Cidades históricas preservam estilo colonial e mostram como era o Brasil do passado

País tem diversos lugares e construções que preservam sua história.

Divulgação/Internet. G1

Viajar pelo Brasil é conhecer a história do país e entender como era o Brasil do passado. O país tem diversas construções históricas e lugares que foram importantes para a nossa história. Veja abaixo alguns dos mais famosos:

Ouro Preto, Minas Gerais
A cidade é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Sua história se deu após a descoberta de ouro na região levar uma corrida à região. Atualmente, a cidade preserva as ruas e os casarões da época. Além disso, também tem um carnaval famoso.

Olinda, Pernambuco
A cidade é Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade. Foi invadidade pela Holanda em 1630 e ficou 24 anos sob dominação dos holandeses. Com o passar dos anos, foi retomando sua importância histórica na região e hoje é um dos destinos mais procurados no país. Pelas praias, importância cultural e pelo carnaval.

Salvador, Bahia
Primeira capital do Brasil, foi o centro político e financeiro do país até 1763. Hoje, conserva prédios históricos e ruas cheias de história. Além das praias e prédios históricos, o carnaval de Salvador é um dos mais famosos do mundo.

São Luís, Maranhão
A cidade foi colonizada por franceses e recebeu o nome em homenagem ao Rei Luís XIII. Seu centro histórico foi preservado e remete à época em que a cidade era grande produtora de cana de açúcar, cacau e tabaco.

São Miguel das Missões, Rio Grande do Sul
Povoado jesuíta preserva até hoje o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo. O sitio conta também com o Museu das Missões, que abriga estátuas de imagens sacras feitas pelos índios Guarani

Cidade de Goiás, Goiás
As ruas do centro histórico preservam os paralelepípedos da época da colonização e outros prédios que conservam o estilo do período. Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, na Semana Santa uma das festas mais tradicionais do Brasil acontece pelas ruas históricas: a Procissão do Fogáreu.

Fonte original da notícia: G1 Turismo e Viagem




Recife (PE) – Justiça definirá destino dos imóveis modernistas

Uma audiência de conciliação entre o município e o proprietário está marcada para o mês de março.

Prefeitura autorizou a instalação de tapumes em imóveis em situação de abandono. Foto: Shilton Araújo/Esp. DP

Uma audiência de conciliação no mês de março pode por fim à polêmica sobre as duas casas em estilo modernista na Avenida Rosa e Silva, Zona Norte do Recife. Elas fazem parte dos Imóveis Especiais de Proteção (IEPs) desde 2015, em bom estado de conservação na época. As intervenções pretendidas pelo dono dos imóveis provocaram indignação em grupos de defesa do patrimônio. O município chegou a embargar as obras e o caso foi judicializado em setembro de 2016 com duas ações, uma delas notificou o Ministério Público de Pernambuco para avaliação de possível ação criminal contra o proprietário.

As casas encontram-se emsituação de abandono. Além do lixo acumulado já foram retirados do local janelas, portas e parte da cobertura. Ontem, o Departamento de Proteção e Patrimônio Cultural (DPPC) do Recife autorizou a instalação de tapumes no entorno dos imóveis e a recuperação do telhado.  A solicitação foi para atender um pedido da defesa do proprietário Leonardo Teti, que denuncia os constantes roubos nos imóveis, desde telhas, portas e janelas.

“Conseguimos recuperar parte das portas e janelas que estavam em um antiquário de Olinda, normalmente vendidos a colecionadores. Vamos tapumar para evitar novos roubos”, afirmou o advogado Jean Rocha. De acordo com o advogado, o projeto de recuperação dos imóveis inclui a implantação de um centro administrativo da Extrafarma e um estacionamento.

Protesto

O grupo Direitos Urbanos pretende fazer um ocupe nos imóveis no próximo sábado. A ideia é fazer o convite aos manifestantes da causa pelas redes sociais. “Eles deixaram as casas em situação de abandono e agora estão falando em roubo. Eles já poderiam ter tomado as medidas necessárias para evitar o saqueamento”, alertou Nadja Granja, arquiteta do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB-PE).

A edificação em estilo arquitetônico colonial conserva nas fachadas elementos construtivos característicos da arquitetura moderna da primeira metade do século 19. O Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU) negou, no entanto, a inclusão do prédio onde, desde 1969 funciona a Padaria Capela, ao lado das duas casas.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco




Forte de Fernando de Noronha (PE) será restaurado

A fortaleza é a principal do sistema de defesa da costa brasileira implantado no século XVIII por Diogo da Silveira Veloso. Obra deve terminar em 18 meses.

Limpeza do terreno já está sendo feita. Foto: Adriano Soares/DP/Arquivo

O Forte de Nossa Senhora dos Remédios, em Fernando de Noronha, está sendo restaurado. A fortaleza é a principal do sistema de defesa da costa brasileira implantado no século XVIII por Diogo da Silveira Veloso. Foi construído em 1737, sobre ruínas do antigo reduto holandês, e, agora, será requalificado. A obra teve início no último dia 15 e está sendo executada pela Construtora Biapó, empresa especializada em obras de restauração de monumentos históricos sediada em Goiania. A expectativa é que o serviço seja concluído em 18 meses.

A princípio, está sendo feita a limpeza do terreno e implantação do canteiro de obras. O contrato prevê investimento de R$ 10,2 milhões. O projeto de restauração contempla o resgate imagético da Fortaleza dos Remédios enquanto principal fortificação da ilha. Através da estrutura já existente, haverá implantação de lojas de artesanato, livraria, local para exposições, sala de vídeo, café e espaço cultural para eventos. O forte também receberá investimento na área turística de visitação e acessibilidade universal.

Para o administrador da ilha, Plínio Pimentel, a requalificação do espaço faz parte do processo de resgate da identidade cultural da população de Fernando de Noronha. “O investimento na restauração de bens históricos e culturais possibilita a troca, o contato com as novas gerações. Na ilha, a história é muito presente, mas o forte é um dos grandes símbolos do passado, é dos maiores patrimônios culturais do arquipélago. Será uma grande aquisição para a comunidade”, falou.

A intervenção no espaço, no entanto, começou antes. Desde 2010, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) executa obras emergenciais de consolidação parcial no local com o objetivo de estacionar o processo de degradação do Forte de Nossa Senhora dos Remédios.

Forte de Nossa Senhora dos Remédios

A construção possui uma área de 6,3 mil metros quadrados e está 45 metros acima do nível do mar. Tinha seis baterias, quartéis de comandantes e soldados, corpo de guarda, casa de pólvora, cisterna de água potável, capela, solitárias, calabouços e subterrâneos. Abrigou correcionais no tempo do presídio comum e do presídio político, bem como soldados, durante a Segunda Guerra Mundial. Foi tombada em Nível Federal desde 1961.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco




Prefeitura de Olinda (PE) renova pintura de igreja alvo de pichações

População pode denunciar os casos pelo 190.

A escadaria e a capela de São Pedro Advíncula, na Rua Treze de Maio, no Carmo, foram alvos de uma ação de vandalismo neste fim de semana. As paredes externas do templo religioso e os degraus da escada foram pichados. Nesta terça-feira (16.010) funcionários da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda renovaram a pintura do local.

Segundo o secretário executivo de Patrimônio, Fred Nóbrega, a prefeitura vem trabalhando para manter a imagem da cidade sempre em ordem, principalmente os patrimônios do Sítio Histórico. “Estamos respondendo ao mesmo tempo em que as ações de vandalismo são feitas”, enfatizou.

O público também pode denunciar os caos de vandalismo. As pessoas precisam acionar o fone: 190 da Polícia Militar de Pernambuco.

Por Natália Catarina

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura de Olinda




Designer produz guia de memórias e afetos da Cidade Alta de Olinda (PE)

O Guia Memória Gráfica da Arquitetura de Olinda mapeia gradis no casario do Sítio Histórico.

O projeto foi apresentado por Renata Paes, moradora de Olinda, como trabalho de conclusão de curso na UFPE. Leia mais…

Fonte original da notícia: Jornal do Commercio




Recife (PE) – Aos 89 anos, Hotel Central é tombado

Solicitação foi aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).

Foto: Arthur de Souza

Um dos ícones da arquitetura recifense do século 20, sede de eventos gloriosos da sociedade pernambucana, teve finalmente seu pedido de tombamento aceito. De características ecléticas, o edifício que abriga o Hotel Central, localizado no número 209 da avenida Manoel Borba, esquina com a rua Gervásio Pires, no bairro da Boa Vista, área central da Capital, teve a solicitação aprovada por unanimidade pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).

De acordo com o parecer do conselheiro Rodrigo Cantarelli, relator do processo relacionado ao prédio, o exame elaborado pelo corpo técnico da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe concluiu que o Hotel Central “foi a primeira construção do gênero de grande porte em Pernambuco e foi palco, durante décadas, de um sem número de eventos sociais envolvendo não só a sociedade recifense, mas de todo o Estado, que de alguma maneira possuem ligações afetivas com o lugar”.
Para entender o glamour que permeava o Hotel Central em seus anos áureos, basta lembrar alguns de seus hóspedes mais famosos: o ex-presidente da República Getúlio Vargas, o cineasta americano Orson Welles e a cantora e atriz Carmen Miranda. A tripulação do dirigível alemão Graf Zeppelin, que por diversas vezes atracou no campo do Jiquiá, na Zona Oeste da Cidade, também se hospedava lá.

A avaliação para o tombamento ainda levou em conta que, embora o edifício já “esteja inserido numa área de preservação municipal, a Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEPH) 08 – Boa Vista, desde 1980, a quadra fronteiriça ao Hotel Central, segundo a mais recente legislação aprovada pela Prefeitura da Cidade do Recife, possui índices urbanísticos altíssimos que poderiam permitir construções que causem interferência na ambiência e na visibilidade do bem em questão”.

O tombamento, de acordo com o relator, além da importância cultural para Cidade, é um marco inegável desse tipo de construção no Estado por haver inaugurado “um novo padrão para a verticalização das cidades pernambucanas que, adaptado pelo mercado imobiliário, repete-se até hoje (…) e que só foi possível de ser realizado graças à adoção do concreto armado associado ao uso de elevadores, provavelmente um dos primeiros instalados na Cidade”.

A iniciativa de construção do edifício partiu do empresário greco-suíço Constantin Aristide Sfezzo. A ideia inicial era construir um prédio de apartamentos para aluguel voltado para estrangeiros que se instalavam no Recife na segunda metade da década de 1920. Após uma contraproposta do empresário George Kyrillos – dono do Palace Hotel, na vizinha praça Maciel Pinheiro -, Sfezzo requalificou o objetivo do projeto transformando-o em um hotel de luxo.

Com 35,74 metros de altura – na época, considerado um arranha-céu – o Hotel Central foi inaugurado em 31 de outubro de 1928 – um ano e 15 dias após o início das obras – com seis apartamentos de luxo e 80 quartos, além de bar, restaurante, barbearia, perfumaria, salão para senhoras e um terraço na cobertura com uma privilegiada visão panorâmica da Cidade.

Mas nem tudo foi glamour na história do Hotel Central. A partir de meados da década de 1950, o empreendimento enfrentou anos de decadência. O fato, contudo, jamais alterou sua finalidade. A determinação dos empreendedores que assumiram o negócio ao longo dos anos permitiu que o hotel chegasse a seus quase 90 anos com sua fachada revitalizada, com recursos do Fundo de Cultura (Funcultura).

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Fernando de Noronha (PE) – Palácio de Noronha é requalificado e reabre as portas

Prestes a completar 70 anos de existência, patrimônio histórico do arquipélago será reinaugurado.

Palácio de São Miguel, sede administrativa de Noronha. Foto: Eloíde Araújo / cortesia

Um dos patrimônios históricos do arquipélago de Fernando de Noronha completará, nos próximos dias, 70 anos de existência. Para comemorar, o Palácio de São Miguel, sede administrativa da ilha, será reinaugurado com um novo conceito. Localizado no centro da praça de armas da Vila dos Remédios, o prédio de 550 metros quadrados, além de reformado, foi requalificado para que suas dependências se adequassem à demanda de visitação.

“Estamos fazendo essa requalificação, principalmente com pintura interna e externa. Ela foi motivada principalmente em função das fortes chuvas que caíram no ano passado em Fernando de Noronha”, contou o administrador da ilha, Luís Eduardo Antunes. Ainda segundo ele, o forro do edifício, de lambri (um tipo de revestimento composto por painéis de madeira), estava bastante deteriorado e não resistiu às precipitações de 2016. “Chovia dentro do palácio”, lembrou.

As obras, iniciadas há cerca de seis meses, contemplaram a troca do forro e do telhado, além da pintura e da restauração dos tacos originais do piso; da escadaria; do vitral frontal representando o arcanjo São Miguel – assinado pela vitralista pernambucana Aurora de Lima, discípula do alemão Heinrich Moser; e do monumento que homenageia os aviadores Gago Coutinho e Sacadura Cabral (doado pelo governo português), dos canhões (do século 17, retirados do Forte do Bom Jesus do Leão) e das duas baterias antiaéreas (da época da Segunda Guerra Mundial) localizados na área externa.

A antiga cor vermelha da fachada deu lugar a um amarelo ocre, mais condizente com o ambiente, de acordo com Antunes. “Originalmente o prédio era caiado. Depois, ganhou uma cor mais próxima dessa atual”, comentou. Quando finalizada, toda a requalificação, que foi autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), deve custar entre R$ 850 mil e R$ 950 mil. “É um trabalho que tem que ter muito cuidado”, disse o administrador. “Estamos devolvendo aos noronhenses e aos turistas esse patrimônio.”

Aberto ao público
Afora as melhorias físicas, o palácio teve seus móveis antigos – vários datados de meados do século 20 – restaurados e reorganizados, além do acréscimo de um novo mobiliário, com mudanças no leiaute e novas ornamentações. Com as mudanças, além da demanda dos serviços administrativos, o palácio estará apto para atender à visitação. A reinauguração está marcada para o próximo dia 11. “Os noronhenses e os turistas vão poder visitar o palácio e ter o que ver. Vai ter um roteiro”, explicou Luís Eduardo Antunes. “Vamos fazer toda uma cerimônia, com toda a comunidade presente.”

O Palácio de São Miguel foi construído sobre as ruínas da extinta Diretoria do Presídio – com mão de obra da própria ilha, sob a coordenação do ex-preso político comunista Mariano Lucena – e inaugurado no dia 1º de dezembro de 1947 como sede da administração do então território federal de Fernando de Noronha. Foi quando o antigo casarão colonial de um só pavimento ganhou mais um andar. Constam ainda em seu acervo duas telas de grande porte, de autoria do pintor paulista José Wasth Rodrigues (1891-1957), uma delas registrando a possível entrega pacífica da ilha pelos holandeses aos portugueses, em 1629.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Palácio de Iemanjá recebe ação de zeladoria promovida pela Prefeitura de Olinda (PE)

O espaço é tombado como Patrimônio Cultural Imaterial de Olinda, desde 2016.

O Palácio de Iemanjá – Terreiro de Pai Edu, localizado no Alto da Sé, em Olinda, está recebendo uma ação de zeladoria promovida pela Secretaria de Patrimônio e Cultura do município. A manutenção acontece em meio às comemorações pelo Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda-feira, 20 de novembro. O espaço cultural é tombado como Patrimônio Cultural Imaterial de Olinda, desde 2016, por meio do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda.

Além de pintura da fachada com as cores de Iemanjá, o local também contou com uma limpeza externa, como retirada de entulhos e capinação. Responsável pela administração do Palácio, a filha de Pai Edu e mãe pequena da casa, Juliana Barbosa, disse que esta é a primeira ação de zeladoria que o prédio já recebeu numa administração da Prefeitura de Olinda. “Essa ação é muito mais do que estrutural, é uma sinalização de que a atual gestão está disposta a realizar atividades em conjunto com a nossa comunidade”, comentou Juliana Barbosa.

Além de tombado pelo município, o Terreiro de Pai Edu também é reconhecido como Referência Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, em paralelo às atividades religiosas, também são realizadas ações culturais e educativas. Ao todo, o espaço recebe uma média de 150 visitantes por mês.

Aberto ao Público – A cada 15 dias, nas segundas-feiras, o Palácio de Iemanjá – Terreiro de Pai Edu realiza a reunião de Jurema, às 18h. E uma vez por mês é organizado o toque de Orixá, aos sábados, às 17h. A cada mês é homenageado um Orixá diferente, de acordo com o sincretismo com a Igreja Católica. Em novembro será a vez de Iansã, que está ligado à Santa Bárbara. A festa será neste sábado, dia 25. As duas celebrações são abertas ao público.

Pai Edu – O Babalorixá Pai Edu, fundador do Palácio de Iemanjá, destacou-se pela sua história religiosa/social e atuação política na resistência do povo de Santo no Brasil. Eduim Barbosa da Silva, olindense de Rio Doce, nascido em maio de 1934 numa família de 15 irmãos postulava primeiro a ser padre, mas sua verdadeira vocação o levou, em 1951, para a casa que depois ele reconstrói, transformando-a em Palácio de Iemanjá no Alto da Sé. Iniciado no Candomblé por José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sítio de Pai Adão, o também Juremeiro, Pai Edu, nos anos 60 consegue fazer o Palácio de Iemanjá um dos centros mais conhecidos no Brasil no que se refere à cultura de matriz afro/indígena/católica brasileira. A Casa, como templo religioso, fica marcada por envolver-se em projetos e ações sociais promovidas pelo seu fundador, sendo frequentada por figuras representativas da sociedade brasileira nas artes, na cultura, na política e no esporte assim como pelo povo em geral.

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura Municipal de Olinda




Recife (PE) – Após apelação, leilão do Pátio das Cinco Pontas é considerado legal pelo TRF

Na venda, o espaço foi arrematado pelo Consórcio Novo Recife Empreendimentos.

Pátio Ferroviário das Cinco Pontas. Foto: Annaclarice Almeida/DP/Arquivo

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) decidiu por unanimidade, em sessão no fim da tarde desta terça-feira, pela legalidade do leilão do Pátio Ferroviário das Cinco Pontas, no bairro de São José, centro do Recife, arrematado pelo Consórcio Novo Recife Empreendimentos. Com a decisão, o TRF5 altera a sentença da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Pernambuco (SJPE), dada em novembro de 2015 e reafirmada em junho de 2016, em que declarava a nulidade do leilão. O recurso ao TRF5 foi uma apelação do Consórcio Novo Recife, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da União Federal contra a decisão do SJPE.

O relator da apelação, o juiz federal auxiliar da Quarta Turma do TRF5, Ivan Lira, entendeu que o judiciário “não pode ingressar no mérito de atos administrativos, como o ato de tombamento, pois no processo em questão o Iphan se posicionou pelo não tombamento da área, uma vez que não vislumbra a sua relevância histórica, salvo na parte do imóvel que contém a fachada do ‘armazém casario’, remanescente da primeira estação de trens daquela e que ficará preservado no Projeto Novo Recife”. Foram três votos a zero.

