Estátuas de Quintana e Drummond são vandalizadas no centro de Porto Alegre (RS)

Rostos das esculturas foram pintados com tinta.

André Ávila / Agencia RBS

As estátuas em homenagens aos poetas Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade foram vandalizadas na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre. Uma tintura alaranjada foi colocada nos rostos das esculturas, descaracterizando as imagens. Quem passou ou trabalha pela região percebeu a mudança e lamentou a ação.

Jeniffer Costa, de 26 anos, vende artesanato na Praça da Alfândega e disse que tira, diariamente, dezenas de fotos de visitantes que passam pelo local. Segundo ela, no último sábado, as estátuas não estavam com a tintura.

— É comum as pessoas virem até aqui para tirar foto. Sempre me pedem e eu tiro para as pessoas. No sábado não estava assim. Ontem eu não vi, mas hoje, quando eu cheguei, já estavam pintadas — disse.

A Guarda Municipal confirmou que não tinha informações sobre o fato até o final da tarde desta segunda-feira (11). Entretanto, o comandante em exercício da Guarda, Rodrigo Meotti disse que deverá reforçar as ações de prevenção na região.

A Coordenação da Memória Cultural, responsável pelas obras, não sabia do ocorrido. De acordo com o coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Eduardo Hahn, nesta terça-feira (12), vão ser enviados técnicos para verificar os danos causados à obra e as devidas providências serão encaminhadas.

Por Eduardo Paganella

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Porto Alegre (RS) – Revitalização do Cais Mauá deve começar em três meses, diz diretor do consórcio responsável pelas obras

Prazo total para realização de toda reforma deve ser de seis anos.

Jefferson Botega / Agencia RBS

O Cais Mauá, hoje às moscas, pode começar a ter movimento de máquinas e operários em breve. Com a entrega da licença de instalação da prefeitura, marcada para esta terça-feira (5), as obras devem começar dentro de três meses, afirmou o  diretor de Operações do Consórcio Cais Mauá, Sérgio Lima, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, desta segunda-feira (4).

De acordo com o executivo, com a documentação em mãos, o consórcio deve se reunir com o governo do Estado para definir o cronograma de trabalho e contratação das empresas.

— Nossa expectativa é começar em três meses. Na primeira fase do projeto, será feito o restauro dos armazéns. Na segunda, vamos revitalizar as docas e, por fim, a parte próxima ao Gasômetro — disse, acrescentando que o prazo de execução de cada etapa é de dois anos, sem pausas entre uma e outra, totalizando seis anos.

Com investimento estimado em R$ 500 milhões, o projeto prevê espaços culturais, lojas, bares, restaurantes e local para eventos. Também serão erguidos três prédios, dois para escritórios e um que abrigará um hotel.

— Eles ficarão na área das docas, em frente à rodoviária, e serão inferiores a cem metros de altura. Ressalto que não teremos apartamentos — afirmou o diretor.

A licença de instalação será entregue pelo prefeito Nelson Marchezan na terça-feira pela manhã em cerimônia para 300 convidados. Há duas semanas, GaúchaZH mostrou que os armazéns, que serão alvo da primeira fase de obras, estão se deteriorando. A Cais Mauá alegou que aguardava a licença do município para fazer intervenções mais pesadas no patrimônio.

Fonte original da notícia: GaúchaZH




Porto Alegre (RS) – Horta comunitária ao lado de escadaria no Centro Histórico é finalista em prêmio nacional

Dezenas de moradores reúnem-se desde o início do ano para manter a área limpa e promover oficinas no terreno ao lado da escadaria da Rua João Manoel.

Foto: Carmen Fonseca / Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico

A horta comunitária situada ao lado da histórica escadaria da Rua João Manoel, no Centro Histórico, foi uma das 20 finalistas do Prêmio Acolher, promovido pela Natura, que reconhece iniciativas de impacto social em todo o país.

Desde o início do ano, dezenas de moradores liderados pela Associação de Hortas Coletivas do Centro Histórico reúnem-se para manter a área limpa e promover oficinas de técnicas de horta. Mais do que uma mera plantação, a iniciativa foi uma forma de ocupar – e devolver à população – uma escadaria e um terreno abandonados.

