Porto Alegre (RS) – Por trás dos tapumes: veja como estão as obras no Largo dos Açorianos e na Praça da Matriz

Há meses, dois dos pontos mais emblemáticos do Centro estão interditados para receber reparos.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Porto-alegrenses terão de esperar um pouco mais para rever uma parte da história da cidade, atualmente encoberta por tapumes, revitalizada. Em obras há meses, o monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz e o Largo dos Açorianos e ainda dependem de intervenções para serem devolvidos à comunidade. Saiba como andam os trabalhos nos dois locais:

O aspecto ainda é de abandono: o que costumava ser um espelho d’água sob a famosa Ponte de Pedra mais parece uma poça enlameada, e o gramado que o cercava se resume a alguns tufos de vegetação. Mas, pelo menos no calendário da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams), a obra de revitalização do Largo dos Açorianos já tem data para o fim: fevereiro de 2018.

Iniciados no ano passado, os trabalhos no sítio histórico foram divididos em três blocos: a primeira consistiu em melhorias no Monumento aos Açorianos, e o segundo, no restauro da Ponte de Pedra — ambas já concluídas. A última inclui a revitalização do entorno da ponte, que receberá passeios, esplanadas, piso tátil, bancos de concreto, escadarias e arquibancadas, além do preenchimento do espelho d’água, esvaziado há quase dois anos.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Aparentemente mais simples do que as outras duas fases — o restauro da ponte, por exemplo, exigiu minúcia para preservar as características antigas do monumento —, a terceira etapa tem sido a mais difícil de sair do papel. Um primeiro projeto, feito em 2015, foi descartado pela prefeitura por ser complexo demais. A ordem de início para a obra viável foi dada em outubro do ano passado, com previsão de execução em nove meses. Neste ano, porém, a nova gestão decidiu revisar os contratos, o que atrasou os trabalhos, empurrando a devolução do cartão postal para o ano que vem.

Segundo a Smams, “a necessidade de rebaixar o nível o lago no lado da ponte para resgatar a sua originalidade (deixando aparente os pilares de pedra), bem como preservar suas alvenarias, e a necessidade de manter o nível no lado do viaduto para preservar as redes de infraestrutura existentes, que passam abaixo do lago, definiu parte do projeto”. Atualmente, segundo a pasta, estão sendo realizadas a decapagem e a limpeza do fundo dos espelhos d’água, com retirada do material orgânico, além do envelopamento das redes do Dmae e CEEE, com capas de concreto. A próxima etapa será o reforço do solo.

Quando começou: janeiro de 2016
Valor: R$ 4.680.914,86 (terceira etapa)
Final previsto: fevereiro de 2018

Praça da Matriz

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Uma das obras mais emblemáticas da cidade, o monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz, recebe, desde maio, cuidados que causariam inveja ao mais abastado dos centenários. A estátua, em bronze e granito, passou por um diagnóstico para determinar que tipo de tratamento será feito para recuperar a forma de outros tempos.

Primeira etapa da revitalização da Praça da Matriz, a análise já foi concluída, segundo o PAC Cidades Históricas. O diagnóstico identificou a existência de fissuras e partes corroídas pela ferrugem. Com exceção da figura da República, que terá de ser removida do topo do monumento, os outros problemas serão sanados no local. As intervenções devem ocorrer entre setembro e outubro, quando a equipe do francês Antoine Amarger, responsável pelo estudo, retornará a Porto Alegre para executar o restauro.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Enquanto as obras na estátua não começam, estão sendo realizados reparos no entorno do monumento: o piso de basalto foi substituído, e as escadarias e os guarda-corpos estão recebendo melhorias. Detalhes mais sensíveis, como a recolocação da faixa em mármore (que poderá ser substituído por granito), e a instalação de um material para prevenir rachaduras nos degraus da escadaria só serão feitos após a conclusão das intervenções na parte em bronze, que exigirão o auxílio de andaimes.

A intervenção integra a primeira etapa de obras na Praça da Matriz, que inclui também o restauro das luminárias. Os trabalhos estão sendo realizados com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do PAC Cidades Históricas. A requalificação do restante da praça deverá ocorrer em 2018, na segunda etapa de obras.

Quando começou: maio de 2017
Valor: R$ 1,1 milhão
Final previsto: novembro de 2017

Por Bruna Vargas

Fonte original da notícia: Zero Hora




PE – Arquidiocese e IPHAN promovem seminário para analisar restauro do altar da igreja São Pedro dos Clérigos

Restauradores, arquitetos, engenheiros, historiadores, artistas, estudantes, sacerdotes e pesquisadores conceituados estiveram reunidos ao longo da quinta-feira, 13/07, na igreja de São Pedro dos Clérigos, bairro Santo Antônio, região central do Recife, para participar de um momento de intensa troca de saberes artísticos, históricos e religiosos. Promovido pela Arquidiocese de Olinda e Recife e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o seminário Diretrizes para elaboração de projetos de Restauro dos Bens Móveis e Integrados da Igreja de São Pedro dos Clérigos reuniu in loco 75 profissionais de Pernambuco, da Bahia e da Paraíba, extremamente capacitados e com expertise no tema. O objetivo do seminário é chegar a um consenso sobre a próxima etapa de restauro da igreja de São Pedro dos Clérigos: o douramento ou não, do  Altar Mor. Os chamados bens móveis e integrados são os adornos  e elementos que compõem o interior das igrejas, como peças entalhadas em madeira ou em pedra, como as sanefas, altares, tribunas e púlpitos.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é uma instituição federal vinculada ao Ministério da Cultura, responsável por preservar, divulgar e fiscalizar os bens culturais brasileiros, além de garantir a utilização desses bens pela atual e futuras gerações. Em seu primeiro momento, o seminário contou com as seguintes palestras: Programa Iconográfico da Igreja de São Pedro dos Clérigos (ministrada pelo pesquisador Fernando Ponce de León), Bens Móveis e Integrados da Igreja de São Pedro dos Clérigos (ministrada pela restauradora Pérside Omena) e O Espaço Sagrado e sua simbologia (ministrada pelo padre Rinaldo Pereira dos Santos, presidente da Comissão de Restauro e Conservação de igrejas da Arquidiocese de Olinda e Recife).

À tarde, está previsto um debate amplo, discutindo a formulação de diretrizes para elaboração de projetos de restauro dos bens móveis e integrados da Igreja de São Pedro dos Clérigos. De acordo com Frederico Almeida, Engenheiro e Técnico do IPHAN, a expectativa é que se chegue a um consenso no final da tarde de hoje. “Para o IPHAN continuar com a restauração do acervo de bens integrados de São Pedro dos Clérigos, é necessário refletir sobre as questões conceituais, analisar as tendências da época e pensar em conjunto com a Igreja, a questão litúrgica, respeitando o contexto de criação do Altar Mor. Por isso é tão importante reunir neste seminário a comunidade técnica para juntos chegarmos a um parecer que se aproxime o máximo possível da verdade da época e do objeto artístico, destaca o Técnico do IPHAN.

Também presente ao evento, Renata Borba, Superintendente do IPHAN em Pernambuco, lembra que este seminário busca conciliar saberes, além de congregar profissionais da área de restauro de bens integrados. “Uma vez definida a opção (pelo douramento ou não, do Altar Mor), o IPHAN vai procurar a verba. Provavelmente utilizaremos recursos do PAC Cidades Históricas, a exemplo do que já ocorre em as obras de restauro tanto em Recife como em Olinda, na matriz de Santo Antônio, na igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, na igreja do Bonfim e no adro do convento franciscano”, explica a Superintendente do IPHAN.

Entusiasta da iniciativa, a restauradora Débora Mendes levou a equipe de funcionários e aprendizes de sua empresa e parabenizou a arquidiocese pelo seminário, observando que a proposta primordial de toda obra de restauro e conservação é o respeito ao objeto de arte, em harmonia com o aspecto litúrgico. Débora evidenciou os diferenciais da Capela Mor da igreja de São Pedro, que possui paredes recobertas por madeira, as chamadas ilhargas (paredes laterais). O padre Rinaldo Pereira mostrou-se esperançoso de que seja possível alcançar um consenso sobre o restauro do Altar Mor, oferecendo para as futuras gerações o valor devocional ao patriarca da Igreja, especialmente em Pernambuco.

Fonte original da notícia: Arquidiocese de Olinda e Recife




Manaus (AM) – Inscrições abertas para curso livre na área de Patrimônio Cultural

Secretaria de Cultura abre inscrições para curso livre na área de Patrimônio Cultural / Divulgação

A Secretaria de Estado de Cultura informa que estão abertas as inscrições para o Curso Livre de Patrimônio Cultural de Conservação, Restauro, Registro e Salvaguarda. O curso é uma iniciativa do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura (DPH/SEC), em parceria com o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e acontecerá no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi (da Polícia), nos meses de julho e agosto deste ano.

O curso, que inicia na próxima quinta-feira (12), é composto por seis módulos, cujas aulas serão ministradas por renomados profissionais da área de patrimônio histórico no Amazonas: o arquiteto Humberto Barata, o historiador Pedro Mansour, a arqueóloga Tatiana Pedrosa, o antropólogo Cristian Pio Ávila e a restauradora Judeth Costa. Os módulos incluem assuntos como legislação patrimonial, elaboração de projetos de restauro, políticas públicas para patrimônio imaterial, entre outros assuntos.

Para o curso, que é gratuito, serão disponibilizadas 30 vagas e, no ato da conclusão do curso, será emitida declaração de participação para os alunos. As inscrições podem ser feitas na Gerência de Formação Cultural e Eventos do Liceu Claudio Santoro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e também pelo e-mail fc.liceu@gmail.com.

A restauradora Judeth Costa, gerente do Ateliê de Restauro da Secretaria de Estado de Cultura e também professora do curso, explica que será uma oportunidade para a população entender o trabalho que se realiza nos patrimônios histórico-culturais. “Nós queremos que os participantes se interessem, conheçam e até mesmo se capacitem dentro dessa área. Esperamos que eles possam compreender como é feito o trabalho que desempenhamos, principalmente no restauro de bens patrimoniais”, completa.

Fonte original da notícia: Amazonas +




Curitiba (PR) – Mapa do Paraná pintado em 1903 é descoberto em restauro de prédio histórico

Ao cortar a parede para colocar uma tubulação, os responsáveis perceberam que havia, ali, algum tipo de pintura. O mapa retrata o Paraná tal como era em 1903, antes da Guerra do Contestado.

O mapa registrou o Paraná nos primeiros anos do século XX. A porção leste do Estado se perdeu em uma das muitas obras feitas no edifício. Em seu lugar, hoje, estão uma porta e uma pilastra de sustentação. Foto: Leticia Akemi/Gazeta do Povo

Um gigantesco mapa do Paraná feito em 1903 foi descoberto no prédio do Memorial do Ministério Público do Estado. Ao cortar uma parede para instalar uma tubulação, a equipe que fazia o restauro percebeu que havia algo incomum sob as muitas camadas de tinta.

Aumentando o ponto de prospecção, encontrou-se uma série de elementos que apontava que a pintura poderia ser um mapa. Foram chamados, então, a professora Nancy Valente, responsável pelo laboratório de conservação e restauração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), e Claudio Forte Maiolino, professor de conservação e restauração na mesma universidade. “Essa é uma descoberta incrível porque, além do aspecto documental, há a retratação do Paraná antes do acordo final feito no final da Guerra do Contestado, em 1916”, avalia Maiolino. O conflito travado na região em que hoje é a fronteira entre o Paraná e Santa Catarina terminou com a perda de uma parte do território paranaense para o estado vizinho. Congelado no tempo, o mapa de 1903 ainda mostra o Paraná fazendo divisa com o Rio Grande do Sul.

“Eu não encontrei outro mapa daquele ano. Encontrei de 1904, e um muito simples de 1902”, afirma Nancy. Daí a grande importância histórica da descoberta. Infelizmente, a região em que estão Curitiba e o litoral paranaense acabou se perdendo em alguma obra anterior. Em algum momento da história do edifício, sem ter conhecimento da existência do mapa, uma porta foi aberta e uma pilastra foi incluída em um dos lados da parede, no local exato em que deveria estar a porção leste do Estado. Esse incidente também impediu que se identificassem os autores do desenho. “A gente imagina que o nome de quem fez estivesse no canto em que hoje estão a porta e a pilastra”, teoriza Maiolino.

Alguns indícios demonstram que o mapa pode ser sido usado como uma espécie de planilha de controle. É que o prédio em que ele foi pintado era utilizado, no início do século passado, por diversos órgãos do governo estadual, entre eles a Fazenda. “O mapa foi sendo complementado com o passar dos anos. Tem anotações a lápis nele, que também foram recuperadas e mostram que o mapa era utilizado pela Fazenda mesmo”, conta Maiolino. Os dois especialistas afirmam que é comum encontrar, em edifícios do fim do século 19 e início do século 20, pinturas de ambientação. Essa era uma das características da arquitetura eclética, muito adotada na época. Um registro documental como um mapa, entretanto, é objeto de arte muito mais raro de se descobrir.

Recuperar uma obra como essa exige técnica, paciência e muita delicadeza. Foram entre seis e sete meses de trabalho, com uma equipe de quase 20 pessoas para que o mapa voltasse a aparecer por completo. O primeiro passo foi amolecer as camadas de tinta que recobriam o mapa. “Depois de amolecidas, nós as recolocamos no lugar, fazendo a fixação e intercalando secagens. Quando elas estavam totalmente fixadas, aí a gente veio fazendo a remoção das camadas que estavam por cima”, explica Nancy. A maior parte do desenho foi recuperada manualmente, com a ajuda de bisturis. Depois, a equipe aplicou uma resina para realçar as cores do mapa. Por fim, uma camada de resina acrílica. De acordo com a professora, esse material leva quase 200 anos para envelhecer. “Nossa ideia foi de dar uma perpetuidade maior para o objeto e impedir que ele volte a se perder.”

Por Carolina Werneck

Fonte original da notícia: Gazeta do Povo




USP abre programa de residência em pesquisa em estudos brasileiros

Foto: Divulgação/Internet

A Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM), maior coleção do gênero formada por particulares, abre, de 17 de julho a 18 de agosto, inscrições para a 3ª Edição de seu programa de residência em pesquisa. O Edital 2017 destina-se a pesquisadores brasileiros e estrangeiros, com o título mínimo de doutor, que tenham financiamento próprio e experiência de pesquisa na área de estudos brasileiros ou de conservação e restauro de acervos.

O programa, cuja intenção é possibilitar que pesquisadores desenvolvam projetos relacionados ao acervo da BBM – composto por cerca de 60 mil volumes – prevê dois tipos de vinculação à biblioteca: Residência de Pós – doutorado e Residência de Pesquisador. Serão contemplados cinco projetos voltados para a pesquisa do material constante do acervo da biblioteca e um projeto sobre conservação e restauro da mesma coleção.

Para concorrer à seleção, todos os projetos deverão esclarecer suas finalidades acadêmicas e suas afinidades com o perfil e natureza da Biblioteca. Quanto ao processo de avaliação dos projetos, serão duas etapas, sendo a primeira a análise de enquadramento da proposta e a segunda uma análise por parte do Comitê Acadêmico. Os resultados serão divulgados no dia 25 de outubro.

Para instruções de como participar, informações sobre as modalidades, acesse o edital completo em e.usp.br/96c ou entre em contato com a BBM pelo e-mail bbm@usp.br ou pelo telefone (11) 2648-0310.

Fonte original da notícia: PRCEU/USP




Corsan recebe homenagem pelo restauro do Château D’Eau em Cachoeira do Sul (RS)

O monumento é um rico conjunto arquitetônico, considerado o mais belo cartão-postal do município – Foto: Divulgação/Ascom Corsan

A Corsan recebe um reconhecimento público pelo trabalho de restauração do Château D’Eau, importante monumento histórico e principal ponto turístico de Cachoeira do Sul. No próximo dia 14 de julho, o Sindilojas Vale do Jacuí – Sindicato do Comércio Varejista de Cachoeira do Sul entrega o Troféu Mercador Princesa do Jacuí 2017 ao diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia, Jorge Melo.

A premiação será entregue durante o 20º Jantar do Dia do Comerciante, que ocorre a partir das 20h, na sede do sindicato (Rua Saldanha Marinho, 1156, em Cachoeira do Sul). O evento visa homenagear pessoas e entidades da região que tenham se destacado no biênio 2016/2017, contribuindo dessa forma para o engrandecimento das suas comunidades.

Sobre a restauração

Inaugurado em março deste ano, o restauro do Château D’Eau (em português, Castelo de Água) resgatou as características do projeto original do monumento. Além disso, valorizou um bem de interesse público, fortalecendo-o como ponto de referência para a cidade, e cumpriu compromisso estabelecido em contrato de programa firmado entre a Corsan e o município de Cachoeira do Sul.

Localizado na área central da cidade, o monumento forma, na Praça Balthazar de Bem – juntamente com o prédio da prefeitura e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição -, um rico conjunto arquitetônico, considerado o mais belo cartão-postal do município.

O Chateau D’Eau foi construído para levar a água por gravidade ao reservatório de distribuição localizado na Rua Júlio de Castilhos e, ao mesmo tempo, regular a pressão da água nas zonas mais elevadas. Com o passar do tempo e o crescimento da cidade, esse objetivo não foi mais alcançado, mas a beleza e o simbolismo do local permaneceram ao longo dos anos. Foi esse patrimônio, de inestimável valor histórico, que a Corsan devolveu ao povo cachoeirense.

Texto: Ascom Corsan – Edição: Léa Aragón/ Secom

Fonte original da notícia: Portal do Governo do RS




Mercado da Capixaba sofre com abandono no Centro de Vitória (ES)

Moradores acreditam que a estrutura corre risco de desabar. Prefeitura informou que reforma com orçamento de R$ 2 milhões está prevista para 2017.

Mercado da Capixaba deve passar por restauração em 2017. Foto: Fernando Madeira / A Gazeta

Inaugurado na década de 1920 e tombado, em 1983, pelo Conselho Estadual de Cultura, o Mercado da Capixaba, no Centro de Vitória, já abrigou o auditório da Rádio Espírito Santo, a Junta de Alistamento Militar do Exército e a Secretaria Municipal de Cultura. Contudo, hoje, o prédio histórico sofre com o abandono.

Os moradores do Centro acreditam que o prédio corre até risco de desabamento. A Secretaria de Desenvolvimento da Cidade (Sedec) nega essa afirmação. Uma reforma com orçamento de R$ 2 milhões está prevista para 2017.

Em 2002, um incêndio em uma loja de artigos esportivos destruiu o telhado do segundo pavimento, que até hoje não foi restaurado. Além da falta de telhado, diversos problemas estruturais estão espalhados pelo prédio.

São infiltrações, tinta descascando nas paredes, janelas com a vidraça quebrada e com a madeira corroída pela ação do tempo, mofo e reboco caindo das paredes. Além disso, a estrutura de metal que sustenta o telhado de parte do primeiro pavimento está enferrujada.

O Mercado com área de 2.500 metros quadrados, reúne a produção de 45 artesãos, da Grande Vitória e de outras partes do estado.

Tristeza

Tristeza define o sentimento de um artesão que prefere não ter a identidade revelada. Ele conta que expõe mercadorias no local há 40 anos e jamais imaginou ver o prédio nas condições em que está hoje.

“Em 2002 houve um incêndio e de lá pra cá o prédio vem se deteriorando. Passaram várias gestões que prometeram reformas e ninguém fez nada. A estrutura do mercado deve ser preservada, pois ele tem uma história e é um patrimônio que não pode acabar assim”.

Insegurança

O presidente da Associação de Moradores do Centro Everton Martins, afirma que o prédio traz sensação de insegurança para os moradores

“À noite, aquele ambiente torna-se um local precário, o que traz sensação de insegurança para os moradores em volta, pois o poder público também não realiza a iluminação de forma adequada no entorno”, disse.

Everton avalia que da forma em que está o prédio não contribui em nada para a atratividade do comércio no Centro. “Pelo contrário, só precariza”, afirmou.

Reforma

A Prefeitura de Vitória prevê que ainda neste ano o Mercado da Capixaba passe por obras de restauro, com orçamento previsto de R$ 2 milhões. De acordo com a secretária de Desenvolvimento da Cidade, Lenise Loureiro, a verba para a reforma será proveniente da venda do Clube Saldanha da Gama. As obras devem começar em outubro.

“Mas também podemos conseguir recursos de outras formas, temos um financiamento aprovado no Banco Interamericano de Desenvolvimento. O que vier antes vai garantir a reforma”, garante.

A previsão é que a reforma dure de oito meses a um ano. Segundo Lenise, a proposta é transformar o local em um pólo gastronômico, turístico e cultural. “Será feita uma concessão. O setor privado poderá receber o prédio para exploração econômica. Faremos a reforma do telhado, fachada e calçadas, e vamos deixar a parte interna para que o concessionário faça”, explica.

Por Tatiana Moura

Fonte original da notícia: Gazeta Online, G1 ES




Porto Alegre (RS) – Terceirizados do restauro no Instituto de Educação têm salários atrasados desde o início do ano, afirma sindicato

Atraso nos salários também prejudica o andamento da obra, que também está atrasada.

Instituto de Educação General Flores da Cunha. Foto: Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Após denúncias à Rádio Guaíba de que os salários dos trabalhadores terceirizados da empresa Porto Novo Empreendimentos, responsável pelo restauro no Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, estavam atrasados desde o início do ano, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Rio Grande do Sul confirmou o problema. Segundo o presidente da entidade, Gelson Santana, a empresa vem atrasando os salários dos terceirizados sistematicamente, desrespeitando os trabalhadores.

“Infelizmente, essa empresa vem, ao longo do tempo, fazendo isso com os trabalhadores. É uma das empresas que não respeita o seu trabalhador. Se você for olhar o histórico dessa empresa junto aos seus trabalhadores você vai ver que é uma coisa recorrente deles. A empresa tem sistematicamente atrasado os salários, tem inclusive feito demissões por justa causa para poder pagar os seus trabalhadores. É lamentável que mais uma vez o trabalhador é que saia perdendo nessa situação”, expõe Santana.

A Secretaria Estadual da Educação também foi questionada acerca dos atrasos no restauro da obra com a paralisação dos funcionários que não recebem os salários. Por nota, a pasta respondeu que a Porto Novo “descumpriu o cronograma de trabalho” – embora não tenha explicado o que seria essa violação – e, por isso, o pagamento à empresa foi suspenso. Após uma negociação, a Secretaria Estadual de Obras vai estabelecer, conforme a nota, novos prazos para a concretização da reforma. Um novo repasse dos recursos à empresa também deve ser feito nesta semana.

A Porto Novo Empreendimentos foi procurada pela reportagem ontem e hoje e informou que daria retorno com explicações do diretor Cláudio Ryff. Mas, até o momento, a empresa não se manifestou. A secretária do diretor explicou que Ryff disse a ela, ontem, que “a empresa ainda não pode se pronunciar” sobre isso, mas pediu para ser lembrado hoje para dar explicações à imprensa. Porém, procurados novamente nesta manhã, ainda não havia um posicionamento.

Veja a nota na íntegra:

“A empresa responsável pelas obras no Instituto de Educação General Flores da Cunha descumpriu o cronograma de trabalho e, por isso, o Governo do Estado suspendeu os pagamentos. Após negociação com a empresa, a Secretaria Estadual de Obras estabelecerá a prorrogação do contrato, prevendo, inclusive, novos prazos para a concretização da reforma. Nesta semana, o Governo do Estado fará um novo repasse e espera que as obras sejam retomadas nos próximos dias.” 

Instituto de Educação tem restauro atrasado

O governo do estado assinou o contrato de restauro do Instituto de Educação General Flores da Cunha em novembro de 2015 em um valor de R$ 22,5 milhões. Porém, as obras iniciaram somente na última semana de janeiro de 2016. A previsão inicial da Secretaria Estadual da Educação era que a obra durasse 18 meses, sendo concluída em agosto de 2017, permitindo o retorno das aulas no local. No entanto, ainda não há uma nova previsão de quando a obra deve ser finalizada.

Por Vitória Famer

Fonte original da notícia: Rádio Guaíba




Festa de Santo Antônio em Itatiaia, Ouro Branco (MG), terá imaginárias restauradas

Comunidade vai festejar o padroeiro com as imagens de Santo Antônio e Nossa Senhora da Mercês.

A Associação Sócio Cultura Os Bem-Te-Vis está empenhada em realizar uma festa de Santo Antônio inesquecível em 2017. A Igreja Matriz de Santo Antônio está em processo de finalização de restauro dos elementos integrados e, também, das imaginárias. Duas imagens se destacam e estarão prontas para a festa do padroeiro, no dia 13 de junho: a de Santo Antônio e a de Nossa Senhora das Mercês. As solenidades para a Festa de Santo Antônio, tradicional e realizada desde a fundação da localidade, tem início no dia 31 de maio, com a trezena em honra ao padroeiro, com a presença de toda a comunidade e, ainda, a reza do terço, cantos, missas e procissões. No 12º dia da trezena, 11 de junho, às 15h, haverá missa solene seguida de procissão das imaginárias de Santo Antônio e Nossa Senhora das Mercês pelas ruas de Itatiaia, com a participação da comunidade.

A Associação é a instituição responsável pelo processo de restauro e, ao representar a comunidade de Itatiaia, entrega aos moradores da localidade um presente cheio de significado. A festa do padroeiro com a igreja restaurada e as imagens recuperadas e preparadas são mostra de que a comunidade, unida, consegue grandes avanços. Assim, a Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis promove a integração dos moradores da localidade e a preservação de seu bem mais precioso.

O restauro das imaginárias da Matriz de Itatiaia começou com um levantamento dos objetos pertencentes à igreja: das vestes e paramentos às peças utilizadas nas celebrações e pratarias, passando pelas imagens que compunha os altares laterais, colaterais e mor. “Acredito que muita coisa se perdeu, talvez por falta de conhecimento e, principalmente, devido ao roubo que causou grande perda e tristeza para a comunidade”, enfatiza o restaurador, em referência ao roubo de peças sacras que abalou a comunidade de Itatiaia na década de 1990. A perda das peça deixou sérias marcas no coração dos moradores de Itatiaia, que hoje aguardam com ansiedade pelo término das obras de restauro e pela volta o esplendor original da Matriz de Santo Antônio.

Para Wilton Fernandes, presidente da Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis, o preparo e o restauro das imagens de Santo Antônio e de Nossa Senhora das Mercês para a festa do padroeiro é mais uma vitória da comunidade. “Acompanhar o restauro da Matriz e das imaginárias tem mexido muito com a emoção de todos em Itatiaia. Agora, com as duas imagens prontas, para a festa do padroeiro, o sentimento se intensifica, enquanto nós, da Associação, reforçamos as ações de educação patrimonial, para que nosso patrimônio se mantenha preservado”, reforça.

A Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis comemora o restauro da Matriz de Santo Antônio, em Itatiaia (Ouro Branco/MG) como fruto do esforço da comunidade local, que se uniu e que está trabalhando, há vários anos, para que seu bem mais precioso se mantenha preservado. A Associação enfrentou diversos obstáculos para que os projetos de restauro fossem aprovados nos órgãos competentes e obtivessem patrocínio integral, e não descansou até conseguir realizar o sonho de ter a Matriz em todo seu esplendor, restaurada e segura, para a comunidade.

Matriz de Santo Antônio – Itatiaia
A Matriz de Itatiaia foi construída na primeira metade do século XVIII por iniciativa das irmandades do Santíssimo Sacramento, Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e São Benedito. Apresenta duas etapas distintas de construção. A parte dos fundos do templo (capela-mor e corredores laterais) foi executada em estrutura de madeira com vedação de pau-a-pique e aparenta ser a primitiva capela original. A ela foram acrescidas, posteriormente, a atual nave, as torres e o frontão, em pedra. (Fonte: Iphan)

Durante os anos de 1982 a 1984, a matriz ficou exposta às intempéries climáticas, que acabaram por danificar os altares laterais e colaterais da nave e o forro, que foi perdido. O trabalho de restauro dos bens integrados da Matriz de Santo Antônio é realizado pela Associação Sócio Cultural Os Bem-Te-Vis, em parceria com o Banco  Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura (MinC) e do Governo Federal. O projeto prevê a recuperação do interior da construção, contemplando elementos artísticos como retábulos, púlpito, arco-cruzeiro, balaustrada da nave e pia batismal. Também estão contempladas a reforma do assoalho, a instalação de câmeras de segurança, a laminação do telhado e a restauração e conservação  do acervo de imaginárias.

Por João Paulo Silva

Fonte original da notícia: Jornal Voz Ativa




Atrasos põem em risco calendário de restauro do Teatro Municipal de Sabará (MG)

Em processo de restauração, Teatro Municipal de Sabará corre o risco de não abrir as cortinas em janeiro, como previsto inicialmente. Atrasos nos recursos do PAC reduzem ritmo das obras.

Inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera, o teatro começou a ser restaurado em outubro, mas, com a lentidão nos repasses financeiros, o número de operários foi reduzido de 10 para três. Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Devagar, quase parando. Uma das mais antigas salas de espetáculos do país, o Teatro Municipal de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é palco de obras de restauro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, mas corre o risco de não reabrir as cortinas na época prevista – janeiro do ano que vem. De acordo com a prefeitura local, o governo federal não vem repassando os recursos em tempo hábil, o que obriga a empresa contratada a reduzir o número de operários – eram 10, hoje são três – e também o ritmo do projeto de recuperação do prédio inaugurado em 1819 e chamado originalmente Casa da Ópera. “Sem chance de reinaugurar daqui a oito meses, pois só 20% dos trabalhos foram executados”, alerta o prefeito Wander Borges (PSB).

Com obras iniciadas em outubro de 2016 e valor total da restauração estimado em R$ 2,6 milhões, o teatro, localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, tem atraso em duas parcelas, cujo montante é repassado à prefeitura pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Borges conta que a medição (serviço concluído) feita em março e totalizada em R$ 75 mil ainda não foi paga, mesmo com a vistoria feita pelo Iphan. O mesmo ocorre com outra de R$ 106 mil, cuja medição foi feita em 19 de maio e ainda não recebeu vistoria. Portanto, conforme a prefeitura, o valor pago até este mês é de R$ 299,6 mil.

“Vamos tocando o serviço como podemos. Esse teatro é fundamental para a população de Sabará”, diz o chefe do Executivo, destacando que o espaço em estilo elisabetano sempre foi vital para fomentar a cultura, pois apresentava peças infantis com entrada franca, espetáculos de dança e teatro de grupos locais e de outros estados que, ao vir à capital, estendiam a viagem ao município vizinho. “Agora, não temos um lugar para oferecer esses eventos ao público”, lamenta.

Preocupado com a situação, Borges conta que outros prédios históricos estão fechados, alguns correndo risco de degradação acentuada, como o da prefeitura, o Solar Padre Corrêa, também na Pedro II. Nesse caso, a intervenção também é do PAC, que tem, no município, nove ações selecionadas para receber os investimentos. De tão lamentável o estado do sobrado, a administração municipal teve que se mudar para um prédio próximo, o Solar Dona Sofia, antiga Secretaria Municipal de Cultura. O prefeito chama atenção ainda para a centenária Escola Estadual Paula Rocha, na Praça Melo Viana, fechada há quatro anos, e o Cine Bandeirantes (Centro Cultural José Costa Sepúlveda), na Rua Luís Cassiano, fechado há cinco.

Com recursos municipais e para evitar deterioração, a atual gestão vai empreender obras emergenciais na Capela do Senhor Bom Jesus, onde, na Semana Santa, ocorre uma grande peregrinação de madrugada; na Capela de Nossa Senhora do Ó, que terá madeira vinda de uma oficina do Iphan em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, com transporte, mão de obra e outros materiais custeados pela municipalidade; no Passo de Simão Cirineu; e nas igrejas de São Francisco e de Santo Antônio do Pompéu, incluídas no PAC Cidades Históricas e necessitando de cuidados urgentes.

A direção do Iphan reconhece que há realmente duas medições sem pagar e a explicação é que foram apresentadas ao Iphan apenas no fim da semana passada. A autarquia federal informa que o valor total do restauro do teatro já foi empenhado, mas o pagamento depende do andamento da obra. “Dessa forma, se não foi tudo pago até agora, é de responsabilidade da prefeitura local, que não deu o devido encaminhamento aos serviços”, avisa. De todo jeito, amanhã, o diretor do PAC Cidades Históricas, Robson de Almeida, estará em Sabará para uma visita técnica à obra.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Obra de arte

Quem já assistiu a um espetáculo no Teatro Municipal de Sabará, com 400 lugares, sabe que o espaço é obra de arte genuína, tanto que recebeu a visita dos imperadores dom Pedro I (1798-1834), em 1831, e dom Pedro II (1825-1891), em 1881. Embora sem as cadeiras e ornamentos, dá gosto ver a sala em estilo italiano, em forma de ferradura, com vasto palco elevado e ótima visibilidade. Conforme as pesquisas, há três andares de camarotes, com detalhes que enriquecem a história: “As portas de entrada pertenceram à antiga cadeia. A cortina do pano de boca foi pintada pelo conhecido pintor alemão George Grimm, que veio ao Brasil em 1874 e foi professor por algum tempo na Academia de Belas-Artes, no Rio de Janeiro”.

Nesse ambiente, os operários se revezem em serviços na plateia e no foyer do prédio, que está cercado por tapumes. E os moradores têm orgulho em dizer que, nesse palco, com “uma das melhores acústicas da América”, se apresentaram artistas renomados, a exemplo de Paulo Gracindo, Ítala Nandi, Arthur Moreira Lima, Belchior, Roberto de Regina, Nelson Freire, Clementina de Jesus, Jackson Antunes, Felipe Silvestre, Marco Antônio Araújo e Maria Lúcia Godoy. Placas na entrada indicam reformas em 1970, 1983 e 1996 e informam que, há 30 anos, a propriedade do prédio passou do estado para a prefeitura.

A obra de restauro preveem a manutenção das características originais do teatro, como as técnicas construtivas tradicionais e os elementos decorativos em madeira e a adaptação da casa às exigências atuais de conforto, segurança e acessibilidade. Pelo projeto, o anexo lateral receberá novos banheiros e terá “linguagem contemporânea” para diferenciar o prédio atual do antigo. Todos os elementos, como cobertura, pisos, forros, portas, janelas vão merecer reparos, havendo pintura de alvenarias, da estrutura de madeira aparente e das partes metálicas.

O projeto contempla também as instalações elétricas, luminotécnicas, de sonorização, de segurança e de prevenção e combate a incêndio, que serão adequadas a fim de garantir o bom funcionamento do local. Foi ainda idealizada uma rota acessível a pessoas portadoras de necessidades especiais e com mobilidade reduzida, em todos os níveis do teatro, e outra específica para os artistas.

História

De acordo com as pesquisas, a antiga Casa da Ópera de Sabará é um dos mais interessantes edifícios de Minas, principalmente por ser o teatro um programa pouco comum na época de abertura. Em 1831, viveu grandes momentos com a visita do imperador dom Pedro II. Sabe-se que o teatro foi erguido em terreno pertencente ao alferes Francisco da Costa Soares, com a constituição de uma sociedade anônima da qual o povo participou e reuniu recursos para a obra. Diz um documento que “aos poucos, os cotistas proprietários do teatro foram doando suas ações à Santa Casa de Sabará, que mantinha a maioria das cotas na ocasião de seu tombamento em 1963. No século 20, transformou-se em Cine -Teatro Borba Gato, entrando em total decadência.

Sem visitação

Em Sabará, três prédios estão fechados à visitação pública e sem uso permanente. Confira:

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Solar Padre Corrêa, sede da prefeitura local
Localizado na Rua Dom Pedro II, no Centro Histórico, o sobrado está ameaçado, com o forro deteriorado, e interditado desde julho de 2016. Com isso, o Executivo e outros setores da atual gestão tiveram que mudar integralmente de endereço. Obras estão incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Escola Estadual Paula Rocha
Fica na Praça Melo Viana, no Centro Histórico, e está fechada há quatro anos. Já foi feita a licitação pelo governo estadual, faltando assinar a ordem de serviço para começo da reforma. Em 22 de junho, completará 110 anos de fundação.

Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press

Cine Bandeirantes, atual Centro Cultural José Costa Sepúlveda
Está fechado há cinco anos. Obra foi restaurada pela prefeitura em parceria com a Vale, em 2012, mas não houve inauguração do equipamento, que sofreu alterações em 2015 e teve o uso inviabilizado para atender o público. Os recursos são municipais.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas