Natal (RN) – Hora de revitalizar o Centro Histórico

Projetos de requalificação das praças não terão avaliação do Iphan, apenas de técnicos da Caixa, por isso reforma deve começar logo. Foto: Adriano Abreu

Projetos de requalificação das praças não terão avaliação do Iphan, apenas de técnicos da Caixa, por isso reforma deve começar logo. Foto: Adriano Abreu

Até o final deste ano, se tudo correr dentro dos conformes, o Centro Histórico de Natal deverá se transformar em um grande canteiro de obras. Essa é a expectativa da superintendência regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que anunciou para o mês de setembro o lançamento das primeiras licitações voltadas a empresas interessadas em conduzir a restauração de imóveis tombados pelo patrimônio e praças localizadas nos bairros da Ribeira e Cidade Alta. Ao todo, serão aplicados R$ 43,5 milhões na capital do RN através do PAC Cidades Históricas.

A restauração do Forte dos Reis Magos, primeiro projeto aprovado pelo PAC-CH no país, com orçamento estimado em R$ 8,5 milhões, segue na dianteira e já deu os primeiros passos: “Iniciamos a substituição da passarela interna de madeira, para que a visitação ao Forte não seja interrompida durante as obras de restauração”, informou Onésimo dos Santos, superintendente do Iphan-RN. Ele acredita que todas as obras deverão ser iniciadas até dezembro. “Os projetos estão prontos e a análise está bem adiantada”, garantiu.

As propostas são analisadas em duas frentes: a parte das intervenções físicas está à cargo do próprio Iphan-RN, enquanto o orçamento é verificado pelo órgão nacional em Brasília. “A única exceção são os projetos de requalificação das praças, que estão sendo avaliados localmente por técnicos da Caixa Econômica (agente financeiro do PAC-Cidades Históricas)”, disse Santos.

O Iphan-RN aprovou três projetos, que totalizam R$ 11,1 milhões: as restaurações do  Forte, do antigo Armazém Real da Capitania (primeira sede do Instituto na Cidade Alta) e do casarão do Arquivo Arquidiocesano (imóvel também na Cidade Alta que teve parte da estrutura destruída após as chuvas de março passado). O Governo do RN abocanhou a maior fatia, R$ 24,9 milhões, e está responsável pela restauração do Teatro Alberto Maranhão, o imóvel onde funciona a Escola de Dança do TAM, na rua Chile, e 11 praças no perímetro do Centro Histórico.

As outras duas instituições contempladas foram a UFRN (R$ 5,9 milhões) e a Prefeitura de Natal (R$ 2,1 milhões). A Universidade Federal está comprometida com a restauração do antigo Grupo Escolar Augusto Severo e com edifício da Secretaria Municipal de Tributação (Semut), sede do antigo Instituto de Matemática; e o município aprovou obras no Palácio Felipe Camarão e no albergue municipal, antigo Hotel Central, na Ribeira.

Vale lembrar que o tombamento dos 28 hectares que compreendem o Centro Histórico de Natal foi homologado pelo Ministério da Cultura no dia 18 de julho – o processo iniciado em 2010 destaca 64 edificações de relevância histórica. “O MinC apenas oficializou, a área tombada não sofreu nenhuma alteração. Nosso próximo passo é realizar estudos individualizados e criar normativas para nortear como esse patrimônio deve ser preservado, o que pode ser alterado e o que precisa ser demolido”, disse Onésimo. Por Yuno Silva

Intervenções  Históricas em Natal
Total: R$ 43,5 milhões

Sob responsabilidade do Iphan-RN – R$ 11,1 milhões
. Restauração do Forte dos Reis Magos – R$ 8,5 milhões
. Restauração do Casarão do Arquivo Arquidiocesano – R$ 1,5 milhão
. Restauração do Antigo Armazém Real da Capitania (antiga sede do Iphan/RN na Cidade Alta) – R$ 1,1 milhão

Prefeitura do Natal – R$ 2,1 milhões
. Restauração do Palácio Felipe Camarão (sede do executivo municipal) – R$ 1,5 milhão
. Reabilitação do Antigo Hotel Central (albergue noturno na Ribeira) – R$ 610 mil

Governo do RN – R$ 24,9 milhões
. Requalificação de 11 Praças no Centro Histórico – total R$ 9,9 milhões
. Restauração do casarão da Escola de Dança do Teatro Alberto Maranhão – R$ 11 milhões
. Restauração do Teatro Alberto Maranhão – R$ 4 milhões

UFRN – R$ 5,9 milhões
. Restauração do edifício da Semut (antigo Instituto de Matemática) – R$ 3,3 milhões
. Restauração do Antigo Grupo Escolar Augusto Severo, na Ribeira – R$ 2,6 milhões

Fonte: Tribuna do Norte




Portaria interinstitucional cria comissão especial para a obra de Aleijadinho

Detalhe do Cristo carregando a Cruz: obra de Aleijadinho em Congonhas (MG). Divulgação/Internet

Detalhe do Cristo carregando a Cruz: obra de Aleijadinho em Congonhas (MG). Divulgação/Internet

Publicada no dia 18, no Diário Oficial da União, a Portaria Interinstitucional nº 1, de 14 de agosto de 2014, na qual o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituições vinculadas ao Ministério da Cultura (MinC), criam uma Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814).

O objetivo maior da comissão será subsidiar as instituições federais sobre as medidas a serem adotadas para “consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra do artista”, como a atualização e consolidação da bibliografia e das fontes documentais existentes; a proposição de metodologia para a produção de catálogo geral da obra de Aleijadinho; além de orientações sobre o alcance jurídico dos estudos e das medidas sugeridas, dentre outras possíveis tendo em vista a valorização e a proteção da obra do artista barroco mineiro.

A comissão será composta por três profissionais de notório reconhecimento dos temas, em especial nos aspectos histórico e artístico, tecnológico e jurídico institucional: Antonio Fernando dos Santos, Luciene Maria de Almeida Elias e Marcos Paulo de Souza Miranda.

A historiadora da arte e membro do Conselho Consultivo do Iphan, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, será consultora ad hoc da Comissão, orientando os trabalhos da comissão, assim como reportando os resultados ao Conselho Consultivo do Iphan e ao Conselho do Patrimônio Museológico do Ibram.

A atuação dos membros da comissão, bem como da consultora ad hoc, será considerada prestação de “serviço público relevante” e não será remunerada. A comissão terá vigência de um ano e deverá apresentar relatórios parciais a cada três meses.

O monitoramento das atividades desenvolvidas ficará a cargo dos diretores do Departamento de Processos Museais do Ibram e do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan. Caberá ainda às duas instituições arcarem com todos os custos necessários ao funcionamento da comissão, envolvendo deslocamentos, reprodução de documentos e outros, desde que devidamente justificados.

Fonte: IBRAM




Descaso com patrimônio público chama atenção em Barra Mansa, RJ

Igreja de Nossa Senhora do Amparo sofre com falta de conservação. Sob risco de desabar, parte do prédio está interditada desde 2011.

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Vidros quebrados, marcas de infiltrações e paredes descascadas. É este cenário que moradores e turistas encontram ao visitar a igreja de Nossa Senhora do Amparo, que fica no distrito de mesmo nome, em Barra Mansa (RJ). Além disso, como as paredes são revestidas de madeira, é possível perceber o desgaste provocado pela ação de cupins na parte interna.
Para prevenir possíveis danos, todas as imagens foram retiradas de um salão. O forro cedeu e parte da construção está interditada desde 2011. A igreja é tombada pelo patrimônio histórico municipal e estadual. “Ela tem uma grande importância histórica, como religiosa. Uma arquitetura tão bonita e que se mantém até hoje preservada. Mas se a gente não fizer algo para preservar, a gente vai perder esse patrimônio tão valioso”, explicou a secretária paroquial Edna Fernanda Feitosa.
Também existe preocupação com a rede elétrica do prédio, já que a fiação é muito antiga. Com a situação precária, as missas são celebradas em uma capela vizinha.”Perdendo essa igreja, a gente perde a nossa história. Não só uma parte física, mas toda história do distrito, da comunidade, de pessoas religiosas, que acreditam”, afirmou o assessor financeiro da paróquia, Alan Carlos Soares de Souza Silva.
A Fundação de Cultura de Barra Mansa informou à produção do RJTV que está buscando junto com a Cúria Diocesana parcerias com a iniciativa privada para recuperar a igreja. Também foi informado que o projeto de restauração foi orçado em aproximadamente R$ 3,5 milhões.

Fonte: G1




PMJP lança edital de R$ 3 milhões para recuperação de imóveis privados no Centro Histórico

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A Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), por meio da Coordenadoria do Patrimônio Cultural (Copac), em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), lança nesta terça-feira (25), às 8h, na Praça Antenor Navarro, o edital para a seleção de propostas de financiamento para a recuperação de imóveis privados, localizados no Centro Histórico. O lançamento faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Patrimônio Histórico.

“O Centro Histórico é uma das maiores riquezas de João Pessoa, mas ele não recebeu os investimentos necessários ao longo do tempo para desenvolver o seu potencial turístico e cultural. Nosso objetivo é mudar esta realidade”, destacou o prefeito Luciano Cartaxo. “Estamos realizando ações concretas nesta região, que guarda a alma da cidade, para que possamos devolvê-la à população”, complementou.

O objetivo do edital é garantir a restauração e preservação de imóveis privados localizados no Centro Histórico de João Pessoa. Poderão concorrer pessoas físicas e jurídicas, proprietárias ou locatárias dos imóveis. As reformas podem ser internas ou externas, de acordo com a necessidade de cada imóvel.

As inscrições para o edital ficarão abertas desta terça-feira (25) até o próximo dia 24 de abril.  A comissão de seleção vai trabalhar no sentido de contemplar o maior número de imóveis dentro do orçamento disponibilizado.

Recursos – O valor total dos recursos é de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais), que serão disponibilizados em etapas a serem definidas de acordo com as inscrições. Na primeira etapa que será lançada nesta terça-feira (25), serão oferecidos aos interessados R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais). No dia 28 de abril a comissão de seleção vai divulgar os contemplados com o financiamento.

“Esta ação integra todo um planejamento da PMJP para a revitalização do Centro Histórico, que é um sonho dos moradores locais há pelo menos três décadas. O prefeito Luciano Cartaxo tomou como decisão política do seu governo a realização desse sonho. Outras intervenções no Centro Histórico serão anunciadas ainda nos próximos dias pelo prefeito, além da restauração da Casa da Pólvora”, disse Ruy Leitão.

O coordenador da Copac, Fernando Milanez Neto destacou que as condições de financiamento são um atrativo para quem quer participar do edital. “Este edital foi colocado em prática graças ao empenho do prefeito Luciano Cartaxo em beneficiar a população daquela região da cidade. Vale salientar que o financiamento é sem juros, salvo no caso de atraso no pagamento”, ressaltou.

A atualização monetária anual das prestações vai ser feita através do (INPC), com seguro de vida opcional e um prazo de carência de seis a três meses para começar a pagar. De acordo com o edital, não existe limite de idade para a inscrição e o comprometimento máximo é de 20% da renda bruta familiar. O texto ainda estabelece que os custos das análises realizadas pelo banco serão pagos pelo Iphan e os prazos para o pagamento do financiamento são de até 15 anos para imóveis de uso residencial ou misto e 10 anos para imóveis com outros usos.

Fonte: Paraiba




Prédios históricos de Joinville sofrem com falta de preservação do patrimônio

Dentre os pontos abandonados pelo descaso do poder público e vitima da ação do tempo, está o Centreventos Cau Hansen

Na segunda reportagem da série Patrimônio em Risco, o RIC Notícias apresenta o abandono da história em Joinville. Dentre os pontos abandonados pelo descaso do poder público e vitimas da ação do tempo, está o Centreventos Cau Hansen. Palco do festival de dança, o local precisou fechar as portas devido a falta de estrutura.

Fonte: RIC Notícias




Remoção de pavimentação irregular iniciou nesta terça, em Joinville

O asfalto colocado pela Prefeitura na Estação da Memória em maio do ano passado, sem consulta ao Iphan (Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), começa a ser retirado manualmente nesta terça (18),  depois do projeto de remoção ter sido aprovado. A pavimentação foi feita porque no local se pretendia instalar a Escola de Trânsito do Ittran (Instituto de Trânsito e Transporte). O termo de compromisso de retirada do asfalto é de julho de 2013.

Rogério Souza Jr./ND

A retirada será feita manualmente por detentos da penitenciária 

O trabalho manual inicia por volta das 10h30 e será feito por quatro detentos da PIJ (Penitenciária Industrial de Joinville) com orientação dos técnicos da FCJ (Fundação Cultural de Joinville), confirmou o gabinete do vice-prefeito Rodrigo Coelho. O prazo de execução é de 60 dias. “Em termos são possíveis intervenções desde que se restaure, investigue e use materiais corretos”, destacou Gessonia Leite Andrade Carrasco, restauradora e gerente de patrimônio da FCJ.

Todo o memorial descritivo de remoção foi feito por três arquitetos e um historiador da FCJ. Dois técnicos do Iphan acompanharam o trâmite do projeto até a aprovação final. No documento, há especificações do procedimento de retirada do material. “A camada de asfalto deve ser removida manualmente com auxílio de martelete elétrico leve, de no máximo 15 quilos. Nas extremidades, a operação de remoção deve ter cuidado especial com proteção das pedras de borda em granito”, diz no documento.

As intervenções irão ocorrer no espaço com 70 metros de comprimento por 16 de largura. Também serão removidos os postes de iluminação pública e recolocados após a finalização do trabalho de restauro. “Deverá ser solicitado à concessionária o reposicionamento do poste junto à calçada pública próximo ao meio-fio”, especifica o documento.

Para o arquiteto da FCJ, Raul Walter da Luz, coordenador do patrimônio cultural, o cuidado será para não danificar as pedras de granito. “Vamos orientar a retirada do paralelepípedo e as bordas contaminadas pelo piche ficarão com a parte inferior virada para baixo.” Ele ainda explica que haverá uma base para o assentamento do paralelepípedo. O cuidado atende à especificação do Iphan quando exige a remoção para minimizar os danos à substância histórica.

Estação da Memória

No dia 29 de julho de 1906, a antiga Estação Ferroviária recebia seu primeiro comboio de trens. A inauguração oficial foi no mesmo ano, em agosto, com a presença do presidente do Brasil, Afonso Pena.
No local onde está o asfalto, em meados de 1917, havia um galpão onde eram armazenadas as mercadorias recebidas pelos trens. O registro está nas imagens do Arquivo Histórico de Joinville. Entre 1918 e 1921, foi retirada a construção e feita a fundação de paralelepípedo. O tombamento da Estação da Memória como patrimônio histórico e artístico é de 30 de setembro de 1996.

Fonte: Notícias do Dia 




Secult organiza aniversário de 232 anos da Fortaleza de São José de Macapá

Canhões da Fortaleza de São José

A Fortaleza de São José de Macapá é um dos mais importantes patrimônios históricos da cultura material do Amapá. O monumento, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), completará nesta quarta-feira, 19 de março, 232 anos. O Governo do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), organiza uma extensa programação em homenagem à data.

Nos tempos da dominação portuguesa, o monumento participou efetivamente do controle da segurança regional, garantindo a prática da exploração dos produtos regionais e do comércio, fiscalizando e impedindo o acesso do inimigo pela via de entrada do rio Amazonas, serviço que ela prestou até a proclamação da República. Iniciada em 29 de junho de 1764 e inaugurada em 19 de março de 1782, consumiu mãos de obra classificadas em livres – representada pelo agrupamento militar; a escrava – representada por negros africanos escravizados e alugados de colono situados na região; e, a compulsória – representada por indígenas legalmente livres, destribalizados e submetidos ao serviço obrigatório do Estado. Esses biótipos humanos, hoje, todos os presentes e miscigenados na sociedade amapaense.

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Para o secretário de Cultura, Luiz Pingarilho, depois do longo período de abandono, a Fortaleza voltou a ser recuperada em sua volumetria e ocupada, com novas funções administrativas e sócio – culturais, após a criação do Território Federal do Amapá, momento em que ela foi reconhecida como Patrimônio Histórico Nacional, e recentemente foi elevada à categoria de Museu através do IBRAM.”

Segundo o professor Hermano Araújo, festejar esta data é criar e recriar identidades culturais. Comemorar os 232 anos de aniversário da inauguração da Fortaleza de São José de Macapá, instituição que, desde a segunda metade do século 18, vem contribuindo na organização da vida social da Amazônia e do povo amapaense.

Comemorar é celebrar. É reavivar a memória. É manter e conservar. É estabelecer e restabelecer relações, com o passado a fim de preservar, pois com sua visita ela se enche de vida, ela é sua, ela é minha, ela é nossa referência de amapaenses e brasileiros.

ROTEIRO DE VISITAÇÃO

1 – ESPLANADA

Terreno em declive, o que facilita o alvo para guarnição de infantaria posicionada na Entrada Coberta.

2 – TRÂNSITO – ACESSO PRINCIPAL

3 – CORPO DE GUARDA

Local de descanso dos militares (sentinelas) que montavam guarda nas guaritas.

4 – CASA DOS OFICIAIS

Residência destinada aos militares graduados.

Bloco 1: casa dos oficiais de baixa patente (lanchonete).

Bloco 2: casa dos oficiais de alta patente (exposição permanente.

5 – CAPELA

Bloco constituído por três ambientes distintos: Capela, Casa do

Cirurgião (médico) e Casa do Capelão (padre).

6 – CASA DO COMANDANTE

Local destinado à residência e gabinete de trabalho do

Comandante da praça (atualmente administração).

7 – BALUARTE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO

ROTEIRO DE VISITAÇÃO

Elemento de defesa do Setor Nordeste da fortificação.

Constituído por 14 canhoneiras e uma guarita.

8 – CASAMATA LESTE

Conjunto de 12 celas abobadadas destinadas ao abrigo da tropa e, quando necessário, de quem estivesse sob proteção do comando.

9 – ARMAZÉNS

Ambientes destinados a: – Estocagem de alimentos (Armazém de Munição de Boca). – Armas leves e balas (Armazém de munição de Guerra). Atualmente os espaços são utilizados como Auditório e Galeria de Exposições.

10 – PAIOL

Local para armazenamento da pólvora.

Hoje abriga exposições temporárias.

11 – ENFERMARIA

Prédio destinado ao tratamento dos militares acometidos de doenças tropicais e outros males. Atualmente abriga a reserva técnica.

12 – DESAGUADOURO

Local de coleta das águas pluviais. Canalizada para o Rio Amazonas.

13 – CALABOUÇO

O espaço foi utilizado como prisão de militares. Atualmente está adaptada aos banheiros.

14 – REVELIM

Elemento de defesa do setor Oeste que protegia a entrada principal.

Fonte: Chicoterra




Grupo luta pelo tombamento da Serra da Mantiqueira

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Um abaixo assinado que começou a circular na internet no começo do mês pede o tombamento da Serra da Mantiqueira como patrimônio ambiental, a fim de elevar a proteção de 45 mil hectares de remanescentes florestais existentes entre o Parque Nacional do Itatiaia e o Parque Estadual de Campos do Jordão, em São Paulo.

A iniciativa, que já recebeu mais de 2 mil assinaturas e tem o apoio de ambientalistas, cientistas, artistas e políticos, pretende influenciar o debate sobre o assunto, que deve ser realizado na próxima reunião do conselho do Condephaat, órgão estadual de proteção ao patrimônio, no dia 24. Lideranças de cidades afetadas pelo tombamento são contrárias à iniciativa.

Entre os defensores da proposta está o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Em carta ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), ele lembra que a Serra do Mar também foi objeto de tombamento. “A Mantiqueira é um dos mais importantes acontecimentos geológicos da história natural do planeta (…). A iniciativa de tombamento representa uma estratégia importante para o desenvolvimento sustentável do Estado”, escreveu.

A proposta de tombamento é de 2011. Um primeiro parecer, da equipe técnica da Unidade de Proteção do Patrimônio Histórico (UPPH), foi negativo à abertura do processo. Os defensores temem que o pedido seja arquivado na próxima reunião.

Segundo o ex-deputado e ambientalista Fabio Feldmann, que encabeça a proposta, a região tem sofrido ameaças de avanço da mineração e da especulação imobiliária. “A Mantiqueira é a primeira APA (Área de Proteção Ambiental – categoria de unidade de conservação menos restritiva) federal do Brasil. Foi criada em 1985, mas não tem plano de manejo”, diz.

Proteção.

A área já é protegida pela Lei Nacional da Mata Atlântica e pelo Código Florestal. Mas, segundo defensores do tombamento, as ameaças atuais demandam uma proteção maior. Chegou a ser proposta a criação de um Parque Nacional da Mantiqueira, envolvendo São Paulo, Minas e Rio, mas o pedido foi engavetado. A saída foi buscar o tombamento. “Na Mantiqueira estão rios que levam água para o Rio e o Vale do Paraíba”, frisa Feldmann.

A região foi considerada pelo projeto de pesquisa Biota, da Fapesp, que avalia a biodiversidade de São Paulo, área prioritária para preservação por ter vegetação de campos de altitude única no Estado, além de espécies endêmicas, que só ocorrem lá. O tombamento não chega a aumentar o nível de proteção, na prática ele só referenda a legislação já existente, mas cria uma barreira a mais para eventuais mudanças. Ele não leva à desapropriação, por exemplo, mas proíbe que o local seja destruído ou descaracterizado.

A Secretaria de Estado da Cultura informou, em nota, que “o procedimento referente à Serra da Mantiqueira está numa fase anterior à abertura do estudo de tombamento. Foi feito um parecer técnico que agora está sendo analisado por um conselheiro relator”. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente diz que só se pronunciará após decisão do Condephat. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Portal A TARDE




Casas com mais de 100 anos começam a cair em Natividade

As construções de Natividade são todas do século XVIII (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

As construções de Natividade são todas do século

XVIII (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Casas com mais de 100 anos começaram a cair no centro de Natividade, o município mais antigo do Tocantins. Os moradores colocam a culpa no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). É que em 1987,Natividade foi tombada pelo Iphan. Desde então, uma lei federal impede que as construções sejam modificadas e o órgão estabelece muitas normas para a realização de reformas.

As construções do município são todas do século XVIII. Uma delas é a da aposentada Lenir Suarte Nogueira. Depois de décadas sem reforma, o telhado da residência desabou na última semana após uma forte chuva. A parede que fazia a divisão da casa com outro terreno também caiu. A aposentada está morando de favor na casa da irmã dela. A casa fica na mesma rua onde se localiza o Iphan.

“Não chegou nenhuma manifestação e provavelmente o técnico deve ter orientado, sim, porque temos os relatórios técnicos das visitas que são feitas”, justificou o superintendente do Iphan no Tocantins, Antônio Miranda.

Em uma outra casa, os problemas começaram com uma infiltração. O pedaço de uma parede caiu, o dono, o professor Crystiano Camelo, fez o reparo e comprou material para consertar outros problemas que existem no imóvel. Mas, segundo o proprietário, o Iphan mandou a obra parar e o material ficou jogado pela casa. “O Iphan simplesmente quer que eu contrate um arquiteto, o valor é muito alto, eu não tenho condições financeiras de pagar”.

A cabeleireira Renata Braz tenta pintar as paredes do salão de beleza dela há quatro meses para tirar o descascado, as manchas de infiltração e dar uma aparência mais limpa para o negócio. Mas, segundo ela, o Iphan dificulta. “Esta fachada é determinada pelo Iphan, as cores também foram determinadas pelo Instituto. Agora eu só quero pintar da mesma cor e eu tenho que fazer um requerimento para pedir documentação do dono para que o órgão libere”.

Moradores dizem que Iphan deveria fiscalizar melhor as casas de Natividade (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

“A gente precisa trabalhar com documentos. Eu preciso ter uma manifestação do proprietário, que não pode ser verbal”, explicou o superintendente do Iphan.

Os moradores reclamaram da atuação do órgão, querem que o Iphan seja mais ativo, para manter a segurança das construções e a beleza da cidade. Quem tem imóvel em Natividade diz que herdou a história e os problemas. “O Iphan tem que fiscalizar porque a cidade é tombada mas tem que nos fornecer uma fiscalização porque eles não entram na nossa casa para fiscalizar”.

Fonte: G1




Moradores de Angra dos Reis, RJ, alegam abandono da Igreja do Bonfim

Patrimônio histórico do município foi construído em 1780. Praça instalada em frente também apresenta problemas.

Igrejinha do Bonfim, em Angra dos Reis, RJ. (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

Igrejinha do Bonfim, em Angra dos Reis, RJ. (Foto: Reprodução/TV Rio Sul)

O abandono de um patrimônio histórico é motivo de preocupação entre os moradores de Angra dos Reis, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Trata-se da Igreja do Bonfim, uma construção de 1780 tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na década de 50. “Arrombaram a porta, arrombaram a janela, então, complica. Se não botar um guarda lá para tomar conta, fica difícil. Tem gente que vai lá fumar maconha, usar droga e, depois que usa, quebra tudo”, contou o marinheiro Ranieri de Moraes.

A equipe do RJTV flagrou lâmpadas quebradas, várias rachaduras no cais e um poste com a estrutura comprometida. A praça instalada em frente à igreja também apresenta problemas, como bancos e mesas quebrados. A comunidade teme que os frequentes atos de vandalismo coloquem o ponto turístico em risco. “Antes de existir até mesmo a comunidade, já existia ali a história do santo, da igreja, de como ela foi feita pelos pescadores… Tem uma história por trás disso e está praticamente abandonada”, explicou o funcionário público Renato Rodrigues da Silveira.

O vereador Hélio Severino de Azevedo contou que denunciou a situação e espera uma solução. “Esse problema já se arrasta ao longo dos anos. Como presidente da Associação [de Moradores] eu já havia pedido a prefeitura para tentar resolver essas questões. Agora, como vereador, no início do ano passado, também pedi a reforma do cais da igreja e da praça, também. Espero que o executivo venha e resolva esse problema do bairro”, disse Hélio.

Em nota enviada à produção da TV Rio Sul, a prefeitura informou não ter conhecimento sobre qualquer deterioração do cais, já que nenhum usuário se queixou de problemas à Defesa Civil ou à Secretaria de Obras. Mesmo assim, a Secretaria de Pesca e a Defesa Civil mandarão engenheiros ao local para avaliar se existe algum risco. Quanto à falta de segurança, não existe nenhum projeto para manter um Guarda Municipal na Igreja do Bonfim.

Em relação à área de lazer da praia, a prefeitura informou que tem um projeto de urbanização, mas sem um prazo definido para execução. A subscretaria de Serviços Públicos garantiu que fará reparos nos bancos e mesas e a gerência de Iluminação Pública disse que sempre repõe as lâmpadas quebradas. Quanto ao lixo, o governo municipal informou que tem enviado funcionários toda semana para fazer a coleta.

Fonte: G1 Sul do Rio e Costa Verde