São Francisco do Sul (SC) – Museu Nacional do Mar reabre após obras e revitalização

No dia 20 de julho, o Museu Nacional do Mar (SC) será reaberto ao público após mais uma etapa importante das reformas emergenciais realizadas na Ala do Mar, que abriga as salas do Artesanato e Modelismo, da Navegação, das Canoas e a Biblioteca Kelvin Palmer Rothier Duarte. Além delas, a Sala Amyr Klink, situada em outra ala do complexo, também reabre para visitação após ser totalmente revitalizada.

Desde março deste ano, o Museu passou por um intenso processo de reparos, resultado de esforços e investimentos conjuntos entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Catarinese de Cultura (FCC). O Iphan disponibilizou R$400 mil, recurso que é fruto de um Termo de Ajustamento de Conduta com a empresa Terlogs, de São Francisco do Sul. Outros R$450 mil foram disponibilizados do orçamento da FCC disponibilizou, destinados para as obras emergenciais no telhado e infraestrutura.

Museu Nacional do Mar
Localizado em São Francisco do Sul, em Santa Catarina, o museu valoriza a arte e o conhecimento dos homens que vivem no mar, preservando embarcações originais de todo o país, além de alguns dos mais expressivos barcos tradicionais em todo o mundo, como jangadas, saveiros, canoas, cúteres, botes, traineiras e baleeiras. Seu acervo está exposto em 15 salas temáticas, que ocupam os dois extensos conjuntos de galpões da antiga empresa Hoepcke. Em algumas salas, foram montados dioramas – espécie de representação cênica onde podem ser observados o uso daquelas embarcações e o modo como os homens desempenhavam uma determinada atividade, como a pesca da baleia, por exemplo.

O Museu do Mar destaca-se por seu valor e importância na preservação da memória do patrimônio naval e da cultura marinha e ribeirinha brasileira. Fundado no início da década de 1990 e instalado nos antigos galpões da Companhia Hoepcke, o Museu reúne a história do patrimônio naval brasileiro, preservando-o e inserindo-o como fator de valorização dos contextos navais tradicionais do Brasil. Seu acervo é composto, atualmente, por 81 embarcações em tamanho natural, 104 modelos navais, 102 peças de artesanato, cerca de 200 peças de modelismo e artesanato naval, três maquetes diorama, oito equipamentos e acervo documental e bibliográfico da Biblioteca Kelvin Duarte, formada por mais de dois mil volumes, incluindo obras raras, fotografias, desenhos, cartas náuticas, manuscritos, croquis e outros registros inéditos sobre o patrimônio naval brasileiro e do mundo. Em 2017, o acervo da biblioteca foi disponibilizado em formato digital por meio do Portal Barcos do Brasil.

Serviço:
Cerimônia de entrega das obras de Reforma e Revitalização do Museu Nacional do Mar
Data: 20 de julho de 2017, às 15h30
Local: Museu Nacional do Mar, no Hall, Sala da Navegação – Rua Manoel Lourenço de Andrade, nº 133, Centro, São Francisco do Sul/SC

Fonte original da notícia: IPHAN




Prefeitura de Araxá (MG) planeja revitalização do Museu Dona Beja e da Fundação Cultural Calmon Barreto

Empresa de Belo Horizonte foi contratada para fazer trabalho nos principais patrimônios da cidade. Investimento é de R$ 258 mil e prazos para conclusão não foram divulgados.

Os projetos seguem normas do IEPHA e do IPHAN. Foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação

A Prefeitura de Araxá contratou uma empresa de Belo Horizonte para planejar a revitalização e restauração do prédio da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) e do Museu Histórico de Araxá, Dona Beja.

O orçamento previsto para a elaboração dos projetos é de R$ 120 mil para as melhorias, restaurações e reformas que serão efetuadas na FCCB e R$ 138 mil relacionados à restauração e revitalização do Museu Dona Beja.

Os projetos seguem normas do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Os projetos serão assinados pela arquiteta Zenóbia Vanda Gryzbowaki (Zica), de uma empresa especializada em prestação de serviços de restauração de bens culturais e naturais nas áreas de arqueologia, arquitetura, bens móveis e artes aplicadas, engenharia, espeleologia, história, museologia, museologia, paisagismo e urbanismo.

Após visita técnica à fundação, a arquiteta assinou um parecer técnico, onde afirma que “é necessária uma revitalização da edificação e também a criação de infraestrutura para realização de eventos na sua área externa”, conforme documento.

Alguns componentes que precisam fazer parte do projeto foram apontados, como acessibilidade, pisos de madeira, ladrilhos e cimentado revisados, revisão na cobertura para conter vestígios de águas pluviais, revisão e recuperação dos forros de madeira e das esquadrias, pintura das alvenarias e dos elementos em madeira e reparos também em equipamentos elétricos e instalações hidráulicas.

Já para o Museu Dona Beja, Zica também se manifestou sobre os itens que seriam necessários para constar no projeto de restauração e revitalização do local, como revisão nos forros de madeira, esquadrias e escadas, infiltrações, equipamentos elétricos, reparação das instalações hidráulicas e também acessibilidade.

“Podemos concluir que se faz necessária uma revitalização do Museu Dona Beja como um todo, na forma de mostrar a sua importância para a cidade e região, e consequentemente, atiçar a curiosidade da população e do turismo em geral,” afirmou.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




PGE planeja ação para revitalização de imóveis no Centro Histórico de São Luís (MA)

São Luís tem cerca de 4.000 imóveis tombados como patrimônio histórico da União (desde 1955) e do governo do Estado (desde 1986).

São Luís (Maranhão. Divulgação/Internet

A Procuradoria Geral do Estado (PGE) articula com o Ministério Público Estadual (MP) e órgãos municipais e estaduais que atuam na área da preservação do patrimônio histórico, um termo de cooperação para assegurar que os imóveis da área tombada pelo patrimônio histórico estadual em São Luís, sejam recuperados pelos proprietários.

“Buscaremos reverter essa situação de abandono que se encontram esses imóveis no Centro Histórico de São Luís. É obrigação do proprietário fazer a recuperação dos sobrados, solares e casas térreas”, disse Rodrigo Maia, Procurador-Geral do Estado.

São Luís tem cerca de 4.000 imóveis tombados como patrimônio histórico da União (desde 1955) e do governo do Estado (desde 1986). São casarões coloniais dos séculos 18 e 19, exemplares da arquitetura portuguesa.

O intuito do procurador-geral Rodrigo Maia é evitar que o Governo do Estado seja responsabilizado solidariamente pela deterioração do patrimônio edificado na área de tombamento do governo estadual, que vai do entorno da Praça Deodoro (Centro) até o bairro da Praia Grande. “Estamos atuando de forma proativa. Nosso papel é de ter uma atuação proativa. Temos que prevenir o litígio”, afirmou Maia.

Parcerias

Rodrigo Maia já reuniu com o promotor Fernando Barreto Júnior, da Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Histórico, as diretrizes do termo de cooperação entre a PGE e o MP. “Estamos discutindo as linhas da cooperação técnica com o MP. Numa primeira reunião, já definimos que compartilharemos informações e recursos humanos”, explicou Maia.

Além do MP, Rodrigo Maia já conversou com o Aquiles Andrade, presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (Fumph). “Tive uma boa reunião com Aquiles Andrade, sobre esse processo de revitalização no Centro Histórico. A Fumph fornecerá uma lista atualizada dos imóveis com risco de arruinamento”, contou Maia.

Sobre os prédios que correm o risco de desmoronamento, o Procurador Geral do Estado afirmou que já oficiou a Defesa Civil Municipal e a Estadual para ter um quadro preciso dos imóveis que podem desabar. “Temos uma preocupação com as pessoas, com a famílias que vivem no entorno, na vizinhança desses prédios que podem ruir. Temos que cuidar da segurança das pessoas”, ponderou Maia.

Na agenda do chefe da PGE, também estão agendadas reuniões de trabalho com os secretários estadual de Cultura, Diego Galdino e com o municipal Marlon Botão. “As secretarias de Cultura são parceiras fundamentais. A Secma, por exemplo, é uma parceira importante dessa iniciativa, pois a ela está vinculado o Departamento de Patrimônio Histórico Artístico e Paisagístico”, destacou Maia.

Uma das medidas já debatidas pela PGE e os órgãos que atuem na proteção ao patrimônio histórico é acionar os proprietários dos imóveis que estão em risco de arruinamento para que recuperem integralmente os prédios. Uma outra medida, é executar judicialmente os donos de casarões e solares que se recusarem ou não realizarem a recuperação dos imóveis.

Fonte original da notícia: Jornal Pequeno




Criciúma (SC) – Revitalização do Centro Cultural Jorge Zanatta orçada em R$ 1,4 milhão

O Centro Cultural Jorge Zanatta passou por uma vistoria nesta quinta-feira, dia 22, e o orçamento final estimado para a reforma do prédio foi de cerca de R$ 1,4 milhão. Sob responsabilidade da Prefeitura de Criciúma e do Governo Federal, a estrutura histórica será restaurada.

O prefeito de Criciúma Clésio Salvaro solicitou o termo de cessão de uso do imóvel do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) à Administração Municipal. “Com a doação do imóvel à Prefeitura, vamos economizar no aluguel e investir exclusivamente nas obras”, explica Salvaro. A reforma emergencial do Centro Cultural Jorge Zanatta foi determinada pelo Ministério Público (MP) e deferida pela Justiça Federal.

Além de Salvaro, visitoriaram o prédio os superintendentes do DNPM em Santa Catarina, Gilmar Oliveira Gonçalves, e da Superintendência do Patrimônio da União (SPU) em Santa Catarina, Carlos José Bauer. “A União tem R$ 502 mil para iniciar a tratativa e cumprir a ação judicial no Centro Cultural. Iniciamos o processo licitatório e nos deram o prazo de sete meses para concluir a obra emergencial, que abrange a recuperação do telhado e revisão de esquadrias e pisos, por exemplo”, explica Gonçalves.

Colaboração: Jhulian Pereira/Prefeitura de Criciúma

Fonte original da notícia: Engeplus




Com R$ 5 milhões, empresas italianas reformarão praças em SP

Monumento na Praça do Imigrante Italiano/Wikipedia

Um grupo de empresas italianas irá financiar a revitalização de praças e monumentos de São Paulo ligados à imigração e à história do país europeu. O projeto, chamado “Italia per San Paolo” (“Itália para São Paulo”, na tradução), foi apresentado nesta quarta-feira (21) pelo prefeito João Doria e tem um custo total de R$ 5 milhões.

Os locais que receberão as obras de restauração são a Praça do Imigrante Italiano, a Praça Cidade de Milão e a Praça Ramos de Azevedo. Todas as reformas serão pagas por empresas italianas, como a Pirelli, TIM, Bauducco, Geodata, Instituto Europeu de Design (IED), Papaiz, Banco Intesa San Paolo, BCF, grupo Comolatti, Zaraplast, Colégio Dante Alighieri, Azimut, Magneti Marelli, além da família Matarazzo.

Localizada entre a Avenida Nove de Julho e a Avenida Cidade Jardim, no Itaim Bibi, a Praça do Imigrante Italiano receberá R$ 110 mil de investimento para refazer os jardins e restaurar os monumentos em pedras. A inauguração do espaço revitalizado está marcada para 6 de agosto.

Já a Praça Cidade de Milão, perto do parque do Ibirapuera, terá toda a obra financiada pela Pirelli, com um orçamento de R$ 1,2 milhão. O local conta com uma fonte com quatro réplicas de estátuas de Michelangelo. O projeto de restauração prevê uma revitalização dos monumentos e da iluminação, que serão reinaugurados em outubro.

A maior obra, porém, ocorrerá na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, com gastos estimados em R$ 3,7 milhões. A “fonte dos desejos” será restaurada e o espaço receberá um sistema de monitoramento de segurança. Além disso, o projeto de reforma colocará bancos novos, mármore e objetos de design italiano.

“A inauguração da Praça Ramos de Azevedo será um presente de Natal para a cidade, em 16 de dezembro”, disse a diretora do ITA, Erica Di Giovancarlo. “O projeto quer mostrar que os italianos acreditam no Brasil, um país que se tornou destino de seus investimentos no exterior”, ressaltou.

Organizado pelo ITA, com o apoio do consulado italiano em São Paulo e da embaixada em Brasília, o “Italia per San Paolo” inclui, além das obras de revitalização, um compromisso para que as empresas façam a zeladoria, a segurança e a jardinagem das três praças pelo período de um ano.

“A ligação da Itália com São Paulo não precisa de nenhuma apresentação, pois é a cidade com maior número de italianos e descendentes fora da Itália”, argumentou o embaixador Antonio Bernardini.

“A ideia de de mobilizar forças para revitalizar lugares com uma história ligada à Itália é um gesto muito italiano. Lá na Itália, é comum que empresas patrocinem melhorias públicas, como o Coliseu, reformado pela Tod’s, a piazza Spagna, pela Bulgari, e a Fontana de Trevi, pela Fendi”.

De acordo com o prefeito João Doria, desde o primeiro mês de seu mandato, em janeiro de 2017, foram iniciados contatos com o consulado italiano e com representantes de outros países para reformas de espaços públicos urbanos e projetos da cidade.

“Iniciamos contato com as comunidades internacionais que mais contribuíram para tornar São Paulo uma cidade global”, afirmou, em coletiva de imprensa, anunciando também que em outubro fará uma viagem oficial a Milão para debater investimentos.

“As empresas estão felizes de participarem desse projeto, sem nenhuma contrapartida para a Prefeitura”, disse o vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

Por ANSA

Fonte original da notícia: Metro




Belo Horizonte (MG) – Cine Santa Tereza será revitalizado e vai concentrar ações na área audiovisual

Lucas Prates/Hoje em Dia

A Prefeitura de Belo Horizonte irá investir R$ 1,37 milhão na reforma e revitalização do Cine Santa Tereza, espaço cultural que foi reaberto em abril do ano passado e vem exibindo mostras cinematográficas com entrada gratuita. O equipamento público da Fundação Municipal de Cultura terá nova estrutura para um melhoramento no funcionamento da atividade cinematográfica, preservação e fomento da produção visual.

Além disso, o espaço receberá as equipes atualmente instaladas junto ao Museu da Imagem e do Som (MIS), atendendo a uma antiga demanda do setor, que buscava um local mais adequado para a realização desse trabalho. Estas ações contarão com recursos do BNDES, de compensação de patrimônio histórico e da própria prefeitura.

Segundo o diretor do arquivo, museus e centros de referência da Fundação Municipal de Cultura, Yuri Mello Mesquita, o Cine Santa Tereza também terá avanços no seu tratamento acústico. Uma nova porta corta-fogo vai contribuir para que o áudio dos filmes seja melhor reproduzido durante as sessões, reduzindo o ruído externo. Uma segunda fase do projeto prevê a transferência também do acervo, hoje localizado em um imóvel da região Centro Sul, para o equipamento cultural.

A administração municipal estuda também a implantação de núcleo de produção digital, com o objetivo de formar pessoas na produção audiovisual, em um imóvel da área central. Se a ideia for concretizada, será o primeiro do gênero em Minas Gerais.

Para o Museu da Imagem e do Som, a mudança é motivo de preocupação. “Quando recebemos essa noticia dessa forma, como algo ja dado como certo, com prazo de desocupação estabelecido, ficamos assustados porque o que nos preocupa é o quanto isso vai impactar negativamente as ações que desenvolvemos no Museu”, explica a técnica de nível superior do Patrimônio Cultural do MIS, Isabel Beirigo.

Isabel explica que o maior problema com essa transferência é a questão do acervo. “Atualmente, a área do acervo ocupa toda a parte de baixo do Museu. São cinco salas com reserva técnica com climatização, controle de temperatura e umidade relativa do ar e sistema de exaustão. Todas as salas ficam separada para manter as condições físicas ideais para cada fim. Além destas salas, temos ainda uma sala de tratamento e mais duas de atendimento do pesquisador. Como vamos colocar o Museu, construído numa área de 420m² em um espaço de 150m²?”, questiona.

O produtor cultural do Cine Santa Tereza, Gilberto César Vieira, concorda que o espaço não será suficiente, além do mais, a mudança vai acarretar no cancelamento de mostras importantes de cinema que o Cine receberia. “O Cine Santa Tereza não tem nenhuma condição de receber o acervo do MIS. Primeiro por questão de espaço, de infraestrutura. Segundo porque o cinema teria que interromper toda a sua programação já fechada até dezembro, em que receberíamos algumas mostras muito importantes de cinema russo, europeu, o Anima Mundi, então vamos ter que cancelar tudo”.

Gilberto explica que a forma com que a decisão foi comunicada, também deixou a todos muito incomodados.”A gente foi surpreendido pelo comunicado verbal do prefeito, não teve nenhuma formalidade nisso. Ficamos sabendo por meio da diretoria do MIS, o que nos causou um grande susto. O prefeito, infelizmente, mesmo tendo sido amplamente apoiado pelos servidores da cultura e por toda a classe artística de BH, não tem dialogado com os funcionários. Nem o corpo técnico do MIS quanto do Cine foi consultado”. ​

O secretário municipal adjunto de comunicação, Chico Maia, considera que as divergências de opinião neste caso são uma manifestação natural. “As pessoas costumam ter receio de mudanças. Na verdade, trata-se da potencialização do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte e do fortalecimento do audiovisual na cidade”, explica. Sobre as críticas feitas ao prefeito Alexandre Kalil, a prefeitura não se manifestou.

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Tiradentes (MG) – Troca de calçamento em centro histórico terá que ser refeita

Além de as pedras terem sido substituídas e mal colocadas, há problemas elétricos e de drenagem.

Precaução. Pedras da rua da Câmara foram retiradas para evitar que participantes da procissão da Semana Santa escorreguem e caiam.

Precaução. Pedras da rua da Câmara foram retiradas para evitar que participantes da procissão da Semana Santa escorreguem e caiam.

Quem planejou passar a Semana Santa em Tiradentes, no Campo das Vertentes, pode ser surpreendido ao caminhar pelas tradicionais vias de pedra do município. A rua da Câmara, que recebe as procissões da festa religiosa, está quase toda em terra batida. Outras que também compõem o trajeto foram cobertas com pedras escorregadias. A situação é resultado de obras de calçamento e de revitalização de monumentos que se arrastam há quase dois anos no centro histórico e que agora precisarão ser refeitas também por problemas elétricos e de drenagem. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) constatou irregularidades nas obras, e a prefeitura já foi notificada diversas vezes desde junho de 2015, logo no início das intervenções.

O contrato foi assinado entre município, Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Estado em 2012. As obras começaram em junho de 2015, e o recurso previsto de R$ 4.926.986,36 foi repassado ao município um mês depois. A Suprema Engenharia venceu a licitação.

A previsão era que até dezembro passado, 17 ruas e monumentos históricos tivessem sido revitalizados. Entretanto, problemas na elaboração do projeto teriam atrasado a execução e a maior parte dos locais previstos não foi reformada. Além disso, pontos que receberam obras tiveram problemas na execução que teriam causado impacto também em outras ruas, que não estavam previstas no projeto, mas que depois tiveram que ser reformadas.

Previsões. Elaborado pela prefeitura durante a administração de Ralph Justino (PV), o projeto previa a alteração no nivelamento das pedras do calçamento do centro histórico, mas não contava com a drenagem pluvial subterrânea. Ao atender a exigência do Iphan de anexar a drenagem ao projeto, a prefeitura avaliou que a verba não seria suficiente. Dessa forma, pontos que antes deveriam receber intervenções não foram contemplados.

Segundo a atual administração e o Iphan, boa parte da obra foi feita com erros. Em ofício encaminhado pelo Iphan em Tiradentes à superintendência estadual, no mês passado, técnicos afirmaram que nas ruas da Câmara e da Santíssima Trindade, que receberam as obras, “pedras encontram-se totalmente descoladas e o estado crítico pode ocasionar acidentes”. Segundo a prefeitura, mais de 95% dos recursos destinados à obra já foram gastos, mas nem 50% foi concluído.

A superintendente estadual do Iphan, Célia Corsino, informou que o instituto fiscalizou as obras e identificou irregularidades no calçamento. A prefeitura foi avisada mais de uma vez, porém o Iphan não tem autoridade para cortar o pagamento, já que o contrato foi celebrado com a prefeitura. “Desde janeiro estamos avisando o prefeito que o trabalho não está bom. No dia 5, oficiei dando 30 dias (para a regularização da obra) e em março a gente constatou que continuava igual”, detalhou a superintendente. (Com Aline Diniz)

O que diz a empresa

Certo. Geraldo Castilho, sócio da Suprema Engenharia, afirmou que as obras seguiram pedidos do Iphan e da prefeitura.

Chuva. “A rua da Santíssima Trindade, acima da Matriz, não foi contemplada com drenagem pluvial, e o volume que desce de água dela é muito grande. Quando teve a chuva, essa água desceu com velocidade. Só por isso está sendo refeito”.

Chafariz tem danos no reboco

Construído no fim do século XVIII, o chafariz de São José está entre os monumentos que passaram por revitalização. Poucos meses após o término da obra, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) constatou danos no reboco e falhas na execução da obra.

“Fizemos uma recomendação à prefeitura que solicitasse à empresa responsável pelas obras que fizesse ajustes. Restaurar não é pintar o chafariz”, argumentou a superintendente estadual do Iphan, Célia Corsino.

De acordo com a superintendente do instituto, a parte de trás do monumento, responsável por fazer o chafariz jorrar água, teria que ter sido recuperada, mesmo que futuramente o sistema fosse desligado.

Histórico. O chafariz tem fachada barroca e abriga uma imagem rara de são José, além de um brasão de armas do reino de Portugal. Antigamente, ele servia de bebedouro e apoio para lavadeiras. (AD)

Pedras sumiram

Originais. Um dos objetivos da reforma, segundo o projeto, era o realinhamento das pedras, das décadas de 50 e 60, no centro histórico. Embora tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), algumas pedras foram trocadas durante as intervenções por novas para que o encaixe pudesse ser feito.

Sumido. De acordo com o ex-prefeito, Ralph Justino, as pedras estariam na sede da prefeitura. Porém, segundo a nova administração, nenhuma delas se encontra no local.

Moradores insatisfeitos

Moradora da rua da Câmara, a estudante Ana Clara Ferreira, 21, reclama de rachaduras nas paredes de casa após as obras. “Sempre tropeçamos. Meu medo é cair, porque está realmente impossível de caminhar. Quando reformaram o calçamento, no ano passado, ficou uma beleza. Estava tudo alinhado, certinho. Mas, com o tempo, começou a desandar. As pedras começaram soltar”, disse.

A empresária Juliana Ferreira, 38, se queixa do impacto da obra nos casarões. “Usaram máquinas grandes e tem rachaduras nos casarões”.

Por Mariana Nogueira

Fonte original da notícia: O Tempo




Antiga sede da Assembleia Legislativa do TO está cercada por lixo e mato

Prédio foi usado por cinco anos até construção da sede definitiva em 1995. Estrutura, que é tombada como patrimônio histórico, está abandonada.

Antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Antigo prédio da Assembleia Legislativa do Tocantins. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Um prédio que serviu como sede provisória da Assembleia Legislativa do Tocantins está abandonado e cercado por mato e lixo em Palmas. A estrutura foi uma das primeiras a ser construída na capital. Ela serviu como centro do poder legislativo durante cinco anos, até a inauguração da sede definitiva, na praça dos Girassóis, em 1995. Mesmo após o tombamento como patrimônio histórico, o local segue sem manutenção.

Ao redor, além do matagal sem roçagem e o lixo espalhado, é possível ver entulho e até ossadas de animais mortos. O imóvel é de madeira e passou por um princípio de reforma em 2010, quando foram investidos cerca de R$ 500 mil na troca do madeiramento. A reforma parou e o prédio voltou a ficar esquecido.

O prédio é a única estrutura na quadra 510 Norte. Foi a segunda sede provisória da AL, a primeira ficava em Miracema do Tocantins, que serviu de capital estadual enquanto Palmas não ficava pronta. A estrada que leva ao local não é pavimentada e o mato ao redor pode servir de esconderijo para criminosos.

O Governo do Estado, responsável pela conservação do local, disse que está fazendo um levantamento dos custos de uma revitalização. Os projetos para o uso e ocupação do local ainda estão em fase de discussão. O novo superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artística Nacional (Iphan), Marcos Aurélio Câmara, disse que será feita uma averiguação no local. “Nós vamos fazer uma visita técnica e aí nós vamos entrar em contato com o governo do estado para ver as possibilidades”.

Fonte original da notícia: G1 TO




Porto Alegre (RS) – Cais Mauá recebe licença prévia para revitalização

 Investimento na etapa inicial da obra é estimado em R$ 100 milhões Arte Jaime Lerner e  B720/Divulgação/JC

Investimento na etapa inicial da obra é estimado em R$ 100 milhões. Arte Jaime Lerner e B720/Divulgação/JC

A revitalização do Cais Mauá, em um dos mais belos cartões postais da Capital, está mais próxima de se tornar realidade. A prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SMAM), entregou no dia 17 de novembro a Licença Prévia (LP) para o empreendimento, o que atesta, além da sua concepção, a viabilidade ambiental. Na sequência operacional do processo, a Cais Mauá do Brasil entregou os projetos arquitetônicos para a prefeitura, que deverão ser avaliados e aprovados, para que seja solicitada a concessão da Licença de Instalação (LI). Com a obtenção da LI, as obras vão iniciar. “É um projeto complexo e a lei exige o envolvimento e aprovação de muitos órgãos na prefeitura e de outros níveis de governo, o que torna o processo moroso”, explica a presidente da Cais Mauá do Brasil S.A, Julia Costa.

A expectativa da Cais Mauá é de que até meados de janeiro de 2017 os projetos arquitetônicos já estejam aprovados e possa ser solicitada a concessão da licença de instalação. “Os recursos para as obras estão apartados e tão logo tenhamos todas as licenças e a aprovação, iniciaremos com as obras”, informa a presidente.

A primeira fase compreende a revitalização dos 11 armazéns, localizados entre a Estação Rodoviária e a Usina do Gasômetro. O investimento desta etapa inicial está estimado em R$ 100 milhões. O contrato da Cais Mauá garante arrendamento da área por 25 anos, podendo ser renovado por igual período. O projeto foi desenvolvido pela espanhola B720 Arquitetura do Brasil e Jaime Lerner Arquitetos Associados e respeita fielmente as concepções arquitetônicas dos armazéns que são tombados pelo patrimônio histórico.

Para o uso interno das áreas a previsão é de que o Pórtico Central e os Armazéns A e B sejam destinados a espaços culturais. Do A1 ao A6 serão ambientes ligados à gastronomia e ao varejo. O A6 está destinado a eventos. No armazém B1, haverá uma grande praça de alimentação. O armazém B2 estará voltado ao setor de serviços, pequenos comércios e conveniências. No B3, irá funcionar um terminal hidroviário com linhas de transporte e passeios de turismo pelas águas do Guaíba.

Nos espaços abertos entre cada armazém serão construídas 10 praças, em um total de mais de 11 mil m² de área completamente aberta ao lazer para o público em geral. O respeito ao meio ambiente e ao patrimônio histórico são os balizadores deste projeto.

As obras seguem as determinações da Secretaria do Meio Ambiente, como previsto no EIA-RIMA, além das limitações e diretrizes do Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), aprovado pela Secretaria Municipal de Urbanismo (SMURB).

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Quatro ossadas do século 17 são encontradas em cidade histórica de Alagoas

Divulgação.

Divulgação.

Quatro esqueletos do século 17 foram encontrados enterrados na praça da igreja Senhor do Bonfim, em Marechal Deodoro, cidade histórica localizada na região metropolitana de Maceió (AL). Duas ossadas foram achadas em agosto e outras duas no último dia 12. O material foi retirado do local por arqueólogos para estudo na Universidade Federal de Alagoas.

Os esqueletos foram encontrados por operários que trabalham nas obras de revitalização da praça, localizada no bairro de Taperaguá. Ainda não se sabe de quem são os esqueletos — a pesquisa sobre os achados deve durar cerca de oito meses.

A igreja faz parte do sítio histórico de Marechal Deodoro, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional), e as reformas entorno do prédio são acompanhadas por arqueólogos. As obras de revitalização da praça foram iniciadas em agosto.

Não se sabe ao certo a data da construção da igreja do Senhor do Bonfim, mas “conhece-se o fato de o patrimônio ter sido estabelecido por Diogo Soares da Cunha, no ano de 1611”, informa a prefeitura da cidade. A fachada do prédio tem influência das igrejas franciscanas de outras cidades da região Nordeste.

Segundo arqueóloga Ruth Barbosa, na época do Brasil Colônia era comum enterrar mortos ao redor de igrejas e, por isso, podem ser encontradas novas ossadas na área. Por conta dos achados, o terreno da praça foi dividido e cada trecho recortado é analisado por pesquisadores para preservar os materiais que forem encontrados.

A arqueóloga Jade Paiva conta que os moradores de Marechal Deodoro estão curiosos com o achado, mas que detalhes sobre a origem só serão dados depois que a pesquisa for concluída. “Muita gente passa, fotografa, pergunta. Todos estão muito curiosos, mas não temos informações detalhadas porque os estudos estão em andamento. Só depois que concluímos é que teremos algo concreto sobre a origem desses esqueletos”, disse.

Por Aliny Gama

Fonte original da notícia: UOL