Prédio histórico de Joinville (SC) vai a leilão com lance inicial de R$ 12 milhões

Moinho Joinville foi construído em 1913 e tem 52 mil metros quadrados.

Moinho Joinville vai a leilão com lance inicial de R$ 12 milhões. Foto: Reprodução/NSC TV

O prédio histórico que abrigava o Moinho Joinville, com área total de 52 mil metros quadrados, vai a leilão com lance inicial de R$ 12 milhões. O imóvel, construído em 1913, foi o primeiro porto de Joinville e está atualmente em processo de tombamento pela prefeitura da cidade.

No auge de sua operação, o Moinho Joinville foi responsável por 40% da moagem de trigo de Santa Catarina. E, no passado, a construção chegou a ser ocupada por quatro empresas.

Uma das possibilidades é que a empresa vencedora construa um centro comercial na área aproveitável de 35 mil metros quadrados e preserve a área construída de 17 mil metros quadrados para visitação.

O futuro comprador não poderá alterar a essência do que já foi erguido no local e terá que respeitar recuo de 50 metros da margem do rio Cachoeira.

As ofertas podem ser feitas pela internet ou presencialmente até o dia 12 de dezembro.

Fonte original da notícia: G1 SC




Imóvel histórico vai para o chão no Centro de Jaraguá do Sul (SC)

Foto Eduardo Montecino/OCP

Foto Eduardo Montecino/OCP

Reconhecida como bem histórico cultural de Jaraguá do Sul em 2014, a construção de 1968 popularmente conhecida como Bar e Lanchonete Boaventura foi demolida. A notificação de proteção dada pelo Setor de Patrimônio Histórico foi revertida por decisão do Comphaan (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Cultural, Arqueológico, Artístico e Natural), ainda em abril desse ano, e nos últimos dias a estrutura deixou de fazer parte da paisagem já comum aos jaraguaenses que paravam ou passavam pela esquina da Procópio Gomes de Oliveira com a Barão do Rio Branco.

O pedido para demolição partiu da família, segundo informação do setor, e a exclusão Cadastro do Inventário de Bens Culturais foi concedida pela maioria dos membros do conselho. O imóvel estava com nível de preservação 3, o que na prática significava que seria possível construir nos fundos e até mesmo serem feitas intervenções externas e internas, é o grau mais leve da legislação.

O imóvel foi construído pelo comerciante José Boaventura, que desde 1954 atuava no segmento na cidade. A ligação do local com a memória da cidade foi reconhecida, inclusive, em 2006, na ocasião da comemoração dos 130 anos da fundação de Jaraguá do Sul. Entre os agricultores, industriais e comerciantes mais antigos da cidade que receberam homenagem devido à contribuição com o desenvolvimento do município, estava José Boaventura, por oferecer há mais de meio século serviços como comerciante na área de alimentação.

Prédio da Antiga Sebus também teve proteção revertida

Pelo menos três imóveis reconhecidos pelo Patrimônio Histórico municipal tiveram proteção revertida por decisão do Comphaan neste ano. Além do Bar e Lanchonete Boaventura, a casa Moretti, localizada no bairro Nereu Ramos, foi destombada a pedido da Prefeitura de Jaraguá do Sul que apontou risco de desabamento do imóvel – atualmente abandonado e com parte da estrutura cedida. A casa deve ser demolida para construção de uma rotatória no local.

O terceiro patrimônio que o conselho revogou a notificação de tombamento foi do imóvel que abrigou a antiga Sebus, na rua Domingos Rodrigues da Nova. E outros procedimentos pedindo reversão estão entrando no setor de Patrimônio Histórico.

O Comphaan, responsável por analisar os pedidos, é um conselho composto por 18 membros, metade representantes da administração pública e o restante são representantes de setores da comunidade.

Fonte original da notícia: OCP Online




Florianópolis (SC) – Comunidade pode ajudar no reconhecimento nacional da Procissão do Senhor dos Passos

Procissão acontece desde 1766 e reúne milhares de pessoas todos os anos em Florianópolis. Foto: Felipe Carneiro / Agencia RBS

Devotos e participantes da Procissão do Senhor dos Passos de Florianópolis podem ajudar no reconhecimento da manifestação religiosa mais antiga do Estado em Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. Fotos, depoimentos e documentos que contam a história do evento estão sendo reunidos por pesquisadores da Udesc. O material vai ajudar a comprovar a relevância histórica e cultural da procissão para o patrimônio nacional.

A coordenadora da pesquisa e professora da Pós-Graduação em História da Udesc, Janice Gonçalves, comenta que o material disponível em museus e acervos públicos não foi o suficiente para o reconhecimento feito pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por isso, a ajuda da comunidade neste processo é muito importante.

— Imaginamos que exista muito material com particulares, pessoas que participam ou que participaram da procissão. Fotos mais antigas, de décadas anteriores, podem ajudar na comparação do que mudou ao longo dos anos, o que foi desaparecendo, o que foi acrescentado, a forma como as pessoas participam, que tipo de promessas é feita. A memória das pessoas é importante para entender a relevância que ela (procissão) tem pra população.

Quem tiver fotos antigas, documentos ou que possa contar fatos sobre o evento pode entrar em contato pelo e-mail projetopassosdosenhor@gmail.com. Nenhum material particular será recolhido, apenas fotografado para o registro.

Processo começou há três anos

A Procissão Senhor dos Passos de Florianópolis é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial pela Fundação Catarinense de Cultura desde 2006 e, há três anos, a Irmandade responsável pelo evento tenta o reconhecimento nacional.

Em março deste ano, o Hora de Santa Catarina divulgou que o Iphan solicitou mais material como fotos, vídeos, documentos e depoimentos para comprovar a importância cultural da procissão.

Para fazer o levantamento destes dados, o Iphan firmou um convênio com a Udesc no final de setembro para a realização de uma pesquisa, que também deve ampliar e esclarecer alguns pontos.

— Precisamos comparar a devoção do Senhor dos Passos com outras procissões para entender qual a singularidade e importância desse evento em Florianópolis. Por que ela é importante, quem participa, são pessoas de Floripa ou de outras cidades? — comenta a professora Janice.

A pesquisa deve ser concluída e entregue ao Iphan até abril de 2018. O material será novamente encaminhado ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural para dar o parecer. Se for aprovada, a Procissão Senhor dos Passos será o primeiro Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro de Santa Catarina.

Tradição

A Procissão do Senhor dos Passos acontece desde 1766, dois anos depois de a escultura do Senhor dos Passos chegar a Florianópolis. Realizada anualmente, sempre 15 dias antes da Páscoa, a procissão mobiliza milhares de fiéis no cortejo pelas ruas do Centro de Florianópolis.

Segundo a história, a estátua do Senhor dos Passos, esculpida em madeira, deveria ter sido entregue a uma igreja em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, mas o barco parou aqui para abastecer e não conseguiu seguir viagem em decorrência de fortes tempestades. A tripulação acreditou que se tratava de um sinal divino e que a imagem deveria permanecer em Florianópolis.

A estátua representa a primeira queda de Jesus a caminho do Calvário. Em tamanho natural, mostra Cristo ajoelhado no chão segurando a cruz no ombro esquerdo. A imagem preza pelo realismo, mostrando o sofrimento de Jesus.

Por Dayane Bazzo

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Área de proteção aos botos de Laguna (SC) é reivindicada

Instituto Ambiental Boto Flipper pede a exclusão da pesca de emalhe na Lagoa de Santo Antônio. Flama analisa proposta e elabora estratégias para ampliar a fiscalização.

Laguna é considerada a Capital Nacional do Boto Pescador – Foto: Matheus Henckmaier/Divulgação/notisul

Os botos pescadores são patrimônio natural de Laguna desde 1997. A espécie é famosa na região por cercar os cardumes e empurrar os peixes para o lado dos pescadores no Canal da Barra, os quais utilizam tarrafas após receber um sinal dos animais. A parceria entre animal e pescador atrai os curiosos, turistas e moradores da cidade, que conquistou o título de Capital Nacional do Boto Pescador.

No entanto, nos últimos dois anos várias ocorrências de mortes de botos no Complexo Lagunar chamam a atenção de especialistas, como o Instituto Ambiental Boto Flipper. Para garantir a permanência dessa espécie na região, a entidade reivindica um instrumento jurídico municipal que estabeleça uma área de exclusão da pesca de emalhe, na Lagoa de Santo Antônio e no canal do Rio Tubarão. “O objetivo é que consigamos fortalecer e buscar junto aos gestores públicos estratégias de aumentar e intensificar a fiscalização dessa área, inclusive por conta de iniciativas municipais. Atualmente o único órgão que faz as fiscalizações efetivas nessas áreas é a Polícia Militar Ambiental – que tem seu efetivo muito reduzido”, afirma o presidente do instituto, o biólogo Arnaldo D’Amaral Pereira Granja Russo.

Ele explica que os botos podem ser vistos como espécies ‘guarda-chuva’. A conservação desses animais garante toda a consequência de manutenção do ecossistema e das relações antrópicas, que vão desde o turismo da cidade às relações socioeconômicas dos pescadores e ao Patrimônio Cultural Imaterial da Pesca Cooperativa. Dessa forma, segundo ele, é necessário conservar a qualidade ambiental – águas, efluentes, ocupação das margens, ruídos de embarcações, lixo, entre outros elementos – para que as relações possam ser mantidas.

Proposta será debatida entre os órgãos competentes
De acordo com o presidente da Fundação Lagunense de Meio Ambiente (Flama), o engenheiro de pesca Patrick Paulino de Souza, a proposta de criação de uma área de proteção e exclusão da pesca de emalhe será analisada entre os especialistas no Conselho Municipal. Ele considera favorável o debate e a criação de uma área protetiva, porém, adverte que, antes de criar uma nova lei de exclusão da pesca, é necessário elaborar estratégias para ampliar a fiscalização da lei vigente. “É importante lembrar que muitos pescadores dependem da pesca de emalhe para sobreviver e exercem a atividade corretamente, colocando 30% da rede. O problema são os que não respeitam a lei e colocam 100%. Vamos debater soluções para a princípio reforçar a fiscalização”, afirma. O presidente da Flama relata que não são só as redes que ameaçam os botos. Há uma série de fatores, como a poluição das águas por todos os municípios que desembocam seus esgotos no canal do Rio Tubarão, circulação indevida de embarcações, assoreamento da lagoa (resultado da ocupação irregular das margens das lagoas, que acabam levando o sedimento para o corpo d’água) e poluição sonora ao corpo aquático, interferindo na comunicação de ecolocação dos botos, entre outros. “O Plano Gestor da APA da Baleia-franca vem discutindo a possibilidade de implementar essa restrição da rede de emalhe no canal do Rio Tubarão. Entretanto o município não pode ficar esperando esses instrumentos. Ele deve agir de forma local, no sentido de conservação da espécie”, defende o presidente do Instituto Boto Flipper.

Fonte original da notícia: Notisul




Florianópolis (SC) – Procissão do Senhor dos Passos perto de se tornar patrimônio nacional

IPHAN e UDESC formalizam convênio para viabilizar a pesquisa final. Comunidade pode contribuir com o trabalho.

Momento da procissão em 1961: ato religioso ocorre desde 1766 – Acervo Irmandade do Senhor dos Passos

Um grupo interdisciplinar de pesquisadores trabalha para garantir o reconhecimento da Procissão do Senhor Jesus dos Passos de Florianópolis como Patrimônio Cultural Imaterial do país – que seria o primeiro bem cultural imaterial do Estado reconhecido pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Fruto de convênio entre a UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) e o IPHAN, o trabalho está aberto a receber contribuições da comunidade, como depoimentos e documentos que reforcem a importância da festividade para a cultura local. A procissão foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial de Santa Catarina em 2006 e aguarda desde 2014 o reconhecimento nacional.

A professora Janice Gonçalves, do Departamento de Pós-graduação em História da UDESC, é a coordenadora da pesquisa e explica que o objetivo principal é “refletir sobre as singularidades da procissão em comparação com outras manifestações similares, e seus vínculos com a história urbana da capital, sem esquecer o seu lugar na memória afetiva da população”. A pesquisa inclui aspectos musicais relacionados ao ato religioso e cultural, que se realiza há 251 anos em Florianópolis.

O principal acervo a ser pesquisado é o da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, entidade que organiza a procissão desde 1766. Entre os arquivos já obtidos estão gravações em áudio, realizadas na década de 1960 por Franklin Cascaes, do Canto de Verônica, que na procissão ocorre quando uma mulher desenrola um pano que reproduz o rosto de Cristo crucificado.

Como contribuir

Os pesquisadores aceitam contribuições como depoimentos, documentos, fotografias, vídeos e informações que ajudem a explicar por que a procissão é importante para a cultura de Florianópolis. As imagens não precisam ser profissionais. Os depoimentos podem ser, por exemplo, sobre lembranças da procissão, como ela ocorria antigamente, como era a participação da comunidade etc. Basta entrar em contato por email. Quem enviar imagens ou documentos, deve incluir os créditos dos autores. Contato: projetopassosdosenhor@gmail.com

Por Carlos Damião

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




São José (SC) – Theatro Adolpho Mello sofre interferência de obra vizinha

Prédio construído há mais de 160 anos em São José segue fechado para restauro. Trabalhos do pintor Rodrigo de Haro retirados do casarão estão no chão sem proteção.

Casa da Cultura de São José e Theatro Adolpho Mello – Foto: Divulgação/ND

Como se não bastasse o descaso, infelizmente comum no Brasil, com a preservação e manutenção da herança histórico-cultural, causam indignação os absurdos que vão surgindo ao longo do tempo.

Ao visitar o Theatro Adolpho Mello, um dos mais antigos do País, em São José, a sobrinha-bisneta do homenageado, Sandra Ferreira de Mello, testemunhou não só o estado em que chegou o edifício cercado por tapumes para o restauro que ainda continua como também o “puxadinho” construído pelo vizinho entre o teatro e Casa da Cultura, “emendando” os dois prédios.

Foto: Divulgação/ND

Além de tocar e obstruir a visão de patrimônio arquitetônico, que já tem mais de 160 anos, o autor da obra que se suspeita ilegal cobriu com uma boa demão de tinta da cor de sua casa uma faixa da parede do teatro.

Foto: Divulgação/ND

E mais: obras do artista plástico Rodrigo de Haro retiradas do Adolpho Mello já bastante prejudicadas pela umidade, quando a Defesa Civil decretou interdição em 2013, estão largadas no chão de uma varanda no Arquivo Histórico, sem proteção alguma contra o clima, sujeira, batidas e arranhões. À época o pintor manifestou desejo de revitalizá-las. Hoje, cuidando da saúde, talvez não diria o mesmo.

Foto: Divulgação/ND

Conhecedora de arte, do valor cultural e também financeiro das obras, Sandra procurou autoridades municipais para questionar o que viu tanto no teatro como no chão do Arquivo Histórico, mas não obteve retorno. Abaixo, alguns trabalhos de Rodrigo que decoravam as paredes do teatro.

Foto: Divulgação/ND

Foto: Divulgação/ND

Por Marcos Cardoso

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Santa Catarina passa a ter Rota Turística Caminhos da Neve

Com o objetivo de fomentar ainda mais o turismo na Serra Catarinense, a lei que institui a Rota Turística Caminhos da Neve foi sancionada pelo governador Raimundo Colombo nesta sexta-feira, dia 27, em São Joaquim. “O turismo é um dos setores econômicos com maiores condições de crescimento. Em Santa Catarina, já responde por 13% da nossa economia e temos potencial para crescer ainda mais. E hoje vivemos um momento importante para fortalecer o setor”, destacou o governador Colombo.

Autor da lei, o deputado estadual Milton Hobus ressaltou o objetivo de trabalhar de forma integrada o potencial turístico da região como um todo. “A marca Caminhos da Neve vai ajudar a explorar cada vez mais este grande potencial e vai trazer para cada cidade que faz parte da rota toda uma nova cultura turística”, acrescentou.

Os objetivos são, de acordo com o texto da lei, fomentar o turismo catarinense; promover a conservação dos ecossistemas existentes nos municípios abrangidos; valorizar o legado cultural e histórico característico da Serra Catarinense; motivar novos investimentos e novas estratégicas para agregar valor e competitividade aos serviços e produtos da cadeia produtiva local; e caracterizar a rota turística em razão de sua tipicidade climática, aspectos sociais, ambientais e culturais.

A lei também prevê fortalecer os eventos turísticos constantes nos calendários oficiais dos municípios abrangidos; e articular ações conjuntas do poder público com o trade turístico regional e com os operadores estaduais, visando à qualificação das atividades turísticas típicas da região.

A secretária executiva da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de São Joaquim, Solange Scortegagna Pagani, o secretário executivo da ADR de Lages, João Alberto Duarte, o prefeito de São Joaquim, Giovani Nunes, deputados estaduais, entre outras lideranças locais, também acompanharam o ato.

“A Serra Catarinense precisa trabalhar de forma coletiva para defender e promover os interesses da região. E a criação oficial da nova marca vai contribuir neste sentido, demonstrando a maturidade dos municípios envolvidos”, avaliou o prefeito Giovani Nunes.

A obra Caminhos da Neve

Para promover o turismo da região, o Governo do Estado também trabalha na obra de pavimentação da Rodovia Caminhos da Neve (SC-114), que liga as Serras de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Do lado catarinense, equipes do 1º Batalhão Ferroviário trabalham atualmente em um trecho de cinco quilômetros, resultado de um convênio iniciado em maio deste ano e que vai garantir R$ 9 milhões em investimento. A obra está em fase de terraplanagem. O governador Colombo aproveitou o ato desta sexta para parabenizar o Exército pelo bom ritmo dos trabalhos.

O projeto completo prevê pavimentação de 29,4 quilômetros do lado catarinense. Destes, 14 já estão concluídos, resultado de um investimento de R$ 15,2 milhões.

Fonte original da notícia: Engeplus




Arqueólogos fazem escavação em canteiro do elevado do Rio Tavares, em Florianópolis (SC)

Esse tipo de trabalho é obrigatório por lei. Construção do elevado começou em abril de 2015.

G1. Reprodução/Internet

Há uma semana, o canteiro central onde vai ser erguido o último pilar do elevado do Rio Tavares, em Florianópolis, virou um ponto de escavação e descobertas. Ossos humanos já foram encontrados na área, que há milhares de anos era um sambaqui.

“Os grupos humanos pré-históricos ocupavam o local, escolhiam o local com maior oferta de recursos alimentares e partir dali começavam a viver no local, coletar moluscos, peixes, frutos, raízes, todos recursos alimentares que havia na região”, disse o arqueólogo Osvaldo Paulino da Silva, coordenador do trabalho.

Os mortos eram enterrados naquela região mesmo, explicam os arqueólogos. Por isso, muita gente acha que todo sambaqui é um cemitério, o que não é verdade. Além dos vestígios de três sepultamentos, durante as obras já foram encontradas também ferramentas feitas a partir de pedras.

Pesquisa

Essa é a terceira fase da pesquisa desde o início da construção do elevado, em abril de 2015. Esse tipo de escavação é obrigatório por lei. “Nós precisamos seguir um rito de pesquisa. E esse rito inclui escavação antes da obra, salvamento dos bens e o encaminhamento desses bens para uma instituição de pesquisa”, disse Silva.

Nesse caso específico, a recomendação para os trabalhos veio do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). A prefeitura de Florianópolis diz que as escavações não vão atrasar a entrega do elevado.

“Os arqueólogos vão ficar de 30 a 40 dias aqui no local. É claro que não se não tivesse esse trabalho a gente já poderia ter iniciado a construção do pilar, mas já estava dentro do nosso cronograma essa necessidade”, disse o diretor de Obras, Tiago Schmitt.

Obra e recursos

Vinte e quatro propriedades ainda precisam ser desapropriadas para dar andamento à construção, sendo que R$ 5,5 milhões do município estão reservados para as negociações.

“Grande parte deles nós já estamos em processo de negociação e de cronograma de pagamento. Então a gente espera aí liberar o restante das áreas o quanto antes. A gente mantém ainda a entrega pro aniversário da cidade. A gente vai trabalhar para que isso seja possível. Estamos trabalhando bastante”, disse Schmitt.

Parte do material recuperado vai ser analisada nos Estados Unidos. Depois que tudo estiver catalogado, o acervo vai ser entregue ao Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Fonte original da notícia: G1 SC




São José (SC) assina ordem de serviço para a recuperação da Bica da Carioca

Ponto turístico importante do Centro Histórico recebeu a última reforma nos anos 1980.

A recuperação deve começar com a remoção da pintura atual dos tanques e limpeza geral – Daniel Queiroz/ND

A Bica da Carioca, no Centro Histórico de São José, espaço que era utilizado por lavadeiras e escravas para a lavagem das roupas, será revitalizada. Na terça-feira (17), a prefeita Adeliana Dal Pont (PSD) assinou a ordem de serviço das obras de recuperação do local. A previsão, segundo a prefeitura, é que as obras tenham início no decorrer da semana.

A recuperação deve começar com a remoção da pintura atual dos tanques e limpeza geral, incluindo conserto na estrutura e ferragens. A parte traseira também receberá limpeza e ganhará um gramado. Na lateral dos tanques, está prevista a construção de um deque e de uma escada que permitirá a contemplação do ponto histórico por outro ângulo. O local também receberá nova iluminação para ficar ainda mais bonito e seguro. Registrada na década de 1980, a última reforma só contemplou na época uma pavimentação e jardinagem.

As obras no local, bastante apreciado entre os moradores da comunidade, tem apoio financeiro do Fundo de Reconstrução de Bens Lesados do Ministério Público Estadual. O projeto foi inscrito pelo setor de Gestão de Convênios da Prefeitura e aprovado pelo colegiado do órgão. Os recursos somam R$ 149 mil para a recuperação da área.

Além da Bica, outro patrimônio histórico do município que está sendo recuperado é o Teatro Adolpho Melo. A segunda etapa das obras de restauração já foi concluída, com a recuperação total da parte externa da edificação. No momento, a Fundação Municipal de Cultura e Turismo trabalha na finalização do projeto para a terceira e última fase de obras. A expectativa é realizar a licitação ainda nesse ano para começar as obras no início de 2018.

Também para o próximo ano, está previsto o início das obras da revitalização da orla do Centro Histórico e construção do trapiche. O projeto já foi apresentado para a comunidade e está em fase de licenciamento.

Lamentos e fofocas

Ponto de encontro entre lavadeiras e escravas, que na cabeça levavam as roupas dos senhores, a Bica ou também Beco da Carioca, registrava de fofocas dos casarios às lamentações das trabalhadoras. Histórias dividiam espaço com os cantos e risadas de quem passava horas do dia quarando peças brancas ao sol, para enxaguá-las nos tanques que recebiam água do córrego.

Parte importante do Centro Histórico, o local possui uma estrutura composta de cisterna coberta, construída de tijolos maciços e tanque com lavatórios de roupas. A construção data de 1840. Na época, foram instaladas 14 pedras que serviam para bater a sujeira mais insistente das roupas. Da mesma forma, vinham os moradores buscar água para seu consumo ou vendas, com entrega à domicílio para aqueles que podiam pagar. Em 1940 passou por reforma, e as pedras foram substituídas por artefatos de cimento.

Por Brunela Maria

Fonte original da notícia: Notícias do Dia




Laguna (SC) – Casa de Anita permanece fechada

Relicário histórico passará por manutenção pontual e aguarda licitação da Secretaria de Obras para iniciar os trabalhos.

A Casa de Anita é um dos principais pontos turísticos de Laguna. Foi lá que Anita Garibaldi vestiu-se para o seu primeiro casamento, com o sapateiro Manoel Duarte de Aguiar. Desde a última semana, o ponto histórico está fechado para visitação e chama a atenção dos moradores e turistas.

De acordo com o presidente da Fundação Lagunense de Cultura, Marcio José Rodrigues Filho, o fechamento foi necessário devido a problemas de infiltração que ocorreram com o acúmulo de chuvas registradas nos últimos dias.

Para preservar o acervo e a qualidade da recepção dos visitantes, a casa passará por manutenção pontual por meio dos serviços da Secretaria de Obras do município. Um projeto foi elaborado pelos especialistas da Secretaria de Planejamento e agora aguarda licitação para iniciar os trabalhos.

“Decidimos fechar a Casa para não prejudicar o acervo e após a liberação da licitação, a previsão é que nas próximas semanas iniciem os trabalhos de restauração pontual do telhado”, projeta.

Os servidores da prefeitura ainda participarão de uma capacitação que será realizada com especialistas em restauro de estruturas históricas por meio de um projeto do edital Elisabete Anderle, da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). “Receberemos especialistas até de fora do país, que farão da Casa objeto de estudo e capacitação dos servidores que atuam na manutenção de estruturas públicas”, reforça.

O presidente da fundação destaca que um projeto para restauração completa da Casa está em fase final. Desenvolvido em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o documento prevê a manutenção da estrutura e até instalação de uma cafeteria para melhor recepcionar os turistas que passam durante todo o ano no local. “O projeto está bem adiantado e aguarda a liberação de recursos do governo Federal para desenvolver os trabalhos”, detalha.

Relicário Histórico
A Casa de Anita
Foi construída em 1711 e atualmente funciona como museu, com um acervo que lembra a trajetória de Anita e seu inesquecível romance com Giuseppe Garibaldi. Guarda, além de móveis da época e utensílios pessoais, uma urna com a terra da sepultura da heroína e o mastro do navio “Seival”, uma das embarcações comandadas por Giuseppe Garibaldi desde o interior do Rio Grande do Sul a tomada de Laguna. A edificação foi restaurada na década de 1970 e transformada em relicário histórico.

Fonte original da notícia: Notisul