Incêndio em matagal atinge prédio da antiga Assembleia Legislativa em Palmas (TO)

Prédio histórico foi sede provisória do parlamento estadual quando a capital foi construída em 1989. Fogo obrigou alunos a usarem máscaras em escola próxima.

Fogo atingiu antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. Foto: Cadu Cavalheiro/Divulgação

A queimada em um matagal na quadra 508 Norte causou um princípio de incêndio no prédio da antiga Assembleia Legislativa do Tocantins, que fica na quadra ao lado, no final da manhã desta sexta-feira (23). A fumaça também atrapalhou as aulas na escola de tempo integral da região. O edifício foi sede provisória do parlamento quando a capital foi construída em 1989.

O Corpo de Bombeiros informou que o fogo atingiu apenas parte do prédio e já foi controlado. Não houve feridos no incidente, já que a estrutura está abandonada. Na Escola de Tempo Integral Daniel Batista, que fica na região, alguns pais foram buscar os filhos mais cedo por causa da fumaça. Vários deles usavam máscaras no final das aulas.

O prédio incendiado nesta sexta serviu como centro do poder legislativo durante cinco anos, até a inauguração da sede definitiva, na praça dos Girassóis, em 1995. O local é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Em março, o G1 mostrou que o local tinha uma série de problemas, com muito mato e lixo em volta da antiga estrutura.

O imóvel é de madeira e passou por um princípio de reforma em 2010, quando foram investidos cerca de R$ 500 mil na troca do madeiramento. A reforma parou e o prédio voltou a ficar esquecido.

Fonte original da notícia: G1 Tocantins




Após 28 anos, Ribeirão Preto (SP) passa a ter posse definitiva do Theatro Pedro II

Governo estadual confirmou doação neste sábado (10) após quitação de dívidas judiciais. Com mais de 90 anos de história, prédio chegou a ficar fechado após incêndio nos anos 1980.

Depois de restaurado após um incêndio na década de 1980, o Pedro II é considerado o terceiro maior teatro de ópera do país. Foto: Clayton Castelani/G1

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou neste sábado (10) a doação definitiva do Theatro Pedro II, um dos principais do país, à Prefeitura de Ribeirão Preto (SP).

Desde o final da década de 1980, o Estado detinha a posse do prédio histórico e pagava dívidas aos antigos proprietários, depois de um incêndio que comprometeu parte de sua estrutura e interrompeu suas atividades.

Mesmo sem pertencer a Ribeirão, o centro cultural, reaberto desde 1996, já vinha sendo administrado pela Fundação Pedro II, ligada à Prefeitura. O ato simbólico de concessão, realizado no salão dos espelhos, às 11h30, foi realizado depois que o Estado, em 2015, quitou os valores pendentes.

“Para o teatro só traz confiança de a gente continuar investindo, buscando o melhor em modernização, nos próprios espetáculos, em torná-lo mais acessível”, afirma a presidente da fundação, Mariana Jábali.

Prédio histórico

Em 90 anos de história, o Theatro Pedro II teve três proprietários. Construído entre 1928 e 1930 e idealizado por João Alves Meira Júnior, um dos fundadores da antiga Cia Cervejaria Paulista, o prédio foi arrendado nos anos 1960 e transformado em um cinema.

Durante a exibição do filme “Os Três Mosqueteiros Trapalhões”, em 15 de julho de 1980, uma pane elétrica resultou em um incêndio que destruiu grande parte do prédio. Dois anos depois, diante de manifestações populares, o centro cultural foi tombado.

Na sequência, foi desapropriado pelo governo do Estado e passou por uma restauração que durou cinco anos, com um projeto que custou R$ 4 milhões. Projeto que modernizou a estrutura e as instalações do teatro, bem como um acabamento do teto concebido pela artista plástica Tomie Ohtake.

Após 16 anos fechado, o Pedro II foi reaberto em 1996 e voltou a receber espetáculos teatrais e concertos.

Fonte original da notícia: G1 Ribeirão e Franca – Jornal da EPTV




Porto Alegre (RS) – Brechó & Bazar em prol do Hospital Psiquiátrico São Pedro acontece neste domingo

Ação acontece em prol do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Foto: Reprodução

No próximo domingo, dia 28 de maio, a partir das 10 horas, acontece mais uma edição do Brechó & Bazar da AMeHSP. Voluntários da AMeHSP (Associação Amigos da Memória do Hospital Psiquiátrico São Pedro) estarão recebendo os visitantes no Clube Esportivo Caminho do Meio (rua São Manoel, 556 – atrás do Hospital de Clínicas). O brechó estará aberto até as 17 horas e tem estacionamento fácil.

No clube, que foi gentilmente cedido, serão oferecidos os mais diversos produtos como peças de roupas masculinas, femininas e infantis, acessórios, artigos para o lar, trabalhos artísticos, livros, CDs e itens de colecionadores.

Os produtos excedentes serão doados para entidades assistenciais que farão a distribuição diretamente às pessoas necessitadas, e também às instituições carentes.

Finalidade do Brechó &Bazar da AMeHSP

Toda a arrecadação deste Brechó & Bazar dará suporte para as atividades de preservação realizadas em prol do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Como exemplos de investimentos já aplicados na preservação do prédio histórico do São Pedro podemos citar a restauração da porta principal e centenária, em madeira maciça, do bloco 1, a marquise em ferro fundido e o vidro colocado sobre a porta principal do bloco 1, o lustre de madeira localizado na parte interna, e dois lampiões em ferro (símbolo da Associação). Além das restaurações, a AMeHSP contribui com aquisições de equipamentos necessários ao funcionamento do Serviço de Memória e do Escritório de Restauro do próprio Hospital.

Bazar & Brechó será no domingo. Foto: Divulgação

Bazar acontece na rua São Manoel. Foto: Divulgação

Serviço

Brechó & Bazar da AMeHSP 2017
Dia: 28 de maio – domingo
Horário: das 10h às 17h
Local: Clube Caminho do Meio – Rua São Manoel, 556 (atrás do Hospital de Clínicas). Estacionamento fácil.

Fonte original da notícia: O Sul




Atrasos põem em risco calendário de restauro do Teatro Municipal de Sabará (MG)

Em processo de restauração, Teatro Municipal de Sabará corre o risco de não abrir as cortinas em janeiro, como previsto inicialmente. Atrasos nos recursos do PAC reduzem ritmo das obras.

Inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera, o teatro começou a ser restaurado em outubro, mas, com a lentidão nos repasses financeiros, o número de operários foi reduzido de 10 para três. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Devagar, quase parando. Uma das mais antigas salas de espetáculos do país, o Teatro Municipal de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é palco de obras de restauro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, mas corre o risco de não reabrir as cortinas na época prevista – janeiro do ano que vem. De acordo com a prefeitura local, o governo federal não vem repassando os recursos em tempo hábil, o que obriga a empresa contratada a reduzir o número de operários – eram 10, hoje são três – e também o ritmo do projeto de recuperação do prédio inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera. “Sem chance de reinaugurar daqui a oito meses, pois só 20% dos trabalhos foram executados”, alerta o prefeito Wander Borges (PSB).

Com obras iniciadas em outubro de 2016 e valor total da restauração estimado em R$ 2,6 milhões, o teatro, localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, tem atraso em duas parcelas, cujo montante é repassado à prefeitura pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Borges conta que a medição (serviço concluído) feita em março e totalizada em R$ 75 mil ainda não foi paga, mesmo com a vistoria feita pelo Iphan. O mesmo ocorre com outra de R$ 106 mil, cuja medição foi feita em 19 de maio e ainda não recebeu vistoria. Portanto, conforme a prefeitura, o valor pago até este mês é de R$ 299,6 mil.

“Vamos tocando o serviço como podemos. Esse teatro é fundamental para a população de Sabará”, diz o chefe do Executivo, destacando que o espaço em estilo elisabetano sempre foi vital para fomentar a cultura, pois apresentava peças infantis com entrada franca, espetáculos de dança e teatro de grupos locais e de outros estados que, ao vir à capital, estendiam a viagem ao município vizinho. “Agora, não temos um lugar para oferecer esses eventos ao público”, lamenta.

Preocupado com a situação, Borges conta que outros prédios históricos estão fechados, alguns correndo risco de degradação acentuada, como o da prefeitura, o Solar Padre Corrêa, também na Pedro II. Nesse caso, a intervenção também é do PAC, que tem, no município, nove ações selecionadas para receber os investimentos. De tão lamentável o estado do sobrado, a administração municipal teve que se mudar para um prédio próximo, o Solar Dona Sofia, antiga Secretaria Municipal de Cultura. O prefeito chama atenção ainda para a centenária Escola Estadual Paula Rocha, na Praça Melo Viana, fechada há quatro anos, e o Cine Bandeirantes (Centro Cultural José Costa Sepúlveda), na Rua Luís Cassiano, fechado há cinco.

Com recursos municipais e para evitar deterioração, a atual gestão vai empreender obras emergenciais na Capela do Senhor Bom Jesus, onde, na Semana Santa, ocorre uma grande peregrinação de madrugada; na Capela de Nossa Senhora do Ó, que terá madeira vinda de uma oficina do Iphan em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, com transporte, mão de obra e outros materiais custeados pela municipalidade; no Passo de Simão Cirineu; e nas igrejas de São Francisco e de Santo Antônio do Pompéu, incluídas no PAC Cidades Históricas e necessitando de cuidados urgentes.

A direção do Iphan reconhece que há realmente duas medições sem pagar e a explicação é que foram apresentadas ao Iphan apenas no fim da semana passada. A autarquia federal informa que o valor total do restauro do teatro já foi empenhado, mas o pagamento depende do andamento da obra. “Dessa forma, se não foi tudo pago até agora, é de responsabilidade da prefeitura local, que não deu o devido encaminhamento aos serviços”, avisa. De todo jeito, amanhã, o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, estará em Sabará para uma visita técnica à obra.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Obra de arte

Quem já assistiu a um espetáculo no Teatro Municipal de Sabará, com 400 lugares, sabe que o espaço é obra de arte genuína, tanto que recebeu a visita dos imperadores dom Pedro I (1798-1834), em 1831, e dom Pedro II (1825-1891), em 1881. Embora sem as cadeiras e ornamentos, dá gosto ver a sala em estilo italiano, em forma de ferradura, com vasto palco elevado e ótima visibilidade. Conforme as pesquisas, há três andares de camarotes, com detalhes que enriquecem a história: “As portas de entrada pertenceram à antiga cadeia. A cortina do pano de boca foi pintada pelo conhecido pintor alemão George Grimm, que veio ao Brasil em 1874 e foi professor por algum tempo na Academia de Belas-Artes, no Rio de Janeiro”.

Nesse ambiente, os operários se revezem em serviços na plateia e no foyer do prédio, que está cercado por tapumes. E os moradores têm orgulho em dizer que, nesse palco, com “uma das melhores acústicas da América”, se apresentaram artistas renomados, a exemplo de Paulo Gracindo, Ítala Nandi, Arthur Moreira Lima, Belchior, Roberto de Regina, Nelson Freire, Clementina de Jesus, Jackson Antunes, Felipe Silvestre, Marco Antônio Araújo e Maria Lúcia Godoy. Placas na entrada indicam reformas em 1970, 1983 e 1996 e informam que, há 30 anos, a propriedade do prédio passou do estado para a prefeitura.

A obra de restauro preveem a manutenção das características originais do teatro, como as técnicas construtivas tradicionais e os elementos decorativos em madeira e a adaptação da casa às exigências atuais de conforto, segurança e acessibilidade. Pelo projeto, o anexo lateral receberá novos banheiros e terá “linguagem contemporânea” para diferenciar o prédio atual do antigo. Todos os elementos, como cobertura, pisos, forros, portas, janelas vão merecer reparos, havendo pintura de alvenarias, da estrutura de madeira aparente e das partes metálicas.

O projeto contempla também as instalações elétricas, luminotécnicas, de sonorização, de segurança e de prevenção e combate a incêndio, que serão adequadas a fim de garantir o bom funcionamento do local. Foi ainda idealizada uma rota acessível a pessoas portadoras de necessidades especiais e com mobilidade reduzida, em todos os níveis do teatro, e outra específica para os artistas.

História

De acordo com as pesquisas, a antiga Casa da Ópera de Sabará é um dos mais interessantes edifícios de Minas, principalmente por ser o teatro um programa pouco comum na época de abertura. Em 1831, viveu grandes momentos com a visita do imperador dom Pedro II. Sabe-se que o teatro foi erguido em terreno pertencente ao alferes Francisco da Costa Soares, com a constituição de uma sociedade anônima da qual o povo participou e reuniu recursos para a obra. Diz um documento que “aos poucos, os cotistas proprietários do teatro foram doando suas ações à Santa Casa de Sabará, que mantinha a maioria das cotas na ocasião de seu tombamento em 1963. No século 20, transformou-se em Cine -Teatro Borba Gato, entrando em total decadência.

