Criciúma (SC) – União e município estão obrigados a reformar Centro Cultural


Decisão da Justiça Federal deve ser cumprida em no máximo dois meses.

Arquivo Engeplus.

Arquivo Engeplus.

O município de Criciúma e a União estão obrigados a iniciar, em no máximo 60 dias, obras emergenciais de restauração do Centro Cultural Jorge Zanatta, na rua Coronel Pedro Benedet, área central da cidade. Este foi um dos resultados de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual e Federal. Na liminar, deferida pela Justiça Federal, as partes são citadas a pagar multa diária de R$ 200 caso não iniciem as reformas no prazo.

“Aquilo é um cenário que causa desânimo, que baixa a estima da cidade”, disse o prefeito Clésio Salvaro, em fevereiro, ao comemorar a transferência do termo de cessão do uso do prédio pela União à Prefeitura. Na prática, porém, as necessárias melhorias não saíram do papel desde então.

O prédio histórico, construído nos anos 40, foi ocupado pela Fundação Cultural de Criciúma do início dos anos 90 até 2013, quando acabou abandonado por conta da precariedade interna. O processo da Justiça Federal cita “nítida degradação” e “inércia” do poder público.

Em setembro de 2015, foi notícia o início das obras de melhorias no Centro Cultural, suspensas logo após por orientação da Justiça. Antes, em abril, há quase dois anos, um abraço simbólico por amigos da cultura e artistas foi promovido em sinal de protesto.

Na mesma ação que obriga a restauração, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é obrigado a, em no máximo 45 dias, dar destino adequado aos testemunhos de perfuração depositados no antigo prédio, mantendo a integridade dos mesmos, sob pena de multa de R$ 100 ao dia.

Por Denis Luciano

Fonte original da notícia: Engeplus




São Francisco do Sul (SC) – Gestão compartilhada do Museu Nacional do Mar é oficializada


Fundação Catarinense de Cultura (FCC) tinha a gerência exclusiva do museu até o momento. Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Fundação Catarinense de Cultura (FCC) tinha a gerência exclusiva do museu até o momento. Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Foi em setembro passado que, em meio aos contínuos problemas estruturais que se acumulavam e ameaçavam o rico acervo do Museu Nacional do Mar, que “A Notícia” publicou o que parecia ser o encaminhamento para a solução dos problemas de um dos grandes patrimônios históricos de São Francisco do Sul: a mudança de gestão.

Foram seis meses de espera, o que demonstra ser esta uma transição nada fácil, já que engloba uma série de questões burocráticas. Mas o martelo enfim foi batido na última quarta-feira, quando a aprovação do regimento interno do museu por parte do Conselho Gestor oficializou a gestão compartilhada da instituição. Ela é composta por uma série de entidades, mas Prefeitura de São Francisco do Sul, Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Iphan e Associação Amigos do Museu do Mar formam o cerne da administração.

Esse tipo de gestão já era pensada desde a criação do museu, no início dos anos de 1990, mas nunca foi encarada com a devida atenção pela FCC, que deteve a gerência exclusiva até agora. Na opinião de Daia Carvalho, presidente da Fundação Cultural de São Chico, o conselho gestor do museu também não recebeu a devida importância por parte do órgão estadual. O cenário já começou a mudar, aponta Daia – o Iphan se reaproximou do museu e a Prefeitura teve a prerrogativa de indicar a nova diretora dele, Ana Paula de Almeida Rosa Shishido. Em resumo, a gestão compartilhada reduz a burocracia e dá velocidade à resolução de muitos problemas.

– Estamos no melhor momento em termos de gestão, e a mudança na Fundação Catarinense de Cultura foi fundamental para isso – diz Daia, se referindo a nomeação de Rodolfo Pinto da Luz como presidente da FCC, em janeiro.

Reformas emergenciais

Um reflexo do novo momento são as reformas emergenciais no telhado de algumas salas, que começaram na semana passada e devem durar dois meses. Além da cobertura, as obras (estimadas em R$ 300 mil) incluem o Estaleirinho, a sala Maranhão, atualmente interditada, e a sala Amyr Klink, que será revitalizada para receber a réplica do barco a remo do famoso navegador brasileiro. Uma segunda etapa da remodelação do museu já está bem encaminhada: a busca por recursos para a execução do novo projeto expográfico e museológico do local.

– Com o regimento, avançamos muito no processo de articulação em um momento em que todos os parceiros devem se comprometer e participar efetivamente para dar condições dignas a esse espaço tão nobre – ressalta Rodolfo Pinto da Luz, que esteve no dia 23 em São Francisco do Sul e garantiu que as atuais obras darão condições para a reabertura completa do museu. Na foto ao lado, ele aparece ao lado de arquiteto Dalmo Vieira Filho (à direita), do Iphan e agora conselheiro benemérito e curador do Museu do Mar.

Duas curiosidades: Rodolfo é natural de São Chico e a atual diretora de Patrimônio Cultural da FCC, a arquiteta Vanessa Pereira, atuou no Iphan da cidade justamente na época em que o Museu do Mar foi implantado. Se isso não significar bons indícios…

Por Rubens Herbst

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Criciúma (SC) – Castelinho da Praça do Congresso: MP pede indenização de R$ 13 milhões


Ação civil pública determina ainda as condições para novas construções no local.

Google Maps

Google Maps

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por intermédio da 9ª Promotoria de Justiça de Criciúma, ajuizou uma ação civil pública como medida de reparação ao dano causado ao patrimônio histórico, o pagamento de indenização pecuniária no valor de R$ 13.182.567,39. A indenização é referente a destruição do Castelinho da Praça do Congresso na rua Engenheiro Fiúza da Rocha, esquina com a rua Lauro Müller, no dia 9 de abril de 2016.

A ação salienta ainda que havendo interesse de construir nova edificação no local, essa nova estrutura terá que atender a limitação de altura e área máxima equivalente as dimensões do Castelinho da Praça do Congresso, ou seja, a nova construção terá que ter as metragens e o limite máximo de dois pavimentos, conforme o imóvel demolido.

Segundo a Comissão Técnica e Coordenadora do Serviço de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município de Criciúma (SPHAM), o imóvel foi inventariado pelo Serviço de Patrimônio Histórico, Artístico e Natural do Município (SPHAM) por se tratar de uma construção da década de 1950 e por seu valor histórico e arquitetônico, expediente que também encontra suporte na “Moção de Repúdio” elaborada pelo Conselho Municipal de Políticas Culturais de Criciúma (COMCCRI).

Fonte original da notícia: Engeplus




Florianópolis (SC) – Procissão Senhor dos Passos espera há três anos o título de patrimônio cultural brasileiro


Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Mais antiga manifestação religiosa de Santa Catarina, a Procissão Senhor dos Passos, cuja 251ª edição acontece em abril em Florianópolis, espera há três anos ser reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De acordo com Rogério Laureano, coordenador do evento, a última notícia foi que o processo estava parado, mas, segundo o Iphan, vai demorar pelo menos mais um ano para ser concluído. Este ano, a procissão acontece nos dias 1º e 2 de abril.

Laureano conta que formará uma comissão para visitar segunda-feira a superintendência do órgão em Florianópolis e saber o que mais precisa para a análise. A procissão já é considerada Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina, segundo decreto n° 2.504 de 2006. O coordenador afirma que o reconhecimento nacional ampliaria a visibilidade do evento e do turismo de Florianópolis, como também contribuiria para ajudar o Hospital de Caridade — onde fica a Capela do Menino Deus que abrigou a imagem do Senhor Jesus dos Passos em 1764, ano que a escultura chegou a Florianópolis.

— A Procissão Senhor dos Passos é um dos maiores eventos de fé do Brasil. Estamos seguindo o exemplo do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que hoje já é patrimônio cultural. Hoje a procissão de Florianópolis só perde em público para o Círio e para as homenagens ao Padre Cicero, em Juazeiro do Norte — afirma Laureano.

Procurado pela reportagem da Hora, o Iphan afirma que falta ainda a complementação do material que serve para comprovar o caráter cultural da procissão. De acordo com a assessoria de imprensa do instituto, os técnicos acompanharam todas as edições do ato desde 2012 reunindo depoimentos, fotografias, vídeos e bibliografia. Esse material foi analisado na 31ª reunião da Câmara Técnica do Patrimônio Imaterial em novembro do ano passado, mas foi considerado insuficiente para ser avaliado pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que é responsável pelo parecer.

“Desse modo, foi feito novo encaminhamento para complementação da pesquisa, que deve ser conduzida ao longo de 2017, conforme previsto no planejamento de ações e recursos do Iphan/SC para o ano”, explicou a assessoria em nota.

Tradição e história

A Procissão Senhor dos Passos acontece desde 1766 sempre 15 dias antes da Páscoa. Em 2016, mais de 60 mil pessoas acompanharam os dois dias de cortejo à imagem do Senhor Jesus dos Passos. A tradição começou dois anos depois de a escultura chegar a Florianópolis. Esculpida em madeira, a estátua deveria ter sido entregue a uma igreja em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, no Rio Grande Sul.

O barco que a levava parou por aqui para abastecer, mas não conseguiu seguir viagem em decorrência de fortes tempestades. Foram três tentativas sem sucesso. Com isso, a tripulação acreditou que se tratava de um sinal divino e que a imagem deveria permanecer em Florianópolis.

A estátua representa a primeira queda de Jesus a caminho do Calvário. Em tamanho natural, mostra Cristo ajoelhado no chão segurando a cruz no ombro esquerdo. Ele usa uma túnica roxa com bordados dourados. A imagem preza pelo realismo, mostrando o sofrimento de Jesus. Os cabelos até hoje são cuidados por um cabeleireiro, além disso, uma estilista confecciona as roupas usadas pela imagem.

Réplicas são expostas nas paróquias
Para democratizar a devoção pelo Senhor Jesus dos Passos, a Arquidiocese de Florianópolis distribuiu algumas réplicas pelas paróquias da cidade. Veja quais são elas:

— Catedral Metropolitana – Centro;
— N. S. do Desterro e Alexandria – Centro;
— Igreja São Francisco – Centro;
— Igreja Nossa Senhora de Lourdes e São Luís – Agronômica;
— Igreja da Santíssima Trindade – Trindade;
— Capela Militar Cristo Rei – Trindade;
— Templo Ecumênico do Campus da UFSC – Trindade;
— Igreja de São Francisco Xavier – Monte Verde;
— Igreja Santo Antônio – Santo Antônio de Lisboa;
— Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe – Canasvieiras;
— Santuário do Sagrado Coração de Jesus – Ingleses;
— Igreja de Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Lagoa da Conceição;
— Igreja Santa Terezinha do Menino Jesus – Prainha;
— Igreja da Boa Viagem – Saco dos Limões;
— Igreja João Maria Vianney – Rio Tavares;
— Capela Santa Catarina de Alexandria do Colégio Catarinense – Centro;
— Santuário de Nossa Senhora de Fátima – Estreito;
— Igreja Nossa Senhora do Carmo – Coqueiros;
— Igreja Santo Antônio – Campinas – São José;
— Igreja São João Batista e Santa Luzia – Capoeiras

Programação – 251ª Procissão do Senhor dos Passos
Dia 26 de março – Domingo
8h – Missa de Investidura de Novos Irmãos e Irmãs
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 29 de março – Quarta-feira
19h – Missa e Bênção do Santíssimo Sacramento
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 30 de março – Quinta-feira
9h – Missa e Administração do Sacramento da Unção dos Enfermos
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

19h – Missa e Bênção do Santíssimo Sacramento
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 31 de março – Sexta-feira
19h – Missa e Benção do Santíssimo Sacramento
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 1º de abril – Sábado
7h30 – Missa e Procissão do Carregador
18h – Missa em honra do Senhor Jesus dos Passos
20h – Transladação das imagens do Senhor Jesus dos Passos e de Nossa Senhora das Dores da Capela Menino Deus para a Catedral Metropolitana
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Dia 2 de abril – Domingo
9h30 – Missa na Catedral Metropolitana com a participação do Senhor Jesus dos Passos
Local: Catedral Metropolitana de Florianópolis
16h – Procissão do Encontro das imagens do Senhor Jesus dos Passos e de Nossa Senhora das Dores e Sermão do Encontro
Local: Capela Menino Deus da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos e Imperial Hospital de Caridade

Por Carol Passos

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Decisão de Juiz da Vara Ambiental sobre indígenas causa indignação em Florianópolis (SC)


Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Decisão do juiz federal Marcelo Krás Borges, da Vara Ambiental de Florianópolis, determinando que um grupo de 85 indígenas do Rio Grande do Sul e do Paraná ocupasse a Casa José Boiteux causou grande perplexidade nos meios culturais e forte indignação entre intelectuais no fim de semana.

O magistrado federal assinou três despachos distintos. No primeiro, ordenando a ocupação pelos índios da Casa, tombada pelo Patrimônio Histórico. O prédio histórico sediou o Instituto Politécnico de Santa Catarina, semente do ensino superior no Estado, e leva o nome do maior intelectual da história catarinense. Além disso, é a sede do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina e da Academia Catarinense de Letras, e abriga os mais preciosos documentos oficiais de 300 anos, além de estudos, mapas imperiais, obras de arte e incontáveis publicações, as únicas sobre personagens e fatos da história estadual.

Segundo o presidente da Fundação Catarinense de Cultura, a decisão do juiz Marcelo Krás Borges teria sido tomada por sugestão do vereador Lino Peres (PT). Ouvido depois da intensa repercussão do despacho, o vereador informou a Rodolfo Luz que os índios ocupariam só a parte externa da Casa José Boiteux. A Casa não tem área externa.

O juiz Marcelo Krás Borges assinou um segundo despacho em que reitera, a pedido da Funai, que a Casa José Boiteux seja ocupada pelos indígenas, mesmo que o governador do Estado não ter sido intimado.

Com a repercussão da impactante decisão nas redes sociais, o juiz Marcelo Borges admitiu, na terceira decisão, que os índios fossem ocupar o Terminal de Integração do Saco dos Limões (Tisac).

A Procuradoria Geral do Estado entra hoje com recurso no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre. As entidades culturais consideraram as decisões as mais esdrúxulas na história da Justiça Federal em Santa Catarina.

Por Moacir Pereira

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Centro cultural será inaugurado em imóvel centenário em São Francisco do Sul (SC)


Casa é um dos cerca de 400 imóveis tombados como patrimônio no Centro Histórico da cidade. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Casa é um dos cerca de 400 imóveis tombados como patrimônio no Centro Histórico da cidade. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Seria difícil contabilizar quantas pessoas, ideias e objetivos passaram pelo imóvel localizado no número 249 da rua Marechal Floriano Peixoto, no Centro de São Francisco do Sul, desde sua construção, há cerca de um século. Mas é fato que, contrariando todas as expectativas que recaem sobre casarões antigos, a conta não cessará: a partir de segunda-feira, 19 de dezembro, o local vira o Centro Cultural Ester dos Passos Rosa, e as mais diversas iniciativas artísticas a preencherão. Ele será inaugurado às 17 horas, com exposição dos trabalhos mais recentes realizados na cidade e está envolvido na programação do centenário do samba em São Francisco do Sul.

Ela, que é uma das cidades mais antigas do Brasil – sua fundação ocorreu por volta de 1641 –, possui uma grande área tombada como patrimônio urbanístico e arquitetônico nacional, fazendo com que cerca de 400 imóveis sejam considerados patrimônio. O Centro Cultural completará o roteiro de atrações culturais e de memória do Centro Histórico de São Francisco.

– A ideia inicial era que o imóvel fosse apenas o espaço administrativo da Fundação Cultural de São Francisco, mas não é mais possível desvincular a relação de cultura e turismo – afirma o presidente da Fundação Cultural, Daia Carvalho, ao explicar a ideia de transformar o imóvel em local de atividades artísticas.

Por isso, a equipe administrativa da fundação assumirá uma sala no mezanino, enquanto o primeiro piso poderá ser utilizado para exposições, oficinas, palestras e apresentações de música e artes cênicas. A casa, que foi construída provavelmente na primeira década do século 20 (não há registros de sua construção, mas o modo construtivo é característico da época), havia sido dividida em três imóveis ao longo dos anos.

Na reforma, ela perdeu a maioria das paredes, foram refeitas as esquadrias, trocadas as madeiras, o telhado foi adaptado para acompanhar a nova divisão e a fachada foi restaurada. O orçamento total da obra foi de R$ 890 mil, pagos por um convênio com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com contrapartida da Prefeitura de São Francisco.

Nas próximas semanas, serão abertos editais para ocupação do espaço cultural e para a instalação de um café – este último, em um pacote que licitará concorrentes para cafeterias nas unidades culturais públicas da cidade. Desta forma, a intenção é preencher o Centro Cultural Ester dos Passos Rosa com público o ano inteiro, e não apenas por turistas, mas que os francisquenses se apropriem do local.

– Queremos que ele possibilite a geração de renda, porque o foco de São Francisco é expandir a cadeira produtiva da cultura. Não adianta restaurar um imóvel se não houver possibilidade de uso pela comunidade – avalia Daia.

O nome do centro cultural é em homenagem à professora Ester dos Passos Rosa, que deu aulas de flores artesanais, pintura em porcelana, entre outros trabalhos manuais. Artista em diversas vertentes, como bordados, crochê, tricô, pintura e música, ela desenvolveu trabalhos sociais, organizou edições do Salão de Artes da Marinha e restaurou as imagens sacras do patrimônio cultural da cidade.

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Blumenau (SC) – Casa enxaimel centenária é restaurada na Vila Itoupava


Imóvel pertence à Haco, que ainda não sabe qual será o destino dele.

 Foto: Pancho / Agência RBS

Foto: Pancho / Agência RBS

Completou 100 anos a bela e grande casa enxaimel que fica em frente à sede da Haco, na Vila Itoupava. Erguida em 1916, o imóvel serviu de hotel, casa de comércio e, mais recentemente, um mercado do Sesi em décadas passadas. Hoje passa por um restauro, bancado pela empresa e executado por gente especializada no serviço.

Segundo o presidente Alberto Conrad Lowndes, não há ainda uma destinação para a casa, que é tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Primeiro a Haco quer restaurar para depois decidir o que fazer com ela. Não tenho dúvidas de que algo surgirá para fortalecer o patrimônio cultural da região mais germânica de Blumenau.

Por Pancho

Fonte original da notícia: Jornal de Santa Catarina




Movimento Traços Urbanos cria projetos para restaurar o Centro Histórico de Florianópolis (SC)


De dezembro a janeiro, as ideias serão submetidas à aprovação da sociedade, dos gestores públicos e de empresas para captação de recursos para sua execução por meio de uma votação presencial no museu.

Movimento foi criado por um grupo de amigos e hoje conta com profissionais de diferentes áreas - Daniel Queiroz/ND

Movimento foi criado por um grupo de amigos e hoje conta com profissionais de diferentes áreas – Daniel Queiroz/ND

Seis projetos de espaços públicos de convivência para a revitalização do Centro Histórico de Florianópolis foram debatidos nesta terça-feira (15) após uma oficina no Mesc (Museu da Escola Catarinense). Quarenta profissionais, entre arquitetos, urbanistas, engenheiros e publicitários, deram continuidade ao evento Nossa Rua, do Movimento Traços Urbanos, que conta com o apoio do Centro Sapiens. Nesta quarta-feira (16), às 19h, acontece o “Cinema Arquitetura”, que são curtas-metragens e debates sobre o tema no Mesc.

Entre dezembro e janeiro, as ideias serão submetidas à aprovação da sociedade, dos gestores públicos e de empresas para obtenção de recursos para a sua execução por meio de uma votação presencial no próprio museu. Inicialmente, a oficina Traços Urbanos reuniu 22 ideias dos profissionais que foram a campo em locais de intervenção na manhã desta terça-feira.

A região escolhida é a do Terminal Cidade de Florianópolis, que depois das 18h sofre com um sério problema de segurança pela falta de ocupação. “A intenção é a de criar espaços públicos de qualidade, com a convivência de pessoas em prol da comunidade. Através de um olhar crítico, queremos criar mecanismos de revitalização em locais abandonados após um determinado horário”, explica a coordenadora do Grupo de Pesquisa Via Estação Conhecimento, Clarissa Stefani.

O Movimento Traços Urbanos foi criado em agosto por um grupo de amigos. Hoje, com profissionais de diferentes áreas, mais de 70 pessoas participam da ação, focada em colaborar para a transformação da cultura urbana a partir da renovação de várias regiões da cidade. “O DNA da região chama a atenção pela potencialidade. Ela é multicultural e, assim, integra as pessoas, mas também emociona pela diversidade. Há um grande potencial mercadológico pela vida urbana e resiliente pela multifuncionalidade”, acrescenta o coordenador do Centro Sapiens, Salomão Gomes.

Travessa Ratclif transformada em praça

A transformação da Travessa Ratclif em uma espécie de praça é um dos projetos debatidos no evento Nossa Rua, no projeto do circuito boêmio. O arquiteto e urbanista Giovani Bonetti, que é um dos criadores do movimento, destaca que o objetivo é utilizar ferramentas de transformação da cultura urbana, criando uma cadeia de revitalização.

Projeto busca criar espaços públicos de qualidade, com a convivência de pessoas em prol da comunidade - Daniel Queiroz/ND

Projeto busca criar espaços públicos de qualidade, com a convivência de pessoas em prol da comunidade – Daniel Queiroz/ND

“Nossa perspectiva é a de criar uma rua de uso coletivo para aproximar as pessoas. Por isso, estamos compartilhando ideias para que elas sejam aplicadas na integração dos comércios, dos moradores, dos centros gastronômicos. Por meio de intervenções, a intenção é a de criar uma espécie de praça que a comunidade tenha o prazer em ficar na região e não procure outras localidades”, destaca.

Para Clarissa Stefani, coordenadora do Grupo de Pesquisa Via Estação Conhecimento, ainda falta informação para quem pretende desfrutar do Centro Histórico. “É claro que o turista gosta de praia, mas tem muita gente que gostaria de curtir o Centro, mas não tem informações de onde almoçar ou de outra atração. É necessário fazer uso das informações de uma maneira mais inteligente. Criar uma estratégia de disseminar”, diz.

Em frente ao Museu Victor Meirelles acontece a exposição de rua “Espaços Urbanos”, que é um painel que reproduz intervenções urbanas bem-sucedidas em Palhoça, Rio de Janeiro, Copenhagen, Nova York, Medelín, Melbourne e Barcelona.

Os projetos

Grafite
Moradia estudantil
Horta pública
Layer social
Circuito boêmio
Interação escolar

Por Michael Gonçalves

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Incêndio destrói o Museu da Paz de Frei Rogério (SC)


Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

Um incêndio de causas desconhecidas até o momento destruiu completamente o Museu da Paz, que guardava arquivo sobre a Segunda Guerra Mundial a partir da colonização japonesa na cidade de Frei Rogério, no Meio-Oeste do Estado.

De acordo com o vice-prefeito Hideki Iwaki Iwasaki, que foi até o local ver as ruínas do museu, não se sabe ao certo o horário em que o fogo começou. Segundo ele, o sino tradicional japonês, um dos três únicos do mundo (um está na sede da ONU, em Nova York, e outro em Hiroshima), que fazia parte do acervo também foi carbonizado.

– Recebemos a notícia na prefeitura por volta de 11h45. Destruiu completamente o museu. Talvez dê pra recuperar o sino que tem lá, que foi carbonizado, mas não pudemos fazer muita coisa porque ainda há risco de desabamento – disse em entrevista por telefone.

Iwasaki diz ainda que a ocorrência foi atendida pelo Corpo de Bombeiros de Curitibanos e pelas polícia civil e militar.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

O museu fica no Parque Sino da Paz, que relembra o lançamento da bomba atômica sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki durante II Guerra Mundial, homenageia as vítimas e seus sobreviventes. O terreno é de propriedade de Kazumi Ogawa, um dos sobreviventes das bombas.

A Colônia Japonesa de Núcleo Celso Ramos foi a primeira colônia de imigrantes japoneses em SC. Atualmente cerca de 22 famílias fazem parte dessa comunidade no município.

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Casa de Câmara e Cadeia será entregue para montagem do Museu de Florianópolis (SC)


Processo de restauro está praticamente finalizado, conforme a Secretaria de Obras, que evita cravar um dia para entrega. Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Processo de restauro está praticamente finalizado, conforme a Secretaria de Obras, que evita cravar um dia para entrega. Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Após oito meses de atraso, as obras de restauração da antiga Casa de Câmara e Cadeia, na praça XV de Novembro, serão finalizadas ainda em novembro. A promessa, antecipada pelo colunista Moacir Pereira nesta terça-feira, é da Secretaria de Obras de Florianópolis, que coordena os trabalhos com recursos próprios e do governo federal orçados em aproximadamente R$ 5,9 milhões e executados com aditivo de R$ 1,35 milhão. Depois da entrega, o prédio ficará sob responsabilidade do Sesc de Santa Catarina, que irá instalar no local o Museu de Florianópolis, cuja abertura está prevista somente em 2017.

Conforme o secretário Rafael Hahne, que em junho havia prometido entregar o prédio restaurado no mês seguinte, o atraso é justificado por questões orçamentárias.

— Temos recursos do governo federal e municipal. Conseguimos liberar em outubro a última parcela do recurso federal para incrementar a parte do patrimônio histórico. O restauro está praticamente finalizado — garante.

Outros entraves na reforma foram as escavações arqueológicas nos fundos e no corredor de acesso ao local, onde foram encontrados dois canhões de pequeno porte que vão integrar o acervo museológico. A meta da pasta é repassar a Casa de Câmara e Cadeia restaurada ao Sesc para montagem do museu ainda em novembro, apesar de não especificar o dia.

— Em paralelo, continuamos construindo o anexo [prédio de 225 metros quadrados, que irá abrigar banheiros, elevador, escritórios administrativos e uma pequena cafeteria] nos fundos. Essa é a parte menos adiantada, porque ainda estamos na parte de estrutura, e vai exigir sinergia entre a equipe atual e a da nova administração. Terminamos as fundações e aguardamos a chegada da estrutura metálica, que é fabricada fora — acrescenta Hahne.

Instalação do museu

O Museu de Florianópolis, que deve retratar a história da capital catarinense desde o período pré-cabralino, já tem alguns ambientes previstos no Plano Museológico: salas de exposições de curta duração, Centro de Referência do Patrimônio Cultural de Florianópolis, espaço multiuso (auditório e espaço educativo), laboratório de conservação e restauração, cafeteria e loja. Por meio da assessoria de imprensa, o Sesc em Santa Catarina informou que “está em está em permanente contato com a Prefeitura Municipal de Florianópolis para definir a data de entrega da obra”.

— Há reuniões regulares de planejamento entre a instituição e a comissão nomeada para acompanhar e auxiliar na implantação do museu, sendo que o prazo contratual de abertura é março de 2017, podendo variar de acordo com a data da entrega total da obra pela Prefeitura — esclarece a nota enviada por e-mail.

Além disso, o Sesc garante que o pré-projeto expográfico* já foi aprovado pela comissão e, agora, segue em fase de detalhamento técnico e aprofundamento das pesquisas históricas e de acervo. Até lá, não é possível detalhar a respeito da narrativa do museu e tampouco sobre o acervo que será recebido ou adquirido.

Museu de História da Cidade era o primeiro nome divulgado para a estrutura que, agora, irá se chamar apenas Museu de Florianópolis, segundo o Sesc.

* Conforme o site Triscele, “a expografia se ocupa com a definição da linguagem e com o design da exposição museológica, abarcando a criação de circuitos, suportes expositivos, recursos multimeios e o projeto gráfico, além de pensar todos os recursos comunicacionais – programação visual, diagramação de textos, imagens, legendas entre outros.”

Histórico

A antiga Casa de Câmara e Cadeia é uma das três edificações mais antigas da cidade. Localizada junto à Praça XV, no Centro, foi construída entre 1771 e 1780, com o projeto do arquiteto Tomás Francisco da Costa. No piso inferior funcionava a cadeia e no superior, a Assembleia Legislativa Provincial.

A cadeia foi desativada em 1930, com a inauguração da penitenciária na Agronômica, e o prédio ficou ocupado pelo legislativo até 2005, quando a Câmara Municipal de Florianópolis mudou-se para o prédio da Rua Anita Garibaldi. Ficou abandonado e chegou a abrigar moradores de rua.

Para as obras da Casa de Câmara e Cadeia foram investidos, ao todo, R$ 7,3 milhões. A maior parte, R$ 4 milhões, veio do governo federal por meio do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O restante veio da prefeitura.

Por Gabriele Duarte

Fonte original da notícia: Diário Catarinense