ONG aponta desmatamento no Pantanal para pecuária e agricultura

Pastagem ocupa 15% da área do Pantanal de MT e MS, segundo mapeamento. Degradação ocorreu entre os anos de 2002 a 2016.

Sobrevoo do SOS Pantanal mostra desmatamento no bioma. (Foto: SOS Pantanal/Divulgação)

A preocupação com o avanço do desmatamento e uso da área do Pantanal para criação de gado e agricultura foram discutidos durante um seminário na quarta-feira (10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá.

Um mapeamento divulgado pelo Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal mostra que 15% do território do Pantanal é ocupado atualmente por pastagem. Os dados mostram também que pouco mais de 84% da área do Pantanal está preservada.

Área naturais foram transformadas em pasto, diz instituto. (Foto: SOS Pantanal/Divulgação)

No evento foram discutidos o turismo na região, possíveis parcerias e iniciativas para a proteção do Pantanal. Ambientalistas e palestrantes mostraram exemplos de regiões semelhantes ao Pantanal, como Everglades, nos Estados Unidos e Okavango, em Botswana, na África.

Durante o Seminário o instituto também divulgou o Atlas do Pantanal, um amplo monitoramento sobre o desmatamento na Bacia do Alto Paraguai (BAP) entre os anos de 2014 e 2016, além de dados desde 2002.

Segundo Eduardo Reis Rosa, analista de geoprocessamento que participou do mapeamento, as imagens e levantamentos foram feitos entre os anos de 2002 e 2016. O estudo mostra áreas naturais que viraram pastagem ou agricultura e outras áreas que foram alteradas. O termo ‘antropização’ que é a ação do ser humano sobre o meio ambiente, é constantemente usado no levantamento.

“Hoje 15,7% da área do Pantanal está com pastagem. O planalto, que é onde nascem os rios que vão para o Pantanal, está muito mais impactado em termos de remoção da cobertura natural vegetal. Essa antropização acaba gerando sedimentos que vão para os rios e causam assoreamento”, disse.

A área transformada também inclui as cordilheiras, que são áreas de floresta que foram removidas e viraram pastagem. O estudo percebeu que há um crescimento e tendência de aumento na área de pastagem, a cada levantamento feito.

No evento, foram discutidos e apresentados exemplos de preservação e recuperação das margens dos rios na tentativa de conter sedimentos que chegam ao Pantanal.

O evento pretende cobrar políticas públicas e uma legislação específica, criada pela comunidade científica, para proteger o Pantanal.

Pantanal
O Pantanal é localizado na Bacia do Alto Paraguai (BAP) e é constituído por uma planície sedimentar de aproximadamente 160 mil quilômetros quadrados. O maior território fica entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em uma região que também abrange áreas na Bolívia e Paraguai. É a maior área úmida do planeta, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera.

O Pantanal é considerado um Complexo de Ecossistemas, pois trata-se de uma região de encontro entre Cerrado, Chaco, Amazônia, Mata Atlântica e Bosque Seco Chiquitano. Existem no Pantanal pelo menos 3.500 espécies de plantas, 550 de aves, 124 de mamíferos, 80 de répteis, 60 de anfíbios e 260 espécies de peixes de água doce, sendo que algumas delas em risco de extinção.

Por Denise Soares

Fonte original da notícia: G1 MT




MPF dá prazo para que Goiás apresente dados sobre ampliação de parque no Cerrado

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no município de Alto Paraíso (GO).  Marcelo Camargo/Agência Brasil

Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no município de Alto Paraíso (GO). Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento administrativo de acompanhamento para cobrar do governo de Goiás uma solução para o impasse sobre a ampliação do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, uma das principais unidades de conservação do Cerrado.

O governo federal, por meio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), quer ampliar o parque dos atuais 65 mil hectares para 222 mil hectares, segundo critérios de proteção da fauna e da flora da região. No entanto, o governo de Goiás apresentou uma contraproposta para que a área seja ampliada para 90 mil hectares e de forma descontínua, em pedaços, o que, segundo ambientalistas, inviabiliza a conservação do bioma.

O governo goiano argumenta que a ampliação sugerida pelo ICMBio vai prejudicar famílias que vivem na área. De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos de Goiás (Secima), há cerca de 500 propriedades na região de provável expansão do parque, e 230 delas não têm posse definitiva, por isso a expansão só poderia ocorrer após regularização fundiária. O número, no entanto, é contestado pelo ICMBio, que diz que apenas 15 edificações na área de ampliação foram encontradas em vistorias técnicas e sobrevoos na área do parque.

A ampliação do parque cabe ao governo federal, mas precisa do aval de Goiás. O MPF agora vai cobrar do governo estadual os dados das famílias que supostamente vivem no território a ser anexado à unidade de conservação federal.

Em portaria divulgada hoje (18), a procuradora da República em Luziânia Nádia Simas Souza dá prazo até 2 de maio para que o governo goiano apresente informações como nome, endereço e CPF “dos 500 proprietários de imóveis inseridos nos trechos de expansão do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e que supostamente necessitariam ser indenizados caso aprovada a proposta apresentada pelo ICMBio”.

A procuradora também pede a relação detalhada “das supostas 230 pessoas que ainda teriam posse definitiva dos imóveis inseridos nos trechos de expansão do parque e que supostamente seriam beneficiados com a regularização fundiária pretendida pelo estado de Goiás”.

No pedido, Nádia Simas destaca que o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado com 625 mil hectares e teve seu território reduzido “de forma a atender aos interesses econômicos de produtores da região”. A procuradora também ressalta que a proposta do ICMBio levou em conta a área considerada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o reconhecimento da região como Patrimônio Natural da Humanidade, em 2001.

Histórico

Criado em 1961 com 625 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros sofreu sucessivas reduções de tamanho, até chegar aos 65 mil hectares atuais, cerca de 10% da área original. Em 2001, a ampliação para 240 mil hectares chegou a ser decretada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal por falhas no processo e não realização de audiências públicas, previstas na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC), que entrou em vigor em 2000.

A Agência Brasil entrou em contato com Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos de Goiás e aguarda retorno sobre o procedimento do MPF.

Por Agência Brasil

Fonte original da notícia: Isto É




Pavimento histórico de Fernando de Noronha será restaurado

Obra começa sexta-feira (17) e termina em 10 de maio, na Vila dos Remédios, com recursos do governo do Estado.

Pedras do tipo cabeça-de-negro serão restauradas no entorno do Palácio de São Miguel. Foto: Administração da Ilha/Divulgação

Pedras do tipo cabeça-de-negro serão restauradas no entorno do Palácio de São Miguel. Foto: Administração da Ilha/Divulgação

A Vila dos Remédios, na Ilha de Fernando de Noronha, terá a pavimentação recuperada a partir da próxima sexta-feira (17). Uma a uma, as pedras históricas do tipo cabeça-de-negro serão restauradas para melhorar a circulação de moradores e visitantes do arquipélago, distante 545 quilômetros do Recife. O trabalho contempla os trechos em volta do Palácio de São Miguel, da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios e do Museu Memorial Noronhense.

De acordo com o administrador geral do Distrito de Fernando de Noronha, Reginaldo Valença Júnior, a obra começou em 2014, mas teve de ser suspensa por problemas financeiras e também por causa das chuvas. “Conseguimos recuperar 2.450 metros quadrados e agora vamos fazer mais 350 metros quadrados, com recursos próprios”, informa Reginaldo Valença. Como as pedras são tombadas, a ação é acompanhada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A intervenção na Vila dos Remédios está prevista para terminar em 10 de maio de 2015, se não houver contratempos. “Toda intervenção em Noronha é delicada não só pela logística, mas por se tratar de um lugar histórico e de preservação ambiental”, pondera Reginaldo Valença. O material de construção, por exemplo, é transportado do Recife até o arquipélago, acrescenta o administrador.

Considerada o centro administrativo da ilha, a Vila dos Remédios também concentra serviços como correios e agência bancária. “A vila dá acesso à Praia do Cachorro e ao Forte dos Remédios, é um lugar importante. Até o meio deste ano pretendemos inaugurar nessa região o Cine Mabuya e o Instituto Miguel Arraes”, avisa o administrador.

O revestimento de ruas com pedra cabeça-de-negro era comum na época colonial, diz Marieta Borges, historiadora da ilha. “As pedras eram arrumadas de um modo todo especial, para o piso não se soltar e não machucar os pés das pessoas”, detalha Marieta, lembrando que havia um profissional específico para fazer a atividade, o calceteiro.

Fortaleza

O Arquipélago de Fernando de Noronha (PE) é um conjunto formado por 21 ilhas e ilhotas no Atlântico - Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

O Arquipélago de Fernando de Noronha (PE) é um conjunto formado por 21 ilhas e ilhotas no Atlântico – Foto: Alexandre Gondim / JC Imagem

Além da recuperação do pavimento da vila, Reginaldo Valença anuncia a obra de restauração da Fortaleza Nossa Senhora dos Remédios, construção portuguesa do século 18. Será financiada pelo Iphan, com recursos do PAC Cidades Históricas. O Forte dos Remédios tem tombamento federal desde 1961 e foi erguido sobre um antigo reduto holandês, de 1629.

A licitação, conduzida pelo Iphan, está na fase final e a ordem de serviço autorizando o início dos trabalhos deverá ser assinada ainda no primeiro semestre deste ano, segundo Reginaldo Valença. O forte, localizado numa colina, fica entre o Porto de Santo Antônio e a Praia do Cachorro

Destino turístico internacional, Fernando de Noronha ganhou o título de Parque Nacional em 1988 e de Patrimônio Natural da Humanidade, concedido pela Unesco, em 2001.

Fonte original da notícia: JC




PR – MPF propõe ação civil para anular autorização de construção de usina

Na terça-feira (10), Instituto Chico Mendes autorizou retomada da obra. Hidrelétrica deve ser construída entre Capitão L. Marques e Capanema.

Obra da usina entre Capanema e Capitão Leônicas Marques foi interrompida em junho de 2014. (Foto: Prefeitura de Capanema / Divulgação)

Obra da usina entre Capanema e Capitão Leônicas Marques foi interrompida em junho de 2014. (Foto: Prefeitura de Capanema / Divulgação)

O Ministério Público Federal (MPF) propôs uma ação civil pública para anular a autorização de construção da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, entre Capitão Leônidas Marques e Capanema, no sudoeste do Paraná. Na terça-feira (10), o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) autorizou a retomada das obras de construção que estavam paradas desde junho de 2014, quando o TRF emitiu uma liminar suspendendo a licença ambiental do Instituto Ambiental do Paraná (IAP). A ação do MPF foi ajuizada na quinta-feira (12).

Segundo o órgão, o ICMBio autorizou a retomada da construção sem que o Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu, antiga Geração Céu Azul, responsável pela obra da usina, cumprisse 13 condicionantes impostas pelo instituto para a avaliação ambiental de implantação da hidrelétrica.

A previsão é de a usina seja instalada no Rio Iguaçu, próximo ao Parque Nacional do Iguaçu, o que poderia gerar riscos à reserva, que é considerada Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). O projeto da hidrelétrica prevê o alagamento de uma área de mais de 1,3 mil hectares e capacidade de geração de energia é de 350 MW.

Conforme o MPF, a ação pede, além da anulação imediata da autorização do ICMBio, que o Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu cumpra todas as condicionantes estabelecidas pelo instituto antes de requerer ao IAP a licença de instalação.

A assessoria do ICMBio informou que só vai se manifestar na segunda-feira (16). O IAP disse que ainda não foi notificado oficialmente da ação. O G1 também entrou em contato com a empresa responsável pela construção da usina, mas até as 18h30 não teve retorno.

Fonte original da notícia: G1 PR




Equador põe Galápagos em estado de urgência por encalhe de navio

Situação não representa risco sobre o ecossistema local, dizem autoridades. Medida ajuda a agilizar recursos caso ocorra algum dano ambiental.

Imagem aérea mostra embarcação encalhada na parte esquerda e manchas na costa da ilha em Galápagos. (Foto: Reprodução/GloboNews)

Imagem aérea mostra embarcação encalhada na parte esquerda e manchas na costa da ilha em Galápagos. (Foto: Reprodução/GloboNews)

O Equador ativou nesta quarta-feira (4) o estado de emergência preventivo nas ilhas Galápagos, Patrimônio Natural da Humanidade, após o encalhe de um navio com carga poluente. Segundo as autoridades, a situação não representa risco iminente sobre o ecossistema local.

Anunciada pelo Comitê de Operações de Emergência (COE) em um comunicado, a medida permitirá a liberação imediata de recursos para enfrentar o problema, desfecho do acidente ocorrido há uma semana.

Embora o governo não veja uma ameaça ambiental imediata para o arquipélago, a declaração de emergência garantirá a transferência de recursos, em caso de dano ecológico.

O navio ‘Floreana’ encalhou em 28 de janeiro na baía Naufragio, de Puerto Baquerizo Moreno, capital da ilha San Cristóbal.

A embarcação atolou com 1.400 toneladas de carga, que inclui suprimentos e substâncias perigosas, como 10 mil galões de combustível, 11 toneladas de óleo de pinha, 103 botijões de gás para uso doméstico e 48 toneladas de emulsão asfáltica.

Além de possíveis danos ambientais, uma vez que já foram registrados vazamentos, controlados com barreiras de contenção e elementos absorventes, complica-se o abastecimento de comida e combustíveis à ilha, devido à perda, desde maio passado, de três dos cinco navios de carga que operam para essa região de 26 mil habitantes.

O Parque Nacional Galápagos informou que seu pessoal “intensifica as ações para reduzir os riscos ambientais provenientes do vazamento de materiais contaminantes no mar”.

Os produtos perigosos já foram retirados, segundo o COE, que solicitou ao dono do navio a “salvatagem da embarcação acidentada”, ou seja, sua retirada da reserva marinha para “prevenir futuros danos ambientais”.

Em maio do ano passado, o navio de carga ‘Galapaface I’, com 19 mil galões de diesel e 300 de lubrificantes, ficou parado perto de Punta Carola, também em San Cristóbal, sofrendo sérios estragos em seu casco. O governo local também emitiu uma declaração de emergência ambiental.

Em 2001, o navio-tanque ‘Jéssica’ naufragou no setor de Puerto Baquerizo Moreno, com 240 mil galões de combustível. O derramamento do material gerou um grave problema ambiental, que afetou várias espécies.

Essa área abriga a maior população de leões-marinhos do arquipélago, que serviu de laboratório natural para o cientista inglês Charles Darwin, autor da teoria sobre a evolução das espécies.

Fonte original da notícia: G1




GO – Crime ambiental na Chapada dos Veadeiros

Florestas, rios e riquezas naturais estão sendo exploradas para serem convertidas em dinheiro.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Denúncia anônima de crimes ambientais e exploração de trabalho infantil motivou uma operação na área de proteção ambiental no entorno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros na última semana. Depois de mais 20 horas de trabalho percorrendo a mata os policiais se depararam com a ilegalidade – desmatamento, queimada e exploração de minério.

No local a equipe formada por policiais do Comando de Operações de Divisa (COD) de Posse e do Batalhão Ambiental constataram depredação do solo e desvio do leito e consequente represamento do Rio Tábocas, importante nascente de mananciais do Parque.

Os policiais ainda se depararam com uma queimada ilegal na área. Conforme o coronel Avelar Lopes de Viveiros, comandante do Comando Ambiental, na operação comandada pelo capitão Borba e sargento Hamu, não foi possível precisar quantidade de pessoas que trabalhavam na exploração do minério, desmatamento e queimada porque eles conseguiram fugir.

“Mas o crime ambiental ficou provado. Desmatamento, queimada e garimpo. O proprietário foi levado ao Distrito policial e a Secretaria do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh) foi contatada para medidas administrativas”, explica o coronel Viveiros.

De acordo com ele foram mobilizados 10 policiais na operação, parte da rotina do Comando Ambiental e de Divisas. O dono da área em questão, no município São João d’Aliança, e o gerente da fazenda, prestarão esclarecimentos sobre o caso. “Foi lavrada a ocorrência e comunicado ao dr. Marcelo Brondi, promotor responsável pela comarca”, informa o coronel.

Preservação

A 460 km de Goiânia, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é um importante reduto ecológico no Nordeste do Estado de Goiás. Criado em 1961, abarca 65.514 ha de Cerrado de altitude e suas paisagens naturais são atrativos turísticos reconhecidos. Toda a região da abriga nascentes, rios, cachoeiras uma biodiversidade especial de Cerrado de altitude, além de rochas com mais de um bilhão de anos.

O local foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, em 2001, e preserva áreas onde ficavam antigos garimpos, como forma de preservar a história. Conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, autarquia em regime especial, “além da conservação, o Parque tem como objetivos a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação pública”. A visitação é aberta ao público que pode fazer caminhada e tomar banhos de cachoeira, “numa viagem pelo Cerrado brasileiro nas antigas rotas usadas por garimpeiros, hoje utilizadas pelos visitantes”.

Fiscalização

Conforme o gerente de Áreas Protegidas da Semarh, Éric Rezende Kolailat, a fiscalização para a proteção do patrimônio natural do Estado é realizada utilizando-se primeiramente métodos de inteligência. Isso porque é difícil detectar quem pratica crimes ambientais, em flagrante, durante os monitoramentos de rotina. A não ser que sejam casos de denúncias ou mesmo informações captadas junto a populações locais, já que não há como ser vigilante em todas as áreas ao mesmo tempo.

No caso de denúncias, Éric explica que o corpo técnico tenta atuar da forma mais rápida possível para conseguir capturar os praticantes dos ilícitos. A maneira de obter mais vigilância e monitoramento para as áreas preservadas, conforme o gerente, foi o incentivo à visitação dos mesmos para que a população e os turistas se tornassem “grandes fiscais”.

Atualmente a Semarh é responsável pelo cuidado a 21 Unidades de Conservação Estaduais, divididas em 11 do grupo de Proteção Integral e 10 de Uso Sustentável. Todas as Unidades de Proteção Integral são da categoria de Parque Estadual. Quanto às de Uso Sustentável oito são Áreas de Preservação Ambiental (APA), uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) e uma Floresta Estadual.

De acordo com o gerente de Áreas Protegidas, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é de competência do Instituto Chico Mendes. Este, por meio da Coordenação Geral de Proteção Ambiental planeja “operações de fiscalização, bem como executadas ações de prevenção e combate a incêndios florestais, entre outras atividades”. Por Divania Rodrigues

Fonte: DM.com.br




ES – Pedra Azul se prepara para virar Patrimônio Natural da Humanidade

Projeto para tornar monumento em Patrimônio Natural da Humanidade está sendo desenvolvido desde outubro de 2012 e será apresentado à Unesco no dia 4 de dezembro em Florença, Itália.

 

Monumento a céu aberto poderá ser patrimônio mundial. Foto: Divulgação

Monumento a céu aberto poderá ser patrimônio mundial. Foto: Divulgação

Há dois anos, o distrito de Pedra Azul, pertencente ao município serrano de Domingos Martins, iniciou sua caminhada para alcançar um feito inédito no Estado: receber da Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) o título de Patrimônio Natural da Humanidade. Para tanto, é necessário seguir uma série de procedimentos que visam garantir a preservação do monumento natural e todo o contexto que o envolve. 

Segundo a Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, criada pela Unesco em 1972, o título é dado a monumentos naturais que possuam um valor excepcional relativo à estética, que sejam habitat de espécies animais e vegetais ameaçadas ou alto valor do ponto de vista da ciência, conservação ou beleza natural. “A Pedra Azul contempla os três requisitos”, afirma a empresária Lilia Mello.

O presidente da Viva Pedra Azul, associação de desenvolvimento sustentável da região, Joaquim Silva, considera que a busca pelo título da Unesco vai além do reconhecimento do potencial estético e turístico do distrito. “Ser um patrimônio mundial auxiliará na preservação do que a natureza criou”, disse Joaquim.

Para ser um patrimônio natural da humanidade, é necessário implementar uma série de ações para preservar o cenário onde o monumento está incluído, com metas a serem cumpridas. No caso de Pedra Azul será indispensável cuidar de todo o parque onde ela está.

Ameaças ao título

Problemas como a ocupação desordenada, a favelização e a falta de cuidado com as nascentes podem comprometer o projeto de transformação do monumento em patrimônio universal. Isso porque a Unesco exige que políticas ambientais sejam efetivas na região.

Segundo Leonardo Botelho, morador do distrito que abraçou a causa ambientalista, a falta de fiscalização ambiental e rural pelos órgãos competentes prejudica o solo, a vegetação e em especial, as nascentes hídricas. “A água hoje é quem mais está sofrendo. Amanhã seremos nós”, ressaltou.

Rumo à Florença

Em dezembro, a secretária de Meio Ambiente do Estado, Diane Rangel, participará de uma conferência internacional da Unesco para apresentar o projeto de candidatura da Pedra Azul como patrimônio natural da humanidade.

Se aprovada, a candidatura será oficializada pela Unesco no início de 2015. Pedra Azul será o primeiro monumento natural capixaba a ter reconhecimento mundial pelo órgão da ONU, como o Vale do Ribeira, em São Paulo, o Pantanal (MT) e as Cataratas do Iguaçu, no Paraná.

Fonte: Folha Vitória




Parque do Iguaçu (PR) pode perder título de Patrimônio Natural da Humanidade

Unesco cobra medidas para garantir segurança ambiental da área, no PR. Relatório dá prazo até 2015 para o governo brasileiro se adequar.

Parque Nacional do Iguaçu recebe mais de 1,5 milhão de visitantes brasileiros e estrangeiros por ano. (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)

Parque Nacional do Iguaçu recebe mais de 1,5 milhão de visitantes brasileiros e estrangeiros por ano. (Foto: Cataratas do Iguaçu S.A. / Divulgação)

Um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) coloca em risco o título de Patrimônio Natural da Humanidade do parque onde ficam as Cataratas do Iguaçu, no oeste do Paraná. Conforme o documento, a principal atração turística de Foz do Iguaçu pode entrar para a lista vermelha de patrimônios mundiais ameaçados.

Dois motivos são apontados pela organização: o primeiro é a construção da Usina Hidrelétrica do Baixo Iguaçu, que começou em julho de 2013 em Capanema, no sudoeste do estado, a quinhentos metros do início do parque. O outro ponto levantado pela Unesco é a possibilidade de reabertura da Estrada do Colono, trecho de 18 km que corta a mata entre as cidades de Serranópolis do Iguaçu e Capanema.

Estrada do Colono, em Serranópolis do Iguaçu. (Foto: Fabiula Wurmeister/G1)

Estrada do Colono, em Serranópolis do Iguaçu. (Foto: Fabiula Wurmeister/G1)

A primeira vez que a Justiça fechou a estrada foi em 1986. Porém, moradores da região reabriram ilegalmente o caminho em 1997. Em consequência disso, em 1999 o Parque Nacional do Iguaçu já havia entrado para a lista vermelha da Unesco, o que só mudou em 2001, depois que a estrada foi fechada novamente.

A organização deu um prazo até 2015 para que o governo brasileiro garanta que a estrada permanecerá fechada e pede ainda a interrupção imediata da obra da usina, até que seja realizado um estudo detalhado sobre os impactos ambientais no local. “Se o Brasil deixa que a sua mais importante catarata entre numa lista vermelha, é uma vergonha; é dizer que nós não temos capacidade de cuidar de um espaço tão pequeno, em país tão grande e que tem tantos recursos,” lamenta a diretora da Organização Não-Governamental (ONG ) WWF Brasil, Maria Cecília Wey de Brito.

Risco para o turismo
A ameaça de perda do título causa preocupação no setor turístico de Foz do Iguaçu. “Acreditamos que a possível perda possa se refletir no resultado da demanda turística,” teme Paulo Angeli, presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur).

Atualmente, o Parque Nacional do Iguaçu recebe mais de 1,5 milhão de turistas brasileiros e estrangeiros por ano. A direção informou que, por enquanto, não vai se pronunciar sobre o levantamento da Unesco. Até a publicação desta reportagem, o Governo Federal também não havia se manifestado sobre o assunto.

O projeto de reabertura da Estrada do Colono está em discussão no Senado, mas ainda  não tem prazo para ser votado. Já a Usina do Baixo Iguaçu, que deve ficar pronta em 2016, vai gerar energia para atender 1 milhão de consumidores. De acordo com o consórcio responsável pela obra, o projeto respeita  as leis ambientais. Por Luiz Haab

Fonte: G1 PR




Espírito Santo iniciará estudo para tornar Pedra Azul em Patrimônio Natural da Humanidade

Panorâmica de Pedra Azul. Foto: E.J.Manzi

Uma reunião será realizada, nesta terça-feira (09, às 14h30, na Secretaria de Estado do Turismo (Setur), para debater a elaboração de um documento técnico, visando o tombamento da Pedra Azul, localizada em Domingos Martins, como Patrimônio Natural da Humanidade junto à Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência e Educação (Unesco).

O documento será elaborado pelas secretarias de Estado do Turismo (Setur), do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama), de Economia e Planejamento (SEP) e da Superintendência Estadual de Comunicação Social (Secom). Participará, também do encontro, o secretário executivo do Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA), João Lucílio Albuquerque, que fará uma apresentação de sua experiência neste tipo de processo, e a coordenadora do Colegiado Mar da RBMA, Heloisa Dias.

Também participarão da reunião os secretários Alexandre Passos (Setur), Patrícia Salomão (Seama) e Robson Leite (SEP), o coordenador do Iema André Tebaldi, o prefeito Wanzerte Krüger e o secretário Cultura e Turismo de Domingos Martins Alexsandro Izidoro Schultz, a superintendente do Iphan no Espírito Santo Diva Maria Freire Figueiredo, os representantes da Associação Turística da Pedra Azul Leonardo Botelho e Cláudio Calmon (OSCIP Agência Viva Pedra Azul) e a coordenadora do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CERBMA) Iara Gardenia Silva Moreira.

Na quarta-feira (10) técnicos da Setur e do Iema acompanharão os palestrantes João Albuquerque e Heloisa Dias em uma visita técnica ao Parque Estadual de Pedra Azul.

A Pedra Azul se encaixa nas normas e critérios da Unesco para se tornar Patrimônio Natural da Humanidade por sua formação geológica e por ter a forma de um lagarto, algo único no planeta. A ideia surgiu há cerca de três meses e agora o Governo do Estado montou, junto com empresários, um grupo de estudos para elaborar um documento que será enviado à Unesco, para que a Pedra Azul receba esse título.

O programa de classificação da Unesco visa catalogar e preservar locais de excepcional importância cultural ou natural, como patrimônio comum da humanidade. No último ano havia apenas 183 desses monumentos em todo o mundo.

Entre os benefícios de tornar a Pedra Azul Patrimônio da Humanidade estão a divulgação turística da região em nível mundial, atração de patrocinadores e público para eventos, atração de recursos internacionais para preservação da região, gestão internacional compartilhada do Parque entre outros.

Para fortalecer as informações do documento, que será enviado à Unesco, e divulgar essa ação, foi criada uma página nas redes sociais: http://www.facebook.com/PedraAzulPatrimonioMundial

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Cataratas entre as 7 Maravilhas

As Cataratas do Iguaçu estão entre as Sete Novas Maravilhas da Natureza. A confirmação foi feita ontem, em cerimônia realizada em Buenos Aires, após votação realizada pela Internet. A eleição foi organizada pela fundação suíça New 7 Wonders, mesma entidade que elegeu o Cristo Redentor como uma das novas Sete Maravilhas do Mundo. O processo teve início em 2007 com duas etapas: voto popular e seleção de especialistas. Ao todo, disputaram a indicação 440 atrações de 220 países, das quais 28 foram selecionadas para a final.

Com 275 quedas d”água, as Cataratas estão dentro do Parque Nacional do Iguaçu, que fica no extremo Oeste do Paraná e foi tombado como Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em 1986. A área total corresponde a 250 mil hectares de floresta subtropical. Em 2011, todos os atrativos turísticos da região de Foz do Iguaçu superaram as metas de visitação, com um total de 2.618.440 turistas. As autoridades ligadas ao turismo acreditam que a escolha irá alavancar ainda mais as visitas à região.

Também estão entre as novas maravilhas da natureza Amazônia (Brasil), Baía de Ha Long (Vietnã), Ilha de Jeju (Coreia do Sul), Komodo (Indonésia), Parque Nacional do Rio Subterrâneo de Puerto Princesa (Filipinas) e Table Mountain (África do Sul).

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