Bahia – Imóveis tombados de quatro municípios serão restaurados pelo Iphan

A igreja de Maragogipe é um dos cinco bens tombados que tiveram ordem de serviço assinada hoje. Divulgação

A ordem de serviço dos cinco prédios foi assinada nesta segunda-feira (5).

Na Igreja Matriz de São Bartolomeu, em Maragogipe, no Recôncavo do estado, o pároco Reginaldo Moraes observa o telhado do templo. Fundada em meados de 1650, a igreja que comporta cerca de 1,5 mil pessoas tem mais de 30 mil telhas. “São muito antigas. Por causa do tempo, quase 400 anos, elas estão quase se diluindo”, conta o padre.

Agora, todas as 30 mil telhas são substituídas. A igreja de Maragogipe é um dos cinco bens tombados que tiveram ordem de serviço assinada nesta segunda-feira (5), pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em uma solenidade na Casa dos Sete Candeeiros, no Centro Histórico.

Ao todo, serão investidos cerca de R$ 18 milhões pelo órgão para a preservação desses bens, que ficam em quatro cidades – além de Maragogipe, haverá obras nos municípios de Itaparica, Santo Amaro e São Félix (a primeira na Região Metropolitana de Salvador, enquanto as últimas ficam no Recôncavo).

De acordo com a presidente do Iphan, Kátia Bogéa, esses bens foram escolhidos entre as cidades tombadas. “O critério era ver os monumentos com nível de degradação muito grande e as prefeituras tinham que fazer os planos de ação. Esse patrimônio é absurdamente importante para o país e para um estado que respira cultura”, afirmou.

Para o ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, que participou da solenidade, o patrimônio histórico é uma das prioridades da pasta. Ele defendeu que os locais que serão restaurados tenham programas de uso sustentável.

“É fundamental que estejamos empenhados no esforço de preservar esses imóveis, para que a gente não tenha que daqui a 10, 20 anos restaurar de novo. É preciso que os proprietários – seja o poder público, seja a igreja, sejam eventualmente privados – assumam, de fato, o compromisso com a manutenção desses espaços”, afirmou, citando exemplos como a economia criativa.

Ele explica que, em um cenário de dificuldades orçamentárias, a escolha dos monumentos que serão priorizados leva em conta três critérios: a urgência, que é observada a partir do estado dos imóveis com deterioração; a relevância cultural e arquitetônica e, por fim, se há um projeto de uso sustentável que garanta que as atividades ali desenvolvidas vão garantir a preservação e a manutenção.

“É um desafio buscar fazer mais com menos pelas restrições que temos, como o déficit fiscal. Com base nesses critérios, a gente vai atacando à medida que há disponibilização de recursos, mas diria que o governo federal tem disponibilizado recursos expressivos para o patrimônio”.

As requalificações 
No caso específico da Igreja Matriz de São Bartolomeu, em Maragogipe, os recursos serão de pouco mais de R$ 6 milhões. Tombada pelo Iphan desde 1941, a igreja terá toda a estrutura do templo restaurada, além dos móveis e bens integrados.

De acordo com o padre Reginaldo Moraes, pároco do templo, além do telhado, outros espaços da igreja também sofreram com a ação do tempo. “Os assoalhos, a escada do sino… Já fizemos algumas restaurações, como o altar mor e a Capela do Santíssimo, mas agora vai ser de todo o prédio, de tudo que precisar”, explica.

No último domingo de janeiro (28), foi celebrada a missa que marcou o encerramento temporário das atividades. A partir de agora, a igreja ficará fechada durante todo o período de realização das obras, previstas para durarem um ano e seis meses.

Enquanto isso, o pároco procura, entre as capelas da paróquia, um prédio que possa abrigar os fiéis durante esse período. “Essa é uma igreja muito visitada, é tão querida que é quase como um santuário, tanto que fica aberta todos os dias da semana”.

A situação da Casa de Câmara e Cadeia de Santo Amaro hoje também é parecida. O imóvel, onde hoje funcionam a prefeitura e a Câmara Municipal da cidade, foi construído em 1769 e tomado em 1941. No entanto, segundo o prefeito do município, Flaviano da Silva, as condições do prédio não são boas.

“Está bem degradado. O telhado está para cair, o forro acabado, muito cupim. A situação é triste. Tinha que fechar. Graças a Deus, veio essa restauração e dentro em breve vamos entregar à população”, afirmou. As obras lá devem custar R$ 4 milhões e preveem o restauro integral do edifício, além de bens móveis e integrados.

Já em Itaparica, duas igrejas vão passar por reforma: a Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento e a Igreja de São Lourenço, que, juntas, vão receber recursos de R$6,4 milhões. Segundo o Iphan, as duas serão restauradas em conjunto, assim como seus acervos. A Igreja Matriz vai receber ainda a instalação de um auditório que deverá ser usado para atividades litúrgicas.

Enquanto isso, São Félix terá recursos de R$ 1,2 milhão para a reforma emergencial do Paço Municipal. O edifício, sede da prefeitura da cidade, teve desabamento parcial do forro de cobertura do pavimento superior. Lá, serão feitas intervenções para estabilização e restauração de elementos decorativos, pinturas artísticas e outras instalações prediais.

Investimento
Em Salvador, o Iphan já concluiu quatro obras através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas. Duas já foram entregues – a restauração da Igreja da Ordem Terceira de São Domingos (R$11,08 milhões) e o Forte de São Marcelo (R$8,23 milhões) – e duas serão entregues nesta segunda-feira: a Casa do Carnaval (R$11,3 milhões) e a Igreja do Passo (R$10 milhões).

Além dessas, o órgão federal também está executando a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Purificação, em Santo Amaro, e, em Salvador, as restaurações da Catedral Basílica, do antigo Hotel Castro Alves (sede da Fundação Gregório de Matos) e edificações do conjunto da Rua da Conceição da Praia.

Por Thais Borges 

Fonte original da notícia: Correio




Porto Alegre (RS) – O abandono do Instituto de Educação

O empréstimo do Bird, de onde vem o recurso para a reforma, tem validade até fevereiro de 2019. É estimado que sejam necessários de 12 a 14 meses para conclusão da obra.

Fachada do Instituto de Educação.

Vidros quebrados, paredes pichadas, mato com mais de dois metros de altura. Para quem se acostumou a ver  o Instituto de Educação General Flores da Cunha apinhado de crianças e adolescentes, causa uma sensação de desconforto deparar com o prédio em total decadência.

A placa instalada no fundos informa a data de início das obras de restauração: 27 de janeiro de 2016. A previsão de término: julho de 2017. Passados seis meses do prazo de conclusão, a reforma está parada. O prédio está vazio e não se vê operários trabalhando.

Além do edifício depredado, quem passa na frente vê apenas uma estrutura de metal instalada sobre o telhado — que chama atenção justamente por não corresponder ao padrão arquitetônico do prédio. Construído em 1935, o Instituto é patrimônio histórico do Estado.

Sem manutenção, o mato toma conta no entorno do prédio.

A única empresa que participou da licitação não conseguiu levar adiante a obra e o contrato com o governo foi cancelado. Agora, a Secretaria de Educação busca junto a Procuradoria Geral do Estado uma saída para o impasse. O empréstimo do Bird, de onde vem o recurso para a reforma, tem validade até fevereiro de 2019. É estimado que sejam necessários de 12 a 14 meses para conclusão da obra.

Uma das alternativas cogitadas é a contratação emergencial de outra empresa para terminar o trabalho. Mas até o momento não foi encontrada uma solução.

Paredes pichadas e vidros quebrados.

Por Cadu Caldas

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Congonhas (MG) conquista recursos para restauração da Romaria e construção do Teatro Municipal

Congonhas conquistou recursos para mais duas obras do PAC Cidades Históricas. Na sexta-feira, 8, a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Kátia Bogéa, e o prefeito Zelinho, assinaram o Termo de Compromisso que garante o repasse de verbas do Governo Federal para a restauração do Centro Cultural da Romaria e a construção do Teatro Municipal. O projeto terá aporte inicial de 2 milhões. A partir de 2018, o valor chegará em mais de 19,5 milhões. A decisão será publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 11. A região da Basílica é o espaço com o maior investimento em requalificação urbana e cultural já realizado em Congonhas.

O trabalho será executado em duas frentes de trabalho, uma para a restauração do Centro Cultural da Romaria e outra para a construção do Teatro Municipal. De autoria do arquiteto Sylvio de Podestá, o projeto prevê a integração do novo Centro Cultural da Romaria e do Teatro Municipal ao Parque Ecológico da Romaria.

A coordenação do PAC Congonhas, ligada à Secretaria Municipal de Planejamento (SEPLAN), irá criar, nos próximos dias, um grupo de trabalho para compatibilizar todos os projetos; organizar o cronograma das obras junto às equipes de arquitetura e engenharia da prefeitura; organizar e preparar os processos licitatórios; criar equipes de acompanhamento e de fiscalização das obras; e planejar as mudanças dos serviços instalados na Romaria.

Em Congonhas, três obras do PAC Cidades Históricas já foram entregues à comunidade: a restauração da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição e da Igreja de Nossa Senhora do Rosário, além da requalificação urbanística da Alameda Cidade Matozinhos de Portugal.

Além dessas, outras ações contempladas pelo programa são a restauração da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, que está em andamento; construção do Parque Ecológico da Romaria, também em andamento; requalificação do adro da Basílica, que está a cargo da superintendência do IPHAN em Minas Gerais; restauração do Cine Teatro Leon, que já tem os projetos arquitetônico e executivo aprovados pelo IPHAN e o de captação de recursos pelo Ministério da Cultura (MinC), e aguarda a fase final de liberação desses recursos pelo BNDES;  e a restauração do Museu da Imagem e Memória e restauração da antiga Câmara Municipal, onde será a Biblioteca Municipal, que também têm os projetos arquitetônicos e executivos aprovados pelo IPHAN e aguardam a liberação dos recursos financeiros.

A requalificação de monumentos históricos e o entorno deles proporciona valorização dos espaços públicos, de referência simbólica, o que confere a estes bens tombados qualidade compatível com a importância do significado deles na vida da cidade.

Investimentos

A região da Basílica será o espaço com o maior investimento em requalificação urbana e cultural já realizado em Congonhas. Na parte histórica as ações contemplam a construção do Museu de Congonhas, restauração dos elementos artísticos da Basílica, restauração da Alameda das Palmeiras, recuperação do muro da Alameda das Palmeiras, construção do Parque da Romaria, instalação da sinalização turística e, agora, a restauração da Romaria e construção do Teatro Municipal.

Além de ter inaugurado a Unidade de Atendimento Primário à Saúde (UAPS) Basílica, o Governo Municipal investiu em infraestrutura urbana, realizando obras de recapeamento na av. Magalhães Pinto, rua Dr. Paulo Mendes, Alto do Cruzeiro, Praça Bandeirantes e em parte da av. Bias Fortes. Também fez a abertura da rua Mariana, ligando-a ao Boa Vista, e revitalizou a Praça do Alto do Cruzeiro.

Outras ações que mudaram a vida da comunidade foram a drenagem realizada no Alto do Cruzeiro, na Praça Bandeirantes e em um trecho da av. Bias Fortes, o calçamento da Estrada do Alto Maranhão e o asfaltamento da estrada de Santa Quitéria.

Fonte original da notícia: Portal de Congonhas




Concluída a primeira etapa da restauração da Sé de Mariana (MG)

Dezembro começa trazendo boas notícias para a população de Mariana, em Minas Gerais. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concluiu a primeira etapa da obra na Catedral da Sé de Nossa Senhora da Assunção, que se refere à restauração arquitetônica da igreja.

Fechada desde janeiro de 2016, a igreja corria sérios riscos estruturais. Assim, nessa primeira fase de obras foram realizados serviços de restauração, incluindo consolidação e reforço estrutural, com monitoramento arqueológico; drenagem de águas pluviais; e instalações hidrossanitárias. Nesse trabalho, foram investidos cerca de R$ 2,72 milhões do programa Avançar, do Governo Federal, por meio do Iphan.

Está em fase final de publicação um processo de licitação para o início de uma próxima etapa de intervenções, referente a restauração dos elementos artísticos integrados da igreja, tal como forro e retábulos, e projetos complementares. A reabertura da Sé ao público dependerá do cronograma dessa segunda etapa, com previsão de ser iniciada ainda no início de 2018.

A Sé de Mariana
A Catedral da Sé de Mariana tem sua história originada com a construção de uma pequena capela à Nossa Senhora da Conceição, ainda em 1703, posteriormente transformada em sacristia de uma nova e maior igreja, cujas obras começaram em 1713 e resultaram no que, ainda hoje, é o edifício da Matriz. Ao longo dos anos, a edificação recebeu diversos reparos e acréscimos, como uma série de recuperações da nave em 1734 e trabalhos de decoração interna e douramento do altar-mor em 1727.

De aspecto sóbrio, conferido pelo barroco jesuítico, a Catedral da Sé tem a simplicidade das linhas retas de seu frontispício contrastando com um interior marcado por um dos mais significativos conjuntos de talha de Minas Gerais e ricos detalhes decorativos, como importantes obras de Mestre Ataíde, entre outros nomes da arte e arquitetura religiosa mineira.

Fonte original da notícia: IPHAN




Rio de Janeiro (RJ) – Museu do Açude recupera estrutura do painel de azulejos

Direção busca financiamento para segunda fase do restauro.

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

A direção do Museu do Açude acaba de contratar profissionais especializados em restauração para recuperar alguns dos painéis de azulejos da instituição que vêm sofrendo envelhecimento precoce. No começo do ano, funcionários do museu estavam higienizando os painéis externos com sabão neutro quando alguns pedaços do vidrado começaram a se soltar. Sete estruturas apresentam problemas e estão mais comprometidas.

— Há uma infestação biológica proporcionada pela alta umidade que se instala atrás do vidrado, provocando esse descolamento — explica a restauradora Stefani da Silva, que foi contratada pela Associação de Amigos dos Museus Castro Maya, responsável pelo financiamento do trabalho de restauro.

Em 2015, Stefani participou, pela empresa RestQua História e Cultura Preservadas, da restauração de bancos e fontes ornadas por azulejos portugueses no Museu do Açude. Na ocasião, o serviço foi financiado pela União, já que o espaço pertence ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Sem o apoio público desta vez, o Museu do Açude só terá verba disponível para a primeira fase dos serviços de restauro. Neste primeiro momento, o foco é na parte estrutural dos painéis, apenas para impedir que o processo de degradação continue. A instituição busca patrocínio para financiar a segunda fase do trabalho, que compreende a parte estética dos painéis.

Amante fervoroso de todas as formas de arte, o empresário, mecenas e colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968) juntou, durante toda a sua vida, obras que hoje estão disponíveis para a apreciação do público no Museu do Açude, sua antiga residência de veraneio. Entre as relíquias há estátuas, esculturas, porcelanas asiáticas e itens pessoais de Maya, além de vários painéis de azulejos portugueses, encomendados por ele em 1940, e enviados diretamente de Lisboa em um lote contendo mais de três mil peças.

Devido à sua localização ímpar, encravado no meio da Floresta da Tijuca, o museu conta com algumas peculiaridades. Entre elas, a de estar sujeito a intempéries da natureza, tais como forte neblina, ventos, chuvas e umidade. E são exatamente esses fatores, principalmente a umidade, que causam danos aos painéis da parte externa, naturalmente deteriorados ao longo do tempo.

