São Leopoldo (RS) – Evento quer arrecadar verbas para reabrir o museu Casa do Imigrante

Imóvel, construído em 1.788, conta com um acervo de diversas famílias.

Casa do Imigrante está fechada para visitação há quatro anos por conta de danos estruturais | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

Com o objetivo de arrecadar verbas para reabrir o museu Casa do Imigrante, localizado no bairro Feitoria em São Leopoldo, ocorre neste final de semana a ação “Pode entrar, a casa é sua”. O evento tem ainda o objetivo de aproximar a comunidade da Casa, fechada para visitação há quatro anos por conta de danos estruturais.

O imóvel, construído em 1.788, acolheu os primeiros imigrantes alemães na cidade de São Leopoldo, conta com um acervo de diversas famílias, e é tombado como patrimônio histórico pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE, desde 1982. O evento deste domingo ocorrerá das 10h às 18h, no pátio do museu, com apresentações artísticas e musicais, além de mostras culturais, food trucks, comida típica alemã e brinquedos infláveis para as crianças. A entrada será gratuita.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Peça sacra de quase 300 anos é levada de templo em Carandaí (MG)

Imagem de Nossa Senhora das Dores foi esculpida em 1724. Tudo indica que o crime tenha ocorrido no último sábado. Este é o quarto furto do ano em Minas.

Imagem de Nossa Senhora das Dores foi esculpida em 1724. Foto: Divulgação/Acervo Igreja do Sagrado Coração de Jesus em Carandaí

O patrimônio cultural de Minas sofre um nove golpe – o quarto furto este ano. No fim de semana, foi levada da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, em Carandaí, na Região Central, a imagem de Nossa Senhora das Dores, esculpida em 1724 e com 60 centímetros de altura. Segundo o coordenador do Conselho Comunitário e Pastoral da Comunidade Matriz, Márcio Moreira, tudo indica que o crime tenha ocorrido no sábado, já que a peça foi vista pela última vez, durante a limpeza, no dia anterior. O objeto sacro ficava num altar na Capela do Santíssimo.

A ocorrência policial foi feita na terça-feira de manhã, já que o furto foi notado na véspera, à noite. “Um grupo de orações, que se reúne todas as segundas, estava passando atrás da capela, quando viu no chão o manto azul-escuro da santa. Foi então que soubemos do roubo”, disse Márcio. Ele ressaltou que se trata de uma imagem de roca, tendo, portanto, apenas a parte superior de madeira.

O coordenador informou que não há sinais evidentes de arrombamento no templo, que não dispõe de sistema de segurança, como câmeras ou alarmes, a não ser grade na frente e tranca nas portas e janelas. “Encontramos apenas um vidro da janela quebrado, cerca de 10 centímetros quadrados. Acreditamos que a pessoa passou a mão por ali a fim de abrir a porta. De todo jeito, não encontramos nada desarrumado”, afirmou.

Outra surpresa para os moradores de Carandaí, explicou Márcio, é que o ladrão levou apenas a imagem de Nossa Senhora das Dores. “Havia outros bens nos altares, como imagens e ostensório (custódia para a hóstia consagrada). Certamente, a pessoa sabia se tratar de uma peça valiosa”, afirmou o coordenador.

O templo, vinculado à Paróquia de Santana e também à Arquidiocese de Mariana, não é tombado pelo patrimônio histórico. Porém, a imagem tem grande importância histórica e espiritual em Carandaí desde 1726, quando foi erigida a Ermida de Nossa Senhora das Dores, em propriedade do capitão Manoel Gonçalves Viana.

Falhas. O número de ocorrências de furtos e arrombamentos caiu em Minas, mas os ladrões não dão trégua, aproveitando falhas na vigilância para levar imagens, sinos, objetos de ornamentação, castiçais e até pedaços de altares. De acordo com a Coordenadoria das Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), foram registrados, este ano, furtos de objetos sacros de igrejas de Oliveira, na Região Centro-Oeste, Lavras, no Sul, e no distrito de Miguel Burnier, em Ouro Preto, na Região Central.

Este ano, a campanha em Minas para resgate de bens desaparecidos de igrejas, capelas e museus completa 14 anos e está em busca de 730 peças sacras dos acervos históricos, conforme último levantamento da CPPC. O MPMG mantém o blog (patrimoniocultural.blog.br) com um banco de dado atualizado constantemente.

Para denunciar

MP de Minas Gerais
E-mail: cppc@mpmg.mp.br
Telefone (31) 3250-4620
Correspondência: Rua Timbiras,
2.941, Bairro Barro Preto, BH-MG.
CEP 30.140-062

Iphan
Site: www.iphan.gov.br
Telefones: (61) 2024-6342/
6355/6370
E-mails: depam@iphan.gov.br,
cgbm@iphan.gov.br e
faleconosco@iphan.gov.br

Iepha/MG
Site: www.iepha.mg.gov.br
Telefones: (31) 3235-2812/2813

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Novo Hamburgo (RS) – Casa da Lomba passará por restauração e permanecerá fechada por tempo indeterminado

As atividades desenvolvidas na Casa da Lomba foram alocadas em outros espaços de Lomba Grande.

Em 2011, a Prefeitura de Novo Hamburgo adquiriu o imóvel. PMNH/Divulgação.

Novo Hamburgo vem tentando preservar parte do seu patrimônio histórico antes que ele desapareça por completo. Os últimos anos foram de omissão por parte do Poder Executivo e também da fiscalização do Poder Legislativo – a Câmara de Vereadores. Desta forma, são bem-vindos casos como a recuperação da antiga Semec 2 (inauguração 2m 2018), a renovação do Monumento ao Imigrante e o projeto para a iniciativa privada patrocinar a revitalização da pintura externa em prédios públicos municipais, constituídos como equipamentos culturais, inventariados ou tombados em âmbito nacional, estadual ou municipal. É fato: comunidade que não reconhece e cuida do passado jamais preservará o presente.

Mantendo este pensamento, um outro patrimônio histórico do município será restaurado pela Prefeitura de Novo Hamburgo. Localizada na rua João Aloysio Allgayer, no bairro rural hamburguense, a Casa da Lomba foi tombada no ano de 1992 e o avançado estado de deterioração motivou o Executivo a decidir por intervir no prédio e resgatar esta parte da história da cidade.

Um projeto para a captação de recursos está em fase de elaboração. São estimados investimentos em torno de R$ 500 mil para a recuperação plena do espaço, que deverá seguir orientações e metodologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), por tratar-se de edificação tombada pelo patrimônio histórico, utilizando mão de obra especializada e materiais com qualidade certificada.

As atividades desenvolvidas na Casa da Lomba foram alocadas em outros espaços de Lomba Grande e o prédio ficará fechado até a conclusão da restauração, sem prazo definido.

Casa da Lomba

A Casa da Lomba é um importante lugar histórico da cidade. A primeira parte da casa foi construída no ano de 1860 por meio de uma mobilização dos moradores e da comunidade religiosa, que utilizavam o local como salão paroquial e escola, inclusive sendo um dos primeiros colégios do Rio Grande do Sul. Em 2011, a Prefeitura adquiriu o imóvel. Atualmente, a Casa era utilizada como espaço multicultural.

Fonte original da notícia: Portal Martin Behrend




Empreiteiro destrói patrimônio cultural em Campo Bom (RS) para abrir loteamento

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Um cemitério, na região do Quatro Colônias Norte (na Estrada Campo Bom/Dois Irmãos), onde há imigrantes alemães sepultados, está sendo destruído por um empreiteiro. O fato, inclusive, motivou familiares que possuem antepassados no local (que fica próximo da RS-239) a registrar um boletim de ocorrência na Delegacia de Campo Bom.

O campo-bonense João Alberto Wilborn, contatou a reportagem e denunciou o fato, que tem revoltado seus pais e parentes. “No meu caso, os meus avós estão sepultados nesse cemitério. Há túmulos datados de 1822 no local. Meu pai ficou muito abalado ao saber dessa destruição que está ocorrendo no local. É necessária uma providência para que a memória das famílias não seja destruída dessa forma”, protesta o campo-bonense, descendente de alemães.

A Prefeitura de Campo Bom informou que uma denúncia foi protocolada nesta quinta-feira (23), que o proprietário foi notificado e deve ser multado. Informações concedidas pela Administração revelam que o loteador havia solicitado a liberação para construir na área, mas como não contava com nenhuma estrutura de saneamento e licença ambiental, o empreendimento sequer contava com liberação do Poder Público.

Túmulos de 200 anos no local destruídos

Ainda de acordo com informações da Prefeitura de Campo Bom, o loteador derrubou árvores irregularmente, destruiu e passou por cima de túmulos históricos, alguns mais de 200 anos. Quando os fiscais da Prefeitura chegaram ao local, havia até demarcações de prováveis lotes. Porém, por se tratar de um empreendimento sem autorização legal da Prefeitura, a Administração não soube informar a totalidade de lotes que a área de 24 hectares passaria a contar.

Cemitério está em uma zona rural do Município

Outro detalhe é que o loteamento está em uma Zona Rural. Para poder construir lotes em regiões com estas características, o empreiteiro deveria contar com uma autorização da Prefeitura (o que ele não possui). Em áreas rurais, com autorização, é possível organizar lotes de no mínimo dois hectares.

O nome da empresa ou do empreiteiro não foram revelados pela Prefeitura de Campo Bom.

Fórum Setorial repudia ação de empreiteiro

O Fórum Setorial de Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Bom emitiu uma nota, onde repudia a ação ilegal de destruição do antigo Cemitério do Quatro Colônias Norte.

Jorge Stocker Jr, integrante do Fórum, explica que o poder público municipal e a Promotoria do Ministério Público Estadual foram notificados, e espera que todo o dano cultural materializado nesta agressão seja revertido integralmente, através da recuperação cuidadosa de todas as lápides remanescentes; e que a sociedade seja indenizada também através de outras medidas compensatórias.

Histórico do Cemitério

O Cemitério do Quatro Colônias Norte é o cemitério mais antigo do município (iniciado entre 1826 e 1828) e que teria recebido o primeiro sepultamento oficial de Campo Bom, ainda anteriormente a inauguração do antigo Cemitério Evangélico no centro. No local encontram-se lápides dos imigrantes que ocuparam a região, das famílias Deuner, Ermel, Hoffmeister, Lauer, Reichert, Vetter e Willborn. O cemitério foi inventariado como Patrimônio Cultural de Campo Bom pelo IPHAE/RS em 2016.

Fonte original da notícia: Jornal Repercussão




Secretaria de Estado da Cultura investe R$ 20 milhões na recuperação e restauração de bens tombados no RS

Restauro das Esquadrias da Catedral São Francisco de Paula foi inaugurada nesta semana com recurso do Governo do Estado.

Restauro das Esquadrias da Catedral São Francisco de Paula foi inaugurada nesta semana com recurso do Governo do Estado.

Pelotas, no Sul do Estado, tem hoje a terceira maior população do Rio Grande do Sul. São mais de 300 mil habitantes que transitam diariamente por um cenário onde o antigo e o novo dividem o mesmo espaço em uma harmonia que, por muitos, ainda é considerada ímpar. O município conta hoje com  33 prédios tombados, oito deles pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado (IPHAE): a Escola de Agronomia Eliseu Maciel, a residência do Senador Augusto Assumpção, a Casa da Banha, a Casa João Simões Lopes Neto – Instituto J. Simões Lopes Neto, o Castelo Simões Lopes, a Catedral São Francisco de Paula, o Clube Cultural Fica Ahi Pra Ir Dizendo e o Palacete Payssandu – Casa do Escritor João Simões Lopes Neto.

O curioso é a maneira como a cidade encontrou para manter realmente viva toda essa história –  que começou em 1758, quando Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, doou terras às margens da Lagoa dos Patos para o Coronel Thomáz Luiz Osório: os prédios não são apenas preservados, mas fazem parte de um circuito que desde 2013 reúne a população para visitas e atividades culturais de resgate histórico. O chamado “Dia do Patrimônio”, comemorado em 17 de agosto, rendeu a Pelotas este ano o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O Prêmio foi criado em 1987, em homenagem ao primeiro presidente do IPHAN, como objetivo reconhecer iniciativas desenvolvidas por pessoas e instituições públicas ou privadas, que mantêm vivo o patrimônio e suas mais diversas formas de expressão. Das 60 propostas de 22 estados inscritos, além do Rio Grande do Sul, foram premiados Maranhão, Minas Gerais, Sergipe, São Paulo, Bahia e Pará.

Mas esse interesse em cada vez mais cuidar do Patrimônio Histórico vem se tornando cada vez mais comum no Rio Grande do Sul.

Um patrimônio de todos

No total, o estado tem 152 patrimônios tombados, incluindo o tombamento de remanescentes de Mata Atlântica que abrange mais de 100 municípios. “O IPHAE entende que a preservação da Mata Atlântica, tombada em 1992, contribui com a salvaguarda da biodiversidade e proteção de bens de valor geológico, geormofológico, paisagístico e histórico do Rio Grande do Sul”, explica a diretora do IPHAE, Mirian Sartori Rodrigues.

Miriam destaca ainda que o reconhecimento do patrimônio material e imaterial permite que tanto os municípios quanto pessoas físicas e jurídicas busquem recursos, por meio das leis de incentivo, para obras de recuperação e restauração de bens. Desde 2011, o Sistema Pró-Cultura RS – LIC financiou 24 projetos, ultrapassam R$ 20 milhões.

Fazenda da Tafona, construída em 1813 em Cachoeira do Sul, foi o mais recente tombamento feito pelo IPHAE, em novembro.

Fazenda da Tafona, construída em 1813 em Cachoeira do Sul, foi o mais recente tombamento feito pelo IPHAE, em novembro.

“O tombamento permite que prédios recebam recursos públicos de até R$ 1,5 milhão através de financiamento pela Lei de Incentivo à Cultura (LIC), um valor obtido através de isenção fiscal com contrapartida das empresas. É uma maneira de mantermos nossa história viva, ao alcance dos olhos. Esse cuidado com o passado, com nossas origens, faz a diferença no presente e no futuro”, destaca o secretário de Estado da Cultura, Victor Hugo.

Sala de Cultura

O assunto foi abordado no programa Sala de Cultura desta sexta-feira, veiculado pela Rádio Piratini e com apresentação da jornalista Sabrina Thomazi. Além da Diretora do IPHAE e do Secretário Victor Hugo, participou também a arquiteta e representante do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Verônica Di Benedetti.

Sala de Cultura vai ao ar todas as sextas-feiras, 10h da manhã.

Sala de Cultura vai ao ar todas as sextas-feiras, 10h da manhã.

Desde 2014 o Sinduscon-RS desenvolve um trabalho Resgate do Patrimônio Histórico. Este ano firmou no dia 5 de abril o terceiro convênio para a restauração de mais 20 monumentos do Parque Farroupilha, com verba incentivada pelo Governo do Estado, através do programa Pró Cultura – Lei de Incentivo à Cultura (LIC), no valor de R$ 247 mil. No último dia nove também lançou o Projeto Monumento ao Laçador – Seminário sobre Conservação. O evento marcará o início do processo de diagnóstico para o desenvolvimento de ações que visam a preservação do monumento, numa iniciativa que integra o Projeto Construção Cultural – Resgate do Patrimônio Histórico, instituído pelo Sinduscon-RS.

“Nós estamos lançando um atelier escola. Até o dia 20 de dezembro os profissionais da área de patrimônio vão poder se inscrever para acompanhar o trabalho que vai ser feito no Laçador, assim podendo se aperfeiçoar na área de metais, na qual a gente tem deficiência de pessoal capacitado aqui no Estado”, informou Verônica.

O anúncio dos escolhidos vai ser feito dia 4 de janeiro.  O curso acontecerá de 13 a 17 de março de 2017 e as inscrições podem ser feitas pelo site http://www.sinduscon-rs.com.br/construcao-cultural

O programa Sala de Cultura pode ser ouvido e baixado no link https://soundcloud.com/governo-rio-grande-do-su/rio-grande-do-sul-tem-152-patrimonios-tombados-sala-de-cultura-2511

Mapa Digital da Cultura

A Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC) dispõe de Mapa Digital da Cultural, que reúne em uma plataforma única de dados relacionados aos elementos e à infraestrutura ligada ao desenvolvimento de atividades culturais e ao patrimônio cultural do estado, como bibliotecas, museus, teatros, academias de samba, entre outros.

 Os bens tombados pelo IPHAE podem ser visualizados nesta plataforma pelo link http://www.cultura.rs.gov.br/mapa/#lat=-30.293609699999674&lng=-53.88029040000009&zoom=7.

Fonte original da notícia: Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul




RS – Edital do Fundo de Apoio à Cultura para Memória e Patrimônio

Foto antiga do Hospital Psiquiátrico São Pedro - Porto Alegre - Rio Grande do Sul. Divulgação/Internet

Foto antiga do Hospital Psiquiátrico São Pedro – Porto Alegre – Rio Grande do Sul. Divulgação/Internet

A Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul, por intermédio da Diretoria de Economia da Cultura, em parceria com o Colegiado Setorial de Memória e Patrimônio e o Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE, tornou pública a abertura de inscrições, entre os dias 18 de agosto e 06 de outubro de 2016, para o Edital de Concurso “Pró-Cultura RS FAC Memória e Patrimônio”, que selecionará projetos culturais de pessoas físicas e jurídicas de direito privado.

Conforme o edital, serão selecionados 13 projetos nas seguintes categorias:
– Um projeto, no valor de R$ 50 mil, para restauração de patrimônio edificado;
– Dois projetos, no valor de R$ 25 mil, para ações de proteção para memória e patrimônio;
– Seis projetos, no valor de R$ 15 mil, para ações educativas para memória e patrimônio;
– Quatro projetos, no valor de R$ 15 mil para ações educativas para memória e patrimônio.

Acesse AQUI o Edital e saiba como participar.

Fonte original da notícia: IPHAE




Restauração de prédio histórico está em fase de acabamento em Arroio Grande (RS)

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Situado no centro da cidade, na esquina das ruas Dr. Monteiro com Herculano de Freitas, o prédio histórico está com outra apresentação. Desapropriado pela prefeitura em março de 2014, o imóvel que serviu de cenário para a assinatura da Ata de Emancipação do Município de Arroio Grande, em 1873, e, após, até o ano de 1884, serviu de sede da primeira Câmara de Vereadores, ressaltando que nesta época a Câmara de Vereadores era quem administrava as vilas, estava abandonado e com sérios riscos de desabamento.

Funcionários da prefeitura, orientados pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo, inicialmente, deram início a um minucioso trabalho de limpeza e retirada de arbustos, telhas e madeiramento destruído pelo tempo. Numa segunda etapa, profissionais da secretaria de Obras começaram a recuperar o prédio colocando vigas nas paredes, madeiramento, o novo telhado e a pintura externa.

Hoje, além da rede elétrica e de água, já foi colocado o forro e dado início a pintura interna. Populares têm visitado o local e se encantado com os serviços realizados que não só resgatam a história, mas permitirá que o local, após a completa restauração, seja destinado ao desenvolvimento de atividades culturais da Terra de Mauá.

A restauração do “Prédio Histórico” só se tornou realidade porque foi deixado de lado a velha e inútil politicagem e somaram forças o Governo Municipal, o Ministério Público e o Grupo Defensores do Patrimônio Público de Arroio Grande. A obra que teve início em 2015 está sendo executada totalmente com dinheiro da prefeitura, já que os esperados recursos do Estado e da União nunca saíram do papel, mesmo que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) tenha reconhecido oficialmente a importância histórica do prédio.

Com informações da Assessoria de Imprensa – PMAG

Fonte original da notícia: ClicSul




Equipe técnica do Estúdio Sarasá realiza oficina no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS)

Fotos: Estúdio Sarasá

Fotos: Estúdio Sarasá

A convite da assessoria de arquitetura, foi realizada explanação teórica com a temática Técnicas de Prospecção e Conservação e a Zeladoria pelo Patrimônio Cultural, envolvendo diversas áreas do Palácio, bem como com a participação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul – IPHAE/RS e Superintendência Estadual do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.

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Após a palestra, percorreu-se o monumento no sentido de compreender as manifestações da edificação histórica, fazendo o uso de equipamentos e recursos tecnológicos, e cogitou-se ações de manutenção e conservação, a partir do olhar da Zeladoria.

Recepcionados pela Primeira Dama do Estado, Sra. Maria Helena Sartori, e pela arquiteta Maria Clara Bassin, a iniciativa faz parte da política de preservação do patrimônio cultural do Poder Executivo do Estado e está dentro do calendário das atividades de comemoração dos 95 anos do Palácio.

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Fonte original da notícia: Estúdio Sarasá




Porto Alegre (RS) – Intervenção no patrimônio na pauta do IAB RS

Data: 27/04/2016
Local: Solar do IAB RS
Horário: 19h30

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O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS) promove na quarta-feira (27/04), às 19h30min, o quinto evento do Edital 2015/2016 do Ciclo de Palestras Projeto & Obra que terá como tema a “Intervenção no Patrimônio”. Na ocasião, serão apresentados trabalhos desenvolvidos por três escritórios que trazem abordagens diferentes em suas intervenções. A mediação da noite será da arquiteta Mírian Sartori Rodrigues, diretora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE).

A VRP Arquitetura apresenta o projeto Grande Hotel Pelotas, que transforma uma edificação tombada e de notável destaque e importância histórica na cidade de Pelotas em um Hotel-Escola, que abrigará a faculdade de hotelaria da Universidade Federal de Pelotas.

A Tangram Arquitetura e Design apresentará o Centro Histórico Cultural Santa Casa, que realiza uma conversão do conjunto de moradias que integram o patrimônio imobiliário da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre num Centro Histórico Cultural.

Já a Pulso Arquitetura trará seu projeto Residencial na Volta da Esquina, onde dá destaque a uma residência unifamiliar com traços Art Decó ainda preservados na Cidade Baixa, transformando-a em um residencial multifamiliar.

Coloque na agenda
O que: Evento no IAB RS apresenta projetos de “Intervenção do Patrimônio”
Quando: Dia 27 de abril (quarta-feira), às 19h30min
Onde: Ponto de Cultura Solar do IAB RS (Rua General Canabarro 363, Centro Histórico. POA)
Quanto: Entrada franca

Haverá transmissão ao vivo do evento pelo canal do IAB RS no YouTube: https://www.youtube.com/user/iabrstv

Fonte original da notícia: IAB RS




Porto Alegre (RS) – Acordo técnico beneficia recuperação de capela no Madre Pelletier

A capela já havia passado por uma limpeza de entulhos retirados por presas. Da esquerda para direita: superintendente adjunto da Susepe, Alexandre Porciúncula Micol e presidente da Defender, Telmo Padilha Cesar. Foto: Neiva Motta

A capela já havia passado por uma limpeza de entulhos retirados por presas. Da esquerda para direita: superintendente adjunto da Susepe, Alexandre Porciúncula Micol e presidente da Defender, Telmo Padilha Cesar. Foto: Neiva Motta

O superintendente adjunto da Susepe, Alexandre Porciúncula Micol, assinou, nesta quarta-feira (20), o acordo de cooperação técnica que vai desenvolver um projeto arquitetônico e artístico de recuperação e restauração da Capela Bom Pastor, da Penitenciária Feminina Madre Pelletier (PFMP)

Na ocasião, o presidente da Defender (Defesa Civil do Patrimônio Histórico), Telmo Padilha Cesar, também assinou o documento.

O acordo, denominado Capela Bom Pastor- Restauração e Oficinas de Artesãos , trata da restauração e conservação do santuário.  Na primeira fase dos trabalhos, as apenadas da PFMP, vão receber qualificações de duas arquitetas para fazerem o levantamento métrico cadastral da capela para fins da restauração efetiva.  O custo total da recuperação é de R$ 871 mil e envolve a recuperação, limpeza e montagem das partes que foram arruinadas pelo fogo. De acordo com Telmo, os recursos são oriundos da lei Rounet, Ministério da Cultura.

O incêndio da Capela Bom Pastor

A capela Bom Pastor foi danificada em um incêndio causado por uma detenta em 1996 e funcionava como escola e creche para os filhos das apenadas.

Tombada pelo Estado em 1991, o cenário remete às igrejas católicas do começo do século XX . Decorada com pinturas de Emílio Sessa, realizadas na década de 1950, a capela deve manter parte da estrutura original. As sobras da pia batismal,  mármores e pedras serão reaproveitadas.

Recuperação e Inclusão

A Susepe deverá acompanhar a elaboração e execução dos projetos técnicos e culturais. Além disso, colaborar de forma ativa com a Defender para garantir os itens constantes no acordo de cooperação técnica.

Dez apenadas deverão ser indicadas pela instituição para participar de oficinas de qualificação em áreas definidas com o IPHAE (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do RS).

Já a Defender deverá elaborar e executar o projeto e coordenar, em comum acordo, com o IPHAE a execução de todas as ações previstas no projeto cultural.

Por Neiva Motta

Fonte original da notícia: SUSEPE