Obras de restauração da Igrejinha da Pampulha, em BH (MG), são adiadas

Projeto que havia sido feito em 2015 está defasado, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte. Intervenções são exigidas pela Unesco que concedeu título de Patrimônio da Humanidade ao local.

Igreja da Pampulha é um dos principais pontos turísticos de BH. Foto: Miguel Aun/Belotur

As obras de restauração da Igreja de São Francisco de Assis, a Igrejinha da Pampulha, em Belo Horizonte, que iriam começar em novembro deste ano, foram adiadas. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), o projeto deve ser revisado, já que o plano original, feito em 2015, estaria defasado.

Em 2015, o orçamento das obras e o cronograma haviam sido aprovados junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o termo de compromisso foi devolvido à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em junho de 2015. Naquela época, a previsão era que as intervenções começassem no primeiro semestre de 2016.

Porém, a paróquia já havia agendado vários casamentos no local, impossibilitando a realização das obras. Segundo a PBH, a obra já estava licitada e o contrato publicado. Porém, após revisão, constatou-se que custos e serviços previstos inicialmente estavam desatualizados.

Por causa disso, foi necessário fazer o distrato do contrato com a empresa que ganhou a licitação e submeter o projeto mais uma vez à aprovação dos órgãos financiadores e do Iphan para realizar novo processo licitatório.

Estão previstos os serviços de recuperação das juntas de dilatação, recuperação das pastilhas externas, impermeabilização, substituição dos painéis de madeira, pintura, polimento do piso de mármore e limpeza das fachadas. O orçamento previsto é de R$ 1,8 milhões. Os recursos são do PAC Cidades Históricas.

De acordo com a superintendente do Iphan em Minas Gerais, Célia Corsino, as obras dependem do tempo que o processo licitatório vai levar, já que ainda há a necessidade de aprovação por parte do órgão e também pela diretoria do PAC.

“Tive reunião com a prefeitura e foi surpreendida com a notícias que a licitação não está em andamento”, disse a superintendente. As obras de restauração fazem parte das exigências da Unesco para que o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, seja mantido. Um relatório sobre o andamento das intervenções determinadas pela entidade terá de ser apresentado em dezembro.

Fonte original da notícia: G1 MG




Igreja histórica degradada preocupa moradores de distrito em Ouro Preto (MG)

Templo de 250 anos, que é tombado, precisa passar por reformas.

G1 – Divulgação/Internet

Uma igreja de 250 anos é motivo de preocupação para moradores de Glaura, distrito de Ouro Preto, na Região Central do Estado. Problemas na fundação e rachaduras estão ameaçando o templo que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), desde 1962.

A Igreja de Santo Antônio, única do lugarejo, está interditada há mais de um ano. Segundo os moradores, a fundação da torre direita cedeu, aí a pedra afundou, a parede rachou e a Defesa Civil de Ouro Preto fechou a igreja para missa.

Em 2013 ela estava no pacote do PAC Cidades Históricas, do governo Dilma Rousseff (PT), e ia passar por uma restauração que já deveria ter ficado pronta, mas até hoje o projeto continua no papel.

As 143 peças sacras foram levadas para o museu da arquidiocese de Mariana, também na Região Central. A missa foi transferida para um salão e ela está ficando vazia. O telhado estava quebrado, e as fendas nas paredes estão aumentando.

Segundo os moradores, as últimas reformas autorizadas pelo Iphan foram feitas por eles. A do telhado custou R$ 2,2 mil e há pouco tempo a comunidade gastou mais R$ 600 reais para colocar escoras de madeiras no pórtico de entrada, que está com uma rachadura enorme.

O Iphan também colocou um vidro que serve de aviso. Se deslocar ou quebrar significa que a rachadura aumentou. Quem monitora o vidro é a própria comunidade.

A chegada do período chuvoso é mais um problema para a igreja, segundo os moradores.

