Desaba prédio histórico onde funcionou a sede da prefeitura de Bragança (PA)

Moradores denunciam que, desde as chuvas da semana passada, que alagou a cidade, vários prédios estão sofrendo com a ação do tempo.

Prédio histórico desaba em Bragança. Foto: Glauber Azevedo

Palacete Augusto Corrêa, antiga sede da Prefeitura de Bragança, desabou na noite de segunda-feira (21) em Bragança, nordeste paraense. O prédio histórico fica na praça Antônio Pereira, ao lado do Hospital das Clínica de Bragança, e estava interditado desde 2015 após vistoria e inspeção feita pelo Corpo de Bombeiros.

Uma equipe do Demutran fez o isolamento da área na noite desta segunda-feira.

Moradores denunciam que, desde as chuvas da semana passada, que alagaram a cidade, vários prédios estão sofrendo com a ação do tempo.

O G1 pediu esclarecimentos à prefeitura de Bragança sobre a ausência de obras de reparo nesses prédios históricos e aguarda uma posição.

Em uma nota publicada pela Prefeitura de Bragança às 18h desta segunda-feira, antes do prédio desabar, o órgão afirma que, em uma avaliação visual prévia, foram detectadas algumas fissuras na fachada do prédio e nenhuma fissura ou ameaça nas paredes laterais, não tendo problemas estruturais comprometedores.

A nota diz ainda: “antes de um levantamento mais detalhado, supõe-se que a situação foi agravada por conta de algum problema no telhado que pode estar jogando as águas pluviais nas paredes frontais. A Prefeitura já solicitou o levantamento e avaliação técnica da questão estrutural através de um engenheiro de cálculo e estrutural especialista em prédios históricos, perícias do IML, Corpo de Bombeiros, acionou as Defesa Civil estadual e municipal e Demutran para as providências que serão tomadas para resguardar o imóvel e sua importância para o conjunto do Patrimônio Cultural da cidade”.

Segundo a prefeitura, o convênio para restauração do prédio foi assinado em fevereiro de 2018, com cláusula suspensiva, ou seja, está aguardando as adequações no projeto arquitetônico e nos projetos complementares para remessa à análise técnica da Caixa Econômica Federal.

Segundo a nota, os recursos empenhados para o restauro do Palacete Augusto Corrêa viriam das emendas parlamentares e contrapartida da prefeitura amplamente divulgadas, e só seriam liberados após a aprovação desses projetos e seus anexos.

“Só assim, com embasamento técnico e ausência de nenhuma pendência poderá ser aprovada e executada a licitação para início efetivo das obras de reforma do imóvel. A Prefeitura Municipal de Bragança está tomando as medidas necessárias para resguardar a integridade do prédio, proteção de sua estrutura e procedendo à análise do impacto das águas pluviais no imóvel. Da mesma forma, os gestores municipais e toda a sociedade civil organizada que se juntou em torno da causa do Palacete Augusto Corrêa reafirmam todo o valor histórico e cultural do imóvel e de sua trajetória na recente história de nossa quadricentenária cidade”, finaliza a nota.

Fonte original da notícia: G1 PA




Faixa em apoio a Bolsonaro é retirada de prédio histórico em Jaraguá do Sul (SC)

Foto: Fábio Junkes/OCP

Depois de estampar o alto de prédio na Marechal Deodoro da Fonseca, a principal rua de Jaraguá do Sul, o cartaz em apoio ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/ RJ) foi retirado na noite desta sexta-feira (20). A peça publicitária que afirmava o apoio dos jaraguaenses ao político foi colocada durante a noite do dia 10 de abril.

No dia seguinte, o Setor de Patrimônio Histórico da Prefeitura de Jaraguá do Sul entrou em contato com o dono do imóvel para a retirada do banner. O motivo é a proibição de publicidade em um imóvel histórico, com base na Lei Municipal 3.528/2004. Inicialmente, o banner deveria ser retirado durante o fim de semana passado, mas o órgão permitiu que o trabalho fosse feito até esta sexta.

O prédio deve receber o futuro comitê do político. Curiosos e simpatizantes acompanharam o trabalho realizado por profissionais que utilizaram técnicas de escalada industrial para acessar o topo do edifício. O setor de Fiscalização de Posturas da Prefeitura explica que, se o caso fosse em um prédio normal, não haveria a necessidade de retirada da faixa.

