Belo Horizonte (MG) – Documentos inéditos da Inconfidência Mineira são revelados

Documentos do processo investigativo sobre a exumação dos restos mortais dos inconfidentes estão expostos na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas.

Adalberto Mateus, Márcia Santos e Maria Cândida Seabra, integrantes do IHGMG, mostram manuscritos inéditos sobre a Inconfidência Mineira. Foto: Gladyston Rodrigues/EM

Documentos inéditos sobre a Inconfidência Mineira (1788-1789) poderão ser vistos até 27 de abril na sede do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), em Belo Horizonte, no mês em que os brasileiros lembram o movimento liderado por Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792). Datados de 1936, com fita preta, lacre e o tom amarelado do tempo, os papéis, no formato de “cartas de encaminhamento”, tratam do processo investigativo sobre a exumação dos restos mortais dos inconfidentes Tomás Antônio Gonzaga, João da Costa Rodrigues e Vitoriano Gonçalves Veloso, que cumpriram o degredo na África ordenado pela Coroa portuguesa.

A coordenadora da Comissão Cultural Permanente de Geografia e Ciências Afins do instituto, Márcia Maria Duarte dos Santos, informa que as cartas têm uma longa trajetória desde que foram encaminhadas ao Brasil, no governo Getúlio Vargas, pela então colônia portuguesa de Moçambique. “Estão, portanto, longe dos olhos do grande público há mais de 80 anos”, revela a professora e especialista em cartografia histórica, ressaltando que os documentos foram doados, passaram por um processo de higienização e de catalogação, sendo um dos tesouros manuscritos da instituição, fundada há 110 anos.

Da mostra, que foi aberta no sábado com palestra e mesa-redonda sobre a Inconfidência Mineira, faz parte também um recibo assinado por Tiradentes a respeito do soldo quando era alferes e patrulhava a Estrada Real, que ligava Ouro Preto (MG) a Paraty (RJ). “Esses documentos jogam mais luz sobre a nossa história, para que ela não se repita”, lembra a também integrante da comissão, professora Maria Cândida Trindade Costa Seabra, responsável, há 10 anos, pela organização dos documentos na sede do instituto. Para facilitar, na atualidade, o trabalho da equipe de pesquisadores, que se completa com o promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda e o jornalista Adalberto Mateus, os documentos continham uma placa com o nome do doador e datas.

O presidente do IHGMG, Aluízio Alberto da Cruz Quintão, conta que o acervo tem 43 documentos referentes à Inconfidência Mineira, que foram fotocopiados para garantir a preservação dos originais. Num livro de capa vermelha estão cartas do governador de Angola e Moçambique, decisões judiciais (acórdãos), procurações, recibos, editais do governo e outros de interesse de pesquisadores, professores, estudantes e do cidadão que quer conhecer mais sobre o passado. “São de interesse histórico e cultural”, resume. O instituto, acrescenta Aluízio Alberto, tem biblioteca, hemeroteca (jornais e revistas), videoteca, setor de honrarias e medalhas e mapoteca.

Respeito à Memória. O promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, integrante do IHGMG, destaca que a instituição, desde a fundação, tem um compromisso muito forte com a pesquisa e a preservação dos fatos envolvendo a Inconfidência. E lembra que o respeito à memória dos inconfidentes vem se perdendo ao longo das gerações. “Por força legal, todas as repartições públicas estaduais deveriam ter um quadro com a efígie de Tiradentes, norma que caiu no esquecimento. Da mesma forma, muitos imóveis ligados a episódios da Inconfidência estão em ruínas ou foram demolidos, representando perda irreparável para Minas.”

Documento original emitido por Tiradentes, no caso tratando do acerto de contas na patrulha do Caminho Novo, em 1781, que faz parte do acervo. Foto: Gladyston Rodrigues/EM

Para entender melhor a história dos documentos agora expostos, é preciso voltar no tempo, desta vez guiados por Adalberto Mateus, também membro da instituição. Tudo começou, conta, com o livro Amor infeliz de Marília e Dirceu, escrito pelo advogado, magistrado e historiador mineiro Augusto de Lima Júnior (1889-1970). “No prefácio, ele pedia o traslado dos restos mortais de 13 inconfidentes. Na época da publicação, o presidente Getúlio Vargas estava em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e atendeu de pronto à solicitação”, explica. Augusto de Lima Júnior foi então designado para os entendimentos com o governo português e seguiu para a Europa.

Em julho de 1938, os restos mortais chegaram a Ouro Preto, na Região Central, e foram levados, em cortejo, para a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Antônio Dias, no Centro Histórico – mesmo antes da inauguração do Museu da Inconfidência, passaram a repousar no Panteão dos Inconfidentes, no andar térreo do prédio da Praça Tiradentes. Adalberto informa que o visitante poderá ver ainda, na exposição, quadros sobre Tiradentes, uma linha do tempo sobre o traslado e outros dados sobre o movimento.

Decreto da derrama

Para entender a história de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é preciso conhecer o momento social e político do fim do século 18. A rainha de Portugal, dona Maria I (1734-1816), conduzia uma política reformista e moralizadora em relação às colônias portuguesas, principalmente a partir de 1783. O objetivo era tirar das elites locais os cargos que ocupavam no governo, reforçar a dependência econômica em relação a Lisboa, barrar os desmandos dos padres e cobrar os débitos dos contratadores de impostos (pessoas que compravam da Coroa o direito de cobrar tributos dos súditos). Na época, Portugal tinha o direito de cobrar o “quinto do ouro”, taxa de até 20% sobre a produção do metal. Mas se os mineradores não pagassem ao governo 100 arrobas de ouro anuais, a Coroa portuguesa poderia decretar a derrama, obrigando as câmaras municipais a fazer o povo pagar o valor necessário para chegar àquele total.

Em 1788, Luís Antônio Furtado de Castro do Rio Mendonça, visconde de Barbacena (1754-1830), chegou em Minas com ordem para decretar a derrama. A situação gerou descontentamento na capitania, em especial nas pessoas ligadas a grupos privilegiados – contratadores, clérigos, militares, contrabandistas etc. Um grupo começou, então, a articular uma conspiração contra o governo, chamada de Inconfidência ou Conjuração Mineira. No século 18, novos ventos sopravam sobre o Ocidente, trazendo a filosofia de pensadores franceses que criticavam o poder absoluto dos reis, administração colonial, monopólio comercial, intolerância religiosa e sistema de trabalho. A Inconfidência floresceu no ambiente de efervescência intelectual e política, como ocorria na Europa e Américas, em especial, com a independência (1776) das 13 colônias que deram origem aos Estados Unidos.

As novidades chegaram a Minas pelos livros, jornais, manuscritos e relatos orais de viajantes. Imbuído desse espírito, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, denunciou que altos tributos e monopólio comercial transformaram Minas, uma capitania rica, em lugar de pobreza. Mas havia um delator, Joaquim Silvério dos Reis (1756-1819). O movimento foi abortado em 1789 e Tiradentes enforcado três anos depois.

Serviço

Exposição: A Inconfidência Mineira na memória do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais

Local: Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Rua dos Guajajaras, 1.268, no Bairro Barro Preto, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Aberta para visitação de segunda a sexta-feira, das 13h30 às 17h30.

Entrada franca

Mais informações: www.ihgmg.org.br 

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Belo Horizonte (MG) – Casarão Villa Rizza vira retrato de descuido; empresa proprietária tenta leiloar imóvel

Imóvel é da década de 1920, tombado desde 1993 e resiste entre prédios na Região Centro-Sul.

Restaurada em 2005 pela Petrobras Distribuidora, a casa volta a sofrer degradação. Empresa promete limpeza nos próximos dias para retirar mato alto que domina o jardim. Foto: Tulio Santos/EM/D.A Press

O mato alto domina o jardim, as pichações sobem pelas paredes e o cadeado no portão fecha permanentemente um dos imóveis mais simbólicos da Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Pintada de verde e com o nome em destaque na fachada, a Villa Rizza, na Avenida do Contorno, 4.383, entre as ruas do Ouro e Pouso Alto, no Bairro Serra, é um retrato do abandono e deixa tristes os vizinhos ou moradores que passam pelas vias de grande movimento. “Se eu ganhasse na Mega Sena comprava essa casa. É muito bonita. Alguém tinha que, pelo menos, capinar esse lugar”, lamenta o auxiliar em higienização Bernardino Oliveira de Souza, que trabalha perto e, na tarde de ontem, conferia o estado da construção tombada pelo patrimônio municipal desde 1993.

Erguida na década de 1920, a Villa Rizza já foi residência de família, restaurante, espaço de eventos e café. Desde 2005, quando a construção foi recuperada, a Petrobras Distribuidora é a proprietária do imóvel, onde chegou a manter um posto de combustíveis com temas alusivos à música mineira. Conforme matéria publicada pelo Estado de Minas em 21 de setembro, a edificação foi a leilão, em 30 de agosto do ano passado, com lance mínimo de R$ 4,65 milhões. Porém, não houve comprador.

Na época da compra pela Petrobras, o projeto de restauro foi aprovado pela Prefeitura de Belo Horizonte e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG) e contemplava as linhas originais da casa, até mesmo na cor verde, que a caracterizava. A história da Vila Rizza começa no fim da década de 1920, quando o major Antônio Zeferino da Silva comprou uma porção de terra entre a Avenida do Contorno e as ruas do Ouro e Pouso Alto, encomendando a arquitetura a Humberto Hermeto Pedercini Marinho. Já o nome do imóvel foi uma homenagem à neta do proprietário, Rizza Porto Guimarães.

Na época, a compra do imóvel foi considerada pelos especialistas uma vitória para o patrimônio da capital, pois envolveu um ano e três meses de negociações. Para muitos belo-horizontinos que passavam pela Avenida do Contorno ou pela Getúlio Vargas, de onde se vê o imóvel de frente, era desolador ver a construção, uma sobrevivente no meio dos edifícios, sem um destino certo e caminhando a passos largos para a degradação.

Mato alto

Quem passa na Rua Pouso Alto pode ver o mato tampando o jardim, o que demanda cuidado urgente. Pelo que lembra a dentista Hebe Silveira, o endereço já foi “salão de cabeleireiro, restaurante e casa para aluguel de vestidos de noiva”. Olhando para a Villa Rizza, casa sem muros e com proteção baixa de blindex decorado, ela ressalta a importância para o patrimônio municipal. “É muito antiga, é uma pena ficar assim”.

A auxiliar administrativa Aline Rodrigues da Silva, que trabalha nas proximidades, também se queixa do mau estado de conservação. Acostumada a passar pela Rua do Ouro, onde vai ao dentista, a aposentada Vanaurélia Gauzzi, moradora do Bairro Santo Antônio, na Centro-Sul, elogiou com simpatia: “É uma gracinha de casa. Precisa ser bem cuidada.” De acordo com a Diretoria de Patrimônio da Fundação Municipal de Cultura (FMC/PBH), o último projeto referente ao imóvel foi “analisado e reprovado” em 5 de julho de 2017. Segundo os técnicos, desde então os arquitetos responsáveis pelo projeto solicitaram um atendimento junto à Diretoria de Patrimônio, “mas nenhum novo projeto foi protocolado”.

De acordo com a Petrobras Distribuidora, está prevista, para breve, a limpeza do terreno onde está a Villa Rizza, sendo mantida a vigilância 24 horas. Outra decisão é continuar tentando o leilão. Conforme atestou a equipe de reportagem, havia um segurança no local.

A mulher por tráz do nome

Em janeiro de 2004, o Estado de Minas fez reportagem com uma das herdeiras da casa, Rizza Porto Guimarães, então com 80 anos. Quando a venda do imóvel, onde passou grande parte da sua vida, se concretizou para a Petrobras Distribuidora, ela se declarou feliz e aliviada. O nome Villa Rizza, até hoje escrito em alto-relevo na fachada e mantido pela empresa, batizando o posto, era uma homenagem à senhora de cabelos brancos, mãe de três filhas e avó de sete netos, que chegou a Belo Horizonte, vinda de Leopoldina, Zona da Mata, aos 7 anos de idade. Na época, comentou: “Acho muito importante que a casa seja mantida. Afinal, ela conta um pouco da história da cidade”.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Antigo prédio do Dops em Belo Horizonte (MG) pode ser tornar Memorial dos Direitos Humanos

O projeto foi lançado nesta segunda-feira (9) pelo governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). O imóvel foi local de tortura e cárcere de presos políticos.

G1 – Divulgação/Internet

O prédio onde funcionou o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em Belo Horizonte, poderá ser transformado em um memorial dos direitos humanos. O governador Fernando Pimentel (PT) lançou o projeto na segunda-feira (9).

O imóvel, que fica na Avenida Afonso Pena, nº 2351, no bairro Funcionários, na Região Centro-Sul, foi marcado por tempos sombrios em Minas Gerais. Até 1989, o edifício foi local de tortura e cárcere de presos políticos.

Nos últimos anos, ele foi sede do Departamento de Investigação Antidrogas da Polícia Civil. Agora, o prédio modernista, tombado pelo patrimônio histórico, poderá se transformar num memorial, um espaço para mostrar as violações dos direitos humanos no país, durante o regime militar.

O governador Fernando Pimentel (PT) lançou o projeto do “Memorial dos Direitos Humanos, Casa da Liberdade” em uma cerimônia no Palácio da Liberdade.

“Eu sempre pensei que um dia a gente conseguiria transformar aquele local em espaço de preservação da história do nosso país. Quarenta e cinco anos se passaram mas foi preciso que o povo elegesse um ex-preso político. Orgulho compartilhado por todos e pelas gerações que estão chegando que também estão resistindo”, disse ele. No projeto estão previstas três salas interativas com documentos, fotos e relatos da época.

A psicóloga Emely Vieira Salazar foi presa quando era estudante e ficou no Dops em Belo Horizonte.

“A experiência foi péssima, ouvia falar em tortura e vim a conhecer todas lá no Dops”, contou ela. Hoje, aos 79 anos, ele acredita que este novo espaço vai dar a oportunidade para que as gerações que não viveram a ditadura conheçam melhor essa parte da história do Brasil.

A previsão do governo é que o “Memorial dos Direitos Humanos, Casa da Liberdade” seja inaugurado até o fim do ano.

Fonte original da notícia: G1 – MG2




Memorial Chico Xavier em Uberaba (MG) recebe acervo raro descoberto após mais de 50 anos

Pedreiro encontrou diversos materiais como fotos, jornais e manuscritos datilografados, que foram entregues para restauração.

Livro dos Médiuns, por Allan Kardec, foi um dos materiais raros encontrados. Foto: Fundação Cultural de Uberaba/Ruth Gobbo

Um acervo raro com vários jornais, revistas, fotos, livros e manuscritos datilografados sobre o médium Chico Xavier e a doutrina espírita, que foi encontrado em setembro de 2017 em Uberaba, passa por restauração. O material estava trancado em um cômodo de imóvel da Comunhão Espírita Cristã – o primeiro centro que Chico fundou em 1959, quando chegou à cidade mineira.

Para os responsáveis pelo trabalho e pela descoberta, o achado já pode ser considerado um patrimônio para o município e para a religião espírita, já que guarda informações de todos os tipos da década de 1960.

Planta de Museu por Niemeyer

Um dos materiais mais importantes é a planta de um “museu” que está carimbada com o nome do arquiteto Oscar Niemeyer. A surpresa para os pesquisadores em relação a este projeto foi descobrir que na época Chico Xavier e outros adeptos da doutrina já pensavam em construir algo bem parecido com o atual Memorial, que seria chamado de “Exposição Espírita Permanente”.

Dentro de uma pasta foram encontrados documentos com registros do que teria e como funcionaria o espaço, como também a quantidade de material para a obra.

A ideia do Memorial Chico Xavier foi concebida em 2003, um ano depois da morte do médium. O museu fica no Parque das Américas e foi inaugurado em 2016. A estrutura tem mais de 8.000m², conta com obras escritas pelo médium, fitas e livros sobre a história de Chico Xavier.

“O que mais nos chamou atenção foi o projeto do ‘Exposição Espírita Permanente’, que foi uma surpresa para nós identificarmos que em Uberaba, na década de 60, houve uma tentativa de construção de um espaço de memória dedicado à doutrina espírita. E vários anos depois surge o Memorial Chico Xavier, que além de contar histórias, quer contar também a história guardada nestes materiais encontrados”, observou o museólogo do Memorial, Carlos Vítor.

Projeto previa a construção de um a Exposição Espírita Permanente. Foto: Fundação Cultural de Uberaba/Ruth Gobbo

Planta tem o carimbo com o nome de Oscar Niemeyer. Foto: Fundação Cultural de Uberaba/Ruth Gobbo

A descoberta e a restauração

Foi em um cômodo trancado de um imóvel da Comunhão Espírita Cristã que o material ficou guardado por mais de 50 anos. O tesouro foi descoberto por acaso pelo pedreiro Lourencildo Gonçalves, que foi fazer um serviço no local à pedido de um amigo.

Em seguida, o acervo foi entregue por comodato ao Memorial Chico Xavier que, em parceria com a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), deu início aos trabalhos de restauração.

Com a supervisão do museólogo do Memorial, três estudantes do curso de História da UFTM fazem a higienização do acervo, além do arrolamento – que é o processo de identificação, numeração e pesquisas de informações básicas sobre o conteúdo de cada arquivo que são registradas em um programa de computador.

“A gente recebeu este material deteriorado, já que estava em um espaço insalubre. Assim que recebemos a informação, imediatamente em dois dias conseguimos retirar todo este acervo no cômodo que estava e levar ao Memorial para fazer este trabalho de higienização e identificação”, disse Carlos Vítor.

Estudante de História da UFTM participa do processo de restauração do acervo. Foto: Reprodução/TV Integração

Foto: Fundação Cultural de Uberaba/Ruth Gobbo

Cerca de 20% do material encontrado já foi trabalhado pela equipe. Também já foram encontrados cartas, dossiês de viagens e diversos documentos.

“É um acervo inédito da década 1960 que tivemos a honra de receber da Comunhão Espírita Cristã. Foi um privilégio para nós termos o acesso e trabalhar com este material tão rico e com informações do médium e da doutrina espírita. A cada material, uma surpresa é encontrada e uma história aprendida”, acrescentou o museólogo.

“Depois que a gente viu o acervo e começou a limpá-lo também encontramos documentos de algumas viagens que Chico e os parceiros fizeram para a disseminação da doutrina espírita pelo país e pelo mundo. Foi aí que percebi que essa documentação em nossas mãos é muito importante para pesquisa sobre a vida do Chico em Uberaba”, acrescentou o universitário Tomaz Gomes.

Conclusão e divulgação

Equipe trabalha todos os dias; materiais são registrados no computador. Foto: Fundação Cultural de Uberaba/Ruth Gobbo

O trabalho de arrolamento deve ser concluído em pouco mais de um ano e seis meses, segundo Carlos. “É um processo muito delicado e minucioso porque há muitos papéis que ficaram fragilizados. Depois disso, vamos avaliar qual será a melhor metodologia para catalogação e finalmente disponibilizá-lo para pesquisas e ao público”, explicou.

O museólogo ainda informou que depois de pronto o material será armazenado no Memorial, no espaço “Centro de Pesquisa e Documentação do Patrimônio Cultural do Espiritismo”, que já está sendo criado.

“A importância deste material é suscitar novos conhecimentos e novas pesquisas na área para que depois possamos retroalimentar nosso setor de comunicação para realizar exposições, publicações e divulgar o trabalho do espaço, bem como a história da doutrina espírita e do Chico Xavier, que são referências em Uberaba”, concluiu o museólogo mineiro.

Por Mariana Dias e Erika Machado

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro com informações do MGTV 




Novo projeto de restauração do Teatro Grande Otelo é apresentado em Uberlândia (MG)

Audiência para apresentação ocorreu na noite de terça-feira (13). Secretaria de Cultura reforçou que proposta acata decisão judicial e recomendações do Ministério Público.

Teatro Grande Otelo em Uberlândia deve ser restaurado em breve conforme prazo judicial. Foto: Caroline Aleixo/G1

O projeto arquitetônico para restauração e adaptação do Teatro Grande Otelo, no Bairro Nossa Senhora Aparecida, foi apresentado durante a noite de terça-feira (13) pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) de Uberlândia. A proposta acata recomendações do Ministério Público Estadual (MPE) e a decisão judicial que determinou o início das obras até agosto deste ano.

Além da secretária de Cultura, Mônica Debs, estiveram presentes no encontro membros do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Cultural de Uberlândia (Comphac) e representantes da classe artística da cidade.

Entre as propostas apresentadas pelos arquitetos responsáveis pelo projeto estão a mudança na angulação da plateia para melhor visualização, redução da altura do palco em 88 centímetros e inserção de pontos com acessibilidade como rampa de acesso na entrada lateral do prédio.

Em consonância às recomendações da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Histórico E Cultural; Patrimônio Cultural, a fachada e características da entrada principal, via Avenida João Pinheiro, serão mantidas. A sala de teatro deverá receber reforços de alvenaria e, no caso das paredes que não aceitam o reforço, será feita a demolição para serem reconstruídas.

O projeto também sugere um painel do ator Grande Otelo anexado na lateral do teatro. Durante a reunião, Debs informou que o projeto será submetido para análise do Ministério Público e, depois de aprovado, será feita a licitação da obra que será custeada parcialmente com recursos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Entenda

O teatro foi interditado pela em 2011 depois que o MPE ajuizou ação solicitando o tombamento do prédio como patrimônio histórico e a interdição do local.

O Ministério Público constatou que o teatro estava abandonado e com risco de demolição, sendo necessário que a arquitetura fosse preservada. A decisão judicial em primeira instância foi proferida em 2015.

Na ocasião, o juiz João Ecyr determinou que a administração municipal começasse a promover a restauração do prédio no prazo de 180 dias, contados a partir da publicação da sentença. Na época, o Município pediu prorrogação do prazo e chegou a apresentar o projeto à Promotoria de Justiça, que não foi acatado.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) estabeleceu 18 meses para a Prefeitura começar a fazer as obras e esse prazo está valendo desde a publicação da decisão final, que foi em fevereiro de 2017.

O Município foi procurado para conceder entrevista sobre o assunto, porém não houve retorno até a publicação desta reportagem. O G1 também entrou em contato com o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural, mas ele estava em audiência na manhã desta quarta-feira (14).

Valor histórico e arquitetônico

A construção do Cine Vera Cruz, que posteriormente passou a abrigar o Teatro Grande Otelo, faz parte do processo de urbanização da Vila Operária ocorrido na década de 60 e onde atualmente é o Bairro Aparecida.

Construído em 1966, o prédio foi projetado pelo engenheiro Nelson Gonçalves Prado e não obedeceu a nenhum estilo arquitetônico específico. Em 1993, passou a ser chamado de Teatro Grande Otelo em homenagem à personalidade das artes cênicas brasileiras, nascida em Uberlândia e conhecida nacionalmente por atuações em filmes humorísticos.

A edificação constitui-se de dois pavimentos, com volumetria em um bloco retangular único, implantado em um terreno na esquina da Avenida João Pinheiro com a Rua Monte Alegre. O prédio, que ocupa quase toda a área de 800 m², não apresenta recuos frontais ou laterais e tem capacidade para 300 lugares.

Por Caroline Aleixo

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro com informações do MGTV 




MG – Museus criam aplicativos com informações sobre o que visitante pode ver nos espaços

Foto: Reprodução/TV Globo

Museus criam aplicativos com informações sobre o que o visitante pode ver nos espaços. Um desses lugares pode ser o caminho diário de muita gente: o Museu de Artes e Ofícios fica na Praça da Estação, em Belo Horizonte.

“Esse é um museu que conta da história do trabalho no Brasil. Principalmente no século XVIII até o início do século XX pré-industrial brasileiro. Então quando a pessoa inicia a visita, principalmente aqui neste corredor é pelos ofícios dos transportes. São vários objetos que contam um pouco da história do transporte no brasil até meados da década de 50”, contou a Fabricia Oliveira Silva, analista de Mediação Museológica no Museu de Artes e Oficios/SESI.

Caminhar por cada sala é uma oportunidade de se surpreender com um passado às vezes impensável nos dias de hoje.

O Museu de Artes e Ofícios foi um dos primeiros do estado a criar uma outra experiência de visitação. Pelo site, dá para ir navegando pelos salões e chegar bem perto das obras com apenas um clique.

Ainda em Belo Horizonte, num outro casarão imponente, a gente também encontra a tecnologia quebrando barreiras que possam existir para o acesso à arte. O Memorial Minas Gerais é dedicado a história e as tradições do estado.

Mas o diferencial do museu é que ele tem um aplicativo para celular, e oferece um tablet com informações muito legais.

Em Brumadinho, o Inhotim oferece o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. O espetáculo da natureza é impressionante… E além das obras expostas nos jardins, tem as galerias que recebem trabalhos de artistas do mundo todo.

Fonte original da notícia: Rede Globo – Terra de Minas




Imóveis tombados em Belo Horizonte (MG) estão dando dor de cabeça aos proprietários

Representantes do setor imobiliário cobram mais contrapartidas para os donos de imóveis tombados da capital mineira, muitos há anos desocupados. Restauração de casarões da década de 1930, na avenida Amazonas, deve começar ainda neste ano.

Villa Rizza, fechada há mais de 10 anos: imóvel da década de 1930 pertence à Petrobras, que ainda não encontrou um comprador. Foto: Alexandre Rezende/Encontro

Cerca de 700 imóveis em Belo Horizonte são tombados pelo patrimônio histórico. A relevância cultural desses endereços, contudo, não basta para deixa-los vistosos e ocupados. Ao caminhar por alguns bairros, sobretudo os mais tradicionais, não é difícil avistar edificações caindo aos pedaços ou há anos à espera de uma destinação. Um dos casos mais emblemáticos da cidade é o simpático casarão Villa Rizza, na avenida do Contorno, esquina com rua do Ouro, no bairro Serra. A despeito da região nobre, a casa, dos anos 1930, está desabitada há mais de uma década. E não foi por falta de tentativa. Placas de “Vende-se” ou “Aluga-se” já foram pregadas na fachada. Além disso, no ano passado, o lugar foi a leilão, mas não houve interessados. Por outro lado, a Petrobras, dona do terreno, informou que “continua interessada na alienação do imóvel”. Um dos empecilhos, admitem representantes do setor, é o próprio tombamento.

“Não sou contra o tombamento, mas acho que os proprietários mereciam mais contrapartidas, já que a manutenção dessas edificações é muito cara”, diz Breno Donato, vice-presidente das Corretoras de Imóveis da Câmara do Mercado Imobiliário (CMI/Secovi-MG). Atualmente, o proprietário de imóvel tombado é isento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e pode comercializar o seu potencial construtivo. Os benefícios, entretanto, não são suficientes para compensar os prejuízos, segundo alguns representantes do segmento.

Casarões na avenida Amazonas, que pertencem ao Colégio Santo Agostinho: depois de 15 anos, devem começar a ser recuperados. Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Quando um imóvel é tombado, melhorias devem ser executadas apenas se órgãos do patrimônio do município ou do estado permitirem. A restauração ou reforma deve seguir as exigências dos setores de patrimônio. Diante disso, Breno Donato, que também é vice-presidente do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário, avalia que o proprietário, em muitos casos, fica impossibilitado de adaptar o imóvel para cumprir outras funções como escritórios comerciais, de advocacia ou clínicas médicas. “Quando a edificação é 100% tombada (fachada, jardins e parte interna), o poder público é quem deveria dar uma destinação a ele, transformá-lo em museu, escola pública ou espaço cultural”, afirma Breno.

Quem compartilha da mesma crítica é José Francisco Cançado, vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Minas Gerais (Sinduscon-MG). “Essas edificações pertencem a pessoas comuns que cuidaram do imóvel a vida toda e que não são recompensadas por isso”, diz ele. De acordo com José Francisco, a lei que rege os bens tombados deveria ser revista.

Palácio Cristo Rei, na Praça da Liberdade: imóvel foi restaurado pela Decisão Engenharia e gerou Unidade de Transferência de Potencial Construtivo para outras obras da cidade. Foto: Eugênio Gurgel/Encontro/Arquivo

Na avenida Amazonas, cinco casarões da década de 1930, entre as ruas Mato Grosso e Aimorés, no Santo Agostinho, estão à espera de uma definição há pelo menos 15 anos. Os imóveis foram adquiridos em 2003 pela Sociedade Inteligência e Coração (SIC), dos freis agostinianos, mantenedora das unidades do Colégio Santo Agostinho. Neste ano, segundo Mauro Macedo, gestor administrativo da SIC, as obras de restauro devem, enfim, começar. “Uma casa será demolida, pois não tem valor histórico, mas as outras quatro, tombadas, devem ser transformadas em espaços para a cultura”, diz. De acordo com ele, a demora em implementar os projetos e solicitar autorizações veio com o tombamento. Os imóveis foram preservados dois anos após a compra.

Enquanto isso, casarões no Santo Antônio, entre as ruas Congonhas, Santo Antônio do Monte e Leopoldina, estão à espera de uma definição. Desde 2014, o quarteirão está coberto por tapumes de metal para evitar invasões. A construtora Canopus tem um projeto de erguer torres no lugar. Entre as casas, está a que abrigou o escritor e médico João Guimarães Rosa.

Casinhas no quarteirão das ruas Congonhas, Santo Antônio do Monte e Leopoldina, no Santo Antônio, cercadas por um tapume de metal: projeto imobiliário está parado. Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press

Yuri Melo Mesquita, diretor de patrimônio cultural e arquivo público da Fundação Municipal de Cultura (FMC), rebate as críticas contra os mecanismos de tombamento e diz que um imóvel tombado não significa que está impedido de receber adaptações para uso contemporâneo. “Além da isenção do IPTU, o proprietário pode inscrever o imóvel em projetos culturais e comercializar as Unidades de Transferência do Direito de Construir (UTDC)”, afirma.

Esse é o negócio da Decisão Engenharia, especializada em restauração de imóveis tombados. Foi ela também que criou o primeiro banco de UTDCs de BH. O diretor executivo Maurílio Duarte Câmara explica que esse instrumento foi criado para “recompensar a desvalorização que o imóvel sofre com o tombamento”. Funciona da seguinte maneira: como o imóvel tombado não pode ser demolido, o potencial construtivo que seria usado no terreno pode ser comercializado para empreendedores do setor da construção. As construtoras podem, a partir das UTDCs, aumentar em até 20% o tamanho das suas obras. Mais de 900 UTDCs já foram comercializadas pela Decisão Engenharia. Para que o imóvel gere a unidade de potencial construtivo, ele deve ser restaurado. Foi o que aconteceu, por exemplo, com o Palácio Cristo Rei, que pertence à Arquidiocese de BH.

Ernane Borba, presidente da Decisão Engenharia, está à frente também da Associação Brasileira de Propriedade de Bens Móveis e Imóveis Tombados ou de Interesse Cultural e Ambiental (Abrapit). Ele conta que o papel da entidade é criar uma voz coletiva nos órgãos públicos “para que possam existir mais políticas urbanas para a preservação desses bens”. Em outras palavras, a batalha é para que possuir um bem tombado signifique, também, um bom negócio.

Por Rafael Campos

Fonte original da notícia: Revista Encontro – Portal UAI




Patrimônio estadual tomba antiga Escola de Marinheiros em Buritizeiro (MG)

Iepha/Divulgação

Um imóvel erguido em 1913 na margem esquerda do rio São Francisco, ao lado aposto ao porto de Pirapora, é o mais novo Patrimônio Estadual de Minas Gerais. A antiga Escola de Aprendizes Marinheiros, que atualmente é sede do Centro Educacional de Buritizeiro da Fundação Caio Martins (Fucam), foi tombada nesta semana após reunião do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep). A antiga escola naval está localizada no município do Norte de Minas.

De acordo com o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG), a aprovação ocorreu por unanimidade. “A antiga escola tem uma importância simbólica viva até hoje no imaginário das pessoas da região”, considera Michele Arroyo, presidente do Iepha-MG.

Ela destacou que a existência da Escola de Aprendizes Marinheiros revela que o Estado já tinha políticas públicas voltadas para a formação de marinheiros e a utilização não apenas da área marítima, mas também dos rios navegáveis para transporte de mercadorias e transporte de pessoas.

História 

Conforme o Iepha, a finalidade da instituição era o fortalecimento da defesa nacional por meio do aparelhamento da Marinha e da renovação da força da sua mão de obra foram criadas desde 1840. Até dezembro de 1920, quando o governo determinou seu fechamento, funcionou como a única escola de aprendizes marinheiros no Estado.

O projeto dos prédios é de autoria do arquiteto italiano Miguel Micussi. A construção foi iniciada em 1910, com a execução a cargo do Capitão de Fragata Dr. Tancredo Burlamaqui de Moura. O conjunto arquitetônico se distingue por ter abrigado também outras instituições de importância para a região: a partir de 1922, o Hospital Regional Carlos Chagas, referência na luta contra as epidemias que assolavam o sertão são-franciscano, e, a partir de 1952, o Centro Educacional de Buritizeiro da Fundação Caio Martins (Fucam).

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Prefeitura de Santos Dumont (MG) anuncia reabertura do Museu de Cabangu

Museu de Cabangu será reaberto nesta quinta-feira (8) em Santos Dumont, segundo informações da Fundação Casa de Cabangu e da Prefeitura. Foto: Reprodução/TV Integração

O Museu de Cabangu será reaberto nesta quinta-feira (8) após mais de uma semana fechado. A Prefeitura anunciou em perfil de rede social e confirmou em nota enviada ao G1 que foram pagos dois dos seis meses de salários atrasados dos quatro funcionários da instituição.

O presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castello Branco, explicou que foi concedido um “voto de confiança” à Administração Municipal e que o funcionamento será retomado por volta das 13h desta quinta-feira. O G1 também entrou em contato com a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), que também atua na instituição, e aguarda retorno.

De acordo com as informações da Prefeitura, o prefeito Carlos Alberto de Azevedo ordenou que o pagamento do convênio da Fundação Casa de Cabangu referente aos meses de agosto e setembro do ano de 2017 na quarta-feira (7), no valor de quase R$ 20 mil.

“O valor dos meses de agosto e setembro do ano de 2017 estava em atraso por motivo de a Prefeitura não estar recebendo o repasse estadual dos impostos sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) e do sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em dia, e a mesma não ter verba disponível para o pagamento dos convênios”, ressaltou a nota publicada em rede social.

O presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castello Branco, confirmou que se reuniu com a secretária Municipal de Educação e Cultura, Bárbara Barros. Além da promessa de quitar dois meses dos salários, foi acordada uma reunião com o prefeito para discutir o compromisso entre Executivo e Museu.

“Nós temos há 25 anos este acordo, termo de compromisso entre a Administração Municipal e o Museu. Existe uma cláusula colocada pelo Departamento Jurídico da Prefeitura que vincula o repasse à sobra de caixa. No entanto, consideramos que isso depende de vontade política em ajudar ou não o Museu. Decidimos pela reabertura como mais um voto de confiança à Prefeitura e estou aguardando o agendamento desta reunião com o prefeito”, disse ao G1.

No entanto, se não houver garantias de recursos, ele afirmou que novo fechamento não está descartado. “É esta a definição que queremos na reunião com o prefeito. Se houver esta vontade política, nós continuaremos trabalhando. Caso não, teremos que fechar como forma de defender e proteger o acervo”, ressaltou.

A casa onde Alberto Santos Dumont nasceu funciona como museu desde 1973, reunindo acervo da vida do pai da aviação, entre objetos pessoais, cartas, fotografias e peças originais de alguns de seus aviões. Foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).

A responsabilidade sobre o local é dividida entre a Fundação Casa de Cabangu, entre a Prefeitura e a Aeronáutica. E tem projeto de restauração estimado em R$ 12 milhões.

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata




Prefeitura de São João del Rei (MG) volta a funcionar em prédio do século XIX

Local passou por reformas durante alguns anos, enquanto Executivo usava casarão do governo estadual.

Prédio da Prefeitura de São João del Rei teve a construção concluída em 1849. Foto: Prefeitura de São João del Rei/Divulgação

Prefeitura de São João del Rei divulgou nesta terça-feira (6) que a sede administrativa da cidade histórica voltou a funcionar na Rua Ministro Gabriel Passos, nº 199, ao lado da Ponte da Cadeia.

Há alguns anos, o Executivo funcionava em um casarão do Largo de São Francisco de Assis, que pertence ao governo do Estado.

O prédio para o qual a Prefeitura voltou começou a ser construído em 1830 e, 19 anos depois, foi inaugurado para abrigar a Casa de Câmara Municipal e a Cadeia da Vila de São João del Rei – uma instituição em cada andar.

Agora, passou por reformas no telhado e paredes, além de receber nova pintura, fiação elétrica, cabeamento de telefonia e de internet.

No local, funcionam o gabinete do prefeito, as secretarias municipais de Governo e de Administração, as superintendências de Imprensa, Tecnologia de Informação, Licitação, Compras, Protocolo, Contabilidade, Departamento Pessoal, Recursos Humanos, Almoxarifado e Arrecadação. Os telefones gerais da Prefeitura são (32) 3379-2900 ou (32) 3379-2901.

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata