Lançado o emblema do Patrimônio Cultural Brasileiro

Agora os bens reconhecidos como Patrimônio Cultural Brasileiro possuem uma identidade visual única e comum. Abstração, cores e simbolismos caracterizam o emblema lançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 16 de agosto, véspera do Dia do Patrimônio Cultural no Brasil e celebra também os 80 anos do Iphan. Este é um novo marco para a promoção, difusão, sinalização e proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro, que deve ser utilizado não só pelo Iphan, mas por todos os parceiros na preservação, gestão e valorização do Patrimônio Cultural, em especial as comunidades detentoras desses bens.

O lançamento do emblema ocorreu durante o Seminário Internacional Gestão do Patrimônio Moderno, realizado pelo Iphan no Auditório do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte (MG). Além do emblema, também foi apresentado o Manual de Identidade Visual e Aplicação, criado pelo vencedor do concurso, o designer Fábio Lopez. As orientações técnicas para a produção de projetos gráficos, relacionados ao Patrimônio Cultural no país, já estão disponíveis no site do Iphan.

O concurso para a escolha do emblema contou com mais de 280 propostas inscritas. Os trabalhos foram avaliados por uma Comissão Julgadora, constituída por representantes de diversas Instituições parceiras do Iphan: Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), UNESCO, ICOMOS e Associação dos Designers Gráficos do Brasil.

A ideia do emblema do Patrimônio Cultural

O vencedor do concurso, o designer carioca Fabio Pinto Lopes de Lima (que assina Fabio Lopez) conta que beleza, proteção e reprodução são ideias que estiveram presente na origem do sinal proposto. Para ele, são conceitos associados à tarefa de preservar e valorizar o Patrimônio Cultural Brasileiro. “A opção por um caminho mais abstrato me pareceu muito natural porque o Patrimônio Cultural é um conjunto muito complexo de manifestações. Assim o recurso da figuração seria inviável, pois eu teria que escolher de forma muito exclusiva algum elemento do patrimônio”. A forma circular do emblema expressa a perspectiva de movimento, ressignificação, a natureza complexa do Patrimônio Cultural Brasileiro que se encontra em permanente construção.

Designer e mestre pela ESDI-UERJ, Fábio Lopez é também professor do departamento de Artes e Design da PUC-Rio. Atualmente integra o conselho curador da Bienal Tipos Latinos, após ter sido coordenador técnico e jurado da mostra. Desde 2000 atua como designer independente em projetos de identidade visual, tipografia, moda e ilustração. É autor do projeto mini Rio’, homenagem e extenso exercício de representação visual que resultou na criação de mais de 200 pictogramas e padronagens sobre o Rio de Janeiro.

Em 2010 trabalhou na criação da marca dos Jogos Olímpicos do Rio, tendo sido o responsável pela criação do logotipo Rio 2016. Em 2011 venceu o concurso de criação da marca do Centro Carioca de Design, órgão de fomento ligado à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Já criou selos postais para os Correios, tendo publicado, em 2013, uma série sobre Cemitérios Tombados pelo Patrimônio. É palestrante, consultor e articulista.

Fonte original da notícia: IPHAN




SP – Bertioga e Guarujá unem forças para restaurar pontos turísticos

Grupo de trabalho vai definir próximas estratégias para reformar as ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê e o Forte São Felipe.

Ermida de Santo Antônio do Guaibê. Foto: Dirceu Mathias/Prefeitura de Bertioga

As ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê e o Forte São Felipe devem ser restaurados em breve. Essa é a intenção dos prefeitos de Bertioga, Caio Matheus, e de Guarujá, Válter Suman. Os dois se reuniram na segunda-feira (14) para discutir como serão restaurados alguns pontos turísticos de interesse para ambos os municípios do litoral paulista.

As ruínas da Ermida de Santo Antônio do Guaibê foram visitadas pelos dois prefeitos no mês passado. As duas cidades querem realizar uma força-tarefa para a restauração do local, e nesta primeira reunião técnica foi apontado o que pode ser feito.

Um grupo de trabalho com representantes de várias secretarias definirá as próximas ações. Bertioga será representada pelos técnicos de Meio Ambiente, Obras, Serviços Urbanos, Turismo e Assuntos Jurídicos. Já Guarujá será representada pelas pastas de Cultura, Meio Ambiente, Operações Urbanas e Turismo.

Além de prefeitos e secretários de ambas as cidades, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Victor Hugo Mori, também participou da reunião. Uma das primeiras propostas é fazer uma limpeza emergencial e, para isso, Mori sugeriu que técnicos do instituto auxiliem nesse trabalho.

Além das ruínas, a ideia é, também, restaurar o Forte São Felipe. Agora, o grupo de trabalho vai definir as próximas estratégias e uma reunião já foi marcada para o fim do mês.

Fonte original da notícia: G1 Santos




Finalistas do 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade são anunciados

Os finalistas da 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade já foram definidos. Neste ano, dos 296 projetos inscritos, 68 ações que refletem a riqueza dos bens culturais brasileiros seguirão para análise da Comissão Nacional de Avaliação, que ocorrerá nos dias 21 e 22 de agosto, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília. No encontro, serão anunciados os oito projetos vencedores.

Nesta edição, a premiação, que celebra seus 30 anos e também os 80 anos do Iphan, selecionará oito trabalhos representativos de ações preservacionistas relativas ao Patrimônio Cultural, divididos em quatro categorias. Assim, o prêmio será atribuído a dois projetos por categoria, no valor de R$ 30 mil, para cada ação premiada.

As ações finalistas

Os 68 projetos escolhidos, são iniciativas de excelência em técnicas de preservação, proteção, salvaguarda, promoção e gestão dos bens culturais de 26 estados brasileiros.

Na Categoria I, 14 ações de excelência em técnicas de preservação do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em preservação do patrimônio cultural material envolvendo ações de identificação, estudos e pesquisas, projetos, obras e medidas de conservação e restauro, seguirão para análise da Comissão de Avaliação, em Brasília.

Na Categoria II, 18 projetos de excelência em processos de salvaguarda do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas de excelência em salvaguarda do patrimônio cultural imaterial, envolvendo ações de identificação, documentação, estudos e pesquisas, reconhecimento e valorização, seguirão para a próxima etapa.

Na Categoria III, 24 iniciativas de excelência em promoção do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que objetivem comunicar, interpretar, divulgar, difundir, e educar para o patrimônio cultural, material e/ou imaterial, para as atuais gerações, também seguirão para a próxima fase.

Na Categoria IV, são 12 ação de excelência em gestão compartilhada do Patrimônio Cultural: visa valorizar e promover iniciativas referenciais que demonstrem o compromisso e a responsabilidade compartilhada para com a preservação e/ou salvaguarda do patrimônio cultural brasileiro. que seguirão para a próxima etapa.

Celebrando os 80 anos do Iphan

A 30ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade faz homenagem aos 80 anos de uma das mais longevas instituições públicas brasileiras e a primeira dedicada à preservação do patrimônio cultural na América Latina, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Ao longo dessas oito décadas de atuação do instituto, a política nacional de patrimônio foi expandida e se relaciona hoje com diversos campos como gestão urbana, gestão ambiental, direitos humanos e culturais – atuando desde o poder de polícia até a educação–, formação profissional e pesquisa, e crescente envolvimento internacional.

O maior envolvimento do Iphan ressignificou sua existência e ganhou maior capilaridade, estando o Instituto presente em 27 Superintendências Estaduais, 26 Escritórios Técnicos, dois Parques Nacionais e cinco Unidades Especiais.

Nesses 80 anos de atividade foram tombados 87 conjuntos urbanos (o que implica em cerca de 80 mil bens em áreas tombadas e 531 mil imóveis em áreas de entorno já delimitadas) e três estão sob o tombamento provisório. Nessas áreas, o Instituto atua e investe recursos, tanto direta –na forma de obras de qualificação– quanto indiretamente –por meio de parcerias com outras instituições municipais e estaduais–, além do PAC Cidades Históricas e dos Planos de Mobilidade e Acessibilidade Urbana.

Além disso, o Iphan tem sob sua proteção 40 bens imateriais registrados, 1.262 bens materiais tombados, oito terreiros de matrizes africanas, 24 mil sítios arqueológicos cadastrados, mais de um milhão de objetos arrolados (incluindo o acervo museológico), cerca de 250 mil volumes bibliográficos e vasta documentação de arquivo.

Fonte original da notícia: IPHAN




Ação Cultural celebra os 80 anos do Iphan

Há 80 anos a política de preservação do Patrimônio Cultural vem sendo aplicada no Brasil, por meio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Para incentivar o envolvimento da sociedade civil no desafio de proteger, preservar, valorizar e promover o Patrimônio Cultural Brasileiro, o Iphan lançou nesta quinta-feira, 10 de agosto, a ação Eu e o Patrimônio Cultural.

O objetivo é estimular, por meio da fotografia, a relação entre a sociedade civil e suas manifestações, expressões e lugares, além de trazer à tona as mais diversas interpretações que essa conceituação suscita.   As fotografias devem representar e registrar a diversidade do Patrimônio Cultural Brasileiro, destacando seu valor social, histórico ou artístico, atribuído pelas diversas temáticas da preservação do Patrimônio Cultural e o direito à memória. Os participantes poderão registrar sua relação com a cultura brasileira, com fotos de monumentos, edificações, conjuntos urbanos ou históricos, localidades rurais, indígenas ou quilombolas, igrejas, museus, prédios, paisagens culturais, manifestações artísticas e culturais, celebrações, enfim, toda a riqueza da diversidade cultural do país.

As inscrições podem ser realizadas até às 18h do dia 17 de agosto de 2017, de acordo com o horário de Brasília. Os interessados devem ter idade mínima de 15 anos, possuir perfil na rede social Facebook e, obrigatoriamente, curtir a página do Iphan. Cada participante pode participar com, no máximo, duas fotos que devem ser de autoria exclusiva dos mesmos que a enviarem. Estas deverão ser encaminhadas ao e-mail comunicacao.iphan@gmail.com. No corpo do e-mail deve ter as informações básicas e termo de autorização (modelo simples) como constam no regulamento.

As três fotos com maior número de curtidas serão premiadas e contempladas com publicações editadas pelo Iphan. Os vencedores ainda farão parte de uma matéria jornalística que será publicada no site do Iphan.  Todas as imagens participantes estarão inseridas em uma galeria de fotos que será disponibilizada no site do Instituto.

Os prêmios

O primeiro lugar será contemplado com a Coleção Dossiê dos Bens Culturais Registrados, composta por 14 volumes. A coleção destina-se a tornar amplamente conhecidos e valorizados como Patrimônio Cultural do Brasil os bens de natureza imaterial registados pelo Iphan.

A segunda foto mais curtida será premiada com a publicação Atlas dos Monumentos Históricos e Artísticos do Brasil, do professor Augusto Carlos da Silva. A obra, que é uma edição revista e atualizada do Atlas dos Monumentos Históricos e Artísticos do Brasil, traz uma análise segura sobre o acervo histórico, arquitetônico e artístico brasileiro.

Já o terceiro colocado receberá cinco volumes da coleção Roteiros do Patrimônio (As Fortalezas e a Defesa de Salvador; O Aleijadinho e o Santuário de Congonhas; Art Nouveau em Belém; Igrejas, Palácios e Palacetes de Belém e Engenhos do Recôncavo Baiano). As publicações apresentam os principais bens arquitetônicos de Belém (PA), Congonhas (MG), Salvador (BA), e faz uma viagem aos monumentos remanescentes do ciclo do açúcar no Recôncavo Baiano.

