Restauração do Museu Cabangu, em Santos Dumont (MG), deve custar R$ 12 milhões

Avaliação foi feita pela Prefeitura da cidade, que vai enviar projeto ao Ministério de Integração Nacional.

Projeto prevê restauração do Museu de Cabangu em Santos Dumont. Foto: Reprodução

A Prefeitura de Santos Dumont criou um projeto para restauração do Museu Cabangu e avaliou que o custo será de aproximadamente R$ 12 milhões. O Executivo ainda não tem dinheiro em caixa para a obra e vai enviar o a avaliação para o Ministério da Integração Nacional.

O plano foi dividido sem seis eixos principais de reformas e restaurações que envolvem a sede principal, os pavilhões e os jardins.

A casa de Santos Dumont é tombada pelo Patrimônio Cultural, mas as paredes estão trincadas, o assoalho tem cupins e o telhado está danificado. O museu é de responsabilidade da Fundação Casa de Cabangu e os salários dos funcionários são pagos pela Prefeitura; já a área externa e segurança do local são de responsabilidade da Aeronáutica.

São pequenos projetos separados para cada parte do local que, juntos, formam algo maior. A prioridade são os galpões, que estão interditados há pelo menos cinco anos por causa das condições físicas. Na avaliação da Defesa Civil, a estrutura não oferece segurança para o acervo e para os visitantes.

Caso o projeto seja aprovado, a previsão é que a conclusão das obras demore cerca de 30 meses. O museu fica a 16 quilômetros do Centro de Santos Dumont e é dedicado à memória do aviador e inventor.

Segundo o secretário de Administração da cidade e idealizador do projeto, Inácio Barbosa, a recuperação dos pavilhões onde se conta a história através de réplicas e materiais faz parte da avaliação. “A infraestrutura de lazer, que não prevê só a parte urbanística, mas os restaurantes e parques onde as pessoas vão ter condições de vir com a família e realizar piqueniques é a segunda parte da proposta”, revelou.

O Presidente da Fundação Casa Cabangu, Tomás Castello Branco, disse que o museu recebe cerca de 800 visitantes por mês atualmente, mas que o número passava de 2 mil quando o acervo estava completo. “Nós estamos com problema é na área externa, construções que estão paradas ou fechadas por interdições. Mas o acervo em si está muito bem conservado”, explicou.

Fonte original da notícia: MGTV – G1




Vereadores de Curitiba (PR) aprovam multa de até R$ 10 mil a pichadores

A proposta de lei é de iniciativa do vereador Helio Wirbiski (PPS) e eleva esse valor para R$ 5 mil à pichação de imóveis particulares e para R$ 10 mil no caso de bens do patrimônio histórico ou público, independente de indenização pelas despesas e custas da restauração.

Com 31 votos favoráveis e 2 abstenções, de Goura (PDT) e Professora Josete (PT), a Câmara de Curitiba aprovou em primeiro turno, na sessão desta segunda-feira (11), o projeto de lei que pretende aumentar a multa aos pichadores, atualmente fixada em R$ 1.693,84. A proposta de lei é de iniciativa do vereador Helio Wirbiski (PPS) e eleva esse valor para R$ 5 mil à pichação de imóveis particulares e para R$ 10 mil no caso de bens do patrimônio histórico ou público, independente de indenização pelas despesas e custas da restauração. A matéria altera o artigo 4º da lei municipal 8984/1996 e segue, nessa terça-feira (12), para segunda votação.

“Curitiba infelizmente está entre as primeiras [colocadas] em vandalismo, o que me deixa perplexo. Temos vários exemplos passados Brasil e mundo afora, mas este é um péssimo exemplo”, defendeu Wirbiski. O vereador argumentou que a lei municipal, que aumentou a multa ao delito de R$ 400 para o valor atual, “mesmo assim não tem funcionado”. Segundo ele, “muitas vezes há vaquinhas para liberar esses pichadores, porque eles participam de grupos, que eu chamo de gangues, que dão prejuízo de milhões à prefeitura e ao governo”.“É pesada [a multa de R$ 5 mil ou de R$ 10 mil], mas de outra forma não vai se respeitar. Essas quadrilhas, vamos chamar assim, continuam fazendo. Sabemos do rigor [desses valores]”, continuou o autor. De acordo com o parlamentar, a proposta foi da Associação Comercial do Paraná (ACP), cujas ações, como o projeto Centro Vivo, para a despichação da cidade, ele destacou. Presidente e primeiro vice-presidente da entidade, Gláucio José Geara e Camilo Turmina acompanharam a votação, assim como o presidente do Sindicato das Empresas de Gastronomia, Entretenimento e Similares de Curitiba (Sindiabrabar), Fábio Aguayo.

À imprensa, Turmina disse que a pichação traz “incalculável prejuízo” ao comércio. “Assusta. Ali não vai passar tanta gente. Se é ruim para caminhar, imagina para fazer compras”, sustentou. Para ele, o fundo municipal ao qual deve ser destinado o dinheiro decorrente das multas, previsto na lei municipal 8.984/1996, deveria prever uma bonificação ao “delator” do crime e a ações educativas contra o vandalismo, para “se criar uma mentalidade de cidadania no pichador”.

Contrapontos
Os dois vereadores que se abstiveram na votação apresentaram contrapontos durante a discussão da matéria, enquanto outros 11 parlamentares declararam apoio à iniciativa. Na avaliação de Goura, “a pichação é um fenômeno urbano, não apenas de baixa renda, como consequência da desigualdade social, mas também de frustração, de revolta, uma tentativa de colocar o grito na rua”. “Não seria o caso de apoiar penas alternativas, como pintar escolas, por exemplo?”, sugeriu.

“É um fenômeno urbano e em São Paulo é ainda mais evidente. É fruto da sociedade excludente. Óbvio que entendo e acho importante a iniciativa do Wirbiski, mas acho que a gente discute muito pouco as políticas públicas, atividades para esses jovens ocuparem seu tempo”, opinou Josete. Para ela, já existem legislações com medidas punitivas e mesmo assim o problema não diminui.

A vereadora ponderou que a Comissão de Legislação, Justiça e Redação “passou batido” ao não considerar alerta da Procuradoria Jurídica (Projuris) de que a proposição também deveria alterar o artigo 301 da lei municipal, assim como fez o projeto do Executivo que aumentou a multa, em 2013. “Vamos criar uma ambiguidade. Ficamos sem critério para dizer qual das leis será aplicada”, justificou. Uma emenda de Wirbiski e outros parlamentares para corrigir o problema deverá ser votada nesta terça, o que levará à confirmação da redação final na quarta-feira (13), uma espécie de “terceiro turno”, antes da matéria ser enviada à sanção do prefeito.

Apoio à proposta
“Nós, curitibanos, não merecemos a cidade suja como está”, declarou Sabino Picolo (DEM), sobre as pichações. “As pessoas em nosso país só respeitam quando dói no bolso”, completou Mestre Pop (PSC). “O pichador é um contraventor. Sua liberdade vai até onde vai a liberdade do outro. Ele tem que entender que não está respeitando a liberdade alheia, mesmo que seja um prédio abandonado”, comentou Julieta Reis (DEM). Para a vereadora, uma emenda poderia isentar a pessoa do pagamento caso ela “repare seu erro”.

Já na avaliação de Dr. Wolmir Aguiar (PSC), mesmo se “houver uma pena acessória, alternativa, que se mantenha a multa, para pesar no bolso”. Felipe Braga Côrtes (PSD) declarou ser “totalmente a favor punição, desde que seja cumprida”. O vereador lamentou a dificuldade da Guarda Municipal (GM) de flagrar o vandalismo e outros crimes: “Volto a dizer, o que precisamos na cidade de Curitiba é a implantação decente de câmeras de monitoramento”. Segundo ele, na última visita ao Centro de Controle Operacional (CCO), localizado na Urbs, apenas um guarda municipal acompanhava o sistema de videomonitoramento, situação que permaneceria nesta gestão.

O presidente da Casa, Serginho do Posto (PSDB), saudou as ações da ACP de despichação, em parceria com o Município. Também declararam apoio ao aumento da multa os vereadores Colpani (PSC), Maria Manfron (PP), Rogerio Campos (PSC), Thiago Ferro (PSDB) e Tito Zeglin (PDT).

Fonte original da notícia: Tribuna Paraná




Prédio em Goiana (PE) é alvo de polêmica

Edifício do século 19, sede municipal por 30 anos, seria destinado a centro cultural, mas a prefeitura alega que o quer de volta.

Paço Municipal Heroínas de Tejucupapo teve recursos do BID. Foto: Divulgação

Palco de lutas históricas desde a colonização, o município de Goiana (Zona da Mata Norte, a 60 km do Recife) promete protagonizar nesta segunda-feira (4) mais uma batalha, desta vez no campo político-administrativo. Com o fim da restauração do Paço Municipal Heroínas de Tejucupapo, o prefeito Osvaldo Rabelo Filho (PMDB) promete ocupar o edifício com a estrutura da atual gestão, a partir das 10h.

O ato é polêmico, porque vai de encontro a um convênio firmado entre o ex-prefeito Fred Gadelha (PTB) e a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio do qual foram obtidos recursos junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) visando transformar o prédio na âncora do chamado Plano de Turismo do Centro Histórico de Goiana.

Localizado na Avenida Marechal Deodoro da Fonseca (Rua Direita), o Paço Municipal Heroínas de Tejucupapo é considerado um dos exemplares arquitetônicos marcantes na cidade. De características ecléticas, a edificação foi erguida em meados do século 19 e teve como uso inicial a Casa de Câmara e Cadeia. Atualmente se encontra na Zona Especial de Preservação Cultural, estabelecida no Plano Diretor do município. Em 1984, recebeu a denominação Paço Municipal das Heroínas de Tejucupapo – em referência à luta travada entre as mulheres locais e os invasores holandeses, em 24 de abril de 1646 – tornando-se sede do Executivo municipal até 2014, quando o prédio se encontrava bastante deteriorado.

Em nome do município, o procurador-geral de Goiana, Alcides França, afirma que o Programa Regional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), do Ministério do Turismo, e o Governo do Estado querem se apropriar do edifício.

O secretário estadual de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras, disse que o Governo não vai entrar em confronto, mas que, por meio da Procuradoria Geral do Estado (PGE) tomará as medidas cabíveis.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia: Folha PE




Seja um doador e ajude a salvar um Patrimônio Cultural. A História agradece.

A Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico convida você a apoiar o Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1), aprovado pelo Ministério da Cultura – Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet).

O Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1) é um projeto sociocultural que tem por objetivo restaurar as pinturas murais de Emilio Sessa e elaborar o projeto arquitetônico de restauração da Capela Bom Pastor, localizada dentro do Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre (RS).

A Capela Bom Pastor é um bem tombado pelo Estado do Rio Grande do Sul que sofreu na década de 1990 um incêndio. Desde lá nada foi feito. A pedido da direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e da SUSEPE, a Defender desenvolveu o projeto cultural para sua restauração.

No Brasil, a maioria das presas não possuem nenhum tipo de qualificação profissional ou até mesmo nunca trabalharam, o que torna a situação financeira um dos principais motivos que as levam a cometer algum tipo de delinquência. Além disso, a falta de estrutura familiar, suporte psicológico, apoio social e emocional, oportuniza o desespero que pode levar a prática de atos criminosos. Nesse sentido para a execução do projeto será utilizada a mão de obra das detentas, treinadas e supervisionadas pela equipe técnica.

Apoie esta causa! Saiba como:

Pessoas físicas DE TODO O TERRITÓRIO BRASILEIRO podem contribuir e ajudar a Cultura do país, na condição de doadores de projetos culturais, abatendo o valor incentivado de seu imposto de renda devido, através da utilização da Lei Rouanet.

Exemplo: se uma pessoa paga R$ 1.000,00 reais de imposto de renda por mês, poderá destinar R$ 60,00 para incentivar projetos culturais. Esse valor servirá como dedução ou abatimento do imposto de renda, na declaração do IR, que será preparada no ano seguinte. Ou seja, o que se pagou em um ano como dedução ou patrocínio, entra na declaração do próprio ano, que sempre é produzida e entregue até abril do ano subsequente.

Do mesmo modo, se uma pessoa tem ciência de que pagará de imposto de renda anual a quantia de R$ 12.000,00, que será paga em cota única ou em várias cotas, a partir da apresentação da declaração no ano subsequente, essa pessoa poderá se antecipar e destinar R$ 720,00 reais como incentivo à cultura.

Desses valores doados – nos exemplos acima – o percentual de abatimento e aproveitamento do incentivo é de 100%, ou seja, integral, porque o projeto está aprovado pelo art. 18 da Lei Rouanet, tudo dentro do limite legal de 6% do imposto devido.

Só é possível aproveitar esse benefício fiscal a pessoa física que optar pelo preenchimento da Declaração de Rendimentos, no modelo COMPLETO. Portanto, fazer a declaração simplificada impede essa dedução (já que a declaração simplificada possui um desconto padrão).

Como é o procedimento de doação ao Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1)?

O doador deverá entrar em contato com a Defender e informar seu interesse em contribuir com o Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1).

Contatos com a Defender:

Telefones: (51) 3723.1637 – (51) 98597.1637

E-mail: defender@defender.org.br

Facebook: https://www.facebook.com/defenderorgbr/

A Defender irá fornecer todas as informações necessárias para o procedimento de doação, tipo: dados da conta corrente exclusiva do projeto aberta em agência bancária do Banco do Brasil pelo Ministério da Cultura e solicitará as informações necessárias para a emissão do Recibo de Mecenato que comprovará o aporte de dinheiro realizado ao projeto. É esse recibo que servirá como comprovante, para fins da declaração de imposto de renda.

Os referidos depósitos podem ser realizados diretamente no Banco do Brasil, por DOC ou por TED, procurando sempre fazer esses depósitos indicando o doador, o seu CPF e identificação de que se trata de doação.

O depósito, após identificado pela Defender, será objeto de informação ao Ministério da Cultura, que informará a Receita Federal acerca do incentivo fiscal.

Muito Obrigado!




Novo Hamburgo (RS) – Casa da Lomba passará por restauração e permanecerá fechada por tempo indeterminado

As atividades desenvolvidas na Casa da Lomba foram alocadas em outros espaços de Lomba Grande.

Em 2011, a Prefeitura de Novo Hamburgo adquiriu o imóvel. PMNH/Divulgação.

Novo Hamburgo vem tentando preservar parte do seu patrimônio histórico antes que ele desapareça por completo. Os últimos anos foram de omissão por parte do Poder Executivo e também da fiscalização do Poder Legislativo – a Câmara de Vereadores. Desta forma, são bem-vindos casos como a recuperação da antiga Semec 2 (inauguração 2m 2018), a renovação do Monumento ao Imigrante e o projeto para a iniciativa privada patrocinar a revitalização da pintura externa em prédios públicos municipais, constituídos como equipamentos culturais, inventariados ou tombados em âmbito nacional, estadual ou municipal. É fato: comunidade que não reconhece e cuida do passado jamais preservará o presente.

Mantendo este pensamento, um outro patrimônio histórico do município será restaurado pela Prefeitura de Novo Hamburgo. Localizada na rua João Aloysio Allgayer, no bairro rural hamburguense, a Casa da Lomba foi tombada no ano de 1992 e o avançado estado de deterioração motivou o Executivo a decidir por intervir no prédio e resgatar esta parte da história da cidade.

Um projeto para a captação de recursos está em fase de elaboração. São estimados investimentos em torno de R$ 500 mil para a recuperação plena do espaço, que deverá seguir orientações e metodologia do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), por tratar-se de edificação tombada pelo patrimônio histórico, utilizando mão de obra especializada e materiais com qualidade certificada.

As atividades desenvolvidas na Casa da Lomba foram alocadas em outros espaços de Lomba Grande e o prédio ficará fechado até a conclusão da restauração, sem prazo definido.

Casa da Lomba

A Casa da Lomba é um importante lugar histórico da cidade. A primeira parte da casa foi construída no ano de 1860 por meio de uma mobilização dos moradores e da comunidade religiosa, que utilizavam o local como salão paroquial e escola, inclusive sendo um dos primeiros colégios do Rio Grande do Sul. Em 2011, a Prefeitura adquiriu o imóvel. Atualmente, a Casa era utilizada como espaço multicultural.

Fonte original da notícia: Portal Martin Behrend




Restauração dá mais 500 anos de vida à ‘Última Ceia’, de da Vinci

A obra está pintada nas paredes do convento da igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão. O investimento é de 1 milhão de euros (R$3,7 milhões).

A última ceia’, de Leonardo da Vinci. Reprodução/VEJA

Acredita-se que, a cada 100 anos, seja feito algum tipo de restauração para preservar a obra mais representativa da arte italiana, A Última Ceia, de Leonardo da Vinci (1452-1519). Desta vez, será no sistema de ar do refeitório da Santa Maria delle Grazie (Igreja Nossa Senhora das Graças), em Milão, onde está pintada. Juntamente com o Ministério do Patrimônio e da Cultura e Turismo da Itália, Oscar Farinetti, piemontês fundador do super-empório italiano Eataly, é quem está por trás do projeto. “Garantiremos mais 500 anos de vida à obra”.

Ele falou a VEJA:

Como está a obra A Última Ceia, hoje? É extraordinária. Uma das maiores expressões de arte para o mundo, pintada no anexo da Igreja Santa Maria delle Grazie (Igreja Nossa Senhora das Graças), em Milão, na Itália. Mas é muito frágil por três motivos: devido à técnica com a qual foi pintada no final do século XV, por conta da degradação lenta e diária devido às micropartículas de poeira introduzidas minimamente pelos 400 000 visitantes anuais e, por fim, pela própria composição do ar da cidade. Por isso, o Ministério do Patrimônio e da Cultura e Turismo aprovou um importante projeto de restauração de ar no local.

Em 1999, uma equipe de especialistas liderada pela conhecida restauradora de arte italiana Pinin Barcilon concluiu a restauração da obra, após um período de 20 anos. Como será, agora, esta restauração de ar? Agora, teremos uma grande máquina para fazer a purificação do ar do local onde está a pintura. Será a primeira restauração desse tipo. Este novo trabalho consiste em permitir a entrada de mais de 10.000 metros cúbicos de ar limpo diariamente; muito mais do que os 3.500 metros cúbicos que entram hoje.

É verdade que Da Vinci teria sido contratado para pintar a obra, mas, por causa da suposta má escolha dos materiais, a tinta já teria começado a desbotar enquanto ele ainda estava vivo? Acredita-se nisso. Há curiosidades: a obra tem 4 metros de altura, 9 metros de largura, e acreditam que seja um afresco (sob camada de material fresco) quando na verdade não é. Leonardo da Vinci utilizou na parede uma técnica que sempre foi comum no papel: a têmpera; que consiste em uma aglutinação de materiais capaz de dar um brilho particular, além de vivacidade e sensação de frescor. Porém, essa técnica deixou a obra muito fraca e com menos durabilidade – tanto que poucos anos depois de sua realização já começou a arruinar.

Quanto tempo deve durar essa restauração de ar? Já começou e deve terminar em 2019, ano em que srá celebrado o 500º aniversário da morte de Leonardo da Vinci. Por sua fragilidade, apenas 30 pessoas visitam a obra por vez. A restauração ambiental garantirá não apenas mais 500 anos de vidaà obra, como também permitirá aumentar muito o número de visitantes.

Frequentadores do Eataly ajudarão a pagar o projeto? É um projeto de mais de 1 milhão de euros: metade será financiado pelo Eataly, como único patrocinador privado, e a outra parte ficará a cargo do Ministério do Patrimônio e da Cultura e Turismo, da Itália. Entramos com 1 milhão de euros.

A obra representa o último jantar de Jesus com seus discípulos e o senhor é católico. Algum significado pessoal? Representa o momento em que Jesus diz: “Em verdade, vos digo que um de vocês me trairá”. A partir daquele momento, os discípulos olham perplexos para entender e perguntar quem é que vai trair Jesus. A pintura retrata um jogo de olhares e posturas corporais com fortes conotações simbólicas. Até mesmo as mãos dos discípulos estão todas, ao meu ver, em posições muito significativas. A pintura traz emoção e nos envolve no drama do que está ocorrendo ali. Já aconteceu de essa obra me emocionar muito ao pensar na consciência de Jesus naquele tempo, ao aceitar seu destino com aquela expressão serena no rosto. Os discípulos têm medo do que poderia estar por vir. Ele não.

Por Thaís Botelho

Fonte original da notícia: Veja.com




Costa Rica: Incêndio destrói igreja patrimônio arquitetônico

O Corpo de Bombeiros informou à imprensa que o incêndio iniciou na madrugada e que, apesar dos esforços, 300 m² do templo católico dedicado a São Rafael Arcanjo foram queimados. Não houve vítimas.

A Igreja de Copey de Dota, construída em 1926 em madeira, está localizada na cidade de Dota, cerca de 65 km ao sul da capital San José.

“Cada construção patrimonial que é destruída é uma perda irremediável que causa dor em seus grupos de referência, tanto na comunidade local – que experimenta a perda de maneira mais direta e imediata – como na comunidade nacional, que reconhece seu valor como expressão de referência para todo o país”, disse em um comunicado a Ministra da Cultura Sylvie Durán.

O Centro de Investigação e Conservação do Patrimônio Cultural (CIVPC) investiu na restauração da igreja em 2016.

O Diretor do CICPC, William Monge, esteve no local para verificar o alcance dos danos. (JE/Efe)

Fonte original da notícia: Rádio Vaticano




Niterói (RJ) – Sem repasse federal, Museu Antônio Parreiras continua fechado

Um boato que o Museu Antônio Parreiras, no Ingá, seria reaberto nos próximos meses foi desmentido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC). A pasta confirmou a conclusão do reparo de algumas partes do prédio histórico, mas informou que ainda aguarda aproximadamente R$ 4,6 milhões de verbas federais, previstas no convênio com o Ministério da Cultura para terminar a reforma do museu. Enquanto isso, vizinhos do museu e historiadores clamam por intervenção pública o quanto antes, já que o espaço está sendo depredado pelo tempo.

A reabertura é notícia desde 2012, quando o espaço foi fechado para restauração. E após cinco anos a incógnita continua. A Secretaria informou que a reabertura se dará assim que a reforma for concluída. Ainda não há um prazo exato em função de se aguardar a liberação de recursos federais. Procurado, o Ministério da Cultura não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição. A historiadora Marieta de Moraes, especialista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ressaltou o dano cultural que esse espaço fechado representa. “Realmente é uma perda ter um museu com obras tão importantes fechado há tanto tempo. Os materiais são muito bons e é uma pena que isso esteja acontecendo. A população perde muito em ficar sem acesso a esses conteúdos”, sintetizou.

Ainda segundo a Secretaria estadual, foram concluídas as restaurações da fachada, do telhado e do piso do prédio principal, além do telhado do ateliê do artista e do escoramento da encosta do terreno do museu, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1967. Mas o que dá para ver pelos muros e portões é um espaço abandonado. As plantas e mato tomaram conta da área externa. Um cadeado fecha o portão principal com uma corrente. Em outro acesso, onde há uma campainha, a equipe de reportagem de A TRIBUNA não foi recebida por ninguém, apesar do bilhete pedindo o aguardo da recepção.

A antiga guarita está abandonada no meio das plantas, as rampas de acesso estão tomadas por musgo. Porém, a luz em um dos acessos permanecia acessa.

O aposentado Jorge Teixeira, de 85 anos, era morador da Rua Tiradentes e lamentou o cenário que viu após meses sem passar pela via. “Vejo um abandono e fico triste. Não era para esse espaço estar assim”, lamentou o atual morador da Região Oceânica.

A jornalista Tânia Ribeiro Roxo, de 45 anos, foi mais profunda na opinião. “O Ingá é um bairro de diversos pontos culturais e esse é muito importante para a cidade. Lembro dele lindo, com uma área verde muito grande. Tem tanto tempo que essa obra se arrasta, que acho que as pessoas pensam que é uma casa abandonada”, pontuou.

A administração estadual informou ainda que os recursos para a obra do Museu são de um convênio do Governo do Estado, através da SEC, com o Ministério da Cultura. “O Estado já pagou sua contrapartida e aguarda a verba federal”.

História
O artista Antônio Parreiras nasceu em Niterói em 1860 e faleceu em 1937. O museu em sua homenagem foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 1942. Em Niterói é o primeiro espaço brasileiro dedicado a um artista. Abriga a coleção Antonio Parreiras, coleção de arte brasileira dos séculos XIX e XX e coleção de arte estrangeira dos séculos XVI, XVII, XIX e XX.

Por Raquel Morais

Fonte original da notícia: A Tribuna




Dourados (MS) – Abandono não tirou o brilho da casa que hoje é recanto de arte e cultura

Quem entra pelo portão pequeno da Casa Colaborativa Casa dos Ventos, em Dourados, já sabe que o lugar é diferente. Foto: Helio de Freitas

As pinturas transmitem alegria e o barulho das árvores que permeia a residência traz de volta a calmaria. Quem entra pelo portão pequeno da Casa Colaborativa Casa dos Ventos, em Dourados, já sabe que o lugar é diferente. Pensado por quatro mulheres dispostas a criar e viver da arte, o lugar que completou 5 anos é pioneiro no Estado e recheado de histórias.

