Assembleia Legislativa vai recuperar prédio histórico no centro de Florianópolis (SC)

A antiga unidade de ensino vai abrigar a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira. Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

Fechado desde 2008, o prédio tombado pelo patrimônio histórico da antiga Escola Antonieta de Barros se transformou em alvo da ação de vândalos e em abrigo de moradores de rua. Agora a construção vai ser restaurada.

O espaço foi cedido pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, que vai assumir a reforma do prédio. Como contrapartida, o Parlamento poderá usá-lo por 30 anos. A Antiga unidade de ensino vai abrigar a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira.

Por Nara Cordeiro

Fonte original da notícia: Rádio AL




Moradores de prédio tombado em SP querem barrar edifício de 18 andares

Edifício da década de 1950 em Higienópolis é assinado pelo arquiteto João Artacho Jurado. Em outro prédio histórico, moradores tentam barrar reforma.

Edifício Bretagne, em Higienópolis, tombado pelo patrimônio histórico. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Moradores de prédio tombado em Higienópolis, na região central de São Paulo, tentam impedir a construção de um edifício de 18 andares ao lado. O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) já autorizou o uso do terreno atrás do prédio tombado.

O edifício Bretagne foi inaugurado na década de 1950 e é assinado pelo arquiteto João Artacho Jurado. O prédio possui várias das características da arquitetura modernista da época, como as enormes colunas e os vãos livres. Ao lado dele há um casarão antigo e, atrás, um terreno enorme.

A polêmica do novo arranha-céu se deu porque o espaço do casarão foi doado pela antiga dona, Leonor de Barros de Camargo, em 1942, com a condição de que fosse usado para fins religiosos pela igreja católica. Mas a Cúria vendeu o terreno para uma construtora que quer erguer o novo prédio. O próprio Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) já autorizou o uso do terreno atrás do prédio tombado.

O casarão pertencente à Cúria Metropolitana, o Colégio Sion e o Edifício Bretagne estão todos próximos e são tombados individualmente pelo Conpresp. Há um projeto de tombamento do conjunto dos prédios no conselho estadual, o Condephaat. Com a construção do novo prédio, os moradores reclamam que essa ideia pode acabar de vez.

“Um bairro que já está tão loteado, mais um outro empreendimento imobiliário nesse teor, com esse volume todo, com essa… Com esse impacto visual, é algo que vai incomodar bastante”, afirma o publicitário Mário Moreira.

Reforma em prédio histórico

Na mesma rua, moradores de outro prédio construído por João Artacho, o Apracs, tentam impedir obras de renovação propostas pelo conselho do condomínio. As fotos do projeto mostram que eles querem construir um deck e cercar o prédio com placas de vidro. A guarita também vai ser reformada. O prédio recebeu o selo de valor cultural da cidade e está em processo de tombamento. A reforma já foi parar na justiça porque a assembleia que decidiu pela obra tinha pouca gente.

“Segundo as leis que regem os condomínios, [a assembleia] tem que ser aprovada no mínimo por três quartos das unidades, e não foi atingido esse quórum”, diz o advogado dos moradores, Marcelo Bezerra.

“A arquitetura original dele vai ser preservada, nós simplesmente vamos modernizar essa entrada, adequando ao que existe hoje no mercado. E com ceretza vamos ganhar muito em valorização no prédio. E todo mundo vai ter o seu patrimônio valorizado aqui”, afirma o síndico, Celso Neves Dacca.

Fonte original da notícia: G1 São Paulo




Curitiba (PR) – Após 17 anos de abandono, prédio histórico no Centro será revitalizado

Governo estadual, que era responsável pelo edifício datado do início do século 20 na Barão do Rio Branco, passou o imóvel à Junta Comercial.

Com base em leia aprovada no final de 2016, governo estadual transferiu o imóvel à Junta Comercial, que vai construir sua sede no local. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Com base em leia aprovada no final de 2016, governo estadual transferiu o imóvel à Junta Comercial, que vai construir sua sede no local. Foto: Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Edificado em estilo eclético e datado do início do século 20, o casarão histórico que ocupa o número 174 da Rua Barão do Rio Branco, no Centro de Curitiba, será revitalizado, depois de mais de 17 anos de abandono. O imóvel vai passar do governo estadual para a Junta Comercial do Paraná (Jucepar), que levantará sua nova sede no local, preservando a fachada. O processo de alienação está em andamento e, segundo o presidente desta instituição, Ardisson Akel, a previsão é de que seja finalizado até o final deste mês de abril.

A transferência foi possível graças à aprovação da lei estadual 18931 pela Assembleia Legislativa do Estado do Paraná no final do ano passado, que permitiu o estado repassar o imóvel à Jucepar para edificação de sua sede.

O prédio já serviu como sede da Delegacia de Homicídios da Polícia Civil, mas a instituição saiu dali em 2000 porque havia risco de desabamento. Hoje consta na lista municipal de Unidades de Interesse de Preservação (UIP), elaborada pelo Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Há mais de 15 anos abandonado, o edifício de número 174 da Rua Barão do Rio Branco vai passar do governo do estado para a Jucepar. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Há mais de 15 anos abandonado, o edifício de número 174 da Rua Barão do Rio Branco vai passar do governo do estado para a Jucepar. Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Depois de completado o processo de aquisição, a Jucepar fará uma licitação para a limpeza do terreno e escoramento da fachada, conforme informa o presidente. Depois, uma nova licitação será realizada para desenvolvimento do projeto. “Vamos restaurar as duas fachadas, preservando suas características históricas, e construir um edifício novo no interior”, afirma. Ainda não há previsão de quando essas etapas vão acontecer.

A intenção, como aponta Akel, é levantar um prédio moderno, mas discreto. “Não queremos elementos que conflitem com a parte histórica e preservada”, diz. Pelo fato de o edifício se tratar de uma UIP, a Jucepar deve seguir regras de conservação e pode transformar o custo do restauro e da preservação em potencial construtivo, vendendo-o uma única vez a interessados em construir edificações que fujam do padrão de zoneamento em outras regiões.

Intervenção artística chama atenção para abandono

Nesta segunda (2) uma intervenção artística no edifício chamou a atenção dos que passavam pela rua. Cartazes convidavam as pessoas a olharem pelas frestas para o interior do imóvel. O que se viu foi uma fachada descuidada, vidros quebrados, mato crescendo no interior e até mesmo a carcaça de carros.

“O prédio está há tanto tempo sem uso que o cidadão passa pela calçada e nem nota. Quisemos atrair a atenção das pessoas para perceber esse vazio”, diz a arquiteta Danielli Wal, integrante do coletivo de arquitetura e design Ponto 41, responsável pela ação. “Está em uma região tão importante da cidade, bem no Centro e muito próximo do Centro Histórico”, completa.

Em intervenção nesta segunda (3), o coletivo Ponto 41 propôs que os pedestres observassem o estado do edifício. Foto: Isabella Pagnoncelli/Divulgação

Em intervenção nesta segunda (3), o coletivo Ponto 41 propôs que os pedestres observassem o estado do edifício. Foto: Isabella Pagnoncelli/Divulgação

Com cartazes, o coletivo convidava as pessoas a olharem pelas frestas. Foto: Isabella Pagnoncelli/Divulgação

Com cartazes, o coletivo convidava as pessoas a olharem pelas frestas. Foto: Isabella Pagnoncelli/Divulgação

O que se viu foi o abandono, mato crescendo e até mesmo carcaças de carros. Foto: Isabella Pagnoncelli/Divulgação

O que se viu foi o abandono, mato crescendo e até mesmo carcaças de carros. Foto: Isabella Pagnoncelli/Divulgação

Classificado pelo coletivo como um vazio urbano de representação, já que perdeu sua função pela falta de uso, o casarão integra o mapa de vazios urbanos elaborado pelo grupo em conjunto com estudantes de Arquitetura e Urbanismo da UFPR e da UTFPR. O levantamento será apresentado na mostra “Arquitetura como interface”, que tem previsão para começar no próximo dia 22 de maio.

O mapeamento conta também com vazios sociais (espaços que separam comunidades), vazios de utilização (terrenos baldios) e vazios de ocupação, caso da Rua XV, na opinião do coletivo, que já foi alvo de uma intervenção do coletivo. Em fevereiro, um piquenique foi realizado à noite na rua, para chamar a atenção para a desocupação noturna que ocorre na área.

Daliane Nogueira e Mariana Domakoski, especial para a HAUS

Fonte original da notícia: Gazeta do Povo




Em NY, famoso hotel Waldorf Astoria passará por restauração

O edifício, que é um marco da cidade americana, deve passar por uma reestruturação e revitalização geral que pretendem ressaltar seus elementos Art Deco.

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

O hotel Waldorf Astoria de Nova York divulgou planos para uma reestruturação e revitalização geral do interior e exterior do prédio histórico. O projeto seria realizado pelos arquitetos do SOM (Skidmore, Owings & Merrill) e pelo designer de interiores Pierre-Yves Rochon (PYR). Se a proposta por aprovada pela comissão de preservação de ícones arquitetônicos da cidade (New York City Landmarks Preservation Commision), a restauração será um dos mais complexos e intensivos esforços de preservação do marco histórico da cidade de Nova York.

Os planos de restauração pretendem ressaltar os elementos Art Deco do hotel que foram perdidos através de alterações anteriores. Todos os espaços icônicos do edifício serão preservados, como a entrada, o lobby e a “Peacock Alley”, enquanto outras áreas serão modernizadas para uma melhor experiência do visitante. O projeto também prevê novos quartos e suítes.

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

“Reunimos uma equipe de design com experiência incomparável em restauração e revitalização de propriedades históricas para criar um plano que trata a história do Waldorf Astoria New York com respeito e dedicação aos detalhes”, disse Brandon Dong, do Anbang Insurance Group, que detém o Waldorf Astoria New York para o ArchDaily.

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

O escritório SOM tem experiências anteriores em projetos de restauração de ícones arquitetônicos em Nova York. “Nosso design para o Waldorf Astoria New York recupera todo o potencial de um dos edifícios mais lendários da cidade de Nova York e abre um novo capítulo na célebre história do hotel”, comentou Roger Duffy, sócio do SOM, para o ArchDaily. “O Waldorf Astoria foi um ícone audacioso desde que foi inaugurado em 1931, e estamos honrados em liderar o esforço para restaurar esta obra-prima Art Deco, transformando-a em um destino de ordem mundial para o século XXI”.

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

A PYR trabalha exclusivamente com hotéis de luxo de cinco estrelas, restaurantes finos e residências particulares. E também já trabalharam com o grupo Waldorf Astoria nos últimos tempos, incluindo o Waldorf Astoria Beverly Hills, programado para abrir em junho deste ano.

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

Reprodução/© Skidmore, Owings & Merrill LLP/ArchDaily

O Waldorf Astoria New York foi originalmente inaugurado em 1893 onde hoje está o Empire State Building. Em 1931 mudou-se para a Park Avenue. O edifício foi designado como um marco oficial da cidade de Nova York em 1993. A renovação inteira deverá levar de dois a três anos.

Fonte original da notícia: Casa Cláudia




Prédio histórico está abandonado há vários anos; MP aciona Hospital e Prefeitura de Poconé (MT)

thumb4_75518df983c0691e03a87b50b92f59f4

Várias construções fazem parte da lista de imóveis tombados e inventariados na cidade de Poconé. São testemunhas e personagens dos caminhos que a cidade trilhou em seus 236 anos – e, por isso, têm o valor arquitetônico, cultural e social preservado por lei. Muitas vezes, no entanto, só por lei.

Basta um breve passeio pelas ruas da cidade para flagrar parte do passado em ruínas. Já sem telhado e com risco de desabamento, casas e prédios históricos privados viraram depósitos de lixo, criadouros de ratos e moscas, além de ponto para usuários de drogas e prostituição.

São imóveis que tentam resistir à longa data, mas o desinteresse político e à ineficiência do poder público na fiscalização e aplicação das medidas punitivas acabam contribuindo com a situação.

Um dos imóveis conferidos pela nossa equipe de reportagem foi a Prefeitura Velha. É um local construído há vários anos atrás, onde já abrigou o Hospital de Poconé, Prefeitura e Secretarias Municipais, o imóvel hoje consiste em uma fachada, escorada há alguns anos por ação da prefeitura. Além de se tornar símbolo do descaso com o passado, a casa virou motivo de queixa de moradores do entorno.

Diante do descaso, O MPE abriu um inquérito civil publico para apurar as possíveis irregularidades constatadas. Segundo a promotoria de Justiça, o Centro Histórico de Poconé é um patrimônio tombado pelo Estado de Mato Grosso e o imóvel integrante do acervo tombado, situado na Rua Intendente Antonio João de Arruda, de propriedade da Sociedade Beneficência Poconeana, que abrigou o antigo Hospital de Poconé, também conhecido como “Prefeitura Velha” encontra-se em deplorável estado de conservação, o que pode colocar em risco sua característica original, além de colocar em risco a segurança dos moradores dos arredores, uma vez que o local, pelo estado de abandono, tornou-se ponto de vendas de drogas e prostituição;

O MP acionou proprietário e o poder público da obrigação de conservar o patrimônio cultural. Onde foi determinado a a expedição de Termo de Compromisso para que a Sociedade Beneficência Poconeana para que, no prazo de dez dias, proceda a limpeza do imóvel e comprove o cumprimento da obrigação imposta pelo artigo 12 da Lei Estadual 9.107/091.

Também foi oficiada a Prefeitura Municipal de Poconé, para que, no prazo de quinze dias, atenta a obrigação constitucionalmente imposta ao Município, promova, em caso de omissão do proprietário, a limpeza do imóvel, com as providências administrativas cabíveis.

A Secretaria Estadual de Cultura foi oficiada, onde foi relatado o estado de deterioração do imóvel tombado, O Ministério Publico requereu para que seja procedido inspeção, com avaliação dos danos causados ao patrimônio cultural.

Fonte original da notícia: Poconet Notícias




Criciúma (SC) – União e município estão obrigados a reformar Centro Cultural

Decisão da Justiça Federal deve ser cumprida em no máximo dois meses.

Arquivo Engeplus.

Arquivo Engeplus.

O município de Criciúma e a União estão obrigados a iniciar, em no máximo 60 dias, obras emergenciais de restauração do Centro Cultural Jorge Zanatta, na rua Coronel Pedro Benedet, área central da cidade. Este foi um dos resultados de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual e Federal. Na liminar, deferida pela Justiça Federal, as partes são citadas a pagar multa diária de R$ 200 caso não iniciem as reformas no prazo.

“Aquilo é um cenário que causa desânimo, que baixa a estima da cidade”, disse o prefeito Clésio Salvaro, em fevereiro, ao comemorar a transferência do termo de cessão do uso do prédio pela União à Prefeitura. Na prática, porém, as necessárias melhorias não saíram do papel desde então.

O prédio histórico, construído nos anos 40, foi ocupado pela Fundação Cultural de Criciúma do início dos anos 90 até 2013, quando acabou abandonado por conta da precariedade interna. O processo da Justiça Federal cita “nítida degradação” e “inércia” do poder público.

Em setembro de 2015, foi notícia o início das obras de melhorias no Centro Cultural, suspensas logo após por orientação da Justiça. Antes, em abril, há quase dois anos, um abraço simbólico por amigos da cultura e artistas foi promovido em sinal de protesto.

Na mesma ação que obriga a restauração, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é obrigado a, em no máximo 45 dias, dar destino adequado aos testemunhos de perfuração depositados no antigo prédio, mantendo a integridade dos mesmos, sob pena de multa de R$ 100 ao dia.

Por Denis Luciano

Fonte original da notícia: Engeplus




Prédio histórico no centro de Taubaté (SP) sofre com abandono e vandalismo

Imóvel pertence ao governo estadual e é tombado pelo Condephaat. Local tem paredes, piso e fiação elétrica danificados.

Reprodução.Internet

Reprodução/Internet

Moradores de Taubaté reclamam do abandono do prédio em que funcionava a antiga escola Lopes Chaves, no centro. O local, inaugurado há mais de 115 ano, tem sido alvo de vandalismo e está sendo destruído.

O prédio pertence ao governo estadual e é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) desde 1985. Apesar disso, o local não tem sido preservado. No prédio, é possível ver o reboco de paredes e colunas caindo, mato alto, janelas estouradas, piso depredado, fiação exposta e lixo. Até um piano foi vandalizado.

De acordo com a comerciante Wilma Mussi, que possui uma loja ao lado da antiga escola, a movimentação de pessoas entrando e saindo do prédio é constante. “É muito comum ver pessoas entrando e saindo do prédio. A parede da minha loja faz divisa com a parede da escola e eu ouço muitos barulhos de batidas”, disse Wilma.

Para a arquiteta Lívia Vierno, o local poderia ser utilizado pelo governo, evitando o vandalismo. “O prédio poderia ser utilizado como alguma secretaria ou escola especializada, evitando a depredação do local, que é histórico”, afirmou.

Por nota, o Condephaat informou que precisa ser notificado pelo proprietário do imóvel para tomar previdências, o que até o momento não foi feito.

Segundo o Conselho de Preservação de Patrimônio do município, foi enviado um ofício ao Condephaat e à Casa Civil no dia 12 de fevereiro deste ano, relatando as más condições do prédio. A Secretaria de Educação do Estado, responsável pelo prédio, foi procurada mas não retornou até a publicação da reportagem.

Fonte original da notícia: G1 Vale do Paraíba e Região




MP apura abandono de prédio histórico no centro de Jacareí (SP)

Prédio histórico na famosa esquina dos 'Quatro Cantos' na região central de Jacareí. DJ/Imagem

Prédio histórico na famosa esquina dos ‘Quatro Cantos’ na região central de Jacareí. DJ/Imagem

O Ministério Público Estadual instaurou inquérito para apurar o suposto abandono de um prédio histórico situado na região central de Jacareí. O imóvel que pertence ao Governo do Estado se localiza na esquina das ruas Antônio Afonso e XV de Novembro, no chamado ‘Quatro Cantos’. O inquérito está sendo conduzido pelo promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski, e é motivado por uma denúncia do munícipe Fernando Romero Prado em 23 de novembro de 2016.

O imóvel já serviu como repartição pública, inclusive da Prefeitura de Jacareí, e está desocupado desde 2013. Em seu interior é possível observar móveis de escritório, armários de ferro e pastas de documentos ‘em aparente desordem’, explica o munícipe, que passa diariamente pela rua como trajeto de seu local de trabalho.

Fernando Romero relatou ao Ministério Público que apesar de o portão principal que dá acesso ao prédio pela Rua Antônio Afonso, nº 325, permanecer trancado com cadeado, a porta de entrada e a janela ao lado estão apenas encostadas, “o que não evita a entrada de estranhos e usuários de drogas”, lamenta.

Fonte original da notícia: Diário de Jacareí




Porto Alegre (RS) – Prédio histórico da Faculdade de Medicina da UFRGS é pichado

Universidade disse que vai analisar câmeras para identificar possíveis responsáveis.

 Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Da mesma forma que ocorreu em fevereiro deste ano no Mercado Público de Porto Alegre, o antigo prédio da Faculdade de Medicina da UFRGS amanheceu pichado nesta quinta-feira (16). O edifício fica na Rua Sarmento Leite com a Luiz Englert, nas imediações do Parque da Redenção.

Toda a fachada do prédio, que já havia sido alvo dos vândalos, está pichada. Ninguém foi preso e não há informações sobre o horário em que o crime foi cometido.

Em contato com a reportagem, a universidade disse que vai analisar as câmeras de segurança para tentar identificar possíveis responsáveis. De acordo com instituição, o prédio já tinha pichações. Em uma análise inicial, o setor de patrimônio informou que não identificou novas manchas. De acordo com a UFRGS, existe um projeto em andamento para que seja feita a limpeza, iluminação e sejam colocadas câmeras no local.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

A construção do prédio começou em 1913. Os trabalho foram interrompidos de 1914 até 1919 por causa da 1ª Guerra Mundial. O edifício foi inaugurado em 31 de março de 1924.

Por

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




Governo garante R$ 80 mil para luz no Convento da Penha, no ES

Iluminação está garantida para mais dois anos. Termo de Convênio que existia desde 2003 foi encerrado em 2016.

Convento volta a ser iluminado em Vila Velha. (Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta)

Convento volta a ser iluminado em Vila Velha. (Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta)

A iluminação no Convento da Penha, em Vila Velha, está garantida para mais dois anos. A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) vai repassar R$ 80 mil para a iluminação ornamental.

Desde a última quinta-feira (9), o prédio histórico, um dos mais visitados do Espírito Santo, estava sem iluminação externa devido à economia que teria que fazer, já que o governo não poderia realizar mais o repasse.

O Termo de Convênio que existia com a Secretaria de Cultura (Secult) desde 2003 foi encerrado em 2016 e impedimento de ser renovado por conta da Lei Federal nº 13.019, que estabeleceu o novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

O convênio tinha como objetivo os pagamentos das contas de energia elétrica decorrentes da iluminação noturna da parte externa do Convento. Ao longo de 13 anos, a Secult transferiu o valor total de R$ 407 mil.

“O novo Marco Regulatório mudou as relações do poder público com as Organizações da Sociedade Civil, impedindo a escolha direta de entidades públicas para celebração de termos de parceria, que a partir de agora, só pode ser feita por meio de chamamento público” informou a Secult em nota.

Repasse
Por medida de economia, os refletores que garantiam a iluminação da fachada foram desligados. A decisão de religar a iluminação na terça-feira (14) foi definida após uma reunião entre governo e a administração do Convento.

Para solucionar a problema, a Secult vai conseguir fazer o repasse através de um termo de incentivo, que formaliza parcerias estabelecidas pela administração estadual com Organizações da Sociedade Civil com finalidades de interesse público.

“A Secult pretende celebrar o termo de fomento no valor estimado de R$ 80 mil, no prazo de 24 meses, para iluminação ornamental do Convento da Penha”, afirma em nota.

Por Raquel Lopes

Fonte original da notícia: G1 ES