Sem visitação

Em Sabará, três prédios estão fechados à visitação pública e sem uso permanente. Confira:

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Solar Padre Corrêa, sede da prefeitura local
Localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, o sobrado está ameaçado, com o forro deteriorado, e interditado desde julho de 2016. Com isso, o Executivo e outros setores da atual gestão tiveram que mudar integralmente de endereço. Obras estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Escola Estadual Paula Rocha
Fica na Praça Melo Viana, no Centro Histórico, e está fechada há quatro anos. Já foi feita a licitação pelo governo estadual, faltando assinar a ordem de serviço para começo da reforma. Em 22 de junho, completará 110 anos de fundação.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Cine Bandeirantes, atual Centro Cultural José Costa Sepúlveda
Está fechado há cinco anos. Obra foi restaurada pela prefeitura em parceria com a Vale, em 2012, mas não houve inauguração do equipamento, que sofreu alterações em 2015 e teve o uso inviabilizado para atender o público. Os recursos são municipais.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




MPF pede restauração imediata de prédio histórico no centro de São Paulo (SP)

Situação do Hotel Queluz é precária; proprietários do imóvel se comprometeram a reformá-lo, mas descumpriram acordo.

Divulgação / Internet

O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou uma ação civil pública para a imediata reforma do prédio que abrigou o antigo Hotel Queluz, no bairro da Luz, centro da capital paulista. O edifício centenário é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas está em condições precárias de conservação e sob risco de incêndio. Os proprietários já haviam firmado um acordo com o MPF em 2012 para realizar os reparos, mas descumpriram os prazos estabelecidos e nunca deram início à obra.

O imóvel de 1903, situado na esquina das ruas Mauá e Cásper Líbero e projetado por Ramos de Azevedo, é representativo da arquitetura paulistana entre o fim do Império e a Primeira República. Oito pessoas e uma empresa detêm a propriedade do prédio de três pavimentos. Hoje, um hotel ainda funciona nos dois andares superiores. O térreo é ocupado por estabelecimentos comerciais.

Dois laudos do Iphan, de 2008 e 2011, já apontavam o estado de degradação do edifício. Além da desfiguração de elementos originais do local, os técnicos identificaram infiltrações, improvisos no sistema elétrico, falta de equipamentos para combate a incêndios e a deterioração da fachada. Apesar disso, os proprietários se negaram a incluir o prédio no Programa Monumenta, que visava patrocinar a reforma de imóveis históricos com verbas do Ministério da Cultura.

Os donos do antigo Hotel Queluz alegaram preferir realizar a reforma com recursos próprios. Em 2012, eles chegaram a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta com o MPF para executar a obra. No documento, os proprietários assumiram o compromisso de apresentar, até fevereiro do ano seguinte, um projeto de restauração do edifício ao Iphan, ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat, vinculado ao governo do Estado) e ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp).

Porém, os signatários desrespeitaram o prazo estabelecido. Segundo eles, a reforma só seria viável após a conclusão do tombamento do imóvel no Conpresp. O órgão municipal, por sua vez, informou ao MPF que o processo estava pendente devido à falta de diversos documentos ainda não apresentados pelos proprietários. Em março do ano passado, o pedido de tombamento acabou indeferido, fato que os donos do prédio usaram para reiterar a justificativa da demora na reforma.

“Resta evidente que os proprietários se recusam a restaurar o imóvel tombado [pelo Iphan] e tentam postergar a investigação indefinidamente, motivo pelo qual o MPF entende que o ajuizamento da presente ação civil pública é a única forma de compeli-los a cumprir com seu dever legal de conservação e restauração”, disse o procurador da República Matheus Baraldi Magnani. Após o descumprimento do TAC, os donos do Hotel Queluz foram multados em R$ 3,27 milhões. O valor, previsto no acordo em caso de descumprimento, ainda não foi pago.

Na ação, Baraldi requer que a Justiça determine liminarmente a reforma do edifício, sobretudo nas redes elétrica e hidráulica e na fachada. A pedido do procurador, a 10ª Vara Federal Cível de São Paulo já ordenou ao Iphan uma nova inspeção no prédio para verificar se há outros problemas estruturais ainda não identificados e que devam ser resolvidos durante a obra.

O número da ação é 5003240-27.2017.4.03.6100. A tramitação pode ser consultada em https://pje2g.trf3.jus.br/pje/ConsultaPublica/listView.seam

Leia a íntegra da ação

Fonte original da notícia: Ministério Público Federal




Com risco de desabar, prédio histórico é interditado pelo Corpo de Bombeiros em Erechim (RS)

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros interditaram um prédio no centro de Erechim na tarde desta segunda-feira, 15. O prédio esta localizado na Rua Marcos Ochoa e em suas dependências funcionava uma loja de materiais elétricos.

De acordo com o auto de interdição da Defesa Civil, o prédio apresenta riscos para a segurança. O documento cita ainda que “considerando a gravidade da situação apresentando ainda risco a vida inclusive, fica o imóvel interditado para uso”.

Segundo o Corpo de Bombeiros uma obra que esta sendo realizada ao lado do prédio interditado causou o colapso da estrutura do mesmo, provocando grandes rachaduras nas paredes, comprometendo a segurança.

Tanto Defesa Civil quanto Corpo de Bombeiros foram unânimes em afirmar que o prédio corre o risco de desabar se o trabalho na obra ao lado prosseguir.

Durante a tarde desta segunda-feira, 15, os proprietários do comércio que funcionava no local iniciaram a retirada e a transferência do material que era vendido no estabelecimento.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, os responsáveis pela obra deverão apresentar projeto junto a prefeitura atestando as condições de segurança para o trabalho poder continuar. Já a desinterdição do prédio que apresentou problemas em sua estrutura passa necessariamente por pela eliminação da situação de risco e ao procedimento de desinterdição de imóveis e nova inspeção da Defesa Civil.

O prédio interditado é, segundo a Defesa Civil, um prédio tombado como patrimônio histórico do município e já teria passado por um incêndio de grandes proporções a menos de um ano.

A reportagem do jornal Atmosfera tentou conversar com os responsáveis pelo prédio, porém até o fechamento desta matéria não foi possível o contato.

Por Ricardo Santuari

Fonte original da notícia: Atual FM




Antigo cinema pega fogo no Centro de Baixo Guandu (ES)

O local, que é um prédio histórico da cidade, estava funcionando como depósito de pneus usados.

Incêndio atingiu Cine Alba na manhã deste domingo (14). Foto: David Alves de Souza/ Cidadão Repórter Gazeta Online

Um incêndio atingiu o Cine Alba, na manhã deste domingo (14), na Praça Getúlio Vargas, no Centro de Baixo Guandu, região Noroeste do Espírito Santo.

A fumaça preta assustou os moradores da região que se reuniram no local. O internauta Antonio Eduardo Bolzani de Souza registrou as imagens.

A Polícia Militar confirmou que houve um princípio de incêndio. O local, que é um prédio histórico da cidade, estava sendo usado como depósito de pneus usados.

O Corpo de Bombeiros de Colatina foi chamado para atender a ocorrência. A Defesa Civil já isolou a área. Não há informações de vítimas e das causas do incêndio.

Por Brunela Alves

Fonte original da notícia: G1 ES




Instituto de Arquitetos sugere concurso para projeto de ocupação da Maesa, em Caxias do Sul (RS)

Reunião com secretários municipais ocorre na próxima sexta-feira em Caxias do Sul.

Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), Rafael Passos, estará em Caxias do Sul nesta semana para reuniões com as secretárias municipais de Cultura, Adriana Antunes, e Planejamento Urbano, Mirângela Rossi. Além de discutir o Plano Diretor da cidade, os profissionais vão sugerir um concurso público de projeto de arquitetura e urbanismo para ocupação do prédio histórico da Maesa, no bairro Exposição. A reunião ocorre na sexta-feira pela manhã. As informações da Gaúcha Serra.

De acordo com a arquiteta Silvia Nunes, presidente do IAB em Caxias do Sul, a prefeitura ainda não definiu se vai ter concurso público, mas a intenção é mostrar como funciona este processo.

— A nossa proposta depende das decisões que a prefeitura tomar em relação ao plano de ocupação e aí poderemos ajudar a definir a abrangência do concurso, se ele será de ideias ou para realização da obra ou ainda de partes específicas. Auxiliamos em termos de edital e de busca de patrocínio — exemplifica.

A arquiteta defende a importância do concurso não é só por se tratar de um prédio histórico, mas também porque permite explorar a capacidade criativa dos profissionais em um projeto importante para o município. Um exemplo de prédio público que fez concurso público nacional de arquitetura é o da Assembleia Legislativa do Estado.

Na semana passada, a prefeitura também disse que estuda a formalização de parcerias público-privadas para administrar serviços com a ocupação do prédio da Maesa. O primeiro evento artístico ocorreu na última segunda-feira. O assunto está em análise pela comissão que discute o uso do prédio.

Por Babiana Mugnol

Fonte original da notícia: Pioneiro




Assembleia Legislativa vai recuperar prédio histórico no centro de Florianópolis (SC)

A antiga unidade de ensino vai abrigar a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira. Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

Fechado desde 2008, o prédio tombado pelo patrimônio histórico da antiga Escola Antonieta de Barros se transformou em alvo da ação de vândalos e em abrigo de moradores de rua. Agora a construção vai ser restaurada.

O espaço foi cedido pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, que vai assumir a reforma do prédio. Como contrapartida, o Parlamento poderá usá-lo por 30 anos. A Antiga unidade de ensino vai abrigar a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira.

Por Nara Cordeiro

Fonte original da notícia: Rádio AL




Moradores de prédio tombado em SP querem barrar edifício de 18 andares

Edifício da década de 1950 em Higienópolis é assinado pelo arquiteto João Artacho Jurado. Em outro prédio histórico, moradores tentam barrar reforma.

Edifício Bretagne, em Higienópolis, tombado pelo patrimônio histórico. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Moradores de prédio tombado em Higienópolis, na região central de São Paulo, tentam impedir a construção de um edifício de 18 andares ao lado. O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) já autorizou o uso do terreno atrás do prédio tombado.

O edifício Bretagne foi inaugurado na década de 1950 e é assinado pelo arquiteto João Artacho Jurado. O prédio possui várias das características da arquitetura modernista da época, como as enormes colunas e os vãos livres. Ao lado dele há um casarão antigo e, atrás, um terreno enorme.

A polêmica do novo arranha-céu se deu porque o espaço do casarão foi doado pela antiga dona, Leonor de Barros de Camargo, em 1942, com a condição de que fosse usado para fins religiosos pela igreja católica. Mas a Cúria vendeu o terreno para uma construtora que quer erguer o novo prédio. O próprio Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico (Conpresp) já autorizou o uso do terreno atrás do prédio tombado.

O casarão pertencente à Cúria Metropolitana, o Colégio Sion e o Edifício Bretagne estão todos próximos e são tombados individualmente pelo Conpresp. Há um projeto de tombamento do conjunto dos prédios no conselho estadual, o Condephaat. Com a construção do novo prédio, os moradores reclamam que essa ideia pode acabar de vez.

“Um bairro que já está tão loteado, mais um outro empreendimento imobiliário nesse teor, com esse volume todo, com essa… Com esse impacto visual, é algo que vai incomodar bastante”, afirma o publicitário Mário Moreira.

Reforma em prédio histórico

Na mesma rua, moradores de outro prédio construído por João Artacho, o Apracs, tentam impedir obras de renovação propostas pelo conselho do condomínio. As fotos do projeto mostram que eles querem construir um deck e cercar o prédio com placas de vidro. A guarita também vai ser reformada. O prédio recebeu o selo de valor cultural da cidade e está em processo de tombamento. A reforma já foi parar na justiça porque a assembleia que decidiu pela obra tinha pouca gente.

“Segundo as leis que regem os condomínios, [a assembleia] tem que ser aprovada no mínimo por três quartos das unidades, e não foi atingido esse quórum”, diz o advogado dos moradores, Marcelo Bezerra.

“A arquitetura original dele vai ser preservada, nós simplesmente vamos modernizar essa entrada, adequando ao que existe hoje no mercado. E com ceretza vamos ganhar muito em valorização no prédio. E todo mundo vai ter o seu patrimônio valorizado aqui”, afirma o síndico, Celso Neves Dacca.

Fonte original da notícia: G1 São Paulo