MPMG, Iepha e UFMG promovem cursos sobre preservação do patrimônio cultural em sete municípios mineiros

Couto de Magalhães de Minas. Foto: Divulgação/Internet

Com recursos resultantes de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a mineradora Anglo Ferrous, o Centro de Conservação e Restauração (Cecor), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) estão realizando minicursos em sete municípios mineiros: Conceição do Mato Dentro, Jequitibá, Cipotânea, Piranga, Couto de Magalhães de Minas, Caeté e Paracatu.

A iniciativa tem como objetivo conscientizar e instruir a comunidade desses municípios sobre a necessidade de reconhecerem, valorizarem e protegerem seus bens culturais, por meio da participação direta na preservação do patrimônio histórico e cultural dessas cidades. Os minicursos abordarão procedimentos básicos para a manutenção de bens culturais, de modo a prolongar a existência deles, e práticas não intervencionistas voltadas à conservação preventiva.

O primeiro minicurso foi realizado em Conceição do Mato Dentro entre os dias 18 e 22 de setembro. Na abertura, o promotor de Justiça Marcelo Leite Pereira falou sobre a atuação do MPMG na tutela do meio ambiente cultural. Os próximos minicursos serão realizados em Jequitibá (23 a 27 de outubro), Cipotânea (20 de outubro a 24 de novembro), Piranga (27 de novembro a 01 de dezembro), Couto de Magalhães de Minas (11 a 15 de dezembro), Caeté (22 a 26 de janeiro) e Paracatu (29 de janeiro a 02 de fevereiro).

Os recursos provenientes do TAC, assinado entre o MPMG e a Anglo Ferrous, relativos a danos ambientais cometidos pela mineradora em Conceição do Mato Dentro, estão sendo usados para a execução de um projeto de preservação de bens culturais conhecido como Extramuros. A iniciativa prevê, entre outras coisas, a administração dos minicursos e a entrega de 24 peças sacras restauradas pelo Cecor/UFMG.

Por Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC)

Fonte original da notícia: MPMG




Santa Luzia (MG) – Campanha quer arrecadar dinheiro para reforma do Mosteiro de Macaúbas

Monjas abrem campanha para arrecadar recursos e recuperar a parte interna do monumento, afetada por cupins e rede elétrica obsoleta, entre outros problemas.

Construído no início do século 18, o mosteiro impressiona pelas dimensões e conservação externa, apesar dos problemas na parte interna. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Um dos mais importantes monumentos arquitetônicos do patrimônio brasileiro pede ajuda para preservar mais de três séculos de história. Será lançada na próxima terça-feira a campanha Abrace Macaúbas, iniciativa com objetivo de garantir recursos para obras de manutenção do Mosteiro de Macaúbas, localizado em Santa Luzia, na Grande BH. Cupim nas madeiras, parte elétrica obsoleta, buraco no piso e degradação de outros pontos põem em risco a construção de 11,5 mil metros quadrados tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) e Prefeitura de Santa Luzia. A solenidade, na Sala Capitular do mosteiro, às 10h, terá a presença do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, da madre Maria Imaculada de Jesus Hóstia e das monjas da Ordem da Imaculada Conceição e de autoridades do patrimônio.

O presidente da Associação Cultural Comunitária de Santa Luzia, Adalberto Mateus, destaca a importância da construção do início do século 18, às margens do Rio das Velhas. “Macaúbas é uma das mais importantes edificações coloniais do interior do país e a única de Minas com características de convento. Em tempos de discussão sobre o protagonismo das mulheres na sociedade, vale destacar que sempre foi um território feminino por excelência, por ter sido recolhimento, colégio e depois mosteiro”, diz Adalberto. A associação integra a comissão responsável pela captação de recursos, que tem ainda o Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte. Em 1962, o arquiteto do Iphan, Paulo Thedim Barreto, ressaltou: “Trata-se de um conjunto do maior interesse histórico e arquitetônico (…) Pelo seu vulto, grandeza e destino, é edifício digno de apreço”.

Na manhã de ontem, a abadessa Maria Imaculada de Jesus Hóstia, que chama o mosteiro de “casa de Nossa Senhora”, mostrou os lugares de maior preocupação, entre eles o “coro baixo”, na capela de Nossa Senhora da Conceição, aberta todos os dias a moradores e visitantes para missas das 7h e, aos domingos, na acolhida da tradicional celebração das 10h30 com um coral da região. Ajudando a arrastar um banco, ela mostrou o rombo no piso de madeira. E falou da sua confiança e esperança no sucesso da campanha: “Aqui não é um lugar de luxo, mas de muita história de Minas e do Brasil. A parte elétrica já foi condenada pelo Corpo de Bombeiros. Tenho certeza que muitos vão colaborar”.

Urgência. Há três anos, a abadessa comandou uma grande campanha para a compra das latas de tinta que deram vida nova ao azul colonial das portas e janelas e branco das paredes com um metro e meio de largura e prepararam o mosteiro para a festa do tricentenário. Acompanhando a visita, Adalberto disse que “quem vê cara não vê coração”. Traduzindo: “Macaúbas impressiona pelas dimensões e conservação externa, mas, por dentro, precisa de reforma imediata de todo o sistema elétrico, descupinização, enfim, de obra de restauro. Apesar da boa aparência, tem problemas gravíssimos”.

A abadessa Maria Imaculada e a irmã Maria de São Miguel mostram buraco no piso do convento. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Basta olhar para o madeirame e ver a necessidade urgente de conservação do prédio que abrigou uma das primeiras escolas femininas das Gerais. Em alguns cantos, os cupins deixaram seu rastro em montinhos de madeira devorada, enquanto, ao pisar as tábuas corridas, ouve-se o estalo de perigo. O forro da capela, pintado no início do século 19, por Joaquim Gonçalves da Rocha, de Sabará, também demanda ação urgente para não sair de cena. Os olhos atentos vão descobrir gambiarra de fios, colunas com perdas de reboco, buracos em madeiras, como se fosse um queijo suíço e outros sinais de deterioração. “Vamos conseguir o dinheiro. Deus está conosco”, repete a abadessa ao lado da irmã Maria de São Miguel. Logo depois, ao meio-dia, ouvem-se as vozes das religiosas entoando os cânticos na “hora sexta”.

Recolhimento. Conhecer o Convento de Macaúbas, como é carinhosamente chamado, representa experiência única: ali estão freiras, roseiras para fazer vinho, muitas orações e trabalho duro. Na entrada principal, onde se lê a palavra clausura, vê-se em destaque a pintura de um personagem fundamental nesta história tricentenária: o eremita Félix da Costa, que veio da cidade de Penedo (AL), em 1708, pelo Rio São Francisco, na companhia de irmãos e sobrinhos. Demorou três anos para chegar a Santa Luzia, onde construiu uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, de quem era devoto. Mas, antes disso, bem no encontro das águas do Velho Chico com o Rio das Velhas, na Barra do Guaicuí, em Várzea da Palma, Região Norte do estado, ele teve a visão de um monge com hábito branco, escapulário, manto azul e chapéu caído nas costas. Conforme o relato da madre superiora, “ele se viu ali” e “foi o ponto de partida para a fundação do Recolhimento de Macaúbas”.

No século 18, quando as ordens religiosas estavam proibidas de se instalar nas regiões de mineração por ordem da Coroa portuguesa, para que o ouro e os diamantes não fossem desviados para a Igreja, havia apenas dois recolhimentos femininos em Minas: além de Macaúbas, em Chapada do Norte, no Vale do Jequitinhonha. Conforme os estudos, tais espaços recebiam mulheres de várias origens, as quais podiam solicitar reclusão definitiva ou passageira. Havia, portanto, uma complexidade e diversidade de tipos de reclusas, devido à falta de estabelecimentos específicos para suprir as necessidades delas. Assim, os locais abrigavam meninas e mulheres adultas, órfãs, pensionistas, devotas, algumas que se estabeleciam temporariamente, para “guardar a honra”, enquanto maridos e pais estavam ausentes da colônia, ou ainda como refúgio para aquelas consideradas desonradas pela sociedade da época.

Cupins corroem a madeira de colunas do mosteiro. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

No período do recolhimento, Macaúbas recebeu figuras ilustres, como as filhas da escrava alforriada Chica da Silva, que vivia com o contratador de diamantes João Fernandes. A casa na qual Chica se hospedava fica ao lado do convento. Como parte do pagamento do dote das filhas, Fernandes mandou construir, entre 1767 e 1768, a chamada Ala do Serro, com mirante e 10 celas (quartos para as religiosas). Em 1770, o mestre de campo Ignácio Correa Pamplona assinou contrato para construir a ala da direita da sacristia (Retiro), igualmente dividida em celas. A construção tem ainda as alas da Imaculada Conceição, Félix da Costa (a mais antiga) e a de Santa Beatriz, onde se encontra o noviciado do mosteiro.

Em 1847, foi instalado oficialmente em Macaúbas um colégio feminino, com orientação dos padres do Caraça. Novos tempos chegaram em 1933, quando a escola foi desativada e instalado o mosteiro, hoje com 14 freiras.

Degradação põe em risco pontos como um altar atrás do qual já se percebe deslocamento que pode levar à sua queda. Foto: Beto Novaes/EM/DA Press

Serviço

Para participar e fazer doações
de qualquer quantia
Campanha Abrace Macaúbas
Caixa Econômica Federal – Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição Macaúbas – Agência: 1066 – Operação 013
Conta poupança: 75.403/4 – CNPJ: 19.538.388/0001-07
Informações no site: abracemacaubas.com.br

Livro conta história de freira

Durante a cerimônia de lançamento da campanha Abrace Macaúbas/300 anos de história/Um abraço para as novas gerações, na terça-feira, às 10h, no Mosteiro de Macaúbas, em Santa Luzia, na Grande BH, o promotor de Justiça da comarca, Marcos Paulo de Souza Miranda, vai apresentar seu livro Irmã Germana – A exilada de Macaúbas, que conta a história da religiosa Germana Maria da Purificação batizada em 1782 na Capela de Nossa Senhora de Nazaré, em Morro Vermelho, em Caeté, e que ingressou em 1843 em Macaúbas, onde ficou até 1856. A “fama de santa” de Germana, que teria o poder de levitar e apresentava sinais da crucificação na sexta-feira da paixão, atraiu as atenções até do cientista francês Auguste de Saint-Hilaire (1779-1853), que registrou suas impressões, conforme Souza Miranda, num livro publicado na França em 1833. Os valores obtidos com a venda do livro serão destinados à Campanha Abrace Macaúbas.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Acesso às ruínas do Hotel Rádio deve ser restringido em Araxá (MG)

Segundo Codemig, trabalho de restauração foi iniciado em agosto com um investimento estimado em R$ 200 mil.

Ruínas de Hotel Rádio passam por obras de restauração em RAraxá. Foto: Reprodução/TV Integração

O acesso às ruínas do Hotel Rádio, um dos pontos turísticos do Complexo Hidrotermal e Hoteleiro do Barreiro, em Araxá, deve ser restringido. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), o patrimônio histórico passa por um processo de conservação desde o início de agosto para evitar risco de desabamentos e, após a conclusão das obras, a visitação deve passar a ser permitida de quinta a domingo, das 9h às 16h.

Edificado em 1919, o antigo “Hotel dos Estrangeiros” ou “Hotel Radium” hospedou figuras ilustres, como Getúlio Vargas e Santos Dumont. Desde 1985, quando foi criado o “Parque Hotel Radium”, as ruínas do imóvel passaram a integrar o Barreiro e se tornaram ponto de visita quase obrigatório para muitos moradores em dias de caminhada.

Cercamento de área preocupa moradores

A personal trainer Katia Marques ficou inconformada quando se deparou com uma cerca no entorno das ruínas, pois o espaço era utilizado por pessoas que têm o hábito de praticar exercícios físicos. O ciclista Denísio Cardoso também ficou chateado. Ele contou ao MGTV que o local é muito frequentado por atletas e famílias para piqueniques e passeios.

A Codemig informou, por meio de nota, que o cercamento foi feito, de acordo com determinações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), para garantir proteção das ruínas e segurança às pessoas que passam pelo local. No entanto, a cerca não seria um indicativo de que o local será fechado.

Conforme a companhia, após a conclusão das obras, as visitações serão regularizadas, mas, até esta reportagem, não foi dado um prazo para essa reabertura. O investimento no local é estimado em R$ 200 mil.

Fonte original da notícia: MGTV 2ª Edição 




São Romão (MG) – Comunidade mineira vai receber imagem de São Miguel furtada há 20 anos

Justiça determina que imagem furtada há cerca de 20 anos seja devolvida à comunidade de São Romão. Igreja tenta garantir segurança para volta da peça, ainda sem data marcada.

A escultura de São Miguel Arcanjo está sob a guarda do Iepha, entre as 216 submetidas a processo para verificação de procedência. Foto: Alex Lanza/MPMG/Divulgação

Os moradores de São Romão, no Norte de Minas, contam os dias para ter de volta a imagem de São Miguel Arcanjo, furtada da Matriz do Divino Espírito Santo há cerca de 20 anos. Por decisão da Justiça, a escultura com 1,07 metro de altura, em madeira policromada e atualmente no Museu Mineiro, em Belo Horizonte, sob guarda do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), voltará ao templo, embora a segurança seja um sério empecilho para exposição pública do objeto de fé e a data da volta ainda não esteja marcada. “Estamos felizes e procurando os meios para obter os recursos e pôr os equipamentos necessários, como alarme, na igreja”, diz o administrador paroquial padre Gilmar Rodrigues.

A imagem estava incluída na lista de peças sacras sub judice, segundo informa a titular da Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC)/Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Giselle Ribeiro de Oliveira. Em Minas, há 216 aguardando decisão judicial para voltar aos locais de origem, e o número pode ser maior, já que os dados são enviados pelas comarcas do interior do estado. O levantamento mais recente da CPPC mostra que há 730 peças sacras desaparecidas de igrejas, capelas, museus e prédios públicos e procuradas pelas autoridades mineiras, enquanto 282 foram devolvidas à sociedade, em 14 anos de campanha para resgate dos bens culturais – muitas retornaram às igrejas e outras ficam sob guarda de instituições culturais por determinação judicial.

De acordo com o processo, “considerando a comprovação da procedência da imagem de São Miguel Arcanjo, acauteladas no Museu Mineiro, como originária da Igreja Matriz de São Romão, município de São Romão (MG), o MPMG requereu, no bojo dos autos, autorização para que o Iepha, depositário fiel do bem, promova a restituição da peça sacra à diocese de Januária, mediante recibo que deverá ser juntado, posteriormente, a esses autos, devendo a diligência de transporte ser realizada pelo Iepha e sob supervisão de autoridade policial”.

Festa. Na tarde de ontem, por telefone, o padre Gilmar disse que será feita uma festa para recepcionar a imagem de São Miguel Arcanjo, que deverá ficar num altar do templo. “Agora, vamos fazer o que for necessário para instalar os equipamentos de segurança. Por enquanto, não dá para ficar exposta”, disse, admitindo que a igreja está do mesmo jeito que antes, ou seja, sem vigilância adequada. Recuperada durante operação da Polícia Federal em São Paulo, a imagem, em bom estado de conservação, esteve à mostra em junho de 2014, no Museu Mineiro, durante a exposição Patrimônio Recuperado, promovida pelo MPMG, governo de Minas e Iepha.

A devolução de um bem à comunidade de origem é uma vitória importante, já que um dos gargalos da campanha que completa 14 anos está na dificuldade de identificação das peças, pela falta de dados ou relatos de pessoas das comunidades que conheceram os acervos vendidos, furtados, roubados ou simplesmente sumidos do mapa. Para suprir essa lacuna, o Iepha vem atualizando o inventário de bens tombados. No ano passado, foram concluídas 908 fichas de nove igrejas, conforme disse ao Estado de Minas a presidente do órgão estadual, Michele Arroyo. Ela adiantou que o programa Minas para Sempre, para colocação de alarmes, está sendo reformulado e reafirma a necessidade de colaboração dos moradores na prevenção e preservação.

À frente da CPPC há seis meses, a promotora de Justiça Giselle Ribeiro de Oliveira explica que a campanha continua ativa e ganhou o reforço das redes sociais, facilitando as denúncias. “O MPMG mantém o blog (patrimoniocultural.blog.br) com um banco de dados atualizado constantemente, disponível à população, e estamos reestruturando a exposição itinerante sobre o assunto”, disse.

História. Nascida no século 17, São Romão foi fundada com o nome de Santo Antônio da Manga, sendo os primeiros habitantes os índios caiapós que viviam numa ilha que divide o Rio São Francisco. Mais tarde, formou-se o arraial entre os rios Urucuia, Paracatu e Ribeirão da Conceição. Conforme estudos, a ilha foi palco de violentas batalhas travadas entre foragidos da Justiça de todo o Brasil e de Portugal, indígenas, escravos fugidos e homens desgarrados de antigas bandeiras, tendo como combatente principal Manuel Francisco de Toledo, designado para o policiamento do local. Em 1831, o arraial passou à condição de vila, com o peculiar nome de Vila Risonha de Santo Antônio da Manga de São Romão, homenagem ao santo do dia de sua fundação. Em 1924, foi elevado à condição de município pela lei estadual 843 de 7 de Setembro de 1923, com o nome de São Romão.

Para denunciar

Quem tiver informações sobre peças desaparecidas pode acionar:

Ministério Público de Minas Gerais
E-mail: cppc@mpmg.mp.br e telefone (31) 3250-4620. Pode também enviar correspondência para Rua Timbiras, 2.941, Bairro Barro Preto, Belo Horizonte. CEP 30.140-062. Também está disponível o blog patrimoniocultural.blog.br

Iphan
Para obter ou dar informações, basta acessar o site www.iphan.gov.br e verificar o banco de dados de peças desaparecidas. Denúncias anônimas podem ser feitas pelo telefone (61) 2024-6342 2024-6355 2024-6370, telefone do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização (Depam) e pelos e-mail depam@iphan.gov.br e cgbm@iphan.gov.br e ao Fale Conosco: faleconosco@iphan.gov.br

Iepha/MG
Pelo site www.iepha.mg.gov.br ou pelo telefone (31) 3235-2812 ou 2813

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Autorização para reforma de escola centenária em Sabará (MG) é assinada pelo governador

Reforma e ampliação do espaço escolar são uma demanda antiga da população, segundo a Secretaria de Governo.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

O governador Fernando Pimentel assinou nesta quarta-feira um despacho que determina à Secretaria de Estado de Educação e ao Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG) dar início às obras de ampliação e restauração do prédio tombado da Escola Estadual Paula Rocha. As obras estão previstas para começar este mês e terminar no fim de 2019. Nelas deverão ser investidos cerca de R$ 3,3 milhões.

A reforma e ampliação do espaço escolar são uma demanda antiga da população de Sabará, segundo a Secretaria de Governo. As demandas para a recuperação do patrimônio foram apresentadas pelos moradores e lideranças de Sabará durante o Fórum Regional Metropolitano deste ano. O prédio da Escola Estadual Paula Rocha, fundada em 1907, tem arquitetura neoclássica e faz parte do Centro Histórico de Sabará, tendo sido tombado em 1938 pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Entre as intervenções previstas, estão serviços de restauração do prédio principal, pintura e instalação de ladrilhos hidráulicos. Além da recuperação de pisos, forros, portas e janelas. As partes hidráulica e elétrica serão trocadas. Também está prevista a construção de um anexo com 362 metros quadrados de área construída, implantação de rampas cobertas e descobertas, instalação de plataforma de deslocamento vertical para acessibilidade, sistemas de combate e prevenção de incêndio e de proteção contra descargas atmosféricas.

Durante a solenidade de assinatura, Pimentel disse que se sentia “incomodado” pela demora do início das obras. “Inicialmente, o projeto não foi aprovado pelo Iepha (Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais), por isso teve de voltar e ser refeito. Nesse meio-tempo, perdeu-se o contrato original, e tivemos que fazer outra licitação. Tudo no setor público é muito demorado. Mas conseguimos chegar ao final desse processo e a ordem de serviço já foi dada”, afirmou.

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Prefeitura de Araxá (MG) planeja revitalização do Museu Dona Beja e da Fundação Cultural Calmon Barreto

Empresa de Belo Horizonte foi contratada para fazer trabalho nos principais patrimônios da cidade. Investimento é de R$ 258 mil e prazos para conclusão não foram divulgados.

Os projetos seguem normas do IEPHA e do IPHAN. Foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação

A Prefeitura de Araxá contratou uma empresa de Belo Horizonte para planejar a revitalização e restauração do prédio da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) e do Museu Histórico de Araxá, Dona Beja.

O orçamento previsto para a elaboração dos projetos é de R$ 120 mil para as melhorias, restaurações e reformas que serão efetuadas na FCCB e R$ 138 mil relacionados à restauração e revitalização do Museu Dona Beja.

Os projetos seguem normas do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Os projetos serão assinados pela arquiteta Zenóbia Vanda Gryzbowaki (Zica), de uma empresa especializada em prestação de serviços de restauração de bens culturais e naturais nas áreas de arqueologia, arquitetura, bens móveis e artes aplicadas, engenharia, espeleologia, história, museologia, museologia, paisagismo e urbanismo.

Após visita técnica à fundação, a arquiteta assinou um parecer técnico, onde afirma que “é necessária uma revitalização da edificação e também a criação de infraestrutura para realização de eventos na sua área externa”, conforme documento.

Alguns componentes que precisam fazer parte do projeto foram apontados, como acessibilidade, pisos de madeira, ladrilhos e cimentado revisados, revisão na cobertura para conter vestígios de águas pluviais, revisão e recuperação dos forros de madeira e das esquadrias, pintura das alvenarias e dos elementos em madeira e reparos também em equipamentos elétricos e instalações hidráulicas.

Já para o Museu Dona Beja, Zica também se manifestou sobre os itens que seriam necessários para constar no projeto de restauração e revitalização do local, como revisão nos forros de madeira, esquadrias e escadas, infiltrações, equipamentos elétricos, reparação das instalações hidráulicas e também acessibilidade.

“Podemos concluir que se faz necessária uma revitalização do Museu Dona Beja como um todo, na forma de mostrar a sua importância para a cidade e região, e consequentemente, atiçar a curiosidade da população e do turismo em geral,” afirmou.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




MG – Concurso fotográfico quer valorizar patrimônio cultural dos mineiros

Fotos serão expostas na Fachada do Espaço do Conhecimento UFMG. (Reprodução/Street View)

Está aberto o concurso de fotos no Instagram que está sendo realizado pelo Circuito Liberdade entre os dias 7 e 24 de julho. O tema deste ano é “Meu olhar sobre o patrimônio” e tem como objetivo estimular os cidadãos mineiros a revelar suas memórias apresentando objetos de sua própria história e da cidade onde vive.

Para participar, a pessoa deve postar a foto no Instagram utilizando a hashtag #fotografiaepatrimônio além de seguir a conta @circuitoliberdade na mesma rede social.

O concurso integra as comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado oficialmente em 17 de agosto, e também o Dia Internacional da Fotografia, em 19 do mesmo mês. Para essas celebrações, o Instituto Estadual do Patrimônio e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), em parceria com o coletivo Nitro Imagens, promove o Circuito da Fotografia e do Patrimônio Cultural.

Todo o material será apresentado em uma mostra fotográfica visando valorizar a identidade do povo mineiro e seu patrimônio cultural.

Uma comissão julgadora será formada por fotógrafos profissionais com atuação comprovado no setor, além de membros do Iepha e dos equipamentos culturais Circuito Liberdade. Os trabalhos do concurso serão avaliados dentro dos seguintes critérios: criatividade, qualidade estética, relevância e adequação ao tema proposto pelo concurso.

As três melhores serão eleitas e receberão prêmios que ainda serão divulgados pelos organizadores do concurso.

Cerca de 20 fotos também serão selecionadas para compor a exposição na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade, região Centro-Sul da capital. As fotografias serão expostas na primeira edição do evento Circuito da Fotografia e Patrimônio Cultural, de 16 a 20 de agosto, que contará com uma vasta programação no Circuito Liberdade, e também durante a programação de fim de ano.

O edital do concurso fotográfico está disponível para consulta.

Por Vitor Fórneas

Fonte original da notícia: BHAZ




Conselheiro Lafaite (MG) – Provedor alerta sobre deterioração e Irmandade vai em busca de recursos para restauração da Igreja de Santo Antônio

Uma das preciosidades do patrimônio histórico e da memória de Lafaiete passa por um processo de deterioração que vem avançando nos últimos anos. Quem visita o local percebe trincas, rachaduras e infiltrações que prometem a integridade do exemplar do século XVIII, tombado pelo município. “A igreja requer reformas urgentes e cuidados necessários para a sua preservação. A situação do bem é preocupante”, antecipou o provedor e presidente da Irmandade de Santo Antônio de Queluz, Marcos José Gonçalves. Segundo ele, o telhado e janelas já exigem uma reforma. Conta com isso também a descaracterização da igreja, como inúmeras pinturas sobre a original.

Mais recentemente a Irmandade conseguiu uma parceria com o Ministério Público, curadoria do patrimônio histórico, e contratou profissionais

técnicos para a elaboração dos projetos arquitetônico e de conservação dos elementos artísticos, inclusive, eles já foram aprovados pelo Instituto Estadual do Histórico e Artístico (IEPHA). “A gente de agradecer por demais a participação e parceria do promotor Glauco Peregrino que muito no ajudou nestes 2 projetos”, frisou Marcos.

Os projetos elaborados e aprovados facilitam a busca de financiamento seja público ou privado. Este é agora o caminho que a Irmandade trilha para executar os projetos cujos valores chegam a R$ 6 milhões. “Queremos ver esta igreja com seu brilho original”, revelou Marcos, confiante em arrumar uma fonte de recursos.

Pelos projetos imagens sacras de valor inestimável, datadas da fundação da capela, serão restauradas como a de Santo Antônio, Nossa Senhora da Piedade, São João Evangelista, São Joaquim, Nossa Senhora do Rosário e crucifixo primitivo. As peças compõem a riqueza da capela.  Marcos, que lançou o livro “Relicário, juntamente com a historiadora Avelina, que retrata a capela, conta que o piso de madeira será trocado por pedra e a pintura original será reconstituída. Ele revela que ainda não se sabe a cor que o bem levará. Mesmo a fachada da Igreja, no seu aspecto original, não possuía o sino. Para ele a volta a originalidade neste quesito será polêmica.

Marcos e integrantes da Irmandade já se reuniram recentemente com o Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo, bem busca de recursos, mas

receberam apenas a sugestão para apresentarem os projetos no Fundo Estadual de Cultura.

Para estar em pleno funcionamento a capela conta com o Auto Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) em dia. O bem tem câmeras, alarme e equipamentos de combate a incêndio. Marcos reclama da falta fiscalização no excesso de carros principalmente caminhões que passam em frente a capela. Segundo ele, um acordo proíbe o trânsito intenso no local que compromete a estrutura do bem que completou 266 anos.

Fonte original da notícia: Correio de Minas




MG – Reforma e restauração da igreja matriz de Santana de Patos devem custar R$ 1 milhão

Local, que está interditado por problemas na estrutura, foi vistoriado por técnicos do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico.

A única igreja católica do distrito foi interditada novamente este ano. Foto: Prefeitura de Patos de Minas/Divulgação

A igreja matriz de Santana de Patos, em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, passou por uma análise técnica de consultores do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha) na última semana para levantamentos do grau de precariedade do local. A igreja está interditada por problemas na estrutura.

O imóvel foi construído no século 19 e já havia sido interditado em 2013. No ano passado, a igreja passou por algumas reformas e foi reaberta. Este ano, houve nova interdição por conta de problemas na estrutura. O técnico do Iepha, Fernando Roberto de Castro Veado, disse que é possível recuperar a igreja, mas que não se pode demorar muito para salvar o imóvel.

Segundo o diretor de Patrimônio Histórico (Dimep) de Patos de Minas, Geenes Alves da Silva , será necessário aproximadamente R$ 1 milhão para reforma e restauração do imóvel. Dependendo dos procedimentos a serem feitos, deverá ser pelas Leis de Incentivo à Cultura.

No local existem vários problemas em relação a estrutura. Foto: Prefeitura de Patos de Minas/Divulgação.

O laudo dos técnicos do Iepha deverá ser entregue à Prefeitura em 60 dias para as próximas providências de ação para intervenção no imóvel.

“Essa avaliação será remetida para nós como uma orientação para dar segmento aos trabalhos que são emergenciais e prioridades. O que tem que ser feito, na verdade, é uma reunião com os agentes diretamente envolvidos para poder definir um programa de trabalho, de ações, para juntos, conseguirmos viabilizar recursos para fazer a restauração completa do imóvel,” explicou o diretor da Dimep.

Interdições

Na última reportagem feita pelo MGTV e G1, a única igreja católica de Santana de Patos tinha voltado a ser interditada pelo Corpo de Bombeiros, por problemas na estrutura. Em 2013 o prédio, que foi construído no século 19, foi interditado devido a problemas no telhado. Após reformas realizadas, o imóvel foi reaberto em outubro de 2016.

A vistoria realizada na época foi feita a pedido do Ministério Público (MP) após laudo de um arquiteto relatando as condições inseguras do local. Na época, o coordenador de Defesa Civil do município, tenente João Fernandes, do Corpo de Bombeiros, disse à equipe do MGTV que tanto a parte da estrutura de madeira quanto de alvenaria estão bastante comprometidas. “Há pedaços do forro que estão caindo aos pedaços e se soltando, o que poderá oferecer risco iminente às pessoas que frequentam o local”, contou.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




Iepha-MG reconhece o Túnel da Mantiqueira e a Serra de São Domingos como bens tombados

Os dois novos patrimônios mineiros estão localizados no sul do estado.

O Túnel da Mantiqueira ficou famoso por ter sido palco de batalhas entre militares de Minas e de São Paulo nas revoluções de 1930 e 1932. Foto: Associação Brasileira de Preservação Ferroviária/Reprodução

O governo de Minas Gerais, por meio do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), acaba de reconhecer mais dois importantes bens como patrimônio material do estado. O Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep) aprovou, por unanimidade, na terça-feira, dia 30 de maio, em reunião realizada na sede do Iepha-MG, o tombamento de dois pontos turísticos: o Túnel da Mantiqueira, localizado no município de Passa Quatro; e a Serra de São Domingos, na cidade de Poços de Caldas. Ambos estão localizados no sul de Minas.

“Em relação ao tombamento da Serra de São Domingos, em Poços de Caldas, o Iepha-MG desenvolveu um trabalho importante de levantamento, pesquisa e análise. O Túnel da Mantiqueira constitui um sítio histórico da maior relevância para a história do Brasil, onde ocorreram embates dramáticos das revoluções de 1930 e 1932″, comenta Angelo Oswaldo, secretário de estado de Cultura de Minas Gerais.

Túnel da Mantiqueira

O túnel, localizado no município de Passa Quatro possui um importante valor histórico e cultural.  Construído no fim do período monárquico, foi a primeira linha férrea a chegar ao sul do estado, sendo um dos principais palcos de batalhas nas revoluções de 1930 e de 1932, por interligar São Paulo e Minas Gerais. Trata-se do primeiro bem tombado que pertence a dois estados distintos.

O edifício da antiga estação, embora singelo, possui elementos típicos da época em que foi construído, remetendo a uma arquitetura inglesa, que influenciava o mundo no século XIX. O estado atual de conservação demanda algumas intervenções, indicadas nas diretrizes do dossiê. Os arrimos e as canaletas da edificação foram muito bem executados, demonstrando o domínio das técnicas construtivas.

Os equipamentos existentes no pátio ferroviário representam os avanços técnicos do final do se%u0301culo XVIII, incluindo o sistema de drenagem de água, o túnel e o raro girador.

Hoje, o local é referência no turismo regional, sendo utilizado como atração pelos hotéis da região, originando, assim, benefícios para o desenvolvimento socioeconômico de Passa Quatro e redondezas.

Beleza natural

A Serra de São Domingos, a partir do seu tombamento constitucional no ano de 1989, passou a ser reconhecida como patrimônio cultural do estado de Minas Gerais. Faltava, no entanto, definir o perímetro da área tombada e as diretrizes de proteção que passam a incidir sobre o  bem cultural, a fim de garantir sua efetiva preservação. Sendo assim, a deliberação do Conep de terça (30) regulamentou o tombamento da serra.

Localizada também no sul do estado, no município de Poços de Caldas, é o maior patrimônio ecológico da cidade. Com grande importância para o lazer e turismo, já foi local de disputas entre as capitanias de Minas Gerais e São Paulo, devido à existência de nascentes com propriedades medicinais.

A região representa a importância do manancial hídrico que abastece o complexo hidrotermal de Poços de Caldas. É também um importante marco geográfico, já que emoldura a cidade, garantindo maior qualidade urbana e ambiental.

Com assessoria de imprensa do Iepha-MG

Fonte original da notícia: Revista Encontro