Esperantina (PI) – Abaixo-assinado quer impedir que painel de igreja seja tombado pelo Iphan


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O painel “Calvário de Cristo”, pintado pelo artista João Batista Bezerra da Cruz em Esperantina continua causando polêmica na região. Esta semana um abaixo-assinado começou a circular no município para recolher assinaturas contrárias a um possível tombamento do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan). Em 2015 o instituto realizou um parecer técnico da obra após a solicitação de preservação do painel mas até então, não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade. A obra divide opiniões no município.

O pároco Evandro Alves da Silva divulgou durante missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança, o abaixo assinado. O texto, lido pelo padre, afirma: “buscamos sempre o melhor para o nosso aconchego no louvor a Deus e na escuta de sua palavra, pedimos humildemente nosso direito de continuar cuidando e preservando o nosso templo de oração, como nós, fieis acharmos melhor”.

Em contato com o Cidadeverde.com o padre explica que o documento é de cunho popular e não é encabeçado pela igreja. Segundo ele, há uma insatisfação dos fieis em relação ao painel. “Eu realmente falei sobre o abaixo assinado na igreja mas o documento tem cunho popular, não é encabeçado pela igreja. O povo que tem interesse em retirar o painel. Dependendo da quantidade de assinaturas ele deve ser remetido a nós e para outras entidades como o Ministério Público e o próprio Iphan”, explicou.

Em entrevista ao programa “Feito em Casa” da TV Cidade Verde, o padre afirmou que não existe um apoio geral da comunidade à manutenção do painel, por isso, houve uma decisão episcopal, tomada após conversa com o bispo Dom Juarez, de Parnaíba (PI), para que a obra seja preservada por enquanto até que se monte uma comissão na cidade para avaliar se o povo de Esperantina quer que o painel saia ou permaneça na igreja.

Cineas Santos, que é presidente do Conselho Estadual de Cultura afirmou que irá se manifestar oficialmente contra a destruição da obra.

Leia na íntegra o texto do abaixo assinado:

Os abaixo-assinados, Católicos, Apostólicos Romanos, fieis da Igreja de Nossa Senhora da Boa Esperança com sede na Praça Leônidas Melo, cidade de Esperantina-PI, solicitam as autoridades do IPHAN, Ministério Público e do Clero Diocesano, na pessoa do senhor Bispo, Dom Juarez Sousa da Silva e de nosso pároco, Padre, Evandro Alves da Silva, que não seja feita o TOMBAMENTO da nossa IGREJA DE NOSSA SENHORA DA BOA ESPERANÇA, pois, nós, católicos, filhos e filhas presentes e ausentes de Esperantina, sentimo-nos ameaçados de ter nossa Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança, tombada.

 Pela fé e amor que temos ao nosso templo religioso, desde a sua construção iniciada em 1908 e preservada até os dias de hoje, não aceitamos que nosso principal patrimônio autônomo que nos acolhe para a escuta da palavra seja tombado. 

Esta nossa casa de oração: Igreja Matriz, já passou por várias reformas: ampliação da torre, modificação na capela do santíssimo, troca de piso no altar, e até mudanças na sua estrutura original. 

E como buscamos sempre o melhor para o nosso aconchego no louvor a Deus e na escuta de sua palavra, pedimos humildemente nosso direito de continuar cuidando e preservando o nosso templo de oração, como nós, fieis acharmos melhor. 

Diante de tudo isto citado, e imbuídos de nosso sentimento de amor a nossa Igreja Matriz, clamamos as autoridades mencionadas anteriormente, para que sintam o que estamos sentindo, nos apoiem e intercedam para não ser tombado o principal templo que temos para professar a nossa crença nos cultos e celebrações da palavra e no banquete da eucaristia.

Esperançosos, subscrevemos-nos atenciosamente.

Por Rayldo Pereira

Fonte original da notícia: cidadeverde.com




PE – Seis praças do Recife são candidatas a se tornar patrimônio mundial


Praças foram projetadas pelo paisagista Roberto Burle Marx.

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

No ruge-ruge da metrópole, se há algo dissonante é a paisagem (e seus detalhes), elemento que exige o apuro do mais distrativo dos sentidos: o olhar. Desafio para gênios da arte da urbanização, que em momentos únicos da história desconstroem essa tendência perversa para a própria a evolução – e preservação – da humanidade e criam obras de arte que sobrepujam o tempo e o espaço.

No dia a dia pode até lhe passar em branco, mas o Recife possui um patrimônio de intervenção natural, no caminho da escola para casa, ou de casa para o trabalho, que reflete essa genialidade: os jardins idealizados ou reformados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). E esse legado pode estar prestes a se tornar oficialmente patrimônio mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A possibilidade está sendo apresentada esta semana durante o 2º Seminário Internacional Paisagem e Jardim como Patrimônio Cultural México/Brasil, realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco e a Universidade Federal de Pernambuco, que acontece até quinta-feira (23), com palestras e workshop. O evento também marca o lançamento do segundo volume do projeto Cadernos, do CAU/PE, que, não por acaso, tem o título “Cidade-Paisagem”.

Para apresentar a candidatura de seis das praças de Burle Marx no Recife como patrimônio mundial está na Capital o arquiteto mexicano Saúl Alcántara, membro votante do Comitê Internacional de Paisagens Culturais da Unesco.

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Na terça (21), o especialista visitou duas das obras mais marcantes idealizadas pelo saudoso paisagista: a praça de Casa Forte, primeiro de todos os projetos de jardins públicos de Burle Marx, de 1934, localizada na Zona Norte do Recife, cidade natal de sua mãe; e a praça Euclides da Cunha (defronte ao Clube Internacional), no bairro da Madalena (área central da Cidade), de 1935, projeto em que o também artista plástico buscou livrar os jardins de impressão europeia introduzindo o espírito brasileiro em um espaço ornamentado com plantas do Agreste e do Sertão nordestinos.

“Seus jardins são declarados patrimônio cultural do Brasil e deveriam passar a ser patrimônio mundial, porque têm valores universais”, explicou Alcántara. “Burle Marx é um gênio da paisagem universal do século 20, que deu início a sua carreira profissional, acadêmica e científica no Recife. Aqui ele concebeu o jardim tropical e moderno”, lembrou.

Além das praças de Casa Forte e Euclides da Cunha, integram o pleito à categoria de patrimônio mundial a da praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), no bairro de Santo Antônio, e a do Derby, na área central; a Faria Neves (em frente ao Parque Estadual Dois Irmãos), na Zona Oeste; e a Ministro Salgado Filho (no acesso ao aeroporto), no Ibura (Zona Sul), todas já tombadas, há cerca de dois anos, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 2016 ocorreu nova etapa no processo de valorização de áreas públicas projetadas por Burle Marx: além das praças já citadas, outras nove receberam da Prefeitura do Recife a classificação de jardim histórico, o que impede que qualquer um desses espaços sofra intervenção sem autorização prévia.

Paulista de nascimento, de ascendência alemã-recifense, Burle Marx deixou sua marca na Capital em mais de uma dezena de jardins – sem contar as obras particulares. Chegou inclusive a exercer o cargo de diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. Sua relação com a Cidade agora está prestes a ser eternizada não apenas aqui, mas em todo o mundo.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia:




‘Há uma forte propensão a se considerar tudo como patrimônio cultural’


Para a francesa Françoise Benhamou, autora de ‘Economia do Patrimônio Cultural’, com os crescentes custos envolvidos em preservação, a sociedade precisa ser mais seletiva.

Françoise Benhamou, autora de Economia do Patrimônio Cultural. (Foto: Divulgação)

Françoise Benhamou, autora de Economia do Patrimônio Cultural. (Foto: Divulgação)

O patrimônio cultural é um dos grandes motivos pelos quais, todos os anos, milhões de turistas do mundo inteiro visitam países europeus como França, Itália e Espanha, ou sítios arqueológicos como Machu Pichu, no Peru. É também o que define parte da identidade de um povo e torna monumentos históricos, como os destruídos em Palmira, na Síria, e em Mossul, no Iraque, alvos de grupos terroristas como o Estado Islâmico.

O número crescente de museus, monumentos arquitetônicos e outros sítios de interesse cultural e histórico, porém, tem imposto novos desafios às sociedades contemporâneas. Diante de um volume limitado de recursos, o que e como preservar? Até que ponto é possível explorar comercialmente um bem cultural sem comprometer sua integridade? Quem deve bancar os esforços de preservação? Como tornar o patrimônio cultural mais atrativo?

Estas são algumas das questões exploradas por Françoise Benhamou, autora do livro “Economia do Patrimônio Cultural”, que está sendo lançado pela Edições SESC de São Paulo. Professora associada de ciências sociais e econômicos do Instituto Nacional do Patrimônio, no Instituto Nacional do Audiovisual e no Instituto de Estudos Políticos de Paris, e membro dos conselhos de administração e científico do Museu do Louvre, ela fala na entrevista a seguir sobre esses temas e aborda polêmicas recentes envolvendo o patrimônio cultural em São Paulo, como os grafites apagados pela prefeitura na Avenida 23 de Maio.

É importante proteger o patrimônio cultural? Por quê?
Patrimônio é uma questão de identidade, de cultura. O respeito pelo patrimônio é um sinal para os cidadãos. Beleza arquitetônica melhora a qualidade de vida das pessoas. Além do mais, o patrimônio cultural contribui para o crescimento econômico de um país: ele atrai turistas. Quando você observa a destruição na Síria e em outros lugares, você percebe que o patrimônio tangível tem uma dimensão intangível. Através da destruição do patrimônio, de monumentos e coleções de arquivos na Síria, no Iraque e em outros países, os islamistas tentam destruir a memória coletiva e o senso de comunidade.

É comum associar patrimônio cultural a museus, prédios, sítios arqueológicos e outros bens tangíveis. Mas o patrimônio cultural é frequentemente intangível. É o caso da música, por exemplo. Como definir o que é patrimônio cultural? E quem deve definir isso?
Há uma forte propensão a se considerar tudo como patrimônio. A Unesco lista músicas, danças, festivais, a culinária francesa, expressões orais e gráficas dos Wajapi no Brasil (povo indígena do Norte da América do Sul). O crescimento permanente da lista cria uma fronteira muito difusa entre patrimônio e outras coisas. Se nós achamos que a preservação do patrimônio é importante, nós provavelmente precisamos ser mais “maltusianos” e mais seletivos.

No Brasil, há uma discussão acalorada sobre grafite. Você acha que o grafite pode ser considerado patrimônio cultural? Por quê?
Alguns grafites são testemunhos da comunicação moderna. Outros podem ser artísticos. E outros não tem interesse. O problema é que é difícil identificar o que deve ser preservado. A solução é uma combinação de preservação e memória: conservar alguns grafites e destruir outros, mas salvando suas imagens em processo digitalizado.

Recentemente, o prefeito de São Paulo mandou apagar um grande número de grafites criados em espaços públicos. Muitos cidadãos adoraram a ideia. Muitos outros odiaram. A decisão abriu um debate intenso sobre o assunto, mas depois de o dano ter sido feito. Como lidar com situações como essa? Você encontrou casos de disputas similares em seus estudos? Pode dar exemplos?
Na França, nós destruímos o Halles de Baltard (antigo mercado atacadista de alimentos localizado no coração de París) para construir um famoso Museu de Arte Moderna, chamado Beaubourg. Teoricamente, não se pode eliminar trabalhos de arte. Na prática, isso pode acontecer. A melhor solução é transferir o trabalho de lugar. Mesmo quando queremos conservar um patrimônio, temos de levar em conta a ideia de que ruas e a paisagem urbana não são museus.

Qual a melhor forma de proteger o patrimônio cultural?
Há muitas ferramentas. A mera tipologia das ferramentas é baseada em uma oposição quádrupla: subsídios X regulamentações; incentivos X regras compulsórias; apoio direto X apoio indireto; intervenção local X nacional X global. Um exemplo: para um bem privado como uma casa bonita, uma forma de proteger o lugar é tombando e impondo uma lista de normas do que pode ser transformado no imóvel. Mas normas podem gerar custos adicionais ao proprietário, evidenciando tensões entre valores culturais e econômicos. Subsídios são compensações pelas obrigações relacionadas à proteção. Descontos em taxas podem ser uma compensação indireta a esses custos. O Castelo de Chenonceau, no Vale do Loire, é aberto parcialmente ao público. O dono abre apenas uma das alas aos visitantes. São cerca de 850 mil por ano. Subsídios e incentivos fiscais incentivam o dono a restaurar e conservar o palácio. Em uma escala menor, o desafio é o mesmo para um exemplar menor de patrimônio cultural em zonas rurais.

Quem deve pagar pela preservação do patrimônio cultural?
Visitantes, quando as visitas não são gratuitas; os contribuintes, porque todos se beneficiam do patrimônio cultural; proprietários e autoridades públicas. É uma mistura de financiamento público e privado. Mais precisamente, acho que é uma combinação do público, do mercado e de uma terceira esfera. A loteria é uma fonte importante de apoio ao patrimônio cultural em países como Itália, Bélgica e Hungria. Os rendimentos são redistribuídos por fundações culturais.

Como definir o preço de um patrimônio cultural?
Eu diria que um patrimônio cultural não tem preço. Qual o preço da Mona Lisa? Qual o preço de um castelo? É impossível avaliar o valor de um patrimônio cultural, exceto em caso de venda. Mas ninguém vai vender a Cidade Proibida. Acadêmicos têm tentado investigar o impacto do patrimônio cultural, em particular o de prédios tombados e sítios culturais históricos, sobre o valor dos imóveis nas cidades. Um estudo recente mostra que, para adquirir um prédio tombado, compradores estão dispostos a pagar um adicional de 25% a 30%. Há uma espécie de efeito do patrimônio cultural sobre os preços.

O que é mais atrativo para os cidadãos e turistas no patrimônio cultural? Como atrair as pessoas? Há fórmulas ou “caminhos” comprovados para isso?
O gosto pelo patrimônio não é “inato”. Potenciais visitantes precisam de explicações. Precisam de um guia em suas visitas. É necessário organizar eventos, melhorar a qualidade da recepção aos visitantes. Sites de internet têm um papel importante em prover informações.

A educação afeta o interesse das pessoas pelo patrimônio cultural? Ou não existe relação?
Há dados que mostram uma profunda desigualdade na frequência, de acordo com os níveis de renda e de escolaridade. As escolas precisam ensinar a importância do patrimônio cultural para a nação e os cidadãos. Elas deveriam organizar visitas frequentes a museus e monumentos históricos. Se você não “consome” cultura quando é jovem, não vai consumir cultura quando se tornar adulto. É uma verdade em todo o mundo. Educação é uma questão central.

Que países gerenciam melhor o patrimônio cultural? 
O Reino Unido, a França, a Itália e a Europa, em geral, adotaram suas políticas mais cedo. A primeira lei importante na França é de 1913. Ela dá suporte a dois tipos de preservação: o tombamento de prédios cuja preservação é de interesse nacional dos pontos de vista histórico e artístico e o registro, em um inventário adicional, de monumentos históricos públicos ou privados que não demandam tombamento imediato, mas que contêm interesse histórico ou artístico que torne a preservação desejável. No Reino Unido, os cidadãos são envolvidos na preservação. Muitas pessoas se sentem responsáveis por cuidar do patrimônio cultural. Na Ásia, há experiências interessantes de preservação conjunta de patrimônios culturais e naturais.

Você conhece experiências brasileiras de gestão do patrimônio cultural? Se sim, acredita que o país está no caminho certo?
Eu acho que existe um tipo de desordem. Em alguns lugares, um profundo compromisso com o patrimônio. E nenhum compromisso, em outros. Mas é difícil gastar com patrimônio quando o nível de pobreza continua muito alto. Patrimônio não é uma questão isolada. Está ligada à educação e ao bem-estar econômico. Lindos centros históricos são preservados, mas o resto da cidade fica abandonado. É o caso de Salvador, na Bahia, uma cidade fantástica onde só o centro histórico é preservado.

O que a atraiu para o estudo acadêmico da gestão do patrimônio cultural?
Venho trabalhando para o Ministério da Cultura da França e na Biblioteca Nacional. O patrimônio cultural é uma parte da minha vida. Em um tempo de rápidas mudanças sociais e tecnológicas, preservar o passado é a melhor forma de se preparar para o futuro.

Fonte original da notícia: Época Negócios




Iepha-MG conclui obras de preservação do patrimônio cultural em Brumal, distrito de Santa Bárbara


Termo de Ajustamento de Conduta garantiu a recuperação de fachadas do núcleo histórico e de importante igreja tombada.

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O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) finalizou as obras de restauração e reforma da Capela do Senhor dos Passos, em Brumal, distrito de Santa Bárbara, incluindo o adro, o cruzeiro, a imagem do Senhor dos Passos e o sacrário. Foram também recuperadas as fachadas de treze edificações situadas na Rua Principal e na Praça Santo Amaro. O município faz parte do território Metropolitano do estado.

Totalizando o valor de R$637.243,67, o recurso investido veio de um Termo de Compromisso firmado com o Ministério Público de Minas Gerais. A recuperação dos bens culturais teve o acompanhamento técnico do Iepha-MG durante todo o processo, que contou com a colaboração e apoio da comunidade local. A restauração da imagem do Senhor dos Passos, datada do século 19, teve sua conclusão no final de 2016.

Para a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, a conclusão das obras em Brumal reforça ainda mais o compromisso do Governo de Estado de Minas Gerais de preservar o patrimônio cultural dos mineiros. “Minas Gerais possui um acervo cultural muito rico, presente na memória das pessoas, por isso precisamos concentrar os nossos esforços na preservação desses bens históricos”, ressalta a presidente.

Núcleo histórico de Brumal

A origem do município de Santa Bárbara está relacionada à exploração de ouro, no início do século 18, com o descobrimento de minas pelo bandeirante Antônio da Silva Bueno, o que impulsionou o povoamento da região. Embora as minas de ouro do arraial tenham inicialmente se apresentado pobres, o povoado de Brumal consolidou-se na primeira metade do século XVIII, tendo a Capela do Senhor dos Passos sido erguida no século 19.

Em fevereiro de 1831, Brumal recebeu a visita ilustre de Dom Pedro I e da Imperatriz D. Amélia, que, a caminho do Santuário do Caraça, pernoitaram no arraial. No ano de 1881, foi a vez de Dom Pedro II visitar Brumal. A proteção do Centro Histórico de Brumal ocorreu em abril de 1989, por meio do seu tombamento estadual.

Fonte original da notícia: IEPHA




MTur destina R$ 250 mi à preservação de sítios históricos


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História e sua preservação estão intimamente ligadas ao Turismo. Esta é a mensagem que o ministério do Turismo pretende passar aos brasileiros ao se comprometer em ajudar o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no repasse do orçamento previsto para 2017. “A preservação da nossa memória é fundamental para o Turismo”, disse o ministro Marx Beltrão.

Os R$ 250 milhões que serão destinados ao prosseguimento do PAC das Cidades Históricas podem ser retidos diante do contingenciamento de recursos federais. Por isso, o apoio do MTur e de sua força política são essenciais para que o dinheiro chegue a seu destino.

“Trabalhamos com o mesmo objeto”, afirma a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, ao comentar a relação entre os dois órgãos. “O Turismo promove os atrativos e nós mantemos”, conclui. Há obras, de acordo com a presidente, prontas para sair do papel apenas aguardando o repasse financeiro.

O PAC das Cidades Históricas foi criado em 2013 no governo Dilma, contemplando 44 cidades de 20 Estados brasileiros. O investimento total do programa é de R$ 1,6 bilhão e tem como destino 425 obras de restauração de edifícios e espaços públicos.

Além do referido PAC, a reunião da última quarta-feira, que também contou com a presença do superintendente estadual do Iphan em Alagoas, Mário Aloísio Melo, abordou a necessidade da reativação da Associação das Cidades Históricas junto com os órgãos locais de gestão.

O Brasil tem 20 sítios considerados patrimônios mundiais da humanidade pela Unesco, um dos itens considerados no estudo de competitividade turística do Fórum Econômico Mundial. No levantamento, a cultura brasileira foi considerada como um dos principais diferenciais do País, que ficou com a oitava posição dentre as 141 nações participantes.

Por Renato Machado

 Fonte original da notícia: Panrotas



Porto Alegre (RS) – Grupo encaminha representação ao MP para garantir preservação do acervo da Fundação Piratini


Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Na tarde desta quarta-feira (11), um grupo composto por artistas, professores e comunicadores se reuniu, na sede do Ministério Público, com o procurador-geral em exercício Paulo Emílio Barbosa para expor o risco de perda do patrimônio cultural com a extinção das fundações estaduais – em especial, da Fundação Piratini (TVE e da FM Cultura). Segundo o representante dos funcionários no Conselho Deliberativo da Fundação Piratini, Walmor Sperinde, o encontro foi necessário para “expor o absurdo em níveis econômicos e sociais que é a extinção das fundações”.

O documento entregue destaca a importância das emissoras como dois dos principais canais de divulgação da cultura e de conteúdos audiovisuais produzidos no Rio Grande do Sul. Segundo nota divulgada à imprensa, ele é apoiado por entidades representativas, como a Associação Riograndense de Imprensa, e assinado por quase 400 pessoas, como Luis Fernando Verissimo, Luiz Antonio Assis Brasil, Jorge Furtado, Renato Borghetti, Nei Lisboa, entre outros.

A proteção do interesse público foi a prioridade requisitada pelo grupo, que pediu providências legais para garantir a sobrevivência de serviços prestados e a preservação do funcionamento e dos acervos da TVE e da FM Cultura. “Não sabemos o que vai acontecer com esse patrimônio; há um medo muito grande de que seja perdido ou mal utilizado”, afirma Sperinde.

Segundo ele, o procurador se mostrou muito solícito e afirmou que irá encaminhar o documento para análise da equipe jurídica, tendo se comprometido a garantir providências que irão resguardar o patrimônio público. Se for evidenciada ação inconstitucional, a solicitação será levada a outras instâncias.

Por Giovana Fleck

Fonte original da notícia: Sul21




Centro Histórico de Grão Mogol (MG) é tombado pelo patrimônio estadual


Título encerra uma década de espera e torcida dos habitantes de um dos municípios mais antigos da Região Norte de Minas.

Iepha/MG - Divulgação

Iepha/MG – Divulgação

Depois de uma espera de 10 anos, os moradores de Grão Mogol, uma das cidades mais antigas do Norte do estado, veem o núcleo histórico local ser tombado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep). Em reunião na terça-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), os conselheiros aprovaram o título por unanimidade, garantindo proteção para os bens do município, cuja primeira povoação surgiu no fim do século 18. Agora, já são 11 localidades mineiras com o tombamento estadual.

Durante a reunião, o secretário de estado da Cultura e presidente do Conep, Angelo Oswaldo, destacou a importância do tombamento do núcleo histórico para os mineiros. “Grão Mogol é uma significativa cidade histórica, com valores patrimoniais e culturais muito característicos da região mineradora, tornando-se um dos pontos importantes de exploração do diamante. O município desenvolveu um processo sociocultural de grande significado, que é reconhecido agora como patrimônio de todos os mineiros”, disse. Ele acrescentou que o reconhecimento do Centro Histórico de Grão Mogol como bem cultural de Minas “deve ser recebido com muita alegria por toda comunidade”.

Já a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, ressaltou que a atuação do instituto no Norte de Minas contribuiu para o tombamento do Centro Histórico de Grão Mogol. “Nos últimos anos, o Iepha realizou um trabalho intenso em parceria com as comunidades locais e universidades, com o objetivo de pesquisar e compreender a região do Rio São Francisco como patrimônio cultural de Minas Gerais. O tombamento de Grão Mogol reafirma um momento do Iepha de olhar para a diversidade dos centros históricos que o estado tem”, disse. Ela observou que este contexto permite fortalecer o diálogo com o poder público em relação à preservação do patrimônio cultural da cidade.

Preservação
O tombamento de Grão Mogol entusiasmou o secretário municipal de Cultura de Grão Mogol, Rogério Augusto Reis Figueiredo. “A cidade foi tombada pelo município, há dois anos, e agora ganha mais esta proteção. É muito importante para preservar os monumentos que contam nossa história e impedir a descaracterização. Há muitos prédios em ruínas e acreditamos que o tombamento, além de dar mais visibilidade a nossa cidade, poderá trazer recursos para a restauração”, disse.

Com 17 mil habitantes e 167 anos como cidade, embora seja dos tempos coloniais, Grão Mogol tem com um dos principais monumentos a Matriz de Santo Antônio, toda construída em pedra. Rogério chama a atenção, e faz o convite, para que todos visitem o presépio da cidade, “o maior existente ao ar livre”, localizado no sopé de uma serra e com as imagens também de pedra. Além do interesse do Iepha, ele destaca a participação decisiva do promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, ex-coordenador da Promotoria Estadual de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC) e hoje atuando na comarca de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Membro do Conep, o professor da Universidade de Montes Claros, Denilson Meireles, ressalta a relevância dos trabalhos realizados pelo Iepha na Região Norte. Para ele, a região recebe merecido reconhecimento do estado. “O inventário cultural do Rio São Francisco, produzido pela equipe do Iepha, somado ao tombamento do Centro Histórico de Grão Mogol, demonstra o quanto o Norte de Minas contribui com a sua diversidade para o fortalecimento da cultura mineira”, disse o professor.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br




Corumbá (MS) – Só lei de preservação salva casas centenárias de Ladário


Conselho de Cultura se reúne nesta semana para voltar a discutir projeto de lei de tombamento que está parado na Câmara Municipal.

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Casa de 1917 mantém arquitetura original e se destaca na rua Tamandaré.

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São comuns fachadas com datação do século passado nas ruas centrais ladarenses.

A preservação e conservação dos prédios e casas centenárias de Ladário voltam a ser tema central de uma reunião que o Conselho Municipal de Cultura terá nesta semana provavelmente com a presença de vereadores, já que o projeto de lei para tombamento está parado na Câmara. Os imóveis precisam do registro como Patrimônio Histórico para evitar demolição ou a desfiguração de sua arquitetura original.

Trata-se de uma questão de enorme relevância para o futuro turístico e econômico de Ladário, pois o que está em jogo é a aprovação de uma lei que vai garantir não só a preservação do patrimônio histórico da cidade como também será fundamental na captação de recursos para as futuras reformas dos imóveis.

Ou seja, todos sairão ganhando: os proprietários que terão os imóveis valorizados e a cultura e o turismo ladarenses, que assim mantêm todas essas relíquias como ponto de visitação e pesquisa para os que aqui chegarem. São prédios de valor histórico inestimável, com data do século passado, construídos dentro dos padrões coloniais, com paredes de pedras, portas e janelas de madeira rústica.

  Diretora da Fundação de Cultura, Wanessa Rodrigues, diante de prédio de 1917.

Diretora da Fundação de Cultura, Wanessa Rodrigues, diante de prédio de 1917.

A diretora presidente da Fundação de Cultura, Wanessa Rodrigues, visitou alguns desses prédios na sexta-feira, 18 de novembro, e reafirmou seu desejo de ver o projeto de lei aprovado na Câmara Municipal para agilizar as revitalizações. “Teremos uma reunião do Conselho Municipal de Cultura, provavelmente com vereadores, para esclarecermos alguns pontos do projeto e discutirmos mais uma vez a necessidade da lei de tombamento”, afirmou Wanessa.

Algumas dessas velhas construções já estão em situação de risco, ora pela ação natural da chuva e do vento, ora pela interferência humana. Em uma dessas casas o proprietário autorizou a remoção da porta grande original para que fosse instalada uma porta bem menor, ferindo frontalmente o padrão original. Com a lei de tombamento em vigor, esse tipo de interferência será proibido. Toda reforma deverá obrigatoriamente passar pelo crivo do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

Casa de pedra na rua D.Pedro II é uma das relíquias patrimoniais de Ladário.

Casa de pedra na rua D.Pedro II é uma das relíquias patrimoniais de Ladário.

Na rua Dom Pedro II, quase esquina com a Marcilio Dias, uma casa construída toda em pedra aparente, com uma enorme árvore encravada no cômodo dos fundos, chama a atenção daqueles que reconhecem o seu valor histórico. Um prédio centenário como este serve como referência histórica do período em que foi fundado o povoado de Ladário, que em setembro completou 238 anos. A data de sua construção ainda e um mistério. A casa pode ter sido construída como centro de uma propriedade rural. Pena que o imóvel continue abandonando, sendo vez por outra habitado por andarilhos ou sem-teto.

Lei de preservação municipal vai garantir recursos para reformas 
O que para alguns é visto como “casas velhas e abandonadas”, para historiadores tratam-se na verdade de relíquias de inestimável valor histórico que a lei, se aprovada, reconhecerá como Patrimônio Histórico de Ladário. A aprovação da lei municipal será o primeiro passo para o reconhecimento nos governos do Estado e Federal.

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O que sobrou de uma casa em estilo colonial após a ação do tempo e das mãos humanas.

Esses prédios centenários ficam quase todos no entorno das ruas Tamandaré, Fernandes Vieira (essas duas mais próximas ao porto), avenida 14 de Março (prédios do Centro Espírita Vicente de Paulo e antiga Prefeitura), Dom Pedro II (casa de pedra). Na rua do Couto está o Santuário de Nossa dos Remédios, incluído do projeto de lei de tombamento enviado à Câmara. Em Ladário, até o momento, foram reconhecidos como Patrimônio Histórico a Base Naval da Marinha e a imagem de Nossa Senhora dos Remédios.

O modo de fazer da viola de cocho, registrado como Patrimônio Imaterial pelo Ministério da Cultura em 2005, conta em Ladário com uma referência: o mestre-artesão Sebastião Brandão, que também é cururueiro, produz a viola, canta e toca, além de ministrar oficinas no galpão de sua casa, na rua Afonso Pena, bairro Almirante Tamandaré. As inscrições para as próximas oficinas estão abertas.

Por Nelson Urt

Fonte original da notícia: Correio de Corumbá




Programa ajuda a conservar acervo de Júlio Prestes em Itapetininga (SP)


Centro Cultural Ayres Aguirre receberá R$ 30 mil a partir de 2017. Ajuda faz parte do Programa de Ação Cultural do Governo do Estado.

Centro Cultural Basílio Ayres Aguirre receberá R$ 30 mil para manter acervo. (Foto: Reprodução/ TV TEM)

Centro Cultural Basílio Ayres Aguirre receberá R$ 30 mil para manter acervo. (Foto: Reprodução/ TV TEM)

O Centro Cultural Basílio Ayres Aguirre de Itapetininga (SP) foi uma das oito instituições contempladas este ano no edital de preservação de acervos museológicos do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo. De acordo com a Secretaria de Cultura, a instituição receberá, a partir de 2017, R$ 30 mil para investir em ações de conservação do acervo pessoal de Júlio Prestes de Albuquerque.

Nascido em Itapetininga (SP), Júlio Prestes foi o último presidente eleito durante a República Velha (1889-1930), impedido de assumir o cargo pela Revolução de 1930, que conduziu o presidente Getúlio Vargas ao poder. Com o investimento, também será feita a elaboração de documentos técnicos, a digitalização de todo o acervo para criação de conteúdo virtual e o desenvolvimento de uma cartilha explicativa sobre a importância da conservação deste patrimônio.

ProAc
O Programa de Ação Cultural (ProAC), na modalidade editais, tem o objetivo de difundir a produção artística em todas as regiões do estado, apoiando financeiramente projetos artísticos. Neste ano, foram disponibilizados 44 editais em 12 linguagens: teatro, dança, música, literatura, circo, artes cênicas para crianças, festivais de arte, audiovisual, museus, diversidade sexual e étnica e artes visuais.

Fonte original da notícia: G1 Itapetininga e Região




Iphan analisa revalidação do título de Patrimônio Cultural de bens registrados


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Depois de 10 anos registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro, o bem continua sendo uma referência cultural para a comunidade e consequentemente para o país? Esta é a principal análise feita pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) durante o processo de revalidação do título concedido aos bens de natureza imaterial.

No momento, quatro bens passam por esta reavaliação: a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica dos índios Wajãpi, no Amapá; o Samba de Roda do Recôncavo baiano; o Ofício das paneleiras de Goiabeiras, no Espírito Santo, e a celebração da festa do Círio do Nazaré, no estado do Pará.

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A técnica do Iphan, Maria Lacerda, explica que, após o Registro, o bem é acompanhado e monitorado pelo Instituto. E, no mínimo de 10 em 10 anos, será feita uma avaliação desse Patrimônio Cultural, fornecendo indicativos para que se decida sobre a permanência ou não do título concedido.

A iniciativa prevista no Decreto 3.551/2000 tem como finalidade tanto investigar sobre a atual situação do bem cultural, como levantar informações, averiguar efetividade das ações de salvaguarda, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outras iniciativas. O parecer é encaminhado para análise preliminar da Câmara Setorial do Patrimônio Imaterial, tendo avaliação final do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. Se a instância negar a Revalidação, será mantido apenas a inscrição no Livro de Registro como referência cultural de seu tempo.

As Políticas de Preservação. A identificação e o reconhecimento de um bem como Patrimônio Cultural do Brasil são as ações iniciais da Política Nacional de Salvaguarda dos Bens Culturais Imateriais, que também atua permanentemente com iniciativas de apoio e sustentabilidade da prática.

Para preservar um patrimônio cultural imaterial brasileiro, o Iphan, em conjunto com os grupos detentores e instituições locais, desenvolve o Plano de Salvaguarda. O objetivo deste instrumento é apoiar a continuidade do bem de modo sustentável e atuar para melhoria das condições sociais e materiais de transmissão e reprodução que possibilitam sua existência.

Para isto, utiliza como referência o conhecimento gerado durante os processos de inventário e registro que permite identificar, de modo preciso, as formas mais adequadas de salvaguarda. A partir daí, é elaborado um planejamento estratégico a ser executado com base na interlocução continuada entre o Estado e os grupos, comunidades ou segmentos sociais diretamente envolvidos.

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Cada Plano é implementado e acompanhado por um coletivo formado pelos detentores dos saberes e instituições relacionadas. O coletivo discute e apresenta estratégias de curto, médio e longo prazo para que o bem alcance sua autonomia e sustentabilidade. Por meio da gestão compartilhada pretende-se a realização de retificações periódicas na condução das ações e o monitoramento das atividades realizadas para a preservação.

Assim como a própria construção da política do patrimônio imaterial, este procedimento tem também característica participativa. A iniciativa que integra o Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI) – consiste na análise da continuidade do bem ao longo do tempo, mantendo suas características de referência cultural, que lhe garantiram o título.

Saiba mais:
Convenção da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial 
Convenção sobre a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais da Unesco
Decreto 3.551/2000 – Institui o Registro de Bens Culturais Imateriais 
Resolução Iphan 1/2013 – Trata do processo Administrativo de Revalidação 

Fonte original da notícia: IPHAN