Antiga sede da Assembleia Legislativa do TO está cercada por lixo e mato


Prédio foi usado por cinco anos até construção da sede definitiva em 1995. Estrutura, que é tombada como patrimônio histórico, está abandonada.

Antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Um prédio que serviu como sede provisória da Assembleia Legislativa do Tocantins está abandonado e cercado por mato e lixo em Palmas. A estrutura foi uma das primeiras a ser construída na capital. Ela serviu como centro do poder legislativo durante cinco anos, até a inauguração da sede definitiva, na praça dos Girassóis, em 1995. Mesmo após o tombamento como patrimônio histórico, o local segue sem manutenção.

Ao redor, além do matagal sem roçagem e o lixo espalhado, é possível ver entulho e até ossadas de animais mortos. O imóvel é de madeira e passou por um princípio de reforma em 2010, quando foram investidos cerca de R$ 500 mil na troca do madeiramento. A reforma parou e o prédio voltou a ficar esquecido.

O prédio é a única estrutura na quadra 510 Norte. Foi a segunda sede provisória da AL, a primeira ficava em Miracema do Tocantins, que serviu de capital estadual enquanto Palmas não ficava pronta. A estrada que leva ao local não é pavimentada e o mato ao redor pode servir de esconderijo para criminosos.

O Governo do Estado, responsável pela conservação do local, disse que está fazendo um levantamento dos custos de uma revitalização. Os projetos para o uso e ocupação do local ainda estão em fase de discussão. O novo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artística Nacional (Iphan), Marcos Aurélio Câmara, disse que será feita uma averiguação no local. “Nós vamos fazer uma visita técnica e aí nós vamos entrar em contato com o governo do estado para ver as possibilidades”.

Fonte original da notícia: G1 TO




Manaus (AM) – Prédio de biblioteca acumula lixo e vira ‘casa’ de moradores de rua no AM


Antigos frequentadores lamentam abandono e depredação do local. Prédio foi fechado para reforma em 2011 e obra ainda não realizada.

Biblioteca Pública Municipal está fechada desde 2011 e aguarda obras de recuperação. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Biblioteca Pública Municipal está fechada desde 2011 e aguarda obras de recuperação. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Quem passa pela Praça do Congresso, no Centro de Manaus, tem se deparado com uma cena triste: o abandono da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista. Construído em 1908, o edifício histórico permanece fechado desde 2011 para uma reforma que ainda não saiu do papel. Antigos frequentadores lamentam a atual situação do local.

Sentado em um banco na Praça do Congresso, o técnico de contabilidade Isaac Castro, de 51 anos, recordou o período que frequentava a Biblioteca Municipal quando ainda estudava no Instituto Benjamin Constant. Anos depois, Isaac lamenta o abandono e a depredação do prédio histórico.

“O patrimônio histórico está deteriorando e, quanto mais tempo passa, piora. O máximo que a população possa ter de acesso à biblioteca é melhor”, comentou Castro.

O técnico de contabilidade lembrou que a Biblioteca Municipal foi ferramenta de acesso à informação para várias gerações de famílias manauaras. O acervo auxiliou na formação educacional das filhas dele, as gêmeas Isolda e Ingrid Castro, de 22 anos. Ainda na infância, as jovens estudantes da rede pública saíam do bairro Japiim e iam até biblioteca para consultar o acervo.

Hoje graduada em Letras e mestranda em Estudos Literários na Universidade Federal do Amazonas, Isolda lamenta a o abandono do prédio. “Parte da sociedade tem acesso à internet, mas nada substitui o livro. É uma grande perda que a população não tenha a Biblioteca Municipal. Uma sociedade sem leitura é uma sociedade sem história e sem identidade. Privar a população da leitura é um retrocesso e um retorno à monarquia, onde só os poderosos e ricos tinham acesso à cultura. A biblioteca não deixa a história ser perdida”, disse Isolda Castro.

Neuropsicopedagoga, Ingrid frequentou a biblioteca na infância. Ao G1, ela afirmou que o local pode ser integrado às tecnologias virtuais para acesso à informação. “Os leitores atuais são leitores funcionais e a tecnologia contribui mais para isso do que os livros. Não invalidando a importância dos livro, mas as bibliotecas precisam estar integradas ao espaço virtual”, opinou a neuropsicopedagoga.

A universitária Stefani Gonçalves, 19 anos, ressaltou que a biblioteca tem importante função social de possibilitar populações mais carentes o acesso a literatura e informação.

“A biblioteca ajuda bastante na vida dos estudantes, pois nem todos têm recursos para fazer pesquisas. Também é importante para saber sobre a história da Amazônia, que está em títulos que não achamos com facilidade quando precisamos. É história que está trancada e esquecida”, afirmou a universitária.

História
Devido à falta de documentos oficiais, estima-se que o prédio tenha sido construído por uma família portuguesa durante o período áureo da borracha. O local recebeu ainda um laboratório médico de pesquisas sobre febre amarela, e, da década de 1960 até meados dos anos 1980, abrigou uma sorveteria. Após o estabelecimento ser fechado, o local voltou a ser abandonado.

Foto do prédio em 1922, quando abrigava laboratório. (Foto: Acervo Histórico/Roger Peres)

Foto do prédio em 1922, quando abrigava laboratório. (Foto: Acervo Histórico/Roger Peres)

Em 1995, o prédio foi desapropriado pela prefeitura e passou a abrigar a Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, que teve a primeira sede na Avenida Joaquim Nabuco. O acervo da biblioteca, segundo a prefeitura de Manaus, é formado por mil títulos de temática amazônica, jornais e revistas, fitas VHS, documentários e enciclopédias em CDs, e DVDs.

Em 8 de agosto de 2011, o prédio foi fechado para reforma e teve seu acervo material transferido temporariamente para a Avenida Costa Azevedo, no Centro – em frente ao Largo São Sebastião. A visitação é aberta ao público no horário de 09h às 17h, de segunda a sexta-feira.

Depredação
Os tapumes escondem um cenário de depredação. A estrutura que deveria isolar o prédio histórico de possíveis invasores foi violada por moradores de rua. Diariamente, pessoas entram na Biblioteca Municipal e depredam a estrutura. Equipamentos, madeira e até o letreiro em bronze foram arrancados e furtados.

Prédio histórico da biblioteca é alvo de invasores. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Prédio histórico da biblioteca é alvo de invasores. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

“Todos os dias é possível [ver gente] entrar pelo buraco no tapume. Usam drogas no local, retiram madeira do telhado, ainda jogam lixo e defecam lá dentro. Isso é durante o dia, e, à noite, a situação é pior”, revelou um taxista, que prefere não se identificar.

A obra de recuperação da Biblioteca Municipal de Manaus foi um dos dez projetos selecionados para receber recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas 2.

Ao G1, a Prefeitura informou que a etapa arquitetônica do projeto já foi aprovada pela Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Manaus. No entanto, a parte financeiro-orçamentária, cuja aprovação é de competência da sede do Iphan em Brasília, encontra-se em trâmite. O valor da obra é de R$ 3.995.502,37.

Prédio foi isolado e invasores entram no local por buraco em estrutura. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Prédio foi isolado e invasores entram no local por buraco em estrutura. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Letreiro com nome da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista foi arrancado. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Letreiro com nome da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista foi arrancado. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Equipamentos da biblioteca estão sendo furtados. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Equipamentos da biblioteca estão sendo furtados. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Por Adneison Severiano

Fonte original da notícia: G1 AM




PE – Construções centenárias: por mais cuidado e planejamento


No município de Igarassu, a manutenção da Igreja e Convento. Foto: Arthur de Souza

No município de Igarassu, a manutenção da Igreja e Convento. Foto: Arthur de Souza

A memória mais antiga de Pernambuco tem piso, paredes e telhados. Nem sempre bem conservados. Mas o que está em pauta atualmente não é apenas como se encontram as construções centenárias e sim a política administrativa voltada para elas. Essa é a preocupação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que este mês deu início a uma série de apresentações com os resultados das Auditorias de Preservação Cultural realizadas em sete municípios e concluídas em dezembro passado.

As duas primeiras escalas foram em Olinda, no último dia 8, e em Igarassu, na quarta-feira passada. Hoje é a vez de Paudalho e na terça-feira da próxima semana a equipe do TCE-PE chega a Brejo da Madre de Deus. Goiana, Rio Formoso e Triunfo completam o roteiro.

Mais do que apontar problemas e falta de zelo, o Tribunal objetiva com as ações contribuir para o disciplinamento e a preservação do patrimônio histórico, auxiliando os municípios a criar ou aperfeiçoar o planejamento na área, inclusive no quis respeito à captação de recursos junto às esferas estadual e federal e à sensibilização dos proprietários de imóveis particulares tombados.

Quem tiver curiosidade e acessar o site do TCE-PE verá que não se trata de nenhuma novidade. Em gestões anteriores, o órgão já realizou ações semelhantes, inclusive em municípios que tornaram a ser auditados, como Paudalho.

No caso de Igarassu – único dos sete municípios a repetir a gestão anterior – o relatório foi apresentado pelo segundo ano seguido, de acordo com Odilo Brandão, que integra a Gerência de Auditorias Temáticas, Estudos e Desenvolvimento do TCE-PE. “São recomendações que visam elaborar uma prática de estado, não de governo”, ressalta o servidor.

Ainda segundo Brandão, no que se refere ao cuidado com o patrimônio histórico há uma carência generalizada comum a todas as cidades, sobretudo de estrutura técnica. A importância dada ao acervo, observa ele, começa pelo fato de o termo cultura nem aparecer na pasta responsável pelo setor.

“Quando aparece é a reboque – turismo, cultura e esportes”, exemplifica. “Em Igarassu foi criada uma secretaria executiva dentro de Turismo, Cultura e Esportes. Mesmo assim não tem equipe”, conta. “O Sítio Histórico parece mais preservado porque o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tem uma atração por ele.”

Tombado pelo Iphan em 1972, o conjunto arquitetônico e paisagístico de Igarassu possui cerca de 250 edificações, as mais antigas datadas do século 16. Na cidade está a igreja mais antiga do País, a Matriz de São Cosme e São Damião, erguida a partir de 1535.

Nos últimos meses, a Folha de Pernambuco mostrou a situação do patrimônio histórico em Olinda, como no caso das igrejas do Bom Jesus do Bonfim, de São Pedro Mártir de Verona e de Nossa Senhora da Graça (Seminário), que sofrem com o processo lento de restauração devido aos entraves burocráticos.

Ontem a reportagem esteve em Igarassu e constatou que, a exemplo de Olinda, à vista grossa o patrimônio até parece bem conservado. Porém, se observado minuciosamente, vê-se que há muitos problemas. A Igreja e Convento do Sagrado Coração de Jesus, por exemplo, está sendo pintada com recursos próprios das 11 freiras que compõem a Ordem para não deixar passar em branco seus 275 anos (completados no último dia 1º, mas com comemoração adiada para 23 de junho). “A gente não conta com a ajuda de ninguém”, lamenta irmã Ivone.

O prédio, contudo, mostra que necessita de uma reforma mais completa. No caso da Capela da Nossa Senhora da Boa Viagem (única edificação restante do antigo povoado do Pasmado), a situação é mais crítica: só sobraram as paredes e o telhado muito avariados.

Após a visita, o TCE-PE estipula um prazo de 60 dias para o município apresentar um plano de trabalho – no caso de Igarassu serão 30 dias, por se tratar de uma gestão continuada.

O patrimônio histórico pernambucano está carente de mais atenção. E não apenas no que diz respeito a sua preservação naquilo que é visível aos olhos da população e dos turistas. Nos bastidores, a carência passa também por uma política mais objetiva voltada para o setor.

Esse é o cenário traçado por meio de relatórios do Tribunal de Contas do Estado, frutos de auditorias realizadas pela instituição nos municípios de Brejo da Madre de Deus, Goiana, Igarassu, Olinda, Paudalho, Rio Formoso e Triunfo. Os dossiês, finalizados em dezembro, começaram a ser apresentados este mês aos gestores das sete cidades.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha PE




Fonte Talavera ‘toma banho’ antes do aniversário de Porto Alegre (RS)


FOTO Brayan Martins/ PMPA - Jornal do Comércio

FOTO Brayan Martins/ PMPA – Jornal do Comércio

Antes do aniversário de Porto Alegre, que será comemorado no domingo (26), alguns monumentos e prédios do patrimônio histórico passam por uma limpeza geral. A Fonte Talavera, que fica em frente ao Paço Municipal, no Centro da Capital, recebeu um banho geral na semana passada. O prédio do Paço também passou por uma faxina externa pelas equipes da Secretaria de Limpeza Urbana. A fonte foi presente da Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos, nos 100 anos da Revolução Farroupilha, em 1935. Em 2000, o monumento foi restaurado. Em 2005, a bacia acabou quebrada em manifestação de carroceiros.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Falta de recursos empata restauração da Igreja dos Remédios em Manaus (AM)


Projeto de reforma do prédio histórico do Centro da capital está travado. Padre da paróquia lançou campanha para conseguir patrocínio.

Foto: Arquivo A Crítica

Foto: Arquivo A Crítica

A Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, no Centro de Manaus, precisa passar por uma restauração. Além das infiltrações, a estrutura do prédio como um todo preocupa o padre Mauro Cleto. O pároco, empossado no cargo em fevereiro deste ano, busca conseguir patrocínio público e privado para fazer os restauros necessários na igreja, que é tombada pelo Governo do Amazonas desde 1988.

De acordo com o padre Cleto, existe um projeto na Secretaria de Estado de Cultura (SEC) para a restauração do prédio, mas por falta de recursos financeiros ele não pode ser executado. “Vou procurar autoridades, empresas, firmas, entre outros, para poder conseguir patrocínio. Na segunda-feira, volto à SEC para uma reunião. Queria que a restauração começasse ainda este ano”, afirmou.

O padre disse que se preocupa não só com os fiéis que vão à paróquia, mas também com o patrimônio histórico. “A primeira coisa é não deixar o teto cair sobre a multidão. A segunda é fazer com que a sociedade manauara e a libanesa, que iniciou todo o processo de criação da igreja, tenha conhecimento e olhe para esse importante patrimônio histórico que existe na nossa cidade”, observou.

Mauro Cleto destacou as belezas da igreja, cuja criação completa 200 anos no ano que vem. “O prédio é belíssimo por dentro e por fora e é um dos mais antigos da cidade junto com a Catedral. Em 2018, faremos as comemorações dos 200 anos do início da construção da igreja. Gostaria muito que até lá já tivéssemos feito a sua restauração. Quem quiser nos ajudar pode procurar a paróquia ou a SEC”, ressaltou o padre.

Foto: Euzivaldo Queiroz

Foto: Euzivaldo Queiroz

De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura, o projeto de restauração do estilo neoclássico da Igreja Nossa Senhora dos Remédios existe há três anos, mas não há verba para execução da obra. O projeto prever a demolição das construções que não são da época, o resgate da pintura (cores e tinta) original, além da recuperação de todo o material desgastado pelo tempo.

Dois séculos de devoção e mudanças

A devoção à Virgem dos Remédios tem uma tradição de quase dois séculos em Manaus. Foi o major Manuel Joaquim do Paço, governador da Capitania de São José do Rio Negro, em 1818, que criou o posto, obrigatório a todos os moradores, para a construção da capela de Nossa Senhora dos Remédios.

A capela foi edificada no local de um antigo cemitério indígena e destruída pela população em 1821, por ocasião de uma manifestação denominada “Revolução da Independência”, à qual o governador da época não aderiu. Mas, em 1827, foi determinada sua reconstrução.

A partir de 1850, a Capela dos Remédios passou a servir de Matriz, tendo em vista o incêndio ocorrido na Catedral de Manaus. Essa condição de Matriz provisória manteve-se durante 27 anos, até 1877, quando foi inaugurada a nova Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Em 1878, a capela de Nossa Senhora dos Remédios se tornou paróquia.

Vandalismo: meia década

Há pelo menos cinco anos, o templo da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios foi atacado com jatos de tinta vermelha. O mesmo ato de vandalismo foi registrado em outras igrejas da cidade. Até hoje, a Igreja dos Remédios tem suas paredes da frente e laterais marcadas pela tinta vermelha.

Por Silane Souza

Fonte original da notícia: A Critica




Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto (SP) corre o risco de destombamento


O casarão Camilo de Mattos teve seu valor histórico questionado pelos herdeiros, que protocolaram um pedido de destombamento na Prefeitura; a Vivacidade pretende anular o processo por meio de ofício.

Foto: Carolina Simon

Foto: Carolina Simon

Construído em 1920 e tombado em 2008, o casarão Camilo de Mattos, um dos imóveis remanescentes da “Era do Café”, pode ter seu valor histórico anulado por meio de um pedido de destombamento protocolado pelos proprietários junto à Prefeitura.

Localizado na Rua Duque de Caxias, 625, em frente à Praça XV, na região central de Ribeirão Preto, o Palacete foi residência do ex-prefeito da cidade, Camilo de Mattos. Após o iminente processo de destombamento iniciado, a Vivacidade, entidade sem fins lucrativos que atua desde 1999 em defesa ao patrimônio da cidade, foi acionada e começou uma campanha em defesa do imóvel, que foi lançada no dia 1º de fevereiro, por meio de uma publicação na página da ONG no Facebook.

A nota emitida na rede social será protocolada como ofício no Gabinete do Prefeito para que o destombamento não ocorra. Na publicação, a Vivacidade convida mais instituições e pessoas para que assinem a carta junto com a ONG ou lancem suas próprias notas.

O presidente da instituição, Renato Vital, declara que irá protocolar o pedido contra o destombamento do Palacete ainda esta semana, e celebra a adesão expressiva do público à campanha. “Em pouco tempo tivemos mais de 40 mil visualizações e muitas assinaturas. Com o envolvimento da população e da mídia, é possível demonstrar ao Poder Público a importância de se preservar e pensar políticas públicas para a ocupação desses bens”.

Apesar de não ter informações sobre a identidade dos proprietários que realizaram o pedido de destombamento, Vital atesta que foram os herdeiros da família. O presidente da ONG sugere ainda que a motivação dos donos está ligada à especulação imobiliária, pois, segundo ele, geralmente quando acontece o tombamento, o imóvel se desvaloriza no mercado e os proprietários acabam recorrendo ao destombamento para conseguir vendê-lo.

“Este processo é recorrente no centro de Ribeirão Preto, derrubam imóveis históricos para construção de empreendimentos comerciais. Um exemplo é o prédio onde hoje é um banco na esquina da Rua Duque de Caxias com a Barão do Amazonas, em frente ao Marp, ali ficava o Palacete Inechi”, aponta Vital.

Ele também pondera que os proprietários têm todo o direito de questionar o tombamento, ou seja, o ato de atribuir valor histórico a um bem. Contudo, é de responsabilidade do Poder Público a preservação dos patrimônios da cidade, já que, em 2008, o  Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (Conppac) constatou que o imóvel tem importância histórica e arquitetônica. “O direito de propriedade do casarão é dos donos, porém a relevância histórica e arquitetônica do imóvel é bem comum da população, pois fazem parte da memória de Ribeirão Preto”, ressalta o presidente.

Quando a Prefeitura reconhece o tombamento de um imóvel, ela se torna responsável junto com o proprietário – pela preservação e restauro deste bem. Porém, no caso do casarão Camilo de Mattos, ele se encontra abandonado por ambas as partes. “A última intervenção foi o fechamento de portas e janelas de alvenaria para evitar a invasão do imóvel”, lembra Vital.

O desmanche do CONPPAC

Criado pela lei nº 7521 de 1996, o Conppac é o órgão, vinculado à Secretaria da Cultura, responsável pelos processos de tombamento, defesa e discussão sobre o patrimônio do município. Segundo Vital, atualmente o órgão está inativo e, por isso, as ações de defesa dos bens históricos do município estão fragilizadas. “O Conppac é formado por técnicos e estudiosos na área de patrimônio e sem ele as decisões podem ser tomadas sem o amparo de especialistas no tema”.

Em nota, a Vivacidade associa a possibilidade de destombamento do casarão Camilo de Mattos com o desmanche que o Conppac vem sofrendo por parte do Poder Público. “O Conppac está amordaçado e interrompido. Aproveitando esta paralização do Conselho, movimentos como esse, que deseja o destombamento e futura demolição do Palacete Camilo de Mattos, se travestem de progresso e modernização para atacar a preservação do Patrimônio de Ribeirão Preto em troca de dinheiro e mais dinheiro”, conclui.

Outro lado

A Prefeitura de Ribeirão Preto disse que a Divisão de Preservação de Patrimônio Histórico e Cultural de Ribeirão Preto entende que o Casarão é um bem de imenso valor cultural e manifesta-se pela manutenção do tombamento do imóvel. “Não somente pelos elementos arquitetônicos ecléticos, exemplares de um período histórico em que a cidade colhia os frutos econômicos de sua grande produção cafeeira”, afirma o documento enviado à reportagem do Portal Revide.

A Administração Municipal também informa que está em trâmite uma nova eleição para composição do novo Conppac, o que deve acontecer em março.

Por Jeziel Araújo

Fonte original da notícia: Revide




PE – Parque Histórico Nacional dos Guararapes será revitalizado


Tombado pelo Iphan, o parque foi palco de um dos mais importantes episódios da história nacional: a Batalha dos Guararapes.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Jaboatão.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Jaboatão.

Os ministros da Cultura, Roberto Freire, e da Defesa, Raul Jungmann, selaram na manhã desta quarta-feira (1º), em Brasília, parceria para revitalizar o Parque Histórico Nacional dos Guararapes, no município de Jaboatão de Guararapes, na Região Metropolitana de Recife.

Tombado pelo Iphan como Patrimônio Histórico Nacional, o parque foi palco de um dos mais importantes episódios da história nacional: a Batalha dos Guararapes (1648-1649), que consistiu em enfrentamentos entre as forças portuguesas e holandesas pelo controle de boa parte da região Nordeste do Brasil. A batalha resultou no fim da ocupação holandesa e a consolidação da soberania portuguesa na área, que hoje faz parte do Grande Recife. O Dia do Exército Brasileiro é comemorado na data da vitória brasileira na 1ª Batalha dos Guararapes, em 19 de abril de 1648.

Criado em 1971, o parque conta com uma área de 224,40 hectares, sob responsabilidade do Exército nacional.O local também contempla a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes- templo barroco que guarda os restos mortais dos heróis das lutas ali travadas.

O ministro Roberto Freire quer investir na infraestrutura do parque para receber turistas e a comunidade, e que abrigue uma exposição sobre a sua importância histórica. “Queremos um grande projeto unindo esses dois ministérios: o da Defesa e o da Cultura. Além do memorial, ele deve ser algo que tenha infraestrutura para lhe dar sustentabilidade. Não podemos deixar passar a oportunidade de dar uma destinação a um sitio histórico como aquele”, afirmou o ministro.

O ministro Raul Jungmann destacou que o projeto deve prever a recuperação das edificações existentes. “O local foi berço da formação da nossa nacionalidade, onde surgiu o sentimento de pátria. Tem grande significado para o País e por isso, é importante sua preservação e revitalização”, apontou.

Acompanhados da secretária da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (MinC), Débora Albuquerque, e do secretário geral do Ministério da Defesa, general Silva e Luna, os ministros iniciaram as tratativas para organizar como será a elaboração do projeto, definir responsabilidades e ampliar o número de parceiros envolvidos, como entidades vinculadas ao MinC e a prefeitura municipal de Guararapes.

Fonte original da notícia: Folha PE




Lei que define imóveis de preservação é sancionada em Caruaru, no Agreste


Imóveis têm ‘arquitetura significativa para o patrimônio histórico’, diz lei. Catedral e Palácio Episcopal estão entre os prédios; são 60 no total.

Catedral e Palácio Episcopal estão entre os imóveis que serão protegidos pela lei. (Foto: Lafaete Vaz/G1)

Catedral e Palácio Episcopal estão entre os imóveis que serão protegidos pela lei. (Foto: Lafaete Vaz/G1)

Foi aprovada e sancionada a lei que define os imóveis especiais de preservação em Caruaru, no Agreste de Pernambuco. A informação foi divulgada no Diário Oficial do município desta quarta-feira (25).

De acordo com a lei, os imóveis têm “arquitetura significativa para o patrimônio histórico, artístico e/ou cultural da cidade de Caruaru”. Entre os prédios que serão beneficiados com a lei estão a Igreja de São Bom Jesus do Monte, a Catedral de Nossa Senhora das Dores e o Palácio Episcopal, a Casa Museu Mestre Vitalino e o Comércio de Caruaru, que é se encontra praticamente abandonado. No total, são 60 prédios.

Também segundo a lei, não serão permitidos que os imóveis sejam demolidos, descaracterizados dos elementos originais e nem a alteração da volumetria e da feição da edificação.

Fonte original da notícia: G1 Caruaru




Novo Plano Diretor de Montenegro (RS) contemplará patrimônio histórico


Foto:Acom

Foto:Acom

Desde a demolição do antigo prédio do Armazém Licks, na Ramiro Barcelos, o Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico de Montenegro (MPPHM) e a Prefeitura Municipal tem conversado sobre os detalhes que proporcionaram a demolição, e buscando soluções para que outros prédios listados como possíveis de tombamento, sejam protegidos.

Na tarde de segunda-feira ,23, por solicitação do Executivo, realizou-se reunião com a presença dos membros do MPPHM, representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal de Vereadores. Reclamações a parte de ambos os lados, ficou definido que a Administração resgatará projeto de Lei do Tombamento para que seja avaliado e discutido adequações. Além disso, nos estudos referentes a alterações do Plano Diretor, será incluso artigos específicos referentes ao patrimônio histórico predial. Uma nova reunião foi agendada para o mês de fevereiro, dia 13/02, às 14 na Estação da Cultura, Espaço Braskem.

A prefeitura esteve representada pelo Secretário da SMOP, Edar Borges, pela Assessora especial da SMEC, Simone Becker e pelo Diretor do DIPAHC, Marcelo Mello. Pela Câmara Municipal compareceu o Vereador Cristiano Von Braatz (PMDB).

Fonte original da notícia: JPNews




Serra da Capivara é um patrimônio mundial, diz presidente do Iphan no PI


Evento no Piauí discute administração compartilhada do parque nacional. Serra da Capivara é patrimônio histórico mundial tombado pela Unesco.

Pinturas rupestres na caverna da Serra da Capivara remonstam cenas de caça dos mais antigos de habitantes. (Foto: Pedro Santiago/G1)

Pinturas rupestres na caverna da Serra da Capivara remonstam cenas de caça dos mais antigos de habitantes. (Foto: Pedro Santiago/G1)

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Cultura (Iphan), Kátia Bogéa, disse nesta terça-feira (24) que o Parque Nacional da Serra da Capivara é um patrimônio mundial, que merece ser administrado com o cuidado a altura de sua importância.

“(A administração do parque) envolve a responsabilidade dos municípios, governo do estado, Fundham, Iphan, ICmbio. Amanhã estão chegando o ministro da Cultura, o representante do Instituto Brasileiro de Museus, ou seja, todos os equipamentos que buscam a melhor gestão do parque. Dessa forma, não só ser conhecido por todos, como buscar esse vetor turístico para o desenvolvimento social econômico da região”, disse a gestora.

Kátia e vários convidados deram início nesta terça-feira, em São Raimundo Nonato, a 557 km de Teresina, a reuniões técnicas e mesas redondas para discutir prioridades e desafios para uma gestão compartilhada do parque, que tem mais de 1.220 sítios arqueológicos e foi declarado pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura) Patrimônio Cultural da Humanidade.

A arqueóloga e presidente da Fundação Museu do Homem Americano (Fundham), Niéde Guidon, abriu o evento falando sobre o valor histórico e científico do local. “O Parque Nacional da Serra da Capivara possui uma beleza sem igual pela riqueza que o homem pré-histórico aqui deixou. Agora estamos conseguindo realmente concretizar tudo junto com o ICMBio,  Iphan e Governo do Estado para que a Fundação possa garantir a contenção desse patrimônio e, sobretudo, da infraestrutura do parque que é considerada pela Unesco como uma  das melhores do mundo”, disse.

Parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade. (Foto: Pedro Santiago/G1)

Parque foi declarado Patrimônio Cultural da Humanidade. (Foto: Pedro Santiago/G1)

Sem um orçamento anual que preveja e garanta recursos determinados, a manutenção do parque vive em ameaça. Durante todo o ano passado a unidade de conservação sofreu com o risco de ser fechado, fazendo com que os funcionários passassem vários meses com o aviso prévio dado.

Representando o governo do estado, a vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho (PP), falou sobre o objetivo de a gestão estadual também compartilhar a administração do parque, que é uma unidade de conservação federal.

“Amanhã o governador Wellington Dias chegará  com o ministro da Cultura Roberto Freire para participar do evento e  assinar o convênio com todos os órgãos para a gestão compartilhada do Parque e a criação do Museu da Natureza”, afirmou.

Justiça determina liberação de recursos
A Justiça Federal em São Raimundo Nonato, no Sul do Piauí, determinou no dia 18 a liberação de R$ 782.485 para Fundação Museu do Homem Americano (FUMDHAM), instituição administradora do Parque Nacional da Serra da Capivara (PNSC).

A decisão é resultado de uma longa batalha judicial iniciada pela Ordem dos Advogados do Brasil, Secção Piauí, e Ministério Público Federal (MPF) para conseguir recursos financeiros que possibilitem a manutenção do parque, que guarda um imensurável patrimônio histórico e ambiental em uma reserva federal com mais 130 mil hectares.

A OAB-PI e o Ministério Público Federal haviam solicitado a liberação, em caráter emergencial, de aproximadamente R$ 780 mil, para suprir despesas com pessoal, materiais de consumo e infraestrutura, dada a situação calamitosa em que se encontra o Parque. O pedido não foi deferido na época em razão da não existência de um termo de parceria para gestão compartilhada entre o ICMBio e a FUMDHAM.

Fonte original da notícia: G1 PI