Prédio histórico no centro de Taubaté (SP) sofre com abandono e vandalismo


Imóvel pertence ao governo estadual e é tombado pelo Condephaat. Local tem paredes, piso e fiação elétrica danificados.

Reprodução.Internet

Reprodução/Internet

Moradores de Taubaté reclamam do abandono do prédio em que funcionava a antiga escola Lopes Chaves, no centro. O local, inaugurado há mais de 115 ano, tem sido alvo de vandalismo e está sendo destruído.

O prédio pertence ao governo estadual e é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) desde 1985. Apesar disso, o local não tem sido preservado. No prédio, é possível ver o reboco de paredes e colunas caindo, mato alto, janelas estouradas, piso depredado, fiação exposta e lixo. Até um piano foi vandalizado.

De acordo com a comerciante Wilma Mussi, que possui uma loja ao lado da antiga escola, a movimentação de pessoas entrando e saindo do prédio é constante. “É muito comum ver pessoas entrando e saindo do prédio. A parede da minha loja faz divisa com a parede da escola e eu ouço muitos barulhos de batidas”, disse Wilma.

Para a arquiteta Lívia Vierno, o local poderia ser utilizado pelo governo, evitando o vandalismo. “O prédio poderia ser utilizado como alguma secretaria ou escola especializada, evitando a depredação do local, que é histórico”, afirmou.

Por nota, o Condephaat informou que precisa ser notificado pelo proprietário do imóvel para tomar previdências, o que até o momento não foi feito.

Segundo o Conselho de Preservação de Patrimônio do município, foi enviado um ofício ao Condephaat e à Casa Civil no dia 12 de fevereiro deste ano, relatando as más condições do prédio. A Secretaria de Educação do Estado, responsável pelo prédio, foi procurada mas não retornou até a publicação da reportagem.

Fonte original da notícia: G1 Vale do Paraíba e Região




MP apura abandono de prédio histórico no centro de Jacareí (SP)


Prédio histórico na famosa esquina dos 'Quatro Cantos' na região central de Jacareí. DJ/Imagem

Prédio histórico na famosa esquina dos ‘Quatro Cantos’ na região central de Jacareí. DJ/Imagem

O Ministério Público Estadual instaurou inquérito para apurar o suposto abandono de um prédio histórico situado na região central de Jacareí. O imóvel que pertence ao Governo do Estado se localiza na esquina das ruas Antônio Afonso e XV de Novembro, no chamado ‘Quatro Cantos’. O inquérito está sendo conduzido pelo promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski, e é motivado por uma denúncia do munícipe Fernando Romero Prado em 23 de novembro de 2016.

O imóvel já serviu como repartição pública, inclusive da Prefeitura de Jacareí, e está desocupado desde 2013. Em seu interior é possível observar móveis de escritório, armários de ferro e pastas de documentos ’em aparente desordem’, explica o munícipe, que passa diariamente pela rua como trajeto de seu local de trabalho.

Fernando Romero relatou ao Ministério Público que apesar de o portão principal que dá acesso ao prédio pela Rua Antônio Afonso, nº 325, permanecer trancado com cadeado, a porta de entrada e a janela ao lado estão apenas encostadas, “o que não evita a entrada de estranhos e usuários de drogas”, lamenta.

Fonte original da notícia: Diário de Jacareí




Porto Alegre (RS) – Prédio histórico da Faculdade de Medicina da UFRGS é pichado


Universidade disse que vai analisar câmeras para identificar possíveis responsáveis.

 Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Da mesma forma que ocorreu em fevereiro deste ano no Mercado Público de Porto Alegre, o antigo prédio da Faculdade de Medicina da UFRGS amanheceu pichado nesta quinta-feira (16). O edifício fica na Rua Sarmento Leite com a Luiz Englert, nas imediações do Parque da Redenção.

Toda a fachada do prédio, que já havia sido alvo dos vândalos, está pichada. Ninguém foi preso e não há informações sobre o horário em que o crime foi cometido.

Em contato com a reportagem, a universidade disse que vai analisar as câmeras de segurança para tentar identificar possíveis responsáveis. De acordo com instituição, o prédio já tinha pichações. Em uma análise inicial, o setor de patrimônio informou que não identificou novas manchas. De acordo com a UFRGS, existe um projeto em andamento para que seja feita a limpeza, iluminação e sejam colocadas câmeras no local.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

A construção do prédio começou em 1913. Os trabalho foram interrompidos de 1914 até 1919 por causa da 1ª Guerra Mundial. O edifício foi inaugurado em 31 de março de 1924.

Por

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




Governo garante R$ 80 mil para luz no Convento da Penha, no ES


Iluminação está garantida para mais dois anos. Termo de Convênio que existia desde 2003 foi encerrado em 2016.

Convento volta a ser iluminado em Vila Velha. (Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta)

Convento volta a ser iluminado em Vila Velha. (Foto: Guilherme Ferrari/ A Gazeta)

A iluminação no Convento da Penha, em Vila Velha, está garantida para mais dois anos. A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) vai repassar R$ 80 mil para a iluminação ornamental.

Desde a última quinta-feira (9), o prédio histórico, um dos mais visitados do Espírito Santo, estava sem iluminação externa devido à economia que teria que fazer, já que o governo não poderia realizar mais o repasse.

O Termo de Convênio que existia com a Secretaria de Cultura (Secult) desde 2003 foi encerrado em 2016 e impedimento de ser renovado por conta da Lei Federal nº 13.019, que estabeleceu o novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

O convênio tinha como objetivo os pagamentos das contas de energia elétrica decorrentes da iluminação noturna da parte externa do Convento. Ao longo de 13 anos, a Secult transferiu o valor total de R$ 407 mil.

“O novo Marco Regulatório mudou as relações do poder público com as Organizações da Sociedade Civil, impedindo a escolha direta de entidades públicas para celebração de termos de parceria, que a partir de agora, só pode ser feita por meio de chamamento público” informou a Secult em nota.

Repasse
Por medida de economia, os refletores que garantiam a iluminação da fachada foram desligados. A decisão de religar a iluminação na terça-feira (14) foi definida após uma reunião entre governo e a administração do Convento.

Para solucionar a problema, a Secult vai conseguir fazer o repasse através de um termo de incentivo, que formaliza parcerias estabelecidas pela administração estadual com Organizações da Sociedade Civil com finalidades de interesse público.

“A Secult pretende celebrar o termo de fomento no valor estimado de R$ 80 mil, no prazo de 24 meses, para iluminação ornamental do Convento da Penha”, afirma em nota.

Por Raquel Lopes

Fonte original da notícia: G1 ES




Detentos de Ouro Preto (MG) trabalham na conservação do patrimônio


Após passar por treinamento, detentos atuam na conservação do patrimônio, iniciativa que permite a redução das penas e lhes abre portas para refazer a vida na cidade.

Reeducandos roçam jardins do Casarão Rocha Lagoa, numa parceria que diminui os dias passados na prisão e garante economia para a cidade. (Foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Reeducandos roçam jardins do Casarão Rocha Lagoa, numa parceria que diminui os dias passados na prisão e garante economia para a cidade. (Foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Quando sair da cadeia em maio, S., de 35 anos, pai de uma menina, sabe que vai enfrentar o preconceito da sociedade e receber olhares enviesados de muita gente ao revelar que pegou quatro anos por praticar assalto. Mesmo assim, ele pretende conseguir um emprego e ter vida nova na cidade onde nasceu e cumpre pena em regime semiaberto. “Quero trabalhar, ficar por aqui. Espero que as pessoas confiem em mim, me deem oportunidade, um emprego”, diz o detento, deslizando com precisão a roçadeira sobre o gramado do jardim do Casarão Rocha Lagoa, sede da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio. A exemplo de S., mais oito presos, no mesmo regime, participam do Programa de Liberdade de Assistência ao Encarcerado (Prolae), que lhes deu a chance de aprender um ofício e, agora, de atuar na preservação de monumentos históricos de Ouro Preto.

A iniciativa da prefeitura local foi idealizada em janeiro, quando o país fervilhava com as rebeliões nos presídios do Amazonas e Rio Grande do Norte, que deixaram dezenas de mortos e um clima de insegurança nacional. “Enquanto o Brasil discute a questão carcerária, pensamos na ressocialização e na dignidade humana. Ouro Preto, assim, dá o exemplo com uma ação positiva do reeducando na cidade onde vive. Esses homens foram capacitados, ganharam experiência e poderão ter uma carta de apresentação”, conta o secretário municipal de Cultura e Patrimônio, Zaqueu Astoni Moreira.

O secretário explica que, ao assumir o governo, a nova administração encontrou os cofres públicos vazios e uma dívida alta: “E, aqui, os jardins degradados, tomados pelo mato. Foi então que procuramos o Poder Judiciário e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para, em caráter excepcional, fazer uma parceria e absorver os detentos do Prolae, programa vinculado à direção do presídio de Ouro Preto. Tudo isso só foi possível, acrescenta, graças ao empenho do Executivo municipal e do irrestrito apoio da direção do presídio e do Prolae, da Vara Criminal e da Promotoria de Justiça. “As autoridades envolvidas foram sensíveis às dificuldades enfrentadas pelo município e apoiaram a proposta”, diz Zaqueu.

Sem recursos para faxina geral em monumentos que fazem a beleza da cidade reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade, os presos começaram a trabalhar no início do mês passado e seguem nessa lida até maio, cuidando ainda do prédio histórico da Secretaria Municipal de Assistência Social, doado pelo Barão de Camargos, no Bairro Passa-Dez, e outros de relevância. “O serviço inclui limpeza e jardinagem e os custodiados estão fazendo tudo muito direito. Nenhum deles veio obrigado e sim de forma voluntária”, explica Zaqueu.

Orgulho. O grupo de presos, sob a supervisão de um funcionário da prefeitura local, cumpre jornada diária de oito horas, durante cinco dias da semana, recebe alimentação e transporte fornecidos pela prefeitura e, para cada três dias trabalhados tem remição de um dia na pena. “Todos os internos foram selecionados pela direção do Presídio de Ouro Preto”, observa o secretário. O prefeito Júlio Pimenta (PMDB) se mostra satisfeito com o resultado, exibe com orgulho, na tela do celular, a repercussão nas redes sociais e planeja o próximo passo, dentro do Prolae: o emprego dessa mão de obra no restauro de bens tombados. A intenção é firmar um convênio para tornar o programa prática contínua.

Com uniformes diferenciados dos da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi)/Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), comprados pela prefeitura a pedido do MPMG e da Justiça, os presos se deslocam pelo gramado e jardins do casarão, que se alonga por uma encosta, com muros de pedra seculares dando sustentação. “Estamos planejando uma iluminação especial para que moradores e visitantes conheçam esse patrimônio de Ouro Preto. A vista daqui é muito bonita, podemos ver igrejas, casarões, o Museu da Inconfidência e outras construções dos tempos coloniais”, adianta Zaqueu. Ele lembra que, no Prolae, os reeducandos têm uma série de atividades e cuidam de um viveiro de plantas.

No fim da manhã, o preso S. continua sua tarefa e daqui a pouco vai parar e seguir para o almoço. “Já trabalhei antes de ser preso. Acho que este programa é um exemplo para o Brasil”, afirma com a voz baixa. Interno há quatro anos dentro de uma sentença de 10, por tráfico de drogas, W., de 28, cuja mãe mora em Belo Horizonte, está certo de que o trabalho “distrai a mente, o que para nós é muito melhor”. E afirma que “ninguém fica no crime para sempre”. Seguindo para a refeição, ele acrescenta. “Este aqui é um bom jeito de recomeçar, pois há muito para fazer”.

Histórico. O Casarão Rocha Lagoa fica na Rua Teixeira Amaral, ladeira de acesso às igrejas São José e São Francisco de Paula e rodoviária de Ouro Preto. De provável construção datada do fim do século 18, o sobrado recebeu esse nome por ter sido residência, já na segunda metade do século 19, da tradicional família Amaral e Rocha Lagoa, representada principalmente pelo senador Francisco Rocha Lagoa e sua esposa Amélia Amaral Rocha Lagoa, filha do coronel Francisco Teixeira Amaral.

Conforme o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (Ipac), a mais antiga referência ao imóvel data de 1806. Nesse ano, consta do Livro de Tombos de Terrenos Foreiros a informação de que “Vicência Moreira de Oliveira possuía uma casa na rua da ladeira que segue para a capela de São José”. O documento destaca ainda que a primeira referência direta ao coronel Francisco Teixeira Amaral se deu em 1872.

O que diz a lei  – Benefício por trabalhar

A Lei de Execução Penal (7.210/84) dispõe sobre a remição de parte do tempo de cumprimento da pena por estudo ou trabalho. O inciso um do artigo 126 assegura ao condenado no regime fechado ou semiaberto que um dia da pena será descontado para cada 12 horas de frequência escolar (ensinos fundamental, médio, profissionalizante, superior ou de requalificação profissional) divididas, no mínimo, em três dias. Já o inciso dois garante o desconto de um dia a cada três trabalhados. Por sua vez, o artigo 127 determina que, “em caso de falta grave, o juiz poderá revogar até um terço do tempo remido (…), recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar.”

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Restauro do Solar do Barão prevê centro de convenções em Campinas (SP)


Projeto abrange ainda construção de hotel, salas, restaurantes e clínicas. Prédio histórico abrigou por 75 anos campus da PUC-Campinas.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

O projeto construtivo de um centro de convenções que funcionará no entorno do Solar do Barão de Itapura, na região central de Campinas (SP), foi apresentado nesta segunda-feira (13) ao prefeito Jonas Donizette (PSB). A medida faz parte das obras de restauro do prédio histórico que abrigou turmas de diversos cursos da PUC-Campinas por 75 anos.

O projeto começou com a restauração do solar. A etapa seguinte será a construção do centro de convenções para mais de 500 pessoas, um hotel e duas torres. Neste espaço haverá salas para reuniões, restaurantes, cafés e laboratório de análises clínicas.

Segundo a universidade, o empreendimento ficará no entorno do solar, de forma que esses espaços para negócios possam garantir a sustentabilidade do prédio histórico.

O projeto foi apresentado pelo arcebispo metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos e pela reitora da universidade, Angela de Mendonça Engelbrecht.

Segundo a Prefeitura, metade do empreendimento vai abrigar espaços públicos com praças interligadas, onde a população vai poder andar em ambiente de convivência. A expectativa é de que todo o complexo esteja implantado e em funcionamento em, no máximo, quatro anos.

História
O Solar do Barão de Itapura funcionou durante 75 anos como campus central da universidade, abrigou dezenas de cursos da PUC e mais de 180 mil profissionais se formaram em sua dependência.

O Solar é reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt).

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




São Leopoldo (RS) – Câmara cria comissão para iniciar discussão para a compra de prédio


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Ao finalizar a audiência pública na noite de segunda, proposta para debater sobre a atual condição do “Castelinho”, conjunto de prédios sede do Poder Legislativo, a presidente da Câmara, vereadora Iara Cardoso (PDT), sugeriu a criação de uma comissão para dar início as tratativas para aquisição do imóvel.

Na audiência que reuniu vereadores, historiadores,  a  comunidade, além da direção do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais (IAPS), proprietário do imóvel,  todos os depoimentos foram favoráveis à compra do conjunto de prédio pela Câmara de Vereadores.  De acordo com a presidente do Legislativo, somados os gastos com o aluguel, valor próximo a 29 mil reais mensais, ao longo deste mandato já poderia ter sido efetivada a compra. ‘’É um prédio histórico, tombado, é um patrimônio cultural e referência para a comunidade como Câmara de Vereadores.  Se o legislativo sair daqui, temo pelo futuro do prédio’’, afirmou.

A comissão, formada por representantes da Câmara de Vereadores, IAPS, Museu Histórico Visconde de São Leopoldo e Conselho de Desenvolvimento da Comunidade (CDC), será oficialmente formada após decreto da presidente do legislativo.

O diretor do IAPS, Carlos Alberto Azeredo, falou da necessidade urgente de uma reforma, porém não haveria recursos para realizar. Segundo ele um laudo técnico foi elaborado apontando as principais necessidades e que em cerca de um mês será apresentado um projeto básico para manutenção e conservação do prédio. Defensor da venda para a Câmara, Azeredo afirmou: ‘’Se for para vender que seja para a Câmara, assim não sairá do patrimônio público’’.

Fonte original da notícia: Portal da Câmara Municipal de São Leopoldo




Mutirão de limpeza é realizado no prédio da Santa Casa em Manaus (AM)


Militares e voluntários retiraram lixo da edificação histórica no Centro. Grupo pede a restauração da capela e do imóvel abandonado.

Prédio da Santa Casa está abandonado há mais de dez anos. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Prédio da Santa Casa está abandonado há mais de dez anos. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Um mutirão de limpeza foi iniciado no sábado (19), na Santa Casa de Misericórdia, no Centro de Manaus. Um grupo de voluntários e militares das Forças Armadas participam da iniciativa para retirar lixo e entulho do prédio histórico que está abandonado há anos. O local é ocupado por cerca de 100 moradores de rua. A retirada deles foi iniciada na sexta-feira (18).

A ação de limpeza é uma iniciativa promovida pela Associação de Cultura do Estado do Amazonas (Aceam) com apoio de voluntários, da Marinha e do Exército. A Marinha disponibilizou um efetivo de 20 militares e o Comando Militar da Amazônia (CMA) enviou 36 homens para participar do mutirão.

Voluntários realizaram retirada de lixo da capela neste sábado. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Voluntários realizaram retirada de lixo da capela neste sábado. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

“Estamos aqui para somar e participar desse trabalho em equipe com Exército, dentro das condições de segurança que todos buscam. É um grande trabalho em equipe e vamos entrar onde for necessário e com a segurança necessária”, destacou a tenente da Marinha Rejane.

Inicialmente, o trabalho de limpeza será feito na capela e na área externa da Santa Casa.

“Vamos fazer uma limpeza na capela e retirar do entulho, separar o que pode ser aproveitado pelo IPHAN [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional] restaurar. Vamos lavar a capela e dar um aspecto de amor para capela. Vamos limpar ao redor da capela e capinar. É uma forma de arregaçar as mangas e dizer que nós como sociedade precisamos ter nossa postura participativa e política”, disse Rosa dos Anjos, presidente da Aceam.

Militares do Exército e da Marinha participaram da ação na Santa Casa. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Militares do Exército e da Marinha participaram da ação na Santa Casa. (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

O prédio da Santa Casa tem sido utilizado como local para consumo de entorpecentes, de acordo com relatos de pessoas que trabalham no entorno. A estimativa é que o prédio esteja sendo ocupado por 100 pessoas, principalmente no período noturno.

“É indemissível um espaço no Centro Histórico de Manaus e na área turística da cidade está com esse abandono, em estado de calamidade pública porque dentro da Santa Casa tem pessoas usuárias de drogas e moradores de ruas. Cerca de 100 pessoas estão morando no prédio, que são vistas na Santa Casa à noite”, declarou Rosa dos Anjos.

Desocupação
Uma ação social da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) realizou uma vistoria na Santa Casa de Misericórdia, na sexta-feira (18). Com o apoio de guardas, moradores de rua que residiam no local foram retirados do imóvel. Além da ocupação, materiais para uso de drogas foram encontrados.

Abandono
A Santa Casa de Misericórdia de Manaus fechou as portas há quase dez anos, após grave crise financeira. Inaugurado em 1880, o hospital particular chegou a contar com recursos do Governo do Estado. Um grupo interventor nomeado pela Justiça tenta a revitalização do prédio, atualmente abandonado.

Após mais de dois desde a intervenção judicial da Santa Casa de Misericórdia em Manaus, ainda não há previsão para o andamento do processo de desapropriação do prédio e pagamento da indenização pelo Governo do Estado do Amazonas. Em 2014, a campanha de reeleição do governador do Amazonas, José Melo, indicou que o local seria transformado em um Hospital infanto-juvenil do câncer.

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Por Adneison Severiano

Fonte original da notícia: G1 AM




Santos (SP) – Laudo aponta áreas de instabilidade e ferrugem na fachada do Teatro Coliseu


Foram apontadas áreas de instabilidade nos módulos da fachada do Teatro. Equipes da prefeitura irão nove módulos de alvenaria para evitar acidentes.

Divulgação/Internet. Foto: Raimundo Rosa

Divulgação/Internet. Foto: Raimundo Rosa

Um relatório emergencial da Defesa Civil, divulgado no começo da tarde desta quarta-feira (9), apontou que o Teatro Coliseu possui áreas de instabilidade e ferrugem em estrutura metálica no terraço do prédio histórico do Centro de Santos, no litoral de São Paulo. O documento é resultado de uma vistoria que foi realizada nesta terça-feira (8) por conta da queda de um pedaço da fachada do Teatro. O acidente ocorreu na última sexta-feira (4).

De acordo com a Prefeitura de Santos, os problemas detectados no Teatro Coliseu são externos e a área interna não apresenta riscos. A equipe constatou áreas de instabilidade nos módulos em alto relevo de alvenaria, localizados na parede lateral externa do prédio e no beiral no quarto andar do edifício, localizado no cruzamento das ruas Amador Bueno com Braz Cubas. Também foi apontada ferrugem em estrutura metálica no terraço do teatro.

Ainda segundo a Prefeitura, a subprefeitura da região Central Histórica irá tomar algumas medidas. A primeira é remover nove módulos de alvenaria, cada um com até 0,5 m², da fachada lateral do prédio e na sustentação do beiral do teatro. A calçada ao lado do edifício e no cruzamento das ruas Amador Bueno com Braz Cubas permanecerá interditada até a conclusão do serviço. As medidas para restauração do prédio ainda serão definidas pela Prefeitura de Santos.

Histórico
O Teatro Coliseu é tombado pelo patrimônio histórico tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Santos (Condepasa) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O prédio passou por uma restauração entre abril de 2016 e março de 2014. Antes disso, outra restauração se estendeu por mais de 10 anos, onde foram gastos R$ 20 milhões.

Fonte original da notícia: G1 Santos




Abandonado pela prefeitura, prédio de biblioteca histórica de Manaus (AM) vira privada


biblioteca-cagadouro

O abandono do prédio histórico da Biblioteca Pública Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, em pleno Centro de Manaus, foi alvo nesta terça-feira, dia 8, de críticas da população a partir de um post do advogado e escritor Gaitano Antonaccio, vizinho do local na praça Antônio Bittencourt, a conhecida praça do Congresso, no coração da capital.

Gaitano expressou no título do post um termo que simboliza bem a situação do prédio de responsabilidade da Prefeitura de Manaus: cagadouro.

“Verdade, meus amigos. O prédio acima foi transformado em novo Cagadouro dos desocupados da cidade, cheiras-cola, que ocuparam o prédio sob o olhar contemplativo da Prefeitura de Manaus, e os vizinhos que se danem com o mau cheiro de merda, urina e outras sujeiras”, escreveu ele.

O problema não é novo. Já se arrasta há anos, período em que não faltaram denúncias, pedidos de reforma à prefeitura e reportagens da imprensa.

A única providência por parte da prefeitura nesse período todo foi cercar o prédio com um tapume que não tapa nada.

Comentários da população

Fotos: Reprodução/Facebook

Fotos: Reprodução/Facebook

O prédio é uma das obras que melhor representam o período áureo da arquitetura histórica de Manaus e é, ao lado do também abandonado prédio da Santa Casa de Misericórdia, símbolos da falta de atenção do poder municipal.

Em setembro de 2014, reportagem do jornal A Crítica já denunciava que o prédio estava sendo invadido e vandalizado por moradores de rua.

Fonte original da notícia: BNC