– Não vamos plantar alimentos como batata, alface ou tomate, porque o terreno não permite. O objetivo é passar conhecimento adiante – afirma Carmen Fonseca, presidente da associação.

No site bit.ly/horta-escadaria, o grupo está arrecadando dinheiro para construir canteiros em formato de plataforma na área íngreme do terreno. O custo estimado é de R$ 9 mil, entre ferramentas e mão-de-obra.

Por Paulo Germano

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Porto Alegre (RS) – Revogado o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis

Discussão e votação de projeto que revoga lei que dispõe sobre o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município. Na foto, moradores do bairro Petrópolis comemoram aprovação do projeto. Foto: Ederson Nunes/CMPA

Com 24 votos favoráveis e três contrários, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta segunda-feira (27/11), Projeto de Lei Complementar que propõe a revogação da Lei Complementar nº 601, de 23 de outubro de 2008 – que dispõe sobre o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município. A proposta é assinada pelos vereadores Dr. Thiago Duarte (DEM), Reginaldo Pujol (DEM), Mauro Pinheiro (Rede), Valter Nagelstein (PMDB), Felipe Camozzato (Novo) e Idenir Cecchim (PMDB).

De acordo com os autores, a LC nº 601/08 estava desatualizada, gerando grande prejuízo aos munícipes e confusão aos seus operadores. “Nesse sentido, desburocratizar torna-se preciso. Não se pode continuar com uma legislação que não encontra guarida na sociedade, nem com uma legislação que não mais retrata os anseios sociais. A sociedade clama por agilidade e eficiência do Poder Público, visto a sua não interferência em direito como o da moradia, garantido constitucionalmente.” Além disso, os vereadores apontam que a Lei Complementar é inconstitucional, já que incorre em vício de iniciativa.

Texto e edição: Carlos Scomazzon

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre




À espera de obras, armazéns do Cais Mauá se deterioram em Porto Alegre (RS)

Fotografias e relatos de estragos e de falta de manutenção nos prédios estão sob análise do Ministério Público de Contas.

Empresa responsável pelo Cais diz que está realizando serviços de manutenção, mas armazéns mostram degradação. Jefferson Botega / Agencia RBS

Vidros quebrados, telhados rompidos, estruturas metálicas corroídas e outros danos em armazéns do Cais Mauá tombados pelo Patrimônio Histórico, em Porto Alegre, se multiplicam à medida que as obras de renovação se arrastam para sair do papel.

Fotografias e relatos de estragos e de falta de manutenção nos prédios destinados a se transformar em centro de lazer estão sob análise do Ministério Público de Contas (MPC), que deverá decidir nos próximos dias eventuais medidas a serem tomadas. A empresa Cais Mauá do Brasil, responsável pelo projeto de revitalização da área, argumenta que vem realizando serviços de manutenção e aguarda a licença definitiva do município para iniciar intervenções mais pesadas de recuperação — o documento está pronto e deve ser entregue no dia 5 de dezembro em solenidade promovida pela prefeitura.

Na semana passada, representantes da ONG Associação Amigos do Cais do Porto (Amacais) e a vereadora Sofia Cavedon (PT) entregaram ao procurador-geral do MPC, Geraldo da Camino, uma representação denunciando a deterioração da antiga zona portuária da Capital. Ao documento, foram anexadas fotografias que demonstram um destelhamento significativo em pelo menos dois armazéns, além de outros estragos menores nas coberturas. Integrantes da associação também relatam problemas como vidraças quebradas e portas danificadas ou ausentes.

Chuvaradas teriam agravado a situação dos galpões nos últimos meses, somadas, segundo a representação encaminhada ao MPC, a uma suposta falta de manutenção por parte da empresa. O documento sustenta que “os pavilhões estão se deteriorando, com visível piora ocasionada pelas condições climáticas recentes, como se pode comprovar nas fotos em anexo. Mas a omissão não se resume à inércia em iniciar as obras de restauro. Está patente a inexistência de manutenção dos prédios e do entorno, colocando em risco um patrimônio cultural inestimável.”

— Como moradora, fico inconformada com o abandono a que está entregue a área mais importante da cidade. O contrato prevê que a empresa deve manter a área limpa e em bom estado, mas o cidadão está vendo o seu patrimônio apodrecer — afirma a integrante da Amacais Katia Suman.

Responsável pelo setor jurídico da Amacais, Jacqueline Custódio aponta que a cláusula oitava do contrato de arrendamento obriga a empresa a proceder “aos reparos e consertos que se fizerem recomendáveis à preservação, tudo às suas exclusivas expensas”.

GaúchaZH esteve no local, na segunda-feira, e observou estragos em telhados, portas e janelas, além de poças de água em áreas internas dos galpões — principalmente no armazém A2. O acesso foi realizado com carro identificado após passar por uma cancela e dois pontos de segurança. Coordenador do grupo de trabalho do Cais Mauá, que reúne representantes do Estado e do Município, Vanderlan Frank Carvalho afirma que os danos foram agravados após temporais registrados no começo de outubro.

— A empresa foi notificada sobre possibilidade de danos estruturais e respondeu que iria vistoriar a área. Informou que há previsão de substituição de telhados, vidros e outros itens quando tiver início a reforma, mas que, se houvesse algo que comprometesse a segurança ou tivesse necessidade imediata, seria feito já — diz Carvalho, que também é secretário-adjunto estadual dos Transportes.

O Ministério Público de Contas informou que o material encaminhado na semana passada está sob análise, e deverá se pronunciar sobre as eventuais medidas a serem tomadas a partir desta terça-feira.

Cais Mauá promete que danos nos armazéns serão consertados

A empresa Cais Mauá do Brasil garante que todos os estragos verificados em qualquer um dos 11 armazéns tombados incluídos no projeto de revitalização serão sanados. Não foi apresentada, porém, uma data de quando isso deve ocorrer.

O diretor de operações da Cais Mauá, Sérgio Lima, afirma que a arrendatária vai promover a recuperação estrutural dos pavilhões quando receber a licença definitiva do município para as obras de revitalização.

— Nós limpamos, capinamos e fazemos manutenção da área. Um vendaval no começo de outubro levou algumas telhas. Como a revitalização compreende a substituição de todas as telhas e a recuperação interna dos pavilhões, tudo isso será feito quando recebermos a licença que falta — diz Lima.

O diretor não soube precisar quando deverá ter início o trabalho de recuperação dos estragos mesmo depois de obtida a licença de instalação — que está em fase final de tramitação na Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams):

— Vai demandar algum tempo (depois da concessão da autorização definitiva), temos algumas tratativas a fazer com o governo estadual, que é com quem firmamos contrato.

Sérgio Lima acrescenta que a própria empresa removeu portas metálicas dos galpões por razões de segurança, já que ameaçavam cair. Elas deverão ser restauradas e reinstaladas, segundo promessa da Cais Mauá, quando finalmente iniciar o processo de revitalização da área.

Por Marcelo Gonzatto

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH



Porto Alegre (RS) – “Novo PAC” prevê mais R$ 9,9 milhões para o Mercado Público

Recursos do Iphan seriam investidos em reformas de infraestrutura na parte não atingida pelo incêndio.

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Quatro anos depois do incêndio que ainda mantém o Mercado Público parcialmente interditado, o governo federal anunciou o repasse do restante dos recursos prometidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a restauração de um dos pontos mais conhecidos de Porto Alegre. Para receber os R$ 9,9 milhões, por meio do Programa Avançar, porém, há um longo caminho burocrático. Além disso, a verba não será suficiente para a completa recuperação do prédio histórico — que precisa de manutenção mesmo na parte não atingida pelo fogo.

Mesmo que o Mercado não seja um prédio tombado pelo Iphan — apenas pelo município —, o instituto havia prometido R$ 19,5 milhões para ajudar na restauração — para ficar como novo, o prédio precisaria de R$ 33 milhões, estima a coordenadora do PAC Cidades Históricas em Porto Alegre, Briane Bicca. As verbas anunciadas permitem levar a restauração a sua terceira etapa. A parte atingida pelo fogo já foi restaurada, e a cobertura metálica danificada já foi trocada.

— Os R$ 9,9 milhões não dão nem para a metade, mas são uma boa notícia. Teremos de escolher prioridades. Há uma série de questões elétricas, o esgoto é uma tragédia, tem que fazer o PPCI — enumera Briane.

Agora, será a vez de itens estruturais, que serão detalhados na revisão do projeto. No momento, a prefeitura elabora mudanças orçamentárias para adequá-lo às regras do PAC Cidades Históricas. Depois de o novo orçamento ser aprovado pela superintendência do Iphan no Rio Grande do Sul, será encaminhado a Brasília. Só então será preparada uma licitação — ou até mais de uma —, que passará pelo crivo da Procuradoria-Geral do Município (PGM).

— Acredito que o dinheiro possa ser liberado em até seis meses. Fim de ano é época de encerramento do planejamento financeiro do poder público. As liberações só devem voltar a ocorrer em janeiro — explica a superintendente do Iphan no Estado, Juliana Inês Erpen, que destaca a sintonia do órgão com a prefeitura.

Para liberar segundo andar, permissionários bancarão PPCI

Com a demora para acabar com a interdição parcial, a Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc) firmou, em setembro, um acordo com a PGM em que se comprometia a custear as intervenções necessárias para a obtenção do plano anti-incêndio e conseguir a liberação do segundo piso pelos bombeiros. De acordo com as duas entidades, o acordo será mantido, reservando os novos recursos para outras obras estruturais.

Para a obtenção do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), seria necessário construir um reservatório de 36 mil litros de água no subsolo do Mercado Público e conectá-lo aos hidrantes do entorno, instalar duas escadas metálicas novas e reformar outras duas e realocar as escadas rolantes, além de outras intervenções menores. O valor gira em torno de R$ 1,5 milhão. Na PGM, o entendimento é de que nada muda em relação ao acordo, que também serve para quitar uma dívida da Ascomepc com a prefeitura, decorrente de ações trabalhistas da época em que a associação geriu o Mercado Público.

— Conseguimos linhas de crédito com o Banrisul para cada permissionário, proporcional à área de uso. Ainda estamos buscando outras alternativas por meio da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei Rouanet. É um processo que já está em andamento. Dentro de 90 dias, devemos começar a execução — revela o vice-presidente da Ascomepc, Sérgio Lourenço.

O coordenador da Memória Cultural da prefeitura, Eduardo Hahn, reforça que a verba a ser liberada não tem relação com o plano anti-incêndio e será destinada a outras necessidades também urgentes:

— São 14 projetos no total para melhorias hidrossanitárias, recuperação das coberturas metálica e de cerâmica que não pegaram fogo, além de calhas — relata.

Até agora, já foram investidos na recuperação do Mercado Público, que não é tombado pelo patrimônio histórico, R$ 9,6 milhões oriundos do Iphan e cerca de R$ 4 milhões pagos pelo seguro contra incêndio. A verba custeou o restauro completo da parte queimada, a recuperação da estrutura metálica da cobertura sinistrada e a elaboração dos projetos complementares para todo o mercado, que contemplam instalações elétricas de média e baixa tensão, telecomunicações, para-raios, instalações hidrossanitárias, reservatório de hidrantes, prevenção e combate a incêndios, climatização e exaustão.

Por Bruno Moraes

Fonte original da notícia: Zero Hora




Porto Alegre (RS) – Com projeto rejeitado, destino do viaduto da Borges continua incerto

Destino da população de rua que vive sob o espaço é um dos desafios. Fredy Vieira/JC

Há anos, é visível aos olhos dos porto-alegrenses a falta de manutenção do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros, no Centro de Porto Alegre. Local de passagem diária para milhares de pessoas, a estrutura, de 1932, é bela, com seus grandes arcos, colunas e monumentos. Entretanto, os comerciantes das lojas lotadas ali reclamam de infiltrações e falta de cuidados por parte do município. Com o último projeto para a região não aceito pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, o destino do viaduto é incerto – ninguém sabe quando e como serão feitas as melhorias.

No final de outubro, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Záchia Paludo, pediu demissão do cargo. A decisão se deu depois que seu projeto para revitalização do viaduto foi rejeitado por Marchezan. A ideia de Maria de Fátima envolvia instalar bancas de artesanato e food trucks ao longo da estrutura, a fim de evitar que a população de rua lá ficasse e para que, assim, fosse possível aumentar a circulação de pessoas nos arredores. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), um novo projeto está sendo elaborado entre secretarias, mas seu teor ainda não pode ser divulgado.

Outro projeto, este encabeçado pela própria Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (Arccov), tinha potencial de trazer grandes melhorias para o espaço sem muitos custos para o município, já que envolvia investimentos de empresas, apoio da Lei de Incentivo à Cultura e parcerias com bancos. Elaborado pela empresa Engeplus, o estudo previa pintura antipichação, novas instalações elétricas e hidráulicas e correção dos problemas de infiltração.

O total dos recursos necessários estava previsto em R$ 25 milhões. O estudo foi finalizado em agosto de 2015. “A prefeitura só precisava avaliar a proposta e assinar, mas não o fez, nem nos chamou para conversar”, lamenta o secretário da entidade, Luciano Riquez. Com a troca de gestão municipal, o novo governo decidiu fazer um projeto por conta própria.

Lojistas surpreendem-se com notificação sobre cobrança de aluguéis

Sentindo-se abandonados, os comerciantes dos 21 estabelecimentos do viaduto se surpreenderam ao receber notificações, no fim de outubro, para regularizar sua situação junto à prefeitura em até cinco dias úteis. Em nota, o município alega que as advertências ocorreram devido a irregularidades com o Termo de Permissão de Uso e vencimento dos contratos. “A prefeitura nos deixou dez anos em stand by, sem prestar atenção nas nossas demandas, e, depois de todo esse tempo, só recebemos atenção na forma de cobrança dos aluguéis”, critica Luciano Riquez. O secretário da Arccov revela que muitos lojistas não recebiam os boletos desde fevereiro.

Mesmo assim, o tesoureiro da entidade, Saimon Kindlein, garante que o clima junto à prefeitura não é de guerra. “Estamos totalmente abertos ao diálogo. Queremos uma solução, mas estamos nos defendendo. Nosso objetivo é resolver a situação dos aluguéis e tentar ajudar na revitalização do viaduto”, aponta.

Tanto Riquez quanto Kindlein asseguram que os comerciantes querem pagar o aluguel. Contudo, consideram que a falta de regularização se deve, em muitos aspectos, à falta de diálogo da prefeitura com os lojistas. “Eles nunca vieram aqui perguntar qual nosso horário de trabalho, se estamos tendo lucro ou o que faltava para alguns se regularizarem”, exemplifica.

Os comerciantes têm tentado dialogar mais com o município, participando de reuniões quase diárias sobre a regularização e as condições estruturais do viaduto. Depois de sanado o problema dos aluguéis, querem focar na retirada da população de rua que ali vive, com o município oferecendo atendimento a ela.

O maior problema é com quatro lojas nas quais há acesso à parte superior do viaduto, através de escadas. Com a crise financeira e os problemas de segurança na região, as lojas ficaram vazias e chegaram a ser invadidas por pessoas que, de acordo com os lojistas, usavam o local para defecar e fazer tráfico de drogas. Duas das lojas foram recuperadas pela Arccov, que utiliza o espaço para feiras de artesanato.

Por Isabella Sander

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – Proposta tomba a Estado Maior da Restinga como patrimônio da Capital

Foto: Divulgação/Internet

Está em tramitação, na Câmara Municipal de Porto Alegre, projeto de lei que tomba como patrimônio cultural imaterial e material do Município a Sociedade Recreativa e Beneficente Estado Maior da Restinga e sua sede. O proponente da ação é o vereador Cassio Trogildo (PTB). “Esta proposição busca salvaguardar esse patrimônio cultural de Porto Alegre, que, por sua história, deve ser caracterizado como espaço destinado às manifestações artístico-culturais dos munícipes”, lembra o vereador.

A Estado Maior da Restinga, atualmente localizada na Estrada João Antônio da Silveira, n°2355, foi fundada em 20 de março de 1977 por um grupo de moradores. A entidade tem o objetivo de “promover o desenvolvimento, preservação da memória do carnaval através de atividades, projetos e ações sociais, culturais e educativas junto à comunidade, de forma a fortalecer os laços familiares e grupais”.

