São Gonçalo (RJ) – Licitação para obras é adiada, e Fazenda Colubandê segue sem previsão de restauração

Fazenda Colubandê segue sem previsão de restauração. Foto: Alex Ramos

Quem torcia por boas notícias sobre o processo de restauração da histórica Fazenda Colubandê, em São Gonçalo, vai precisar esperar mais, já que as quatro empresas interessadas em reformar o patrimônio não compareceram à tomada de preços, realizada pela Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop), na quarta-feira.

Ainda sem previsão para a restauração, o espaço que abriga o casarão e a Capela de Santanna seguem em estado de abandono. Por meio da assessoria de imprensa, a Emop informou que “a licitação foi deserta. Embora quatro empresas tenham comprado o edital, nenhuma delas compareceu para apresentar proposta. Portanto, será remarcada uma nova data para a licitação”.

Para os grupos de mobilização envolvidos na conservação e restauro da Fazenda Colubandê, a luta continua.

“Agora temos que aguardar um posicionamento do órgão responsável, mas enquanto isso a luta continua. Neste sábado, a partir das 10h, faremos uma reunião com todos envolvidos na ocupação cultural da Fazenda. Estamos cuidando, fazendo limpezas periodicamente. Parece que o governo do Estado tem se tornado mais sensível atualmente com toda essa movimentação da sociedade e esperamos que isso continue e surta mais efeitos”, contou o professor e historiador Claudio Prado de Mello, do Instituto de Pesquisa Histórica e Arqueológica do Rio de Janeiro (Ipharj).

Abandonada desde 2012, quando o Comando de Policiamento Ambiental (CPAM) parou de funcionar no local, a Fazenda Colubandê, que já sofreu ações de criminosos e falta de manutenção, segue agora com atenção de grupos de mobilização, entre eles o SOS Fazenda Colubandê e o SOS Patrimônio. Atualmente, o espaço está sob responsabilidade do Governo do Estado.

Fonte original da notícia: O São Gonçalo




Atrasos põem em risco calendário de restauro do Teatro Municipal de Sabará (MG)

Em processo de restauração, Teatro Municipal de Sabará corre o risco de não abrir as cortinas em janeiro, como previsto inicialmente. Atrasos nos recursos do PAC reduzem ritmo das obras.

Inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera, o teatro começou a ser restaurado em outubro, mas, com a lentidão nos repasses financeiros, o número de operários foi reduzido de 10 para três. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Devagar, quase parando. Uma das mais antigas salas de espetáculos do país, o Teatro Municipal de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é palco de obras de restauro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, mas corre o risco de não reabrir as cortinas na época prevista – janeiro do ano que vem. De acordo com a prefeitura local, o governo federal não vem repassando os recursos em tempo hábil, o que obriga a empresa contratada a reduzir o número de operários – eram 10, hoje são três – e também o ritmo do projeto de recuperação do prédio inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera. “Sem chance de reinaugurar daqui a oito meses, pois só 20% dos trabalhos foram executados”, alerta o prefeito Wander Borges (PSB).

Com obras iniciadas em outubro de 2016 e valor total da restauração estimado em R$ 2,6 milhões, o teatro, localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, tem atraso em duas parcelas, cujo montante é repassado à prefeitura pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Borges conta que a medição (serviço concluído) feita em março e totalizada em R$ 75 mil ainda não foi paga, mesmo com a vistoria feita pelo Iphan. O mesmo ocorre com outra de R$ 106 mil, cuja medição foi feita em 19 de maio e ainda não recebeu vistoria. Portanto, conforme a prefeitura, o valor pago até este mês é de R$ 299,6 mil.

“Vamos tocando o serviço como podemos. Esse teatro é fundamental para a população de Sabará”, diz o chefe do Executivo, destacando que o espaço em estilo elisabetano sempre foi vital para fomentar a cultura, pois apresentava peças infantis com entrada franca, espetáculos de dança e teatro de grupos locais e de outros estados que, ao vir à capital, estendiam a viagem ao município vizinho. “Agora, não temos um lugar para oferecer esses eventos ao público”, lamenta.

