Porto Alegre (RS) – Instituto de Educação ficará 18 meses em obras

Foto: Marcelo G. Ribeiro/JC

Foto: Marcelo G. Ribeiro/JC

As obras de restauração integral do Instituto de Educação (IE) General Flores da Cunha, na Capital, começam na próxima semana e têm prazo de conclusão de 18 meses. A ordem de início dos serviços foi assinada ontem, no Palácio Piratini. Previstas para começar em 2014, as intervenções, que serão executadas pela empresa Porto Novo Empreendimentos e Construções, têm custo de R$ 22,5 milhões. Neste ano letivo e em 2017, os mais de 1,5 mil alunos serão atendidos na Escola Felipe de Oliveira e na estrutura onde funcionava a Escola Roque Callage.

Construído em 1935, o prédio, que é patrimônio histórico estadual, apresenta graves problemas de infraestrutura, como danos no telhado e infiltrações, além de ter sofrido recentes invasões. O projeto, assinado pela 3C Arquitetura e Urbanismo, contempla, além do restauro, o paisagismo, uma reforma nas redes elétrica e hidráulica, iluminação interna e externa, segurança, rede lógica, sonorização e climatização. A qualificação atenderá também às exigências de acessibilidade e prevenção contra incêndio.

Marcos Fraga, vice-diretor do IE, conta que o projeto tem mais de 1,5 mil páginas para sanar todos os problemas existentes. “O telhado será totalmente reformado, as salas de aula serão restauradas, o piso será qualificado. A comunidade escolar, formada por mais de 1,7 mil pessoas entre alunos, professores e funcionários, está muito feliz. Tínhamos uma dúvida, que era se realmente voltaríamos para o prédio ou se ele seria utilizado para outro fim. Mas confirmaram que as obras são para a escola”, afirmou.

Sobre a transferência temporária dos alunos para outras instituições, Fraga explica que a ideia inicial de execução das intervenções era que elas iniciassem em todas as frentes de uma vez só. “Fizemos reuniões e ficou acertado que os estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio permanecem no prédio sede até a metade do ano, pois a outra escola a que serão levados está passando por reformas, demandado ainda intervenções na parte elétrica e mudança do forro. Já os da Educação Infantil vão em fevereiro para a Felipe de Oliveira, e a obra se iniciará por esta parte e pelo ginásio”, explica o vice-diretor.

Para o secretário estadual da Educação, Vieira da Cunha, esta é uma demanda histórica, que finalmente será concretizada. Em 2015, o governo aplicou R$ 112 milhões na melhoria da infraestrutura dos prédios escolares. Foram iniciadas 180 obras em instituições de ensino e concluídas 235 obras. Também foram terminados 102 Planos de Prevenção e Proteção Contra Incêndio.

“Havia a previsão de R$ 133 milhões para a reforma das escolas, mas a liberação ficou um pouco menor. Levando em consideração as dificuldades financeiras, foi um bom valor. Também conseguimos entregar 28 mil netbooks em 666 escolas. Neste ano, daremos prosseguimento aos investimentos”, destacou.

Por Jessica Gustafson

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Água da chuva danifica livros e alunos fazem mutirão em escola do RS

Prédio centenário e tombado sofre com infiltrações e goteiras na biblioteca. Estudantes se uniram para salvar as obras, mas problemas persistem.

Reprodução.

Reprodução.

A biblioteca do Instituto de Educação General Flores da Cunha, tradicional escola estadual de Porto Alegre, sofre com infiltrações e goteiras que ameaçam os livros armazenados no espaço. Inconformados com a situação, estudantes organizaram um mutirão para tentar revitalizar o local, mas a missão é difícil por conta da falta de conservação do prédio de mais de 140 anos.

Mais de mil alunos estudam no Instituto de Educação. O prédio que abriga o colégio é tombado pelo Patrimônio Histórico da cidade. A falta de conservação é evidente, mas na biblioteca a situação se agrava.

“A gente gostava bastante de leitura e mexeu com a gente o fato de ver um monte de livro molhado quando chovia”, diz a estudante Rafaela Pederiva.

Muitos livros tiveram que ser jogados no lixo. As infiltrações, goteiras e mofo destruíram mais de mil obras. “As capas começaram a cair, na maioria das vezes estavam molhados e rasgavam”, comenta o estudante Igor Oliveira.

Reprodução.

Reprodução.

Diante da situação, os próprios alunos resolveram tentar salvar a biblioteca. Eles colaram fitas e também mudaram os móveis de lugar, para fugir da água da chuva que escorria na sala.

No entanto, segundo eles, sem um profissional que organize o espaço, fica difícil incentivar o uso da biblioteca.

“A biblioteca está melhor, está mais adequada para que os alunos possam reutilizá-la, mas ao mesmo tempo me dá uma tristeza porque a biblioteca está abandonada, não temos uma bibliotecária, então os alunos têm o trabalho de organizar a biblioteca como podem”, afirma o professor Marcus Fraga.

Com isso, a diretora da escola, Alessandra da Rosa, admite que é difícil de saber o acervo que tem na biblioteca. “Eu não tenho isso catalogado adequadamente, nem uma rede wi-fi que pudesse facilitar uma pesquisa na internet”, lamenta.

Fonte original da notícia: G1 RS




RS – Governo do Estado apresenta projeto do restauro do Instituto de Educação

Secretário disse que a restauração da escola é um projeto sem precedentes na história do Rio Grande do Sul - Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

Secretário disse que a restauração da escola é um projeto sem precedentes na história do Rio Grande do Sul – Foto: Claudio Fachel/Palácio Piratini

As empresas interessadas em participar da concorrência para execução das obras de restauro integral do Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, têm até o dia 10 de novembro para entregar a documentação. A abertura dos envelopes será em 11 de novembro, às 15h, de acordo com a Concorrência 045/2014 da Subsecretaria Central de Licitações (Celic), da Secretaria de Estado da Administração e dos Recursos Humanos. O custo estimado para o restauro integral da escola é de R$ 19.766.524,32, e o prazo para conclusão dos trabalhos é de 540 dias, a contar do início das intervenções.

O projeto de restauração do Instituto de Educação (IE) foi apresentado na manhã desta quinta-feira (25) em encontro que reuniu imprensa, representantes da comunidade escolar – equipe diretiva, professores, alunos e pais e responsáveis –, além de gestores das secretarias estaduais da Educação (Seduc) e de Obras Públicas (SOP) e de representantes da 3C Arquitetura e Urbanismo Ltda, empresa vencedora da licitação do projeto. De acordo com o secretário de Estado da Educação, Jose Clovis de Azevedo, a restauração do Instituto de Educação é um projeto sem precedentes na história do Rio Grande do Sul.

“O Instituto de Educação voltará a ser o símbolo que representa na rede estadual”, frisou o secretário. Durante a execução dos trabalhos, o prédio será interditado, com suspensão das aulas. Os estudantes serão remanejados para escolas estaduais e, ao final, retornarão ao prédio histórico.

A expectativa é de que até o final do ano seja definida a empresa vencedora da concorrência lançada pelo Governo do Estado e publicada no Diário Oficial do dia 23 de setembro passado. A concorrência prevê intervenções visando à restauração do mobiliário, obras estruturais, de climatização, acessibilidade e instalação de elevador para pessoas com deficiência, PPCI, além de projeto hidrossanitário, elétrico, luminoelétrico e de paisagismo. Os princípios da restauração preveem recuperação do prédio histórico com modernização do prédio.

Os representantes da 3C Arquitetura e Urbanismo, Tiago Holhzman da Silva e Leonardo Marques Hortencio, que apresentaram o projeto à comunidade escolar, destacaram que o projeto foi construído ao longo de um ano e meio, em diferentes etapas: diagnóstico e levantamento das condições do complexo do IE, que abriga três edificações, o prédio principal, o jardim de infância e o ginásio de esportes, o estudo preliminar, o anteprojeto e o projeto básico, apresentado nesta quinta-feira.

“É importante frisar que o Instituto de Educação nasceu para ser escola e o projeto prevê a continuidade do uso como uma escola”, destacou Hortencio. O projeto de restauração prevê a recuperação total do complexo, que ocupa um terreno de 11.021m² e cujas edificações contam com 8.594m².

As empresas interessadas em participar da concorrência pública podem retirar o edital e o termo de referência no protocolo da Sarh, na Av. Borges de Medeiros, 1501 – 1º andar, nas dependências do CAFF – Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre/RS, CEP 90119-900, horário comercial, de segunda a sexta-feira, em dias úteis ou no site www.celic.rs.gov.br.

História
O Instituto foi fundado em 1869 como o nome de Escola Normal da Província de São Pedro. Porém, só passou a ocupar o atual prédio – Avenida Osvaldo Aranha – 527, em 1937, quando passou a chamar-se Escola Normal “General Flôres da Cunha”. Durante 60 anos foi a única escola formadora de professores no Rio Grande do Sul. O prédio foi objeto de três etapas de tombamento: em 1997, o complexo foi tombado junto ao Parque Farroupilha; em 2006, o prédio foi objeto do tombamento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE); e, em 2011, foram tombadas as telas do saguão de entrada do prédio principal. Por Patrícia Coelho

Fonte:




Porto Alegre/RS – Pioneirismo e excelência marcam o Ensino da Capital

IE foi referência como Escola Normal e criou a primeira Pré-Escola pública estadual.

Na história dos 238 anos da cidade, a área da Educação, em todos os seus níveis – do Ensino Básico ao Superior – destaca-se pelo seu pioneirismo e grau de excelência de universidades como um de seus patrimônios mais importantes, que as colocam como referência nacional. O atual sistema educacional de Porto Alegre começou a forjar-se em instituições de Ensino alicerçadas ainda no século XIX, muitas delas até hoje destaques do sistema educacional. Formado pelas redes de Ensino municipal, estadual, federal e privada, conta com 987 estabelecimentos de Ensino – entre creches, Pré-Escola, ensinos Fundamental e Médio, Educação Profissional e de Jovens e Adultos – que atende mais de 172 mil alunos.

No Ensino Superior, a Capital sedia algumas das melhores universidades públicas e privadas do país, conforme ranking de avaliação do MEC. Oferece estudos de graduação, de Tecnólogo, bem como especialização, mestrado e doutorado, em oferta de mais de 80 mil vagas.

Na Educação Básica, a rede estadual está formada por 258 escolas, totalizando cerca de 170 mil estudantes. Como exemplo, a história registra o pioneirismo do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE). Fundado no final do século XIX, como Escola Normal da Província, foi escola padrão do Estado e uma das mais importantes do país na formação de professores. Foi no IE que, há 80 anos, foi criada a primeira Pré-Escola do RS. Assim como o IE, merece também destaque, na rede estadual, o Colégio Júlio de Castilhos, que já completou 100 anos.

Na área federal, a Capital possui o Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), e tem ainda referências, como o Colégio de Aplicação da Ufrgs, o Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), a ex-Escola Técnica de Comércio da Ufrgs. O CMPA completa 98 anos esta semana, contando com o Casarão, de 138 anos. O oficial de Comunicação Social e historiador do CMPA, Coronel Leonardo Araújo, destaca que a instituição, conhecida como Casarão da Várzea, constitui-se não apenas em um patrimônio local, mas também do Brasil e do Ensino Militar.




Restauros marcam os 140 anos

Após quase quatro anos de trabalho, foi apresentado à comunidade o conjunto de três telas históricas restauradas que estão no saguão do Instituto de Educação General Flores da Cunha, no dia 3 de abril. A solenidade comemorou os 140 anos da escola e a inauguração da pinacoteca da instituição. A iniciativa foi da Associação dos Ex-Alunos do Instituto de Educação General Flores da Cunha.

Artista plástica responsável pela restauração, Leila Sudbrack coordenou uma equipe formada por alunos do Instituto de Artes da UFRGS. O trabalho foi executado no saguão do prédio da escola – devido ao grande porte, a remoção das obras seria complicada.

A restauração das telas foi viabilizada pelo projeto SOS Arte IE, coordenado pela Associação dos Ex-Alunos da Escola.




Paredes voltam a ensinar história

Três obras de arte gigantes já podem ser vistas no Instituto de Educação.

Após quase quatro anos de restauração, as três obras de arte gigantes expostas nas paredes do saguão do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE), na Capital, foram oficialmente entregues à comunidade ontem, em solenidade.

Apartir de segunda-feira, as telas – com tamanho semelhante ao de um outdoor – estarão abertas à visitação. As imagens foram pintadas no início do século passado, a pedido de Borges de Medeiros, então governador do Estado, para decorar o Palácio do Governo. Em função do tamanho, não puderam ser acomodadas no local. Ela retratam importantes episódios da história do Rio Grande do Sul.

O reparo – uma iniciativa da associação dos ex-alunos do colégio – custou R$ 500 mil e incluiu a limpeza e a desinfecção das obras e a recuperação da pintura. O trabalho teve a coordenação da artista plástica Leila Sudbrack, que contou com o apoio de duas restauradoras e de alunos do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

As telas estarão disponíveis para visitação no horário de funcionamento da escola, de segundas a sextas-feiras, das 8h às 22h. A diretoria do Instituto de Educação já planeja a contratação de funcionários para oferecer visitas guiadas.




A recuperação das paredes que dão aula

Retratos de episódios da história gaúcha, três telas gigantes instaladas no Instituto de Educação ganham restauro.

Depois de quatro anos em restauração, três obras de arte gigantes pintadas no início do século passado voltaram à vida nas paredes do Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre. Encomendadas por Borges de Medeiros, as telas que retratam alguns dos mais famosos episódios da história do Rio Grande do Sul ornamentam o saguão da instituição, transformado em pinacoteca.

Liderada pela associação dos ex-alunos do colégio, a luta para garantir a recuperação das pinturas teve início em 2002. Nessa época, segundo a produtora cultural da entidade, Amélia Bulhões, passaram a ser elaborados os projetos para captação de recursos.

Passados três anos, o sonho começou a virar realidade, mas as dificuldades encontradas pela coordenadora da restauração, Leila Sudbrack, não foram pequenas. Danificadas pela ação do tempo, as imagens apresentavam rasgões, cupins e infiltrações, entre outras mazelas.

Instalados junto às escadarias do instituto, os quadros por pouco não se esfacelaram quando precisaram ser retirados pela equipe de restauro. Em função do tamanho – semelhante ao de um outdoor –, tiveram de ser manuseados no próprio saguão, que virou um grande ateliê improvisado.

Com um investimento total de R$ 500 mil, o processo incluiu a limpeza e a desinfecção das telas, a reabilitação dos suportes e a recuperação da pintura, entre outras medidas. Sob a orientação de Leila e de duas restauradoras, alunos do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) usaram espátulas, pincéis e até bisturis para garantir que nada se perdesse. Os passos foram registrados em fotos, que farão parte de uma exposição itinerante.

– Foi um grande desafio, porque são obras muito valiosas. É um alívio vê-las revitalizadas – diz Leila.

Por enquanto, apenas os 2,4 mil colegas, além de professores e funcionários da escola, poderão apreciar as criações. Segundo o diretor do Instituto, Paulo Sartori, ainda não há uma data definida para abrir a pinacoteca ao público.

A história

As três imagens foram pintadas a pedido de Borges de Medeiros, então governador do Estado, para decorar o Palácio do Governo. Em função do tamanho, não puderam ser acomodadas no local.

Duas das três telas, de Augusto Luiz de Freitas e Lucílio de Albuquerque, retratam momentos marcantes da Revolução Farroupilha.

A outra peça, também de Freitas, representa o início do povoamento de Porto Alegre.




IE aguarda cercamento do prédio

O Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE) comemora em abril deste ano seus 140 anos e, para o aniversário, o diretor, Paulo Eduardo Sartori, espera concluir o cercamento do prédio. As obras, iniciadas em agosto/2008, terão um custo total de R$ 210 mil. Além da revitalização do fachada serão realizados trabalho de recuperação das instalações elétricas, entre outros.

A direção do IE deve instituir ainda, juntamente com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), uma campanha para a recuperação desta escola estadual. Assim, as reformas e melhorias devem ter continuidade, pois, segundo o diretor, uma parceria firmada entre Secretaria Estadual da Educação (SEC) e Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) busca devolver o lugar de destaque do IE na formação de professores.

‘Vamos voltar a ser um centro de formação de professores.’ Paulo Sartori revela que a intenção é atrair alunos e professores do curso de Pedagogia para dentro do IE, para que se utilizem espaços e ambientes, como laboratórios, para o desenvolvimento de pesquisas educacionais.




Instituto de Educação é prédio público de valor histórico

As obras no IE atendem a determinações do Ministério da Educação (MEC). Em funcionamento no atual local desde 1936, o Instituto de Educação foi tombado pelo município em 1997, e pelo Instituto do Patrimônio Histórico do Estado em 2006. No RS, o IE teve e tem importante participação no cenário educacional, com seus cursos Primário, Secundário e de Magistério; professores e alunos ilustres; e aplicação de novas propostas pedagógicas.

Obras de cercamento do IE atrasam

A previsão de término das obras de cercamento do prédio histórico do Instituto de Educação General Flores da Cunha (IE) não se concretizou. As obras na escola estadual da Capital continuam em 2009, ainda sem o serviço pronto. O diretor do IE, Paulo Eduardo Sartori, explica que a Secretaria de Obras vem coordenando a instalação dos pilares de concreto com 2,2m de altura e das grades metálicas. Ele destaca que o cercamento é antiga reivindicação da comunidade escolar. ‘Desde 1999, estamos tentando instalar estas grades, em função da segurança de alunos, professores e do próprio prédio.’

As obras, orçadas em em R$ 210 milhões pela Secretaria Estadual de Educação (SEC), preveem a instalação de luminárias voltadas para a fachada, em cada um dos pilares. Mas as reformas ainda envolvem rede elétrica, telhado e o primeiro andar do prédio. Após feito o cercamento haverá revitalização da fachada do IE, atualmente com pichações nas paredes externas. ‘A última ocorreu na década de 90’, lembrou o diretor.
Em abril deste ano, o IE irá comemorar seus 140 anos e será lançada uma nova campanha para sua recuperação. Além das obras estruturais, o diretor adianta que a intenção é também recuperar o papel de destaque na Educação. A escola busca parceria com a Universidade Estadual (Uergs) para o curso de Pedagogia. A ideia seria oferecer, além de espaço físico, um campo para o desenvolvimento de atividades educacionais; e um centro de formação de professores, com recursos da Capes/MEC.




Instituto de Educação ganha nova cara

Além do cercamento escola aumenta a segurança interna com a instalação de novas câmeras.

Após 139 anos mantendo a arquitetura original, a rotina de depredações, pichações, furtos e roubos está obrigando o Instituto de Educação General Flores da Cunha, na Capital, a mudar de cara. Os primeiros pilares de concreto para sustentar o cercamento que vai alterar a fachada do tradicional colégio do bairro Farroupilha já estão em pé.

Anunciada com comemoração por parte da comunidade escolar em agosto, a obra pode receber alterações na posição da cerca. A direção da escola aguarda do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) uma avaliação sobre seu pedido para revisar o projeto. A idéia é avançar a grade para além dos três metros de distância da escadaria principal, em direção à Avenida Osvaldo Aranha, e nos fundos da escola, garantindo um espaço interno maior para os alunos.

– Aceitamos o projeto como veio para não atrasar a obra. Mas gostaríamos de aproveitar essa área que ficará fora e não será usada nem por estudantes nem por usuários do parque – justifica o diretor-geral do colégio, Paulo Sartori.

Com prazo inicial de 90 dias para conclusão, a obra deve ser finalizada em dezembro, estima Sartori. Ele explica que a grade faz parte do rol de medidas de combate à violência que tornou o colégio alvo fácil para ladrões e pichadores nos últimos anos. Assim que acabar o cercamento, deverão ser instaladas novas câmeras que reforçarão o monitoramento da área externa. No ritmo por mais segurança, o colégio transferiu cinco das oito câmeras da rua para dentro do prédio e conta com oito novos equipamentos para a vigilância de corredores.

Outras melhorias dão conta da nova cara do colégio. A partir de uma parceria com o Unibanco, a direção da escola receberá, em três anos, R$ 708 mil. As novas câmeras e a recente pintura do corredor do térreo são frutos da primeira parcela da verba, entregue no final de agosto. Nos próximos dias, três salas reformadas devem ser devolvidas aos alunos e professores, agora sem mofo e infiltrações. Com as parcelas seguintes, o diretor planeja pintar o segundo andar, além de substituir computadores que já têm mais de oito anos.

De olho nos pichadores

Localizadas nos cantos próximos às escadas internas, as câmeras que estavam na rua estão agora de olho nos pichadores dos corredores do Instituto de Educação. Com ajuda dos equipamentos e de alunos, 11 estudantes que marcaram com spray as paredes internas do colégio já cumprem atividades do projeto socioeducativo.

Além disso, desde agosto, alunos recebem uma bolsa para cumprir a tarefa por algumas horas no turno inverso às aulas. Em janeiro, quando se aposentou o último responsável pela portaria, o local ficou desocupado. Agora, o dinheiro da parceria com o Unibanco também garante o serviço de monitores na portaria.

Segundo o diretor-geral do colégio, Paulo Sartori, a Secretaria da Educação recomenda, enquanto analisa a questão, que se desvie um funcionário, o que já é feito. Ainda assim, em função das licenças, a escola tem de deslocar outros empregados ou mesmo deixar a portaria vazia.