São Paulo (SP) – Patrimônio também é conteúdo

Patrimônio também é conteúdo? O mundo digital, com sites, blogs e redes sociais criou infinitas possibilidades de comunicação entre as pessoas, tanto local quanto globalmente. Assim, cada vez mais estamos fazendo uso dessa comunicação, que é direta, quase pessoal, ou seja, geramos conteúdo permanentemente. Criamos grupos, opinamos, relatamos, denunciamos, elogiamos…

E, o patrimônio cultural é, cada vez mais, fonte de informação, seja sobre o restauro de um prédio, a denúncia de uma destruição, o registro de uma festa popular. Mas, para que essa comunicação seja eficiente temos à nossa disposição algumas técnicas básicas de escrita. Vamos aprender como escrever sobre patrimônio?

Oficineiro

Jornalista formado pela PUC do Rio Grande do Sul, João Menoni é editor do site “O Passado no Presente”, sobre patrimônio histórico e membro da ONG Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico.

Data – 19 de agosto (sábado)
Horário – 10h
Duração – 1 hora e 30 minutos

Inscrições pelo email contato@opassadonopresente.com.br
Capacidade – 80 pessoas

Localização – Arquivo Histórico de São Paulo – Praça Coronel Fernando Prestes, 152 – Bom Retiro – São Paulo

Fonte original da notícia: Jornada do Patrimônio




Igreja do Sertão de Pernambuco será tombada

Processo foi pedido pela Prefeitura de Orocó e aberto pela Secretaria de Cultura do Estado.

O templo tem um estilo eclético, com nave única, quatro nichos em dois níveis e dois altares. Foto: Lusinete brandão/cortesia

Mais um patrimônio histórico de Pernambuco terá sua preservação garantida. A Secretaria de Cultura do Estado abriu o processo de tombamento da Igreja de São Félix, localizada no distrito de Ilha de São Félix, no município de Orocó (Sertão do São Francisco, a 565 quilômetros do Recife). Datado de meados do século 17, o templo vinha sendo alvo, nos últimos anos, de campanhas populares que visavam arrecadar fundos para preservar sua estrutura. O procedimento de proteção inclui ainda o cemitério anexo e o cruzeiro com cruz em madeira.

De acordo com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), a iniciativa decorre em razão do valor histórico e arquitetônico de tipologia religiosa da igreja e de seus chamados haveres integrados.

Construída em alvenaria de pedra por frades capuchinhos missionários franceses e índios da tribo Cariri Trucá, na então denominada ilha dos Cavalos ou ilha da Missão, a Igreja de São Félix tem um estilo considerado eclético. Possui uma nave única e em suas paredes laterais há quatro nichos em dois níveis e dois altares. O acesso à capela-mor se dá por meio de arco pleno com cercadura e adornos em massa. Traz ainda fachada simples em linhas retas, frontão com laterais em volutas e única porta de acesso em arco pleno, ladeado por dois pequenos nichos em forma de secteiras, um óculo cego e uma torre lateral, ao fundo, em alvenaria de tijolo, que lembra o plano funcional da Igreja de Nossa Senhora do Ó, em Sorobabel, município de Itacuruba, também no Sertão do São Francisco.

Em sua tese “Arqueologia no Médio São Francisco: Indígenas, Vaqueiros e Missionários”, a doutora em história Jacionira Coêlho Silva coloca a Igreja de São Félix como exemplo de “edificações-testemunho”, que são templos localizados em sedes missioneiras, construídos para durar todo o sempre, e em torno dos quais se assentaram currais e fazendas que absorveram a população nativa sobrevivente das guerras dando origem a núcleos populacionais que resistiriam ao tempo.

Dado seu estado de detererioração, em 2013, a União Cultural Orocoense e a Paróquia de São Sebastião desenvolveram uma campanha para arrecadação de fundos visando à recuperação do teto do templo, que havia desabado no ano anterior. A medida surtiu efeito e, no fim de 2014, a igreja já contava com uma nova cobertura.

De acordo com a presidente da Fundarpe, Márcia Souto, com o deferimento pelo secretário Estadual de Cultura, Marcelino Granja, do pedido de tombamento solicitado pela Prefeitura de Orocó, tem início a análise do processo. “Vamos fazer um levantamento do caso e depois enviar o resultado para o Conselho Estadual de Cultura para ser distribuído para o relator”, explicou a gestora.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Falta de recursos compromete futuro do maior acervo botânico de Santa Catarina

Foto: Lucas Correia / Agência RBS

A maior instituição de pesquisa em botânica no Estado e uma das mais reconhecidas do país, o Herbário Barbosa Rodrigues, em Itajaí, está envolvido em um imbróglio que chegou à Justiça e ameaça a manutenção do acervo. Há três anos a instituição aguarda o resultado de uma ação civil pública que decidirá se os arquivos e o prédio que os abriga devem ser tombados como patrimônio histórico.

Enquanto a decisão não chega, o local enfrenta falta de recursos e de espaço para arquivos que incluem 70 mil espécies. No fim de julho a Vara da Fazenda Pública de Itajaí recebeu o resultado de uma perícia, que deve balizar a decisão.

A ação que pede o tombamento foi movida pelo Ministério Público de Santa Catarina em 2014. Três anos antes, o Conselho Municipal de Patrimônio de Itajaí decidiu que o prédio e o acervo deveriam ser tombados, mas a medida não foi acatada pelo então prefeito Jandir Bellini (PP).

A própria instituição teria feito um apelo para que o decreto de tombamento não vingasse, temendo que isso dificultasse a manutenção do herbário. O centro de pesquisa ocupa um grande terreno na Avenida Marcos Konder, no Centro de Itajaí – uma área valorizada e cobiçada. As dificuldades financeiras, que se arrastam há anos, levaram ao inevitável assédio da construção civil.

Na época em que a ação civil pública foi proposta falava-se que uma construtora de Balneário Camboriú, cujo nome foi mantido em sigilo, se propunha a construir no local um edifício de 20 andares, com espaço subterrâneo para estacionamento. A fachada do atual prédio do herbário seria mantida e serviria como entrada para o edifício. Em troca, a instituição teria uma nova sede, no mesmo local, e 30 a 40 salas para alugar.

O problema é que o terreno onde fica a instituição é público e foi doado pela prefeitura ao fundados, padre Raulino Reitz. Ainda que o termo de doação não proíba que a área seja repassada a terceiros, pesquisadores entendem que o prédio, além de uma arquitetura singular, tem a importância histórica por ter sido o local onde o padre Raulino organizou o acervo.

– Aquelas paredes contam histórias que tornaram Santa Catarina o primeiro Estado brasileiro a melhor conhecer sua flora, sua vegetação. Foi ali que a dupla Raulino Reitz e Roberto Klein, auxiliados pelo botânico norte-americano Lyman Smith, executou um trabalho hercúleo de levantamento da flora e vegetação catarinense ao longo de 30 anos. O prédio representou uma época, é um ícone da pesquisa científica – diz o pesquisador Lauro Bacca, mestre em Ecologia e professor da Fundação Universidade Regional de Blumenau (Furb).

Espaço preservado sem recursos para manutenção

Foto: Lucas Correia / Agência RBS

Com a ação civil pública de tombamento em vias de uma decisão, a presidência do Herbário Barbosa Rodrigues determinou que as pessoas ligadas à instituição não falem a respeito, e proibiu que o prédio fosse fotografado por dentro.

Oficialmente, sabe-se que o Herbário segue sem recursos fixos. A única ajuda vem da Univali, que cede uma bióloga e dois estagiários para trabalharem na instituição. O vice-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura da universidade, Valdir Cechinel Filho, é hoje o diretor técnico do acervo.

Só recentemente houve uma reaproximação com a prefeitura de Itajaí, que cortou em 2015 os R$ 20 mil que eram enviados anualmente à instituição _ e representavam o único subsídio em dinheiro.

Em junho, no aniversário de 75 anos do Herbário, o casal que o administra _ Jurandir Bernardes e Zilda Deschamps _ foi homenageado pela prefeitura. O nome de Zilda, sobrinha do padre Raulino, foi dado por pesquisadores do Rio de Janeiro a uma bromélia recém-descoberta, em reconhecimento à importância que a instituição tem para a pesquisa brasileira.

– É preciso ressaltar a importância do Herbário para o Estado, para o país, e entender que ele tem que ser assumido como tal. Todo esse conhecimento tem importância acadêmica, ecológica, mas também econômica. Pode gerar produtos de interesse farmacêutico e industrial – diz o professor João de Deus Medeiros, do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Extraoficialmente, fala-se na possibilidade de transferir todo o acervo para o Jardim Botânico do Rio de Janeiro caso o Herbário não tenha mais condições de mantê-lo em Santa Catarina.

Referência para pesquisadores de todo o Estado

A história do Herbário Barbosa Rodrigues se confunde com a do padre Raulino Reitz. Estudante de teologia e apaixonado por botânica, ele mantinha uma pequena coletânea de amostras de espécies vegetais no Rio Grande do Sul. De passagem por Itajaí, seu trabalho chamou atenção da prefeitura, que cedeu o espaço e o convidou para dar sequência ao trabalho na cidade. Junto com Roberto Klein e o pesquisador norte-americano Lyman Smith, traçou um plano ousado: mapear toda a flora catarinense.

Os registros oficiais dizem que os três fizeram mais de mil excursões, recolhendo exemplares e catalogando cada um deles. Daí surgiu a Flora Ilustrada Catarinense, usada como referência pelos pesquisadores da área. Novos exemplares eram publicados periodicamente, com novas catalogações _ mas a falta de recursos do Herbário fez com que as publicações fossem interrompidas a partir de 2011.

Estima-se que 95% da flora de Santa Catarina integre o acervo da instituição. Todos os espécimes são mantidos em latas e descritos em livros que ocupam todo o espaço. A biblioteca é apertada, o que dificulta o trabalho dos pesquisadores, e a falta de manutenção adequada do prédio faz com que, hoje, ele esteja fechado à visitação.

Normélio Weber, presidente da Fundação Cultural e da Fundação Genésio Miranda Lins, que é responsável pelo patrimônio histórico de Itajaí, admite que o prédio está precisando de reparos e diz que o tombamento do edifício ainda é uma incógnita.

– Ninguém tem dúvida da relevância histórica e imaterial do Herbário. Mas sobre o prédio existem muitas questões. Se for concluído que tem que ser preservado, teremos que ver como viabilizar isso, a manutenção. O dinheiro é um problema muito grande. A prefeitura não tem, o Estado também não. Como se faz? – questiona.

Por Dagmara Spautz

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




São Paulo (SP) – Exposição Fábrica de Cimento Perus

Patrimônio que te quero, Viva! é a celebração do patrimônio local é também um convite ao (re)conhecimento do passado e uma provocação para o futuro.

A mostra conta a história da Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus – CBCPP, primeira indústria de cimento do Brasil a produzir em larga escala, tem como propósito, fazer (re)conhecido o patrimônio para a população que o detém, a comunidade local.

A Fábrica de Cimento foi fundada em 1924 e tombada como patrimônio histórico em 1992, entretanto, encontra-se desde 1987 sem qualquer utilização e em processo constante de deterioração.

Até 31 de agosto na Biblioteca de Padre José de Anchieta em Perus – Rua Antônio Maia 651 – São Paulo (SP)

Mais informações: https://www.facebook.com/expoperus/

Fonte original da notícia: Patricia Barbosa, por mensagem




Exposição retrata o patrimônio arquitetônico de Passo Fundo (RS)

O curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade de Engenharia e Arquitetura da Universidade de Passo Fundo (Fear/UPF), por meio das professoras Mirian Carasek, Greice Baruffo Rampanelli e Débora Grando Schoffel, com apoio da Setorial de Patrimônio Material, Imaterial, Arquitetura e Urbanismo e da Confraria das Artes promoveram a exposição “Estação da memória – afirmação do patrimônio arquitetônico de Passo Fundo”. Realizada de 22 a 30 de julho na Galeria Estação da Arte, a exposição destacou a cidade Passo Fundo e sua arquitetura por meio de maquetes, aquarelas e fotos de alguns exemplares do patrimônio arquitetônico preservado no município.

