Desaba prédio histórico onde funcionou a sede da prefeitura de Bragança (PA)

Moradores denunciam que, desde as chuvas da semana passada, que alagou a cidade, vários prédios estão sofrendo com a ação do tempo.

Prédio histórico desaba em Bragança. Foto: Glauber Azevedo

Palacete Augusto Corrêa, antiga sede da Prefeitura de Bragança, desabou na noite de segunda-feira (21) em Bragança, nordeste paraense. O prédio histórico fica na praça Antônio Pereira, ao lado do Hospital das Clínica de Bragança, e estava interditado desde 2015 após vistoria e inspeção feita pelo Corpo de Bombeiros.

Uma equipe do Demutran fez o isolamento da área na noite desta segunda-feira.

Moradores denunciam que, desde as chuvas da semana passada, que alagaram a cidade, vários prédios estão sofrendo com a ação do tempo.

O G1 pediu esclarecimentos à prefeitura de Bragança sobre a ausência de obras de reparo nesses prédios históricos e aguarda uma posição.

Em uma nota publicada pela Prefeitura de Bragança às 18h desta segunda-feira, antes do prédio desabar, o órgão afirma que, em uma avaliação visual prévia, foram detectadas algumas fissuras na fachada do prédio e nenhuma fissura ou ameaça nas paredes laterais, não tendo problemas estruturais comprometedores.

A nota diz ainda: “antes de um levantamento mais detalhado, supõe-se que a situação foi agravada por conta de algum problema no telhado que pode estar jogando as águas pluviais nas paredes frontais. A Prefeitura já solicitou o levantamento e avaliação técnica da questão estrutural através de um engenheiro de cálculo e estrutural especialista em prédios históricos, perícias do IML, Corpo de Bombeiros, acionou as Defesa Civil estadual e municipal e Demutran para as providências que serão tomadas para resguardar o imóvel e sua importância para o conjunto do Patrimônio Cultural da cidade”.

Segundo a prefeitura, o convênio para restauração do prédio foi assinado em fevereiro de 2018, com cláusula suspensiva, ou seja, está aguardando as adequações no projeto arquitetônico e nos projetos complementares para remessa à análise técnica da Caixa Econômica Federal.

Segundo a nota, os recursos empenhados para o restauro do Palacete Augusto Corrêa viriam das emendas parlamentares e contrapartida da prefeitura amplamente divulgadas, e só seriam liberados após a aprovação desses projetos e seus anexos.

“Só assim, com embasamento técnico e ausência de nenhuma pendência poderá ser aprovada e executada a licitação para início efetivo das obras de reforma do imóvel. A Prefeitura Municipal de Bragança está tomando as medidas necessárias para resguardar a integridade do prédio, proteção de sua estrutura e procedendo à análise do impacto das águas pluviais no imóvel. Da mesma forma, os gestores municipais e toda a sociedade civil organizada que se juntou em torno da causa do Palacete Augusto Corrêa reafirmam todo o valor histórico e cultural do imóvel e de sua trajetória na recente história de nossa quadricentenária cidade”, finaliza a nota.

Fonte original da notícia: G1 PA




Prédio da Prefeitura de Sabará (MG) será restaurado e pode virar museu

As outras opções para o Solar Padre Corrêa, que hoje abriga a prefeitura, são virar galeria de arte ou centro cultural.

Maria Rita, de 70 anos, destaca a importância histórica do prédio que ficam em frente a sua casa. Foto: Beto Novaes/EM/D.A Press

Um dos prédios mais importantes de Minas – e ícone de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte – entra em nova fase da sua história na terça-feira, quando será iniciada a restauração, com recursos do governo federal. Construído em 1773, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e município e localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, o Solar Padre Corrêa, ao fim da obra, dentro de dois anos, deverá deixar de ser a sede da prefeitura local para se tornar um equipamento cultural, conforme adiantou nessa sexta-feira (23) o chefe do Executivo, Wander Borges (PSB). “Vamos discutir o assunto com a comunidade e o conselho do patrimônio. O mais indicado é que ele vire galeria de arte, museu ou centro cultural, atividades menos impactantes do que local administrativo”, informou o prefeito.

Na manhã de quinta-feira, Borges e a superintendente do Iphan em Minas, Célia Corsino, assinaram a ordem de serviço para início da reforma e restauração do sobrado, que terá investimento de R$ 4,5 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)/Avançar.

A superintendente destacou que “Sabará é uma pérola que temos pertinho da capital e o solar deve se tornar um polo de visitação. Este prédio é referência da arquitetura brasileira, patrimônio nacional com obras de elementos artísticos preciosos. Este ano, há em Minas muitas obras iniciadas, e a mais importante, com certeza, é a do sobrado”. Devido à falta de conservação, o prédio foi interditado em junho de 2016, por ordem do Ministério Público.

Célia informou que o serviço será completo e brincou “cabelo, barba e bigode”, o que significa toda a parte estrutural e os elementos artísticos. Ela garantiu que, desde dezembro, já estão depositados R$ 500 mil para início do projeto – os demais recursos serão liberados ao longo das obras, a partir das chamadas “medições”. Célia acrescentou que o projeto foi elaborado dentro de muito rigor e toda a fiscalização da obra, a cargo de uma empresa de Ouro Preto, vencedora da licitação, será acompanhada pelos técnicos do Iphan.

Orgulho.
Para moradores e especialistas na história de Sabará, uma das primeiras “vilas do ouro” de Minas, a recuperação do Solar do Padre Corrêa é motivo de orgulho. “Trata-se de uma obra que exige muito cuidado, pois é uma verdadeira obra de arte, com muitos detalhes nos forros e pinturas muito singulares. Em resumo, temos em Sabará um sobrado nobre na arquitetura e elementos artísticos”, diz José Bouzas, pesquisador, guardião da memória local e um dos grandes conhecedores da história de Sabará.

Bouzas explica que o casarão do século 18 pertenceu inicialmente ao padre que lhe deu o nome, depois ao Barão de Catas Altas e, já no século 19, ao coronel Jacinto Dias, um grande minerador. “Na capela dedicada a São José há uma talha atribuída a Francisco Vieira Servas (1720-1811), um dos grandes artistas do período colonial. E no interior do prédio há também painéis enormes, pinturas alusivas à vida religiosa do primeiro proprietário e forros de gamela em jacarandá”, informa Bouzas, observando que, no sobrado, funcionaram a prefeitura e a câmara até 1970 e depois apenas a prefeitura. Um dos destaques elegantes está no mobiliário de jacarandá que ficou de herança dos últimos donos, incluindo canapés, conversadeira e mesas.

Liberado. Para a obra deslanchar, todos os funcionários foram transferidos para outros prédios, da mesma forma que foram retirados todos os equipamentos, diz o prefeito: “Está fechado”. E acrescenta que “foram diversas articulações políticas para conquistarmos o recurso federal. Já temos disponibilizados no caixa da prefeitura R$ 500 mil para o pagamento da primeira medição. O Conselho de Patrimônio participará dessa fiscalização junto à Prefeitura e ao Iphan”.

Moradora há 60 anos de uma casa de frente para o Solar Padre Corrêa, Maria Rita Ferreira, de 70, está certa de que a restauração só valoriza a história de Sabará. Ressaltando o ano da construção, 1773, Maria Rita avalia que a construção representa um dos pilares da história da sua cidade, nascida nos primórdios da mineração de ouro.

Considerado um dos mais belos exemplos de arquitetura civil em minas, o prédio integrante do conjunto arquitetônico da antiga Rua Direita hospedou personagens ilustres da história do país. Pesquisas feitas pela prefeitura mostram que a casa reúne elementos da arquitetura urbana e rural portuguesa, com vedações em adobe e cunhais de madeira. No interior se destacam a escada com balaústres em jacarandá, forros decorados do segundo pavimento, e sobretudo a capela, com a belíssima talha rococó.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Prefeitura de São João del Rei (MG) volta a funcionar em prédio do século XIX

Local passou por reformas durante alguns anos, enquanto Executivo usava casarão do governo estadual.

Prédio da Prefeitura de São João del Rei teve a construção concluída em 1849. Foto: Prefeitura de São João del Rei/Divulgação

Prefeitura de São João del Rei divulgou nesta terça-feira (6) que a sede administrativa da cidade histórica voltou a funcionar na Rua Ministro Gabriel Passos, nº 199, ao lado da Ponte da Cadeia.

Há alguns anos, o Executivo funcionava em um casarão do Largo de São Francisco de Assis, que pertence ao governo do Estado.

O prédio para o qual a Prefeitura voltou começou a ser construído em 1830 e, 19 anos depois, foi inaugurado para abrigar a Casa de Câmara Municipal e a Cadeia da Vila de São João del Rei – uma instituição em cada andar.

Agora, passou por reformas no telhado e paredes, além de receber nova pintura, fiação elétrica, cabeamento de telefonia e de internet.

No local, funcionam o gabinete do prefeito, as secretarias municipais de Governo e de Administração, as superintendências de Imprensa, Tecnologia de Informação, Licitação, Compras, Protocolo, Contabilidade, Departamento Pessoal, Recursos Humanos, Almoxarifado e Arrecadação. Os telefones gerais da Prefeitura são (32) 3379-2900 ou (32) 3379-2901.

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata




Prefeitura de Olinda (PE) renova pintura de igreja alvo de pichações

População pode denunciar os casos pelo 190.

A escadaria e a capela de São Pedro Advíncula, na Rua Treze de Maio, no Carmo, foram alvos de uma ação de vandalismo neste fim de semana. As paredes externas do templo religioso e os degraus da escada foram pichados. Nesta terça-feira (16.010) funcionários da Secretaria de Patrimônio e Cultura de Olinda renovaram a pintura do local.

Segundo o secretário executivo de Patrimônio, Fred Nóbrega, a prefeitura vem trabalhando para manter a imagem da cidade sempre em ordem, principalmente os patrimônios do Sítio Histórico. “Estamos respondendo ao mesmo tempo em que as ações de vandalismo são feitas”, enfatizou.

O público também pode denunciar os caos de vandalismo. As pessoas precisam acionar o fone: 190 da Polícia Militar de Pernambuco.

Por Natália Catarina

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura de Olinda




Justiça manda prefeitura revitalizar praça e reparar museu em Guajará (RO)

Praça do Pioneiros e Museu Histórico são pontos turísticos da cidade. Prazo para cumprir exigências vai até o próximo dia 6, sob pena de multa.

Praça já recebeu alguns ajustes nesta terça-feira, 5. Foto: Júnior Freitas/G1

A Justiça do Trabalho expediu, na última semana, uma ordem judicial determinando que a Prefeitura de Guajará-Mirim (RO) faça a revitalização da Praça dos Pioneiros, situada às margens do Rio Mamoré, e também a pintura e iluminação do Museu Histórico Municipal.

O prazo foi estipulado até às 8h da próxima quarta-feira (6), sob pena de multa pessoal de R$ 1 mil por dia para o prefeito Cícero Noronha (DEM), caso não cumpra as exigências.

A vistoria nos locais foi realizada pelo Juiz da Vara do Trabalho, Carlos Antônio Chagas Júnior, na última sexta-feira (1°).

Na inspeção da Praça dos Pioneiros, o magistrado identificou entulhos, postes quebrados e sem iluminação, bancos deteriorados e o sistema de drenagem fluvial danificado.

Exigências da Justiça do Trabalho

A ordem judicial determina que a Prefeitura faça a limpeza da praça e também a manutenção de toda a estrutura, além de fixar uma estátua de um pajé, que faz parte da história e cultura dos Bois Bumbás Flor do Campo e Malhadinho. A estátua será instalada entre a Locomotiva da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) e o Museu, como parte do acervo turístico da cidade.

Praça de Guajará precisa ser revitalizada, diz decisão. Foto: Júnior Freitas/G1

Já no Museu, a determinação é que o prédio receba uma pintura e também uma iluminação adequada durante o período de festas natalinas.

A ata de inspeção expedida pela Justiça do Trabalho determina ainda que a Polícia Militar (PM) seja notificada para intensificar as rondas ostensivas na Praça dos Pioneiros, principalmente à noite, já que o local tem um grande fluxo turístico na fronteira com a Bolívia.

Posicionamento da Prefeitura

O G1 não conseguiu contato com o prefeito Cícero Noronha porque ele viajou para Brasília (DF), onde participará de alguns compromissos políticos.

Por telefone, o atual vice-prefeito e secretário municipal de saúde (Semsau), Davino Serrath, declarou que a Prefeitura Municipal foi notificada oficialmente pelo Tribunal de Justiça Trabalhista e que vai cumprir a ordem judicial.

