Rio de Janeiro (RJ) – Quartel da Polícia Militar é tombado como patrimônio cultural

Lei aprovada na Câmara determina que prédio do QG central, construído em 1740, não poderá ter a sua fachada modificada, nem ser vendido, como já quis Cabral.

Prédio já abrigou convento de frades e funcionou como hospício. (Ernesto Carriço / Agência O Dia)

O Quartel General da Polícia Militar, que ocupa um quarteirão inteiro na Rua Evaristo da Veiga, no Centro, acaba de ser tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural. Pela Lei Municipal 6.170/17, fica proibido modificar a fachada do imóvel, que não poderá ser vendido, como chegou a tentar o então governador Sergio Cabral em 2012.

A lei também resguarda o valor cultural do local, construído em 1740, como casa de padres capuchinhos italianos e que sediou, em 1831, o Corpo de Guardas Permanentes comandado por Duque de Caxias.

Autor, junto a outros 13 nomes, o vereador Carlo Caiado (DEM), que apresentou o projeto inicialmente em 2008, diz que a promulgação da lei assegura dois propósitos: “Garantimos que a memória histórica não se perca em troca de dinheiro e um local apropriado para o funcionamento de um quartel general”.

Em maio de 2012, o governo havia anunciado a implosão do QG, que seria vendido à Petrobras por R$ 336 milhões. Na lista de prédios à venda estavam também os quartéis de Botafogo (2º BPM), Tijuca (6º) e Leblon (23º). Na época, a empresa desistiu da aquisição após pressão política da Câmara e do povo nas ruas.

De acordo com o governo do estado, desde 2013, quando o atual governador Luiz Fernando Pezão assumiu a gestão, não há mais interesse na venda do imóvel. A PM comemora a decisão. “No local fica a nossa diretoria e seu tombamento preserva nossa história, como primeiro órgãos de segurança pública do estado”, afirma a diretora do Centro Cultural da PM, Analiny Caroprese.

Para o professor de História da Estácio, Rodrigo Rainha, o prédio é ícone de um descaso com a história do Rio: “Já deveria ter sido tombado. O prédio marca as reformas do início do Século 20 e é o único que sobrou de pé naquela área”.

Curiosidades sobre o QG

A tenente coronel Analiny Caroprese conta que o prédio se tornou o Hospício Nossa Senhora da Oliveira, pertencente aos frades capuchinhos. Em 1852, foi palco de outro acontecimento histórico: a primeira vez em que o telégrafo com fio foi utilizado, um marco na história das telecomunicações no país. Em 10 de julho de 1865, partiu dali o 31º Corpo de Voluntários da Pátria para combater na Guerra do Paraguai.

Em 1919, o quartel foi transferido para a Avenida Salvador de Sá, onde funcionou até 1934. Neste período, o prédio abrigou um hospital para atendimento de vítimas de tuberculose, que assolava a população do Rio.

Outro fato curioso é que, em 1780, quando o prédio ainda era um convento, saíram de lá as primeiras mudas de café rumo ao interior do Rio e São Paulo. Anos depois essas mudas alavancaram a economia brasileira, que se encontrava em crise desde o primeiro reinado.

Por Paola Lucas

Fonte original da notícia: O Dia




RJ – ONG fundada por Betinho deve ser despejada

Intenção fez com que o processo de cessão definitiva do imóvel, de propriedade da União, para a ONG fosse interrompido perto do fim.

Centro Cultural Ação da Cidadania. Foto: Divulgação

A ONG Ação da Cidadania, fundada há 24 anos pelo sociólogo e ativista de direitos humanos Herbert de Souza, o Betinho (1935-1997), está sob ameaça de perder sua sede na zona portuária do Rio, onde funciona há 17 anos. A Prefeitura do Rio e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) têm planos para utilizar o galpão de 6.600 m², tombado no fim do ano passado, para criar o Museu da Escravidão e da Liberdade.

A intenção fez com que o processo de cessão definitiva do imóvel, de propriedade da União, para a ONG fosse interrompido perto do fim. A Ação da Cidadania ocupa o espaço desde 2000, após autorização dada por intermédio da então primeira-dama Ruth Cardoso. A utilização só ocorreu após uma extensa reforma no espaço, ao custo de cerca de R$ 5 milhões à época, com projeto do arquiteto Hélio Pellegrino.

Em fevereiro, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), solicitou ao governo federal, com apoio do Iphan, a cessão do imóvel. Os dois pedidos estão sob análise da Secretaria de Patrimônio da União. “Desde que soubemos do processo de tombamento, tentamos contato com o Iphan e nunca conseguimos. A prefeitura iniciou um diálogo, mas exclui a possibilidade de permanecermos no galpão e de criarmos o museu em conjunto, diretor-executivo da ONG, Rodrigo Afonso.

Fonte original da notícia: Folha de Pernambuco




Vassouras (RJ) – Fazenda e MP celebram acordo para pôr fim a encenação sobre escravidão

Na encenação pessoas negras eram vestidas como escravas para servir turistas.

Fazenda Santa Eufrásia tinha encenação sobre escravidão – Reprodução/Fazenda Santa Eufrásia.

A Fazenda Santa Eufrásia, em Vassouras, assinou um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público Federal (MPF), em Volta Redonda, para pôr fim a encenação sobre a escravidão para turistas e para adotar medidas para que o local receba o selo Fazenda sem Racismo. Na encenação, pessoas negras vestidas como escravas serviam os turistas que visitavam a fazenda e eram recebidos pela dona Elizabeth Dolson, que se vestia com roupas de época, representando uma sinhá.

Um inquérito policial apurou a violação de direitos fundamentais na programação turística da Fazenda Santa Eufrásia e a possível violação ao patrimônio histórico. No curso da investigação, foi confirmada a veracidade dos fatos.

A fazenda particular foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional no Rio de Janeiro (Iphan-RJ), em 1970, por causa de sua importância histórica, cultural e paisagística.

Fonte original da notícia: O Globo




Matriz de Nossa Senhora da Conceição, de Paty do Alferes (RJ), corre risco de desabar

Na fachada, uma parte da sanca caiu em dezembro do ano passado. O sino da torre não é mais usado por causa do risco da estrutura desabar.

Reprodução.

O único imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Paty do Alferes, RJ, está se deteriorando. A ação do tempo na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição preocupa os moradores.

Na fachada, uma parte da sanca caiu em dezembro do ano passado. O sino da torre não é mais usado por causa do risco da estrutura desabar. Nas laterais da construção, as janelas estão caindo. As paredes estão desniveladas e cheias de buracos. No interior, as rachaduras tomam conta das paredes e do altar. Com a infiltração, parte do telhado caiu.

“Nós estamos há dez anos, cansados de tentar restaurar. O problema maior que eu vejo é esse, infiltrações no telhado. Se não tiver uma intervenção no telhado, esse patrimônio corre sério risco de desabar”, explicou o egenheiro Gilvacir Vidal Draia.

Construída em 1940, a igreja foi tombada a pedido dos próprios moradores. A ideia era conservar a construção e parte da história do município. Segundo os moradores, depois do tombamento nenhuma reforma foi feita. Há 44 anos sofrendo com a ação do tempo, a preocupação é com o risco que ela oferece.

“Foi comunicado o Iphan, pedimos um laudo. Naquele mesmo dia foi feita uma vistoria da responsável da área. Ela falou que apresentaria em dez dias um laudo oficial de tudo aquilo que nós pedimos para assim tomarmos uma decisão, porém esse laudo já vai para dois meses de atraso. Não tivemos uma resposta”, afirmou o padre Welder de Carvalho Silva.

Verba de R$ 1 milhão aprovada

Preocupados com a situação da Matriz, um grupo de moradores se reuniu e criou uma comissão de restauração da igreja. A ideia é tentar agilizar o processo de reforma. “Estamos tentando diversas parcerias no intuito de não deixar que essa obra se perca no tempo, como vem acontecendo”, disse a advogada Maria Lúcia de Jesus Barbosa.

Em 2014, um convênio com o Ministério da Cultura aprovou a destinação de uma verba de R$ 1 milhão para obras de restauro. Segundo o Secretário Municipal de Cultura, Marcelo Mourão, a verba nunca foi liberada.

“A prefeitura está empenhando esforços no sentido de buscar novamente os recursos necessários para poder restaurar essa obra. Inclusive vendo a possibilidade de romper essa reigidez desse tombamento, que a princípio nos parece que tem a intenção de proteger e nós nos sentimos desprotegidos sem a possibilidade de angariar recursos”.

O Iphan disse à produção do RJTV que o laudo sobre a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Paty do Alferes, está sendo elaborado, mas não tem prazo para ficar pronto. Assim que o documento sair, a diocese de Valença, responsável pela igreja, deverá contratar um projeto executivo para a restauração.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde




Rio de Janeiro (RJ) – Livros de cemitérios se deterioram em sala na garagem do Arquivo Geral da Prefeitura

Acervo com registros a partir de 1851 está no local desde 2013, quando foi retirado da Santa Casa de Misericórdia. Sindicância foi aberta para apurar furtos dos documentos.

Acervo dos cemitérios está alojado ao lado da garagem do Arquivo da Cidade do Rio. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

Livros mortuários de 13 cemitérios públicos do Rio de Janeiro estão se deteriorando armazenados em uma área de 66 metros quadrados, ao lado da garagem, no subsolo do prédio do Arquivo Geral da cidade. No acervo estão armazenados 2.164 livros, cerca de 1,5 mil da Santa Casa de Misericórdia. São documentos de 1851 até os dias atuais. O G1 foi ao local e encontrou uma sala quente, sem vigilância e os registros armazenados em péssimo estado de conservação em estantes de aço.

O Diário Oficial do Município publicou, em sua edição de terça-feira (25), a abertura de uma sindicância para apurar “irregularidades supostamente praticadas no Acervo dos Livros Mortuários do Rio de Janeiro”. A equipe de reportagem apurou que livros foram furtados e outros tiveram as folhas rasgadas.

Há duas semanas, um livro de 1852 foi encontrado jogado, em um domingo, no chão da sala. O documento não fazia parte do catálogo elaborado pelo setor da Prefeitura do Rio que administra os cemitérios públicos.

Os livros mortuários são registros de pessoas que adquiriram, a partir de 1851, sepulturas na cidade do Rio. Não apenas o nome de quem comprou, mas dados sobre a pessoa e quem foi sepultado local, além de quem recebeu o jazigo de herança, por exemplo.

Esses dados servem aos historiadores como informação sobre o ciclo de vida dos moradores do município durante os séculos 19 e 20. Ou ainda para se definir a árvore genealógica de uma família ou até como prova de casos de dupla cidadania.

Em abril de 2013, suspeitas de irregularidades nos arquivos da Santa Casa de Misericórdia levaram a Prefeitura do Rio a acautelar os livros. As suspeitas teriam sido praticadas em três cemitérios do Rio: Irajá, Inhaúma e Ricardo de Albuquerque, todos na Zona Norte do Rio. Em julho daquele ano, os livros foram levados para a garagem do Arquivo Geral da Cidade, onde estão até hoje.

Livro mortuário se deteriora no Arquivo Geral da Cidade do Rio. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

O acervo dos cemitérios está no subsolo do prédio localizado na Cidade Nova, no Centro do Rio. A história dos sepultados na cidade do Rio de Janeiro está numa sala ao lado do estacionamento de carros.

O local foi inundado em 2016 após uma chuva forte, de acordo com um ofício de março do ano passado. Há relatos de servidores, em documentos obtidos pelo G1, de que livros foram levados do lugar e colocados em carros parados ao lado da sala.

Junto à entrada da área onde está o acervo, não há câmeras ou qualquer vigilante. Na sala, ficam apenas dois funcionários. Próximo às estantes de livros, há fios desencapados no teto.

Um ventilador na porta tenta refrescar, sem sucesso, o ambiente. Há extensões que servem para ligar o outro ventilador e carregar os aparelhos celulares dos servidores.

Os livros são manuseados com luvas que já estão quase no fim. Não há máscara para os funcionários. Alguns livros foram encontrados pela reportagem rasgados ou com as folhas soltas. Bem diferente dos 3,5 milhões de documentos digitalizados nos andares acima.

Prefeitura promete digitalizar o acervo

O secretário municipal de Conservação e Meio Ambiente, Rubens Teixeira, diz que o acervo será digitalizado e, assim, preservado.

“Vamos primeiro descontaminar o acervo, microfilmar e assim cuidar da digitalização de todo material”, afirma o secretário. Todo o processo deve durar seis meses.

No Arquivo da Cidade, há livros do século 19. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

Por meio da assessoria, a diretora do Arquivo Geral da Cidade do Rio, a historiadora Beatriz Kushnir, declarou que o arquivo cuida apenas da guarda dos livros. De acordo com a nota, toda a documentação “que chega ao local entra pela garagem e passa por uma sala de acolhimento e pequeno tratamento, para não contaminar o restante do acervo”.

A nota da Casa Civil da Prefeitura, ao qual a direção do Arquivo Geral é subordinada, diz que procedimentos como microfilmagem e digitalização não foram feitos pela antiga administração municipal quando os livros foram acautelados pela prefeitura.

Leia a íntegra da nota:

A documentação dos cemitérios foi entregue ao Arquivo no início de 2013, quando a gestão passada rompeu o pacto com a Santa Casa de Misericórdia e acautelou os livros dos 13 cemitérios públicos da cidade. Por não haver espaço adequado na Coordenadoria de Cemitérios, responsável pela documentação, foi determinado que o Arquivo cedesse um espaço onde essa documentação poderia ficar para continuar sendo manuseada pelas pessoas das funerárias e da coordenadoria. Por ser uma documentação corrente que continua sendo manuseada e preenchida, ela não tem o caráter permanente – por isso não pertence ao arquivo geral da cidade.

Quando a documentação chegou, o AGCRJ produziu um termo de referência, com todas as etapas necessárias ao arquivamento dessa documentação: higienização, pequenos reparos, digitalização, microfilmagem, acondicionamento e construção de uma base de dados que transferisse as informações dos livros.

O processo não foi feito pela antiga gestão. A atual administração está em negociação com as concessionárias para garantir que as mesmas cumpram as exigências do contrato, entre elas colocar uma base de dados em todos os cemitérios e também na coordenadoria, para que as novas inclusões ao invés de serem feitas nos livros sejam colocadas diretamente ali, de forma digital, o que vai permitir que os livros ganhem um caráter permanente e sejam devidamente arquivados“.

Fios ficam junto às prateleiras dos livros mortuários. (Foto: Marco Antônio Martins/G1)

Por Marco Antônio Martins

Fonte original da notícia: G1 Rio




Niterói (RJ) – Prédios imponentes da faculdade de Direito da UFF escondem precariedade estrutural

Parte da fachada, da sede histórica, feita de gesso, está com risco iminente de cair.

Falta de manutenção na UFF Direito no Bairro do Ingá. Foto: Roberto Moreyra / Agência O Globo

Quem passa pela Rua Presidente Pedreira, no Ingá, dificilmente deixa de notar a imponente sede da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, que com sua beleza arquitetônica faz lembrar os antigos fóruns romanos. Perto dali, na Rua Tiradentes, um outro prédio do curso, em estilo neoclássico, também não passa despercebido. No entanto, a beleza é só por fora; por dentro, ambos estão com sérios problemas de infraestrutura.

Na sede, logo na entrada, pela lateral, uma fita preta e amarela alerta que alunos devem ficar longe dali. Parte da fachada do prédio histórico, feita de gesso, está com risco iminente de cair. No meio do ano passado, um temporal forçou a interdição de todo o prédio anexo, deixando evidente, segundo os alunos, muitas rachaduras; hoje quatro sala continuam fechadas. A mesma chuva deixou submersa a biblioteca, que ficava no subsolo da sede. Agora, ela funciona no imóvel da Tiradentes, que tem um sem- número de avarias.

Segundo alunos, os principais problemas do prédio — que pertencia à Faculdade de Economia até três anos atrás — são, além de rachaduras, as falhas na rede elétrica e a falta de limpeza. Há duas semanas, estudantes do 5º período fizeram um abaixo-assinado pedindo a troca de sala devido ao forte calor: o ar-condicionado de uma das salas do segundo andar estava com defeito. Na última segunda-feira, a equipe do GLOBO-Niterói esteve no prédio, acompanhada de um universitário, e constatou a situação: um bilhete informava um problema elétrico e pedia para os alunos não ligarem os aparelhos. Em outras instalações do prédio foi possível perceber fiações expostas ou queimadas, um bolsão d’água numa das salas, caixas de extintores de incêndio vazias e hidrantes sem mangueiras.

Blocos de gesso no teto ameaçam cair do prédio que é a sede da faculdade – Agência O Globo.

— A situação chegou num ponto crítico. Tenho certeza de que se a Defesa Civil realizar uma vistoria vai interditar os prédios. No da Rua Tiradentes, por exemplo, não há recursos para combater curtos-circuitos, como o ocorrido com o ar-condicionado e com a fiação desencapada saindo das paredes. Um acidente maior é muito plausível. Já perdemos a biblioteca por causa de uma alagamento, mas perdê-la num incêndio é bem mais perigoso — conclui o universitário Jan Mertens.

Os prédios de Direito não são os únicos com problemas de falta de manutenção. Em agosto de 2014, o do Instituto de Biologia foi interditado depois que a Superintendência de Arquitetura e Engenharia da UFF o inspecionou e alertou para o comprometimento das estruturas. A interdição ocorreu depois que alunos perceberam que vigas divisórias dos laboratórios estavam envergando porque as lajes e superiores cederam. O espaço foi construído para abrigar salas de aula e não teriam suportado o peso dos aparelhos dos laboratórios, que posteriormente foram transferidos de sala. Alunos contam que os problemas foram parcialmente resolvidos e que a reitoria prometeu entregar o novo prédio da faculdade até o fim deste ano, com com dois anos de atrasado. A UFF não confirma a informação.

Por meio de nota, a universidade informa que os prédios antigos demandam uma manutenção muito custosa; e as instalações são, a rigor, inadequadas para acolher um número grande de usuários, e que ações mitigatórias de manutenção, expansão da rede elétrica e até melhorias já foram e vêm sendo realizadas, porém rapidamente os problemas voltam.

Um incidente ocorrido no fim do mês passado na Faculdade de Veterinária está sendo investigado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff). A servidora técnica da UFF Cristina Marçal sofreu queimaduras nas pernas e no rosto após uma explosão durante o procedimento de refugo de produtos químicos num laboratório, e cogita-se que tenha sido por problemas relativos à quebra de normas de segurança do trabalho. Um relatório será elaborado para que se possa cobrar da UFF as adequações necessárias.

— Com o passar dos anos, a faculdade não tem recebido manutenção, e há muito o que melhorar — avalia Inis Andrade, coordenadora do sindicato.

Sobre este caso, a diretora da Faculdade de Veterinária, Leila Gatti Sobreiro, informou na ocasião, por meio de nota, que a direção do curso atua junto à Coordenação de Atenção Integral à Saúde e Qualidade de Vida da UFF para atender a servidora em seus direitos trabalhistas, como resultado da ocorrência.

Modernização

Enquanto dependências antigas expõem problemas de manutenção, os novos edifícios nos campus da Praia Vermelha e do Gragoatá mostram que a UFF também enveredou por um caminho de modernização e ampliação de sua infraestrutura, com a construção de 19 novos prédios nos últimos dez anos. Com longo atraso, a maior parte deles foi entregue — o último foi o do Instituto de Computação, em maio do ano passado. Segundo a UFF, a expressiva queda no orçamento para obras repassado à universidade explica o lento ritmo das obras.

Restam concluir os prédios dos institutos de Arte e Comunicação Social (Iacs), Farmácia e Química, entre outros. A universidade reconhece que os prédios antigos têm instalações inadequadas para acolher um número grande de usuários e demandam uma manutenção custosa.

Para desocupar espaços hoje inadequados para atividades de ensino e pesquisa, a UFF informa que tem cobrado recursos do Ministério da Educação (MEC) para a conclusão das obras. A universidade não informou, porém, se as obras estão em andamento nem deu prazo de entrega.

A demora na entrega é consequência da diminuição nos repasses feitos pelo governo federal à universidade, explica a UFF, o que prejudicou a capacidade de arcar com o custo das obras. A partir de 2008, a universidade embarcou no programa de expansão das universidades federais (Reuni) e, para isso, recebeu expressivo orçamento para melhorias estruturais. Com a meta de se tornar a maior universidade do país, a instituição dobrou o número de alunos: de 21.888 inscritos em 2007 para 46.939 em 2015, e novos prédios começaram a ser construídos para atender à demanda. Com isso, o custo de manutenção e dos investimentos disparou, mas os repasses de verba foram fortemente encolhidos a partir de 2014, freando o ritmo de suas obras. Segundo a universidade, o Ministério da Educação cortou pela metade o orçamento destinado às obras.

A universidade reforça que, a despeito disso tudo, permanece como referência em pesquisa e ensino e desenvolve importantes projetos, com destaque para pesquisas sobre o vírus da zika, moléculas para combate ao câncer e vacinas contra bactérias que causam infecção hospitalar.

Atualmente, a UFF oferece 110 cursos de graduação e mais de 80 programas de pós-graduação.

Por Priscilla Aguiar Litwak/Renan Almeida

Fonte original da notícia: O Globo




Rio Claro (RJ) – Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos

Museu a céu aberto no interior do Rio de Janeiro preserva a história do Vale do Café.

Fotos: Divulgação

Um dos espaços culturais mais visitados do interior do estado do Rio de Janeiro, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, situado no município de Rio Claro, comemorou em junho de 2016 cinco anos de atividades que resgatam a memória da antiga cidade de São João Marcos, sua história e tradições culturais.

Patrocinado pela Light e pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e gerido pelo Instituto Cultural Cidade Viva, o Parque promoveu, desde a sua inauguração em 2011, mais de 40 eventos culturais e já contabilizou 50 mil visitantes, entre eles mais de 15 mil estudantes de escolas públicas, que visitaram o Parque dentro de um programa educativo estruturado.

Uma experiência para todos os sentidos

Todos os visitantes dispõem de conforto e segurança para desfrutar em paz de uma verdadeira experiência multissensorial. Durante um passeio pelo Parque, o frequentador pode apreciar as deslumbrantes paisagens que mesclam as belezas da Mata Atlântica e de Ribeirão das Lajes, ouvir o canto e observar os pássaros, abundantes na área perto da represa, e ainda degustar no Quiosque São João Marcos quitutes resgatados de livros de receitas de antigos moradores. Uma festa para os sentidos.

Estão à disposição dos frequentadores um Centro de Memória, guias turísticos, anfiteatro, salas multimídia e de exposições e um campo de futebol em homenagem aos craques do Marcossense Futebol Clube, time considerado imbatível na lembrança dos antigos torcedores.

Há ainda o Espaço Obra Escola, onde, por meio de painéis ilustrativos em formato de histórias em quadrinhos, as crianças são apresentadas ao mundo da arqueologia de maneira lúdica, horta orgânica, na qual alunos cultivam e colhem alimentos livres de agrotóxicos, loja de souvenir, viveiro, estacionamento e banheiros com acessibilidade.

Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos

Inaugurado em 2011, o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos é um espaço educativo e cultural da Light mantido com o patrocínio da empresa e da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro. Idealizado pelo Instituto Light e gerido pelo Instituto Cultural Cidade Viva (ICCV), o Parque combina em um só lugar o resgate da memória da antiga cidade de São João Marcos (Rio Claro – RJ), a natureza exuberante da Mata Atlântica, cultura e um programa educativo estruturado.

Visite o Parque, a entrada é gratuita!

Aberto de quarta a sexta-feira, das 10h às 16h. Sábado e domingo, das 9h às 17h
Endereço: Estrada RJ 149 (Rio Claro – Mangaratiba) Km 20 – Rio Claro – RJ
Telefone: (21) 2233-3690
E-mail: contato@saojoaomarcos.com.br

Conecte-se

 www.facebook.com/ParqueSaoJoaoMarcos

www.saojoaomarcos.com.br

Por Christina Lima

Fonte original da notícia: Instituto Cultural Cidade Viva




Após incêndio, casarão histórico ameaça desabar em Vassouras (RJ)

Mais de 80 mil litros de água foram utilizados no combate as chamas, na segunda, quando foi preciso reforço do quartel de Volta Redonda e de Mendes.

Reprodução.

O que sobrou da Casa das 14 Janelas, em Vassouras, RJ, após o incêndio de segunda-feira (24), corre risco de desabar. O casarão, que faz parte do conjunto arquitetônico histórico tombado no município, foi isolado por conta do risco de desabamento das paredes. A Guarda Municipal foi deslocada até o local para garantir a segurança.

Mais de 80 mil litros de água foram utilizados no combate às chamas, na segunda, quando foi preciso reforço do quartel de Volta Redonda e de Mendes. Os bombeiros trabalharam por quase 24 horas no combate ao fogo. A grande quantidade de entulho e de madeira dentro do casarão facilitam o surgimento de novos focos. Por isso, mesmo com as chamas controladas os bombeiros vão continuar monitorando o prédio.

Segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), será verificado se houve responsabilidade do proprietário do imóvel no incêndio. Por e-mail, o Iphan reconheceu que o casarão já estava em degradação e por isso as perdas causadas pelo incêndio não foram grandes. Eles também citam ainda que existe uma ação civil pública na vara federal de Barra do Piraí contra o proprietário do prédio, por conta do abandono do bem tombado.

“Ele já tinha uma interdição parcial junto ao Iphan. O Iphan colaborando com a prefeitura, porque o proprietário não dava resposta com as nossa solicitações. O incêndio acabou destruindo o imóvel e agora vamos tentar um novo contato com o proprietário”, explicou o engenheiro da Defesa Civil de Vassouras, Carlos Alberto Azevedo Lucchi. Em fevereiro do ano passado, um outro incêndio já tinha destruído parte do casarão.

Procurado pela produção do RJTV, o proprietário do imóvel não atendeu as ligações.

Fonte original da noticia: RJTV – G1




Incêndio atinge casarão histórico de Vassouras, no Sul do RJ

Conhecido como a ‘casa das quatorze janelas’, o prédio pertence à família Leite de Carvalho e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Incêndio atingiu casarão histórico de Vassouras. (Foto: Thiago Ferreira/Arquivo Pessoal)

Um incêndio na madrugada desta segunda-feira (24) atingiu um casarão histórico de Vassouras, no Sul do Rio de Janeiro. Conhecido como a “casa das quatorze janelas”, o prédio pertence à família Leite de Carvalho e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

As fotos foram tiradas por Thiago Ferreira, que trabalha próximo ao casarão, e mostram a fumaça saindo da edificação do século XIX. Ele mandou as imagens para o WhatsApp da TV Rio Sul.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde




RJ – Após quase ser leiloado, Planetário da Gávea é tombado

Venda do terreno aconteceria por conta de um processo de pagamento de dívida trabalhista contra a Companhia Estadual de Habitação (Cehab).

Foto: Ana Branco / Agência O Globo

Na agenda da última quarta (19) estava prevista uma sessão de observação do céu. Em caso de chuva ou neblina, o programa é adiado, mas o tempo fechou mesmo foi na véspera, com a notícia de fenômeno bem mais próximo das coisas do homem do que do mapa celeste. Anunciou-se para as 12h45 da terça-feira (18) o leilão do terreno onde fica o Planetário da Gávea, palco de tradicional programação ligada à astronomia, a exemplo da observação dos astros. Mas como? A surpresa com o ocorrido é comparável ao pasmo de quem perde um jabuti de estimação, fugido do quintal.

Depois de se arrastar lentamente por instâncias variadas, o processo de pagamento de dívida trabalhista contra a Companhia Estadual de Habitação (Cehab), pertencente ao governo fluminense e proprietária oficial do terreno, chegou à fase do leilão de um bem valioso para que se honre o passivo. E lá se foi o quelônio. Ou quase. Passado o susto, a prefeitura e a própria Fundação Planetário da Cidade, ligada ao governo municipal, que têm o direito de uso das instalações, entraram com embargos para evitar o desastre. Integrantes da Câmara e da Assembleia Legislativa desengavetaram projetos de preservação do Planetário e, no fim do dia, o prefeito Crivella decretou seu tombamento provisório.

Otávio Amaral Calvet, juiz titular da 11ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ), suspendeu a venda pública da propriedade (com o Planetário incluído) e marcou uma audiência de conciliação para 4 de maio. O valor da contenda trabalhista é de 940 000 reais. A edificação é avaliada, por alto, em mais de 40 milhões, enquanto a área limpa no coração da Gávea, com 10 400 metros quadrados, vale outros 150 milhões. Pelos números envolvidos — sem contar a importância do Planetário, centro de educação e lazer fundado em 1970 —, a ideia do leilão parece descabida.

Não é o que acha Rafael Pinaud Freire, representante de mais de 300 ex-funcionários da Cehab-RJ. Segundo ele, o litígio chegou a este ponto porque a empresa se ausentou em uma audiência de conciliação anterior. Outro leilão, inclusive, está marcado para 2 de maio. Ao trabalho, portanto, antes que o jabuti fuja de vez.

Por Pedro Tinoco

Fonte original da notícia: Veja Rio