Cachoeira do Sul (RS) – Corsan inaugura restauro do Château D’Eau no próximo sábado


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A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) vai inaugurar, no próximo sábado (25), às 17h30, o restauro do Château D’Eau, importante monumento de Cachoeira do Sul. Os trabalhos de recuperação receberam investimento de R$ 1,1 milhão, com recursos próprios da Companhia.

Iniciada em abril de 2016, a restauração resgata as características do projeto original do Château D’Eau (em português, Castelo de Água). Além disso, valoriza um bem de interesse público, fortalecendo-o como ponto de referência para a comunidade local, e cumpre compromisso estabelecido em contrato de programa firmado entre a Companhia e o município de Cachoeira do Sul. Localizado na área central da cidade, o monumento forma, na praça Balthazar de Bem – juntamente com o prédio da Prefeitura Municipal e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição –, um rico conjunto arquitetônico, considerado o mais belo cartão-postal da cidade.

Durante o ato com as autoridades, será assinado o tombamento do Château D’Eau. Após a solenidade de inauguração do restauro, ocorrerá um concerto da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa). Com entrada franca, a exibição será realizada às 19h30, na Igreja Matriz. Regida pelo maestro Evandro Matté, a exibição contará com o solista convidado Samuca do Acordeon e é a primeira da Série Interior 2017, patrocinada pela Corsan.

Relevância histórica e cultural

O Château D’Eau foi construído para levar a água por gravidade ao reservatório de distribuição localizado na rua Júlio de Castilhos e, ao mesmo tempo, regular a pressão da água nas zonas mais elevadas. Com o passar do tempo e o crescimento da cidade, esse objetivo não foi mais alcançado, mas a beleza e o simbolismo do local permaneceram ao longo dos anos. É esse patrimônio, de inestimável valor histórico, que a Corsan está devolvendo ao povo cachoeirense.

O monumento deixou de ser utilizado para o abastecimento de água no início da década de 1970, tendo em vista as obras de ampliação do sistema de abastecimento de água executadas pela Corsan. A partir de então, tornou-se um belo chafariz histórico, construído numa época de enorme valor artístico e cultural nas obras de saneamento. O local, então, passou a sofrer a ação do tempo, sendo necessário um trabalho técnico de recuperação condizente com a importância do monumento.

Para realizar tão detalhado processo de restauração, a Corsan contratou o restaurador Antônio Sarasá, proprietário do Estúdio Sarasá, empresa paulista especializada que já realizou recuperações em locais históricos importantes, como o Teatro Municipal de São Paulo, os vitrais da catedral de Brasília, o Museu Ipiranga,entre outras. A equipe responsável pelos trabalhos reconstruiu com argamassa especial as partes quebradas do monumento e realizou uma pintura na parte interior da edificação, na cor ocre (amarelo-escuro), original da época da inauguração. As obras também incluem nova iluminação, restauro do espelho d’água e paisagismo.

A recuperação do Château D’Eau não fica apenas na parte física. A empresa também busca o envolvimento da comunidade, parte decisiva para a preservação do local após a conclusão dos trabalhos. Foram realizadas diversas oficinas de educação patrimonial com participação expressiva da comunidade, mostrando detalhes do monumento e sua simbologia.

O Château D’Eau é um torreão vazado, em estilo neoclássico, com colunas dóricas no térreo, jônicas no primeiro andar e coríntias no último lance. Em seu topo está a representação de Netuno e, ao redor do torreão, oito figuras de ninfas semi-inclinadas carregando cântaros de onde jorra um filete de água para o interior de um espelho d’água recortado em compartimentos pelas alamedas que conduzem às escadarias. Cercado inicialmente por doze palmeiras imperiais, o monumento compõe um paisagismo de matizes clássicas,  como aqueles desenvolvidos em escala mais ampla no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, e em São Paulo, no Parque da Independência.

De acordo com historiadores, ao se projetar o reservatório de água na forma de um monumento artístico, estava se seguindo aquilo que havia de mais moderno em termos de urbanismo no início do século 20, e que agora ressurgirá com todas as características daquele momento por meio do compromisso assumido pela Corsan. Após a inauguração oficial, a manutenção do Château D’Eau ficará sob responsabilidade da Prefeitura.

Fonte original da notícia: Corsan




Fonte Talavera ‘toma banho’ antes do aniversário de Porto Alegre (RS)


FOTO Brayan Martins/ PMPA - Jornal do Comércio

FOTO Brayan Martins/ PMPA – Jornal do Comércio

Antes do aniversário de Porto Alegre, que será comemorado no domingo (26), alguns monumentos e prédios do patrimônio histórico passam por uma limpeza geral. A Fonte Talavera, que fica em frente ao Paço Municipal, no Centro da Capital, recebeu um banho geral na semana passada. O prédio do Paço também passou por uma faxina externa pelas equipes da Secretaria de Limpeza Urbana. A fonte foi presente da Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos, nos 100 anos da Revolução Farroupilha, em 1935. Em 2000, o monumento foi restaurado. Em 2005, a bacia acabou quebrada em manifestação de carroceiros.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – UFRGS: Concluído restauro da obra de Locatelli na Sala dos Conselhos


Mural restaurado foi apresentado na abertura da sessão do CONSUN nesta sexta-feira.

Foto: Gustavo Diehl

Foto: Gustavo Diehl

O reitor Rui Vicente Oppermann apresentou na manhã desta sexta-feira, 17, na abertura da reunião do Conselho Universitário (CONSUN), o mural As Profissões, que após o processo de restauro voltou à Sala dos Conselhos. A obra de Aldo Locatelli foi pintada em 1958 especialmente para a Sala dos Conselhos da Universidade. Locatelli foi professor e pesquisador do Instituto de Artes da UFRGS.

O trabalho de restauração durou cerca de um mês e envolveu uma equipe de restauradores e marceneiros coordenados pela restauradora Naida Maria Vieira Corrêa. A UFRGS TV lança em breve um documentário que mostra todo o processo de restauro do painel. A diretora do Instituto de Artes, Lucia Becker Carpena, destacou o significado da recuperação do mural. “É emocionante ver que a UFRGS reconhece a importância do seu acervo artístico, que é um dos maiores entre as universidades federais brasileiras, e se mobiliza para preservá-lo”, disse. Oppermann destacou que o restauro da obra só foi possível graças ao comprometimento dos envolvidos e à colaboração de profissionais de órgãos como a Superintendência de Infraestrutura da UFRGS, a Faculdade de Medicina e a Fundação Médica do Rio Grande do Sul.

Fonte original da notícia: UFRGS




Porto Alegre (RS) – Prédio histórico da Faculdade de Medicina da UFRGS é pichado


Universidade disse que vai analisar câmeras para identificar possíveis responsáveis.

 Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Foto: Felipe Daroit /Divulgação

Da mesma forma que ocorreu em fevereiro deste ano no Mercado Público de Porto Alegre, o antigo prédio da Faculdade de Medicina da UFRGS amanheceu pichado nesta quinta-feira (16). O edifício fica na Rua Sarmento Leite com a Luiz Englert, nas imediações do Parque da Redenção.

Toda a fachada do prédio, que já havia sido alvo dos vândalos, está pichada. Ninguém foi preso e não há informações sobre o horário em que o crime foi cometido.

Em contato com a reportagem, a universidade disse que vai analisar as câmeras de segurança para tentar identificar possíveis responsáveis. De acordo com instituição, o prédio já tinha pichações. Em uma análise inicial, o setor de patrimônio informou que não identificou novas manchas. De acordo com a UFRGS, existe um projeto em andamento para que seja feita a limpeza, iluminação e sejam colocadas câmeras no local.

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

Foto: Ronaldo Bernardi / Agência RBS

A construção do prédio começou em 1913. Os trabalho foram interrompidos de 1914 até 1919 por causa da 1ª Guerra Mundial. O edifício foi inaugurado em 31 de março de 1924.

Por

Fonte original da notícia: Rádio Gaúcha




Porto Alegre (RS) – Primeira parte do restauro da Igreja das Dores será entregue no dia 26 de março


Restauração ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

Primeira etapa concluída é do trabalho desenvolvido no retábulo | Foto: Guilherme Testa

No dia do seu aniversário de 245 anos – 26 de março -, Porto Alegre ganhará de presente a entrega da primeira parte do restauro da Igreja Nossa Senhora das Dores. Trata-se da conclusão do trabalho desenvolvido no retábulo, ou seja, o altar da capela suplementar que por décadas esteve armazenado de forma inadequada. A restauração do templo ainda contempla outras fases e deve ser finalizada até o fim deste ano.

Inaugurada em 1904, após 93 anos de construção, a Igreja Nossa Senhora das Dores passou por uma mudança de ordem dos Claretianos para a dos Sacramentinos no ano de 1951. Provavelmente por isso, em 1969, o retábulo tenha sido removido pelos membros da nova congregação. Ele foi guardado no desvão, que é o forro da nave, e só foi encontrado no ano 2000, durante um primeiro restauro feito na edificação.

Á época da retirada, o altar de Santo Antônio de Maria Claret foi substituído por um sacrário de adoração ao Santíssimo Sacramento. Agora, além do resgate e da revitalização, tanto o retábulo quando o sacrário ficarão dispostos juntos. “O altar vai ficar uma mescla”, explica um dos arquitetos responsáveis pelo projeto, Lucas Volpatto.

As outras fases do restauro contam com a revitalização da capela-mor, com a reforma do seu telhado – onde será inserido um subtelhado para melhor proteção -, e a aprovação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI), que permitirá com que os visitantes possam subir para conhecer as torres do templo. O trabalho também conta com a criação de um museu de arte sacra em uma das alas laterais, manutenção e restauro de imagens em madeira e pesquisa iconográfica.

A Igreja Nossa Senhora das Dores, localizada na rua dos Andradas, é célebre pela sua escadaria externa composta por 62 degraus. Curiosamente, a edificação foi construída de traz para frente, já que, à época, as águas do Guaíba chegavam até as proximidades da escada. A fachada é considerada eclética, com características do período pós-migração alemã e também com um viés gótico. Ainda na frente, há três imagens e um ornamento em forma de coração com sete espadas cravejadas. Internamente, o ecletismo também chama atenção, com um dos lados do templo sendo marcado por estilo arquitetônico Mariano e outro Jesuíta.

O prédio é o primeiro patrimônio a ser tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Porto Alegre. A restauração está sendo realizada através da Lei de Incentivo à Cultura do Estado e conta com patrocínio da Braskem.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Saiba mais sobre os sambaquis do sítio arqueológico de Xangri-lá (RS)


A relíquia feita de depósitos de materiais orgânicos e calcários acumulados pelo homem pré-histórico encontra-se em área de proteção.

Após ser destruída por escavações amadoras, a área dos sambaquis foi protegida por cercas e cartazes de advertência do Iphan. Foto: Ricardo Chaves / Agência RBS

Após ser destruída por escavações amadoras, a área dos sambaquis foi protegida por cercas e cartazes de advertência do Iphan. Foto: Ricardo Chaves / Agência RBS

Capão da Canoa é um antigo balneário que, no início do século passado, já abrigava veranistas em busca de sol e mar. A praia de Xangri-lá, bem mais jovem, desmembrou-se do município de Capão somente em 1992. Bem antes disso, no início dos anos 1950, a área começou a despertar o interesse dos homens de negócios. A construção do Hotel Termas Xangri-lá (demolido em 2006), a partir de 1955, foi decisiva para o desenvolvimento da região, que começou a ser ocupada, naquela época, por casas de veranistas. Como se pode ver na foto P&B, ainda em 1975, a Avenida Paraguassu era bastante deserta. Para quem se deslocava por ela em direção ao Sul, na planície deserta, uma estranha duna, formada por muitas conchas além de areia, à direita, chamava atenção. Uma reportagem publicada na imprensa no início dos anos 1960 esclareceu que se tratava de um sambaqui.

Detalhe da placa do sítio arqueológico de Xangri-lá. Foto: Ricardo Chaves / Agência RBS

Detalhe da placa do sítio arqueológico de Xangri-lá. Foto: Ricardo Chaves / Agência RBS

Sambaqui, palavra de etimologia tupi (tamba = conchas, ki = amontoado), de acordo com a Wikipédia, significa depósito construído pelo homem pré-histórico (por volta de 4.500 a.C.),constituído por materiais orgânicos e calcários, que pode conter equipamentos primitivos de pesca e até objetos de arte. Alguns grupos indígenas utilizavam os sambaquis como santuário, enterrando neles os seus mortos. Bastou sair a notícia para que alguns veranistas, por curiosidade, inconsciência e espírito de aventura, se organizassem em “expedições” predatórias. Munidos de pásou colheres de pedreiro, se lançaram a “escavações arqueológicas” amadoras. Sem atentar para o dano, muitos ossos humanos foram encontrados e retirados do local pelos “pesquisadores”.

Foto da Avenida Paraguassuno ano de 1975. Foto: Banco de Dados / CDI ZH

Foto da Avenida Paraguassuno ano de 1975. Foto: Banco de Dados / CDI ZH

Mais tarde, providências foram tomadas e a área, hoje cercada por casas de moradores e veranistas, foi protegida por cercas e cartazes de advertência de que “constitui crime invadir sem autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) ou retirar qualquer coisa do local”. Se você que está na praia quiser conhecer o local, basta ir pela Avenida Paraguassu e entrar na Avenida Rio dos Índios (uma quadra depois do Supermercado Nacional, de Xangri-lá, sentido Norte-Sul) à direita. No final da via, você vai encontrar esse testemunho do nosso passado remoto.

Fonte original da notícia: Zero Hora




Porto Alegre (RS) – Grupo encaminha representação ao MP para garantir preservação do acervo da Fundação Piratini


Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Em reunião, procurador-geral em exercício se comprometeu a resguardar o patrimônio público. (Foto: Guilherme Santos/Sul21)

Na tarde desta quarta-feira (11), um grupo composto por artistas, professores e comunicadores se reuniu, na sede do Ministério Público, com o procurador-geral em exercício Paulo Emílio Barbosa para expor o risco de perda do patrimônio cultural com a extinção das fundações estaduais – em especial, da Fundação Piratini (TVE e da FM Cultura). Segundo o representante dos funcionários no Conselho Deliberativo da Fundação Piratini, Walmor Sperinde, o encontro foi necessário para “expor o absurdo em níveis econômicos e sociais que é a extinção das fundações”.

O documento entregue destaca a importância das emissoras como dois dos principais canais de divulgação da cultura e de conteúdos audiovisuais produzidos no Rio Grande do Sul. Segundo nota divulgada à imprensa, ele é apoiado por entidades representativas, como a Associação Riograndense de Imprensa, e assinado por quase 400 pessoas, como Luis Fernando Verissimo, Luiz Antonio Assis Brasil, Jorge Furtado, Renato Borghetti, Nei Lisboa, entre outros.

A proteção do interesse público foi a prioridade requisitada pelo grupo, que pediu providências legais para garantir a sobrevivência de serviços prestados e a preservação do funcionamento e dos acervos da TVE e da FM Cultura. “Não sabemos o que vai acontecer com esse patrimônio; há um medo muito grande de que seja perdido ou mal utilizado”, afirma Sperinde.

Segundo ele, o procurador se mostrou muito solícito e afirmou que irá encaminhar o documento para análise da equipe jurídica, tendo se comprometido a garantir providências que irão resguardar o patrimônio público. Se for evidenciada ação inconstitucional, a solicitação será levada a outras instâncias.

Por Giovana Fleck

Fonte original da notícia: Sul21




Porto Alegre (RS) – Término das obras no Mercado tem verba garantida


 Na reta final de sua gestão, Melo (e) e Fortunati fizeram uma vistoria no local JC

Na reta final de sua gestão, Melo (e) e Fortunati fizeram uma vistoria no local. JC

Em um período de troca de governo, sempre surge uma dúvida: será que a nova gestão dará continuidade às obras em andamento? Pelo menos em relação ao restauro do Mercado Público, atingido por um incêndio em julho de 2013, a resposta é positiva, uma vez que pouco dependerá da prefeitura. A etapa restante caberá à empresa Multiplan, que, através de contrapartida, instalará duas escadas nas laterais do prédio, um elevador e uma caixa d’água subterrânea de 30 mil a 40 mil litros. O projeto dessa etapa já está finalizado.

Localizado no coração de Porto Alegre, o Mercado Público chegou a ficar fechado por 38 dias após o sinistro e, desde então, não reabriu seu segundo andar. Superficialmente, a obra está concluída, mas as escadas e a caixa d’água são necessárias para a obtenção de um Plano de Prevenção Contra Incêndios (PPCI). Também é preciso que a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE) construa uma nova subestação de energia.

O prefeito José Fortunati, que vistoriou a obra nesta quinta-feira junto com o vice, Sebastião Melo, lembra de 2013 como “um ano maluco”. “Começou com um vendaval à meia-noite, que derrubou a estrutura da festa de Ano Novo da Usina do Gasômetro. Depois, tivemos o rompimento do dique na Zona Norte, black blocs e protestos. Mas a coisa mais triste mesmo foi o incêndio no Mercado Público. Quando soube, corri da minha casa até lá”, conta. Fortunati recorda que a sensação era de que o prédio inteiro estava sendo consumido. “Essas imagens ficarão para sempre gravadas na minha retina.”

Felizmente, o fogo atingiu apenas um dos quadrantes do segundo andar, o que já gerou muitos transtornos. Os permissionários naquele espaço foram realocados no térreo, em um local que antes abrigava eventos e atividades culturais. Somente uma pastelaria e uma parrilla ainda estão fechadas, mas reabrirão quando o restauro for entregue. “Nunca teve churrasco no Mercado Público, e a gauchada reclamava muito disso. Agora, vai ter”, ressalta o vice-prefeito.

Até agora, quase R$ 15 milhões foram investidos na obra, sendo R$ 9,5 milhões do governo federal. Para finalizar a reforma, ainda serão necessários cerca de R$ 10 milhões, R$ 5 milhões só para a construção da nova subestação de energia elétrica. Os valores serão aportados pela Multiplan, como contrapartida de um empreendimento que está sendo construído no bairro Cristal. “Espero que, já nos primeiros meses de 2017, estejamos devolvendo para a cidade o funcionamento do Mercado Público na sua inteireza”, estima Melo. Antes disso, o vice-prefeito espera que o Ministério Público Estadual já autorize o acesso da população ao segundo andar.

Para o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público, Ivan Konig, a estrutura do prédio hoje está bem melhor do que antes do incêndio. “Estamos muito mais preparados para atender a população. A parte que queimou era toda de madeira, que apodrece, e, agora, é de ferro galvanizado, muito mais seguro. Além disso, foram instaladas calhas de aço inox e estrutura de ferro, o que evita goteiras”, relata.

Por Isabella Sander

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Casarões da Rua Luciana de Abreu começam a ser demolidos em Porto Alegre (RS)


Preservação do conjunto de casas no bairro Moinhos de Vento motivou protestos nos últimos anos.

Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Agência RBS

Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Agência RBS

O  Superior Tribunal de Justiça autorizou a demolição dos seis casarões históricos localizados na Rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. O conjunto de casas começou a ser colocado abaixo nesta sexta-feira.

O STJ manteve, assim, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), que declarou que o conjunto de casas “não tem valor histórico-arquitetônico” e não teriam sido construídas por Theo Wiederspahn — principal argumento utilizado para a defesa dos imóveis na ação, que tramita há 14 anos na Justiça.

Com isso, a construtora Goldsztein fica autorizada a remover as casas de nº 242, 250, 258, 262, 266 e 272. A empreendedora havia obtido a licença para a demolição do conjunto em 2002, mas, no ano seguinte, o Ministério Público Estadual (MP) ajuizou uma ação impedindo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Goldsztein, a decisão foi dada pela Justiça na semana passada. Em 2013, grupos em defesa do patrimônio histórico em Porto Alegre realizaram protestos em frente às casas.

Fonte original da notícia: Zero Hora




Ruas do Centro de Porto Alegre (RS) ganham mais espaço para pedestres


Reforço na sinalização busca ampliar o espaço para quem anda a pé, pois, por hora, mais de 2.4 mil pessoas circulam pelo local. Foto: Brayan Martins/ PMPA EPTC qualifica sinalização para pedestres no Centro Histórico Local: Centro - Entorno do Mercado Público Foto : Brayan Martins/ PMPA

Reforço na sinalização busca ampliar o espaço para quem anda a pé, pois, por hora, mais de 2.4 mil pessoas circulam pelo local. Foto: Brayan Martins/ PMPA

O Centro de Porto Alegre, nas proximidades do Mercado Público, está ficando de cara nova. A EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) está projetando e implantando uma ação para dar mais sinalização e mais segurança para os pedestres que circulam na região. A ação tem o objetivo de ampliar o espaço para quem anda a pé e facilitar o acesso à região.

De acordo com a EPTC, as medidas foram necessárias, porque as calçadas já não são mais suficientes para acomodar todos com segurança. “Isso é muito comum em ruas dos centros históricos, que são mais estreitas e atraem grande volume de pessoas. Como o aumento físico das calçadas nem sempre é viável, em função de custos e patrimônio histórico, existe a opção de utilizar pinturas no pavimento do leito viário, expandindo as áreas de pedestres com baixo custo”, afirma o engenheiro Marcos Feder, técnico da EPTC e responsável pelo projeto.

A intervenção apresenta uma série de mudanças. Segundo a EPTC, são benefícios como aumentar o conforto para os transeuntes, diminuir a extensão das travessias e melhorar o ângulo de visão, tanto para quem anda a pé quanto para os motoristas.

A EPTC optou por implantar essa medida no entorno do Paço Municipal, próximo ao Mercado Público, no cruzamento da rua Siqueira Campos com a avenida Borges de Medeiros, considerando a quantidade de pedestres, a geometria das vias, assim como o benefício proporcionado. Por hora, mais de 2.4 mil pessoas circulam pelo local. A médio prazo, a empresa pública pretende implantar mais projetos como esse, principalmente em áreas com intensa movimentação de pedestres.

Fonte original da notícia: Plantão RS