RJ – Projeto apresentado à Unesco prevê que Cais do Valongo seja mais acessível para população

Consolidação das pedras e referência ao mar estão entre os projetos. Um milhão de escravos teriam chegado pelo local.

Área do Cais do Valongo que hoje é ocupado por grama terá água. Foto: Cristina Boeckel/ G1

Após a declaração do Cais do Valongo como patrimônio da humanidade pela Unesco, no último domingo (9), o local deve receber melhorias que tornem o sítio arqueológico mais explicativo para os visitantes. Entre os projetos está uma ligação que faça alusão ao mar, para que os frequentadores tenham a noção do local exato de que maneira os escravos vindos da África desembarcavam no Rio de Janeiro. Desde a construção do cais, em 1811, o mar foi aterrado em 344 metros. Além disso, as pedras do local serão consolidadas.

“A ideia é fazer a conexão com o mar, de ter uma água ali. Não sabemos bem como será isso”, destacou Mônica da Costa, superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Rio de Janeiro.

Para a arqueóloga Rosana Najjar, também do Iphan, que participou da produção do dossiê apresentado à Unesco, fazer com que o local seja mais acessível é importante para a construção da memória.

“É o testemunho material de um evento histórico extremamente triste, sofrido e que não pode ser esquecido. A partir do momento que a pesquisa arqueológica resgata isso é importante não apenas para a arqueologia brasileira e mundial mas também para a questão da população africana escravizada que veio para o Brasil.

Melhorias previstas no dossiê

Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio. Foto: Cristina Boeckel/ G1

O dossiê da candidatura a patrimônio da humanidade já prevê melhorias para a estrutura do local se torne de leitura mais fácil para os visitantes.

“O dossiê, na verdade, além de justificar o valor universal e excepcional do bem, também vai ter que mostrar que o Brasil vai ter competência para manter esse bem íntegro e legível para a população. Porque o sítio arqueológico não fala por si só, você tem que ter um processo de ‘tradução’. Então os passos agora serão de efetivamente fazer projetos para que isso seja melhor exposto, melhor contextualizado”, destacou Najjar.

Parte do Cais do Valongo ainda está soterrada. Uma ampliação da área do monumento, de grande movimento no Rio, não está descartada.

“As próximas etapas do dossiê que foi apresentado para a Unesco são várias etapas de trabalho até 2019. Temos um cronograma junto com a prefeitura e de a gente ter um projeto de consolidação das pedras e, nesse projeto, a gente vai fazer uma revisão de ampliar essa mostra do sítio”, explicou a superintendente do Iphan.

O local é considerado único em todo o continente, pois é considerado o sítio de memória da escravidão mais completo que se conhece na América. O Brasil foi destino de pelo menos 40% de todos os africanos que chegaram como cativos ao continente americano entre os séculos XVI e XIX. Destes, 60% entraram pelo Rio de Janeiro, ou seja, quase um quarto de todos os escravizados. Estima-se em um milhão o número de negros que desembarcaram na cidade para trabalhar de maneira forçada, segundo números apresentados pelo documento apresentado à Unesco.

O local é um antigo cais localizado entre as ruas Coelho e Castro e Sacadura Cabral. Construído em 1811, era parte de um enorme mercado de comercialização de seres humanos que se estendia por toda a praia. Em 1843, o Valongo foi aterrado e se tornou o Cais da Imperatriz, para o desembarque da então princesa Teresa Cristina, que veio ao país se casar com o imperador D. Pedro II.

O dossiê que embasou a candidatura, com 443 páginas e disponível na internet no site do Iphan, explica detalhes sobre o projeto de conservação e como o local pode ser comparado a portos correspondentes no outro extremo da jornada dos escravos, na África.

“Era a partir do desembarque que começava para os africanos a vida como escravizados nas Américas, vida essa que tomava a forma de uma dolorosa experiência no entorno do Cais do Valongo, onde se localizavam as casas de comércio da mercadoria humana trazida da África, naquela que era a mais afro-atlântica das cidades das Américas no século XIX: o Rio de Janeiro”, detalha o documento.

A reivindicação do reconhecimento do Cais do Valongo como local de importância histórica para a humanidade como local de memória e sofrimento, como o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, a cidade de Hiroshima, no Japão; e Robben Island, na África do Sul, que recebeu presos políticos da luta contra o apartheid, como Nelson Mandela.

O documento destaca ainda que o cais do Valongo servia como conexão para o transporte de escravos para dentro do continente e para outros portos, como Montevidéu e Buenos Aires.

De acordo com o dossiê, declarar o Cais do Valongo como patrimônio da humanidade também é uma forma de preservar o local da expansão imobiliária.

“O Sítio Arqueológico Cais do Valongo encontra-se na zona de ocupação tradicional, porém ele está junto ao limite da zona de expansão imobiliária. A nova ocupação irá gerar impacto seja do ponto de vista da ambiência paisagística do Sitio Arqueológico, seja do ponto de vista das mudanças sociais e funcionais por que pode passar a região onde o sítio está inserido”, destaca o dossiê.

Por Cristina Boeckel

Fonte original da notícia: G1 Rio




MG – Projeto percorre as ruas de BH para fotografar e identificar residências antigas

Escondido entre prédios e muros, um portão marrom passa quase despercebido por quem transita pela rua Hermínio Alves, no bairro Santa Tereza, região Leste de Belo Horizonte. Do lado de dentro, 12 casas surpreendem pelas suas cores vivas e a história que guardam. Com a construção iniciada na década de 1910, a Vila Ivone é o retrato da riqueza arquitetônica que faz parte da capital. A menos de quatro quilômetros do Centro da cidade, a área teve como seus primeiros moradores Avelino de Souza Vieira e Florinda Pereira de Souza, que vieram de Portugal. Em 2003, foi tombada pelo patrimônio histórico e até hoje abriga os familiares do casal.

Já no bairro Serra, região Centro-Sul, as curvas e o estilo neoclássico marcam uma residência de dois andares na rua Estevão Pinto. Com projeto do arquiteto italiano Octaviano Lapertosa, um dos fundadores da Escola de Arquitetura da UFMG, o espaço já abrigou o professor Antônio Aleixo, foi colégio e até convento. Esses são apenas alguns detalhes da riqueza histórica que passam despercebidos pelos olhares dos apressados belo-horizontinos. Para mudar esse panorama, o projeto Casas de BH percorre as ruas da cidade para identificar e registrar residências antigas. De acordo com o fundador, o arquiteto Ivan Araújo, mais de 115 casas já foram catalogadas.

“A proposta surgiu em 2015 e tive uma grande aceitação, principalmente nas redes sociais. Tem pessoas que participam e contam que já moraram nesses locais ou tiveram algum familiar residindo ali”, contou. O projeto já promoveu duas caminhadas explicativas com estudantes e interessados pela área nos bairros de Lourdes e Funcionários, que concentram o acervo histórico de BH. “Na primeira, foram pouco mais de 50 pessoas participantes. Já na segunda edição, que aconteceu neste mês, recebemos mais de 100”, disse.

Preservação histórica

Conforme o especialista, muitos moradores relatam dificuldades para manter as propriedades em bom estado de conservação, principalmente pelos altos custos das reformas. “Como muitas são tombadas, eles relataram falta de incentivo e apoio, principalmente com o custo. E manter uma casa em bom estado envolve muita manutenção”, finalizou.

O arquiteto e professor da UFMG, Flávio Carsalade, explicou que grande parte da história da cidade já foi perdida. “Porém, a partir de 1990, com a criação da diretoria de patrimônio histórico de BH, essa situação vem se revertendo. Além da proteção municipal, o órgão oferece assistência técnica gratuita para os moradores”, argumentou.

Por Lucas Morais

Fonte original da notícia: Metro BH




Porto Alegre (RS) – Projeto trata de proteção a patrimônio histórico no município

Foto: Divulgação/Internet

Está tramitando na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de autoria do vereador Cláudio Janta (SD) que dispõe sobre a proteção do patrimônio histórico, cultural e natural de Porto Alegre, disciplinando a integração de bem móveis e imóveis e criando incentivos ao tombamento, condicionando a parceria público-privada (PPP) relativa a imóveis comerciais geradores de emprego que sejam tombados.

Segundo o vereador, PPP é o termo utilizado para denominar uma moderna ferramenta de gestão pública que concilia a eficiência e a capacidade de investimento de empresas privadas com as necessidades do Poder Público em desenvolver com mais agilidade serviços, obras, ações e programas para atender à população. “Entretanto, como legislador, não podemos nos distanciar da realidade, na qual costumeiras práticas econômicas têm um só interesse, que é o da exploração comercial”.

Janta diz que a proposta visa a preservação do patrimônio histórico-cultural e os seus aspectos imateriais ou intangíveis. “Estes compreendem as expressões de vida e tradições que comunidades, grupos e indivíduos em todas as partes do mundo recebem de seus ancestrais e passam, com seus conhecimentos, a seus descendentes”, ressalta.

Texto Priscila Bittencourte / Edição Marco Aurélio Marocco

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre




Fundo estadual vai financiar a elaboração de projeto para recuperar prédio histórico de Ponta Porã (MS)

O Castelinho foi construído em meados da década de 1920. O projeto executivo é o primeiro passo para as obras de restauração do prédio que vão transformá-lo em um museu.

Funles vai financiar o projeto executivo da restauração do Castelinho de Ponta Porã. Foto: Reprodução/TV Morena

O Conselho Gestor do Fundo de Defesa e Reparação de Interesses Difusos e Lesados (Funles) vai destinar R$ 257 mil para custear a elaboração do projeto executivo de restauração do prédio histórico do Castelinho, em Ponta Porã, a 326 quilômetros de Campo Grande.

O projeto executivo é o primeiro passo para as obras de restauração do prédio que vão transformá-lo em um museu para guardar a história da fronteira.

“O Conselho entendeu que era salutar, tem mérito dada a importância para o patrimônio histórico do Estado, e aprovou o aporte desses recursos para elaborar o projeto”, disse o secretário Jaime Verruck, da Semagro, que preside o conselho.

O prédio

O Castelinho foi construído em meados da década de 1920, conforme registros fotográficos de então, custeado pela companhia Matte Laranjeira, a poderosa empresa que era proprietária de praticamente toda região de fronteira com o Paraguai.

Em estilo europeu, seguia a linha dos prédios públicos do Brasil Império e tinha a pretensão de simbolizar o poder com sua arquitetura imponente para a época e o lugar. Era a base governamental na fronteira e mais virou sede do Território Federal de Ponta Porã, criado no governo de Getúlio Vargas.

Findo o Território Federal, abrigou a cadeia pública e depois a Polícia Militar até ser abandonado no início dos anos 1990. Foi tombado como Patrimônio Histórico Municipal e Estadual e a partir daí iniciou-se um movimento cobrando sua restauração.

Fonte original da notícia: G1 MS




SP – Projeto de reurbanização da Cracolândia gera polêmica sobre preservação de patrimônio histórico da capital

Projeto esbarra em imóveis preservados. Prefeitura diz que tombamento será respeitado.

Visão artísitica mostra como deve ficar área da Cracolândia após reurbanização. Divulgação/Secretaria Estadual da Habitação

Um projeto preliminar encomendado pela Prefeitura ao governo do Estado para revitalização de parte da antiga Cracolândia, no centro de São Paulo, gerou polêmica em reunião do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) no última dia 12 de junho, ao ser acusado por conselheiros de desrespeitar o tombamento histórico de imóveis no local, decidido em 2016.

O projeto — que e prevê a construção de quatro edifícios residenciais, uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e um CEU (Centro Educacional Unificado) — seria uma extensão da proposta já em execução pela gestão estadual. Ele atinge o polígono formado pelas ruas Helvétia, Dino Bueno, Cleveland, Barão de Piracicaba e Glete e largo Coração de Jesus.

A área corresponde ao chamado ‘fluxo’, onde até 21 de maio se concentravam dependentes, moradores de rua e traficantes da antiga Cracolândia.

Marcos Penido, secretário municipal de Serviços e Obras, esteve na reunião do Conpresp para defender as ações realizadas na região e apresentar o projeto. Caso aprovada pela gestão do município, a proposta seria tocado pela PPP (Parceria Público Privada) feita entre a Secretário de Estado da Habitação e a contrutora Canopus, vencedora da licitação da parceria, realizada em 2014.

O fato de na região haver imóveis tombados chamou a atenção de conselheiros, já que a proposta apresentada por Penido leva em consideração as fachadas, mas não deixa claro se os interiores seriam também mantidos. A diretora do Conpresp, Mariana Rolim, disse acreditar ter havido uma confusão na concepção do projeto.

— Acredito que haja um entendimento equivocado, porque o Condephaat (órgão do patrimônio histórico do Estado de São Paulo) protege apenas as fachadas, mas a resolução do Conpresp tomba, além da fachada, a estrutura e volume dos edifícios, que não podem ser alterados.

Silvio Oksman, representante do IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) no conselho, questionou o governo por elaborar um projeto, ainda que preliminar, que contradiz um regramento do município definido em 2016.

Ainda na reunião, Marcos Penido afirmou aos conselheiros que todas as ações respeitarão o tombamento dos imóveis na região, e ressaltou o caráter preliminar do projeto apresentado. Por meio de sua assessoria, a Secretaria de Serviços e Obras comeplementa que todas as exigências previstas pela legislação serão respeitadas, e que o projeto é uma parceria entre o governo do Estado e a prefeitura, que vai desapropriar áreas para permitir a ampliação da oferta de moradias pela PPP.

Afirma ainda a nota divulgada que esse conjunto de ações vai permitir que imóveis — inclusive os tombados pelos órgãos de preservação do patrimônio — deixem de ser deteriorados e ocupados por traficantes para exploração de dependentes químicos.

PPP do governo

A PPP firmada em 2015 entre a construtora Canopus e Companhia Paulista de Parcerias (pertencente ao governo estadual) para a reurbanização da região ao lado do contemplado pelo novo projeto inclui a construção de mais de 1.200 apartamentos residenciais para a Cracolândia, a maioria deles classificados como HIS (habitação de interesse social), reservado para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos. Quinhentos apartamentos estarão reservados aos movimentos de luta por moradia.

O plano original, já aprovado pelo governo do Estado e órgãos de patrimônio histórico, contempla também a construção da escola de música Tom Jobim, uma creche e uma área comercial. Pelo projeto original, tudo será construído em terrenos da prefeitura cedidos à PPP e sem imóveis protegidos em sua área.

Licitado em 2014 e com contrato firmado em 2015, o projeto de R$ 1,3 bilhão prioriza que as moradias sejam concedidas a pessoas que trabalham no centro de São Paulo e morem em áreas mais afastadas.

Serão destinadas 80% das unidades para inscritos que moram fora da área central, mas que trabalham nesta região. As 20% das moradias restantes serão para interessados que moram e trabalham na região central.

“A construção de moradias é essencial para a recuperação da região. Com elas, vamos trazer de volta as pessoas para morarem e circularem pela região. Essa é a única forma de revitalizar plenamente áreas que estão degradadas”, diz o secretário Estadual da Habitação, Rodrigo Garcia.

Do valor total, R$ 919 milhões serão desembolsados pela construtora Canopus, que poderá explorar as áreas comerciais disponíveis no térreo dos prédios residenciais, enquanto o governo do Estado deve arcar com R$ 465 milhões ao longo de 20 anos. O prazo para entrega de todo o complexo de edifícios é dezembro de 2019.

As construções nas imediações da estação Julio Prestes é parte de um programa maior, que contempla toda a região da Luz, e que soma 1.642 habitações. Os interessados nos imóveis têm até 24 de julho deste ano para se inscrever no site da Secretaria Estadual da Habitação.

Questionamentos do TCE

O processo de licitação e contratação da parceria responsável pelo planejamento e execução das obras é também alvo de polêmica: o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e o Ministério Público de Contas levantaram questionamentos.

As resistências à apresentação e condução do projeto de reurbanização começaram há mais de um ano. Em maio de 2016, Antônio Roque Citadini, conselheiro do TCE responsável pela relatoria da PPP, emitiu um despacho em que levantava dúvidas sobre a necessidade de uma Parceria Público Privada. O conselheiro indagaba se o projeto de reurbanização não poderia ser tocado pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano): “É certo que há uma notória dificuldade em justificar a Parceria Público Privada em questão”.

Após os questionamentos do conselheiro Roque Citadini, o MPC (Ministério Público de Contas), ligado ao TCE, observou problemas na licitação do projeto, publicada em 2014 como Concorrência Internacional 001/14. Segundo o MPC, a exigência feita para os pleiteantes à concorrência “revelou-se um fator de restritividade à ampla competição, visto que apenas uma empresa apresentou proposta. Portanto, possíveis interessados, com condições de suprir as exigências através de dois atestados ou mais, ficaram impedidos de participar do certame, em ofensa à legislação”. O conselheiro, então, emitiu despacho pedindo que o governo do Estado se explicasse.

A assessoria de imprensa do TCE afirmou que, após o último despacho do conselheiro Roque Citadini, de janeiro deste ano, o governo respondeu dentro do prazo de 30 dias. Esse esclarecimento está sendo analisado pelas quatro áreas técnicas do órgão, mas sem previsão de novo parecer.

Em nota, a Secretaria Estadual da Habitação defende que a PPP da Habitação oferece uma alternativa de financiamento da ação de política pública em um cenário de crise econômica nacional, com queda de arrecadação de imposto, pois o poder público só começa a pagar a partir das entregas das unidades e em longo prazo.

A nota afirma ainda que se trata de uma ação complementar às demais desenvolvidas por meio da CDHU e da Casa Paulista, e atende aos objetivos da revitalização na região, pois prevê manutenção predial — que inclui os elevadores — e apoio à gestão condominial durante os 20 anos de contrato, o que contribuirá para que, no decorrer dos anos, evite a degradação dos espaços.

A secretaria aponta que a PPP paulista é referência para o Brasil, uma vez que o Ministério das Cidades formou um grupo de trabalho para estudar a sua expansão para todo o país.

A Secretaria da Habitação diz ainda que respondeu a todos os questionamentos do TCE em 24 de fevereiro e aguarda a sua análise, e que não existe nenhuma decisão do Tribunal. Afirma também que a assessoria técnica do TCE manifestou que não houve restrição na licitação da PPP.

Por Gustavo Basso

Fonte original da notícia: R7




Americana (SP) apresenta projeto de restauração da Igreja Matriz

Projeto de restauração da Igreja Matriz de Americana foi apresentado pela Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua. (Foto: Clayton Padovan)

A Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua , em Americana (SP), apresentou nesta sexta-feira (2) projeto de restauração da Igreja Matriz, que está estimado em R$ 2,2 milhões. O documento foi protocolado no Ministério da Cultura e agora depende de aprovação para ser viabilizado por meio da Lei Rouanet.

Para ajudar no projeto, no início deste ano, a Basílica lançou a campanha “Retratos da História”. Com a ajuda da população, a igreja conseguiu resgatar documentos que ajudaram na elaboração do trabalho de restauração do prédio de 1897.

Além da importância histórica, a restauração também resolverá problemas estruturais na igreja, que desde o ano passado está fechada.

Etapas

A análise no Ministério da Cultura deve demorar 90 dias, segundo a Basílica. Após a aprovação, a primeira fase das obras contemplará toda a parte estrutural.

Já a segunda etapa será voltada para as pinturas artísticas, o piso de ladrilho hidráulico e o paisagismo, mas ainda não há previsão de gastos.

Campanha

Em fevereiro, a Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua lançou uma campanha para recuperar fotos antigas da Igreja Matriz de Americana. A iniciativa, chamada “Retratos da História”, pretendia resgatar documentos que ajudassem na elaboração do projeto de restauração do prédio histórico.

Na época, a arquiteta responsável pelo projeto técnico Juliana Binotti disse que as fotos iriam contribuir para o levantamento das características da primeira igreja do município, já que desde sua construção, ela passou por várias reformas. A última aconteceu em 1990.

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




Sacos de pão distribuídos nas padarias estampam a bacia hidrográfica de Poços de Caldas (MG)

Projeto é realização do grupo ‘A Cidade que Engole Rios’ e pretende conscientizar a população sobre os rios que percorrem a cidade.

Sacos de pão já estão disponíveis em padarias e supermercados da cidade. Foto: divulgação

Desde o início deste mês os sacos de pão de algumas padarias da cidade estão com um desenho diferente. O grupo ‘A Cidade que Engole Rios’ estampou o mapa de toda a bacia hidrográfica de Poços nas embalagens. A atitude acompanha as várias ações que o movimento promove para que a população tenha conhecimento dos rios e córregos que a cidade ‘engole’.

A ideia surgiu em um dos encontros do grupo. “O pão está na casa das pessoas todos os dias. Queremos disseminar o mapa hídrico da cidade, para que elas possam conhecê-lo, só assim teremos consciência da importância de preservá-los”, explica o participante do grupo, Dayron Teixeira Magalhães.

Adriana Rocha Araújo, da empresa Sanvel, foi uma das empresárias que apoiou o projeto. “Todos temos nosso papel na sociedade, o grupo teve uma ideia ótima e eu pude ajudar. Ao mesmo tempo, também passei a conhecer mais sobre Poços e suas águas”, confessa.

O objetivo do mapa no papel de pão é educar e conscientizar. Levar as pessoas a começar a olhar a cidade através das águas. “O mapa poderá ser utilizado nas escolas e universidades de toda a cidade. Assim ele não será simplesmente um papel de carregar os pães, e sim um mapa que, após carregar os pães, possa ser explorado de várias formas como um material didático”, explica Maria Carolina Nassif, outra integrante do grupo.

O mapa será disponibilizado gratuitamente para impressão a qualquer interessado. Para Dalmoni Lydijusse, o trabalho de educação patrimonial precisa fazer parte da vida dos cidadãos. “A arte pode provocar, alterar. Um simples objeto, esse saco de papel de pão, esse tipo de ação, nos permite imaginar que é possível atuar como cidadão. É possível erguer as mangas e discutir: que cidade queremos? Que paisagem vamos deixar como cidade às próximas gerações?”, indaga.

Os sacos de pão foram patrocinados por mais de 40 empresários de Poços, sem essa ajuda, o grupo não conseguiria levar a ideia a diante. Foram produzidos 30 mil sacos de pão com o mapa da bacia hidrográfica e o nome dos patrocinadores. Os sacos podem ser encontrados em várias padarias da cidade.

O grupo

O Grupo A Cidade Que Engole Rios é formado por arquitetos, urbanistas, ambientalistas, educadores, artistas e outros profissionais que se uniram com o objetivo de discutir os rumos urbanísticos da cidade após a enchente de janeiro de 2016 e causou danos consideráveis a imóveis, veículos e mercadorias de lojas.

A tempestade, que durou aproximadamente uma hora e inundou as principais ruas do Centro, evidenciou um problema não apenas de Poços de Caldas, mas de várias cidades brasileiras, as construções por cima dos rios. Para o grupo, essas construções acabam por não acomodar a vazão da água, visto que as margens e a superfície estão ocupadas por essas construções.

Onde você encontra os mapas:

Art Pão – Rua Peru (Jd. Quisisana)
Café Pão de Queijo – Rua Paraíba (Centro)
Fiorela – Avenida Francisco Salles (Centro)
Ki Sabor – Avenida Espanha (Parque das Nações)
Maeda’s – Avenida Antônio Carlos (Cascatinha)
Mais Sabor – Avenida Professora Magda Pinto Amarante (Jardim Hortência)
Morumbi – Rua Brasílio de Oliveira Valim (Morumbi)
Nosso Pão – Rua Junqueiras e Assis Figueiredo (Centro)
Nova Primavera – Rua Teodoro Stein Sobrinho (Jardim Primavera)
Saborella – (Cascatinha)
Supermercado Arco íris – Rua Paissandú (Dom Bosco)

Fonte original da notícia: Poços Já




Porto Alegre (RS) – Projeto prevê tombamento do Parque Saint’Hilaire

Foto: Joel Vargas/PMPA

Está tramitando na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT) que prevê tombamento do Parque Saint’Hilaire. O objetivo é integrá-lo ao Patrimônio Histórico-Cultural, Natural e Paisagístico do Município de Porto Alegre.

Segundo o autor, o Parque Saint’Hilaire é um dos mais importantes locais de preservação ambiental ainda existentes na capital. Batizado com esse nome, homenageia o conhecido naturalista e viajante francês Augustin François Cesar Provensal Saint Hilaire. “A importância da área onde situa-se o parque para nossa cidade e nosso estado é anterior a sua criação”, explica.

Proprietária de grande parte da área, a Companhia Hidráulica de Porto Alegre a utilizava para captação de água e sua distribuição para a população de nossa cidade desde 1898, no final do século XIX. O parque abriga mais de 50 nascentes, as mais distantes da foz do Arroio Dilúvio, possuindo papel fundamental na conservação da bacia hidrográfica. A fitogeografia do parque é formada pela Floresta Estacional Semi Decidual, ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica, a segunda maior floresta em diversidade biológica e também a segunda mais devastada do planeta, considerada área prioritária para conservação da biodiversidade.

“Portanto, como se pode observar, o Parque Saint’Hilaire é um espaço que mantém viva a história, a cultura e o ambiente natural de Porto Alegre”, defende Oliboni.

Por Priscila Bittencourte/Marco Aurélio Marocco

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre




Instituto de Arquitetos sugere concurso para projeto de ocupação da Maesa, em Caxias do Sul (RS)

Reunião com secretários municipais ocorre na próxima sexta-feira em Caxias do Sul.

Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB RS), Rafael Passos, estará em Caxias do Sul nesta semana para reuniões com as secretárias municipais de Cultura, Adriana Antunes, e Planejamento Urbano, Mirângela Rossi. Além de discutir o Plano Diretor da cidade, os profissionais vão sugerir um concurso público de projeto de arquitetura e urbanismo para ocupação do prédio histórico da Maesa, no bairro Exposição. A reunião ocorre na sexta-feira pela manhã. As informações da Gaúcha Serra.

De acordo com a arquiteta Silvia Nunes, presidente do IAB em Caxias do Sul, a prefeitura ainda não definiu se vai ter concurso público, mas a intenção é mostrar como funciona este processo.

— A nossa proposta depende das decisões que a prefeitura tomar em relação ao plano de ocupação e aí poderemos ajudar a definir a abrangência do concurso, se ele será de ideias ou para realização da obra ou ainda de partes específicas. Auxiliamos em termos de edital e de busca de patrocínio — exemplifica.

A arquiteta defende a importância do concurso não é só por se tratar de um prédio histórico, mas também porque permite explorar a capacidade criativa dos profissionais em um projeto importante para o município. Um exemplo de prédio público que fez concurso público nacional de arquitetura é o da Assembleia Legislativa do Estado.

Na semana passada, a prefeitura também disse que estuda a formalização de parcerias público-privadas para administrar serviços com a ocupação do prédio da Maesa. O primeiro evento artístico ocorreu na última segunda-feira. O assunto está em análise pela comissão que discute o uso do prédio.

Por Babiana Mugnol

Fonte original da notícia: Pioneiro




Tecnologia faz quadros da Pinacoteca de São Paulo conversarem com visitante

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Uma parceria entre a Pinacoteca de São Paulo e a IBM Brasil vai tornar as visitas ao museu mais interativas e personalizadas. O projeto “A Voz da Arte” usa o Watson e com um assistente cognitivo que responde perguntas sobre sete obras do acervo do local: Mestiço, de Cândido Portinari (1934); Saudade, de Almeida Junior (1899); Ventania, de Antonio Parreiras (1888); São Paulo, de Tarsila do Amaral (1924); O Porco, de Nelson Leirner (1967); Bananal, de Lasar Segall (1927); e Lindonéia, a Gioconda do subúrbio, de Rubens Gerchman (1966).

Assim que chegar, o visitante vai receber um smartphone com fones de ouvido e o app do projeto. Ao andar pelo museu, ele receberá notificações quando estiver perto das obras interativas e será estimulado a fazer perguntas sobre a obra mais próxima. As perguntas e respostas são feitas por voz e em português, mas deficientes auditivos podem participar via chat.

A visita guiada será aberta ao público a partir da próxima quarta-feira, 5.

Saiba mais

Fonte original da notícia: Olhar Digital