TCE diz que Triunfo (PE) não preserva de forma adequada patrimônio histórico


Auditoria mostra que Patrimônio Histórico não tem atenção adequada. Estudo mostra que 11,5% dos bens encontravam-se descaracterizados.

O Cine Teatro Guarany deve ser reestruturado. (Foto: Batistinha Linhares/Divulgação )

O Cine Teatro Guarany deve ser reestruturado. (Foto: Batistinha Linhares/Divulgação )

A prefeitura de Triunfo, no Sertão de Pernambuco, não preserva o Patrimônio Histórico e Artístico da maneira adequada. Essa é a conclusão de auditoria realizada pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no município. Diante desse fato, a segunda Câmara do TCE julgou irregular o processo de ações de preservação adotadas pelo município em 2014.

O G1 entrou em contato com a prefeitura de Triunfo, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta. Segundo o relatório, as análises demonstraram que o município não tinha capacidade administrativa, técnica e operacional para preservar e difundir adequadamente o patrimônio.

A ausência de inspeções periódicas ou rotinas para garantira manutenção dos monumentos e dos bens culturais preserváveis foi outro aspecto observado. O estudo mostra que 11,5% do total dos bens catalogados como valores culturais, legalmente protegidos, encontravam-se descaracterizados ou em processo de arruinamento.

“Isso significa que, a cada ano, três desses imóveis eram diretamente atingidos por esse problema, caracterizando um forte processo de deterioração de seu patrimônio histórico, danos irreversíveis e a perda de bens culturais”, diz o texto.

Outro aspecto apontado pelo levantamento mostrou que Triunfo não tem um plano de ordenamento de mobilidade urbana que atendesse ao Centro Histórico da cidade. A comunidade quilombola de Águas Claras, por exemplo, não era beneficiada por políticas públicas com o objetivo de corrigir desigualdades raciais ou étnicas acumuladas ao longo de anos, principalmente no que diz respeito à educação.

Com base na realidade encontrada, o Tribunal recomendou à atual gestão que o órgão responsável pela fiscalização e controle urbano fosse adequado às exigências da auditoria e apresentasse a devida qualificação técnica para o exercício de suas atribuições. Exigiu também a atualização do Código de Obras municipal.

O TCE pediu ainda pela reestruturação e funcionamento do Cine Teatro Guarany e a elaboração de um Plano de Gestão da Preservação que contemple o atendimento às demandas do Núcleo Histórico e subsiste mas, como casario, espaços públicos e monumentos, complementam a lista de sugestões do TCE.

O não atendimento às recomendações apresentadas pelo TCE no relatório preliminar de auditoria, e a não resolução dos problemas do patrimônio da cidade, deram causa ao julgamento pela irregularidade do processo, além da imputação de uma multa no valor de R$14.800,00 ao prefeito.

Fonte original da notícia: G1 Caruaru




Secult-PE defere pedido de tombamento dos prédios da Fundaj


Casarão Delmiro Gouveia é um dos bens que serão analisados.

Casarão Delmiro Gouveia é um dos bens que serão analisados.

Cinco edificações que compõem o campus da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em Apipucos, no Recife, estão agora sob regime de proteção estadual.

É o resultado do deferimento de uma solicitação formal apresentada à Secretaria Estadual de Cultura e à Fundarpe pelo atual presidente da Fundaj, Luiz Otávio de Melo Cavalcanti. Com o despacho favorável à sua tramitação, o pedido de tombamento segue para análise da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe, à qual caberá realizar estudos e visitas técnicas.

Após esta fase, o pedido será enviado ao Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), órgão responsável pelo tombamento de edificações no âmbito estadual.

De acordo com a Lei 7970/79, que normatiza este processo em Pernambuco, fica assegurado aos bens em exame, até sua resolução final, o mesmo regime de preservação dos bens que já foram tombados.

Fonte original da notícia: Cultura PE




PE – Seis praças do Recife são candidatas a se tornar patrimônio mundial


Praças foram projetadas pelo paisagista Roberto Burle Marx.

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

No ruge-ruge da metrópole, se há algo dissonante é a paisagem (e seus detalhes), elemento que exige o apuro do mais distrativo dos sentidos: o olhar. Desafio para gênios da arte da urbanização, que em momentos únicos da história desconstroem essa tendência perversa para a própria a evolução – e preservação – da humanidade e criam obras de arte que sobrepujam o tempo e o espaço.

No dia a dia pode até lhe passar em branco, mas o Recife possui um patrimônio de intervenção natural, no caminho da escola para casa, ou de casa para o trabalho, que reflete essa genialidade: os jardins idealizados ou reformados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). E esse legado pode estar prestes a se tornar oficialmente patrimônio mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A possibilidade está sendo apresentada esta semana durante o 2º Seminário Internacional Paisagem e Jardim como Patrimônio Cultural México/Brasil, realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco e a Universidade Federal de Pernambuco, que acontece até quinta-feira (23), com palestras e workshop. O evento também marca o lançamento do segundo volume do projeto Cadernos, do CAU/PE, que, não por acaso, tem o título “Cidade-Paisagem”.

Para apresentar a candidatura de seis das praças de Burle Marx no Recife como patrimônio mundial está na Capital o arquiteto mexicano Saúl Alcántara, membro votante do Comitê Internacional de Paisagens Culturais da Unesco.

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Na terça (21), o especialista visitou duas das obras mais marcantes idealizadas pelo saudoso paisagista: a praça de Casa Forte, primeiro de todos os projetos de jardins públicos de Burle Marx, de 1934, localizada na Zona Norte do Recife, cidade natal de sua mãe; e a praça Euclides da Cunha (defronte ao Clube Internacional), no bairro da Madalena (área central da Cidade), de 1935, projeto em que o também artista plástico buscou livrar os jardins de impressão europeia introduzindo o espírito brasileiro em um espaço ornamentado com plantas do Agreste e do Sertão nordestinos.

“Seus jardins são declarados patrimônio cultural do Brasil e deveriam passar a ser patrimônio mundial, porque têm valores universais”, explicou Alcántara. “Burle Marx é um gênio da paisagem universal do século 20, que deu início a sua carreira profissional, acadêmica e científica no Recife. Aqui ele concebeu o jardim tropical e moderno”, lembrou.

Além das praças de Casa Forte e Euclides da Cunha, integram o pleito à categoria de patrimônio mundial a da praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), no bairro de Santo Antônio, e a do Derby, na área central; a Faria Neves (em frente ao Parque Estadual Dois Irmãos), na Zona Oeste; e a Ministro Salgado Filho (no acesso ao aeroporto), no Ibura (Zona Sul), todas já tombadas, há cerca de dois anos, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 2016 ocorreu nova etapa no processo de valorização de áreas públicas projetadas por Burle Marx: além das praças já citadas, outras nove receberam da Prefeitura do Recife a classificação de jardim histórico, o que impede que qualquer um desses espaços sofra intervenção sem autorização prévia.

Paulista de nascimento, de ascendência alemã-recifense, Burle Marx deixou sua marca na Capital em mais de uma dezena de jardins – sem contar as obras particulares. Chegou inclusive a exercer o cargo de diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. Sua relação com a Cidade agora está prestes a ser eternizada não apenas aqui, mas em todo o mundo.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia:




PE – Construções centenárias: por mais cuidado e planejamento


No município de Igarassu, a manutenção da Igreja e Convento. Foto: Arthur de Souza

No município de Igarassu, a manutenção da Igreja e Convento. Foto: Arthur de Souza

A memória mais antiga de Pernambuco tem piso, paredes e telhados. Nem sempre bem conservados. Mas o que está em pauta atualmente não é apenas como se encontram as construções centenárias e sim a política administrativa voltada para elas. Essa é a preocupação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que este mês deu início a uma série de apresentações com os resultados das Auditorias de Preservação Cultural realizadas em sete municípios e concluídas em dezembro passado.

As duas primeiras escalas foram em Olinda, no último dia 8, e em Igarassu, na quarta-feira passada. Hoje é a vez de Paudalho e na terça-feira da próxima semana a equipe do TCE-PE chega a Brejo da Madre de Deus. Goiana, Rio Formoso e Triunfo completam o roteiro.

Mais do que apontar problemas e falta de zelo, o Tribunal objetiva com as ações contribuir para o disciplinamento e a preservação do patrimônio histórico, auxiliando os municípios a criar ou aperfeiçoar o planejamento na área, inclusive no quis respeito à captação de recursos junto às esferas estadual e federal e à sensibilização dos proprietários de imóveis particulares tombados.

Quem tiver curiosidade e acessar o site do TCE-PE verá que não se trata de nenhuma novidade. Em gestões anteriores, o órgão já realizou ações semelhantes, inclusive em municípios que tornaram a ser auditados, como Paudalho.

No caso de Igarassu – único dos sete municípios a repetir a gestão anterior – o relatório foi apresentado pelo segundo ano seguido, de acordo com Odilo Brandão, que integra a Gerência de Auditorias Temáticas, Estudos e Desenvolvimento do TCE-PE. “São recomendações que visam elaborar uma prática de estado, não de governo”, ressalta o servidor.

Ainda segundo Brandão, no que se refere ao cuidado com o patrimônio histórico há uma carência generalizada comum a todas as cidades, sobretudo de estrutura técnica. A importância dada ao acervo, observa ele, começa pelo fato de o termo cultura nem aparecer na pasta responsável pelo setor.

“Quando aparece é a reboque – turismo, cultura e esportes”, exemplifica. “Em Igarassu foi criada uma secretaria executiva dentro de Turismo, Cultura e Esportes. Mesmo assim não tem equipe”, conta. “O Sítio Histórico parece mais preservado porque o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tem uma atração por ele.”

Tombado pelo Iphan em 1972, o conjunto arquitetônico e paisagístico de Igarassu possui cerca de 250 edificações, as mais antigas datadas do século 16. Na cidade está a igreja mais antiga do País, a Matriz de São Cosme e São Damião, erguida a partir de 1535.

Nos últimos meses, a Folha de Pernambuco mostrou a situação do patrimônio histórico em Olinda, como no caso das igrejas do Bom Jesus do Bonfim, de São Pedro Mártir de Verona e de Nossa Senhora da Graça (Seminário), que sofrem com o processo lento de restauração devido aos entraves burocráticos.

Ontem a reportagem esteve em Igarassu e constatou que, a exemplo de Olinda, à vista grossa o patrimônio até parece bem conservado. Porém, se observado minuciosamente, vê-se que há muitos problemas. A Igreja e Convento do Sagrado Coração de Jesus, por exemplo, está sendo pintada com recursos próprios das 11 freiras que compõem a Ordem para não deixar passar em branco seus 275 anos (completados no último dia 1º, mas com comemoração adiada para 23 de junho). “A gente não conta com a ajuda de ninguém”, lamenta irmã Ivone.

O prédio, contudo, mostra que necessita de uma reforma mais completa. No caso da Capela da Nossa Senhora da Boa Viagem (única edificação restante do antigo povoado do Pasmado), a situação é mais crítica: só sobraram as paredes e o telhado muito avariados.

Após a visita, o TCE-PE estipula um prazo de 60 dias para o município apresentar um plano de trabalho – no caso de Igarassu serão 30 dias, por se tratar de uma gestão continuada.

O patrimônio histórico pernambucano está carente de mais atenção. E não apenas no que diz respeito a sua preservação naquilo que é visível aos olhos da população e dos turistas. Nos bastidores, a carência passa também por uma política mais objetiva voltada para o setor.

Esse é o cenário traçado por meio de relatórios do Tribunal de Contas do Estado, frutos de auditorias realizadas pela instituição nos municípios de Brejo da Madre de Deus, Goiana, Igarassu, Olinda, Paudalho, Rio Formoso e Triunfo. Os dossiês, finalizados em dezembro, começaram a ser apresentados este mês aos gestores das sete cidades.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha PE




PE – Justiça determina restauração de sete casarões históricos do Bairro do Recife


Reforma foi determinada por liminar para atender a uma Ação Civil Pública movida pela Procuradoria Geral do Município. Em alguns dos imóveis, nível de risco de desabamento é muito alto, segundo a Defesa Civil do Recife.

Alguns imóveis do Bairro do Recife têm alto risco de desabamento, como o localizado no número 118 da Rua do Apolo. (Foto: Daniel Tavares/PCR/Divulgação)

Alguns imóveis do Bairro do Recife têm alto risco de desabamento, como o localizado no número 118 da Rua do Apolo. (Foto: Daniel Tavares/PCR/Divulgação)

Com a conservação considerada precária, sete imóveis do Bairro do Recife serão restaurados pelos proprietários devido a uma liminar obtida pela prefeitura do município, emitida para atender a uma Ação Civil Pública movida pela Procuradoria Geral do Município, que determina a reforma. A medida, divulgada nesta quinta (16) pela administração municipal, tem o objetivo de resgatar e proteger o patrimônio histórico-cultural do país, já que o local em que as casas estão é tombado em nível federal e integra a Zona Especial de Preservação Histórico Cultural.

Emitida pelo juiz federal Hélio Silvio Ourém Campos, da 6ª Vara de Pernambuco, a decisão se refere aos imóveis localizados nos números 137 e 169 da Rua da Moeda, 193 da Rua Vigário Tenório, 207 da Avenida Marquês de Olinda, 118 da Rua do Apolo e 164 da Rua do Bom Jesus. Nesses dois últimos casarões, o nível de risco de desabamento é considerado muito alto, segundo a Defesa Civil do Recife.

Imóvel localizado na Rua Vigário, 193, no Bairro do Recife é um dos casarões que serão restaurados. (Foto: Daniel Tavares/Divulgação)

Imóvel localizado na Rua Vigário, 193, no Bairro do Recife é um dos casarões que serão restaurados. (Foto: Daniel Tavares/Divulgação)

De acordo com o procurador-geral do município, Ricardo Correia, a execução do serviço deve ser imediata para evitar o risco de desabamento dos imóveis, uma vez que as providências mínimas de manutenção não vêm sendo adotadas.

Conforme a determinação, os proprietários dos referidos imóveis precisam apresentar, no prazo de 30 dias, os projetos de reforma junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Outros 43 imóveis do Bairro do Recife passam por análise pela Procuradoria Geral do Município, que estuda ajuizar novas ações por abandono de alguns casarões do local.

Fonte original da notícia: G1 PE




Cidades do interior exportam para o mundo a arte e artesanato de Pernambuco


Estado nordestino é rico em produção de peças que celebram a cultura local.

Caruaru é conhecida pelas peças em cerâmica.

Caruaru é conhecida pelas peças em cerâmica.

Se você é daqueles que não perde a chance de levar uma lembrancinha pra casa sempre que volta de uma viagem, vai se apaixonar pelo artesanato produzido no interior de Pernambucano. Diferente do litoral, onde o encanto fica por conta da paisagem, nas cidades do interior do Estado a beleza está nas peças produzidas pelos artesãos locais.

Dá pra dizer que o mapa do artesanato pernambucano se confunde com o do próprio Estado. Em todos os municípios, muita criatividade e mãos ágeis produzem artefatos de encher os olhos! Além de visitar pontos de comercialização do artesanato na Região Metropolitana do Recife, é interessante conhecer os ateliês e oficinas dos mestres da arte popular.

A Renda Renascença de Poção e Pesqueira

Poção é considerada a Capital da Renda Renascença desde 2011.

Poção é considerada a Capital da Renda Renascença desde 2011.

É de Poção e Pesqueira que vêm a beleza da Renda Renascença. As cidades são os dois principais polos de produção desse tipo de artesanato, e é ali que as rendeiras tecem os mais exuberantes fios da região! A beleza do trabalho é tão incrível que a Renda Renascença já é exportada para outros estados brasileiros e para países da América, Europa e Ásia. E, é claro, quem visita Poção e Pesqueira tem a chance de ver de perto toda a delicada produção da renda.

Poção é oficialmente a capital da Renascença desde 2011. A renda, que tem origem europeia, foi trazida a Pernambuco pelos portugueses. A tradição chegou na cidade de Poção na década de 30, e logo passou a ser uma das atividades mais tradicionais dos moradores. Em Pesqueira não é diferente. As rendeiras são parte cultural da cidade e é possível conhecê-las e visitar as feirinhas locais. O trabalho exige tanto empenho e dedicação que às vezes o produto final pode demorar de semanas a um ano para ficar pronto, como é o caso, por exemplo, dos vestidos de noiva. Imagina só: deslumbrante!

As bonequinhas da sorte de Gravatá

A 80 quilômetros do Recife, na região do Agreste pernambucano, Gravatá é o coração das famosas bonequinhas da sorte. Com pouco mais de um centímetro, elas são uma marca do artesanato da cidade e geram renda para muitas famílias locais. Para quem visita Gravatá, é a principal lembrancinha da cidade. Além disso, é considerada também um amuleto. Ah, e se você visitar a cidade, vai encontrar também móveis, peças em alumínio, objetos de decoração e brinquedos educativos.

As artes de Olinda

Outro destino muito procurado por turista em Pernambuco é Olinda. Mas não é só por conta do famoso carnaval. A cidade pernambucana oferece milhares de atrações, entre elas as artes plásticas, a talha em madeira, a pintura em tecidos, e o artesanato em casca de cajá.

A cerâmica de Caruaru

Conhecida como a “Princesa do Agreste” e “Capital do Forró”, Caruaru é o berço da cerâmica em Pernambuco. É terra natal do famoso Mestre Vitalino, ceramista que fez história através da criação de bonecos de barro. A tradição foi perpetuada entre familiares e nas gerações de artesãos que até hoje residem em Caruaru.

As xilogravuras de Bezerros

É em Bezerros que você vai encontrar as encantadoras xilogravuras, imagens feitas em relevo sobre madeira. Muito popular na região Nordeste, a técnica era utilizada para ilustração de textos de literatura de cordel. Em Bezerros está o Museu da Xilogravura J. Borges, que faz uma homenagem ao pernambucano José Francisco Borges, cordelista e xilogravador. Na visita à cidade você também vai encontrar máscaras, bonecas de pano e brinquedos infantis.

Detalhe da produção da Renda Renascença, um dos grandes atrativos do interior pernambucano.

Detalhe da produção da Renda Renascença, um dos grandes atrativos do interior pernambucano.

As carrancas de Petrolina

A história das carrancas de Petrolina começou com a artesã Ana Leopoldina dos Santos, que depois ficou conhecida como Ana das Carrancas. Artesã, ela começou a produzir as carrancas e imprimir sua identidade no barco. Todas as peças possuem os olhos vazados, uma homenagem ao marido de Ana, que era deficiente visual. A obra peculiar da artista ganhou tanto reconhecimento nacional e internacional que ela recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, dois anos antes de falecer em 2008. Quem visita Petrolina não pode deixar de conferir a beleza das peças, símbolo e tradição na cidade.

Outros destinos imperdíveis

Achou que acabou? Nada disso! Você também pode conhecer as belezas do artesanato em barro de Tracunhaém e Goiana, a tapeçaria de Lagoa do Carro e os santos de madeira de Ibimirim.

Ficou ansioso para conhecer toda essa beleza? Pernambuco oferece tudo isso e muito mais!

Pernambuco Coração do Nordeste, acesse: www.descubrapernambuco.com.br

Fonte original da notícia: GShow




Sítio Histórico de Olinda (PE) tem patrimônio depredado


Antes mesmo de o Carnaval começar oficialmente em Olinda, cidade já tem problemas com aumento no fluxo de visitantes.

Prefeitura realiza o levantamento de mais de 40 pontos a serem tapumados que deve ficar pronto em alguns dias Foto: Rafael Furtado

Prefeitura realiza o levantamento de mais de 40 pontos a serem tapumados que deve ficar pronto em alguns dias
Foto: Rafael Furtado

A chegada do Carnaval acende mais uma alerta quanto à necessidade de preservação do patrimônio no Sítio Histórico de Olinda. O aumento no fluxo de visitantes tem sinalizado um crescimento na depredação de igrejas e demais monumentos entre as ladeiras da Cidade Alta. O fator segurança também implica em preocupação para turistas e foliões. Com previsões de gastos de mais de R$ 50 milhões, obras de restauração de bens tombados se arrastam desde 2013. Sem qualquer isolamento, os prédios, alguns com risco de desabamento, podem causar acidentes em moradores ou visitantes.

A Igreja do Bonfim é exemplo da morosidade. O templo faz, em fevereiro, cinco anos desde que foi interditado pela Defesa Civil, sendo alvo de ação do Ministério Público estadual. “Parte do reboco se desprende do teto com frequência. Retiraram a cruz do topo, mas a torre permanece rachada. É comum ouvir estalos”, conta a veterinária Christiani Gondim, moradora do lado. Em setembro, a gestão municipal anunciou a licitação para o restauro. Tudo segue ao deus-dará e até tapumes de proteção foram subtraídos. A promessa da nova gestão, que acionou o Tribunal de Contas para sanar erros de execução, é de que o serviço se destrave até maio.

Os 14 projetos da cidade contam com verbas do PAC Cidades Históricas do Governo Federal. Na Igreja de São Pedro Mártir Verona, que também aguarda por obras, festas recentes impulsionaram o desrespeito. “Vi gente pichando paredes e homens usando as portas para urinar. Uma grande vergonha”, revela a moradora Elizete Mendonça, 44. Na fachada há muito avariada, faltam vidros nas esquadrias, as janelas de madeira estão sucateadas e os portais de acesso têm pedras soltas. Tudo sem proteção.

A falta de cuidado também está nas bicas de Olinda, nas instalações dos mercados e casario e no largo do Museu de Arte Contemporânea. “Temos acompanhado um crescimento da depredação. Entendemos que é preciso coibir esse tipo de crime com conscientização, mas também com uso das forças de segurança”, afirma o secretário-executivo de Patrimônio, Emmanuel Andrade. Segundo ele, o levantamento para mais de 40 pontos a serem tapumados deve ficar pronto em alguns dias. “Vamos ampliar a fiscalização e aproveitar o isolamento para estampar o trabalho dos nossos artistas.”

A Igreja e o Seminário Nossa Senhora da Graça, que apresentaram rachaduras e deformações, também aguardam por dinheiro. No Convento de São Francisco, andaimes e pedaços de madeira serviram, semana passada, como armas para brigões. O gestor do Iphan em Olinda, Fernando Augusto, avalia que é preciso trabalho constante. “Estamos finalizando estudo para apresentar ao Ministério Público os danos graves que esses monumentos vêm sofrendo ao longo de anos”, diz. Ele culpa a burocracia para o atraso na liberação dos recursos.

Por Marcílio Albuquerque

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Prédio estilo neomanuelino está abandonado no Recife (PE)


MPPE ingressou com uma ação civil pública obrigando as gestões municipal e estadual a restaurarem o casarão.

Edificação é único exemplar do estilo português na Capital. Foto: Felipe Ribeiro

Edificação é único exemplar do estilo português na Capital. Foto: Felipe Ribeiro

Único imóvel no Recife moldado ao estilo neomanuelino (movimento que segue as artes decorativas portuguesas), o prédio onde funcionava a Associação dos Ex-Combatentes do Estado de Pernambuco, no Pátio de Santa Cruz, esquina das ruas da Gervásio Pires com a Barão de São Borja, no Centro do Recife, é alvo do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Na última terça-feira (20), o órgão ingressou com uma ação civil pública obrigando as gestões municipal e estadual a restaurarem o casarão, que é tombado e considerado um Imóvel Especial de Preservação (IEP). Datado de 1945, a edificação está abandonada.

“É um belo prédio, mas que está em ruínas. E não há nenhum plano de recuperação ou projeto de reforma para o imóvel “, afirmou o promotor de Meio Ambiente, Patrimônio Cultural e Habitação, Ricardo Coelho, ressaltando que medidas como essas, em sua maioria, têm resultado exitoso. “Um exemplo é o casarão da Várzea, onde funcionou o antigo Hospital Magitot. Entramos com uma ACP no início do mês e num curto prazo conseguimos uma liminar da Justiça obrigando a reforma do imóvel”, exemplificou o promotor.

O historiador e arquiteto Luiz Mota Menezes atesta ue o estado em que se encontra o prédio que servia de abrigo para a Associação dos Ex-Combatentes é um reflexo de como os demais casarões estão entregues à própria sorte. “E esse, especificamente, carrega um valor ímpar, pois é o único da Capital que segue o movimento neomanuelino. Fora daqui, só em Portugal e Rio de Janeiro”, avaliou.O casarão é de responsabilidade da Fundarpe, que informou, em nota à Folha de Pernambuco, ainda não ter sido notificada pelo Ministério Público sobre a ação.

Por Priscilla Costa

Fonte original da notícia: Folha PE




Recife (PE) – Obras de arte são restauradas e público pode conferir processo


Processo de recomposição acontece no Centro Cultural Benfica, na Madalena.

Nilse Fontes (à esq.) e Penélope Bosio estão à frente da iniciativa de reparos das telas. Foto: Jedson Nobre

Nilse Fontes (à esq.) e Penélope Bosio estão à frente da iniciativa de reparos das telas. Foto: Jedson Nobre

Obras que adornavam as paredes da extinta Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) – onde estudaram famosos artistas locais como Tereza Costa Rêgo e Gilvan Samico – estão sendo restauradas. E o melhor de tudo é que o público poderá acompanhar o processo, que acontece no Centro Cultural Benfica, na Madalena, até março de 2017.

Apenas sete pinturas de um acervo de 61 obras serão contempladas com o restauro, além de parte do mobiliário. “Não conseguimos mais verbas do Governo Federal”, lamenta a museóloga do centro e coordenadora do projeto Penélope Bosio. Mesmo assim, é possível dizer que foi uma vitória, visto o momento de crise atual. Sem falar que será uma grande oportunidade de ver as pinturas, guardadas desde 1976, quando a escola foi extinta e o acervo ficou aos cuidados da Diretoria de Cultura da UFPE.

As pinturas são de nomes como Francisco Brennand, Reynaldo Fonseca, Augusto Bracet, Daura Melo, Ivone Visconti, Eliseu Visconti e Mario Nunes. Além de acompanhar o processo de restauração, o visitante também irá se deleitar com uma exposição das telas, que acontecerá depois da reparação concluída. “Haverá uma mostra, ainda no primeiro semestre do ano que vem, com as obras restauradas e mais sete em melhores condições para expor”, avisa Penélope.

A coordenação do restauro está a cargo de Nilse Fontes, ex-aluna da Escola de Belas Artes. “É uma honra tocar nos trabalhos de pessoas que foram meus mestres. Acredito que nunca foi feito nada parecido por essas pinturas. É um trabalho muito bem pensado”, declara. Após avaliar o acervo, ela disse que os principais danos são vernizes oxidados, repinturas alteradas, telas com intervenções inadequadas, molduras danificadas e infestadas por insetos. Serão recuperadas duas obras por mês.

Para que a obra não chegue a um estado em que se torne mais difícil o trabalho de restauro, “cabe ao restaurador observar periodicamente se há na obra sujeira, perda da pintura, rasgos, deformação, pragas ou deterioração devido ao clima”, avisa Nilse.

Ela diz ainda que a tela se dilata com a umidade e contrai com o calor, perdendo a aderência acarretando em rachadura com o passar dos anos. Se o material for papel, o cuidado é redobrado. A vistoria tem que ser feita de 15 em 15 dias, de acordo com a restauradora. “Se houver iluminação, seja ela artificial ou natural, nenhuma pintura pode ficar exposta por mais de 20 dias, senão ocorre descoloramento”, alerta Nilse. Para conferir o projeto, basta ir ao casarão número 150 da rua Benfica, de segunda a sexta, das 14h às 17h. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone 3226-0423.

Fonte original da notícia: Folha PE




Iphan recupera área externa do Convento de São Francisco de Olinda (PE)


Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Obra está prevista para terminar no fim de 2017 e inclui restauração da fachada do Convento de São Francisco.

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Fonte original da notícia: jconline.ne10.uol.com.br