Assista ao documentário “Crônica Da Demolição” no dia 15/10, às 18h, no Canal Brasil

O Palácio Monroe foi uma das mais imponentes construções do centro do Rio de Janeiro no início do século 20. O casarão de suntuosa arquitetura localizado próximo à Cinelândia, onde também foram edificados o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Câmara dos Vereadores do município, entre outros prédios de crucial importância histórica, era a casa do senado federal enquanto a cidade maravilhosa foi capital do país, mas perdeu importância após a transferência da sede do governo federal para Brasília e foi alvo de uma grande campanha vexatória de interesses especulativos de construtoras. Coproduzido pelo Canal Brasil, o documentário de Eduardo Ades investiga os reais motivos da demolição do palacete em 1976.

O filme faz um passeio pela história do Rio de Janeiro e remonta o contexto histórico desde a construção do palácio. Desenhado pelo arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o palacete foi projeto para ser o pavilhão do Brasil em uma exposição universal realizada nos Estados Unidos em 1904. Laureado no evento, o projeto foi tirado do papel depois de dois anos e ganhou nome de batismo em homenagem ao quinto presidente norte-americano, James Monroe. A grandiosa construção localizada ao fim da Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade e com uma das mais belas vistas da região – a capital passava por grandes transformações urbanas à época – funcionou como o plenário da Câmara dos Deputados durante oito anos e como sede do Senado Federal de 1922 até a construção de Brasília, em 1960.

Toda a pompa do palácio não foi suficiente para mantê-lo de pé após perder os representantes do legislativo brasileiro. Arquitetos modernistas como Lucio Costa e veículos de imprensa deram início a uma grande campanha para a demolição do prédio alegando que seu estilo estético não se adequava mais ao desenho da cidade. Aspectos políticos e financeiros se escondiam nas sombras dos argumentos técnicos. O prédio ficava no caminho dos trilhos do metrô, impedindo o traçado original de ser mantido pela empreiteira. A localização privilegiada atraiu os olhares das principais construtoras, interessadas em produzir novas edificações no local. A partir do depoimento de especialistas em arquitetura e urbanismo, o filme discorre sobre as motivações escusas de quem apoiou a destruição de um importante patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

Fonte original da notícia: Canal Brasil




Abandonados, monumentos no Centro de SP precisam de restauro e limpeza

Prefeitura diz não ter orçamento para viabilizar reparos. Na quarta (4), gestão municipal entregou reforma da fachada do Theatro Municipal. Obra foi bancada pela iniciativa privada.

Reprodução/Internet

A Prefeitura de São Paulo entregou nesta quarta-feira (4) a reforma da fachada do Theatro Municipal. A obra, de R$ 500 mil, foi bancada pela iniciativa privada. O Theatro, entretanto, é apenas um dos inúmeros monumentos do Centro da cidade que precisa limpeza e restauro. A reportagem do SP2 visitou a região e contabilizou o abandono.

O Largo da Memória é uma relíquia da cidade. O Obelisco do Piques é o monumento mais antigo, foi inaugurado em 1814. A fonte, feita com azulejos portugueses, completa a história do monumento.

Quem passa pelo loca, porém, nem os nota. O azulejo do chão está quebrado, há muitas pichações e sujeira. No Vale do Anhangabaú, a enorme escultura de bronze em cima de um pedestal de granito é uma homenagem ao italiano Giuseppe Verdi, compositor de grandes óperas. O monumento foi cercado por grades – o único investimento feito no local, que segue sujo e sem placa.

“Às vezes, na correria, e por estar abandonado, a gente nem percebe que tem aquele monumento naquele lugar”, comenta o bombeiro civil Vanderlei Caetano.

Segundo o secretário municipal de cultura, André Sturm, a cidade já conseguiu parcerias para recuperar outros monumentos e praças, mas, por enquanto, a Prefeitura só vai reformar aqueles que forem bancados pelo setor privado.

“A secretaria também tem uma verba que é usada para manutenção de patrimônio histórico. São muitos monumentos, são muitas praças. A gente não dá conta de todas, por isso que a gente precisa ter apoio da iniciativa privada”, defendeu Sturm.

Fonte original da notícia: G1 – SP2




Mogi das Cruzes (SP) – Casarão do Carmo será reinaugurado nesta quinta-feira

Construído no século XIX, em estilo colonial, o Casarão passou por obra. Foto: Edson Martins

A solenidade de reinauguração do Casarão do Carmo acontece nesta quinta-feira (28), às 11 horas. O prédio, que faz parte do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade, passou por obras de reforma e conservação, com o objetivo de seguir em boas condições, para receber o público e as atividades de rotina.

Com investimento de R$ 115.703,80, os trabalhos compreenderam revisão e manutenção geral do imóvel, além de restauro de estruturas, em respeito às características originais. Os trabalhos começaram em janeiro, foram executados pela empresa Topus Terra e acompanhados pelas secretarias municipais de Cultura e Obras.

Entre os serviços, foram feitos revisões e melhoria no telhado – para retirada de vazamentos e infiltrações -, nas calhas, rufos e condutores; reforma nas portas e janelas; tratamento e recomposição de forros, assim como de rodapés, pintura geral e revisão nas instalações elétricas e hidráulicas. A obra também compreendeu a recuperação de características originais do prédio modificadas com o passar dos anos, como o piso e a pintura das paredes externas.

O prédio seguirá abrigando o Museu Visconde de Mauá – o antigo Museu Mogiano, que guarda em seu acervo parte significativa da história do Município. A novidade é que Coordenadoria Municipal de Turismo, até então alocada na Ilha Marabá, passará a atender no Casarão do Carmo. Já os programas permanentes que costumavam ocorrer no antigo imóvel, como as reuniões do Terças Literárias e a Roda de Choro do Seu Julinho, irão para o prédio-sede da Banda Santa Cecília, também reformado pela Prefeitura. Isso porque o Espaço do Meio Clarice Jorge servirá como mais uma sala de exposição do acervo do Museu Visconde de Mauá. As salas do anexo construído nos fundos do Casarão ficarão à disposição para reuniões, encontros, fóruns, palestras e outras atividades.

O Casarão do Carmo é uma obra do século XIX, em estilo colonial, feito em taipa de mão e de pilão. O prédio é tombado pelo Comphap (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico) desde 2012. Foi erguido originalmente para servir de residência à família Bourroul. A partir dos anos 30, passou a abrigar atividades culturais e comerciais, até que, na década de 80 foi desapropriado pela Prefeitura.

Fonte original da notícia: O Diário




Casarões do patrimônio histórico de Belo Horizonte (MG) se deterioram enquanto não têm destinações definidas

Partes importantes da história da capital, imóveis nos bairros Santo Agostinho, Serra e Santo Antônio se dividem entre o abandono e a falta de perspectivas de um dia ser reintegrados à rotina da cidade.

Na Avenida Amazonas, há anos casarões servem de tela para pichadores e exibem marcas de abandono e depredação. Escola afirma ter projeto de restauração. Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Enquanto a imponente construção conhecida como Castelinho, no Bairro Floresta, considerado um dos símbolos do passado de Belo Horizonte, comemora um ano de restauração depois de um incêndio em 2002 e quase uma década e meia de abandono, o futuro de outros endereços que também integram o patrimônio histórico da capital continua incerto.

O fantasma do abandono assombra imóveis como a Villa Rizza, no Bairro Serra, o conjunto de casinhas da Rua Congonhas, no Santo Antônio, e os casarões no quarteirão da Avenida Amazonas entre ruas Aimorés e Mato Grosso, no Bairro Santo Agostinho, todos na Região Centro-Sul da capital.

Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Os três exemplos em nada lembram a situação atual do Castelinho, erguido em 1918, em estilo eclético com inspiração art nouveau. O prédio foi construído para ser residência familiar, com dois pavimentos e uma majestosa torre lateral de quatro andares. Ao longo de sua história, também foi pensão. A reforma foi financiada pelo Instituto MRV, organização sem fins lucrativos, e doado à Prefeitura de Belo Horizonte para abrigar o Programa Miguilim, centro de referência na assistência a crianças e adolescentes que vivem em situação de rua.

Outras construções não tiveram a mesma sorte. A Villa Rizza, na Avenida do Contorno, 4.383, na Serra, foi erguida na década de 1930 e teve o que restou de sua estrutura tombado em 1993. A fachada foi recuperada e desde então o imóvel já abrigou espaço de eventos, restaurante e café. Desde 2005, a Petrobras é a proprietária do terreno, onde chegou a manter um posto de combustíveis anexo à construção.

Os negócios não foram para frente, e a edificação foi a leilão, em 30 de agosto, com lance mínimo de R$ 4,65 milhões. Porém, não houve comprador. “O imóvel, com terreno, vale em torno de R$ 10 milhões. Pertence a Petrobras, que estuda a possibilidade de outro leilão”, disse João de Souza Simão, leiloeiro da empresa Arremax, responsável pelo processo. Ele explicou que há muitos interessados no espaço, mas que o tombamento da construção dificulta a transação. “É um dos empecilhos, pois lá não pode ser construído, por exemplo, um prédio. A casa não pode ser modificada”, afirmou Simão.

A história do Vila Rizza começa no fim da década de 1920, quando o major Antônio Zeferino da Silva comprou uma porção de terra entre a Avenida do Contorno e as ruas do Ouro e Pouso Alto, na Serra. O major encomendou a arquitetura a Humberto Hermeto Pedercini Marinho. Já o nome do imóvel foi uma homenagem à neta do proprietário, Rizza Porto Guimarães.

Na Avenida do Contorno, Villa Rizza conserva fachada imponente, mas imóvel está sem uso e leilão não teve comprador. Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Assim como o imóvel da Serra, cinco casarões na Avenida Amazonas, no quarteirão entre as ruas Aimorés e Mato Grosso, no Bairro Santo Agostinho, aguardam destino e chamam a atenção de quem passa pelo endereço, devido ao nível de degradação. As construções foram erguidas entre 1936 e 1939, em estilo eclético, e pertencem à Sociedade Inteligência e Coração, mantenedora do vizinho Colégio Santo Agostinho, desde 2003.

O pipoqueiro Célio de Castro torce para que os imóveis sejam revitalizados. Ele trabalha na região desde 1969, quando as cinco casas tinham aparência bem diferente da de hoje: “A arquitetura delas é muito interessante. São casinhas lindas, mas que precisam de uma repaginada. Hoje, os imóveis, que estão pichados e com vidraças quebradas, são moradias de sem-teto”, disse o homem.

Há dois anos, a Sociedade Inteligência e Coração (SIC) informou a intenção de construir um edifício no local. Os andares seriam ocupados, por exemplo, por escola de idiomas e biblioteca. Na parte em que não há construção, a previsão seria fazer um estacionamento para professores e funcionários do colégio, que funciona no quarteirão vizinho. Das cinco casas, quatro são tombadas pelo patrimônio histórico, informa a entidade, e o quinto será demolido. “Os projetos (relativos aos imóveis) estão prontos e aprovados pelo Patrimônio Histórico municipal. Atualmente, a mantenedora do Colégio Santo Agostinho está em fase de negociação para início da restauração das quatro casas e de construção de um edifício nos fundos dos terrenos, que foram unificados. O alvará de construção já foi expedido pela Prefeitura de Belo Horizonte”, informou a SIC. As casas tombadas serão restauradas e a ideia é usá-las em projetos culturais, acrescentou.

Santo Antônio

No Santo Antônio, quarteirão que já foi endereço de Guimarães Rosa tem destino incerto. Foto: Ramon Lisboa/EM/DA Press

Outro conjunto de casinhas que aguarda desfecho fica no quarteirão formado pelas ruas Congonhas, Santo Antônio do Monte e Leopoldina, no Bairro Santo Antônio, na Região Centro-Sul. Os imóveis foram cenário para gravação do filme O Menino Maluquinho, inspirado na obra homônima do escritor mineiro Ziraldo, dirigido por Helvécio Ratton em 1995.

A construtora Canopus tentou erguer quatro prédios de 27 andares cada no local, com quatro apartamentos por pavimento. A empresa, porém, suspendeu o projeto até que a prefeitura defina quais usos poderão ser dados ao espaço. Desde 2014, parte do quarteirão está coberto por tapumes de metal. Uma das casinhas, a de número 415 da Rua Leopoldina, foi moradia do escritor e médico João Guimarães Rosa (1908-1967). Também foi lá que funcionou o Bar do Lulu, point de Belo Horizonte nas décadas de 1980 e 1990. O Estado de Minas fez contato com a empreiteira para detalhar os projetos para o conjunto de imóveis, mas não obteve retorno.