Preocupado com a situação, Borges conta que outros prédios históricos estão fechados, alguns correndo risco de degradação acentuada, como o da prefeitura, o Solar Padre Corrêa, também na Pedro II. Nesse caso, a intervenção também é do PAC, que tem, no município, nove ações selecionadas para receber os investimentos. De tão lamentável o estado do sobrado, a administração municipal teve que se mudar para um prédio próximo, o Solar Dona Sofia, antiga Secretaria Municipal de Cultura. O prefeito chama atenção ainda para a centenária Escola Estadual Paula Rocha, na Praça Melo Viana, fechada há quatro anos, e o Cine Bandeirantes (Centro Cultural José Costa Sepúlveda), na Rua Luís Cassiano, fechado há cinco.

Com recursos municipais e para evitar deterioração, a atual gestão vai empreender obras emergenciais na Capela do Senhor Bom Jesus, onde, na Semana Santa, ocorre uma grande peregrinação de madrugada; na Capela de Nossa Senhora do Ó, que terá madeira vinda de uma oficina do Iphan em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, com transporte, mão de obra e outros materiais custeados pela municipalidade; no Passo de Simão Cirineu; e nas igrejas de São Francisco e de Santo Antônio do Pompéu, incluídas no PAC Cidades Históricas e necessitando de cuidados urgentes.

A direção do Iphan reconhece que há realmente duas medições sem pagar e a explicação é que foram apresentadas ao Iphan apenas no fim da semana passada. A autarquia federal informa que o valor total do restauro do teatro já foi empenhado, mas o pagamento depende do andamento da obra. “Dessa forma, se não foi tudo pago até agora, é de responsabilidade da prefeitura local, que não deu o devido encaminhamento aos serviços”, avisa. De todo jeito, amanhã, o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, estará em Sabará para uma visita técnica à obra.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Obra de arte

Quem já assistiu a um espetáculo no Teatro Municipal de Sabará, com 400 lugares, sabe que o espaço é obra de arte genuína, tanto que recebeu a visita dos imperadores dom Pedro I (1798-1834), em 1831, e dom Pedro II (1825-1891), em 1881. Embora sem as cadeiras e ornamentos, dá gosto ver a sala em estilo italiano, em forma de ferradura, com vasto palco elevado e ótima visibilidade. Conforme as pesquisas, há três andares de camarotes, com detalhes que enriquecem a história: “As portas de entrada pertenceram à antiga cadeia. A cortina do pano de boca foi pintada pelo conhecido pintor alemão George Grimm, que veio ao Brasil em 1874 e foi professor por algum tempo na Academia de Belas-Artes, no Rio de Janeiro”.

Nesse ambiente, os operários se revezem em serviços na plateia e no foyer do prédio, que está cercado por tapumes. E os moradores têm orgulho em dizer que, nesse palco, com “uma das melhores acústicas da América”, se apresentaram artistas renomados, a exemplo de Paulo Gracindo, Ítala Nandi, Arthur Moreira Lima, Belchior, Roberto de Regina, Nelson Freire, Clementina de Jesus, Jackson Antunes, Felipe Silvestre, Marco Antônio Araújo e Maria Lúcia Godoy. Placas na entrada indicam reformas em 1970, 1983 e 1996 e informam que, há 30 anos, a propriedade do prédio passou do estado para a prefeitura.

A obra de restauro preveem a manutenção das características originais do teatro, como as técnicas construtivas tradicionais e os elementos decorativos em madeira e a adaptação da casa às exigências atuais de conforto, segurança e acessibilidade. Pelo projeto, o anexo lateral receberá novos banheiros e terá “linguagem contemporânea” para diferenciar o prédio atual do antigo. Todos os elementos, como cobertura, pisos, forros, portas, janelas vão merecer reparos, havendo pintura de alvenarias, da estrutura de madeira aparente e das partes metálicas.

O projeto contempla também as instalações elétricas, luminotécnicas, de sonorização, de segurança e de prevenção e combate a incêndio, que serão adequadas a fim de garantir o bom funcionamento do local. Foi ainda idealizada uma rota acessível a pessoas portadoras de necessidades especiais e com mobilidade reduzida, em todos os níveis do teatro, e outra específica para os artistas.

História

De acordo com as pesquisas, a antiga Casa da Ópera de Sabará é um dos mais interessantes edifícios de Minas, principalmente por ser o teatro um programa pouco comum na época de abertura. Em 1831, viveu grandes momentos com a visita do imperador dom Pedro II. Sabe-se que o teatro foi erguido em terreno pertencente ao alferes Francisco da Costa Soares, com a constituição de uma sociedade anônima da qual o povo participou e reuniu recursos para a obra. Diz um documento que “aos poucos, os cotistas proprietários do teatro foram doando suas ações à Santa Casa de Sabará, que mantinha a maioria das cotas na ocasião de seu tombamento em 1963. No século 20, transformou-se em Cine -Teatro Borba Gato, entrando em total decadência.

Sem visitação

Em Sabará, três prédios estão fechados à visitação pública e sem uso permanente. Confira:

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Solar Padre Corrêa, sede da prefeitura local
Localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, o sobrado está ameaçado, com o forro deteriorado, e interditado desde julho de 2016. Com isso, o Executivo e outros setores da atual gestão tiveram que mudar integralmente de endereço. Obras estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Escola Estadual Paula Rocha
Fica na Praça Melo Viana, no Centro Histórico, e está fechada há quatro anos. Já foi feita a licitação pelo governo estadual, faltando assinar a ordem de serviço para começo da reforma. Em 22 de junho, completará 110 anos de fundação.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Cine Bandeirantes, atual Centro Cultural José Costa Sepúlveda
Está fechado há cinco anos. Obra foi restaurada pela prefeitura em parceria com a Vale, em 2012, mas não houve inauguração do equipamento, que sofreu alterações em 2015 e teve o uso inviabilizado para atender o público. Os recursos são municipais.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Em Mariana (MG), igreja do século 18 é revitalizada; restauração durou mais de um ano

Forros, altares e imagens sacras foram restaurados na igreja de Mariana. Fotos: Samuel Consentino/Divulgação

Imagens centenárias, altares e forros da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, restaurados nos últimos 16 meses, serão apresentados para a população no próximo dia 25. A estrutura, construída no século 18, em Mariana, região Central de Minas, abrigará também o Museu Vieira Servas, após as obras de revitalização arquitetônica que ainda serão licitadas.

A revitalização do templo foi garantida com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas. Foi investido R$ 1,6 milhão na primeira fase, terminada agora.

“No decorrer do tempo, ocorreram vários danos nas pinturas e era de extrema urgência uma intervenção. Havia, inclusive, o risco de perdermos artes que remontam os anos de 1770. Mas conseguimos reverter o processo com resgate das pinturas e retirada dos cupins dos forros e altares”, explica o coordenador técnico do trabalho de restauro, Adriano Ramos.

A etapa das obras civis, que custará cerca de R$ 2 milhões, terá o processo licitatório anunciado no dia da inauguração das obras de arte revitalizadas.

Segundo a coordenadora do PAC Cidades Históricas de Mariana, Anna Grammont, o recurso já está assegurado e será liberado à medida em que as obras forem acontecendo. Mas ainda não há uma data prevista para isso.

Quando finalizadas as obras, a igreja manterá a característica religiosa mas será também um museu. O que a credita para isso é o fato de abrigar obras de dois nomes renomados na arte colonial religiosa mineira: Mestre Ataíde e Vieira Servas. Ainda não está definido se haverá necessidade de fechamento da igreja durante as obras do museu.

Por Tatiana Lagôa

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Justiça determina restauração de monumentos históricos no MA

Justiça Federal determinou que a Prefeitura de São Luís realize a restauração das fontes das Pedras e do Ribeirão.

Fonte do Ribeirão fica situada na área central de São Luís (MA). (Foto: Biné Morais/Jornal O Estado do Maranhão)

A Justiça Federal determinou que a Prefeitura de São Luís realize a restauração das fontes das Pedras e do Ribeirão, considerados monumentos históricos, em área de tombamento federal, que continuam sujeitos a atos de vandalismo, sujeira e depredação, além da ocupação irregular. A decisão é baseada em uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo Ministério Público Federal no Maranhão (MPF-MA).

Na primeira decisão, datada no ano de 2014, foi estabelecido o prazo de 30 dias para que a Prefeitura começasse o controle do uso das Fontes, por meio da implementação de vigilância, para evitar ocupação irregular, e fizesse a relocação das pessoas que já se encontram no local, resguardando a sua integridade física e psicológica.

Na época, o grande problema verificado foi o abandono da fonte. Sem vigilância, o local era depredado e virou área para habitação dos moradores de ruas, além da presença de usuários de drogas. Foram realizadas reuniões com a Prefeitura de São Luís, que não cumpriu o acordado.

A Justiça também determinou o serviço de limpeza dos espaços de forma continuada e, no prazo de seis meses, a realização de obras de conservação e reparo das fontes, conforme projeto e cronograma a serem apresentados ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sob pena de multa diária, em caso de descumprimento, fixada em R$ 5 mil.

Após o descumprimento da decisão, em outubro do ano passado, quando a multa já atingia o valor de R$ 3.175.000,00 o Município de São Luís foi novamente intimado a comprovar, em três meses, a adoção das providências, que caso não sejam executadas, acarretarão em multa de caráter pessoal para o prefeito da capital, no valor de R$ 1 mil.

Em manifestação sobre a decisão, o município alegou que a Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph) não dispõe de recursos financeiros e diz ter realizado intervenções em 2012, ano anterior à propositura da ACP, o que confirma o descumprimento da decisão.

Dois meses após a intimação, foi constatado que de fato houve a apresentação de projeto relativo à intervenção, mas a Prefeitura aguardaria a abertura do sistema financeiro de 2017. Quanto à execução dos serviços, ainda não há vigilância e limpeza nos locais.

Por meio de nota, a Fundação Municipal do Patrimônio Histórico (Fumph) informou que já existe um projeto para a reforma e recuperação da Fonte das Pedras. Sobre os atos de vandalismo na Fonte das Pedras, a Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc) disse que a Guarda Municipal realiza rondas periódicas pelo o local. No que diz respeito a ocupação irregular na Fonte das Pedras, a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) esclarece que tem prestado atendimento às pessoas em situação de rua presentes no espaço.

Ainda segunda a nota, sobre a sujeira encontrada na Fonte do Ribeirão, o Comitê de Limpeza Urbana pontuou que está realizando regularmente serviços de varrição, roçagem, coleta de resíduos e lavagem completa na Fonte do Ribeirão (leia a nota abaixo).

Leia a íntegra da nota:

“A Fundação Municipal do Patrimônio Histórico (Fumph) informa que já existe um projeto técnico para a reforma e recuperação da Fonte das Pedras, realizado por meio de uma parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a partir de uma compensação ambiental. A Secretaria Municipal de Segurança com Cidadania (Semusc) informa que a Guarda Municipal realiza rondas periódicas na Fonte das Pedras e que o local está incluído no planejamento da Secretaria para receber reforço no patrulhamento. A Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) esclarece que tem prestado atendimento às pessoas em situação de rua presentes na Fonte das Pedras. O Comitê de Limpeza Urbana informa que realiza regularmente serviços de varrição, roçagem, coleta de resíduos e lavagem completa na Fonte do Ribeirão”.

Fonte das Pedras está situada em São Luís em área de tombamento federal. (Foto: Flora Dolores/Jornal O Estado do Maranhão)

 Fonte original da notícia: G1 MA



MPF pede restauração imediata de prédio histórico no centro de São Paulo (SP)

Situação do Hotel Queluz é precária; proprietários do imóvel se comprometeram a reformá-lo, mas descumpriram acordo.

Divulgação / Internet

O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou uma ação civil pública para a imediata reforma do prédio que abrigou o antigo Hotel Queluz, no bairro da Luz, centro da capital paulista. O edifício centenário é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas está em condições precárias de conservação e sob risco de incêndio. Os proprietários já haviam firmado um acordo com o MPF em 2012 para realizar os reparos, mas descumpriram os prazos estabelecidos e nunca deram início à obra.

O imóvel de 1903, situado na esquina das ruas Mauá e Cásper Líbero e projetado por Ramos de Azevedo, é representativo da arquitetura paulistana entre o fim do Império e a Primeira República. Oito pessoas e uma empresa detêm a propriedade do prédio de três pavimentos. Hoje, um hotel ainda funciona nos dois andares superiores. O térreo é ocupado por estabelecimentos comerciais.

Dois laudos do Iphan, de 2008 e 2011, já apontavam o estado de degradação do edifício. Além da desfiguração de elementos originais do local, os técnicos identificaram infiltrações, improvisos no sistema elétrico, falta de equipamentos para combate a incêndios e a deterioração da fachada. Apesar disso, os proprietários se negaram a incluir o prédio no Programa Monumenta, que visava patrocinar a reforma de imóveis históricos com verbas do Ministério da Cultura.

Os donos do antigo Hotel Queluz alegaram preferir realizar a reforma com recursos próprios. Em 2012, eles chegaram a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta com o MPF para executar a obra. No documento, os proprietários assumiram o compromisso de apresentar, até fevereiro do ano seguinte, um projeto de restauração do edifício ao Iphan, ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat, vinculado ao governo do Estado) e ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental (Conpresp).

Porém, os signatários desrespeitaram o prazo estabelecido. Segundo eles, a reforma só seria viável após a conclusão do tombamento do imóvel no Conpresp. O órgão municipal, por sua vez, informou ao MPF que o processo estava pendente devido à falta de diversos documentos ainda não apresentados pelos proprietários. Em março do ano passado, o pedido de tombamento acabou indeferido, fato que os donos do prédio usaram para reiterar a justificativa da demora na reforma.

“Resta evidente que os proprietários se recusam a restaurar o imóvel tombado [pelo Iphan] e tentam postergar a investigação indefinidamente, motivo pelo qual o MPF entende que o ajuizamento da presente ação civil pública é a única forma de compeli-los a cumprir com seu dever legal de conservação e restauração”, disse o procurador da República Matheus Baraldi Magnani. Após o descumprimento do TAC, os donos do Hotel Queluz foram multados em R$ 3,27 milhões. O valor, previsto no acordo em caso de descumprimento, ainda não foi pago.

Na ação, Baraldi requer que a Justiça determine liminarmente a reforma do edifício, sobretudo nas redes elétrica e hidráulica e na fachada. A pedido do procurador, a 10ª Vara Federal Cível de São Paulo já ordenou ao Iphan uma nova inspeção no prédio para verificar se há outros problemas estruturais ainda não identificados e que devam ser resolvidos durante a obra.

O número da ação é 5003240-27.2017.4.03.6100. A tramitação pode ser consultada em https://pje2g.trf3.jus.br/pje/ConsultaPublica/listView.seam

Leia a íntegra da ação

Fonte original da notícia: Ministério Público Federal




Estação férrea abandonada passa por reforma para virar museu em São Luiz Gonzaga (RS)

Estação abandonada há décadas tinha se tornado lar de moradores em situação de rua e alvo de vandalismo. Local será um memorial da Coluna Prestes a ser inaugurado em agosto.

Estação no ano passado, ainda durante período de abandono. (Foto: Reprodução/RBS TV)

Uma estação férrea desativada há 40 anos, localizada em São Luiz Gonzaga, no noroeste do Rio Grande do Sul, vai virar um museu previsto para inaugurar em agosto. O local tinha virado um verdadeiro transtorno para a população uma vez que servia como abrigo para moradores de rua e alvo de vandalismo.

A possibilidade de recuperação do espaço surgiu depois de uma parceria com o Ministério Público Federal. Em junho de 2016 a estação estava com as paredes pichadas, portas e janelas quebradas, entulho e muito lixo.

A Empresa América Latina Logística não cumpriu o acordo com o Ministério Público de reativar e manter as linhas na estação, e teve que pagar uma indenização de R$ 8 milhões. O valor foi dividido entre quatro municípios que possuem linhas férreas: Ijuí, Catuípe, Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga.

Cada prefeitura aplicou o dinheiro da indenização em algum projeto, e no caso de São Luiz Gonzaga, os recursos foram usados para transformar a estação desativada em memorial da Coluna Prestes.

O entulho e o lixo foram retirados do local, o espaço passou por uma readequação estrutural nas portas e janelas, as telhas foram substituídas e foi instalada uma rede de água, bem como outras reformas.

Trabalhadores realizam reformas no prédio que deve ser inaugurado em agosto. (Foto: Reprodução/RBS TV)

Além do museu, o local deve abrigar ainda outros serviços voltados para a cultura e turismo, conforme a prefeitura da cidade. O local deve ser inaugurado em agosto.

Fonte original da notícia: G1 RS




Prefeitura decreta tombamento da ‘Capela da Saudade’ em Uberlândia (MG)

Capela tem grande influência religiosa sobre comunidades locais de Uberlândia. (Foto: Reprodução/TV Integração)

A Capela da Saudade foi tombada como patrimônio histórico de Uberlândia a partir do decreto publicado nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial do Município. A proposta de tombamento efetivada pelo Conselho Municipal de Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Cultural de Uberlândia (Comphac) leva em consideração o valor histórico e cultural do imóvel, além da influência de religiosidade que o bem detém sobre as comunidades rurais da região.

O decreto assinado pelo prefeito Odelmo Leão e a secretária municipal de Cultura, Mônica Debs, veda qualquer intervenção estrutural no imóvel sem prévia concordância do Comphac. “Todos os elementos arquitetônicos da fachada frontal e lateral direita, tais como janelas, portas, balaustradas, vitrais, dentre outros, deverão ser preservados e só poderão ser alterados no sentido de reverter eventuais descaracterizações”, diz o decreto.

Os projetos de intervenção deverão ser elaborado por um arquiteto com experiência e formação comprovadas na área de conservação e restauração de bens culturais imóveis. Além disso, as cores da pintura de todas as fachadas da capela também deverão manter coerência com as características formais do prédio e do período construtivo.

História e arquitetura

A história da Capela da Saudade se molda às festividades religiosas da região rural conhecida como “Cruz Branca”. João Rezende, avó do atual proprietário da área, ergueu um cruzeiro e, depois, a construção foi realizada em caráter improvisado e só em 1899 é que foi erguida a capela pelo então genro de João, Francisco Pereira de Rezende.

O imóvel passou por uma reconstrução em 1954. Durante vários anos a capela foi espaço de celebração de missas, festas, cavalgadas e procissões.

O sistema construtivo emprega alvenaria estrutural, de tijolos maciços, assentados sobre alicerce de pedra que nivela a capela. As portas em madeira apresentam duas folhas. As janelas são metálicas com vidros coloridos. A cobertura se dá em duas águas, com telhas francesas, não originais.

O piso é de ladrilho hidráulico com desenhos geométricos e o acesso pela porta principal é feito por escada em cimento grosso, de forma circular. Possui dois óculos na fachada posterior, vedados por tela metálica.

Por Caroline Aleixo

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




Porto Alegre (RS) – Laçador precisará ser removido para restauro

Verônica explica que monumento não recebeu estrutura interna adequada. Foto: Marco Quintana/JC

A situação do Monumento ao Laçador, um dos mais famosos da Capital, é mais grave do que se imaginava e, por isso, caso seja restaurado, precisará ser removido de seu local temporariamente. Em inspeção inicial promovida no final de março pelo Sindicato das Indústrias da Construção Civil no Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), restauradores constataram fissuras e porosidades na base da obra, que a comprometeriam. Desde então, foi realizado um diagnóstico mais apurado, que revelou que os danos encontrados nas pernas do Laçador se repetiam em outras partes, como pescoço e braços.

Dadas as más condições, a obra precisará ser retirada para restauração, caso a prefeitura autorize. A escultura será colocada na horizontal para que uma estrutura interna seja implantada e feita uma solda de fechamento. Além disso, para que a obra não fique com cores diferentes onde houver a intervenção, a pátina será refeita. Ainda não há estimativa de data, duração e custo. Todo o processo será pago pelo Sinduscon-RS.

A arquiteta e restauradora Verônica di Benedetti explica que o monumento foi esculpido em várias partes, em uma fundição que não tinha preparo para fazer uma obra daquele porte. Por isso, não recebeu uma estrutura interna que dê suporte a seu tamanho. “O Laçador foi colocado em um local em que sofre muito com o vento e, por não ter um eixo interno, se mexe”, explica. O diagnóstico prevê a colocação de uma estrutura de aço inoxidável, para evitar a deterioração do material da escultura.

O vice-presidente do Sinduscon-RS, Zalmir Chwartzmann, considera que a entidade está fazendo o que precisa ser feito, uma vez que, caso o Laçador não receba restauração, corre o risco de cair com alguma ventania. “Estamos decididos a contratar profissionais e fazer o que é preciso nos próximos anos”, garante.

Foram trazidos da França dois professores especialistas em restauração de obras em metal, que deram aulas para outros 15 profissionais de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, do Interior e da capital gaúchos em um ateliê-escola, no qual foi feito o diagnóstico.

Chwartzmann espera que a revitalização do Laçador, bem como a dos monumentos existentes no Parque da Redenção, já restaurados, sirvam de exemplo para que outras entidades e pessoas da sociedade civil se engajem em melhorias na cidade, em áreas como música e artes plásticas.

O coordenador da Memória Cultural da prefeitura de Porto Alegre, Felipe Pimentel, assegura que o município vê com bons olhos o projeto de restauração. “Queremos saber como podemos viabilizar o procedimento. Após entregue o diagnóstico, o levaremos para avaliação do Conselho do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) e da Coordenação de Memória Cultural, e, depois disso, o Sinduscon-RS está liberado para fazer o trabalho”, relata. A apreciação pela prefeitura leva cerca de um mês.

A obra foi inaugurada em 1958 e nunca tinha recebido inspeção. Foram encontradas linhas de solda com porosidade evidente, entradas de luz e água, manchas de ferrugem, infestação de insetos, fissuras e lacunas. Grande parte das patologias se deve à sujeira acumulada, decorrente da falta de manutenção.

Por Isabella Sander

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Igreja Nossa Sra. da Conceição em Jaraguá (GO) ainda aguarda restauro determinado em sentença

Flagrantes do descaso. Fotos: arquivo da Promotoria de Justiça de Jaraguá.

O Estado de Goiás, a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), o Município de Jaraguá e a Paróquia Nossa Senhora da Penha foram condenados a restaurar integralmente a Igreja Nossa Senhora da Conceição em Jaraguá. Apesar da decisão proferida em 2015 ter confirmado a liminar ao MP, os sentenciados ainda não deram cumprimento às determinações. O processo está em fase recursal, mas o MP adianta que apresentará as contrarrazões em resposta às partes contrárias.

Essa mesma decisão condenou os acionados a não destruir, demolir ou mutilar o imóvel, nem reparar ou restaurar sem prévia autorização dos órgãos competentes, devendo, a partir de então, conservar e preservar o o imóvel, dando-lhe, ainda, destinação útil compatível com sua relevância cultural.

Rachaduras no prédio.

A ação, que data de 2013, foi proposta pelo promotor de Justiça Everaldo Sebastião de Sousa apontava que a igreja, já naquela época, estava em péssimo estado de conservação, com problemas na cobertura, presença de cupins na estrutura de madeira, trincas e infiltrações e irregularidades agravadas com o período de chuvas.

Por Cristiani Honório

Fonte original da notícia: MPGO




Blumenau (SC) – Museu da Ecologia Fritz Muller será restaurado

Foto: Marcelo Martins.

O Conselho Municipal do Meio Ambiente aprovou, na tarde desta segunda-feira, dia 8, o projeto de contratação de um profissional para fazer a avaliação arquitetônica de restauração do Museu da Ecologia Fritz Muller, na Rua Itajaí, 2.195, no bairro Vorstadt. A iniciativa faz parte da comemoração ao nascimento do Dr. Fritz Muller, que completa 200 anos em 2021.

A proposta é deixar o local totalmente repaginado, desde a parte histórica, ecológica e turística, incluindo o jardim. Os valores para a restauração do local ainda estão sendo estimados. Segundo o presidente da Faema, Alexandre Baumgratz, os recursos serão provenientes do Fundo Municipal do Meio Ambiente, além da elaboração de ajustamento de conduta para a participação de outras empresas do município.

De acordo com Alexandre, assim que aprovado o projeto arquitetônico pelo conselho as obras de restauração do museu devem iniciar. Enquanto isso, será feita uma busca histórica sobre Fritz Muller em outros museus, como na Europa, por exemplo, além de universidades do país.

O Museu
Fundado em 1936, o museu é resultado da necessidade de manter viva a memória e o trabalho de Fritz Müller. Abriga itens como insetos, animais taxidermizados, animais conservados em meio líquido, fósseis, ossos, peles, minerais, além de pertences do biólogo e de sua família. O local é administrado Faema.

Por Joni César 

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura de Blumenau