Parnaíba (PI) – Governo contrata empresa por R$ 8,6 milhões para obras de urgência no Porto das Barcas

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) contratou, por R$ 8,6 milhões, a empresa que fará a reforma do “Conjunto Arquitetônico Porto das Barcas”, em Parnaíba. Em junho, o Governo do Piauí decretou situação de emergência no local, em especial pelo risco de desabamento de imóveis desativados.

A empresa MP Engenharia Ltda terá 180 dias para executar a obra, a contar de 14 de julho, data da assinatura do contrato. O valor da reforma será de R$ 8.625.412,37 e envolve principalmente a área do Museu Náutico e o entorno do porto.

O Porto das Barcas teve situação de emergência decretada após vistoria técnica feita pela Coordenação de Registro e Conservação da Secult, que “constatou graves danos à estrutura daquele Complexo Cultural, evidenciando risco de desabamento e outras consequências dessa natureza que podem causar transtornos às pessoas que ali frequentam diariamente”.

O conjunto arquitetônico do Porto das Barcas é tombado e faz parte do patrimônio cultural piauiense. Em abril, após reunião do governador Wellington Dias com o secretário Fábio Novo, foi anunciado um projeto de reestruturação do local, com reforma de lojas e todo o sítio arquitetônico. Na época, o governador informou que buscava R$ 7,5 milhões em investimentos junto à Caixa Econômica Federal para as obras.

O projeto da Secult prevê a instalação de ateliê, restaurante, livraria e do parque das ruínas. Uma nova sinalização e iluminação também devem ser implantadas.

Por Fábio Lima

Fonte original da notícia: cidadeverde.com




São Paulo (SP) – Problemas contemporâneos do Patrimônio Cultural

Programa
Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

As questões relacionadas ao campo do patrimônio cultural têm ganhado destaque cada vez maior nos debates sobre cidade e cultura. Isto se deve, principalmente por se tratar de um tema que ampliou sua área de atuação. O que antes era um campo restrito a uma parcela da população, vem ganhando espaço em discussões mais amplas. Junto com isto, novos problemas aparecem, solicitando abordagens renovadas a partir de outras perspectivas.

Neste sentido este curso pretende discutir 6 problemas contemporâneos ligados a preservação do patrimônio cultural de forma geral. Serão abordados temas como o da autenticidade, instrumentos de reconhecimento e preservação, turismo e lugares de consciência a partir de discussão de conceitos e apresentação de estudos de caso. O curso pretende construir um debate aprofundado que permita compreender quais os limites e perspectivas de atuação.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

Sabrina Fontenele
Pós-doutorando em História pelo IFCH-Unicamp onde estuda questões como domesticidade, preservação e arquitetura moderna.

Silvio Oksman
Doutor pela FAU-USP, com mestrado (2011) e graduação pela mesma instituição. Desde 1998 desenvolve projetos de arquitetura com ênfase nas questões da preservação de patrimônio cultural.

Eduardo Costa
Pós-doutorando em História pelo IFCH-Unicamp. É arquiteto formado pela Unicamp. Especialista em Cultura Visual, História Intelectual e Patrimônios.

Data
24/08/2017 a 28/08/2017
Quintas, das 14h às 17h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de julho às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo.

Valores
R$ 18,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 – inteira

Fonte original da notícia: Sesc São Paulo




Pelotas (RS) – Estão abertas as inscrições para agentes do Dia do Patrimônio

Estão abertas, até o dia 1º de agosto, as inscrições para agentes do 5º Dia do Patrimônio, que será nos dias 18, 19 e 20 de agosto. Com o tema “Territórios Daqui: Identidades e Pertencimento”, esta edição aborda a relação dos bairros com o seu patrimônio e de pertencimento dos moradores.

Os agentes serão os mediadores das atividades no Centro Histórico e nos bairros de Pelotas. Em um treinamento prévio, aprenderão a recepcionar os visitantes, auxiliar a comissão organizadora e divulgar o evento. A função não será remunerada, mas os voluntários receberão certificados.

As inscrições podem ser feitas na Secretaria Municipal de Cultura (Praça Cel. Pedro Osório, nº 2) ou pelo e-mail: diadopatrimonio.agentes@gmail.com.

O Dia do Patrimônio tem o objetivo de divulgar o patrimônio cultural de Pelotas através de visitas guiadas a prédios históricos, manifestações artísticas ao ar livre, oficinas técnicas e ações de educação patrimonial. As edições anteriores trataram dos seguintes temas: Patrimônio (2013), Herança Cultural Africana (2014), Pelotas Natural: Patrimônio de Águas (2015) e Ocupação Feminina (2016).

Fonte original da notícia: Prefeitura de Pelotas




Assembleia aprova projeto de lei que torna chambari patrimônio cultural do Tocantins

O projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Marcelo Miranda. O prato é um dos mais populares do Tocantins.

Foto: TV Anhanguera/Reprodução

A Assembleia Legislativa aprovou um projeto de lei que torna o chambari patrimônio cultural e gastronômico do estado. O prato é um dos mais populares do Tocantins, mas o projeto ainda precisa ser sancionado pelo governador Marcelo Miranda.

Além de ser um prato muito apreciado pelos tocantinenses, a comida se tornou também o principal sustento de muitas famílias. A comerciante Silvany Alves é de uma família tradicional, o chambari sempre esteve no cardápio e agora ela ganha a vida com esse prato. “De criança a gente já comia, apredeu a gostar e a medida que o tempo foi passando a gente foi trabalhando, aperfeiçoando, melhorando e hoje o chambari é conhecido.”

O segredo do sabor que atrai tanta gente, segundo ela, é tempero. “Saber temperar, saber fazer com amor porque a comida quando é feita assim, o povo vem, come e volta.”

“Tem muitos que falam que Araguaína é a capital do chambari. Quando eu tinha 12 anos, pegava emprestado um carrinho de mão para poder fazer frete na feira e o pouco dinheiro que eu ganhava era para ir à barraca de chambari”, lembra o motorista Claudio Melo.

O prato é famoso principalmente no norte e nordeste do país. Em outras regiões pode ser conhecido como ossobuco. A comida faz parte da alimentação do tocantinense. Na família do técnico de enfermagem Sanicler Oilveira todo mundo adora. “Aqui é do grande ao pequeno”, afirma.

O chambari mudou a vida da comerciante Mariusa Gomes. “Antes era a minha mãe e agora eu assumi. Me trouxe muitas coisas: reformei minha casa, ganhei meu transporte, ajudo meus filhos.”

O projeto de lei foi proposto pela deputada estadual Luana Ribeiro e aprovado pela Assembleia Legislativa no último dia 7.

Fonte original da notícia: G1 Tocantins




Busto-relicário esculpido por Aleijadinho volta ao acervo de Minas Gerais

A escultura de cedro estava com um colecionador do interior de São Paulo e passa a integrar o patrimônio de Ouro Preto.

O busto-relicário de São Boaventura estava com um colecionador de São Paulo e ficará sob a guarda definitiva do Museu de Aleijadinho. Foto: MPMG/Divulgação

Vitória para o patrimônio cultural mineiro e em defesa do legado de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814). A Justiça determinou que o busto-relicário de São Boaventura, peça esculpida pelo “mestre do barroco” para a Igreja de São Francisco de Assis, de Ouro Preto, na Região Central, seja reintegrado definitivamente ao acervo original sob guarda do Museu Aleijadinho e da Arquidiocese de Mariana, e reconheceu a obra como integrante do patrimônio de Ouro Preto. A ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) foi proposta em 2011, em atuação conjunta da 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Ouro Preto e Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC), sendo a sentença proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Ouro Preto.

De acordo com informações do MPMG, a escultura de cedro, com 69 centímetros de altura, estava com um colecionador do interior de São Paulo e ficará sob a guarda definitiva do Museu Aleijadinho e da Arquidiocese de Mariana – por determinação judicial, ela fica num cofre, em local não divulgado e sem exposição. Como a obra foi desviada do acervo de origem, em data indeterminada e ficou em poder de um colecionador do interior de São Paulo, a ação pediu também o pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos, explicou, ontem, o promotor de Justiça da comarca de Ouro Preto, Domingos Ventura de Miranda Júnior, já que esse pedido foi negado pela Justiça, mas o MPMG vai recorrer da decisão.

“Trata-se de uma decisão muito importante, pois a Justiça reconheceu que a peça pertence realmente a Ouro Preto e deverá ficar no município. É um precedente fundamental para valorizar o acervo daqui”, afirmou ontem Miranda Júnior, por telefone. Na sentença, o juiz destacou que a obra apresenta “valor cultural, histórico e artístico muito acentuado, justificado pelo período em que foi produzida, no qual o Brasil estava sob o regime do padroado (Igreja e Estado), e é protegida pelo Conjunto Histórico de Ouro Preto, assim como pela Lei 4.845/65. Além disso, trata-se de bem tombado, pois faz parte do acervo da Igreja de São Francisco de Ouro Preto”.

Histórico. Conforme a ação civil pública, Aleijadinho teria produzido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura para integrar a Igreja de São Francisco de Assis de Ouro Preto, bem tombado desde a década de 1930 e localizada no Centro Histórico protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco). Estudos mostram que a obra teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros bustos ficam no acervo do Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

Em 2014, o MPMG entrou com recurso requerendo à Justiça tutela antecipada determinando a manutenção da obra em Ouro Preto até o julgamento final da ação. Os promotores de Justiça alegaram que “toda a prova pericial produzida indica que o busto objeto dos autos foi produzido para ornar a Igreja de São Francisco de Ouro Preto, de onde não poderia ter sido retirado, pois trata-se de bem fora do comércio e expressamente protegido em razão de seu valor cultural imensurável”.

No acórdão, o relator do agravo de instrumento, desembargador Caetano Levi, decidiu, então, que “a peça sacra constitui patrimônio cultural inquestionável da comunidade onde foi produzida” e que “a prova pericial realizada torna certo que a peça é mesmo de autoria do consagrado escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, razão pela qual deve permanecer em Ouro Preto até o julgamento do mérito do recurso pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais”.

Entenda o caso

De acordo com a ação proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais, na Comarca de Ouro Preto, Aleijadinho teria esculpido um conjunto formado por quatro bustos-relicários representando os doutores franciscanos – Venerável Duns Scott, Santo Antônio de Pádua, São Tomás de Aquino e São Boaventura – para integrar a Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, tombada desde a década de 1930

O busto-relicário de São Boaventura, com 69cm de altura, foi desviado do acervo de origem em data indeterminada, indo parar nas mãos de um colecionador do interior de São Paulo. A obra, em cedro, teria sido concluída na terceira fase de produção de Aleijadinho, entre 1791 e 1812. Os outros três bustos que formam o conjunto estão no Museu Aleijadinho, em Ouro Preto.

A primeira ação do MPMG, em 2008, pediu a devolução definitiva do busto-relicário de São Boaventura à Arquidiocese de Mariana, além do pagamento de indenização por danos materiais e danos morais coletivos. A ação principal ocorreu em 2011, tendo à frente o então promotor de Justiça de Ouro Preto, Ronaldo Crawford, e pelo ex-titular da Coordenadoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico (CPPC) Marcos Paulo de Souza Miranda.

Em 28 de abril de 2015, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da 1ª Câmara Cível, determinou que o busto-relicário ficasse em Minas até o fim da tramitação da ação.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




MG – Concurso fotográfico quer valorizar patrimônio cultural dos mineiros

Fotos serão expostas na Fachada do Espaço do Conhecimento UFMG. (Reprodução/Street View)

Está aberto o concurso de fotos no Instagram que está sendo realizado pelo Circuito Liberdade entre os dias 7 e 24 de julho. O tema deste ano é “Meu olhar sobre o patrimônio” e tem como objetivo estimular os cidadãos mineiros a revelar suas memórias apresentando objetos de sua própria história e da cidade onde vive.

Para participar, a pessoa deve postar a foto no Instagram utilizando a hashtag #fotografiaepatrimônio além de seguir a conta @circuitoliberdade na mesma rede social.

O concurso integra as comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, celebrado oficialmente em 17 de agosto, e também o Dia Internacional da Fotografia, em 19 do mesmo mês. Para essas celebrações, o Instituto Estadual do Patrimônio e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), em parceria com o coletivo Nitro Imagens, promove o Circuito da Fotografia e do Patrimônio Cultural.

Todo o material será apresentado em uma mostra fotográfica visando valorizar a identidade do povo mineiro e seu patrimônio cultural.

Uma comissão julgadora será formada por fotógrafos profissionais com atuação comprovado no setor, além de membros do Iepha e dos equipamentos culturais Circuito Liberdade. Os trabalhos do concurso serão avaliados dentro dos seguintes critérios: criatividade, qualidade estética, relevância e adequação ao tema proposto pelo concurso.

As três melhores serão eleitas e receberão prêmios que ainda serão divulgados pelos organizadores do concurso.

Cerca de 20 fotos também serão selecionadas para compor a exposição na Fachada Digital do Espaço do Conhecimento UFMG, na Praça da Liberdade, região Centro-Sul da capital. As fotografias serão expostas na primeira edição do evento Circuito da Fotografia e Patrimônio Cultural, de 16 a 20 de agosto, que contará com uma vasta programação no Circuito Liberdade, e também durante a programação de fim de ano.

O edital do concurso fotográfico está disponível para consulta.

Por Vitor Fórneas

Fonte original da notícia: BHAZ




Porto Alegre (RS) – Liminar desbloqueia restrições em duas casas do bairro Petrópolis

Vista de Porto Alegre dos altos de Petrópolis. Foto: Wikipedia

Impedidos de realizar alterações nos imóveis desde 2014 pela inclusão no Inventário do Patrimônio Cultural de Porto Alegre, proprietários de cerca de 400 casas localizadas no bairro Petrópolis, zona nobre da Capital, seguem lutando por uma alteração na decisão da prefeitura. Na semana passada, deu-se a primeira vitória dos proprietários, quando foi concedida uma liminar que liberou dois dos imóveis das restrições da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc).

De acordo com Daniel Nichele, advogado de alguns dos moradores e proprietários dos imóveis, a liminar foi deferida quando foi comprovada a relevância dos fundamentos apresentados pelo autor do processo. Sendo assim, foi concedida liminar delimitando afastamento das restrições ao direito de construir. De acordo com Nichele, as duas casas foram demolidas durante o fim de semana. “Temos outros clientes que estão pleiteando a mesma coisa, por meio do mesmo pedido; e depois ainda ingressaremos com ações indenizatórias contra a prefeitura pelos quatro anos irregularmente bloqueados”, descreve.

Em 2014, cerca de 200 casas foram classificadas como imóveis de estruturação, que devem ser preservados; e outras 160, como de compatibilização, que têm relevância pela composição do entorno. A lista foi, depois, revogada e refeita outras duas vezes. Em dezembro de 2016, os moradores receberam notificações a respeito da inclusão em uma nova lista. Os moradores apontam que a inclusão no inventário causa prejuízo, uma vez que as casas não podem ser reformadas. Além disso, a inclusão na listagem teria provocado uma desvalorização de 70% e, segundo definido por lei, a manutenção do imóvel fica sob responsabilidade do proprietário, sendo que a ele não cabe indenização, como ocorre no processo de tombamento.

Por Suzy Scarton

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Manaus (AM) – Inscrições abertas para curso livre na área de Patrimônio Cultural

Secretaria de Cultura abre inscrições para curso livre na área de Patrimônio Cultural / Divulgação

A Secretaria de Estado de Cultura informa que estão abertas as inscrições para o Curso Livre de Patrimônio Cultural de Conservação, Restauro, Registro e Salvaguarda. O curso é uma iniciativa do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura (DPH/SEC), em parceria com o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e acontecerá no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi (da Polícia), nos meses de julho e agosto deste ano.

O curso, que inicia na próxima quinta-feira (12), é composto por seis módulos, cujas aulas serão ministradas por renomados profissionais da área de patrimônio histórico no Amazonas: o arquiteto Humberto Barata, o historiador Pedro Mansour, a arqueóloga Tatiana Pedrosa, o antropólogo Cristian Pio Ávila e a restauradora Judeth Costa. Os módulos incluem assuntos como legislação patrimonial, elaboração de projetos de restauro, políticas públicas para patrimônio imaterial, entre outros assuntos.

Para o curso, que é gratuito, serão disponibilizadas 30 vagas e, no ato da conclusão do curso, será emitida declaração de participação para os alunos. As inscrições podem ser feitas na Gerência de Formação Cultural e Eventos do Liceu Claudio Santoro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e também pelo e-mail fc.liceu@gmail.com.

A restauradora Judeth Costa, gerente do Ateliê de Restauro da Secretaria de Estado de Cultura e também professora do curso, explica que será uma oportunidade para a população entender o trabalho que se realiza nos patrimônios histórico-culturais. “Nós queremos que os participantes se interessem, conheçam e até mesmo se capacitem dentro dessa área. Esperamos que eles possam compreender como é feito o trabalho que desempenhamos, principalmente no restauro de bens patrimoniais”, completa.

Fonte original da notícia: Amazonas +




Rússia – Governo cria programa para recuperar mansões abandonadas

Parte importante do patrimônio cultural da Rússia, propriedades rurais de antigos nobres passaram por um período de destruição e decadência durante o regime soviético. Agora, o governo está oferecendo uma oportunidade para cidadãos comuns ajudarem a restaurar a beleza original desses lugares.

Localizado na República da Karélia, Niemelianhovi (Propriedade Ladoga) foi fundada em 1892. Está atualmente passando por uma grande reforma e hospeda o complexo Hotel Propriedade Ladoga. (Foto: Vadim Razumov)

A propriedade rural – com sua mansão, jardins e lagoas artificiais –, é um dos símbolos culturais mais importantes da Rússia. Tanto é que muitos escritores famosos retrataram em suas obras as idiossincrasias da vida nessas propriedades.

As primeiras propriedades desse tipo surgiram no país durante o governo de Pedro, o Grande, ainda no século 16. Mais tarde, tornaram-se o principal lugar de recreação para famílias nobres, com parques, lagoas artificiais e fontes projetadas com base nos modelos ocidentais e por arquitetos estrangeiros.

Propriedade Lopasnia-Zatchatievskoie teve diversos proprietários; na época soviética hospedou uma escola noturna e, no final dos anos 1990, passou a fazer parte do Museu Tchekhov. (Foto: Vadim Razumov)

Essas mansões desempenharam um papel importante na vida da nobreza. A elite do Império Russo passava metade do ano na cidade, e a outra metade nas propriedades rurais. Nesse aspecto, as tradições do povo e da elite se entrelaçavam. Viver no campo dava aos aristocratas a oportunidade de conhecer sua pátria e entender os outros.

Conhecida desde os tempos de Ivan, o Terrível, a Propriedade Arkhanguelskoie já pertenceu a muitos russos famosos. Após a Revolução de 1917, foi transformada em um museu. (Foto: Vadim Razumov)

Através das interações do dia a dia em casa e saídas para caça, entre outras atividades, os proprietários podiam conhecer as preocupações das pessoas comuns e desfrutar da natureza russa. Em suas memórias, eles costumavam revelar forte senso de dever em relação a suas terras e às pessoas que nelas trabalhavam.

O Palace dos Estábulos, em Peterhof, foi projetado pelo arquiteto russo Nicholas Benois. Atualmente esse lugar está aberto para potenciais investidores interessados ​​em restaurar sua grandeza. (Foto: Vadim Razumov)

As propriedades eram compostas por diversas construções: uma casa principal, várias dependências, um estábulo, uma estufa e aposentos para os trabalhadores. Um parque em uma dessas propriedades geralmente ostentava lagoas, becos, pavilhões e grutas.

Enquanto algumas eram construídas com base em projetos originais de arquitetos famosos, outras foram erguidas seguindo um padrão de especificações.

Atualmente um museu, Propriedade de Ostafievo foi um lugar de recreação para o Conselho de Ministros da URSS entre 1947 e 1988. (Foto: Vadim Razumov)

Após a Revolução de 1917, quase todas as propriedades da nobreza foram abandonadas por seus proprietários. Algumas foram destruídas, enquanto as mais opulentas sobreviveram e acabaram sendo transformadas em museus.

Antes ponto de encontros artísticos, Propriedade de Abramtsevo tornou-se um museu após a Revolução de 1917. (Foto: Vadim Razumov)

Hoje, o patrimônio cultural que essas propriedades representam está ameaçado. Embora existam cerca de 7.000 propriedades oficialmente registradas, acredita-se que o número real possa ser ainda maior.

No início do século 20, a Propriedade Mesherino recebia artistas russos famosos; hoje, porém, construção necessita de reforma urgente. (Foto: Vadim Razumov)

A maioria das propriedades registradas precisa de consertos grandes e urgentes, mas o governo não consegue reformá-las apenas com recursos próprios. Foram criados, assim, programas especiais para investidores dispostos a aceitar a responsabilidade.

Construída em 1905, o Propriedade Aseev, em Tambov, tornou-se estatal após a revolução e passou a abrigar a Faculdade de Biologia da Universidade de Tambov. Em 1995, foi declarada patrimônio cultural do país, e, em 2014, tornou-se museu. (Foto: Vadim Razumov)

Todos os anos, cerca de 30 a 50 propriedades são transferidas para um proprietário particular ou locatário. Mas o nível de interesse nesse tipo de investimento não é alto.

A Propriedade Mekhovitsi, na região de Ivanovo, foi construída no século 19. Devido ao bom estado de conservação, está atualmente à venda por quase 10 milhões de rublos. (Foto: Vadim Razumov)

Descendentes de famílias nobres, representantes de organizações não governamentais e empresas de investimento, assim como pessoas comuns e empresários, estão ajudando a restaurar essas mansões. Entre eles, os descendentes da nobreza costumam ser os proprietários mais efetivos, já que conhecem as tradições e a história por trás das propriedades e tendem a começar a viver nelas após as reformas.

Arena de equitação na Propriedade Arjenka (Rasskazovo), na região de Tambov, foi construída em estilo inglês. Todo o complexo está em leilão. (Foto: Vadim Razumov)

Custos elevados, requisitos rigorosos de restauração e potenciais problemas com a comercialização fazem com que o investimento em uma propriedade dessas seja uma tarefa difícil e demorada. No entanto, em longo prazo, o aborrecimento pode valer a pena. Um investidor recebe uma propriedade exclusiva que, com a abordagem correta, pode ser transformada em hotel, escola ou qualquer outro espaço público. Além disso, houve um caso em que os restauradores encontraram um tesouro de 380 moedas antigas de cobre em uma das propriedades.

Por Ksênia Zubatcheva

Fonte original da notícia: Gazeta Russa




Montevidéu ganha museu em homenagem a Carlos Gardel

Ao final da década de 20, Carlos Gardel frequentava a Villa Yeruá, propriedade de Francisco Maschio, treinador de cavalos puro sangue. Foto: Divulgação

A cidade de Montevidéu ganhou um museu em homenagem ao cantor de tango, Carlos Gardel, no local onde o artista costumava veranear e passar os aniversários, chamada de Villa Yeruá de la Rambla y Rimac, construído na década de 1920. A reinauguração do novo patrimônio cultural aconteceu no último dia 24 de junho, data que propositalmente coincidiu com o 82º aniversário de morte do cantor, falecido em 1935 num acidente de avião em Medellín, na Colômbia.

Localizado em Malvín, tradicional bairro da capital uruguaia, o imóvel abriga dois museus, sendo um do cantor, além da nova sede da Associação Uruguaia de Proprietários de Cavalos de Corrida (APC), responsável pelo restauro de valor superior a US$ 160 mil.

A estrutura da pequena vila conta com objetos, documentos e fotos do cantor inserindo o visitante no contexto histórico. No segundo andar da casa estão os troféus, a jaqueta da última corrida de Leguisamo e a capa do cavalo “Invasor”, considerado o melhor cavalo de corrida do mundo, além dos móveis e objetos originais da época.

Serviço:

Museu Villa Yeruá de la Rambla y Rimac
Endereço: Calle Rimac, 1600, Malvín Leste. Montevídeo – Uruguai
Funciona de terça à sábado – das 10h às 17h e domingo de 12h às 18h.
Entrada gratuita

Por Leonardo Neves

Fonte original da notícia: Mercado & Eventos