Cronograma:

10 de agosto, às 8h – Lançamento da ação Eu e O Patrimônio Cultural Brasileiro

17 de agosto até às 18h – Encerramento do recebimento das fotos

22 de agosto a 27 de agosto – Votação na página do Iphan

31 de agosto – Resultado

Modelo de termo de autorização (colar ao corpo do texto enviando por e-mail ou via Facebook)

Eu,________, comunico para os devidos fins que autorizo o uso das imagens fotográficas que seguem, em anexo, nesta mensagem, bem como de seus créditos, para sua veiculação nas redes sociais do Iphan, no sítio eletrônico do Iphan e outros canais de veiculação gerenciados pelo Instituto. Informo, igualmente, que estou de acordo com os termos definidos para a candidatura à participação na ação cultural “Eu e o Patrimônio Cultural” promovida pelo Iphan no segundo semestre de 2017.

Fonte original da notícia: IPHAN




Convento Santa Maria dos Anjos é restaurado e entregue em Penedo (AL)

Prédio histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Obras levaram cinco anos para serem concluídas.

Reprodução/Internet

Após obras que perduraram por cinco anos, o Convento Santa Maria dos Anjos, no município de Penedo, interior de Alagoas, foi restaurado e entregue nesta quinta-feira (3). O prédio histórico foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O convento foi um dos primeiros que a ordem franciscana da igreja católica fundou ao chegar no Brasil, no século XVII.

Entretanto, o prédio passou por muitas reformas que alteraram a estrutura original, e por isso nos últimos cinco anos, o Iphan vinha fazendo obras para restaurar a forma original, o que não foi um trabalho fácil.

Assim, foram gastos R$ 10 milhões nas obras e nenhum detalhe passou despercebido.

Em uma parede, por exemplo, eles quebraram o reboco para encontrar o desenho do primeiro azulejo colocado no convento – e então reproduziram o resto com a mesma riqueza de detalhes – com uma coloração que dá aparência de velha.

Uma das partes mais difíceis na restauração foram as obras de arte talhadas em pedra, como um lavabo, que tem vários detalhes esculpidos e que tiveram que ser reproduzidos na íntegra.

O frei franciscano, Gilton Rezende, diz que muita coisa precisava ser feita antes da inauguração. “Por exemplo, a iluminação. Ela não satisfaz a demanda de quem vai celebrar”, explica.

Iphan

O superintendente do Iphan, Mário Aloísio Barreto, alega que a obra foi feita exatamente como deveria. “O convento está em condição de ser entregue e foi feito de acordo com o contrato celebrado anteriormente. Se existe algum erro de construção, temos um contrato que obriga a construtora a consertar”, diz.

Fonte original da notícia: G1 – AL TV




Após mais de 20 anos sem água, chafariz do centro de Ouro Preto (MG) será religado

Equipamento do século 18 será restaurado e voltará a matar a sede de quem passa no Centro de Ouro Preto. Obra de R$ 52 mil deve terminar em outubro.

Trabalhadores já estão em ação no Chafariz dos Contos, cercado por tapumes: obra é bancada com recursos do Fundo Municipal do Patrimônio. Foto: Ana Paula Paixão/Divulgação

As águas vão rolar no Chafariz dos Contos, no Centro Histórico de Ouro Preto, na Região Central de Minas. Depois de mais de 20 anos no seco, e com muitos problemas na preservação, o equipamento do século 18, usado originalmente para abastecimento público voltará à cena barroca com a mesma serventia e, melhor, restaurado. Segundo o secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni Moreira, os recursos de R$ 52 mil para a obra são do Fundo Municipal do Patrimônio e a expectativa é de que tudo fique pronto no fim de outubro ou início de novembro.