Além de agitar a união dos coletivos, a casa surgiu para criação e apoio à arte. Quem está a frente da Casa dos Ventos atualmente é a artista plástica Fabiana Fernandes, de 29 anos. “A ideia surgiu comigo e mais três amigas, artistas locais, diante da falta de espaço público para ensaios e criações. E por isso a gente pensou em uma casa colaborativa para que houvesse uma troca mútua entre artistas e comunidade”, explica Fabiana.

No início, a ideia era mostrar que a casa tinha arte e espaço para uma série de trabalhos com música, circo e produção cultural. “Customizávamos roupas, havia bazar e produtos artesanais. Mas em questão de meses precisamos mudar para um lugar maior e dar espaço a um novo conceito”.

A primeira residência, embora pequena, também era de madeira quando as amigas deram o primeiro passo para a Casa dos Ventos. Meses depois, uma enorme casa abandonada se tornou sede para os sonhos de Fabiana. “Aqui essa casa é alugada e quando chegamos aqui ela estava totalmente abandonada. Na base da colaboração começamos a dar um trato em tudo. Aos poucos estou colocando em prática o processo de restauração”, detalha.

A casa com mais de dez cômodos, se tornou a primeira Rede Cultural e Ecológica especializada em arte e eco educação integrada e colaborativa. Se tornou um laboratório de ações coletivas e orgânicas. Ali são oferecidas oficinas à comunidade e nas vivências cotidianas, surgem reflexões sobre questões de gênero, étnico-raciais, ecológicas, novas tecnologias e produção cultural colaborativa.

“Há um intercambio cultural de arte educadores, artistas e permacultores, fomentamos a formação nas áreas de música, circo, teatro, audiovisual, artes visuais, artesanato, agricultura urbana e cultura urbana. Hoje Casa dos Ventos é considerada a maior casa de cultura não governamental do estado”.

Fabiana conta que cresceu em uma família de artistas e que por isso, foi motivada a criar a um espaço que fizesse a diferença. “Estava cansada de não ter um espaço para trabalhar e acredito muito na importância de dar uma oportunidade a todos. O que me motiva é isso e faço questão de lembrar que a casa não é uma empresa, mas um porta para ter acesso à arte”, afirma.

A Casa dos Ventos está aberta para visitação pública das 16h às 20h durante todos os dias. No entanto, alguns horários são reservados para a prática de atividades cotidianas na horta, na cozinha e biblioteca comunitária. O público é livre para interagir com a ideias discutidas na casa e construir a coletividade. Informações pela página do Facebook.

Fonte original da notícia: Lado B – Campo Grande News




Obras de restauração em catedral de Cuiabá (MT) devem ser concluídas em 2019

Cerca de 60% das obras de restauração foram concluídas. A expectiva é que o prédio esteja pronto para as comemorações dos 300 anos de Cuiabá.

Reprodução/Internet

Em reforma há dois anos, a Catedral Basílica de Bom Jesus, ponto turístico localizado na região central de Cuiabá, já teve cerca de 60% das obras de restauração concluídas. As obras já custaram R$ 600 mil e a previsão é que o prédio esteja pronto até abril de 2019, quando a capital completa 300 anos.

A igreja não passava por reformas há 40 anos. Por causa da ação do tempo, muitos reparos precisaram ser feitos.

“Por causa disso, a parte externa começou a oxidar. Tivemos que fazer um tratamento nos ferros, rebocar de novo e agora pintar”, explicou o padre Edimilton Motta.

Para dar continuidade às reformas, a igreja realiza festas religiosas, além de contar com doações de fiéis e empresários da comunidade.

As atividades e o acesso a igreja devem continuar normais durante todo o período de reforma.

História

De acordo com o padre Edimilton, na década de 60, uma igreja de estilo barroco existia no local onde atualmente é a Catedral Basílica de Bom Jesus, mas o prédio foi demolida no final daquele ano.

“Isso marcou profundamente o coração das pessoas que moravam na cidade, principalmente dos fiéis. A nova igreja foi construida de forma rápida, em 1974 já estava pronta”, contou o padre.

Além disso, o altar da catedral abriga a imagem do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, obra que se mistura com a história e criação da capital, pois foi trazida para a cidade há cerca de 300 anos.

Fonte original da notícia: G1 MT