Fonte Talavera ‘toma banho’ antes do aniversário de Porto Alegre (RS)


FOTO Brayan Martins/ PMPA - Jornal do Comércio

FOTO Brayan Martins/ PMPA – Jornal do Comércio

Antes do aniversário de Porto Alegre, que será comemorado no domingo (26), alguns monumentos e prédios do patrimônio histórico passam por uma limpeza geral. A Fonte Talavera, que fica em frente ao Paço Municipal, no Centro da Capital, recebeu um banho geral na semana passada. O prédio do Paço também passou por uma faxina externa pelas equipes da Secretaria de Limpeza Urbana. A fonte foi presente da Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos, nos 100 anos da Revolução Farroupilha, em 1935. Em 2000, o monumento foi restaurado. Em 2005, a bacia acabou quebrada em manifestação de carroceiros.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – UFRGS: Concluído restauro da obra de Locatelli na Sala dos Conselhos


Mural restaurado foi apresentado na abertura da sessão do CONSUN nesta sexta-feira.

Foto: Gustavo Diehl

Foto: Gustavo Diehl

O reitor Rui Vicente Oppermann apresentou na manhã desta sexta-feira, 17, na abertura da reunião do Conselho Universitário (CONSUN), o mural As Profissões, que após o processo de restauro voltou à Sala dos Conselhos. A obra de Aldo Locatelli foi pintada em 1958 especialmente para a Sala dos Conselhos da Universidade. Locatelli foi professor e pesquisador do Instituto de Artes da UFRGS.

O trabalho de restauração durou cerca de um mês e envolveu uma equipe de restauradores e marceneiros coordenados pela restauradora Naida Maria Vieira Corrêa. A UFRGS TV lança em breve um documentário que mostra todo o processo de restauro do painel. A diretora do Instituto de Artes, Lucia Becker Carpena, destacou o significado da recuperação do mural. “É emocionante ver que a UFRGS reconhece a importância do seu acervo artístico, que é um dos maiores entre as universidades federais brasileiras, e se mobiliza para preservá-lo”, disse. Oppermann destacou que o restauro da obra só foi possível graças ao comprometimento dos envolvidos e à colaboração de profissionais de órgãos como a Superintendência de Infraestrutura da UFRGS, a Faculdade de Medicina e a Fundação Médica do Rio Grande do Sul.

Fonte original da notícia: UFRGS




Porto Alegre (RS) – Prédio histórico da Faculdade de Medicina da UFRGS é pichado


Universidade disse que vai analisar câmeras para identificar possíveis responsáveis.

 Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Da mesma forma que ocorreu em fevereiro deste ano no Mercado Público de Porto Alegre, o antigo prédio da Faculdade de Medicina da UFRGS amanheceu pichado nesta quinta-feira (16). O edifício fica na Rua Sarmento Leite com a Luiz Englert, nas imediações do Parque da Redenção.

Toda a fachada do prédio, que já havia sido alvo dos vândalos, está pichada. Ninguém foi preso e não há informações sobre o horário em que o crime foi cometido.

Em contato com a reportagem, a universidade disse que vai analisar as câmeras de segurança para tentar identificar possíveis responsáveis. De acordo com instituição, o prédio já tinha pichações. Em uma análise inicial, o setor de patrimônio informou que não identificou novas manchas. De acordo com a UFRGS, existe um projeto em andamento para que seja feita a limpeza, iluminação e sejam colocadas câmeras no local.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

A construção do prédio começou em 1913. Os trabalho foram interrompidos de 1914 até 1919 por causa da 1ª Guerra Mundial. O edifício foi inaugurado em 31 de março de 1924.

Por

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




Porto Alegre (RS) – Primeira parte do restauro da Igreja das Dores será entregue no dia 26 de março


Restauração ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

No dia do seu aniversário de 245 anos – 26 de março -, Porto Alegre ganhará de presente a entrega da primeira parte do restauro da Igreja Nossa Senhora das Dores. Trata-se da conclusão do trabalho desenvolvido no retábulo, ou seja, o altar da capela suplementar que por décadas esteve armazenado de forma inadequada. A restauração do templo ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Inaugurada em 1904, após 93 anos de construção, a Igreja Nossa Senhora das Dores passou por uma mudança de ordem dos Claretianos para a dos Sacramentinos no ano de 1951. Provavelmente por isso, em 1969, o retábulo tenha sido removido pelos membros da nova congregação. Ele foi guardado no desvão, que é o forro da nave, e só foi encontrado no ano 2000, durante um primeiro restauro feito na edificação.

Á época da retirada, o altar de Santo Antônio de Maria Claret foi substituído por um sacrário de adoração ao Santíssimo Sacramento. Agora, além do resgate e da revitalização, tanto o retábulo quando o sacrário ficarão dispostos juntos. “O altar vai ficar uma mescla”, explica um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Lucas Volpatto.

As outras fases do restauro contam com a revitalização da capela-mor, com a reforma do seu telhado – onde será inserido um subtelhado para melhor proteção -, e a aprovação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), que permitirá com que os visitantes possam subir para conhecer as torres do templo. O trabalho também conta com a criação de um museu de arte sacra em uma das alas laterais, manutenção e restauro de imagens em madeira e pesquisa iconográfica.

A Igreja Nossa Senhora das Dores, localizada na rua dos Andradas, é célebre pela sua escadaria externa composta por 62 degraus. Curiosamente, a edificação foi construída de traz para frente, já que, à época, as águas do Guaíba chegavam até as proximidades da escada. A fachada é considerada eclética, com características do período pós-migração alemã e também com um viés gótico. Ainda na frente, há três imagens e um ornamento em forma de coração com sete espadas cravejadas. Internamente, o ecletismo também chama atenção, com um dos lados do templo sendo marcado por estilo arquitetônico Mariano e outro Jesuíta.

O prédio é o primeiro patrimônio a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Porto Alegre. A restauração está sendo realizada através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado e conta com patrocínio da Braskem.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Porto Alegre (RS) – Grupo encaminha representação ao MP para garantir preservação do acervo da Fundação Piratini


Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Na tarde desta quarta-feira (11), um grupo composto por artistas, professores e comunicadores se reuniu, na sede do Ministério Público, com o procurador-geral em exercício Paulo Emílio Barbosa para expor o risco de perda do patrimônio cultural com a extinção das fundações estaduais – em especial, da Fundação Piratini (TVE e da FM Cultura). Segundo o representante dos funcionários no Conselho Deliberativo da Fundação Piratini, Walmor Sperinde, o encontro foi necessário para “expor o absurdo em níveis econômicos e sociais que é a extinção das fundações”.

O documento entregue destaca a importância das emissoras como dois dos principais canais de divulgação da cultura e de conteúdos audiovisuais produzidos no Rio Grande do Sul. Segundo nota divulgada à imprensa, ele é apoiado por entidades representativas, como a Associação Riograndense de Imprensa, e assinado por quase 400 pessoas, como Luis Fernando Verissimo, Luiz Antonio Assis Brasil, Jorge Furtado, Renato Borghetti, Nei Lisboa, entre outros.

A proteção do interesse público foi a prioridade requisitada pelo grupo, que pediu providências legais para garantir a sobrevivência de serviços prestados e a preservação do funcionamento e dos acervos da TVE e da FM Cultura. “Não sabemos o que vai acontecer com esse patrimônio; há um medo muito grande de que seja perdido ou mal utilizado”, afirma Sperinde.

Segundo ele, o procurador se mostrou muito solícito e afirmou que irá encaminhar o documento para análise da equipe jurídica, tendo se comprometido a garantir providências que irão resguardar o patrimônio público. Se for evidenciada ação inconstitucional, a solicitação será levada a outras instâncias.

Por Giovana Fleck

Fonte original da notícia: Sul21




Porto Alegre (RS) – Término das obras no Mercado tem verba garantida


 Na reta final de sua gestão, Melo (e) e Fortunati fizeram uma vistoria no local JC

Na reta final de sua gestão, Melo (e) e Fortunati fizeram uma vistoria no local. JC

Em um período de troca de governo, sempre surge uma dúvida: será que a nova gestão dará continuidade às obras em andamento? Pelo menos em relação ao restauro do Mercado Público, atingido por um incêndio em julho de 2013, a resposta é positiva, uma vez que pouco dependerá da prefeitura. A etapa restante caberá à empresa Multiplan, que, através de contrapartida, instalará duas escadas nas laterais do prédio, um elevador e uma caixa d’água subterrânea de 30 mil a 40 mil litros. O projeto dessa etapa já está finalizado.

Localizado no coração de Porto Alegre, o Mercado Público chegou a ficar fechado por 38 dias após o sinistro e, desde então, não reabriu seu segundo andar. Superficialmente, a obra está concluída, mas as escadas e a caixa d’água são necessárias para a obtenção de um Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). Também é preciso que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) construa uma nova subestação de energia.

O prefeito José Fortunati, que vistoriou a obra nesta quinta-feira junto com o vice, Sebastião Melo, lembra de 2013 como “um ano maluco”. “Começou com um vendaval à meia-noite, que derrubou a estrutura da festa de Ano Novo da Usina do Gasômetro. Depois, tivemos o rompimento do dique na Zona Norte, black blocs e protestos. Mas a coisa mais triste mesmo foi o incêndio no Mercado Público. Quando soube, corri da minha casa até lá”, conta. Fortunati recorda que a sensação era de que o prédio inteiro estava sendo consumido. “Essas imagens ficarão para sempre gravadas na minha retina.”

Felizmente, o fogo atingiu apenas um dos quadrantes do segundo andar, o que já gerou muitos transtornos. Os permissionários naquele espaço foram realocados no térreo, em um local que antes abrigava eventos e atividades culturais. Somente uma pastelaria e uma parrilla ainda estão fechadas, mas reabrirão quando o restauro for entregue. “Nunca teve churrasco no Mercado Público, e a gauchada reclamava muito disso. Agora, vai ter”, ressalta o vice-prefeito.

Até agora, quase R$ 15 milhões foram investidos na obra, sendo R$ 9,5 milhões do governo federal. Para finalizar a reforma, ainda serão necessários cerca de R$ 10 milhões, R$ 5 milhões só para a construção da nova subestação de energia elétrica. Os valores serão aportados pela Multiplan, como contrapartida de um empreendimento que está sendo construído no bairro Cristal. “Espero que, já nos primeiros meses de 2017, estejamos devolvendo para a cidade o funcionamento do Mercado Público na sua inteireza”, estima Melo. Antes disso, o vice-prefeito espera que o Ministério Público Estadual já autorize o acesso da população ao segundo andar.

Para o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público, Ivan Konig, a estrutura do prédio hoje está bem melhor do que antes do incêndio. “Estamos muito mais preparados para atender a população. A parte que queimou era toda de madeira, que apodrece, e, agora, é de ferro galvanizado, muito mais seguro. Além disso, foram instaladas calhas de aço inox e estrutura de ferro, o que evita goteiras”, relata.

Por Isabella Sander

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Casarões da Rua Luciana de Abreu começam a ser demolidos em Porto Alegre (RS)


Preservação do conjunto de casas no bairro Moinhos de Vento motivou protestos nos últimos anos.

Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Agência RBS

Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Agência RBS

O  Superior Tribunal de Justiça autorizou a demolição dos seis casarões históricos localizados na Rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O conjunto de casas começou a ser colocado abaixo nesta sexta-feira.

O STJ manteve, assim, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que declarou que o conjunto de casas “não tem valor histórico-arquitetônico” e não teriam sido construídas por Theo Wiederspahn — principal argumento utilizado para a defesa dos imóveis na ação, que tramita há 14 anos na Justiça.

Com isso, a construtora Goldsztein fica autorizada a remover as casas de nº 242, 250, 258, 262, 266 e 272. A empreendedora havia obtido a licença para a demolição do conjunto em 2002, mas, no ano seguinte, o Ministério Público Estadual (MP) ajuizou uma ação impedindo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Goldsztein, a decisão foi dada pela Justiça na semana passada. Em 2013, grupos em defesa do patrimônio histórico em Porto Alegre realizaram protestos em frente às casas.

Fonte original da notícia: Zero Hora




Ruas do Centro de Porto Alegre (RS) ganham mais espaço para pedestres


Reforço na sinalização busca ampliar o espaço para quem anda a pé, pois, por hora, mais de 2.4 mil pessoas circulam pelo local. Foto: Brayan Martins/ PMPA EPTC qualifica sinalização para pedestres no Centro Histórico Local: Centro - Entorno do Mercado Público Foto : Brayan Martins/ PMPA

Reforço na sinalização busca ampliar o espaço para quem anda a pé, pois, por hora, mais de 2.4 mil pessoas circulam pelo local. Foto: Brayan Martins/ PMPA

O Centro de Porto Alegre, nas proximidades do Mercado Público, está ficando de cara nova. A EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) está projetando e implantando uma ação para dar mais sinalização e mais segurança para os pedestres que circulam na região. A ação tem o objetivo de ampliar o espaço para quem anda a pé e facilitar o acesso à região.

De acordo com a EPTC, as medidas foram necessárias, porque as calçadas já não são mais suficientes para acomodar todos com segurança. “Isso é muito comum em ruas dos centros históricos, que são mais estreitas e atraem grande volume de pessoas. Como o aumento físico das calçadas nem sempre é viável, em função de custos e patrimônio histórico, existe a opção de utilizar pinturas no pavimento do leito viário, expandindo as áreas de pedestres com baixo custo”, afirma o engenheiro Marcos Feder, técnico da EPTC e responsável pelo projeto.

A intervenção apresenta uma série de mudanças. Segundo a EPTC, são benefícios como aumentar o conforto para os transeuntes, diminuir a extensão das travessias e melhorar o ângulo de visão, tanto para quem anda a pé quanto para os motoristas.

A EPTC optou por implantar essa medida no entorno do Paço Municipal, próximo ao Mercado Público, no cruzamento da rua Siqueira Campos com a avenida Borges de Medeiros, considerando a quantidade de pedestres, a geometria das vias, assim como o benefício proporcionado. Por hora, mais de 2.4 mil pessoas circulam pelo local. A médio prazo, a empresa pública pretende implantar mais projetos como esse, principalmente em áreas com intensa movimentação de pedestres.

Fonte original da notícia: Plantão RS




Porto Alegre (RS) – Em busca de socorro: Atelier Livre Xico Stockinger corre o risco de ser extinto


 Criado há 55 anos, Atelier Livre sofre com a falta de professores. Claiton Dornellles/JC

Criado há 55 anos, Atelier Livre sofre com a falta de professores. Fotos: Claiton Dornellles/JC

O Atelier Livre Xico Stockinger da prefeitura municipal de Porto Alegre é um dos tantos espaços culturais que corre o risco de ser extinto. Com 55 anos de trajetória, o espaço localizado no Centro Municipal de Cultura (Érico Veríssimo, 307) é destinado ao ensino das artes na cidade desde 1961, tendo como primeiro diretor o artista Francisco Stockinger (o Xico).

A trajetória do ateliê começou após a iniciativa do ciclo de palestras/curso Encontros com Iberê Camargo, em 1960 – lá, jovens artistas falavam e sonhavam em fazer uma arte livre. Tendo o seu apogeu nos anos de 1970, o Atelier Livre viu circular por lá referências das artes do Estado, como Carlos Scarinci, Carlos Scliar, M. Conceição Menegassi, Danúbio Gonçalves e Carlos Carrion de Britto Velho, entre tantos outros.

Contudo, o momento não é de celebração. O Atelier Livre corre o risco de terminar por conta das carências no corpo docente e a permanente dificuldade na manutenção física e de compras de equipamentos. O Atelier Livre é responsável por diversas atividades, como o Festival de Arte Cidade de Porto Alegre, que completou neste ano a 30ª edição.

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O número de professores está cada vez menor por falta de concurso público – de 25 instrutores de arte em 1996, segundo a atual diretora do Atelier Livre, Miriam Tolpolar, hoje há apenas nove em atividade – sendo que cinco estão na iminência de se aposentar. Para suprir essa lacuna, professores são contratados ao longo dos semestres.

O último e único concurso público para instrutores de artes plásticas do Atelier Livre ocorreu em 1995. “O que nos preocupa é o que será daqui a poucos anos, já que o quadro está minguando. O professor contratado não tem compromisso com a instituição. O compromisso dele é vir uma vez por semana dar a sua aula, fazer o seu trabalho e ir para sua casa”, relata a diretora.

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Segundo a professora do Atelier Livre Daisy Viola, em 2010 foi solicitado oficialmente à Secretaria Municipal de Cultura um pedido de abertura de concurso. No entanto, o órgão informa que “a maioria dos concursos para preenchimento de vagas como a de instrutor de artes plásticas para o Atelier Livre aguarda conclusão do Plano de Carreira do Município. De momento, o processo está parado à espera desta finalização do processo. Esperamos que a nova gestão dê andamento a este processo”.

Outra professora, Ana Flávia Baldisserotto, chama a atenção para a demanda. Com uma taxa única de R$ 200,00 por semestre e com diferentes modalidades de curso, o número de alunos demonstra a relevância do Atelier Livre para a comunidade – as vagas são disputadas não somente pela comunidade em geral, mas também por estudantes do Instituto de Artes da Ufrgs.

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Quando havia cerca de 25 instrutores de artes plásticas, o número de matrículas era aproximadamente de 1.500 alunos por semestre. Hoje, a média é de 500 estudantes por semestre. “Há um impacto positivo na comunidade de Porto Alegre em vários níveis, desde o aluno que passa por ali para a iniciação de uma trajetória artística até ser o lugar de formação de público qualificado na arte”, diz Ana Flávia, lembrando que o espaço tem uma história ligada às comunidades ao redor como as vilas Renascença 1 e 2 e Lupicínio Rodrigues. “Já tivemos gestores que entendiam que a cultura não está em disputa com segurança, saúde e educação, ela é um eixo transversal. Portanto, produz segurança, saúde e educação”, completa Ana.

Um grupo criado por alunos e professores, chamado Movimento SOS Atelier Livre POA, tenta mudar essa realidade: fez um manifesto redigido pelo Comitê Arte Livre, que já conta com cerca de 2,2 mil assinaturas e deve ser entregue ao novo prefeito da cidade, Nelson Marchezan Jr. (PSDB), na tentativa de sensibilizá-lo ao fato.

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“Se o novo prefeito não implementar um concurso logo, no fim de seu mandato o Atelier Livre não terá como manter sua identidade por falta de quem repasse a rica experiência dessa instituição inovadora e singular, que presta um valioso serviço à população”, finaliza Silvia Livi, uma das alunas integrantes do Comitê Arte Livre.

Por Michele Rolim

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – Cais Mauá recebe licença prévia para revitalização


 Investimento na etapa inicial da obra é estimado em R$ 100 milhões Arte Jaime Lerner e  B720/Divulgação/JC

Investimento na etapa inicial da obra é estimado em R$ 100 milhões. Arte Jaime Lerner e B720/Divulgação/JC

A revitalização do Cais Mauá, em um dos mais belos cartões postais da Capital, está mais próxima de se tornar realidade. A prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), entregou no dia 17 de novembro a Licença Prévia (LP) para o empreendimento, o que atesta, além da sua concepção, a viabilidade ambiental. Na sequência operacional do processo, a Cais Mauá do Brasil entregou os projetos arquitetônicos para a prefeitura, que deverão ser avaliados e aprovados, para que seja solicitada a concessão da Licença de Instalação (LI). Com a obtenção da LI, as obras vão iniciar. “É um projeto complexo e a lei exige o envolvimento e aprovação de muitos órgãos na prefeitura e de outros níveis de governo, o que torna o processo moroso”, explica a presidente da Cais Mauá do Brasil S.A, Julia Costa.

A expectativa da Cais Mauá é de que até meados de janeiro de 2017 os projetos arquitetônicos já estejam aprovados e possa ser solicitada a concessão da licença de instalação. “Os recursos para as obras estão apartados e tão logo tenhamos todas as licenças e a aprovação, iniciaremos com as obras”, informa a presidente.

A primeira fase compreende a revitalização dos 11 armazéns, localizados entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro. O investimento desta etapa inicial está estimado em R$ 100 milhões. O contrato da Cais Mauá garante arrendamento da área por 25 anos, podendo ser renovado por igual período. O projeto foi desenvolvido pela espanhola B720 Arquitetura do Brasil e Jaime Lerner Arquitetos Associados e respeita fielmente as concepções arquitetônicas dos armazéns que são tombados pelo patrimônio histórico.

Para o uso interno das áreas a previsão é de que o Pórtico Central e os Armazéns A e B sejam destinados a espaços culturais. Do A1 ao A6 serão ambientes ligados à gastronomia e ao varejo. O A6 está destinado a eventos. No armazém B1, haverá uma grande praça de alimentação. O armazém B2 estará voltado ao setor de serviços, pequenos comércios e conveniências. No B3, irá funcionar um terminal hidroviário com linhas de transporte e passeios de turismo pelas águas do Guaíba.

Nos espaços abertos entre cada armazém serão construídas 10 praças, em um total de mais de 11 mil m² de área completamente aberta ao lazer para o público em geral. O respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico são os balizadores deste projeto.

As obras seguem as determinações da Secretaria do Meio Ambiente, como previsto no EIA-RIMA, além das limitações e diretrizes do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), aprovado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB).

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio