UFPA comemora os 390 anos do Ver-o-Peso com roteiro turístico


Roteiro ‘Do Ver-o-Peso ao Porto de Belém’ será domingo, 26. Interessados podem fazer a inscrição gratuita por e-mail.

Mercado do Ver-o-Peso completa 390 anos. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)

Mercado do Ver-o-Peso completa 390 anos. (Foto: Reprodução/ TV Liberal)

Em homenagem ao aniversário de 390 anos do Ver-o-Peso, comemorado na próxima segunda-feira (27), o Projeto Roteiros Geo-Turísticos da UFPA realiza o roteiro “Do Ver-o-Peso ao Porto de Belém” neste domingo (26). O evento é gratuito e os interessados podem fazer a inscrição pelo formulário online ou pelo e-mail roteirosgeoturisticos@gmail.com até o dia da programação.

O trajeto inicia no Terminal Turístico da Estação das Docas, às 8h30, e passará pelos diversos mercados e ruas que compõem um dos pontos mais característicos de Belém. Nesta edição, o Roteiro passará pelos seguintes locais: Praça do Pescador, Feira do Ver-o-Peso, Pedra do Peixe e Doca do Ver-o-Peso, Mecardo de Peixe, Solar da Beira, Erveiras, Mercado de Carne, Rua XV de Novembro, Igreja e Largo das Mercês, Boulevard Castilho França, Praça dos Estivadores, Praça Pedro Teixeira, Prédio da CDP, Porto e Escadinha do Porto, Estação das Docas e Forte São Pedro Nolasco.

A coordenação do evento orienta que devido o passeio ser todo a pé, é recomendado que os participantes utilizem roupas e calçados apropriados, como tênis, roupas leves e boné. Também é aconselhável levar protetor solar e guarda-chuva ou capa de chuva.

Roteiros
Organizado pelo grupo de pesquisa em Geografia do Turismo da Faculdade de Geografia e Cartografia da UFPA, o Roteiros Geo-Turísticos existe desde 2011, com o objetivo de promover roteiros que visam divulgar o patrimônio cultural, material e imaterial de Belém, resgatando a memória sócio-espacial da cidade. Assim, o grupo organiza caminhadas a pé e gratuitas no Centro Histórico de Belém, mostrando sua geografia, história e arquitetura.

No projeto participam estudantes de ensino médio e graduação, além de professores de diversas áreas do conhecimento, como Geografia, História, Museologia, Turismo e Arquitetura. As ações do projeto também ocorrem no município de Cametá e no distrito de Icoaraci.

Ver-o-Peso
Fundado em 1627 com a construção de uma ponte que ligava as duas margens do Igarapé do Piri, o Ver-o-Peso se estabeleceu inicialmente como o ponto de chegada e saída de barcos e navios para o Rio Amazonas ou para o mar. O “local de ver o peso” só foi instituído a partir de 1687, quando o Porto de Piri passou para a economia formal da cidade. O nome foi preservado pela tradição oral por mais de 300 anos.

Com o aterramento do Igarapé do Piri e a construção da doca no início do século XIX, o Ver-o-Peso foi cada vez mais ganhando importância econômica, cultural e social, fazendo parte de eventos significativos para a história de Belém e do Pará. Na virada do século XIX para o XX são construídos o Mercado de Ferro e o Mercado de Carne, que contribuem para a paisagem local e incrementaram as trocas culturais e comerciais, características do Ver-o-Peso.

Serviço: Roteiro Geo-Turístico “Do Ver-o-Peso ao Porto de Belém”, neste domingo (26), às 8h30, no hall de entrada no Terminal Turístico da Estação das Docas (av. Boulevard Castilhos França). Para se inscrever, basta preencher o formulário online. Mais informações pelo e-mail: roteirosgeoturisticos@gmail.com.

Fonte original da notícia: G1 PA




Maré destrói calçadão e cais no Centro Histórico de São Luís (MA)


Grande extensão do calçadão construído na década de 80 já desapareceu. Estragos atingem também muralha inspirada em fortalezas medievais.

Força da maré está destruindo calçadão e muralha em São Luís. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Força da maré está destruindo calçadão e muralha em São Luís. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

O avanço da maré está destruindo o calçadão da Avenida Beira-Mar, no Centro Histórico de São Luís. São séculos de história que estão sendo apagados às margens da Baia de São Marcos. O lugar se tornou Patrimônio da Humanidade, mas acabou esquecido pelo poder público.

Calçadão foi feito com pedras brancas e pretas vindas de Portugal. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Calçadão foi feito com pedras brancas e pretas vindas de Portugal. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Os calceteiros que fizeram o calçadão na década de 80, buscaram em Portugal a inspiração para ornamentar o piso. No entanto, a força das marés arrebentou os mosaicos, inspirados no vai e vem do mar, além de destruir longa extensão da calçada.

Estragos atingem também o cais da sagração. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Estragos atingem também o cais da sagração. (Foto: Sidney Pereira/TV Mirante)

Os estragos atingem também o cais da sagração, muralha de pedra inspirada nas fortalezas medievais europeias. Erguido em 1841 para celebrar a coroação de Dom Pedro II, na época imperador do Brasil, o monumento está desmoronando.

Por Sidney Pereira

Fonte original da notícia: TV Mirante




Manaus (AM) – Prédio de biblioteca acumula lixo e vira ‘casa’ de moradores de rua no AM


Antigos frequentadores lamentam abandono e depredação do local. Prédio foi fechado para reforma em 2011 e obra ainda não realizada.

Biblioteca Pública Municipal está fechada desde 2011 e aguarda obras de recuperação. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Biblioteca Pública Municipal está fechada desde 2011 e aguarda obras de recuperação. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Quem passa pela Praça do Congresso, no Centro de Manaus, tem se deparado com uma cena triste: o abandono da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista. Construído em 1908, o edifício histórico permanece fechado desde 2011 para uma reforma que ainda não saiu do papel. Antigos frequentadores lamentam a atual situação do local.

Sentado em um banco na Praça do Congresso, o técnico de contabilidade Isaac Castro, de 51 anos, recordou o período que frequentava a Biblioteca Municipal quando ainda estudava no Instituto Benjamin Constant. Anos depois, Isaac lamenta o abandono e a depredação do prédio histórico.

“O patrimônio histórico está deteriorando e, quanto mais tempo passa, piora. O máximo que a população possa ter de acesso à biblioteca é melhor”, comentou Castro.

O técnico de contabilidade lembrou que a Biblioteca Municipal foi ferramenta de acesso à informação para várias gerações de famílias manauaras. O acervo auxiliou na formação educacional das filhas dele, as gêmeas Isolda e Ingrid Castro, de 22 anos. Ainda na infância, as jovens estudantes da rede pública saíam do bairro Japiim e iam até biblioteca para consultar o acervo.

Hoje graduada em Letras e mestranda em Estudos Literários na Universidade Federal do Amazonas, Isolda lamenta a o abandono do prédio. “Parte da sociedade tem acesso à internet, mas nada substitui o livro. É uma grande perda que a população não tenha a Biblioteca Municipal. Uma sociedade sem leitura é uma sociedade sem história e sem identidade. Privar a população da leitura é um retrocesso e um retorno à monarquia, onde só os poderosos e ricos tinham acesso à cultura. A biblioteca não deixa a história ser perdida”, disse Isolda Castro.

Neuropsicopedagoga, Ingrid frequentou a biblioteca na infância. Ao G1, ela afirmou que o local pode ser integrado às tecnologias virtuais para acesso à informação. “Os leitores atuais são leitores funcionais e a tecnologia contribui mais para isso do que os livros. Não invalidando a importância dos livro, mas as bibliotecas precisam estar integradas ao espaço virtual”, opinou a neuropsicopedagoga.

A universitária Stefani Gonçalves, 19 anos, ressaltou que a biblioteca tem importante função social de possibilitar populações mais carentes o acesso a literatura e informação.

“A biblioteca ajuda bastante na vida dos estudantes, pois nem todos têm recursos para fazer pesquisas. Também é importante para saber sobre a história da Amazônia, que está em títulos que não achamos com facilidade quando precisamos. É história que está trancada e esquecida”, afirmou a universitária.

História
Devido à falta de documentos oficiais, estima-se que o prédio tenha sido construído por uma família portuguesa durante o período áureo da borracha. O local recebeu ainda um laboratório médico de pesquisas sobre febre amarela, e, da década de 1960 até meados dos anos 1980, abrigou uma sorveteria. Após o estabelecimento ser fechado, o local voltou a ser abandonado.

Foto do prédio em 1922, quando abrigava laboratório. (Foto: Acervo Histórico/Roger Peres)

Foto do prédio em 1922, quando abrigava laboratório. (Foto: Acervo Histórico/Roger Peres)

Em 1995, o prédio foi desapropriado pela prefeitura e passou a abrigar a Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, que teve a primeira sede na Avenida Joaquim Nabuco. O acervo da biblioteca, segundo a prefeitura de Manaus, é formado por mil títulos de temática amazônica, jornais e revistas, fitas VHS, documentários e enciclopédias em CDs, e DVDs.

Em 8 de agosto de 2011, o prédio foi fechado para reforma e teve seu acervo material transferido temporariamente para a Avenida Costa Azevedo, no Centro – em frente ao Largo São Sebastião. A visitação é aberta ao público no horário de 09h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Depredação
Os tapumes escondem um cenário de depredação. A estrutura que deveria isolar o prédio histórico de possíveis invasores foi violada por moradores de rua. Diariamente, pessoas entram na Biblioteca Municipal e depredam a estrutura. Equipamentos, madeira e até o letreiro em bronze foram arrancados e furtados.

Prédio histórico da biblioteca é alvo de invasores. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Prédio histórico da biblioteca é alvo de invasores. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

“Todos os dias é possível [ver gente] entrar pelo buraco no tapume. Usam drogas no local, retiram madeira do telhado, ainda jogam lixo e defecam lá dentro. Isso é durante o dia, e, à noite, a situação é pior”, revelou um taxista, que prefere não se identificar.

A obra de recuperação da Biblioteca Municipal de Manaus foi um dos dez projetos selecionados para receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas 2.

Ao G1, a Prefeitura informou que a etapa arquitetônica do projeto já foi aprovada pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Manaus. No entanto, a parte financeiro-orçamentária, cuja aprovação é de competência da sede do Iphan em Brasília, encontra-se em trâmite. O valor da obra é de R$ 3.995.502,37.

Prédio foi isolado e invasores entram no local por buraco em estrutura. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Prédio foi isolado e invasores entram no local por buraco em estrutura. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Letreiro com nome da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista foi arrancado. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Letreiro com nome da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista foi arrancado. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Equipamentos da biblioteca estão sendo furtados. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Equipamentos da biblioteca estão sendo furtados. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Por Adneison Severiano

Fonte original da notícia: G1 AM




PE – Seis praças do Recife são candidatas a se tornar patrimônio mundial


Praças foram projetadas pelo paisagista Roberto Burle Marx.

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

No ruge-ruge da metrópole, se há algo dissonante é a paisagem (e seus detalhes), elemento que exige o apuro do mais distrativo dos sentidos: o olhar. Desafio para gênios da arte da urbanização, que em momentos únicos da história desconstroem essa tendência perversa para a própria a evolução – e preservação – da humanidade e criam obras de arte que sobrepujam o tempo e o espaço.

No dia a dia pode até lhe passar em branco, mas o Recife possui um patrimônio de intervenção natural, no caminho da escola para casa, ou de casa para o trabalho, que reflete essa genialidade: os jardins idealizados ou reformados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). E esse legado pode estar prestes a se tornar oficialmente patrimônio mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A possibilidade está sendo apresentada esta semana durante o 2º Seminário Internacional Paisagem e Jardim como Patrimônio Cultural México/Brasil, realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco e a Universidade Federal de Pernambuco, que acontece até quinta-feira (23), com palestras e workshop. O evento também marca o lançamento do segundo volume do projeto Cadernos, do CAU/PE, que, não por acaso, tem o título “Cidade-Paisagem”.

Para apresentar a candidatura de seis das praças de Burle Marx no Recife como patrimônio mundial está na Capital o arquiteto mexicano Saúl Alcántara, membro votante do Comitê Internacional de Paisagens Culturais da Unesco.

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Na terça (21), o especialista visitou duas das obras mais marcantes idealizadas pelo saudoso paisagista: a praça de Casa Forte, primeiro de todos os projetos de jardins públicos de Burle Marx, de 1934, localizada na Zona Norte do Recife, cidade natal de sua mãe; e a praça Euclides da Cunha (defronte ao Clube Internacional), no bairro da Madalena (área central da Cidade), de 1935, projeto em que o também artista plástico buscou livrar os jardins de impressão europeia introduzindo o espírito brasileiro em um espaço ornamentado com plantas do Agreste e do Sertão nordestinos.

“Seus jardins são declarados patrimônio cultural do Brasil e deveriam passar a ser patrimônio mundial, porque têm valores universais”, explicou Alcántara. “Burle Marx é um gênio da paisagem universal do século 20, que deu início a sua carreira profissional, acadêmica e científica no Recife. Aqui ele concebeu o jardim tropical e moderno”, lembrou.

Além das praças de Casa Forte e Euclides da Cunha, integram o pleito à categoria de patrimônio mundial a da praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), no bairro de Santo Antônio, e a do Derby, na área central; a Faria Neves (em frente ao Parque Estadual Dois Irmãos), na Zona Oeste; e a Ministro Salgado Filho (no acesso ao aeroporto), no Ibura (Zona Sul), todas já tombadas, há cerca de dois anos, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 2016 ocorreu nova etapa no processo de valorização de áreas públicas projetadas por Burle Marx: além das praças já citadas, outras nove receberam da Prefeitura do Recife a classificação de jardim histórico, o que impede que qualquer um desses espaços sofra intervenção sem autorização prévia.

Paulista de nascimento, de ascendência alemã-recifense, Burle Marx deixou sua marca na Capital em mais de uma dezena de jardins – sem contar as obras particulares. Chegou inclusive a exercer o cargo de diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. Sua relação com a Cidade agora está prestes a ser eternizada não apenas aqui, mas em todo o mundo.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia:




Nova proposta de tombamento é aprovada em Fernando de Noronha


Na proposta inicial a paisagem também seria tombada. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Na proposta inicial a paisagem também seria tombada. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Desde o ano passado o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tombou Fernando de Noronha em caráter provisório por completo, incluindo casas, prédios públicos e até a paisagem da ilha, como o Morro do Pico, as praias e o Morro Dois Irmãos. Os moradores não aprovaram a decisão do órgão e nesta terça-feira (21), o instituto apresentou uma nova proposta, com uma redução significativa de área, que foi aprovada pela comunidade.

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O novo projeto foi detalhado em uma oficina realizada no auditório da Escola Arquipélago. O Iphan quer fazer o tombamento dos seguintes imóveis: Palácio de São Miguel , Forte de Santana (o Forte dos Remédios e a Igreja já são tombados), Capela de São Pedro, Forte de Santo Antônio, Air France, Forte Nossa Senhora da Conceição, um Iglu do Bolbró, Forte do Boldró e Capela da Quixaba. Além dos monumentos a serem tombados, as áreas do entorno desses imóveis devem ser preservadas, conforme foto acima.

O Palácio São Miguel deve ser tombado. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

O Palácio São Miguel deve ser tombado. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Aos poucos, os moradores foram avaliando a proposta, a maioria aprovou o novo projeto. Mas a historiadora e moradora da ilha, Grazielle Rodrigues, fez algumas ressalvas. “Eu gostei da proposta, mas eu senti falta de áreas como Itaucable, Estrada Velha do Sueste e Basinha (da época dos americanos). Eu concordo que não se deve tombar Noronha por inteiro, mas senti falta de outros elementos”, falou a Grazielle.

Grazielle fez questionamentos da proposta. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Grazielle fez questionamentos da proposta. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Grazielle Rodrigues realiza um trabalho de resgate da história da ilha desde 1998. Ela criticou o fato da  discussão ser realizada sem a presença da historiadora Marieta Borges, que pesquisa o passado de Fernando de Noronha a mais de 40 anos. “Marieta tem um legado, eu sinto muita falta, é uma questão de respeito, eu queria que ela estivesse aqui “, disparou Grazielle.

Apesar dos questionamentos, o novo projeto de tombamento foi analisado e aprovado pelo Conselho Distrital. “É uma proposta viável que não engessa a vida da comunidade. Os integrantes do Conselho entenderam que o essencial foi tombado, esta proposta foi aprovada pela Casa”, falou o presidente do Conselho, Ailton Júnior.

Os moradores querem garantir os direitos. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Os moradores querem garantir os direitos. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

“A proposta é excelente, eu acho que todo mundo ganha. No projeto anterior a ilha inteira seria tombada, dificultando a gestão. Aprovando desta forma  teremos os bens que têm valor cultural garantido. Quanto aos imóveis históricos que não foram incluídos, isso não significa que se pode derrubar ou fazer o que quiser, é outra legislação. A Administração do Distrito vai analisar, e se for o caso,  nós contaremos com o apoio da Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco)”, afirmou a coordenadora de Ecoturismo da Administração da Ilha, Ângela Tribuzi.

Moradores, empresários e técnicos do Governo estiveram na reunião. (Foto: Ana Clara Marinho)

Moradores, empresários e técnicos do Governo estiveram na reunião. (Foto: Ana Clara Marinho)

A nova proposta foi elaborada atendendo a demanda da comunidade, foi bem discutida e debatida e agora vamos partir para o próximo passo. Vamos formatar de maneira mais técnica e passar para o relator do Conselho Consultivo do Iphan para encaminhamento. Se Deus quiser vamos apresentar na próxima reunião do Conselho, no mês de abril, para aprovação definitiva, desta forma sai o tombamento amplo e passa a vigorar a proposta que foi aprovada pela comunidade de Fernando de Noronha”, previu a superintendente regional do Iphan, Renata Borba (foto abaixo).

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Por

Fonte original da notícia: G1 – Viver Noronha




Crânio encontrado no Brasil altera a história da ocupação das Américas


Análises morfológicas sugerem a ocorrência de duas ondas migratórias.

Crânio encontrado em cidade mineira contesta teoria de apenas uma migração para América do Sul - Mauricio de Paiva

Crânio encontrado em cidade mineira contesta teoria de apenas uma migração para América do Sul – Mauricio de Paiva

Um crânio encontrado no sítio arqueológico Lapa do Santo, em Lagoa Santa, Minas Gerais, pode reescrever a história da ocupação das Américas. Análises morfológicas sugerem que em vez de uma, foram ao menos duas grandes ondas migratórias que chegaram ao continente há milhares de anos. Essas populações vindas da Ásia cruzaram o estreito de Bering e desceram pela costa da América do Norte, até chegar à América do Sul.

— Quando você olha para os dados genéticos contemporâneos, a sugestão, particularmente para a América do Sul, era de uma onda de migração e que os povos indígenas sul-americanos eram todos descendentes dessa onda — disse Noreen von Cramon-Taubadel, professor de Antropologia na Universidade de Buffalo, nos EUA, e líder do estudo publicado no início do mês na revista “Science Advances”. — Mas os nossos dados sugerem que existiram ao menos duas, senão mais ondas de pessoas entrando na América do Sul.

O debate sobre o modelo de ocupação das Américas é antigo na comunidade acadêmica. Hoje, existe quase um consenso de que os primeiros humanos entraram no continente há pelo menos 15 mil anos, e dispersaram rapidamente para a América do Sul, pela costa do Pacífico. Estudos arqueológicos indicam, no entanto, a existência de uma diferenciação incomum na morfologia cranial dos povos sul-americanos, em relação a outras regiões do mundo.

Muitos estudos baseados em análises genéticas de povos nativos sul-americanos do passado e contemporâneos apoiam a tese de uma única migração para a parte Sul do continente, com a diferenciação subsequente pelo isolamento de diferentes grupos humanos. Isto porque, quando um mesmo grupo se separa em dois, que não mais se relacionam, cada um deles começa a desenvolver assinaturas genéticas únicas, e crânios diferentes — e por essa teoria todos os povos indígenas modernos da América do Sul descendem de apenas uma onda de dispersão.

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Porém, ressaltam os pesquisadores, existem poucos dados genéticos disponíveis sobre povos “paleoamericanos”, que chegaram ao continente provavelmente durante o Pleistoceno, era geológica encerrada há 12 mil anos com o fim do último período glacial. “Também é necessário notar que, apesar de todos os povos do passado terem um ancestral, nem todas as populações deixam descendentes. Então, os “paleoamericanos” não necessariamente contribuíram para a história genética dos nativos americanos contemporâneos”.

— Fazendo uma analogia com o teste de paternidade, seria bom usarmos amostras genéticas para fazer comparações, mas o DNA desses povos antigos não está disponível. Então, nós usamos a morfologia craniana — explicou o paleantropólogo brasileiro André Strauss, professor na Universidade de Tubinga, na Alemanha, e coautor do estudo. — A boa notícia é que existe uma correlação entre a morfologia craniana e o DNA.

A tese sustentada por Cramon-Taubadel, Strauss e Mark Hubbe, da Universidade Estadual de Ohio, é que uma primeira onda migratória chegou ao Sul do continente provavelmente entre 20 mil e 15 mil anos atrás, ainda no Pleistoceno, e foi extinto ou teve uma contribuição marginal para a genética dos nativos modernos. Um segundo grupo chegou depois, entre 12 mil e 10 mil anos atrás, já no Holoceno, e se estabeleceu na região dando origem aos povos indígenas encontrados pelos europeus no Novo Mundo.

Da Ásia para a América na pré-história

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— Pela morfologia, encontramos uma variedade humana muito diferente desses nativos mais recentes — disse Strauss. — O crânio que analisamos data de entre dez mil e oito mil anos. Existem indícios de que populações dessas duas ondas migratórias coexistiram, mas esse não foi o tema do estudo.

Ancestral comum fora da América

Além disso, as análises indicam que os “paleoamericanos” compartilham um ancestral comum com os nativos sul-americanos modernos fora do continente.

— Todos os seres humanos vieram para a América do Nordeste Asiático, cruzando o estreito de Bering — disse Strauss. — Essas duas populações têm a mesma origem, mas vieram em momentos diferentes.

O conflito de dados entre a morfologia e a genética alimenta o debate sobre como os primeiros humanos chegaram às Américas. O trio de pesquisadores sustenta a teoria de duas ondas migratórias, afirmando que as conclusões são similares a outras pesquisas morfológicas, mas por uma metodologia inovadora. Até então, cientistas buscavam por similaridades entre a morfologia de ossadas pré-históricas com os nativos modernos.

Cramon-Taubadel e seus colegas fizeram o caminho inverso. Eles olharam para os nativos modernos como descendentes possíveis de muitos ramos de uma árvore genealógica teórica e usaram a estatística para determinar onde a amostra melhor se encaixava. O método tem a vantagem de não predeterminar modelos de dispersão, mas considerar todos os padrões possíveis de ascendência.

— Foi um estudo de ancestralidade, como quando uma pessoa quer saber quem é seu tataravô. Mas em vez de indivíduos, nós tratamos de populações de 10 mil, 15 mil anos atrás — disse Strauss.

Crânio ainda no sítio arqueológico de Lapa do Santo. Foto: André Strauss

Crânio ainda no sítio arqueológico de Lapa do Santo. Foto: André Strauss

Por Sérgio Matsuura 

Fonte original da notícia: O Globo




Florianópolis (SC) – Procissão Senhor dos Passos espera há três anos o título de patrimônio cultural brasileiro


Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Mais antiga manifestação religiosa de Santa Catarina, a Procissão Senhor dos Passos, cuja 251ª edição acontece em abril em Florianópolis, espera há três anos ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De acordo com Rogério Laureano, coordenador do evento, a última notícia foi que o processo estava parado, mas, segundo o Iphan, vai demorar pelo menos mais um ano para ser concluído. Este ano, a procissão acontece nos dias 1º e 2 de abril.

Laureano conta que formará uma comissão para visitar segunda-feira a superintendência do órgão em Florianópolis e saber o que mais precisa para a análise. A procissão já é considerada Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, segundo decreto n° 2.504 de 2006. O coordenador afirma que o reconhecimento nacional ampliaria a visibilidade do evento e do turismo de Florianópolis, como também contribuiria para ajudar o Hospital de Caridade — onde fica a Capela do Menino Deus que abrigou a imagem do Senhor Jesus dos Passos em 1764, ano que a escultura chegou a Florianópolis.

— A Procissão Senhor dos Passos é um dos maiores eventos de fé do Brasil. Estamos seguindo o exemplo do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que hoje já é patrimônio cultural. Hoje a procissão de Florianópolis só perde em público para o Círio e para as homenagens ao Padre Cicero, em Juazeiro do Norte — afirma Laureano.

Procurado pela reportagem da Hora, o Iphan afirma que falta ainda a complementação do material que serve para comprovar o caráter cultural da procissão. De acordo com a assessoria de imprensa do instituto, os técnicos acompanharam todas as edições do ato desde 2012 reunindo depoimentos, fotografias, vídeos e bibliografia. Esse material foi analisado na 31ª reunião da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial em novembro do ano passado, mas foi considerado insuficiente para ser avaliado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que é responsável pelo parecer.

“Desse modo, foi feito novo encaminhamento para complementação da pesquisa, que deve ser conduzida ao longo de 2017, conforme previsto no planejamento de ações e recursos do Iphan/SC para o ano”, explicou a assessoria em nota.

Tradição e história

A Procissão Senhor dos Passos acontece desde 1766 sempre 15 dias antes da Páscoa. Em 2016, mais de 60 mil pessoas acompanharam os dois dias de cortejo à imagem do Senhor Jesus dos Passos. A tradição começou dois anos depois de a escultura chegar a Florianópolis. Esculpida em madeira, a estátua deveria ter sido entregue a uma igreja em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no Rio Grande Sul.

O barco que a levava parou por aqui para abastecer, mas não conseguiu seguir viagem em decorrência de fortes tempestades. Foram três tentativas sem sucesso. Com isso, a tripulação acreditou que se tratava de um sinal divino e que a imagem deveria permanecer em Florianópolis.

A estátua representa a primeira queda de Jesus a caminho do Calvário. Em tamanho natural, mostra Cristo ajoelhado no chão segurando a cruz no ombro esquerdo. Ele usa uma túnica roxa com bordados dourados. A imagem preza pelo realismo, mostrando o sofrimento de Jesus. Os cabelos até hoje são cuidados por um cabeleireiro, além disso, uma estilista confecciona as roupas usadas pela imagem.

Réplicas são expostas nas paróquias
Para democratizar a devoção pelo Senhor Jesus dos Passos, a Arquidiocese de Florianópolis distribuiu algumas réplicas pelas paróquias da cidade. Veja quais são elas:

— Catedral Metropolitana – Centro;
— N. S. do Desterro e Alexandria – Centro;
— Igreja São Francisco – Centro;
— Igreja Nossa Senhora de Lourdes e São Luís – Agronômica;
— Igreja da Santíssima Trindade – Trindade;
— Capela Militar Cristo Rei – Trindade;
— Templo Ecumênico do Campus da UFSC – Trindade;
— Igreja de São Francisco Xavier – Monte Verde;
— Igreja Santo Antônio – Santo Antônio de Lisboa;
— Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe – Canasvieiras;
— Santuário do Sagrado Coração de Jesus – Ingleses;
— Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Lagoa da Conceição;
— Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus – Prainha;
— Igreja da Boa Viagem – Saco dos Limões;
— Igreja João Maria Vianney – Rio Tavares;
— Capela Santa Catarina de Alexandria do Colégio Catarinense – Centro;
— Santuário de Nossa Senhora de Fátima – Estreito;
— Igreja Nossa Senhora do Carmo – Coqueiros;
— Igreja Santo Antônio – Campinas – São José;
— Igreja São João Batista e Santa Luzia – Capoeiras

Programação – 251ª Procissão do Senhor dos Passos
Dia 26 de março – Domingo
8h – Missa de Investidura de Novos Irmãos e Irmãs
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 29 de março – Quarta-feira
19h – Missa e Bênção do Santíssimo Sacramento
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 30 de março – Quinta-feira
9h – Missa e Administração do Sacramento da Unção dos Enfermos
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

19h – Missa e Bênção do Santíssimo Sacramento
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 31 de março – Sexta-feira
19h – Missa e Benção do Santíssimo Sacramento
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 1º de abril – Sábado
7h30 – Missa e Procissão do Carregador
18h – Missa em honra do Senhor Jesus dos Passos
20h – Transladação das imagens do Senhor Jesus dos Passos e de Nossa Senhora das Dores da Capela Menino Deus para a Catedral Metropolitana
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 2 de abril – Domingo
9h30 – Missa na Catedral Metropolitana com a participação do Senhor Jesus dos Passos
Local: Catedral Metropolitana de Florianópolis
16h – Procissão do Encontro das imagens do Senhor Jesus dos Passos e de Nossa Senhora das Dores e Sermão do Encontro
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Por Carol Passos

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




IMPORTANTE


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Informamos a todos nossos amigos, colaboradores e parceiros que o website da Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico ficará sem atualizações de notícias até o dia 28 de fevereiro para manutenção.

Agradecemos a compreensão de todos e informamos que após este período o website estará adequado a disponibilizar diariamente notícias sobre nossa História e nosso Patrimônio Cultural.

Muito obrigado!

Equipe da Defender.




Lisboa (Pt) – Passar uma borracha na memória da capital


A loja de confecções Paris em Lisboa está na Rua Garrett desde 1888.

A loja de confecções Paris em Lisboa está na Rua Garrett desde 1888.

Lisboa deixou-se seduzir pela massificação do turismo. O patrimônio cultural da cidade, servido através de lojas cuja história alimentou o próprio ADN da baixa lisboeta e pela realização de ofícios que a globalização não permitiu que vingassem, está a ser apagado para dar lugar à primeira necessidade dos turistas: o alojamento.

A erradicação do patrimônio vivo que caracterizou a baixa de Lisboa, desde o Chiado à Rua Augusta, passando por várias artérias conhecidas pelos artífices que em tempo as ocuparam e de cujo labor resultaram os topônimos, deriva da aplicação de políticas que menosprezam quem vive e trabalha na capital, em detrimento de grandes interesses privados.

A todas as lojas e emblemáticos restaurantes que encerraram nos últimos anos – a cada dia que passa surge a notícia de mais um desaparecimento – faltou uma verdadeira política de urbanismo.

A Lei do Arrendamento criada pelo governo do PSD e do CDS-PP, com a então ministra Assunção Cristas a assumir a responsabilidade direta, e o excesso de licenciamento para a construção de hotéis por parte do Executivo de Fernando Medina na Câmara de Lisboa, têm sido uma boa alavanca para despejar a cidade do comércio histórico.

Seja porque as rendas aumentaram de forma exponencial, porque os contratos de arrendamento não foram renovados ou porque fundos imobiliários estrangeiros, enquanto proprietários, resolveram mandar embora os inquilinos a fim de realizarem as obras que têm dado origem a hotéis, vários espaços comerciais não têm encontrado alternativa a encerrar para sempre. Os emblemáticos Café Pirata, na Praça dos Restauradores, e a loja de confecções Paris em Lisboa, no Largo do Chiado, são os mais recentes casos em risco.

A aposta no turismo, que tem vindo a consolidar-se como «indústria» – notícias recentes apontam uma nova subida em 2017 –, não pode desmerecer nem desvalorizar o tecido social, econômico e cultural da cidade. De resto, a massificação do turismo e da uniformização das componentes endógenas coloca em risco a sua própria existência.

Urge travar as políticas que levam a vida das zonas históricas da cidade, e implementar medidas de desenvolvimento e prosperidade para quem cá vive e trabalha.

Fonte original da notícia: Abril




MTur destina R$ 250 mi à preservação de sítios históricos


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História e sua preservação estão intimamente ligadas ao Turismo. Esta é a mensagem que o ministério do Turismo pretende passar aos brasileiros ao se comprometer em ajudar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no repasse do orçamento previsto para 2017. “A preservação da nossa memória é fundamental para o Turismo”, disse o ministro Marx Beltrão.

Os R$ 250 milhões que serão destinados ao prosseguimento do PAC das Cidades Históricas podem ser retidos diante do contingenciamento de recursos federais. Por isso, o apoio do MTur e de sua força política são essenciais para que o dinheiro chegue a seu destino.

“Trabalhamos com o mesmo objeto”, afirma a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, ao comentar a relação entre os dois órgãos. “O Turismo promove os atrativos e nós mantemos”, conclui. Há obras, de acordo com a presidente, prontas para sair do papel apenas aguardando o repasse financeiro.

O PAC das Cidades Históricas foi criado em 2013 no governo Dilma, contemplando 44 cidades de 20 Estados brasileiros. O investimento total do programa é de R$ 1,6 bilhão e tem como destino 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.

Além do referido PAC, a reunião da última quarta-feira, que também contou com a presença do superintendente estadual do Iphan em Alagoas, Mário Aloísio Melo, abordou a necessidade da reativação da Associação das Cidades Históricas junto com os órgãos locais de gestão.

O Brasil tem 20 sítios considerados patrimônios mundiais da humanidade pela Unesco, um dos itens considerados no estudo de competitividade turística do Fórum Econômico Mundial. No levantamento, a cultura brasileira foi considerada como um dos principais diferenciais do País, que ficou com a oitava posição dentre as 141 nações participantes.

Por Renato Machado

 Fonte original da notícia: Panrotas