São Paulo (SP) – Como o Masp, que estava quase falindo, virou um museu capitalista

Um grupo de executivos do setor privado reestruturou o Masp, que estava à beira da falência. O desafio é evitar que ele precise de ajuda de novo.

Crédito: Germano Lüders

No ano em que completa sete décadas de existência, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) está imerso numa daquelas controvérsias de que é difícil sair sem ser criticado. Pela primeira vez desde que foi fundado, em 1947, o museu — que reúne a maior coleção de arte europeia fora da Europa e dos Estados Unidos — decidiu limitar o acesso a uma exposição. Apenas maiores de 18 anos poderão apreciar as obras da mostra Histórias da Sexualidade, em cartaz desde 20 de outubro. A direção diz que a censura foi recomendada por advogados depois da celeuma envolvendo a mostra Queermuseu, em Porto Alegre, que acabou cancelada em razão dos protestos de grupos conservadores.

Para os críticos, porém, a medida foi um exagero, e o museu se rendeu à patrulha ideológica. A polêmica acabou gerando publicidade para a exposição e houve filas nos dias iniciais. O curioso é que a crise ocorre num momento de renascimento do Masp: nos últimos anos, a nova gestão promoveu uma profunda transformação na instituição que é um símbolo da maior cidade do país.

Em 2013, o Masp estava à beira da falência. Tinha uma dívida impagável e uma receita que mal cobria suas despesas — algumas contas estavam atrasadas havia meses. Diante da penúria, corria o risco de fechar as portas e ter seu acervo, de mais de 8 000 obras, estatizado. Na época, Alberto Whitaker, então superintendente do Masp, procurou Alfredo Setubal, que era um dos principais executivos do banco Itaú, para pedir um empréstimo — que foi negado. Em vez de liberar o dinheiro, Setubal, atualmente presidente da Itaúsa, a holding que controla o Itaú, decidiu se envolver num projeto de reestruturação.

De lá para cá, o Masp passou por uma mudança semelhante às que acontecem em empresas em crise financeira. De 2013 a 2016, seu faturamento quadruplicou e chegou a quase 40 milhões de reais. Como as despesas estão em cerca de 38 milhões de reais por ano, o museu passou a ser superavitário. No mesmo período, o endividamento caiu de 75 milhões de reais para 40 milhões. Mas tão surpreendente quanto a melhora dos números foi a maneira como ela aconteceu.

Setubal procurou Heitor Martins, sócio da consultoria McKinsey que havia sido responsável pela guinada financeira da Fundação Bienal de São Paulo. Casado com Fernanda Feitosa, fundadora e diretora da SP-Arte, feira que acontece anualmente em São Paulo e reúne mais de uma centena de galerias nacionais e estrangeiras, Martins presidiu a Bienal de São Paulo de 2009 a 2012. Setubal sabia que o executivo tinha a ambição de dirigir o Masp, e os dois acertaram uma parceria. A dupla acreditava que qualquer mudança duradoura deveria começar com uma renovação do pessoal e da forma de administração do museu.

Desde sua fundação em 1947, passando pelo momento em que Elizabeth II, a rainha da Inglaterra, veio ao Brasil para inaugurar a sede na Avenida Paulista em 1968, até tempos recentes, a instituição passou por longos períodos de administrações personalistas. Pietro Maria Bardi, que fundou o Masp e era casado com Lina Bo Bardi, a arquiteta que idealizou o prédio flutuando a 8,5 metros do solo, ditou as linhas do museu durante 50 anos — embora, oficialmente, os diretores fossem trocados.

Nos anos 90, esse papel foi assumido pelo arquiteto Julio Neves. Esses líderes eram apoiados por um grupo de cerca de 30 associados, que comandaram o museu até 2013 e conheciam a fundo sua história e seu patrimônio cultural. A gestão das partes operacional e financeira, porém, era um problema: não havia processos para a tomada de decisões nem um acompanhamento financeiro periódico dos resultados gerais da instituição e das receitas geradas por bilheteria, loja e aluguel do auditório.

Antes de iniciar as mudanças na gestão, Martins e Setubal decidiram criar um novo estatuto para o Masp. Preparado pelo advogado Alexandre Bertoldi, sócio-gestor do escritório Pinheiro Neto, o texto tomou como base documentos similares adotados pelo Museu de Arte Moderna, o MoMA, e pelo Metropolitan, ambos em Nova York. O estatuto deslocou o poder de decisão da assembleia de associados para um conselho deliberativo, formado por 80 empresários, executivos e ex-executivos de empresas, advogados e investidores, entre outros. “O Heitor mostrava como seria a nova estrutura do museu, as bases da governança. Era tudo muito convincente”, diz Geyse Diniz, mulher do empresário Abilio Diniz, que é vice-presidente do conselho.

Hoje, o órgão é integrado também por Fersen Lambranho, sócio da gestora GP Investimentos, Flávio Rocha, dono da varejista Riachuelo, Luis Stuhlberger, sócio da gestora Verde, Roberto Sallouti, presidente do banco BTG Pactual e José Olympio Pereira, presidente do banco Credit Suisse, além do ministro Henrique Meirelles e de Alfredo Setubal, que preside o conselho.

Para fazer parte do grupo, era preciso doar 150.000 reais e assumir o compromisso de doar outros 35.000 reais por ano. “Nós precisávamos de dinheiro e queríamos atrair pessoas comprometidas com o museu”, diz Bertoldi. “Por isso, estabelecemos uma quantia razoavelmente alta, mas alguns conselheiros doaram valores bem maiores, que chegaram a 500.000 reais.” O resultado da iniciativa foi uma arrecadação de 15 milhões de -reais. Outros executivos tornaram-se diretores estatutários, caso de Jackson Schneider, presidente da divisão de defesa e segurança da fabricante de aeronaves Embraer, Geraldo Carbone, ex-presidente do BankBoston, e Alberto Fernandes, vice-presidente do Itaú BBA, além de Bertoldi. 

Com a estrutura de tomada de decisões definida, Martins iniciou seu plano de reorganização administrativa. Fez um estudo e concluiu que era possível aumentar o preço do ingresso, o que elevou a arrecadação da bilheteria — a previsão é chegar a 5,3 bilhões de reais neste ano, uma alta de quase 200% em relação a 2013. As vendas na loja passaram a ser acompanhadas diariamente e foi feita uma análise do que era mais vendido e do que encalhava, permitindo uma melhor administração de compras e estoques.

Com isso, o gasto médio por visitante do museu passou de 1,5 real, em 2013, para 4,5 reais. “Fizemos o óbvio. Tínhamos bons ativos, bastava melhorar a gestão deles”, afirma Lucas Pessôa, diretor de operações do Masp e ex-executivo da gestora Pátria. Além disso, a dívida foi renegociada. Um dos credores, a empresa de telecomunicações Vivo, aceitou converter uma dívida de 35 milhões de reais em cotas de patrocínio por cinco anos. A dívida restante foi alongada, com pagamentos parcelados em até 20 anos.

Um museu bem administrado não é, necessariamente, um bom museu, do ponto de vista artístico. Para ser reconhecido como tal, precisa ter um acervo de qualidade e a capacidade de realizar mostras relevantes e bem cuidadas. Mas ter dinheiro acaba ajudando nisso também. A melhora dos resultados do Masp permitiu reforçar a equipe de curadoria. Hoje, existem seis curadores adjuntos, entre eles o mexicano Pablo Léon de La Barra (ex-Guggenheim), a historiadora Lilia Schwarcz e Rodrigo Moura (ex-Inhotim). “Trazer curadores adjuntos é um sonho que sempre tivemos. Mas nunca tivemos recursos para realizá-lo”, diz Julio Neves, que, com a reorganização, tornou-se presidente de honra do Masp.

As mudanças, porém, geraram atritos. O antigo diretor artístico, José Teixeira -Coelho Netto, substituído em 2014 depois de sete anos no cargo, chegou a processar a instituição e fechou um acordo de indenização. Pessoas próximas a Netto dizem que ele se sentiu traído no processo de mudança. O novo diretor artístico é Adriano Pedrosa, que foi curador da Bienal de Arte de São Paulo e da de Istambul e já foi apontado como uma das personalidades mais influentes da cena artística mundial pela revista britânica ArtReview, uma das mais respeitadas do meio.

A reestruturação resolveu o momento mais agudo da crise recente do Masp. O desafio, agora, é manter sua situação financeira saudável ao longo dos anos. Não é a primeira vez que o museu é resgatado por ricaços — em 2006, a luz chegou a ser cortada e a conta só foi paga com doações. É verdade que as mudanças atuais são profundas. Ainda assim, 70% das receitas da instituição vêm de patrocínios de empresas e doações — que podem minguar a qualquer momento.  “Não queremos ficar aqui para gerir o museu”, diz Jackson Schneider. “Estamos para preparar nossa saída.”

Foi criada uma área de captação de doações e patrocínios, para recursos de empresas e indivíduos, aqui e no exterior. De 2014 a 2017, apenas com pessoas físicas no Brasil, foram captados 50 milhões de reais, sem isenções fiscais. “O que viabilizou nosso plano foi um projeto de governança, associado aos novos líderes”, diz Martins. “O dinheiro foi consequência.” O plano é abrir uma fundação nos Estados Unidos para receber contribuições com base nos benefícios fiscais previstos pela legislação americana, mais atrativos do que os brasileiros.

Em junho, o Masp também se tornou a primeira instituição cultural do país a criar um fundo de endowment, que é comum em universidades, museus e orquestras nos Estados Unidos. Esse tipo de fundo reúne doações e investe esses recursos — os rendimentos são usados para pagar parte das despesas da entidade. Depois de um tempo, o dinheiro é devolvido aos doadores, e novos recursos são captados. O fundo do Masp captou 15 milhões de reais em quatro meses, e a meta é chegar a 40 milhões de reais. O desenho da versão nacional tomou como base instituições americanas, como o J. Paul Getty, de Los Angeles, cujo fundo acumula 6,5 bilhões de dólares.

Na Europa, a maior parte dos grandes museus ainda recebe subsídios do Estado para se manter, mas o modelo começa a mudar. Os recursos públicos diminuíram depois da crise de 2008, e os museus vêm buscando fontes alternativas de receita. O Louvre, de Paris, está reforçando ações como a cobrança pelas obras que remete para exposições em outros museus.

O problema são os outros

Se o modelo do Masp vingar, poderá servir de inspiração para outros museus brasileiros em situação complicada. O país tem 3.500 dessas instituições. Estudos mostram que quase todas apresentam problemas em áreas como conservação do acervo, climatização, reservas técnicas, além de déficits de funcionários e público.

O Museu do Ipiranga, em São Paulo, está interditado desde 2013, quando um laudo técnico apontou o risco de desabamento. Recentemente, o governo de São Paulo lançou um programa para captar doações e, finalmente, restaurar  o museu. “A profissionalização dos administradores, as estratégias adotadas, como a criação de um fundo patrimonial, e o engajamento das pessoas são exemplos de ações que podem, sim, ser aproveitadas por todos”, diz Marcelo Araújo, presidente do Instituto Brasileiro de Museus, órgão ligado ao Ministério da Cultura.

Araújo, que é ex-diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e faz parte do conselho do Masp, observa, entretanto, que o museu paulistano tem peculiaridades que o tornam único. “É um símbolo de São Paulo e atrai a atenção de todos. Isso ajuda muito”, diz. Especialmente na hora de captar recursos. Seu patrimônio, estimado entre 2 bilhões e 3 bilhões de reais, é formado por obras de Renoir, Degas e Monet, entre outros. Para Setubal, deixar uma instituição com esse acervo sucumbir seria como “morrer afogado numa poça d’água”. Por ora, o risco está afastado. O país agradece. 

Por Carlos Rydlewski

Fonte original da notícia: Revista Exame




São Leopoldo (RS) – Evento quer arrecadar verbas para reabrir o museu Casa do Imigrante

Imóvel, construído em 1.788, conta com um acervo de diversas famílias.

Casa do Imigrante está fechada para visitação há quatro anos por conta de danos estruturais | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

Com o objetivo de arrecadar verbas para reabrir o museu Casa do Imigrante, localizado no bairro Feitoria em São Leopoldo, ocorre neste final de semana a ação “Pode entrar, a casa é sua”. O evento tem ainda o objetivo de aproximar a comunidade da Casa, fechada para visitação há quatro anos por conta de danos estruturais.

O imóvel, construído em 1.788, acolheu os primeiros imigrantes alemães na cidade de São Leopoldo, conta com um acervo de diversas famílias, e é tombado como patrimônio histórico pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE, desde 1982. O evento deste domingo ocorrerá das 10h às 18h, no pátio do museu, com apresentações artísticas e musicais, além de mostras culturais, food trucks, comida típica alemã e brinquedos infláveis para as crianças. A entrada será gratuita.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Museu do Sertão comemora 44 anos em Petrolina (PE)

O acervo do local conta com 3 mil peças. O espaço é aberto à visitação de terça a domingo.

Museu do Sertão é aberto à visitação. Foto: Jonas Santos.

O Museu do Sertão completou nesta sexta-feira (27), 44 anos, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Depois de ser reformado, o local foi reaberto este mês para visitação.

O espaço retrata a história do Sertão através de 3 mil peças presentes no acervo. Entre elas, materiais arqueológicos, móveis decorativos de casas tipicamente sertanejas, artesanato, além de itens de Luiz Gonzaga, na ala Cultura e Economia. O local conta ainda com um jardim repleto de plantas nativas e uma ala Religiosa.

O local é aberto à população e a entrada é gratuita. A visitação pode ser feita de terça a sábado entre 9h e 17h e aos domingos, das 9h às 14h. Outras informações pelo telefone (87) 3862-1943.

Fonte original da notícia: G1 Petrolina




Brasileiro é multado após urinar em parede de museu na Itália

Jovem, de 20 anos, alegou que não sabia que seu comportamento era proibido por lei.

Casa de Dante, em Florença – Reprodução Internet.

Um brasileiro de 20 anos foi multado após ter sido flagrado urinando na parede externa da Casa de Dante, museu sobre a vida do poeta Dante Alighieri, em Florença, no Norte da Itália. O episódio ocorreu na noite de quarta-feira, a poucos passos da principal igreja da capital da Toscana.

O jovem, que mora há anos na província de Arezzo, pediu desculpas aos policiais e disse que não sabia que urinar na parede do museu fosse proibido por lei. O valor da multa não foi informado.

A Casa de Dante fica na parte mais antiga do centro histórico de Florença e conserva reproduções de documentos do importante escritor italiano. Dante Alighieri é autor de “Divina Comédia”, lançado no século XVI.

Fonte original da notícia: O Globo



Venâncio Aires (RS) – Um museu de muitos donos

Nas exposições, destacam-se vestidos de noiva pretos, realejo, instrumentos musicais, uma bicicleta de madeira, armas, espadas, numismática e arqueologia.

Edifício Storck, sede do Museu de Venâncio Aires. Divulgação

Fundado em 10 de dezembro de 1987, o Núcleo de Cultura de Venâncio Aires (Nucva) é uma entidade não governamental e sem fins lucrativos. É associado ao Conselho Internacional de Museus (Icom-BR) e ao Sistema Estadual de Museus (SEM/RS) e faz parte do Guia dos Museus Brasileiros do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). A fundação do Museu de Venâncio Aires (Rua Osvaldo Aranha, 1.021 – Centro), em 26 de outubro de 1994, teve início com doações de peças antigas feitas pela comunidade.

Em 1994, foi realizada uma campanha para a aquisição do Edifício Storck por US$ 500 mil, ao câmbio da época, quando o Nucva não possuía um centavo em caixa. Em estilo europeu, com 1.328 metros quadrados, foi o primeiro prédio com mais de dois pavimentos da cidade, construído pelo arquiteto Simão Gramlich (responsável pelas Igrejas Matriz de Venâncio Aires e Santa Cruz do Sul, além de muitas outras no Estado e em Santa Catarina) a partir de 1929.

Por iniciativa de entusiastas como o doutor Flávio Seibt, a comunidade foi mobilizada e passou a contribuir com pequenas doações mensais através de débitos em suas contas bancárias, concluindo o pagamento em 1998, num total arrecadado de R$ 508.752,15, com a participação de 659 doadores, além da ajuda de emenda parlamentar do deputado estadual doutor Gleno Ricardo Scherer e do governo do Rio Grande do Sul.

Em 1997, com a presença do então ministro da Cultura, Francisco Correia Weffort, foi reaberto o Museu de Venâncio Aires no Edifício Storck, revitalizado e com, no mínimo, duas exposições diferentes por sala a cada ano, atraindo cada vez mais visitantes. Em 2001, o Edifício Storck foi declarado o primeiro Patrimônio Histórico Municipal de Venâncio Aires por decreto de tombamento, e, em 2012, juntamente com o acervo do Museu de Venâncio Aires (estimado em 70 mil peças, entre objetos antigos, livros, discos, documentos e fotos, das quais pelo menos 9 mil já estão catalogadas), foi tombado também pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (IPHAE/RS), transformando-se em patrimônio cultural e histórico de todos os gaúchos.

O Núcleo de Cultura é formado pelo museu, arquivo histórico, hemeroteca, discoteca e acervo bibliográfico. Nas exposições, destacam-se vestidos de noiva pretos, realejo, instrumentos musicais, uma bicicleta de madeira, armas, espadas, numismática e arqueologia. A visitação à Casa de Cultura e seus departamentos é gratuita, pois não se considera justo cobrar dos doadores do prédio ou do acervo pelo ingresso.

O Museu de Venâncio Aires, chamado de “O museu de muitos donos”, é propriedade da comunidade e, por esse motivo, a entidade tem seu suporte econômico baseado na locação de pontos comerciais em sua sede e em captação em projetos. Contatos e mais informações pelo telefone (51) 3741-5713 ou pelo e-mail contato@museuvaires.com.br

Por Ricardo Chaves – Colaborou André Josias Pinheiro, secretário do Nucva

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Museu de Chicago revela que ‘Renoir’ de Trump é falso

Tela original está no Art Institute de Chicago desde 1933.

As Duas irmãs, ou O Terraço, pelo pintor impressionista francês Pierre-Auguste Renoir datada de 1881. (Pierre-Auguste Renoir/Domínio Público)

Um museu americano está questionando a afirmação do presidente americano, Donald Trump, de que possui um autêntico Renoir. De acordo com um ex-biógrafo de Trump, o líder dos Estados Unidos afirma possuir o original “As duas irmãs (ou O Terraço)”, um óleo sobre tela pintado pelo mestre francês Pierre-Auguste Renoir em 1881.

Mas o Art Institute de Chicago colocou essa informação em dúvida. “Fico feliz em confirmar que está em nossa coleção”, disse a porta-voz do museu Amanda Hicks à agência France Presse na segunda-feira. “Estamos orgulhosos e agradecemos poder compartilhar esta pintura excepcional com nossos 1,5 milhão de visitantes por ano”.

Um trabalho idêntico, que Trump afirmou ser o original, foi exibido em seu jato privado e visto recentemente, como no ano passado, dentro de sua casa em Nova York, de acordo com o biógrafo Tim O’Brien. Ele disse à revista Vanity Fair no início deste mês que viu a pintura ao realizar entrevistas para o livro de 2005 “TrumpNation: The Art of Being the Donald”.

Obra “As Duas irmãs (ou O Terraço)” é vista na casa do presidente Donald Trump, durante a gravação de um programa para a Fox News com sua esposa Melina. (Fox News/Reprodução)

O biógrafo, que Trump processou sem sucesso por ter afirmado que seu patrimônio líquido era de somente 150 milhões de dólares, corrigiu o autoproclamado bilionário. “Claramente era uma imitação”, garantiu O’Brien à revista Hive, acrescentando que disse a Trump “cresci em Chicago. Esse não é o original.”

Trump, no entanto, insistiu na autenticidade de sua pintura, declarou O’Brien.

Procurada, a Casa Brança não se manifestou sobre o caso.

Segundo o museu de Chicago, a tela de Renoir foi doada em 1933 por um colecionador de arte local, que o comprou de um comerciante de arte de Paris, que, por sua vez, o havia adquirido do próprio artista em 1881 por 1.500 francos.

Essa não é a primeira controvérsia sobre autenticidade em que Trump se envolve. Em junho, a revista Time teria pedido à Organização Trump que retirasse de exibição uma falsa capa de revista com o rosto de Trump adornado com uma manchete simpática.

Por AFP

Fonte original da notícia: Veja.com




Laguna (SC) – Casa de Anita permanece fechada

Relicário histórico passará por manutenção pontual e aguarda licitação da Secretaria de Obras para iniciar os trabalhos.

A Casa de Anita é um dos principais pontos turísticos de Laguna. Foi lá que Anita Garibaldi vestiu-se para o seu primeiro casamento, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. Desde a última semana, o ponto histórico está fechado para visitação e chama a atenção dos moradores e turistas.

De acordo com o presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Marcio José Rodrigues Filho, o fechamento foi necessário devido a problemas de infiltração que ocorreram com o acúmulo de chuvas registradas nos últimos dias.

Para preservar o acervo e a qualidade da recepção dos visitantes, a casa passará por manutenção pontual por meio dos serviços da Secretaria de Obras do município. Um projeto foi elaborado pelos especialistas da Secretaria de Planejamento e agora aguarda licitação para iniciar os trabalhos.

“Decidimos fechar a Casa para não prejudicar o acervo e após a liberação da licitação, a previsão é que nas próximas semanas iniciem os trabalhos de restauração pontual do telhado”, projeta.

Os servidores da prefeitura ainda participarão de uma capacitação que será realizada com especialistas em restauro de estruturas históricas por meio de um projeto do edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). “Receberemos especialistas até de fora do país, que farão da Casa objeto de estudo e capacitação dos servidores que atuam na manutenção de estruturas públicas”, reforça.

O presidente da fundação destaca que um projeto para restauração completa da Casa está em fase final. Desenvolvido em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o documento prevê a manutenção da estrutura e até instalação de uma cafeteria para melhor recepcionar os turistas que passam durante todo o ano no local. “O projeto está bem adiantado e aguarda a liberação de recursos do governo Federal para desenvolver os trabalhos”, detalha.

Relicário Histórico
A Casa de Anita
Foi construída em 1711 e atualmente funciona como museu, com um acervo que lembra a trajetória de Anita e seu inesquecível romance com Giuseppe Garibaldi. Guarda, além de móveis da época e utensílios pessoais, uma urna com a terra da sepultura da heroína e o mastro do navio “Seival”, uma das embarcações comandadas por Giuseppe Garibaldi desde o interior do Rio Grande do Sul a tomada de Laguna. A edificação foi restaurada na década de 1970 e transformada em relicário histórico.

Fonte original da notícia: Notisul




Museu de Rio Pardo (RS) reabrirá no Centro de Cultura em outubro

Acervo está sendo retirado do Solar Almirante Alexandrino para limpeza e restauro e posterior exposição. Cada mostra vai durar dois meses.

Foto: Divulgação/Internet

A partir do dia 6 de outubro, Rio Pardo vai ter sua história recontada em um novo espaço. Durante esta semana, uma equipe da Secretaria de Turismo e Cultura está envolvida na realocação do acervo do Museu de Rio Pardo, transportando-o do Solar Almirante Alexandrino para o Centro Regional de Cultura. Com a mudança, as peças estão sendo limpas, restauradas e tombadas como patrimônio do município.

De acordo com o secretário municipal de Turismo e Cultura, Alexandre Bitencourt, a partir da reinauguração do museu, no Centro de Cultura, serão realizadas exposições temáticas. Para evitar danos causados pela ação da luz, do vento, da umidade e de outros fatores externos, nem todas as peças serão expostas ao mesmo tempo. Cada mostra deve durar em torno de dois meses. “Para começar, vamos seguir uma linha do tempo. Depois vamos trocando”, diz.

A primeira exposição deve contar, dentre outros, com móveis da Câmara de Vereadores, objetos relacionados à passagem de Dom Pedro II pela cidade, espadas, documentos e quadros. O que não estiver ao alcance dos olhos dos visitantes vai ser guardado em condições apropriadas de conservação. “Precisamos gerir o que temos, para depois tentar ampliar o acervo”, observa. Para Bitencourt, o museu é uma maneira de valorizar a história e a produção cultural e artística dos antepassados.

No Solar, problemas continuam

O destino do Solar Almirante Alexadrino é incerto. Reinaugurado no ano passado, o prédio já voltou a apresentar problemas na estrutura. Entre outras coisas, há goteiras e infiltrações no casarão. De acordo com o secretário Alexandre Bitencourt, estão sendo encaminhados projetos para captação de recursos que possibilitem o restauro do Solar.

No entanto, não há previsão de retorno do acervo do museu ao antigo local. “Se conseguirmos restaurar, podemos utilizar o Solar para outras atividades culturais”, informa. Uma possibilidade é a construção de um memorial lá.

Por Heloísa Corrêa

Fonte original da notícia: GAZ




Museu no RJ ganha da Presidência da República cartas originais escritas por D. Pedro II a Czar Russo

Ministro da Cultura, Presidente do Ibram e chefe de gabinete da Secretaria Geral da República fizeram a doação nesta segunda-feira (4) em Petrópolis.

Maurício Vicente Ferreira Júnior assina o Termo de Cessão das cartas escritas por D. Pedro II. Foto: Paula Rangel | Museu Imperial

O Museu Imperial em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, recebeu na tarde desta segunda-feira (4) cinco cartas originais escritas por D. Pedro II ao Czar da Rússia Alexandre II. Os documentos foram entregues ao diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, pelo Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão; o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo; e pelo chefe de gabinete da Secretaria Geral da República, Antônio Lessa.

O presidente Michel Temer recebeu os documentos do presidente da Rússia Vladimir Putin em junho deste ano. Desde então, o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, manifestou o interesse em agregar o material ao acervo de cerca de 250 mil documentos da Instituição.

Segundo Antônio Lessa, as cartas foram doadas por meio de um Termo de Cessão Permanente e trazidas de Brasília no sábado (2), quando foram deixadas no Cofre do Distrito Naval no Rio. Nesta segunda (4), as correspondências foram entregues ao chefe de gabinete no Museu de Belas Artes no Rio e levadas sob escolta militar para Petrópolis.

“Estas cartas foram compradas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um leilão em Nova York e desde quando o presidente Michel Temer as recebeu, manifestou o interesse de doá-las a um Museu. Foi então que ele pediu a indicação do Ibram, que sugeriu o Museu Imperial”, disse Antônio Lessa.

Para Marcelo Araújo do Ibram, o fato de a Instituição ser voltada para a preservação do período do Império fez com que fosse a indicada para receber a documentação.

“São cartas originais que vão enriquecer o arquivo. Entre os museus federais consideramos que este era o mais adequado para receber esta documentação”, disse o presidente do Ibram.

Já o Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, informou que também foi considerada a representatividade que o Museu Imperial possui, uma vez que é um dos mais visitados do país. Ele mencionou ainda o fato de a instituição estar preservada e em plena condição de funcionamento.

“Estas cartas têm valor histórico e documental que tem a ver com o acervo do Museu, que é o lugar onde as pessoas esperam encontrar as coisas que pertenciam a D. Pedro II. A ideia é que estes documentos, que serão digitalizados, inspirem uma exposição sobre o tema”, disse o Ministro.

A deputada federal Cristiane Brasil também participou da solenidade de entrega e reforçou que o Museu Imperial é o lugar ideal para cuidar dessa documentação.

Segundo o diretor do Museu, Maurício Vicente Ferreira Júnior, as cartas também servirão como objeto de pesquisa dos técnicos da instituição, que recebe cerca de 400 mil pessoas por ano.

Por Aline Rickly

Fonte original da notícia: G1 Petrópolis




Porto Alegre (RS) – Museu/UFRGS oferece o curso “Cultura e Acessibilidade: pesquisa, formação e produção”

Nos dias 11 e 12 de setembro (segunda e terça-feira), a partir das 14h30, no Museu da UFRGS (Av. Osvaldo Aranha, 277 – Campus Centro – Porto Alegre), acontece o curso “Cultura e Acessibilidade: pesquisa, formação e produção”. A atividade que é organizada pelo Museu/UFRGS e pelo Grupo Interdisciplinar Pró-Cultura Acessível (PROREXT/UFRGS), tem como objetivo refletir sobre a temática da acessibilidade em ambientes culturais para promoção da inclusão de pessoas com deficiência. Dentre os temas abordados, a programação do evento inclui debate sobre políticas públicas para acessibilidade cultural, formação em acessibilidade cultural, comunicação multissensorial em museus, publicações multissensoriais e teatro e audiodescrição.

O curso é gratuito, tem entrada franca e vagas limitadas. Para inscrições clique aqui.

Para servidores técnicos e docentes da UFRGS, o evento pode contar como progressão por capacitação e as inscrições devem ser realizadas pelo site da EDUFRGS.

Mais informações e programação completa: https://goo.gl/YTpV2Q

Fonte original da notícia: UFRGS