Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro lança campanha para restauro de suas fachadas

Divulgação

O templo, localizado no Centro da cidade, aposta em doações dedutíveis do Imposto de Renda para iniciar projeto de restauração.

A Catedral Presbiteriana, o belo templo protestante localizado na Praça Tiradentes, espera transformar a obrigatória ‘mordida do Leão’ em doações para salvar as suas fachadas, que estão sofrendo um processo de deterioração. A restauração se justifica, pois há elementos arquitetônicos em processo de desprendimento, como arestas, quinas e ornatos aplicados.

Muitas formas de ajudar

O valor total do restauro é de R$ 2.185.651,60. A ideia é mobilizar doadores ‘pessoa física’ que podem dispor de até 6% do Imposto de Renda devido até 28 de dezembro de 2018. Para quem tem imposto a restituir, o valor doado será adicionado à restituição do próximo ano; já quem tem a pagar, o valor será subtraído da quantia a ser paga no ano seguinte. O passo a passo completo sobre como fazer a doação está disponível no site da campanha: www.abrace.catedralrio.org.br

Empresas podem ainda patrocinar o projeto com 100% de isenção fiscal por meio da Lei Rouanet e da Lei Municipal de Incentivo à Cultura e doações diretas na conta da Catedral Presbiteriana também serão muito bem-vindas.

A Catedral

Exemplar de arquitetura religiosa, em estilo neogótico, a Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro foi inaugurada em 1943. Como um inquestionável reconhecimento da sua importância, o Instituto do Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro (Inepac) tombou a igreja em 2008. Sua ficha de tombamento assim descreve o prédio e sua relevância: O valor do templo para a sua comunidade religiosa pode ser atestado pela persistência em concluí-la de acordo com o projeto original. A implantação da Catedral em local de grande visibilidade e o estilo neogótico de sua edificação, fazem-na um marco da área da Praça Tiradentes.

“Estamos esperançosos que muitas pessoas, religiosas ou não, possam contribuir um pouco para que realizemos essa obra. A restauração das fachadas é importante não apenas para os membros da Igreja, mas também para todos os cidadãos do Rio de Janeiro, pois o templo é um patrimônio arquitetônico e histórico da nossa cidade”, diz o Reverendo Jorge Patrocínio, Pastor Efetivo da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro.

Fonte original da notícia: Christina Lima 




Porto Alegre (RS) – Por que o restauro do Instituto de Educação vai custar R$ 28,6 milhões

Prédio tombado pelo patrimônio histórico terá sua riqueza arquitetônica preservada.

Fachada do prédio que abriga uma das escolas mais tradicionais de Porto Alegre. Félix Zucco / Agencia RBS

Fechado desde 2016 para passar por uma restauração, o Instituto de Educação Flores da Cunha, uma das escolas estaduais mais tradicionais de Porto Alegre, está com a licitação para obras em processo de abertura. O que chamou atenção foi o custo do serviço: R$ 28,6 milhões.

Isso significa que vão ser gastos mais de R$ 3,3 mil para recuperar cada metro quadrado de área construída (no total, o complexo tem 8.594 metros quadrados). Para termos de comparação, o Custo Unitário Básico (CUB) para construir do zero um metro quadro, conforme a tabela de março do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon/RS), chega no máximo a R$ 2,2 mil, para a categoria mais cara incluída (referente a espaços comerciais).

O próprio diretor-administrativo da Secretaria Estadual da Educação, Carlos Alexandre Ávila, observa que sairia mais barato demolir o Instituo de Educação e construir um prédio novo de que fazer a recuperação. É justamente por ser um restauro que o investimento é elevado. Não se trata de uma simples reforma, mas de tentar devolver o edifício ao seu estado original.

— O fato de ser um patrimônio histórico impacta violentamente no custo. A restauração requer uma delicadeza, uma série de cuidados, de melindres na execução, para manter padrão idêntico, fiel. Tem uma série de coisas que são mais onerosas e mais morosas — afirma.

Inaugurado em 1936, com projeto do arquiteto Fernando Corona, o prédio tem inspiração neoclássica, com colunas jônicas, saguão com imponentes pinturas a óleo e uma riqueza de texturas e detalhes por todo o lado. Está tombado pelo município e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado, que colaborou com o projeto de recuperação.

Volta às aulas é prevista apenas para 2020

Um dos desafios que fazem o custo se multiplicar é o de encontrar materiais fiéis aos que foram usados originalmente. Com frequência, eles são raros e caros. Além disso, os profissionais envolvidos precisam ser diferenciados. O edital de licitação exige que a empresa executora tenha pessoal certificado para esse tipo de trabalho.

— A equipe tem de ser altamente qualificada, com engenheiros e arquitetos acompanhando diariamente o trabalho. O que pesa mais no custo é a questão artística. É um prédio de arquitetura linda, com saliências, relevos, azulejos, ladrilhos e escaiolas que encarecem a obra. O custo se justifica porque é um patrimônio diferenciado, que faz parte da nossa História. É um marco — afirma Ávila.

A previsão é que as obras se estendam por 18 meses e que o instituto possa receber de novo os alunos, hoje espalhados por outras escolas, no ano letivo de 2020.

Por Itamar Melo

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Casarão abandonado passará por restauro para abrigar centro cultural em Porto Alegre (RS)

Casa dos Leões será cedida ao Instituto Zoravia Bettiol, que buscará recursos para obras.

Imóvel fica na Rua dos Andradas. Carlos Macedo / Agencia RBS

O gari Marcos de Souza varre há tempo a Rua da Praia e nunca reparou na Casa dos Leões, construção centenária de três andares que fica de frente para o QG da Brigada Militar. Abandonada há mais de 20 anos e escondida atrás de um tapume de cinco metros de altura, ela poderia ser um exemplo do ecletismo em Porto Alegre, movimento arquitetônico evidenciado nos balaústres e nos ornamentos em relevo da fachada. Mas o pouco que dá para ver do imóvel parece que vai cair, como indicam as escoras. Nem as estátuas de leão que deram nome ao casarão resistiram: apenas pombos e gatos ocupam o local.

A promessa é de que o imóvel volte a ganhar vida, tornando-se sede do Instituto Zoravia Bettiol. No dia 22, a prefeitura deve entregar as chaves do prédio inventariado pela Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre (Epahc) à entidade, assinando o  documento de permissão de uso por tempo indeterminado. A partir de então, o instituto vai realizar um projeto de restauro e começar a buscar patrocinadores para as obras — ainda não há previsão de quando será reaberto.

A arquiteta Ester Meyer, responsável pelo projeto arquitetônico de adaptação do imóvel, relata que ainda será necessária uma avaliação estrutural das paredes. Pelo que já foi possível perceber, será preciso recuperar os ornamentos da fachada, refazer as lajes internas, consertar o telhado, limpar o grande pátio que há nos fundos, refazer rebocos, pintar todo o imóvel, entre outras ações. Ela ainda não pode estimar o valor necessário.

O espaço promete ser mais uma atração cultural em um corredor do Centro Histórico que reúne Usina do Gasômetro, Casa de Cultura Mario Quintana, Museu da Comunicação, Museu de Arte do Rio Grande do Sul  (Margs) e Centro Cultural CEEE – Erico Verissimo. De acordo com Zoravia Bettiol, artista plástica de 82 anos que preside e dá nome ao instituto, além de conservar sua própria obra, o casarão será um espaço multiúso, sediando cursos, oficinas, exposições e palestras.

— Hoje em dia, um centro cultural irradia cultura em muitas direções — observa Zoravia.

Imóvel já se transformou em “Casa Monstro”

O então prefeito José Fortunati assinou decreto permitindo o uso da construção alguns dias antes de deixar o Paço Municipal, em dezembro de 2016. Atual coordenador da Memória Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), Eduardo Hahn explica que o documento que deve ser assinado neste mês determina as possibilidades e responsabilidades da instituição para o uso do imóvel.

Hahn relata que o município não deu conta de conservar o imóvel, por isso buscou uma parceria público-privada para sua recuperação. Ressalta que não haverá nenhum gasto aos cofres públicos.

Não é a primeira vez que o município tenta dar um destino ao casarão. No começo da década de 1990, ele chegou a ser cotado para abrigar as pinacotecas Aldo Locatelli e Ruben Berta. De acordo com reportagem publicada em ZH em 2002, a proposta ficou no papel em razão dos altos custos que demandaria. Falta de verba também foi o motivo para o fracasso do projeto de levar a Coordenação da Dança da SMC ao espaço, de acordo com Hahn.

A Casa dos Leões ganhou uma breve finalidade em 2009, quando transformada em uma das obras mais chamativas da Bienal. Foram utilizados canos de PVC, madeira, lâminas de compensado flexível e restos de construção civil para dar forma a uma estrutura semelhante a um tumor brotando da arquitetura pelas janelas e portas. Denominada Tapume, a arte foi apelidada de Casa Monstro. À época, o artista plástico paulista Henrique Oliveira disse que “queria chamar atenção para essa casa, tão bonita, e passando desapercebida pelas pessoas”.

Histórico

— De acordo com pesquisa feita pela arquiteta Ester Meyer, a Casa dos Leões começou a ser construída no final do século 19, sendo inicialmente uma casa térrea, com três janelas e portão de ferro.

— Nas décadas seguintes, ela seria ampliada, recebendo mais dois andares e características do movimento eclético.

— Nos anos 1950, o imóvel transformou-se em um prédio residencial com quatro apartamentos distintos: um no porão, que se torna habitável a partir de uma alteração no nível do entrepiso inferior, outros dois no andar intermediário, e mais um no andar superior. Nos anos 1980, ainda seria transformada em cortiço.

— A Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre (EPAHC) não dispõe de detalhes sobre a história do imóvel. Informa que ela foi doada ao poder público municipal em 1990 pela empresa Ciasul.

Por Jéssica Rebeca Weber

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Restauro de casarão marca volta dos cinemas de rua e revitalização do centro histórico de Curitiba (PR)

Dez anos depois, Cine Passeio, que terá cinema a céu aberto, está prestes a ser entregue com a ideia de revitalizar o centro histórico.

Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Quase dez anos e três trocas no comando da gestão municipal depois, a entrega da obra do complexo de cinemas de rua Cine Passeio é passo importante (ainda que tardio) na proposta de revitalização do centro histórico de Curitiba.

O novo centro cultural da cidade será inaugurado no mês de maio e irá abrigar além de duas salas de cinema (Cine Luz e Cine Ritz), um café temático, salas para cursos e exposições. No terceiro piso, há um espaço para exibição de filmes ao ar livre e eventos com vista para a Rua Riachuelo e para o Passeio Público.

Segundo a arquiteta Dóris Teixeira, do Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) — que assina o projeto com o colega Mauro Magnabosco — a entrega da obra e o funcionamento do centro cultural terá um efeito urbanístico triplo para a região do centro histórico.

Resgata o patrimônio urbano ao reformar um prédio histórico importante, datado da década de 1930 e que já foi quartel do Exército, atende a uma demanda antiga do setor cultural ao devolver os cinemas de rua à região, e principalmente, cria um cenário de mais segurança e saúde urbana para a região.

“Além de preservar a memória da cidade, vai servir para direcionar um público que talvez não frequentasse esta região”, explica Doris. “Inaugurado o Cine Passeio, que vai funcionar dentro da ideia de “olhos para a rua” com movimento todos os dias e até pela noite, isso vai melhorar a qualidade de vida de toda a região central”, disse.

Quanto a demanda cultural reprimida pelo fechamento dos cinemas de rua entre os anos 2005 e 2009, a arquiteta conta que a ideia inicial do projeto do Cine Passeio partiu da Fundação Cultural de Curitiba (FCC).

Atual diretor de Ação Cultural da FCC, Beto Lanza fez parte da equipe que o desenvolveu. Lanza afirma que a contribuição das novas salas não tem teor “nostálgico” e faz sentido como parte do processo espontâneo de ocupação do centro histórico. “Eu sou de uma geração que entendia o cinema ligado à urbe e não presa dentro de espaços como grandes shoppings, por exemplo. Mas, esta obra não é para minha geração”, observa Lanza.

“Há gente muito jovem ocupando a rua, fazendo arte na e para a rua, principalmente nesta região do centro histórico e o Cine Passeio cria um ambiente de fruição cultural de qualidade que atende exatamente a demanda dessa nova geração que já está nas ruas”.

Vista inédita do Passeio Público

Os órfãos dos cinemas de rua de Curitiba esperaram quase uma década, mas verão a partir do próximo mês de maio o ressurgimento dos Cine Luz e Ritz.

Cada qual ocupará uma sala com capacidade para 90 espectadores em cada um dos pisos do Cine Passeio, o centro cultural municipal que abrigará ambos.

O Cine Luz terá cadeiras verde-escuras e ficará no térreo, no mesmo andar da bilheteria e do café com capacidade para 50 pessoas cuja cozinha ocupa a esquina arredondada das ruas Riachuelo e Carlos Cavalcanti.

Já o Ritz, com cadeiras vermelhas, usa o mesmo espaço da planta na sobreloja que conta com uma sala de cursos e exposições com terraço descoberto e vista para a rua Riachuelo e as salas da direção do centro cultural.

O projeto dos arquitetos Mauro Magnabosco e Dóris Teixeira faz entrar a luz natural por uma ampla claraboia que ilumina a faixa central do prédio que tem um vão livre com pé direito e 15 metros, do teto ao subsolo.

Neste espaço “underground”, o projeto homenageia o cineasta e escritor Valêncio Xavier —  criador da Cinemateca de Curitiba com uma exposição permanente de desenhos e objetos que pertenceram ao artista.

O “xodó” do projeto é o terraço onde estão um espaço para eventos com cozinha e sacada para a Rua Riachuelo e uma área para projeções ao ar livre com capacidade para 60 pessoas com uma inédita vista do Passeio Público.

PAC das Cidades Históricas atrasou o “Novo Centro”

O centro Cultural Cine Passeio foi planejado em 2010, como parte do projeto de revitalização do centro de Curitiba “Novo Centro”, apresentado em 2009, ainda na gestão do hoje governador Beto Richa (PSDB) na prefeitura.

A obra só será aberta ao público, se tudo correr dentro do previsto, oito anos depois, durante a gestão de Rafael Greca.

Em 2009, a ideia do Ippuc, apoiada pela Associação Comercial do Paraná e entidades da sociedade civil era revitalizar a Rua Riachuelo, desde a Generoso Marques até a Praça Dezenove de Dezembro e o Passeio Público.

Segundo o projeto, a revitalização iria transformar “uma área degradada em um grande boulevard gastronômico, com bistrô, cafés e restaurantes, que dividirão com pontos de cultura os atrativos locais”.

Uma das principais ações era a transformação do antigo quartel do Exército, localizado na Rua Riachuelo, em Cine Passeio, que abrigaria as salas de “cinema de rua” Luz e Ritz, que tinham fechado em 2009 e 2005, respectivamente.

Todo o plano seria financiado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas que previa investimentos de R$ 56 milhões — R$ 15,8 milhões de contrapartida do município — em obras de renovação de espaços históricos e culturais do centro.

Porém, depois que a verba do PAC atrasou, a prefeitura já na gestão Luciano Ducci apostou na venda de títulos de potencial construtivo — papéis emitidos pelo município que permitem que os compradores ampliem as dimensões de obras com limitações impostas pela lei municipal de zoneamento e uso do solo urbano — para financiar a obra.

Para tanto o imóvel foi transformado em Unidade de Interesse Especial de Preservação (Uiep). Segundo o diretor de Ação Cultural da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), foi esta a principal razão do atraso da obra. “Como é uma obra cara e o PAC não prosperou, precisamos apostar em uma fonte segura, mas um pouco mais demorada que é o potencial construtivo”, diz Lanza.

Ele destaca que “independentemente da mudança de gestores, a forma de captação foi mantida. O uso de potencial construtivo, porém, depende de variáveis que não estão sob o controle da gestão pública, mas sim da economia e do aquecimento do mercado do setor imobiliário”.

Por Sandro Moser

Fonte original da notícia: Haus – Gazeta do Povo




Primeira parte de reforma do Museu da Língua Portuguesa é entregue pelo Governo de SP

Após incêndio em 2015, reabertura ao público é prevista para segundo semestre de 2019.

Torre do relógio do Museu da Língua Portuguesa, no Centro de São Paulo, que teve parte de reforma entregue nesta quarta-feira – Chico Prado / Agência O Globo

Dois anos após o incêndio que destruiu boa parte do Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, centro de São Paulo, o governo do estado entregou, nesta quarta-feira, a primeira parte das obras de reconstrução do espaço.

A recuperação da fachada do prédio foi marcada pelo ato simbólico de volta do funcionamento do antigo relógio da torre, instalado em 1946. O maquinário não foi atingido pelas chamas, mas também passou por restauração.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que as próximas fases da obra serão a reconstrução da cobertura e o restauro interno do edifício. Depois, será feita a museografia.

— Se nós escolhermos três ícones de São Paulo, um deles seria a Estação da Luz. Começou no século XIX, inaugurada em 1900. São Paulo é a maior cidade do mundo que fala a língua portuguesa. Infelizmente aconteceu o incêndio, e o prédio está sendo inteirinho restaurado, inclusive a parte que não pegou fogo, porque o prédio tem 117 anos. Teremos até o fim do ano que vem todo ele pronto. A museografia será em seguida — afirmou.

Uso de material recuperado do incêndio

A nova cobertura terá peças de madeira combinadas com cabos de aço na sustentação do telhado, que receberá um revestimento de zinco. O arquiteto Wallace Caldas, contratado pela Fundação Roberto Marinho, que apoia a restauração, explicou que as esquadrias da fachada foram feitas com material recuperado do incêndio.

— Conseguimos 17 metros cúbicos de madeira reaproveitada do incêndio. Era madeira da estrutura, peças de grande dimensão e muito grossas, só uma pequena camada pegou fogo. Conseguimos transformá-la em quase 400 unidades de esquadrias — disse.

Segundo Regina Ponte, coordenadora da Unidade de Museus da Secretaria de Cultura de São Paulo, “a discussão do conteúdo está em andamento”.

— Haverá algumas atualizações. Certas coisas serão colocadas em locais diferentes. É mais uma questão de fluxo de público, de áreas que ficavam à margem. Como a grande galeria (um local de passagem), por exemplo, que tinha vários vídeos longos, o que não era apropriado. Esses vídeos agora estarão no auditório — explicou.

Operário trabalha dentro do prédio do Museu da Língua Portuguesa – Chico Prado / Agência O Globo

Não há uma data precisa para a reabertura do espaço ao público, mas o secretário estadual de Cultura, José Luiz Penna, estima que que isso possa acontecer no segundo semestre de 2019.

O Museu da Língua Portuguesa foi destruído por um incêndio de grandes proporções em 21 de dezembro de 2015. O local estava fechado a visitação no dia, um bombeiro civil morreu enquanto tentava apagar o incêndio.

Em janeiro de 2016, a Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, a Fundação Roberto Marinho e a organização social ID Brasil firmaram um convênio para reconstruir a instituição, com um orçamento de R$ 65 milhões — R$ 36 milhões são custeados pela iniciativa privada e restante vem da indenização do seguro.

Por Chico Prado

Fonte original da notícia: O Globo




São José (SC) – Theatro Adolpho Mello sofre interferência de obra vizinha

Prédio construído há mais de 160 anos em São José segue fechado para restauro. Trabalhos do pintor Rodrigo de Haro retirados do casarão estão no chão sem proteção.

Casa da Cultura de São José e Theatro Adolpho Mello – Foto: Divulgação/ND

Como se não bastasse o descaso, infelizmente comum no Brasil, com a preservação e manutenção da herança histórico-cultural, causam indignação os absurdos que vão surgindo ao longo do tempo.

Ao visitar o Theatro Adolpho Mello, um dos mais antigos do País, em São José, a sobrinha-bisneta do homenageado, Sandra Ferreira de Mello, testemunhou não só o estado em que chegou o edifício cercado por tapumes para o restauro que ainda continua como também o “puxadinho” construído pelo vizinho entre o teatro e Casa da Cultura, “emendando” os dois prédios.

Foto: Divulgação/ND

Além de tocar e obstruir a visão de patrimônio arquitetônico, que já tem mais de 160 anos, o autor da obra que se suspeita ilegal cobriu com uma boa demão de tinta da cor de sua casa uma faixa da parede do teatro.

Foto: Divulgação/ND

E mais: obras do artista plástico Rodrigo de Haro retiradas do Adolpho Mello já bastante prejudicadas pela umidade, quando a Defesa Civil decretou interdição em 2013, estão largadas no chão de uma varanda no Arquivo Histórico, sem proteção alguma contra o clima, sujeira, batidas e arranhões. À época o pintor manifestou desejo de revitalizá-las. Hoje, cuidando da saúde, talvez não diria o mesmo.

Foto: Divulgação/ND

Conhecedora de arte, do valor cultural e também financeiro das obras, Sandra procurou autoridades municipais para questionar o que viu tanto no teatro como no chão do Arquivo Histórico, mas não obteve retorno. Abaixo, alguns trabalhos de Rodrigo que decoravam as paredes do teatro.

Foto: Divulgação/ND

Foto: Divulgação/ND

Por Marcos Cardoso

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Obras de restauro da Estação Ferroviária em Paranaguá (PR) continuam a todo vapor

Foto: PMP

A obra de restauração do prédio da Estação Ferroviária está na fase da cobertura. O telhado está sendo feito com madeira itaúba que foi imunizada e hidratada.

De acordo com o responsável pela parte de carpintaria, Antonio Carlos Barbosa, a estrutura estava muito deteriorada e o trabalho começou com a recuperação das esquadrias de madeira e execução do telhado. “O telhado foi feito por um arquiteto de Curitiba e trata-se de um projeto complexo. Não é um telhado comum, pois divide-se em dois telhados, o que exige muita madeira e muito trabalho especializado”

Todos os carpinteiros e ajudantes de pedreiro que trabalham na obra são de Paranaguá. Eles não tinham a experiência de trabalhar com patrimônio histórico, mas passaram por treinamento e conhecimento das normas regulamentadoras que são obrigatórias na construção civil. “O restauro é mais complexo e demorado”, explicou o engenheiro.

Foto: PMP

O grupo recebe acompanhamento diário em função da complexidade da obra. “Ela começa de dentro para fora. Estamos fazendo o telhado para depois seguir para a restauração das paredes e outras etapas. O restauro em geral é demorado”, confirmou Barbosa.

Na recuperação do telhado, a equipe fez um trabalho de tratamento das madeiras. A madeira do telhado recebeu pintura com tinta retardante de chamas, o que significa aumentar o tempo que a madeira começa a ser corroída pelo fogo e desta forma a tinta tem uma micragem na composição e esta queima primeiro. Este tempo a mais pode ser suficiente para salvar muitas vidas ou reduzir os estragos enquanto o Corpo de Bombeiros não apaga o incêndio.

O canteiro de obras conta com o trabalho do pedreiro Ricardo de Andrade Porto. Ele é da Ilha dos Valadares e diz que é um orgulho participar deste restauro. “É uma obra complicada e é difícil demais. Tem que ter muita paciência”, confirmou

Ronald Lofredo Júnior coordenador da obra pela Pires Giovanetti Guardia Engenharia e Arquitetura Ltda, empresa responsável pela restauração, explica que depois da limpeza, foi feita a retirada de vidros quebrados, esquadrias danificadas e quilos de entulho. Foi feito um reforço estrutural para estabilizar o prédio para, então, começar a cobertura.

“Iniciamos o trabalho em abril deste ano e explicamos à Prefeitura que não havia condições de fazer em 8 meses. Este tipo de obra é complexo e demorado e é desenvolvido nos detalhes. O objetivo da empresa é finalizar a obra em 2018”, reforçou Lofredo.

Nesta semana o prefeito Marcelo Roque, acompanhado do secretário de Planejamento, Sílvio Loyola, estiveram no local acompanhando os trabalhos.

Com informações da SECOM

Fonte original da notícia: Nosso Paraná




Belo Horizonte (MG) – Telas de Candido Portinari da Igrejinha da Pampulha serão restauradas

Telas de Portinari abordam a via-sacra. Wesley Rodrigues/Hoje em Dia

As 14 telas de Candido Portinari que estão na Igreja São Francisco de Assis e retratam as estações da via-sacra serão restauradas pelo Centro de Conservação e Restauro de Bens Culturais da UFMG (Cecor), a partir de um convênio com a Arquidiocese de Belo Horizonte. Na tarde desta terça (17), as obras serão tiradas da Igrejinha da Pampulha e encaminhadas à universidade.

O trabalho de restauro não se limita às telas. A visitação à Igreja de São Francisco na Pampulha, assim como as missas e celebrações, prosseguem normalmente até o dia 18 de novembro, mas, a partir daí, o espaço deve ficar fechado por um ano para restauração.

O trabalho de restauração terá supervisão do Memorial da Arquidiocese de Belo Horizonte e das instituições do poder público que cuidam da proteção de bens culturais – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha-MG) e Fundação Municipal de Cultura.

Para o transporte das obras, foi preparado um planejamento especial que contempla a cuidadosa embalagem de cada quadro, o controle da temperatura interna do veículo que levará as telas até o local indicado pelo Cecor e as medidas de segurança, com escolta policial.

Segundo a Fundação Municipal de Cultura, as obras de Portinari que compõem a Via Crucis, feitas com técnica de têmpera sobre madeira, foram restauradas uma única vez no início da década de 1990, por volta de 1992.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Abandonados, monumentos no Centro de SP precisam de restauro e limpeza

Prefeitura diz não ter orçamento para viabilizar reparos. Na quarta (4), gestão municipal entregou reforma da fachada do Theatro Municipal. Obra foi bancada pela iniciativa privada.

Reprodução/Internet

A Prefeitura de São Paulo entregou nesta quarta-feira (4) a reforma da fachada do Theatro Municipal. A obra, de R$ 500 mil, foi bancada pela iniciativa privada. O Theatro, entretanto, é apenas um dos inúmeros monumentos do Centro da cidade que precisa limpeza e restauro. A reportagem do SP2 visitou a região e contabilizou o abandono.

O Largo da Memória é uma relíquia da cidade. O Obelisco do Piques é o monumento mais antigo, foi inaugurado em 1814. A fonte, feita com azulejos portugueses, completa a história do monumento.

Quem passa pelo loca, porém, nem os nota. O azulejo do chão está quebrado, há muitas pichações e sujeira. No Vale do Anhangabaú, a enorme escultura de bronze em cima de um pedestal de granito é uma homenagem ao italiano Giuseppe Verdi, compositor de grandes óperas. O monumento foi cercado por grades – o único investimento feito no local, que segue sujo e sem placa.

“Às vezes, na correria, e por estar abandonado, a gente nem percebe que tem aquele monumento naquele lugar”, comenta o bombeiro civil Vanderlei Caetano.

Segundo o secretário municipal de cultura, André Sturm, a cidade já conseguiu parcerias para recuperar outros monumentos e praças, mas, por enquanto, a Prefeitura só vai reformar aqueles que forem bancados pelo setor privado.

“A secretaria também tem uma verba que é usada para manutenção de patrimônio histórico. São muitos monumentos, são muitas praças. A gente não dá conta de todas, por isso que a gente precisa ter apoio da iniciativa privada”, defendeu Sturm.

Fonte original da notícia: G1 – SP2




Recife (PE) – Teatro do Parque recebe vistoria de comissão criada para acompanhar reforma

Visita foi guiada por representante da Prefeitura do Recife, que administra o equipamento cultural, e é consequência de pressão popular para reabertura do local.

Palco e plateia, coberta por plástico preto, do Teatro do Parque, após quase sete anos sem uso. Crédito: Beto Figueiroa/Divulgação/Gabinete do vereador Ivan Moraes Filho.

O Teatro do Parque, fechado ao público desde 2010, recebeu, na manhã desta quarta, a visita de uma comissão permanente de acompanhamento das obras de restauro do equipamento cultural, sob a responsabilidade da Prefeitura do Recife. A primeira vistoria foi guiada por uma representante da PCR, a arquiteta Simone Ozias, gerente geral de projetos no Gabinete de Projetos Especiais. A visita também contou com representantes da sociedade civil, como o ator Diógenes D. Lima, idealizador da Virada Cultural do Teatro do Parque, e o vereador Ivan Moraes Filho (PSOL), representante do Legislativo Municipal. De acordo com a assessoria de imprensa do parlamentar, o mandato vai apresentar uma análise técnica do edital de licitação em 4 de outubro, na sede do Conselho Estadual de Cultura.

A formação da comissão permanente, assim como a visita desta quinta, foram consequências da audiência pública realizada na Câmara de Vereadores do Recife em 24 de agosto, dia em que o Teatro do Parque completou 102 anos. Após a visita ao teatro, integrantes da comissão foram ao Ministério Público de Pernambuco para entregar material relativo à Virada Cultural do Teatro do Parque, que aconteceu no último dia 26. Os itens vão reforçar os autos da ação civil pública que pede a abertura imediata da casa de espetáculos. “A Virada provocou uma intensa movimentação, que vamos transmitir à Justiça, a fim de que a ação seja apreciada. O Teatro do Parque está abandonado, e junto com ele se deteriora um acervo cultural incalculável devido à falta de decisão política, uma vez que o município não dá prioridade a essa obra”, lamentou o promotor de Justiça do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico-Cultural do MPPE, Ricardo Coelho. A comissão também planeja realizar, no último fim de semana de outubro, um leilão de obras de artistas plásticos locais para financiar a segunda edição do evento, ainda sem data para acontecer.

Entenda o caso

Espelhos do foyer do teatro foram retirados e só restaram as paredes. Crédito: Beto Figueiroa/Divulgação/Gabinete do vereador Ivan Moraes Filho.

O Teatro do Parque foi fechado para reforma em dezembro de 2010, ainda na gestão do ex-prefeito João da Costa (PT). Desde 2013 grupos da sociedade civil têm se mobilizado para pressionar a Prefeitura do Recife a reabrir o local. O início da reforma do equipamento cultural, um dos mais importantes da cidade, foi finalmente anunciado em 2014.

As obras começaram, a passos lentos, em janeiro de 2015, com previsão de término para dezembro de 2016, o que não foi cumprido. Uma primeira fase das obras foi concluída em julho do mesmo ano e, há exatamente dois anos, a requalificação está parada. Ainda em 2015, o Ministério Público de Pernambuco já havia pedido esclarecimentos à Prefeitura do Recife sobre o andamento das obras. Até agora, foi gasto R$ 1,1 milhão para substituir o madeiramento, telhas, calhas e rufo do telhado, além de troca da fiação elétrica e serviços de drenagem.

Em 2015, o espaço cultural completou cem anos de portas fechadas, o que motivou mais protestos da classe artística da cidade. Em agosto deste ano, a PCR publicou o aviso de licitação de uma nova etapa da reforma, com previsão de conclusão em um ano e meio a contar da contratação da empresa responsável pelo serviço.

Fonte original da notícia: Diário de Pernambuco