Restauro de casarão marca volta dos cinemas de rua e revitalização do centro histórico de Curitiba (PR)

Dez anos depois, Cine Passeio, que terá cinema a céu aberto, está prestes a ser entregue com a ideia de revitalizar o centro histórico.

Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Quase dez anos e três trocas no comando da gestão municipal depois, a entrega da obra do complexo de cinemas de rua Cine Passeio é passo importante (ainda que tardio) na proposta de revitalização do centro histórico de Curitiba.

O novo centro cultural da cidade será inaugurado no mês de maio e irá abrigar além de duas salas de cinema (Cine Luz e Cine Ritz), um café temático, salas para cursos e exposições. No terceiro piso, há um espaço para exibição de filmes ao ar livre e eventos com vista para a Rua Riachuelo e para o Passeio Público.

Segundo a arquiteta Dóris Teixeira, do Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) — que assina o projeto com o colega Mauro Magnabosco — a entrega da obra e o funcionamento do centro cultural terá um efeito urbanístico triplo para a região do centro histórico.

Resgata o patrimônio urbano ao reformar um prédio histórico importante, datado da década de 1930 e que já foi quartel do Exército, atende a uma demanda antiga do setor cultural ao devolver os cinemas de rua à região, e principalmente, cria um cenário de mais segurança e saúde urbana para a região.

“Além de preservar a memória da cidade, vai servir para direcionar um público que talvez não frequentasse esta região”, explica Doris. “Inaugurado o Cine Passeio, que vai funcionar dentro da ideia de “olhos para a rua” com movimento todos os dias e até pela noite, isso vai melhorar a qualidade de vida de toda a região central”, disse.

Quanto a demanda cultural reprimida pelo fechamento dos cinemas de rua entre os anos 2005 e 2009, a arquiteta conta que a ideia inicial do projeto do Cine Passeio partiu da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).

Atual diretor de Ação Cultural da FCC, Beto Lanza fez parte da equipe que o desenvolveu. Lanza afirma que a contribuição das novas salas não tem teor “nostálgico” e faz sentido como parte do processo espontâneo de ocupação do centro histórico. “Eu sou de uma geração que entendia o cinema ligado à urbe e não presa dentro de espaços como grandes shoppings, por exemplo. Mas, esta obra não é para minha geração”, observa Lanza.

“Há gente muito jovem ocupando a rua, fazendo arte na e para a rua, principalmente nesta região do centro histórico e o Cine Passeio cria um ambiente de fruição cultural de qualidade que atende exatamente a demanda dessa nova geração que já está nas ruas”.

Vista inédita do Passeio Público

Os órfãos dos cinemas de rua de Curitiba esperaram quase uma década, mas verão a partir do próximo mês de maio o ressurgimento dos Cine Luz e Ritz.

Cada qual ocupará uma sala com capacidade para 90 espectadores em cada um dos pisos do Cine Passeio, o centro cultural municipal que abrigará ambos.

O Cine Luz terá cadeiras verde-escuras e ficará no térreo, no mesmo andar da bilheteria e do café com capacidade para 50 pessoas cuja cozinha ocupa a esquina arredondada das ruas Riachuelo e Carlos Cavalcanti.

Já o Ritz, com cadeiras vermelhas, usa o mesmo espaço da planta na sobreloja que conta com uma sala de cursos e exposições com terraço descoberto e vista para a rua Riachuelo e as salas da direção do centro cultural.

O projeto dos arquitetos Mauro Magnabosco e Dóris Teixeira faz entrar a luz natural por uma ampla claraboia que ilumina a faixa central do prédio que tem um vão livre com pé direito e 15 metros, do teto ao subsolo.

Neste espaço “underground”, o projeto homenageia o cineasta e escritor Valêncio Xavier —  criador da Cinemateca de Curitiba com uma exposição permanente de desenhos e objetos que pertenceram ao artista.

O “xodó” do projeto é o terraço onde estão um espaço para eventos com cozinha e sacada para a Rua Riachuelo e uma área para projeções ao ar livre com capacidade para 60 pessoas com uma inédita vista do Passeio Público.

PAC das Cidades Históricas atrasou o “Novo Centro”

O centro Cultural Cine Passeio foi planejado em 2010, como parte do projeto de revitalização do centro de Curitiba “Novo Centro”, apresentado em 2009, ainda na gestão do hoje governador Beto Richa (PSDB) na prefeitura.

A obra só será aberta ao público, se tudo correr dentro do previsto, oito anos depois, durante a gestão de Rafael Greca.

Em 2009, a ideia do Ippuc, apoiada pela Associação Comercial do Paraná e entidades da sociedade civil era revitalizar a Rua Riachuelo, desde a Generoso Marques até a Praça Dezenove de Dezembro e o Passeio Público.

Segundo o projeto, a revitalização iria transformar “uma área degradada em um grande boulevard gastronômico, com bistrô, cafés e restaurantes, que dividirão com pontos de cultura os atrativos locais”.

Uma das principais ações era a transformação do antigo quartel do Exército, localizado na Rua Riachuelo, em Cine Passeio, que abrigaria as salas de “cinema de rua” Luz e Ritz, que tinham fechado em 2009 e 2005, respectivamente.

Todo o plano seria financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas que previa investimentos de R$ 56 milhões — R$ 15,8 milhões de contrapartida do município — em obras de renovação de espaços históricos e culturais do centro.

Porém, depois que a verba do PAC atrasou, a prefeitura já na gestão Luciano Ducci apostou na venda de títulos de potencial construtivo — papéis emitidos pelo município que permitem que os compradores ampliem as dimensões de obras com limitações impostas pela lei municipal de zoneamento e uso do solo urbano — para financiar a obra.

Para tanto o imóvel foi transformado em Unidade de Interesse Especial de Preservação (Uiep). Segundo o diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), foi esta a principal razão do atraso da obra. “Como é uma obra cara e o PAC não prosperou, precisamos apostar em uma fonte segura, mas um pouco mais demorada que é o potencial construtivo”, diz Lanza.

Ele destaca que “independentemente da mudança de gestores, a forma de captação foi mantida. O uso de potencial construtivo, porém, depende de variáveis que não estão sob o controle da gestão pública, mas sim da economia e do aquecimento do mercado do setor imobiliário”.

Por Sandro Moser

Fonte original da notícia: Haus – Gazeta do Povo




Primeira parte de reforma do Museu da Língua Portuguesa é entregue pelo Governo de SP

Após incêndio em 2015, reabertura ao público é prevista para segundo semestre de 2019.

Torre do relógio do Museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, que teve parte de reforma entregue nesta quarta-feira – Chico Prado / Agência O Globo

Dois anos após o incêndio que destruiu boa parte do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, centro de São Paulo, o governo do estado entregou, nesta quarta-feira, a primeira parte das obras de reconstrução do espaço.

A recuperação da fachada do prédio foi marcada pelo ato simbólico de volta do funcionamento do antigo relógio da torre, instalado em 1946. O maquinário não foi atingido pelas chamas, mas também passou por restauração.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que as próximas fases da obra serão a reconstrução da cobertura e o restauro interno do edifício. Depois, será feita a museografia.

— Se nós escolhermos três ícones de São Paulo, um deles seria a Estação da Luz. Começou no século XIX, inaugurada em 1900. São Paulo é a maior cidade do mundo que fala a língua portuguesa. Infelizmente aconteceu o incêndio, e o prédio está sendo inteirinho restaurado, inclusive a parte que não pegou fogo, porque o prédio tem 117 anos. Teremos até o fim do ano que vem todo ele pronto. A museografia será em seguida — afirmou.

Uso de material recuperado do incêndio

A nova cobertura terá peças de madeira combinadas com cabos de aço na sustentação do telhado, que receberá um revestimento de zinco. O arquiteto Wallace Caldas, contratado pela Fundação Roberto Marinho, que apoia a restauração, explicou que as esquadrias da fachada foram feitas com material recuperado do incêndio.

— Conseguimos 17 metros cúbicos de madeira reaproveitada do incêndio. Era madeira da estrutura, peças de grande dimensão e muito grossas, só uma pequena camada pegou fogo. Conseguimos transformá-la em quase 400 unidades de esquadrias — disse.

Segundo Regina Ponte, coordenadora da Unidade de Museus da Secretaria de Cultura de São Paulo, “a discussão do conteúdo está em andamento”.

— Haverá algumas atualizações. Certas coisas serão colocadas em locais diferentes. É mais uma questão de fluxo de público, de áreas que ficavam à margem. Como a grande galeria (um local de passagem), por exemplo, que tinha vários vídeos longos, o que não era apropriado. Esses vídeos agora estarão no auditório — explicou.

Operário trabalha dentro do prédio do Museu da Língua Portuguesa – Chico Prado / Agência O Globo

Não há uma data precisa para a reabertura do espaço ao público, mas o secretário estadual de Cultura, José Luiz Penna, estima que que isso possa acontecer no segundo semestre de 2019.

O Museu da Língua Portuguesa foi destruído por um incêndio de grandes proporções em 21 de dezembro de 2015. O local estava fechado a visitação no dia, um bombeiro civil morreu enquanto tentava apagar o incêndio.

Em janeiro de 2016, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho e a organização social ID Brasil firmaram um convênio para reconstruir a instituição, com um orçamento de R$ 65 milhões — R$ 36 milhões são custeados pela iniciativa privada e restante vem da indenização do seguro.

Por Chico Prado

Fonte original da notícia: O Globo




São José (SC) – Theatro Adolpho Mello sofre interferência de obra vizinha

Prédio construído há mais de 160 anos em São José segue fechado para restauro. Trabalhos do pintor Rodrigo de Haro retirados do casarão estão no chão sem proteção.

Casa da Cultura de São José e Theatro Adolpho Mello – Foto: Divulgação/ND

Como se não bastasse o descaso, infelizmente comum no Brasil, com a preservação e manutenção da herança histórico-cultural, causam indignação os absurdos que vão surgindo ao longo do tempo.

Ao visitar o Theatro Adolpho Mello, um dos mais antigos do País, em São José, a sobrinha-bisneta do homenageado, Sandra Ferreira de Mello, testemunhou não só o estado em que chegou o edifício cercado por tapumes para o restauro que ainda continua como também o “puxadinho” construído pelo vizinho entre o teatro e Casa da Cultura, “emendando” os dois prédios.

Foto: Divulgação/ND

Além de tocar e obstruir a visão de patrimônio arquitetônico, que já tem mais de 160 anos, o autor da obra que se suspeita ilegal cobriu com uma boa demão de tinta da cor de sua casa uma faixa da parede do teatro.

Foto: Divulgação/ND

E mais: obras do artista plástico Rodrigo de Haro retiradas do Adolpho Mello já bastante prejudicadas pela umidade, quando a Defesa Civil decretou interdição em 2013, estão largadas no chão de uma varanda no Arquivo Histórico, sem proteção alguma contra o clima, sujeira, batidas e arranhões. À época o pintor manifestou desejo de revitalizá-las. Hoje, cuidando da saúde, talvez não diria o mesmo.

Foto: Divulgação/ND

Conhecedora de arte, do valor cultural e também financeiro das obras, Sandra procurou autoridades municipais para questionar o que viu tanto no teatro como no chão do Arquivo Histórico, mas não obteve retorno. Abaixo, alguns trabalhos de Rodrigo que decoravam as paredes do teatro.

Foto: Divulgação/ND

Foto: Divulgação/ND

Por Marcos Cardoso

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Obras de restauro da Estação Ferroviária em Paranaguá (PR) continuam a todo vapor

Foto: PMP

A obra de restauração do prédio da Estação Ferroviária está na fase da cobertura. O telhado está sendo feito com madeira itaúba que foi imunizada e hidratada.

De acordo com o responsável pela parte de carpintaria, Antonio Carlos Barbosa, a estrutura estava muito deteriorada e o trabalho começou com a recuperação das esquadrias de madeira e execução do telhado. “O telhado foi feito por um arquiteto de Curitiba e trata-se de um projeto complexo. Não é um telhado comum, pois divide-se em dois telhados, o que exige muita madeira e muito trabalho especializado”

Todos os carpinteiros e ajudantes de pedreiro que trabalham na obra são de Paranaguá. Eles não tinham a experiência de trabalhar com patrimônio histórico, mas passaram por treinamento e conhecimento das normas regulamentadoras que são obrigatórias na construção civil. “O restauro é mais complexo e demorado”, explicou o engenheiro.

Foto: PMP

O grupo recebe acompanhamento diário em função da complexidade da obra. “Ela começa de dentro para fora. Estamos fazendo o telhado para depois seguir para a restauração das paredes e outras etapas. O restauro em geral é demorado”, confirmou Barbosa.

Na recuperação do telhado, a equipe fez um trabalho de tratamento das madeiras. A madeira do telhado recebeu pintura com tinta retardante de chamas, o que significa aumentar o tempo que a madeira começa a ser corroída pelo fogo e desta forma a tinta tem uma micragem na composição e esta queima primeiro. Este tempo a mais pode ser suficiente para salvar muitas vidas ou reduzir os estragos enquanto o Corpo de Bombeiros não apaga o incêndio.

O canteiro de obras conta com o trabalho do pedreiro Ricardo de Andrade Porto. Ele é da Ilha dos Valadares e diz que é um orgulho participar deste restauro. “É uma obra complicada e é difícil demais. Tem que ter muita paciência”, confirmou

Ronald Lofredo Júnior coordenador da obra pela Pires Giovanetti Guardia Engenharia e Arquitetura Ltda, empresa responsável pela restauração, explica que depois da limpeza, foi feita a retirada de vidros quebrados, esquadrias danificadas e quilos de entulho. Foi feito um reforço estrutural para estabilizar o prédio para, então, começar a cobertura.

“Iniciamos o trabalho em abril deste ano e explicamos à Prefeitura que não havia condições de fazer em 8 meses. Este tipo de obra é complexo e demorado e é desenvolvido nos detalhes. O objetivo da empresa é finalizar a obra em 2018”, reforçou Lofredo.

Nesta semana o prefeito Marcelo Roque, acompanhado do secretário de Planejamento, Sílvio Loyola, estiveram no local acompanhando os trabalhos.

Com informações da SECOM

Fonte original da notícia: Nosso Paraná




Belo Horizonte (MG) – Telas de Candido Portinari da Igrejinha da Pampulha serão restauradas

Telas de Portinari abordam a via-sacra. Wesley Rodrigues/Hoje em Dia

As 14 telas de Candido Portinari que estão na Igreja São Francisco de Assis e retratam as estações da via-sacra serão restauradas pelo Centro de Conservação e Restauro de Bens Culturais da UFMG (Cecor), a partir de um convênio com a Arquidiocese de Belo Horizonte. Na tarde desta terça (17), as obras serão tiradas da Igrejinha da Pampulha e encaminhadas à universidade.

O trabalho de restauro não se limita às telas. A visitação à Igreja de São Francisco na Pampulha, assim como as missas e celebrações, prosseguem normalmente até o dia 18 de novembro, mas, a partir daí, o espaço deve ficar fechado por um ano para restauração.

O trabalho de restauração terá supervisão do Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte e das instituições do poder público que cuidam da proteção de bens culturais – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e Fundação Municipal de Cultura.

Para o transporte das obras, foi preparado um planejamento especial que contempla a cuidadosa embalagem de cada quadro, o controle da temperatura interna do veículo que levará as telas até o local indicado pelo Cecor e as medidas de segurança, com escolta policial.

Segundo a Fundação Municipal de Cultura, as obras de Portinari que compõem a Via Crucis, feitas com técnica de têmpera sobre madeira, foram restauradas uma única vez no início da década de 1990, por volta de 1992.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Abandonados, monumentos no Centro de SP precisam de restauro e limpeza

Prefeitura diz não ter orçamento para viabilizar reparos. Na quarta (4), gestão municipal entregou reforma da fachada do Theatro Municipal. Obra foi bancada pela iniciativa privada.

Reprodução/Internet

A Prefeitura de São Paulo entregou nesta quarta-feira (4) a reforma da fachada do Theatro Municipal. A obra, de R$ 500 mil, foi bancada pela iniciativa privada. O Theatro, entretanto, é apenas um dos inúmeros monumentos do Centro da cidade que precisa limpeza e restauro. A reportagem do SP2 visitou a região e contabilizou o abandono.

O Largo da Memória é uma relíquia da cidade. O Obelisco do Piques é o monumento mais antigo, foi inaugurado em 1814. A fonte, feita com azulejos portugueses, completa a história do monumento.

Quem passa pelo loca, porém, nem os nota. O azulejo do chão está quebrado, há muitas pichações e sujeira. No Vale do Anhangabaú, a enorme escultura de bronze em cima de um pedestal de granito é uma homenagem ao italiano Giuseppe Verdi, compositor de grandes óperas. O monumento foi cercado por grades – o único investimento feito no local, que segue sujo e sem placa.

“Às vezes, na correria, e por estar abandonado, a gente nem percebe que tem aquele monumento naquele lugar”, comenta o bombeiro civil Vanderlei Caetano.

Segundo o secretário municipal de cultura, André Sturm, a cidade já conseguiu parcerias para recuperar outros monumentos e praças, mas, por enquanto, a Prefeitura só vai reformar aqueles que forem bancados pelo setor privado.

“A secretaria também tem uma verba que é usada para manutenção de patrimônio histórico. São muitos monumentos, são muitas praças. A gente não dá conta de todas, por isso que a gente precisa ter apoio da iniciativa privada”, defendeu Sturm.

Fonte original da notícia: G1 – SP2




Recife (PE) – Teatro do Parque recebe vistoria de comissão criada para acompanhar reforma

Visita foi guiada por representante da Prefeitura do Recife, que administra o equipamento cultural, e é consequência de pressão popular para reabertura do local.

Palco e plateia, coberta por plástico preto, do Teatro do Parque, após quase sete anos sem uso. Crédito: Beto Figueiroa/Divulgação/Gabinete do vereador Ivan Moraes Filho.

O Teatro do Parque, fechado ao público desde 2010, recebeu, na manhã desta quarta, a visita de uma comissão permanente de acompanhamento das obras de restauro do equipamento cultural, sob a responsabilidade da Prefeitura do Recife. A primeira vistoria foi guiada por uma representante da PCR, a arquiteta Simone Ozias, gerente geral de projetos no Gabinete de Projetos Especiais. A visita também contou com representantes da sociedade civil, como o ator Diógenes D. Lima, idealizador da Virada Cultural do Teatro do Parque, e o vereador Ivan Moraes Filho (PSOL), representante do Legislativo Municipal. De acordo com a assessoria de imprensa do parlamentar, o mandato vai apresentar uma análise técnica do edital de licitação em 4 de outubro, na sede do Conselho Estadual de Cultura.

A formação da comissão permanente, assim como a visita desta quinta, foram consequências da audiência pública realizada na Câmara de Vereadores do Recife em 24 de agosto, dia em que o Teatro do Parque completou 102 anos. Após a visita ao teatro, integrantes da comissão foram ao Ministério Público de Pernambuco para entregar material relativo à Virada Cultural do Teatro do Parque, que aconteceu no último dia 26. Os itens vão reforçar os autos da ação civil pública que pede a abertura imediata da casa de espetáculos. “A Virada provocou uma intensa movimentação, que vamos transmitir à Justiça, a fim de que a ação seja apreciada. O Teatro do Parque está abandonado, e junto com ele se deteriora um acervo cultural incalculável devido à falta de decisão política, uma vez que o município não dá prioridade a essa obra”, lamentou o promotor de Justiça do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico-Cultural do MPPE, Ricardo Coelho. A comissão também planeja realizar, no último fim de semana de outubro, um leilão de obras de artistas plásticos locais para financiar a segunda edição do evento, ainda sem data para acontecer.

Entenda o caso

Espelhos do foyer do teatro foram retirados e só restaram as paredes. Crédito: Beto Figueiroa/Divulgação/Gabinete do vereador Ivan Moraes Filho.

O Teatro do Parque foi fechado para reforma em dezembro de 2010, ainda na gestão do ex-prefeito João da Costa (PT). Desde 2013 grupos da sociedade civil têm se mobilizado para pressionar a Prefeitura do Recife a reabrir o local. O início da reforma do equipamento cultural, um dos mais importantes da cidade, foi finalmente anunciado em 2014.

As obras começaram, a passos lentos, em janeiro de 2015, com previsão de término para dezembro de 2016, o que não foi cumprido. Uma primeira fase das obras foi concluída em julho do mesmo ano e, há exatamente dois anos, a requalificação está parada. Ainda em 2015, o Ministério Público de Pernambuco já havia pedido esclarecimentos à Prefeitura do Recife sobre o andamento das obras. Até agora, foi gasto R$ 1,1 milhão para substituir o madeiramento, telhas, calhas e rufo do telhado, além de troca da fiação elétrica e serviços de drenagem.

Em 2015, o espaço cultural completou cem anos de portas fechadas, o que motivou mais protestos da classe artística da cidade. Em agosto deste ano, a PCR publicou o aviso de licitação de uma nova etapa da reforma, com previsão de conclusão em um ano e meio a contar da contratação da empresa responsável pelo serviço.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco




Restauro da Estação Férrea de Farroupilha (RS) depende de captação por leis de incentivo

CDL venceu nova licitação para obras, mas utilizará recursos próprios apenas para construção de sede própria.

Projeto envolve construção de dois prédios na área e restauro da antiga Estação Férrea. Foto: Chroma Studio /Divulgação, CDL

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Farroupilha venceu novamente a licitação para a revitalização da área da antiga Estação Férrea. O contrato será assinado pela entidade nesta quinta-feira (14). Até o final do ano, a previsão é que a sede da CDL seja transferida para um prédio que está em construção nesta região e, inicialmente, serviria provisoriamente para receber os serviços da entidade. Como o contrato da primeira licitação foi rompido, o projeto foi revisto.

A mudança na licitação, com a inclusão da possibilidade de captar recursos por meio de leis de incentivo à cultura dos governos federal e estadual, fez com que a CDL se interessasse no processo e apresentasse a proposta vencedora. Além da sede que terá investimento de R$ 200 mil com recursos próprios da entidade, está previsto outro prédio com dois andares destinado a atividades culturais e o restauro da antiga Estação Férrea. O custo avaliado é de R$ 3 milhões.

Conforme o presidente da CDL, Jones Paviani, a União já autorizou a captação de R$ 2 milhões. Com o novo contrato em mãos, a ideia é buscar o Estado para garantir o restante e, então, iniciar o contato com as empresas que podem destinar parte dos impostos. Com a revitalização, a antiga Estação receberá um bistrô, uma biblioteca, um centro de informações e um centro de memórias. Esta primeira etapa contempla também o paisagismo do entorno, com cercamento e instalação de bancos e lixeiras, por exemplo.

A segunda fase, orçada em R$ 2 milhões, envolve a reforma de um pavilhão que fica atrás da Estação Férrea, onde ocorrem feiras do agricultor. A ideia é transformar o ponto em um centro de eventos.

Localizada na região central de Farroupilha, a área é ponto de drogadição e prostituição, especialmente à noite. Paviani avalia que com o início da ocupação do espaço pela CDL, essa característica mudará:

– Mesmo que a reforma completa não ocorra agora, nós vamos tentar melhorar lá.

O primeiro contrato entre a prefeitura e a CDL para revitalização da área foi assinado em 2015 com previsão de início de obras ainda naquele ano, mas o trabalho não avançou por causa de mudanças na diretoria da entidade e revisão do projeto.

Por Flávia Noal

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




São Paulo (SP) – USP lança concurso de projetos de restauro do Museu Paulista

Lançamento, que conta com a parceria do Sesc Ipiranga, será realizado no dia 7 de setembro, data que se comemora os 195 anos da Independência do Brasil.

O Parque da Independência, onde está localizado o Museu, será palco de uma série de atividades culturais que contam com a parceria do Sesc Ipiranga – Foto: Francisco Emolo / Arquivo Jornal da USP

O Museu Paulista da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga, irá lançar, no próximo dia 7 de setembro, o concurso para escolha do projeto de restauro e modernização de sua sede. Para celebrar a comemoração dos 195 anos da Independência do Brasil, a instituição firmou uma parceria com o Sesc Ipiranga para promover uma programação especial, intitulada “Museu do Ipiranga em Festa”, no Parque da Independência, local que abriga o museu, em São Paulo.

Na ocasião, a USP divulgará os detalhes sobre o concurso que premiará três estudos preliminares de arquitetura para o restauro e modernização do edifício-monumento do Museu, que está fechado ao público desde 2013. Desde então, o prédio vem passando por uma série de intervenções estruturais.

O primeiro colocado celebrará o contrato para a elaboração dos projetos executivos completos. Durante o evento, serão apresentadas as regras e o site do concurso. A previsão é que o Museu seja reaberto em 2022, nas celebrações do Bicentenário da Independência, com suas instalações inteiramente modernizadas e adequadas às normativas de acessibilidade e segurança. O edifício passará a ser dedicado exclusivamente à visitação pública, com exposições e espaços de fruição visual de sua arquitetura monumental.

A solenidade de lançamento do concurso, marcada para as 17h, antecederá a apresentação da Orquestra Sinfônica da USP e do Coral da USP (CoralUSP), sob a batuta do maestro Roberto Tibiriçá. Cento e trinta artistas subirão ao palco para interpretar repertório dedicado às obras de Johann Strauss Jr., Serguei Prokofiev, Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, além de temas populares de Tom Jobim e Ary Barroso, rearranjados por Rodrigo Morte. O grupo executa, ainda, o Hino Nacional e o Hino da Independência.

Atividades culturais

O evento “Museu do Ipiranga em Festa” inclui espetáculos teatrais, poesia intimista, música e performances./

A data da independência do Brasil também será um dia inteiro de atrações culturais. A partir das 14h, o Sesc Ipiranga promoverá atividades em toda a extensão do Parque, como espetáculos teatrais, poesia intimista, música e performances.

“A USP tem, nos últimos três anos, incrementado as ações focadas no relacionamento com a sociedade, responsável por seu financiamento. A parceria com o Sesc é um desses exemplos de sucesso, que tem resultado em projetos importantes voltados à população, como as atividades programadas para o dia 7 de setembro. Estamos derrubando os muros da USP e construindo pontes com a sociedade”, afirma o reitor da USP, Marco Antonio Zago.

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, a participação da instituição na celebração do Museu Paulista é um alinhamento natural entre entidades que comungam de objetivos semelhantes. “A aproximação possibilitou êxitos em realizações conjuntas anteriores, como seminários e outras atividades culturais. Nessa oportunidade, a colaboração a partir do Sesc Ipiranga, com uma programação no Parque da Independência, amplia o raio de ação e de experiências com as instituições de seu entorno e promove tanto o acesso da população aos bens culturais como evidencia os vínculos firmados com a comunidade por meio das atividades artísticas, marca do trabalho institucional”, acrescenta.

Quem for ao Parque, poderá acompanhar também a nova edição da exposição “Estamos Aqui!”, na fachada do edifício-monumento. Diversos painéis irão mostrar o processo de construção da tela “Independência ou Morte”, ícone do Museu do Ipiranga, pintada por Pedro Américo por encomenda de D. Pedro II, especialmente para o local.

Todas as atividades são gratuitas e dispensam inscrições prévias. A organização sugere que o público leve banquinhos, almofadas ou cangas para utilização nos locais das apresentações. A programação completa está disponível nos sites do Museu e do Sesc.

O Parque da Independência está localizado na Avenida Nazaré, s/n, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Por Adriana Cruz

Fonte original da notícia: Jornal da USP




Novo Hamburgo (RS) – Projeto Preservar: curso de Métodos para Projeto de Restauro

O Projeto Preservar está lançando um Curso, teórico e prático, abordando métodos para projetos de restauro do patrimônio edificado, tendo como público alvo profissionais de Arquitetura e Urbanismo que desenvolvem ou pretendem desenvolver projetos de intervenção, em especial em imóveis situados no Centro Histórico de Hamburgo Velho.

Acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2017, no Museu Comunitário Casa Schimitt-Presser, em Novo Hamburgo.

Os conteúdos apresentados serão:
– Aspectos teóricos e conceituais de patrimônio cultural, conservação e restauração;
– Elaboração de levantamentos cadastrais;
– Registro e diagnóstico de danos;
– Patologias das edificações.

O público alvo são Arquitetos e Urbanistas, acadêmicos e demais profissionais (Historiadores, Biólogos, entre outros) envolvidos na etapa de projeto de restauração do patrimônio arquitetônico e paisagístico.

Para a oficina será cobrado o valor de R$ 20,00 para o coffee que será servido durante os encontros.

As vagas são limitadas.

Acesse AQUI para fazer a sua inscrição.

Fonte original da notícia: Blog do Projeto Preservar