Porto Alegre (RS) – Mesa-redonda aborda patrimônio cultural

Nesta quinta-feira, dia 29, acontece a mesa-redonda A indissolubilidade das dimensões do patrimônio cultural.  A atividade inicia às 19h no auditório da Faculdade de Arquitetura (Sarmento Leite, 320 – Campus Centro). Participam os professores Luisa Durán Rocca, Daniele Caron, Daniela Cidade e Eber Pires Marzulo, com mediação de Katia Suman. O debate é aberto ao público. A entrada é franca e não há a necessidade de inscrição prévia. O evento é realizado pelo curso de extensão de Patrimônio Cultural ligado ao Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV).

Fonte original da notícia: UFRGS




Corsan recebe homenagem pelo restauro do Château D’Eau em Cachoeira do Sul (RS)

O monumento é um rico conjunto arquitetônico, considerado o mais belo cartão-postal do município – Foto: Divulgação/Ascom Corsan

A Corsan recebe um reconhecimento público pelo trabalho de restauração do Château D’Eau, importante monumento histórico e principal ponto turístico de Cachoeira do Sul. No próximo dia 14 de julho, o Sindilojas Vale do Jacuí – Sindicato do Comércio Varejista de Cachoeira do Sul entrega o Troféu Mercador Princesa do Jacuí 2017 ao diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Companhia, Jorge Melo.

A premiação será entregue durante o 20º Jantar do Dia do Comerciante, que ocorre a partir das 20h, na sede do sindicato (Rua Saldanha Marinho, 1156, em Cachoeira do Sul). O evento visa homenagear pessoas e entidades da região que tenham se destacado no biênio 2016/2017, contribuindo dessa forma para o engrandecimento das suas comunidades.

Sobre a restauração

Inaugurado em março deste ano, o restauro do Château D’Eau (em português, Castelo de Água) resgatou as características do projeto original do monumento. Além disso, valorizou um bem de interesse público, fortalecendo-o como ponto de referência para a cidade, e cumpriu compromisso estabelecido em contrato de programa firmado entre a Corsan e o município de Cachoeira do Sul.

Localizado na área central da cidade, o monumento forma, na Praça Balthazar de Bem – juntamente com o prédio da prefeitura e a Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição -, um rico conjunto arquitetônico, considerado o mais belo cartão-postal do município.

O Chateau D’Eau foi construído para levar a água por gravidade ao reservatório de distribuição localizado na Rua Júlio de Castilhos e, ao mesmo tempo, regular a pressão da água nas zonas mais elevadas. Com o passar do tempo e o crescimento da cidade, esse objetivo não foi mais alcançado, mas a beleza e o simbolismo do local permaneceram ao longo dos anos. Foi esse patrimônio, de inestimável valor histórico, que a Corsan devolveu ao povo cachoeirense.

Texto: Ascom Corsan – Edição: Léa Aragón/ Secom

Fonte original da notícia: Portal do Governo do RS




Vereadores aprovam aumento de multa para pichadores em Porto Alegre (RS)

Até então, as multas correspondiam aos valores entre R$ 585,78 e R$ 2.928,90. Foto: Elson Sempé Pedroso/CMPA/Divulgação/Jornal do Comércio

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta quarta-feira (14), com 21 votos favoráveis e cinco contrários, o projeto de lei da vereadora Mônica Leal (PP). O PL prevê aumento no valor da multa para quem pichar ou depredar prédios e monumentos, públicos ou privados. Em caso de reincidência, o pichador pagará em dobro o valor da multa estipulada.

O valor da multa poderá ser de até R$ 10.153,32, ficando a cargo do órgão fiscalizador decidir a gravidade do delito e definir o valor da multa a ser paga pelo infrator. Segundo a autora do projeto, as pichações resultam em um aspecto de desleixo e sujeira, “causando uma verdadeira poluição visual, sendo considerada um crime e, como tal, exige punição”.

Para a vereadora, apesar de já haver lei para o crime desde 2015, as sanções de valores são baixas, o que encoraja os pichadores a continuarem agindo. Para ela, o aumento considerável das penalizações pecuniárias irá contribuir positivamente.

“Tornam-se irrisórios em comparação aos prejuízos causados à paisagem urbana. Nossa proposta é elevar para até 2.600 UFMs, correspondendo a R$ 10.153,32 o valor das multas para os atos de pichação. Dessa forma, pretendemos conter drasticamente essa prática maldosa, que só traz prejuízo ao patrimônio histórico e cultural de nossa cidade”, alerta Mônica Leal.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – Acordo garantirá restauração de imóvel no Centro Histórico

Foto: Joel Vargas/PMPA

Um acordo entre o Município de Porto Alegre, o Ministério Público estadual e o proprietário do imóvel localizado na rua dos Andradas 891 irá garantir a restauração do prédio, que integra o Inventário do Patrimônio Cultural de Porto Alegre. Assinado durante audiência no final do mês de maio, o acordo prevê, além da restauração total, a confecção de painel explicativo da história do imóvel e do projeto de restauro.

O imóvel em questão é um dos cinco raros remanescentes arquitetônicos do tipo com azulejos na fachada na Capital e foi classificado pela Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) como Imóvel Inventariado de Estruturação, ou seja, não pode ser destruído, mutilado ou demolido.  Entretanto, de acordo com o procurador-chefe, em exercício, da Procuradoria de Urbanismo e Meio Ambiente da Procuradoria-Geral do Município, Nelson Marisco, o prédio sofreu um incêndio e encontra-se degradado, restando apenas a fachada de azulejos portugueses a ser restaurada.

Preservação – As edificações inventariadas também podem ser classificadas como de Compatibilização. Essas podem ser demolidas ou modificadas, desde que por meio de Estudo de Viabilidade Urbanística (EVU), devendo a intervenção ou a edificação que a substituir observar as restrições necessárias à preservação cultural e histórica da edificação de Estruturação. Também deve-se observar o entorno a que estiver vinculado, bem como à paisagem urbana. Os proprietários desses imóveis podem pleitear a redução do IPTU, desde que comprovada a preservação do imóvel. O Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município está previsto na Lei Complementar 601/2008 e é feito pela EPAHC. A mesma equipe é responsável pelo tombamento do patrimônio histórico e cultural. Veja aqui a relação de bens inventariados e tombados em Porto Alegre.

Por Sandra Denardin/Paulo Cesar Pinheiro Flores dos Santos

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura de Porto Alegre (RS)




Demolição de imóvel na Prainha causa nova polêmica sobre preservação do patrimônio de Torres (RS)

Conforme presidente do Conselho Municipal do Patrimônio, demolição do imóvel precisaria ter aval do conselho. (Foto por Leo Gedeon)

Um imóvel clássico de Torres, que seria listado como inventariado pelo COMPHAC (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) foi demolido na manhã de segunda-feira (22/05). Localizado na Prainha ou Praia do Meio, um dos pontos turísticos mais famosos de Torres, o imóvel era um ‘bunglow’ com características peculiares e seria testemunha da História do Turismo no RS, conforme o presidente do COMPHAC, o historiador Leo Gedeon.

“A destruição (do imóvel) ocorreu em dez minutos, mesmo após uma notificação de que os responsáveis deveriam parar as máquinas” criticou Leo Gedeon no Facebook. A postagem viralizou na rede social , tendo mais de 550 compartilhamentos (até a tarde desta quinta-feira, 25). Na maioria dos comentários, percebem-se pessoas lamentando a derrubada do imóvel e os exageros da construção civil. Mas há também aqueles que defenderam o direito do proprietário da casa – que, afinal, era uma propriedade privada – de fazer o que quiser com seu imóvel.

Divergência de opiniões

Consultada pelo jornal A Folha, a prefeitura de Torres enviou email sobre o assunto. A assessoria de comunicação da municipalidade afirma que o pedido de demolição da ‘residência particular’ já havia sido protocolada junto a Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, discordando que o imóvel fosse inventariado como patrimônio histórico municipal. “A equipe da Secretaria avaliou a liberação deste pedido, considerando o regramento determinado pelo Plano Diretor e também pela Portaria 08/2017 da Secretaria de Cultura do Estado. Esta portaria estabelece coma área de proteção o entorno da Igreja São Domingos, único bem tombado no Município, pelo Instituto do Patrimônio Histórico Estadual (IPHAE). O referido imóvel não encontrava-se situado nesta área”.

Para o jornal A Folha, Leo Gedeon reiterou que o imóvel seria inventariado (ou ao menos listado) e sua demolição não poderia ter ocorrido sem, anteriormente, o COMPHAC ter sido consultado e ter dado o aval. ” Foi negligência o conselho não ter sido consultado, penso que a Secretaria de Planejamento agiu de má-fé (ou no mínimo fez má interpretação). Existem vários bens históricos consagrados fora da poligonal da Igreja São Domingos (O Casarão dos Muller, por exemplo)”, disse Gedeon, que continua indagando. “Existem projetos de intervenção/demolição de chalés históricos que estão passando pelo Conselho do Patrimônio Histórico, sendo avaliados com calma. Mas porque este projeto em específico não passou pelo COMPHAC? Porque para alguns não há necessidade de pareceres e para outros sim? Os maiores criminosos não são os proprietários dos bens, mas sim o poder público que é negligente na preservação do patrimônio “, finalizou Gedeon, lembrando da demolição do chalé dos Gerdau no final do ano passado (imóvel que estaria inserido na Poligonal da Igreja São Domingos, segundo o presidente do COMPHAC, mas foi demolido mesmo assim).

Por Guile Rocha

Fonte original da notícia: A Folha




Porto Alegre (RS) – Terceirizados do restauro no Instituto de Educação têm salários atrasados desde o início do ano, afirma sindicato

Atraso nos salários também prejudica o andamento da obra, que também está atrasada.

Instituto de Educação General Flores da Cunha. Foto: Eduardo Paganella / Rádio Guaíba

Após denúncias à Rádio Guaíba de que os salários dos trabalhadores terceirizados da empresa Porto Novo Empreendimentos, responsável pelo restauro no Instituto de Educação General Flores da Cunha, em Porto Alegre, estavam atrasados desde o início do ano, o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Rio Grande do Sul confirmou o problema. Segundo o presidente da entidade, Gelson Santana, a empresa vem atrasando os salários dos terceirizados sistematicamente, desrespeitando os trabalhadores.

“Infelizmente, essa empresa vem, ao longo do tempo, fazendo isso com os trabalhadores. É uma das empresas que não respeita o seu trabalhador. Se você for olhar o histórico dessa empresa junto aos seus trabalhadores você vai ver que é uma coisa recorrente deles. A empresa tem sistematicamente atrasado os salários, tem inclusive feito demissões por justa causa para poder pagar os seus trabalhadores. É lamentável que mais uma vez o trabalhador é que saia perdendo nessa situação”, expõe Santana.

A Secretaria Estadual da Educação também foi questionada acerca dos atrasos no restauro da obra com a paralisação dos funcionários que não recebem os salários. Por nota, a pasta respondeu que a Porto Novo “descumpriu o cronograma de trabalho” – embora não tenha explicado o que seria essa violação – e, por isso, o pagamento à empresa foi suspenso. Após uma negociação, a Secretaria Estadual de Obras vai estabelecer, conforme a nota, novos prazos para a concretização da reforma. Um novo repasse dos recursos à empresa também deve ser feito nesta semana.

A Porto Novo Empreendimentos foi procurada pela reportagem ontem e hoje e informou que daria retorno com explicações do diretor Cláudio Ryff. Mas, até o momento, a empresa não se manifestou. A secretária do diretor explicou que Ryff disse a ela, ontem, que “a empresa ainda não pode se pronunciar” sobre isso, mas pediu para ser lembrado hoje para dar explicações à imprensa. Porém, procurados novamente nesta manhã, ainda não havia um posicionamento.

Veja a nota na íntegra:

“A empresa responsável pelas obras no Instituto de Educação General Flores da Cunha descumpriu o cronograma de trabalho e, por isso, o Governo do Estado suspendeu os pagamentos. Após negociação com a empresa, a Secretaria Estadual de Obras estabelecerá a prorrogação do contrato, prevendo, inclusive, novos prazos para a concretização da reforma. Nesta semana, o Governo do Estado fará um novo repasse e espera que as obras sejam retomadas nos próximos dias.” 

Instituto de Educação tem restauro atrasado

O governo do estado assinou o contrato de restauro do Instituto de Educação General Flores da Cunha em novembro de 2015 em um valor de R$ 22,5 milhões. Porém, as obras iniciaram somente na última semana de janeiro de 2016. A previsão inicial da Secretaria Estadual da Educação era que a obra durasse 18 meses, sendo concluída em agosto de 2017, permitindo o retorno das aulas no local. No entanto, ainda não há uma nova previsão de quando a obra deve ser finalizada.

Por Vitória Famer

Fonte original da notícia: Rádio Guaíba




Porto Alegre (RS) – Brechó & Bazar em prol do Hospital Psiquiátrico São Pedro acontece neste domingo

Ação acontece em prol do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Foto: Reprodução

No próximo domingo, dia 28 de maio, a partir das 10 horas, acontece mais uma edição do Brechó & Bazar da AMeHSP. Voluntários da AMeHSP (Associação Amigos da Memória do Hospital Psiquiátrico São Pedro) estarão recebendo os visitantes no Clube Esportivo Caminho do Meio (rua São Manoel, 556 – atrás do Hospital de Clínicas). O brechó estará aberto até as 17 horas e tem estacionamento fácil.

No clube, que foi gentilmente cedido, serão oferecidos os mais diversos produtos como peças de roupas masculinas, femininas e infantis, acessórios, artigos para o lar, trabalhos artísticos, livros, CDs e itens de colecionadores.

Os produtos excedentes serão doados para entidades assistenciais que farão a distribuição diretamente às pessoas necessitadas, e também às instituições carentes.

Finalidade do Brechó &Bazar da AMeHSP

Toda a arrecadação deste Brechó & Bazar dará suporte para as atividades de preservação realizadas em prol do Hospital Psiquiátrico São Pedro. Como exemplos de investimentos já aplicados na preservação do prédio histórico do São Pedro podemos citar a restauração da porta principal e centenária, em madeira maciça, do bloco 1, a marquise em ferro fundido e o vidro colocado sobre a porta principal do bloco 1, o lustre de madeira localizado na parte interna, e dois lampiões em ferro (símbolo da Associação). Além das restaurações, a AMeHSP contribui com aquisições de equipamentos necessários ao funcionamento do Serviço de Memória e do Escritório de Restauro do próprio Hospital.

Bazar & Brechó será no domingo. Foto: Divulgação

Bazar acontece na rua São Manoel. Foto: Divulgação

Serviço

Brechó & Bazar da AMeHSP 2017
Dia: 28 de maio – domingo
Horário: das 10h às 17h
Local: Clube Caminho do Meio – Rua São Manoel, 556 (atrás do Hospital de Clínicas). Estacionamento fácil.

Fonte original da notícia: O Sul




Barão de Santo Ângelo: história mutilada em Rio Pardo (RS)


Hoje a Cidade Histórica sequer tem condições de abrir as portas do local. Fotos: Bruno Pedry

Protagonista dos primeiros passos da trajetória do Rio Grande do Sul, a cidade de Rio Pardo guarda longe do público um dos mais importantes acervos históricos do Estado, que chegou a duas mil peças. Criado em 1935, o Museu Barão de Santo Ângelo sofre há cinco anos com as limitações para visitação por causa da precariedade do Solar Almirante Alexandrino. A reforma inaugurada no fim de setembro do ano passado, após seis meses de obras, pouco tempo depois virou nova dor de cabeça para os defensores do patrimônio histórico, diante de problemas como infiltrações de água na estrutura e danos e perda de peças consideradas valiosas.

Hoje a Cidade Histórica sequer tem condições de abrir as portas do local que até poucos anos era um dos principais cartões-postais e guardião de peças raras. Os problemas se arrastam desde 2012, quando a estrutura passou a receber apenas grupos de visitantes com agendamento para entrar no local e contemplar somente o primeiro pavimento. O segundo piso já havia sido interditado em razão das infiltrações, goteiras e problemas com cupins.

Em 2014 houve o fechamento do prédio em definitivo para passar pelo processo de reforma, que ocorreu somente em 2016. A Marinha do Brasil cedeu a mão de obra e uma equipe do Comando do 5º Distrito Naval, de Rio Grande, ficou por cerca de seis meses no município para a execução dos trabalhos no solar. As madeiras usadas na reforma foram doadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama).

A reinauguração do prédio ocorreu em setembro do ano passado, mas mesmo assim a população não pôde entrar no local. Na época surgiram denúncias sobre as precárias condições de manejo dos objetos do acervo durante a transferência para as obras.

Como está o Museu

A mobília da primeira Câmara de Vereadores permanece em uma das salas, mas com sutis estragos – um pé quebrado e outro detalhe danificado em uma das cadeiras. Mas em uma observação mais abrangente é possível notar as paredes com infiltrações severas e o armário que cobre parte da área com pontos mofados, na estrutura onde estava exposta a réplica do uniforme dos Dragões de Rio Pardo.

O traje completo do uniforme dos Dragões apresentava o casaco, calça, colete, punhos, jabô e polainas. Após a reforma, somente o casaco e as polainas retornaram. Das peças de vestuário que faziam parte do acervo do museu, falta atualmente o pala de seda usado por David Canabarro na Batalha do Barro Vermelho, na Revolução Farroupilha, em 1838.

No primeiro andar do Museu Barão de Santo Ângelo funcionava ainda a Sala Açoriana, que apresentava aos visitantes trajes completos vindos de além-mar. Segundo a coordenadora do museu, Aida Ferreira, que está no cargo há mais de 30 anos, entre idas e vindas durante o período de reforma, as roupas molharam e se perderam.

Após a Sala Açoriana, logo se avista a senzala, uma das áreas mais marcantes do prédio. O cômodo já sofre com as infiltrações há anos e chegou a ser interditado em 2012. Mesmo após as intervenções, o espaço segue muito úmido.

No segundo pavimento fica mais clara a deterioração do prédio, com partes do reboco caindo, infiltrações e o chão cheio de poças. Nas salas da área encontra-se boa parte do acervo que voltou ao local – só que não exposto, como em anos anteriores, e sim sob lonas, para proteger das goteiras.

Muitas peças não estão mais no acervo ou se encontram quebradas. Um console feito de cedro com pés de garra e tampo de mármore não retornou ao museu. Outro está quebrado e sem a pedra. Assim como esta peça, outras retornaram aos pedaços.

De acordo com a coordenadora do museu, Aida Ferreira, hoje apenas algumas peças de porcelana, as armas e moedas, entre outras, poderiam ser expostas. As demais precisam de restauração.

De acordo com a coordenadora do museu, Aida Ferreira, hoje apenas algumas peças de porcelana, as armas e moedas, entre outras, poderiam ser expostas. As demais precisam de restauração.

Outros objetos em prata, como a carteira da doutora Rita Lobato, não foram mais encontradas após as mudanças. A caderneta e a caneta da professora Ana Aurora do Amaral Lisboa também não retornaram.

Prefeitura quer retirar objetos do prédio

Para que o museu volte a receber visitantes há um longo trabalho pela frente. O secretário de Turismo e Cultura, Ramon Barros, explica que nos próximos dias os objetos devem ser retirados do solar e acondicionados em uma peça com melhores condições. Após será feito um levantamento das peças e da situação de cada uma. “Já estamos fazendo contato com uma restauradora para tentar a recuperação”, explica. Outra medida que está sendo proposta é que o município faça, com mão de obra própria, medidas de contenção que diminuam os danos. “O que nos permitirem, sendo um prédio histórico, nós vamos fazer. Temos em Rio Pardo um vasto material com grande valor histórico-cultural”, afirma o secretário.

Solar

O Solar Almirante Alexandrino foi construído em 1790 por Mateus Simões Pires, um dos primeiros açorianos a chegar a Rio Pardo. O sobrado, de arquitetura colonial, foi construído em barro e madeira dois metros acima do nível da rua. Inicialmente era um prédio comercial, composto de 12 salas e uma senzala em dois pavimentos. Alexandrino de Alencar nasceu no local em 1848. Foi um político brasileiro, senador durante a República Velha. Casou com Amália Murray Simões e Santos e teve duas filhas e um filho. O Museu Barão de Santo Ângelo foi inaugurado em 1935, com uma exposição de objetos usados durante a Revolução Farroupilha. Em 1939, foi reconhecido como de utilidade pública. Até a reforma de 2016, o prédio havia passado por duas restaurações e um reparo, o último no início dos anos 80.

Ministério Público Federal investiga

Após a posse, ao tomar conhecimento da situação do Solar Almirante Alexandrino, a atual administração municipal determinou abertura de sindicância para apurar os danos e perdas do acervo. Segundo Renan Klein Soares, presidente da comissão de sindicância e assessor jurídico da Procuradoria do município, foi concluído que os possíveis responsáveis já não atuam mais na administração. Por isso, o documento foi entregue pelo prefeito Rafael Barros ao Ministério Público Federal (MPF). Segundo Soares, o levantamento constatou que 80% do acervo está impróprio para exposição após o remanejamento, ou por avarias, ou porque peças foram perdidas.

Neste momento a comissão trabalha em uma segunda sindicância, que vai apurar os caminhos tomados durante a reforma. Em uma primeira visita foi constatado que a madeira doada pelo Ibama, fruto de apreensões, não foi usada em sua totalidade no prédio do Museu Barão de Santo Ângelo. Não há dados oficiais de quanto de madeira foi enviado. Informações divulgadas pela Prefeitura na época apontavam 90 metros cúbicos. As peças seriam usadas no solar e em outros prédios históricos.

O MPF abriu expediente em relação à questão que envolve o museu. Como há grande número de documentos, o procurador da República em Santa Cruz do Sul, Marcelo Augusto Mezacasa, trabalha na análise do material para definir os próximos passos.

Ex-secretário diz que nada sumiu do local

O secretário de Turismo e Cultura de Rio Pardo durante o período de reforma do Solar Almirante Alexandrino, Luiz André Granada da Silva, afirma que faltaram pequenos reparos no prédio. Observa que na época que a equipe da Marinha trabalhou na restauração houve pouca chuva e o ideal era fazer o acompanhamento durante precipitações por algum tempo para os ajustes. Granada prefere não entrar em polêmica sobre a situação do Museu Barão de Santa Ângelo e em discussões políticas, mas ressalta que se ainda estivesse no governo o local já estaria aberto ao público.

O ex-secretário explica que há quatro anos, quando houve a posse da administração anterior e ele assumiu como secretário de Obras, não havia inventário sobre as máquinas da Prefeitura e nem sobre as peças do museu. Granada observa que no fim do ano passado a equipe do último governo repassou o levantamento de todos os bens. “É muito simples hoje dizer que faltam peças, mas quem garante que tinha há quatro anos se não havia inventário?”, questiona.

Em relação ao acervo, Granada afirma que houve o devido cuidado durante a transferência das peças para a Secretaria de Obras antes do início da reforma do Solar Almirante Alexandrino e depois durante o retorno. “Nada de lá foi subtraído”, ressalta. Observa que o prédio ficou oito anos fechado antes do restauro, com o acervo se deteriorando e culminando com a interdição do prédio por causa das goteiras.

Quanto à madeira fornecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), Granada explica que parte do material era desparelha. Por isso, a parte não utilizada no restauro do prédio do museu foi cedida para famílias em situação de vulnerabilidade social cadastradas na Secretaria de Assistência Social. “Tentamos usar na reforma da Igreja São João, mas percebemos que a madeira não era ideal”, afirma.

Por Marília Nascimento – Colaborou Otto Tesche

Fonte original da notícia: GAZ




Porto Alegre (RS) – Projeto prevê tombamento do Parque Saint’Hilaire

Foto: Joel Vargas/PMPA

Está tramitando na Câmara Municipal de Porto Alegre projeto de autoria do vereador Aldacir Oliboni (PT) que prevê tombamento do Parque Saint’Hilaire. O objetivo é integrá-lo ao Patrimônio Histórico-Cultural, Natural e Paisagístico do Município de Porto Alegre.

Segundo o autor, o Parque Saint’Hilaire é um dos mais importantes locais de preservação ambiental ainda existentes na capital. Batizado com esse nome, homenageia o conhecido naturalista e viajante francês Augustin François Cesar Provensal Saint Hilaire. “A importância da área onde situa-se o parque para nossa cidade e nosso estado é anterior a sua criação”, explica.

Proprietária de grande parte da área, a Companhia Hidráulica de Porto Alegre a utilizava para captação de água e sua distribuição para a população de nossa cidade desde 1898, no final do século XIX. O parque abriga mais de 50 nascentes, as mais distantes da foz do Arroio Dilúvio, possuindo papel fundamental na conservação da bacia hidrográfica. A fitogeografia do parque é formada pela Floresta Estacional Semi Decidual, ecossistema associado ao bioma Mata Atlântica, a segunda maior floresta em diversidade biológica e também a segunda mais devastada do planeta, considerada área prioritária para conservação da biodiversidade.

“Portanto, como se pode observar, o Parque Saint’Hilaire é um espaço que mantém viva a história, a cultura e o ambiente natural de Porto Alegre”, defende Oliboni.

Por Priscila Bittencourte/Marco Aurélio Marocco

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre




Com risco de desabar, prédio histórico é interditado pelo Corpo de Bombeiros em Erechim (RS)

A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros interditaram um prédio no centro de Erechim na tarde desta segunda-feira, 15. O prédio esta localizado na Rua Marcos Ochoa e em suas dependências funcionava uma loja de materiais elétricos.

De acordo com o auto de interdição da Defesa Civil, o prédio apresenta riscos para a segurança. O documento cita ainda que “considerando a gravidade da situação apresentando ainda risco a vida inclusive, fica o imóvel interditado para uso”.

Segundo o Corpo de Bombeiros uma obra que esta sendo realizada ao lado do prédio interditado causou o colapso da estrutura do mesmo, provocando grandes rachaduras nas paredes, comprometendo a segurança.

Tanto Defesa Civil quanto Corpo de Bombeiros foram unânimes em afirmar que o prédio corre o risco de desabar se o trabalho na obra ao lado prosseguir.

Durante a tarde desta segunda-feira, 15, os proprietários do comércio que funcionava no local iniciaram a retirada e a transferência do material que era vendido no estabelecimento.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, os responsáveis pela obra deverão apresentar projeto junto a prefeitura atestando as condições de segurança para o trabalho poder continuar. Já a desinterdição do prédio que apresentou problemas em sua estrutura passa necessariamente por pela eliminação da situação de risco e ao procedimento de desinterdição de imóveis e nova inspeção da Defesa Civil.

O prédio interditado é, segundo a Defesa Civil, um prédio tombado como patrimônio histórico do município e já teria passado por um incêndio de grandes proporções a menos de um ano.

A reportagem do jornal Atmosfera tentou conversar com os responsáveis pelo prédio, porém até o fechamento desta matéria não foi possível o contato.

Por Ricardo Santuari

Fonte original da notícia: Atual FM