Restauro da Estação Férrea de Farroupilha (RS) depende de captação por leis de incentivo

CDL venceu nova licitação para obras, mas utilizará recursos próprios apenas para construção de sede própria.

Projeto envolve construção de dois prédios na área e restauro da antiga Estação Férrea. Foto: Chroma Studio /Divulgação, CDL

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Farroupilha venceu novamente a licitação para a revitalização da área da antiga Estação Férrea. O contrato será assinado pela entidade nesta quinta-feira (14). Até o final do ano, a previsão é que a sede da CDL seja transferida para um prédio que está em construção nesta região e, inicialmente, serviria provisoriamente para receber os serviços da entidade. Como o contrato da primeira licitação foi rompido, o projeto foi revisto.

A mudança na licitação, com a inclusão da possibilidade de captar recursos por meio de leis de incentivo à cultura dos governos federal e estadual, fez com que a CDL se interessasse no processo e apresentasse a proposta vencedora. Além da sede que terá investimento de R$ 200 mil com recursos próprios da entidade, está previsto outro prédio com dois andares destinado a atividades culturais e o restauro da antiga Estação Férrea. O custo avaliado é de R$ 3 milhões.

Conforme o presidente da CDL, Jones Paviani, a União já autorizou a captação de R$ 2 milhões. Com o novo contrato em mãos, a ideia é buscar o Estado para garantir o restante e, então, iniciar o contato com as empresas que podem destinar parte dos impostos. Com a revitalização, a antiga Estação receberá um bistrô, uma biblioteca, um centro de informações e um centro de memórias. Esta primeira etapa contempla também o paisagismo do entorno, com cercamento e instalação de bancos e lixeiras, por exemplo.

A segunda fase, orçada em R$ 2 milhões, envolve a reforma de um pavilhão que fica atrás da Estação Férrea, onde ocorrem feiras do agricultor. A ideia é transformar o ponto em um centro de eventos.

Localizada na região central de Farroupilha, a área é ponto de drogadição e prostituição, especialmente à noite. Paviani avalia que com o início da ocupação do espaço pela CDL, essa característica mudará:

– Mesmo que a reforma completa não ocorra agora, nós vamos tentar melhorar lá.

O primeiro contrato entre a prefeitura e a CDL para revitalização da área foi assinado em 2015 com previsão de início de obras ainda naquele ano, mas o trabalho não avançou por causa de mudanças na diretoria da entidade e revisão do projeto.

Por Flávia Noal

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




São Paulo (SP) – USP lança concurso de projetos de restauro do Museu Paulista

Lançamento, que conta com a parceria do Sesc Ipiranga, será realizado no dia 7 de setembro, data que se comemora os 195 anos da Independência do Brasil.

O Parque da Independência, onde está localizado o Museu, será palco de uma série de atividades culturais que contam com a parceria do Sesc Ipiranga – Foto: Francisco Emolo / Arquivo Jornal da USP

O Museu Paulista da USP, mais conhecido como Museu do Ipiranga, irá lançar, no próximo dia 7 de setembro, o concurso para escolha do projeto de restauro e modernização de sua sede. Para celebrar a comemoração dos 195 anos da Independência do Brasil, a instituição firmou uma parceria com o Sesc Ipiranga para promover uma programação especial, intitulada “Museu do Ipiranga em Festa”, no Parque da Independência, local que abriga o museu, em São Paulo.

Na ocasião, a USP divulgará os detalhes sobre o concurso que premiará três estudos preliminares de arquitetura para o restauro e modernização do edifício-monumento do Museu, que está fechado ao público desde 2013. Desde então, o prédio vem passando por uma série de intervenções estruturais.

O primeiro colocado celebrará o contrato para a elaboração dos projetos executivos completos. Durante o evento, serão apresentadas as regras e o site do concurso. A previsão é que o Museu seja reaberto em 2022, nas celebrações do Bicentenário da Independência, com suas instalações inteiramente modernizadas e adequadas às normativas de acessibilidade e segurança. O edifício passará a ser dedicado exclusivamente à visitação pública, com exposições e espaços de fruição visual de sua arquitetura monumental.

A solenidade de lançamento do concurso, marcada para as 17h, antecederá a apresentação da Orquestra Sinfônica da USP e do Coral da USP (CoralUSP), sob a batuta do maestro Roberto Tibiriçá. Cento e trinta artistas subirão ao palco para interpretar repertório dedicado às obras de Johann Strauss Jr., Serguei Prokofiev, Heitor Villa-Lobos e Camargo Guarnieri, além de temas populares de Tom Jobim e Ary Barroso, rearranjados por Rodrigo Morte. O grupo executa, ainda, o Hino Nacional e o Hino da Independência.

Atividades culturais

O evento “Museu do Ipiranga em Festa” inclui espetáculos teatrais, poesia intimista, música e performances./

A data da independência do Brasil também será um dia inteiro de atrações culturais. A partir das 14h, o Sesc Ipiranga promoverá atividades em toda a extensão do Parque, como espetáculos teatrais, poesia intimista, música e performances.

“A USP tem, nos últimos três anos, incrementado as ações focadas no relacionamento com a sociedade, responsável por seu financiamento. A parceria com o Sesc é um desses exemplos de sucesso, que tem resultado em projetos importantes voltados à população, como as atividades programadas para o dia 7 de setembro. Estamos derrubando os muros da USP e construindo pontes com a sociedade”, afirma o reitor da USP, Marco Antonio Zago.

Para Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Sesc São Paulo, a participação da instituição na celebração do Museu Paulista é um alinhamento natural entre entidades que comungam de objetivos semelhantes. “A aproximação possibilitou êxitos em realizações conjuntas anteriores, como seminários e outras atividades culturais. Nessa oportunidade, a colaboração a partir do Sesc Ipiranga, com uma programação no Parque da Independência, amplia o raio de ação e de experiências com as instituições de seu entorno e promove tanto o acesso da população aos bens culturais como evidencia os vínculos firmados com a comunidade por meio das atividades artísticas, marca do trabalho institucional”, acrescenta.

Quem for ao Parque, poderá acompanhar também a nova edição da exposição “Estamos Aqui!”, na fachada do edifício-monumento. Diversos painéis irão mostrar o processo de construção da tela “Independência ou Morte”, ícone do Museu do Ipiranga, pintada por Pedro Américo por encomenda de D. Pedro II, especialmente para o local.

Todas as atividades são gratuitas e dispensam inscrições prévias. A organização sugere que o público leve banquinhos, almofadas ou cangas para utilização nos locais das apresentações. A programação completa está disponível nos sites do Museu e do Sesc.

O Parque da Independência está localizado na Avenida Nazaré, s/n, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Por Adriana Cruz

Fonte original da notícia: Jornal da USP




Novo Hamburgo (RS) – Projeto Preservar: curso de Métodos para Projeto de Restauro

O Projeto Preservar está lançando um Curso, teórico e prático, abordando métodos para projetos de restauro do patrimônio edificado, tendo como público alvo profissionais de Arquitetura e Urbanismo que desenvolvem ou pretendem desenvolver projetos de intervenção, em especial em imóveis situados no Centro Histórico de Hamburgo Velho.

Acontecerá nos dias 22, 23 e 24 de setembro de 2017, no Museu Comunitário Casa Schimitt-Presser, em Novo Hamburgo.

Os conteúdos apresentados serão:
– Aspectos teóricos e conceituais de patrimônio cultural, conservação e restauração;
– Elaboração de levantamentos cadastrais;
– Registro e diagnóstico de danos;
– Patologias das edificações.

O público alvo são Arquitetos e Urbanistas, acadêmicos e demais profissionais (Historiadores, Biólogos, entre outros) envolvidos na etapa de projeto de restauração do patrimônio arquitetônico e paisagístico.

Para a oficina será cobrado o valor de R$ 20,00 para o coffee que será servido durante os encontros.

As vagas são limitadas.

Acesse AQUI para fazer a sua inscrição.

Fonte original da notícia: Blog do Projeto Preservar




Florianópolis (SC) – Antiga casa do vigário do Santuário da Imaculada Conceição resiste para não desabar

Edificação é exemplar raro da arquitetura luso-brasileira em Santa Catarina.

Foto: Divulgação

Causa tristeza a situação de penúria da antiga casa do vigário do Santuário da Imaculada Conceição, na Lagoa da Conceição. Uma das mais raras e exemplares edificações luso-brasileiras do Estado, é mais antiga que a própria igreja. Com projetos de restauro assinados pela equipe da Ornato Arquitetura – prontos, pagos e aprovados graças ao esforço da (Caisc) Casa dos Açores da Ilha de Santa Catarina em captar os recursos -, resiste escorada para não desabar. A comunidade questiona por que não é dada ao prédio histórico a mesma atenção dispensada ao salão paroquial que está sendo ampliado.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Por Marcos Cardoso

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Porto Alegre (RS) – Passando por restauro, Igreja das Dores suspende casamentos até novembro

Processo de restauração vem ocorrendo desde o ano passado. Jonathan Heckler/JC

Até novembro, a Igreja Nossa Senhora das Dores, no Centro de Porto Alegre, continuará sem realizar casamentos no altar da capela mor, devido às obras de restauro na estrutura. Nesse período, as missas foram transferidas para a nave da Igreja e seguirão acontecendo normalmente.

Para viabilizar as intervenções, um andaime de 12 metros de altura foi erguido em torno do altar. Além de resgatar o tom dourado original, há preocupação em eliminar focos de cupins que comprometem a estrutura.

As obras de restauro na Igreja das Dores vêm sendo feitas desde o ano passado, e a previsão é encerrar a atual etapa do processo até dezembro. Já foram concluídas as intervenções no telhado, a implantação da reserva técnica e o retábulo do altar do santíssimo.

Após o altar da capela mor, o próximo passo será a implantação do Plano de Prevenção Contra Incêndios. Em julho, o padre Lucas Matheus Mendes assumiu o comando da paróquia, substituindo Luís Carlos Almeida.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Museu do Café, em Santos (SP), planeja novo restauro após duas décadas

Diretoria espera conseguir a colaboração de empresas e pessoas físicas para a reforma.

Inaugurado em 1998, o Museu do Café é um dos principais pontos turísticos de Santos. Foto:Alberto Marques

Após quase 20 anos do último restauro, o Museu do Café de Santos busca parcerias para promover uma nova reforma completa do imóvel, na Rua XV de Novembro, 95, no Centro. Além de intervenções simples, para conservar a arquitetura, o objetivo é construir um auditório e reformar o restaurante, no terceiro andar, para abertura pública. Em 7 de setembro, o imóvel fará 95 anos.

O local recebe mais de 300 mil visitantes por ano, inclusive estrangeiros, que desembarcam de navios de cruzeiros no Porto. Está sob responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura e desde 2008 é administrado pelo Instituto de Preservação e Difusão da História do Café e da Imigração (Inci), uma organização social (OS) e, portanto, sem fins lucrativos.

Há repasse de R$ 5 milhões por ano do Governo Estadual para sua manutenção, mas as demandas pretendidas exigem mais dinheiro.

Diretora-executiva do instituto desde o mês passado, Alessandra Rodrigues de Almeida explica que dois projetos foram formatados para atrair mais recursos: um direcionado a empresas e outro, para pessoas físicas. A intenção é que ambos se tornem associados do museu e recebam contrapartidas.

As mensalidades para empresários vão de R$ 200,00 (categoria bronze) a R$ 1 mil (categoria platina). Os benefícios em troca dependem do valor da contribuição.

“No caso das empresas, podemos oferecer, até, a cessão de espaço para eventos, inclusive o salão do pregão, que é nobre. Também colocar os nomes das empresas numa placa na frente do prédio e divulgar em nosso material. É uma vitrine para elas participarem de um projeto cultural, ajudando a preservar a história do café, tão importante para o Estado e para o Brasil”, diz a diretora.

Amigos do museu

Pessoas físicas também podem se associar. São duas categorias: robusta (R$ 100,00 anuais) e arábica (R$ 500,00 por ano). As contrapartidas preveem descontos na loja e na cafeteria do museu, no bonde do café e em cursos oferecidos.

Alessandra lembra da importância de colaborar. “Olhando assim, parece que está tudo bonito, mas precisamos, sim, realizar um restauro total do prédio. Já faz duas décadas do último”.

Pessoas e empresas interessadas em se associar podem entrar em contato pelo telefone 3213-1750 e, também, pelo e-mail museudocafe@museudocafe.org.br

O espaço

Inaugurado em 1998, o Museu do Café é um dos principais pontos turísticos de Santos e tem como objetivo a preservação e a divulgação da história do café no Brasil e no mundo.

Com objetos, documentos e recursos audiovisuais, a instituição mostra ao público como a evolução da cafeicultura e o desenvolvimento político, econômico e cultural do País estão ligados, desde meados do século 18 até os dias de hoje.

Instalado no palácio da antiga Bolsa Oficial de Café, inaugurado em 1922, o Museu do Café tem como destaque do acervo o salão do pregão – composto por uma mesa principal e 70 cadeiras –, onde eram realizadas as negociações que determinavam as cotações diárias das sacas de café.

Fonte original da notícia: A Tribuna




Salvador (BA) – Painéis portugueses irão passar por restauro na Igreja da Ordem Terceira

Joá Souza | Ag. A Tarde

Com sinais de deterioração pela ação do tempo, o conjunto de painéis de azulejos portugueses ao redor do claustro da Igreja da Ordem Terceira de São Francisco, localizada no Terreiro de Jesus, terá investimento de R$ 10 mil para a realização de ações emergenciais.

O recurso foi anunciado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac) da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-BA) para a obra que possui 207 anos e passou por restauro há 15 anos.

Por meio da assessoria de comunicação, o Ipac informou que deverá aguardar o parecer técnico para estabelecer que tipo de intervenção será mais apropriada para fazer a manutenção do painel, o que deverá ocorrer nos próximos dias.

Atribuída a autoria ao mestre português Valentim de Almeida, a obra encomendada durante o reinado de dom João V e distribuída por cerca de 85 metros quadrados no Centro Histórico de Salvador tem se desmanchado por causa da infiltração no templo religioso.

O conjunto arquitetônico erguido em 1587 narra o cortejo naval de partida da princesa Mariana Vitória de Bourbon e Farnésio para casar com o príncipe herdeiro dom José I; a chegada do casal real a Portugal pelo rio Tejo; a recepção popular pela capital do país; e uma Lisboa ainda com 12 arcos.

Vistoria

O tombamento do conjunto da igreja ocorreu em 1939 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que, em nota, informou que “fará uma vistoria conjunta com o Ipac no local na próxima semana para tratar das intervenções e para fazer um diagnóstico do que precisa ser realizado e priorizado”.

O instituto relatou ainda que “o bem não está contemplado no PAC Cidades Históricas”, além de esclarecer que “realiza a fiscalização do estado de conservação dos bens tombados, cabendo ao proprietário a manutenção e a conservação do imóvel”.

A última restauração foi capitaneada pela equipe da fundação portuguesa Ricardo do Espírito Santo, em um trabalho que durou três anos, de 1999 a 2002. Como a intervenção não incluiu a impermeabilização das paredes, a obra voltou a ficar ameaçada.

A Ordem se mantém com o aluguel de imóveis, doações, colaborações, venda de souvenirs e cobrança de uma taxa de visitação no valor de R$ 5. Segundo o diretor de patrimônio da irmandade, Cláudio Seixas, faltam recursos para a manutenção do templo religioso. “O trabalho de restauração não é um serviço barato. Essa igreja foi construída com a colaboração da irmandade”, informou Seixas.

Análise

Prestadora de serviço na Ordem, a arquiteta Karin Hartmann diz que, apesar de haver azulejos em toda a igreja, os que adornam o claustro são os mais afetados. “Além da infiltração, que não detectamos de onde vem, se de baixo ou de cima, eles ficam expostos no espaço aberto”, avalia.

A profissional indica algumas etapas a serem cumpridas para evitar a soltura das peças, a começar pela implantação de uma tela protetora. “Primeiro, para evitar que caiam e que se perca parte da história pouco conhecida de Lisboa, antes do terremoto que a devastou, em 1755”, explica.

Em seguida, continua, é preciso remover os azulejos, colocar placas de cimento na parede para evitar o contato das peças com a umidade, fazer o restauro e, por fim, reaplicá-los. “Há mão de obra qualificada em Salvador, mas é um processo caro. Estamos buscando obter recursos”, afirma.

Por Franco Adailton

Fonte original da notícia: A Tarde




Porto Alegre (RS) – Por trás dos tapumes: veja como estão as obras no Largo dos Açorianos e na Praça da Matriz

Há meses, dois dos pontos mais emblemáticos do Centro estão interditados para receber reparos.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Porto-alegrenses terão de esperar um pouco mais para rever uma parte da história da cidade, atualmente encoberta por tapumes, revitalizada. Em obras há meses, o monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz e o Largo dos Açorianos e ainda dependem de intervenções para serem devolvidos à comunidade. Saiba como andam os trabalhos nos dois locais:

O aspecto ainda é de abandono: o que costumava ser um espelho d’água sob a famosa Ponte de Pedra mais parece uma poça enlameada, e o gramado que o cercava se resume a alguns tufos de vegetação. Mas, pelo menos no calendário da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade (Smams), a obra de revitalização do Largo dos Açorianos já tem data para o fim: fevereiro de 2018.

Iniciados no ano passado, os trabalhos no sítio histórico foram divididos em três blocos: a primeira consistiu em melhorias no Monumento aos Açorianos, e o segundo, no restauro da Ponte de Pedra — ambas já concluídas. A última inclui a revitalização do entorno da ponte, que receberá passeios, esplanadas, piso tátil, bancos de concreto, escadarias e arquibancadas, além do preenchimento do espelho d’água, esvaziado há quase dois anos.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Aparentemente mais simples do que as outras duas fases — o restauro da ponte, por exemplo, exigiu minúcia para preservar as características antigas do monumento —, a terceira etapa tem sido a mais difícil de sair do papel. Um primeiro projeto, feito em 2015, foi descartado pela prefeitura por ser complexo demais. A ordem de início para a obra viável foi dada em outubro do ano passado, com previsão de execução em nove meses. Neste ano, porém, a nova gestão decidiu revisar os contratos, o que atrasou os trabalhos, empurrando a devolução do cartão postal para o ano que vem.

Segundo a Smams, “a necessidade de rebaixar o nível o lago no lado da ponte para resgatar a sua originalidade (deixando aparente os pilares de pedra), bem como preservar suas alvenarias, e a necessidade de manter o nível no lado do viaduto para preservar as redes de infraestrutura existentes, que passam abaixo do lago, definiu parte do projeto”. Atualmente, segundo a pasta, estão sendo realizadas a decapagem e a limpeza do fundo dos espelhos d’água, com retirada do material orgânico, além do envelopamento das redes do Dmae e CEEE, com capas de concreto. A próxima etapa será o reforço do solo.

Quando começou: janeiro de 2016
Valor: R$ 4.680.914,86 (terceira etapa)
Final previsto: fevereiro de 2018

Praça da Matriz

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Uma das obras mais emblemáticas da cidade, o monumento a Júlio de Castilhos, na Praça da Matriz, recebe, desde maio, cuidados que causariam inveja ao mais abastado dos centenários. A estátua, em bronze e granito, passou por um diagnóstico para determinar que tipo de tratamento será feito para recuperar a forma de outros tempos.

Primeira etapa da revitalização da Praça da Matriz, a análise já foi concluída, segundo o PAC Cidades Históricas. O diagnóstico identificou a existência de fissuras e partes corroídas pela ferrugem. Com exceção da figura da República, que terá de ser removida do topo do monumento, os outros problemas serão sanados no local. As intervenções devem ocorrer entre setembro e outubro, quando a equipe do francês Antoine Amarger, responsável pelo estudo, retornará a Porto Alegre para executar o restauro.

Foto: André Ávila / Agencia RBS

Enquanto as obras na estátua não começam, estão sendo realizados reparos no entorno do monumento: o piso de basalto foi substituído, e as escadarias e os guarda-corpos estão recebendo melhorias. Detalhes mais sensíveis, como a recolocação da faixa em mármore (que poderá ser substituído por granito), e a instalação de um material para prevenir rachaduras nos degraus da escadaria só serão feitos após a conclusão das intervenções na parte em bronze, que exigirão o auxílio de andaimes.

A intervenção integra a primeira etapa de obras na Praça da Matriz, que inclui também o restauro das luminárias. Os trabalhos estão sendo realizados com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio do PAC Cidades Históricas. A requalificação do restante da praça deverá ocorrer em 2018, na segunda etapa de obras.

Quando começou: maio de 2017
Valor: R$ 1,1 milhão
Final previsto: novembro de 2017

Por Bruna Vargas

Fonte original da notícia: Zero Hora




PE – Arquidiocese e IPHAN promovem seminário para analisar restauro do altar da igreja São Pedro dos Clérigos

Restauradores, arquitetos, engenheiros, historiadores, artistas, estudantes, sacerdotes e pesquisadores conceituados estiveram reunidos ao longo da quinta-feira, 13/07, na igreja de São Pedro dos Clérigos, bairro Santo Antônio, região central do Recife, para participar de um momento de intensa troca de saberes artísticos, históricos e religiosos. Promovido pela Arquidiocese de Olinda e Recife e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o seminário Diretrizes para elaboração de projetos de Restauro dos Bens Móveis e Integrados da Igreja de São Pedro dos Clérigos reuniu in loco 75 profissionais de Pernambuco, da Bahia e da Paraíba, extremamente capacitados e com expertise no tema. O objetivo do seminário é chegar a um consenso sobre a próxima etapa de restauro da igreja de São Pedro dos Clérigos: o douramento ou não, do  Altar Mor. Os chamados bens móveis e integrados são os adornos  e elementos que compõem o interior das igrejas, como peças entalhadas em madeira ou em pedra, como as sanefas, altares, tribunas e púlpitos.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) é uma instituição federal vinculada ao Ministério da Cultura, responsável por preservar, divulgar e fiscalizar os bens culturais brasileiros, além de garantir a utilização desses bens pela atual e futuras gerações. Em seu primeiro momento, o seminário contou com as seguintes palestras: Programa Iconográfico da Igreja de São Pedro dos Clérigos (ministrada pelo pesquisador Fernando Ponce de León), Bens Móveis e Integrados da Igreja de São Pedro dos Clérigos (ministrada pela restauradora Pérside Omena) e O Espaço Sagrado e sua simbologia (ministrada pelo padre Rinaldo Pereira dos Santos, presidente da Comissão de Restauro e Conservação de igrejas da Arquidiocese de Olinda e Recife).

À tarde, está previsto um debate amplo, discutindo a formulação de diretrizes para elaboração de projetos de restauro dos bens móveis e integrados da Igreja de São Pedro dos Clérigos. De acordo com Frederico Almeida, Engenheiro e Técnico do IPHAN, a expectativa é que se chegue a um consenso no final da tarde de hoje. “Para o IPHAN continuar com a restauração do acervo de bens integrados de São Pedro dos Clérigos, é necessário refletir sobre as questões conceituais, analisar as tendências da época e pensar em conjunto com a Igreja, a questão litúrgica, respeitando o contexto de criação do Altar Mor. Por isso é tão importante reunir neste seminário a comunidade técnica para juntos chegarmos a um parecer que se aproxime o máximo possível da verdade da época e do objeto artístico, destaca o Técnico do IPHAN.

Também presente ao evento, Renata Borba, Superintendente do IPHAN em Pernambuco, lembra que este seminário busca conciliar saberes, além de congregar profissionais da área de restauro de bens integrados. “Uma vez definida a opção (pelo douramento ou não, do Altar Mor), o IPHAN vai procurar a verba. Provavelmente utilizaremos recursos do PAC Cidades Históricas, a exemplo do que já ocorre em as obras de restauro tanto em Recife como em Olinda, na matriz de Santo Antônio, na igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Militares, na igreja do Bonfim e no adro do convento franciscano”, explica a Superintendente do IPHAN.

Entusiasta da iniciativa, a restauradora Débora Mendes levou a equipe de funcionários e aprendizes de sua empresa e parabenizou a arquidiocese pelo seminário, observando que a proposta primordial de toda obra de restauro e conservação é o respeito ao objeto de arte, em harmonia com o aspecto litúrgico. Débora evidenciou os diferenciais da Capela Mor da igreja de São Pedro, que possui paredes recobertas por madeira, as chamadas ilhargas (paredes laterais). O padre Rinaldo Pereira mostrou-se esperançoso de que seja possível alcançar um consenso sobre o restauro do Altar Mor, oferecendo para as futuras gerações o valor devocional ao patriarca da Igreja, especialmente em Pernambuco.

Fonte original da notícia: Arquidiocese de Olinda e Recife




Manaus (AM) – Inscrições abertas para curso livre na área de Patrimônio Cultural

Secretaria de Cultura abre inscrições para curso livre na área de Patrimônio Cultural / Divulgação

A Secretaria de Estado de Cultura informa que estão abertas as inscrições para o Curso Livre de Patrimônio Cultural de Conservação, Restauro, Registro e Salvaguarda. O curso é uma iniciativa do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura (DPH/SEC), em parceria com o Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, e acontecerá no Palacete Provincial, localizado na Praça Heliodoro Balbi (da Polícia), nos meses de julho e agosto deste ano.

O curso, que inicia na próxima quinta-feira (12), é composto por seis módulos, cujas aulas serão ministradas por renomados profissionais da área de patrimônio histórico no Amazonas: o arquiteto Humberto Barata, o historiador Pedro Mansour, a arqueóloga Tatiana Pedrosa, o antropólogo Cristian Pio Ávila e a restauradora Judeth Costa. Os módulos incluem assuntos como legislação patrimonial, elaboração de projetos de restauro, políticas públicas para patrimônio imaterial, entre outros assuntos.

Para o curso, que é gratuito, serão disponibilizadas 30 vagas e, no ato da conclusão do curso, será emitida declaração de participação para os alunos. As inscrições podem ser feitas na Gerência de Formação Cultural e Eventos do Liceu Claudio Santoro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e também pelo e-mail fc.liceu@gmail.com.

A restauradora Judeth Costa, gerente do Ateliê de Restauro da Secretaria de Estado de Cultura e também professora do curso, explica que será uma oportunidade para a população entender o trabalho que se realiza nos patrimônios histórico-culturais. “Nós queremos que os participantes se interessem, conheçam e até mesmo se capacitem dentro dessa área. Esperamos que eles possam compreender como é feito o trabalho que desempenhamos, principalmente no restauro de bens patrimoniais”, completa.

Fonte original da notícia: Amazonas +