Cachoeira do Sul (RS) – HCB histórico na reta final


Proposta precisa ser apresentada para avaliação e aprovação.

Primeira bica pública e caixa d’água na Praça Itororó, próximo ao HCB.

Primeira bica pública e caixa d’água na Praça Itororó, próximo ao HCB.

O projeto arquitetônico para o restauro do sítio histórico do Hospital de Caridade e Beneficência está praticamente concluído pela organização da sociedade civil Defender – Defesa do Patrimônio Histórico. Conforme o presidente da Defender, Telmo Padilha, será agendado ainda um encontro do responsável técnico com a administração do HCB para avaliação das propostas.

Uma das hipóteses levantadas recentemente, revela Padilha, é a transformação do atual prédio da Escola de Saúde em um museu do HCB. Este prédio, tombado como patrimônio histórico do Município, foi inaugurado em 1908, sendo a primeira sede do hospital em Cachoeira. “Será feito um estudo de viabilidade. Caso isso seja possível, seria construído um prédio anexo para a escola”, comenta Padilha.

Etapas

A revitalização do sítio histórico envolve ainda outros imóveis – como a primeira bica de Cachoeira do Sul e a primeira caixa d’água – estruturas que ficam no estacionamento do hospital, onde ficava a Praça Itororó. Segundo informa a assessora da Defender, Silvana Losekann, uma das ideias que será apresentada ao HCB é que os projetos de revitalização sejam apresentados por etapas, para que o custo do projeto não fique tão alto para um futuro patrocinador.

Importante

A proposta técnica de revitalização do HCB custou R$ 244 mil e foi custeada pela Corsan porque o sítio histórico envolve as primeiras caixas d’água e hidráulica da Corsan no município, as duas situadas na Praça Itororó. A Defender foi contratada pela Corsan para elaborar o projeto de revitalização do sítio histórico e entregou, sem custos para a estatal, o projeto executivo de restauração do Chatodô.

Atenção
Para custear a obra, a Defender deve apresentar um projeto ao Ministério da Cultura para obter aprovação através da Lei Rouanet. Se aprovado, a próxima fase é a busca de recursos junto a empresas, que podem descontar do Imposto de Renda a pagar os valores para custeio da restauração.

Uma pergunta

Por que restaurar o sítio histórico do HCB?

Não há nenhuma entidade com maior apelo comunitário em Cachoeira do Sul desde sua concepção do que o Hospital de Caridade e Beneficência. O imóvel que fica em frente à casa de saúde foi sua primeira sede e é tombado pelo Município como patrimônio histórico. Toda a construção do HCB, segundo registros históricos, teve a participação e envolvimento da comunidade cachoeirense, seja na doação de recursos para a obra ou até mesmo de material ou serviços. O sítio histórico compreende ainda a primeira bica pública de Cachoeira do Sul, onde os cidadãos iam buscar água, além da primeira caixa d’água, que abastecia toda a zona baixa do município antigamente.

Por Vinícius Severo

Fonte original da notícia: Jornal do Povo




Moeda de ouro de 100 quilos é roubada de museu em Berlim


Chamada de ‘Big Maple Leaf’, peça comemorativa canadense tem valor nominal de US$ 1 milhão e está no ‘Livro Guinness dos Recordes’ por sua inigualável pureza do ouro. Polícia acredita que ladrões usaram escada para acessar prédio.

Moeda de 100 quilos de ouro puríssimo foi roubada de museu alemão. (Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters)

Moeda de 100 quilos de ouro puríssimo foi roubada de museu alemão. (Foto: Heinz-Peter Bader/Reuters)

Uma moeda única foi roubada do Museu Bode em Berlim. Segundo a polícia alemã, ladrões roubaram a moeda de ouro de 100 quilos e com um valor nominal de US$ 1 milhão na madrugada desta segunda-feira (27/03). Porém, o valor de mercado do item é estimado em US$ 4 milhões.

A moeda em questão é a chamada “Big Maple Leaf”, uma peça comemorativa emitida pela Royal Canadian Mint em 2007. Assim como todas as moedas canadenses, a “Big Maple Leaf” traz o retrato da rainha Elizabeth 2ª do Reino Unido.

Com 53 centímetros de diâmetro e três centímetros de espessura, a moeda entrou no Livro Guinness dos Recordes por sua inigualável pureza de 999,99/1000 de ouro.

A polícia alemã divulgou via Twitter que os ladrões provavelmente usaram uma escada para entrar no museu por volta das 3h30 (horário local). A escada provavelmente foi usada para acessar o edifício a partir dos trilhos de bonde vizinhos ao local.

“Com base nas informações que temos, acreditamos que o ladrão, talvez ladrões, quebrou uma janela no fundo do museu próxima aos trilhos”, disse o porta-voz da polícia berlinense, Winfrid Wenzel. “Eles então conseguiram entrar no edifício e foram para a exposição de moedas.”

Porém, a polícia não explicou como os ladrões conseguiram evitar os alarmes e deixar o local despercebidos enquanto carregavam a peça pesada.

“A moeda estava dentro de uma caixa de vidro à prova de balas. Isso é tudo o que posso dizer”, concluiu Wenzel. O serviço ferroviário urbano foi interrompido para que investigadores pudessem inspecionar a área por pistas.

Em exibição no museu Bode desde 2010, a moeda faz parte da coleção Münzkabinett, o mais importante arquivo de moedas de Berlim, que inclui mais de 540 mil objetos. Entre outros, o museu Bode possui 102 mil moedas da Grécia Antiga e cerca de 50 mil romanas. O museu fica localizado na chamada Ilha dos Museus.

Por Deutsche Welle

Fonte original da notícia: G1




SP – Gestores do Masp criam fundo para estabilidade financeira


O objetivo é garantir a perpetuidade do museu, dono de um dos maiores acervos culturais do hemisfério Sul.

Masp: museu quer captar pelo menos R$ 40 milhões no prazo de três a cinco anos. (Benjamin Thompson/Wikimedia Commons)

Masp: museu quer captar pelo menos R$ 40 milhões no prazo de três a cinco anos. (Benjamin Thompson/Wikimedia Commons)

Depois de ser alvo nos últimos três anos de um choque de gestão que deu à instituição uma estrutura de empresa – com regras de governança, metas de desempenho e reorganização de dívidas -, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) se prepara agora para ter um fundo “endowment” (que tem por finalidade dar sustentabilidade financeira a uma organização sem fins lucrativos).

O objetivo é garantir a perpetuidade do museu, dono de um dos maiores acervos culturais do Hemisfério Sul e que neste ano completa 70 anos.

A proposta será discutida no dia 3 de abril, em assembleia, pelos conselheiros da instituição. A estimativa, segundo Heitor Martins, diretor-presidente do Masp, é captar pelo menos R$ 40 milhões no prazo de três a cinco anos.

A estruturação do fundo está sendo coordenada por Alexandre Bertoldi, sócio-gestor do escritório Pinheiro Neto Advogados, e Jackson Schneider, executivo da Embraer. Os dois são diretores estatutários da atual gestão do Masp.

Segundo Martins, a ideia é que parte da futura rentabilidade desse fundo possa ajudar a bancar as despesas do Masp. Bertoldi explicou que qualquer pessoa – física ou jurídica – pode contribuir voluntariamente com esse fundo. Os gestores já deram início a uma série de encontros e eventos para angariar os recursos.

Parceria

Na semana passada, a diretoria do museu assinou uma carta de intenções com o gestor do Museum of Fine Arts Houston (MFAH), no Texas, Gary Tinterow. Esse museu privado administra um fundo de US$ 1,15 bilhão (orçamento de 2015) – o terceiro maior fundo “endowment” dos Estados Unidos. A ideia é estabelecer uma parceria artística e compartilhar práticas de boa governança na criação do fundo do museu brasileiro.

Tinterow está desde 2012 no MFAH e trabalhou por 28 anos no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, que tem US$ 2,7 bilhões neste tipo de fundo.

Ao Estado, Tinterow explicou que os fundos “endowments” já estão consolidados na cultura americana e são importantes para garantir a sustentabilidade de organizações sem fins lucrativos, como museus, para futuras gerações.

Em países europeus e nos EUA, por exemplo, famílias costumam fazer doações para esse tipo de fundo, não como um investimento, mas com o intuito de garantir a manutenção do patrimônio cultural de um País. “É um movimento da iniciativa privada, mas que pode contar com apoio do setor público.”

A ideia é que os gestores utilizem apenas uma pequena parte da rentabilidade desse fundo para pagar despesas correntes do museu. O restante dos recursos para bancar o orçamento dessas instituições viria de bilheterias, restaurante e de outros tipos de captações.

Reestruturação

Desde 2014, o Masp tem passado por um choque de gestão para sanear suas pendências financeiras – um passivo de R$ 75 milhões – e tornar sua administração parecida como uma estrutura de uma grande corporação.

Empresários e executivos de grandes companhias, gestores de bancos e fundos fazem parte desse grupo de conselheiros – que soma 83, dos quais apenas três são indicações de instituição pública, explicou Lucas Pessôa, diretor de operações do Masp, egresso do mercado financeiro. Entre os participantes, há nomes como Alfredo Setubal, do Banco Itaú, Thilo Mannhardt, presidente do Grupo Ultra, e Antonio Bonchristiano, sócio do GP Investments.

Para 2017, o Masp tem um orçamento estimado em cerca de R$ 37 milhões. Nos últimos dois anos, captou cerca de R$ 30 milhões em recursos de pessoas físicas, sem incentivos fiscais. Também renegociou dívidas fiscais, bancárias e com fornecedores.

Em 2016, o museu atingiu a marca de 409 mil visitantes – a segunda maior de sua história, superada apenas em 2012, quando atraiu 556 mil visitantes. Para este ano, são esperados 450 mil visitantes.

“A importância dessas iniciativas é perpetuar o Masp e deixar uma herança cultural para o filho do meu filho e assim por diante”, disse Jackson Schneider, da Embraer, diretor estatutário do museu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte original da notícia: Exame.com




EUA – Museu descobre detalhe escondido por mais de 100 anos em obra


Tomografia comprovou que o crânio humano foi construído com matéria "natural". (Foto: reprodução/Facebook)

Tomografia comprovou que o crânio humano foi construído com matéria “natural”. (Foto: reprodução/Facebook)

Por mais de 100 anos, uma obra exposta no Carnegie Museum of Natural History, em Pittsburgh (EUA), guardava um segredo. Intitulada “Mensageiro Árabe Atacado Por Leões”, a peça retrata um homem em cima de um camelo lutando contra leões ferozes. E, até então, pensava-se que o humano era representado inteiramente por um manequim, mas a descoberta mostrou que o crânio do “mensageiro” é real e de um ser humano.

A obra é a taxidermia (técnica de empalhamento de animais) mais antiga do mundo, portanto já sabia-se que os leões e o camelo eram reais. Mas o público e a administração do museu não esperavam que o crânio do homem retratado também seria. “O manequim é apenas um manequim… exceto pelo crânio”, disse a curadora do museu, Gretchen Anderson, em entrevista ao jornal “Tribune Review”.

Foi uma restauração na peça iniciada em 2016 que trouxe à tona a verdade. Pesquisadores realizaram uma tomografia que comprovou que o crânio humano foi construído com matéria “natural”.

A obra foi criada pelo francês Edouard Verraux, em 1867, foi comprada e doada ao museu por Andrew Carnegie, quase 30 anos depois.

Fonte original da notícia: O Sul




MG – Museu de Congonhas através de livro


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A ex-presidente do Iphan e ex-coordenadora da Unesco, Jurema Machado, tomou posse, nesta quarta, como membro do Conselho Curador do Museu de Congonhas, que zela pela instituição, seu patrimônio e o cumprimento de seus objetivos. Também possuem cadeiras nele Unesco, Iphan, IBRAM, Igreja, Prefeitura e Ministério Público. Jurema aproveitou a visita a Congonhas para entrevistar o prefeito Zelinho e o diretor-presidente da Fumcult e diretor do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis, para produção de um livro encomendado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Este livro registrará o processo de criação da instituição museológica e sua funcionalidade. A experiência, que será traduzida em várias línguas, será enviada para outros sítios reconhecidos pela Unesco como patrimônio mundial, com objetivo de estimulá-los a terem equipamentos como este, dedicado ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

“Não sei de outro caso de um museu que tenha sido criado para interpretar um sítio histórico. No Museu, é possível explicar os cuidados tomados para preservação dos 12 Profetas de Aleijadinho e o resultado que se obteve. Ele situa a obra do Santuário no contexto mundial, explicando seu processo de concepção (pelo ermitão português Feliciano Mendes), e construção, e também como o Brasil percebeu primeiro seu aspecto devocional e depois o da arte nele contida. O Museu realça a experiência de conhecer”, explica Jurema, considerada pelo prefeito Zelinho como a madrinha do Museu, por ter acompanhado todas as suas etapas até agora.

Em março, o livro deverá estar pronto e ainda neste semestre, disponibilizado por meios eletrônicos. Mais à frente, será feita a versão impressa para lançamento e distribuição pelo Mundo. Unesco contratou também a consultora Cristina Lins para criar a metodologia do estudo do impacto do Museu de Congonhas sobre os aspectos cultural e socioeconômico da cidade.

Foto e texto: Secom/PMC

Fonte original da notícia: Jornal Estado Atual




Museu de Auschwitz procura cartas e fotos das tropas nazistas


Foto tirada em 2 de dezembro de 2016 em Oswiecim, Auschwitz, na Polônia, mostra pôster da Fundação Auschwitz-Birkenau - AFP

Foto tirada em 2 de dezembro de 2016 em Oswiecim, Auschwitz, na Polônia, mostra pôster da Fundação Auschwitz-Birkenau – AFP

O museu do campo de concentração nazista de Auschwitz-Birkenau pediu à população da Áustria e Alemanha que lhe enviem cartas e fotografias que tenham pertencido a membros do Exército nazista para tentar “compreender melhor a mentalidade dos algozes”.

“Estamos pedindo ajuda a toda pessoa que possua documentos, cartas pessoais, fotos ou recordações” para que entreguem ao museu, escreveu seu diretor, Piotr Cywinski, no site da instituição.

“A história do campo de Auscwitz-Birkenau ainda está incompleta. Temos os depoimentos dos presos que dão o ponto de vista das vítimas. Dispomos de parte da documentação administrativa do campo e dos processos dos julgamentos dos criminosos de guerra”, explicou o diretor do museu.

“Entretanto, acrescentou, isso é insuficiente para compreender a maior tragédia da história da Europa”, contou, acrescentando que depois da guerra poucos elementos pessoais do Exército nazista foram recuperados.

Em 27 de janeiro é comemorado o 72º aniversário da abertura do campo, onde foram exterminados, desde 1940 até a libertação pelo Exército Vermelho em 1945, 1,1 milhão de pessoas, das quais 90% eram judias. AFP

Fonte original da notícia: Isto É




Sabará (MG) – Capela de 303 anos é isolada


Erguida em 1713, igreja Nossa Senhora do Rosário foi fechada preventivamente para obra no telhado.

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O município de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte, se destaca por sua arquitetura barroca e igrejas históricas. Mas um dos principais monumentos da cidade está interditado preventivamente, por tempo indeterminado, para uma obra em seu telhado. A estrutura da igreja Nossa Senhora do Rosário foi comprometida com a chegada do período de chuvas, e a paróquia e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) optaram por fechar a capela e o museu durante as intervenções. O local está isolado desde o dia 11 deste mês, e as obras começaram na última segunda-feira.

Os imponentes muros de pedras que cercam o templo, como contam os moradores, foram construídos por escravos e ainda se mantêm intactos, mas a capela de taipa (barro), erguida em 1713, está se sustentando por escoras até que a reforma seja realizada. A equipe contratada pela própria paróquia está fazendo a retirada do telhado para que, após esse processo, uma nova avaliação seja feita.

De acordo com o Iphan, os técnicos do órgão retornarão a Sabará no próximo dia 21 para a vistoria. O pedreiro Welton Silva, 25, explica que a madeira que sustentava o telhado do local está toda apodrecida e possivelmente será trocada. Ele conta que os operários farão a retirada de todas as telhas e aguardarão as orientações do Iphan para continuar a obra. Não há previsão para a conclusão dos trabalhos.

Custos. A intervenção está sendo realizada pela paróquia, e, de acordo com a Arquidiocese de Belo Horizonte, ainda não é possível calcular os custos da obra, já que a nova vistoria do Iphan ainda é aguardada. Segundo moradores, os padres têm pedido que os fiéis colaborem com a reforma.

“Essa igreja é o nosso cartão-postal e não pode ser deixada de lado. Tenho muito orgulho disso”, diz a aposentada Marly Dornelas, 81.

Além da igreja, o museu do Rosário também está fechado. No local, há mais de 20 obras sacras feitas de madeira e que também são do século XVIII. A atendente do local, Regina Maia, afirma que gostaria que pelo menos o museu continuasse funcionando. “Queria que eles colocassem um tapume entre a parte afetada e o resto do prédio. Assim poderíamos continuar aqui”, afirmou.

No entanto, o Iphan e o memorial da arquidiocese afirmam que o fechamento é uma medida de segurança devido à quantidade de chuvas.

Por Bárbara Ferreira

Fonte original da notícia: O Tempo




Casa de Câmara e Cadeia será entregue para montagem do Museu de Florianópolis (SC)


Processo de restauro está praticamente finalizado, conforme a Secretaria de Obras, que evita cravar um dia para entrega. Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Processo de restauro está praticamente finalizado, conforme a Secretaria de Obras, que evita cravar um dia para entrega. Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Após oito meses de atraso, as obras de restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia, na praça XV de Novembro, serão finalizadas ainda em novembro. A promessa, antecipada pelo colunista Moacir Pereira nesta terça-feira, é da Secretaria de Obras de Florianópolis, que coordena os trabalhos com recursos próprios e do governo federal orçados em aproximadamente R$ 5,9 milhões e executados com aditivo de R$ 1,35 milhão. Depois da entrega, o prédio ficará sob responsabilidade do Sesc de Santa Catarina, que irá instalar no local o Museu de Florianópolis, cuja abertura está prevista somente em 2017.

Conforme o secretário Rafael Hahne, que em junho havia prometido entregar o prédio restaurado no mês seguinte, o atraso é justificado por questões orçamentárias.

— Temos recursos do governo federal e municipal. Conseguimos liberar em outubro a última parcela do recurso federal para incrementar a parte do patrimônio histórico. O restauro está praticamente finalizado — garante.

Outros entraves na reforma foram as escavações arqueológicas nos fundos e no corredor de acesso ao local, onde foram encontrados dois canhões de pequeno porte que vão integrar o acervo museológico. A meta da pasta é repassar a Casa de Câmara e Cadeia restaurada ao Sesc para montagem do museu ainda em novembro, apesar de não especificar o dia.

— Em paralelo, continuamos construindo o anexo [prédio de 225 metros quadrados, que irá abrigar banheiros, elevador, escritórios administrativos e uma pequena cafeteria] nos fundos. Essa é a parte menos adiantada, porque ainda estamos na parte de estrutura, e vai exigir sinergia entre a equipe atual e a da nova administração. Terminamos as fundações e aguardamos a chegada da estrutura metálica, que é fabricada fora — acrescenta Hahne.

Instalação do museu

O Museu de Florianópolis, que deve retratar a história da capital catarinense desde o período pré-cabralino, já tem alguns ambientes previstos no Plano Museológico: salas de exposições de curta duração, Centro de Referência do Patrimônio Cultural de Florianópolis, espaço multiuso (auditório e espaço educativo), laboratório de conservação e restauração, cafeteria e loja. Por meio da assessoria de imprensa, o Sesc em Santa Catarina informou que “está em está em permanente contato com a Prefeitura Municipal de Florianópolis para definir a data de entrega da obra”.

— Há reuniões regulares de planejamento entre a instituição e a comissão nomeada para acompanhar e auxiliar na implantação do museu, sendo que o prazo contratual de abertura é março de 2017, podendo variar de acordo com a data da entrega total da obra pela Prefeitura — esclarece a nota enviada por e-mail.

Além disso, o Sesc garante que o pré-projeto expográfico* já foi aprovado pela comissão e, agora, segue em fase de detalhamento técnico e aprofundamento das pesquisas históricas e de acervo. Até lá, não é possível detalhar a respeito da narrativa do museu e tampouco sobre o acervo que será recebido ou adquirido.

Museu de História da Cidade era o primeiro nome divulgado para a estrutura que, agora, irá se chamar apenas Museu de Florianópolis, segundo o Sesc.

* Conforme o site Triscele, “a expografia se ocupa com a definição da linguagem e com o design da exposição museológica, abarcando a criação de circuitos, suportes expositivos, recursos multimeios e o projeto gráfico, além de pensar todos os recursos comunicacionais – programação visual, diagramação de textos, imagens, legendas entre outros.”

Histórico

A antiga Casa de Câmara e Cadeia é uma das três edificações mais antigas da cidade. Localizada junto à Praça XV, no Centro, foi construída entre 1771 e 1780, com o projeto do arquiteto Tomás Francisco da Costa. No piso inferior funcionava a cadeia e no superior, a Assembleia Legislativa Provincial.

A cadeia foi desativada em 1930, com a inauguração da penitenciária na Agronômica, e o prédio ficou ocupado pelo legislativo até 2005, quando a Câmara Municipal de Florianópolis mudou-se para o prédio da Rua Anita Garibaldi. Ficou abandonado e chegou a abrigar moradores de rua.

Para as obras da Casa de Câmara e Cadeia foram investidos, ao todo, R$ 7,3 milhões. A maior parte, R$ 4 milhões, veio do governo federal por meio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O restante veio da prefeitura.

Por Gabriele Duarte

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Sabe como limpar uma tela de Van Gogh? Com saliva


Talvez para evitar piadinhas, muitas vezes a técnica recebe o nome de ‘solução enzimática’.

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O pó é o pior inimigo da conservação de obras de arte e, contra ele, a saliva pode ser um aliado inesperado. Essa é uma das principais revelações do novo áudio-guia sobre a manutenção do museu de arte moderna de Nova York, o Moma, realizada pela artista Nina Katchadourian. Ela se encontrou com especialistas que se encarregam da delicada tarefa de conservar e limpar algumas das obras mais importantes do mundo, expostas em um dos pontos de Manhattan.

A artista descobriu que, entre outras obras, Vaso com Flores, de Pablo Picasso, que está há anos nas paredes do museu, foi limpa com saliva, um método que, embora aprovado por especialistas, surpreende os neófitos. “Sua composição é eficaz por ser 90% água e o resto, composto por outros agentes e minerais”, afirma o especialista na tarefa Anny Aviram, há mais de 40 anos no Moma. “É difícil, às vezes, falar deste procedimento porque tem muitas conotações engraçadas”, reconhece Aviram. Talvez para evitar piadinhas, muitas vezes a técnica recebe o nome de “solução enzimática”.

O método é lento porque ninguém consegue passar oito horas limpando um quadro com saliva. Além disso, nem sempre uma saliva está habilitada para a limpeza — depende do que a pessoa tiver comido.  “Primeiro, passamos um cotonete com saliva e depois outro seco para retirar a sujeira”, explica Anny. Ela limpou o pó de até três Picassos de grandes dimensões com a própria saliva, uma tarefa que levou meses cada um, afirma.

A artista californiana Nina Katchadourian recebeu a incumbência de realizar um áudio guia sobre o museu centrado na conservação das obras e logo após se deu conta de que falaria sobre um elemento central: o pó. “É um elemento de fora do museu, que vem em parte com as 12 000 pessoas que o visitam diariamente. E há o fato de que no final todos nos reduzimos a pó.”

