Conheça o Serro, região de Minas Gerais que produz os queijos mais premiados do Brasil

Cidade, na região da Serra do Espinhaço, é rica em igrejas, casas coloniais e ruas de pedra.

Jorge Brandão, produtor e criador do museu dos queijos – Ana Branco / Agência O Globo

Chegar ao Serro é uma espécie de viagem no tempo. A cidade, que faz parte da Estrada Real e do Caminho dos Diamantes, é uma joia do patrimônio histórico de Minas Gerais. Localizada na região da Serra do Espinhaço, é rica em igrejas, casas coloniais e ruas de pedra. No seu entorno, são muitas as fazendas e os cenários naturais. O clima, temperado de altitude, garante dias quentes e noites frias, além de uma agradável temperatura média de 17 graus.

É nessa cidade que é produzido o queijo do Serro, um patrimônio alimentar brasileiro, feito de maneira artesanal por pequenos produtores. Uma sabedoria que conquistou chefs como Roberta Sudbrack, que durante o Rock in Rio, viu-se em meio a uma polêmica com a Vigilância Sanitária. Depois de ter confiscados e destruídos os ingredientes artesanais que usaria em seu quiosque no festival, ela cancelou sua participação no evento, mas não sem antes chamar a atenção para um problema que atinge os pequenos agricultores e produtores brasileiros: a dificuldade de produzir e vender em meio a uma legislação intensamente burocrática. Na época do festival, a Vigilância Sanitária argumentou que os queijos que a chef trouxera de Minas Gerais não possuíam o SIF, um selo de inspeção federal.

— A voz da gastronomia é o pequeno produtor. É por meio desse saber, desse fazer, da manutenção desse modus operandi, que a história da nossa cultura gastronômica se expressa e se sustenta, aliada ao trabalho dos cozinheiros, que ajudam a ecoar essa voz do terroir brasileiro — afirma Roberta.

Diferentes queijos produzidos na região do Serro – Ana Branco / Agência O Globo

Além de Roberta Sudbrack, outros chefs renomados têm declarado seu apoio ao produto artesanal brasileiro. São nomes como Laurent Suaudeau, Felipe Bronze, Thomas Troisgros, Rodrigo Oliveira e Jefferson Rueda, além do presidente do Slow Food International, o italiano Carlo Petrini, e de seu vice, o brasileiro Georges Schnyder. De fato, nossos ingredientes têm feito bonito até em premiações internacionais. Em uma competição na França, concorrendo com 37 países, a Fazenda Pedra do Queijo, de Minas Gerais, ganhou as medalhas de bronze e de prata com os queijos do Serro, Gir e Kankrej.

No comando da fazenda está Túlio Madureira, quinta geração de sua família a produzir queijo regional e o presidente da Associação de Produtores de Queijo Artesanal do Serro. Ele aprendeu o preparo do queijo com o pai e contou com a ajuda de pesquisadores para trabalhar a maturação:

— Tomamos cuidado desde o pasto, porque a alimentação dos animais e o clima interferem no sabor. Os fungos do nosso terroir são os mesmos dos queijos franceses. Nossa microbiota (ecossistema) é riquíssima — diz Túlio.

O chef Rafa Costa e Silva, do premiado Lasai, usa os queijos produzidos por Túlio Madureira em seu restaurante.

— O Kankrej é curado por 45 dias em ambiente natural. Talvez seja o melhor queijo brasileiro que eu já tenha provado. Ele é forte de sabor, cremoso e úmido por dentro, com casca maturada, ligeiramente amarelada, resistente e levemente picante.

Teresa Corção, d’O Navegador, é só elogios:

— Surpreende por seu sabor intenso e sutil, diferente de outros queijos.

O produtor Jorge Brandão Simões, também da região do Serro, costuma dizer que trabalha com queijos desde antes de nascer.

Túlio Madureira e Bento José, da Fazenda Pedra do Queijo, cujos queijos foram premiados na França – Ana Branco / Agência O Globo

— Já batia massa quando estava no ventre de minha mãe — brinca ele, que construiu um minimuseu para resguardar as tradições da produção de queijo. — Fazemos tudo na madeira. Quando ela é substituída pelo inox, o queijo fica ácido e perde as suas características. Conseguimos o registro da imaterialidade do queijo como patrimônio nacional, os burocratas precisam tratá-lo com respeito e carinho.

A chef Roberta Sudbrack faz coro com Jorge:

— Os queijos brasileiros, assim como os embutidos e todo esse trabalho artesanal, precisam ser valorizados, mas acima de tudo respeitados. As leis arcaicas precisam de revisão para que esse patrimônio cultural imaterial não morra sufocado. A produção artesanal precisa conquistar o direito de circular, mostrar sua cara e o seu valor para todos.

Quem sabe assim, no futuro, além da Estrada Real e do Caminho dos Diamantes, Minas Gerais terá também sua Rota dos Queijos.

Por Andrea D’Egmont. A equipe viajou a convite do Sebrae Minas Gerais

Fonte original da notícia: O Globo




Instituto de arquitetos critica órgãos do patrimônio histórico em SP por ‘privilegiar interesses privados’

Segundo o IAB, “demandas e agendas da preservação do patrimônio vêm sendo colocadas sistematicamente em segundo plano” pelo Condephaat e pelo Conpresp em São Paulo; conselhos negam.

Hospital da Cruz Vermelha, que pode dar lugar a shopping. Foto: Reprodução TV Globo

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) divulgou uma carta aberta nesta terça-feira (7) criticando os órgãos de defesa do patrimônio histórico e cultural ligados ao governo estadual e à Prefeitura de São Paulo por um suposto privilégio a interesses privados em detrimento do interesse histórico e cultural.

O documento cita decisões recentes, como o arquivamento dos processos de tombamento do Parque Anhembi, que deverá ser vendido pela gestão João Doria, e do terreno onde fica o Hospital da Cruz Vermelha, na Avenida Moreira Guimarães, e que poderá abrigar um shopping. Segundo o instituto, os processos eram consistentes apontando para o tombamento dos bens, mas, mesmo assim, houve o arquivamento.

“As demandas e agendas da preservação do patrimônio vêm sendo colocadas sistematicamente em segundo plano pelos conselhos, privilegiando pautas de interesses privados”, afirma a carta.

O Condephaat e o Conpresp rebatem as críticas e afirmam que os órgãos são formados por representantes de diferentes segmentos da sociedade com vasto conhecimento no tema e pelo poder público, e que todas as decisões são tomadas após amplos debates.

O IAB citou também as intervenções feitas pela prefeitura em áreas e imóveis protegidos sem protocolo nos órgãos competentes. É o caso da derrubada de imóveis na região da Cracolândia, região que depende de autorizações em razão do tombamento da Estação Júlio Prestes.

A carta detalha um caso envolvendo o Condephaat – a recente liberação de intervenções ao lado do Teatro Oficina, no Bixiga. Os empreendimentos imobiliários que serão construídos no local desrespeitam as características do bairro, segundo o instituto.

O presidente do IAB, Fernando Túlio Salva Rocha Franco, afirma que há 263 processos de tombamento em andamento e teme que os recentes arquivamentos se repitam. “Se isso se reproduzir, a memória, a paisagem, a cultura, tudo isso vai ser colocado em xeque”, afirmou.

O presidente do instituto não é o único descontente com as recentes de decisão do conselho municipal. Os representantes do IAB no órgão, Silvio Oksman, e Sabrina Fontenele, deixaram o órgão recentemente.

Secretarias

A Secretaria da Cultura do estado afirma que o Condephaat tem formação multidisciplinar, contando com representantes do governo do Estado, das universidades públicas, do instituto nacional do patrimônio (Iphan) e da sociedade civil. “Suas decisões são pautadas em pareceres técnicos, e deliberadas a partir de amplos debates realizados nas reuniões do conselho, que são abertas ao público. Frequentemente se apresenta a possibilidade de audiências públicas, visando democratizar as discussões”, afirmou o órgão.

A Secretaria Municipal de Cultura afirma que o Conpresp é formado nove membros de entidades da sociedade civil como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Câmara e secretarias municipais. “Todas as decisões, que são tomadas com base em votação por maioria simples, são debatidas a partir de relatórios e estudos técnicos, levando-se em consideração os interesses de toda a sociedade”, diz.

A secretaria defende que nenhum dos setores representados no Conpresp pode se posicionar como o único guardião dos interesses da sociedade. “Como um conselho, as decisões são tomadas conjuntamente e podem, por vezes, não serem resultado de unanimidade”.

Fonte original da notícia: G1 SP




Dezenas de edifícios históricos são preservados no Rio

Ações de resgate da tradição cultural da cidade ajudam a estimular a economia local.

Igreja de Nossa Senhora da Candelária: restauração do patrimônio histórico dinamiza a economia local, gera emprego e renda e estimula o turismo cultural. Fernandoandando/Getty Images

A cidade maravilhosa está resgatando seu passado. Há dezenas de projetos de recuperação e manutenção de pontos importantes para a história e a cultura do Rio de Janeiro. Eles incluem desde o Museu Nacional de Belas Artes até o Paço Imperial, passando pela Igreja de Nossa Senhora da Candelária, pela Sala Cecília Meireles e pelo Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR).

Merece destaque a criação da Casa do Choro. Tombado e restaurado, o casarão conta com salas de aula, estúdio de gravação, centro de pesquisas e auditório com capacidade para 120 pessoas, onde são desenvolvidos trabalhos de pesquisa, educação e produção musical. Desde 2015, a Casa do Choro é um centro de referência para amantes do gênero musical. Funciona também como base do Instituto Casa do Choro, criado em 1999 e que atende 1 000 alunos por ano em seu núcleo fixo, além de já ter formado 13 000 estudantes, no Brasil e no exterior, incluindo comunidades do Rio de Janeiro.

Importância estratégica

Investir na restauração do patrimônio histórico dinamiza a economia local, gera emprego e renda e estimula o turismo cultural. O impacto positivo, portanto, começa na preservação, passa pela educação e alcança a economia. Afinal, o setor de turismo cultural e histórico representa 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do país e gera cerca de 800 000 empregos formais.

Dos projetos em andamento no Rio, 21 recebem o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição atua, na verdade, em todo o Brasil. Desde 1997, 72 municípios, de norte a sul, receberam apoio para restaurar ou preservar mais de 200 monumentos históricos, como centros culturais, universidades, fortes, teatros, igrejas e museus.

O investimento total nesse período foi de 565 milhões de reais. “Cada restauro torna-se uma oportunidade para estimular ações de capacitação e qualificação profissional”, diz Luciane Gorgulho, chefe do departamento de economia da cultura do BNDES.

O Rio, em especial, recebe um maior volume de investimentos desde 2005, quando da preparação da cidade para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Manteve a restauração de equipamentos culturais e históricos durante o esforço para a Copa do Mundo de 2014 e, em especial, para a Olimpíada de 2016. Nesse período, o Theatro Municipal, por exemplo, passou por restauração arquitetônica e artística, enquanto o Museu do Índio foi modernizado e a Biblioteca Nacional recebeu um projeto cultural em comemoração aos seus 200 anos de construção.

Revitalização em Minas

As ações do BNDES também chegam, por exemplo, à cidade mineira de Tiradentes, que recentemente recebeu dois novos museus, construídos do zero. Também estão sendo restaurados cinco templos, incluindo um investimento de 4,75 milhões de reais para a paróquia de Santo Antônio, que vai recuperar o Santuário da Santíssima Trindade e as Capelas dos Cinco Passos da Paixão de Cristo, tombados desde 1938.

O banco também investe em ações de educação patrimonial e na execução do Plano Diretor do Município. Desde 2009, já foram destinados 23 milhões de reais para Tiradentes. Investimento que é revertido em qualidade de vida para os moradores.

BNDES

Fonte original da notícia: Veja Rio




Charqueadas (RS) – Legislativo e Defender/RS buscam preservar UTCH

Fechada desde 2016, Usina pode ser desmontada pela Tractebel.

Usina está desativada desde o final do ano passado. Foto: Cauê Florisbal

No último dia 24, a vereadora de Charqueadas, Rosângela Dornelles (PT), enviou um oficio para ONG Defender/RS, que trabalha na defesa do patrimônio histórico, solicitando apoio para a preservação dos prédios da Usina Termelétrica de Charqueadas (UTCH), que poderá ser desmanchada, conforme anunciou a Tractebel quando encerrou as atividades da usina.

Durante esta semana, caminhões que estão trabalhando na manutenção da subestação de energia da Eletrosul, próxima à usina, estiveram transportando peças e o fato gerou comentários de que seria o início do desmanche, mas isso não se confirmou.

No ofício enviado à Defender/RS, a vereadora demonstra preocupação quanto à ameaça de desmanche de prédios pertencentes ao patrimônio histórico do Município de Charqueadas. Segundo ela, as estruturas pertencentes ao Poço Otávio Reis já estão sendo preparadas para demolição, bem como a retirada das torres da antiga Usina. “Sabemos e acreditamos no potencial sócio cultural desses prédios e quanto nossa sociedade poderia utilizá-los a fim de apresentar aos moradores e visitantes do nosso município parte importante da nossa linda e rica história, que no momento vem sendo desprezada pelas corporações detentoras destas estruturas, bem como pelo poder Executivo Municipal”, diz o ofício da vereadora.

– Entregamos um documento para Defender, pois no início do ano a Tractebel disse que a ideia era demolir as torres e grande parte da estrutura. A empresa poderia deixar o local para a criação de um centro cultural para a nossa região – diz a vereadora.

No mês de junho, Alexsandro Witkowski, delegado regional Defender/RS na região Carbonífera do Baixo Jacuí, solicitou ao prefeito de Charqueadas informações sobre o fechamento da Usina e o destino pretendido às estruturas arquitetônicas deste patrimônio histórico-cultural, referência nacional para o patrimônio industrial carbonífero. Para Witkowski, seria necessária uma audiência pública para tratar do futuro da antiga Usina.

– Membros da comunidade charqueadense estavam preocupados com o destino da UTCH, pois diziam que a empresa Tractebel queria demolir alguns prédios do complexo, doar parte para o IFSul ou até mesmo locar. Diante de tal situação, acreditamos que a melhor opção para esclarecimentos, questionamentos e manifestação da população sobre o destino da UTCH é através da realização de uma audiência pública consultiva – revela.

Witkowski relata que não conseguiu conversar com o Executivo Municipal sobre o assunto e a medida adotada foi encaminhar uma representação à Promotoria de Justiça. O objetivo desta ação é a preservação de um local histórico que contribuiu para o desenvolvimento da região Carbonífera.

-Diante da ausência de manifestação do senhor prefeito ao nosso ofício e das novas notícias de provável início do desmanche da UTCH, encaminhamos uma representação à Promotoria de Justiça de Charqueadas, com informações e subsídios, solicitando que não seja permitida a demolição ou descaracterização dos prédios do complexo industrial carbonífero da UTCH. Evitando assim, de acordo com a legislação vigente, o dano ao meio ambiente cultural e, ainda, considerando a relevância nacional da mineração e da indústria carbonífera para a História do Rio Grande do Sul e do Brasil – disse o historiador.

Importância histórica da UTCH

Segundo o historiador Alexsandro Witkowski, no Rio Grande do Sul, a Região Carbonífera do Baixo Jacuí compreende os municípios de Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo, Butiá, Charqueadas, Eldorado do Sul, General Câmara, Minas do Leão, São Jerônimo e Triunfo. A chamada região carbonífera tradicional, formada pelos municípios onde o carvão foi descoberto e que deram origem à exploração do minério em escala industrial são: Arroios dos Ratos, Butiá, Charqueadas, Minas do Leão e São Jerônimo.

Com o fim das atividades de mineração em Arroio dos Ratos na década de 1950, associado ao fechamento de sua usina termoelétrica (1956), as atividades industriais e de extração do carvão foram transferidas para Charqueadas. No ano de 1962 foi inaugurada a Usina Termelétrica de Charqueadas (Termochar), hoje UTCH (fechada em dezembro de 2016).

A história, a memória e a identidade da comunidade charqueadense foram construídas em torno do trabalho nas minas de carvão. E as marcas da indústria carbonífera daquela época e de hoje continuam presentes, na forma de vestígios materiais (tangíveis) e imateriais (intangíveis), especialmente no complexo industrial carbonífero da UTCH.

A UTCH é considerada um patrimônio industrial, pois representa os vestígios legítimos da cultura industrial que possuem valor histórico, tecnológico, social, arquitetônico ou científico. Estes vestígios englobam edifícios e maquinaria, oficinas, fábricas, minas e centros de produção, transmissão e utilização de energia e todas as suas estruturas e infraestruturas, assim como os locais onde se desenvolveram atividades sociais relacionadas com a indústria, tais como habitações, locais de culto ou de educação.

Enfim, o complexo industrial é testemunho (vestígio) e referência da história, da memória e da cultura industrial de nossa região. Portanto, os usos sociais deste patrimônio industrial devem fomentar incentivos ao desenvolvimento local de maneira sustentável a partir do complexo da UTCH.

Portanto, a demolição, desmanche ou descaracterização dos prédios do complexo industrial carbonífero da UTCH, alterando a ambiência do local, seria danoso ao meio ambiente cultural, à harmonia e ao contexto histórico de Charqueadas e da Região Carbonífera.

Por Cauê Florisbal

Fonte original da notícia: Portal de Notícias




Porto Nacional (TO) – Morcegos e goteiras ameaçam estrutura de catedral que é patrimônio histórico

Problema na Catedral Nossa Senhora das Mercês, em Porto Nacional é antigo. Fezes dos animais que ficam concentradas no teto escorrem pelas paredes junto com a água.

Catedral de Nossa Senhora das Mercês, em Porto Nacional. Foto: Reprodução/G1

A chuva de segunda-feira (30), evidenciou os problemas de estrutura na Catedral Nossa Senhora das Mercês, em Porto Nacional, a 52 km de Palmas. Além das goteiras, o local continua infestado por morcegos. As fezes dos animais que ficam concentradas no teto, escorrem pelas paredes junto com a água. O G1 falou sobre o assunto em 2016. A construção faz parte do Patrimônio Histórico da cidade desde 2008.

Em um vídeo gravado dentro da catedral é possível ver, que o altar, uma imagem e as cortinas ficaram completamente molhadas. Além disso, todas as vezes que chove, as fezes escorrem pelas paredes e se espalham pelo chão, deixando não só o mau cheiro, mas também oferecendo risco para quem frequenta o lugar.

O pároco da catedral, padre Jucimar Souza Ribeiro, diz que está preocupado com a continuidade das missas no local. “Não sei como vamos fazer porque é muito difícil realizar as missas assim. O mau cheiro é insuportável. A madeira acumula água, que gera as goteiras. O forro continua infestado de morcegos e as fezes deles escorrem com a água. Desse jeito, o mobiliário antigo vai acabar”, desabafa.

Por telefone o superintendente do Iphan no Tocantins, Marcos Aurelio Camara Zimmermann disse que tomou conhecimento do assunto nesta terça-feira (31) e que na sexta-feira (3) irá até a catedral verificar os estragos e conversar com padre para viabilizar uma solução.

Patrimônio

Segundo o Iphan, o Centro Histórico de Porto Nacional foi tombado em 2008. “A área delimitada abrange cerca de 250 edificações, conjuntos de ruas, largos e praças, incluindo a Avenida Beira Lago e o entorno da Catedral Nossa Senhora das Mercês. Na cidade, destacam-se as edificações construídas pelos freis dominicanos como a Catedral das Mercês, além de espaços públicos e residências.”

Fonte original da notícia: G1 TO




São Leopoldo (RS) – Evento quer arrecadar verbas para reabrir o museu Casa do Imigrante

Imóvel, construído em 1.788, conta com um acervo de diversas famílias.

Casa do Imigrante está fechada para visitação há quatro anos por conta de danos estruturais | Foto: Stephany Sander / Especial / CP

Com o objetivo de arrecadar verbas para reabrir o museu Casa do Imigrante, localizado no bairro Feitoria em São Leopoldo, ocorre neste final de semana a ação “Pode entrar, a casa é sua”. O evento tem ainda o objetivo de aproximar a comunidade da Casa, fechada para visitação há quatro anos por conta de danos estruturais.

O imóvel, construído em 1.788, acolheu os primeiros imigrantes alemães na cidade de São Leopoldo, conta com um acervo de diversas famílias, e é tombado como patrimônio histórico pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE, desde 1982. O evento deste domingo ocorrerá das 10h às 18h, no pátio do museu, com apresentações artísticas e musicais, além de mostras culturais, food trucks, comida típica alemã e brinquedos infláveis para as crianças. A entrada será gratuita.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Mais de 150 casos de abandono de patrimônio histórico são acompanhados pelo MPF no Pará

Último levantamento feito pela Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém aponta que somente no centro histórico da capital existem pelo menos seis mil imóveis e boa parte está em situações precárias.

G1. Reprodução/Internet

Mais de 150 casos de abandono de patrimônio histórico são acompanhados pelo Ministério Público Federal (MPF) no Pará. Segundo o órgão, se esses locais não forem preservados, pode ser apagado um pedaço da memória paraense. Muitos prédios em Belém já foram imponentes, clássicos e charmosos. Hoje, parte da arte esculpida por mãos talentosas, ricas em história e cultura, se perdem em meio ao descaso e a falta de manutenção.

O abandono toma conta de diversos espaços históricos de Belém. O antigo prédio do Instituto Estadual de Educação do Pará (IEEP) está fechado há quatro anos. De fora, dá para ver que o prédio não passa por manutenção há um bom tempo. As paredes estão cheias de infiltrações e raízes e as janelas estão quebradas. Dentro dele a situação é ainda mais complicada.

O último levantamento feito pela Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém aponta que somente no centro histórico da capital existem pelo menos seis mil imóveis e boa parte está em situações precárias.

“O grande problema é falta de gestão desse patrimônio. Precisamos de uma gestão integrada por todas as esferas, federal, estadual e municipal”, diz a presidente da Associação dos Amigos do Patrimônio de Belém Nádia Brasil.

O Ministério Público Federal (MPF) acompanha 168 casos relacionados ao abandono do patrimônio histórico no estado. “Há casos em que o IPHAN tem a responsabilidade de fazer a conservação do bem e não consegue porque não tem recursos orçamentários para tanto. O problema de distribuição de verba é um problema de opção politica. Falta nesse país uma maior preocupação com cultura e educação”, avalia o procurador da República José Potiguar.

O Palacete Faciola, com seu estilo arquitetônico neoclássico, está totalmente abandonado. Já o Palacete Pinho, que um dia foi revitalizado, hoje está fechado, sem nenhuma finalidade. E a falta de manutenção é visível. “O não uso fez com que ele entrasse em uma deterioração que força uma nova aplicação de verba pública lá para torná-lo útil e em condições de utilização”, diz o procurador. Outro exemplo de abandono é o centenário prédio do Mercado de São Bras. Muita história já se perdeu por lá.

Preservação

O Museu de Artes da UFPA já esteve abandonado, mas hoje está totalmente recuperado. As pinturas e toda a arquitetura foram mantidas. Os móveis são originais. O local guarda acervos antigos e também funciona como salão de exposições. “Um prédio como esse é importante não só para a Universidade, mas para a memória coletiva da população paraense. Prédios como esse guardam memória que pertence a todos”, diz a diretora do museu Jussara Derenji.

“O prejuízo é irrecuperável para a nossa memória, para a nossa identidade. Não se pode colocar outra coisa no lugar”, diz Nádia Brasil.

A prefeitura informou que existe um projeto de recuperação do complexo de São Brás e que busca parcerias com a iniciativa privada. Enquanto isso, reparos emergenciais estão sendo realizados no mercado.

Sobre o Palacete Pinho, a prefeitura disse que já realizou todos os levantamentos necessários para revitalizar o prédio e agora vai iniciar a fase de licitação.

Já sobre o prédio do IEEP, a Secretaria de Educação do Pará informou que em 2014 executou uma reforma geral em algumas áreas, mas que não teve permissão do IPHAN para fazer a reforma na parte tombada do prédio.

Quanto ao Palacete Faciola, a Secretaria Estadual de Cultura informou que a primeira parte da obra de consolidação estrutural foi concluída e agora a secretaria tenta conseguir recursos para continuidade da obra de restauração do prédio.

Fonte original da notícia: G1 PA




Assista ao documentário “Crônica Da Demolição” no dia 15/10, às 18h, no Canal Brasil

O Palácio Monroe foi uma das mais imponentes construções do centro do Rio de Janeiro no início do século 20. O casarão de suntuosa arquitetura localizado próximo à Cinelândia, onde também foram edificados o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Câmara dos Vereadores do município, entre outros prédios de crucial importância histórica, era a casa do senado federal enquanto a cidade maravilhosa foi capital do país, mas perdeu importância após a transferência da sede do governo federal para Brasília e foi alvo de uma grande campanha vexatória de interesses especulativos de construtoras. Coproduzido pelo Canal Brasil, o documentário de Eduardo Ades investiga os reais motivos da demolição do palacete em 1976.

O filme faz um passeio pela história do Rio de Janeiro e remonta o contexto histórico desde a construção do palácio. Desenhado pelo arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o palacete foi projeto para ser o pavilhão do Brasil em uma exposição universal realizada nos Estados Unidos em 1904. Laureado no evento, o projeto foi tirado do papel depois de dois anos e ganhou nome de batismo em homenagem ao quinto presidente norte-americano, James Monroe. A grandiosa construção localizada ao fim da Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade e com uma das mais belas vistas da região – a capital passava por grandes transformações urbanas à época – funcionou como o plenário da Câmara dos Deputados durante oito anos e como sede do Senado Federal de 1922 até a construção de Brasília, em 1960.

Toda a pompa do palácio não foi suficiente para mantê-lo de pé após perder os representantes do legislativo brasileiro. Arquitetos modernistas como Lucio Costa e veículos de imprensa deram início a uma grande campanha para a demolição do prédio alegando que seu estilo estético não se adequava mais ao desenho da cidade. Aspectos políticos e financeiros se escondiam nas sombras dos argumentos técnicos. O prédio ficava no caminho dos trilhos do metrô, impedindo o traçado original de ser mantido pela empreiteira. A localização privilegiada atraiu os olhares das principais construtoras, interessadas em produzir novas edificações no local. A partir do depoimento de especialistas em arquitetura e urbanismo, o filme discorre sobre as motivações escusas de quem apoiou a destruição de um importante patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

Fonte original da notícia: Canal Brasil




Abandonados, monumentos no Centro de SP precisam de restauro e limpeza

Prefeitura diz não ter orçamento para viabilizar reparos. Na quarta (4), gestão municipal entregou reforma da fachada do Theatro Municipal. Obra foi bancada pela iniciativa privada.

Reprodução/Internet

A Prefeitura de São Paulo entregou nesta quarta-feira (4) a reforma da fachada do Theatro Municipal. A obra, de R$ 500 mil, foi bancada pela iniciativa privada. O Theatro, entretanto, é apenas um dos inúmeros monumentos do Centro da cidade que precisa limpeza e restauro. A reportagem do SP2 visitou a região e contabilizou o abandono.

O Largo da Memória é uma relíquia da cidade. O Obelisco do Piques é o monumento mais antigo, foi inaugurado em 1814. A fonte, feita com azulejos portugueses, completa a história do monumento.

Quem passa pelo loca, porém, nem os nota. O azulejo do chão está quebrado, há muitas pichações e sujeira. No Vale do Anhangabaú, a enorme escultura de bronze em cima de um pedestal de granito é uma homenagem ao italiano Giuseppe Verdi, compositor de grandes óperas. O monumento foi cercado por grades – o único investimento feito no local, que segue sujo e sem placa.

“Às vezes, na correria, e por estar abandonado, a gente nem percebe que tem aquele monumento naquele lugar”, comenta o bombeiro civil Vanderlei Caetano.

Segundo o secretário municipal de cultura, André Sturm, a cidade já conseguiu parcerias para recuperar outros monumentos e praças, mas, por enquanto, a Prefeitura só vai reformar aqueles que forem bancados pelo setor privado.

“A secretaria também tem uma verba que é usada para manutenção de patrimônio histórico. São muitos monumentos, são muitas praças. A gente não dá conta de todas, por isso que a gente precisa ter apoio da iniciativa privada”, defendeu Sturm.

Fonte original da notícia: G1 – SP2




Mogi das Cruzes (SP) – Casarão do Carmo será reinaugurado nesta quinta-feira

Construído no século XIX, em estilo colonial, o Casarão passou por obra. Foto: Edson Martins

A solenidade de reinauguração do Casarão do Carmo acontece nesta quinta-feira (28), às 11 horas. O prédio, que faz parte do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade, passou por obras de reforma e conservação, com o objetivo de seguir em boas condições, para receber o público e as atividades de rotina.

Com investimento de R$ 115.703,80, os trabalhos compreenderam revisão e manutenção geral do imóvel, além de restauro de estruturas, em respeito às características originais. Os trabalhos começaram em janeiro, foram executados pela empresa Topus Terra e acompanhados pelas secretarias municipais de Cultura e Obras.

Entre os serviços, foram feitos revisões e melhoria no telhado – para retirada de vazamentos e infiltrações -, nas calhas, rufos e condutores; reforma nas portas e janelas; tratamento e recomposição de forros, assim como de rodapés, pintura geral e revisão nas instalações elétricas e hidráulicas. A obra também compreendeu a recuperação de características originais do prédio modificadas com o passar dos anos, como o piso e a pintura das paredes externas.

O prédio seguirá abrigando o Museu Visconde de Mauá – o antigo Museu Mogiano, que guarda em seu acervo parte significativa da história do Município. A novidade é que Coordenadoria Municipal de Turismo, até então alocada na Ilha Marabá, passará a atender no Casarão do Carmo. Já os programas permanentes que costumavam ocorrer no antigo imóvel, como as reuniões do Terças Literárias e a Roda de Choro do Seu Julinho, irão para o prédio-sede da Banda Santa Cecília, também reformado pela Prefeitura. Isso porque o Espaço do Meio Clarice Jorge servirá como mais uma sala de exposição do acervo do Museu Visconde de Mauá. As salas do anexo construído nos fundos do Casarão ficarão à disposição para reuniões, encontros, fóruns, palestras e outras atividades.

O Casarão do Carmo é uma obra do século XIX, em estilo colonial, feito em taipa de mão e de pilão. O prédio é tombado pelo Comphap (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico) desde 2012. Foi erguido originalmente para servir de residência à família Bourroul. A partir dos anos 30, passou a abrigar atividades culturais e comerciais, até que, na década de 80 foi desapropriado pela Prefeitura.

Fonte original da notícia: O Diário