Assista ao documentário “Crônica Da Demolição” no dia 15/10, às 18h, no Canal Brasil

O Palácio Monroe foi uma das mais imponentes construções do centro do Rio de Janeiro no início do século 20. O casarão de suntuosa arquitetura localizado próximo à Cinelândia, onde também foram edificados o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e a Câmara dos Vereadores do município, entre outros prédios de crucial importância histórica, era a casa do senado federal enquanto a cidade maravilhosa foi capital do país, mas perdeu importância após a transferência da sede do governo federal para Brasília e foi alvo de uma grande campanha vexatória de interesses especulativos de construtoras. Coproduzido pelo Canal Brasil, o documentário de Eduardo Ades investiga os reais motivos da demolição do palacete em 1976.

O filme faz um passeio pela história do Rio de Janeiro e remonta o contexto histórico desde a construção do palácio. Desenhado pelo arquiteto Francisco Marcelino de Souza Aguiar, o palacete foi projeto para ser o pavilhão do Brasil em uma exposição universal realizada nos Estados Unidos em 1904. Laureado no evento, o projeto foi tirado do papel depois de dois anos e ganhou nome de batismo em homenagem ao quinto presidente norte-americano, James Monroe. A grandiosa construção localizada ao fim da Avenida Rio Branco, uma das principais vias do centro da cidade e com uma das mais belas vistas da região – a capital passava por grandes transformações urbanas à época – funcionou como o plenário da Câmara dos Deputados durante oito anos e como sede do Senado Federal de 1922 até a construção de Brasília, em 1960.

Toda a pompa do palácio não foi suficiente para mantê-lo de pé após perder os representantes do legislativo brasileiro. Arquitetos modernistas como Lucio Costa e veículos de imprensa deram início a uma grande campanha para a demolição do prédio alegando que seu estilo estético não se adequava mais ao desenho da cidade. Aspectos políticos e financeiros se escondiam nas sombras dos argumentos técnicos. O prédio ficava no caminho dos trilhos do metrô, impedindo o traçado original de ser mantido pela empreiteira. A localização privilegiada atraiu os olhares das principais construtoras, interessadas em produzir novas edificações no local. A partir do depoimento de especialistas em arquitetura e urbanismo, o filme discorre sobre as motivações escusas de quem apoiou a destruição de um importante patrimônio histórico do Rio de Janeiro.

Fonte original da notícia: Canal Brasil




RJ – Biblioteca Nacional passa por fase final de restauração para 2018

Local estará completamente reformado até junho do ano que vem. “É um grande presente para a cidade”, diz presidente da Biblioteca Nacional.

Reprodução/Internet

A Biblioteca Nacional, na Cinelândia, no Centro do Rio, estará com a fachada totalmente reformada em junho de 2018. A previsão é da direção do instituto, como mostrou o RJTV. Quem trabalha no projeto de restauração garante que essa é a maior restauração já feita na fachada da biblioteca nacional. Na biblioteca, são 10 milhões de itens, dos primeiros livros trazidos por Dom João VI em 1818 até jornais do ano de 2017.

“Em termos de intervenção realmente é a maior porque está restaurando os 12 mil metros quadrados de fachada, as 285 esquadrias, janelas que nós temos. É importante a gente conservar o patrimônio arquitetônico da história do Rio de janeiro e a Biblioteca é um marco dessa história”, afirmou o arquiteto responsável pela obra, Luiz Antonio Lopes de Souza. Até o tom original verde foi redescoberto debaixo de várias camadas de tinta.

O trabalho de restauro é feito nessas oficinas montadas no pátio da própria biblioteca. A reforma financiada pelo Ministério da Cultura vai custar R$ 10 milhões. E o Centro da cidade vai ter uma biblioteca nova em folha após o fim do processo.

“É um grande presente para a cidade, para o estado e para o Brasil,essa biblioteca é uma grande instituição da nação, do Brasil A biblioteca nacional vai recompor essa área do centro histórico do Rio de Janeiro, vai voltar ao seu esplendor original”, diz Helena Severo, presidente da Biblioteca Nacional. A obra será tocada com o local em pleno funcionamento.

A restauração emociona inclusive quem está literalmente com a mão na massa para concretizá-la. Admilson Teodósio de Oliveira, carpinteiro, e outros operários foram convidados a conhecer a biblioteca. “Eu achei um espetáculo, por deus, eu não estou falando isso porque eu estou em frente as câmeras. A gente está num local de trabalho que tem história, que ensina história”, disse ele.

Fonte original da notícia: G1 – RJTV




Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural reconhece mais três novos bens

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural se reuniu no 27 de setembro e avaliou a inclusão de novos bens na lista de Patrimônio Cultural Brasileiro. Foram aprovadas as propostas de tombamento da Ladeira da Misericórdia, no Rio de Janeiro (RJ), da coleção Nemirovsky, em São Paulo (SP), e o pedido de registro da Feira de Campina Grande, na Paraíba, como Patrimônio Cultural do Brasil. A 87ª reunião ocorreu no Edifício Sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Brasília.

A primeira reunião do Conselho Consultivo este ano foi em abril, quando foi revalidado o registro da Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi como Patrimônio Cultural do Brasil. Na ocasião, os conselheiros e a presidente do Iphan, Kátia Bogea, celebraram os 80 anos de criação do Instituto, relembrando a própria trajetória do Conselho, idealizado por Mário de Andrade em 1936 quando elaborou o anteprojeto do Iphan. Também em 2017, no dia 22 de junho, o Conselho aprovou o tombamento do Conjunto Histórico do Arquipélago Fernando de Noronha (PE).

Uma ladeira do Rio antigo

O pedido de tombamento de trecho da Ladeira da Misericórdia, na capital fluminense, foi relatado pela conselheira Maria da Conceição Alves Guimarães, representante do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB). A ladeira é uma das primeiras vias públicas da cidade e contém uma série de referências históricas e simbólicas. Aberta em 1567 e ainda mantendo seu calçamento pé-de-moleque, feito por pessoas escravizadas, a Ladeira da Misericórdia fica ao lado da Igreja de Nossa Senhora do Bonsucesso (a mais antiga da cidade) e do prédio do hospital da Santa Casa da Misericórdia, ambos tombados pelo Iphan.

Arte moderna e colecionismo no Brasil
Um dos mais importantes acervos de arte moderna do Brasil, a Coleção Nemirovsky, da Fundação José e Paulina Nemirovsky, hoje encontra-se em comodato na Pinacoteca do Estado de São Paulo. O parecer foi apresentado pelo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), conselheiro Marcelo Araújo, que, em 2001, quando era presidente da Pinacoteca, foi ele mesmo autor do pedido de tombamento.

O casal Nemirosky iniciou a coleção em 1958 e, ao longo das décadas de 1960 e 1970, realizou importantes aquisições, como as pinturas emblemáticas do modernismo brasileiro Antropofagia e Carnaval em Madureira, de Tarsila do Amaral; o quadro Mulheres na janela, de Di Cavalcanti; além de obras de Brecheret, Portinari, Pancetti, Volpi, Ligia Clark Tomie Ohtake e Wesley Duke Lee. São 210 obras que abrangem também um núcleo de obras coloniais, com imagens de procedência europeia, outras provenientes do universo ibero-americano e imagens luso-brasileiras.

Feira de Campina Grande

O registro da Feira de Campina Grande, na Paraíba, teve como relator o conselheiro Ulpiano Bezerra Toledo de Meneses, professor Emérito da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). O pedido de reconhecimento pelo Iphan foi feito formalmente há dez anos, em uma articulação entre a Prefeitura Municipal de Campina Grande e grupos de feirantes e fregueses. A partir daí, foi iniciado um intenso processo colaborativo de diálogos e pesquisas, que agora reúne as principais referências culturais presentes na Feira campinense, além de propostas para sua salvaguarda.

 Para além do comércio intenso, a Feira de Campina Grande é também um lugar de referência, de criação, de expressão, de sociabilidade e de identidade do povo nordestino. As trocas mercadológicas se misturam às trocas de significados e sentidos, tornando-a um lugar onde se concentram e reproduzem práticas culturais.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural
Os processos de tombamento e registro promovidos pelo Iphan são avaliados pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo são 23 conselheiros, que representam o Ministério da Educação, o Ministério das Cidades, o Ministério do Turismo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Brasileiro dos Museus (Ibram), o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), o Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB), a Associação Brasileira de Antropologia (ABA), e mais 13 representantes da sociedade civil, com especial conhecimento nos campos de atuação do Iphan.

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural é o órgão colegiado de decisão máxima do Iphan para as questões relativas ao patrimônio brasileiro material e imaterial. O mais recente marco legal sobre a estrutura organizacional do Iphan, o Decreto nº 6.844, de 07 de maio de 2009, mantém o Conselho como o responsável pelo exame, apreciação e decisões relacionadas à proteção do Patrimônio Cultural Brasileiro, tais como o tombamento de bens culturais de natureza material, o registro de bens culturais imateriais, a autorização para a saída temporária do país de obras de arte ou bens culturais protegidos, na forma da legislação em vigor, além de opinar sobre outras questões relevantes.

Fonte original da notícia: IPHAN




Aves de Paraty (RJ) são protagonistas de livro que reúne ciência e fotografia

O município de Paraty abriga cerca de 470 espécies de aves, o equivalente a metade das que ocorrem na Mata Atlântica.

Capa do livro “As Aves de Paraty”. (Foto: Luciano Lima)

No litoral sul do Rio de Janeiro, Paraty guarda no conjunto arquitetônico um patrimônio que preserva a história e a cultura nacional. Mas entre tantas preciosidades construídas ao longo dos séculos, as aves, em especial, contribuem para que o município seja uma das regiões com maior biodiversidade do Planeta.

Cerca de 470 espécies de aves já foram registradas na cidade colonial. O número equivale a mais da metade de todas as aves que vivem na Mata Atlântica.

Toda a abundância e riqueza da avifauna de Paraty são apresentadas no livro “As Aves de Paraty”.

As aves são as protagonistas nesta obra que reúne ciência, fotografia e arte. “Um dos objetivos do livro é despertar a consciência de moradores e turistas para o fato de que mais da metade das aves da Mata Atlântica são paratienses”, diz Luciano Lima, ornitólogo e autor do livro. “Descobrir essas aves ‘caiçaras’ e se deixar encantar por elas são os primeiros passos para garantir sua proteção.”

Com textos em português e inglês, o livro tem a proposta de atrair não apenas os birdwatchers, mas também quem nunca atentou pela observação de aves. Nos primeiros capítulos, há informações para quem deseja iniciar na prática de observar os pássaros.

O livro de 172 páginas reúne mais de 300 fotos de aves da região. Os registros foram feitos por Luciano Lima, Bruno Rennó, Rafael Bessa, Wagner Nogueira e outros fotógrafos convidados. Infográficos auxiliam na compreensão da distribuição das espécies na floresta e capítulos temáticos destacam o modo de vida e os ambientes em que as aves podem ser avistadas.

A obra é uma realização da Fazenda Bananal, situada na base da Serra da Bocaina. Em sua área preservada de Mata Atlântica já foram identificadas 263 espécies distintas. Projetos de restauração ambiental também são desenvolvidos no local, ao todo, 15 mil mudas de espécies nativas foram plantadas.

O livro será lançado sábado (16/09), às 18h, na Livraria das Marés. Rua Tenente Francisco Antonio, 52, Centro Histórico, em Paraty (RJ).

Fonte original da notícia: G1




Rio de Janeiro (RJ) – Justiça determina que Estado e União façam obras emergenciais na estação da Leopoldina

Local está fechado ao público desde 2001 e apresenta rachaduras nas paredes e sinais de abandono. Multa por descumprimento das decisões é de R$ 10 mil por dia.

A Justiça determinou que obras de emergência na fachada da estação da Leopoldina, no Centro do Rio, sejam realizadas no imóvel. O local, que está fechado ao público desde 2001, tem rachaduras nas paredes e sinais de abandono.

A Justiça determinou que o estado do Rio de Janeiro e a União – proprietários do prédio – botem redes de contenção na fachada, para evitar a queda de reboco e que comecem as obras emergenciais em 30 dias. Também mandou a Supervia instalar suportes para evitar o desabamento da marquise. A multa por descumprimento das decisões é de R$ 10 mil por dia.

Uma exposição de fotos lembra o passado do antigo terminal e a última tentativa de ocupação, no final de 2015, quando a secretaria estadual de Transportes chegou a funcionar por dois meses.

A exposição foi montada em 2016 para comemorar os 90 anos da estação. As fotos antigas fazem um grande contraste com a situação atual. Imagens antigas da charutaria fazem um contraste com as instalações atuais, que estão com todas as vitrines quebradas.

No local, há ainda os restos de uma estrutura que foi usada como um bar, durante uma festa. A Supervia alugou a estação para vários eventos, episódios que foram lembrados na última decisão judicial. O relator da liminar no Tribunal Regional Federal disse que a locação do imóvel pela Supervia para eventos de grande porte acabou causando danos no local.

Uma rede já reveste a fachada e a cobertura da entrada foi escorada. No entanto, a reforma geral depende de uma nova vistoria e de um projeto aprovado pelos órgãos de patrimônio histórico do Estado e da União.

Nós esperamos que o Estado, a União e a Supervia se conscientizem da importância histórica desse prédio, para além do processo judicial. As reformas que precisam ser feitas não são reformas profundas. O prédio não está sendo ameaçado de desabamento, mas ele precisa passar por um processo de restauração para que ele volte a ser usado. É isso que a gente quer, é isso que a gente vai continuar buscando”, disse o procurador da República, Sérgio Suiama.

Há quase 80 anos, a estrada de ferro Leopoldina teve três mil quilômetros, cortando três estados. Os trens de subúrbio partiam em direção à Penha, passavam por Duque de Caxias e seguiam até Inhomirim. Nas viagens de longo percurso, os trens iam até vitória, no Espírito Santo e Caratinga, em Minas Gerais.

“Essa hora parecia um formigueiro de gente para pegar trem aí. Ia para Caxias, Saracuruna, Piabetá. Faz falta demais”, lembrou o taxista José Carlos da Silva.

A Companhia Estadual de Engenharia de Transportes disse que a decisão está sendo cumprida e que o estado estuda como fazer as obras emergenciais. A Supervia informou que também já botou os suportes na marquise.

Fonte original da notícia: G1 – RJTV 




Museu no RJ ganha da Presidência da República cartas originais escritas por D. Pedro II a Czar Russo

Ministro da Cultura, Presidente do Ibram e chefe de gabinete da Secretaria Geral da República fizeram a doação nesta segunda-feira (4) em Petrópolis.

Maurício Vicente Ferreira Júnior assina o Termo de Cessão das cartas escritas por D. Pedro II. Foto: Paula Rangel | Museu Imperial

O Museu Imperial em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, recebeu na tarde desta segunda-feira (4) cinco cartas originais escritas por D. Pedro II ao Czar da Rússia Alexandre II. Os documentos foram entregues ao diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, pelo Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão; o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araújo; e pelo chefe de gabinete da Secretaria Geral da República, Antônio Lessa.

O presidente Michel Temer recebeu os documentos do presidente da Rússia Vladimir Putin em junho deste ano. Desde então, o diretor do Museu Imperial, Maurício Vicente Ferreira Júnior, manifestou o interesse em agregar o material ao acervo de cerca de 250 mil documentos da Instituição.

Segundo Antônio Lessa, as cartas foram doadas por meio de um Termo de Cessão Permanente e trazidas de Brasília no sábado (2), quando foram deixadas no Cofre do Distrito Naval no Rio. Nesta segunda (4), as correspondências foram entregues ao chefe de gabinete no Museu de Belas Artes no Rio e levadas sob escolta militar para Petrópolis.

“Estas cartas foram compradas pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, em um leilão em Nova York e desde quando o presidente Michel Temer as recebeu, manifestou o interesse de doá-las a um Museu. Foi então que ele pediu a indicação do Ibram, que sugeriu o Museu Imperial”, disse Antônio Lessa.

Para Marcelo Araújo do Ibram, o fato de a Instituição ser voltada para a preservação do período do Império fez com que fosse a indicada para receber a documentação.

“São cartas originais que vão enriquecer o arquivo. Entre os museus federais consideramos que este era o mais adequado para receber esta documentação”, disse o presidente do Ibram.

Já o Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, informou que também foi considerada a representatividade que o Museu Imperial possui, uma vez que é um dos mais visitados do país. Ele mencionou ainda o fato de a instituição estar preservada e em plena condição de funcionamento.

“Estas cartas têm valor histórico e documental que tem a ver com o acervo do Museu, que é o lugar onde as pessoas esperam encontrar as coisas que pertenciam a D. Pedro II. A ideia é que estes documentos, que serão digitalizados, inspirem uma exposição sobre o tema”, disse o Ministro.

A deputada federal Cristiane Brasil também participou da solenidade de entrega e reforçou que o Museu Imperial é o lugar ideal para cuidar dessa documentação.

Segundo o diretor do Museu, Maurício Vicente Ferreira Júnior, as cartas também servirão como objeto de pesquisa dos técnicos da instituição, que recebe cerca de 400 mil pessoas por ano.

Por Aline Rickly

Fonte original da notícia: G1 Petrópolis




Niterói (RJ) – Sem repasse federal, Museu Antônio Parreiras continua fechado

Um boato que o Museu Antônio Parreiras, no Ingá, seria reaberto nos próximos meses foi desmentido pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC). A pasta confirmou a conclusão do reparo de algumas partes do prédio histórico, mas informou que ainda aguarda aproximadamente R$ 4,6 milhões de verbas federais, previstas no convênio com o Ministério da Cultura para terminar a reforma do museu. Enquanto isso, vizinhos do museu e historiadores clamam por intervenção pública o quanto antes, já que o espaço está sendo depredado pelo tempo.

A reabertura é notícia desde 2012, quando o espaço foi fechado para restauração. E após cinco anos a incógnita continua. A Secretaria informou que a reabertura se dará assim que a reforma for concluída. Ainda não há um prazo exato em função de se aguardar a liberação de recursos federais. Procurado, o Ministério da Cultura não se manifestou sobre o assunto até o fechamento dessa edição. A historiadora Marieta de Moraes, especialista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ressaltou o dano cultural que esse espaço fechado representa. “Realmente é uma perda ter um museu com obras tão importantes fechado há tanto tempo. Os materiais são muito bons e é uma pena que isso esteja acontecendo. A população perde muito em ficar sem acesso a esses conteúdos”, sintetizou.

Ainda segundo a Secretaria estadual, foram concluídas as restaurações da fachada, do telhado e do piso do prédio principal, além do telhado do ateliê do artista e do escoramento da encosta do terreno do museu, que é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1967. Mas o que dá para ver pelos muros e portões é um espaço abandonado. As plantas e mato tomaram conta da área externa. Um cadeado fecha o portão principal com uma corrente. Em outro acesso, onde há uma campainha, a equipe de reportagem de A TRIBUNA não foi recebida por ninguém, apesar do bilhete pedindo o aguardo da recepção.

A antiga guarita está abandonada no meio das plantas, as rampas de acesso estão tomadas por musgo. Porém, a luz em um dos acessos permanecia acessa.

O aposentado Jorge Teixeira, de 85 anos, era morador da Rua Tiradentes e lamentou o cenário que viu após meses sem passar pela via. “Vejo um abandono e fico triste. Não era para esse espaço estar assim”, lamentou o atual morador da Região Oceânica.

A jornalista Tânia Ribeiro Roxo, de 45 anos, foi mais profunda na opinião. “O Ingá é um bairro de diversos pontos culturais e esse é muito importante para a cidade. Lembro dele lindo, com uma área verde muito grande. Tem tanto tempo que essa obra se arrasta, que acho que as pessoas pensam que é uma casa abandonada”, pontuou.

A administração estadual informou ainda que os recursos para a obra do Museu são de um convênio do Governo do Estado, através da SEC, com o Ministério da Cultura. “O Estado já pagou sua contrapartida e aguarda a verba federal”.

História
O artista Antônio Parreiras nasceu em Niterói em 1860 e faleceu em 1937. O museu em sua homenagem foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo e inaugurado em 1942. Em Niterói é o primeiro espaço brasileiro dedicado a um artista. Abriga a coleção Antonio Parreiras, coleção de arte brasileira dos séculos XIX e XX e coleção de arte estrangeira dos séculos XVI, XVII, XIX e XX.

Por Raquel Morais

Fonte original da notícia: A Tribuna




Rio de Janeiro (RJ) – Edifício com painel de Burle Marx é tema de livro sobre preservação da arquitetura moderna

A Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) desenvolveu estudos para subsidiar o plano de conservação preventiva do Pavilhão Arthur Neiva, projetado na década de 1940 pelo arquiteto Jorge Ferreira com elementos característicos do modernismo brasileiro. Fruto desse minucioso trabalho, o livro bilíngue (português e inglês) Arquitetura moderna e sua preservação: estudos para o Plano de Conservação Preventiva do Pavilhão Arthur Neiva será lançado em 1º de agosto, às 11h15, no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro.

O estudo que resultou na obra contou com recursos do programa Keeping It Modern, da Fundação Getty, sediada nos Estados Unidos, e apoio institucional do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). A publicação também estará disponível na internet para consulta.

O Pavilhão Arthur Neiva foi uma das 14 edificações selecionadas, em 2015, em todo o mundo pela instituição norte-americana, que, por intermédio do programa, incentiva projetos de pesquisa e planejamento de intervenções em construções significativas do século 20. A iniciativa beneficiou projetos arquitetônicos na Itália, Holanda e Índia. No Brasil, foi contemplado também o prédio da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, de autoria de João Batista Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi, construído na década de 1960.

Com cinco capítulos, a obra apresenta desde uma visão geral da atuação da COC na preservação dos acervos, por meio de sua Política de Preservação e Gestão de Acervos Culturais das Ciências e da Saúde, até a especificidade do resultado alcançado com a pesquisa.

O primeiro capítulo aborda as atividades de preservação do patrimônio moderno no Campus Fiocruz Manguinhos, destaca as atividades do Departamento de Patrimônio Histórico da Casa de Oswaldo Cruz realizadas com este propósito e descreve como foi estruturada a proposta de trabalho junto à Fundação Getty. No segundo capítulo, o leitor é apresentado à política de preservação dos acervos da COC e à estruturação dos planos de conservação preventiva da instituição. Aproximando-se do objeto de estudo, o terceiro capítulo aborda a história e os aspectos formais do Pavilhão Arthur Neiva, contextualizando o momento institucional em que se insere essa edificação.

A caracterização e análise do projeto paisagístico do jardim integrado ao Pavilhão Arthur Neiva – de autoria de Roberto Burle Marx -, são temas do quarto capítulo, que discute ainda os jardins análogos desenvolvidos pelo mesmo paisagista. No último capítulo, para encerrar, são feitos um relato e avaliação das atividades desenvolvidas no âmbito da pesquisa, nos aspectos técnicos e nas ações de educação patrimonial. No entanto, as soluções a serem adotadas para os problemas identificados durante a pesquisa farão parte do Plano de Conservação Preventiva para o Pavilhão Arthur Neiva.

O livro conta com apresentações de Marcos José de Araújo Pinheiro (Vice-diretor de Informação e Patrimônio Cultural da COC/Fiocruz), Wilson Savino (Diretor do IOC/Fiocruz na gestão 2013/2017) e Antoine M. Wilmering (Diretor Sênior de Programa, Getty Foundation).

Os capítulos foram escritos por Ana Maria Barbedo Marques, Barbara Cortizo de Aguiar, Carla Maria Teixeira Coelho, Daniel Lopes Moreira, Elisabete Edelvita Chaves da Silva, Inês El-Jaick Andrade, Maria Luisa Gambôa Carcereri, Renato Gama-Rosa Costa e Rosana Soares Zouain.

Saiba mais

O Pavilhão Arthur Neiva foi tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac) em 1998 e atualmente mantém seu uso original, abrigando atividades de ensino do Instituto Oswaldo Cruz. Além deste edifício, integram o conjunto de edificações modernistas do campus da Fiocruz em Manguinhos os pavilhões Henrique Aragão e Carlos Augusto da Silva e a portaria da avenida Brasil.

Serviço
Livro: Arquitetura moderna e sua preservação: estudos para o Plano de Conservação Preventiva do Pavilhão Arthur Neiva
Lançamento: 1º de agosto de 2017
Horário: 11h15
Local: Foyer do Auditório do Museu da Vida
Endereço: Avenida Brasil, 4365, Manguinhos – Rio de Janeiro

Fonte original da notícia: COC – FIOCRUZ




Paraty (RJ) – Na Flip, presidente do Iphan destaca relação entre patrimônio e turismo

Kátia Bogéa. Foto: Divulgação/Internet

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, abriu ontem (27) a participação da instituição na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), defendendo a criação de um modelo sustentável de gestão do patrimônio nacional. Este ano o Iphan completa 80 anos e promoverá uma série de eventos para debater sua atuação.

Kátia discutiu a questão da sustentabilidade do patrimônio com a população da cidade, gestores e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela chamou atenção para o fato de que atualmente, com a crise econômica que o país atravessa, é necessária a elaboração de um novo modelo financeiro de gestão.

“Nós temos que ter um modelo diferenciado, porque o dinheiro não está tão fácil. A restauração do patrimônio, principalmente o edificado, consome uma soma muito vultosa de recursos. Então, não adianta a gente ficar gastando dinheiro para recuperar aquele patrimônio, se não existe um estudo de viabilidade econômica para que aquele monumento, aquela cidade histórica possam atrair investimentos, possam mostrar um modelo de governança”, disse Kátia à Agência Brasil.

Kátia citou o caso do centro histórico de Paraty, cuja renda vem basicamente da indústria do turismo. Para ela isso é positivo, uma vez que o turismo cultural é o segmento que está mais em alta no mundo. Ela comparou por exemplo o caso da cidade de Cracóvia, na Polônia, onde esteve recentemente para reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, que atrai cerca de 11 milhões de turistas por ano, enquanto o Brasil inteiro recebe apenas 6 milhões de visitantes estrangeiros/ano.

Na opinião de Kátia, o turismo cultural vai estar à frente do turismo regular, uma vez que os viajantes querem conhecer e consumir a cultura local. Neste cenário, o Iphan, a quem cabe proteger e preservar o patrimônio, deve trabalhar de forma conjunta com o Ministério do Turismo. “Paraty é um exemplo disso, porque não só tem o patrimônio cultural, mas também o patrimônio natural, que é muito explorado pelo turismo”.

Para a presidente do Iphan, o trabalho de preservação do patrimônio e do turismo deve ser feito de forma harmoniosa, mas destacou que “essa convivência pode, sim, ser bastante benéfica para ambos os lados, sem que um consuma o outro”.

Kátia Bogéa disse que os projetos para restauração e preservação têm que ser sustentáveis, com governança, “essa responsabilidade com o retorno do dinheiro e, principalmente, com a manutenção da atividade porque, sem planejamento, não tem jeito”. Segundo a presidente do Iphan, é preciso, cada vez mais, “a gente não ficar dependendo de recursos esporádicos, mas ter um planejamento muito concreto, firme e bem feito, uma governança, ou seja, que todos os atores sentem à mesa e discutam esse modelo, porque senão, não vai funcionar”, assegurou.

80 anos

Dentro da Flip, foi aberta também exposição organizada pelo Iphan em parceria com os cidadãos de Paraty, incluindo fotografias do técnico do instituto, Oscar Liberal, que abordam a relação do patrimônio edificado com o dia a dia da população, além da exibição do vídeo Memórias Afetivas de Paraty. “Essa comunidade falando do patrimônio tanto de natureza material, como imaterial, seus festejos, todo o complexo cultural que é Paraty”, explicou Kátia.

A presidente do Iphan observou que uma sequência de obras de restauração será entregue à população brasileira até o final do ano, como parte das comemorações pelos 80 anos da instituição.  Ao longo do segundo semestre o Iphan vai realizar uma série de eventos em comemoração à data, entre elas exposições e um  seminário internacional no Museu do Amanhã, em outubro, quando autoridades nacionais e estrangeiras do setor discutirão a política de preservação no mundo e o planejamentos do órgão para os próximos anos.

Por Alana Gandra – Edição Amanda Cieglinski

Fonte original da notícia: EBC – Agência Brasil




Rio de Janeiro (RJ) – Cais do Valongo aparece alagado menos de um mês após ser declarado patrimônio histórico da humanidade

Equipe da Rio Águas fez uma drenagem de emergência no local com o auxílio de uma mangueira.

Reprodução/Internet

O Cais do Valongo, que foi declarado patrimônio histórico da humanidade pela Unesco esse mês, está alagado.

Na noite desta terça-feira (25), uma equipe da Rio Águas fez uma drenagem de emergência no local e o volume de água baixou. O trabalho começou justamente depois que a equipe de reportagem pediu esclarecimentos à Prefeitura. Há 2 semanas, uma equipe da GloboNews esteve no local e constatou um vazamento.

A Companhia de Desenvolvimento Urbano afirma que os alagamentos são causados por um problema em uma das três bombas que fazem a drenagem do cais. Nesta terça, a água não chegou a invadir a rua.

Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, foi declarado pela Unesco neste domingo (9) o título de Patrimônio Histórico da Humanidade. Encontrado em escavações feitas durante as obras de revitalização da região, o local guarda parte da história da escravidão.

De acordo com o antropólogo Milton Guran, as ruínas do Cais do Valongo são os únicos vestígios materiais de desembarque de africanos escravizados nas américas.

O Valongo possui cerca de 350 metros de comprimento e vai da Rua Coelho e Castro até a Sacadura. Ele começou a ser construído no no fim do século XVIII e ficou pronto em 1811. A região era desabitada na época e o acesso era difícil. Por isso, foi escolhida para sediar o porto de desembarque de escravos.

A área deixa de funcionar como ponto de entrada de escravos por volta de 1831, quando leis contra a escravidão começaram a ser assinadas. Nessa época, o tráfego passou a ser clandestino e acontecia no período noturno.

Os alagamentos acontecem no momento em que, com atrasos em seu pagamento, a Cdurp deixou de realizar alguns serviços na Zona Portuária, o que resultou em crateras abertas na rua, bueiros com tampa quebrada, piso solto, entre outros problemas.

A prefeitura e a Caixa Econômica ainda discutem de quem é a dívida. Hoje, o prefeito Marcelo Crivella disse que a região não está abandonada.

“Há uma divida a ser paga. Nós achamos que é a Caixa Econômica, a Caixa Econômica acha que é a Prefeitura. O que nos estamos fazendo agora? Nos colocamos o Parques e Jardins, colocamos a Comlurb, colocamos a Guarda Municipal pra tomar conta disso tudo. Aqui não tem nada abandonado enquanto se resolve com a Caixa Economica e a Prefeitura quem é que vai pagar os 13 milhões por mes pra manutenção do Porto”, disse nesta terça o prefeito.

Por Rafael Coimbra

Fonte original da notícia: RJTV e GloboNews