Prefeitura de Santos Dumont (MG) anuncia reabertura do Museu de Cabangu

Museu de Cabangu será reaberto nesta quinta-feira (8) em Santos Dumont, segundo informações da Fundação Casa de Cabangu e da Prefeitura. Foto: Reprodução/TV Integração

O Museu de Cabangu será reaberto nesta quinta-feira (8) após mais de uma semana fechado. A Prefeitura anunciou em perfil de rede social e confirmou em nota enviada ao G1 que foram pagos dois dos seis meses de salários atrasados dos quatro funcionários da instituição.

O presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castello Branco, explicou que foi concedido um “voto de confiança” à Administração Municipal e que o funcionamento será retomado por volta das 13h desta quinta-feira. O G1 também entrou em contato com a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), que também atua na instituição, e aguarda retorno.

De acordo com as informações da Prefeitura, o prefeito Carlos Alberto de Azevedo ordenou que o pagamento do convênio da Fundação Casa de Cabangu referente aos meses de agosto e setembro do ano de 2017 na quarta-feira (7), no valor de quase R$ 20 mil.

“O valor dos meses de agosto e setembro do ano de 2017 estava em atraso por motivo de a Prefeitura não estar recebendo o repasse estadual dos impostos sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS) e do sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em dia, e a mesma não ter verba disponível para o pagamento dos convênios”, ressaltou a nota publicada em rede social.

O presidente da Fundação Casa de Cabangu, Tomás Castello Branco, confirmou que se reuniu com a secretária Municipal de Educação e Cultura, Bárbara Barros. Além da promessa de quitar dois meses dos salários, foi acordada uma reunião com o prefeito para discutir o compromisso entre Executivo e Museu.

“Nós temos há 25 anos este acordo, termo de compromisso entre a Administração Municipal e o Museu. Existe uma cláusula colocada pelo Departamento Jurídico da Prefeitura que vincula o repasse à sobra de caixa. No entanto, consideramos que isso depende de vontade política em ajudar ou não o Museu. Decidimos pela reabertura como mais um voto de confiança à Prefeitura e estou aguardando o agendamento desta reunião com o prefeito”, disse ao G1.

No entanto, se não houver garantias de recursos, ele afirmou que novo fechamento não está descartado. “É esta a definição que queremos na reunião com o prefeito. Se houver esta vontade política, nós continuaremos trabalhando. Caso não, teremos que fechar como forma de defender e proteger o acervo”, ressaltou.

A casa onde Alberto Santos Dumont nasceu funciona como museu desde 1973, reunindo acervo da vida do pai da aviação, entre objetos pessoais, cartas, fotografias e peças originais de alguns de seus aviões. Foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha).

A responsabilidade sobre o local é dividida entre a Fundação Casa de Cabangu, entre a Prefeitura e a Aeronáutica. E tem projeto de restauração estimado em R$ 12 milhões.

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata




Prefeitura de São João del Rei (MG) volta a funcionar em prédio do século XIX

Local passou por reformas durante alguns anos, enquanto Executivo usava casarão do governo estadual.

Prédio da Prefeitura de São João del Rei teve a construção concluída em 1849. Foto: Prefeitura de São João del Rei/Divulgação

Prefeitura de São João del Rei divulgou nesta terça-feira (6) que a sede administrativa da cidade histórica voltou a funcionar na Rua Ministro Gabriel Passos, nº 199, ao lado da Ponte da Cadeia.

Há alguns anos, o Executivo funcionava em um casarão do Largo de São Francisco de Assis, que pertence ao governo do Estado.

O prédio para o qual a Prefeitura voltou começou a ser construído em 1830 e, 19 anos depois, foi inaugurado para abrigar a Casa de Câmara Municipal e a Cadeia da Vila de São João del Rei – uma instituição em cada andar.

Agora, passou por reformas no telhado e paredes, além de receber nova pintura, fiação elétrica, cabeamento de telefonia e de internet.

No local, funcionam o gabinete do prefeito, as secretarias municipais de Governo e de Administração, as superintendências de Imprensa, Tecnologia de Informação, Licitação, Compras, Protocolo, Contabilidade, Departamento Pessoal, Recursos Humanos, Almoxarifado e Arrecadação. Os telefones gerais da Prefeitura são (32) 3379-2900 ou (32) 3379-2901.

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata




Iepha-MG promove campanha nas redes sociais de preservação do patrimônio cultural no Carnaval

Núcleos históricos e demais cidades com bens tombados pelo Estado também recebem orientações para o período da festa.

Com o objetivo de orientar os foliões sobre a importância de curtir o Carnaval sem causar danos aos bens culturais, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha-MG realiza a campanha de preservação do patrimônio cultural, que pode ser acessada e compartilhada por meio de suas redes sociais.

A ação conta ainda com orientações para que a apropriação do espaço urbano ou público ocorra de forma consciente, com segurança e resguarde exemplares arquitetônicos importantes encontrados nos municípios mineiros.

Frases educativas e divertidas, como “Não se esqueça de mim…Neste Carnaval lembre-se sempre da importância de nosso patrimônio” e “Foi bom te ver outra vez…Quem protege vê para sempre!” serão divulgadas pelo Instituto durante o período da festividade. A expectativa é que as filipetas virtuais sejam compartilhadas pelos internautas em suas redes sociais e colaborem com a campanha.

Para Michele Arroyo, presidente do Iepha-MG, essa mobilização na internet é muito importante para a proteção e promoção do patrimônio cultural mineiro. “Ao promover uma campanha com este formato, queremos reforçar que os espaços urbanos, compostos por edificações consideradas históricas, podem receber eventos como o Carnaval desde que as pessoas ocupem de forma consciente os lugares”, disse Michele.

Em Minas Gerais, a riqueza arquitetônica e cultural encontradas nas praças, nas igrejas e nos casarões seculares atraem pessoas de todas as regiões, tornando o Carnaval mineiro um dos mais tradicionais do Brasil. A festa conta com a participação de blocos, marchinhas e grupos regionais.

Diversas cidades recebem no carnaval inúmeros foliões para a festividade que acontece em ruas, avenidas, praças e núcleos históricos, espaços que possuem riquezas culturais de grande significado para o estado.

As prefeituras dos 11 municípios que possuem núcleos protegidos por tombamento estadual receberam um documento com instruções específicas enviado pelo Iepha-MG. Os agentes públicos responsáveis pela realização do carnaval nesses locais devem apresentar ao Instituto um projeto do evento que não ofereça riscos às construções históricas reconhecidas como patrimônio cultural de Minas Gerais.

Os demais municípios do estado receberão as seguintes orientações do Iepha-MG com o objetivo de preservar os bens:

– A instalação de barracas, palcos, arquibancadas, caixas de som, telões e equipamentos em geral deve guardar distância dos bens culturais e da rede elétrica;
– Os banheiros públicos devem ser instalados em locais adequados e afastados das fachadas dos imóveis e monumentos culturais;
– As Prefeituras devem orientar os trajetos de trios elétricos e carros alegóricos para que não provoquem danos ao patrimônio;
– As Prefeituras devem realizar campanhas educativas para a preservação do patrimônio cultural.

Fonte original da notícia: IEPHA




Cidades históricas preservam estilo colonial e mostram como era o Brasil do passado

País tem diversos lugares e construções que preservam sua história.

Divulgação/Internet. G1

Viajar pelo Brasil é conhecer a história do país e entender como era o Brasil do passado. O país tem diversas construções históricas e lugares que foram importantes para a nossa história. Veja abaixo alguns dos mais famosos:

Ouro Preto, Minas Gerais
A cidade é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Sua história se deu após a descoberta de ouro na região levar uma corrida à região. Atualmente, a cidade preserva as ruas e os casarões da época. Além disso, também tem um carnaval famoso.

Olinda, Pernambuco
A cidade é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Foi invadidade pela Holanda em 1630 e ficou 24 anos sob dominação dos holandeses. Com o passar dos anos, foi retomando sua importância histórica na região e hoje é um dos destinos mais procurados no país. Pelas praias, importância cultural e pelo carnaval.

Salvador, Bahia
Primeira capital do Brasil, foi o centro político e financeiro do país até 1763. Hoje, conserva prédios históricos e ruas cheias de história. Além das praias e prédios históricos, o carnaval de Salvador é um dos mais famosos do mundo.

São Luís, Maranhão
A cidade foi colonizada por franceses e recebeu o nome em homenagem ao Rei Luís XIII. Seu centro histórico foi preservado e remete à época em que a cidade era grande produtora de cana de açúcar, cacau e tabaco.

São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul
Povoado jesuíta preserva até hoje o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. O sitio conta também com o Museu das Missões, que abriga estátuas de imagens sacras feitas pelos índios Guarani

Cidade de Goiás, Goiás
As ruas do centro histórico preservam os paralelepípedos da época da colonização e outros prédios que conservam o estilo do período. Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, na Semana Santa uma das festas mais tradicionais do Brasil acontece pelas ruas históricas: a Procissão do Fogáreu.

Fonte original da notícia: G1 Turismo e Viagem




MG – Abaixo-assinado “Em defesa da Estação Ecológica de Aredes e contra o abuso do poder de legislar”

Marcos Paulo de Souza Miranda*

*Promotor de Justiça. Membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais e do International Council of Monuments and Sites (ICOMOS-Brasil). Professor de Direito do Patrimônio Cultural.

Pressionando Governo do Estado de Minas Gerais

Todo mineiro que preza conhecer suas raízes bem sabe da importância da mineração na história do descobrimento, formação e desenvolvimento de nosso Estado, Minas Gerais, uma alusão às muitas minas aqui existentes.

Ninguém, em sã consciência, defenderá o fim das atividades minerárias, posto que essenciais para a própria vida de todos nós, eis que os minerais são utilizados como componentes imprescindíveis de equipamentos tecnológicos, insumos agrícolas e mesmo de medicamentos.

De igual forma, ninguém, em sã consciência, deveria defender ou permitir o desenvolvimento de atividades minerárias – sabidamente degradadoras –  a qualquer preço, em qualquer lugar, muito menos afrontando decisões judiciais legitimamente pronunciadas por instâncias de segundo grau.

Infelizmente, em nosso país, sobretudo nos últimos tempos, a desfaçatez de políticos tem alcançado patamares de grande altimetria e o desprezo pelo Estado Democrático de Direito, cuja guarda precípua toca ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, mostra-se estampado nas primeiras páginas dos jornais que folheamos a cada dia, com veladas ou declaradas manifestações de insubordinação às decisões dos tribunais brasileiros. Um verdadeiro ensaio à anomia.

Exemplo contundente de tal lamentável estado de coisas  foi a sanção, pelo Governador Fernando Damata Pimentel, em 28 de dezembro de 2017, da Lei nº 22.796/17, que retirou a proteção de boa parte da Estação Ecológica de Aredes, unidade de conservação estadual situada entre Itabirito e a Serra da Moeda, abrindo caminho para que determinada empresa de mineração possa atuar e destruir o meio ambiente e as ruínas históricas dos primórdios de Minas Gerais existentes naquele rincão.

A referida previsão normativa, marcada por direcionamento escancarado e sem qualquer fundamentação, foi enxertada por emenda parlamentar à undécima hora, no apagar das luzes do ano, em um projeto de lei que tratava de assunto diverso, configurando a chamada “emenda Frankstein”, proibida pelo ordenamento jurídico vigente.

O grau de desfaçatez ganha contornos mais  proeminentes se levarmos em conta que lei decorrente de manobra de idêntico teor, desafetando parte da Estação Ecológica de Aredes, igualmente fabricada nas penumbras do Poder Legislativo, foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por decisão unânime do Órgão Especial,  em acórdão de relatoria do Eminente Desembargador Adalbert Delage (TJMG –  Ação Direta Inconst  1.0000.15.050708-5/000, Relator Des. Audebert Delage, julgamento em 22/02/2017, publicação da súmula em 24/03/2017).

Ora, o Poder Legislativo é um dos sustentáculos basilares do Estado Democrático de Direito, sendo sua atuação imprescindível para a efetivação das missões conferidas ao ente estatal. Contudo, não se pode confundir o poder de legislar com o abuso do poder de legislar. Há limites éticos e jurídicos que separam uma situação de outra.  No  caso do qual tratamos, afigura-nos como evidente o desvio de finalidade da norma originalmente proposta e, mais, salta aos olhos  a insubordinação e o desrespeito à decisão unânime do nosso Tribunal de Justiça sobre caso idêntico. Infeliz do povo que não respeita seus Juízes.

Tamanha a importância ambiental, histórica e paisagística da região de Aredes, que abriga remanescentes arquitetônicos dos primórdios da exploração do ouro e é responsável pelo abastecimento de água de boa parte do município de Itabirito, que as primeiras medidas para a  sua proteção remontam ao ano de 1953, quando o Governador do Estado Juscelino Kubitschek de Oliveira, com sua visão de futuro e compromisso com os altos valores de Minas Gerais, sancionou a Lei nº 1.009, de 10 de novembro de 1953, criando a Estância Hidromineral de Itabirito, com objetivos conservacionistas.

Pelo Decreto nº 5867, de 1960, o Governador José Francisco Bias Fortes autorizou a desapropriação da área, que passou a integrar o patrimônio público do Estado de Minas Gerais, devidamente registrado no Cartório de Registro de Imóveis de Itabirito.

Na toada da implementação do sonho inicial de Juscelino Kubitschek, a Lei  nº 7.454, de 1978, sancionada pelo Governador Levindo Ozanan Coelho,  determinou que a área de terreno então destinada à Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – CETEC – visa à “proteção dos mananciais de águas quentes, existentes no imóvel, e à instalação do Centro de Altos Estudos – CAE, da Área de Experimentação do CETEC e do Museu Ecológico, desdobrado em Horto, Parque, Reserva Natural e Núcleo Científico-Educacional, que exercerão, no local, atividades científicas e culturais de interesse do Estado”.

Dando ainda maior concretude à proteção necessária à importantíssima região, o Governador Antônio Augusto Junho Anastasia, por meio do Decreto nº 4.397/2010, criou a Estação Ecológica de Aredes, estabelecendo como seus objetivos essenciais: I – o complexo arqueológico de Arêdes e todas as suas ocorrências e vestígios; II – os antigos conjuntos de ruínas das Fazendas Arêdes e Águas Quentes: casa sede, senzala, capela e curral de pedras; III – os remanescentes florestais e campestres em diferentes estágios de sucessão ecológica; IV – os mananciais que convergem para a bacia hidrográfica onde ocorre captação de água para abastecimento humano; e V – o desenvolvimento de pesquisas em restauração de ecossistemas modificados, conforme disposto no § 4º do art. 8º da Lei Federal nº 9.985 de 18 de julho de 2000.

Destaque-se que toda a área da unidade de conservação, que conta com plano de manejo, infraestrutura em adiantada fase de planejamento e execução pelo IEF e recursos de medidas compensatórias já assegurados pela atuação do Ministério Público, é de integral propriedade do Estado (situação excepcional no quadro fundiário dos parques ambientais de Minas).

Ou seja, houve a desafetação de terras de propriedade da coletividade mineira para que fossem entregues a interesses econômicos de uma empresa mineradora.

Talvez uma das mais ardilosas, promíscuas e escancaradas manobras encetadas no seio do Governo de Minas, sabidamente refém dos interesses minerários capitaneados por empresas assaz responsáveis pelo patrocínio de candidaturas políticas, cegas pela ambição dos cifrões e incapazes de compreender o significado de ética, respeito e desenvolvimento sustentável.

Triste quadro da história das Minas Gerais.

Mas confio que ainda há Juízes em Berlim.

Esperemos.

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Criado por Andrea Lanna Mendes Novais 

Fonte original da notícia: change.org




Desenhos e pinturas dão novas ‘caras’ para postes em Pará de Minas (MG)

Estruturas que estavam sujas e com cartazes estão recebendo trabalho de artistas, com o apoio da Prefeitura.

Postes em Pará de Minas recebem pinturas de artistas. Foto: Prefeitura Pará de Minas/Divulgação

Os postes são usados para sustentar as linhas de transmissão de energia ou comunicação. Mas em Pará de Minas eles estão ganhando outra finalidade. Artistas da cidade foram autorizados a usar a estrutura para expor a arte que se tornou mais um atrativo na área que é tombada pelo Patrimônio Histórico.

A ideia surgiu do diretor de Cultura da cidade, José Roberto Pereira, que viu a necessidade de revitalizar os postes que estavam sujos e com acúmulo de cartazes. “A solução foi usar a arte para cobrir as pichações e cartazes. Tornar o espaço mais bonito para a população. O local já é um ponto turístico e isso é mais um atrativo”.

Os primeiros postes a receberam a arte ficam em frente à Casa da Cultura, na Praça Torquato, que tem o imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico. “Foi necessário a autorização do Conselho do Patrimônio Histórico para a realização desta primeira etapa e estamos aguardando nova autorização para que outros postes sejam pintados”, explicou José Roberto.

O responsável pela pintura das primeiras estruturas foi o artista plástico João Batista da Costa Leite que há 30 anos se dedica a arte. “Recebi o convite e aceitei. Começamos com a pintura de dois postes, mas existe a ideia de que outros artistas adotem outros para expressar sua arte”, destacou.

João conta que a escolha da arte foi baseada nos próprios cidadãos paraminenses. “Decidi pintar pessoas de costas e sem rosto para simbolizar todo o tipo de gente que passa por aqui no dia a dia. Todos estão representados”, revelou.

O próximo a expressar a arte nos postes, assim que o Conselho do Patrimônio Histórico autorizar, é o grafiteiro Alexandre Ferreira Silva Júnior, que carrega o nome artístico de Ajota, de 17 anos. “Fiz três desenhos que foram aprovados pelo diretor de cultura. Escolhi pessoas que passam pela Praça Torquato como estudantes, trabalhadores, ricos e pobres. Sempre fiz minha arte em casas, vitrines de lojas e vai ser a primeira vez em um poste. É um desafio”, contou.

Por Carina Lelles

Fonte original da notícia: G1 Centro-Oeste de Minas




Ipatinga (MG) recebe exposição sobre a vida e obra do pintor Cândido Portinari

Primeira fase vai até o dia 11 de março abordando início da vida artística do pintor; na segunda fase, que vai de 20 de março a 11 de maio, público confere 45 réplicas da obra do artista.

Exposição será realizada em duas etapas. Foto: Centro Cultural Usiminas/Divulgação

Começou nesta terça-feira (9) em Ipatinga (MG) uma exposição sobre o artista plástico brasileiro Cândido Portinari, na visão do estilista mineiro Ronaldo Fraga, curador da mostra. Com entrada gratuita, a exposição é divida em duas fases, com o objetivo de promover a vida e obra do artista, sua relevância histórica e cultural e ainda ressaltar a importância do trabalho de restauro para a preservação do patrimônio cultural.

A primeira parte da exposição vai até 11 de março abordando a infância do artista e o início da carreira, já explorando a brasilidade frequente na obra de Portinari. A segunda fase vai de 20 de março e até 11 de maio, com a exposição de 45 réplicas do acervo do pintor modernista, cedidas pelo Instituto Portinari.

Os interessados podem conferir as obras de terça a sábado, das 10h às 21h, no Centro Cultural Usiminas, localizado na Avenida Pedro Linhares Gomes, 3900, no Shopping do Vale do Aço.

Fonte original da notícia: G1 Vales de Minas Gerais 




Com acervo histórico, Instituto completa 110 anos em Belo Horizonte (MG)

Apesar dos 110 anos de história, a associação tem projetos para atrair as novas gerações. A digitalização de documentos, mapas e fotos tem projeto e está em andamento.

Que tal visualizar um mapa de Minas Gerais de 1824? Ou vídeos culturais e políticos registrados em meados do século passado? E ter acesso a livros e documentos que contam a história de Belo Horizonte e Minas Gerais? Tudo isso é possível no Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMG), que completou 110 anos de existência em agosto deste ano.

Localizado na região central de Belo Horizonte, na rua Guajajaras, o instituto conta com biblioteca, videoteca, hemeroteca e mapoteca, que preservam a história de Minas Gerais e também do Brasil, por meio de livros, revistas, mapas e vídeos dos séculos XVIII, XIX e XX.

“A biblioteca é o local com mais referência histórica, obras e documentos raros, originais. Inclusive, coleções e doações ligadas ao instituto de alguma forma”, diz o atual presidente da instituição, Aluízio Quintão.

Em todo estado mineiro, o IHGMG é a instituição privada mais antiga em funcionamento. Para ter uma ideia, há livro com título “A Capitania das Minas Gerais”, de Augusto de Lima Junior. Outro exemplo, sobre a história nacional, o instituto conta com livro “Memória a respeito da Sepultura Rasa do Descobridor do Brasil Pedro Alvares Cabral”, publicado em 1902.

O instituto foi criado em 15 de agosto de 1907, após movimento político. Em 1896, Nelson de Sena começou o movimento pela criação do instituto, que era inspirado no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, que fora fundado ainda no regime monárquico, em 1838.

Em 1897, foi a vez de Antônio Augusto de Lima realizar reuniões com políticos e intelectuais da época em favor da criação do instituto. Apenas 10 anos depois, o grupo conseguiu fundar o instituto, que fora presidido pelo então presidente (governador) de Minas Gerais João Pinheiro da Silva. “O Instituto surgiu pelo idealismo de jovens políticos que queriam registrar a história de Minas Gerais”, afirma Aluízio.

Futuro

Apesar dos 110 anos de história, a associação tem projetos para atrair as novas gerações. A digitalização de documentos, mapas e fotos tem projeto e está em andamento. “A digitalização ajuda a pesquisa, sem alterar documentos. Temos site que está sendo restruturado e vamos tentar colocar os arquivos de maneira ampla”, diz Aluízio.

A missão do instituto parece simples, mas exige esforços para que a história mineira seja mantida, como diz o diretor de comunicação Paulo Lasmar. “Numa época em que a educação e a cultura ficam relevados a segundo plano, essa lamentável situação só aumenta a responsabilidade e importância do instituto, que possui acervo inestimável”, afirma.

Serviço

Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais
Funcionamento: de segunda-feira a sexta-feira, das 13h às 17h30
Telefone: (31) 3212-4656
Rua Guajajaras, 1268. Centro. Belo Horizonte.

Fonte original da notícia: O Tempo




Governo de Minas Gerais lança edital de fomento ao artesanato mineiro

Nova iniciativa investe R$ 1,8 milhão no setor do artesanato. Inscrições vão até 16 de fevereiro de 2018.

Crédito: Leonardo Horta/Seedif

O Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), irá destinar R$ 1,8 milhão a cooperativas ou associações de artesãos mineiros, por meio de um novo edital de fomento. O anúncio foi feito esta semana pelo governador Fernando Pimentel, na abertura da 28ª Feira Nacional de Artesanato, no Expominas Belo Horizonte. O objetivo é estimular o segmento do artesanato, reconhecendo-o como estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável do Estado e promovendo o fortalecimento das entidades e profissionais da atividade. Os interessados devem ler o edital, disponível no site da Codemig, e enviar suas propostas à Empresa até o dia 16 de fevereiro de 2018.

Com ações voltadas às associações e cooperativas de artesãos, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Codemig buscam minimizar a informalidade do setor, capacitar e qualificar os artesãos e fomentar canais de comercialização. Dessa forma, o Artesanato Mineiro torna-se mais competitivo em nível nacional e mais reconhecido internacionalmente, consolidando-se como um meio de desenvolvimento econômico, social e cultural em Minas Gerais.

Serão selecionadas 18 entidades, buscando contemplar os 17 territórios de desenvolvimento do Estado. Cada selecionado receberá no máximo R$ 100 mil, a serem destinados à compra de matéria-prima e ferramentas e ao custeio de capacitações profissionais.

“Investindo em importantes instituições do artesanato, a Codemig contribui para a promoção desse ofício, nas suas mais nobres e diversificadas tipologias, e oferece, de maneira organizada e permanente, uma proposta de convergência para as diversas manifestações artísticas do setor em Minas Gerais”, afirma o presidente da Codemig, Marco Antônio Castello Branco.

Podem se inscrever associações e cooperativas que atuem em uma ou mais das seguintes categorias: Cerâmica; Madeira; Pedras e Gemas; Fio e tecidos; Fibras vegetais; Couros e Peles; Metais; Vidro; Sementes e raízes; e Papel e papelão.

Programa +Artesanato: identidade cultural e desenvolvimento econômico

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Política Estadual de Desenvolvimento do Artesanato Mineiro – Programa +Artesanato, tem por objetivo valorizar o segmento e reconhecê-lo como estratégico para o desenvolvimento econômico sustentável do Estado. As ações do Programa fundamentam-se nos princípios da sustentabilidade socioeconômica e ambiental, da valorização do território como reconhecimento da singularidade e da autenticidade da produção artesanal local, bem como da preservação da tradição artesanal, da identidade local e do senso de comunidade.

Entre as iniciativas vinculadas ao +Artesanato e coordenadas pela Codemig, estão a criação e a implementação da Vila do Artesanato em Araxá, espaço voltado para divulgação, exposição e comercialização de produtos artesanais.

O artesanato brasileiro é conhecido em todo o mundo por sua criatividade. Esse rico conjunto de produtos, desenhos e tons surgiu da herança dos povos que por aqui passaram e constituem a cultura brasileira. Saber identificar e estimular a identidade cultural de cada região, por meio do artesanato, é de fundamental importância para a cultura e para o artesanato em si. Identificar cada cultura através de traços, cores e texturas características agrega valor ao ornamento, seleciona o público para o qual será vendido e aumenta as chances de apreciação por parte do consumidor.

Fonte original da notícia: Agência Minas Gerais




Congonhas (MG) conquista recursos para restauração da Romaria e construção do Teatro Municipal

Congonhas conquistou recursos para mais duas obras do PAC Cidades Históricas. Na sexta-feira, 8, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Kátia Bogéa, e o prefeito Zelinho, assinaram o Termo de Compromisso que garante o repasse de verbas do Governo Federal para a restauração do Centro Cultural da Romaria e a construção do Teatro Municipal. O projeto terá aporte inicial de 2 milhões. A partir de 2018, o valor chegará em mais de 19,5 milhões. A decisão será publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 11. A região da Basílica é o espaço com o maior investimento em requalificação urbana e cultural já realizado em Congonhas.

O trabalho será executado em duas frentes de trabalho, uma para a restauração do Centro Cultural da Romaria e outra para a construção do Teatro Municipal. De autoria do arquiteto Sylvio de Podestá, o projeto prevê a integração do novo Centro Cultural da Romaria e do Teatro Municipal ao Parque Ecológico da Romaria.

A coordenação do PAC Congonhas, ligada à Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN), irá criar, nos próximos dias, um grupo de trabalho para compatibilizar todos os projetos; organizar o cronograma das obras junto às equipes de arquitetura e engenharia da prefeitura; organizar e preparar os processos licitatórios; criar equipes de acompanhamento e de fiscalização das obras; e planejar as mudanças dos serviços instalados na Romaria.

Em Congonhas, três obras do PAC Cidades Históricas já foram entregues à comunidade: a restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, além da requalificação urbanística da Alameda Cidade Matozinhos de Portugal.

Além dessas, outras ações contempladas pelo programa são a restauração da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que está em andamento; construção do Parque Ecológico da Romaria, também em andamento; requalificação do adro da Basílica, que está a cargo da superintendência do IPHAN em Minas Gerais; restauração do Cine Teatro Leon, que já tem os projetos arquitetônico e executivo aprovados pelo IPHAN e o de captação de recursos pelo Ministério da Cultura (MinC), e aguarda a fase final de liberação desses recursos pelo BNDES;  e a restauração do Museu da Imagem e Memória e restauração da antiga Câmara Municipal, onde será a Biblioteca Municipal, que também têm os projetos arquitetônicos e executivos aprovados pelo IPHAN e aguardam a liberação dos recursos financeiros.

A requalificação de monumentos históricos e o entorno deles proporciona valorização dos espaços públicos, de referência simbólica, o que confere a estes bens tombados qualidade compatível com a importância do significado deles na vida da cidade.

Investimentos

A região da Basílica será o espaço com o maior investimento em requalificação urbana e cultural já realizado em Congonhas. Na parte histórica as ações contemplam a construção do Museu de Congonhas, restauração dos elementos artísticos da Basílica, restauração da Alameda das Palmeiras, recuperação do muro da Alameda das Palmeiras, construção do Parque da Romaria, instalação da sinalização turística e, agora, a restauração da Romaria e construção do Teatro Municipal.

Além de ter inaugurado a Unidade de Atendimento Primário à Saúde (UAPS) Basílica, o Governo Municipal investiu em infraestrutura urbana, realizando obras de recapeamento na av. Magalhães Pinto, rua Dr. Paulo Mendes, Alto do Cruzeiro, Praça Bandeirantes e em parte da av. Bias Fortes. Também fez a abertura da rua Mariana, ligando-a ao Boa Vista, e revitalizou a Praça do Alto do Cruzeiro.

Outras ações que mudaram a vida da comunidade foram a drenagem realizada no Alto do Cruzeiro, na Praça Bandeirantes e em um trecho da av. Bias Fortes, o calçamento da Estrada do Alto Maranhão e o asfaltamento da estrada de Santa Quitéria.

Fonte original da notícia: Portal de Congonhas