De acordo com a professora Mirian, existem diversos meios pelos quais uma cultura pode se expressar. Quando se trata de arquitetura e urbanismo, a expressão cultural se dá por meio das construções e vias que configuram a cidade. “A percepção atual estabelece patrimônio histórico e cultural como o conjunto de bens imóveis e móveis de valor significativo, ambiências, parques urbanos e naturais, praças, sítios e paisagens, assim como manifestações culturais entendidas como tradições, práticas e referências, que configuram a identidade do município”, explica.

A preservação desses bens patrimoniais é importante para a transmissão das tradições de uma geração para outra, contribuindo para a consolidação da identidade cultural do lugar. “Passo Fundo possui alguns trabalhos voltados ao campo do patrimônio histórico e cultural, como o Inventário do Patrimônio Arquitetônico do Município de Passo Fundo. Contudo, muitos trabalhos ainda necessitam ser realizados para que se consiga consolidar e ampliar o cuidado com os bens patrimoniais municipais, o que inclui atividades de educação patrimonial, no sentido de conscientizar a população da importância da preservação”, observou a professora Mirian.

A proposta da exposição foi promover uma interação entre academia e comunidade, de modo que a primeira expõe à segunda informações sobre a identificação e a valorização do patrimônio arquitetônico por meio de maquetes, desenhos e fotos, divulgando também o curso de Arquitetura e Urbanismo da UPF.

Fonte original da notícia: Universidade Federal de Passo Fundo




Casa histórica fica destruída após incêndio em Ubatuba (SP)

Foram necessários 25 mil litros de água para apagar completamente as chamas da casa, que fica no bairro Rio da Prata.

Casa histórica fica destruída após incêndio em Ubatuba. Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

Uma casa tombada pelo Patrimônio Histórico da Prefeitura de Ubatuba ficou destruída após ser atingida por um incêndio de grandes proporções na tarde de quarta-feira (2). Não houve feridos.

As chamas começaram às 13h40 na casa que fica no bairro Rio da Prata, entre Tabatinga e Maranduba. Na operação foram necessárias equipes de Ubatuba e Caraguá, que usaram aproximadamente 25 mil litros de água para conter completamente as chamas, por volta das 18h.

Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros

A casa era de pau a pique e segundo os moradores da região, era um local de alfabetização e de orações das pessoas que moravam por ali. No momento do incêndio, não havia ninguém dentro da casa.

Fonte original da notícia: G1 Vale do Paraíba e Região 




Mogi das Cruzes (SP) – Casarão antigo da Cardoso Siqueira é demolido

A autorização foi do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico – Comphap. Foto: Eisner Soares

O casarão antigo localizado no início da Rua Coronel Cardoso de Siqueira, 321, no Centro, foi demolido, com autorização do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico (Comphap) aprovada na reunião de 9 de agosto do ano passado. Há alguns anos, o proprietário do imóvel iniciou uma reforma suspensa graças à atuação do órgão, que tentou preservar pelo menos as características iniciais na fachada do casario.

Em uma sequência de atas do Comphap (16 de fevereiro e 12 de julho do ano passado) é possível acompanhar as recomendações sobre a manutenção da platibanda e cimalha, recursos construtivos existentes na fachada da casa que não deixam o telhado à vista, porém, há mais de um ano, os argumentos dos responsáveis pela obra acabaram por derrubar as recomendações iniciais dos conselheiros. E, nessa semana, o imóvel foi derrubado.

Com o fim dos antigos casarões, o entorno da região central perde mais um dos poucos registros arquitetônicos considerados importantes para a preservação da memória sobre o processo de ocupação da região central, numa escalada que tem se acelerados nos últimos tempos. Há outros pedidos de demolição de fachadas de imóveis “nus” por dentro, por já terem sofrido intervenções em reformas e adaptações, principalmente os usados como casa, num primeiro momento, e depois adaptados para o mercado de aluguel comercial e receberem comércios e outros tipos de atividades, em análise do Comphap.

Na história desse casario, em específico, chama atenção o fato de a obra de reforma ter sido suspensa pelo Comphap, num final de semana prolongado, quando Ana Maria Sandim, presidente do Comphap, passou em frente ao imóvel e constatou a irregularidade. Os serviços foram interditados e cobranças começaram a ser feitas para prevenir o fim de mais um registro. Essa tentativa, no entanto, não teve sucesso. E o imóvel foi ao chão, no mesmo sentido de centenas de outros nas proximidades das Igrejas das Ordens Primeira e Terceira do Carmo, um conjunto tombado como patrimônio histórico nacional.

Aos poucos, a Cidade segue com menos exemplares bem mais antigos e um número relativamente maior dos construídos no século passado e já considerados como de interesse de preservação nas mãos de particulares, além dos públicos, um pouco melhor protegidos (Casarão do Carmo, Teatro Vasques, Pinacoteca, sede da Polícia Militar), e os pertencentes a instituições, casos de templos e igrejas.

O Diário tentou falar com a Ana Sandim, ontem, mas não obteve sucesso. Já na Prefeitura, a informação é de que o assunto deve ser tratado com o Comphap.

Por Eliane José

Fonte original da notícia: O Diário




Recife (PE) – Palácio Joaquim Nabuco se despede das atividades parlamentares para se tornar museu

Prédio sedia a Assembleia Legislativa do Estado há 142 anos. Ele fica fechado a partir da terça (1º), mas ainda não há data para início da reforma, que pode custar até R$ 18 milhões.

Reprodução/Internet

Há 142 anos funcionando como a casa da Assembleia Legislativa do Estado (Alepe), o Palácio Joaquim Nabuco fecha, definitivamente, as suas portas para as atividades parlamentares a partir da terça-feira (1º). Com a inauguração de um novo prédio para sediar os debates dos deputados, o palácio passará por uma reforma para se transformar no Museu Legislativo do Estado.

De acordo com o presidente da Alepe, o deputado Guilherme Uchoa, o orçamento para recuperação do prédio está submetido à primeira secretaria da casa parlamentar, um valor que pode chegar a R$ 18 milhões. Ainda segundo o presidente, o recurso pode ser captado pela Lei Rouanet, que permite o financiamento de empresas para atividades culturais, mas ainda não há data para início da reforma.

Localizado na Rua da Aurora, área central do Recife, a construção neoclássica do século 19 se destaca pela beleza. De coloração azulada, ele ostenta esculturas e uma abóbada dourada. Com duas pequenas galerias, ele é tombado pelo Patrimônio Histórico e pelo Instituto Brasileiro de Museus.

“Todos os elementos como arquitetura, entalhes do mobiliário e documentos históricos passam a ser incorporados ao museu e tombados também. Eu acho que é mais um símbolo turístico que se incorpora à cidade do Recife”, pontua a superintendente de Preservação do Patrimônio Histórico do Legislativo, Cíntia Barreto.

Auditório com 142 lugares é um dos destaques do novo prédio da Alepe, no Recife. Foto: Reprodução/TV Globo

O novo local, que recebe as atividades legislativas a partir da terça-feira (1º), fica localizado na Rua da União. Além de contar com uma arquitetura moderna, tem auditório para 142 lugares, três pequenos plenários para comissões parlamentares e o plenário principal Eduardo Henrique Aciolly Campos para reuniões, solenidades, audiências públicas especiais e votações. O painel também passa a ser eletrônico, possibilitando a votação digital.

“Tudo foi feito com recurso próprio. Aqui não tem, sequer, uma suplementação orçamentária do Executivo. Tudo foi feito com as economias da Casa. Ele tem capacidade para essa Assembleia do futuro chegar a 90 deputados. Então, essa é uma obra de perspectiva de crescimento. Nós estamos pensando no Pernambuco de amanhã”, finaliza Uchoa.

Fonte original da notícia: G1 PE




Conheça 10 museus paulistas tombados pelo patrimônio histórico

Equipamentos do Estado preservam bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e até afetivo.

Museu Catavento. Foto: Divulgação/Internet

Muita gente já ouviu o termo, mas nem todo mundo sabe realmente o que significa. Mas não, um bem material ou imaterial tombado pelo patrimônio histórico não é um imóvel que tenha sua estrutura física ameaçada, como alguns podem imaginar. Pelo contrário.

O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público, com o objetivo de preservar para a população, por meio da aplicação de legislação específica, bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e até afetivo. A intenção é impedir que sejam destruídos ou descaracterizados.

O órgão responsável por esse processo é o CONDEPHAAT – Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico, formado por representantes de diversas entidades (secretarias estaduais, entidades de classe e universidades), que se reúnem periodicamente para deliberar sobre os pedidos relativos ao patrimônio cultural do Estado de São Paulo.

Segundo a Constituição Federal, no artigo 216, “constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira”.

Além de imóveis, o tombamento se aplica a áreas urbanas, como centros históricos ou bairros, áreas naturais e inclusive bens móveis, como coleções de arte ou objetos representativos de um acontecimento histórico. Qualquer pessoa (física e jurídica) pode pedir a abertura de estudo de tombamento de um bem.

O processo se inicia com a solicitação do interessado, que deverá ser bem justificada e documentada. A proposta é então encaminhada ao corpo técnico, que dará um parecer sobre o assunto.  Após análise do processo por um Conselheiro Relator e pelo Conselho, é decidida a abertura ou não do processo de estudo de tombamento.

Se os pareceres forem favoráveis, abre-se o processo de estudo de tombamento, que assegura a preservação do bem até decisão final. O proprietário, nesse momento, já é notificado. A última etapa é a efetivação do tombamento, que acontece por meio de uma resolução do Secretário da Cultura, publicada no Diário Oficial do Estado. Depois, o bem é inscrito no respectivo livro do tombo.

Entre os bens tombados pelo patrimônio histórico em São Paulo estão alguns dos principais museus do Estado. Confira a lista abaixo e entenda porque eles ganharam essa classificação. Depois, prepare seu roteiro e planeje as visitas, com a certeza que eles estarão sempre preservados com suas características originais.

1. Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura, ocupa um dos últimos casarões remanescentes da época de ouro do café na Avenida Paulista. Um refúgio onde toda a expressão poética encontra seu espaço.

2. Memorial da Resistência (Antigo DEOPS) – Vinculado à Pinacoteca do Estado, está localizado no piso térreo do edifício que abriga também a Estação Pinacoteca. Durante o período da Ditadura Militar no Brasil, o prédio abrigou o DOPS – Departamento Estadual de Ordem e Política Social por quase meio século, e era utilizado como local de reclusão de presos políticos.

3. Museu Catavento (antigo Palácio das Indústrias) – O Palácio das Indústrias, nome do prédio onde está instalado o Museu Catavento, foi construído durante 13 anos, entre 1911 e 1924, quando São Paulo tinha apenas cerca de 100 mil habitantes. O prédio em si é uma grande apologia dessa grandeza econômica e política que São Paulo representava na época.

4. Museu da Língua Portuguesa (Estação da Luz) – A Estação da Luz, tombada pelo CONDEPHAAT, continua exercendo a função original de entroncamento ferroviário e também abriga o Museu da Língua Portuguesa e uma estação de Metrô. As instalações do MLP foram atingidas por um incêndio de grandes proporções em dezembro de 2015, ocasionando o fechamento do espaço para a visitação. As obras têm previsão de conclusão até março de 2019.

5. Pinacoteca – O mais antigo museu de São Paulo foi criado em 1905, em um projeto idealizado por Ramos de Azevedo, e possui uma vasta coleção de obras brasileiras dos séculos 19 ao 21. A história da Pinacoteca do Estado de São Paulo se confunde com a do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo (Laosp), criado em 1873 por Leôncio de Carvalho.

6. Museu da Imigração (antiga Hospedaria dos Imigrantes) e seu acervo arquivístico – Sediado no edifício da antiga Hospedaria do Brás, um patrimônio público e importante ícone da história do Estado e da cidade de São Paulo, o Museu busca compreender e refletir o processo migratório brasileiro a partir da história das 2,5 milhões de pessoas, de mais de 70 nacionalidades, que passaram pelo prédio entre os anos de 1887 e 1978.

7. Museu do Café (antiga Bolsa do Café) – Instalado no edifício da antiga Bolsa Oficial de Café, onde até 1957 aconteciam as negociações do produto, o local conta a história do café no país e como ela se mistura à própria cultura brasileira, além do desenvolvimento político, econômico e cultural do país, relação que começou em meados do século XVIII e que se mantém forte até hoje.

8. Museu Casa de Portinari – Localizado em Brodowski, a 343 km da capital, tem como principal objetivo preservar a memória e difundir a história do pintor Cândido Portinari. Foi no imóvel, inaugurado em 1970, que Portinari viveu durante toda a infância e parte da adolescência. Seus cômodos e anexos contam a história do artista e guardam suas obras, além de desenhos, estudos, objetos pessoais e profissionais, utensílios, móveis e documentos.

9. Oficinas de Cultura Casa Mário de Andrade e Oswald de Andrade – Inaugurada em agosto de 1990, no bairro da Barra Funda, o endereço abriga a antiga casa do escritor e intelectual Mário de Andrade, um dos principais ideólogos do movimento modernista e da Semana de Arte Moderna, em 1922. É uma oficina temática, com programação voltada para áreas específicas do texto e da literatura.

10. Acervo do Museu de Arte Sacra – Está instalado no Mosteiro da Luz, que data de pelo menos 1583, quando se tem notícia de uma ermida (pequena capela) nos Campos do Guarepe, atual Avenida Tiradentes, no coração da cidade de São Paulo. O Mosteiro da Luz é um dos mais importantes monumentos da arquitetura colonial paulista, construído em taipa de pilão, raro exemplar remanescente na cidade, e abriga a Ordem das Irmãs Concepcionistas, que vivem em clausura no andar superior.

Fonte original da notícia: Portal do Governo de São Paulo




Cine Teatro Brasil será revitalizado em Visconde do Rio Branco (MG)

Acordo entre proprietários e MPMG prevê que restauração completa do patrimônio seja concluída em até três anos.

Cine Teatro Brasil, em Visconde do Rio Branco. Foto: Divulgação/MPMG

O Cine Teatro Brasil, prédio tombado como patrimônio histórico de Visconde do Rio Branco, terá sua fachada restaurada e toda sua estrutura revitalizada. A decisão foi divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que firmou um acordo de recuperação do imóvel com os atuais proprietários.

“O acordo define que os proprietários elaborem um projeto completo para restauração do prédio, que deve ser encaminhado ao Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Visconde do Rio Branco, para análise e aprovação”, explicou a promotora de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural, Carolina Queiroz, sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado, que determina que toda a obra fique pronta em até três anos.

O Cine Teatro Brasil foi inaugurado em 1915 e, além de exibir filmes, foi palco de peças de teatro e apresentações musicais. O prédio era usado também para palestras, reuniões, festivais de música, programas de auditório de rádio e eventos oficiais da cidade.

Segundo Carolina Queiroz, pelo TAC, não é permitido demolir ou mutilar o imóvel e, com a conclusão da reforma, há obrigação de que o local seja mantido em bom estado de conservação. Apesar de o prédio ser tombado como patrimônio histórico, também não há obrigação de que seja utilizado para atividades culturais e artísticas.

“O tombamento não prevê atividade fim, portanto, o local poderá ser utilizado para abrigar lojas, restaurantes ou outras atividades”, informou a promotora.

Por Fellype Alberto

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata