Restauro da Estação Férrea de Farroupilha (RS) depende de captação por leis de incentivo

CDL venceu nova licitação para obras, mas utilizará recursos próprios apenas para construção de sede própria.

Projeto envolve construção de dois prédios na área e restauro da antiga Estação Férrea. Foto: Chroma Studio /Divulgação, CDL

A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Farroupilha venceu novamente a licitação para a revitalização da área da antiga Estação Férrea. O contrato será assinado pela entidade nesta quinta-feira (14). Até o final do ano, a previsão é que a sede da CDL seja transferida para um prédio que está em construção nesta região e, inicialmente, serviria provisoriamente para receber os serviços da entidade. Como o contrato da primeira licitação foi rompido, o projeto foi revisto.

A mudança na licitação, com a inclusão da possibilidade de captar recursos por meio de leis de incentivo à cultura dos governos federal e estadual, fez com que a CDL se interessasse no processo e apresentasse a proposta vencedora. Além da sede que terá investimento de R$ 200 mil com recursos próprios da entidade, está previsto outro prédio com dois andares destinado a atividades culturais e o restauro da antiga Estação Férrea. O custo avaliado é de R$ 3 milhões.

Conforme o presidente da CDL, Jones Paviani, a União já autorizou a captação de R$ 2 milhões. Com o novo contrato em mãos, a ideia é buscar o Estado para garantir o restante e, então, iniciar o contato com as empresas que podem destinar parte dos impostos. Com a revitalização, a antiga Estação receberá um bistrô, uma biblioteca, um centro de informações e um centro de memórias. Esta primeira etapa contempla também o paisagismo do entorno, com cercamento e instalação de bancos e lixeiras, por exemplo.

A segunda fase, orçada em R$ 2 milhões, envolve a reforma de um pavilhão que fica atrás da Estação Férrea, onde ocorrem feiras do agricultor. A ideia é transformar o ponto em um centro de eventos.

Localizada na região central de Farroupilha, a área é ponto de drogadição e prostituição, especialmente à noite. Paviani avalia que com o início da ocupação do espaço pela CDL, essa característica mudará:

– Mesmo que a reforma completa não ocorra agora, nós vamos tentar melhorar lá.

O primeiro contrato entre a prefeitura e a CDL para revitalização da área foi assinado em 2015 com previsão de início de obras ainda naquele ano, mas o trabalho não avançou por causa de mudanças na diretoria da entidade e revisão do projeto.

Por Flávia Noal

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




Salvador (BA) – Donos de imóveis terão descontos para fazer reforma no Centro Histórico

Mais de R$ 28 milhões serão investidos em incentivos, além dos R$ 200 milhões já previstos para a realização do quarto eixo do programa Salvador 360.

Evento de lançamento do programa Salvador 360 Centro Histórico, no Fera Palace Hotel. Foto: Betto Jr./Correio

Proprietários de imóveis que estão em situação precária, no Centro Histórico de Salvador, terão um incentivo a mais para fazer a reforma dos prédios e casarões. Nesta segunda-feira (21), a prefeitura anunciou que dará isenção e descontos de impostos para quem fizer a recuperação das estruturas e dar uma funcionalidade aos espaços. A ação faz parte do quarto eixo do programa Salvador 360, lançado pelo prefeito ACM Neto, que anunciou mais R$ 28 milhões em incentivos, além dos R$ 200 milhões já previstos para a realização do programa na área da cidade.

“É o projeto mais completo já realizado pelo poder público municipal para o Centro Histórico. O objetivo principal é garantir uma revitalização consistente, com a presença não só de um comércio pulsante e uma vida econômica ativa, mas também de órgãos públicos e novas habitações, e toda uma condição de mobilidade e urbanização que vão projetar o futuro da região”, afirmou Neto, durante o lançamento no Fera Palace Hotel, na Rua Chile.

Segundo o secretário municipal de Turismo (Secult), Claudio Tinoco, atualmente existem cerca de 500 imóveis nessa situação no Centro Histórico e arredores. As ações de incentivo fiscal serão dividas em duas fases, com isenção de impostos como ISS (serviço), IPTU (propriedade de imóvel) e ITIV (transferência de imóvel).

Segundo ele, isso já representa “um impacto muito significativo porque é a isenção total”. “Depois que a obra for concluída, eles terão descontos nesses impostos”, completa o secretário.

Repercussão
Quem frequenta o local ficou feliz com a notícia. A fisioterapeuta Aline Camargo, 31 anos, acredita que as reformas são uma necessidade urgente. “São muitos casarões lindos e importantes historicamente, mas que estão abandonados, se perdendo no tempo e oferecendo risco de desabar. É preciso que alguém olhe mesmo para essas questões”, opina.

Para o comerciante da Praça da Sé Akin Olabode, 32, que deixou a Nigéria há dois anos para morar na Bahia, as ações também são necessárias. “Muita coisa já foi feita, mas ainda precisa melhorar. Salvador é uma cidade linda e quanto mais linda ficar, mais clientes teremos”, prevê.

Confira um vídeo divulgado pela prefeitura que explica outros detalhes e projetos do eixo Centro Histórico:

Outros eixos
Três eixos do Salvador 360 já foram lançados este ano. Em maio, foi lançado o Salvador Simplifica, que tem como objetivo reestruturar o modelo atual de licenciamento e abertura de empresas, obras e publicidade, promovendo facilidades no atendimento aos cidadãos. Em junho, a prefeitura lançou o Salvador Negócios, que é destinado ao estímulo para atração de empresas, através de incentivos fiscais e treinamento de mão de obra qualificada, entre outros pontos.

Em julho, foi a vez do Salvador Investe, destinado aos investimentos públicos, que alcança o montante de R$ 3 milhões. Parte do valor a ser investido será captada por meio de concessões e parcerias público-privada (PPPs).

Por Gil Santos

Fonte original da notícia: Correio – Bahia




Antiga Metalúrgica Abramo Eberle é revitalizada em Caxias do Sul (RS)

Foto: Júlio Soares/Divulgação/JC

O conjunto de edificações da antiga Metalúrgica Abramo Eberle, localizado no Centro de Caxias do Sul, foi completamente reformado. Agora, o complexo, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e adquirido em 2012 pela GCI Investimentos, será entregue à comunidade de Caxias do Sul.

Parte da área já está ocupada por diversas lojas, cursos e faculdades. A previsão de conclusão é até dezembro deste ano.

Para finalizar a revitalização, é preciso concluir as obras das calçadas das ruas Borges e Sinimbu e os pátios internos e restaurar a casa onde funcionava a mecânica da metalúrgica, além de iluminação de fachadas. Até o momento, foram investidos R$ 40 milhões na aquisição e reconstrução da área de 20 mil metros quadrados.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




PE – A renovação do Bairro do Recife

Localidade transformou-se em um canteiro de obras, com vários prédios antigos em reforma, dando nova esperança de revitalização do espaço.

Foto: Henrique Genecy

Um ar de renovação parece emanar do Bairro do Recife. Pelo menos é o que demonstra a quantidade de prédios antigos atualmente em reforma no local. Após cerca de três décadas de discussões e projetos que almejavam uma total revitalização, o bairro, aos poucos, começa a ganhar uma nova cara, abraçando novas finalidades em que o velho e o novo se encontram.

Basta um passeio rápido pela avenida Marquês de Olinda e pelas ruas Mariz e Barros, Vigário Tenório e Madre de Deus para constatar um verdadeiro canteiro de obras. Do edifício rosa da Excelsior, já reformado e reativado, na esquina sudoeste da Mariz com a Marquês, passando pelo prédio branco em obras no mesmo cruzamento, no vértice noroeste, o edifício amarelo claro, também em obras, na Vigário com Mariz, e o amarelo escuro na Marquês com Madre até o interminável Chantecler, que compreende o quarteirão da Madre com a Marquês e o o Cais da Alfândega. Processos de restauração que dão uma nova esperança de revitalização do espaço.

Por lei, toda a área do Bairro do Recife é protegida desde 1980, quando o município legislou pela primeira vez sobre o assunto, tomando como base o Plano de Proteção dos Sítios Históricos, instituído um ano antes. A partir de então, outras regras, como a Lei de Uso e Ocupação do Solo (1996) e o Plano Específico de Revitalização (1997), garantiram a preservação do patrimônio histórico – tornando a região uma Zona Especial de Proteção do Patrimônio Histórico-Cultural (ZEPH) – e incentivaram sua revitalização, estimulando seu uso.

Reflexo de mudanças de pensamento sobre o valor histórico ocorrido a partir justamente dos anos 1980, esse novo conceito rompeu com a tendência que imperou até a década anterior, que via o antigo patrimônio como uma velharia descartável de um país em desenvolvimento, herança de iniciativas que não deram certo.

Para o arquiteto, urbanista e mestre em desenvolvimento urbano Milton Botler, a atual fase do processo de revitalização tem um agente estimulador protagonista: o Porto Digital. Fundado em 2000, o parque tecnológico, um dos principais do País, vem contribuindo significativamente para a requalificação urbanística, imobiliária e de recuperação do patrimônio local incentivando, inclusive, outros ramos de negócios.

“O Porto Digital trouxe essas empresas de perfil tecnológico. Hoje falta espaço. A Microsoft saiu de lá porque não tinha prédios para absorvê-la”, exemplifica Botler. “É um bom momento, olhando essa crise toda”, observa.

Tentativas
Nessas três últimas décadas, várias estratégias tentaram erguer o Bairro do Recife, como se fossem projetos-piloto, mas sem continuidade, como a criação de polos de entretenimento nas ruas do Bom Jesus e da Moeda. O primeiro nem existe mais. Para o Milton Botler, a ideia das áreas de animação acabou entrando em conflito com os demais fins imobiliários do local. “O Porto Digital de fato conseguiu dar uma ocupação ao bairro”, enfatiza.

Para o arquiteto, a revitalização pode ser ainda melhor implementada com a mudança do padrão de mobilidade, a destinação de imóveis para habitação e a inclusão social, no caso específico da comunidade do Pilar, localizada na parte norte da ilha, que até o momento não participa efetivamente da nova economia do bairro.

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




São Francisco do Sul (SC) – Museu Nacional do Mar reabre após obras e revitalização

No dia 20 de julho, o Museu Nacional do Mar (SC) será reaberto ao público após mais uma etapa importante das reformas emergenciais realizadas na Ala do Mar, que abriga as salas do Artesanato e Modelismo, da Navegação, das Canoas e a Biblioteca Kelvin Palmer Rothier Duarte. Além delas, a Sala Amyr Klink, situada em outra ala do complexo, também reabre para visitação após ser totalmente revitalizada.

Desde março deste ano, o Museu passou por um intenso processo de reparos, resultado de esforços e investimentos conjuntos entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Catarinese de Cultura (FCC). O Iphan disponibilizou R$400 mil, recurso que é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta com a empresa Terlogs, de São Francisco do Sul. Outros R$450 mil foram disponibilizados do orçamento da FCC disponibilizou, destinados para as obras emergenciais no telhado e infraestrutura.

Museu Nacional do Mar
Localizado em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, o museu valoriza a arte e o conhecimento dos homens que vivem no mar, preservando embarcações originais de todo o país, além de alguns dos mais expressivos barcos tradicionais em todo o mundo, como jangadas, saveiros, canoas, cúteres, botes, traineiras e baleeiras. Seu acervo está exposto em 15 salas temáticas, que ocupam os dois extensos conjuntos de galpões da antiga empresa Hoepcke. Em algumas salas, foram montados dioramas – espécie de representação cênica onde podem ser observados o uso daquelas embarcações e o modo como os homens desempenhavam uma determinada atividade, como a pesca da baleia, por exemplo.

O Museu do Mar destaca-se por seu valor e importância na preservação da memória do patrimônio naval e da cultura marinha e ribeirinha brasileira. Fundado no início da década de 1990 e instalado nos antigos galpões da Companhia Hoepcke, o Museu reúne a história do patrimônio naval brasileiro, preservando-o e inserindo-o como fator de valorização dos contextos navais tradicionais do Brasil. Seu acervo é composto, atualmente, por 81 embarcações em tamanho natural, 104 modelos navais, 102 peças de artesanato, cerca de 200 peças de modelismo e artesanato naval, três maquetes diorama, oito equipamentos e acervo documental e bibliográfico da Biblioteca Kelvin Duarte, formada por mais de dois mil volumes, incluindo obras raras, fotografias, desenhos, cartas náuticas, manuscritos, croquis e outros registros inéditos sobre o patrimônio naval brasileiro e do mundo. Em 2017, o acervo da biblioteca foi disponibilizado em formato digital por meio do Portal Barcos do Brasil.

Serviço:
Cerimônia de entrega das obras de Reforma e Revitalização do Museu Nacional do Mar
Data: 20 de julho de 2017, às 15h30
Local: Museu Nacional do Mar, no Hall, Sala da Navegação – Rua Manoel Lourenço de Andrade, nº 133, Centro, São Francisco do Sul/SC

Fonte original da notícia: IPHAN




Prefeitura de Araxá (MG) planeja revitalização do Museu Dona Beja e da Fundação Cultural Calmon Barreto

Empresa de Belo Horizonte foi contratada para fazer trabalho nos principais patrimônios da cidade. Investimento é de R$ 258 mil e prazos para conclusão não foram divulgados.

Os projetos seguem normas do IEPHA e do IPHAN. Foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação

A Prefeitura de Araxá contratou uma empresa de Belo Horizonte para planejar a revitalização e restauração do prédio da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) e do Museu Histórico de Araxá, Dona Beja.

O orçamento previsto para a elaboração dos projetos é de R$ 120 mil para as melhorias, restaurações e reformas que serão efetuadas na FCCB e R$ 138 mil relacionados à restauração e revitalização do Museu Dona Beja.

Os projetos seguem normas do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Os projetos serão assinados pela arquiteta Zenóbia Vanda Gryzbowaki (Zica), de uma empresa especializada em prestação de serviços de restauração de bens culturais e naturais nas áreas de arqueologia, arquitetura, bens móveis e artes aplicadas, engenharia, espeleologia, história, museologia, museologia, paisagismo e urbanismo.

Após visita técnica à fundação, a arquiteta assinou um parecer técnico, onde afirma que “é necessária uma revitalização da edificação e também a criação de infraestrutura para realização de eventos na sua área externa”, conforme documento.

Alguns componentes que precisam fazer parte do projeto foram apontados, como acessibilidade, pisos de madeira, ladrilhos e cimentado revisados, revisão na cobertura para conter vestígios de águas pluviais, revisão e recuperação dos forros de madeira e das esquadrias, pintura das alvenarias e dos elementos em madeira e reparos também em equipamentos elétricos e instalações hidráulicas.

Já para o Museu Dona Beja, Zica também se manifestou sobre os itens que seriam necessários para constar no projeto de restauração e revitalização do local, como revisão nos forros de madeira, esquadrias e escadas, infiltrações, equipamentos elétricos, reparação das instalações hidráulicas e também acessibilidade.

“Podemos concluir que se faz necessária uma revitalização do Museu Dona Beja como um todo, na forma de mostrar a sua importância para a cidade e região, e consequentemente, atiçar a curiosidade da população e do turismo em geral,” afirmou.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




PGE planeja ação para revitalização de imóveis no Centro Histórico de São Luís (MA)

São Luís tem cerca de 4.000 imóveis tombados como patrimônio histórico da União (desde 1955) e do governo do Estado (desde 1986).

São Luís (Maranhão. Divulgação/Internet

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) articula com o Ministério Público Estadual (MP) e órgãos municipais e estaduais que atuam na área da preservação do patrimônio histórico, um termo de cooperação para assegurar que os imóveis da área tombada pelo patrimônio histórico estadual em São Luís, sejam recuperados pelos proprietários.

“Buscaremos reverter essa situação de abandono que se encontram esses imóveis no Centro Histórico de São Luís. É obrigação do proprietário fazer a recuperação dos sobrados, solares e casas térreas”, disse Rodrigo Maia, Procurador-Geral do Estado.

São Luís tem cerca de 4.000 imóveis tombados como patrimônio histórico da União (desde 1955) e do governo do Estado (desde 1986). São casarões coloniais dos séculos 18 e 19, exemplares da arquitetura portuguesa.

O intuito do procurador-geral Rodrigo Maia é evitar que o Governo do Estado seja responsabilizado solidariamente pela deterioração do patrimônio edificado na área de tombamento do governo estadual, que vai do entorno da Praça Deodoro (Centro) até o bairro da Praia Grande. “Estamos atuando de forma proativa. Nosso papel é de ter uma atuação proativa. Temos que prevenir o litígio”, afirmou Maia.

Parcerias

Rodrigo Maia já reuniu com o promotor Fernando Barreto Júnior, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, as diretrizes do termo de cooperação entre a PGE e o MP. “Estamos discutindo as linhas da cooperação técnica com o MP. Numa primeira reunião, já definimos que compartilharemos informações e recursos humanos”, explicou Maia.

Além do MP, Rodrigo Maia já conversou com o Aquiles Andrade, presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph). “Tive uma boa reunião com Aquiles Andrade, sobre esse processo de revitalização no Centro Histórico. A Fumph fornecerá uma lista atualizada dos imóveis com risco de arruinamento”, contou Maia.

Sobre os prédios que correm o risco de desmoronamento, o Procurador Geral do Estado afirmou que já oficiou a Defesa Civil Municipal e a Estadual para ter um quadro preciso dos imóveis que podem desabar. “Temos uma preocupação com as pessoas, com a famílias que vivem no entorno, na vizinhança desses prédios que podem ruir. Temos que cuidar da segurança das pessoas”, ponderou Maia.

Na agenda do chefe da PGE, também estão agendadas reuniões de trabalho com os secretários estadual de Cultura, Diego Galdino e com o municipal Marlon Botão. “As secretarias de Cultura são parceiras fundamentais. A Secma, por exemplo, é uma parceira importante dessa iniciativa, pois a ela está vinculado o Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Paisagístico”, destacou Maia.

Uma das medidas já debatidas pela PGE e os órgãos que atuem na proteção ao patrimônio histórico é acionar os proprietários dos imóveis que estão em risco de arruinamento para que recuperem integralmente os prédios. Uma outra medida, é executar judicialmente os donos de casarões e solares que se recusarem ou não realizarem a recuperação dos imóveis.

Fonte original da notícia: Jornal Pequeno




Criciúma (SC) – Revitalização do Centro Cultural Jorge Zanatta orçada em R$ 1,4 milhão

O Centro Cultural Jorge Zanatta passou por uma vistoria nesta quinta-feira, dia 22, e o orçamento final estimado para a reforma do prédio foi de cerca de R$ 1,4 milhão. Sob responsabilidade da Prefeitura de Criciúma e do Governo Federal, a estrutura histórica será restaurada.

O prefeito de Criciúma Clésio Salvaro solicitou o termo de cessão de uso do imóvel do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) à Administração Municipal. “Com a doação do imóvel à Prefeitura, vamos economizar no aluguel e investir exclusivamente nas obras”, explica Salvaro. A reforma emergencial do Centro Cultural Jorge Zanatta foi determinada pelo Ministério Público (MP) e deferida pela Justiça Federal.

Além de Salvaro, visitoriaram o prédio os superintendentes do DNPM em Santa Catarina, Gilmar Oliveira Gonçalves, e da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Santa Catarina, Carlos José Bauer. “A União tem R$ 502 mil para iniciar a tratativa e cumprir a ação judicial no Centro Cultural. Iniciamos o processo licitatório e nos deram o prazo de sete meses para concluir a obra emergencial, que abrange a recuperação do telhado e revisão de esquadrias e pisos, por exemplo”, explica Gonçalves.

Colaboração: Jhulian Pereira/Prefeitura de Criciúma

Fonte original da notícia: Engeplus




Com R$ 5 milhões, empresas italianas reformarão praças em SP

Monumento na Praça do Imigrante Italiano/Wikipedia

Um grupo de empresas italianas irá financiar a revitalização de praças e monumentos de São Paulo ligados à imigração e à história do país europeu. O projeto, chamado “Italia per San Paolo” (“Itália para São Paulo”, na tradução), foi apresentado nesta quarta-feira (21) pelo prefeito João Doria e tem um custo total de R$ 5 milhões.

Os locais que receberão as obras de restauração são a Praça do Imigrante Italiano, a Praça Cidade de Milão e a Praça Ramos de Azevedo. Todas as reformas serão pagas por empresas italianas, como a Pirelli, TIM, Bauducco, Geodata, Instituto Europeu de Design (IED), Papaiz, Banco Intesa San Paolo, BCF, grupo Comolatti, Zaraplast, Colégio Dante Alighieri, Azimut, Magneti Marelli, além da família Matarazzo.

Localizada entre a Avenida Nove de Julho e a Avenida Cidade Jardim, no Itaim Bibi, a Praça do Imigrante Italiano receberá R$ 110 mil de investimento para refazer os jardins e restaurar os monumentos em pedras. A inauguração do espaço revitalizado está marcada para 6 de agosto.

Já a Praça Cidade de Milão, perto do parque do Ibirapuera, terá toda a obra financiada pela Pirelli, com um orçamento de R$ 1,2 milhão. O local conta com uma fonte com quatro réplicas de estátuas de Michelangelo. O projeto de restauração prevê uma revitalização dos monumentos e da iluminação, que serão reinaugurados em outubro.

A maior obra, porém, ocorrerá na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, com gastos estimados em R$ 3,7 milhões. A “fonte dos desejos” será restaurada e o espaço receberá um sistema de monitoramento de segurança. Além disso, o projeto de reforma colocará bancos novos, mármore e objetos de design italiano.

“A inauguração da Praça Ramos de Azevedo será um presente de Natal para a cidade, em 16 de dezembro”, disse a diretora do ITA, Erica Di Giovancarlo. “O projeto quer mostrar que os italianos acreditam no Brasil, um país que se tornou destino de seus investimentos no exterior”, ressaltou.

Organizado pelo ITA, com o apoio do consulado italiano em São Paulo e da embaixada em Brasília, o “Italia per San Paolo” inclui, além das obras de revitalização, um compromisso para que as empresas façam a zeladoria, a segurança e a jardinagem das três praças pelo período de um ano.

“A ligação da Itália com São Paulo não precisa de nenhuma apresentação, pois é a cidade com maior número de italianos e descendentes fora da Itália”, argumentou o embaixador Antonio Bernardini.

“A ideia de de mobilizar forças para revitalizar lugares com uma história ligada à Itália é um gesto muito italiano. Lá na Itália, é comum que empresas patrocinem melhorias públicas, como o Coliseu, reformado pela Tod’s, a piazza Spagna, pela Bulgari, e a Fontana de Trevi, pela Fendi”.

De acordo com o prefeito João Doria, desde o primeiro mês de seu mandato, em janeiro de 2017, foram iniciados contatos com o consulado italiano e com representantes de outros países para reformas de espaços públicos urbanos e projetos da cidade.

“Iniciamos contato com as comunidades internacionais que mais contribuíram para tornar São Paulo uma cidade global”, afirmou, em coletiva de imprensa, anunciando também que em outubro fará uma viagem oficial a Milão para debater investimentos.

“As empresas estão felizes de participarem desse projeto, sem nenhuma contrapartida para a Prefeitura”, disse o vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

Por ANSA

Fonte original da notícia: Metro




Belo Horizonte (MG) – Cine Santa Tereza será revitalizado e vai concentrar ações na área audiovisual

Lucas Prates/Hoje em Dia

A Prefeitura de Belo Horizonte irá investir R$ 1,37 milhão na reforma e revitalização do Cine Santa Tereza, espaço cultural que foi reaberto em abril do ano passado e vem exibindo mostras cinematográficas com entrada gratuita. O equipamento público da Fundação Municipal de Cultura terá nova estrutura para um melhoramento no funcionamento da atividade cinematográfica, preservação e fomento da produção visual.

Além disso, o espaço receberá as equipes atualmente instaladas junto ao Museu da Imagem e do Som (MIS), atendendo a uma antiga demanda do setor, que buscava um local mais adequado para a realização desse trabalho. Estas ações contarão com recursos do BNDES, de compensação de patrimônio histórico e da própria prefeitura.

Segundo o diretor do arquivo, museus e centros de referência da Fundação Municipal de Cultura, Yuri Mello Mesquita, o Cine Santa Tereza também terá avanços no seu tratamento acústico. Uma nova porta corta-fogo vai contribuir para que o áudio dos filmes seja melhor reproduzido durante as sessões, reduzindo o ruído externo. Uma segunda fase do projeto prevê a transferência também do acervo, hoje localizado em um imóvel da região Centro Sul, para o equipamento cultural.

A administração municipal estuda também a implantação de núcleo de produção digital, com o objetivo de formar pessoas na produção audiovisual, em um imóvel da área central. Se a ideia for concretizada, será o primeiro do gênero em Minas Gerais.

Para o Museu da Imagem e do Som, a mudança é motivo de preocupação. “Quando recebemos essa noticia dessa forma, como algo ja dado como certo, com prazo de desocupação estabelecido, ficamos assustados porque o que nos preocupa é o quanto isso vai impactar negativamente as ações que desenvolvemos no Museu”, explica a técnica de nível superior do Patrimônio Cultural do MIS, Isabel Beirigo.

Isabel explica que o maior problema com essa transferência é a questão do acervo. “Atualmente, a área do acervo ocupa toda a parte de baixo do Museu. São cinco salas com reserva técnica com climatização, controle de temperatura e umidade relativa do ar e sistema de exaustão. Todas as salas ficam separada para manter as condições físicas ideais para cada fim. Além destas salas, temos ainda uma sala de tratamento e mais duas de atendimento do pesquisador. Como vamos colocar o Museu, construído numa área de 420m² em um espaço de 150m²?”, questiona.

O produtor cultural do Cine Santa Tereza, Gilberto César Vieira, concorda que o espaço não será suficiente, além do mais, a mudança vai acarretar no cancelamento de mostras importantes de cinema que o Cine receberia. “O Cine Santa Tereza não tem nenhuma condição de receber o acervo do MIS. Primeiro por questão de espaço, de infraestrutura. Segundo porque o cinema teria que interromper toda a sua programação já fechada até dezembro, em que receberíamos algumas mostras muito importantes de cinema russo, europeu, o Anima Mundi, então vamos ter que cancelar tudo”.

Gilberto explica que a forma com que a decisão foi comunicada, também deixou a todos muito incomodados.”A gente foi surpreendido pelo comunicado verbal do prefeito, não teve nenhuma formalidade nisso. Ficamos sabendo por meio da diretoria do MIS, o que nos causou um grande susto. O prefeito, infelizmente, mesmo tendo sido amplamente apoiado pelos servidores da cultura e por toda a classe artística de BH, não tem dialogado com os funcionários. Nem o corpo técnico do MIS quanto do Cine foi consultado”. ​

O secretário municipal adjunto de comunicação, Chico Maia, considera que as divergências de opinião neste caso são uma manifestação natural. “As pessoas costumam ter receio de mudanças. Na verdade, trata-se da potencialização do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte e do fortalecimento do audiovisual na cidade”, explica. Sobre as críticas feitas ao prefeito Alexandre Kalil, a prefeitura não se manifestou.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia