Visitantes de museu em Belo Horizonte (MG) podem se divertir montando maquetes

Reprodução Facebook/Divulgação

O Museu de Artes e Ofícios (MAO), localizado na Praça da Estação, no Centro da capital, está promovendo o projeto “Conhecer para Cuidar”. A ação busca despertar o interesse da população pela memória e o cuidado com o patrimônio histórico e cultural brasileiro.

Os visitantes quem forem ao museu durante o projeto, além da visita, vão poder levar para casa uma maquete em paper-toy do MAO.  As maquetes são em miniaturas de papel e têm três dimensões. A miniatura é montada por grupos de visitantes durante as oficinas do projeto.

Para participar, os visitantes precisam se inscrever no site do museu. O projeto vai até o dia 12 de agosto, com exceção aos dias 06 e 07, quando o museu não abre. A visita e montagem da miniatura duram em torno de 2 horas, podendo se estender.

As oficinas são abertas ao público geral, a partir dos 08 anos de idade. Os participantes visitam o Museu e em seguida realizam uma oficina lúdica para montagem das maquetes do prédio do MAO. No local, as maquetes são montadas por grupos de 10 visitantes. Entretanto, cada um dos participantes leva pra casa um kit para fazer a própria miniatura.

Serviço

Quando? de 1 a 12 de agosto, exceto 6 e 7 (domingo e segunda-feira).

Quanto? Gratuito

Horários? De terça a Sexta: de 08h30 às 11h30 ou 13h30 às 16h30 / Sábados: de 09h30 às 12h00 ou de 14h00 às 16h30

Classificação? A partir de 8 anos

Onde? Museu de Artes e Ofícios – Praça Rui Barbosa, 600, Centro

Faça a inscrição clicando aqui. Mais informações pelos telefones: 32488621 / 32488614, ou pelo evento no Facebook.

Fonte original da notícia: BHAZ




Arquivo Histórico de Porto Alegre (RS) digitaliza mais de 100 documentos

Balancetes. Livro-caixa. Atas de vereança. Peças que retratam um cotidiano quase esquecido, mas que também fazem parte da história da capital. Em breve, esses documentos estarão todos digitalizados. Desde junho, o Arquivo Histórico Moysés Vellinho vem digitalizando documentos que remontam a Porto Alegre dos séculos 18 e 19. O que antes estava restrito às paredes de um casarão centenário, que abriga a instituição na avenida Bento Gonçalves, 1.129, estará disponível na internet.

São cerca de 170 livros de um período que vai de 1764 a 1889, abrangendo desde os primórdios da capital até a proclamação da República. Até o momento, metade desse montante foi digitalizado. O projeto, iniciado em 2012, virou realidade graças à captação de 8 mil euros por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento de Arquivos Ibero-Americanos, do governo espanhol.

Dispostos numa sala em múltiplas prateleiras sob temperatura e ambiente controlados, os documentos têm conservação variada. Podem estar quase originais – como um livro de naturalizações datado de 1854 –, mas também em mau estado, explica a diretora Vera Lúcia Santos dos Santos. É um misto de sorte e das condições em que o material foi armazenado anteriormente.

As mãos de Dionathan Rezes, 30 anos, são responsáveis por digitalizar página a página desses documentos. Com luva, é claro, para se proteger da sujeira – ainda que Vera garanta que não exista um fungo sequer no acervo. A velocidade do trabalho varia. Às vezes, Rezes consegue escanear 12 livros por dia. Em outras ocasiões, não passa de dois a três materiais em oito horas de trabalho. “Quanto mais antigo, mais difícil”, conta.

Engenhoca

O maquinário utilizado para a digitalização é simples, mas peculiar. Rezes conta com um scanner de mesa e uma engenhoca que se mostra efetiva na captura de imagens dos materiais. Criada por um engenheiro da empresa contratada pelo arquivo para realizar os trabalhos, são dois triângulos gigantes que sustentam os livros: uma no lado esquerdo; outra, no direito. Além da estrutura, que é móvel, mais quatro luminárias adornam a engenhoca, duas em cada lado, posicionadas ao lado das duas câmeras que capturam a imagem de cima.

Rezes explica que os scanners utilizados para materiais como os do acervo, além de serem caros, podem acabar danificando as publicações. “Quanto mais grosso o livro, pior”, afirma. Depois que as imagens são captadas, Rezes realiza o tratamento delas no computador e as armazena em HDs. Tudo isso estará disponibilizado ao público por meio do software Ica-Atom em breve.

As informações antigas por vezes chamam atenção de Rezes. É que ele terminou um curso para ser corretor de imóveis há pouco, e pesca informações que poderão ser relevantes quando trabalhar no mercado imobiliário. Histórias que estavam quase esquecidas, mas que agora ganharão uma dimensão maior quando se tornarem disponíveis para o público. A memória agradece.

Situação do arquivo é exceção, comparado a outras instituições

Quando comparado a outros arquivos espalhados pelo Estado, a situação dos materiais armazenados no Moysés Vellinho pode ser considerada uma exceção na área, e não a regra. O setor da prefeitura mantém o acervo sob refrigeração 24 horas. Isso não se repete em outra instituição que também mantenha uma hemeroteca (coleções de jornais, revistas, periódicos e publicações em série).

Assim como a instituição municipal, o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, do governo estadual, abriga coleções de jornais e revistas, mas funciona de forma reduzida desde março por problemas estruturais do prédio, localizado no Centro Histórico. Além de não possuir sistema de ar-condicionado, o museu enfrenta infiltrações em sua estrutura. A situação se repete numa das instituições mais respeitadas do meio. No Rio de Janeiro, o Arquivo Nacional corre o risco de fechar por falta de verba para a manutenção do acervo.

“Quando o gestor escolhe o recurso, o arquivo acaba ficando por último por trazer menos visibilidade”, avalia a arquivista Flávia Conrado Rossato, da Associação dos Arquivistas do Rio Grande do Sul. Flávia lembra que a desatenção por parte do poder público com a memória respinga na Lei de Acesso à Informação. “Esse descaso impacta no acesso à informação do cidadão”, pontua.

O historiador André Koeche, mestre pela PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), concorda com Flávia. “Infelizmente, no Brasil não existe uma cultura de preservação da memória”, avalia. Koeche sustenta que o país não formou uma cultura que preserve sua história. “Ainda não temos uma cultura de preservação da memória de bens materiais e de representações simbólicas”, conclui.

Queima de arquivo

Em junho, o Senado aprovou o Projeto de Lei 46, que é conhecido como “PL da Queima de Arquivo”, já que autoriza a destruição de documentos originais após serem digitalizados. Essa medida fere a política nacional de arquivos públicos, criada em 1991 pelo então presidente Fernando Collor de Mello, segundo Flávia. “Os documentos devem continuar existindo”, afirma. “A função do arquivo histórico é justamente salvaguardar o documento”, completa.

No Arquivo Histórico de Porto Alegre, os documentos permanecerão guardados, tanto em sua forma original quanto na digital.

Fonte original da notícia: Metro Jornal




Arquivo Nacional do Rio de Janeiro poderá fechar em agosto se corte de 36% da verba for mantido

Reprodução/Band

A crise que assola o Estado ameaça agora o Arquivo Nacional, instituição que preserva a memória do país. Por causa do corte de verbas de 36% no orçamento, o local, que é ligado ao Ministério da Justiça (MJ), pode fechar as portas no mês que vem. Por isso, a Associação dos Servidores do Arquivo Nacional (Assan) enviou um documento ao MJ solicitando a revisão da medida.

“No primeiro semestre deste ano, foram gastos cerca de R$ 12 milhões, sobrando só R$ 2 milhões, de julho até dezembro. Ou seja, a nossa perspectiva real é a de fechar o Arquivo Nacional, possivelmente, até o fim de agosto”, lamenta Rodrigo Mourelle, presidente da Assan.

Todo dinheiro que resta será usado na manutenção básica, para pagar as contas de água e energia. Exposições futuras foram suspensas, assim como reformas estruturais. Uma delas seria no prédio da Praça da República, no Centro, que reúne quase todo o acervo. Uma inspeção do Corpo de Bombeiros no edifício identificou falhas no sistema de combate a incêndio.

Segundo a Assan, a redução da verba dificulta a manutenção do prédio e compromete a segurança das mais de 20 mil ilustrações, 8 mil livros raros e cerca de 1,7 milhão de fotos e negativos. “Um país que não valoriza a sua história e a sua memória, não valoriza a si mesmo”, observa o historiador Thiago Mourelle.

História preservada
A construção centenária que abriga o Arquivo Nacional armazena documentos que contam a história do Brasil desde os tempos coloniais. Como os originais da Lei Áurea, de todas as constituições nacionais, imagens da construção de Brasília e da ditadura militar. O acervo guarda ainda o passaporte do inventor e aeronauta Santos Dumont. O acesso ao acervo também pode ser feito pela internet (arquivonacional.gov.br).

A principal demanda é de pessoas que buscam documentos que registraram, no passado, a chegada de estrangeiros ao Brasil e que são importantes para quem quer dar entrada em pedido de nacionalidade de outro país. O receio, agora, é que esses e todos os outros milhares de documentos armazenados fiquem inacessíveis à população.

“Pensar que tivemos Olimpíada e que não conseguimos manter nossas instituições essenciais de guarda de acervo e pesquisa é uma vergonha, é um tiro no pé”, critica a historiadora Nataraj Trinta.

No ano passado, a verba destinada ao Arquivo foi de R$ 22 milhões, usada para despesas como pagamento de energia elétrica, água e funcionários terceirizados. Para organização de acervos maiores, o órgão busca financiamentos através de parcerias, com editais do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O Ministério da Justiça ainda não se pronunciou sobre os cortes feitos na instituição.

Fonte original da notícia: Metro Jornal




Prédio centenário no Centro de Maceió (AL) é invadido e depredado

Segundo arquiteta, dano ameaça história presente na antiga sede de Intendência Municipal.

Edificação data de 1909 e, segundo especialista, é de autoria do arquiteto italiano Luigi Guiseppe Lucarini; local tem sido depredado progressivamente por vândalos há um mês. (Foto: Sandro Lima)

O Palacete da Intendência Municipal no Centro de Maceió, construído em 1909, tem sido progressivamente depredado por vândalos há cerca de um mês. As paredes e o chão foram quebrados para retirada dos fios que compõem a rede elétrica do local, o que põe em xeque a história da edificação.

Como se não bastasse, janelas, portas, lâmpadas e estruturas foram levadas ou quebradas. De acordo com a professora de arquitetura do Cesmac, Adriana Guimarães, o projeto do prédio é de autoria do arquiteto italiano Luigi Guiseppe Lucarini.

“É uma arquitetura eclética, temos poucos edifícios desse período, com essa arquitetura tão monumental, que se destaca na cidade. Por si só, a depredação de um prédio com tanto elementos artísticos já é um problema para a memória da cidade. É lamentável”.

Ainda segundo a arquiteta, o prédio reúne elementos importantes da época, sendo um dos poucos no estado com tais características. Conforme Guimarães, a responsabilidade de manutenção e administração do prédio é do proprietário. A preocupação é que o vandalismo avance e comprometa ainda mais a estrutura.

“As perdas do ponto de vista tanto da arquitetura, de uma edificação que tem uma significação por conta dos elementos, dos adornos, dos elementos artísticos todos, é muita significativa. Até mesmo porque a gente não tem muitas edificações com essa característica aqui.”

No interior do prédio é possível ver muita destruição e lixo espalhado. Alguns vidros foram quebrados e outros simplesmente retirados. Não pouparam nem o hidrômetro, muito menos os fios do poste que conduzem a energia às instalações.

O representante do Pró-Memória da Secretaria de Estado da Cultura, arquiteto Pablo Maia, afirma que o prédio fica numa área de tombamento histórico, mas não há processo de tombamento individual.

“Ele está em área de entorno de praça tombado. Com a depredação, a gente perde um exemplar arquitetônico de Maceió, com uma arquitetura singular no estado. Qualquer prédio suscetível a vandalismo pode-se perder as características do imóvel”, destaca Maia.

O representante do Pró-Memória explica ainda que, a depender do nível de comprometimento, a restauração pode ser inviável.  “Se houver perda total dos elementos, existe o risco de não poder restaurar. Mas no caso em que se mantiverem os elementos, pode ser feita sim a restauração”, expõe.

A responsabilidade sobre a administração e manutenção do prédio, mesmo sendo histórico, segundo Pablo Maia é do proprietário. “Desconheço a propriedade do imóvel, mas a responsabilidade cai sobre o proprietário, mesmo com relevância histórica”, aponta.

“Eles entram e quando saem é com bolsa cheia”, diz ambulante

Nos 108 anos de existência, o prédio já foi ocupado por outros órgãos como a Prefeitura de Maceió, Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), por exemplo. Até abril deste ano, abrigava a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Desde então permanece desocupado.

De acordo com senhor Galvão, vendedor ambulante do entorno, há três semanas começaram as invasões.

“Eu não sei quem foi o primeiro, mas entraram e tiraram as coisas, toda hora vem um diferente. O entra e sai é direto. Têm umas três semanas que começou. Eles entram e, quando saem, é com a bolsa cheia”, diz o vendedor que ocupa o mesmo espaço há dois anos na esquina da Rua do Comércio.

Ele afirma não saber identificar os autores, que acredita serem moradores de rua. Ainda segundo Galvão, a Guarda Municipal já esteve no local. “Eles pegam uma porta dessas que deve valer R$ 500 e vendem por R$ 30 para comprar drogas. É direto gente entrando e saindo. Mas eu cheguei a ver a Guarda aqui. Até ouvi dizer que iam ficar direto, mas até agora não ficaram”, diz.

A responsável por uma banca de revistas em frente ao prédio, que preferiu não ser identificada, conta que os furtos não têm hora para ocorrer.

“Eles entram de dia e de noite. Já vi muitos saindo com coisas do prédio. É horrível. Um prédio desses não era para ser assim. Eu já vi carro de polícia aqui dando carão neles, mas eles continuam vindo”, detalha a comerciante.

Informações apuradas pela reportagem dão conta que o prédio foi desocupado sem aviso prévio do órgão. Procurada, a Semas informou que emitiria nota a respeito, aguardada até o fechamento da edição, porém sem êxito.

A reportagem acionou também a Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (SEMSCS), responsável pela Guarda Municipal, mas não obteve retorno.

Por Evellyn Pimentel

Fonte original da notícia: Tribuna Hoje




El Patrimonio de Chile lo defenderemos las comunidades

Comunicado Público

El Patrimonio de Chile lo defenderemos las comunidades.

Grave acción del mundo privado y sus cómplices, contra la defensa del patrimonio.

Museo histórico y Militar de Chile. Fuente: Patrimonio de la Defensa. Divulgação/Internet

En diversos medios de prensa ha aparecido un inserto de la Cámara Chilena de la Construcción cuestionando las declaratorias patrimoniales de Villa San Luis y Casa Italia. Frente a la prepotencia y el poder del dinero, las comunidades que luchamos por la defensa del patrimonio de Arica a Punta Arenas, declaramos nuestro total apoyo a la protección patrimonial de lugares que representan la historia y memoria de nuestro país.

Consideramos de la mayor gravedad la presión del mundo inmobiliario, representado por la Cámara Chilena de la Construcción y sus cómplices, que no escatiman recursos, ni vulnerar la legalidad, antes ni ahora, cuando sus intereses económicos y políticos se ven amenazados por la ley que desde 1925 protege nuestro patrimonio.

En los casos de Villa San Luis y Casa Italia se demuestran, con presiones, demoliciones ilegales y maniobras arteras, la peor expresión de la corrupción, tráfico de influencias y uso de relaciones de poder para conseguir el único objetivo que el capital inmobiliario tiene: maximizar las utilidades de los controladores de las principales empresas del rubro, a costa de las legítimas demandas de las comunidades por preservar su memoria, dignidad y patrimonio. Especial atención hacemos del caso de Villa San Luis, cuando en plena dictadura militar, las comunidades fueron discriminadas y violentadas en sus derechos fundamentales, frente a lo cual el Estado de Chile tiene una gran deuda.

Lo que no han entendido los señores de la Cámara Chilena de la Construcción y sus cómplices, es que Chile, poco a poco ingresa a la discusión de las nuevas concepciones de protección patrimonial que impulsan organismos internacionales como Unesco.

Lo que no han entendido los señores de la Cámara Chilena de la Construcción y sus cómplices, es que Chile, poco a poco avanza en leyes que hoy harían imposibles casos de discriminación arbitraria, como la que sufrieron los vecinos de Villa San Luis. La actual ley Zamudio establece una definición de discriminación arbitraria, en su artículo 2º: “toda distinción, exclusión o restricción que carezca de justificación razonable, efectuada por agentes del Estado o particulares, y que cause privación, perturbación o amenaza en el ejercicio legítimo de los derechos fundamentales establecidos en la Constitución Política de la República o en los tratados internacionales sobre derechos humanos ratificados por Chile y que se encuentren vigentes”.

La firma de la Ministra de Educación de los decretos de protección patrimonial, luego del voto favorable de los consejeros del Consejo de Monumentos Nacionales (CMN), es una muy buena señal para Chile y su patrimonio. Apoyamos plenamente que se haya cumplido la labor que el Estado mandata a la Ministra, que es ratificar la votación del CMN.

La historia de ministros y ministras de educación que no han querido firmar declaratorias votadas por el CMN es larga y las comunidades tenemos buena memoria.

La maniobra comunicacional millonaria de la Cámara Chilena de la Construcción, a través de los insertos en diversos diarios de circulación nacional, es muy clara y tiene por objetivo ejercer una presión sobre la Contraloría General de la República, para la toma de razón de los decretos que entregan la protección patrimonial a Villa San Luis y Casa Italia.

El mercado inmobiliario y su destrucción de la ciudad la hemos sufrido en las últimas décadas, a costa del buen vivir de nuestras comunidades. Los intereses económicos de señores como Sergio Torreti Costa, Presidente de la Cámara Chilena de la Construcción y Oscar Acuña Poblete, abogado defensor de inmobiliarias, son parte de un país que ya la ciudadanía no quiere.

Particular indignación nos causa la labor en contra del patrimonio del señor Oscar Acuña, ex secretario del Consejo de Monumentos Nacionales. Como representante de la Inmobiliaria Casa Italia S.A. ha realizado todas las acciones posibles para que esta propiedad no se declare. En el caso de Villa San Luis ha dado diversas declaraciones contrarias a la protección patrimonial. Pero su historia es larga en las políticas a favor de la destrucción del patrimonio: apoyo al Rally Dakar y sus irreparables daños, asesor de Mall Plaza para proyecto Puerto Barón, apoyo a la demolición de la Clínica London, junto a decenas de recursos y asesorías hechas a empresas inmobiliarias o mineras, para validar la destrucción del patrimonio. Actualmente es parte del Consejo Nacional de la Cultura y las Artes y en su calidad de militante de la Democracia Cristiana, pertenece al equipo programático de la candidata presidencial Carolina Goic. Exigimos que este tipo de personas no sean nunca más parte de estructuras del Estado y castigaremos con nuestra movilización a los candidatos o candidatas presidenciales, parlamentarias o de gobierno regional, de cualquier sector político, que no tengan una política clara de protección del patrimonio.

Así como lo acordamos con los más de 400 delegados participantes en el 6o Congreso Nacional de Barrios y Zonas Patrimoniales, en abril de 2017 en Cartagena, hacemos un llamado a las comunidades que en diversos territorios luchamos por el patrimonio, a movilizarnos contra todos aquellos que no respeten las luchas, demandas y propuestas de protección del patrimonio cultural y natural de Chile.

La prepotencia del mercado inmobiliario y sus cómplices, sólo fortalecerá nuestras luchas y organizaciones.

No más barbarie inmobiliaria, las comunidades seguiremos la lucha por el buen vivir.

Asociación Chilena de Barrios y Zonas Patrimoniales.

Primeras organizaciones que adhieren:

-Agrupación Patrimonio de Los Vilos
-Agrupación por la Memoria Histórica Providencia Antofagasta
-AntofaPatrimonial
-Asociación de Barrios Patrimoniales y Zonas Típicas de la Región de Coquimbo
-Centro Cultural Keluwe
-Centro Cultural Patrimonio de Matta Sur
-Club Deportivo El Gran Yungay
-Colectivo Vecinos por el Patrimonio
-Comité de Vivienda Barrio Matta Sur
-Comité Matta Sur, Barrio Valioso
-Comité Victoria
-Consejo Vecinal de Desarrollo La Palmilla, Conchalí
-Corporación Cultam, Cultura y Medio Ambiente Sustentable
-Corporación Cultural de Los Vilos
-Corporación de Artesanos Productores Región de Antofagasta
-Cultura en Movimiento IV
-El Sitio de Yungay
-Equipo Técnico Declaratoria Zona Típica Villa Olímpica
-Escuela Taller Antofagasta
-Escuela Taller Coya
-Escuela Taller de Artes y Oficios de Cartagena
-Escuela Taller de Artes y Oficios de Chiloé
-Escuela Taller de Artes y Oficios Fermín Vivaceta
-Escuela Taller de Artes y Oficios Osvaldo Ramírez, La Serena
-Junta de Vecinos Barrio Yungay, Santiago
-Junta de Vecinos Cardenal Raúl Silva Henríquez, Santiago
-Junta de Vecinos de Frutillar
-Junta de Vecinos Villa Olímpica, Ñuñoa
-Londre 38, espacio de memorias
-Mesa Ciudadana de Patrimonio, Cultura y Turismo de Lota
-Museo Comunitario de Coya
-Ong Kimkelen
-Ong Vecinos Barrio San Eugenio, Santiago
-Patrimonio del Barrio, Copiapó
-Patrimonio del Olvido
-Potrerillos Amigos Siempre
-Sociedad de Amantes de Cartagena
-Vecinos por la Defensa del Barrio Yungay
-Vida de Barrios, Ñuñoa
-Vigías del Patrimonio de Llanquihue

Para adherir con tu organización a la declaratoria escribe a: patrimoniodechile@gmail.com

Fonte original da notícia: Asociación Chilena de Barrios y Zonas Patrimoniales (por e-mail)




Ibram lança livro gratuito sobre montagem de exposições

Como fazer uma exposição? A pergunta, básica para o trabalho cotidiano de um museu, motivou a realização de minicurso gratuito realizado em março deste ano na sede do Ibram, em Brasília (DF), que atraiu amplo interesse de estudantes, profissionais do setor e público em geral (foto).

Ministrado pela museóloga e historiadora Maristela Simão numa iniciativa do programa de formação, capacitação e qualificação Saber Museu, o minicurso teve segunda edição como parte da programação do 7º Fórum Nacional de Museus, realizado entre os dias 30 de maio e 4 de junho em Porto Alegre (RS).

Como conceber uma exposição é também o tema, agora, do primeiro volume da série “Caminhos da Memória” – que passa a agregar a expressiva produção de conhecimento gerada para a realização dos cursos, oficinas, seminários e outras atividades de capacitação, presenciais e à distância, promovidos pelo Saber Museu.

Com pesquisa e elaboração de Maristela Simão, Lúcia Valente e Katia Bordinhão, “Caminhos da memória: para fazer uma exposição” traz orientações básicas, além de recursos teóricos e metodológicos, para a montagem de uma exposição, abrangendo as fases de planejamento, execução e avaliação.

A publicação, que terá versão impressa lançada em breve, já está disponível em versão online para download gratuito. Baixe aqui.

Fonte original da notícia: IBRAM




Iphan lança edital para mestres e mestras do carimbó do Pará

Serão concedidos 25 prêmios, no valor de R$ 5.160,00 para cada premiado.

Fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica, o carimbó foi registrado como patrimônio cultural brasileiro em 2014. Como parte das ações para salvaguarda dessa manifestação cultural paraense, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lança o Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio, com o objetivo de valorizar a atuação exemplar de mestres, mestras e grupos que contribuem para a transmissão e a continuidade dessa tradição.

Serão concedidos 25 prêmios, no valor de R$ 5.160,00 para cada premiado, sendo dez para mestres e mestras em atividade; cinco destinados aos herdeiros diretos de cinco mestres ou mestras já falecidos (in memoriam); e dez destinados a grupos de Carimbó. As inscrições vão até o dia 21 de agosto de 2017 e devem ser enviadas para a Superintendência do Iphan no Pará, de acordo com os termos do Edital.

O Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio reconhece as trajetórias de vida de pessoas que tenham contribuído de maneira fundamental para a transmissão e continuidade do Carimbó, bem como grupos cuja atuação contribua de forma exemplar para a valorização, difusão e transmissão do bem cultural às novas gerações. O edital foi definido como uma das ações prioritárias pelo Comitê Gestor da Salvaguarda do Carimbó.

Cultura e memória

Há mais de dois séculos, o Carimbó mantém sua tradição em quase todas as regiões do Pará, e tem se reinventado constantemente. Seus instrumentos, sua dança e música são resultados da fusão das influências culturais indígena, negra e ibérica; e a memória coletiva dos mestres e seus descendentes tem mantido vivo estes aspectos. Entretanto, a principal característica do Carimbó está nas formas de organização e reprodução sociais em torno dele, no cotidiano de sociabilidade dos carimbozeiros, seja ele relativo ao dia-a-dia do trabalho ou das celebrações religiosas e seculares. Muito mais que uma manifestação cultural, as formas de expressão contidas no Carimbó estão expressas em seus aspectos artísticos, cultural, ambiental, social e histórico da região amazônica.

O pedido de registro foi apresentado pela Irmandade de Carimbó de São Benedito, Associação Cultural Japiim, Associação Cultural Raízes da Terra e Associação Cultural Uirapurú, com a anuência das comunidades. Assim, entre os anos de 2008 e 2013, o Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI/Iphan) e a Superintendência do Iphan no Pará conduziram o processo de Registro e acompanharam as pesquisas para a Identificação do Carimbó em diversas regiões do estado.

Serviço

Prêmio Carimbó Nosso Patrimônio
Período de Inscrições: 23 de junho a 21 de agosto de 2017

Fonte original da notícia: G1 PA




Após quase 2 anos, mais da metade dos museus do Departamento Histórico do Acre segue fechados

Maior parte dos espaços de memórias é do interior do estado. FEM diz que todos os locais estão em processo de licitação, mas não há prazo para reabertura.

Museu da Borracha, em Rio Branco, permanece fechado e sem data para reabrir. Foto: Quésia Melo/G1

Enquanto as obras para tornar o antigo prédio do Colégio Meta, no Centro de Rio Branco, em um espaço de memória podem chegar a R$ 20 milhões, outros oito museus seguem fechados para visitação por tempo indeterminado no Acre, segundo o Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural.

Ao todo, o Acre tem 24 museus, segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desses, 14 são coordenados pelo Departamento Histórico e mais da metade estão com as portas fechadas para visitação ou reformas desde 2015 e não possuem prazo para reabrir.

A maior parte dos espaços de memória fechados está nos municípios. Em Brasileia, o museu Sala de Memória Wilson Pinheiro deve passar por reforma. Segundo a presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), Karla Martins, o local foi destruído pela enchente do Rio Acre em 2015.

“Esse espaço funciona no terreno de um sindicato e lá eles fizeram uma sessão para a gente reformar. Esse espaço é do sindicado, eles que cuidam, mas como é um espaço de memória e de documento, nós fazemos essa manutenção”, diz.

Casa de Chico Mendes deve reabrir em 27 de junho, segundo FEM. Foto: Caio Fulgêncio/G1

Já em Xapuri, seguem fechados o Memorial do Seringueiro, Café Regional e Casa do Artesão. Karla explica que a Casa Chico Mendes deve ser reaberta em 27 de junho após mais de dois anos em reforma e, com isso, esses outros espaços que ficam no entorno também devem voltar a funcionar pois são terceirizados.

“Quando a Casa Chico Mendes foi transformada em patrimônio, nós desapropriamos as três casas no entorno que foram transformadas nesses espaços, mas funcionam de uma outra forma. Desapropriamos, pois não basta a casinha espremida entre o espaço, a ideia não era essa”, explica.

Os museus de Sena Madureira e Cruzeiro do Sul também seguem fechados, conforme o patrimônio. A presidente da FEM diz que os dois estão em processo de licitação e no caso de Sena Madureira faltava apenas a cessão do terreno que era da igreja.

Em 2015, o Museu da Borracha, em Rio Branco, estava fechado havia mais de um ano por problemas elétricos, o espaço permanece fechado sem data para reabertura. Outros museus da capital acreana seguem abertos, mas devem passar por reforma e manutenção, como o Memorial dos Autonomistas, Palácio Rio Branco, Casa dos Povos da Floresta e O Casarão.

Casa Povos da Floresta, em Rio Branco, deve passar por reformas. Foto: Quésia Melo/G1

“As obras em todos os municípios seguem em processo licitatório pela Comissão de Licitação Permanente (CLP). Somente a Sociedade Recreativa Tentamen e Biblioteca da Floresta ainda não estão com licitação para reformas e modernização. Após isso, vamos acompanhar o projeto de revitalização desses espaços. Ainda não há prazos definidos para abertura”, diz.

Aleac pede informações sobre construção de novo museu

As obras do antigo prédio do Colégio Meta, no Centro de Rio Branco, foram iniciadas após a desapropriação do local ser concluída no ano passado para se tornar um espaço de memória, o “Museu Povos Acreanos”.

No dia 14 de junho, a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) aprovou um requerimento da deputada estadual Eliane Sinhasique (PMDB-AC) em que são solicitadas informações a respeito da obra.

O documento pede detalhes sobre a desapropriação do colégio, laudo de avaliação, valores e origem do recurso para o investimento que pode chegar a R$ 20 milhões. A deputada diz que o governo tem 15 dias úteis após a data de protocolo no governo.

“Esse dinheiro poderia ser usado para revitalizar os espaços já existentes, mas também temos outras prioridades, como as obras na área da saúde. Queremos saber se já pagou desapropriação, que também é um absurdo, e outras informações que comprovem a importância e relevância desse investimento”, diz.

Por Quésia Melo

Fonte original da notícia: G1 AC




Centro Cultural de Aracaju (SE) guarda memória da cidade

Ele é aberto de terça a sexta-feira a sábado.

Centro está localizado na praça General Valadão. Fotos: Marco Vieira

Turistas são os principais visitantes do Centro Cultural de Aracaju, dentre as mais de dez mil pessoas que já passaram pelo espaço. Estudantes, através de visitas agendadas por escolas, também se encantam com os ambientes que abrigam um sumário da memória lúdica aracajuana. Localizado na praça General Valadão, bem no Centro comercial de Aracaju, ele está aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados das 8h30 às 13h, oferecendo diferentes experiências a quem chega.

O prédio impressiona logo na entrada com uma imponente escadaria de madeira. Mas a visitação guiada pelo lugar, que já foi sede da Alfândega e passou 20 anos trancado até sua reabertura em 2014, começa pelo andar térreo, onde fica o Museu de Aracaju Viana de Assis. Nele está a exposição permanente dos Chefes do Poder Executivo municipal, com fotos dos gestores e um memorial que conta um pouco da história administrativa da cidade.

Num salão mais amplo, exposições temáticas se revezam. Até o dia 30 deste mês estará em cartaz a mostra “Cheiro, Cor e Baião. Viva São João”. “Este é um museu que foi criado na gestão do prefeito Viana de Assis e funcionava no Parque Augusto Franco. Passou muito tempo desativado até ser reaberto e ter nova sede aqui”, informa a museóloga do Centro Cultural, Heyse Oliveira, que atua no espaço desde a sua inauguração. Dentro do museu existe ainda uma Sala Documental, que trata da transferência da capital de Sergipe de São Cristóvão para Aracaju, contando inclusive com recurso audiovisual.

Ainda no primeiro piso, outro espaço abriga exposições temporárias, atualmente em cartaz “Aracaju no Tempo dos Bondes”. E também no térreo está o Teatro João Costa, com capacidade para 100 pessoas e bem equipado para receber além de espetáculos teatrais, eventos, simpósios e palestras. O espaço também permite aos grupos formados na Escola de Arte Valdice Teles terem um lugar a mais para suas apresentações.

O Memorial da Alfândega é outra atração do primeiro piso. A pequena sala é, na verdade, um antigo cofre onde eram guardados objetos valiosos e hoje conta a história do prédio, que há cerca de três anos ganhou o seu uso definitivo. E o visitante encontra ainda a sala Walmir Almeida, com 98 lugares, que está dentro do Centro Cultural, mas integra do Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira.

De acordo com a coordenadora do Núcleo, Carolina Westrupp, não se trata apenas de mais um local de exibição. “É um setor audiovisual do município de Aracaju. O Núcleo trabalha em três frentes, na criação de público consumidor, na formação profissionalizante e começando a trabalhar com a juventude, dentro das escolas”, informou.

Informação e formação

Lugar já foi sede da Alfândega e passou 20 anos trancado até sua reabertura em 2014.

Subindo as escadas, há o espaço de Multimeios, que conta com três salas de aula para a realização de oficinas diversas e um espaço para exposições, que atualmente recebe “O Carrossel de Tobias”. O monumento encantou crianças e adultos nas antigas festas natalinas do Parque Teófilo Dantas, em Aracaju. Deste ponto é possível desfrutar também de uma atração à parte: a vista e a brisa do rio Sergipe.

Mas é ao alcançar a Sala de Cultura Popular Mestre Euclides que o visitante tem o ponto alto da visita. Uma exposição permanente encanta crianças de todas as idades e desperta a criança que existe em cada adulto. Mostras de teatro de bonecas, danças e folguedos, do grupo Mamulengo do Cheiroso colorem o espaço e convidam para uma viagem à infância nordestina.

No local também está a Biblioteca Mário Cabral, ponto que encerra o passeio. Ali a visita é livre, mas dispõe de orientação de funcionários. O acervo com cerca de 2.500 exemplares é focado na literatura sergipana, mas com espaço para a poesia universal. Com obras raras em livros com mais de cem anos, o pequeno espaço guarda uma imensa riqueza intelectual ainda pouco apreciada. Uma média de 25 usuários passa pelo espaço a cada mês.

A bibliotecária Verônica Cardoso explica que existem acervos completos de escritores como João Costa e Ana Medina. “Aqui está o acervo pessoal e memorial de Mário Cabral, patrono da biblioteca. Temos também um telecentro para pesquisa com o catálogo da biblioteca e um banco de dados com mais de 250 escritores sergipanos na base. Estamos na fase de construção sobre os artistas plásticos sergipanos”, explicou.

Fonte original da notícia: Infonet




Belo Horizonte (MG) – Casarão histórico guarda a memória da região de Venda Nova

Reconstruído pela PBH em 2013, o imóvel do século XIX recebeu 9 mil visitas em 2016.

Um casarão do século XIX guarda as memórias da região de Venda Nova, um dos mais antigos distritos de Belo Horizonte. (foto: Arquivo Gercom-VN/PBH/Divulgação)

Construído em 1894, um casarão azul e branco de estilo arquitetônico colonial é um autêntico cartão postal da região de Venda Nova, no vetor norte de Belo Horizonte. Tombado em 2003 pelo Conselho do Patrimônio Histórico do município, ele comporta o Centro de Referência da Memória de Venda Nova, ligado à Fundação Municipal de – Cultura (FMC).

Danificado pela ação do tempo e por um incêndio, o casarão foi reconstruído pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e entregue à comunidade em agosto de 2013, com objetivo de abrigar exposições e o acervo histórico sobre a região, reunido pelos moradores.

A edificação agradou a uma das figuras que mais atuou para que o projeto de reconstrução se consolidasse: dona Lúcia César, de 82 anos, integrante do extinto Culturarte, movimento local que lutou durante décadas pela valorização e preservação da memória de Venda Nova. “Está mais bonito do que era”, comenta a moradora.

Visitas orientadas

Desde a inauguração, o casarão histórico tem recebido vários grupos de estudantes, de pessoas da terceira idade e de instituições de saúde mental. O espaço está sob os cuidados do técnico do Patrimônio Cultural, Henrique Willer de Castro, que tem desenvolvido um trabalho de educação patrimonial, com visitas orientadas, utilizando diversos recursos lúdicos e didáticos, como caça-palavras, jogo da memória, todos especificamente criados e desenvolvidos com informações sobre a região.

Os visitantes são recebidos, na maioria das vezes, pela professora Silvana Cheib, que está cedida para a FMC. Ela conta que é muito bom ver a emoção das pessoas em relembrar e outras em conhecer a história de Venda Nova.

Em 2016, o espaço recebeu cerca de vinte grupos de visita orientada, totalizando quase 350 visitantes. Somados ao público espontâneo, foram quase nove mil visitas. A exposição Caminhos de Venda Nova: Memória, Sensibilidade e Identidade, que, atualmente, está instalada no local, têm propiciado experiências emocionantes.

“Numa delas, fomos procurados por um senhor, indagando sobre uma foto que está exposta na área externa do local, plotada num dos vidros. É a foto de alguns homens num armazém, que ficava à rua Padre Pedro Pinto. Emocionado, reconhecera ali seu pai, de quem não possuía nenhum registro fotográfico. Com lágrimas, agradeceu pela oportunidade de receber uma cópia digital da imagem do pai”, conta Henrique Willer.

O técnico do Patrimônio Cultural vê com bons olhos a iniciativa da PBH em manter um espaço de memória para uma região com uma história tão rica. “Venda Nova tem vivido um verdadeiro boom do crescimento habitacional e comercial, que traz diversos impactos. Num contraponto, a iniciativa do poder público municipal em criar e manter um espaço de natureza museológica e memorial se mostra importante, uma vez que a região possui uma história rica, que precisa ser transmitida e preservada. Um esforço de lidar com a tradição e a modernidade, com o desenvolvimento urbano e econômico”, diz Henrique Willer.

Com assessoria de comunicação da PBH.

Fonte original da notícia: Revista Encontro