Criciúma (SC) – União e município estão obrigados a reformar Centro Cultural


Decisão da Justiça Federal deve ser cumprida em no máximo dois meses.

Arquivo Engeplus.

Arquivo Engeplus.

O município de Criciúma e a União estão obrigados a iniciar, em no máximo 60 dias, obras emergenciais de restauração do Centro Cultural Jorge Zanatta, na rua Coronel Pedro Benedet, área central da cidade. Este foi um dos resultados de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual e Federal. Na liminar, deferida pela Justiça Federal, as partes são citadas a pagar multa diária de R$ 200 caso não iniciem as reformas no prazo.

“Aquilo é um cenário que causa desânimo, que baixa a estima da cidade”, disse o prefeito Clésio Salvaro, em fevereiro, ao comemorar a transferência do termo de cessão do uso do prédio pela União à Prefeitura. Na prática, porém, as necessárias melhorias não saíram do papel desde então.

O prédio histórico, construído nos anos 40, foi ocupado pela Fundação Cultural de Criciúma do início dos anos 90 até 2013, quando acabou abandonado por conta da precariedade interna. O processo da Justiça Federal cita “nítida degradação” e “inércia” do poder público.

Em setembro de 2015, foi notícia o início das obras de melhorias no Centro Cultural, suspensas logo após por orientação da Justiça. Antes, em abril, há quase dois anos, um abraço simbólico por amigos da cultura e artistas foi promovido em sinal de protesto.

Na mesma ação que obriga a restauração, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é obrigado a, em no máximo 45 dias, dar destino adequado aos testemunhos de perfuração depositados no antigo prédio, mantendo a integridade dos mesmos, sob pena de multa de R$ 100 ao dia.

Por Denis Luciano

Fonte original da notícia: Engeplus




Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas (MG), é restaurada


Obras foram custeadas pelo PAC das Cidades Históricas. Construída no século XVIII, a igreja tem obras de Aleijadinho.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, passou por restauração e será devolvida à comunidade. (Foto: Iphan/Divulgação)

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, passou por restauração e será devolvida à comunidade. (Foto: Iphan/Divulgação)

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais, um dos símbolos do barroco mineiro, passou por obras de restauração e será devolvida à comunidade nesta quinta-feira (30).

Construída no século XVIII, ela tem trabalhos de Aleijadinho e do pai dele, o arquiteto português Manoel Francisco Lisboa. A igreja é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O projeto de restauração custou cerca de R$ 1,4 milhão. O investimento faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas. Os bens artísticos do interior da matriz, como o retábulo do altar-mor, a tribuna da capela-mor e o Arco do Cruzeiro, foram recuperados.

Congonhas está entre as oito cidades mineiras contempladas com investimentos do PAC Cidades Históricas.

Fonte original da notícia: G1 MG




TJAM nega recurso contra sentença que determina reforma no prédio da Santa Casa


Decisão obriga o município a adotar as medidas já ordenadas pela primeira instância: colocação de tapumes, segurança patrimonial e restauração do bem histórico.

2ª Vara da Fazenda Pública Municipal determinou a restauração do prédio histórico pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Manaus. Foto: Divulgação

2ª Vara da Fazenda Pública Municipal determinou a restauração do prédio histórico pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Manaus. Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) rejeitou, por unanimidade, o recurso movido pela Prefeitura contra a sentença do juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal que determinou a restauração do prédio histórico pertencente à Santa Casa de Misericórdia de Manaus. Decisão, da 3ª Câmara Cível do Estado, obriga o município a adotar as medidas já ordenadas pela primeira instância: colocação de tapumes, segurança patrimonial e restauração do bem histórico.

Em seu voto, a Desembargadora Nélia Jorge Caminha afirmou que: “Na forma do art. 19, DL n.° 25/37, o ente tombador tem responsabilidade subsidiária na conservação e reparação do patrimônio tombado, cabendo-lhe a execução das obras caso o proprietário demonstre insuficiência de recursos e comunique o órgão público responsável pela defesa do patrimônio histórico e cultural ou, ainda, nas situações em que demonstrada a urgência, caso em que fica dispensada a comunicação”.

Embora não tenha sido ainda intimado, o Município de Manaus poderá recorrer da decisão tomada pelo Tribunal Estadual. A decisão do Tribunal pode ser conferida por meio do endereço abaixo:

http://santacasamanaus.com.br/wp-content/uploads/2017/03/Acordao-TJAM.pdf

Fonte original da notícia: D24am




Secretaria de Cultura de Ouro Preto (MG) investiga origem de imagem de Cristo do século 19


Peça foi encontrada em uma gaveta, passa por restauração e vai compor acervo de capela em Ouro Preto. Prefeitura também quer saber quem foi o doador do objeto.

O secretário Zaqueu Astoni mostra o Cristo e a cruz em madeira, encontrados em espaço próximo à capela. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A PRESS)

O secretário Zaqueu Astoni mostra o Cristo e a cruz em madeira, encontrados em espaço próximo à capela. (Foto: Beto Novaes/EM/D.A PRESS)

Tempo de quaresma, descoberta e restauração. Uma imagem de Cristo crucificado, do século 19, foi encontrada no Casarão Rocha Lagoa, sede da Secretaria Municipal de Cultura e Patrimônio, no Centro Histórico da cidade, e já seguiu para restaurado na Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), vinculada à Secretaria de Estado da Cultura. A peça em madeira, com 50 centímetros de altura, estava dentro de uma gaveta, em meio a outros objetos, num espaço próximo à capela. “Foi uma grande surpresa. A gaveta estava fechada, tudo indica há muito tempo, num local antes usado como almoxarifado. Assim que ficar pronto, vamos pôr a peça sacra no lugar de destaque que merece”, disse, ontem, o secretário municipal de Cultura e Patrimônio de Ouro Preto, Zaqueu Astoni Moreira.

Segurando o crucifixo com todo o cuidado, Zaqueu explica que há partes quebradas e outras coladas, embora sem a intervenção adequada do trabalho de restauração. O serviço está a cargo do restaurador e professor da Faop Sílvio Luiz Rocha Vianna de Oliveira, responsável, com sua equipe, pela recente recuperação das pinturas de São Luís Rei da França e São Eduardo Rei da Inglaterra, do século 18, da Igreja de Nossa Senhora do Carmo. “Estamos investigando a origem do crucifixo e quem o doou à Secretaria de Cultura e Patrimônio”, explicou Zaqueu, adiantando que o restauro da peça será concluído até a Páscoa. Uma missa de reentronização será celebrada na capela por dom Francisco Barroso Filho, conhecido como dom Barroso e residente em Ouro Preto.

Localizada no térreo do imponente Casarão Rocha Lagoa, a capela vai ganhar iluminação especial e alguns reparos para ser visitada por moradores e turistas e frequentada pelos funcionários. O secretário mostra o teto em policromia, do século 18, doado ao município pelo ex-prefeito e atual secretário estadual de Cultura Angelo Oswaldo.

Cerimônias. O momento não poderia ser mais oportuno para recuperar a peça, já que, em 1º de abril, começam as cerimônias do Setenário das Dores (veja programação), na Igreja de Nossa Senhora das Dores, da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no Bairro de Antônio Dias. A cada ano, as celebrações solenes da Semana Santa em Ouro Preto se alternam entre essa paróquia (ano ímpar) e a de Nossa Senhora do Pilar (ano par), ambas no Centro Histórico. Em outras cidades mineiras do Ciclo do Ouro, como Sabará e Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, as meditações e rezas das Sete Dores de Maria enchem as igrejas.

Histórico.
O Casarão Rocha Lagoa fica na Rua Teixeira Amaral, ladeira de acesso às igrejas São José e São Francisco de Paula e rodoviária de Ouro Preto. De provável construção datada do fim do século 18, o sobrado recebeu esse nome por ter sido residência, já na segunda metade do século 19, da tradicional família Amaral e Rocha Lagoa, representada principalmente pelo senador Francisco Rocha Lagoa e sua esposa, Amélia Amaral Rocha Lagoa, filha do coronel Francisco Teixeira Amaral.

De acordo com o Inventário de Proteção do Acervo Cultural (Ipac), a mais antiga referência ao imóvel data de 1806. Naquele ano, consta do Livro de Tombos de Terrenos Foreiros a informação de que “Vicência Moreira de Oliveira possuía uma casa na rua da ladeira que segue para a capela de São José”. O documento destaca ainda que a primeira referência direta ao coronel Francisco Teixeira Amaral se deu em 1872.

Setenário das Dores
Confira a programação

» Ouro Preto
Local: Igreja de Nossa Senhora das Dores, no Centro Histórico
De 1º a 7 de abril, às 19h, com a participação do Coral Pio X

» Santa Luzia
Local: Paróquia Santuário de Santa Luzia, no Centro Histórico
Segunda-feira, às 17h – Mutirão de confissões na Matriz
Dia 1º de abril, às 19h – Missa solene de abertura do Setenário de Nossa Senhora das Dores
Dia 2, às 19h – Primeira Dor (Profecia de Simeão), seguida de missa
De 3 a 8, às 19h30 – Meditação e reza de Nossa Senhora das Dores

» Sabará
Local: Igreja de São Francisco, no Largo de São Francisco, no Centro Histórico
De 2 a 8, às 19h, com participação da Orquestra Santa Cecília na abertura e no encerramento. No dia 8, haverá a procissão do Depósito de Nossa Senhora das Dores, em direção às Mercês
Local: Matriz de Nossa Senhora da Conceição, na Praça Getúlio Vargas
De 2 a 8, às 19h

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Santo Sepulcro: restauração do túmulo de Jesus é concluída


De acordo com a fé cristã, o corpo de Jesus foi sepultado no que se tornou o local da Basílica do Santo Sepulcro. Área será reaberta ao público na quarta-feira (22).

O Santo Sepulcro renovado será aberto ao público na quarta-feira (22). (Foto: Sebastian Scheiner/AP)

O Santo Sepulcro renovado será aberto ao público na quarta-feira (22). (Foto: Sebastian Scheiner/AP)

Uma equipe de cientistas e restauradores concluiu os trabalhos realizados no local do túmulo de Jesus na Cidade Antiga de Jerusalém e a área será reaberta ao público na quarta-feira (22).

O grupo trabalhou pelos últimos nove meses na Basílica do Santo Sepulcro e teve como foco uma pequena estrutura acima do local de sepultamento, conhecida como a Edícula.

De acordo com a fé cristã, o corpo de Jesus foi sepultado no que se tornou o local da Basílica do Santo Sepulcro. Os restauradores também trabalharam em outras partes da igreja, segundo a supervisora do projeto.

Santo Sepulcro foi renovado a tempo das celebrações de Páscoa. (Foto: Sebastian Scheiner)

Santo Sepulcro foi renovado a tempo das celebrações de Páscoa. (Foto: Sebastian Scheiner)

A estrutura precisará de reforços e conservação, incluindo a instalação de uma rede subterrânea de drenagem para água da chuva e esgoto, disse nesta segunda-feira Antonia Moropoulou, professora da Universidade Técnica Nacional de Atenas. Moropoulou dirigiu o trabalho no local e se mostrou satisfeita com os trabalhos e pede agora à comunidade cristã “que o mantenha”.

No mês passado, a chefe da restauração entregou aos três Custódios – o greco-ortodoxo, o armênio apostólico e o católico romano – o projeto de “estabilização de alicerces” que estes ainda estão estudando.

“Agora é possível ver a cor e a textura, as inscrições, os afrescos”, disse Moropoulou junto à estrutura centenária, onde a tradição cristã considera que ocorreu o enterro e a ressurreição de Jesus, após dez meses de restauração durante os quais foram limpas as lâminas de mármore da armação e sua estabilidade foi reforçada.

Além disso, lajes danificadas foram substituídas, fissuras foram cobertas com cola e os suportes foram reforçados para um “monumento que durará para sempre”, segundo a chefe grega da restauração.

No final de fevereiro, os andaimes colocados pelos britânicos em 1947 foram removidos e as lonas e tapumes que cercam a Edícula serão retirados nas próximas horas, para que o recinto fique livre de materiais de obra antes de 22 de março, data da apresentação.

No alto da cúpula reluz uma cruz greco-ortodoxa, que não estava antes da restauração e que, segundo o franciscano e arqueólogo Eugenio Alliata, poderia pertencer ao projeto original da Edícula.

Tutela compartilhada

As ramificações cristãs grega ortodoxa, armênia e católica romana compartilham tutela da igreja, onde tensões muitas vezes aumentam pelo controle de seus vários setores. Disputas entre as ramificações adiaram trabalhos de restauração por mais de 200 anos.

Os trabalhos só tiveram início no ano passado após a igreja ser considerada insegura por autoridades israelenses, que controlam Jerusalém Oriental desde sua captura em 1967.

Cada ramificação contribuiu com US$ 3,3 milhões para o projeto e o rei Abdullah, da Jordânia, também fez uma doação pessoal, segundo relatos da imprensa. As informações são das agências Reuters e EFE.

Um padre da Ingreja Ortodoxa Grega dentro da edícula da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. (Foto: Sebastian Scheiner/AP)

Um padre da Ingreja Ortodoxa Grega dentro da edícula da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. (Foto: Sebastian Scheiner/AP)

Fonte original da notícia: G1




Falta de recursos empata restauração da Igreja dos Remédios em Manaus (AM)


Projeto de reforma do prédio histórico do Centro da capital está travado. Padre da paróquia lançou campanha para conseguir patrocínio.

Foto: Arquivo A Crítica

Foto: Arquivo A Crítica

A Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, no Centro de Manaus, precisa passar por uma restauração. Além das infiltrações, a estrutura do prédio como um todo preocupa o padre Mauro Cleto. O pároco, empossado no cargo em fevereiro deste ano, busca conseguir patrocínio público e privado para fazer os restauros necessários na igreja, que é tombada pelo Governo do Amazonas desde 1988.

De acordo com o padre Cleto, existe um projeto na Secretaria de Estado de Cultura (SEC) para a restauração do prédio, mas por falta de recursos financeiros ele não pode ser executado. “Vou procurar autoridades, empresas, firmas, entre outros, para poder conseguir patrocínio. Na segunda-feira, volto à SEC para uma reunião. Queria que a restauração começasse ainda este ano”, afirmou.

O padre disse que se preocupa não só com os fiéis que vão à paróquia, mas também com o patrimônio histórico. “A primeira coisa é não deixar o teto cair sobre a multidão. A segunda é fazer com que a sociedade manauara e a libanesa, que iniciou todo o processo de criação da igreja, tenha conhecimento e olhe para esse importante patrimônio histórico que existe na nossa cidade”, observou.

Mauro Cleto destacou as belezas da igreja, cuja criação completa 200 anos no ano que vem. “O prédio é belíssimo por dentro e por fora e é um dos mais antigos da cidade junto com a Catedral. Em 2018, faremos as comemorações dos 200 anos do início da construção da igreja. Gostaria muito que até lá já tivéssemos feito a sua restauração. Quem quiser nos ajudar pode procurar a paróquia ou a SEC”, ressaltou o padre.

Foto: Euzivaldo Queiroz

Foto: Euzivaldo Queiroz

De acordo com a Secretaria de Estado de Cultura, o projeto de restauração do estilo neoclássico da Igreja Nossa Senhora dos Remédios existe há três anos, mas não há verba para execução da obra. O projeto prever a demolição das construções que não são da época, o resgate da pintura (cores e tinta) original, além da recuperação de todo o material desgastado pelo tempo.

Dois séculos de devoção e mudanças

A devoção à Virgem dos Remédios tem uma tradição de quase dois séculos em Manaus. Foi o major Manuel Joaquim do Paço, governador da Capitania de São José do Rio Negro, em 1818, que criou o posto, obrigatório a todos os moradores, para a construção da capela de Nossa Senhora dos Remédios.

A capela foi edificada no local de um antigo cemitério indígena e destruída pela população em 1821, por ocasião de uma manifestação denominada “Revolução da Independência”, à qual o governador da época não aderiu. Mas, em 1827, foi determinada sua reconstrução.

A partir de 1850, a Capela dos Remédios passou a servir de Matriz, tendo em vista o incêndio ocorrido na Catedral de Manaus. Essa condição de Matriz provisória manteve-se durante 27 anos, até 1877, quando foi inaugurada a nova Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Em 1878, a capela de Nossa Senhora dos Remédios se tornou paróquia.

Vandalismo: meia década

Há pelo menos cinco anos, o templo da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios foi atacado com jatos de tinta vermelha. O mesmo ato de vandalismo foi registrado em outras igrejas da cidade. Até hoje, a Igreja dos Remédios tem suas paredes da frente e laterais marcadas pela tinta vermelha.

Por Silane Souza

Fonte original da notícia: A Critica




PE – Justiça determina restauração de sete casarões históricos do Bairro do Recife


Reforma foi determinada por liminar para atender a uma Ação Civil Pública movida pela Procuradoria Geral do Município. Em alguns dos imóveis, nível de risco de desabamento é muito alto, segundo a Defesa Civil do Recife.

Alguns imóveis do Bairro do Recife têm alto risco de desabamento, como o localizado no número 118 da Rua do Apolo. (Foto: Daniel Tavares/PCR/Divulgação)

Alguns imóveis do Bairro do Recife têm alto risco de desabamento, como o localizado no número 118 da Rua do Apolo. (Foto: Daniel Tavares/PCR/Divulgação)

Com a conservação considerada precária, sete imóveis do Bairro do Recife serão restaurados pelos proprietários devido a uma liminar obtida pela prefeitura do município, emitida para atender a uma Ação Civil Pública movida pela Procuradoria Geral do Município, que determina a reforma. A medida, divulgada nesta quinta (16) pela administração municipal, tem o objetivo de resgatar e proteger o patrimônio histórico-cultural do país, já que o local em que as casas estão é tombado em nível federal e integra a Zona Especial de Preservação Histórico Cultural.

Emitida pelo juiz federal Hélio Silvio Ourém Campos, da 6ª Vara de Pernambuco, a decisão se refere aos imóveis localizados nos números 137 e 169 da Rua da Moeda, 193 da Rua Vigário Tenório, 207 da Avenida Marquês de Olinda, 118 da Rua do Apolo e 164 da Rua do Bom Jesus. Nesses dois últimos casarões, o nível de risco de desabamento é considerado muito alto, segundo a Defesa Civil do Recife.

Imóvel localizado na Rua Vigário, 193, no Bairro do Recife é um dos casarões que serão restaurados. (Foto: Daniel Tavares/Divulgação)

Imóvel localizado na Rua Vigário, 193, no Bairro do Recife é um dos casarões que serão restaurados. (Foto: Daniel Tavares/Divulgação)

De acordo com o procurador-geral do município, Ricardo Correia, a execução do serviço deve ser imediata para evitar o risco de desabamento dos imóveis, uma vez que as providências mínimas de manutenção não vêm sendo adotadas.

Conforme a determinação, os proprietários dos referidos imóveis precisam apresentar, no prazo de 30 dias, os projetos de reforma junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Outros 43 imóveis do Bairro do Recife passam por análise pela Procuradoria Geral do Município, que estuda ajuizar novas ações por abandono de alguns casarões do local.

Fonte original da notícia: G1 PE




Porto Alegre (RS) – Primeira parte do restauro da Igreja das Dores será entregue no dia 26 de março


Restauração ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

No dia do seu aniversário de 245 anos – 26 de março -, Porto Alegre ganhará de presente a entrega da primeira parte do restauro da Igreja Nossa Senhora das Dores. Trata-se da conclusão do trabalho desenvolvido no retábulo, ou seja, o altar da capela suplementar que por décadas esteve armazenado de forma inadequada. A restauração do templo ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Inaugurada em 1904, após 93 anos de construção, a Igreja Nossa Senhora das Dores passou por uma mudança de ordem dos Claretianos para a dos Sacramentinos no ano de 1951. Provavelmente por isso, em 1969, o retábulo tenha sido removido pelos membros da nova congregação. Ele foi guardado no desvão, que é o forro da nave, e só foi encontrado no ano 2000, durante um primeiro restauro feito na edificação.

Á época da retirada, o altar de Santo Antônio de Maria Claret foi substituído por um sacrário de adoração ao Santíssimo Sacramento. Agora, além do resgate e da revitalização, tanto o retábulo quando o sacrário ficarão dispostos juntos. “O altar vai ficar uma mescla”, explica um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Lucas Volpatto.

As outras fases do restauro contam com a revitalização da capela-mor, com a reforma do seu telhado – onde será inserido um subtelhado para melhor proteção -, e a aprovação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), que permitirá com que os visitantes possam subir para conhecer as torres do templo. O trabalho também conta com a criação de um museu de arte sacra em uma das alas laterais, manutenção e restauro de imagens em madeira e pesquisa iconográfica.

A Igreja Nossa Senhora das Dores, localizada na rua dos Andradas, é célebre pela sua escadaria externa composta por 62 degraus. Curiosamente, a edificação foi construída de traz para frente, já que, à época, as águas do Guaíba chegavam até as proximidades da escada. A fachada é considerada eclética, com características do período pós-migração alemã e também com um viés gótico. Ainda na frente, há três imagens e um ornamento em forma de coração com sete espadas cravejadas. Internamente, o ecletismo também chama atenção, com um dos lados do templo sendo marcado por estilo arquitetônico Mariano e outro Jesuíta.

O prédio é o primeiro patrimônio a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Porto Alegre. A restauração está sendo realizada através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado e conta com patrocínio da Braskem.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Iepha-MG conclui obras de preservação do patrimônio cultural em Brumal, distrito de Santa Bárbara


Termo de Ajustamento de Conduta garantiu a recuperação de fachadas do núcleo histórico e de importante igreja tombada.

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O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) finalizou as obras de restauração e reforma da Capela do Senhor dos Passos, em Brumal, distrito de Santa Bárbara, incluindo o adro, o cruzeiro, a imagem do Senhor dos Passos e o sacrário. Foram também recuperadas as fachadas de treze edificações situadas na Rua Principal e na Praça Santo Amaro. O município faz parte do território Metropolitano do estado.

Totalizando o valor de R$637.243,67, o recurso investido veio de um Termo de Compromisso firmado com o Ministério Público de Minas Gerais. A recuperação dos bens culturais teve o acompanhamento técnico do Iepha-MG durante todo o processo, que contou com a colaboração e apoio da comunidade local. A restauração da imagem do Senhor dos Passos, datada do século 19, teve sua conclusão no final de 2016.

Para a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, a conclusão das obras em Brumal reforça ainda mais o compromisso do Governo de Estado de Minas Gerais de preservar o patrimônio cultural dos mineiros. “Minas Gerais possui um acervo cultural muito rico, presente na memória das pessoas, por isso precisamos concentrar os nossos esforços na preservação desses bens históricos”, ressalta a presidente.

Núcleo histórico de Brumal

A origem do município de Santa Bárbara está relacionada à exploração de ouro, no início do século 18, com o descobrimento de minas pelo bandeirante Antônio da Silva Bueno, o que impulsionou o povoamento da região. Embora as minas de ouro do arraial tenham inicialmente se apresentado pobres, o povoado de Brumal consolidou-se na primeira metade do século XVIII, tendo a Capela do Senhor dos Passos sido erguida no século 19.

Em fevereiro de 1831, Brumal recebeu a visita ilustre de Dom Pedro I e da Imperatriz D. Amélia, que, a caminho do Santuário do Caraça, pernoitaram no arraial. No ano de 1881, foi a vez de Dom Pedro II visitar Brumal. A proteção do Centro Histórico de Brumal ocorreu em abril de 1989, por meio do seu tombamento estadual.

Fonte original da notícia: IEPHA




Restauro do Solar do Barão prevê centro de convenções em Campinas (SP)


Projeto abrange ainda construção de hotel, salas, restaurantes e clínicas. Prédio histórico abrigou por 75 anos campus da PUC-Campinas.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

O projeto construtivo de um centro de convenções que funcionará no entorno do Solar do Barão de Itapura, na região central de Campinas (SP), foi apresentado nesta segunda-feira (13) ao prefeito Jonas Donizette (PSB). A medida faz parte das obras de restauro do prédio histórico que abrigou turmas de diversos cursos da PUC-Campinas por 75 anos.

O projeto começou com a restauração do solar. A etapa seguinte será a construção do centro de convenções para mais de 500 pessoas, um hotel e duas torres. Neste espaço haverá salas para reuniões, restaurantes, cafés e laboratório de análises clínicas.

Segundo a universidade, o empreendimento ficará no entorno do solar, de forma que esses espaços para negócios possam garantir a sustentabilidade do prédio histórico.

O projeto foi apresentado pelo arcebispo metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos e pela reitora da universidade, Angela de Mendonça Engelbrecht.

Segundo a Prefeitura, metade do empreendimento vai abrigar espaços públicos com praças interligadas, onde a população vai poder andar em ambiente de convivência. A expectativa é de que todo o complexo esteja implantado e em funcionamento em, no máximo, quatro anos.

História
O Solar do Barão de Itapura funcionou durante 75 anos como campus central da universidade, abrigou dezenas de cursos da PUC e mais de 180 mil profissionais se formaram em sua dependência.

O Solar é reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt).

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região