Com a decisão, o consórcio poderá prosseguir com o licenciamento da obra pela Prefeitura do Recife. “O município está livre para analisar, sob os princípios da administração pública, a legalidade acerca dos atos de licenciamento que competem a si. Em relação ao leilão, nenhum dos elementos apontados nos autos pôde comprovar a sua nulidade”, informou o TRF5.

Ainda de acordo com a assessoria de comunicação do TRF5, o Ministério Público Federal (MPF), que havia solicitado a nulidade do leilão, não se posicionou na sessão de ontem. No último mês de junho, o MPF chegou a dar parecer recomendando que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região mantivesse como nulo o ato de venda do terreno do Cais José Estelita. “Vamos procurar o MPF para saber quais são os próximos passos e que medidas poderão ser tomadas. Ainda é possível recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, disse a advogada do Movimento Direitos Urbanos (MDU), Luana Varejão.

Movimentos sociais abraçaram a causa e lutam pelo tombamento do espaço. Foto: Domingos Savio/Esp. DP/Arquivo

Além do parecer, o MPF entrou com duas solicitações que tratavam sobre a incumbência do Iphan em estabelecer medidas protetivas ao patrimônio da rede ferroviária federal, em nome da memória ferroviária nacional, e a determinação para que a Prefeitura do Recife não emitisse licenças de edificação no empreendimento Novo Recife. Na decisão da Quarta Turma, o Iphan foi desobrigado a proceder com o tombamento do perímetro em litígio, já que se recusou a fazê-lo por não ter interesse na área.

Em nota, o Consórcio Novo Recife disse que “reconhece a decisão unânime do Tribunal Regional Federal da 5ª Região favorável ao Projeto Novo Recife com a segurança de que sempre agiu dentro da legalidade em todas as etapas que circunscrevem o projeto”.

O Projeto Novo Recife prevê a construção de edifícios no antigo Pátio Ferroviário das Cinco Pontas e outras intervenções urbanísticas na área.

Projeto Novo Recife prevê construção de torres residências e comerciais no Cais José Estelita. Arte: Consórcio Novo Recife/Divulgação

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco




Recife (PE) – Para sempre lembrar de Clarice Lispector: imóvel onde escritora viveu deve ser tombado

Na véspera de 40 anos de morte da escritora, imóvel em que ela morou no Recife tem oficializado o pedido de tombamento.

Sobrado fica na praça Maciel Pinheiro com a travessa do Veras. Foto: Rafael Furtado

 

Um patrimônio físico preservado muito mais por seu valor impalpável. Esse foi o principal critério que levou o Governo de Pernambuco a deferir a proposta de abertura do processo de tombamento do imóvel nº 387 da praça Maciel Pinheiro, na esquina com a travessa do Veras, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife, agora publicada no Diário Oficial do Estado. Mais conhecida como a Casa de Clarice Lispector, foi nesse sobrado de três pavimentos que a famosa escritora – nascida na Ucrânia, em 1920, e falecida no Rio de Janeiro, em 1977 -, viveu de 1925 a 1937, quando se mudou com a família para o Rio, onde se projetou nacionalmente na literatura, como autora de romances, contos e ensaios, a partir dos anos 1960.

Foto: Rafael Furtado

A preservação na esfera estadual da Casa de Clarice Lispector partiu da iniciativa do presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Luiz Otávio de Melo Cavalcanti. “O tombamento tem um significado importante principalmente do ponto de vista do patrimônio imaterial, pela importância de Clarice para o Brasil e para Pernambuco”, salientou a presidente da Fundação do Patrimônio Historico e Artistico de Pernambuco (Fundarpe), Márcia Souto. “E também do ponto de vista material, por ter sido a casa em que ela viveu no Estado.”

Já com sua preservação física garantida pela legislação municipal, por estar inserida no Setor de Preservação (SPR1) da Zona Especial de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (ZEPHC 08 – Boa Vista), a edificação, protegida em razão de seu valor histórico e cultural, passa a ter asseguradas as mesmas prerrogativas de preservação de bem tombado.

Foto: Mandy Oliver

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco