Belo Horizonte (MG) – Cine Santa Tereza será revitalizado e vai concentrar ações na área audiovisual

Lucas Prates/Hoje em Dia

A Prefeitura de Belo Horizonte irá investir R$ 1,37 milhão na reforma e revitalização do Cine Santa Tereza, espaço cultural que foi reaberto em abril do ano passado e vem exibindo mostras cinematográficas com entrada gratuita. O equipamento público da Fundação Municipal de Cultura terá nova estrutura para um melhoramento no funcionamento da atividade cinematográfica, preservação e fomento da produção visual.

Além disso, o espaço receberá as equipes atualmente instaladas junto ao Museu da Imagem e do Som (MIS), atendendo a uma antiga demanda do setor, que buscava um local mais adequado para a realização desse trabalho. Estas ações contarão com recursos do BNDES, de compensação de patrimônio histórico e da própria prefeitura.

Segundo o diretor do arquivo, museus e centros de referência da Fundação Municipal de Cultura, Yuri Mello Mesquita, o Cine Santa Tereza também terá avanços no seu tratamento acústico. Uma nova porta corta-fogo vai contribuir para que o áudio dos filmes seja melhor reproduzido durante as sessões, reduzindo o ruído externo. Uma segunda fase do projeto prevê a transferência também do acervo, hoje localizado em um imóvel da região Centro Sul, para o equipamento cultural.

A administração municipal estuda também a implantação de núcleo de produção digital, com o objetivo de formar pessoas na produção audiovisual, em um imóvel da área central. Se a ideia for concretizada, será o primeiro do gênero em Minas Gerais.

Para o Museu da Imagem e do Som, a mudança é motivo de preocupação. “Quando recebemos essa noticia dessa forma, como algo ja dado como certo, com prazo de desocupação estabelecido, ficamos assustados porque o que nos preocupa é o quanto isso vai impactar negativamente as ações que desenvolvemos no Museu”, explica a técnica de nível superior do Patrimônio Cultural do MIS, Isabel Beirigo.

Isabel explica que o maior problema com essa transferência é a questão do acervo. “Atualmente, a área do acervo ocupa toda a parte de baixo do Museu. São cinco salas com reserva técnica com climatização, controle de temperatura e umidade relativa do ar e sistema de exaustão. Todas as salas ficam separada para manter as condições físicas ideais para cada fim. Além destas salas, temos ainda uma sala de tratamento e mais duas de atendimento do pesquisador. Como vamos colocar o Museu, construído numa área de 420m² em um espaço de 150m²?”, questiona.

O produtor cultural do Cine Santa Tereza, Gilberto César Vieira, concorda que o espaço não será suficiente, além do mais, a mudança vai acarretar no cancelamento de mostras importantes de cinema que o Cine receberia. “O Cine Santa Tereza não tem nenhuma condição de receber o acervo do MIS. Primeiro por questão de espaço, de infraestrutura. Segundo porque o cinema teria que interromper toda a sua programação já fechada até dezembro, em que receberíamos algumas mostras muito importantes de cinema russo, europeu, o Anima Mundi, então vamos ter que cancelar tudo”.

Gilberto explica que a forma com que a decisão foi comunicada, também deixou a todos muito incomodados.”A gente foi surpreendido pelo comunicado verbal do prefeito, não teve nenhuma formalidade nisso. Ficamos sabendo por meio da diretoria do MIS, o que nos causou um grande susto. O prefeito, infelizmente, mesmo tendo sido amplamente apoiado pelos servidores da cultura e por toda a classe artística de BH, não tem dialogado com os funcionários. Nem o corpo técnico do MIS quanto do Cine foi consultado”. ​

O secretário municipal adjunto de comunicação, Chico Maia, considera que as divergências de opinião neste caso são uma manifestação natural. “As pessoas costumam ter receio de mudanças. Na verdade, trata-se da potencialização do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte e do fortalecimento do audiovisual na cidade”, explica. Sobre as críticas feitas ao prefeito Alexandre Kalil, a prefeitura não se manifestou.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Tiradentes (MG) – Troca de calçamento em centro histórico terá que ser refeita

Além de as pedras terem sido substituídas e mal colocadas, há problemas elétricos e de drenagem.

Precaução. Pedras da rua da Câmara foram retiradas para evitar que participantes da procissão da Semana Santa escorreguem e caiam.

Precaução. Pedras da rua da Câmara foram retiradas para evitar que participantes da procissão da Semana Santa escorreguem e caiam.

Quem planejou passar a Semana Santa em Tiradentes, no Campo das Vertentes, pode ser surpreendido ao caminhar pelas tradicionais vias de pedra do município. A rua da Câmara, que recebe as procissões da festa religiosa, está quase toda em terra batida. Outras que também compõem o trajeto foram cobertas com pedras escorregadias. A situação é resultado de obras de calçamento e de revitalização de monumentos que se arrastam há quase dois anos no centro histórico e que agora precisarão ser refeitas também por problemas elétricos e de drenagem. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) constatou irregularidades nas obras, e a prefeitura já foi notificada diversas vezes desde junho de 2015, logo no início das intervenções.

O contrato foi assinado entre município, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Estado em 2012. As obras começaram em junho de 2015, e o recurso previsto de R$ 4.926.986,36 foi repassado ao município um mês depois. A Suprema Engenharia venceu a licitação.

A previsão era que até dezembro passado, 17 ruas e monumentos históricos tivessem sido revitalizados. Entretanto, problemas na elaboração do projeto teriam atrasado a execução e a maior parte dos locais previstos não foi reformada. Além disso, pontos que receberam obras tiveram problemas na execução que teriam causado impacto também em outras ruas, que não estavam previstas no projeto, mas que depois tiveram que ser reformadas.

Previsões. Elaborado pela prefeitura durante a administração de Ralph Justino (PV), o projeto previa a alteração no nivelamento das pedras do calçamento do centro histórico, mas não contava com a drenagem pluvial subterrânea. Ao atender a exigência do Iphan de anexar a drenagem ao projeto, a prefeitura avaliou que a verba não seria suficiente. Dessa forma, pontos que antes deveriam receber intervenções não foram contemplados.

Segundo a atual administração e o Iphan, boa parte da obra foi feita com erros. Em ofício encaminhado pelo Iphan em Tiradentes à superintendência estadual, no mês passado, técnicos afirmaram que nas ruas da Câmara e da Santíssima Trindade, que receberam as obras, “pedras encontram-se totalmente descoladas e o estado crítico pode ocasionar acidentes”. Segundo a prefeitura, mais de 95% dos recursos destinados à obra já foram gastos, mas nem 50% foi concluído.

A superintendente estadual do Iphan, Célia Corsino, informou que o instituto fiscalizou as obras e identificou irregularidades no calçamento. A prefeitura foi avisada mais de uma vez, porém o Iphan não tem autoridade para cortar o pagamento, já que o contrato foi celebrado com a prefeitura. “Desde janeiro estamos avisando o prefeito que o trabalho não está bom. No dia 5, oficiei dando 30 dias (para a regularização da obra) e em março a gente constatou que continuava igual”, detalhou a superintendente. (Com Aline Diniz)

O que diz a empresa

Certo. Geraldo Castilho, sócio da Suprema Engenharia, afirmou que as obras seguiram pedidos do Iphan e da prefeitura.

Chuva. “A rua da Santíssima Trindade, acima da Matriz, não foi contemplada com drenagem pluvial, e o volume que desce de água dela é muito grande. Quando teve a chuva, essa água desceu com velocidade. Só por isso está sendo refeito”.

Chafariz tem danos no reboco

Construído no fim do século XVIII, o chafariz de São José está entre os monumentos que passaram por revitalização. Poucos meses após o término da obra, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) constatou danos no reboco e falhas na execução da obra.

“Fizemos uma recomendação à prefeitura que solicitasse à empresa responsável pelas obras que fizesse ajustes. Restaurar não é pintar o chafariz”, argumentou a superintendente estadual do Iphan, Célia Corsino.

De acordo com a superintendente do instituto, a parte de trás do monumento, responsável por fazer o chafariz jorrar água, teria que ter sido recuperada, mesmo que futuramente o sistema fosse desligado.

Histórico. O chafariz tem fachada barroca e abriga uma imagem rara de são José, além de um brasão de armas do reino de Portugal. Antigamente, ele servia de bebedouro e apoio para lavadeiras. (AD)

Pedras sumiram

Originais. Um dos objetivos da reforma, segundo o projeto, era o realinhamento das pedras, das décadas de 50 e 60, no centro histórico. Embora tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), algumas pedras foram trocadas durante as intervenções por novas para que o encaixe pudesse ser feito.

Sumido. De acordo com o ex-prefeito, Ralph Justino, as pedras estariam na sede da prefeitura. Porém, segundo a nova administração, nenhuma delas se encontra no local.

Moradores insatisfeitos

Moradora da rua da Câmara, a estudante Ana Clara Ferreira, 21, reclama de rachaduras nas paredes de casa após as obras. “Sempre tropeçamos. Meu medo é cair, porque está realmente impossível de caminhar. Quando reformaram o calçamento, no ano passado, ficou uma beleza. Estava tudo alinhado, certinho. Mas, com o tempo, começou a desandar. As pedras começaram soltar”, disse.

A empresária Juliana Ferreira, 38, se queixa do impacto da obra nos casarões. “Usaram máquinas grandes e tem rachaduras nos casarões”.

Por Mariana Nogueira

Fonte original da notícia: O Tempo




Antiga sede da Assembleia Legislativa do TO está cercada por lixo e mato

Prédio foi usado por cinco anos até construção da sede definitiva em 1995. Estrutura, que é tombada como patrimônio histórico, está abandonada.

Antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Um prédio que serviu como sede provisória da Assembleia Legislativa do Tocantins está abandonado e cercado por mato e lixo em Palmas. A estrutura foi uma das primeiras a ser construída na capital. Ela serviu como centro do poder legislativo durante cinco anos, até a inauguração da sede definitiva, na praça dos Girassóis, em 1995. Mesmo após o tombamento como patrimônio histórico, o local segue sem manutenção.

Ao redor, além do matagal sem roçagem e o lixo espalhado, é possível ver entulho e até ossadas de animais mortos. O imóvel é de madeira e passou por um princípio de reforma em 2010, quando foram investidos cerca de R$ 500 mil na troca do madeiramento. A reforma parou e o prédio voltou a ficar esquecido.

O prédio é a única estrutura na quadra 510 Norte. Foi a segunda sede provisória da AL, a primeira ficava em Miracema do Tocantins, que serviu de capital estadual enquanto Palmas não ficava pronta. A estrada que leva ao local não é pavimentada e o mato ao redor pode servir de esconderijo para criminosos.

O Governo do Estado, responsável pela conservação do local, disse que está fazendo um levantamento dos custos de uma revitalização. Os projetos para o uso e ocupação do local ainda estão em fase de discussão. O novo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artística Nacional (Iphan), Marcos Aurélio Câmara, disse que será feita uma averiguação no local. “Nós vamos fazer uma visita técnica e aí nós vamos entrar em contato com o governo do estado para ver as possibilidades”.

Fonte original da notícia: G1 TO




Porto Alegre (RS) – Cais Mauá recebe licença prévia para revitalização

 Investimento na etapa inicial da obra é estimado em R$ 100 milhões Arte Jaime Lerner e  B720/Divulgação/JC

Investimento na etapa inicial da obra é estimado em R$ 100 milhões. Arte Jaime Lerner e B720/Divulgação/JC

A revitalização do Cais Mauá, em um dos mais belos cartões postais da Capital, está mais próxima de se tornar realidade. A prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), entregou no dia 17 de novembro a Licença Prévia (LP) para o empreendimento, o que atesta, além da sua concepção, a viabilidade ambiental. Na sequência operacional do processo, a Cais Mauá do Brasil entregou os projetos arquitetônicos para a prefeitura, que deverão ser avaliados e aprovados, para que seja solicitada a concessão da Licença de Instalação (LI). Com a obtenção da LI, as obras vão iniciar. “É um projeto complexo e a lei exige o envolvimento e aprovação de muitos órgãos na prefeitura e de outros níveis de governo, o que torna o processo moroso”, explica a presidente da Cais Mauá do Brasil S.A, Julia Costa.

A expectativa da Cais Mauá é de que até meados de janeiro de 2017 os projetos arquitetônicos já estejam aprovados e possa ser solicitada a concessão da licença de instalação. “Os recursos para as obras estão apartados e tão logo tenhamos todas as licenças e a aprovação, iniciaremos com as obras”, informa a presidente.

A primeira fase compreende a revitalização dos 11 armazéns, localizados entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro. O investimento desta etapa inicial está estimado em R$ 100 milhões. O contrato da Cais Mauá garante arrendamento da área por 25 anos, podendo ser renovado por igual período. O projeto foi desenvolvido pela espanhola B720 Arquitetura do Brasil e Jaime Lerner Arquitetos Associados e respeita fielmente as concepções arquitetônicas dos armazéns que são tombados pelo patrimônio histórico.

Para o uso interno das áreas a previsão é de que o Pórtico Central e os Armazéns A e B sejam destinados a espaços culturais. Do A1 ao A6 serão ambientes ligados à gastronomia e ao varejo. O A6 está destinado a eventos. No armazém B1, haverá uma grande praça de alimentação. O armazém B2 estará voltado ao setor de serviços, pequenos comércios e conveniências. No B3, irá funcionar um terminal hidroviário com linhas de transporte e passeios de turismo pelas águas do Guaíba.

Nos espaços abertos entre cada armazém serão construídas 10 praças, em um total de mais de 11 mil m² de área completamente aberta ao lazer para o público em geral. O respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico são os balizadores deste projeto.

As obras seguem as determinações da Secretaria do Meio Ambiente, como previsto no EIA-RIMA, além das limitações e diretrizes do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), aprovado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB).

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Quatro ossadas do século 17 são encontradas em cidade histórica de Alagoas

Divulgação.

Divulgação.

Quatro esqueletos do século 17 foram encontrados enterrados na praça da igreja Senhor do Bonfim, em Marechal Deodoro, cidade histórica localizada na região metropolitana de Maceió (AL). Duas ossadas foram achadas em agosto e outras duas no último dia 12. O material foi retirado do local por arqueólogos para estudo na Universidade Federal de Alagoas.

Os esqueletos foram encontrados por operários que trabalham nas obras de revitalização da praça, localizada no bairro de Taperaguá. Ainda não se sabe de quem são os esqueletos — a pesquisa sobre os achados deve durar cerca de oito meses.

A igreja faz parte do sítio histórico de Marechal Deodoro, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), e as reformas entorno do prédio são acompanhadas por arqueólogos. As obras de revitalização da praça foram iniciadas em agosto.

Não se sabe ao certo a data da construção da igreja do Senhor do Bonfim, mas “conhece-se o fato de o patrimônio ter sido estabelecido por Diogo Soares da Cunha, no ano de 1611”, informa a prefeitura da cidade. A fachada do prédio tem influência das igrejas franciscanas de outras cidades da região Nordeste.

Segundo arqueóloga Ruth Barbosa, na época do Brasil Colônia era comum enterrar mortos ao redor de igrejas e, por isso, podem ser encontradas novas ossadas na área. Por conta dos achados, o terreno da praça foi dividido e cada trecho recortado é analisado por pesquisadores para preservar os materiais que forem encontrados.

A arqueóloga Jade Paiva conta que os moradores de Marechal Deodoro estão curiosos com o achado, mas que detalhes sobre a origem só serão dados depois que a pesquisa for concluída. “Muita gente passa, fotografa, pergunta. Todos estão muito curiosos, mas não temos informações detalhadas porque os estudos estão em andamento. Só depois que concluímos é que teremos algo concreto sobre a origem desses esqueletos”, disse.

Por Aliny Gama

Fonte original da notícia: UOL




Cuiabá (MT) – Prefeitura realiza licitação para a revitalização da Casa de ”Bem-Bem”

Uma das revitalizações mais importantes do PAC Cidades Históricas, a Casa de Bem-Bem é localizada na Rua Barão de Melgaço, no Centro Histórico de Cuiabá. Situada em uma área tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é uma das mais tradicionais casas de festas de São Benedito, onde os festeiros realizavam uma comemoração anual em alusão ao santo.

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A Casa de Nhô Nhô de Manduca, popularmente conhecida como Casa de Bem-Bem, em breve será o mais novo Centro Cultural da Capital. Por meio de um Termo de Comodato, o local passará a sediar as mais diversas manifestações artístico-culturais do Instituto Ciranda. O certame para a contratação da empresa que vai garantir a revitalização do local acontece em primeiro de novembro, às 14h30 no Auditório do Palácio Alencastro. O valor da licitação corresponde a R$2.150.648,25.

“O Casarão é conhecido como um dos mais tradicionais e confortáveis, com uma estrutura tipicamente cuiabana que retrata o aconchego e a receptividade natural do nosso povo. Além disso, o lar de dona Bem-Bem sempre reuniu a cuiabana através das festividades religiosas, tornando sua residência uma referência tradicional para todos. Ao devolvermos à vida este lugar, que já testemunhou uma parte importante da construção cultural e religiosa de Cuiabá, estamos imortalizando sua memória, garantindo que – independente do crescimento natural da nossa cidade – sua história permaneça preservada para as futuras gerações”, afirma Jefferson Preza, secretário-adjunto de Turismo do município.

Uma das revitalizações mais importantes do PAC Cidades Históricas, a Casa de Bem-Bem é localizada na Rua Barão de Melgaço, no Centro Histórico de Cuiabá. Situada em uma área tombada pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, é uma das mais tradicionais casas de festas de São Benedito, onde os festeiros realizavam uma comemoração anual em alusão ao santo.

Fonte original da notícia: 24HorasNews




Porto Alegre (RS) – Viaduto Otávio Rocha vive dias de abandono

 Entre pessoas em situação de rua, delinquentes promovem corredores poloneses para assaltar no local. Marcelo G. Ribeiro/JC

Entre pessoas em situação de rua, delinquentes promovem corredores poloneses para assaltar no local. Marcelo G. Ribeiro/JC

Cartão postal de Porto Alegre, o viaduto Otávio Rocha tem vivido dias de abandono – ao menos, essa é a percepção dos comerciantes do local. A Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (Arccov) reclama do descontrole da prefeitura em relação à troca de proprietários das lojas do viaduto, na avenida Borges de Medeiros, e da falta de soluções do município para as pessoas em situação de rua que lá vivem, com colchões e princípios de casas montadas. “É o Acampamento Farroupilha 2”, ironiza o presidente da entidade, Adacir José Flores.

Segundo Flores, entre os muitos cidadãos honestos desassistidos que acabam indo morar embaixo do viaduto, há alguns delinquentes misturados, que promovem corredores poloneses para assaltar pedestres no local. Além das vítimas dos roubos, a insegurança já fez outras vítimas – os próprios comerciantes, que hoje faturam 30% do que faturavam há um ano. “Mal e porcamente dá para pagar nossas contas do dia a dia. Ando fazendo algumas permutas, mas não sei até quando conseguiremos levar essa situação”, lamenta.

Junto com a Associação Comunitária do Centro Histórico de Porto Alegre, a Arccov criou um abaixo-assinado destinado à coordenação do Centro Administrativo Regional da Região Central, solicitando ações efetivas para as pessoas em situação de rua instaladas embaixo do viaduto. O texto cita o hábito de entidades voluntárias doarem alimentos àquela população sem o consentimento e a supervisão do poder público. “Entendemos que a prefeitura deve prover espaço adequado para alimentação dos mesmos, com infraestrutura para higienização, e supervisionar o preparo dos alimentos, para garantir a segurança alimentar”, defendem as associações no abaixo-assinado.

Os representantes das entidades enfatizam, ainda, que “a política para moradores de rua deve ser emancipá-los dessa condição”, e que isso só será possível com alojamento adequado, tratamento multiprofissional, abrangendo as áreas de saúde física e mental, assistência social, escolarização, formação e capacitação técnica, e oportunidade de inclusão laboral. A captação de assinaturas está sendo realizada nas lojas do viaduto.

Revitalização da estrutura não tem data para começar

O projeto de revitalização do viaduto Otávio Rocha foi concluído em agosto de 2015, com custo de R$ 400 mil. A obra, contudo, não tem data para começar, devido à falta de recursos da prefeitura. O valor das melhorias é estimado em R$ 33 milhões. A Arccov defende que o município formalize parceria com a entidade, a fim de entrar com um projeto através da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). O instrumento é possível por se tratar de uma estrutura tombada.

“Temos nos reunido com a associação e conversado, na busca de soluções. Já temos um projeto em fase final de revisão, pronto para revitalizar o viaduto. O problema é que é um projeto caro, que precisa ser bancado pela prefeitura”, explica o secretário do Gabinete de Desenvolvimento e Assuntos Especiais, Edemar Tutikian. A intenção é usar contrapartidas de empreendimentos na Capital para fazer a obra.

Paralelamente, o município fez um levantamento da situação das lojas. “Algumas podem estar invadidas, outras não estão pagando aluguel. Estamos estudando os casos para começar a organizar a questão para que as pessoas sigam no comércio”, relata.

O secretário defende que todas as prefeituras estão em situação de crise financeira e que não é possível iniciar o processo em um momento de fim de governo. “Infelizmente, a proposta de revitalização chegou agora, nesse momento de problemas financeiros, e se trata de uma obra que precisa ter início, meio e fim em um só governo”, justifica.

A Arccov já recebeu sinalizações de que o Banrisul e a Caixa Econômica Federal, por exemplo, estariam dispostos a financiar a obra através da LIC, que prevê a dedução dos valores pagos dos patrocinadores de projetos culturais.

Por Isabella Sander

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Rio Grande (RS) – Firmado TAC para restauração do prédio da fábrica da Reinghantz entre MP, Prefeitura e a Innovar

Grupo presente na assinatura do TAC. Fotos: Flávia Kampff

Grupo presente na assinatura do TAC. Fotos: Flávia Kampff

Em um trabalho conjunto, o Ministério Público, a Prefeitura de Rio Grande e a empresa Innovar Participações e Incorporações Ltda assinaram na manhã desta quarta-feira, 5, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para restauração, revitalização e uso comercial da Fábrica Rheingantz, antigo complexo têxtil localizado no centro da cidade, em um investimento de cerca de R$ 20 milhões. Em 2012, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado do Rio Grande do Sul.

A empresa sediará no local atividades comerciais, ensino universitário, teatro e estruturas de lazer. Além disso, o projeto prevê a implantação de um Museu de História da Reinghantz e da Indústria e a criação de um espaço voltado para a educação ambiental. A previsão é de que a restauração inicie pelo antigo escritório central do antigo complexo têxtil. Segundo o TAC, a Innovar fica responsável por plantar três mil mudas de árvores nas vias urbanas de Rio Grande, dentro de um prazo de cinco anos. Além do investimento da própria empresa, serão colocados no projeto cerca de R$ 1,2 milhão em compensações ambientais e urbanísticas, conforme alinhado junto ao Ministério Público.

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Para o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Fabiano Dallazen, o termo firmado é a consolidação do novo momento do Ministério Público, de maior interlocução entre os setores públicos e privados. “Precisamos conversar mais, dialogar mais, não no sentido de abrir mão daquilo que a lei disciplina, mas de poder contextualizar as possibilidades dentro do que a lei exige, fazendo essa ligação entre o setor privado e o poder público”, afirmou.

O Prefeito Alexandre Lindenmeyer comemorou a assinatura do acordo. “É um momento muito importante para Rio Grande. A assinatura desse Termo vai permitir a revitalização da Reinghantz e do que ela representa para a comunidade rio-grandina e consequentemente a revitalização de todo esse centro histórico do nosso município que está localizado ao redor da fábrica. Não há nenhuma dúvida de que a cidade ganha com o ato que foi pactuado”, disse.

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Para o Promotor de Justiça de Rio Grande, José Alexandre da Silva Zachia Alan, o Município terá um grande empreendimento, preservando e resgatando toda a história e pujança que os prédios do complexo representam para a cidade. “É o resultado do trabalho, do esforço que fez o Ministério Público, que fez o Município e que fez a Innovar, para tentar devolver a comunidade de Rio Grande um pedaço da sua história. Uma construção diz muito sobre quem somos, o que fazemos e de quem seremos daqui pra frente”, observou.

A empresa ressaltou que o compromisso sustentável é sempre pautado nos seus projetos. “Nossos projetos primam em preservar tanto a natureza, quanto o patrimônio histórico do local. Sabemos que toda a comunidade está esperando pela entrega deste projeto, que será executado com muito respeito à história deste local”, declarou um dos sócios-proprietários da Innovar, Antônio Rosso. “Não estamos cumprindo uma obrigação, nós temos uma causa em comum, que é promover o bem-estar”, reiterou o Advogado da empresa, Ricardo Henriques.

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Durante a solenidade, o Presidente da AMP/RS, Sérgio Harris, falou sobre a história dos ciclos que Rio Grande já viveu, como do pescado, da construção, do desenvolvimento portuário e do polo naval. Disse, ainda, que a Fábrica Rheingantz foi um ciclo muito importante, mais de 5 mil pessoas trabalharam no local. “Isso tem uma memória, um valor. Estamos fazendo um resgate deste ciclo, justamente para trazer de volta para a cidade uma parte da sua identidade”, ressaltou.

Também participaram do evento os Vices-Presidentes da AMP/RS, João Ricardo Santos Tavares e Martha Beltrame, o Promotor de Justiça Érico Rezende Russo, o sócio-diretor da empresa Innovar, Fernando Bassani, o Juiz Feredal Gessiel Pinheiro de Paiva e o Secretário Municipal do Meio Meio Ambiente, Sandro Ari de Miranda.

Fonte original da notícia: MPRS




MPF/AM apoia ação social para revitalização de prédio histórico da Faculdade de Direito da Ufam

Órgão estará representado no 2º café organizado para mobilizar instituições em prol da restauração e revitalização do antigo prédio, localizado na Praça dos Remédios, Centro de Manaus.

Foto: Divulgação UFAM

Foto: Divulgação UFAM

O evento promovido pelo movimento que busca a revitalização do prédio da antiga faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), intitulado de “Salve a Velha Jaqueira”, contará com a presença do Ministério Público Federal (MPF/AM), representado pelo procurador-chefe Edmilson Barreiros. O “2º café da manhã sentimental à sombra da Jaqueira” será realizado no dia 18 de setembro, às 7h30, na Praça dos Remédios, no Centro de Manaus.

O antigo prédio da faculdade de Direito da Ufam, que completou 107 anos em janeiro deste ano, está deteriorado e em estado de abandono. Desde 2012, o prédio foi totalmente desocupado. A ideia do movimento é buscar apoio de órgãos e da sociedade civil, principalmente alunos e ex-alunos de Direito, para que haja visibilidade e ação para reforma emergencial, restauração e destinação útil do antigo prédio, apelidado de ‘Jaqueira’.

Nesta segunda edição, a organização espera receber no evento uma quantidade maior de egressos, amigos e simpatizantes do movimento.

Instituição histórica – O prédio abrigou a primeira instituição de ensino superior do país, em 17 de janeiro de 1909, chamada de “Escola Livre de Manaós”. A escola universitária foi desativada em 1926 e passou a funcionar com as faculdades de Direito, Odontologia e Agronomia, extinguindo as duas últimas poucos anos depois e funcionando apenas a Faculdade de Direito incorporada pela Ufam.

Com características renascentistas, o prédio é tombado pelos patrimônios históricos do Município (Decreto 7176/2004), do Estado (Decreto 11188/1988) e da União (Portaria 420/2010).

O MPF instaurou procedimento preparatório para monitorar a possível perda do objeto material do patrimônio histórico.

Fonte original da notícia: MPF




Com investimento de R$260 milhões, Salvador (BA) se reinventa e lidera turismo brasileiro

Centro histórico de Salvador. Foto: Divulgação

Centro histórico de Salvador. Foto: Divulgação

A primeira capital do Brasil decidiu se reinventar. O destino líder do Nordeste viu concorrentes como Recife e Fortaleza acirrarem a disputa nos últimos anos, mas reconheceu o peso de ser a porta de entrada oficial da região. Ao todo, Salvador recebeu mais de R$ 260 milhões entre os anos de 2013 e 2015, investidos em revitalização, reforma e construção de espaços culturais e históricos, praças turísticas, e todos os 44 quilômetros de orla. Este passo pode ser considerado vital para manter a maior movimentação operacional aérea da região e continuar entre os dez melhores destinos do Brasil em 2016, de acordo com o TripAdvisor.

Com mais de 39 mil leitos espalhados pela capital, a cidade é mais do que estruturada no quesito hospedagem, tanto para lazer, quanto para o mercado corporativo. Enquanto a beleza natural ajuda a movimentar a alta temporada para o mercado de lazer, a falta de um equipamento para receber grandes feiras e congressos vai ficar só na saudade. Já a partir de novembro, a área destinada a congressos do Centro de Eventos será novamente aberta, o que pode ser vital para movimentar a baixa temporada em destinos que começam a ver no bleisure uma saída para bater as metas turísticas de movimento de negócios e fluxo de visitantes.

Por falar em fluxo, o Aeroporto de Salvador é líder no Nordeste há mais de cinco anos. Em 2015, por exemplo, desembarcaram na cidade mais de 8,6 milhões de turistas nacionais, bem acima dos 6,5 milhões recebidos por Recife, que vem na segunda posição. Quando o assunto são os “turistas internacionais”, a capital baiana sobe mais uma vez ao topo no mínimo pelos últimos cinco anos. Mais de 346.000 viajantes desembarcaram em Salvador em 2015, enquanto Recife recebeu 271 mil e Fortaleza 237 mil, com destaque para a Argentina.

Os “hermanos” lideram o mercado emissivo para capital baiana, fator em que a Aerolíneas Argentinas e a Gol têm grande participação por conta de seus voos semanais. Alemanha, Estados Unidos, França, Chile, Itália, Inglaterra, Espanha, Portugal e Suíça fecham o ranking da Pesquisa de Turismo Receptivo de 2014/2015.

Com uma receita turística total de R$ 5,6 bilhões em 2015, Salvador sabe que muito ainda precisa ser feito para se manter como a cara do Nordeste para o mercado internacional. Com o objetivo de aumentar o tempo de permanência do visitante e, consequentemente, a receita turística anual, diversas ações por parte dos órgãos governamentais foram, estão e serão realizadas. Entre elas, está o aumento da diversidade de segmentos, o que faz a capital baiana passar a investir mais no turismo náutico, étnico, religioso, de eventos de negócios e gastronomia, sem deixar de lado, claro, todas as belezas encontradas por aqueles que veem o segmento Sol e Praia como prioridade.

Para receber os viajantes, uma melhor qualidade de infraestrutura urbana já é realidade em Salvador. Um belo exemplo são os Fortes de São Diogo e Santa Maria, ambos no Porto da Barra que está totalmente revitalizado há dois anos, que passaram a receber projeções de fotografias de Pierre Verger e Carybé ao cair da noite. Um espetáculo que faz o turista esperar o pôr-do-sol e depois seguir para as dezenas de bares e restaurantes que agora integram a região.

Ao longo dos últimos anos, novos atrativos culturais foram criados. O Memorial Casa do Rio Vermelho, por exemplo, agora ganhou projeções na parede que completam a experiência de visitar a casa e conhecer a vida do escritor Jorge Amado. A Casa do Benin é outra que abriu as portas para os turistas e visitantes como salas de exposições temporárias, além de realizar um convênio especial com o Senac para uma oficina de gastronomia africana, um dos pilares do desenvolvimento histórico de Salvador.

O Teatro Gregório de Matos e o Espaço Cultural da Barroquinha também fazem parte do grupo de novos atrativos cultura. E o que vem por aí? Está em andamento a criação do Museu da Música, o Forte de São Marcelo, com obras iniciadas pelo Iphan, o Museu da Cidade, que estará ao lado do Plano Inclinado Gonçalves, e a Praça Cairu, com previsão de ser entregue em outubro deste ano.

Quando o assunto é Sol e Praia, Salvador também caprichou. Toda a orla de São Tomé, Tubarão, Ribeira, Barra, Rio Vermelho, Jardim de Alah, Piatã e Itapuã foi requalificada e ganhou oportunidades turísticas interessantes, como novos points, restaurantes, bares, aluguel de bicicletas e uma maior segurança. Ao longo deste trecho, há monitoramento de câmeras de vídeo, sinalização turística e limpeza urbana em dia.

Érico Mendonça, secretário de Cultura e Turismo de Salvador, está orgulhoso da repaginada em toda a capital. “Ainda temos algumas intervenções a serem realizadas, como bairros que podem ser agregados, o fortalecimento da economia criativa ao aproveitar o turismo como forma de atuação, a criação de um centro multi eventos e finalizar toda a requalificação da orla, uma obra prevista para terminar até 2017”, disse.

Casa Jorge Amado – A primeira capital do país e atual capital da Bahia tem uma riqueza cultural de dar inveja em grande parte dos estados brasileiros. A cidade investiu mais de R$ 80 milhões em revitalização e construção de espaços culturais, uma história guardada desde a época colonial. Por falar em cultura, uma das joias preservadas de Salvador é a Casa Rio Vermelho Jorge Amado e Zélia Gattai, que também recebeu o carinho necessário dos órgãos governamentais.

Quarto de Jorge Amado e Zélia Gattai na Casa do Rio Vermelho. Foto: CRVIV

Quarto de Jorge Amado e Zélia Gattai na Casa do Rio Vermelho. Foto: CRVIV

Jorge Amado nasceu na cidade de Itabuna, na Bahia, em uma pequena fazenda, no dia 10 de agosto de 1912. Foi um dos escritores brasileiros mais famosos de todos os tempos. Com 60 anos de carreira, ele escreveu 32 livros que revelaram ao mundo a Bahia e toda sua fé e mistérios. Lutou a vida inteira contra a injustiça social, mergulhou de cabeça na política como deputado federal e morreu no dia 06 de agosto de 2001. Sua casa, no bairro de Rio Vermelho, Salvador, onde viveu por décadas ao lado de sua mulher Zélia Gattai e de seus filhos, acabou virando um patrimônio cultural para Salvador. É considerado um dos lugares que mais refletem a vida íntima do escritor.

Entre quartos, sala de jantar, sala de TV, cozinha, biblioteca, jardim, entre outros cômodos, a Casa Rio Vermelho Jorge Amado e Zélia Gattai revela muitos capítulos da história do escritor: as peças que colecionava, os móveis que utilizava e o jardim onde estão jogadas suas cinzas se integram agora às projeções que passaram a fazer parte de diversos cômodos após a revitalização, a fim de detalhar cada pedaço de sua carreira, todos os seus desafios e o brilho do seu sucesso.

Visita obrigatória – Considerando todas as novidades da capital baiana, o M&E listou três atrativos que não podem faltar em um roteiro pela cidade. Veja:

Elevador Lacerda – Ele tem 72 metros de altura e levou quatro anos para ficar pronto. Hoje é uma das caras de Salvador na divulgação turística nacional e internacional. Idealizado pelo baiano Antônio de Lacerda em 1869, o elevador liga a parte baixa e alta de Salvador e encontra-se entre o Centro Histórico e a Cidade Baixa. Com quatro cabines eletrificadas que comportam 32 passageiros, o elevador virou uma atração cobiçada pelos visitantes que aguardam os 22 segundos de passeio entre o sobe e desce. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 2006, o atrativo transporta mais de 900.000 passageiros por mês.

Elevador Lacerda. Foto: Divulgação

Elevador Lacerda. Foto: Divulgação

Pelourinho – Também considerado Patrimônio Cultural da Humanidade e tombado pela Unesco em 1985, o Pelourinho, situado no Centro Histórico de Salvador, é formado por uma praça cercada por várias casas antigas, no estilo colonial. Durante a época da escravidão, era o lugar onde os escravos eram castigados, e hoje é um dos pontos altos do turismo de Salvador. Lá é possível conhecer diversos casarões e igrejas antigas, como a do Rosário dos Homens Pretos e a Catedral Basílica, além de feiras de artesanato, restaurantes com culinária baiana e centros culturais.

Pelourinho. Foto: Divulgação

Pelourinho. Foto: Divulgação

Igreja Basílica de Nosso Senhor do Bonfim – Fundada em 1772, a Igreja do Bonfim está lotada de segunda à segunda. Localizada na Cidade baixa, o espaço pode ser visitado todos os dias de 6h30 às 18h, embora no domingo a visitação tenha início às 9h. A Igreja do Bonfim tem como tradição a lavagem das escadarias, que atrai milhares de peregrinos, fiéis e turistas na segunda quinta-feira do mês de janeiro, após o Dia de Reis. Em sua arquitetura, a igreja tem a fachada parcialmente coberta por azulejos, enquanto seus portões são cobertos por fitinhas do Senhor do Bonfim, uma grande tradição do Nordeste que ganhou a crença em âmbito nacional. As fitas são consideradas símbolos da crença baiana, colocados por fiéis de todo o mundo que visitam o local para fazer pedidos ao santo.

As fitinhas do Senhor do Bonfim são consideradas símbolo das crenças baianas. Foto: Divulgação

As fitinhas do Senhor do Bonfim são consideradas símbolo das crenças baianas. Foto: Divulgação

Por Pedro Menezes

Fonte original da notícia: www.mercadoeeventos.com.br