Por Júnior Freitas

Fonte original da notícia: G1 Guajará-Mirim e Região



Prefeitura de Gramado (RS) busca parcerias para revitalizar casa tombada como patrimônio histórico

Reforma da residência Major Nicoletti tem orçamento de R$ 1 milhão.

Foto: Halder Ramos / Especial / CP

A Prefeitura de Gramado busca empresas parceiras para captar recursos destinados ao projeto de revitalização da Casa Major Nicoletti, que foi desapropriada e tombada como patrimônio histórico do município em 2012. Com orçamento total de R$ 1 milhão, a obra de revitalização terá R$ 882.824,78 viabilizados por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Os apoiadores do projeto têm o valor deduzido do Imposto Sobre Comércio de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Estamos fazendo visitas às empresas locais para captar o valor e esclarecer sobre o procedimento de abatimento fiscal do governo do Estado”, explica o secretário municipal de Cultura, Allan John Lino.

O objetivo é transformar o local em um museu com a história do município, a partir do legado do major, fundador de Gramado. O projeto de restauro inclui a revisão do telhado, recolocação de esquadrias, nova rede elétrica, instalação de sistema de prevenção de incêndios e climatização. O processo busca devolver ao local as características originais.

Após a captação dos recursos e realização das obras de restauro, serão iniciados os procedimentos para a criação do museu, o que inclui a construção do acervo com objetos e documentos do major Nicoletti e de outras personalidades do município. Com área de 2 mil metros quadrados, o terreno inclui a casa de madeira, obra de 1912 que mescla estilos arquitetônicos italiano e alemão, além de jardim e platô, localizado na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Emílio Sorgetz.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Prefeitura de Maringá (PR) publica decreto para desapropriar Hotel Bandeirantes, construído na década de 1950

O imóvel, que é de um proprietário particular, está fechado desde 2005, mesmo ano em que foi tombado como patrimônio histórico e cultural do Paraná.

Reprodução G1. Divulgação/Internet

A Prefeitura de Maringá, no norte do Paraná, publicou um decreto que prevê a desapropriação do Hotel Bandeirantes, construído na década de 1950, na edição do Órgão Oficial do município de segunda-feira (20).

Conforme o documento, o imóvel fica declarado “de utilidade pública, para fins de desapropriação amigável ou judicial” a fim de ser destinado à “ampliação do Paço Municipal”.

De acordo com a administração municipal, a intenção é evitar que o prédio seja adquirido pela iniciativa privada e descaracterizado. “Se nós desapropriarmos, poderemos utilizar para algumas secretarias que pagam aluguel”, diz o chefe de gabinete, Domingos Trevisan.

Segundo ele, não há prazo para a desapropriação do imóvel. “Não chegamos a discutir esse valor ainda. Pretendemos primeiro discutir com a comunidade”, diz Trevisan.

O imóvel, que é de um proprietário particular, está fechado desde 2005, mesmo ano em que foi tombado como patrimônio histórico e cultural do Paraná. O prédio conta com 6 mil metros quadrados, 66 suítes e 30 vagas para estacionamento – 10 internas e 20 externas.

O projeto do hotel, encomendado na década de 1940 pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, é assinado pelo arquiteto José Augusto Bellucci, o mesmo responsável pela Catedral de Maringá.

O estilo modernista levou ao tombamento do imóvel, que em razão disso não pode sofrer alterações na fachada e em algumas dependências.

A localização é nobre. Instalado na praça Renato Celidônio, ao lado da prefeitura e de frente para a catedral, o prédio tem acessos pela praça da prefeitura e pelas avenidas Tiradentes e Duque de Caxias.

De acordo com um anexo que acompanha o decreto, do 2º Ofício de Registro de Imóveis de Maringá, em 2012 a prefeitura avaliou o imóvel em R$ 14 milhões. O valor foi estimado para a cobrança de 2% referentes ao Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI).

A construção do hotel foi iniciada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná – empresa responsável pela colonização de Maringá – em 1947 e concluída em 1956.

“Maringá estava em fase de expansão e a companhia precisava de um hotel que otimizasse esses negócios”, diz o historiador Reginaldo Benedito Dias.

Por Fábio Linjardi

Fonte original da notícia: G1 – RPC Maringá




Palácio de Iemanjá recebe ação de zeladoria promovida pela Prefeitura de Olinda (PE)

O espaço é tombado como Patrimônio Cultural Imaterial de Olinda, desde 2016.

O Palácio de Iemanjá – Terreiro de Pai Edu, localizado no Alto da Sé, em Olinda, está recebendo uma ação de zeladoria promovida pela Secretaria de Patrimônio e Cultura do município. A manutenção acontece em meio às comemorações pelo Dia da Consciência Negra, celebrado nesta segunda-feira, 20 de novembro. O espaço cultural é tombado como Patrimônio Cultural Imaterial de Olinda, desde 2016, por meio do Conselho de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda.

Além de pintura da fachada com as cores de Iemanjá, o local também contou com uma limpeza externa, como retirada de entulhos e capinação. Responsável pela administração do Palácio, a filha de Pai Edu e mãe pequena da casa, Juliana Barbosa, disse que esta é a primeira ação de zeladoria que o prédio já recebeu numa administração da Prefeitura de Olinda. “Essa ação é muito mais do que estrutural, é uma sinalização de que a atual gestão está disposta a realizar atividades em conjunto com a nossa comunidade”, comentou Juliana Barbosa.

Além de tombado pelo município, o Terreiro de Pai Edu também é reconhecido como Referência Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No local, em paralelo às atividades religiosas, também são realizadas ações culturais e educativas. Ao todo, o espaço recebe uma média de 150 visitantes por mês.

Aberto ao Público – A cada 15 dias, nas segundas-feiras, o Palácio de Iemanjá – Terreiro de Pai Edu realiza a reunião de Jurema, às 18h. E uma vez por mês é organizado o toque de Orixá, aos sábados, às 17h. A cada mês é homenageado um Orixá diferente, de acordo com o sincretismo com a Igreja Católica. Em novembro será a vez de Iansã, que está ligado à Santa Bárbara. A festa será neste sábado, dia 25. As duas celebrações são abertas ao público.

Pai Edu – O Babalorixá Pai Edu, fundador do Palácio de Iemanjá, destacou-se pela sua história religiosa/social e atuação política na resistência do povo de Santo no Brasil. Eduim Barbosa da Silva, olindense de Rio Doce, nascido em maio de 1934 numa família de 15 irmãos postulava primeiro a ser padre, mas sua verdadeira vocação o levou, em 1951, para a casa que depois ele reconstrói, transformando-a em Palácio de Iemanjá no Alto da Sé. Iniciado no Candomblé por José Romão Felipe da Costa e Mãe Bernardina do Sítio de Pai Adão, o também Juremeiro, Pai Edu, nos anos 60 consegue fazer o Palácio de Iemanjá um dos centros mais conhecidos no Brasil no que se refere à cultura de matriz afro/indígena/católica brasileira. A Casa, como templo religioso, fica marcada por envolver-se em projetos e ações sociais promovidas pelo seu fundador, sendo frequentada por figuras representativas da sociedade brasileira nas artes, na cultura, na política e no esporte assim como pelo povo em geral.

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura Municipal de Olinda




MG – PBH é condenada a pagar indenização de R$ 3,5 mi por loteamento no entorno da Serra do Curral

O local é área legalmente tombada e considerada patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As obras, que já tinham sido embargadas em agosto de 2016, aconteciam no Bairro Comiteco.

Denúncias de invasão acontecem desde de 2011. Foto: Gladyston Rodrigues/EM

A Justiça condenou o Município de Belo Horizonte e um loteador a pagar indenização de R$ 3,5 milhões, por danos morais coletivos, devido a um loteamento e construções irregulares no entorno da Serra do Curral, na Região Centro-Sul da cidade. O local é área legalmente tombada e considerada patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). As obras, que já tinham sido embargadas em agosto de 2016, aconteciam no Bairro Comiteco. A PBH informou que vai recorrer da decisão.

Na sentença, o juiz também determina que a área seja reabilitada pela prefeitura e pelo loteador. Além disso, a administração municipal deverá retirar as pessoas do loteamento irregular entre as Ruas Aldebaran e Monte Azul. Também deve inserir as famílias em programa habitacional do Município, caso preencham os requisitos, no prazo de 180 dias. Segundo o Juiz, caso a administração conclua pela possibilidade de regularização de parte do loteamento, que seja feito em um prazo de 180 dias.

O imbróglio em relação as construções no bairro são antigas. As denúncias de invasão e construção irregular de imóveis na região começaram em 2011. Com base em um inquérito civil daquele ano, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) entrou com uma ação. As investigações dão conta que a área invadira fica entre as Ruas Aldebaran e Monte Azul, e compreende as quadras 182 e 183. Elas são classificadas como áreas de proteção e diretrizes especiais e de interesse ambiental. Além disso, estão inseridas no tombamento no entorno da Serra do Curral.

Segundo o MPMG, as obras são clandestinas e de responsabilidade de um empreendedor que alega ser proprietário de 60 lotes no local, onde teria intenção de construir um condomínio fechado. Por isso, questionou a atuação da Prefeitura de Belo Horizonte, pois, segundo a promotoria, o loteamento deveria ser autorizado e submetido às diretrizes do Conselho de Patrimônio e da legislação vigente.

Foram apresentados boletins de ocorrência da Polícia Militar do meio ambiente e florestal que apontaram parcelamento clandestino e a supressão de vegetação e uma área de aproximadamente 23 mil metros quadrados. Nos documentos da PM constou que o terreno estava cercado com uma tela e um portão e tinha apenas uma entrada. Outras irregularidades apontadas foram edificações, já dotadas de energia elétrica e esgoto disperso por meio de duas fossas. Segundo o MP, elas podem contaminar o meio ambiente.

Decisão

Na decisão, o juiz Rinaldo Kennedy, da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Municipal, reconheceu a caducidade da aprovação do parcelamento proposto em 1949 e, como consequência, tornou sem efeito a aprovação do loteamento ratificado em 1951. “A Serra do Curral se afigura como sendo um patrimônio histórico e cultural, e, nessa condição, devem ser a ela dirigidas políticas públicas visando preservar sua história, eis que de grande valia para a comunidade belo-horizontina”, afirmou o juiz.

O magistrado, segundo o Fórum Lafayette, avaliou que a área no entorno da Serra do Curral é protegida pela legislação. Além disso, considerou que as ocupações vão atrapalhar a vista do local. Diante disso, responsabilizou o município e o empreendedor a pagar indenização pelos dados causados no meio-ambiente. Ele afirmou que ficou comprovado que os acusados causaram dano moral coletivo, porque efetuaram ou permitiram o parcelamento do solo sem a autorização prévia do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município de Belo Horizonte.

Além da indenização, o magistrado determinou que a Prefeitura de Belo Horizonte retire as pessoas do loteamento irregular entre as Ruas Aldebaran e Monte Azul e insira as famílias em programa habitacional do Município, caso preencham os requisitos, no prazo de 180 dias. Segundo o Juiz, caso a administração conclua pela possibilidade de regularização de parte do loteamento, que seja feito em um prazo de 180 dias.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que, por meio da procuradoria-geral da Justiça, irá recorrer da decisão.

Por João Henrique do Vale

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Prefeitura de Porto Alegre (RS) pede recursos ao Ministério da Cultura para concluir as obras do Mercado Público

Acácio Pinheiro / Ascom MinC

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, recebeu da prefeitura de Porto Alegre uma proposta para concluir a terceira etapa de restauração do Mercado Público. Em 2013, um incêndio destruiu cerca de 20% do prédio. Em reunião com o vice-prefeito Gustavo Paim, o ministro defendeu a união de esforços para viabilizar os recursos necessários à conclusão das obras:

— Nossa prioridade no Ministério da Cultura é finalizar obras em andamento antes de abrir novas frentes de trabalho. A conclusão das obras do Mercado Público de Porto Alegre se inscreve nessa diretriz — afirmou Sá Leitão.

Falta realizar intervenções no segundo andar do prédio, como reformar as instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas e restaurar o telhado. O Ministério da Cultura (MinC) liberou, nas etapas anteriores, cerca de R$ 10 milhões por meio do PAC Cidades Históricas. As ações da terceira etapa somam R$ 10,7 milhões. Nesta segunda-feira (23), o ministro e vice-prefeito visitaram o local.

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH