Quilombo dos Palmares concorre a Patrimônio Cultural do Mercosul


Monumento no Quilombo dos Palmares, em Alagoas, que homenageia os antigos habitantes do local. (Foto: Janine Moraes / Ascom Minc)

Monumento no Quilombo dos Palmares, em Alagoas, que homenageia os antigos habitantes do local. (Foto: Janine Moraes / Ascom Minc)

Um dos principais símbolos da resistência ao modelo escravocrata que reinou no País entre os séculos 16 e 19, o Quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, está concorrendo ao título de Patrimônio Cultural do Mercosul. Coube ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em parceria com a Fundação Cultural Palmares (FCP), a responsabilidade de elaborar e protocolar o dossiê, que foi entregue no início deste mês ao Comitê Técnico do Patrimônio Cultural do Mercosul.

A análise pelo Comitê está prevista para acontecer no próximo mês de maio e servirá como subsídio para a avaliação final pelo Comitê do Patrimônio Cultural (CPC), que deve ocorrer em outubro, em Maceió, Alagoas.

A notícia da candidatura do Parque Memorial Quilombo dos Palmares é destaque na semana do Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial, comemorado dia 21 de março.

Parque de memória da cultura negra

De acordo com Candice Ballester, arquiteta e urbanista, coordenadora da elaboração do dossiê pela Assessoria de Relações Internacionais do Iphan, o mais importante é mostrar o valor simbólico do quilombo. “O reconhecimento do Quilombo dos Palmares já começou quando este foi eleito patrimônio nacional na década de 1980, fato que representou a afirmação dos movimentos negros no País e a criação da Fundação Cultural Palmares”, declarou.

A diretora do Departamento de Proteção ao Patrimônio Afro-brasileiro da Fundação Cultural Palmares, Carolina Nascimento, destaca que a Serra da Barriga abriga o primeiro e único parque de memória da cultura negra no Brasil. “No Quilombo dos Palmares viveu Zumbi, líder que guiou, na luta contra a opressão das tropas holandesas e do exército colonial, centenas de homens e mulheres escravizados que buscaram nas matas da serra refúgio”, afirmou.

Para a diretora, o fato de o Quilombo ser um marco histórico para nosso país, a valorização da Serra da Barriga como Patrimônio Cultural do Mercosul é uma forma de relembrara contribuição africana no continente sul-americano. “Essa candidatura busca fomentar processos vinculados a movimentos de autodeterminação, que simbolizem uma expressão comum da região perante o mundo e a existência de uma relação direta com referências culturais compartilhadas por mais de um País”, ressaltou.

Parque Memorial

O Parque Memorial Quilombo dos Palmares foi implantado em 2007, em um platô do alto da Serra da Barriga, que está localizado no município de União dos Palmares (AL). O local recria o ambiente da República dos Palmares, maior e mais organizado refúgio de negros, índios e brancos das Américas.

Dentro do Parque foram reconstituídas algumas das mais significativas edificações do Quilombo dos Palmares. Com paredes de pau-a-pique, cobertura vegetal e inscrições em banto e yorubá, avista-se o Onjó de farinha (Casa de farinha), Onjó Cruzambê (Casa do Campo Santo), Oxile das ervas (Terreiro das ervas), Ocas indígenas e Muxima de Palmares (Coração de Palmares).

Fonte original da notícia: Ministério da Cultura




PE – Construções centenárias: por mais cuidado e planejamento


No município de Igarassu, a manutenção da Igreja e Convento. Foto: Arthur de Souza

No município de Igarassu, a manutenção da Igreja e Convento. Foto: Arthur de Souza

A memória mais antiga de Pernambuco tem piso, paredes e telhados. Nem sempre bem conservados. Mas o que está em pauta atualmente não é apenas como se encontram as construções centenárias e sim a política administrativa voltada para elas. Essa é a preocupação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que este mês deu início a uma série de apresentações com os resultados das Auditorias de Preservação Cultural realizadas em sete municípios e concluídas em dezembro passado.

As duas primeiras escalas foram em Olinda, no último dia 8, e em Igarassu, na quarta-feira passada. Hoje é a vez de Paudalho e na terça-feira da próxima semana a equipe do TCE-PE chega a Brejo da Madre de Deus. Goiana, Rio Formoso e Triunfo completam o roteiro.

Mais do que apontar problemas e falta de zelo, o Tribunal objetiva com as ações contribuir para o disciplinamento e a preservação do patrimônio histórico, auxiliando os municípios a criar ou aperfeiçoar o planejamento na área, inclusive no quis respeito à captação de recursos junto às esferas estadual e federal e à sensibilização dos proprietários de imóveis particulares tombados.

Quem tiver curiosidade e acessar o site do TCE-PE verá que não se trata de nenhuma novidade. Em gestões anteriores, o órgão já realizou ações semelhantes, inclusive em municípios que tornaram a ser auditados, como Paudalho.

No caso de Igarassu – único dos sete municípios a repetir a gestão anterior – o relatório foi apresentado pelo segundo ano seguido, de acordo com Odilo Brandão, que integra a Gerência de Auditorias Temáticas, Estudos e Desenvolvimento do TCE-PE. “São recomendações que visam elaborar uma prática de estado, não de governo”, ressalta o servidor.

Ainda segundo Brandão, no que se refere ao cuidado com o patrimônio histórico há uma carência generalizada comum a todas as cidades, sobretudo de estrutura técnica. A importância dada ao acervo, observa ele, começa pelo fato de o termo cultura nem aparecer na pasta responsável pelo setor.

“Quando aparece é a reboque – turismo, cultura e esportes”, exemplifica. “Em Igarassu foi criada uma secretaria executiva dentro de Turismo, Cultura e Esportes. Mesmo assim não tem equipe”, conta. “O Sítio Histórico parece mais preservado porque o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tem uma atração por ele.”

Tombado pelo Iphan em 1972, o conjunto arquitetônico e paisagístico de Igarassu possui cerca de 250 edificações, as mais antigas datadas do século 16. Na cidade está a igreja mais antiga do País, a Matriz de São Cosme e São Damião, erguida a partir de 1535.

Nos últimos meses, a Folha de Pernambuco mostrou a situação do patrimônio histórico em Olinda, como no caso das igrejas do Bom Jesus do Bonfim, de São Pedro Mártir de Verona e de Nossa Senhora da Graça (Seminário), que sofrem com o processo lento de restauração devido aos entraves burocráticos.

Ontem a reportagem esteve em Igarassu e constatou que, a exemplo de Olinda, à vista grossa o patrimônio até parece bem conservado. Porém, se observado minuciosamente, vê-se que há muitos problemas. A Igreja e Convento do Sagrado Coração de Jesus, por exemplo, está sendo pintada com recursos próprios das 11 freiras que compõem a Ordem para não deixar passar em branco seus 275 anos (completados no último dia 1º, mas com comemoração adiada para 23 de junho). “A gente não conta com a ajuda de ninguém”, lamenta irmã Ivone.

O prédio, contudo, mostra que necessita de uma reforma mais completa. No caso da Capela da Nossa Senhora da Boa Viagem (única edificação restante do antigo povoado do Pasmado), a situação é mais crítica: só sobraram as paredes e o telhado muito avariados.

Após a visita, o TCE-PE estipula um prazo de 60 dias para o município apresentar um plano de trabalho – no caso de Igarassu serão 30 dias, por se tratar de uma gestão continuada.

O patrimônio histórico pernambucano está carente de mais atenção. E não apenas no que diz respeito a sua preservação naquilo que é visível aos olhos da população e dos turistas. Nos bastidores, a carência passa também por uma política mais objetiva voltada para o setor.

Esse é o cenário traçado por meio de relatórios do Tribunal de Contas do Estado, frutos de auditorias realizadas pela instituição nos municípios de Brejo da Madre de Deus, Goiana, Igarassu, Olinda, Paudalho, Rio Formoso e Triunfo. Os dossiês, finalizados em dezembro, começaram a ser apresentados este mês aos gestores das sete cidades.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha PE




Lisboa (Pt) – Passar uma borracha na memória da capital


A loja de confecções Paris em Lisboa está na Rua Garrett desde 1888.

A loja de confecções Paris em Lisboa está na Rua Garrett desde 1888.

Lisboa deixou-se seduzir pela massificação do turismo. O patrimônio cultural da cidade, servido através de lojas cuja história alimentou o próprio ADN da baixa lisboeta e pela realização de ofícios que a globalização não permitiu que vingassem, está a ser apagado para dar lugar à primeira necessidade dos turistas: o alojamento.

A erradicação do patrimônio vivo que caracterizou a baixa de Lisboa, desde o Chiado à Rua Augusta, passando por várias artérias conhecidas pelos artífices que em tempo as ocuparam e de cujo labor resultaram os topônimos, deriva da aplicação de políticas que menosprezam quem vive e trabalha na capital, em detrimento de grandes interesses privados.

A todas as lojas e emblemáticos restaurantes que encerraram nos últimos anos – a cada dia que passa surge a notícia de mais um desaparecimento – faltou uma verdadeira política de urbanismo.

A Lei do Arrendamento criada pelo governo do PSD e do CDS-PP, com a então ministra Assunção Cristas a assumir a responsabilidade direta, e o excesso de licenciamento para a construção de hotéis por parte do Executivo de Fernando Medina na Câmara de Lisboa, têm sido uma boa alavanca para despejar a cidade do comércio histórico.

Seja porque as rendas aumentaram de forma exponencial, porque os contratos de arrendamento não foram renovados ou porque fundos imobiliários estrangeiros, enquanto proprietários, resolveram mandar embora os inquilinos a fim de realizarem as obras que têm dado origem a hotéis, vários espaços comerciais não têm encontrado alternativa a encerrar para sempre. Os emblemáticos Café Pirata, na Praça dos Restauradores, e a loja de confecções Paris em Lisboa, no Largo do Chiado, são os mais recentes casos em risco.

A aposta no turismo, que tem vindo a consolidar-se como «indústria» – notícias recentes apontam uma nova subida em 2017 –, não pode desmerecer nem desvalorizar o tecido social, econômico e cultural da cidade. De resto, a massificação do turismo e da uniformização das componentes endógenas coloca em risco a sua própria existência.

Urge travar as políticas que levam a vida das zonas históricas da cidade, e implementar medidas de desenvolvimento e prosperidade para quem cá vive e trabalha.

Fonte original da notícia: Abril




Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto (SP) corre o risco de destombamento


O casarão Camilo de Mattos teve seu valor histórico questionado pelos herdeiros, que protocolaram um pedido de destombamento na Prefeitura; a Vivacidade pretende anular o processo por meio de ofício.

Foto: Carolina Simon

Foto: Carolina Simon

Construído em 1920 e tombado em 2008, o casarão Camilo de Mattos, um dos imóveis remanescentes da “Era do Café”, pode ter seu valor histórico anulado por meio de um pedido de destombamento protocolado pelos proprietários junto à Prefeitura.

Localizado na Rua Duque de Caxias, 625, em frente à Praça XV, na região central de Ribeirão Preto, o Palacete foi residência do ex-prefeito da cidade, Camilo de Mattos. Após o iminente processo de destombamento iniciado, a Vivacidade, entidade sem fins lucrativos que atua desde 1999 em defesa ao patrimônio da cidade, foi acionada e começou uma campanha em defesa do imóvel, que foi lançada no dia 1º de fevereiro, por meio de uma publicação na página da ONG no Facebook.

A nota emitida na rede social será protocolada como ofício no Gabinete do Prefeito para que o destombamento não ocorra. Na publicação, a Vivacidade convida mais instituições e pessoas para que assinem a carta junto com a ONG ou lancem suas próprias notas.

O presidente da instituição, Renato Vital, declara que irá protocolar o pedido contra o destombamento do Palacete ainda esta semana, e celebra a adesão expressiva do público à campanha. “Em pouco tempo tivemos mais de 40 mil visualizações e muitas assinaturas. Com o envolvimento da população e da mídia, é possível demonstrar ao Poder Público a importância de se preservar e pensar políticas públicas para a ocupação desses bens”.

Apesar de não ter informações sobre a identidade dos proprietários que realizaram o pedido de destombamento, Vital atesta que foram os herdeiros da família. O presidente da ONG sugere ainda que a motivação dos donos está ligada à especulação imobiliária, pois, segundo ele, geralmente quando acontece o tombamento, o imóvel se desvaloriza no mercado e os proprietários acabam recorrendo ao destombamento para conseguir vendê-lo.

“Este processo é recorrente no centro de Ribeirão Preto, derrubam imóveis históricos para construção de empreendimentos comerciais. Um exemplo é o prédio onde hoje é um banco na esquina da Rua Duque de Caxias com a Barão do Amazonas, em frente ao Marp, ali ficava o Palacete Inechi”, aponta Vital.

Ele também pondera que os proprietários têm todo o direito de questionar o tombamento, ou seja, o ato de atribuir valor histórico a um bem. Contudo, é de responsabilidade do Poder Público a preservação dos patrimônios da cidade, já que, em 2008, o  Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (Conppac) constatou que o imóvel tem importância histórica e arquitetônica. “O direito de propriedade do casarão é dos donos, porém a relevância histórica e arquitetônica do imóvel é bem comum da população, pois fazem parte da memória de Ribeirão Preto”, ressalta o presidente.

Quando a Prefeitura reconhece o tombamento de um imóvel, ela se torna responsável junto com o proprietário – pela preservação e restauro deste bem. Porém, no caso do casarão Camilo de Mattos, ele se encontra abandonado por ambas as partes. “A última intervenção foi o fechamento de portas e janelas de alvenaria para evitar a invasão do imóvel”, lembra Vital.

O desmanche do CONPPAC

Criado pela lei nº 7521 de 1996, o Conppac é o órgão, vinculado à Secretaria da Cultura, responsável pelos processos de tombamento, defesa e discussão sobre o patrimônio do município. Segundo Vital, atualmente o órgão está inativo e, por isso, as ações de defesa dos bens históricos do município estão fragilizadas. “O Conppac é formado por técnicos e estudiosos na área de patrimônio e sem ele as decisões podem ser tomadas sem o amparo de especialistas no tema”.

Em nota, a Vivacidade associa a possibilidade de destombamento do casarão Camilo de Mattos com o desmanche que o Conppac vem sofrendo por parte do Poder Público. “O Conppac está amordaçado e interrompido. Aproveitando esta paralização do Conselho, movimentos como esse, que deseja o destombamento e futura demolição do Palacete Camilo de Mattos, se travestem de progresso e modernização para atacar a preservação do Patrimônio de Ribeirão Preto em troca de dinheiro e mais dinheiro”, conclui.

Outro lado

A Prefeitura de Ribeirão Preto disse que a Divisão de Preservação de Patrimônio Histórico e Cultural de Ribeirão Preto entende que o Casarão é um bem de imenso valor cultural e manifesta-se pela manutenção do tombamento do imóvel. “Não somente pelos elementos arquitetônicos ecléticos, exemplares de um período histórico em que a cidade colhia os frutos econômicos de sua grande produção cafeeira”, afirma o documento enviado à reportagem do Portal Revide.

A Administração Municipal também informa que está em trâmite uma nova eleição para composição do novo Conppac, o que deve acontecer em março.

Por Jeziel Araújo

Fonte original da notícia: Revide




Prédios marcantes do Centro de Manaus (AM) estão entregues às baratas


O que se vê ao ficar em frente a esses monumentos é muito mato, tapumes e estruturas de aço, concreto, madeira e vidro caindo aos pedaços. 

Fachada do complexo Booth Line, onde também funcionou o TCE. (Fotos: Euzivaldo Queiroz)

Fachada do complexo Booth Line, onde também funcionou o TCE. (Fotos: Euzivaldo Queiroz)

Apesar da promessa  da Prefeitura de Manaus de valorização do Centro Histórico, prédios dos tempos  da “Paris dos Trópicos”, importantes para a memória da capital amazonense, alguns inclusive com projeto de revitalização, seguem em ruínas. O que se vê ao ficar em frente a esses monumentos é muito mato, tapumes e estruturas de aço, concreto, madeira e vidro caindo aos pedaços.

O Hotel Cassina, depois Cabaré Chinelo, na rua Bernardo Ramos, é um dos grandes símbolos da degradação do Centro Histórico e de projetos oficiais que não dão certo. O decreto 3.125, de 24 de junho de 2015, na gestão do prefeito Arthur Neto (PSDB), declarou o local “de utilidade pública” para fins de desapropriação e construção de um Centro de Arte Popular. Mas, até hoje, nada foi feito e a estrutura segue correndo risco de desabamento. A Prefeitura não respondeu sobre o andamento do projeto de revitalização do Hotel Cassina.

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O Museu do Porto, no boulevard Vivaldo Lima, é outro monumento histórico que retrata a falta de sensibilidade e respeito pela memória da cidade. O prédio, que contavam com um acervo de peças referentes às atividades portuárias, está desativado há anos devido a disputa judicial. Enquanto isso, algumas das antigas máquinas permanecem expostas na área externa e relegadas a sol e chuva.

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O complexo “Booth Line”,  na antiga Praça Oswaldo Cruz, passa pela mesma situação. O problema é que lá só existe a “casca” das fachadas dos prédios que abrigaram desde lojas de artigos importados, supermercado, a agência de banco, repartição pública e bar e restaurante. A frente do complexo virou um depósito.

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Quem frequentou o complexo na época que havia supermercado e lojas de artigos importados lembra como ele era bonito, agradável e com produtos alimentícios que ainda dão água na boca só de pensar. “Meu pai e minha mãe costumavam nos levar ao Booth Line para tomar sorvete. Havia uma grande variedade de sorvetes. Também tinha umas bolachas importadas deliciosas”, contou o professor Joaquim Filho, 58.

Joaquim  afirma que fica indignado com o descaso das autoridades com patrimônios históricos como o Booth Line. E não é só ele que pensa desta forma, pois mesmo quem nunca viu esses prédios em pleno apogeu fica revoltado ao  ver suas estruturas com sérios riscos. “Não é apenas pela bonita fachada, mas pelas histórias que carregam, que fazem parte da nossa cidade se perdendo”, disse o estudante Vagner Souza, 19.

Personagem: Robério Braga, secretário de Estado da Cultura

O Secretário de Estado da  Cultura, Robério Braga, por sua vez, explicou que o Museu do Porto e o complexo Booth Line são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas são propriedades particulares. “Há um problema judicial entre o Governo Federal e o Porto Privatizado de Manaus quanto à revitalização. Chegaram a discutir comigo a passagem deles para o Estado, pedi para fazerem um inventário, mas não tive mais retorno. Isso faz uns quatro anos”, contou.

O secretario lembrou que, no governo  Amazonino Mendes, foi feito um projeto para revitalizar do Hotel Cassina, o Estado pagou inclusive por sua desapropriação. Mas, no início da atual gestão municipal, a prefeitura pediu o projeto para fazer a restauração, o governo estadual lhe passou o prédio, mas nada foi feito até agora. “Não se sabe o porquê”.

Lojistas questionam obrigação

Se não bastassem os monumentos históricos abandonados, ajudando a consumar parte da história de Manaus, outros prédios, também situados no Centro, foram obrigados a retirar fachadas, como acontece nas ruas Henrique Martins e Lobo D’Almada. Quem vê as estruturas sendo quebradas pergunta se a ação foi autorizada por algum órgão. Os lojistas alegam que as mesmas sempre fez parte do imóvel.

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Para o Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), porém, isso não é verdade. O órgão informou que atua na regularização de engenhos e fachadas no Centro Histórico, atendendo legislação municipal e federal em vigor e desde 2008 é realizado um trabalho permanente para despoluição visual do Centro Histórico, tendo como base o Manual de Placas, decreto-lei usado para nortear os engenhos de áreas de interesse de preservação histórica.

Após as ações de engenhos, se passou a atuar para promover a recomposição de fachadas históricas, sendo notificados os imóveis com marquises irregulares e em desconformidade com a fachada original e vãos, incluindo retirada de aparelhos de ar condicionado e compressores. Os donos recebem prazos para os devidos ajustes. Esse é um trabalho de rotina da Gerência de Patrimônio Histórico (GPH), sempre com base na lei.

A gerência aprova, conforme pedido, colocação de lonas do tipo retrátil, desde que haja interesse do proprietário. Em muitas lojas do Centro elas existem e são usadas nos períodos de chuva, para ajudar na proteção de pedestres e consumidores.

De acordo com o órgão, cinco lojas foram notificadas este ano para atender o Plano Diretor da cidade, para retirada de tubulação de ar condicionado, painéis irregulares e marquises que avançam sobre os logradouros e demais estruturas irregulares, que tanto cobrem fachadas históricas quanto muitas vezes provocam goteiras e água jogada nas calçadas.

O prédio citado estava com a fachada em situação irregular. Os proprietários também são sensibilizados a melhorar suas fachadas, o que embeleza a cidade de modo geral. Na avenida Eduardo Ribeiro, por exemplo, o Implurb teve ano passado 98,3% de adequações realizadas. De 122 unidades, 104 se adequaram. “Arrumar as fachadas é como cuidar da sua casa, deixar ela mais atrativa e bonita até mesmo para o comércio”, explicou a arquiteta do GPH, Carolina Azevedo.

Por Silane Souza

Fonte original da notícia: A Critica




MTur destina R$ 250 mi à preservação de sítios históricos


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História e sua preservação estão intimamente ligadas ao Turismo. Esta é a mensagem que o ministério do Turismo pretende passar aos brasileiros ao se comprometer em ajudar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no repasse do orçamento previsto para 2017. “A preservação da nossa memória é fundamental para o Turismo”, disse o ministro Marx Beltrão.

Os R$ 250 milhões que serão destinados ao prosseguimento do PAC das Cidades Históricas podem ser retidos diante do contingenciamento de recursos federais. Por isso, o apoio do MTur e de sua força política são essenciais para que o dinheiro chegue a seu destino.

“Trabalhamos com o mesmo objeto”, afirma a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, ao comentar a relação entre os dois órgãos. “O Turismo promove os atrativos e nós mantemos”, conclui. Há obras, de acordo com a presidente, prontas para sair do papel apenas aguardando o repasse financeiro.

O PAC das Cidades Históricas foi criado em 2013 no governo Dilma, contemplando 44 cidades de 20 Estados brasileiros. O investimento total do programa é de R$ 1,6 bilhão e tem como destino 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.

Além do referido PAC, a reunião da última quarta-feira, que também contou com a presença do superintendente estadual do Iphan em Alagoas, Mário Aloísio Melo, abordou a necessidade da reativação da Associação das Cidades Históricas junto com os órgãos locais de gestão.

O Brasil tem 20 sítios considerados patrimônios mundiais da humanidade pela Unesco, um dos itens considerados no estudo de competitividade turística do Fórum Econômico Mundial. No levantamento, a cultura brasileira foi considerada como um dos principais diferenciais do País, que ficou com a oitava posição dentre as 141 nações participantes.

Por Renato Machado

 Fonte original da notícia: Panrotas



Centro cultural será inaugurado em imóvel centenário em São Francisco do Sul (SC)


Casa é um dos cerca de 400 imóveis tombados como patrimônio no Centro Histórico da cidade. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Casa é um dos cerca de 400 imóveis tombados como patrimônio no Centro Histórico da cidade. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Seria difícil contabilizar quantas pessoas, ideias e objetivos passaram pelo imóvel localizado no número 249 da rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro de São Francisco do Sul, desde sua construção, há cerca de um século. Mas é fato que, contrariando todas as expectativas que recaem sobre casarões antigos, a conta não cessará: a partir de segunda-feira, 19 de dezembro, o local vira o Centro Cultural Ester dos Passos Rosa, e as mais diversas iniciativas artísticas a preencherão. Ele será inaugurado às 17 horas, com exposição dos trabalhos mais recentes realizados na cidade e está envolvido na programação do centenário do samba em São Francisco do Sul.

Ela, que é uma das cidades mais antigas do Brasil – sua fundação ocorreu por volta de 1641 –, possui uma grande área tombada como patrimônio urbanístico e arquitetônico nacional, fazendo com que cerca de 400 imóveis sejam considerados patrimônio. O Centro Cultural completará o roteiro de atrações culturais e de memória do Centro Histórico de São Francisco.

– A ideia inicial era que o imóvel fosse apenas o espaço administrativo da Fundação Cultural de São Francisco, mas não é mais possível desvincular a relação de cultura e turismo – afirma o presidente da Fundação Cultural, Daia Carvalho, ao explicar a ideia de transformar o imóvel em local de atividades artísticas.

Por isso, a equipe administrativa da fundação assumirá uma sala no mezanino, enquanto o primeiro piso poderá ser utilizado para exposições, oficinas, palestras e apresentações de música e artes cênicas. A casa, que foi construída provavelmente na primeira década do século 20 (não há registros de sua construção, mas o modo construtivo é característico da época), havia sido dividida em três imóveis ao longo dos anos.

Na reforma, ela perdeu a maioria das paredes, foram refeitas as esquadrias, trocadas as madeiras, o telhado foi adaptado para acompanhar a nova divisão e a fachada foi restaurada. O orçamento total da obra foi de R$ 890 mil, pagos por um convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com contrapartida da Prefeitura de São Francisco.

Nas próximas semanas, serão abertos editais para ocupação do espaço cultural e para a instalação de um café – este último, em um pacote que licitará concorrentes para cafeterias nas unidades culturais públicas da cidade. Desta forma, a intenção é preencher o Centro Cultural Ester dos Passos Rosa com público o ano inteiro, e não apenas por turistas, mas que os francisquenses se apropriem do local.

– Queremos que ele possibilite a geração de renda, porque o foco de São Francisco é expandir a cadeira produtiva da cultura. Não adianta restaurar um imóvel se não houver possibilidade de uso pela comunidade – avalia Daia.

O nome do centro cultural é em homenagem à professora Ester dos Passos Rosa, que deu aulas de flores artesanais, pintura em porcelana, entre outros trabalhos manuais. Artista em diversas vertentes, como bordados, crochê, tricô, pintura e música, ela desenvolveu trabalhos sociais, organizou edições do Salão de Artes da Marinha e restaurou as imagens sacras do patrimônio cultural da cidade.

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Belo Horizonte (MG) ganhará casarão para preservar memória dos construtores


Imóvel erguido em 1929 na Rua da Bahia começou a ser restaurado para abrigar o acervo da comissão construtora da capital.

Em terreno no qual será erguida torre residencial, casarão será preservado para abrigar acervo do grupo de profissionais liderado por Aarão Reis. (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)

Em terreno no qual será erguida torre residencial, casarão será preservado para abrigar acervo do grupo de profissionais liderado por Aarão Reis. (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press)

Belo Horizonte ganhará mais um ponto turístico para ajudar a contar a história da capital que completa hoje 119 anos. O casarão de número 2.425 da Rua da Bahia, erguido em 1929, em frente ao local onde hoje funciona a Arena Minas Tênis Clube, no Bairro de Lourdes, começou a ser restaurado para sediar um endereço cultural. A prefeitura informa que ainda não definiu qual será o uso do imóvel, mas o Estado de Minas apurou que o bem, tombado em 2002, vai abrigar o acervo da comissão de profissionais que construíram a cidade inaugurada em 12 de dezembro de 1897.

Hoje, em comemoração à data, a cidade recebe outros presentes. Às 19h30, a Cemig inaugura a tradicional decoração natalina da Praça da Liberdade. Já amanhã, será a vez de milhares de luzes se acenderem no prédio da empresa e da Avenida Barbacena, no Bairro Santo Agostinho, também na Centro-Sul. Devido à previsão de chuva forte para hoje, a Prefeitura de BH decidiu não fazer a festa com o tradicional bolo de aniversário, mas há atrações na área cultural, como exposições (veja programação) preparadas pela Fundação Municipal de Cultura e Belotur dentro do projeto Viva BH! 119.

No caso do casarão da Rua da Bahia, documentos da equipe comandada pelo engenheiro Aarão Reis (1853-1936), como fotos e papéis das áreas administrativa, contábil e técnica, assim como outros itens que compõem a história do planejamento da capital, devem compor o acervo. A comissão construtora trabalhou de 1894 a 1897 e era composta por outros engenheiros, além de arquitetos e urbanistas.

A casa, em estilo arquitetônico eclético com influência neoclássica, tem dois pavimentos e edícula ao fundo. O piso é em tacaria, com diferentes padronagens para cada cômodo. Há banheiros com louças inglesas e a área social apresenta paredes revestidas em painéis de madeira. Uma das características da escadaria principal, feita com jacarandá, é um vitral da Casa Conrado, de São Paulo.

O imóvel leva assinatura do arquiteto Luiz Signorelli (1896-1964), um dos fundadores da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), implantada em agosto de 1930. Um importante imóvel que também leva o traço dele é o atual Centro Cultural do Banco do Brasil, ex-Secretaria de Estado de Defesa Social, na Praça da Liberdade. Também são trabalhos dele o imóvel da ex-Secretaria de Estado do Turismo, na Praça Rio Branco, e o da Academia Mineira de Letras, na mesma Rua da Bahia.

O casarão foi adquirido pela Construtora Caparaó, que usará a maior parte do terreno para erguer um prédio residencial de alto luxo, com 18 andares e um apartamento por pavimento. Já o casarão será restaurado e doado à prefeitura. A previsão é de que a reforma seja concluída no ano que vem, quando Belo Horizonte completará 120 anos.

Embora a administração municipal não confirme o futuro do endereço, a própria prefeitura deixou pistas a respeito. É o caso da ata da reunião de outubro do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte (CDPCM-BH), à qual o EM teve acesso. No documento, a conselheira Sandra Lemos Coelho Bontempo observa que o local pode ser uma extensão do complexo da Praça da Liberdade. Segundo ata de reunião ordinária do conselho, ela “ponderou que a proximidade da casa com a Praça da Liberdade promoveria um prolongamento da proposta do Circuito Cultural e considerou que o acervo da Comissão Construtora seria muito mais adequado à edificação”.

Curiosidade.  Um dos documentos elaborados pela comissão construtora que mais chamam a atenção dos atuais moradores é o mapa, datado de 1895, que definiu onde seriam construídas as principais praças e prédios da nova capital. Muitos espaços e obras pensados por Aarão Reis, contudo, não saíram do papel por falta, sobretudo, de dinheiro.

É o caso, por exemplo, da catedral, prevista para ocupar um dos quarteirões no encontro das avenidas Afonso Pena e Contorno, onde é hoje a Praça Milton Campos. Naquela época, o local era o endereço mais alto da nova cidade. As bases do templo foram feitas, mas as paredes da catedral não foram erguidas por falta de recurso.

O local reservado ao templo ganhou, ainda naquela época, um cruzeiro de madeira. Daí o nome do bairro na Região Centro-Sul. Até hoje a capital não conta com uma catedral definitiva. A construção começou a ser erguida em uma das margens da Avenida Cristiano Machado, no Bairro Juliana, na Região Norte, devendo ser inaugurada em 2021.

Programe-se

A inauguração das luzes de Natal da Praça da Liberdade está entre as principais atrações do dia em que BH comemora seus 119 anos

Hoje
» 19h30 – Inauguração da iluminação natalina da Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul

Atividades culturais
» Exposição Educação Abraça a Pampulha, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) Mercado das Flores (telefone 3277-7666) e CAT Veveco (3277-9987)

» Encontro Lúdico com Beagá, nos centros culturais da Fundação Municipal de Cultura (FMC): Biblioteca Regional Renascença (3277-6052), Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (3277-8658), CAT Mercado das Flores (3277-7666) e CAT Veveco (31 3277-9987)

» Exposição de fotografias Um olhar, Uma luz, no saguão da rodoviária, no Centro, até dia 30

» Exposições BH Patrimônio, no Restaurante Popular do Barreiro, até dia 30, das 11h às 14h, e Luzes, Letras e Cores de Belo Horizonte, no Centro Cultural Lindeia Regina, até dia 30 (horário de acordo com o funcionamento do local)

» Exposição Todas as Flores, na Vila Santa Rita, até dia 31, de terça a sexta, das 9h às 18h, e sábados, das 9h às 13h

» BH vai até você, no Centro Cultural Zilah Spózito, até quinta-feira, das 8h30 às 18h, e sábados, das 9h às 13h

Obs: confira endereço e horário de funcionamento dos centros culturais administrados pela FMC em bhfazcultura.pbh.gov.br e detalhes da programação do projeto Viva BH! 119 em www.vivabh.ml.

Por Paulo Henrique Lobato

Fonte original da notícia: em.com.br




São Paulo (SP) – Restauro da Ponte Torta em Jundiaí e do prédio do IAB são temas de palestras na FAU Maranhão


O grupo de pesquisa Patrimônio, Memória e Universidade, coordenado pelo Prof. Júlio Roberto Katinsky (USP), convida para as palestras:

Restauro do IAB, ministrada por Silvio Oksman

Restauro de uma Ponte em Jundiaí, ministrada por Antonio Sarasá

São projetos premiados que apresentam aspectos relevantes da cultura de preservação contemporânea.

Serviço
Data: 20 de outubro de 2016
Horário: 19h30
Local: FAU Maranhão – Rua Maranhã, 88 – São Paulo.

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Fonte original da notícia: Estúdio Sarasá




Recife (PE) – Na expectativa para o avanço da restauração do Mispe


Projeto de restauração está concluído, mas verba não está garantida.

Casarão da Rua da Aurora encontra-se fechado para reformas desde 2008. Foto: Alfeu Tavares

Casarão da Rua da Aurora encontra-se fechado para reformas desde 2008. Foto: Alfeu Tavares

Situado no casarão de número 379 da Rua da Aurora, no bairro da Boa Vista, o Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Mis­pe) é um equipamento cultural que faz falta para o povo pernambucano. Importante espaço para a preservação da memória do nosso audiovisual, ele está fechado para reformas desde o ano de 2008 e ainda não há previsão de rea­bertura. Entretanto, o proces­so para reinaugurá-lo avançou mais uma etapa. A Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), responsável pela administração do local, está com o projeto de restauração em mãos e, agora, começa a planejar a execução da obra.

O plano de requalificação do museu, incluindo seu orça­mento total, já foi finalizado pela empresa responsável. O valor, que gira em torno de R$ 3,2 milhões, será capitanea­do através dos meios cabí­veis. “A gente vai tentar to­das as alternativas, seja Lei Rouanet, emenda parlamentar ou recursos próprios. Nu­ma crise como essa, não dá pa­ra ficar batendo numa por­ta só”, afirma a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, em entrevista ao Diversão&arte.

Fundado nos anos 1970, o Mispe possui um acervo de mais de 25 mil peças, incluindo partituras musicais, películas de filmes e equipamentos de gravação e filmagem. Depois que a sede foi fechada, esse material foi transferido para a Casa da Cultura, onde está disponível apenas para pesquisadores com autorização prévia. Entre os materiais pertencentes à instituição, está uma coleção doada pela TV Universitária, que contém mais de 1.500 reportagens em vídeos de 16mm, a maioria de cunho político-social.
“Infelizmente, esse acervo não pode ser acessado pelo público geral e nem está armazenado sob condições ideais. Com o potencial que a nossa produção audiovisual tem, isso é uma contradição. Por esse motivo, a reabertura do museu é uma prioridade para nós”, garante Márcia.

O espaço foi fechado por problemas estruturais, sobretudo, no telhado. Do encerramento das atividades até esta segunda, só foram realizadas pequenas reformas no local, com o objetivo de estancar a deterioração do imóvel. A ideia é que, agora, o equipamento passe por uma revitalização total, preservando suas características originais e modernizando sua estrutura. Só depois que a verba necessária estiver garantida, poderá ser iniciada a licitação para execução da obra.

No projeto de requalificação desenvolvido, os três pavimen­tos do museu serão ocupados por três salas de exposição, pátio interno, café, áreas administrativas, biblioteca, dois auditórios, salas de pesquisa, laboratório fotográ­fico, sala de conservação e área de guarda de acervo. “Ain­da falta discutir a parte da expografia, que ainda não foi esmiuçada. Precisamos nos debruçar sobre o acervo pa­­ra decidir como trabalhar com ele. Isso já envolverá outra licitação, mas não impe­de de a gente executar o que já estiver pronto”, adianta a gestora que, no entanto, prefere não apontar um prazo pa­­ra entrega da reforma concluída.

Por Daniel Medeiros

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco