Cachoeira do Sul (RS) – HCB histórico na reta final


Proposta precisa ser apresentada para avaliação e aprovação.

Primeira bica pública e caixa d’água na Praça Itororó, próximo ao HCB.

Primeira bica pública e caixa d’água na Praça Itororó, próximo ao HCB.

O projeto arquitetônico para o restauro do sítio histórico do Hospital de Caridade e Beneficência está praticamente concluído pela organização da sociedade civil Defender – Defesa do Patrimônio Histórico. Conforme o presidente da Defender, Telmo Padilha, será agendado ainda um encontro do responsável técnico com a administração do HCB para avaliação das propostas.

Uma das hipóteses levantadas recentemente, revela Padilha, é a transformação do atual prédio da Escola de Saúde em um museu do HCB. Este prédio, tombado como patrimônio histórico do Município, foi inaugurado em 1908, sendo a primeira sede do hospital em Cachoeira. “Será feito um estudo de viabilidade. Caso isso seja possível, seria construído um prédio anexo para a escola”, comenta Padilha.

Etapas

A revitalização do sítio histórico envolve ainda outros imóveis – como a primeira bica de Cachoeira do Sul e a primeira caixa d’água – estruturas que ficam no estacionamento do hospital, onde ficava a Praça Itororó. Segundo informa a assessora da Defender, Silvana Losekann, uma das ideias que será apresentada ao HCB é que os projetos de revitalização sejam apresentados por etapas, para que o custo do projeto não fique tão alto para um futuro patrocinador.

Importante

A proposta técnica de revitalização do HCB custou R$ 244 mil e foi custeada pela Corsan porque o sítio histórico envolve as primeiras caixas d’água e hidráulica da Corsan no município, as duas situadas na Praça Itororó. A Defender foi contratada pela Corsan para elaborar o projeto de revitalização do sítio histórico e entregou, sem custos para a estatal, o projeto executivo de restauração do Chatodô.

Atenção
Para custear a obra, a Defender deve apresentar um projeto ao Ministério da Cultura para obter aprovação através da Lei Rouanet. Se aprovado, a próxima fase é a busca de recursos junto a empresas, que podem descontar do Imposto de Renda a pagar os valores para custeio da restauração.

Uma pergunta

Por que restaurar o sítio histórico do HCB?

Não há nenhuma entidade com maior apelo comunitário em Cachoeira do Sul desde sua concepção do que o Hospital de Caridade e Beneficência. O imóvel que fica em frente à casa de saúde foi sua primeira sede e é tombado pelo Município como patrimônio histórico. Toda a construção do HCB, segundo registros históricos, teve a participação e envolvimento da comunidade cachoeirense, seja na doação de recursos para a obra ou até mesmo de material ou serviços. O sítio histórico compreende ainda a primeira bica pública de Cachoeira do Sul, onde os cidadãos iam buscar água, além da primeira caixa d’água, que abastecia toda a zona baixa do município antigamente.

Por Vinícius Severo

Fonte original da notícia: Jornal do Povo




RS – Cachoeira inaugura em definitivo o Château D’Eau repaginado


Prefeito Ghignatti junto às ninfas: entrega oficial do Château D'Eau à cidade aconteceu neste sábado / Foto: O Correio

Prefeito Ghignatti junto às ninfas: entrega oficial do Château D’Eau à cidade aconteceu neste sábado / Foto: O Correio

O restauro do Château D’Eau, principal monumento de Cachoeira do Sul, foi inaugurado em definitivo no final da tarde deste sábado (25) em cerimônia realizada junto ao complexo arquitetônico da Praça Balthazar de Bem, onde ficam também o Paço Municipal e a Catedral Nossa Senhora Conceição. Autoridades e a comunidade de Cachoeira do Sul presenciaram o momento histórico da entrega das obras executadas pelo Estúdio Sarasá, financiadas pela Corsan e com a supervisão da Prefeitura.

A solenidade foi aberta pelo restaurador Antônio Sarasá, proprietário do Instituto Sarasá, que tem em seu portfólio restauro de prédios históricos, como o Teatro Municipal de São Paulo, os vitrais da Catedral de Brasília e o Museu do Ipiranga. Ele falou sobre o desafio que foi o restauro do Chatodô, cuja estrutura estava bastante desgastada pela ação do tempo e depredada pelo vandalismo. “Fomos aprendizes com esta obra, que nos exigiu muito. Trabalhar com o patrimônio é manter a memória viva”, discursou.

Representante do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Cachoeira do Sul (Compahc), a professora e pesquisadora Miriam Ritzel também destacou a importância da preservação de monumentos históricos e culturais para a preservação da identidade de um povo. “O povo que guarda seu passado jamais perderá a sua identidade”, frisou.

Na mesma linha, o presidente da Corsan, Flávio Ferreira Presser, destacou que “assim como devemos conservar os nossos recursos hídricos, temos de conservar o nosso patrimônio”. “Parabéns, Cachoeira do Sul, pela demonstração de civismo e compromisso com a cultura”, complementou o secretário estadual da Cultura, Esporte e Lazer, Victor Hugo.

As obras do Château D’Eau tiveram início na administração municipal anterior, do ex-prefeito Neiron Viegas. O projeto é da Organização da Sociedade Civil Defender, entidade presidida pelo produtor cultural Telmo Padilha.

Ghignatti: “Quando criança, muito tomei banho junto às ninfas”

O prefeito Sergio Ghignatti subiu ao palanque e relembrou que o projeto de restauro do Château D’Eau foi um dos itens decisivos para que o município renovasse o contrato de concessão dos serviços de água e esgoto com a Corsan, no seu primeiro mandato, em 2011.

Ele afirma ter um carinho todo especial pelo monumento, e até contou que se banhava nas águas junto às ninfas na época em que seu pai, Henrique Ghignatti, foi prefeito de Cachoeira do Sul. “Quando criança, muito banho eu tomei junto aos chuveirinhos das ninfas quando trazia lanche para o meu pai aqui na Prefeitura”, recordou o prefeito Ghignatti, arrancando gargalhadas do público.

Com o restauro, as ninfas deixam de jorrar filetes de água. O restaurador Antônio Sarasá explica que a decisão foi tomada porque a água que passava internamente pelas oito ninfas acabavam degradando ainda mais as estruturas.

Tombado pelo Estado

Tombado como patrimônio histórico e cultural do município de Cachoeira do Sul em agosto de 2012, o Château D’Eau foi também reconhecido neste sábado como patrimônio do Rio Grande do Sul. O processo de tombamento foi finalizado com a assinatura do secretário de Cultura, Victor Hugo, e do prefeito Sergio Ghignatti, no final da solenidade.

O secretário Victor Hugo salienta que o Estado – através da Secretaria da Cultura e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae) – passa a ter responsabilidade solidária com a manutenção do Château D’Eau. “Temos uma política de não banalizar os tombamentos, mas nesse caso houve o restauro e um processo muito bem instruído”, explica.

O ato de tombamento vai ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Estado. Após a cerimônia, o público acompanhou a apresentação da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), na Catedral Nossa Senhora Conceição.

Château d’Eau

– O Château D’Eau foi construído em 1925 para levar a água, por gravidade, ao reservatório de distribuição, localizado na Rua Júlio de Castilhos e, ao mesmo tempo, regular a pressão da água nas zonas mais elevadas. Com o passar do tempo e o crescimento da cidade, no início da década de 1970, o equipamento deixou de ser usado para o abastecimento de água, tornando-se apenas um chafariz. Desde então, o local sofreu com a ação do tempo e foi preciso um trabalho técnico de recuperação, de acordo com a importância do monumento.

– O Château D’Eau é um torreão vazado, em estilo neoclássico, com colunas dóricas no térreo, jônicas no primeiro andar e coríntias no último lance. No topo está a representação de Netuno e, ao redor do torreão, oito figuras de ninfas semi-inclinadas carregando cântaros, de onde jorram filetes de água para dentro de um espelho d’água recortado em compartimentos pelas alamedas que conduzem às escadarias.

– Orçadas em cerca de R$ 1 milhão, as obras de restauro também incluíram nova iluminação, restauro do espelho d’água e paisagismo.

Fonte original da notícia: O Correio




Cachoeira do Sul (RS) – Corsan inaugura restauro do Château D’Eau no próximo sábado


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A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) vai inaugurar, no próximo sábado (25), às 17h30, o restauro do Château D’Eau, importante monumento de Cachoeira do Sul. Os trabalhos de recuperação receberam investimento de R$ 1,1 milhão, com recursos próprios da Companhia.

Iniciada em abril de 2016, a restauração resgata as características do projeto original do Château D’Eau (em português, Castelo de Água). Além disso, valoriza um bem de interesse público, fortalecendo-o como ponto de referência para a comunidade local, e cumpre compromisso estabelecido em contrato de programa firmado entre a Companhia e o município de Cachoeira do Sul. Localizado na área central da cidade, o monumento forma, na praça Balthazar de Bem – juntamente com o prédio da Prefeitura Municipal e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição –, um rico conjunto arquitetônico, considerado o mais belo cartão-postal da cidade.

Durante o ato com as autoridades, será assinado o tombamento do Château D’Eau. Após a solenidade de inauguração do restauro, ocorrerá um concerto da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). Com entrada franca, a exibição será realizada às 19h30, na Igreja Matriz. Regida pelo maestro Evandro Matté, a exibição contará com o solista convidado Samuca do Acordeon e é a primeira da Série Interior 2017, patrocinada pela Corsan.

Relevância histórica e cultural

O Château D’Eau foi construído para levar a água por gravidade ao reservatório de distribuição localizado na rua Júlio de Castilhos e, ao mesmo tempo, regular a pressão da água nas zonas mais elevadas. Com o passar do tempo e o crescimento da cidade, esse objetivo não foi mais alcançado, mas a beleza e o simbolismo do local permaneceram ao longo dos anos. É esse patrimônio, de inestimável valor histórico, que a Corsan está devolvendo ao povo cachoeirense.

O monumento deixou de ser utilizado para o abastecimento de água no início da década de 1970, tendo em vista as obras de ampliação do sistema de abastecimento de água executadas pela Corsan. A partir de então, tornou-se um belo chafariz histórico, construído numa época de enorme valor artístico e cultural nas obras de saneamento. O local, então, passou a sofrer a ação do tempo, sendo necessário um trabalho técnico de recuperação condizente com a importância do monumento.

Para realizar tão detalhado processo de restauração, a Corsan contratou o restaurador Antônio Sarasá, proprietário do Estúdio Sarasá, empresa paulista especializada que já realizou recuperações em locais históricos importantes, como o Teatro Municipal de São Paulo, os vitrais da catedral de Brasília, o Museu Ipiranga,entre outras. A equipe responsável pelos trabalhos reconstruiu com argamassa especial as partes quebradas do monumento e realizou uma pintura na parte interior da edificação, na cor ocre (amarelo-escuro), original da época da inauguração. As obras também incluem nova iluminação, restauro do espelho d’água e paisagismo.

A recuperação do Château D’Eau não fica apenas na parte física. A empresa também busca o envolvimento da comunidade, parte decisiva para a preservação do local após a conclusão dos trabalhos. Foram realizadas diversas oficinas de educação patrimonial com participação expressiva da comunidade, mostrando detalhes do monumento e sua simbologia.

O Château D’Eau é um torreão vazado, em estilo neoclássico, com colunas dóricas no térreo, jônicas no primeiro andar e coríntias no último lance. Em seu topo está a representação de Netuno e, ao redor do torreão, oito figuras de ninfas semi-inclinadas carregando cântaros de onde jorra um filete de água para o interior de um espelho d’água recortado em compartimentos pelas alamedas que conduzem às escadarias. Cercado inicialmente por doze palmeiras imperiais, o monumento compõe um paisagismo de matizes clássicas,  como aqueles desenvolvidos em escala mais ampla no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, no Parque da Independência.

De acordo com historiadores, ao se projetar o reservatório de água na forma de um monumento artístico, estava se seguindo aquilo que havia de mais moderno em termos de urbanismo no início do século 20, e que agora ressurgirá com todas as características daquele momento por meio do compromisso assumido pela Corsan. Após a inauguração oficial, a manutenção do Château D’Eau ficará sob responsabilidade da Prefeitura.

Fonte original da notícia: Corsan




Porto Alegre (RS) – UFRGS: Concluído restauro da obra de Locatelli na Sala dos Conselhos


Mural restaurado foi apresentado na abertura da sessão do CONSUN nesta sexta-feira.

Foto: Gustavo Diehl

Foto: Gustavo Diehl

O reitor Rui Vicente Oppermann apresentou na manhã desta sexta-feira, 17, na abertura da reunião do Conselho Universitário (CONSUN), o mural As Profissões, que após o processo de restauro voltou à Sala dos Conselhos. A obra de Aldo Locatelli foi pintada em 1958 especialmente para a Sala dos Conselhos da Universidade. Locatelli foi professor e pesquisador do Instituto de Artes da UFRGS.

O trabalho de restauração durou cerca de um mês e envolveu uma equipe de restauradores e marceneiros coordenados pela restauradora Naida Maria Vieira Corrêa. A UFRGS TV lança em breve um documentário que mostra todo o processo de restauro do painel. A diretora do Instituto de Artes, Lucia Becker Carpena, destacou o significado da recuperação do mural. “É emocionante ver que a UFRGS reconhece a importância do seu acervo artístico, que é um dos maiores entre as universidades federais brasileiras, e se mobiliza para preservá-lo”, disse. Oppermann destacou que o restauro da obra só foi possível graças ao comprometimento dos envolvidos e à colaboração de profissionais de órgãos como a Superintendência de Infraestrutura da UFRGS, a Faculdade de Medicina e a Fundação Médica do Rio Grande do Sul.

Fonte original da notícia: UFRGS




Porto Alegre (RS) – Primeira parte do restauro da Igreja das Dores será entregue no dia 26 de março


Restauração ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

No dia do seu aniversário de 245 anos – 26 de março -, Porto Alegre ganhará de presente a entrega da primeira parte do restauro da Igreja Nossa Senhora das Dores. Trata-se da conclusão do trabalho desenvolvido no retábulo, ou seja, o altar da capela suplementar que por décadas esteve armazenado de forma inadequada. A restauração do templo ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Inaugurada em 1904, após 93 anos de construção, a Igreja Nossa Senhora das Dores passou por uma mudança de ordem dos Claretianos para a dos Sacramentinos no ano de 1951. Provavelmente por isso, em 1969, o retábulo tenha sido removido pelos membros da nova congregação. Ele foi guardado no desvão, que é o forro da nave, e só foi encontrado no ano 2000, durante um primeiro restauro feito na edificação.

Á época da retirada, o altar de Santo Antônio de Maria Claret foi substituído por um sacrário de adoração ao Santíssimo Sacramento. Agora, além do resgate e da revitalização, tanto o retábulo quando o sacrário ficarão dispostos juntos. “O altar vai ficar uma mescla”, explica um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Lucas Volpatto.

As outras fases do restauro contam com a revitalização da capela-mor, com a reforma do seu telhado – onde será inserido um subtelhado para melhor proteção -, e a aprovação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), que permitirá com que os visitantes possam subir para conhecer as torres do templo. O trabalho também conta com a criação de um museu de arte sacra em uma das alas laterais, manutenção e restauro de imagens em madeira e pesquisa iconográfica.

A Igreja Nossa Senhora das Dores, localizada na rua dos Andradas, é célebre pela sua escadaria externa composta por 62 degraus. Curiosamente, a edificação foi construída de traz para frente, já que, à época, as águas do Guaíba chegavam até as proximidades da escada. A fachada é considerada eclética, com características do período pós-migração alemã e também com um viés gótico. Ainda na frente, há três imagens e um ornamento em forma de coração com sete espadas cravejadas. Internamente, o ecletismo também chama atenção, com um dos lados do templo sendo marcado por estilo arquitetônico Mariano e outro Jesuíta.

O prédio é o primeiro patrimônio a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Porto Alegre. A restauração está sendo realizada através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado e conta com patrocínio da Braskem.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Restauro do Solar do Barão prevê centro de convenções em Campinas (SP)


Projeto abrange ainda construção de hotel, salas, restaurantes e clínicas. Prédio histórico abrigou por 75 anos campus da PUC-Campinas.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

O projeto construtivo de um centro de convenções que funcionará no entorno do Solar do Barão de Itapura, na região central de Campinas (SP), foi apresentado nesta segunda-feira (13) ao prefeito Jonas Donizette (PSB). A medida faz parte das obras de restauro do prédio histórico que abrigou turmas de diversos cursos da PUC-Campinas por 75 anos.

O projeto começou com a restauração do solar. A etapa seguinte será a construção do centro de convenções para mais de 500 pessoas, um hotel e duas torres. Neste espaço haverá salas para reuniões, restaurantes, cafés e laboratório de análises clínicas.

Segundo a universidade, o empreendimento ficará no entorno do solar, de forma que esses espaços para negócios possam garantir a sustentabilidade do prédio histórico.

O projeto foi apresentado pelo arcebispo metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos e pela reitora da universidade, Angela de Mendonça Engelbrecht.

Segundo a Prefeitura, metade do empreendimento vai abrigar espaços públicos com praças interligadas, onde a população vai poder andar em ambiente de convivência. A expectativa é de que todo o complexo esteja implantado e em funcionamento em, no máximo, quatro anos.

História
O Solar do Barão de Itapura funcionou durante 75 anos como campus central da universidade, abrigou dezenas de cursos da PUC e mais de 180 mil profissionais se formaram em sua dependência.

O Solar é reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt).

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




Ouro Preto (MG): restauro devolve cor original à Matriz de Nossa Senhora da Conceição


Restauração do templo no Centro de Ouro Preto devolve à igreja o tom amarelo-ocre. Obra deve ser concluída em maio.

foto: Beto Novaes/EM/D.A Press Detalhe: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press -14/2/13

foto: Beto Novaes/EM/D.A Press Detalhe: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press

Nestas férias de verão, quem visita Ouro Preto encontra uma novidade que enche os olhos pela beleza, tranquiliza o espírito diante da restauração e valoriza ainda o conjunto arquitetônico da cidade, tombada pela União e reconhecida como patrimônio cultural da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Depois de décadas com um tom avermelhado, meio puxado para o rosa, devido ao tempo, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida como Matriz de Antônio Dias, no Centro Histórico, exibe uma cor bem diferente, “velhinha em folha”, como brincam alguns especialistas: amarelo-ocre, seguindo o padrão de outras centenárias, como as de São Francisco de Paula, Santa Efigênia, Mercês de Baixo e Mercês de Cima.

O impacto é grande, principalmente para aqueles acostumados com a antiga tonalidade, que se misturava às cores do casario dos séculos 18 e 19 e pouco sobressaía na paisagem barroca. Segundo a superintendência em Minas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), não se trata simplesmente de uma alteração de cor. Os técnicos informam que foi feito o resgate do padrão cromático preexistente obtido a partir de análises técnicas, entre elas prospecções cromáticas, iconografia histórica e relatos da própria comunidade de Antônio Dias.

Em nota, os técnicos afirmam que é “curioso registrar que o padrão cromático resgatado já podia ser facilmente identificado antes das obras. Na cúpula das torres, por exemplo, o amarelo- ocre já se encontrava exposto após a perda e desgaste da camada de pintura superficial pela ação direta das intempéries”. Em todo o processo de preservação, os restauradores do Iphan ouviram sugestões de moradores da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Antônio Dias. Nesse templo do século 18 está sepultado o “mestre do barroco” Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1737-1814).

O presidente da Associação dos Moradores do Bairro Antônio Dias, Gerson Honório, confirma que a escolha da cor foi discutida com a entidade. “Ficou ótima. Com o tempo vai desbotando, como ocorreu com as outras, mas o mais importante é que a igreja está sendo restaurada. No início, as pessoas podem até estranhar um pouco, pois a pintura está nova, mas depois de acostumam, afinal, esse era o tom original dela”, afirma Honório.

Moradora da Rua Santa Efigênia, a aposentada Marta Cordeiro, de 58, “nascida e criada aqui”, conforme faz questão de destacar, diz que a matriz ficou mais “majestosa”. Todos os dias, ela vê a igreja de sua casa, e diz que não chegou a conhecê-la nessa tonalidade. “Lembro-me de que era ocre com portas vermelhas, depois pintaram de vermelho. O pessoal do Iphan afirmou que é um resgate, então, quem somos nós para discutir com quem entende? Para mim, Ouro Preto é bonita de qualquer jeito. Até se passassem tinta preta eu acharia bonito”, brinca.

Restauro. A expectativa é de que ainda neste semestre, possivelmente em maio, depois de longa espera por parte dos moradores de Ouro Preto e defensores do patrimônio, o restauro da Matriz de Nossa Senhora da Conceição seja concluído, e as portas do templo do século 18 abertas à visitação. Em entrevista ao Estado de Minas, no início do mês, durante as comemorações dos 80 anos do Iphan, a superintendência da autarquia federal em Minas, Célia Corsino, adiantou que, tão logo terminem os serviços, será iniciado o restauro dos elementos artísticos da igreja. A obra tem recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas.

Segundo pesquisa publicada no portal da Prefeitura de Ouro Preto, a história do templo começa por volta de 1699, quando foi elevada, a mando do bandeirante Antônio Dias, uma ermida dedicada a Nossa Senhora da Conceição. Em 1705, foi instituída a primitiva matriz de Nossa Senhora da Conceição, sofrendo provavelmente modificações e acréscimos para se adaptar à nova função. O rápido crescimento da população do antigo Arraial de Antônio Dias fez com que os moradores, em 1711, exigissem a construção de um novo templo, o que ocorreu em 1724.

Em 1727, foi iniciada a construção da atual matriz, cujo projeto é atribuído a Manoel Francisco Lisboa. Os trabalhos iniciados antes da Matriz do Pilar seguiram em ritmo mais lento até 1756, quando se inicia a talha da capela-mor e posteriormente as obras de pintura e douramento. Os altares da nave são bem mais antigos, podendo incluir, como no caso da Matriz do Pilar, peças remanescentes da primitiva. A decoração interna da nave é atribuída também a Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Já a talha da capela-mor é atribuída a Jerônimo Félix Teixeira e Felipe Vieira, discípulos de Noronha e Xavier de Brito, daí sua afinidade com a Matriz do Pilar.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br




Salvador (BA) – MPF recomenda que reforma no Mercado Modelo siga normas do Iphan


Em nota, a prefeitura informou que o projeto está em fase finalização.

Foto: Max Haack/Agecom

Foto: Max Haack/Agecom

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA) recomendou à prefeitura de Salvador que sejam adotadas medidas necessárias para recuperar a rampa do Mercado Modelo e do cais ao redor do local, de forma a atender aos critérios estabelecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para aprovação da obra.

Segundo o procurador Pablo Coutinho Barreto, autor da recomendação, algumas condições estipuladas pelo Iphan não foram cumpridas na execução da obra, como o acesso de pessoas com dificuldades de locomoção.

De acordo com o MPF, era obrigatória, ainda, a integração da rampa com o cais e a sinalização tátil nos pisos, de acordo com a Norma Brasileira 9050, que trata sobre acessibilidade, medidas que garantem a acessibilidade sem afetar o patrimônio histórico.

O órgão destacou ainda que é competência comum dos entes federativos a proteção das obras e outros bens de valor histórico, conforme prevê o inciso III do artigo 23 da Constituição Federal.

Projeto em fase de finalização
De acordo com a prefeitura, os projetos de elaboração da Praça Cairu e do Mercado Modelo, ambos localizados na região do Comércio, estão em fase final de elaboração. O trabalho está a cargo da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF) e as obras serão realizadas com recursos federais.

No caso da Praça Cairu, o secretário municipal de Infraestrutura e Obras Públicas, Almir Melo, afirma que estão sendo feitos os ajustes finais do projeto a ser encaminhado à Caixa Econômica Federal. As obras serão executadas com recursos do Programa Regional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

Já o projeto de restauro do Mercado Modelo deve ser finalizado até março de 2017 pela FMLF, com recursos a serem captados do Ministério do Turismo. A ação consiste na recuperação total da estrutura da fachada e da parte interna do equipamento. Em nota divulgada, a prefeitura frisou que ambos projetos seguem orientações do Iphan contempladas no estudo.

Fonte original da notícia: Correio – Bahia




Teto da Igreja do Carmo, no Centro de Vitória (ES), será restaurado


Por conta das obras, visitação ao local ficará suspensa. Capela Santa Luzia também passa por serviços de restauração.

Igreja do Carmo, no centro de Vitória. (Foto: Paula Barreto/Divulgação PMV)

Igreja do Carmo, no centro de Vitória. (Foto: Paula Barreto/Divulgação PMV)

A Igreja do Carmo, um dos patrimônios que compõem o Visitar Centro Histórico, vai passar por obras de restauro no telhado e no teto nos próximos 180 dias, a partir deste mês de janeiro. O restauro será realizado pela Mitra Arquidiocesana de Vitória, responsável pelo prédio centenário.

Por conta das obras, a monitoria e a visitação que ocorrem por meio do Visitar não poderão ser realizadas. Além da Igreja do Carmo, a Capela Santa Luzia também passa por serviços de restauração, cujos trabalhos são executados pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan).

Visitar
O Visitar é um conjunto de ações integradas voltadas ao fomento do turismo histórico-cultural da capital, pois o programa faz parte da política de requalificação do Centro Histórico de Vitória.

Os patrimônios que compõem o Visitar Centro Histórico são: igrejas Nossa Senhora do Rosário, do Carmo e São Gonçalo, Convento São Francisco, Catedral Metropolitana e Theatro Carlos Gomes, além da Capela Santa Luzia. A visita, que é orientada por monitores e gratuita, pode ser feita de quarta a domingo, das 13 às 17 horas.

O Visitar Centro Histórico é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Turismo, Trabalho e Renda (Semttre) para estimular o morador a conhecer a cidade, divulgando os atrativos e tornando-os mais receptivos aos turistas. Além disso, desperta a curiosidade pelo patrimônio artístico, arquitetônico e cultural e estimula o turismo no Centro Histórico, a partir da monitoria de agentes especializados.

Fonte original da notícia: G1 ES




Museu Histórico de Itajaí (SC) ganha restauro, anexo e novas áreas de exposição


Depois de mais de dois anos fechado, atração é reaberta ao público.

Foto: Victor Schneider/Divulgação

Foto: Victor Schneider/Divulgação

Depois de dois anos e meio fechado, o Museu Histórico de Itajaí (MHI) será reaberto hoje totalmente restaurado e modernizado. A prefeitura investiu R$ 2 milhões no restauro do Palácio Marcos Konder — sede do MHI — e mais R$ 1,8 milhão para a construção de um novo prédio anexo, que vai sediar a administração e a área para restauro de documentos.

Outros R$ 550 mil foram investidos pelas empresas Gomes da Costa, Havan e WEG — por meio da Lei Rouanet — para a nova expografia do museu, ou seja, os novos ambientes de exposição, bem como a maneira como eles interagem com o público.

Foto: Victor Schneider/Divulgação

Foto: Victor Schneider/Divulgação

Tecnologias modernas de áudio, vídeo, luminotécnica e computação vão transformar a visita em uma imersão na história do município. O conceito de museu-interativo tem como objetivo atrair estudantes e itajaienses, mas um outro público também está na mira: o turista que chega à Itajaí pelo mar, por terra ou ar.

Foto: Victor Schneider/Divulgação

Foto: Victor Schneider/Divulgação

O museu será reaberto para visitação das 13h às 19h e a entrada é gratuita.

Por Pancho

Fonte original da notícia: O Sol Diário