Casarão tradicional de Cuiabá (MT) está abandonado e em ruínas

Casa de “Dona Bem Bem” era um referência na cuiabania; projeto de reforma não foi adiante.

Foto: Alair Ribeiro/MidiaNews

A chamada “Casa de Bem Bem”, na Rua Barão de Melgaço, era conhecida pelos cuiabanos como um lugar alegre e receptivo em meados dos anos 60 e 70. Porém, o tradicional casarão que chegou a sediar as festas de São Benedito, no centro da Capital, hoje está em ruínas e serve de refúgio para assaltantes e usuários de drogas.

“Dona Bem Bem” era o apelido de Constança Figueiredo Palma, uma típica cuiabana de pé rachado e muito carismática que nasceu em 1919 e morreu em 1990, aos 71 anos.

Mais nova de 13 irmãos, ela é mãe do ex-prefeito de Cuiabá Rodrigues Palma.

Nesta semana, a reportagem esteve no local e constatou que o imóvel está totalmente destelhado, com as paredes caindo. As portas estão emperradas e podres, e o quintal, uma das atrações do lugar em seus áureos tempos, está tomado por entulhos e mato.

Vizinhos do casarão relataram que, por causa do descaso, o lugar está sendo ocupado por usuários de drogas.

Um morador de rua, que é conhecido da Praça da Mandioca, estava pegando mangas no quintal quando a reportagem entrou na casa, na terça-feira (14). Também foram encontrados alguns objetos pessoais, como roupas e até mesmo uma garrafa de cerveja.

Para Constança Palma, xará e filha de “Dona Bem Bem”, o abandono do imóvel é um desrespeito com todos os cuiabanos devido à sua história. “Aquela casa já recebeu muitas pessoas importantes. Minha mãe nasceu, foi criada e morreu lá. Isso não se faz. Temos muito carinho por aquela casa”, disse muito emocionada.

A filha mais nova de “Dona Bem Bem” cresceu na casa e conta que o local era repleto de alegria. “A casa estava sempre cheia, desde pessoas importantes até aquela mais simples, porque a minha mãe era querida por todos”, relembrou.

O casarão ficou muito conhecido exatamente pela figura de “Dona Bem Bem”. “Ela foi uma mulher incrível. Tinha uma simplicidade linda e era sempre muito feliz. A minha mãe sempre foi muito solidária, atendia a todos que precisavam. Sempre dava um jeito de ajudar o outro”, relatou Constança.

A antiga proprietária relembra as grandiosas festas de São Benedito que passaram a acontecer no casarão da família. “No final dos anos 60, os festeiros pediram para minha mãe para que pudessem começar a fazerem as comemorações lá. Foram feitas umas sete festas”.

Ela conta que as festas duravam dias e traziam gente de todos os cantos da cidade. “A preparação começava um mês antes e as festividades aconteciam por três dias. Aí vinha gente da periferia, da elite, gente de todo jeito”.

“Esse lugar faz parte da memória de Cuiabá. É uma vergonha isso que está acontecendo”, protestou Constança.

O projeto de revitalização

Em 2012, a família Palma assinou um termo de comodato destinando o imóvel à Secretaria de Estado de Cultura para que fosse criado ali o Centro Cultural Nho Nho de Manduca – Casa de Bem Bem.

De acordo com o documento a que a reportagem teve acesso, a administração, manutenção e segurança da casa ficaram sob responsabilidade da Secretaria.

Constança Palma informou que o imóvel foi destinado à Secretaria porque a família não estava tendo mais condições de cuidar do espaço. “Nós doamos a casa sem receber um tostão, exatamente para conservar a casa porque a gente não estava mais conseguindo”, disse.

Contudo, Constança denunciou que o Governo não cumpriu com a sua parte no combinado. “Entregamos uma casa para o Governo e hoje está um tapera”, relatou com lágrimas nos olhos.

Ela se diz arrependida de ter feito o acordo. “Se a gente soubesse que chegaria nesse estado, jamais teria entregue a casa”, revelou.

Em 2016, a revitalização do casarão passou a fazer parte do PAC Cidades Históricas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) junto com a Prefeitura de Cuiabá.

Segundo o Iphan, o projeto foi orçado em R$ 2.150.648,25 e deveria ser executado pela empresa X Nova Fronteira Construções, que ganhou a licitação da Prefeitura.

Constança acusa os órgãos públicos de negligência. “O Governo, o Município e Iphan são incompetentes e irresponsáveis porque deixaram nesse estado. E a gente fica com cara de besta”, lamentou.

O outro lado

A assessoria da Secretaria de Estado de Cultura negou ter qualquer responsabilidade na manutenção da Casa de Bem Bem.

A Secretaria informou que, em 2012, após o termo de comodato, assinou um termo de permissão de uso de bem imóvel com o Instituto Ciranda. Segundo a assessoria, esse contrato dava permissão de uso para a realização de ações culturais por cinco anos.

Conforme a Secretaria, caberia ao Instituto Ciranda todos os custos inerentes à manutenção do imóvel e reparação de danos.

A Secretaria disse que o termo não foi renovado por conta da obra de restauração do projeto do Iphan com a Prefeitura.

Já a assessoria do Iphan passou todo o encargo das obras para a Prefeitura.

Já a Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo (SMCET) alegou que as obras de revitalização seriam de responsabilidade da empresa X Nova Fronteira.

A reportagem não conseguiu contato com a empreiteira.

Por Bianca Fujimori

Fonte original da notícia: Mídia News




Rio participa de desafio internacional para recuperar imóveis degradados

Automóvel Club do Brasil, na Lapa, está na lista de imóveis que farão parte do projeto – Domingos Peixoto / O Globo

A partir de hoje, um desafio internacional vai mobilizar Rio de Janeiro, Salvador e outras 13 metrópoles ao redor do mundo. O objetivo é desenvolver projetos em parceria com a iniciativa privada para recuperar e ocupar imóveis degradados ou terrenos subaproveitados que possam ajudar também no processo de revitalização do entorno. Chamado de Reinventing Cities, o evento é organizado pelo C-40, entidade que reúne algumas das maiores cidades do mundo na discussão de iniciativas para conter as mudanças climáticas. Na versão carioca, o Reinventar Rio elegeu nove áreas para participar do projeto. Entre os locais escolhidos, está o antigo prédio do Automóvel Club do Brasil, na Lapa, de propriedade da prefeitura. Construído em estilo neoclássico no século 18, o imóvel está vazio, sem utilização desde 2004.

A iniciativa do projeto é da prefeita de Paris, Anne Hidalgo, que preside o C-40. A proposta de Anne é que as cidades participantes desenvolvam suas versões locais para um programa que ela lançou em 2014 de revitalização de áreas subutilizadas na capital francesa. Ao todo, o programa Reinventer Paris está sendo desenvolvido em cerca de 50 áreas da cidade. Inicialmente, boa parte das intervenções ocorreram em mansões centenárias, degradadas. Uma segunda etapa, em desenvolvimento, prevê que, entre outras construções, sejam sejam reaproveitadas antigas estações desativadas do metrô de Paris:

— A proposta é que todas as metrópoles participantes realizem concursos internacionais para que arquitetos e urbanistas apresentem seus projetos. Os participantes partirão do princípio de que os projetos terão que ser ambientalmente sustentáveis ao máximo. As equipes que participarem dos concursos terão que valorizar detalhes como a implantação de telhados verdes e alternativas para que as edificações tenham baixo consumo de energia — explicou a subsecretária de Planejamento e Gestão Governamental da prefeitura, Aspásia Camargo, que coordena o projeto no Rio.

O modelo de Parceria Público-Privada para o desenvolvimento dos projetos no caso do Rio ainda está sendo definido. Os terrenos podem ser vendidos ou cedidos à iniciativa privada por um prazo. O concurso internacional será lançado em 2018. Assim como o antigo prédio do Automóvel Clube, a maioria das áreas escolhidas pela prefeitura fica no Centro. A lista inclui também terrenos: um deles, na Praça Onze, chegou a ser cedido pelo município para ser a futura sede do Tribunal Regional Eleitoral, mas o projeto não foi a frente.

Além do Rio e de Salvador, vão participar: Auckland (Nova Zelândia), Cidade do Cabo (África do Sul), Chicago, São Francisco e Houston (EUA), Lima (Peru), Madri (Espanha), Milão (Itália), Cidade do México, Oslo (Noruega), Quito (Equador) e Reykjavík (Islândia). Além da própria Paris, que participará com novas áreas.

As áreas escolhidas pela prefeitura para desafio de revitalização

Por Luiz Ernesto Magalhães

Fonte original da notícia: O Globo




Os centros têm de ganhar vida

Sem adensamento humano e econômico, os projetos de revitalização urbana têm pouca chance de sucesso.

Porto Maravilha, no Rio de Janeiro: uma recuperação de sucesso é a que atrai moradores. Rogério Reis/Pulsar Imagens/Revista Exame

Um fenômeno curioso ocorre em São Luís, a capital do Maranhão. A população cresceu mais de 20% desde o início do século, mas o coração da cidade encolheu. No centro — que abrange áreas declaradas como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco —, o número de habitantes diminuiu 10% entre os dois últimos censos.

O movimento começou nos anos 70, quando obras viárias permitiram a expansão do município para além dos limites dos rios Anil e Bacanga, que cercam a região. A transferência de secretarias e órgãos públicos para outros bairros reforçou a tendência de descentralização.

Durante o dia, a região central se mantém agitada por causa do comércio, mas à noite o movimento cai bastante por causa do baixo número de moradores. “Há investimentos na preservação do patrimônio, mas a verdadeira revitalização acontece quando há adensamento humano e econômico”, diz Gustavo Marques, secretário de Projetos Especiais da prefeitura de São Luís. Nos casarões históricos tombados e desocupados, a moda mais recente é a instalação de estacionamentos — irregulares, é claro.

Situações parecidas se observam do norte ao sul do país. Em Porto Alegre, uma área conhecida como Quarto Distrito, vizinha ao centro, já foi a mais pujante. Lá se concentrava a indústria da cidade até a metade do século passado, um tempo em que a proximidade com o Guaíba, o rio que banha a capital gaúcha, era uma vantagem — parte do transporte de mercadorias era fluvial. “A área era uma espécie de bairro-cidade, porque se achava de tudo por perto”, diz Leila Mattar, professora de arquitetura e urbanismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Com o aterramento da orla do rio na região, a desativação de uma ferrovia e a expansão de outros bairros, o Quarto Distrito perdeu importância. Hoje, o que se encontra por ali em abundância são fábricas abandonadas e obras inacabadas — a duplicação da Rua Voluntários da Pátria, um ponto de referência, prevista para a Copa do Mundo de 2014, não chegou à metade. “Uma intervenção como essa reduziria o problema viário, mas não traz moradores de volta para a região”, afirma Leila.

As áreas centrais das cidades, em geral, não deixaram de ter vida — mas muitas perderam a função habitacional. Um exemplo é o que ocorre em Salvador. Há 25 anos, a região do Pelourinho era um problema. Habitada por moradores de baixa renda, não tinha nenhum tipo de manutenção do casario antigo. Nos anos 90, o governo baiano iniciou uma restauração para atrair turistas. Estima-se que 2 000 famílias tenham sido deslocadas da região para que a reforma ocorresse. “O Pelourinho deixou de ser um bairro e virou um parque temático. Isso não tem sustentabilidade no longo prazo”, diz Armando Freire Branco, membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia.

Os programas de revitalização costumam ser caros — a transformação da área central e da zona portuária do Rio de Janeiro no chamado Porto Maravilha exigiu uma parceria público-privada de 8 bilhões de reais. A região ganhou mais espaço aberto, mais área verde e um museu com vista para o mar. Agora, espera-se que novos moradores a povoem. A previsão da prefeitura carioca é que até 2025 a área passe dos atuais 30 000 para 100 000 moradores.

Outros municípios, mesmo na penúria, se mantêm empenhados em planejar intervenções urbanas. A prefeitura de São Luís obteve um financiamento de 13,5 milhões de dólares para restaurar edifícios do centro histórico — do total, 250 000 dólares deverão ser gastos com estudos para promover a moradia na região. Em Salvador, um plano de investimento de 200 milhões de reais na zona central foi lançado em agosto. A promessa da prefeitura é direcionar o dinheiro para programas de mobilidade e de habitação, além da reforma de monumentos e edifícios.

Mas a dificuldade para colocar de pé projetos de revitalização de áreas urbanas no Brasil não ocorre somente por falta de dinheiro. Há programas de investimento em vários níveis do governo — só o PAC Cidades Históricas, um desdobramento do Programa de Aceleração do Crescimento iniciado em 2013, está destinando 1,6 bilhão de reais a obras de recuperação de edifícios e espaços públicos em 44 cidades. “Fazemos intervenções organizadas, mas elas não são acompanhadas por planos de mobilidade urbana ou programas de estímulo à residência nas regiões centrais”, diz Andrey Rosenthal Schlee, diretor de patrimônio material e fiscalização do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. “Para funcionar, um projeto de revitalização precisa estar associado a outras ações.” Infelizmente, é o que tem faltado na maioria dos casos.

Por Mariana Segala

Fonte original da notícia: Revista Exame




Restauro da Estação Férrea de Farroupilha (RS) depende de captação por leis de incentivo

CDL venceu nova licitação para obras, mas utilizará recursos próprios apenas para construção de sede própria.

Projeto envolve construção de dois prédios na área e restauro da antiga Estação Férrea. Foto: Chroma Studio /Divulgação, CDL

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Farroupilha venceu novamente a licitação para a revitalização da área da antiga Estação Férrea. O contrato será assinado pela entidade nesta quinta-feira (14). Até o final do ano, a previsão é que a sede da CDL seja transferida para um prédio que está em construção nesta região e, inicialmente, serviria provisoriamente para receber os serviços da entidade. Como o contrato da primeira licitação foi rompido, o projeto foi revisto.

A mudança na licitação, com a inclusão da possibilidade de captar recursos por meio de leis de incentivo à cultura dos governos federal e estadual, fez com que a CDL se interessasse no processo e apresentasse a proposta vencedora. Além da sede que terá investimento de R$ 200 mil com recursos próprios da entidade, está previsto outro prédio com dois andares destinado a atividades culturais e o restauro da antiga Estação Férrea. O custo avaliado é de R$ 3 milhões.

Conforme o presidente da CDL, Jones Paviani, a União já autorizou a captação de R$ 2 milhões. Com o novo contrato em mãos, a ideia é buscar o Estado para garantir o restante e, então, iniciar o contato com as empresas que podem destinar parte dos impostos. Com a revitalização, a antiga Estação receberá um bistrô, uma biblioteca, um centro de informações e um centro de memórias. Esta primeira etapa contempla também o paisagismo do entorno, com cercamento e instalação de bancos e lixeiras, por exemplo.

A segunda fase, orçada em R$ 2 milhões, envolve a reforma de um pavilhão que fica atrás da Estação Férrea, onde ocorrem feiras do agricultor. A ideia é transformar o ponto em um centro de eventos.

Localizada na região central de Farroupilha, a área é ponto de drogadição e prostituição, especialmente à noite. Paviani avalia que com o início da ocupação do espaço pela CDL, essa característica mudará:

– Mesmo que a reforma completa não ocorra agora, nós vamos tentar melhorar lá.

O primeiro contrato entre a prefeitura e a CDL para revitalização da área foi assinado em 2015 com previsão de início de obras ainda naquele ano, mas o trabalho não avançou por causa de mudanças na diretoria da entidade e revisão do projeto.

Por Flávia Noal

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




Salvador (BA) – Donos de imóveis terão descontos para fazer reforma no Centro Histórico

Mais de R$ 28 milhões serão investidos em incentivos, além dos R$ 200 milhões já previstos para a realização do quarto eixo do programa Salvador 360.

Evento de lançamento do programa Salvador 360 Centro Histórico, no Fera Palace Hotel. Foto: Betto Jr./Correio

Proprietários de imóveis que estão em situação precária, no Centro Histórico de Salvador, terão um incentivo a mais para fazer a reforma dos prédios e casarões. Nesta segunda-feira (21), a prefeitura anunciou que dará isenção e descontos de impostos para quem fizer a recuperação das estruturas e dar uma funcionalidade aos espaços. A ação faz parte do quarto eixo do programa Salvador 360, lançado pelo prefeito ACM Neto, que anunciou mais R$ 28 milhões em incentivos, além dos R$ 200 milhões já previstos para a realização do programa na área da cidade.

“É o projeto mais completo já realizado pelo poder público municipal para o Centro Histórico. O objetivo principal é garantir uma revitalização consistente, com a presença não só de um comércio pulsante e uma vida econômica ativa, mas também de órgãos públicos e novas habitações, e toda uma condição de mobilidade e urbanização que vão projetar o futuro da região”, afirmou Neto, durante o lançamento no Fera Palace Hotel, na Rua Chile.

Segundo o secretário municipal de Turismo (Secult), Claudio Tinoco, atualmente existem cerca de 500 imóveis nessa situação no Centro Histórico e arredores. As ações de incentivo fiscal serão dividas em duas fases, com isenção de impostos como ISS (serviço), IPTU (propriedade de imóvel) e ITIV (transferência de imóvel).

Segundo ele, isso já representa “um impacto muito significativo porque é a isenção total”. “Depois que a obra for concluída, eles terão descontos nesses impostos”, completa o secretário.

Repercussão
Quem frequenta o local ficou feliz com a notícia. A fisioterapeuta Aline Camargo, 31 anos, acredita que as reformas são uma necessidade urgente. “São muitos casarões lindos e importantes historicamente, mas que estão abandonados, se perdendo no tempo e oferecendo risco de desabar. É preciso que alguém olhe mesmo para essas questões”, opina.

Para o comerciante da Praça da Sé Akin Olabode, 32, que deixou a Nigéria há dois anos para morar na Bahia, as ações também são necessárias. “Muita coisa já foi feita, mas ainda precisa melhorar. Salvador é uma cidade linda e quanto mais linda ficar, mais clientes teremos”, prevê.

Confira um vídeo divulgado pela prefeitura que explica outros detalhes e projetos do eixo Centro Histórico:

Outros eixos
Três eixos do Salvador 360 já foram lançados este ano. Em maio, foi lançado o Salvador Simplifica, que tem como objetivo reestruturar o modelo atual de licenciamento e abertura de empresas, obras e publicidade, promovendo facilidades no atendimento aos cidadãos. Em junho, a prefeitura lançou o Salvador Negócios, que é destinado ao estímulo para atração de empresas, através de incentivos fiscais e treinamento de mão de obra qualificada, entre outros pontos.

Em julho, foi a vez do Salvador Investe, destinado aos investimentos públicos, que alcança o montante de R$ 3 milhões. Parte do valor a ser investido será captada por meio de concessões e parcerias público-privada (PPPs).

Por Gil Santos

Fonte original da notícia: Correio – Bahia




Antiga Metalúrgica Abramo Eberle é revitalizada em Caxias do Sul (RS)

Foto: Júlio Soares/Divulgação/JC

O conjunto de edificações da antiga Metalúrgica Abramo Eberle, localizado no Centro de Caxias do Sul, foi completamente reformado. Agora, o complexo, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e adquirido em 2012 pela GCI Investimentos, será entregue à comunidade de Caxias do Sul.

Parte da área já está ocupada por diversas lojas, cursos e faculdades. A previsão de conclusão é até dezembro deste ano.

Para finalizar a revitalização, é preciso concluir as obras das calçadas das ruas Borges e Sinimbu e os pátios internos e restaurar a casa onde funcionava a mecânica da metalúrgica, além de iluminação de fachadas. Até o momento, foram investidos R$ 40 milhões na aquisição e reconstrução da área de 20 mil metros quadrados.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




PE – A renovação do Bairro do Recife

Localidade transformou-se em um canteiro de obras, com vários prédios antigos em reforma, dando nova esperança de revitalização do espaço.

Foto: Henrique Genecy

Um ar de renovação parece emanar do Bairro do Recife. Pelo menos é o que demonstra a quantidade de prédios antigos atualmente em reforma no local. Após cerca de três décadas de discussões e projetos que almejavam uma total revitalização, o bairro, aos poucos, começa a ganhar uma nova cara, abraçando novas finalidades em que o velho e o novo se encontram.

Basta um passeio rápido pela avenida Marquês de Olinda e pelas ruas Mariz e Barros, Vigário Tenório e Madre de Deus para constatar um verdadeiro canteiro de obras. Do edifício rosa da Excelsior, já reformado e reativado, na esquina sudoeste da Mariz com a Marquês, passando pelo prédio branco em obras no mesmo cruzamento, no vértice noroeste, o edifício amarelo claro, também em obras, na Vigário com Mariz, e o amarelo escuro na Marquês com Madre até o interminável Chantecler, que compreende o quarteirão da Madre com a Marquês e o o Cais da Alfândega. Processos de restauração que dão uma nova esperança de revitalização do espaço.

Por lei, toda a área do Bairro do Recife é protegida desde 1980, quando o município legislou pela primeira vez sobre o assunto, tomando como base o Plano de Proteção dos Sítios Históricos, instituído um ano antes. A partir de então, outras regras, como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (1996) e o Plano Específico de Revitalização (1997), garantiram a preservação do patrimônio histórico – tornando a região uma Zona Especial de Proteção do Patrimônio Histórico-Cultural (ZEPH) – e incentivaram sua revitalização, estimulando seu uso.

Reflexo de mudanças de pensamento sobre o valor histórico ocorrido a partir justamente dos anos 1980, esse novo conceito rompeu com a tendência que imperou até a década anterior, que via o antigo patrimônio como uma velharia descartável de um país em desenvolvimento, herança de iniciativas que não deram certo.

Para o arquiteto, urbanista e mestre em desenvolvimento urbano Milton Botler, a atual fase do processo de revitalização tem um agente estimulador protagonista: o Porto Digital. Fundado em 2000, o parque tecnológico, um dos principais do País, vem contribuindo significativamente para a requalificação urbanística, imobiliária e de recuperação do patrimônio local incentivando, inclusive, outros ramos de negócios.

“O Porto Digital trouxe essas empresas de perfil tecnológico. Hoje falta espaço. A Microsoft saiu de lá porque não tinha prédios para absorvê-la”, exemplifica Botler. “É um bom momento, olhando essa crise toda”, observa.

Tentativas
Nessas três últimas décadas, várias estratégias tentaram erguer o Bairro do Recife, como se fossem projetos-piloto, mas sem continuidade, como a criação de polos de entretenimento nas ruas do Bom Jesus e da Moeda. O primeiro nem existe mais. Para o Milton Botler, a ideia das áreas de animação acabou entrando em conflito com os demais fins imobiliários do local. “O Porto Digital de fato conseguiu dar uma ocupação ao bairro”, enfatiza.

Para o arquiteto, a revitalização pode ser ainda melhor implementada com a mudança do padrão de mobilidade, a destinação de imóveis para habitação e a inclusão social, no caso específico da comunidade do Pilar, localizada na parte norte da ilha, que até o momento não participa efetivamente da nova economia do bairro.

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




São Francisco do Sul (SC) – Museu Nacional do Mar reabre após obras e revitalização

No dia 20 de julho, o Museu Nacional do Mar (SC) será reaberto ao público após mais uma etapa importante das reformas emergenciais realizadas na Ala do Mar, que abriga as salas do Artesanato e Modelismo, da Navegação, das Canoas e a Biblioteca Kelvin Palmer Rothier Duarte. Além delas, a Sala Amyr Klink, situada em outra ala do complexo, também reabre para visitação após ser totalmente revitalizada.

Desde março deste ano, o Museu passou por um intenso processo de reparos, resultado de esforços e investimentos conjuntos entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Catarinese de Cultura (FCC). O Iphan disponibilizou R$400 mil, recurso que é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta com a empresa Terlogs, de São Francisco do Sul. Outros R$450 mil foram disponibilizados do orçamento da FCC disponibilizou, destinados para as obras emergenciais no telhado e infraestrutura.

Museu Nacional do Mar
Localizado em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, o museu valoriza a arte e o conhecimento dos homens que vivem no mar, preservando embarcações originais de todo o país, além de alguns dos mais expressivos barcos tradicionais em todo o mundo, como jangadas, saveiros, canoas, cúteres, botes, traineiras e baleeiras. Seu acervo está exposto em 15 salas temáticas, que ocupam os dois extensos conjuntos de galpões da antiga empresa Hoepcke. Em algumas salas, foram montados dioramas – espécie de representação cênica onde podem ser observados o uso daquelas embarcações e o modo como os homens desempenhavam uma determinada atividade, como a pesca da baleia, por exemplo.

O Museu do Mar destaca-se por seu valor e importância na preservação da memória do patrimônio naval e da cultura marinha e ribeirinha brasileira. Fundado no início da década de 1990 e instalado nos antigos galpões da Companhia Hoepcke, o Museu reúne a história do patrimônio naval brasileiro, preservando-o e inserindo-o como fator de valorização dos contextos navais tradicionais do Brasil. Seu acervo é composto, atualmente, por 81 embarcações em tamanho natural, 104 modelos navais, 102 peças de artesanato, cerca de 200 peças de modelismo e artesanato naval, três maquetes diorama, oito equipamentos e acervo documental e bibliográfico da Biblioteca Kelvin Duarte, formada por mais de dois mil volumes, incluindo obras raras, fotografias, desenhos, cartas náuticas, manuscritos, croquis e outros registros inéditos sobre o patrimônio naval brasileiro e do mundo. Em 2017, o acervo da biblioteca foi disponibilizado em formato digital por meio do Portal Barcos do Brasil.

Serviço:
Cerimônia de entrega das obras de Reforma e Revitalização do Museu Nacional do Mar
Data: 20 de julho de 2017, às 15h30
Local: Museu Nacional do Mar, no Hall, Sala da Navegação – Rua Manoel Lourenço de Andrade, nº 133, Centro, São Francisco do Sul/SC

Fonte original da notícia: IPHAN




Prefeitura de Araxá (MG) planeja revitalização do Museu Dona Beja e da Fundação Cultural Calmon Barreto

Empresa de Belo Horizonte foi contratada para fazer trabalho nos principais patrimônios da cidade. Investimento é de R$ 258 mil e prazos para conclusão não foram divulgados.

Os projetos seguem normas do IEPHA e do IPHAN. Foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação

A Prefeitura de Araxá contratou uma empresa de Belo Horizonte para planejar a revitalização e restauração do prédio da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) e do Museu Histórico de Araxá, Dona Beja.

O orçamento previsto para a elaboração dos projetos é de R$ 120 mil para as melhorias, restaurações e reformas que serão efetuadas na FCCB e R$ 138 mil relacionados à restauração e revitalização do Museu Dona Beja.

Os projetos seguem normas do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Os projetos serão assinados pela arquiteta Zenóbia Vanda Gryzbowaki (Zica), de uma empresa especializada em prestação de serviços de restauração de bens culturais e naturais nas áreas de arqueologia, arquitetura, bens móveis e artes aplicadas, engenharia, espeleologia, história, museologia, museologia, paisagismo e urbanismo.

Após visita técnica à fundação, a arquiteta assinou um parecer técnico, onde afirma que “é necessária uma revitalização da edificação e também a criação de infraestrutura para realização de eventos na sua área externa”, conforme documento.

Alguns componentes que precisam fazer parte do projeto foram apontados, como acessibilidade, pisos de madeira, ladrilhos e cimentado revisados, revisão na cobertura para conter vestígios de águas pluviais, revisão e recuperação dos forros de madeira e das esquadrias, pintura das alvenarias e dos elementos em madeira e reparos também em equipamentos elétricos e instalações hidráulicas.

Já para o Museu Dona Beja, Zica também se manifestou sobre os itens que seriam necessários para constar no projeto de restauração e revitalização do local, como revisão nos forros de madeira, esquadrias e escadas, infiltrações, equipamentos elétricos, reparação das instalações hidráulicas e também acessibilidade.

“Podemos concluir que se faz necessária uma revitalização do Museu Dona Beja como um todo, na forma de mostrar a sua importância para a cidade e região, e consequentemente, atiçar a curiosidade da população e do turismo em geral,” afirmou.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




PGE planeja ação para revitalização de imóveis no Centro Histórico de São Luís (MA)

São Luís tem cerca de 4.000 imóveis tombados como patrimônio histórico da União (desde 1955) e do governo do Estado (desde 1986).

São Luís (Maranhão. Divulgação/Internet

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) articula com o Ministério Público Estadual (MP) e órgãos municipais e estaduais que atuam na área da preservação do patrimônio histórico, um termo de cooperação para assegurar que os imóveis da área tombada pelo patrimônio histórico estadual em São Luís, sejam recuperados pelos proprietários.

“Buscaremos reverter essa situação de abandono que se encontram esses imóveis no Centro Histórico de São Luís. É obrigação do proprietário fazer a recuperação dos sobrados, solares e casas térreas”, disse Rodrigo Maia, Procurador-Geral do Estado.

São Luís tem cerca de 4.000 imóveis tombados como patrimônio histórico da União (desde 1955) e do governo do Estado (desde 1986). São casarões coloniais dos séculos 18 e 19, exemplares da arquitetura portuguesa.

O intuito do procurador-geral Rodrigo Maia é evitar que o Governo do Estado seja responsabilizado solidariamente pela deterioração do patrimônio edificado na área de tombamento do governo estadual, que vai do entorno da Praça Deodoro (Centro) até o bairro da Praia Grande. “Estamos atuando de forma proativa. Nosso papel é de ter uma atuação proativa. Temos que prevenir o litígio”, afirmou Maia.

Parcerias

Rodrigo Maia já reuniu com o promotor Fernando Barreto Júnior, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, as diretrizes do termo de cooperação entre a PGE e o MP. “Estamos discutindo as linhas da cooperação técnica com o MP. Numa primeira reunião, já definimos que compartilharemos informações e recursos humanos”, explicou Maia.

Além do MP, Rodrigo Maia já conversou com o Aquiles Andrade, presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph). “Tive uma boa reunião com Aquiles Andrade, sobre esse processo de revitalização no Centro Histórico. A Fumph fornecerá uma lista atualizada dos imóveis com risco de arruinamento”, contou Maia.

Sobre os prédios que correm o risco de desmoronamento, o Procurador Geral do Estado afirmou que já oficiou a Defesa Civil Municipal e a Estadual para ter um quadro preciso dos imóveis que podem desabar. “Temos uma preocupação com as pessoas, com a famílias que vivem no entorno, na vizinhança desses prédios que podem ruir. Temos que cuidar da segurança das pessoas”, ponderou Maia.

Na agenda do chefe da PGE, também estão agendadas reuniões de trabalho com os secretários estadual de Cultura, Diego Galdino e com o municipal Marlon Botão. “As secretarias de Cultura são parceiras fundamentais. A Secma, por exemplo, é uma parceira importante dessa iniciativa, pois a ela está vinculado o Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Paisagístico”, destacou Maia.

Uma das medidas já debatidas pela PGE e os órgãos que atuem na proteção ao patrimônio histórico é acionar os proprietários dos imóveis que estão em risco de arruinamento para que recuperem integralmente os prédios. Uma outra medida, é executar judicialmente os donos de casarões e solares que se recusarem ou não realizarem a recuperação dos imóveis.

Fonte original da notícia: Jornal Pequeno