Ao longo de vários meses, Nina teve passe livre para todas as áreas do museu e se reuniu além de com artistas e especialistas, além de encarregados da manutenção e limpeza do edifício. Todos trabalham para que não se vejam afetadas obras tão importantes para o patrimônio artístico mundial como A Noite Estrelada, de Vincent Van Gogh; A Persistência da Memória, de Salvador Dalí; As Senhoritas de Avignon, de Pablo Picasso, ou As Latas de Sopa Campbell, de Andy Warhol.

“O Santo Graal do Moma é se manter em 70 graus Farenheit (21,1 graus centígrados) e 50% de umidade relativa”, conta Nelson Nievas, um dos encarregados de manutenção do edifício. Segundo ele, existe um gerador elétrico para emergências e um plano de urgência caso seja necessário reunir todas as obras em uma sala onde a temperatura e condições conservariam sem problemas, durante dias, as peças.

O museu não poupa em condutores de ar e outros instrumentos para manter na temperatura adequada um enorme edifício de seis andares com vários acessos à rua, ao terraço e com duas cafeterias.  Por todas essas saídas ao exterior entra o pó, assim como outras sujeiras, especialmente através dos visitantes que a cada dia cruzam suas portas. A arquitetura própria do edifico principal do Moma, na Quinta avenida com a rua 53, em Manhattan, faz com que o pó suba para em um “efeito chaminé”, explica o diretor de operações no edifício, Julio Vázquez.

A peça mais complicada de limpar do museu está, precisamente, nas alturas. Trata-se de um helicóptero Bell 47 D1 de 1945 da coleção permanente do Moma e que está pendurado no teto, o que obriga a utilizar quatro vezes por ano um grande elevador, vários braços extensíveis e toneladas de paciência.

A obsessão por evitar que o pó se acumule no museu é tão grande que proliferam entre os empregados várias de brincadeiras internas. Ellen Moody, uma das conservadoras, fez um coelho com nós formados por partículas de pó recolhidas e colocou um laço no mesmo antes de “presenteá-lo” a seu companheiros como lembrança e homenagem ao trabalho.

(Com agência EFE)

Fonte original da notícia: Veja.com




SP – ‘Jundiaí que ninguém vê’ é tema de exposição fotográfica em museu


Cerca de 24 fotos foram escolhidas para compor apresentação gratuita. Imagens estão expostas no Meu Histórico e Cultural Solar do Barão.

Exposição fotográfica vai até o dia 29 de outubro no Solar do Barão. (Foto: Julio Montheiro/Divulgação)

Exposição fotográfica vai até o dia 29 de outubro no Solar do Barão. (Foto: Julio Montheiro/Divulgação)

Com fotos do cotidiano da cidade, a mostra “Jundiaí que ninguém vê” entrou em exposição nesta semana no Museu Histórico e Cultural Solar do Barão da cidade. O acervo reúne 24 imagens de mais de 15 artistas na Mostra Fotográfica 2016, que pode ser vista gratuitamente até o dia 29 de outubro.

As imagens foram escolhidas por uma comissão julgadora do Conselho Municipal de Políticas Culturais e da Secretaria de Cultura dentre 125 fotografias analisadas.

Em sua 3ª edição, a mostra conta com os artistas Ana Luiza Secco, Ary Attab Filho, Beatriz Pastorini, Cido Pamplona, Daniela de Moraes , Gustavo Koch, João Paulo Santos Paz, Jonas Oliveira, Júlio Montheiro, Mariana Morishita, Marília Scarabello, Morales, Pedro Trevisan, Samuel Sala e Wesley Contesini.

O Solar do Barão fica na rua Barão de Jundiaí, nº 762, com funcionamento de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e aos sábados e domingos, das 9h às 13h.

Fotos registram cotidiano de Jundiaí em exposição gratuita. (Foto: Gustavo Koch/Divulgação)

Fotos registram cotidiano de Jundiaí em exposição gratuita. (Foto: Gustavo Koch/Divulgação)

Fonte original da notícia: G1 Sorocaba e Jundiaí