Fonte original da notícia: Aconteceu em Jaraguá do Sul




Banner em apoio a Bolsonaro deve ser retirado até o fim de semana em Jaraguá do Sul (SC)

Prédio histórico da década de 50 está sob a tutela do Setor de Patrimônio Histórico do município.

Foto: Eduardo Montecino/OCP

Um banner chamou a atenção dos moradores de Jaraguá do Sul na manhã desta quarta-feira (11). A publicidade apoiando o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL/RJ) foi colocada durante a noite desta terça. O que o dono não sabia é que o prédio histórico localizado na avenida Marechal Deodoro d da Fonseca não pode receber nenhum tipo de publicidade. O Setor de Patrimônio Histórico pediu a retirada da faixa do edifício até o fim de semana.

Três trabalhadores realizaram a fixação do cartaz utilizando técnicas de escalada industrial. Ao todo, foram necessárias quatro horas para fixar a peça no topo do prédio. De acordo com o fiscal do Setor de Patrimônio Histórico, Carlos Barato, a edificação em estilo neoclássico de 1955 é única em Jaraguá do Sul. Por ser sob a tutela do órgão do município, o prédio não pode receber nenhuma peça publicitária. O setor de Fiscalização de Posturas da Prefeitura explica que, se o caso fosse em um prédio normal, não haveria a necessidade de retirada da faixa.

“Conversei com o proprietário da parte de cima do prédio e expliquei a situação que envolvia a publicidade. Não tem nada a ver com a tipologia ou mesmo com a mensagem que aquela peça publicitária contém, mas sim com a proibição amparada pela Lei Municipal 3.528/2004. Qualquer publicidade é proibida nos prédios históricos. A única placa que é possível ter é uma de um metro por 60 centímetros identificando a atividade exercida dentro daquele imóvel”, conta o fiscal, ao ressaltar que o prédio recebe benefícios como a isenção do IPTU.

Durante a manhã, o dono do prédio foi contatado durante a manhã desta quarta. O fiscal explicou que ligou para o proprietário e explicou que a medida visa preservar a identidade da arquitetura de Jaraguá do Sul. Barato explica que o dono pediu um prazo para a retirada do banner do local até o fim de semana. Por não ter uma conduta punitiva, o setor aceitou esperar até o fim de semana antes de tomar qualquer medida administrativa contra o responsável pelo prédio. Caso a placa continue na segunda-feira (16), o dono do prédio será multado e, posteriormente, uma multa pode ser aplicada.

O jornal O Correio do Povo tentou entrar em contato com o dono do imóvel, mas as diversas ligações não foram atendidas.

Publicidade pró-Bolsonaro foi liberada pelo TSE

Em janeiro, O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Fux, negou pedido de liminar em representação ajuizada pelo Ministério Público que solicitou a retirada de outdoors com suposta propaganda eleitoral em favor de Bolsonaro nos municípios baianos de Paulo Afonso, Glória e Santa Brígida. Na representação, o MP afirma que foi veiculada propaganda antecipada em favor da candidatura do parlamentar à Presidência da República, por meio de outdoors, e que as peças estariam sendo replicadas em publicações nas redes sociais.

Ao avaliar o pedido, o ministro Luiz Fux ressaltou que não se qualifica como propaganda antecipada a menção à pretensa candidatura, a exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos e atos como: participação em programas, encontros ou debates no rádio, na televisão e na internet; realização de encontros, seminários ou congressos em ambiente fechado e às expensas dos partidos políticos; realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo; divulgação de atos de parlamentares; e o posicionamento pessoal sobre questões políticas, entre outros.

Fonte original da notícia: Aconteceu em Jaraguá do Sul




Porto Alegre (RS) – Mobilização de PMs, moradores e empresários revitaliza prédio histórico da Brigada Militar

Construção fica na esquina da Wenceslau Escobar com a Dr. Armando Barbedo. Félix Zucco / Agencia RBS

Policiais militares e líderes comunitários do bairro Tristeza, zona sul de Porto Alegre, andavam às voltas com a má conservação do posto localizado em um prédio histórico na Avenida Wenceslau Escobar. Com problemas elétricos, assoalho danificado e infiltrações, a solução para os problemas do imóvel parecia distante, mas a saída para a falta de recursos estava do outro lado da rua.

