Presidência da República decide doar cartas originais escritas por Dom Pedro II a museu indicado pelo Ibram

Direção do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), já havia manifestado interesse pelas cartas e solicitou a intervenção do Ibram depois que o presidente Temer recebeu os documentos históricos do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Museu Imperial tem mais de 250 mil documentos em seu acervo, sendo milhares de cartas de D. Pedro II. Foto: Divulgação | Museu Imperial/Ibram

A Presidência da República, por meio do Departamento de Obras de Arte, encaminhou nesta quarta-feira (12) um ofício ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), solicitando a indicação do museu mais adequado para receber as cinco cartas originais escritas pelo Imperador D. Pedro II ao ao Czar Russo Alexandre II. Os documentos foram entregues a Temer, em junho, pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, já havia manifestado interesse pelas cartas e solicitou, ainda em junho, o apoio do presidente do Ibram, Marcelo Araujo. O Ibram chegou a encaminhar um e-mail à Presidência da República, pedindo que o Arquivo Histórico do Museu Imperial seja o destino das cartas que foram escritas pelo Imperador.

Nesta quarta, o Ibram informou ao G1 que ainda aguarda posicionamento por parte da Presidência da República sobre a doação das cartas e que, por enquanto, não é possível afirmar nada sobre o destino desse material.

O Museu Imperial, também conhecido como a casa de verão de D. Pedro II, guarda em seu acervo mais de 250 mil documentos e, segundo Maurício, milhares de correspondências de D. Pedro II com Chefes de Estado do mundo inteiro. As cartas foram escritas em diversas línguas, como português, francês e italiano. Para Maruício, a instituição é a mais adequada para receber estas cartas originais de D. Pedro II escritas ao Czar Russo.

Além disso, o Museu Imperial também preserva as 44 cadernetas do Imperador, onde ele escrevia sobre suas viagens pelo Brasil e ao exterior. Segundo Maurício, a documentação relativa às viagens de D. Pedro II pelo Brasil e pelo mundo, recebeu em 2013, o reconhecimento da UNESCO com a inscrição no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo, que tem status de Patrimônio Documental da Humanidade.

Por Aline Rickly

Fonte original da notícia: G1 Petrópolis




Fortaleza de São José, no AP, recebe reforma e restauração com custo de R$ 3 milhões

Revitalização não afetará visitas ao museu, segundo a gerência. Previsão é que obra seja finalizada até dezembro.

Museu Fortaleza São José de Macapá recebe reforma e restauração; previsão é que obra seja finalizada em dezembro. Foto: Fabiana Figueiredo/G1

O Museu Fortaleza São José de Macapá está passando por uma reforma e restauração com custo orçado em R$ 3 milhões. A revitalização, que deve ser finalizada até dezembro, acontece nos espaços externos e internos do monumento que é símbolo turístico do Amapá. Segundo a gerência do museu, a obra não interditará totalmente o prédio para visitas.

“As visitas internas vão continuar normalmente. A obra começou na área externa. Os espaços que passarão por reforma dentro da fortaleza ficarão interditados, mas não vai fechar para visitação”, informou o gerente da Fortaleza, Valdeci Bonfim.

Julho é o mês que o museu recebe mais visitantes durante o ano, de acordo com o gerente. A expectativa é que, mesmo com a obra, em torno de 12 mil pessoas entrem e conheçam os espaços da Fortaleza durante as férias.

Fortaleza de São José de Macapá tem 30 mil metros quadrados. Foto: Abinoan Santiago/Arquivo G1

Toda a intervenção não vai alterar a estrutura do patrimônio, informou a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf). A obra iniciou pela rede elétrica do entorno da edificação, com manutenção da fiação e troca de transformadores. Os trabalhos externos também contarão com reforma do parque, revitalização dos banheiros e recuperação dos espelhos d’água.

Na área interna, as casamatas, que sofrem com infiltrações, serão restauradas, sob responsabilidade de um engenheiro do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As estruturas de madeira deterioradas serão trocadas.

De acordo com a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a obra é uma forma de cuidar do forte que é importante ponto turístico do estado, assim como é uma das estratégias para que o Museu Fortaleza seja reconhecido como patrimônio mundial em um concurso da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

“Além do resgate da historicidade do Estado, a obra da Fortaleza São José dará a visibilidade necessária para que o monumento seja reconhecido mundialmente”, comentou o secretário de Cultura, Dilson Borges.

Por Fabiana Figueiredo

Fonte original da notícia: G1 AP




Fundo estadual vai financiar a elaboração de projeto para recuperar prédio histórico de Ponta Porã (MS)

O Castelinho foi construído em meados da década de 1920. O projeto executivo é o primeiro passo para as obras de restauração do prédio que vão transformá-lo em um museu.

Funles vai financiar o projeto executivo da restauração do Castelinho de Ponta Porã. Foto: Reprodução/TV Morena

O Conselho Gestor do Fundo de Defesa e Reparação de Interesses Difusos e Lesados (Funles) vai destinar R$ 257 mil para custear a elaboração do projeto executivo de restauração do prédio histórico do Castelinho, em Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande.

O projeto executivo é o primeiro passo para as obras de restauração do prédio que vão transformá-lo em um museu para guardar a história da fronteira.

“O Conselho entendeu que era salutar, tem mérito dada a importância para o patrimônio histórico do Estado, e aprovou o aporte desses recursos para elaborar o projeto”, disse o secretário Jaime Verruck, da Semagro, que preside o conselho.

O prédio

O Castelinho foi construído em meados da década de 1920, conforme registros fotográficos de então, custeado pela companhia Matte Laranjeira, a poderosa empresa que era proprietária de praticamente toda região de fronteira com o Paraguai.

Em estilo europeu, seguia a linha dos prédios públicos do Brasil Império e tinha a pretensão de simbolizar o poder com sua arquitetura imponente para a época e o lugar. Era a base governamental na fronteira e mais virou sede do Território Federal de Ponta Porã, criado no governo de Getúlio Vargas.

Findo o Território Federal, abrigou a cadeia pública e depois a Polícia Militar até ser abandonado no início dos anos 1990. Foi tombado como Patrimônio Histórico Municipal e Estadual e a partir daí iniciou-se um movimento cobrando sua restauração.

Fonte original da notícia: G1 MS




Montevidéu ganha museu em homenagem a Carlos Gardel

Ao final da década de 20, Carlos Gardel frequentava a Villa Yeruá, propriedade de Francisco Maschio, treinador de cavalos puro sangue. Foto: Divulgação

A cidade de Montevidéu ganhou um museu em homenagem ao cantor de tango, Carlos Gardel, no local onde o artista costumava veranear e passar os aniversários, chamada de Villa Yeruá de la Rambla y Rimac, construído na década de 1920. A reinauguração do novo patrimônio cultural aconteceu no último dia 24 de junho, data que propositalmente coincidiu com o 82º aniversário de morte do cantor, falecido em 1935 num acidente de avião em Medellín, na Colômbia.

Localizado em Malvín, tradicional bairro da capital uruguaia, o imóvel abriga dois museus, sendo um do cantor, além da nova sede da Associação Uruguaia de Proprietários de Cavalos de Corrida (APC), responsável pelo restauro de valor superior a US$ 160 mil.

A estrutura da pequena vila conta com objetos, documentos e fotos do cantor inserindo o visitante no contexto histórico. No segundo andar da casa estão os troféus, a jaqueta da última corrida de Leguisamo e a capa do cavalo “Invasor”, considerado o melhor cavalo de corrida do mundo, além dos móveis e objetos originais da época.

Serviço:

Museu Villa Yeruá de la Rambla y Rimac
Endereço: Calle Rimac, 1600, Malvín Leste. Montevídeo – Uruguai
Funciona de terça à sábado – das 10h às 17h e domingo de 12h às 18h.
Entrada gratuita

Por Leonardo Neves

Fonte original da notícia: Mercado & Eventos




Forte de São Lourenço vai virar memorial da Independência, em Itaparica (BA)

Fortaleza onde ocorreram lutas pela Independência do Brasil na Bahia está sendo preparado para virar museu.

Fortaleza foi construída por holandeses em 1647, mas depois abandonada. Foto: Mauro Akin Nassor/Correio

A fortaleza onde, no dia 16 de janeiro de 1823, foi hasteada a bandeira do Brasil Independente, na antiga vila de Itaparica, pode virar o primeiro memorial da Guerra da Independência do Brasil na Bahia. O Forte de São Lourenço, espaço ainda fechado à visitação pública, está sendo preparado pelo Comando do 2º Distrito Naval da Marinha para virar museu. Se os planos seguirem como espera a Marinha, o espaço deverá estar pronto para funcionar no dia 2 de julho do ano que vem.

“A gente já tem o Museu Náutico no Forte de Santo Antônio da Barra e agora estamos com um projeto para que o Forte de São Lourenço seja aberto à visitação para se tornar um memorial da Guerra da Independência”, explica o capitão de corveta do Comando do 2º Distrito Naval, Flávio Almeida. Para abrir o Forte, a Marinha já iniciou conversas com especialistas, com a Prefeitura de Itaparica e iniciou um contato com a Fundação Pedro Calmon (FPC), através do Centro de Memória da Bahia.

A ideia de abrir o local surgiu após pedidos de que o local pudesse ser visitado. “A gente deve fazer um encontro ainda em julho para definir o escopo e como vamos montar o memorial. Uma equipe da Marinha do Rio de Janeiro vem nos ajudar com isso ainda nesse segundo semestre”, completa o capitão de corveta Flávio Almeida.

Flotilha
Contar a história da participação da Marinha na campanha pela Independência do Brasil na Bahia também é uma das motivações para a criação do memorial. “A Marinha teve uma participação fundamental na Independência, porque é quando se cria a primeira esquadra que se junta à flotilha de João das Botas nos combates. Essa história precisa ser contada”, diz o capitão Flávio Almeida.

O espaço, que hoje abriga, diariamente, somente dois marinheiros, já tem até um local onde possivelmente ficarão algumas das peças. À direita do portão de entrada, uma sala onde possivelmente funcionou a enfermaria da fortaleza deverá ser uma das salas. O forte também conserva um auditório e a antiga Sala D’Armas, bem como um gabinete de comando com insígnias que fazem referência à Guerra da Independência.

Acredita-se, ainda, que haja no pátio do forte um túnel, construído ainda pelos holandeses no século XVII, que leva diretamente ao local onde fica hoje a Capela de Nossa Senhora da Piedade. É possível que o túnel tenha sido uma das poucas estruturas do forte, erguido em 1647, que os holandeses tenham deixado intactas após serem expulsos do local, recuperado mais tarde pelos portugueses.

Patrimônio
De acordo com a prefeita de Itaparica, Marlylda Barbuda, o memorial do Forte de São Lourenço será o primeiro museu para contar a história da Guerra de Independência e o primeiro espaço de visitação de Itaparica, onde houve uma batalha no dia 7 de janeiro de 1823, que resultou na expulsão dos portugueses da Ilha.

Forte foi um dos pontos onde houve luta; hoje, está fechado à visitação. Foto: Mauro Akin Nassor/Correio

“O nosso desejo inicial era transferir a administração do forte para Itaparica, mas o almirante nos disse que seria um processo muito burocrático e praticamente não seria possível. Numa reunião, então, surgiu a ideia de fazer o memorial que será administrado pela Marinha, como acontece já no Museu Náutico, no Farol da Barra”, explica.

Embora fechado à visitação, o Forte já recebe grupos escolares para aulas de História. O desejo da administração municipal, no entanto, é maior do que isso. “A gente precisa trazer a participação de Itaparica para a memória da história da Independência. E a gente quer ter o dia 7 de janeiro condecorado também, pretendemos torná-lo patrimônio imaterial do município”, defende a prefeita.

Centro de Memória
Segundo o diretor do Centro de Memória da Bahia, vinculado à FPC, Rafael Fontes, os primeiros contatos para a montagem do memorial já foram feitos por parte da Marinha. Agora, ambas as partes aguardam a passagem das comemorações da Independência para retomar o contato. O próximo passo é uma visita técnica à fortaleza.

“A gente normalmente lida com o memorial a partir do acervo, precisamos identificar o que vai compor, qual é o mote dele. Eles disseram que possuem objetos relacionados à Guerra da Independência. Aí você complementa a história desse item com pesquisa, com outras informações, você contextualiza esse objeto”, explica Rafael.

No caso do Forte de São Lourenço, será preciso contextualizar o que aconteceu em Itaparica e relacionar com o que ocorreu na Bahia e com o contexto geral das batalhas. O diretor do Centro de Memória disse que não é possível precisar o tempo necessário para a montagem do memorial, já que isso depende do estado de conservação do acervo, da equipe e dos recursos disponíveis.

Por Clarissa Pacheco

Fonte original da notícia: Correio – Bahia




Em Mariana (MG), igreja do século 18 é revitalizada; restauração durou mais de um ano

Forros, altares e imagens sacras foram restaurados na igreja de Mariana. Fotos: Samuel Consentino/Divulgação

Imagens centenárias, altares e forros da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, restaurados nos últimos 16 meses, serão apresentados para a população no próximo dia 25. A estrutura, construída no século 18, em Mariana, região Central de Minas, abrigará também o Museu Vieira Servas, após as obras de revitalização arquitetônica que ainda serão licitadas.

A revitalização do templo foi garantida com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas. Foi investido R$ 1,6 milhão na primeira fase, terminada agora.

“No decorrer do tempo, ocorreram vários danos nas pinturas e era de extrema urgência uma intervenção. Havia, inclusive, o risco de perdermos artes que remontam os anos de 1770. Mas conseguimos reverter o processo com resgate das pinturas e retirada dos cupins dos forros e altares”, explica o coordenador técnico do trabalho de restauro, Adriano Ramos.

A etapa das obras civis, que custará cerca de R$ 2 milhões, terá o processo licitatório anunciado no dia da inauguração das obras de arte revitalizadas.

Segundo a coordenadora do PAC Cidades Históricas de Mariana, Anna Grammont, o recurso já está assegurado e será liberado à medida em que as obras forem acontecendo. Mas ainda não há uma data prevista para isso.

Quando finalizadas as obras, a igreja manterá a característica religiosa mas será também um museu. O que a credita para isso é o fato de abrigar obras de dois nomes renomados na arte colonial religiosa mineira: Mestre Ataíde e Vieira Servas. Ainda não está definido se haverá necessidade de fechamento da igreja durante as obras do museu.

Por Tatiana Lagôa

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




São Francisco do Sul (SC) – Mais de 800 documentos navais históricos são digitalizados

Acervo será lançado na internet em 9 de junho e reúne além de livros, plantas, cartas náuticas e manuscritos.

Documentos remontam ao período da colonização do País. Divulgação/Museu do Mar

Mais de 800 obras raras do patrimônio naval do País foram digitalizadas e serão disponibilizadas no lançamento do Portal Barcos do Brasil, marcado para o dia 9 de junho.

O objetivo do Portal é a disponibilização do acervo da Biblioteca Kelvin Duarte, que fica no Museu Nacional do Mar, ao maior número de pesquisadores possível, promovendo acessibilidade e tornando a biblioteca uma referência nacional no tema, a fim de atender estudantes, curiosos e especialistas.

O acervo disponibilizado no site reúne, além de livros, também plantas, cartas náuticas e manuscritos. Grande parte do acervo se constitui em uma reunião de exemplares fora de circulação do mercado livreiro, edições esgotadas e de conteúdo precioso, abordando assuntos que incluem história naval, modelismo, pesca, folclore, descrição de viagens, entre outros.

Os pesquisadores encontrarão no site publicações como Compendio del arte de navegar (Rodrigo de Zamorano, 1581) e Viagem do Paraguay ao Amazonas (Paulo Ehrenreich, 1853). Para facilitar o acesso ao usuário, as buscas das publicações poderão ser feitas segundo critérios de: comunidades e coleções; data do documento; autores; títulos; e assuntos.

O projeto foi financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de convênio com a Associação dos Amigos do Museu do Mar, e contou com parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Fundação Catarinense de Cultura.

Museu Nacional do Mar

O Museu Nacional do Mar de São Francisco do Sul (SC) conta com um acervo de obras raras disponível na Biblioteca Kelvin Duarte, composto por cerca de 3 mil documentos de variados tipos – cartas náuticas, plantas de embarcações, documentos sobre engenharia naval, documentos da marinha portuguesa da época da colonização brasileira, entre outros documentos históricos.

A Biblioteca leva o nome de um dos maiores conhecedores e estudiosos do modelismo naval brasileiro, Kelvin Duarte. O especialista dedicou sua vida ao estudo da construção de miniaturas náuticas, além de ter reunido livros nacionais e internacionais sobre o assunto de raro valor comercial e intelectual, adquiridos pelo Museu do Mar.

Fonte original da notícia: Portal Brasil




Estação férrea abandonada passa por reforma para virar museu em São Luiz Gonzaga (RS)

Estação abandonada há décadas tinha se tornado lar de moradores em situação de rua e alvo de vandalismo. Local será um memorial da Coluna Prestes a ser inaugurado em agosto.

Estação no ano passado, ainda durante período de abandono. (Foto: Reprodução/RBS TV)

Uma estação férrea desativada há 40 anos, localizada em São Luiz Gonzaga, no noroeste do Rio Grande do Sul, vai virar um museu previsto para inaugurar em agosto. O local tinha virado um verdadeiro transtorno para a população uma vez que servia como abrigo para moradores de rua e alvo de vandalismo.

A possibilidade de recuperação do espaço surgiu depois de uma parceria com o Ministério Público Federal. Em junho de 2016 a estação estava com as paredes pichadas, portas e janelas quebradas, entulho e muito lixo.

A Empresa América Latina Logística não cumpriu o acordo com o Ministério Público de reativar e manter as linhas na estação, e teve que pagar uma indenização de R$ 8 milhões. O valor foi dividido entre quatro municípios que possuem linhas férreas: Ijuí, Catuípe, Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga.

Cada prefeitura aplicou o dinheiro da indenização em algum projeto, e no caso de São Luiz Gonzaga, os recursos foram usados para transformar a estação desativada em memorial da Coluna Prestes.

O entulho e o lixo foram retirados do local, o espaço passou por uma readequação estrutural nas portas e janelas, as telhas foram substituídas e foi instalada uma rede de água, bem como outras reformas.

Trabalhadores realizam reformas no prédio que deve ser inaugurado em agosto. (Foto: Reprodução/RBS TV)

Além do museu, o local deve abrigar ainda outros serviços voltados para a cultura e turismo, conforme a prefeitura da cidade. O local deve ser inaugurado em agosto.

Fonte original da notícia: G1 RS




Belo Horizonte (MG)- MAP está em estado de alerta

Em carta, funcionários do Museu de Arte da Pampulha denunciam descaso do poder público em relação ao espaço

Patrimônio de BH, museu sofre, segundo funcionários, com o abandono e a falta de incentivos do poder público.

Funcionários do Museu de Arte da Pampulha (MAP) divulgaram na última sexta-feira (5) uma carta aberta pedindo apoio para o espaço, que atualmente se encontra em “grave situação de negligência” e tem sofrido com “baixo recurso e falta de investimento”. Dentre as reivindicações presentes na chamada “Carta de Apoio ao Museu de Arte da Pampulha”, estão a denúncia de falta de profissionais, deterioração do acervo e redução na verba destinadas a projetos. A divulgação da carta ocorre no ano em que o MAP completa 60 anos.

Nessa terça (9), vereadores da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, Pedro Patrus (PT) e Arnaldo Godoy (PT) realizaram uma visita técnica ao local para verificar as condições do acervo após as denúncias. De acordo com Patrus, a situação das obras é “aterrorizante”. “O acervo está jogado às traças. Há obras do museu que estão em um galpão do bairro São Bernardo. Esculturas fundamentais estão completamente deterioradas”, diz.

Situação complicada. Em determinado trecho da carta, os funcionários dizem que o projeto Arte Contemporânea, que tem calendário anual, “teve redução de mais de 50% em seu orçamento”. De acordo com uma funcionária do museu que pediu anonimato, o MAP vive “uma situação complicada há quatro anos”. “O orçamento vem sendo reduzido todos os anos. Por isso, não conseguimos executar as atividades”, diz.

Outra questão levantada no documento é que o espaço não possui curador efetivo desde 2012, nem museólogo desde 2014. “Não ter um curador efetivo é um problema grande, mas não ter um museólogo é um problema maior, porque, por lei, todos os museus precisam de um museólogo”, afirma a mesma funcionária.

Além disso, ela destaca que a deterioração do acervo é constante. “Ele está em um local que já é pequeno. Estamos sem ar-condicionado há mais de um ano. O acervo já está sofrendo com a ação de micro-organismos, algo que não acontecia até um ano atrás”, relata.

A carta destaca ainda que o museu recebeu grande visibilidade com a implantação dos projetos Bolsa Pampulha e Arte Contemporânea, em 2002, mas que ela foi se perdendo com o passar dos anos. De acordo com a funcionária, o espaço tem perdido a função de instituição museológica para dar lugar a promoção de eventos turísticos, como Circuito Pampulha Noturno, que ocorre às terças-feiras. “Quando foi dado o título à Pampulha de Patrimônio Cultural da Humanidade, foi visado a paisagem e o conjunto arquitetônico, mas não o museu. Essa instituição tem sido colocada de lado. Está sendo chamada a atenção apenas do turismo e eventos que não estão ligados à instituição”, comenta.

Posicionamento. O diretor do Conjunto Moderno Pampulha – órgão sob responsabilidade de Fundação Municipal de Cultura –, Gustavo Mendicine, foi procurado para se posicionar perante os questionamentos da carta. Ele confirmou que o espaço não tem curador fixo nem museólogo. Segundo ele, “os curadores trabalham por projeto”. “Existem outros museus que trabalham assim”, afirmou.

Mendicine disse ainda que não contar com um museólogo “não é particularidade do MAP”. “Na cidade, só existem dois museólogos. Não é porque não existe esse profissional que o trabalho dele deixa de ser feito”, afirma.

Quanto à condição em que se encontra o acervo, que tem sofrido deterioração por conta da falta de ar condicionado, Mendicine destacou que esse é um “problema pontual, que deve ser resolvido em um prazo de 30 dias”.

Ao ser questionado sobre a declaração de que a instituição está sendo deixada de lado, o diretor afirmou que isso não condiz com a realidade. “O museu está vivendo em um período entre exposições. Em março, foi retirada a última, e em um período de duas, três semanas deve ser anunciada outra”, diz.

As questões levantadas pelos vereadores que visitaram o MAP, nessa terça, serão levadas a público em audiência, que ocorrerá na próxima segunda-feira (15). Na reunião, também será discutida a possibilidade de mudança do acervo do Museu da Imagem e do Som, situado na avenida Álvares Cabral, para o MIS Cine Santa Tereza.

Por Laura Maria

Fonte original da notícia: O Tempo




Blumenau (SC) – Museu da Ecologia Fritz Muller será restaurado

Foto: Marcelo Martins.

O Conselho Municipal do Meio Ambiente aprovou, na tarde desta segunda-feira, dia 8, o projeto de contratação de um profissional para fazer a avaliação arquitetônica de restauração do Museu da Ecologia Fritz Muller, na Rua Itajaí, 2.195, no bairro Vorstadt. A iniciativa faz parte da comemoração ao nascimento do Dr. Fritz Muller, que completa 200 anos em 2021.

A proposta é deixar o local totalmente repaginado, desde a parte histórica, ecológica e turística, incluindo o jardim. Os valores para a restauração do local ainda estão sendo estimados. Segundo o presidente da Faema, Alexandre Baumgratz, os recursos serão provenientes do Fundo Municipal do Meio Ambiente, além da elaboração de ajustamento de conduta para a participação de outras empresas do município.

De acordo com Alexandre, assim que aprovado o projeto arquitetônico pelo conselho as obras de restauração do museu devem iniciar. Enquanto isso, será feita uma busca histórica sobre Fritz Muller em outros museus, como na Europa, por exemplo, além de universidades do país.

O Museu
Fundado em 1936, o museu é resultado da necessidade de manter viva a memória e o trabalho de Fritz Müller. Abriga itens como insetos, animais taxidermizados, animais conservados em meio líquido, fósseis, ossos, peles, minerais, além de pertences do biólogo e de sua família. O local é administrado Faema.

Por Joni César 

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura de Blumenau