“A água do chafariz será potável, então própria para o consumo, e representará um atrativo a mais para moradores e visitantes”, afirma Zaqueu. Ele destaca a importância do monumento construído em 1745 para Ouro Preto, cidade que é Patrimônio da Humanidade, reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e tem a região central tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“A peça tem uma inscrição em latim (Is quae potatum cole gens pleno ore Senatum, securi ut sitis nam jacit ille sitis) numa referência ao antigo Senado da Câmara. A tradução é ‘o povo de boca cheia louvará o senado que sua sede saceia’”, diz o secretário. Em resumo, o Senado da Câmara, como administrador impessoal, e não o governador da época, entregou à população a obra de utilidade pública.

Quem passa na Rua São José e para na Praça Reinaldo Alves de Brito, chamada de pracinha do cinema, pode ver o chafariz com os tapumes e trabalhadores em ação. Entusiasmado com o serviço, Zaqueu conta que uma réplica desse monumento se encontra num parque da cidade norte-americana de Brazil (com z mesmo), no estado de Indiana. Ele foi dado de presente pelo ex-embaixador do Brasil em Washington (EUA) Maurício Nabuco (1937-1985).

Sem Água. O Chafariz dos Contos é considerado o mais importante de Ouro Preto. Construído em alvenaria de pedra rebocada e partes aparentes em cantaria, ele fica no centro de um grande paredão na praça. De acordo com os especialistas, ele tem duas grandes e largas volutas (ornamento) de cantaria, em curvas, com o espaço no qual se insere uma grande concha barroca apoiada numa bacia esculpida. A diferença do Chafariz dos Contos para os outros de Ouro Preto, restaurados e entregues à comunidade no ano passado, é que o agora em obras terá água, diz o secretário.

O conjunto de 22 chafarizes foi restaurado com Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, do governo federal. A maioria foi construída entre 1740 e 1760, época de grandes investimentos em obras públicas na então capital da Capitania de Minas Gerais, chamada de Vila Rica. O responsável pela construção dos chafarizes era o Senado da Câmara, que publicava editais de arrematação e contratava artífices para trabalhar sob a orientação de um risco, como era chamado o projeto. No período colonial, o material preferencialmente empregado nos tanques, ornatos e muros eram rochas locais, como o itacolomi ou a canga, sendo que mais tarde, novos materiais foram introduzidos, como o ferro fundido.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Teresina (PI) – Quase um ano após teto cair, reforma da Igreja São Benedito não começou

Na reforma, está previsto o reparo da torre que desabou, assim como o reforço das outras sete torres existentes.

Fotos: Jaílson Soares/O Dia

Ainda não há prazo para a conclusão da reforma da Igreja São Benedito, localizada no Centro de Teresina, que teve parte do teto destruído após uma das torres desabar, em setembro do ano passado. Segundo o Frei Edmilson Vieira, pároco da Igreja, a obra ainda não foi iniciada porque a entidade está aguardando o orçamento dos reparos.

“O projeto de engenharia está sendo elaborado com os critérios rigorosos do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), por ser um patrimônio e uma construção tombada. É o Iphan que precisa avaliar as estruturas e aparência externa, que não pode ser abolida daquilo que já existe”, disse.

Na reforma, está previsto o reparo da torre que desabou, assim como o reforço das outras sete torres existentes, como forma de evitar futuros desabamentos. “O que ocorreu foi a queda de um pontalete, que é uma torre pequena, e, como existem outras sete, faremos um reforço com ferro e cimento, porque a construção na época foi feita com barro e tijolo e ela já soma 140 anos”, conta.

O Frei explica que a medida de reforçar as outras torres é apenas por precaução e será feita aproveitando as intervenções na igreja, que também passará por pintura e instalação de climatização. Edmilson Vieira conta que foram causados danos no teto e forro, mas que nenhuma pessoa chegou a se machucar no momento do desabamento.

“Com a definição do reforço das torres, será feita também a pintura interna e externa da igreja. Por enquanto, a Igreja não está funcionando por precaução, mas quando toda a reforma for concluída, a igreja será reinaugurada”, destaca. O projeto de reparo está sendo elaborado cuidadosamente, vez que a última reforma feita na igreja foi no final da década de 1980.

Climatização 

A Arquidiocese de Teresina está com projeto de climatizar a Igreja São Benedito. O projeto já está sendo elaborado, assim como a parte estrutural para colocação dos aparelhos externos e internos.

O pároco da Igreja, Frei Edmilson Vieira, pontua que a licença para instalação da parte elétrica já foi aprovada. “A instalação das centrais de ar vai depender da conclusão do restauro das torres, para só depois instalar todo o maquinário.

Relembre o caso 

Uma das oito pontaletes, que ficam em volta da torre principal da Igreja São Benedito, desabou na madrugada do dia 14 de setembro de 2016. O estrago só foi percebido no dia seguinte, quando o sacristão chegou ao local. Com o desabamento da estrutura, parte do teto, forro e bancos foram destruídos.

Desde então, o local foi interditado para reforma e as celebrações suspensas. A Igreja São Benedito tem mais de 140 anos e foi o terceiro templo católico a ser construído na capital do Piauí.

Por Isabela Lopes

Fonte original da notícia: Portal O Dia

 




Piranga (MG) – Jubileu do Bom Jesus do Bacalhau: fieis e devotos iniciam uma das maiores peregrinações religiosas de Minas em direção templo histórico e sagrado de mais de 300 anos

Desde o dia 1º de julho e vai até dia 15, a comunidade histórica de Bacalhau celebra o 231º Jubileu do Bom Jesus de Matosinhos, no antigo Distrito de Santo Antônio do Pirapetinga, em Piranga. A festa popular arrasta milhares de romeiros e fieis ao conhecido Jubileu do Bom Jesus de Bacalhau. No dia 30 de junho aconteceu a Romaria dos Cavaleiros saindo do Poliesportivo em direção ao Santuário do Bom Jesus abrindo o evento religioso, um dos maiores de Minas.  Até dia 15 de agosto, todos os dias ocorre o Terço da Aurora sempre às 6:00 horas. De 12 a 14, adoração do Santíssimo após a Missa das 15:00 horas. No domingo, dia 6, às 5:30 horas,acontece a caminhada dos romeiros de Piranga até Bacalhau.Durante todos os dias há as celebrações das Santas Missas sempre ás 15:00 horas e 19:00 horas com as participações de diversas comunidade. Aos sábados e domingos há Missas de hora em hora. A homenagem este é favor do Arcebispo do Geraldo Lyrio Rocha pelos 50ª nos de sua ordenação. Romarias de diversas partes da região e de Minas lotam o lugarejo.

A história

Bacalhau é um local místico e mágico, situado em uma colina em meio a exuberante Mata Atlântica. No local ocorreu a última batalha campal da Guerra dos Emboabas, em 29 de novembro de 1708, na antiga estrada que ligava Piranga e os sertões do leste. A construção do Santuário de Bom Jesus, tombado pelo Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN), em 1996, que levou vários anos para ser erguido, contou com a participação de mestres do barroco brasileiro com a presença dos mestres da oficina de Mestre Aleijadinho, entre eles, o seu meio-irmão Padre Félix, a família do Mestre Ataíde que ali morava, onde seu pai, Luis da Costa Ataíde, era o delegado da confraria, o mestre pintor Francisco Xavier Carneiro, os irmãos Meireles Pinto, Vicente Fernandes, Francisco Vieira Servas, Manuel Dias. Através do Decreto Papal deu inicio oficial ao jubileu em 29/11/1786 e a partir de 1939 passou a ser comemorado entre 1º a 15 de agosto. O antigo distrito de Santo Antônio do Pirapetinga se originou a partir de 1700 quando a família dos sertanistas Cunha e Gagos começaram o avanço para chegar em Mariana e Ouro Preto, Sumidouro. A Capela Matriz de Santo Antônio do Bacalhau foi uma das primeiras de Minas. Nela foram batizados importantes pessoas da história mineira entre elas, a Matriarca Joaquina de Pompeu. Seus pais (George de Abreu Castelo Branco e Jacinta Tereza) casaram-se na Igreja.Assim como   Dona Beja e Chica da Silva, Joaquina tornou-se uma personalidade da cultura popular, pois fatos reais de sua vida misturam-se a lendas, recriando uma imagem controversa. Mas sem duvidas ela foi uma das mulheres mais influentes do século XVIII e XIX.  Ela casou-se com 12 anos e deixou entre seus descendentes os ex governadores de Minas Benedito Valadares e Magalhães Pinto e o embaixador e Ministro e embaixador Afonso Arinos de Mello Franco. O pesquisador do Arquivo do Conhecimento Cláudio Manoel da Costa (ACCMC), Marcos Gomes, com sede em Piranga, faz um leitura das pinturas da igreja, carregadas de amplos significados. Segundo ele, no simbolismo oculto dos mestres do barroco mineiro e ali está gravada a crônica ao vivo e a cores dos últimos momentos da Inconfidência Mineira. Bacalhau serviu de exílio ao Mestre Aleijadinho e seus oficiais, até quando ele partiu para a cidade de Rio Espera. Ali também observa-se a presença secreta de D. Pedro II e onde possuem as únicas madonas grávidas de Santa Maria Madalena.Atualmente, a estrutura do Santuário está comprometida, telhado danificado e o exemplar barroco está em estado avançado de deterioração comprometendo a sua estrutura. As pinturas estão descaracterizando devido a infiltrações. A situação geral é comprometedora e intervenções urgentes são necessárias ao imóvel do século XVIII. Uma reforma está sendo feita pela comunidade na parte frontal.A riqueza do Santuário, citado pelo atual Secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo, como um dos 30 tempos barrocos mais importantes do Brasil corre risco e a Igreja precisa urgente de preservação, reforma e restauro para se manter viva a cultura popular e riqueza deste patrimônio histórico que guarda grande parte da história de Minas e do Brasil.

Curiosidade

Segundo uma lenda local, a capela foi construída após a descoberta da imagem do Senhor Morto, no sítio onde hoje se localiza a igreja. Por diversas vezes a população tentou guardá-la em outras igrejas da região, mas a imagem sempre voltava ao lugar em que apareceu pela primeira vez. Independente da lenda, o passeio a Bacalhau é imperdível pelo misticismo, cultura e história de Minas Gerais.

Fonte original da notícia: Correio de Minas




Salvador (BA) – Painéis portugueses irão passar por restauro na Igreja da Ordem Terceira

Joá Souza | Ag. A Tarde

Com sinais de deterioração pela ação do tempo, o conjunto de painéis de azulejos portugueses ao redor do claustro da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, localizada no Terreiro de Jesus, terá investimento de R$ 10 mil para a realização de ações emergenciais.

O recurso foi anunciado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) para a obra que possui 207 anos e passou por restauro há 15 anos.

Por meio da assessoria de comunicação, o Ipac informou que deverá aguardar o parecer técnico para estabelecer que tipo de intervenção será mais apropriada para fazer a manutenção do painel, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Atribuída a autoria ao mestre português Valentim de Almeida, a obra encomendada durante o reinado de dom João V e distribuída por cerca de 85 metros quadrados no Centro Histórico de Salvador tem se desmanchado por causa da infiltração no templo religioso.

O conjunto arquitetônico erguido em 1587 narra o cortejo naval de partida da princesa Mariana Vitória de Bourbon e Farnésio para casar com o príncipe herdeiro dom José I; a chegada do casal real a Portugal pelo rio Tejo; a recepção popular pela capital do país; e uma Lisboa ainda com 12 arcos.

Vistoria

O tombamento do conjunto da igreja ocorreu em 1939 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que, em nota, informou que “fará uma vistoria conjunta com o Ipac no local na próxima semana para tratar das intervenções e para fazer um diagnóstico do que precisa ser realizado e priorizado”.

O instituto relatou ainda que “o bem não está contemplado no PAC Cidades Históricas”, além de esclarecer que “realiza a fiscalização do estado de conservação dos bens tombados, cabendo ao proprietário a manutenção e a conservação do imóvel”.

A última restauração foi capitaneada pela equipe da fundação portuguesa Ricardo do Espírito Santo, em um trabalho que durou três anos, de 1999 a 2002. Como a intervenção não incluiu a impermeabilização das paredes, a obra voltou a ficar ameaçada.

A Ordem se mantém com o aluguel de imóveis, doações, colaborações, venda de souvenirs e cobrança de uma taxa de visitação no valor de R$ 5. Segundo o diretor de patrimônio da irmandade, Cláudio Seixas, faltam recursos para a manutenção do templo religioso. “O trabalho de restauração não é um serviço barato. Essa igreja foi construída com a colaboração da irmandade”, informou Seixas.

Análise

Prestadora de serviço na Ordem, a arquiteta Karin Hartmann diz que, apesar de haver azulejos em toda a igreja, os que adornam o claustro são os mais afetados. “Além da infiltração, que não detectamos de onde vem, se de baixo ou de cima, eles ficam expostos no espaço aberto”, avalia.

A profissional indica algumas etapas a serem cumpridas para evitar a soltura das peças, a começar pela implantação de uma tela protetora. “Primeiro, para evitar que caiam e que se perca parte da história pouco conhecida de Lisboa, antes do terremoto que a devastou, em 1755”, explica.

Em seguida, continua, é preciso remover os azulejos, colocar placas de cimento na parede para evitar o contato das peças com a umidade, fazer o restauro e, por fim, reaplicá-los. “Há mão de obra qualificada em Salvador, mas é um processo caro. Estamos buscando obter recursos”, afirma.

Por Franco Adailton

Fonte original da notícia: A Tarde




Salvador (BA) – Nova sede da Fundação Gregório de Mattos será no antigo Hotel Castro Alves

Prefeitura divulga detalhes do projeto que irá ocupar o espaço abandonado na Barroquinha nesta quarta-feira (2).

O prédio do antigo Hotel Castro Alves, na Ladeira da Barroquinha. Foto: Arquivo Correio

O projeto de recuperação do antigo imóvel no qual funcionava o Hotel Castro Alves, um símbolo da região da Barroquinha, em Salvador, além de três estruturas anexas, darão lugar à nova sede da Fundação Gregório de Mattos (FGM), órgão da prefeitura voltado para o fomento à cultura.

Nesta quarta-feira (2), o prefeito ACM Neto e o presidente da FGM, Fernando Guerreiro, vão divulgar os detalhes do projeto, a partir das 15h, no Espaço Cultural da Barroquinha (em frente à Praça Castro Alves). Também estarão presentes representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), demais autoridades e representantes da classe cultural.

Realizado em parceria entre a Prefeitura e Iphan, o projeto de instalação da nova sede da FGM contará com investimento de R$ 9,5 milhões, sendo R$ 1,5 milhão já aplicados pela administração municipal no processo de desapropriação. Por conta do abandono, parte do prédio que irá abrigar a FGM chegou a desabar em abril de 2008. O Iphan já deu início ao trabalho de limpeza do local.

Instalações extras
Além da estrutura administrativa, o equipamento prevê a instalação de um café-teatro; espaço para cursos, oficinas e ensaios; reserva técnica e auditório. As salas vão abrigar ainda a sede dos conselhos Municipal de Políticas Culturais (CMPC) e Consultivo do Patrimônio Cultural (CCPC).

Com isso, segundo a prefeitura, a intenção é transformar o local em um complexo cultural, que envolve os já existentes Espaço de Cinema Glauber Rocha, o Espaço Cultural da Barroquinha e o Teatro Gregório de Mattos (TGM). A ação faz parte do programa Salvador 360, eixo Centro Histórico, que deverá ser lançado ainda neste mês de agosto.

Fonte original da notícia: Correio – Bahia