”, afirma.

Uma das grandes surpresas desse país é quando a gente aprende que um dos maiores heróis iranianos é um poeta que morreu quase 600 anos atrás: Hafez, que em seus versos falava de amor, embriaguez e hipocrisia. Hoje, o túmulo dele é um local de peregrinação em Shiraz e todos os dias centenas de pessoas vão até lá pra homenagear seu poeta predileto. Hafez é popular até hoje porque escreveu poesias muito fáceis de entender. Ele conseguiu, como nenhum outro poeta, traduzir a alma do povo persa. O poeta iraniano amava as flores, por isso o túmulo dele fica no meio de um jardim. Tudo tem um simbolismo. O azul no teto representa o céu e as oito colunas seriam as portas do paraíso.

O Irã tem outros heróis. Homens que ajudaram a construir o império persa e deixaram nas montanhas a marca do seu poder. Um dos monumentos mais reverenciados pelos iranianos é a rocha enorme onde foram esculpidos os túmulos dos grandes reis da antiga Pérsia: Dario, O Grande, Xerxes, Artaxerxes e Dario II. É um lugar realmente grandioso, que impressiona. Com colunas imensas, os túmulos lembram a entrada de um palácio real. Cada um tem uma cruz esculpida na rocha.

Fonte original da notícia: Globo Repórter




Santa Luzia (MG) – Campanha quer arrecadar dinheiro para reforma do Mosteiro de Macaúbas

Monjas abrem campanha para arrecadar recursos e recuperar a parte interna do monumento, afetada por cupins e rede elétrica obsoleta, entre outros problemas.

Construído no início do século 18, o mosteiro impressiona pelas dimensões e conservação externa, apesar dos problemas na parte interna. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do patrimônio brasileiro pede ajuda para preservar mais de três séculos de história. Será lançada na próxima terça-feira a campanha Abrace Macaúbas, iniciativa com objetivo de garantir recursos para obras de manutenção do Mosteiro de Macaúbas, localizado em Santa Luzia, na Grande BH. Cupim nas madeiras, parte elétrica obsoleta, buraco no piso e degradação de outros pontos põem em risco a construção de 11,5 mil metros quadrados tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e Prefeitura de Santa Luzia. A solenidade, na Sala Capitular do mosteiro, às 10h, terá a presença do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, da madre Maria Imaculada de Jesus Hóstia e das monjas da Ordem da Imaculada Conceição e de autoridades do patrimônio.

O presidente da Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia, Adalberto Mateus, destaca a importância da construção do início do século 18, às margens do Rio das Velhas. “Macaúbas é uma das mais importantes edificações coloniais do interior do país e a única de Minas com características de convento. Em tempos de discussão sobre o protagonismo das mulheres na sociedade, vale destacar que sempre foi um território feminino por excelência, por ter sido recolhimento, colégio e depois mosteiro”, diz Adalberto. A associação integra a comissão responsável pela captação de recursos, que tem ainda o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte. Em 1962, o arquiteto do Iphan, Paulo Thedim Barreto, ressaltou: “Trata-se de um conjunto do maior interesse histórico e arquitetônico (…) Pelo seu vulto, grandeza e destino, é edifício digno de apreço”.

Na manhã de ontem, a abadessa Maria Imaculada de Jesus Hóstia, que chama o mosteiro de “casa de Nossa Senhora”, mostrou os lugares de maior preocupação, entre eles o “coro baixo”, na capela de Nossa Senhora da Conceição, aberta todos os dias a moradores e visitantes para missas das 7h e, aos domingos, na acolhida da tradicional celebração das 10h30 com um coral da região. Ajudando a arrastar um banco, ela mostrou o rombo no piso de madeira. E falou da sua confiança e esperança no sucesso da campanha: “Aqui não é um lugar de luxo, mas de muita história de Minas e do Brasil. A parte elétrica já foi condenada pelo Corpo de Bombeiros. Tenho certeza que muitos vão colaborar”.

Urgência. Há três anos, a abadessa comandou uma grande campanha para a compra das latas de tinta que deram vida nova ao azul colonial das portas e janelas e branco das paredes com um metro e meio de largura e prepararam o mosteiro para a festa do tricentenário. Acompanhando a visita, Adalberto disse que “quem vê cara não vê coração”. Traduzindo: “Macaúbas impressiona pelas dimensões e conservação externa, mas, por dentro, precisa de reforma imediata de todo o sistema elétrico, descupinização, enfim, de obra de restauro. Apesar da boa aparência, tem problemas gravíssimos”.

A abadessa Maria Imaculada e a irmã Maria de São Miguel mostram buraco no piso do convento. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Basta olhar para o madeirame e ver a necessidade urgente de conservação do prédio que abrigou uma das primeiras escolas femininas das Gerais. Em alguns cantos, os cupins deixaram seu rastro em montinhos de madeira devorada, enquanto, ao pisar as tábuas corridas, ouve-se o estalo de perigo. O forro da capela, pintado no início do século 19, por Joaquim Gonçalves da Rocha, de Sabará, também demanda ação urgente para não sair de cena. Os olhos atentos vão descobrir gambiarra de fios, colunas com perdas de reboco, buracos em madeiras, como se fosse um queijo suíço e outros sinais de deterioração. “Vamos conseguir o dinheiro. Deus está conosco”, repete a abadessa ao lado da irmã Maria de São Miguel. Logo depois, ao meio-dia, ouvem-se as vozes das religiosas entoando os cânticos na “hora sexta”.

Recolhimento. Conhecer o Convento de Macaúbas, como é carinhosamente chamado, representa experiência única: ali estão freiras, roseiras para fazer vinho, muitas orações e trabalho duro. Na entrada principal, onde se lê a palavra clausura, vê-se em destaque a pintura de um personagem fundamental nesta história tricentenária: o eremita Félix da Costa, que veio da cidade de Penedo (AL), em 1708, pelo Rio São Francisco, na companhia de irmãos e sobrinhos. Demorou três anos para chegar a Santa Luzia, onde construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de quem era devoto. Mas, antes disso, bem no encontro das águas do Velho Chico com o Rio das Velhas, na Barra do Guaicuí, em Várzea da Palma, Região Norte do estado, ele teve a visão de um monge com hábito branco, escapulário, manto azul e chapéu caído nas costas. Conforme o relato da madre superiora, “ele se viu ali” e “foi o ponto de partida para a fundação do Recolhimento de Macaúbas”.

No século 18, quando as ordens religiosas estavam proibidas de se instalar nas regiões de mineração por ordem da Coroa portuguesa, para que o ouro e os diamantes não fossem desviados para a Igreja, havia apenas dois recolhimentos femininos em Minas: além de Macaúbas, em Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha. Conforme os estudos, tais espaços recebiam mulheres de várias origens, as quais podiam solicitar reclusão definitiva ou passageira. Havia, portanto, uma complexidade e diversidade de tipos de reclusas, devido à falta de estabelecimentos específicos para suprir as necessidades delas. Assim, os locais abrigavam meninas e mulheres adultas, órfãs, pensionistas, devotas, algumas que se estabeleciam temporariamente, para “guardar a honra”, enquanto maridos e pais estavam ausentes da colônia, ou ainda como refúgio para aquelas consideradas desonradas pela sociedade da época.

Cupins corroem a madeira de colunas do mosteiro. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

No período do recolhimento, Macaúbas recebeu figuras ilustres, como as filhas da escrava alforriada Chica da Silva, que vivia com o contratador de diamantes João Fernandes. A casa na qual Chica se hospedava fica ao lado do convento. Como parte do pagamento do dote das filhas, Fernandes mandou construir, entre 1767 e 1768, a chamada Ala do Serro, com mirante e 10 celas (quartos para as religiosas). Em 1770, o mestre de campo Ignácio Correa Pamplona assinou contrato para construir a ala da direita da sacristia (Retiro), igualmente dividida em celas. A construção tem ainda as alas da Imaculada Conceição, Félix da Costa (a mais antiga) e a de Santa Beatriz, onde se encontra o noviciado do mosteiro.

Em 1847, foi instalado oficialmente em Macaúbas um colégio feminino, com orientação dos padres do Caraça. Novos tempos chegaram em 1933, quando a escola foi desativada e instalado o mosteiro, hoje com 14 freiras.

Degradação põe em risco pontos como um altar atrás do qual já se percebe deslocamento que pode levar à sua queda. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Serviço

Para participar e fazer doações
de qualquer quantia
Campanha Abrace Macaúbas
Caixa Econômica Federal – Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição Macaúbas – Agência: 1066 – Operação 013
Conta poupança: 75.403/4 – CNPJ: 19.538.388/0001-07
Informações no site: abracemacaubas.com.br

Livro conta história de freira

Durante a cerimônia de lançamento da campanha Abrace Macaúbas/300 anos de história/Um abraço para as novas gerações, na terça-feira, às 10h, no Mosteiro de Macaúbas, em Santa Luzia, na Grande BH, o promotor de Justiça da comarca, Marcos Paulo de Souza Miranda, vai apresentar seu livro Irmã Germana – A exilada de Macaúbas, que conta a história da religiosa Germana Maria da Purificação batizada em 1782 na Capela de Nossa Senhora de Nazaré, em Morro Vermelho, em Caeté, e que ingressou em 1843 em Macaúbas, onde ficou até 1856. A “fama de santa” de Germana, que teria o poder de levitar e apresentava sinais da crucificação na sexta-feira da paixão, atraiu as atenções até do cientista francês Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), que registrou suas impressões, conforme Souza Miranda, num livro publicado na França em 1833. Os valores obtidos com a venda do livro serão destinados à Campanha Abrace Macaúbas.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




UFMG e ICOMOS – Brasil promovem o 5º Seminário Ibero-Americano Arquitetura e Documentação

A pesquisa na área da História da Arquitetura e do Urbanismo tem passado por mudanças significativas nos últimos anos, refazendo-se versões tradicionais da historiografia dominante. A intensa revisão a que tem se submetido o passado da Arquitetura e a significativa ampliação vivida pelo campo da preservação do patrimônio a partir dos anos 1980 fez com que a disciplina da História da Arquitetura voltasse a ser colocada na ordem do dia.

De fato, os últimos trinta anos assistiram a uma tremenda efervescência no campo da História da Arquitetura no mundo ibero-americano, com grande vitalidade editorial e com a multiplicação de programas de mestrado e doutorado e de eventos na área.  Ao mesmo tempo, percebe-se uma crescente colaboração entre áreas distintas, com a necessidade de um olhar integrado com os campos da ciência da informação e ciência da computação, considerando a explosão informacional e a repercussão da internet.

Neste contexto, em outubro de 2017, vai se realizar, em Belo Horizonte,  o 5Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação, que pretende reunir profissionais e pesquisadores de toda região ibero-americana. Dando sequência aos trabalhos realizados em 2008, 2011, 2013 e 2015, a quinta edição deste Seminário, promovido pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  e do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL), vai ser composta por conferências e mesas-redondas, além de ter lugar para comunicações, que serão selecionadas através de chamada de trabalho  dirigida a todo o mundo ibero-americano. O envio de propostas de comunicações pode ser feito no site do evento (www.forumpatrimonio.com.br/arqdoc2017) até o próximo dia 25 de agosto.

Evento:  5Seminário Ibero-americano Arquitetura e Documentação
Promoção: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL)
Local: Belo Horizonte / MG / Brasil
Data: 24 a 26 de outubro
Mais informações: www.forumpatrimonio.com.br/arqdoc2017 ou +55.31.3409.8820

Fonte original da notícia: ICOMOS – Brasil




RS – Governo gaúcho não entrega projetos para restaurar museus e corre risco de perder R$ 21 milhões

Ministério Público investiga por que, depois de quatro anos, o Estado ainda não apresentou projetos para garantir repasse do governo federal.

Deterioração do Museu Julio de Castilhos atinge o piso de madeira, as paredes e o sistema elétrico. Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Atento à hipótese de perdermos R$ 21,5 milhões do governo federal, o Ministério Público investiga por que, depois de quatro anos, o governo do Estado ainda não apresentou os projetos para a restauração de quatro museus de Porto Alegre: o Margs, o Memorial do Rio Grande do Sul, o Júlio de Castilhos e o Hipólito José da Costa — não seria exagero dizer que os dois últimos estão caindo aos pedaços.

Os recursos foram garantidos em agosto de 2013, por meio do PAC Cidades Históricas. Conforme o secretário estadual da Cultura, Victor Hugo, “não existe atraso, existe demora”:

— Temos um conjunto de servidores de carreira e, quando um dos nossos arquitetos avalia que o projeto, que é elaborado por uma empresa licitada, não atende ao que foi contratado, não posso contestá-lo.

O Margs e o Memorial do Rio Grande do Sul, na Praça da Alfândaga, estão entre os museus que aguardam recursos federais. Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

O diretor nacional do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, afirma que há atraso, sim. Segundo ele, 75 obras também anunciadas em 2013 já estão em execução, outras 50 passam por licitação e 34 já foram concluídas. Quer dizer: os projetos foram entregues faz tempo.

— Dois anos seria um prazo razoável, com folga, para esses projetos. Quanto mais o tempo passa, menor são as chances de o Rio Grande do Sul receber as obras. A sociedade está vendo os contingenciamentos de recursos. Na semana passada, o PAC teve um corte de R$ 7 bilhões — alerta Robson.

O PAC Cidades Históricas é o maior programa de investimento em patrimônio cultural da história do país. Sem gastar um centavo, o Rio Grande do Sul teria, com ele, uma chance única de ver seus combalidos museus retornarem a um patamar digno. Não vai ser fácil.

Por Paulo Germano

Fonte original da notícia: Zero Hora