Fonte original da notícia: O Globo




Tumba de Jesus é muito mais antiga do que se imaginava, afirma estudo

Igreja do Santo Sepulcro. Foto: Wikimedia Commons

O túmulo no qual acredita-se que Jesus Cristo tenha sido enterrado é mais antigo do que todos pensavam, revelou uma nova pesquisa. Testes executados nos restos de uma caverna de pedra calcária na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, dataram o túmulo de meados de 345 d. C., informou a National Geographic. Antes dessa descoberta, os pesquisadores acreditavam que o local tinha sido construído durante o período das Cruzadas, por volta do ano 1.000 d.C.

A cavidade é considerada como o local onde a crucificação, o sepultamento e a ressurreição de Jesus ocorreram — citados na Bíblia como o Calvário ou o Gólgota. Em 2016, um estudo arqueológico mostrou que o túmulo nunca foi tirado do lugar, o que contradizia a teoria corrente até então de que ele teria sido transportado para outro ponto da cidade.

Enquanto o Novo Testamento afirma que a morte de Jesus ocorreu entre 30 e 33 d.C., os relatos históricos sugerem que os romanos localizaram e consagraram o túmulo apenas em 326. A data corresponde ao governo de Constantino I, imperador romano que se converteu ao cristianismo e a declarou a religião oficial do Império.

Interior da Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. Foto: Wikimedia Commons

O túmulo foi totalmente destruído e posteriormente reconstruído no ano 1009, o que fez os especialistas questionarem se a Igreja do Santo Sepulcro era, de fato, o mesmo local do enterro descoberto pelos romanos. Graças à análises químicas, os pesquisadores puderam concluir que o túmulo reconstruído era o mesmo daquele do século 4 d.C.

O túmulo foi aberto ao público pela primeira vez em séculos em outubro de 2017, quando os cientistas começaram a restaurar um santuário que abrange o túmulo, também conhecido como a Edícula. O projeto de restauração de nove meses custou US $ 4 milhões, de acordo com informações do The Guardian.

Com informações de Business Insider

Fonte original da notícia: Revista Galileu




Porto Alegre (RS) – “Novo PAC” prevê mais R$ 9,9 milhões para o Mercado Público

Recursos do Iphan seriam investidos em reformas de infraestrutura na parte não atingida pelo incêndio.

Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Quatro anos depois do incêndio que ainda mantém o Mercado Público parcialmente interditado, o governo federal anunciou o repasse do restante dos recursos prometidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a restauração de um dos pontos mais conhecidos de Porto Alegre. Para receber os R$ 9,9 milhões, por meio do Programa Avançar, porém, há um longo caminho burocrático. Além disso, a verba não será suficiente para a completa recuperação do prédio histórico — que precisa de manutenção mesmo na parte não atingida pelo fogo.

Mesmo que o Mercado não seja um prédio tombado pelo Iphan — apenas pelo município —, o instituto havia prometido R$ 19,5 milhões para ajudar na restauração — para ficar como novo, o prédio precisaria de R$ 33 milhões, estima a coordenadora do PAC Cidades Históricas em Porto Alegre, Briane Bicca. As verbas anunciadas permitem levar a restauração a sua terceira etapa. A parte atingida pelo fogo já foi restaurada, e a cobertura metálica danificada já foi trocada.

— Os R$ 9,9 milhões não dão nem para a metade, mas são uma boa notícia. Teremos de escolher prioridades. Há uma série de questões elétricas, o esgoto é uma tragédia, tem que fazer o PPCI — enumera Briane.

Agora, será a vez de itens estruturais, que serão detalhados na revisão do projeto. No momento, a prefeitura elabora mudanças orçamentárias para adequá-lo às regras do PAC Cidades Históricas. Depois de o novo orçamento ser aprovado pela superintendência do Iphan no Rio Grande do Sul, será encaminhado a Brasília. Só então será preparada uma licitação — ou até mais de uma —, que passará pelo crivo da Procuradoria-Geral do Município (PGM).

— Acredito que o dinheiro possa ser liberado em até seis meses. Fim de ano é época de encerramento do planejamento financeiro do poder público. As liberações só devem voltar a ocorrer em janeiro — explica a superintendente do Iphan no Estado, Juliana Inês Erpen, que destaca a sintonia do órgão com a prefeitura.

Para liberar segundo andar, permissionários bancarão PPCI

Com a demora para acabar com a interdição parcial, a Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascomepc) firmou, em setembro, um acordo com a PGM em que se comprometia a custear as intervenções necessárias para a obtenção do plano anti-incêndio e conseguir a liberação do segundo piso pelos bombeiros. De acordo com as duas entidades, o acordo será mantido, reservando os novos recursos para outras obras estruturais.

Para a obtenção do Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI), seria necessário construir um reservatório de 36 mil litros de água no subsolo do Mercado Público e conectá-lo aos hidrantes do entorno, instalar duas escadas metálicas novas e reformar outras duas e realocar as escadas rolantes, além de outras intervenções menores. O valor gira em torno de R$ 1,5 milhão. Na PGM, o entendimento é de que nada muda em relação ao acordo, que também serve para quitar uma dívida da Ascomepc com a prefeitura, decorrente de ações trabalhistas da época em que a associação geriu o Mercado Público.

— Conseguimos linhas de crédito com o Banrisul para cada permissionário, proporcional à área de uso. Ainda estamos buscando outras alternativas por meio da Lei de Incentivo à Cultura e da Lei Rouanet. É um processo que já está em andamento. Dentro de 90 dias, devemos começar a execução — revela o vice-presidente da Ascomepc, Sérgio Lourenço.

O coordenador da Memória Cultural da prefeitura, Eduardo Hahn, reforça que a verba a ser liberada não tem relação com o plano anti-incêndio e será destinada a outras necessidades também urgentes:

— São 14 projetos no total para melhorias hidrossanitárias, recuperação das coberturas metálica e de cerâmica que não pegaram fogo, além de calhas — relata.

Até agora, já foram investidos na recuperação do Mercado Público, que não é tombado pelo patrimônio histórico, R$ 9,6 milhões oriundos do Iphan e cerca de R$ 4 milhões pagos pelo seguro contra incêndio. A verba custeou o restauro completo da parte queimada, a recuperação da estrutura metálica da cobertura sinistrada e a elaboração dos projetos complementares para todo o mercado, que contemplam instalações elétricas de média e baixa tensão, telecomunicações, para-raios, instalações hidrossanitárias, reservatório de hidrantes, prevenção e combate a incêndios, climatização e exaustão.

Por Bruno Moraes

Fonte original da notícia: Zero Hora




MG – Estudantes da UFJF auxiliam na construção de capela e restauração de fazenda na Zona da Mata

Demandas em Juiz de Fora e Ubá contribuem para a melhoria nos espaços. Projetos são orientados por professores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da instituição.

Fazenda Pedra Redonda, em Ubá, protegida por um decreto de tombamento. Foto: UFJF/Divulgação

Os alunos do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) participam de projetos de extensão que atendem às demandas populares de diversas cidades da Zona da Mata. Os estudantes prestam apoio técnico à comunidade externa e a órgãos públicos.

O trabalho é orientado pelo professor Fábio Lima, do Grupo de Pesquisa e Extensão Urbanismo em Minas Gerais. Atualmente, dois projetos extensionistas são desenvolvidos pelo grupo: a construção da Capela de Santa Rita, em Juiz de Fora e o amparo técnico à Fazenda Pedra Redonda, em Ubá.

O primeiro é intermediado pelo padre Luciano Bonatto, que disse que o trabalho está trazendo bons resultados. “Os estudantes trouxeram uma proposta de construirmos a capela em formato de anfiteatro, pois assim não ficaria tão caro nivelar o terreno, que apresenta um declive”, afirmou.

No caso da Fazenda Pedra Redonda, que é protegida por um decreto de tombamento, o grupo fez visitas técnicas ao patrimônio, levantamentos fotográficos e análises documentais. O projeto extensionista é fruto de uma parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na qual os acadêmicos prestam apoio técnico ao órgão.

De acordo com a estudante Lara Scanapieco, o homem foi responsável, em parte, pela degradação do imóvel. “Constatou-se que, além da degradação provocada pelo tempo, que é um processo natural, houve ação humana. Retiraram intencionalmente esquadrias e telhas para acelerar o processo de deterioração da fazenda”, disse.

Para o professor Fábio Lima, as experiências práticas dos alunos nos projetos de pesquisa e extensão enriquecem as discussões do grupo de estudos, mas também contribuem com a população.

“Temos a oportunidade de atendermos às demandas da comunidade, que é a principal afetada pelos transtornos dos espaços urbanos e criarmos novas alternativas”, concluiu.

Fonte original da notícia: G1 Zona da Mata




Aracati (CE) – Audiência Pública discute restauração da Igreja Nosso Senhor do Bonfim

A Prefeitura do Aracati, por meio das Secretaria de Infraestrutura e de Turismo e Cultura, juntamente com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), realiza nesta sexta-feira (17), uma audiência pública com o objetivo de debater a restauração da Igreja Nosso Senhor do Bonfim. A reunião acontece a partir das  10h, no Salão Nobre do Paço da Liberdade (Sede da Prefeitura).

De acordo com Secretário de Infraestrutura, Cláudio Nelson, a intenção dessa restauração é a conservação da infraestrutura física da igreja, mantendo todas as suas características originais, obviamente conservando o patrimônio público, já que a mesma tem uma representatividade muito grande para o município: “Através dessa ação vamos poder conservá-la e garantir para os frequentadores um ambiente muito mais zelado, fazendo com que as pessoas se sintam apropriadas do patrimônio público também”, explica.

A audiência, será realizada na forma de apresentação e manifestações verbais e conduzida pelo arquiteto e urbanista Carlos A. C. Cunha, com participação de técnicos da Prefeitura, do IPHAN, representantes da Igreja Católica, historiadores e a comunidade em geral: “Nós esperamos contar com um grande número de pessoas, para que possamos explicar toda a concepção do projeto, com o propósito de debater esse assunto com a opinião pública e levá-lo ao conhecimento de todos”, esclarece ainda o Secretário.

Para o prefeito Bismarck Maia, essa restauração é necessária pela própria condição atual do equipamento: “É uma necessidade garantir à população a conservação arquitetura e das características históricas dos prédios existentes em nossa cidade, para que as pessoas possam se sentir mais confortáveis e mais seguras dentro da Igreja ao mesmo tempo que preservamos todo o legado cultural e afetivo que essas obra tem e, a parceria com o Governo Federal, através do IPHAN, está nos permitindo isso”, explica o gestor.

Segundo Padre Antônio Ronaldo Vieira, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Aracati, a cidade está marcada na sua arquitetura, história e cultura por cinco Igrejas que são simplesmente patrimônio religioso, porém, marcas da tradição de um povo: “Não se pode contar a história de Aracati sem mencionar longamente a tradição e presença dessas igrejas. Por isso, nos alegramos com o restauro da Igreja do Bonfim. Tal restauro não é apenas uma retomada de elementos de pintura e estrutura, mas significa redescobrir e recontar a história de Aracati, resgatando a memória de seu povo, gente simples, com seus esforços e dedicação, suor e lágrimas”, afirma.

Sobre a Igreja

A Igreja Nosso Senhor do Bonfim, foi edificada em 1772, por Pedro Ferreira de Almeida e inaugurada em 1774, por Manuel da Fonseca, vigário de Russas. Sua primeira restauração foi em 1854 sendo construída duas torres, onde em 1906 houve o último grande reparo. Construída em arquitetura barroco, possui bancos de madeira nobre, com espaços reservados para se benzer e realizar batizados.

Por traz da Igreja se encontra o já esquecido cemitério da Irmandade do Bonfim, onde, no passado, segundo historiadores, eram enterradas somente pessoas de influência e ricas da cidade, que pagavam um alto preço por esse privilégio. Tradicionalmente, é comemorado todo o ano a festa de Nosso Senhor do Bonfim no dia 1º de janeiro.

Matéria de Marcelle Nunes. Fotos de arquivo

Fonte original da notícia: Portal Prefeitura do Aracati




Seja um doador e ajude a salvar um Patrimônio Cultural. A História agradece.

A Defender – Defesa Civil do Patrimônio Histórico convida você a apoiar o Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1), aprovado pelo Ministério da Cultura – Lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet).

O Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1) é um projeto sociocultural que tem por objetivo restaurar as pinturas murais de Emilio Sessa e elaborar o projeto arquitetônico de restauração da Capela Bom Pastor, localizada dentro do Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre (RS).

A Capela Bom Pastor é um bem tombado pelo Estado do Rio Grande do Sul que sofreu na década de 1990 um incêndio. Desde lá nada foi feito. A pedido da direção do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado e da SUSEPE, a Defender desenvolveu o projeto cultural para sua restauração.

No Brasil, a maioria das presas não possuem nenhum tipo de qualificação profissional ou até mesmo nunca trabalharam, o que torna a situação financeira um dos principais motivos que as levam a cometer algum tipo de delinquência. Além disso, a falta de estrutura familiar, suporte psicológico, apoio social e emocional, oportuniza o desespero que pode levar a prática de atos criminosos. Nesse sentido para a execução do projeto será utilizada a mão de obra das detentas, treinadas e supervisionadas pela equipe técnica.

Apoie esta causa! Saiba como:

Pessoas físicas DE TODO O TERRITÓRIO BRASILEIRO podem contribuir e ajudar a Cultura do país, na condição de doadores de projetos culturais, abatendo o valor incentivado de seu imposto de renda devido, através da utilização da Lei Rouanet.

Exemplo: se uma pessoa paga R$ 1.000,00 reais de imposto de renda por mês, poderá destinar R$ 60,00 para incentivar projetos culturais. Esse valor servirá como dedução ou abatimento do imposto de renda, na declaração do IR, que será preparada no ano seguinte. Ou seja, o que se pagou em um ano como dedução ou patrocínio, entra na declaração do próprio ano, que sempre é produzida e entregue até abril do ano subsequente.

Do mesmo modo, se uma pessoa tem ciência de que pagará de imposto de renda anual a quantia de R$ 12.000,00, que será paga em cota única ou em várias cotas, a partir da apresentação da declaração no ano subsequente, essa pessoa poderá se antecipar e destinar R$ 720,00 reais como incentivo à cultura.

Desses valores doados – nos exemplos acima – o percentual de abatimento e aproveitamento do incentivo é de 100%, ou seja, integral, porque o projeto está aprovado pelo art. 18 da Lei Rouanet, tudo dentro do limite legal de 6% do imposto devido.

Só é possível aproveitar esse benefício fiscal a pessoa física que optar pelo preenchimento da Declaração de Rendimentos, no modelo COMPLETO. Portanto, fazer a declaração simplificada impede essa dedução (já que a declaração simplificada possui um desconto padrão).

Como é o procedimento de doação ao Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1)?

O doador deverá entrar em contato com a Defender e informar seu interesse em contribuir com o Projeto Cultural Capela Bom Pastor – Restauração e Oficinas de Artesãos (Etapa 1), até o dia 27 de dezembro de 2017.

Contatos com a Defender:

Telefones: (51) 3723.1637 – (51) 98597.1637

E-mail: defender@defender.org.br

Facebook: https://www.facebook.com/defenderorgbr/

A Defender irá fornecer todas as informações necessárias para o procedimento de doação, tipo: dados da conta corrente exclusiva do projeto aberta em agência bancária do Banco do Brasil pelo Ministério da Cultura e solicitará as informações necessárias para a emissão do Recibo de Mecenato que comprovará o aporte de dinheiro realizado ao projeto. É esse recibo que servirá como comprovante, para fins da declaração de imposto de renda.

Os referidos depósitos podem ser realizados diretamente no Banco do Brasil, por DOC ou por TED, procurando sempre fazer esses depósitos indicando o doador, o seu CPF e identificação de que se trata de doação.

O depósito, após identificado pela Defender, será objeto de informação ao Ministério da Cultura, que informará a Receita Federal acerca do incentivo fiscal.

Muito Obrigado!