Palavra de especialista
Yuri Melo Mesquita, diretor de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha da Fundação Municipal de Cultura.

Referências para a cidade

“Todos os imóveis têm valor social para Belo Horizonte. São pontos de memória. Há interseção de várias temporalidades neles. Há cruzamentos do modo de viver do passado e do presente, ou seja, um ponto de interseção da memória. São elementos que nos possibilitam ter raízes com a nossa cidade. É uma forma de dar lastro para a experiência, um ponto de memória, de referência para manter vivo o patrimônio.”

Por Paulo Henrique Lobato

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Panificadora ganha licitação para utilizar prédio da Estação de Stevenson em Araguari (MG)

Espaço que fica na BR-050 é tombado como patrimônio histórico. Empresa tem 60 dias para começar a operar.

Estação Stevenson em Araguari. Foto: Prefeitura de Araguari/Divulgação

Uma panificadora de Araguari ganhou a concessão para utilizar o prédio da Estação de Stevenson, após três tentativas de licitação em que nenhum empresário manifestou interesse pelo espaço. O termo de homologação da concessão foi publicado nesta sexta-feira (15) no Diário Oficial do Município. O espaço localizado às margens da BR-050, entre Araguari e Uberlândia, será usado para comércio de produtos alimentícios.

De acordo com a secretária de Administração, Thereza Christina Griep, as licitações em busca de interessados na concessão do espaço continham cláusulas muito complexas para serem cumpridas. Ela informou que o contrato será assinado na próxima semana.

“Com a reformulação do novo processo licitatório, tivemos uma empresa ganhadora. A concessão será de dez anos, podendo prorrogar por mais cinco anos. O valor do aluguel agora será de R$ 2.100 e a empresa tem 60 dias para começar a operar”, disse a secretária.

A estação fica entre Araguari e Uberlândia e foi tombada como patrimônio histórico de Araguari em 2002. Inaugurado em fevereiro de 1927, a estrutura funcionou até meados da década de 1970. Ela fazia parte da antiga estrada de ferro da Companhia Mogiana, compreendendo também a Casa de Turma e Casa do Funcionário.

Há cinco anos, o imóvel, que corria risco de desabamento, passou por restauração para que abrigasse um restaurante, um museu ferroviário e um centro de informações ao turista. Sem ser ocupado, acabou alvo de vandalismo. “A intenção é que aqui seja um portal turístico, onde as pessoas parem e desfrutem de momentos de lazer”, disse o prefeito Marcos Coelho.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




Campina Grande (PB) – Feira Central recebe técnicos do Iphan e pode se tornar Patrimônio Histórico

Fotos: Codecom/ CG

Um dos mercados públicos mais tradicionais do país, a Feira Central de Campina Grande recebeu na manhã de sábado (16) a visita de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do governo federal vinculada ao Ministério da Cultura.

A visita da equipe tem como finalidade o cumprimento da penúltima etapa do processo, protocolado pela Prefeitura de Campina Grande junto ao Iphan, que busca transformar a Feira Central em Patrimônio Cultural do Brasil.

Participaram das atividades de hoje a Coordenadora de Registro do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Marina Duque Coutinho; a superintendente substituta do Iphan na Paraíba, Carla Gisele Moraes; o chefe da Divisão Técnica do Iphan/PB, Luciano de Souza e Silva, além do pesquisador e consultor do Iphan, Ulpiano Toledo de Bezerra.

Acompanhado do secretário de Cultura do município, Joia Germano, e de representantes da Secretaria de Educação do Município (Seduc), o grupo percorreu os principais espaços da Feira, ouvindo os comerciantes e conhecendo os produtos e as tradições do local.

Durante a visita, a comissão também acompanhou manifestações culturais relacionadas à história da feira e de Campina Grande, entre elas uma encenação das crianças do projeto “Tamanquinhos das Artes”; a apresentação da música “Feira de Campina”, composta pelo saudoso Major Palito e executada pela Companhia Mambembe de Teatro que leva o seu nome; além de cordelistas; violeiros; do grupo de capoeira “Angola Berimbau Viola”; e da dupla de emboladores de coco Canário (Felipe Batista) e Caboclo (Fredi Guimarães).

“A ideia que eu já tinha com base na leitura que havia feito de toda a documentação, e que vai se confirmando, é que a feira de Campina Grande se apresenta não só como um caso privilegiado de feira tradicional, mas também, antes de mais nada, como um espaço de troca de experiências”, destacou Ulpiano Barbosa, que é membro do Conselho Consultivo do Iphan e será relator do processo sobre a Feira Central.

Segundo o pesquisador, o relatório produzido por ele após a visita será apresentado na próxima reunião ordinária do Conselho, marcada para o dia 27 deste mês, quando os demais membros vão conhecer todo o material anexado ao processo e deliberar sobre a concessão do registro para a Feira.

Já a coordenadora do Inventário Nacional de Referências Culturais da Feira Central, Giovanna Aquino, que também é responsável por todo o material apresentado pela Prefeitura de Campina Grande durante o processo, ressaltou que a feira reúne as condições necessárias para obtenção do registro de Patrimônio Cultural do Brasil, que se concretizado será o primeiro da história da Paraíba e o quarto do Brasil na categoria “Lugar”.

Por Codecom/CG

Fonte original da notícia: paraibaonline.com.br




São Paulo (SP) – Projeto de cobertura da Estação da Luz é aprovado por órgão do patrimônio histórico

Nova instalação é uma das medidas para reconstrução do Museu da Língua Portuguesa, destruído em incêndio em 2015.

Estação da Luz, que receberá novo projeto de cobertura. Foto: Reprodução/TV Globo

O órgão do patrimônio histórico do estado de São Paulo, o Condephaat, aprovou o projeto de cobertura da Estação da Luz, na região central de São Paulo. A proposta faz parte do projeto de reinstalação do museu, que foi destruído por um incêndio no final de 2015. O museu ficava instalado na mesma edificação da Estação da Luz.

A aprovação, dada pelo Condephaat em sessão no último dia 28, foi publicada nesta quarta-feira (13) no Diário Oficial.

A iniciativa também precisa de aprovação do Iphan e do Conpresp, órgãos do patrimônio histórico do governo federal e municipal, respectivamente.

A restauração do prédio já teve obras de fachadas e esquadrias. Atualmente está em andamento a obra na torre do relógio, e a recuperação do telhado é o próximo passo, segundo a Secretaria de Cultura do estado.

Fonte original da notícia: G1 SP




Vereadores de Curitiba (PR) aprovam multa de até R$ 10 mil a pichadores

A proposta de lei é de iniciativa do vereador Helio Wirbiski (PPS) e eleva esse valor para R$ 5 mil à pichação de imóveis particulares e para R$ 10 mil no caso de bens do patrimônio histórico ou público, independente de indenização pelas despesas e custas da restauração.

Com 31 votos favoráveis e 2 abstenções, de Goura (PDT) e Professora Josete (PT), a Câmara de Curitiba aprovou em primeiro turno, na sessão desta segunda-feira (11), o projeto de lei que pretende aumentar a multa aos pichadores, atualmente fixada em R$ 1.693,84. A proposta de lei é de iniciativa do vereador Helio Wirbiski (PPS) e eleva esse valor para R$ 5 mil à pichação de imóveis particulares e para R$ 10 mil no caso de bens do patrimônio histórico ou público, independente de indenização pelas despesas e custas da restauração. A matéria altera o artigo 4º da lei municipal 8984/1996 e segue, nessa terça-feira (12), para segunda votação.

“Curitiba infelizmente está entre as primeiras [colocadas] em vandalismo, o que me deixa perplexo. Temos vários exemplos passados Brasil e mundo afora, mas este é um péssimo exemplo”, defendeu Wirbiski. O vereador argumentou que a lei municipal, que aumentou a multa ao delito de R$ 400 para o valor atual, “mesmo assim não tem funcionado”. Segundo ele, “muitas vezes há vaquinhas para liberar esses pichadores, porque eles participam de grupos, que eu chamo de gangues, que dão prejuízo de milhões à prefeitura e ao governo”.“É pesada [a multa de R$ 5 mil ou de R$ 10 mil], mas de outra forma não vai se respeitar. Essas quadrilhas, vamos chamar assim, continuam fazendo. Sabemos do rigor [desses valores]”, continuou o autor. De acordo com o parlamentar, a proposta foi da Associação Comercial do Paraná (ACP), cujas ações, como o projeto Centro Vivo, para a despichação da cidade, ele destacou. Presidente e primeiro vice-presidente da entidade, Gláucio José Geara e Camilo Turmina acompanharam a votação, assim como o presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar), Fábio Aguayo.

À imprensa, Turmina disse que a pichação traz “incalculável prejuízo” ao comércio. “Assusta. Ali não vai passar tanta gente. Se é ruim para caminhar, imagina para fazer compras”, sustentou. Para ele, o fundo municipal ao qual deve ser destinado o dinheiro decorrente das multas, previsto na lei municipal 8.984/1996, deveria prever uma bonificação ao “delator” do crime e a ações educativas contra o vandalismo, para “se criar uma mentalidade de cidadania no pichador”.

Contrapontos
Os dois vereadores que se abstiveram na votação apresentaram contrapontos durante a discussão da matéria, enquanto outros 11 parlamentares declararam apoio à iniciativa. Na avaliação de Goura, “a pichação é um fenômeno urbano, não apenas de baixa renda, como consequência da desigualdade social, mas também de frustração, de revolta, uma tentativa de colocar o grito na rua”. “Não seria o caso de apoiar penas alternativas, como pintar escolas, por exemplo?”, sugeriu.

“É um fenômeno urbano e em São Paulo é ainda mais evidente. É fruto da sociedade excludente. Óbvio que entendo e acho importante a iniciativa do Wirbiski, mas acho que a gente discute muito pouco as políticas públicas, atividades para esses jovens ocuparem seu tempo”, opinou Josete. Para ela, já existem legislações com medidas punitivas e mesmo assim o problema não diminui.

A vereadora ponderou que a Comissão de Legislação, Justiça e Redação “passou batido” ao não considerar alerta da Procuradoria Jurídica (Projuris) de que a proposição também deveria alterar o artigo 301 da lei municipal, assim como fez o projeto do Executivo que aumentou a multa, em 2013. “Vamos criar uma ambiguidade. Ficamos sem critério para dizer qual das leis será aplicada”, justificou. Uma emenda de Wirbiski e outros parlamentares para corrigir o problema deverá ser votada nesta terça, o que levará à confirmação da redação final na quarta-feira (13), uma espécie de “terceiro turno”, antes da matéria ser enviada à sanção do prefeito.

Apoio à proposta
“Nós, curitibanos, não merecemos a cidade suja como está”, declarou Sabino Picolo (DEM), sobre as pichações. “As pessoas em nosso país só respeitam quando dói no bolso”, completou Mestre Pop (PSC). “O pichador é um contraventor. Sua liberdade vai até onde vai a liberdade do outro. Ele tem que entender que não está respeitando a liberdade alheia, mesmo que seja um prédio abandonado”, comentou Julieta Reis (DEM). Para a vereadora, uma emenda poderia isentar a pessoa do pagamento caso ela “repare seu erro”.

Já na avaliação de Dr. Wolmir Aguiar (PSC), mesmo se “houver uma pena acessória, alternativa, que se mantenha a multa, para pesar no bolso”. Felipe Braga Côrtes (PSD) declarou ser “totalmente a favor punição, desde que seja cumprida”. O vereador lamentou a dificuldade da Guarda Municipal (GM) de flagrar o vandalismo e outros crimes: “Volto a dizer, o que precisamos na cidade de Curitiba é a implantação decente de câmeras de monitoramento”. Segundo ele, na última visita ao Centro de Controle Operacional (CCO), localizado na Urbs, apenas um guarda municipal acompanhava o sistema de videomonitoramento, situação que permaneceria nesta gestão.

O presidente da Casa, Serginho do Posto (PSDB), saudou as ações da ACP de despichação, em parceria com o Município. Também declararam apoio ao aumento da multa os vereadores Colpani (PSC), Maria Manfron (PP), Rogerio Campos (PSC), Thiago Ferro (PSDB) e Tito Zeglin (PDT).

Fonte original da notícia: Tribuna Paraná




Fogo destrói parte do Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma (SC)

Prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico, está fechado desde 2015.

Incêndio começou antes das 8h em Criciúma. Foto: Janine Limas/NSC TV

Corpo de Bombeiros foi acionado na manhã deste domingo (10) para atender um incêndio no Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma, no Sul de Santa Catarina. O prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico do município, está fechado desde 2015, quando as obras de restauração foram suspensas, conforme a NSC TV.

O fogo destruiu pelo menos quatro salas onde funcionavam as oficinas de arte e o telhado. Não há relato de feridos.

Dez bombeiros e três caminhões foram deslocados para atender a ocorrência no Centro do cidade, às 7h45. Até as 11h, ainda era feito o trabalho de rescaldo.

O Instituto Geral de Perícias (IGP) também foi acionado para identificar as causas do incêndio. A Polícia Civil já abriu inquérito para investigar o caso.

De acordo com o Vitor Bianco Júnior, há suspeita de incêndio criminoso, mas nenhuma hipótese é descartada. Como a energia elétrica está desligada, é difícil acontecer curto-circuito. Em junho, houve um princípio de incêndio no prédio.

Conforme a NSC TV, às vezes moradores de rua tentam invadir o local, que tem vigilante até as 6h.

Prédio histórico

Conforme a prefeitura, o prédio foi construído na década de 1940 para o funcionamento do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e serviu para a instalação do primeiro serviço de água tratada da região.

“Em 1962, passou a ser administrado pela Comissão Executiva do Plano do Carvão Nacional e, em 1964, foi utilizado como cárcere do primeiro ano da ditadura militar. Anos depois, o Conselho Nacional do Petróleo tomou conta do casarão, que passou a ser conhecido como “Prédio do CNP”. Em 1993 o Município tomou posse do imóvel, ali instalando a Fundação Cultural de Criciúma que criou o Centro Cultural Jorge Zanatta, recebendo restauração em 1996″.

Anos de abandono danificaram a estrutura que está fechada desde 2015. Por decisão judicial, a prefeitura, o governo federal e o DNPM devem reestruturar o prédio. A obra está orçada em R$ 1,4 milhão.

Fonte original da notícia: G1 SC




Porto Velho (RO) – Peças do acervo histórico da EFMM, retiradas durante cheia do Madeira, são devolvidas para museu

Patrimônio histórico estava guardado em galpão na Zona Leste da capital desde 2014. Transferência para o museu foi feita com apoio do Exército.

Peças do acervo histórico da EFMM foram devolvidas ao antigo museu em Porto Velho. Foto: Assessoria/Prefeitura de Porto Velho

Peças do acervo histórico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, retiradas em 2014 dos galpões da Praça da EFMM por conta da cheia do rio Madeira, foram devolvidas (23) ao antigo museu, segundo informou a assessoria da prefeitura de Porto Velho.

Patrimônio histórico e cultural do município, há três anos o material estava armazenado em um galpão, no bairro Lagoinha, na Zona Leste da capital. No dia 23 de agosto foi devolvido ao local de origem em um esforço conjunto da Fundação Cultural, da Associação dos Ferroviários e do 5º Batalhão de Engenharia e Construção (5ºBEC).

Peças do acervo histórico da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, retiradas em 2014 dos galpões da Praça da EFMM por conta da cheia do rio Madeira, foram devolvidas (23) ao antigo museu, segundo informou a assessoria da prefeitura de Porto Velho.

Operação foi realizada com apoio de militares do 5º BEC. Foto: Assessoria/Prefeitura de Porto Velho

Patrimônio histórico e cultural do município, há três anos o material estava armazenado em um galpão, no bairro Lagoinha, na Zona Leste da capital. No dia 23 de agosto foi devolvido ao local de origem em um esforço conjunto da Fundação Cultural, da Associação dos Ferroviários e do 5º Batalhão de Engenharia e Construção (5ºBEC).

Para o trabalho de transferência, o 5º BEC utilizou quatro carretas, um caminhão munck e dezenas de militares. O presidente da Fundação Cultural, Antônio Ocampo, que, segundo a prefeitura, tem entre suas atribuições a preservação e valorização do patrimônio histórico, disse que a Funcultural possui decisão provisória que a torna responsável pelo acervo da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. De acordo com Ocampo, as peças passarão por um processo de restauração para a reativação do museu histórico ainda esse ano.

Fonte original da notícia: G1 RO