João Pessoa (PB) – Prédios abandonados podem ser desapropriados

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Os imóveis abandonados no Centro Histórico de João Pessoa podem ser retomados pelo Poder Público. É o que prevê o Projeto de Lei (PL) 29/2017, de iniciativa do vereador Fernando Milanez Neto (PTB), que tramita nas Comissões Permanentes da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP).

“Uma das capitais mais antigas do Brasil está perdendo a sua identidade histórica por completo abandono”, avaliou o autor da proposta. “Com esse projeto, queremos normatizar o uso dos imóveis tombados, acabar com a especulação imobiliária e garantir a preservação da nossa história, tratando-a com o devido respeito”, justificou.

Milanez Neto esclareceu que todas as edificações tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e do Estado da Paraíba, Iphan e Iphaep, respectivamente, são de responsabilidade solidária dos seus proprietários e do Executivo Municipal. “O que estamos propondo é devolver para a cidade o que já é dela”, argumentou.

“Muitos donos de casas históricas viram no abandono uma saída para driblar o tombamento. Eles esperam os imóveis caírem para poderem vender os terrenos, sem precisar investir na recuperação e preservação das propriedades”, destacou o parlamentar. “A Câmara Municipal não pode ficar omissa diante da depreciação da nossa história”, reforçou.

Desapropriação

O projeto prevê a retomada do imóvel para a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), caso seja confirmado o abandono. De acordo com o texto da matéria, serão consideradas abandonadas aquelas edificações cujos proprietários não possuam a intenção de mantê-la em seu patrimônio e não estejam em posse de outra pessoa; que possuírem pendências fiscais; que não estejam conservadas; ou que sejam utilizadas em desacordo com a finalidade econômica e social dos bens históricos.

“Um prédio tombado, que é utilizado como casa de shows sem o devido tratamento acústico, por exemplo, pode comprometer seu valor histórico, pois não há o cuidado necessário com a preservação do bem”, explicou Milanez Neto. “Na Rua das Trincheiras vemos várias casas ruindo. Recentemente, uma casa na Rua da Areia desmoronou, comprometendo inclusive a segurança de quem transita pela cidade. Não podemos permitir que isso continue acontecendo”, alertou.

O vereador ainda informou que o processo de desapropriação pode ser iniciado pela PMJP ou através de denúncia de qualquer cidadão. “Cidades históricas, como Olinda (PE) e Ouro Preto (MG), já possuem leis com esse mesmo objeto”, citou.

Finalidade

O PL prevê ainda que os imóveis desapropriados sejam destinados, prioritariamente, a programas habitacionais, à prestação de serviços públicos e ao fomento do turismo, ou que sejam utilizados por entidades civis que, comprovadamente, tenham fins filantrópicos, assistenciais, educativos, esportivos ou outros de interesse do Município.

Fonte original da notícia: Mais PB




Porta-voz de Trump precisa aprender História, diz museu

O Museu do Holocausto de Jerusalém manifestou sua preocupação em relação aos termos “imprecisos e insensíveis” utilizados pelo porta-voz da Casa Branca.

Sean Spicer: durante um pronunciamento da Casa Branca, o porta-voz comparou o presidente sírio ao ditador nazista. (Joshua Roberts/Reuters)

Sean Spicer: durante um pronunciamento da Casa Branca, o porta-voz comparou o presidente sírio ao ditador nazista. (Joshua Roberts/Reuters)

O Museu do Holocausto de Jerusalém, em Israel, sugeriu nesta quarta-feira ao porta-voz da presidência dos Estados Unidos, Sean Spicer, que visite seu site e aprenda um pouco de História, depois que ele assegurou que Hitler “não usou armas químicas”, ao compará-lo com o presidente sírio Bashar al Assad.

“Após as recentes declarações” de Spicer o “Centro Mundial em Lembrança do Holocausto o convida a visitar o site do Yad Vashem para aprender sobre o Holocausto e seu período na História”, segundo um comunicado.

O centro manifestou sua “grande preocupação em relação aos termos imprecisos e insensíveis” utilizados ontem pelo porta-voz da Casa Branca.

Para o Museu do Holocausto, as declarações do porta-voz “implicam uma profunda falta de conhecimento sobre os eventos da Segunda Guerra Mundial, inclusive o Holocausto” e “poderiam fortalecer àqueles cujo objetivo é distorcer a História”.

O comunicado foi publicado após a polêmica provocada por Spicer, que assegurou que “até mesmo” o ditador nazista “não foi tão baixo para utilizar armas químicas”, ao contrário do que supostamente fez o governo sírio.

Ao ser perguntado por uma jornalista, Spicer tentou se explicar e acrescentou: “Acredito que quando se trata de gás sarín, ele (Hitler) não utilizou gás entre sua própria gente, do modo como fez Assad”.

Seu comentário parece evitar o fato de que Hitler utilizou câmaras de gás para exterminar milhões de judeus e outras minorias.

A diferença, explicou Spicer, é “o modo em que Assad as usa (as armas químicas), ao ir às cidades e lançá-las no meio de inocentes nessas localidades”, uma argumentação que também não ajudou.

Diante da polêmica, Spicer se viu obrigado a emitir um esclarecimento posterior e assegurou que “de nenhuma maneira estava tentando minimizar a natureza horrenda do Holocausto”, mas que estava “tentando explicar a diferença de táticas no uso de aviões para lançar armas químicas em centros urbanos”.

A imprensa israelense repercutiu intensamente as declarações do porta-voz da Casa Branca, em geral de forma muito crítica e com pedidos de retificação.

O ministro de Transporte e Inteligência de Israel, Israel Katz, pediu que Spicer se desculpasse e qualificou suas palavras de “indignantes”, enquanto o deputado Erel Margalit as tachou de “miseráveis” e as atribuiu à “influência problemática de entidades que negam o Holocausto que pode ter entrado recentemente na Casa Branca”.

Por EFE

Fonte original da notícia: Exame.com




Fazendas de São Carlos ajudam a contar a história de São Paulo

Propriedades guardam relíquias e preservam memórias de um passado baseado na economia cafeeira.

Basta falar do interior paulista para logo vir à mente a natureza e o sossego, mas a vida no campo também guarda muitas surpresas e conhecer fazendas tradicionais é fazer uma viagem pela história de São Paulo.

A fazenda Santa Maria, em São Carlos (SP), é um dos pontos dessa jornada. Criada em 1850, ela foi ampliada no fim do século 19 para receber Dom Pedro II. O dono imaginava que, ao receber o soberano, ganharia o título de barão, mas nada saiu como o planejado.

A fazenda Santa Maria, em São Carlos. (Foto: Reprodução/ EPTV)

A fazenda Santa Maria, em São Carlos. (Foto: Reprodução/ EPTV)

“Dom Pedro, na verdade, nunca esteve aqui, nunca visitou a fazenda, e o que aconteceu foi que a antiga família acumulou dívidas com a construção de tudo isso e foi obrigada a vender a fazenda”, contou o guia de turismo Fabio Álvares.

O fazendeiro Cândido Malta de Souza Campos comprou a propriedade, que permanece com a família. O neto dele, Décio Campos, mora no local há mais de 50 anos e mantém o espaço com obras de arte, livros e objetos antigos aberto ao público.

Fazenda mantém móveis do século 19 em São Carlos. (Foto: Reprodução/EPTV)

Fazenda mantém móveis do século 19 em São Carlos. (Foto: Reprodução/EPTV)

O terreiro onde os grãos eram secados não deixa esquecer esse período, e a senzala nos lembra do sistema por trás do crescimento econômico. Mais de 120 escravos trabalharam e sofreram na fazenda.

“[A senzala] Não tinha janelas. Eram duas portas somente para entrada e saída dos escravos, eles ficavam trancados, era uma vida muito sofrida, de muito trabalho. A construção da fazenda foi feita pelas mãos dos escravos”, contou Álvares.

Culinária

Durante a visita ao local, é possível apreciar pratos. (Foto: Reprodução/EPTV)

Durante a visita ao local, é possível apreciar pratos. (Foto: Reprodução/EPTV)

Durante a visita ao local, também é possível apreciar pratos como porco no rolete, torresmo e linguiça, e depois do almoço há o tradicional cafezinho, feito com grãos triturados por um moedor centenário. “Uma delícia. Um gostinho da fazenda, gostinho de comida natural”, elogiou a auxiliar de enfermagem Edna Aparecida Alves Longhin.

“É um tempero maravilhoso. É o alho, o óleo e acabou. Só tem na roça, na cidade não tem”, completou a cozinheira Odete Carneiro. Confira aqui como chegar ao local.

Fazenda do Pinhal

A viagem segue pela Fazenda do Pinhal, que tem 30 cômodos construídos há quase 200 anos com a técnica de taipas. “Ela é uma técnica que era tradicionalmente utilizada pelos paulistas e se apropriava dos materiais que estavam disponíveis na região. Então é possível ver a estrutura de madeira, ela é de palmito-juçara, era preenchida com barro e posteriormente recebia um revestimento e uma mão de cal”, explicou o historiador Alexandre Tourinho.

Fazenda do Pinhal, em São Carlos. (Foto: Reprodução/ EPTV)

Fazenda do Pinhal, em São Carlos. (Foto: Reprodução/ EPTV)

Na década de 1980, o imóvel foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat).

Curiosidades

No começo da fazenda não havia banheiro dentro da casa e o espaço precisou ser adaptado. Nos quartos há banheira de metal, jarra e até penico.

Em alguns cômodos, as paredes também não têm janelas. “Esses quartos eram destinados a pessoas que não eram da família. Tropeiros e viajantes. Não ter janela dava mais privacidade e segurança à família”, disse o monitor da fazenda, Pedro Henrique Vicente.

Condessa do Pinhal trouxe da Europa a hidroterapia. (Foto: Reprodução/EPTV)

Condessa do Pinhal trouxe da Europa a hidroterapia. (Foto: Reprodução/EPTV)

A fazenda foi residência de uma importante família do interior: a do conde do Pinhal. A esposa dele foi a responsável por uma obra considerada novidade na época. Em uma viagem à Europa, a condessa do Pinhal conheceu um tratamento de saúde chamado de hidroterapia e resolveu construir uma escada d’água na propriedade.

Ela costumava subir descalça os quase 100 degraus. O exercício físico e o contato da água com os pés eram uma forma de ativar a circulação. Atualmente, quem visita a fazenda faz questão de passar pelo local.

As visitas à propriedade devem ser agendadas pelo telefone (16) 3377-9191 ou pelos e-mails agendamento@casadopinhal.com.br e educador@casadopinhal.com.br. Clique aqui para mais informações.

Fonte original da notícia: G1 São Carlos e Araraquara




Porto Alegre (RS) – Museu Julio de Castilhos é interditado e prédio ganha um brechó

Tratado com desleixo por sucessivos governos, museu mais antigo do Estado padece com inundações a cada chuva.

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Único museu público sobre a história do Rio Grande do Sul, o Julio de Castilhos se afirma como símbolo de decadência do patrimônio cultural gaúcho. Está fechado desde janeiro – e você talvez nem tenha notado, o que já é sintomático.

Sem manutenção preventiva, tratado com desleixo por sucessivos governos, o museu mais antigo do Estado acabou interditado porque qualquer chuva inundava tudo. Virou um elefante branco combalido por paredes descascadas, piso escangalhado, infiltrações e problemas elétricos.

A entrada exibe hoje um manequim de loja e uma faixa de plástico onde se lê “Brechó do Julio”. Quem teve a ideia da lojinha foi a Associação de Amigos do Museu, que conta com 11 sócios bem-intencionados atrás de recursos até para trocar lâmpada, coisa que o Estado não faz.

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

– O brechó é uma forma de combater um descaso crônico e muito antigo – justifica o presidente da associação, Thiago Araújo.

Membro do Conselho Internacional de Museus, o professor de escultura José Francisco Alves, do Atelier Livre, diz que o anúncio do brechó na entrada “é patético, mas também profético”:

– O Julio de Castilhos sempre pareceu um brechó. Tinha roupa com traça, aquelas espadas caindo na vitrine, tudo malcuidado. No fim, é o que Porto Alegre tem para oferecer na área cultural: um brechó.

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

José Francisco lembra que o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa também foi interditado. O Museu Antropológico, que mostraria as origens do gaúcho, segue com o acervo encaixotado. O Museu dos Direitos Humanos do Mercosul foi inaugurado em 2014 e depois sumiu. O Memorial do Rio Grande do Sul é outro que sofre com abandono.

Sobre o Museu Julio de Castilhos, a Secretaria de Estado da Cultura prevê sua reabertura até a metade de abril. Por enquanto, nos resta uma visita ao Brechó do Julio.

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Foto: Carlos Macedo / Agência RBS

Por Paulo Germano

Fonte original da notícia: Zero Hora




300 anos: Centro da cidade retrata o abandono da história de Cuiabá (MT)

Fotos: Ahmad Jarrah

Fotos: Ahmad Jarrah

O prédio com fachada com mais de 20 metros de altura tem traços arquitetônicos do século XIX. A existência dele retrocede a um tempo em que teria servido para hotel para um príncipe que passou em visita por Cuiabá. “Esse casarão já serviu de hotel para um príncipe que passou por aqui com a sua comitiva toda pomposa”, conta um morador próximo do local.

A alguns metros dali, outro prédio com estilo da mesma época abriga a Academia Mato-grossense de Letras, reduto de intelectuais socialmente reconhecidos em qualquer sociedade. Além do período histórico, ambos têm em comum com outras construções a localidade no Centro Histórico de Cuiabá e todos enfrentam o risco de simplesmente não ter sequer vestígios de existência em algumas décadas – e nem tantas assim.

O Centro Histórico de Cuiabá engloba 400 prédios com data mais recente de construção de cem anos, informação que já serviria para chamar a atenção para a necessidade de conservação pela importância histórica e cultural. Mas o pouco-caso de herdeiros de famílias tradicionais de Cuiabá, o desleixo até tempos bem recentes de gestão pública e o engessamento de lei federal para restaurações desses prédios convergiram para abandono quase completo.

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“Moro aqui na [rua] Ricardo Franco há 33 anos e a cada ano que passa a situação está só piorando. O comércio está decaindo, os prédios estão precisando de reformas e quase todos estão vazios, com grade na frente”, diz a comerciante Donatila Sena, 56.

Ela é proprietária de um bar cujo telhado desabou em parte no fim do ano passado, as paredes têm rachaduras profundas e o reboco ameaça desgrudar da parede que ficou úmida por causa do material adobe com que foi construída – uma característica dos prédios que compõem o Centro Histórico. Todos foram construídos em época em que a tecnologia de alvenaria ainda descobriria os materiais hoje conhecidos e considerados mais seguros.

“Em dia de chuva, chove mais aqui dentro do que lá fora. Queremos reformar, mas é difícil porque é preciso pedir para o Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico e Nacional), que precisa vir aqui para mostrar o que pode ser mexido”, diz.

O aposentado Eurídes Gonçalves da Costa, 73, mora duas quadras à frente de Donatila, há pouco mais de 15 anos, mas frequenta a região há mais de 50 anos. “Eu trabalhei na redondeza nos anos 1960 e 1970 e sei como isso está diferente. As casas estão fechadas porque não tem ninguém para habitar nem para tomar conta. Os herdeiros não querem vir para cá e nem se interessam por restaurar as casas. O prédio que serviu de hotel para o príncipe está com a fachada bonita, mas dentro as paredes estão cedendo”.

Eles são praticamente remanescentes de moradores em região que já foi a mais movimentada de Cuiabá, por concentrar locais de atividade pública (comércio, instituições oficiais), lazer (bares, prostíbulos, por exemplo), além de moradores comuns.

“Estou aqui há oito anos e já vi muita gente ir embora. Muitas casas estão fechadas sem pessoas para tomar conta e vir saber como está a situação. E alguns viciados que circulam por aqui hoje acabam invadindo as casas para servir de abrigo”, conta Madalena, 45.

Desinteresse de famílias prejudica preservação do Centro Histórico

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A presidente do Iphan em Mato Grosso, Amélia Hirata, afirma que os trabalhos de reforma de prédios no Centro Histórico de Cuiabá podem ser realizados por moradores desde que haja monitoramento do instituto, para preservação dos traços característicos de época.

“Pequenas reformas podem ser feitas pelos moradores. Ele vem ao Iphan informar o que vai ser realizado e o instituto vai acompanhar os serviços. Colocar vidraça, ‘blindex’, ar condicionado, são projetos que podem ser realizados sim. Nós temos isso aqui no instituto”.

Ela explica que há confusão sobre a função do instituto no trabalho de preservação dos prédios e na própria ideia de tombamento histórico de prédios, o que acaba servindo de tangência para afastamento de proprietários.

“O tombamento da área não tira a propriedade dos donos e nem dá autonomia para o Iphan mexer no local por conta pública. Não temos pessoal o suficiente e nem orçamento para fazer essas intervenções”.

Amélia Hirata diz que a maioria dos prédios no Centro Histórico de Cuiabá pertence a famílias tradicionais de capital, gerando espólio de considerável número de herdeiros, e por restrição de mudanças devido ao tombamento histórico surgem conflitos entre o Poder Público e a iniciativa privada.

“Os donos geralmente não veem importância no prédio porque é antigo, e eles chamam de velho, não pode ser demolido, então perde valor de mercado e não gera interesse para eles. Eles deixam o tempo passar na ideia de que quando cair não haverá mais problema. Uma ideia que também se percebe nos profissionais que deveriam zelar pela conservação”.

O Centro Histórico tem 400 imóveis, públicos e privados, que foram tombados definitivamente em 1993. A área da Rua Cândido Mariano, na região Oeste, à Avenida Mato Grosso, ao leste; de Morro da Luz ao Norte, à Rua Comandante Costa, ao sul.

O espaço inclui prédios históricos como a Igreja de São Benedito, a Catedral Basílica Senhor Bom Jesus, o Palácio e Praça Alencastro, a Praça da República e a Praça da Mandioca, por exemplo. O sítio histórico, no entanto, se estende para uma área maior com englobamento de mil imóveis. Esse segundo espaço, no entorno do Centro Histórico, não está oficialmente tombado, mas contém prédios que o Iphan avalia como importantes para o ingresso no status de patrimônio histórico.

Má gestão travou desenvolvimento do PAC Cidades Históricas

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O secretário de Planejamento de Cuiabá, Zito Adrien, diz que a má gestão do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC) para Cidades Históricas em Cuiabá prejudicou o processo de restauração do Centro Histórico. Ele afirma que o trâmite de trabalhos da área estava travado até o fim do ano passado devido a pontos irrisórios que não foram resolvidos.

“Havia problemas, por exemplo, por troca de fiscal de serviço, de falta de informações para a Caixa Econômica Federal, que travaram aplicação de recursos do PAC. O que estamos tentando fazer agora é acelerar essas obras para tentar resultado grande no aniversário de 300 anos de Cuiabá”, diz.

Segundo ele, 14 prédios foram reformados no Centro Histórico de Cuiabá. Os trabalhos incluem a Casa Barão de Melgaço que deverá se inaugurada no dia 15 abril em comemoração ao aniversário capital, no dia 8 abril.

O secretário afirma que o entrave teve efeito sobre a restauração da Academia Mato-grossense de Letras (AML), que fica no prédio da Casa Barão de Melgaço. A reforma da Academia teve início em 2015 com previsão de entrega para setembro do ano passado, sob a responsabilidade da prefeitura de Cuiabá. Mas devido a impasses, o prazo está estourado há seis meses. A reforma está orçada em R$ 562 mil.

A prefeitura também firmou convênios com o Iphan para restauração da Casa Bem Bem, na Rua Barão de Melgaço (R$ 2,1 milhões); da Casa Funai (R$ 535 mil); Casarão Irmã Dulce, prédio do Iphan (R$ 1,2 milhão); da Igreja Senhor dos Passos (R$ 115 mil). Os convênios começaram a ser assinados em 2012 e alguns encerram neste ano. Ao todo, cerca de 8 milhões estão disponíveis para obras, conforme a Secretaria de Planejamento de Cuiabá.

Leis sobre tombamento precisam ser flexibilizadas

O secretário Zito Adrien afirma que os planos de restauração de sítios arqueológicos precisam ser repensados para incluir linha de crédito para financiamento a proprietários para serviços de reforma de prédios e participação do comércio.

Em Cuiabá, ele critica a extensão da área tombada pelo Iphan e as leis municipais que engessam a atividade comercial, devido ao tombamento.

“Nós precisamos pensar uma lei que inclua os comerciantes e linhas de crédito para os proprietários ou enfrentarmos o risco de no médio e longo prazo toda a área do tombamento se perder”.

O hoje o sítio arqueológico de Cuiabá toma conta de quase toda a região central, com restrições consideradas duras pelo secretário para o desenvolvimento do comércio.

“Hoje tem lei, por exemplo, para instalação de placa de nome de lojas no Centro Histórico. O comerciante coloca a placa, a prefeitura vai lá e taxa. Isso precisa ser revisto. O comércio faz parte do centro e não pode pagar por qualquer coisa. Sou a favor da preservação e da restauração dos prédios, mas algumas leis precisam ser revistas”.

Adrien cita a concorrência do comércio no centro de Cuiabá com shopping centers que cercam área e têm melhores condições de competir no mercado.

“Shopping concentra lojas, tem espaço para estacionamento e não funciona no horário burocrático. Coisas que não existem no Centro Histórico. O estacionamento é muito difícil e o comércio funciona até às 18h”.

Outro caminho seria a cobrança de recursos ao governo federal para impulsionar o desenvolvimento de sítios, com a abertura de linhas de crédito para proprietários e aumento de recursos para serviços do setor público.

“Ou o governo flexibiliza as leis ou investe o necessário para, por conta própria, restaurar e preservar os sítios e centros históricos. Mas mexer em lei federal é muito difícil”.

Beco da droga e da prostituição

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A rua é estreita e curta e fica atrás de uma pequena praça rodeada pelo comércio. O tráfego de pessoas no entorno dela é intenso, pois está paralelamente a poucos metros da Avenida Tenente-coronel Duarte, uma das principais do centro de Cuiabá.

A ruela tem sua movimentação própria. À medida que se adentra, se passa por mulheres encostadas em portas de bares em roupas e comportamento que não deixam dúvida. “Há muitas mulheres por aí querendo ‘dar banho em você’. Você passa e elas perguntam: ‘Você quer tomar banho’. Se você concordar, está pronto: o negócio está feito”, diz um senhor.

Rapazes parados em dupla ou em pequenos grupos encaram transeuntes como se estivessem à espera de algum sinal.  Em uma casa de esquina com as paredes destruídas pela metade cheia de entulho, dois homens conversam entre si e tentam acender um cachimbo para fumar crack.

Bruna estava parada em frente a sua casa com sua mãe e seu filho de 4 anos. Ela diz conhecer os usuários de drogas que circulam pelo Centro Histórico e tem o Beco do Candieiro com local de concentração. “Faz três anos que eu estou limpa. Jesus me libertou, agora eu fico aqui cuidando de carros pra ganhar um dinheiro. Eu conheço essa galera toda aí, sei como é o ciclo”.

Ela diz que a convivência com usuários de drogas e mulheres, de várias idades, em prostituição é “tranquila”, mas há seus momentos de tensão. “Isso porque eu conheço o pessoal, eles vêm aqui, pedem comida, eu dou, e daí a pouco chegam mais dois, três pedindo e eu falo: ‘Vocês já comeram tudo o que tinha’”.

Carla conta que “ciclo” da droga e dos usuários pelo Centro Histórico interage com outros três pontos em Cuiabá onde ambos têm circulação intensa: a Ilha da Banana, a poucos metros do Centro Histórico, a área antiga no bairro Porto e a “cracolândia”, próxima ao terminal rodoviário, no bairro Alvorada.

“Quando chega a droga o pessoal amontoa, e é todo mundo. Tem médico, tem universitário, tem advogado. Tem galera da alta [sociedade] e o pessoal que fica aí o dia todo mesmo”.

Falta de interesse de gestores prejudica o Centro Histórico, diz FCDL

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O presidente da Federação da Câmara de Dirigentes Lojistas (FCDL) em Cuiabá, Ozair Bezerra, atribui à falta de interesse político o estado de degradação do Centro Histórico. Ele afirma que nos últimos 50 anos nenhum prefeito da capital apresentou projetos para restauração e revitalização da área, cujo comércio representa cerca de 700 prédios.

“Eu tive o prazer de participar da comemoração de 250 anos de Cuiabá, isso no final de década de 1960. Eu era um garoto de dez anos com uns quatro anos morando em Cuiabá. Eu lembro que foi uma festa bonita, fizeram um bolo enorme, chamaram a população para comemorar, muita gente alegre. Depois disso, Cuiabá, mais especificamente no Centro Histórico, só decaiu”.

Proprietário de uma loja de aviamentos, com prédio de construção datada do século XVIII, o comerciante afirma que o Centro Histórico representa hoje a falta de investimento e de interesse tanto do Poder Público quanto de familiares que herdaram os prédios.

O abandono, diz ele, afeta diretamente o comércio da área. Por exemplo, com a perda das atividades noturnas. “Depois de seis horas da tarde, o centro de Cuiabá morre, no fim de semana acontece a mesma coisa. Isso porque o centro está desabitado, falta segurança. Hoje o Centro Histórico é o centro da vergonha e do medo”.

Bezerra afirma ainda que a falta de estrutura na área também prejudica o mercado local, na concorrência com shopping centers, que margeiam o centro de Cuiabá. “Há mais de quatro anos lutamos para conseguir estacionamentos no centro, porque o cliente vem para o centro e não tem onde estacionar o carro. Tínhamos a Faixa Verde, que foi bom enquanto durou, mas o prefeito resolveu usar o serviço para a política e entregamos o projeto”.

Outra reclamação foi quanto à quantidade de leis que oneram as atividades comerciais no Centro Histórico, cujos prédios têm proibição para alteração de fachadas. No entanto, Bezerra aponta que ao menos 500 prédios estão descaracterizados na área.

“Se não pode mexer na fachada, tudo bem. Mas o comerciante precisa reformar a loja por dentro, e considerando o estado atual da economia e perda de valor do Centro Histórico, a situação só se complica. Defendo que seja criada uma linha de crédito para ajudar os comerciantes e reformar seus prédios, isso é bom para o comércio e para o Centro Histórico. Ambos precisam de pujança”.

Conforme número s da FCDL em Cuiabá, 80% da movimentação financeira da capital têm origem no comércio, grande parte ligada ao segmento de serviços e bancos.

Morro da Luz será revitalizado para os 300 anos

O secretário Zito Adrien diz que a prefeitura tenta viabilizar um projeto de revitalização de parte do Centro Histórico para comemoração dos 300 anos de Cuiabá, em 2019. Os serviços incluem a reforma do Morro da Luz e prédios históricos na redondeza, como igrejas católicas e mesquita.

Segundo ele, o projeto está sendo articulado com a bancada federal de Mato Grosso em Brasília que já teria sinalizado a liberação de R$ 50 milhões para a execução das obras.

“A revitalização do Morro da Luz é uma forma de se integrar ao Centro Histórico, porque é comum se pensar que o Morro da Luz não faz parte do sítio arqueológico por causa da separação pela Avenida da Prainha. Então, o objetivo é revitalizá-lo e criar um circuito de turismo histórico, que acabará levando aos prédios do outro lado da avenida”.

A proposta é que parte dos serviços seja realizada por parcerias público-privadas (PPPs). Conforme o secretário, a prefeitura ficaria responsável pelos trabalhos de recuperação do Morro da Luz e dos prédios tombados vizinhos, e empresas entrariam no projeto para construção de estacionamento e comércios, por exemplo.

“Já conversamos com deputados e senadores em Brasília e conseguimos sinalização de R$ 50 milhões para iniciar as obras, desde que projetos sejam apresentados. É dinheiro o suficiente? Não, mas isso irá impulsionar a revitalização do Centro Histórico, que é um trabalho para vários anos”.

16 obras estão em andamento em Cuiabá, diz Ministério do Planejamento

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O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Cidades Históricas foi lançado em 2013 pelo governo federal sob a coordenação do Ministério do Planejamento. A proposta é recuperar sítios arqueológicos e outros patrimônios históricos (prédios, praças, igrejas) em 44 cidades de 20 Estados.

A criação de projetos foi destinada ao Iphan. O investimento em obras de restauração é de R$ 1,6 bilhão, destinado a 425 obras de restauração.

Em Cuiabá, 16 prédios e espaços públicos entraram na lista de obras: Praça Caetano Albuquerque, Praça do Rosário, Praça Dr. Alberto Novis, Praça Largo Feirinha da Mandioca, Praça Senhor dos Passos, entorno do Casarão do Beco Alto à Rua Pedro Celestino, Igreja Senhor dos Passos e outros três casarões na Rua Pedro Celestino.

Os serviços estão orçados em R$ 4,7 milhões, conforme dados do Ministério do Planejamento.  Todas elas com data de referência de 31 de dezembro de 2016. Cuiabá entrou na lista do PAC Cidades Históricas em 2013. Hoje, os projetos estão em fase ou de licitação ou de execução de obras.

Por Reinaldo Fernandes

Fonte original da notícia: Circuito Mato Grosso




Ivoti (RS) – Casa do Núcleo Enxaimel pode desabar a qualquer hora

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O que parece uma história do imaginário popular, quando afirmam que se tirar os cupins a casa cai, torna-se realidade na casa das janelas amarelas do Núcleo de Casas Enxaimel. A estrutura pode desabar se tiver muito movimento no seu interior.

Ela é uma das sete casas tombadas pelo município pela lei 069/2004, e que faz parte do entorno da Ponte do Imperador, tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1986.

Apesar de ser tombada e atrair turistas, a estrutura não foi valorizada. Nos últimos anos, ela virou depósito de materiais de limpeza, restos de tábuas, placas de trânsito e até carrinhos de mão, entre outros objetos.

Segundo o morador de Ivoti, doutorando em História, Cristiano de Brum, que realizou em 2016 um levantamento das edificações em estilo enxaimel na área urbana, a casa é importante não só para Ivoti, mas para todo o Brasil. “Ela está inclusa na proteção que o IPHAN concedeu. A casa é de meados do século 19 e acho bacana essa preocupação do município em realizar o seu restauro. Infelizmente ficou nesse estado pelo seu mau uso e pelas constantes enchentes que enfrentou”.

O que será feito

Preocupadas com a situação, a administração de Ivoti foi em busca de recursos para restaurar a casa. O projeto terá um custo superior a R$ 100 mil.

A prefeita Maria de Lourdes Bauermann, a diretora de Turismo Madalena Petry e a engenheira Kelly Lemes da Silva estiveram com o cônsul alemão Stefan Traumann para pedir auxílio financeiro.

A ideia é conseguir parcerias e captar recursos para a casa e para a cabeceira da Ponte do Imperador, que também precisa de um reboco novo, já que o atual está caindo.

“Temos esse vínculo por sermos berço da colonização alemã e ainda temos como coirmã a cidade de Rottenbuch, e fizemos um pedido de recursos via consulado devido a esse vínculo”, explica Madalena.

Por Candido Nascimento

Fonte original da notícia: O Diário da Encosta da Serra




Catedral da Sé de Mariana (MG) será repintada com tons do século 18

Cores usadas na pintura do templo serão o bege-claro e o vinho, descobertos sob camadas de tinta após prospecções no monumento.

Fachada da catedral, que passa por restauração desde janeiro de 2016, com obras de arquitetura, estrutura, drenagem e instalação hidrossanitária. (Foto: Samuel Consentino/Prefeitura de Mariana/Divulgação)

Fachada da catedral, que passa por restauração desde janeiro de 2016, com obras de arquitetura, estrutura, drenagem e instalação hidrossanitária. (Foto: Samuel Consentino/Prefeitura de Mariana/Divulgação)

Camadas de história, tons do patrimônio e registro de outros tempos. A catedral pioneira de Minas, e uma das cinco primeiras do Brasil, atualmente em restauro, terá de volta nas paredes, esquadrias, portas e janelas as cores antigas, que vão substituir o cinza da fachada e o verde da entrada principal. Depois de 160 prospecções pictóricas (pequenas janelas feitas nas pinturas) da Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida como Catedral da Sé de Mariana, técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) se surpreenderam ao encontrar bege-claro nas paredes e vinho nas demais partes da construção do século 18. Diante da descoberta, foi convocada uma audiência pública para a comunidade decidir, por meio de voto, que rumo seguir. “E a maioria decidiu pelas cores achadas sob camadas de tinta”, disse, ontem, a superintendente do Iphan em Minas, Célia Corsino.

“Não sabemos de quando datam essas cores, portanto, não podemos dizer que são as originais. O bege claro e o vinho estavam sob quatro camadas de tinta e, ao longo do tempo, houve repinturas e remoções. Dessa forma, elas mantêm uma unidade nas paredes de dentro e de fora da igreja”, conta a arquiteta do escritório técnico do Iphan em Mariana, arquiteta Flora Passos, que coordenou a audiência pública realizada no dia 27 na Igreja de Nossa Senhora do Carmo. “Uma semana antes da audiência, fizemos uma reunião técnica, com análise das prospecções, com especialistas do campo do restauro, incluindo representantes da prefeitura local, Arquidiocese de Mariana, Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana e sociedade civil”, explica Flora.

Na audiência pública, 51 pessoas votaram a favor das cores bege claro e vinho e 10, contra. “A audiência foi proposta porque entendemos que a decisão sobre a pintura de um monumento como a Catedral da Sé, igreja matriz do município, requer um processo participativo e horizontalizado. As cores fazem parte do imaginário social e interferem no modo como as pessoas se apropriam do patrimônio cultural na cidade”, observa Flora.

Conclusão.
A previsão é de que a restauração iniciada em janeiro de 2016, e compreendendo arquitetura, estrutura, drenagem e instalação hidrossanitária, termine em junho, estando até lá pronta a pintura da fachada e do interior do templo, considerado também a primeira catedral do interior do país. Uma das 15 ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas em Mariana, a intervenção demandou, até hoje, recursos de R$ 1,5 milhão do governo federal. Paralelamente, são conduzidos trabalhos arqueológicos, tendo em vista a grande quantidade de ossos encontrada sob o piso da catedral e da praça em frente. A parte posterior do projeto, a ser ainda contratada, vai contemplar elementos artísticos e serviços complementares (parte elétrica, luminotécnica, segurança contra descargas elétricas e outros).

Satisfeito, o pároco da Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, cônego Nedson Pereira de Assis, diz que a descoberta valoriza ainda mais o patrimônio de Mariana, que é a primeira vila, cidade e diocese de Minas. “Realmente, não se pode dizer que seja a cor primitiva, pois estamos falando de uma igreja de mais de 300 anos. De todo jeito, é a mais antiga encontrada nas prospecções. Fizemos o convite, nas missas e outras celebrações, para a participação da comunidade na escolha da cor da catedral que é ‘primaz de Minas’”, disse o cônego.

Construção. A história da catedral começa em 1704, quando o bispo do Rio de Janeiro dom Frei Francisco de São Gerônimo, com jurisdição sobre Minas, cria a paróquia – nessa época, havia no arraial apenas as capelas de Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora da Conceição. Três anos depois, ocorreu a instalação da matriz, transferida da Igreja do Rosário Velho (atual Capela de Santo Antônio) para a Capela de Nossa Senhora da Conceição, por oferecer mais espaço e estar no centro urbano que não parava de crescer.

Após a criação da Vila do Ribeirão do Carmo (nome primitivo de Mariana), em 8 de abril de 1711, a coroa portuguesa determinou que a câmara se empenhasse na construção da matriz. Em 14 de maio de 1714, os “notáveis” da Vila do Carmo se reuniram para garantir os recursos. A obra é confiada ao mestre Jacinto Barbosa Lopes, então vereador da câmara. Padre Nedson conta que, em arquivo do Legislativo, está um documento datado de 1716, convidando o mestre “a vir concluir as obras da matriz” comandadas pela Irmandade do Santíssimo Sacramento.

Entre 1716 e 1718, foram concluídas as obras da matriz, no sistema construtivo de madeira e taipa. Em 1734, a igreja foi alvo de uma intervenção radical: a reedificação arrematada pelo pedreiro Antônio Coelho da Fonseca, sendo, nesse período, incluída no projeto a divisão em três naves e concluídas a fachada e as torres. Doze anos depois (1745), o rei de Portugal, dom João V, elevou a vila do Ribeirão do Carmo à categoria de cidade, dando-lhe o nome de Mariana. Em 6 de dezembro daquele ano, pela bula Candor Lucis Aeternae (Resplendor da luz eterna) do papa Bento XIV, é criada a diocese de Mariana, a primeira do interior do país e primaz de Minas. Os retratos antigos ajudam a contar a história, com o registro, do início do século passado, quando ainda havia a Capela do Senhor dos Passos.

A mudança na pintura do templo foi aprovada em audiência pública. (Foto: Iphan/Divulgação)

A mudança na pintura do templo foi aprovada em audiência pública. (Foto: Iphan/Divulgação)

Cronologia – Catedral Primaz de Minas

1704
Criação da paróquia por dom Frei Francisco de São Gerônimo, bispo do Rio de Janeiro com jurisdição sobre Minas.
Na época, havia as capelas de Nossa Senhora do Carmo e da Conceição

1707
Instalação da matriz, transferida da Igreja do Rosário Velho (hoje Capela de Santo Antônio) para a Capela de Nossa Senhora da Conceição, que era mais ampla e no meio urbano

1711
Criação da Vila do Carmo e determinação, pela Coroa portuguesa, que a câmara se empenhasse para a construção da nova matriz

1713
Início da construção da matriz, hoje Catedral Basílica de Nossa Senhora da Assunção, mais conhecida como Catedral da Sé de Mariana

1745
Em 6 de dezembro, pela bula Candor Lucis Aeternae, do papa Bento XIV, é criada a diocese de Mariana, a primeira do interior do país e primaz de Minas

1753
Chega a Mariana o órgão Arp Schnitger, presente da Coroa portuguesa ao primeiro bispo de Mariana, dom Frei Manoel da Cruz

1906
Em 1º de maio, a diocese é elevada à categoria de arquidiocese e Sé metropolitana pelo papa São Pio X, por meio da bula Sempiternam Humani Generis

1961
Elevação da Catedral de Nossa Senhora da Assunção, pelo Vaticano, à categoria de Basílica Menor

2016
Em janeiro, início da obra de restauração (arquitetura, estrutura, drenagem e instalação hidrossanitária)

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Brasil conserva tradições de cada região com festas típicas

Celebrações em diferentes estados movimentam turismo e ajudam a preservar cultura e história dos lugares.

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

As festas em diferentes regiões do Brasil comprovam a diversidade cultural do país e movimentam o turismo interno ao logo de todo ano. Além disso, são estas celebrações que ajudam a preservar tradições e culturas de regiões.

Círio de Nazaré

Algumas festas são religiosas como a do Círio de Nazaré, que acontece em Belém do Pará e reúne todos os anos milhares de devotos de todos os lugares do Brasil. Em 2016, foram 2 milhões de pessoas e mais de cinco horas de procissão com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.

O Círio é celebrado há 224 anos e a procissão percorre um trecho de 3,6 km. O trajeto é marcado por muitas homenagens de instituições e devotos da Virgem de Nazaré, que enchem de emoção a grande romaria.

Festa junina

Outra tradição bem brasileira são as festas de São João ou juninas, como são mais conhecidas. A partir de junho, vários estados do país celebram o santo com comidas típicas, danças e brincadeiras. Geralmente, as comemorações se iniciam no dia 12 de Junho, véspera do dia de Santo Antônio e se encerram no dia 29, dia de São Pedro. O ponto alto do mês acontece nos dias 23 e 24, o dia de São João.

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

Círio de Nazaré. (Foto: TV Globo)

É comum que as festas aconteçam em paróquias e escolas. Em alguns lugares do Brasil, a festa junina segue a tradição e tem fogueiras e roupas típicas.

Fonte original da notícia: G1




Fazendas centenárias são hoje ofertadas na internet

Herdeiros mais jovens não têm interesse em manter propriedades.

A Fazenda Cachoeira Grande já foi colocada à venda na internet no passado. (Foto: Reprodução/ Facebook)

A Fazenda Cachoeira Grande já foi colocada à venda na internet no passado. (Foto: Reprodução/ Facebook)

Em pleno século XXI, ainda é possível se sentir um barão ou baronesa dos tempos áureos do café. Não precisa ser da linhagem dos Teixeira Leite, mas tem que ter alguns milhões na conta, sem contar um olhar especial para o passado. Em sites como OLX e ZAP Imóveis, pipocam ofertas de fazendas históricas no Vale do Paraíba, algumas oferecidas de porteira fechada, ou seja, com peças e mobiliários de época, que fazem qualquer um que pisa nos salões da casa grande viajar diretamente para o século XIX. Os valores vão de R$ 3 milhões a R$ 25 milhões, dependendo do tamanho. A crise financeira é um fator que tem levado fazendeiros a querer se desfazer de propriedades. Só que não é o único. Há casos em que as terras acabam entrando na partilha de bens. No entanto, o mais recorrente é a venda motivada pela falta de interesse de herdeiros mais jovens.

Em uma pesquisa na internet, foram encontradas mais de dez fazendas com muita história sendo ofertadas em cidades como Vassouras, Barra do Piraí, Paraíba do Sul e Petrópolis. Outras tantas, também disponíveis, estão fora das redes sociais: há entre famílias tradicionais um certo receio, ou mesmo acanhamento, em divulgar publicamente a venda de um patrimônio afetivo que já foi sinônimo de status. Nos anos de 1980, virou moda entre grandes empresários e industriais possuir uma fazenda histórica no Vale do Café. Moradores e corretores que atuam na região contam que a procura hoje parte, principalmente, de milionários (a maioria paulistas) que buscam um refúgio no campo e de pessoas com planos de investir em hospedagem, turismo histórico e culturas alternativas, como café gourmet e uvas.

O fato é que praticamente nenhuma fazenda da área atualmente se mantém da lavoura ou de pecuária. Em Vassouras, a Fazenda Cachoeira Grande, construída por volta de 1820 e antiga residência de Francisco José Teixeira Leite, o Barão de Vassouras, já foi colocada à venda na internet no passado. A proprietária, Núbia Vergara Caffarelli, queria dividir a herança entre os três filhos. Mas elas passou anos sem receber interessados. Com oito suítes — originalmente, a sede tinha 18 quartos —, mais de 70 janelas, senzala, lago e cachoeira, a fazenda conta ainda com um verdadeiro museu dentro da sede, que inclui móveis, objetos e obras de arte arrematados em antiquários e leilões. Um dos salões é iluminado por um lustre de cristal que foi do Palácio Imperial de Viena. Em outro, uma cadeira articulada que foi de Dom Pedro II compõe o ambiente.

Interesse em meio à crise
Todos os dias, Núbia recebe gente para conhecer seu patrimônio. O turismo ajuda a conservar a propriedade. A fazendeira conta que tem se espantado com um movimento novo, em plena crise: apesar de não expor mais a Cachoeira Grande em sites de venda, somente este ano recebeu quatro pessoas querendo comprá-la, sendo três de São Paulo. O único interessado do Rio mostrou a intenção de lá cultivar lúpulo para fabricação de cervejas especiais. Na próxima semana, ela receberá mais um potencial comprador. A fazenda é avaliada em R$ 18 milhões com os móveis e em R$ 20 milhões se levarem junto oito carros antigos.

“Dá uma dor no coração enorme na hora em que penso vender a fazenda”, diz Núbia, que mora lá com o marido e um dos filhos.

O fazendeiro João Gabriel Won-Held comprou há dois anos para lazer a Juréa, de 1840, que fica em Barra do Piraí. Há três meses, colocou à venda, com porteira fechada, a propriedade, avaliada em R$ 22 milhões. Pecuarista, dono de outras fazendas no estado, ele diz que decidiu se desfazer da Juréa, uma das joias arquitetônicas da região, porque ninguém da família a usufrui: “Não chega a ser muito caro mantê-la. Não tenho mais animais e pago apenas dois funcionários. Porém, não há mais sentido permanecer com uma propriedade que não é usada.”

O mais complexo, diz ele, é manter a propriedade em bom estado. De tempos em tempos, é necessário restaurar.

“Descupinizar é caro e essas casas antigas costumam dar infiltração. Só que o governo não dá nenhum estímulo, não abate nada no imposto de renda por manter um patrimônio histórico”, reclama Paulo Roberto dos Santos, dono da Fazenda Florença, em Conservatória, de 1852, que hoje funciona como hotel.

Dono da imobiliária Mamoré, Ramires Brandão diz que muitas negociações são feitas na surdina: “A maioria dessas terras está virando condomínio. Pegam a sede e transformam em clube. Também tem o investimento em hotéis-fazenda.”

Fonte original da notícia: Época Negócios




Salvador (BA) – Centro Antigo vive transformação

Mudanças buscam resgatar os tempos áureos, preservando a história do local.

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Considerado o berço de uma nação inteira, a região mais antiga de Salvador passou por várias transformações, principalmente no último século, até se tornar um dos símbolos de conservação da história. Divididos em bairros que acabaram adquirindo maior ou menor importância econômica, a região do Centro Antigo de Salvador (CAS) está passando agora por uma série de mudanças que buscam resgatar os tempos áureos daquele lugar.

De acordo com a professora Luciana Sobral, coordenadora do Núcleo de Estudos Históricos da Unijorge, a busca por atender à demanda global, o CAS foi mapeado, recenseado e inúmeras transformações foram empreendidas nas últimas décadas, como a revitalização do Pelourinho, a reforma de inúmeros monumentos históricos como igrejas, prédios, praças; a modernização do porto de Salvador, calçamentos, etc.

“Todo esse investimento econômico na região, se trouxe benefícios e adequações à realidade da nova ordem mundial, por outro lado impactou de forma decisiva a vida de milhares de pessoas que viviam ou trabalhavam na região”, explica a historiadora. Essa influência também é notada em diferentes pontos de todo o Centro Antigo, que pode se dividir por bairros mais turísticos (como o Pelourinho) e residenciais (como Nazaré, Saúde ou Barbalho, por exemplo).

“Influencia em inúmeros quesitos, como por exemplo, na especulação imobiliária, no índice de violência e até de abandono por parte das autoridades. Regiões com maior fluxo turístico atraem a atenção dos órgãos gestores que tendem a investir mais pesadamente na segurança e na manutenção do patrimônio que reverte em lucro para as instituições, enquanto regiões sem grande apelo turístico tendem a ser menos privilegiadas neste e em outros sentidos”, explica Luciana.

Até o final do século XIX, o CAS era local de intensa movimentação e abrigava a elite da cidade do Salvador. “Existem relatos históricos de que havia touradas e carneiradas na Av. Sete de Setembro em direção à Praça Castro Alves. Ainda nessa praça temos o que é considerado por alguns pesquisadores como o primeiro teatro de ópera do Brasil, o Teatro São João, fundado em 1812 e destruído por um incêndio em 1923”, detalha a professora.

O Terreiro de Jesus era local de disputas a cavalos entre os jovens filhos de fazendeiros, políticos e senhores de escravos que vinham a Salvador a fim de cortejarem as jovens damas da corte. Palco de inúmeras procissões religiosas e eventos diversos, o CAS abrigava os principais prédios administrativos, a cadeia, o Palácio do Governo e era ainda o local de encontro de irmandades religiosas como a Santa Casa da Misericórdia, a Ordem Terceira de São Francisco, dentre outras. Também era área de circulação de uma população escrava ativa que transitava e comercializava nas ruas barulhentas e amontoadas, os chamados escravos de ganho.

Com a crise da agroindústria açucareira, o prestígio econômico e político da região diminuiu e a cidade expandiu-se em outras direções. Novas formas de transporte serviram para otimizar esse processo de expansão, como o surgimento dos bondes, inicialmente puxados a tração animal, depois, elétricos. Durante o governo de J. J. Seabra (1912-1916), ocorreu intensa reforma urbana que destruiu ou danificou alguns prédios históricos importantes, como a Igreja da Ajuda (o grande orador jesuíta Antônio Vieira utilizou o púlpito desta igreja algumas vezes), de São Pedro, Rosário e Mercês.

O vácuo deixado pela mudança das famílias mais abastadas da região para outras mais distantes permitiu o ingresso de imigrantes espanhóis, árabes e portugueses que se dedicaram ao comércio local. Nos anos 60, o Comércio abrigava um grande contingente de comerciantes, trabalhadores manuais, artesãos em geral, além de pessoas de baixa renda, prostitutas e marginais, expurgados dos bairros mais nobres, confinados em cortiços espalhados pelos becos e ruas do CAS, vivendo em péssimas condições de vida e exercendo atividades econômicas informais.

Recentemente, autoridades do Estado e Município têm mostrado cada vez mais interesse no resgate do Comércio que atualmente possui muitos imóveis sem utilidade. Para a historiadora, o aspecto que mais deve ser levado em conta nessa retomada é o que leva em consideração as necessidades e o potencial humano de quem reside, trabalha ou estuda na região.

“O Poder Público deve definir medidas que equacionem com justiça social as estratégias de sustentabilidade, moradia e inclusão, relacionando cultura e desenvolvimento, que não são necessariamente, excludentes. Qualquer medida que vise revitalizar e atrair mais investimentos e pessoas para a região deve respeitar o patrimônio artístico, histórico e cultural da região, e especialmente, o patrimônio humano, que é o que mantém tudo pulsante e vivo.”, avaliou.

Pelourinho, o tesouro da capital

A região mais conhecida evidentemente é o Centro Histórico, que, compreendendo o trecho na Praça Castro Alves, e indo até o Pelourinho, é considerado o maior conjunto arquitetônico colonial da América Latina, valor que rendeu à região o título de Patrimônio da Humanidade da Unesco, em 1985, e atraiu permanentemente a atividade turística ao local.

Com edificações que datam do século XVII até o início do século XX, o Pelourinho hoje é um dos maiores tesouros de Salvador – uma cidade cujo turismo tem grande importância em sua economia. A maior parte de suas casas se transformaram em lojas, restaurantes e estabelecimentos de hospedagem, atraindo todos os anos, milhares de visitantes.

No bairro, a beleza arquitetônica divide espaço com elementos de clara desigualdade social, a exemplo dos pedintes e moradores de rua, e o movimento de pessoas no ponto turístico, é sazonal, tendo grande presença dos seus frequentadores durante a alta estação. Assim, o atual Pelô divide opiniões entre comerciantes, turistas e dos próprios baianos que passam pelo local.

A turista fluminense Maria Julia Alvarez se diz encantada com a expressão cultural presente no local durante sua primeira visita à cidade. “Acho que nós brasileiros deveríamos valorizar mais isso, e fazer todo esforço para preservar esses lugares, pois eles estão cada vez mais difíceis de encontrar”, exaltou ela, enquanto assistia uma apresentação de capoeira no Terreiro de Jesus.

Não muito distante, já na Rua das Portas do Carmo, o comerciante Antônio Francisco tem uma opinião bem divergente sobre o atual bairro. De acordo com ele, que trabalha com a venda de produtos artesanais e souvenirs há 20 anos, a situação apenas piorou. “Quando comecei a trabalhar aqui o movimento era muito maior e as pessoas se sentiam mais seguras”, explica ele.

Antônio detalha que, por conta da queda no movimento, sua loja, que nos primeiros anos chegava a funcionar até 23h, agora fecha sempre às 20h. Para ele, é preciso que o bairro tenha mais eventos, e mais policiamento para que baianos e turistas voltem a frequentar o espaço o Centro Histórico.

Santo Antônio

Ao lado do Pelô, o Santo Antônio Além do Carmo ostenta um cenário muito parecido de beleza arquitetônica, mas com uma atmosfera mais reservada, com menos comércio, e mais residências, e que pode ser notado pelas ruas bem menos movimentadas do que o seu bairro vizinho. Ainda assim, a Rua Direita de Santo Antônio – principal via da vizinhança – também dispõe de vários estabelecimentos de hospedagem de médio porte, assim como um de grande porte instalado no Convento do Carmo.

Moradora desde que nasceu, há 19 anos, Laís Cruz, diz ter presenciado poucas mudanças no bairro, mas, destacou algumas que tem melhorado bastante a vida dos residentes. Segundo ela, a revitalização do Plano Inclinado Pilar – que liga o Santo Antônio ao Comércio, na Cidade Baixa – foi fundamental para a sua mobilidade e a dos vizinhos.

“Ficou melhor para sair do bairro para resolver problemas no banco, ou comprar algo que não posso encontrar por aqui”, destacou ela, assim como os equipamentos de ginástica instalados no Largo do Santo Antônio, que voltou a reunir as famílias da redondeza.

Ainda assim, ela faz ressalvas em relação à segurança. Laís explica que, mesmo com a instalação dos hotéis e pousadas, a região carece de policiamento. “Acredito que o Santo Antônio, assim como o Pelourinho, também tem potencial turístico, mas é preciso ter mais investimento em segurança aqui, pois infelizmente não é incomum a gente presenciar delitos”, avalia.

Revitalização

Enquanto isso, falta pouco para recuperar as vias do Centro Antigo da capital, e a revitalização já alcança os 70% de obras concluídas. Recentemente, 700 metros da Rua Djalma Dutra, que integra a região já foram repavimentados e as antigas calçadas foram substituídas por novas, equipadas com itens de acessibilidade como piso tátil e rampas de acesso. A previsão é que as obras de todo o projeto sejam finalizadas até o fim do ano.

Localizada entre os bairros de Brotas, Sete Portas e Nazaré, a Rua Djalma Dutra faz parte de uma iniciativa ainda maior, que é o projeto ‘Requalificação Urbana do Entorno da Arena Fonte Nova’, realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado (Sedur), com o investimento de R$ 10,5 milhões.

Além desta, o projeto envolve ainda a requalificação de pontos como a Avenida Vasco da Gama, passando pelo Dique do Tororó, até a Arena Fonte Nova, e trecho da Avenida Presidente Castelo Branco, no Vale de Nazaré, que está em fase de finalização. A ação também inclui melhorias na Avenida J.J.Seabra (Baixa dos Sapateiros), no trecho da Sete Portas até a Estação Aquidabã, e finalizando na junção das vias, em frente à Arena Fonte Nova.

Também estão sendo realizados os projetos ‘Pelas Ruas do Centro Antigo’, que investe R$ 124 milhões na recuperação de mais de 260 vias em 11 bairros da capital, e ‘Requalificação Urbana da Baixa dos Sapateiros’, que recupera vias, passeios e praças, envolvendo ainda a instalação de nova iluminação e a reforma do Quartel do Corpo de Bombeiros, da Praça dos Veteranos e da Ladeira do Pax.

Por Matheus Fortes

Fonte original da notícia: Tribuna da Bahia