Detentos de Ouro Preto (MG) trabalham na conservação do patrimônio


Após passar por treinamento, detentos atuam na conservação do patrimônio, iniciativa que permite a redução das penas e lhes abre portas para refazer a vida na cidade.

Reeducandos roçam jardins do Casarão Rocha Lagoa, numa parceria que diminui os dias passados na prisão e garante economia para a cidade. (Foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Reeducandos roçam jardins do Casarão Rocha Lagoa, numa parceria que diminui os dias passados na prisão e garante economia para a cidade. (Foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Quando sair da cadeia em maio, S., de 35 anos, pai de uma menina, sabe que vai enfrentar o preconceito da sociedade e receber olhares enviesados de muita gente ao revelar que pegou quatro anos por praticar assalto. Mesmo assim, ele pretende conseguir um emprego e ter vida nova na cidade onde nasceu e cumpre pena em regime semiaberto. “Quero trabalhar, ficar por aqui. Espero que as pessoas confiem em mim, me deem oportunidade, um emprego”, diz o detento, deslizando com precisão a roçadeira sobre o gramado do jardim do Casarão Rocha Lagoa, sede da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio. A exemplo de S., mais oito presos, no mesmo regime, participam do Programa de Liberdade de Assistência ao Encarcerado (Prolae), que lhes deu a chance de aprender um ofício e, agora, de atuar na preservação de monumentos históricos de Ouro Preto.

A iniciativa da prefeitura local foi idealizada em janeiro, quando o país fervilhava com as rebeliões nos presídios do Amazonas e Rio Grande do Norte, que deixaram dezenas de mortos e um clima de insegurança nacional. “Enquanto o Brasil discute a questão carcerária, pensamos na ressocialização e na dignidade humana. Ouro Preto, assim, dá o exemplo com uma ação positiva do reeducando na cidade onde vive. Esses homens foram capacitados, ganharam experiência e poderão ter uma carta de apresentação”, conta o secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni Moreira.

O secretário explica que, ao assumir o governo, a nova administração encontrou os cofres públicos vazios e uma dívida alta: “E, aqui, os jardins degradados, tomados pelo mato. Foi então que procuramos o Poder Judiciário e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para, em caráter excepcional, fazer uma parceria e absorver os detentos do Prolae, programa vinculado à direção do presídio de Ouro Preto. Tudo isso só foi possível, acrescenta, graças ao empenho do Executivo municipal e do irrestrito apoio da direção do presídio e do Prolae, da Vara Criminal e da Promotoria de Justiça. “As autoridades envolvidas foram sensíveis às dificuldades enfrentadas pelo município e apoiaram a proposta”, diz Zaqueu.

Sem recursos para faxina geral em monumentos que fazem a beleza da cidade reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, os presos começaram a trabalhar no início do mês passado e seguem nessa lida até maio, cuidando ainda do prédio histórico da Secretaria Municipal de Assistência Social, doado pelo Barão de Camargos, no Bairro Passa-Dez, e outros de relevância. “O serviço inclui limpeza e jardinagem e os custodiados estão fazendo tudo muito direito. Nenhum deles veio obrigado e sim de forma voluntária”, explica Zaqueu.

Orgulho. O grupo de presos, sob a supervisão de um funcionário da prefeitura local, cumpre jornada diária de oito horas, durante cinco dias da semana, recebe alimentação e transporte fornecidos pela prefeitura e, para cada três dias trabalhados tem remição de um dia na pena. “Todos os internos foram selecionados pela direção do Presídio de Ouro Preto”, observa o secretário. O prefeito Júlio Pimenta (PMDB) se mostra satisfeito com o resultado, exibe com orgulho, na tela do celular, a repercussão nas redes sociais e planeja o próximo passo, dentro do Prolae: o emprego dessa mão de obra no restauro de bens tombados. A intenção é firmar um convênio para tornar o programa prática contínua.

Com uniformes diferenciados dos da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi)/Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), comprados pela prefeitura a pedido do MPMG e da Justiça, os presos se deslocam pelo gramado e jardins do casarão, que se alonga por uma encosta, com muros de pedra seculares dando sustentação. “Estamos planejando uma iluminação especial para que moradores e visitantes conheçam esse patrimônio de Ouro Preto. A vista daqui é muito bonita, podemos ver igrejas, casarões, o Museu da Inconfidência e outras construções dos tempos coloniais”, adianta Zaqueu. Ele lembra que, no Prolae, os reeducandos têm uma série de atividades e cuidam de um viveiro de plantas.

No fim da manhã, o preso S. continua sua tarefa e daqui a pouco vai parar e seguir para o almoço. “Já trabalhei antes de ser preso. Acho que este programa é um exemplo para o Brasil”, afirma com a voz baixa. Interno há quatro anos dentro de uma sentença de 10, por tráfico de drogas, W., de 28, cuja mãe mora em Belo Horizonte, está certo de que o trabalho “distrai a mente, o que para nós é muito melhor”. E afirma que “ninguém fica no crime para sempre”. Seguindo para a refeição, ele acrescenta. “Este aqui é um bom jeito de recomeçar, pois há muito para fazer”.

Histórico. O Casarão Rocha Lagoa fica na Rua Teixeira Amaral, ladeira de acesso às igrejas São José e São Francisco de Paula e rodoviária de Ouro Preto. De provável construção datada do fim do século 18, o sobrado recebeu esse nome por ter sido residência, já na segunda metade do século 19, da tradicional família Amaral e Rocha Lagoa, representada principalmente pelo senador Francisco Rocha Lagoa e sua esposa Amélia Amaral Rocha Lagoa, filha do coronel Francisco Teixeira Amaral.

Conforme o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (Ipac), a mais antiga referência ao imóvel data de 1806. Nesse ano, consta do Livro de Tombos de Terrenos Foreiros a informação de que “Vicência Moreira de Oliveira possuía uma casa na rua da ladeira que segue para a capela de São José”. O documento destaca ainda que a primeira referência direta ao coronel Francisco Teixeira Amaral se deu em 1872.

O que diz a lei  – Benefício por trabalhar

A Lei de Execução Penal (7.210/84) dispõe sobre a remição de parte do tempo de cumprimento da pena por estudo ou trabalho. O inciso um do artigo 126 assegura ao condenado no regime fechado ou semiaberto que um dia da pena será descontado para cada 12 horas de frequência escolar (ensinos fundamental, médio, profissionalizante, superior ou de requalificação profissional) divididas, no mínimo, em três dias. Já o inciso dois garante o desconto de um dia a cada três trabalhados. Por sua vez, o artigo 127 determina que, “em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido (…), recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.”

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




São Gonçalo (RJ) – Fazenda Colubande, mais um crime brutal contra o Patrimônio


Essas são fotos que tiramos no final de 2015. Na mesma ocasião informamos a todos os órgãos gestores da situação desse importante patrimônio e também ao MPF.

Nada foi feito. Nada!

Nesses  últimos dias foram até a Fazenda e as notícias são que roubaram tudo, desde as talhas cobertas de ouro do século XVIII, azulejos pintados porta e tudo mais que se poderia roubar.

E agora?

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Por Claudio Prado de Mello




Recife (PE) – Curso Zeladoria do Patrimônio Cultural Urbano


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A zeladoria busca exaltar identidades, memórias e a atribuição de valores pelas pessoas ao patrimônio dentro da perspectiva preservacionista. Ações simples para perpetuar grandes legados. Trata-se do entendimento do patrimônio e o consequente envolvimento da população a visão do zelar.

Ministrante: Conservador e restaurador Antônio Luís Ramos Sarasá Martin

De 24 a 26 de outubro de 2016
Das 8 as 12 horas e das 13 as 17 horas
Carga horária: 24 horas

Inscrições até 21/10/2016, através do e-mail: laborarte@fundaj.gov.br

Informações adicionais: (81) 3073.6282/6285

Laborarte – Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte
Av. 17 de Agosto, 2187 – Casa Forte – Recife (PE)




São Paulo (SP) – Restauro da Ponte Torta em Jundiaí e do prédio do IAB são temas de palestras na FAU Maranhão


O grupo de pesquisa Patrimônio, Memória e Universidade, coordenado pelo Prof. Júlio Roberto Katinsky (USP), convida para as palestras:

Restauro do IAB, ministrada por Silvio Oksman

Restauro de uma Ponte em Jundiaí, ministrada por Antonio Sarasá

São projetos premiados que apresentam aspectos relevantes da cultura de preservação contemporânea.

Serviço
Data: 20 de outubro de 2016
Horário: 19h30
Local: FAU Maranhão – Rua Maranhã, 88 – São Paulo.

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Fonte original da notícia: Estúdio Sarasá




Semáforos de BH (MG) ajudam a identificar igrejas


A fachada de igrejas católicas e evangélicas, no perímetro da Avenida do Contorno, está agora reproduzida nos semáforos de pedestres da capital mineira.

Sinal de pedestre reproduz fachada da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte: 15 templos estão incluídos no projeto. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A.Press)

Sinal de pedestre reproduz fachada da Igreja São José, no Centro de Belo Horizonte: 15 templos estão incluídos no projeto. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A.Press)

Novos sinais de preservação do patrimônio de Belo Horizonte. A fachada de igrejas católicas e evangélicas, no perímetro da Avenida do Contorno, está agora reproduzida nos semáforos de pedestres. Segundo o presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), Leônidas Oliveira, trata-se da segunda etapa do projeto Cidade Revelada – Interpretação e Sinalização do Patrimônio Histórico, iniciativa em parceria com a Belotur e BHTrans. A primeira fase do trabalho contemplou prédios históricos e monumentos e, nesta etapa, valoriza 160 equipamentos no entorno de 15 templos. “A sinalização substitui os bonequinhos e funcionará exatamente como as tradicionais, indicando os tempos verde e vermelho para a travessia dos pedestres”, informa.

Leônidas conta que o turismo religioso vem crescendo muito, daí a necessidade de destacar os templos e a história de cada um, entre eles a Capela de Nossa Senhora do Rosário, a mais antiga da capital e localizada na Avenida Amazonas, entre as ruas São Paulo e Tamoios, no Centro. A terceira fase do projeto Cidade Revelada vai ter o foco nos espaços culturais, a exemplo de museus, bibliotecas e outros também localizados fora da Contorno.

As novas máscaras nos semáforos, com a fachada das igrejas, ficarão no entorno dos seguintes templos: Segunda Igreja Presbiteriana de BH, Igreja de São José, Igreja Metodista do Brasil, Igreja Ortodoxa São Jorge, Primeira Igreja Batista de BH, Capela de Nossa Senhora do Rosário, Igreja do Sagrado Coração de Jesus, Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem, Primeira Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte, Capela do Instituto Metodista Izabela Hendrix, Igreja de Santa Efigênia, Igreja de Nossa Senhora de Fátima, Igreja de Nossa Senhora da Consolação e Correia, Igreja de Nossa Senhora das Dores e Capela da Igreja de Nossa Senhora do Líbano.

Valor. O projeto, acredita o presidente da FMC, tem como objetivo enaltecer os principais patrimônios culturais da cidade, destacando ícones culturais, patrimônios da cidade por seus valores históricos e preceitos arquitetônicos. “A ideia é conduzir e despertar curiosidade na população, permitindo a todos um novo olhar sobre a cidade”, afirma.

A segunda etapa vai ao encontro do Roteiro Turístico de BH montado especialmente para aqueles que buscam visitar locais relacionados à religiosidade. “O projeto Caminhos da fé visa oferecer aos turistas a oportunidade de experimentar a capital de forma diferenciada, sob novos pontos de vista e perspectivas. Esse roteiro propõe a visita a momentos de várias religiões. A sugestão completa de roteiro está no site www.roteirosdebh.com.br/roteiro/caminhos-da-fe.

Além dessas intervenções, a FMC, vinculada à Prefeitura de Belo Horizonte, concluiu em março a instalação dos totens e placas de sinalização do projeto Bahia Revelada – Sinalização Interpretativa do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte. O material bilíngue traz dados históricos sobre bens considerados patrimônio cultural do município, além de informações direcionais e mapas com sua localização.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br




RS – Edital do Fundo de Apoio à Cultura para Memória e Patrimônio


Foto antiga do Hospital Psiquiátrico São Pedro - Porto Alegre - Rio Grande do Sul. Divulgação/Internet

Foto antiga do Hospital Psiquiátrico São Pedro – Porto Alegre – Rio Grande do Sul. Divulgação/Internet

A Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul, por intermédio da Diretoria de Economia da Cultura, em parceria com o Colegiado Setorial de Memória e Patrimônio e o Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico do Estado – IPHAE, tornou pública a abertura de inscrições, entre os dias 18 de agosto e 06 de outubro de 2016, para o Edital de Concurso “Pró-Cultura RS FAC Memória e Patrimônio”, que selecionará projetos culturais de pessoas físicas e jurídicas de direito privado.

Conforme o edital, serão selecionados 13 projetos nas seguintes categorias:
– Um projeto, no valor de R$ 50 mil, para restauração de patrimônio edificado;
– Dois projetos, no valor de R$ 25 mil, para ações de proteção para memória e patrimônio;
– Seis projetos, no valor de R$ 15 mil, para ações educativas para memória e patrimônio;
– Quatro projetos, no valor de R$ 15 mil para ações educativas para memória e patrimônio.

Acesse AQUI o Edital e saiba como participar.

Fonte original da notícia: IPHAE




Sergipe – Pescando Memórias é contemplado com Prêmio Nacional


Ascom/Secult

Ascom/Secult

O Projeto Pescando Memórias, de Sergipe, está entre as oito ações de preservação do patrimônio e da memória da cultura brasileira, vencedoras da 29º Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. Dividido em duas categorias, o projeto foi selecionado pela Comissão Nacional de Avaliação, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), nos dias 27 e 28 de julho, em Brasília. Além de Sergipe, foram contemplados projetos dos estados da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo, Pará e Rio Grande do Sul.

A iniciativa partiu do casal Givanildo Santana e Isabela Bispo Santana, moradores de uma comunidade ribeirinha do povoado de São Braz, que fica às margens do Rio do Sal, no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe. O projeto foi iniciado a partir do Edital de Oficinas Culturais, oferecido pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), e a partir de então ganhou forças e conquistou parcerias.

O povoado faz parte de um bolsão de localidades com elevados índices de pobreza, ao norte da capital Aracaju (58% de incidência de pobreza). A intenção era promover a autovalorização da comunidade fortalecendo seus vínculos identitários com as práticas pesqueiras, com o rio, suas margens, com as tradições locais e com o patrimônio público num contexto de baixa autoestima deste grupo social. O projeto deu tão certo, que acabou alcançando outros municípios, levando palestras, oficinas e apresentações culturais para outras comunidades.

Na 29ª Edição do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. A premiação, que acontece com uma grande cerimônia no dia 20 de outubro, será no instituto no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA). Além do reconhecimento, os vencedores receberão o prêmio de 30 mil reais.

Neste ano, o Prêmio recebeu 220 projetos inscritos. Entre as 60 ações finalistas, 27 foram da Categoria I e 33 da Categoria II. O Pescando Memórias foi contemplado na segunda categoria, voltada para ações de excelência em promoção e gestão compartilhada do Patrimônio Cultural, envolvendo todos os campos da preservação e oriundas do setor público, do setor privado e das comunidades.

Por Agência Sergipe

Fonte original da notícia: Aqui Acontece




Belo Horizonte (MG) – Chamada de trabalhos para o 4º Colóquio Ibero-Americano Paisagem Cultural, Patrimônio e Projeto


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Está aberta até o próximo dia 30 de junho a Chamada de Trabalhos para o 4º Colóquio Ibero-americano Paisagem cultural, patrimônio e projeto: Desafios e perspectivas, que acontecerá em Belo Horizonte no período de 26 a 28 de setembro próximo. Trata-se de um evento organizado pelo Programa de Pós-graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), pelo Instituto de Estudos do Desenvolvimento Sustentável (IEDS) e pelo Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS-BRASIL).

Este colóquio pretende discutir as diversas dimensões da ideia da paisagem cultural, tanto aquelas de natureza conceitual, metodológicas e projetuais, quanto suas implicações para as políticas de valorização e intervenção. Em sua quarta edição pretende-se aprofundar as discussões iniciadas em 2010, investigando-se tanto o conceito de paisagem cultural quanto as suas implicações nas políticas de patrimônio. Para isso se convidaram conhecidos pesquisadores de todo o mundo ibero-americano, entre os quais podem se citar Joaquín Sabaté (Universidad de Cataluña), Prof. Sául Alcantara Onofre (Universidade Autonoma Metropolitana / México), Arquiteto Nelson Inda, (Presidente da Comisión del Patrimonio Cultural de la Nación de Uruguay), Profa. Adriana Serrão (Universidade de Lisboa), Prof. Amílcar Torrão Filho (PUC-SP), Prof. Leonardo Castriota (UFMG), Prof. Rafael Winter (UFRJ), entre outros.

Desde 2010, o Colóquio tem se constituído numa importante fórum acadêmico para divulgação e intercâmbio entre profissionais, pesquisadores e estudantes de pós-graduação. Para isso, abriu-se Chamada de Trabalhos até o próximo dia 30 de julho.

Mais informações: http://www.forumpatrimonio.com.br/paisagem2016 ou pelo telefone (31) 3409.8820.

Fonte original da notícia: solicitação de divulgação encaminhado por mensagem




Patrimônio em ruínas: Igreja de Bom Jesus de Matozinhos, em Piranga (MG), conta com a sorte para permanecer em pé


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Um dos mais importantes e expressivos templos barrocos de Minas corre risco eminente. A estrutura está comprometida, telhado danificado e estado de deterioração está em avançado estágio e já compromete a obra. As pinturas internas, atribuídas ao Manuel da Costa Ataíde, mais conhecido como Mestre Ataíde, estão descaracterizando devido a infiltrações. A situação geral é comprometedora e intervenções urgentes são necessárias ao imóvel do século XVIII.

A Igreja de Bom Jesus do Matozinhos, situada no distrito de Santo Antônio do Pirapetinga, mais conhecido como Bacalhau, fica na parte mais alta do município, cercado por inúmeras montanhas e matas nativas. O local chama atenção pela rara beleza cultural, histórica e natural.

Preocupada com a degradação do patrimônio histórico, representantes da Secretaria Municipal de Cultura estiveram no final de fevereiro, em Belo Horizonte, com os técnicos IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) onde expuseram a situação da Igreja e entregaram um dossiê alertando sobre restauro urgente do exemplar barroco.

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Segundo Kelly Dutra, que presta assessoria a prefeitura de Piranga na área cultural, a Igreja do Bacalhau é um bem tombado pelo IPHAN e desde a reunião a prefeitura aguarda um retorno. “Por ser um bem cujo tombamento é de responsabilidade do IPHAN (Federal), outros órgãos, tais como o Estado e a Prefeitura ficam limitados ao acompanhamento do IPHAN para quaisquer ações. Até mesmo a comunidade local, que poderia fazer alguma ação fica nessa limitação de ter um acompanhamento do IPHAN”, disse.

Segundo ela foi sugerido a contratação de um profissional para escorar as paredes da igreja, mas a iniciativa depende também de decisão e acompanhamento do IPHAN. Kelly explicou que as novas mudanças no Governo Federal também atrasam quaisquer ação, uma vez que mudam pessoas de lugar o que acaba acarretando uma alterações em toda a estrutura do órgão e na sua política de proteção ao patrimônio cultural. Ela contou que as lideranças comunitárias também alertam sobre a situação e estão bastante preocupados com o bem histórico.

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Kelly disse a nossa reportagem que ainda não existe projeto de restauro. “Outro problema é o valor para restaurar a Igreja. Somente os projetos devem ficar na casa de R$1 milhão, por que envolve equipe multidisciplinar de profissionais muito especializados. Isso sem contar a execução. Esse é outro problema que precisa da ajuda do Governo Federal. As obras no forro têm indicativos de serem do Mestre Athayde, isso faz com que o restauro seja muito mais especifico e minucioso”, informou. Segundo ela, as obras de reforma e restauro podem passar de mais de R$ 15 milhões.

Enquanto as decisões não saem dos gabinetes o patrimônio histórico pede socorro e a Igreja de Bom Jesus de Matozinhos conta com a sorte para permanecer em pé!

A lenda de Bacalhau, romeiros e sua história

Implantado sobre uma colina e composto pela igreja e um conjunto de casas baixas destinadas a abrigar romeiros nas épocas de festas, numa disposição que segue a tradição arquitetônica das capelas portuguesas de peregrinação devotada ao Senhor Bom Jesus de Matozinhos. Assim pode ser descrito o Santuário do Senhor Bom Jesus do Matozinhos, construído no Distrito de Bacalhau.

A cidade de Piranga está localizada a 170 km de Belo Horizonte. É composta por dois distritos: Santo Antônio do Pirapetinga e Pinheiros Altos. Localizado a 12 km da cidade, o distrito de Santo Antônio do Pirapetinga, mais conhecido como Bacalhau, fica na parte mais alta do município, cercado por inúmeras montanhas da Zona da Mata.

Para os apreciadores de roteiros religiososBacalhau é uma parada obrigatória. O distrito contempla inúmeras igrejas datadas do século XVII e XVIII, entre elas o Santuário do Senhor do Bom Jesus de Matozinhos que foi tombado pelo IPHAN em 1996.

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Entre 1ª a 15 agosto aconteceu o Jubileu de Bom Jesus de Matozinhos, tradição que chega a 205 anos e arrasta multidões de fieis ao lugarejo.

Curiosidade

Segundo uma lenda local, a capela foi construída após a descoberta da imagem do Senhor Morto, no sítio onde hoje se localiza a igreja. Por diversas vezes a população tentou guardá-la em outras igrejas da região, mas a imagem sempre voltava ao lugar em que apareceu pela primeira vez. Independente da lenda, o passeio é imperdível!

Fonte original da notícia: Correio de Minas




Manifesto em defesa do Iphan recolhe 1.500 assinaturas


Reprodução.

Reprodução.

Profissionais envolvidos com preservação do patrimônio fizeram o lançamento um manifesto em defesa do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A carta diz que a criação da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, pelo governo Temer, vai enfraquecer o órgão de patrimônio, que sempre teve autonomia.

A iniciativa recolheu mais de 1.500 assinaturas.

Fonte original da notícia: Folha de S. Paulo – Coluna de Mônica Bergamo