Vereador Cassio Trogildo (PTB) é o autor do projeto. Foto: Ederson Nunes/CMPA

Esta escola de samba é conhecida na Capital e no estado do Rio Grande do Sul, recebendo premiações por sua atuação e revelando talentos na área de composição de sambas carnavalescos. Ela já representou o estado em outras regiões do país e no exterior. Deste modo, contribui para a permanência da cultura carnavalesca em Porto Alegre e no RS.

Texto: Adriana Figueiredo (estagiária de jornalismo)/Edição: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre

Nota da Defender – Primeiro: não se “tomba” nada como Patrimônio Cultural Imaterial, o correto é “Registrar”; Segundo: o Legislativo não tem poder para tombar ou registrar nada, isso cabe ao Executivo.




Porto Alegre (RS) – Prefeitura vai apresentar minuta para parceria em torno do Mercado Público

Mais de quatro anos após incêndio, segundo andar segue interditado. Jonathan Heckler/JC

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, recebeu ontem representantes da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascompec). O encontro, que também contou com a presença de líderes religiosos e secretários municipais, teve como tema principal o modelo de parceria público-privada (PPP) que o Executivo municipal propõe para a gestão do Mercado. Na sexta-feira, o secretário de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, deve apresentar a minuta da Proposta de Manifestação de Interesse envolvendo o espaço.

Na visão da prefeitura, a adoção de um novo modelo é fundamental para atrair investimentos e permitir melhorias na infraestrutura e na segurança do local. Durante a reunião, Marchezan frisou que os direitos dos atuais permissionários e grupos religiosos que frequentam o Mercado serão preservados.

Atualmente, o Mercado Público conta com 106 permissionários e emprega cerca de 1,1 mil trabalhadores. Em torno de 150 mil pessoas circulam todos os dias pelo local – número que, na semana da Feira do Peixe e nos dias anteriores ao Natal, chega a 250 mil. Mais de quatro anos depois do incêndio que causou danos em parte da estrutura, em 2013, o segundo andar do prédio histórico segue interditado e sem previsão de reabertura.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – Simpósio Nanorestart – Nanotecnologia para a conservação e restauração do Patrimônio Cultural

Atualmente existe uma falta de metodologias eficientes para a conservação de obras de arte moderna e contemporânea, devido a isso, várias obras sofrem processos de degradação extremamente rápidos, e futuramente muitas destas obras não estarão mais acessíveis a sociedade em um tempo muito curto, deixando-nos com uma lacuna na história contemporânea e moderna.

O Simpósio NANORESTART que está vinculado ao Projeto NANORESTART, busca solucionar a questão da conservação de obras de arte, através do desenvolvimento de novos produtos químicos e meios para melhorar o estado da arte da ciência da conservação.

O Projeto NANORESTART (Nanomateriais para a Restauração de Obras de Arte) é fomentado pela União Europeia através do Programa Horizon 2020, contando com uma equipe de professores e pesquisadores de 29 Instituições da Europa, EUA, México e Brasil. É dedicado ao desenvolvimento de nanomateriais que possam garantir a proteção ao longo prazo e a segurança do patrimônio cultural moderno/contemporâneo, levando em conta os riscos ambientais e humanos, viabilidade e custos de materiais.

O Simpósio NANORESTART promoverá a disseminação dos conhecimentos de produtos e técnicas do “Estado da Arte” para a conservação e restauração de obras de arte, tendo um foco especial na nanotecnologia. Esse processo será promovido através da realização de palestras e workshops, em conjunto com uma sessão de pôsteres. Contará com a participação do Coordenador do Projeto NANORESTART Piero Baglione (Itália) e de palestrantes membros do Projeto NANORESTART oriundos da Itália e França, bem como palestrantes nacionais.

Período: 09 – 10 de novembro de 2017

Local: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, Brasil

  • 09 de novembro – Sala II do Salão de Atos – Campus Centro
  • 10 de novembro – Sala Fahrion da Reitoria – Campus Centro
  • 10 de novembro – Sala II do Salão de Atos – Campus Centro (Workshop)

Mais informações acesse AQUI

Fonte original da notícia: UFRGS