Ao testemunhar a construção de um empreendimento privado no terreno oposto, brigadianos e moradores decidiram buscar auxílio dos construtores. Deram início, assim, a uma mobilização comunitária que reuniu mais de 30 fornecedores de materiais ou mão-de-obra e permitiu a recuperação do antigo posto da Brigada Militar. A primeira fase do trabalho de revitalização foi apresentada na quarta-feira (28) em um ambiente com pisos e paredes renovados, nova fiação elétrica e pintura refeita.

— A Brigada havia feito um contato conosco para saber como poderíamos ajudar, já que tínhamos nos mobilizado para reformar um outro posto na Rua Déa Coufal. Mas agora seria necessário uma reforma muito grande, e fazer uma campanha para arrecadar fundos e materiais demoraria muito — conta a presidente da Associação Ipanema: Eu Moro, Eu Cuido, Waneza Vieira, moradora do bairro vizinho que é atendido pela mesma companhia da Brigada Militar.

Waneza e o então comandante da 2ª Companhia do 1º BPM, major Fábio Kuhn, olharam para a calçada do outro lado do asfalto, viram o conjunto de prédios sendo erguido e decidiram buscar auxílio ali mesmo. A construtora responsável pela obra, a Maiojama, concordou em fazer parte da articulação em favor da reforma. A saída encontrada para recuperar o prédio público localizado na esquina com a Rua Dr. Armando Barbedo foi inovadora: a empresa mobilizou dezenas de fornecedores com os quais costuma trabalhar. Representantes apresentaram o projeto a eles e perguntaram quem poderia ajudar, e de que forma. Cada um contribuiu de um jeito — como e quando pôde.

— Alguns doaram recursos, outros doaram materiais, um contribuiu com a mão-de-obra para refazer toda a instalação elétrica, por exemplo — conta a engenheira de Planejamento e membro do Comitê de Responsabilidade Social da Maiojama, Édina Quissini Casagrande.

O diretor-executivo da construtora, Antonio Pedro Teixeira, sustenta que a iniciativa acabou criando um modelo de cooperação entre poder público, comunidade e empresariado que poderia ser replicado mais vezes em outros lugares:

— O esforço de todos viabilizou a mudança. Esse mesmo modelo pode ser aplicado ao apoio a outros serviços essenciais que enfrentam dificuldades.

Segunda etapa deverá estar pronta até setembro

Edifício foi construído em 1906, já como posto policial. Félix Zucco / Agencia RBS

Ao mesmo tempo em que será apresentada a conclusão da primeira etapa das obras de revitalização, para a comunidade e colaboradores do projeto, terá início o esforço para realizar a segunda fase da recuperação do prédio histórico de 140 metros quadrados – construído em 1906, já como posto policial, e para o qual está em andamento uma proposta de que seja tombado pelo Patrimônio Histórico.

A continuidade da renovação inclui melhorias em áreas anexas como alojamentos, vestiários e cozinha, com substituição do telhado e outras intervenções. A expectativa é de que todo o serviço seja concluído em setembro.

— Contar com um ambiente digno, limpo, organizado, ajuda a prestarmos o nosso serviço da forma como o cidadão merece — sustenta a atual comandante da 2ª Companhia do 1º BPM, major Noélia Raggio.

A substituição das instalações elétricas, por exemplo, além de evitar riscos de incêndio, permite a instalação de equipamentos de ar-condicionado mais potentes, melhorando o conforto de policiais e da população que necessita utilizar o posto policial.

A etapa complementar da reforma será realizada também em sistema de parceria entre a construtora, fornecedores, comunidade e Brigada Militar.

Por Marcelo Gonzatto

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Após reforma, aumenta o número de visitantes no Arquivo Público do Pará

O prédio histórico de estilo neoclássico, inaugurado em 1884, guarda a memória não só do povo paraense, mas de toda a região amazônica e de estados como Tocantins e Maranhão.

O prédio histórico de estilo neoclássico, inaugurado em 1884, guarda a memória não só do povo paraense, mas de toda região amazônica. Foto: Agência Pará

Após três anos de obras que garantiram uma reforma minuciosa, o Arquivo Público do Estado do Pará (Apep) foi entregue à população paraense no dia 24 de outubro de 2017 e, em quase três meses de funcionamento, o prédio passou de quatro visitantes diários para uma média de 20.

“Essa foi, sem dúvida, a melhor resposta do público. No mês de dezembro, por exemplo, o Apep trouxe 126 pesquisadores atrás de informações históricas, em um espaço novo e confortável. Essa volta do pesquisador ao nosso espaço revela o quanto o Arquivo Público é importante para a população”, disse o diretor Leonardo Tori.

O acervo

O prédio histórico de estilo neoclássico, inaugurado em 1884, guarda a memória não só do povo paraense, mas de toda a região amazônica e de estados como Tocantins e Maranhão. Instituição ligada à Secretaria de Estado de Cultura (Secult), o espaço possui mais de quatro milhões de documentos, entre escrituras, inquéritos e iconografias, produzidos a partir do século XVII.

O documento mais antigo do arquivo data de 1649 e mostra as demandas administrativas do capitão-geral de Belém para o rei de Portugal, com pedidos de fardamento, pólvora e alimentação. Já o último documento protocolado é um boletim de ocorrência da Polícia Militar do Estado, de 1986, ano inclusive, da última reforma do prédio.

A reforma

Durante os três anos de obras, todos os documentos foram retirados do local para que a integridade pudesse ser mantida e o trabalho realizado de forma completa. Toda a fiação elétrica e hidráulica foi refeita, a refrigeração modernizada e levada para todas as áreas do prédio, além da instalação de móveis novos, reforma de espaços e a aquisição de aparelhos modernos que ajudam no trabalho do Arquivo, desde a identificação até a restauração e manutenção de documentos.

Digitalização

Outra conquista do Apep nos últimos anos foi a possibilidade de digitalizar parte de seus arquivos. Em três anos de reforma, foram digitalizadas 120 mil imagens, para preservar o acervo e facilitar a pesquisa. Em 2018, a meta é digitalizar mais 50 mil documentos.

No arquivo público, qualquer cidadão pode ter acesso a diversos tipos de serviço, como, instrumentos de gestão e transparência pública, serviço de informações aos cidadãos, pesquisa em Diário Oficial, serviços de pesquisa histórica, serviço de memória local, serviços de ação cultural, visita guiada, emissão de certidões probatórias e reprodução de documentos.

Formada em História, Milena Moraes trabalha com o projeto do Centro de Memória do Instituto Carlos Gomes, e vem frequentando o Arquivo Público desde o início do ano em uma pesquisa minuciosa. “Só aqui consegui encontrar o documento original de fundação do Conservatório, que não existe nem mesmo no site da Biblioteca Nacional. Encontramos um vasto material para a pesquisa, contando ainda com o conforto e bom atendimento dos servidores do local”, disse a historiadora.

Diego Leal, 29 anos, universitário de História, foi atrás de documentos sobre o processo de desapropriação do Parque Zoobotânico Museu Emílio Goeldi. “Aqui encontrei relatórios e falas dos governantes na época da criação do Museu. Estou vindo há um mês direto e acho o espaço fundamental para a gente ter acesso a documentos importantes, de diversas fontes, para essa minha pesquisa acadêmica”, disse o universitário.

Serviço: O Arquivo Público está disponível para consultas, pesquisas e visitações espontâneas e programadas no espaço localizado na Travessa Campos Sales nº 273, entre 13 de Maio e Manoel Barata. O horário de funcionamento é de 8h às 15h, de segunda a sexta-feira. Os agendamentos de visitas em grupos pode ser feito por meio do e-mail apep.secult@yahoo.com.br. Mais informações pelo telefone (91) 4009-4350.

Fonte original da notícia: G1 PA




Porto Alegre (RS) – Antigo Cine Astor irá virar um hotel

Novo empreendimento terá de manter a fachada de prédio histórico na zona Norte.

Foto: Guilherme Testa

Uma edificação construída em 1922 e que abrigou o Cine Astor, na avenida Benjamin Constant, na Capital, deverá se tornar em um hotel. Na semana passada, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) expediu licença de instalação. O documento autoriza a construção de empreendimento hoteleiro com mais de 6 mil metros quadrados no local. Uma das obrigatoriedades é a manutenção da fachada do antigo cinema, conforme orientação da Equipe de Patrimônio Histórico e Cultural e do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural.

A empresa responsável pela nova edificação é a Endutex Hotéis Brasil. O prédio contará com dez andares e um nível de subsolo. Serão 149 quartos e 33 vagas de estacionamento. “Essa licença deve ser muito festejada, pois, assim como a licença do Cais Mauá, devolve à cidade mais um patrimônio histórico restaurado com recursos privados”, comemorou o secretário da Smams, Maurício Fernandes.

O cinema encerrou as atividades em 1993. Segundo moradores das proximidades, até pouco tempo o local era usado como estacionamento e lavagem de veículos.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Curitiba (PR) – Destruído pelo fogo, Belvedere será restaurado

Prefeitura vai esperar laudo sobre danos para iniciar projeto para recuperar o espaço.

Incêndio destruiu boa parte das instalações do Belevedere. Foto: Franklin de Freitas

Um incêndio provavelmente criminoso destruiu o prédio do Belvedere na noite de quarta-feira. O prédio histórico no São Francisco é uma Unidade Especial de Interesse de Preservação, e já estava em processo de restauração desde junho deste ano, quando o prefeito Rafael Greca assinou decreto de transferência de R$ 1,073 milhão em recursos de potencial construtivo para o restauro do edifício. A Prefeitura de Curitiba espera agora a perícia técnica e os danos serão avaliados para levantar os custos necessários à recuperação e restauro da edificação.

Desde a assinatura do decreto, o processo para o restauro estava em curso atendendo de acordo com o que exige as legislações federal e estadual para intervenções em edificações de interesse histórico e de preservação. Com a atualização do orçamento para a recuperação do Belvedere será possível definir o calendário para lançar o edital de licitação para as obras.

Tombado pelo Estado, o exemplar arquitetônico desenhado com linhas art nouveau foi construído em 1915, pelo então prefeito Cândido de Abreu, para ser um mirante no então ponto mais alto urbanizado da Capital.

A edificação teve outros usos, tendo sido, nos anos 20, sede da primeira rádio do Paraná, a Rádio Clube Paranaense. Na década de 30 passou a ser Observatório Astronômico da antiga Faculdade de Engenharia do Paraná e, em 1962, sede da União Cívica Feminina Paranaense. Anos mais tarde, em 2008, o prédio foi usado como posto da Polícia Militar.

Fonte original da notícia: Bem Paraná




Incêndio destrói prédio histórico que estava abandonado na região central de Curitiba (PR)

Em junho deste ano, prefeitura tinha liberado dinheiro para transformar o Palácio Belvedere na nova sede da Academia Paranaense de Letras.

Incêndio destruiu o espaço, que era referência da arquitetura no estilo Art Noveau, em Curitiba. Foto: Tony Mattoso/RPC

Um incêndio destruiu parte do Palácio Belvedere, em Curitiba, na noite desta quarta-feira (6). O edifício, construído em 1915, foi erguido com linhas em Art Noveau, e era uma referência arquitetônica desse estilo na cidade.

Os Bombeiros foram acionados por volta das 22h para apagar as chamas. Ainda não se sabe o que causou o incêndio.

A situação será investigada pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil; câmeras de segurança devem ajudar nas diligências.

O prédio, que é tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná, estava fechado há vários anos. A fachada foi alvo de vândalos, que picharam o espaço, que fica na Praça João Cândido, perto das Ruínas de São Francisco.

Em junho deste ano, o prefeito Rafael Greca (PMN) prometeu liberar recursos para readequar o edifício, que seria transformado na nova sede da Academia Paranaense de Letras.

No dia do anúncio, ele disse acreditar que a obra seria entregue num prazo de 12 a 18 meses. Pelo Facebook, Greca lamentou o ocorrido.

“Lamentável incêndio no Belvedere do Alto de São Francisco me entristece e determina a recuperar o bem danificado. As chamas não nos derrotarão. Nem a burocracia. Vamos aguardar perícia dos bombeiros e assim que a burocracia permita nós começaremos a obra. Curitiba terá de volta o Belvedere revitalizado de alguma maneira”, declarou o prefeito na rede social.

Em junho, a prefeitura prometeu que iria restaurar o espaço. Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Em nota, a Prefeitura de Curitiba disse que há a suspeita do incêndio ter sido criminoso. Veja a íntegra do texto:

“A Prefeitura de Curitiba está acompanhando as investigações do incêndio que atingiu, na noite de quarta-feira, 6, o Palácio Belvedere, no São Francisco. O Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil estão investigando a causa do incêndio, com suspeita de ter sido criminoso.

O imóvel, símbolo da arquitetura art noveau, estava lacrado e passaria por reformas para abrigar o Observatório da Cultura Paranaense, da Associação Paranaense de Letras e um café escola do Sesc Paraná.

A Prefeitura de Curitiba autorizou neste ano o uso do potencial construtivo, no valor de R$ 1,073 milhão, para a reforma do imóvel. O projeto do restauro do Belvedere foi desenvolvido por arquitetos do Sesc em parceria com o Ippuc. O Palácio Belvedere, na Praça João Cândido, é um prédio tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado no ano de 1966″.

Fonte original da notícia: G1 PR




Prédio histórico de Joinville (SC) vai a leilão com lance inicial de R$ 12 milhões

Moinho Joinville foi construído em 1913 e tem 52 mil metros quadrados.

Moinho Joinville vai a leilão com lance inicial de R$ 12 milhões. Foto: Reprodução/NSC TV

O prédio histórico que abrigava o Moinho Joinville, com área total de 52 mil metros quadrados, vai a leilão com lance inicial de R$ 12 milhões. O imóvel, construído em 1913, foi o primeiro porto de Joinville e está atualmente em processo de tombamento pela prefeitura da cidade.

No auge de sua operação, o Moinho Joinville foi responsável por 40% da moagem de trigo de Santa Catarina. E, no passado, a construção chegou a ser ocupada por quatro empresas.

Uma das possibilidades é que a empresa vencedora construa um centro comercial na área aproveitável de 35 mil metros quadrados e preserve a área construída de 17 mil metros quadrados para visitação.

O futuro comprador não poderá alterar a essência do que já foi erguido no local e terá que respeitar recuo de 50 metros da margem do rio Cachoeira.

As ofertas podem ser feitas pela internet ou presencialmente até o dia 12 de dezembro.

Fonte original da notícia: G1 SC




Rio Brilhante (MS) – Justiça proíbe demolição e manda donos restaurarem prédio histórico

Sobrado histórico em Rio Brilhante quase foi demolido. Foto: Divulgação.

A Justiça proibiu a demolição de um prédio histórico conhecido como Sobradinho em Rio Brilhante, a 163 quilômetros de Campo Grande. A decisão atende a um pedido feito pelo Ministério Público Estadual e também manda os donos restaurarem o local.

O caso veio à tona quando a promotoria soube que os proprietários queriam destruir a casa. O processo parou nas mãos da juíza Mariana Rezende Ferreira Yoshida, titular da Vara Cível.

Ela deu prazo de seis meses para que o patrimônio seja totalmente recuperado, devendo o projeto detalhado ser apresentado antes ao órgão. Não será permitido começar as obras sem essa autorização especial.

A decisão também veda a construção de qualquer coisa nos arredores do Sobradinho que impeça ou reduza a visibilidade dele, assim como propagandas, outdoors ou cartazes, sob pena de ser ordenada a remoção imediata do objetivo.

Caberá à prefeitura a vigilância permanente do imóvel para garantir o cumprimento das determinações. Os proprietários não poderão criar obstáculos às eventuais vistorias.

Se os donos não tiverem recursos para restaurar o prédio, o município de Rio Brilhante deverá imediatamente ser acionado sob pena de dobrar o valor da multa. Se isso acontecer, o poder público pode determinar a desapropriação do bem.

“Assim, a questão como narrada na inicial demanda a tutela jurisdicional, porquanto relatada a possível existência de um bem de valor histórico-cultural nessa Comarca, que estaria sendo negligenciado pelos proprietários e pelo Município de Rio Brilhante”, escreveu a juíza.

Patrimônio – Peritos constataram que o Sobradinho foi construído em 1914 e grande parte do material veio da Europa, como alguns azulejos, telhas de ardósia e algumas louças e outros materiais sofisticados da época.

A edificação está relacionada ao desenvolvimento das atividades sociais, culturais e ao desenvolvimento da própria cidade, simbolicamente representa a história da comunidade, tendo em vista questões políticas que permearam a história de formação e crescimento de Rio Brilhante.

Parte da história da casa pode ser encontrada no livro escrito pelo ex-governador Wilson Barbosa Martins, quando ele relata a passagem da Coluna Prestes em 1925 e a mudança para o local em 1926, onde nasceu o irmão Plinio Barbosa Martins.

O casarão já foi sede do Poder Legislativo municipal, funcionou nos anos 60 como educandário em regime de internato, recentemente abrigou o Museu Histórico Eurides de Souza Barbosa Lima e o espaço cultural Domingos Barbosa Martins, além da Patrulha Mirim de Rio Brilhante.

Fonte original da notícia: Campo Grande News