Estátuas de Quintana e Drummond são vandalizadas no centro de Porto Alegre (RS)

Rostos das esculturas foram pintados com tinta.

André Ávila / Agencia RBS

As estátuas em homenagens aos poetas Mario Quintana e Carlos Drummond de Andrade foram vandalizadas na Praça da Alfândega, no centro de Porto Alegre. Uma tintura alaranjada foi colocada nos rostos das esculturas, descaracterizando as imagens. Quem passou ou trabalha pela região percebeu a mudança e lamentou a ação.

Jeniffer Costa, de 26 anos, vende artesanato na Praça da Alfândega e disse que tira, diariamente, dezenas de fotos de visitantes que passam pelo local. Segundo ela, no último sábado, as estátuas não estavam com a tintura.

— É comum as pessoas virem até aqui para tirar foto. Sempre me pedem e eu tiro para as pessoas. No sábado não estava assim. Ontem eu não vi, mas hoje, quando eu cheguei, já estavam pintadas — disse.

A Guarda Municipal confirmou que não tinha informações sobre o fato até o final da tarde desta segunda-feira (11). Entretanto, o comandante em exercício da Guarda, Rodrigo Meotti disse que deverá reforçar as ações de prevenção na região.

A Coordenação da Memória Cultural, responsável pelas obras, não sabia do ocorrido. De acordo com o coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal de Cultura, Eduardo Hahn, nesta terça-feira (12), vão ser enviados técnicos para verificar os danos causados à obra e as devidas providências serão encaminhadas.

Por Eduardo Paganella

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Prefeitura de Gramado (RS) busca parcerias para revitalizar casa tombada como patrimônio histórico

Reforma da residência Major Nicoletti tem orçamento de R$ 1 milhão.

Foto: Halder Ramos / Especial / CP

A Prefeitura de Gramado busca empresas parceiras para captar recursos destinados ao projeto de revitalização da Casa Major Nicoletti, que foi desapropriada e tombada como patrimônio histórico do município em 2012. Com orçamento total de R$ 1 milhão, a obra de revitalização terá R$ 882.824,78 viabilizados por meio da Lei de Incentivo à Cultura (LIC). Os apoiadores do projeto têm o valor deduzido do Imposto Sobre Comércio de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Estamos fazendo visitas às empresas locais para captar o valor e esclarecer sobre o procedimento de abatimento fiscal do governo do Estado”, explica o secretário municipal de Cultura, Allan John Lino.

O objetivo é transformar o local em um museu com a história do município, a partir do legado do major, fundador de Gramado. O projeto de restauro inclui a revisão do telhado, recolocação de esquadrias, nova rede elétrica, instalação de sistema de prevenção de incêndios e climatização. O processo busca devolver ao local as características originais.

Após a captação dos recursos e realização das obras de restauro, serão iniciados os procedimentos para a criação do museu, o que inclui a construção do acervo com objetos e documentos do major Nicoletti e de outras personalidades do município. Com área de 2 mil metros quadrados, o terreno inclui a casa de madeira, obra de 1912 que mescla estilos arquitetônicos italiano e alemão, além de jardim e platô, localizado na esquina da avenida Borges de Medeiros com a rua Emílio Sorgetz.

Fonte original da notícia: Correio do Povo




Porto Alegre (RS) – Revitalização do Cais Mauá deve começar em três meses, diz diretor do consórcio responsável pelas obras

Prazo total para realização de toda reforma deve ser de seis anos.

Jefferson Botega / Agencia RBS

O Cais Mauá, hoje às moscas, pode começar a ter movimento de máquinas e operários em breve. Com a entrega da licença de instalação da prefeitura, marcada para esta terça-feira (5), as obras devem começar dentro de três meses, afirmou o  diretor de Operações do Consórcio Cais Mauá, Sérgio Lima, em entrevista ao Gaúcha Atualidade, desta segunda-feira (4).

De acordo com o executivo, com a documentação em mãos, o consórcio deve se reunir com o governo do Estado para definir o cronograma de trabalho e contratação das empresas.

— Nossa expectativa é começar em três meses. Na primeira fase do projeto, será feito o restauro dos armazéns. Na segunda, vamos revitalizar as docas e, por fim, a parte próxima ao Gasômetro — disse, acrescentando que o prazo de execução de cada etapa é de dois anos, sem pausas entre uma e outra, totalizando seis anos.

Com investimento estimado em R$ 500 milhões, o projeto prevê espaços culturais, lojas, bares, restaurantes e local para eventos. Também serão erguidos três prédios, dois para escritórios e um que abrigará um hotel.

— Eles ficarão na área das docas, em frente à rodoviária, e serão inferiores a cem metros de altura. Ressalto que não teremos apartamentos — afirmou o diretor.

A licença de instalação será entregue pelo prefeito Nelson Marchezan na terça-feira pela manhã em cerimônia para 300 convidados. Há duas semanas, GaúchaZH mostrou que os armazéns, que serão alvo da primeira fase de obras, estão se deteriorando. A Cais Mauá alegou que aguardava a licença do município para fazer intervenções mais pesadas no patrimônio.

Fonte original da notícia: GaúchaZH




Porto Alegre (RS) – Horta comunitária ao lado de escadaria no Centro Histórico é finalista em prêmio nacional

Dezenas de moradores reúnem-se desde o início do ano para manter a área limpa e promover oficinas no terreno ao lado da escadaria da Rua João Manoel.

Foto: Carmen Fonseca / Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico

A horta comunitária situada ao lado da histórica escadaria da Rua João Manoel, no Centro Histórico, foi uma das 20 finalistas do Prêmio Acolher, promovido pela Natura, que reconhece iniciativas de impacto social em todo o país.

Desde o início do ano, dezenas de moradores liderados pela Associação de Hortas Coletivas do Centro Histórico reúnem-se para manter a área limpa e promover oficinas de técnicas de horta. Mais do que uma mera plantação, a iniciativa foi uma forma de ocupar – e devolver à população – uma escadaria e um terreno abandonados.

– Não vamos plantar alimentos como batata, alface ou tomate, porque o terreno não permite. O objetivo é passar conhecimento adiante – afirma Carmen Fonseca, presidente da associação.

No site bit.ly/horta-escadaria, o grupo está arrecadando dinheiro para construir canteiros em formato de plataforma na área íngreme do terreno. O custo estimado é de R$ 9 mil, entre ferramentas e mão-de-obra.

Por Paulo Germano

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH




Porto Alegre (RS) – Revogado o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis

Discussão e votação de projeto que revoga lei que dispõe sobre o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município. Na foto, moradores do bairro Petrópolis comemoram aprovação do projeto. Foto: Ederson Nunes/CMPA

Com 24 votos favoráveis e três contrários, a Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, nesta segunda-feira (27/11), Projeto de Lei Complementar que propõe a revogação da Lei Complementar nº 601, de 23 de outubro de 2008 – que dispõe sobre o Inventário do Patrimônio Cultural de Bens Imóveis do Município. A proposta é assinada pelos vereadores Dr. Thiago Duarte (DEM), Reginaldo Pujol (DEM), Mauro Pinheiro (Rede), Valter Nagelstein (PMDB), Felipe Camozzato (Novo) e Idenir Cecchim (PMDB).

De acordo com os autores, a LC nº 601/08 estava desatualizada, gerando grande prejuízo aos munícipes e confusão aos seus operadores. “Nesse sentido, desburocratizar torna-se preciso. Não se pode continuar com uma legislação que não encontra guarida na sociedade, nem com uma legislação que não mais retrata os anseios sociais. A sociedade clama por agilidade e eficiência do Poder Público, visto a sua não interferência em direito como o da moradia, garantido constitucionalmente.” Além disso, os vereadores apontam que a Lei Complementar é inconstitucional, já que incorre em vício de iniciativa.

Texto e edição: Carlos Scomazzon

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre




À espera de obras, armazéns do Cais Mauá se deterioram em Porto Alegre (RS)

Fotografias e relatos de estragos e de falta de manutenção nos prédios estão sob análise do Ministério Público de Contas.

Empresa responsável pelo Cais diz que está realizando serviços de manutenção, mas armazéns mostram degradação. Jefferson Botega / Agencia RBS

Vidros quebrados, telhados rompidos, estruturas metálicas corroídas e outros danos em armazéns do Cais Mauá tombados pelo Patrimônio Histórico, em Porto Alegre, se multiplicam à medida que as obras de renovação se arrastam para sair do papel.

Fotografias e relatos de estragos e de falta de manutenção nos prédios destinados a se transformar em centro de lazer estão sob análise do Ministério Público de Contas (MPC), que deverá decidir nos próximos dias eventuais medidas a serem tomadas. A empresa Cais Mauá do Brasil, responsável pelo projeto de revitalização da área, argumenta que vem realizando serviços de manutenção e aguarda a licença definitiva do município para iniciar intervenções mais pesadas de recuperação — o documento está pronto e deve ser entregue no dia 5 de dezembro em solenidade promovida pela prefeitura.

Na semana passada, representantes da ONG Associação Amigos do Cais do Porto (Amacais) e a vereadora Sofia Cavedon (PT) entregaram ao procurador-geral do MPC, Geraldo da Camino, uma representação denunciando a deterioração da antiga zona portuária da Capital. Ao documento, foram anexadas fotografias que demonstram um destelhamento significativo em pelo menos dois armazéns, além de outros estragos menores nas coberturas. Integrantes da associação também relatam problemas como vidraças quebradas e portas danificadas ou ausentes.

Chuvaradas teriam agravado a situação dos galpões nos últimos meses, somadas, segundo a representação encaminhada ao MPC, a uma suposta falta de manutenção por parte da empresa. O documento sustenta que “os pavilhões estão se deteriorando, com visível piora ocasionada pelas condições climáticas recentes, como se pode comprovar nas fotos em anexo. Mas a omissão não se resume à inércia em iniciar as obras de restauro. Está patente a inexistência de manutenção dos prédios e do entorno, colocando em risco um patrimônio cultural inestimável.”

— Como moradora, fico inconformada com o abandono a que está entregue a área mais importante da cidade. O contrato prevê que a empresa deve manter a área limpa e em bom estado, mas o cidadão está vendo o seu patrimônio apodrecer — afirma a integrante da Amacais Katia Suman.

Responsável pelo setor jurídico da Amacais, Jacqueline Custódio aponta que a cláusula oitava do contrato de arrendamento obriga a empresa a proceder “aos reparos e consertos que se fizerem recomendáveis à preservação, tudo às suas exclusivas expensas”.

GaúchaZH esteve no local, na segunda-feira, e observou estragos em telhados, portas e janelas, além de poças de água em áreas internas dos galpões — principalmente no armazém A2. O acesso foi realizado com carro identificado após passar por uma cancela e dois pontos de segurança. Coordenador do grupo de trabalho do Cais Mauá, que reúne representantes do Estado e do Município, Vanderlan Frank Carvalho afirma que os danos foram agravados após temporais registrados no começo de outubro.

— A empresa foi notificada sobre possibilidade de danos estruturais e respondeu que iria vistoriar a área. Informou que há previsão de substituição de telhados, vidros e outros itens quando tiver início a reforma, mas que, se houvesse algo que comprometesse a segurança ou tivesse necessidade imediata, seria feito já — diz Carvalho, que também é secretário-adjunto estadual dos Transportes.

O Ministério Público de Contas informou que o material encaminhado na semana passada está sob análise, e deverá se pronunciar sobre as eventuais medidas a serem tomadas a partir desta terça-feira.

Cais Mauá promete que danos nos armazéns serão consertados

A empresa Cais Mauá do Brasil garante que todos os estragos verificados em qualquer um dos 11 armazéns tombados incluídos no projeto de revitalização serão sanados. Não foi apresentada, porém, uma data de quando isso deve ocorrer.

O diretor de operações da Cais Mauá, Sérgio Lima, afirma que a arrendatária vai promover a recuperação estrutural dos pavilhões quando receber a licença definitiva do município para as obras de revitalização.

— Nós limpamos, capinamos e fazemos manutenção da área. Um vendaval no começo de outubro levou algumas telhas. Como a revitalização compreende a substituição de todas as telhas e a recuperação interna dos pavilhões, tudo isso será feito quando recebermos a licença que falta — diz Lima.

O diretor não soube precisar quando deverá ter início o trabalho de recuperação dos estragos mesmo depois de obtida a licença de instalação — que está em fase final de tramitação na Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams):

— Vai demandar algum tempo (depois da concessão da autorização definitiva), temos algumas tratativas a fazer com o governo estadual, que é com quem firmamos contrato.

Sérgio Lima acrescenta que a própria empresa removeu portas metálicas dos galpões por razões de segurança, já que ameaçavam cair. Elas deverão ser restauradas e reinstaladas, segundo promessa da Cais Mauá, quando finalmente iniciar o processo de revitalização da área.

Por Marcelo Gonzatto

Fonte original da notícia: Gaúcha ZH



Porto Alegre (RS) – Com projeto rejeitado, destino do viaduto da Borges continua incerto

Destino da população de rua que vive sob o espaço é um dos desafios. Fredy Vieira/JC

Há anos, é visível aos olhos dos porto-alegrenses a falta de manutenção do Viaduto Otávio Rocha, na avenida Borges de Medeiros, no Centro de Porto Alegre. Local de passagem diária para milhares de pessoas, a estrutura, de 1932, é bela, com seus grandes arcos, colunas e monumentos. Entretanto, os comerciantes das lojas lotadas ali reclamam de infiltrações e falta de cuidados por parte do município. Com o último projeto para a região não aceito pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior, o destino do viaduto é incerto – ninguém sabe quando e como serão feitas as melhorias.

No final de outubro, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Záchia Paludo, pediu demissão do cargo. A decisão se deu depois que seu projeto para revitalização do viaduto foi rejeitado por Marchezan. A ideia de Maria de Fátima envolvia instalar bancas de artesanato e food trucks ao longo da estrutura, a fim de evitar que a população de rua lá ficasse e para que, assim, fosse possível aumentar a circulação de pessoas nos arredores. Segundo a assessoria de imprensa da Fundação de Assistência Social e Cidadania (Fasc), um novo projeto está sendo elaborado entre secretarias, mas seu teor ainda não pode ser divulgado.

Outro projeto, este encabeçado pela própria Associação Representativa e Cultural dos Comerciantes do Viaduto Otávio Rocha (Arccov), tinha potencial de trazer grandes melhorias para o espaço sem muitos custos para o município, já que envolvia investimentos de empresas, apoio da Lei de Incentivo à Cultura e parcerias com bancos. Elaborado pela empresa Engeplus, o estudo previa pintura antipichação, novas instalações elétricas e hidráulicas e correção dos problemas de infiltração.

O total dos recursos necessários estava previsto em R$ 25 milhões. O estudo foi finalizado em agosto de 2015. “A prefeitura só precisava avaliar a proposta e assinar, mas não o fez, nem nos chamou para conversar”, lamenta o secretário da entidade, Luciano Riquez. Com a troca de gestão municipal, o novo governo decidiu fazer um projeto por conta própria.

Lojistas surpreendem-se com notificação sobre cobrança de aluguéis

Sentindo-se abandonados, os comerciantes dos 21 estabelecimentos do viaduto se surpreenderam ao receber notificações, no fim de outubro, para regularizar sua situação junto à prefeitura em até cinco dias úteis. Em nota, o município alega que as advertências ocorreram devido a irregularidades com o Termo de Permissão de Uso e vencimento dos contratos. “A prefeitura nos deixou dez anos em stand by, sem prestar atenção nas nossas demandas, e, depois de todo esse tempo, só recebemos atenção na forma de cobrança dos aluguéis”, critica Luciano Riquez. O secretário da Arccov revela que muitos lojistas não recebiam os boletos desde fevereiro.

Mesmo assim, o tesoureiro da entidade, Saimon Kindlein, garante que o clima junto à prefeitura não é de guerra. “Estamos totalmente abertos ao diálogo. Queremos uma solução, mas estamos nos defendendo. Nosso objetivo é resolver a situação dos aluguéis e tentar ajudar na revitalização do viaduto”, aponta.

Tanto Riquez quanto Kindlein asseguram que os comerciantes querem pagar o aluguel. Contudo, consideram que a falta de regularização se deve, em muitos aspectos, à falta de diálogo da prefeitura com os lojistas. “Eles nunca vieram aqui perguntar qual nosso horário de trabalho, se estamos tendo lucro ou o que faltava para alguns se regularizarem”, exemplifica.

Os comerciantes têm tentado dialogar mais com o município, participando de reuniões quase diárias sobre a regularização e as condições estruturais do viaduto. Depois de sanado o problema dos aluguéis, querem focar na retirada da população de rua que ali vive, com o município oferecendo atendimento a ela.

O maior problema é com quatro lojas nas quais há acesso à parte superior do viaduto, através de escadas. Com a crise financeira e os problemas de segurança na região, as lojas ficaram vazias e chegaram a ser invadidas por pessoas que, de acordo com os lojistas, usavam o local para defecar e fazer tráfico de drogas. Duas das lojas foram recuperadas pela Arccov, que utiliza o espaço para feiras de artesanato.

Por Isabella Sander

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Porto Alegre (RS) – Proposta tomba a Estado Maior da Restinga como patrimônio da Capital

Foto: Divulgação/Internet

Está em tramitação, na Câmara Municipal de Porto Alegre, projeto de lei que tomba como patrimônio cultural imaterial e material do Município a Sociedade Recreativa e Beneficente Estado Maior da Restinga e sua sede. O proponente da ação é o vereador Cassio Trogildo (PTB). “Esta proposição busca salvaguardar esse patrimônio cultural de Porto Alegre, que, por sua história, deve ser caracterizado como espaço destinado às manifestações artístico-culturais dos munícipes”, lembra o vereador.

A Estado Maior da Restinga, atualmente localizada na Estrada João Antônio da Silveira, n°2355, foi fundada em 20 de março de 1977 por um grupo de moradores. A entidade tem o objetivo de “promover o desenvolvimento, preservação da memória do carnaval através de atividades, projetos e ações sociais, culturais e educativas junto à comunidade, de forma a fortalecer os laços familiares e grupais”.

Vereador Cassio Trogildo (PTB) é o autor do projeto. Foto: Ederson Nunes/CMPA

Esta escola de samba é conhecida na Capital e no estado do Rio Grande do Sul, recebendo premiações por sua atuação e revelando talentos na área de composição de sambas carnavalescos. Ela já representou o estado em outras regiões do país e no exterior. Deste modo, contribui para a permanência da cultura carnavalesca em Porto Alegre e no RS.

Texto: Adriana Figueiredo (estagiária de jornalismo)/Edição: Carlos Scomazzon (reg. prof. 7400)

Fonte original da notícia: Câmara Municipal de Porto Alegre

Nota da Defender – Primeiro: não se “tomba” nada como Patrimônio Cultural Imaterial, o correto é “Registrar”; Segundo: o Legislativo não tem poder para tombar ou registrar nada, isso cabe ao Executivo.




Porto Alegre (RS) – Prefeitura vai apresentar minuta para parceria em torno do Mercado Público

Mais de quatro anos após incêndio, segundo andar segue interditado. Jonathan Heckler/JC

O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior, recebeu ontem representantes da Associação do Comércio do Mercado Público Central (Ascompec). O encontro, que também contou com a presença de líderes religiosos e secretários municipais, teve como tema principal o modelo de parceria público-privada (PPP) que o Executivo municipal propõe para a gestão do Mercado. Na sexta-feira, o secretário de Parcerias Estratégicas, Bruno Vanuzzi, deve apresentar a minuta da Proposta de Manifestação de Interesse envolvendo o espaço.

Na visão da prefeitura, a adoção de um novo modelo é fundamental para atrair investimentos e permitir melhorias na infraestrutura e na segurança do local. Durante a reunião, Marchezan frisou que os direitos dos atuais permissionários e grupos religiosos que frequentam o Mercado serão preservados.

Atualmente, o Mercado Público conta com 106 permissionários e emprega cerca de 1,1 mil trabalhadores. Em torno de 150 mil pessoas circulam todos os dias pelo local – número que, na semana da Feira do Peixe e nos dias anteriores ao Natal, chega a 250 mil. Mais de quatro anos depois do incêndio que causou danos em parte da estrutura, em 2013, o segundo andar do prédio histórico segue interditado e sem previsão de reabertura.

Fonte original da notícia: Jornal do Comércio




Lajeado (RS) – Mais um prédio antigo pega fogo no centro histórico

Casa abrigou primeira rodoviária da cidade.

Foto: Rodrigo Martini

Uma equipe do governo municipal visitou ontem os escombros de mais um prédio antigo destruído por um incêndio no centro histórico da cidade. Localizado na av. Benjamin Constant, quase esquina com a rua Marechal Deodoro, o imóvel foi consumido pelas chamas no dia 27 de outubro. Lá funcionou a primeira rodoviária de Lajeado, em 1940. Paredes, agora, correm o risco de desabar.

Vizinhos do imóvel presenciaram o incêndio na madrugada daquela sexta-feira. Conforme ocorrência registrada pelo Corpo de Bombeiros, a guarnição foi chamada por volta das 2h40min para evitar a propagação do fogo para residências vizinhas. Um bar, ao lado da casa antiga, também foi bastante atingido pelas chamas.

No registro do Corpo de Bombeiros, constam dificuldades para conter as chamas. Entre essas, a demora, por parte da concessionária de energia, para desligar a rede daqueles dois prédios. Outro problema, que resultou em um chamado para a Brigada Militar (BM), foram as tentativas de furtos ao estabelecimento comercial também atingido.

Até o momento, não foram esclarecidas as causas do incêndio. A casa, que ficava em frente à Praça do Chafariz, estava desabitada faz anos e ninguém ficou ferido diante do sinistro. Embora estivesse recentemente habitada por sem-tetos e usuários de drogas, não havia pessoas no imóvel naquele momento, segundo testemunhas.

“Não estava no inventário cultural”

Apesar de ter servido como primeira rodoviária do município, na época de propriedade do comerciante Nilo Oscar Kieling, o prédio incendiado não fazia parte de um inventário cultural produzido em 1992, no qual constavam uma série de imóveis históricos. Inclusive, daqueles 35 imóveis inventariados, só 24 seguem “de pé”, informa o secretário de Cultura, Carlos Reckziegel.

O professor e historiador, José Alfredo Schierholt, confirma a história do prédio antigo. “Antes de ser rodoviária, serviu para outros serviços. Não foi efetivamente construído para ser um ponto de passageiros. Ocorre que antigamente os ônibus saíam da própria casa dos donos dos veículos. Isso passou a não dar certo, e por isso escolheram aquele prédio como rodoviária”, explica.

A primeira rodoviária também consta no livro No Tempo das Estações. Lá o serviço funcionou por pouco mais de um ano. Depois o ponto de passageiros foi deslocado para a esquina da rua Borges de Medeiros com a av. Benjamin Constant. Logo após, passou a ser realizado em um outro prédio na Borges de Medeiros e, mais recentemente, funcionou na av. Acvat, antes de se fixar no bairro Florestal.

Outros incêndios

Duas residências históricas se incendiaram nos últimos anos na rua Osvaldo Aranha. A mais antiga ficava ao lado da fábrica de vinagres Prinz. Já o sinistro mais recente, em setembro de 2013, quase derrubou a histórica casa do ex-prefeito, Bruno Born.

Em junho deste ano, outro incêndio quase pôs fim ao antigo prédio dos Correios, também no centro, na esquina das ruas Júlio de Castilhos com a Marechal Deodoro.

Por Rodrigo Martini

Fonte original da notícia: A Hora