Iphan-PE lança prêmio para ações de salvaguarda do Patrimônio Imaterial

A Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Pernambuco (Iphan-PE) lança o Prêmio Salvaguarda do Patrimônio Imaterial de Pernambuco, com objetivo de reconhecer ações que contribuíram para a difusão, valorização, produção e reprodução cultural dos bens no Estado.

As inscrições poderão ser feitas entre os dias 28 de maio e 12 de julho, de acordo com duas linhas de ação. A primeira é voltada para Mestras e Mestres do Cavalo Marinho e promoverá o reconhecimento de dois detentores com atuação exemplar nessa manifestação. A segunda é para Ações de Salvaguarda do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo Marinho, que contemplará seis ações de salvaguarda desenvolvidas por pessoas física ou jurídica, sendo duas premiações para cada manifestação.

As informações necessárias para a participação e os valores dos prêmios estão disponíveis nos editais disponíveis nos links abaixo:

Edital do Prêmio Salvaguarda do Patrimônio Imaterial de Pernambuco – Mestras e Mestres do Cavalo Marinho (2018) 

Edital do Prêmio Salvaguarda do Patrimônio Imaterial de Pernambuco – Ações de Salvaguarda do Maracatu Nação, Maracatu de Baque Solto e Cavalo Marinho (2018)

Fonte original da notícia: IPHAN




Olinda (PE) – Casario olindense é restaurado com parceria entre prefeitura e moradores

Um projeto de restauração do patrimônio do Sítio Histórico de Olinda tem proporcionado que os moradores revitalizem as fachadas dos imóveis em parceria com a prefeitura e outros parceiros. A iniciativa “Pinte seu Patrimônio” respeita a memória da cidade ao oferecer assessoria técnica especializada e mão de obra focadas na manutenção das características arquitetônicas originais da Cidade Alta.

Celebrada pelo colorido do casario, Olinda vem passando por um veloz processo de degradação do seu patrimônio edificado. Para além dos julgamentos relacionados às intervenções gráficas do pixo e grafite, marcas contemporâneas da arquitetura local, o “vandalismo” praticado nas fachadas das casas muitas vezes é protagonizado pelos próprios moradores. No mínimo um contrassenso.

Desinformados, optam a bel-prazer por pintar os imóveis com tintas que geram menor durabilidade e proteção ao patrimônio, como por exemplo as tintas acrílicas. “É um projeto de resgate dos revestimentos a base de cal, que deixa a parede respirar”, explica Nazaré Reis, moradora local, arquiteta preservacionista e membro do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda.

O projeto “Pinte seu Patrimônio” remove as camadas de tintas plásticas, descobre adereços históricos que foram sufocados pelos excessos de tinta no decorrer do tempo e ainda os recompõe ao estado original. O resgate do tom das cores também faz parte do processo. “Olinda era pintada em tons pastel na época da chancela da UNESCO”, explica Nazaré.

O trabalho inclui uma projeção computadorizada com a aplicação de diversas tonalidades, a partir do contexto histórico do imóvel. O morador pode acompanhar todo esse processo e escolher a opção a partir das necessidades. “É um projeto que se bem conduzido tem um potencial pedagógico muito interessante”, avalia Nazaré.

Como participar?

A fórmula da ação é simples de entender. A Prefeitura de Olinda entra com a mão de obra, o Estúdio Sarasá de Conservação e Patrimônio oferece a assessoria técnica e os moradores ficam responsáveis pela compra do material, estabelecendo assim uma relação de coparticipação em prol do patrimônio.

A equipe técnica envolve inúmeros profissionais, que acompanham a execução até o fim, fornecendo também orientações sobre manutenção. Já a mão de obra disponível para as obras advém de uma ação social de ressocialização em parceria com o Governo do Estado.

Os moradores (inquilinos ou proprietários) interessados na parceria podem realizar o cadastro presencialmente na sede da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda, localizada na Rua de São Bento, 160, no bairro do Varadouro. Informações também podem ser obtidas por meio do telefone (081) 3439-1988.

Fonte original da notícia: poraqui




Sítio Histórico de Olinda (PE) ganha novas cores com o projeto Pinte seu Patrimônio

Trabalho é fruto de uma parceria entre Prefeitura e moradores.

Foto: Anderson Olinda

O Sítio Histórico de Olinda vem ganhando novas cores, reforçando ainda mais a importância de sua preservação. O projeto “Pinte seu Patrimônio”, desenvolvido pela Prefeitura da cidade, já proporcionou a revitalização em diversos imóveis, enchendo as ruas de beleza e incentivando os moradores. Desta vez, foi a casa de número 165 da tradicional Rua do Amparo que teve a fachada requalificada, incluindo também revestimentos, portas e janelas. Os interessados podem realizar o cadastro gratuitamente e receber a equipe em seu endereço para promover essa transformação.

A aposentada Alberlita Maria, de 78 anos, foi a contemplada do mês de maio no projeto e se mostrou satisfeita. “Achei a iniciativa fantástica. Não precisei contratar pintores e assim economizei. A minha casa ficou linda e cheia de vida, trouxe um novo visual e mais alegria para toda a minha família”, avaliou. O trabalho conta também com o auxílio de engenheiros, arquitetos e especialistas em patrimônio, sempre focados em manter as características originais. Com a medida, o poder público entra com a mão de obra e o morador com os materiais, estabelecendo uma parceria. Os técnicos acompanham a execução do início ao fim, fornecendo também orientações sobre a devida manutenção.

De acordo com o coordenador do projeto, Antônio Eduardo, a ação consegue ir além da pintura. “Quando somos acionados, uma equipe vai até o imóvel para realizar um diagnóstico estético. Além das tintas, podemos executar toda a recomposição da fachada, como reboco, pisos e revitalização da pedraria existente. O objetivo é de fazer o melhor” explicou. Conforme o técnico, o processo inclui também uma projeção computadorizada, com a aplicação de diversas tonalidades, dentro de seu contexto histórico. “O morador também pode acompanhar a esse processo e escolher de acordo com suas necessidades. A ideia é de promover um verdadeiro resgate”, disse.

Inscrição

Os interessados no projeto “Pinte o seu Patrimônio” podem realizar a inscrição presencialmente na sede da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda, localizada na Rua de São Bento, 160, no bairro do Varadouro. Informações também podem ser obtidas por meio do telefone (81) 3439.1988.

Por Marcílio Albuquerque

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura Municipal de Olinda




Recife (PE) – Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães ganha tour virtual em 360 graus

Através da ferramenta Google Arts & Culture, de acesso gratuito, é possível conhecer os ambientes e duas exposições do Mamam, no Centro do Recife.

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) fica no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

O acervo do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam), no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, pode ser visitado em qualquer lugar do mundo. O espaço passou a integrar a plataforma Google Arts & Culture, galeria de arte virtual e gratuita com mais de 6 milhões de arquivos. Além da visita em 360 graus, estão disponíveis duas exposições que podem ser vistas com o recurso Street View, que permite que os internautas “passeiem” pelo local.

Na plataforma, estão disponíveis quase 200 obras de mais de 40 artistas, além de uma visita virtual pelo museu. O acervo disponível foi dividido em exposições virtuais com três recortes curatoriais: “Memória e subjetividade”, “Por afetos” e “Político e social”. As mostras reúnem obras de artistas como Rodrigo Braga, Aloisio Magalhães, Tereza Costa Rego, Vicente do Rego Monteiro, Brígida Baltar, Efraim Almeida, Rodolfo Mesquita e Márcio Almeida.

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães fica no Centro do Recife. Foto: Reprodução/Google Street View

A visita virtual ao museu participa do projeto “O que é Arte Contemporânea?”, que disponibiliza mais de sete mil obras de arte dos séculos 20 e 21. As obras foram registradas com a Art Camera, um equipamento desenvolvido pelo Google para capturar as imagens em gigapixels, resolução fotográfica que permite a visualização com zoom.

No segundo andar do museu, os internautas podem visitar as exposições “Daniel Santiago em Dois Tempos”, autintitulada pelo artista pernambucano e “Bela Aurora do Recife”, do também pernambucano Wilton de Souza. As mostras estiveram em cartaz entre julho e agosto de 2017.

Paço do Frevo e restaurantes

Paço do Frevo, no Bairro do Recife, é outro museu que pode ser visitado pela plataforma virtual. Foto: Andréa Rêgo Barros/Divulgação

Em 2017, o Paço do Frevo, localizado no Bairro do Recife, na área central da capital, passou a ser a primeira instituição cultural de Pernambuco a ter suas cinco exposições disponíveis na plataforma Google Arts & Culture, que possibilita visitas virtuais ao espaço dedicado à cultura do frevo.

Além disso, restaurantes do Grande Recife começaram a usar a ferramenta do tour virtual para atrair clientes. Desde o início deste ano, o serviço foi disponibilizado a alguns dos integrantes da Seção Pernambuco da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PE) após uma parceria firmada com o Google.

Caso o nome do restaurante que oferece a ferramenta seja procurado no referido site de busca, é possível conhecer, em 360 graus, os diversos ambientes que compõem o espaço e constatar se o local merece uma visita física.

Fonte original da notícia: G1 PE




Rosto de um crânio de 2 mil anos pode ser conhecido em passeio virtual no Recife (PE)

Crânio foi encontrado na década de 1980 junto com uma flauta confeccionada com um osso. Foto: Rafael Furtado

Passo a passo da reconstrução do rosto da peça histórica será conhecido por meio de um óculos de passeio de realidade virtual. Evento segue até o próximo sábado, no Museu de Arqueologia da Unicap.

Para aproximar o público um pouco mais do mundo da ciência, o Museu de Arqueologia da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, disponibilizará, até o próximo sábado (19), um “passeio” ao passado por meio do uso de óculos de realidade virtual. As pessoas entenderão, de forma lúdica, qual o passo a passo da reconstrução facial de um crânio de idade aproximada de 2 mil anos, o “Flautista”, que teve seu rosto revelado recentemente durante solenidade no auditório dom Hélder Câmara, no Bloco A da instituição de ensino, em abril passado, conforme divulgado pela Folha de Pernambuco.

A iniciativa integra a 16ª edição da Semana de Museus, que teve início na última segunda-feira (14) e seguirá até 20 deste mês no Estado. Exposta no acervo científico do Museu de Arqueologia, a peça histórica pertence a um integrante de uma tribo indígena, encontrado durante escavação na década de 1980, no sítio arqueológico da Furna do Estrago, no Brejo da Madre de Deus, no Agreste pernambucano, junto a uma flauta feita com uma tíbia humana, o que o batizou de “Flautista”.

“O visitante vai ter a oportunidade de ter um encontro com a imagem e interagir com o flautista por meio do óculos de realidade virtual. Ficou bem legal e interessante. Se tudo der certo, faremos disso uma exposição permanente”, adiantou a coordenadora do Museu de Arqueologia e uma das pesquisadoras que participou da reconstrução do rosto do crânio, Roberta Richard.

O evento é gratuito e para o público de todas as idades. O passeio virtual estará disponível de acordo com o horário de funcionamento do Museu de Arqueologia da Unicap, das 8h30 às 16h30. O local fica instalado no Palácio da Soledade, na avenida Oliveira Lima, 824, na Boa Vista, Centro do Recife.

Por Priscilla Costa

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Viver o Arquivo Público de Olinda (PE) é viajar nos encantos do tempo

Acervo conta, entre outras obras, com 70 mil fotografias e um documento de 1537.

Quando a reportagem chegou ao Arquivo Público Municipal de Olinda Antonino Guimarães estavam reunidos homens e uma mulher conversando em volta de uma mesa no térreo do prédio, que funciona na Rua de São Bento, no Sítio Histórico. O repórter foi se aproximando, ouvindo a conversa e a emoção se fez presente em um lugar tão rico de passado. Se a pauta era sobre o grande acervo material guardado ali, como 70 mil fotografias ou um documento de 1537, a preciosa memória dessas pessoas também mostrou ser um registro importante. Sabem como ninguém o quão fundamental é conhecer o ontem para a preservação do hoje, e o planejamento do futuro.

A Lei para o funcionamento da instituição é de 1975. Tratando-se de uma cidade histórica, caminhar pelas salas e andares do prédio é (re)descobrir um legado que vem de longe. O Foral, de 1537, é uma espécie de certidão de nascimento de Olinda e do surgimento do Brasil. Assim explicaram com toda atenção os funcionários do local: Aneide Santana e Alexandre Dias. Os dois, juntos com Flávio Santana, são servidores efetivos e cuidam de toda essa riqueza.

Naquela mesa do início da matéria, estavam com eles pessoas que se orgulham em se identificar como “Amigos do Arquivo”, amantes de Olinda. Como um dos maiores, se não o maior, conhecedor da história do nosso Carnaval, José Ataíde; o arquiteto Plínio Vítor; e o contador Joacir Lins. A dica, quando for lá, é parar e conversar com eles sobre a cidade. Escutar o que viveram e ouviram falar.

É comum encontrá-los reunidos, ou pelo menos um dos amigos, durante o horário de funcionamento, das 7h30 às 13h30, de segunda a sexta. O telefone é o (81) 3305-1150. A instituição recebe estudantes, pesquisadores ou outros interessados que buscam conhecer a cidade que é Patrimônio da Humanidade, concedido pela Unesco em 1982. Este título inclusive, explica Aneide, está intimamente ligado ao surgimento e estruturação do Arquivo. “Foi preciso realizar um trabalho difícil de levantar uma série de documentos para que a cidade fosse reconhecida”, afirmou.

Ele começou a funcionar com a atual estrutura, na casa da antiga residência da família Coelho Leal, na Rua de São Bento, em 1996. No que é considerada uma segunda fase importante. Até então, o Palácio dos Governadores era a sede do Arquivo. Já partindo das novas instalações, foram realizadas incursões em várias cidades do Brasil, sobretudo Rio de Janeiro, e do mundo em busca do material que hoje pode ser conferido em Olinda. Só em Portugal, o trabalho durou de 1996 até 2002.

Entrar no Antonino Guimarães, nome dado em homenagem ao líder comunista, é viajar no tempo com Duarte Coelho e as Capitanias Hereditárias, de 1537; conhecer o surgimento da Vila que nos deu origem; a invasão dos holandeses, pesquisar roupas, costumes de diferentes épocas. Assim como casarios históricos, ruas com traçados antigos. A vida que se tornou patrimônio e fez a Marim dos Caetés conhecida no mundo todo.

Além das fotografias; linha de impressos; hemeroteca; plantas, registrando construções centenárias; o espaço conta com biblioteca e área para estudos. Fora um jardim florido na entrada, que entrega a cada visitante um sopro de ar fresco como passaporte de uma instigante viagem no tempo.

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura Municipal de Olinda




Olinda (PE) – MPPE recomenda cuidados com os Chalés do Carmo

Dentro do Sítio Histórico de Olinda, edificações do século 19 estão em poderão receber reparos em breve.

Chalés do Carmo, no Sítio Histórico de Olinda. Foto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Construídos à beira-mar como prováveis moradias de veraneio para uso da família proprietária, os Chalés do Carmo, localizados na Avenida Sigismundo Gonçalves, fazem parte da história de Olinda. Quatro edificações coloridas, datadas do século 19, mas que estão entregues ao acaso. Nesta semana, as ações envolvendo as edificações, hoje nas mãos da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) ganharam um novo desdobramento. A promotora de Meio Ambiente, Patrimônio Histórico, Habitação e Urbanismo de Olinda, Belize Câmara, recomendou que obras emergenciais deverão ser feitas de imediato para a conservação dos imóveis.

Entre as recomendações feitas pelo Ministério Público estão o início imediato do reparo das edificações, bem como o exercício de vigilância no local. Antes destinados como herança, os chalés possuem hoje uma situação crítica. Há risco de desabamento e desprendimento de material construtivo por conta do fluxo de veículos na avenida.

Por Mário Fontes 

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Sirinhaém (PE) – Área do antigo Engenho Trapiche dá lugar a Reserva Particular de Patrimônio Natural

Com isso, sobe para 15 o número de RPPNs reconhecidas oficialmente pela CPRH.

Para especialistas, reconhecimento do local como unidade protegida reforça a conservação dos manguezais lá existentes. Foto: CPRH /Divulgação

Pernambuco passa a contar agora com mais uma extensa área de manguezal legalmente protegida: a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Trapiche, situada no município de Sirinhaém, Litoral Sul do Estado, a 76 km do Recife. A Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) autorizou, por meio da Portaria nº 18/2018, a criação da nova unidade de conservação, que ocupa uma área de 767 hectares do total de 2,2 mil hectares do antigo Engenho Trapiche, no município.

Com isso, sobe para 15 o número de RPPNs reconhecidas oficialmente pela CPRH, sendo a Reserva Trapiche a segunda unidade de conservação de mangue. A primeira criada foi a Fazenda Tabatinga, na cidade de Goiana (Grande Recife), que, junto à nova área, somam cerca de 790 campos de futebol de mangue protegidos – um verdadeiro gol a favor da proteção desse ecossistema costeiro reconhecido como Área de Preservação Permanente (APP) pelo código florestal, no entanto, ameaçado.

Na avaliação do oceanógrafo e professor de biologia da Universidade de Pernambuco (UPE) Clemente Coelho, reconhecer a área como unidade protegida reforça a conservação dos manguezais que lá existem, ao mesmo tempo que salvaguarda toda uma fauna que depende do bioma para se reproduzirem, uma vez que os manguezais são berçários naturais para várias espécies. “E, como as reservas particulares são criadas a partir da decisão voluntária de proprietários de terras, garante-se que as regras de proteção efetivamente sejam cumpridas”, analisa. Com o reconhecimento da área como uma Reserva Particular, promove-se a divulgação na região, advertindo por meio de placas a proibição de desmatamento, queimadas e caças.

De acordo com o diretor-presidente da CPRH, Eduardo Elvino, esse reforço na proteção, inclusive, beneficia comunidades pesqueiras do entorno. “Ao se ter uma RPPN, definem-se regramentos que garantem a sobrevivência e proteção de uma porção de mata. Mangue conservado é ter peixe perenemente, ou seja, manutenção da fonte de renda de pescadores artesanais que usam essa área”, afirma. Por lá ocorrem os chamados peixes vermelhos, de alto valor comercial – como cioba, camurim e ariacó -, além de crustáceos típicos da vegetação: caranguejo-uçá, guaiamum e aratu. Só de mangue são quatro as espécies que compõem a flora local: Laguncularia racemosa, conhecido como mangue-manso ou mangue bravo; Rhizophora mangle, chamado mangue-vermelho ou mangue gaiteiro; e Avicennia schaueriana e Avicennia germinans, geralmente chamados canoé ou siriúba.

Vantagens
Além dos benefícios para o meio ambiente, a criação de uma RPPN também traz vantagens para os proprietários da área, como a concessão de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA), crédito agrícola pelas instituições oficiais de crédito; isenção de imposto territorial rural; iniciativa de implantação de atividades ecoturísticas, como trilhas, tirolesa e rapel; e permissão de pesquisas acadêmicas nos trechos de floresta a fim de dar publicidade às descobertas de novas espécies de fauna e flora que por lá se escondem.

Por Priscilla Costa 

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Recife (PE) – Fundarpe compra sem licitação placas para o Cinema São Luiz

O custo será de R$ 36.018,00. A informação consta em publicação do Diário Oficial do dia 21 de fevereiro.

Cinema São Luiz fechado. Foto: André Nery/ Arquivo Folha

De portas fechadas desde o dia 13 de dezembro, o Cinema São Luiz, localizado na área central do Recife, pode voltar a funcionar em breve. Isso porque a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), responsável pelo espaço, está em processo de compra de duas placas para o projetor, que apresenta problemas.

O equipamento começou a apresentar problemas na época da 10ª edição do Janela Internacional de Cinema do Recife, que ocorreu entre os dias 3 e 12 de novembro. O festival foi realizado com material alugado. Em seguida, outra placa foi cedida para o São Luiz pelo Porto Mídia até 13 de dezembro, para que fosse realizada a 9ª edição do Festival de Curtas de Pernambuco (FestCine).

A presidente da Fundarpe, Márcia Souto, autorizou a compra sem licitação de duas placas (TI ICP MOD e IMB 4K) do projetor. A empresa fornecedora é a AMDS Comércio e Importação de Produtos. O custo será de R$ 36.018,00. A informação consta em publicação do Diário Oficial do dia 21 de fevereiro.

A compra está sendo feita sem licitação por “não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida sem prejuízo para a Administração”, segundo o que consta no art. 24 Lei de Licitações, que autoriza a dispensa feita pela Fundarpe.

Dispensa de licitação foi publicada no Diário Oficial – Crédito: Reprodução/Diário Oficial

Matéria publicada na Folha de Pernambuco em 23 de janeiro trazia a informação de que a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) abriu uma licitação para a aquisição definitiva da placa e que, até a compra, a equipe do cinema esperava alugar outra peça, para que a sala continuasse funcionando normalmente.

Por Daniel Leite com Branca Alves

Fonte original da notícia: Blog da Folha – Folha de Pernambuco




Olinda (PE) – Após carnaval que atraiu mais de três milhões de foliões, Alto da Sé passa por manutenção

Ação inclui pintura, reforma dos canteiros, limpeza de galerias e manutenção do Museu de Arte Sacra de Pernambuco.

Serviço está sendo feito por reeducandos do sistema prisional. Foto: Prefeitura de Olinda/Divulgação

Após o carnaval ter atraído mais de três milhões de foliões para o Sítio Histórico, em Olinda, o Alto da Sé agora passa por melhorias. A ação, executada pela Secretaria de Patrimônio em parceria com a Defesa Civil, inclui pintura, reforma dos canteiros, limpeza de galerias e manutenção do Museu de Arte Sacra de Pernambuco (Masp). De acordo com a gestão municipal, a iniciativa foi motivada pelo desgaste do local depois da folia.

A equipe responsável pelo trabalho é composta por 15 reeducandos, que estão renovando tijolos, capinando, colocando mudas de plantas ornamentais nos canteiros, entre outros serviços. “Como recebemos muita gente no carnaval, é natural que a cidade precise de alguns cuidados. Vamos renovar a pintura do trecho do Observatório até a Caixa d’Água, limparemos o Masp, interna e externamente. A ideia é dar uma nova cara ao Alto da Sé”, explicou o secretário executivo de Patrimônio, Fred Nóbrega.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco