SC – Kochkäse poderá ser reconhecido pelo IPHAN

Foto: Reprodução

Na próxima quinta-feira uma cerimônia na sede da AMMVI marca um passo importante na tentativa de transformar  o Kochkäse, queijo típico do Vale do Itajaí, como bem cultural de natureza imaterial. O evento sela a entrega do pedido de registro do queijo junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

A ideia não é nova. Desde 2009 várias instituições da região, incluindo Furb, Epagri e prefeituras uniram forças para resgatar a tradição do Kochkäse e mostrar a importância do produto na cultura local. Entre as ações, foi desenvolvido um Inventário Nacional de Referências Culturais do Kochkäse. O projeto também envolveu microbiólogos e veterinários.

Agora é ficar na torcida por este reconhecimento, que pode ajudar muito os produtores e apreciadores do queijo.

Fonte original da notícia: Blog Cozinha Sentimental – A Notícia




São Francisco do Sul (SC) – Mais de 800 documentos navais históricos são digitalizados

Acervo será lançado na internet em 9 de junho e reúne além de livros, plantas, cartas náuticas e manuscritos.

Documentos remontam ao período da colonização do País. Divulgação/Museu do Mar

Mais de 800 obras raras do patrimônio naval do País foram digitalizadas e serão disponibilizadas no lançamento do Portal Barcos do Brasil, marcado para o dia 9 de junho.

O objetivo do Portal é a disponibilização do acervo da Biblioteca Kelvin Duarte, que fica no Museu Nacional do Mar, ao maior número de pesquisadores possível, promovendo acessibilidade e tornando a biblioteca uma referência nacional no tema, a fim de atender estudantes, curiosos e especialistas.

O acervo disponibilizado no site reúne, além de livros, também plantas, cartas náuticas e manuscritos. Grande parte do acervo se constitui em uma reunião de exemplares fora de circulação do mercado livreiro, edições esgotadas e de conteúdo precioso, abordando assuntos que incluem história naval, modelismo, pesca, folclore, descrição de viagens, entre outros.

Os pesquisadores encontrarão no site publicações como Compendio del arte de navegar (Rodrigo de Zamorano, 1581) e Viagem do Paraguay ao Amazonas (Paulo Ehrenreich, 1853). Para facilitar o acesso ao usuário, as buscas das publicações poderão ser feitas segundo critérios de: comunidades e coleções; data do documento; autores; títulos; e assuntos.

O projeto foi financiado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por meio de convênio com a Associação dos Amigos do Museu do Mar, e contou com parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) e Fundação Catarinense de Cultura.

Museu Nacional do Mar

O Museu Nacional do Mar de São Francisco do Sul (SC) conta com um acervo de obras raras disponível na Biblioteca Kelvin Duarte, composto por cerca de 3 mil documentos de variados tipos – cartas náuticas, plantas de embarcações, documentos sobre engenharia naval, documentos da marinha portuguesa da época da colonização brasileira, entre outros documentos históricos.

A Biblioteca leva o nome de um dos maiores conhecedores e estudiosos do modelismo naval brasileiro, Kelvin Duarte. O especialista dedicou sua vida ao estudo da construção de miniaturas náuticas, além de ter reunido livros nacionais e internacionais sobre o assunto de raro valor comercial e intelectual, adquiridos pelo Museu do Mar.

Fonte original da notícia: Portal Brasil




Blumenau (SC) – Museu da Ecologia Fritz Muller será restaurado

Foto: Marcelo Martins.

O Conselho Municipal do Meio Ambiente aprovou, na tarde desta segunda-feira, dia 8, o projeto de contratação de um profissional para fazer a avaliação arquitetônica de restauração do Museu da Ecologia Fritz Muller, na Rua Itajaí, 2.195, no bairro Vorstadt. A iniciativa faz parte da comemoração ao nascimento do Dr. Fritz Muller, que completa 200 anos em 2021.

A proposta é deixar o local totalmente repaginado, desde a parte histórica, ecológica e turística, incluindo o jardim. Os valores para a restauração do local ainda estão sendo estimados. Segundo o presidente da Faema, Alexandre Baumgratz, os recursos serão provenientes do Fundo Municipal do Meio Ambiente, além da elaboração de ajustamento de conduta para a participação de outras empresas do município.

De acordo com Alexandre, assim que aprovado o projeto arquitetônico pelo conselho as obras de restauração do museu devem iniciar. Enquanto isso, será feita uma busca histórica sobre Fritz Muller em outros museus, como na Europa, por exemplo, além de universidades do país.

O Museu
Fundado em 1936, o museu é resultado da necessidade de manter viva a memória e o trabalho de Fritz Müller. Abriga itens como insetos, animais taxidermizados, animais conservados em meio líquido, fósseis, ossos, peles, minerais, além de pertences do biólogo e de sua família. O local é administrado Faema.

Por Joni César 

Fonte original da notícia: Portal da Prefeitura de Blumenau




Conheça uma das comunidades mais antigas de Joinville (SC)

Morro do Amaral é uma das comunidades mais antigas de Joinville. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

O Morro do Amaral é um desses lugares com características marcantes e autênticas que se destacam em Joinville. O acesso à ilha, que fica no bairro Paranaguamirim, é feito pela avenida Kurt Meinert, e a comunidade é uma das mais antigas da cidade.

Paulo Soares, de 72 anos, é dono de uma mercearia localizada na rua Beiramar e ajuda a contar algumas histórias da comunidade. O Mercadinho Soares tem meio século de história. Foi aberto quando Paulo tinha 22 anos e, hoje, quem toca o comércio é seu filho.

Paulo lembra que antigamente ia para o Centro de Joinville de canoa buscar mantimentos. Eram três horas de ida e mais três de volta. Casado há 53 anos, Paulo conta que a cerimônia do seu casamento foi feita na Capela Senhor Bom Jesus, fundada há mais de cem anos e tombada pelo Patrimônio Histórico.

– Eu nasci aqui. Tenho dez filhos, 12 netos e dois bisnetos. A nossa família é uma das maiores da ilha – revela Paulo.

Paulo Soares é dono de uma mercearia que já tem meio século de história no Morro do Amaral. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Antes mesmo de a Colônia Dona Francisca surgir, já havia moradores na comunidade, hoje chamada de Morro do Amaral, ressaltam os historiadores. O nome Morro do Amaral faz referência à família Amaral, que na década de 1930 vivia ali e era dona das terras. De acordo com a professora da Univille e historiadora Elizabete Tamanini, que já fez pesquisas e acompanha a região, “a comunidade teve seus traços culturais vinculados à imigração lusa e açoriana”.
– É uma comunidade extremamente importante para a história de Joinville. É importante pelo seu patrimônio cultural, social e étnico, que é diferenciado do padrão conhecido em Joinville. A resistência dos moradores também é muito forte. Eles tentaram, mesmo com dificuldades, permanecer naquele lugar. De modo geral, quem vive lá, principalmente os mais antigos, tem um amor muito grande por aquela região – afirma.

Fundada há mais de cem anos, Capela Senhor Bom Jesus é tombada pelo Patrimônio Histórico. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

De acordo com a historiadora, antigamente, a comunidade tinha uma relação muito forte com São Francisco do Sul, por meio do mar. A relação com Joinville aumentou depois que a ponte sobre o rio do Riacho (ou rio Biguaçu) foi construída, na década de 1980.

Os moradores dizem que nos fins de semana o movimento aumenta por causa dos restaurantes da região que vendem frutos do mar. A reclamação é em função da estrada de acesso, que não está em boas condições. Segundo os moradores, se o poder público fizesse algum tipo de investimento ali, o movimento aumentaria, com certeza. Na comunidade, há 50 pescadores associados à colônia de pesca.

O pescador Antonio Schuambachi diz que tem seis bateiras e cerca de 10 mil metros de rede. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

O pescador Antonio Schuambachi, de 65 anos, escolheu o Morro do Amaral para morar há oito anos, mas já tem casa para passar os fins de semana na comunidade há 38 anos. Ele diz que pesca quase todos os dias com a ajuda de mais um pescador. De acordo com Antonio, a média de pescados é de 350 quilos por mês. Ele pesca tainha, parati e camarão. Há dois anos, construiu um trapiche nos fundos de sua casa para facilitar a pesca.

– É muito bom de morar aqui, a paisagem é maravilhosa – afirma Antonio, que mora no local com a mulher Adélia Beckhauser, de 52 anos. Ele é dono de seis bateiras e tem cerca de 10 mil metros de rede, de diversos tipos de malha.

Há oito anos, Adélia Beckhauser e Antonio Schuambachi moram no Morro do Amaral. Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS

Hoje, o Morro do Amaral é uma área de preservação natural. A localidade antes se chamava Riacho Saguaçu. A partir de 1935, passou a adotar a denominação de Morro do Amaral. A região tem quatro sambaquis identificados.

O Parque Municipal da Ilha do Morro do Amaral foi criado por decreto municipal em 1989. Sua área corresponde a 2,7 km2 e localiza-se às margens da baía da Babitonga, na saída da lagoa do Saguaçu.

Por Alex Sander Magdyel

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Assembleia Legislativa vai recuperar prédio histórico no centro de Florianópolis (SC)

A antiga unidade de ensino vai abrigar a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira. Foto: Eduardo G. de Oliveira/Agência AL

Fechado desde 2008, o prédio tombado pelo patrimônio histórico da antiga Escola Antonieta de Barros se transformou em alvo da ação de vândalos e em abrigo de moradores de rua. Agora a construção vai ser restaurada.

O espaço foi cedido pelo Governo do Estado à Assembleia Legislativa, que vai assumir a reforma do prédio. Como contrapartida, o Parlamento poderá usá-lo por 30 anos. A Antiga unidade de ensino vai abrigar a Escola do Legislativo Lício Mauro da Silveira.

Por Nara Cordeiro

Fonte original da notícia: Rádio AL




Obra sacra de Garopaba recebe restauro em Florianópolis (SC)

Os restauradores trabalham em uma imagem de Nossa Senhora das Dores. Foto: Karina Ferreira/Agência AL/Divulgação/Portal Notisul

Uma imagem sacra da igreja São Joaquim, de Garopaba, está sendo restaurada pelo Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Móveis do Estado (Atecor), que funciona no Centro Integrado de Cultura (CIC), na capital. O órgão também trabalha na restauração de obras sacras das igrejas de São Miguel Arcanjo, de São Miguel, em Biguaçu, e de Nossa Senhora das Necessidades, de Santo Antonio de Lisboa, em Florianópolis. Elas estão em fase adiantada de restauração.

Da bicentenária igreja de Garopaba, os restauradores trabalham em uma imagem de Nossa Senhora das Dores. Segundo Marcelino Correia, restaurador e conservador do Atecor, trata-se de uma imagem de cerca de um metro de altura, de cedro vermelho, produzida entre os anos de 1875 e 1880. “Foi feita por um mestre baiano e pintada no Rio de Janeiro. Atrás da imagem tem uma etiqueta da Loja “A Minerva”, que entre outros objetos vendia peças sacras”, explicou Marcelino.

Metodologia italiana

As restaurações feitas no ateliê seguem a metodologia do italiano Cesare Brandi. De acordo com Brandi, o leigo precisa perceber os locais que foram restaurados. É a regra da distinguibilidade, ou seja, a ação do restaurador deve ser diferente do trabalho do artista. Em seguida vem a regra da reversibilidade, isto é, a possibilidade de reverter a intervenção do restaurador.

Brandi também defende a compatibilidade dos materiais usados no restauro com aqueles que compõem a obra. E por último, a ideia de intervir o mínimo possível na obra em restauração.

Situação preocupante

Sobre a situação do patrimônio histórico abrigado nas igrejas centenárias do estado, o quadro é preocupante. No caso de uma Igreja de Porto Belo, por exemplo, todas as imagens de madeira foram vandalizadas e queimadas sobre o altar.

“As igrejas restauradas recentemente, como a de São José, têm sistema de segurança”, afirmou Marcelino Correia, reconhecendo que dezenas de outras não dispõem de dispositivos antifurto.

Fonte original da notícia: NotiSul




Últimos resquícios da histórica fábrica de papel de Itajaí (SC) são demolidos

Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

O que havia sobrado da antiga Fábrica de Papel da Barra do Rio, em Itajaí, foi para o chão nesta quarta-feira. O proprietário do prédio, Orlando Ferreira, fez um acordo na Justiça e conseguiu autorização para derrubar o que ainda restava de um dos prédios mais antigos da cidade.

A fábrica começou a ser demolida em 2014, semanas antes de ter seu tombamento histórico discutido. Na época a prefeitura havia tentado comprar o espaço para fazer ali um centro cultural, mas o preço alto _ R$ 30 milhões _ inviabilizou o negócio.

A demolição do prédio havia sido interrompida por uma ação civil pública, e os destroços ficaram por lá. Nos últimos tempos, o acúmulo de entulho fez do local um foco de proliferação do mosquito da dengue, o que já havia rendido notificações na prefeitura.

Histórica

A importância histórica da Fábrica de Papel de Itajaí ultrapassava as fronteiras da cidade. Antes de ser indústria, o terreno foi usado por Dr. Blumenau para abrigar os imigrantes alemães que chegavam de navio para colonizar o Vale.

A área foi comprada por outro alemão, Gotlieb Reif, que construiu o espaço em 1913 para fabricar caixas de charutos. Tempos depois, mudou de ramo e passou a fabricar papel.

A indústria foi a primeira especializada na fabricação de papeis no Sul do país.

Por Dagmara Spautz

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




Ladrilhos de cidades catarinenses são tema de mostra fotográfica em Floripa

Foto: Bruno Espíndola / Divulgação / Divulgação

Foto: Bruno Espíndola/Divulgação

A mostra fotográfica Ladrilhos de Santa Catarina entra em exposição a partir do dia 27 de abril, às 19 horas, no Museu Histórico de Santa Catarina. São 25 imagens de ladrilhos hidráulicos produzidos artesanalmente e que formam um elemento do patrimônio edificado das cidades catarinenses. Até 28 de maio, o público poderá conferir imagens de ladrilhos que foram registrados por Bruno Espíndola entre 2014 e 2016.

A exposição Ladrilhos de Santa Catarina foi uma das quatro selecionadas pelo Edital de Exposições de Curta Duração do Museu. O projeto de pesquisa tem por objetivo mapear de forma colaborativa os ladrilhos hidráulicos do estado para elaboração de um catálogo. O ponto de partida foi Laguna, cidade do sul de Santa Catarina que teve fábricas de ladrilhos em meados do século 20 que até hoje estão presentes nas construções do município.

Além das fotos, será apresentado um vídeo com diversas imagens de outras cidades enviadas pelos colaboradores do projeto e algumas peças de ladrilho hidráulico. O público pode enviar fotos de ladrilhos que não estão na mostra para o e-mail ladrilhos.sc@gmail.com informando cidade e endereço. As pessoas que mais participarem recebem prêmios.

Agende-se
Abertura: dia 27 de abril, às 19h
Visitação: de 28/04 a 28/05. De terça a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.
Onde: Museu Histórico de Santa Catarina – localizado no Palácio Cruz e Sousa (Praça XV de Novembro, Centro, Florianópolis)
Informações: (48) 3665-6363
Entrada gratuita

Fonte original da notícia: Diário Catarinense




‘Curativos’ são colocados em pichações feitas no prédio da Fundação Cultural de Balneário Camboriú (SC)

Pichações foram feitas após prédio do teatro ser pintado na última semana.

Curativos foram aplicados em pichações na quinta-feira (6). (Foto: Fundação Cultural de Balneário Camboriú/Divulgação)

Curativos foram aplicados em pichações na quinta-feira (6). (Foto: Fundação Cultural de Balneário Camboriú/Divulgação)

Como forma de protesto, a Fundação Cultural de Balneário Camboriú aplicou três ‘curativos’ sobre pichações feitas na parede do prédio. Os adesivos foram colocados na quinta-feira (6).

“A ideia foi resultado da tristeza e indignação da nossa equipe de manutenção que passou toda semana passada trabalhando na revitalização da pintura externa do teatro”, afirma o presidente da Fundação, George Varela.

Segundo o presidente, partes do estacionamento também foram pichadas, mas não foi feita uma intervenção “porque não interferem tanto e estão num espaço mais fechado”.

Varela diz que uma das mensagens que foi deixada tinha caráter de ódio, “propondo um combate de quem teria mais tinta, se o poder público ou o próprio delinquente”.

Fundação colocou três curativos nas paredes do teatro. (Foto: Fundação Cultural de Balneário Camboriú/Divulgação)

Fundação colocou três curativos nas paredes do teatro. (Foto: Fundação Cultural de Balneário Camboriú/Divulgação)

A Fundação é responsável por promover eventos na cidade do Litoral Norte de Santa Catarina como a Feira do Livro, Semana da Dança, o Balneário Camboriú Foto Festival, Festival da Canção e Festival da Canção Infantojuvenil.

“Os que esses sujeitos precisam entender que a questão em si não é um confronto, mas o fato de ter que gastar o dinheiro do próprio contribuinte na manutenção das pichações e vigilância redobrada nos espaços públicos”, diz o presidente.

Paredes externas do teatro tinham sido pintadas na última semana. (Foto: Fundação Cultural de Balneário Camboriú/Divulgação)

Paredes externas do teatro tinham sido pintadas na última semana. (Foto: Fundação Cultural de Balneário Camboriú/Divulgação)

Fonte original da notícia: G1 SC




Criciúma (SC) – União e município estão obrigados a reformar Centro Cultural

Decisão da Justiça Federal deve ser cumprida em no máximo dois meses.

Arquivo Engeplus.

Arquivo Engeplus.

O município de Criciúma e a União estão obrigados a iniciar, em no máximo 60 dias, obras emergenciais de restauração do Centro Cultural Jorge Zanatta, na rua Coronel Pedro Benedet, área central da cidade. Este foi um dos resultados de Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público Estadual e Federal. Na liminar, deferida pela Justiça Federal, as partes são citadas a pagar multa diária de R$ 200 caso não iniciem as reformas no prazo.

“Aquilo é um cenário que causa desânimo, que baixa a estima da cidade”, disse o prefeito Clésio Salvaro, em fevereiro, ao comemorar a transferência do termo de cessão do uso do prédio pela União à Prefeitura. Na prática, porém, as necessárias melhorias não saíram do papel desde então.

O prédio histórico, construído nos anos 40, foi ocupado pela Fundação Cultural de Criciúma do início dos anos 90 até 2013, quando acabou abandonado por conta da precariedade interna. O processo da Justiça Federal cita “nítida degradação” e “inércia” do poder público.

Em setembro de 2015, foi notícia o início das obras de melhorias no Centro Cultural, suspensas logo após por orientação da Justiça. Antes, em abril, há quase dois anos, um abraço simbólico por amigos da cultura e artistas foi promovido em sinal de protesto.

Na mesma ação que obriga a restauração, o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) é obrigado a, em no máximo 45 dias, dar destino adequado aos testemunhos de perfuração depositados no antigo prédio, mantendo a integridade dos mesmos, sob pena de multa de R$ 100 ao dia.

Por Denis Luciano

Fonte original da notícia: Engeplus