Morretes (PR) – TAC visa proteção da Mata Atlântica e a preservação do patrimônio histórico

Foto: Ilustração/Sobretrilhos

Um Termo de Ajustamento de Conduta foi firmado entre o Ministério Público de Morretes, no Litoral do Paraná, e a empresa concessionária responsável pela exploração e desenvolvimento do serviço de transporte ferroviário de cargas na estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, para assegurar a proteção da Mata Atlântica e a preservação do patrimônio histórico tombado pelo Estado do Paraná na Serra do Mar.

De acordo com a Promotoria, que ajuizou uma ação cautelar para a paralisação das obras realizadas pela empresa, e que foram iniciadas sem a autorização da Coordenadoria do Patrimônio Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. Conforme a Promotoria de Justiça, o laudo técnico elaborado após a suspensão das obras demonstrou, porém, que a paralisação poderia acarretar riscos às condições de segurança da estrada, e por esse motivo, foi determinada a retomada dos serviços para que sejam realizadas as melhorias emergenciais no local.

O acordo firmado prevê que a empresa deverá apresentar à Coordenadoria do Patrimônio Cultural os projetos relacionados às obras executadas, bem como as informações referentes ao cumprimento das medidas compensatórias, que deverão ser aprovadas pelo Conselho Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico e pela Procuradoria-Geral do Estado do Paraná.

Colaboração MPPR

Fonte original da notícia: Massa News




Curitiba (PR) – Destruído pelo fogo, Belvedere será restaurado

Prefeitura vai esperar laudo sobre danos para iniciar projeto para recuperar o espaço.

Incêndio destruiu boa parte das instalações do Belevedere. Foto: Franklin de Freitas

Um incêndio provavelmente criminoso destruiu o prédio do Belvedere na noite de quarta-feira. O prédio histórico no São Francisco é uma Unidade Especial de Interesse de Preservação, e já estava em processo de restauração desde junho deste ano, quando o prefeito Rafael Greca assinou decreto de transferência de R$ 1,073 milhão em recursos de potencial construtivo para o restauro do edifício. A Prefeitura de Curitiba espera agora a perícia técnica e os danos serão avaliados para levantar os custos necessários à recuperação e restauro da edificação.

Desde a assinatura do decreto, o processo para o restauro estava em curso atendendo de acordo com o que exige as legislações federal e estadual para intervenções em edificações de interesse histórico e de preservação. Com a atualização do orçamento para a recuperação do Belvedere será possível definir o calendário para lançar o edital de licitação para as obras.

Tombado pelo Estado, o exemplar arquitetônico desenhado com linhas art nouveau foi construído em 1915, pelo então prefeito Cândido de Abreu, para ser um mirante no então ponto mais alto urbanizado da Capital.

A edificação teve outros usos, tendo sido, nos anos 20, sede da primeira rádio do Paraná, a Rádio Clube Paranaense. Na década de 30 passou a ser Observatório Astronômico da antiga Faculdade de Engenharia do Paraná e, em 1962, sede da União Cívica Feminina Paranaense. Anos mais tarde, em 2008, o prédio foi usado como posto da Polícia Militar.

Fonte original da notícia: Bem Paraná




Incêndio destrói prédio histórico que estava abandonado na região central de Curitiba (PR)

Em junho deste ano, prefeitura tinha liberado dinheiro para transformar o Palácio Belvedere na nova sede da Academia Paranaense de Letras.

Incêndio destruiu o espaço, que era referência da arquitetura no estilo Art Noveau, em Curitiba. Foto: Tony Mattoso/RPC

Um incêndio destruiu parte do Palácio Belvedere, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (6). O edifício, construído em 1915, foi erguido com linhas em Art Noveau, e era uma referência arquitetônica desse estilo na cidade.

Os Bombeiros foram acionados por volta das 22h para apagar as chamas. Ainda não se sabe o que causou o incêndio.

A situação será investigada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil; câmeras de segurança devem ajudar nas diligências.

O prédio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná, estava fechado há vários anos. A fachada foi alvo de vândalos, que picharam o espaço, que fica na Praça João Cândido, perto das Ruínas de São Francisco.

Em junho deste ano, o prefeito Rafael Greca (PMN) prometeu liberar recursos para readequar o edifício, que seria transformado na nova sede da Academia Paranaense de Letras.

No dia do anúncio, ele disse acreditar que a obra seria entregue num prazo de 12 a 18 meses. Pelo Facebook, Greca lamentou o ocorrido.

“Lamentável incêndio no Belvedere do Alto de São Francisco me entristece e determina a recuperar o bem danificado. As chamas não nos derrotarão. Nem a burocracia. Vamos aguardar perícia dos bombeiros e assim que a burocracia permita nós começaremos a obra. Curitiba terá de volta o Belvedere revitalizado de alguma maneira”, declarou o prefeito na rede social.

Em junho, a prefeitura prometeu que iria restaurar o espaço. Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Em nota, a Prefeitura de Curitiba disse que há a suspeita do incêndio ter sido criminoso. Veja a íntegra do texto:

“A Prefeitura de Curitiba está acompanhando as investigações do incêndio que atingiu, na noite de quarta-feira, 6, o Palácio Belvedere, no São Francisco. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil estão investigando a causa do incêndio, com suspeita de ter sido criminoso.

O imóvel, símbolo da arquitetura art noveau, estava lacrado e passaria por reformas para abrigar o Observatório da Cultura Paranaense, da Associação Paranaense de Letras e um café escola do Sesc Paraná.

A Prefeitura de Curitiba autorizou neste ano o uso do potencial construtivo, no valor de R$ 1,073 milhão, para a reforma do imóvel. O projeto do restauro do Belvedere foi desenvolvido por arquitetos do Sesc em parceria com o Ippuc. O Palácio Belvedere, na Praça João Cândido, é um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado no ano de 1966″.

Fonte original da notícia: G1 PR




Parque Nacional do Iguaçu (PR) bate recorde histórico de visitação

Até as 13h, 1.642.300 pessoas passaram por lá. E o ano ainda nem acabou. Esse número superou o recorde anterior, que era de todo o ano de 2015.

Reprodução G1. Divulgação/Internet

Até as 13h de quarta-feira (6), um milhão seiscentas e quarenta e duas mil e trezentas (1.642.300) pessoas passaram pelo Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, estabelecendo o novo recorde de visitação do local. E o ano ainda não acabou… Esse número superou o recorde anterior, que era de todo o ano de 2015.

Os brasileiros são os turistas que mais visitaram esse belo cenário. Mas por lá também já passaram, este ano, setecentos e cinquenta e um mil (750 mil) estrangeiros. Eles vieram principalmente de Argentina, Paraguai, França, Alemanha e Estados Unidos.

O Parque Nacional do Iguaçu foi criado há setenta e oito anos e é patrimônio natural da Unesco. Só perde em número de visitantes para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Por Marcos Landim

Fonte original da notícia: G1 – Jornal Hoje




Projeto inédito fará inventário do patrimônio histórico do PR começando por Antonina

Projeto-piloto do MP-PR quer catalogar o patrimônio histórico de Antonina e fortalecer o vínculo do município com sua comunidade.

Foto: Antônio More/Arquivo/Gazeta do Povo

Reconhecer e preservar a história de Antonina ao mesmo tempo em que se fortalece o vínculo do município com sua comunidade. Este é o objetivo do projeto-piloto encabeçado pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) em parceria com a FAE Centro Universitário e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Batizado inicialmente de Projeto de Proteção do Patrimônio Histórico de Antonina, ele prevê o levantamento do patrimônio histórico da cidade do litoral paranaense e a realização de ações educativas com o intuito de munir e facilitar o acesso da população às informações sobre as características e a história dos prédios que compõem a cidade onde vivem.

“É uma atribuição nossa a preservação do patrimônio histórico e cultural, que também está prevista na Constituição Federal. Antonina é uma cidade com muitas questões desta ordem, então propus à Doutora Nicole [Mader Gonçalves, ex-promotora de Antonina] que fizesse um projeto-piloto para que nós o adotássemos como ponto de partida de uma atuação mais prática e menos teórica. Ou seja, de não ficarmos apenas naquele fazer pontual, de quando ocorre alguma denúncia”, conta o procurador Alberto Vellozo Machado, coordenador do Centro de Apoio às Promotorias de Justiça, de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo do MP-PR.

Assim, a proposta do projeto é criar uma espécie de arquivo público que liste quais são os prédios/paisagens tombados na cidade e catalogue as informações sobre eles.

“Queremos reconhecer junto com a comunidade quais são as unidades de interesse cultural da cidade para que ela possa saber qual é o seu patrimônio e acompanhar o estado de conservação dele – se os prédios foram ou não restaurados ou se precisam de restauro”, explica a arquiteta e urbanista do Centro de Apoio do MP-PR, Laura Esmanhoto Bertol. “Também vamos investir na educação patrimonial por meio de ações com os alunos e professores das escolas do município”, acrescenta.
Levantamento

O trabalho de campo, que se refere ao levantamento de quais são e do estado de conservação das edificações de interesse patrimonial em Antonina, será realizado em parceria com as universidades. Tendo como base o inventário do patrimônio histórico de Antonina organizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Paraná (Iphan-PR), os alunos irão atualizar as informações referentes aos imóveis em disciplinas e projetos de extensão.

“Um dos maiores desafios que temos para formar bons profissionais é trazer o ensino da Arquitetura e do Urbanismo para a prática. Possibilitar aos alunos participarem de um projeto de extensão como este representa um salto muito significativo no seu desenvolvimento [como profissionais]”, avalia a Adriane Cordoni Savi, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da FAE.

O início dos trabalhos de campo está previsto para março de 2018, após o início do ano letivo. A previsão é a de que até setembro esta primeira etapa do projeto-piloto esteja finalizada para que, então, os dados sejam organizados e disponibilizados à população por meio do site do Ministério Público.

“A intenção também é criar um aplicativo para que as pessoas possam conhecer a história e denunciar casos de abandono do patrimônio histórico”, acrescenta Adriane. “Este banco poderá servir de base de dados do próprio município, do Ministério Público e de órgãos de controle, como a Secretaria da Cultura e o Iphan, para que tenhamos [as informações] e possamos corrigir os problemas”, completa Machado.

Ainda segundo o procurador, e a partir da conclusão das etapas do projeto-piloto de Antonina, a ideia é a de que ele possa ser replicado em outros municípios do estado. “Prever exatamente quais são todos os resultados deste trabalho é um pouco difícil. Mas o desdobramento de um projeto deste só pode ser positivo. Nossa utopia é que ele se torne atividade normal de qualquer Promotoria de Justiça que esteja em face, principalmente, de áreas com patrimônio histórico-cultural mais evidente. É uma meta bem ambiciosa”, afirma o procurador.

Por Sharon Abdalla

Fonte original da notícia: Haus – Gazeta do Povo




Artistas gravam música para protestar contra redução de área protegida no Paraná

Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa pode reduzir em quase 70% o tamanho da Área de Proteção Ambiental da Escarpa Devoniana.

Buraco do Padre na Escarpa Devoniana. Foto: divulgação Universidade Estadual de Ponta Grossa

Um grupo de artistas produziu um videoclipe para protestar contra a tentativa de reduzir a Área de Proteção Ambiental (APA) da Escarpa Devoniana, uma unidade de conservação no Paraná que pode perder quase 70% de sua área por causa de um Projeto de Lei. O trabalho conta com a participação de paranaenses ilustres, como Luís Melo, ator que no momento trabalha na novela O outro lado do paraíso, na TV Globo, a cantora Rogéria Holtz e mais de 40 artistas, entre atores, músicos e humoristas. (Confira o clipe neste link.)

A música foi escrita pela cantora e compositora Raissa Fayet, de Curitiba, que tem família na região da escarpa. Vegana e interessada no ativismo ambiental, Raissa conta que, quando foi convidada a participar de uma ação contra a redução da APA, viu uma oportunidade para juntar a classe artística na defesa da natureza da região. “Queremos que as pessoas se importem com o que é essencial, como nossa água, nosso ar e nosso alimento. A arte tem esse poder de levar essa mensagem para as pessoas”, diz.

A Escarpa Devoniana nada mais é que um grande degrau geológico, de 200 metros de altura, que separa dois planaltos no Paraná. Ela tem esse nome porque suas rochas foram formadas no período devoniano, há 300 milhões de anos – antes mesmo do surgimento dos dinossauros. Hoje, é uma das áreas naturais mais importantes do Paraná, funcionando como reservatório natural de água, contendo inúmeras cachoeiras e espécies de fauna e flora. Ela abrange, além disso, dois ecossistemas ameaçados da Mata Atlâtica, os Campos Gerais e a Floresta de Araucária.

Esse patrimônio natural é protegido pela APA, criada em 1992. Uma APA é uma unidade de conservação pouco restritiva. Ela permite que, num mesmo ecossistema, haja florestas protegidas ao lado de propriedades privadas com produção agrícola, pecuária e até atividades industriais e minerais. Todas essas atividades são organizadas por um plano de manejo, que define onde se pode produzir e onde se deve preservar. “A APA é um grande laboratório de convivências entre a natureza e as atividades humanas”, diz Aristides Athayde, advogado e vice-presidente do Observatório Justiça & Conservação, organização conservacionista do Paraná. “Mas, recentemente, alguns proprietários pararam de respeitar o plano de manejo e houve inúmeros ilícitos.” Entre esses ilícitos estão o desmatamento ilegal e o avanço de atividades agrícolas, especialmente monoculturas de pinus, eucalipto e soja em áreas destinadas à conservação.

Essa situação se intensificou a partir de dezembro do ano passado. Os deputados estaduais Plauto Miró (DEM), Ademar Traiano (PSDB) e Luiz Cláudio Romanelli (PSB) apresentaram na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei que reduzia em 68% a área da APA, tirando todas as áreas particulares da unidade de conservação. Na prática, o projeto permite que essas propriedades que hoje estão na escarpa ou nos Campos Gerais possam ignorar qualquer restrição do plano de manejo, além de anistiar aqueles produtores que cometeram irregularidades.

Athayde ressalta que a APA, na forma como está criada hoje, não representa impedimento para a atividade econômica e é possível produzir na região dos Campos Gerais de forma sustentável e integrada com a natureza. “Foi aqui que começou o plantio direto, que não agride muito o solo. Há aqui uma cultura muito forte de agricultura orgânica. Nós queremos preservar essas boas práticas”, diz.

A campanha contra a redução da APA mobilizou o setor ambiental do Paraná e já conseguiu algumas vitórias. Em setembro, por exempo, o deputado Romanelli, líder do governo Beto Richa, retirou sua assinatura do projeto. No entanto, ele ainda tramita na Assembleia Legislativa e, com a aproximação das eleições, pode virar moeda de troca entre deputados e o governo. Além disso, o contexto político nacional mostra que estamos em um período de ataque às áreas protegidas. Há tentativas de reduzir unidades de conservação federais em vários estados brasileiros, como na Floresta do Jamanxim, no Pará, no Parque Estadual Serra Ricardo Franco, em Mato Grosso, e no Parque Nacional de São Joaquim, em Santa Catarina, entre outros. Por isso, a música gravada pelos artistas, chamada de “Pare. Preste atenção!”, procura deixar o público atento para as tentativas de fragilizar as áreas protegidas não só no Paraná, mas no país todo. “A letra fala do meio ambiente e do homem ambicioso”, diz Raissa. “São vários os lugares que precisam de atenção, e a escarpa é um deles.”

Por Bruno Calixto

Fonte original da notícia: Revista Época




Antiga fábrica do açúcar Diana vira um dos maiores centros culturais de Curitiba (PR)

Área de 60 mil m² da antiga Açúcar Diana abrigou o TribalTech e se prepara para receber eventos de todos os portes. Agenda para 2018 já tem 10 festas confirmadas.

Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Para se preservar um patrimônio, é preciso ocupar e dar nova vida ao local. Com o patrimônio industrial não é diferente. Parte da história industrial curitibana e paranaense, fundada na década de 1960, a Romani S/A Indústria e Comércio de Sal ocupou por quatro décadas um grande terreno no Prado Velho com sua fábrica de Sal e Açúcar Diana. Com processo de falência em 1997, desde então a fábrica estava desativada. A sede da empresa também ficava na região, na famosa Casa dos Arcos, também conhecida como Casa Emilio Romani, na Praça Eufrásio Correia.

Hoje, outro “Emilio Romani” – na versão canina – pode ser encontrado por quem passa pela Usina5, espaço de eventos culturais, gastronômicos, alternativos e corporativos no terreno da antiga fábrica Diana, dentro do perímetro do Vale do Pinhão. “O Emilio é o nosso mascote, está por aqui desde a TribalTech. Demos esse nome em homenagem ao fundador da fábrica”, brinca o empresário Patrik Cornelsen, um dos sócios da Usina5 e realizador da edição Escape da festa de música eletrônica, realizada em 7 de outubro e que apresentou o local para o público. 

Fábrica foi fundada nos anos 1960. Foto: Reprodução Usina5

Com 60 mil m² de área total, cinco barracões cobertos que abrangem 16 mil m² de área construída e capacidade para abrigar até 20 mil pessoas, a Usina5 compreende ainda estacionamentos moduláveis que podem comportar até 1.300 veículos simultaneamente, além de grandes áreas abertas capazes de receber eventos de todos os portes com conforto e segurança, segundo garante Cornelsen.

“Nossa ideia para o espaço sempre foi manter a identidade visual da fábrica, mexendo o mínimo possível na parte estrutural. Nossa revitalização foi apenas para manter o local seguro, com ventilação adequada, saídas de emergência e atendendo todas as necessidades, mas mantendo a essência da usina”, explica. Dessa forma, pode-se dizer que o “Emilio Romani” canino simboliza de forma afetiva o cuidado dos novos donos com a história e importância do local.

Foto: Divulgação

O processo de limpeza e revitalização do local levou sete meses, envolvendo cerca de 300 pessoas. Os números impressionam: 10 toneladas de lixo foram retirados da Usina5, com aproximadamente 400 toneladas de saibro e pedrisco para adequação e acessibilidade do terreno.

Segundo o empresário, a iniciativa busca contribuir com o desenvolvimento de atitudes, projetos e ideias para o bairro, públicos ou privados, como o Vale do Pinhão e o movimento Reação Urbana, realizado pela Reurb, HAUS e Agência Curitiba. E a parceria já rendeu frutos: na última terça-feira (14), foi assinado um protocolo de intenções para estabelecer parcerias em eventos, reuniões e outras ações que colaborem para o desenho do Plano Preliminar de Reabilitação Urbana do Vale do Pinhão, que será entregue para a Prefeitura de Curitiba até setembro de 2018.

Vida nova ao bairro

Espaço comporta até 20 mil pessoas. Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

A escolha da fábrica não foi por acaso, de acordo com Cornelsen, tanto que a avaliação do primeiro evento de grande porte realizado no local – a TribalTech Escape, que reuniu 10 mil pessoas e não teve nenhum registro de ocorrências de trânsito, policial ou de impacto à vizinhança – é a melhor possível.

“A estrutura e fácil acesso à Usina5 permitem um ótimo fluxo de pedestres e veículos, boas condições de estacionamento de veículos particulares, táxis, veículos de aplicativos e ônibus de turismo. Tivemos registro de quase 100 ônibus de excursões na TribalTech e tudo funcionou bem. Devido a excelente performance do local para a atividade desenvolvida, reconhecida pela Cage (Comissão de Análise de Grande Eventos) em parecer emitido para o CMU (Conselho Municipal de Urbanismo), já foi aprovado o alvará definitivo de funcionamento da Usina5″, comemora.

O objetivo agora é tornar a Usina5 uma área urbana de convívio frequente dos curitibanos e turistas, tanto em eventos de cultura, entretenimento e corporativos, quanto de convivência. “Para isso, vamos estimular a arte de rua nos vários muros disponíveis para intervenções, seguindo o modelo da Wynwood Walls, em Miami“, antecipa Cornelsen.

A parceria com a Agência Curitiba, segundo ele, dará apoio para que startups, espaços de coworking e empresas das áreas de marketing e design, por exemplo, se tornem colaboradores e possam se instalar na Usina5.

Agenda movimentada

Mesmo com o anúncio recente do lançamento da Usina5 como espaço de eventos, a agenda para 2018 já está movimentada: em dezembro, será realizada no local a festa alemã Kubik, em quatro finais de semana, do dia 1º ao dia 23.

“No início de janeiro, teremos um festival de música dos mesmos organizadores da TribalTech. Para o restante do ano, já estamos com dez festas programadas, além de contatos com organizadores de eventos gastronômicos e de animais, como a Parada Pet, que esse ano foi feita no Museu Oscar Niemeyer”, conta Patrik Cornelsen.

Por André Nunes

Fonte original da notícia: Haus – Gazeta do Povo




Prefeitura de Maringá (PR) publica decreto para desapropriar Hotel Bandeirantes, construído na década de 1950

O imóvel, que é de um proprietário particular, está fechado desde 2005, mesmo ano em que foi tombado como patrimônio histórico e cultural do Paraná.

Reprodução G1. Divulgação/Internet

A Prefeitura de Maringá, no norte do Paraná, publicou um decreto que prevê a desapropriação do Hotel Bandeirantes, construído na década de 1950, na edição do Órgão Oficial do município de segunda-feira (20).

Conforme o documento, o imóvel fica declarado “de utilidade pública, para fins de desapropriação amigável ou judicial” a fim de ser destinado à “ampliação do Paço Municipal”.

De acordo com a administração municipal, a intenção é evitar que o prédio seja adquirido pela iniciativa privada e descaracterizado. “Se nós desapropriarmos, poderemos utilizar para algumas secretarias que pagam aluguel”, diz o chefe de gabinete, Domingos Trevisan.

Segundo ele, não há prazo para a desapropriação do imóvel. “Não chegamos a discutir esse valor ainda. Pretendemos primeiro discutir com a comunidade”, diz Trevisan.

O imóvel, que é de um proprietário particular, está fechado desde 2005, mesmo ano em que foi tombado como patrimônio histórico e cultural do Paraná. O prédio conta com 6 mil metros quadrados, 66 suítes e 30 vagas para estacionamento – 10 internas e 20 externas.

O projeto do hotel, encomendado na década de 1940 pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, é assinado pelo arquiteto José Augusto Bellucci, o mesmo responsável pela Catedral de Maringá.

O estilo modernista levou ao tombamento do imóvel, que em razão disso não pode sofrer alterações na fachada e em algumas dependências.

A localização é nobre. Instalado na praça Renato Celidônio, ao lado da prefeitura e de frente para a catedral, o prédio tem acessos pela praça da prefeitura e pelas avenidas Tiradentes e Duque de Caxias.

De acordo com um anexo que acompanha o decreto, do 2º Ofício de Registro de Imóveis de Maringá, em 2012 a prefeitura avaliou o imóvel em R$ 14 milhões. O valor foi estimado para a cobrança de 2% referentes ao Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

A construção do hotel foi iniciada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná – empresa responsável pela colonização de Maringá – em 1947 e concluída em 1956.

“Maringá estava em fase de expansão e a companhia precisava de um hotel que otimizasse esses negócios”, diz o historiador Reginaldo Benedito Dias.

Por Fábio Linjardi

Fonte original da notícia: G1 – RPC Maringá




O bem que as fábricas antigas fazem à paisagem de Curitiba (PR)

Pouco valorizados, edifícios industriais têm importância histórica esquecida.

Moinho Anaconda, inaugurado em 1957, segue em atividade até hoje. Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Parte fundamental na história das cidades modernas, o patrimônio industrial remete à época da urbanização e é carregado de significados. Em Curitiba, o bairro Rebouças foi o berço das primeiras fábricas, no século 20. Muitas delas foram demolidas e as que resistiram ao longo dos anos passaram por diversas transformações.

“O patrimônio industrial tem muita importância na memória coletiva e explica a formação do território de uma cidade”, ressalta a arquiteta e urbanista Iaskara Florenzano, que realizou uma pesquisa sobre o desaparecimento do patrimônio e da paisagem industrial no Rebouças.

Detalhe do pavilhão da Fábrika, antiga fábrica de fitas e bandeiras que foi revitalizado. Foto: Fernando Zequinão / Gazeta do Povo

Alguns prédios foram ressignificados e preservados, como a Fábrika, no Alto da XV. Construído em 1938, o local abrigou a fábrica de fitas e bandeiras Venske até 1980 e, após algumas reformas, foi ocupado por escolas de idiomas, de dança e uma academia. Outros edifícios tiveram outro destino, foram demolidos, como o caso simbólico da antiga fábrica Matte Leão, no Rebouças. Ocupando um quarteirão de 16,3 mil m², o importante edifício foi demolido em 2011 sob críticas de profissionais ligados ao patrimônio, dando lugar ao novo templo da Igreja Universal do Reino de Deus.

Antiga fábrica Fiat Lux é um exemplar típico da arquitetura fabril com telhado shed. Foto: Marcos Campos / Acervo da Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba

Atual fábrica Swedish Match que também produz fósforos Fiat Lux. Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Florenzano explica que o patrimônio industrial não é composto apenas por edifícios fabris. O conceito é mais amplo e envolve desde a casa dos operários e as linhas de trem até o maquinário usado na fabricação dos produtos. Esses conjuntos não são harmônicos, já que compreendem construções de épocas e materiais distintos.

“É fácil defender a preservação de um edifício como o Paço Municipal, uma construção eclética que tem qualidades estéticas de fácil entendimento pelas pessoas e pelo poder público”, opina a arquiteta. “Já as qualidades arquitetônicas de uma fábrica, por exemplo, não são tão apreciadas. Mesmo sendo portador de várias informações e significados, esse conjunto industrial dificilmente é defendido como patrimônio que deve ser preservado”, completa.

Histórico

O processo de industrialização em Curitiba esteve intimamente vinculado com a questão ferroviária. Antonio Pedro Taboada, arquiteto do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), conta que o conjunto fabril se caracterizou, a princípio, no entorno imediato da estação ferroviária. Com o passar do tempo, alguns edifícios ou plantas isoladas irradiaram para além dos limites do Rebouças, induzidos pela implantação dos ramais da via férrea.

Ele explica que em 1885 surge a região do Rebouças, na época periferia da cidade, com a construção da via férrea no auge do ciclo erva mate. O bairro foi o primeiro complexo fabril e ferroviário da capital paranaense e, em 1943, o plano diretor classificou a região como zona industrial. Décadas depois, a zona industrial foi transferida para a Cidade Industrial de Curitiba (CIC).

Antiga cervejaria Atlântica. Foto: Marcos Campos / Acervo da Casa da Memória / Diretoria do Patrimônio Cultural / Fundação Cultural de Curitiba

No local da antiga cervejaria agora está a fábrica da Ambev. Foto: Letícia Akemi / Gazeta do Povo

Iaskara Florenzano relata que houve um processo de desindustrialização, com a mudança das fábricas para outros bairros, deixando os edifícios abandonados. Há, então, uma pressão econômica para remover esses antigos edifícios sem o devido cuidado com o patrimônio. “Esse processo aconteceu em vários lugares do mundo. Observamos em cidades como Buenos Aires e Londres e, em menor escala, em Curitiba”, comenta.

“Sobrou mais da paisagem ferroviária do que da fabril”, aponta Taboada. Ele lista como parte do estudo, realizado pelo IPPUC, sobre a paisagem ferroviária e fabril no Rebouças, os seguintes pontos que seguem em pé até hoje: Moinho Anaconda, Ambev (antiga cervejaria Atlântica), Moinho Paranaense (atual sede da Fundação Cultural de Curitiba) e a fábrica de fósforos Fiat Lux (atual fábrica Swedish Match).

O arquiteto também aponta imóveis nos quais não funcionaram fábricas, mas que estão intimamente ligados ao contexto histórico da época e por isso também integram o levantamento do IPPUC: Viaduto Capanema, Edifício Teixeira Soares, Garagem da Rede Ferroviária, Estação Ferroviária, Ponte Preta, Paraná Clube (antigo estádio do Clube Atlético Ferroviário), Teatro Paiol e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (antigo CEFET).

Preservação

Para Florenzano só é preservado o que é conhecido. “O patrimônio industrial não é reconhecido como patrimônio. Alguns países já entendem a necessidade de preservar esses edifícios, mas aqui ainda estamos engatinhando nesse processo”, comenta.

“Não se trata de congelar esses edifícios, mas de dar um novo uso e preservá-los”, defende a arquiteta. Ela dá exemplos de transformações de antigas fábricas em museus, galerias de artes e centros culturais, nos quais foram feitas intervenções modernas usando metodologias para preservar o patrimônio histórico. Na Argentina, o Faena Art Center era um antigo moinho de farinha que se tornou um centro de artes e na Suécia uma usina elétrica foi reestruturada e hoje abriga o Moderna Museet Malmö.

Por Júlia Rohden

Fonte original da notícia: Gazeta do Povo




Obras de restauro da Estação Ferroviária em Paranaguá (PR) continuam a todo vapor

Foto: PMP

A obra de restauração do prédio da Estação Ferroviária está na fase da cobertura. O telhado está sendo feito com madeira itaúba que foi imunizada e hidratada.

De acordo com o responsável pela parte de carpintaria, Antonio Carlos Barbosa, a estrutura estava muito deteriorada e o trabalho começou com a recuperação das esquadrias de madeira e execução do telhado. “O telhado foi feito por um arquiteto de Curitiba e trata-se de um projeto complexo. Não é um telhado comum, pois divide-se em dois telhados, o que exige muita madeira e muito trabalho especializado”

Todos os carpinteiros e ajudantes de pedreiro que trabalham na obra são de Paranaguá. Eles não tinham a experiência de trabalhar com patrimônio histórico, mas passaram por treinamento e conhecimento das normas regulamentadoras que são obrigatórias na construção civil. “O restauro é mais complexo e demorado”, explicou o engenheiro.

Foto: PMP

O grupo recebe acompanhamento diário em função da complexidade da obra. “Ela começa de dentro para fora. Estamos fazendo o telhado para depois seguir para a restauração das paredes e outras etapas. O restauro em geral é demorado”, confirmou Barbosa.

Na recuperação do telhado, a equipe fez um trabalho de tratamento das madeiras. A madeira do telhado recebeu pintura com tinta retardante de chamas, o que significa aumentar o tempo que a madeira começa a ser corroída pelo fogo e desta forma a tinta tem uma micragem na composição e esta queima primeiro. Este tempo a mais pode ser suficiente para salvar muitas vidas ou reduzir os estragos enquanto o Corpo de Bombeiros não apaga o incêndio.

O canteiro de obras conta com o trabalho do pedreiro Ricardo de Andrade Porto. Ele é da Ilha dos Valadares e diz que é um orgulho participar deste restauro. “É uma obra complicada e é difícil demais. Tem que ter muita paciência”, confirmou

Ronald Lofredo Júnior coordenador da obra pela Pires Giovanetti Guardia Engenharia e Arquitetura Ltda, empresa responsável pela restauração, explica que depois da limpeza, foi feita a retirada de vidros quebrados, esquadrias danificadas e quilos de entulho. Foi feito um reforço estrutural para estabilizar o prédio para, então, começar a cobertura.

“Iniciamos o trabalho em abril deste ano e explicamos à Prefeitura que não havia condições de fazer em 8 meses. Este tipo de obra é complexo e demorado e é desenvolvido nos detalhes. O objetivo da empresa é finalizar a obra em 2018”, reforçou Lofredo.

Nesta semana o prefeito Marcelo Roque, acompanhado do secretário de Planejamento, Sílvio Loyola, estiveram no local acompanhando os trabalhos.

Com informações da SECOM

Fonte original da notícia: Nosso Paraná