O Instituto afirmou que a expectativa é que a obra na igreja comece no início do ano que vem.

Fonte original da notícia: MGTV – Belo Horizonte




Laguna (SC) – Casa de Anita permanece fechada

Relicário histórico passará por manutenção pontual e aguarda licitação da Secretaria de Obras para iniciar os trabalhos.

A Casa de Anita é um dos principais pontos turísticos de Laguna. Foi lá que Anita Garibaldi vestiu-se para o seu primeiro casamento, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. Desde a última semana, o ponto histórico está fechado para visitação e chama a atenção dos moradores e turistas.

De acordo com o presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Marcio José Rodrigues Filho, o fechamento foi necessário devido a problemas de infiltração que ocorreram com o acúmulo de chuvas registradas nos últimos dias.

Para preservar o acervo e a qualidade da recepção dos visitantes, a casa passará por manutenção pontual por meio dos serviços da Secretaria de Obras do município. Um projeto foi elaborado pelos especialistas da Secretaria de Planejamento e agora aguarda licitação para iniciar os trabalhos.

“Decidimos fechar a Casa para não prejudicar o acervo e após a liberação da licitação, a previsão é que nas próximas semanas iniciem os trabalhos de restauração pontual do telhado”, projeta.

Os servidores da prefeitura ainda participarão de uma capacitação que será realizada com especialistas em restauro de estruturas históricas por meio de um projeto do edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). “Receberemos especialistas até de fora do país, que farão da Casa objeto de estudo e capacitação dos servidores que atuam na manutenção de estruturas públicas”, reforça.

O presidente da fundação destaca que um projeto para restauração completa da Casa está em fase final. Desenvolvido em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o documento prevê a manutenção da estrutura e até instalação de uma cafeteria para melhor recepcionar os turistas que passam durante todo o ano no local. “O projeto está bem adiantado e aguarda a liberação de recursos do governo Federal para desenvolver os trabalhos”, detalha.

Relicário Histórico
A Casa de Anita
Foi construída em 1711 e atualmente funciona como museu, com um acervo que lembra a trajetória de Anita e seu inesquecível romance com Giuseppe Garibaldi. Guarda, além de móveis da época e utensílios pessoais, uma urna com a terra da sepultura da heroína e o mastro do navio “Seival”, uma das embarcações comandadas por Giuseppe Garibaldi desde o interior do Rio Grande do Sul a tomada de Laguna. A edificação foi restaurada na década de 1970 e transformada em relicário histórico.

Fonte original da notícia: Notisul




Belo Horizonte (MG) – Telas de Candido Portinari da Igrejinha da Pampulha serão restauradas

Telas de Portinari abordam a via-sacra. Wesley Rodrigues/Hoje em Dia

As 14 telas de Candido Portinari que estão na Igreja São Francisco de Assis e retratam as estações da via-sacra serão restauradas pelo Centro de Conservação e Restauro de Bens Culturais da UFMG (Cecor), a partir de um convênio com a Arquidiocese de Belo Horizonte. Na tarde desta terça (17), as obras serão tiradas da Igrejinha da Pampulha e encaminhadas à universidade.

O trabalho de restauro não se limita às telas. A visitação à Igreja de São Francisco na Pampulha, assim como as missas e celebrações, prosseguem normalmente até o dia 18 de novembro, mas, a partir daí, o espaço deve ficar fechado por um ano para restauração.

O trabalho de restauração terá supervisão do Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte e das instituições do poder público que cuidam da proteção de bens culturais – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e Fundação Municipal de Cultura.

Para o transporte das obras, foi preparado um planejamento especial que contempla a cuidadosa embalagem de cada quadro, o controle da temperatura interna do veículo que levará as telas até o local indicado pelo Cecor e as medidas de segurança, com escolta policial.

Segundo a Fundação Municipal de Cultura, as obras de Portinari que compõem a Via Crucis, feitas com técnica de têmpera sobre madeira, foram restauradas uma única vez no início da década de 1990, por volta de 1992.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Seminário Internacional O Futuro do Patrimônio

Na comemoração dos 80 anos do Iphan, os esforços e atenções se voltam para o futuro do Patrimônio Cultural Brasileiro. Com esse objetivo, o Seminário Internacional O Futuro do Patrimônio vai reunir especialistas de todo o mundo para trocar experiências e debater um modelo sustentável para a gestão patrimonial.

Com palestrantes internacionais já confirmados, o evento promoverá, nos dias 26 e 27 de outubro, no Museu do Amanhã (RJ), intensos diálogos e contribuições sobre temáticas consideradas fundamentais na evolução da política de preservação do Patrimônio Cultural. É o Iphan se preparando para os próximos 80 anos!

Saiba mais acessando AQUI

Fonte original da notícia: IPHAN




Casarão histórico na Ribeira, Solar Amado Bahia é leiloado por R$ 1,5 milhão em Salvador (BA)

Como objetivo do leilão do TRT5, valor será revertido para pagamentos de um processo trabalhista contra a Associação dos Empregados no Comércio da Bahia.

Solar Amado Bahia na orla da Ribeira, Cidade Baixa, em Salvador. Foto: Divulgação/TRT5

O histórico casarão Solar Amado Bahia, localizado na Avenida Porto dos Taineiros, na orla da Ribeira, na Cidade Baixa, em Salvador, foi arrematado por R$ 1,5 milhão em leilão realizado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região. De acordo com o órgão, o imóvel foi o bem arrematado pelo maior valor durante o leilão, feito por uma pessoa física.

O valor será revertido para pagamentos de um processo trabalhista contra a Associação dos Empregados no Comércio da Bahia. Segundo o TRT, quem arrematou o imóvel pode dar qualquer uso a ele, desde que conserve as características históricas e culturais do casarão que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

De acordo com o Tribunal, o pregão, coordenado pelo juiz da Central de Execução Thiago Barbosa Ferraz de Andrade e conduzido pela Nordeste Leilões, foi encerrado com a arrematação de 44 lotes penhorados, que movimentaram um total de R$ 1.790.883,60, a fim de liquidar dívidas em processos trabalhistas.

Os interessados pelos lotes deste leilão também tiveram a oportunidade de dar lances online em veículos, maquinários, além de outros bens móveis e imóveis.

Confome dados do TRT5, o Solar Amado Bahia começou a ser construído em 1901, projetado pelo arquiteto português Francisco Mendonça, e inaugurado em 1904 para os casamentos das filhas do proprietário, o comerciante Francisco Amado Bahia, que deu o próprio sobrenome à edificação.

O Solar de dois pavimentos possui diversos elementos decorativos importados da Europa do século XIX, e é uma casa totalmente envolvida de varandas de ferro fundido, importado da Inglaterra. Tem uma escada na lateral direita também de ferro e piso de mármore de Carrara. Seu salão principal é todo revestido de espelhos franceses. Todo o material de acabamento é importado, como as pastilhas coloridas das varandas, o assoalho de pinho-de-riga, os vidros gravados da França e as peças de louça da Inglaterra.

Ainda conforme dados do Tribunal do Trabalho, o Solar Amado Bahia foi doado à Associação dos Empregados no Comércio da Bahia em 1949, após a morte do patriarca para que servisse à instalação de um hospital, o Sanatório Amado Bahia, o que não ocorreu. Em 1966, a beneficiária funda a Escola Amado Bahia, desativada após o tombamento pelo Iphan, a partir daí sofrendo depredação e até a ocupação por parte dos militantes do Movimento Sem-Teto.

Fonte original da notícia: G1 BA




Governo e produtores brigam por regulamentação do queijo mineiro

Uma apreensão no Rio de Janeiro deu início à campanha pela regulamentação nacional da iguaria, que tem destaque no exterior e é requisitada por chefs.

Foto: Padoca da Serra / Divulgação

Premiados em festivais internacionais e requisitados por muitos chefs de cozinha, os queijos artesanais mineiros brigam para conseguir uma regulamentação nacional. Após a polêmica ação da vigilância sanitária que barrou a venda do produto em um estande no Rock in Rio – 160 quilos de queijo foram jogados fora –, o governo de Minas apresentou um projeto de lei que dispões sobre a produção e a comercialização dos produtos no estado. Mas objetivo dos mais de 30 mil produtores do queijo artesanal mineiro (que produzem todo ano cerca de 50 mil toneladas) é conquistar normas nacionais para que o produto ganhe cada vez mais espaço no país.

Muitos queijos artesanais, com selo de inspeção estadual, não têm o selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF), que é questionado por vários produtores pela burocracia dos órgãos federais, o que não significa que sejam impróprios para consumo. O modo de se produzir o queijo foi registrado como patrimônio cultural imaterial brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas muitos produtores ainda sofrem com restrições para vender suas mercadorias.

A polêmica no Rock in Rio acabou se tornando um fato positivo para os produtores dos queijos artesanais, uma vez que mobilizou vários chefs de cozinha e mestres em gastronomia em defesa da regulamentação do produto. “Foi um fato importante para chamar a atenção do país e do Ministério da Agricultura para que dê a devida importância ao setor. Lutamos para ter um queijo dentro dos padrões e garantir sua qualidade. Mas lutamos também contra o excesso de burocracia”, explica o secretário de Estado da Agricultura de Minas Gerais, Pedro Cláudio Coutinho Leitão.

Segundo o secretário, das 259 queijarias certificadas no estado que produzem o tipo minas artesanal, apenas três conseguiram o certificado para vender em outros estados. “Será importante reconhecer também nossas pesquisas. Porque é a partir delas que avançamos na legislação. Por exemplo, só podemos reduzir o tempo de maturação do queijo se tivermos pesquisas que mostrem que isso é seguro”, ressalta Pedro Leitão.

Os produtores artesanais também se mobilizam para cobrar avanços na regulamentação e pedem mais rapidez do Ministério da Agricultura para discutir o tema. “Esperamos que o governo federal reconheça a capacidade da fiscalização nos estados. Hoje, um produto já certificado em Minas, por exemplo, não serve no estado vizinho. Algo sem lógica, que depende de uma regulamentação do Ministério da Agricultura”, explica o produtor de queijo e presidente da Comissão do Queijo Minas Artesanal, Túlio Madureira, que teve dois produtos premiados em festival na França, em junho.

Para participar dos festivais internacionais, os produtores mineiros precisam esconder os produtos tão desejados no exterior e correm o risco de ter a mercadoria confiscada antes de embarcar. “Temos que levar o queijo dentro das bolsas. Mas lá somos tratados como rei por produzir um queijo de extrema qualidade. Na França, o produto é fiscalizado, são feitas análises para comprovar que ele jé seguro e de qualidade. No Brasil, enfrentamos uma barreira econômica e política, em que se volta apenas para critérios técnicos da produção e muitas vezes nem se olha o produto”, conta Túlio Madureira.

Avanço em Minas
Na semana passada, poucos dias após a polêmica no festival de música do Rio, o governo de Minas enviou à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei para normatizar os queijos artesanais. A proposta torna obrigatório o registro no Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) de todo estabelecimento produtor de queijo artesanal.

A identificação desses queijos será feita por meio de estudos do processo produtivo, da região produtora e pela tradição histórico-cultural local. Os queijos deverão obedecer padrões sanitários regulamentados e o transporte deverá ser compatível com a natureza do produto, para que as condições sejam preservadas. O texto ainda prevê inspeções da fiscalização sanitária periodicamente e penalidades para quem descumprir as normas.

O superintendente de Apoio à Agroindústria da Secretaria de Estado da Agricultura, Gilson Sales, avalia que a tentativa do governo de regulamentar a produção de queijo artesanal em Minas pode acelerar o processo de reconhecimento das marcas e de novos tipos de queijos produzidos em pequenas propriedades rurais no estado.

“Antes falávamos de queijo minas artesanal, agora falamos queijos artesanais mineiros, com vários produtos. Temos o requeijão moreno, o queijo cabacinha, o queijo da mantiqueira, o queijo cru de cabra e ovelha, entre muitos outros. Produtos muito requisitados por chefs de cozinha e que podem avançar com a nova regulamentação”, afirma Gilson.

Os queijos artesanais, feitos com leite cru nas propriedades rurais, são diferentes dos produzidos industrialmente, que usam leite pasteurizado e tem processo mecanizado. “São produtores pequenos ou médios, que produzem abaixo de 500 litros de leite. Trabalham com a própria família e passam a tradição para frente, de pai para filho. Uma das vantagens da lei é reconhecer novos produtos, mas que devem atingir as exigências estabelecidas”, diz o superintendente.

Você se lembra?
Reconhecimento internacional

Entre mais de 600 participantes do Salão Mundial do Queijo, o Mondial du Fromage de Tours, na França, 12 queijos artesanais produzidos em Minas Gerais foram premiados pela alta qualidade. Entre eles o vencedor do prêmio Super Ouro entregue a uma produtora de queijo minas de Sacramento, na região de Araxá. A terceira edição do Salão do Queijo que aconteceu em junho reuniu produtores de 32 países.

Por Marcelo da Fonseca

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Neópolis (SE) – Naufrágio de meados dos séculos XVIII a XIX é encontrado no Rio São Francisco

Rio São Francisco. Foto: Divulgação/FPI-SE

A equipe de Espeleologia e Arqueologia Subaquática da Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco (FPI) confirmou na manhã de sexta-feira (29) a descoberta de uma embarcação naufragada no ‘Velho Chico’, em uma área próxima ao núcleo urbano do município de Neópolis. Segundo a equipe, o naufrágio pode ter acontecido entre os séculos XVIII e XIX.

A embarcação foi encontrada pelos mergulhadores e arqueólogos subaquáticos, Gilson Rambelli e Leandro Domingues Duran, professores e membros do Laboratório de Arqueologia de Ambientes Aquáticos no Departamento de Arqueologia da Universidade Federal de Sergipe (LAAA/UFS). Eles contaram com o apoio do comandante do Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe, o tenente-coronel Hector Silva Monteiro e de dois bombeiros da equipe.

O local da descoberta foi sinalizado provisoriamente e medido. Estiveram no local, o Ministério Público Federal em Sergipe, a Marinha do Brasil e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em caso de naufrágios, a Marinha do Brasil possui atribuição de autorizar qualquer tipo de estudo, pesquisa ou exploração dos bens encontrados. Nesse caso, ela foi representada pela Agência Fluvial de Penedo – AFP, responsável por todas as questões relacionadas ao leito do rio São Francisco.

Orientações à população

O patrimônio cultural subaquático no Brasil é vítima de constantes depredações. Esse desrespeito e a depredação ao patrimônio cultural subaquático, principalmente aos restos de navios naufragados (denominados Sítios de Naufrágios), devem-se, em grande parte, ao desconhecimento, a desinformação e, principalmente, à falta de identidade dos depredadores com os sítios arqueológicos que destroem.

O capitão-tenente Robson Bonfim Elias, da AFP, ressaltou que todos os bens encontrados são da União e não podem ser retirados sem autorização. A remoção de objetos ou a exploração de forma não autorizada no local da descoberta pode configurar crime e qualquer material achado deve ser entregue à Marinha. Ele alertou, ainda, que na área há risco de afogamento.

Patrimônio Cultural

Como o achado se trata de um patrimônio cultural, arqueológico histórico, o IPHAN frisou que essa embarcação pode revelar aspectos importantes sobre a história das navegações no Rio São Francisco, em um determinado período, principalmente no período de batalhas travadas na região fluvial entre Penedo e Neópolis.

O Instituto ressaltou, também, a importância da descoberta e a necessidade de realizar o registro do sítio arqueológico no cadastro nacional e de se desenvolver estudos.

“É uma alegria muito grande ver que a FPI em Sergipe pôde colaborar com uma descoberta que realça o patrimônio histórico e cultural do rio São Francisco, sobretudo, das suas navegações. Esse achado abre várias portas para trabalhos acadêmicos, estudos e treinamentos de estudantes de história e arqueologia, tanto de Sergipe quanto de outros estados. É mais uma riqueza encontrada no Velho Chico”, disse uma das coordenadoras da FPI/SE, a procuradora da República Lívia Tinôco.

Equipes da FPI/SE

Espeleologia e Arqueologia; Mineração; Aquicultura; Aquática; Fauna; Patrimônio Cultural; Comunidades Tradicionais; Equipe Saneamento I; Equipe Saneamento II: Equipe Gestão Ambiental I; Equipe Gestão Ambiental II; Equipe Agrotóxicos; Equipe Flora; e Abate.

Instituições Parceiras

Vinte e nove instituições estão articuladas na Fiscalização Preventiva Integrada em Sergipe, são elas: Ministério Público Federal e Estadual; Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco; Fundação Nacional de Saúde; Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis; Polícia Rodoviária Federal; Secretaria do Patrimônio da União; Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade; Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional; Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária; Fundação Cultural Palmares; Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga; Marinha do Brasil; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Museu de Arqueologia de Xingó da UFS; Universidade Federal de Sergipe; Departamento Nacional de Produção Mineral; Coordenação De Vigilância Sanitária; Administração Estadual do Meio Ambiente; Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Sergipe; Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos; Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe; Polícia Militar; Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe; Secretaria Municipal de Meio Ambiente; Secretaria de Estado da Cultura; Polícia Civil; ONG Centro da Terra; ONG Fundação Mamíferos Aquáticos.

Com informações da Assessoria de Comunicação da FPI/SE

Fonte original da notícia: G1 SE




Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reconhece mais três novos bens

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural se reuniu no 27 de setembro e avaliou a inclusão de novos bens na lista de Patrimônio Cultural Brasileiro. Foram aprovadas as propostas de tombamento da Ladeira da Misericórdia, no Rio de Janeiro (RJ), da coleção Nemirovsky, em São Paulo (SP), e o pedido de registro da Feira de Campina Grande, na Paraíba, como Patrimônio Cultural do Brasil. A 87ª reunião ocorreu no Edifício Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.

A primeira reunião do Conselho Consultivo este ano foi em abril, quando foi revalidado o registro da Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi como Patrimônio Cultural do Brasil. Na ocasião, os conselheiros e a presidente do Iphan, Kátia Bogea, celebraram os 80 anos de criação do Instituto, relembrando a própria trajetória do Conselho, idealizado por Mário de Andrade em 1936 quando elaborou o anteprojeto do Iphan. Também em 2017, no dia 22 de junho, o Conselho aprovou o tombamento do Conjunto Histórico do Arquipélago Fernando de Noronha (PE).

Uma ladeira do Rio antigo

O pedido de tombamento de trecho da Ladeira da Misericórdia, na capital fluminense, foi relatado pela conselheira Maria da Conceição Alves Guimarães, representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). A ladeira é uma das primeiras vias públicas da cidade e contém uma série de referências históricas e simbólicas. Aberta em 1567 e ainda mantendo seu calçamento pé-de-moleque, feito por pessoas escravizadas, a Ladeira da Misericórdia fica ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso (a mais antiga da cidade) e do prédio do hospital da Santa Casa da Misericórdia, ambos tombados pelo Iphan.

Arte moderna e colecionismo no Brasil
Um dos mais importantes acervos de arte moderna do Brasil, a Coleção Nemirovsky, da Fundação José e Paulina Nemirovsky, hoje encontra-se em comodato na Pinacoteca do Estado de São Paulo. O parecer foi apresentado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), conselheiro Marcelo Araújo, que, em 2001, quando era presidente da Pinacoteca, foi ele mesmo autor do pedido de tombamento.

O casal Nemirosky iniciou a coleção em 1958 e, ao longo das décadas de 1960 e 1970, realizou importantes aquisições, como as pinturas emblemáticas do modernismo brasileiro Antropofagia e Carnaval em Madureira, de Tarsila do Amaral; o quadro Mulheres na janela, de Di Cavalcanti; além de obras de Brecheret, Portinari, Pancetti, Volpi, Ligia Clark Tomie Ohtake e Wesley Duke Lee. São 210 obras que abrangem também um núcleo de obras coloniais, com imagens de procedência europeia, outras provenientes do universo ibero-americano e imagens luso-brasileiras.

Feira de Campina Grande

O registro da Feira de Campina Grande, na Paraíba, teve como relator o conselheiro Ulpiano Bezerra Toledo de Meneses, professor Emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O pedido de reconhecimento pelo Iphan foi feito formalmente há dez anos, em uma articulação entre a Prefeitura Municipal de Campina Grande e grupos de feirantes e fregueses. A partir daí, foi iniciado um intenso processo colaborativo de diálogos e pesquisas, que agora reúne as principais referências culturais presentes na Feira campinense, além de propostas para sua salvaguarda.

 Para além do comércio intenso, a Feira de Campina Grande é também um lugar de referência, de criação, de expressão, de sociabilidade e de identidade do povo nordestino. As trocas mercadológicas se misturam às trocas de significados e sentidos, tornando-a um lugar onde se concentram e reproduzem práticas culturais.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Os processos de tombamento e registro promovidos pelo Iphan são avaliados pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo são 23 conselheiros, que representam o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan para as questões relativas ao patrimônio brasileiro material e imaterial. O mais recente marco legal sobre a estrutura organizacional do Iphan, o Decreto nº 6.844, de 07 de maio de 2009, mantém o Conselho como o responsável pelo exame, apreciação e decisões relacionadas à proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro, tais como o tombamento de bens culturais de natureza material, o registro de bens culturais imateriais, a autorização para a saída temporária do país de obras de arte ou bens culturais protegidos, na forma da legislação em vigor, além de opinar sobre outras questões relevantes.

Fonte original da notícia: IPHAN




Arqueólogos trabalham para preservar história de Marechal Deodoro (AL)

Primeira capital do estado, cidade guarda importante parte da história alagoana.

Reprodução AL TV – G1

A primeira capital de Alagoas, Marechal Deodoro, guarda até hoje uma importante parte da nossa história, além de muitas curiosidades que, aos poucos, estão sendo descobertas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Nos últimos anos, os arqueólogos fizeram escavações pela região, encontrando objetos e vestígios do passado.

Na região do Convento do Carmo, por exemplo, os estudiosos tiveram uma surpresa ao encontrarem objetos usados pelos indígenas que viveram na região, antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil.

Para entender a sociedade brasileira e até a alagoana, é preciso ter em mente que antes de 1850 não existiam cemitérios no país. As pessoas eram sepultadas nas áreas ao redor das igrejas porque havia a crença de que assim elas estariam mais próximas de Deus.

Aos fundos da igreja matriz da cidade, foram encontradas ossadas de pessoas que viveram em diferentes épocas na região.

Os pesquisadores agora tentam analisar elementos que ajudem a reconstituir a época em que essas pessoas viveram e revelar mais sobre o modo de vida dos primeiros alagoanos.

Fonte original da notícia: AL TV – G1