Casas históricas são demolidas pela Prefeitura em Regente Feijó (SP)

Imóveis remanescentes do início da história da cidade, ficavam próximos da Estação Ferroviária.

Residências ficavam próximas da Estação Ferroviária, em Regente Feijó. Foto: Ariane Pedrosa/Cedida

Prefeitura de Regente Feijó demoliu neste fim de semana três casas remanescentes do início da história da cidade, localizadas próximas à Estação Ferroviária. Uma decisão liminar expedida pela Justiça em junho de 2016, determinava o Poder Executivo a se abster de demolir, desmanchar, efetuar obras, reformas ou qualquer intervenção nos imóveis. Porém, conforme nota da Assessoria de Imprensa da Prefeitura enviada ao G1 nesta segunda-feira (26), o Executivo obteve uma decisão favorável, emitida pelo juiz Marcel Pangoni Guerra, da Vara Única,do Foro de Regente Feijó para a demolição dos imóveis.

O Poder Executivo informou ao G1 que um dos motivos para a demolição, é que as casas estavam condenadas, e existia um grande clamor da população para que elas fossem demolidas e o local limpo, pois o espaço “estava servindo de abrigo para alcoólatras e usuários de drogas”.

A nota da Prefeitura ainda cita que já existe um projeto para o local, que deverá dar lugar a um grande empreendimento imobiliário. O Poder Executivo ainda afirmou ao G1 que o patrimônio que era da ferrovia foi restaurado. “Onde existia a sede da antiga estação, atualmente, funciona um Programa de Saúde da Família (PSF), que está em sua originalidade e com as características preservadas. Ao lado, tem um armazém da ferrovia, completamente restaurado e preservado. Existe também armazéns restaurados e preservados onde funcionam uma oficina de costura e uma escola de artesanato”, segundo a nota.

Patrimônio histórico

Para a estudante de arquitetura e urbanismo, Ariane Pedrosa, que desenvolve um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) sobre descaso patrimonial no Oeste Paulista, a demolição dos imóveis é uma perda no processo histórico da cidade.

O TCC da estudante tem foco nas casas históricas e também na antiga rodoviária de Regente Feijó. Ainda conforme Ariane Pedrosa, duas residências estavam conservadas.

O caso

As residências remanescentes do início da história de Regente Feijó também foram objeto de estudos e pedido de preservação de duas professoras que atuam na área de patrimônio histórico-cultural. No ano de 2016, elas pediram que os imóveis fossem tombados e entraram com uma representação na Promotoria de Justiça da cidade para que as casas não fossem demolidas pelo fator histórico que representam.

Na época, a Promotoria de Justiça de Regente Feijó requereu que a Prefeitura interrompesse as demolições das residências remanescentes do início da história da cidade e, no dia 22 de junho de 2016, o juiz Marcel Pangoni Guerra determinou a abstenção dos serviços de demolição e qualquer interferência na área.

A Prefeitura de Regente Feijó defendia a demolição das casas pioneiras como medida de segurança.

Ainda no ano passado, a Justiça negou o pedido feito pela Prefeitura de Regente Feijó para reconsideração da decisão que obrigou o Poder Executivo a se abster de demolir, desmanchar, efetuar obras, reformas ou qualquer intervenção nas construções e edificações existentes nas unidades habitacionais.

Por Wellington Roberto

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente




Com R$ 5 milhões, empresas italianas reformarão praças em SP

Monumento na Praça do Imigrante Italiano/Wikipedia

Um grupo de empresas italianas irá financiar a revitalização de praças e monumentos de São Paulo ligados à imigração e à história do país europeu. O projeto, chamado “Italia per San Paolo” (“Itália para São Paulo”, na tradução), foi apresentado nesta quarta-feira (21) pelo prefeito João Doria e tem um custo total de R$ 5 milhões.

Os locais que receberão as obras de restauração são a Praça do Imigrante Italiano, a Praça Cidade de Milão e a Praça Ramos de Azevedo. Todas as reformas serão pagas por empresas italianas, como a Pirelli, TIM, Bauducco, Geodata, Instituto Europeu de Design (IED), Papaiz, Banco Intesa San Paolo, BCF, grupo Comolatti, Zaraplast, Colégio Dante Alighieri, Azimut, Magneti Marelli, além da família Matarazzo.

Localizada entre a Avenida Nove de Julho e a Avenida Cidade Jardim, no Itaim Bibi, a Praça do Imigrante Italiano receberá R$ 110 mil de investimento para refazer os jardins e restaurar os monumentos em pedras. A inauguração do espaço revitalizado está marcada para 6 de agosto.

Já a Praça Cidade de Milão, perto do parque do Ibirapuera, terá toda a obra financiada pela Pirelli, com um orçamento de R$ 1,2 milhão. O local conta com uma fonte com quatro réplicas de estátuas de Michelangelo. O projeto de restauração prevê uma revitalização dos monumentos e da iluminação, que serão reinaugurados em outubro.

A maior obra, porém, ocorrerá na Praça Ramos de Azevedo, no centro da cidade, com gastos estimados em R$ 3,7 milhões. A “fonte dos desejos” será restaurada e o espaço receberá um sistema de monitoramento de segurança. Além disso, o projeto de reforma colocará bancos novos, mármore e objetos de design italiano.

“A inauguração da Praça Ramos de Azevedo será um presente de Natal para a cidade, em 16 de dezembro”, disse a diretora do ITA, Erica Di Giovancarlo. “O projeto quer mostrar que os italianos acreditam no Brasil, um país que se tornou destino de seus investimentos no exterior”, ressaltou.

Organizado pelo ITA, com o apoio do consulado italiano em São Paulo e da embaixada em Brasília, o “Italia per San Paolo” inclui, além das obras de revitalização, um compromisso para que as empresas façam a zeladoria, a segurança e a jardinagem das três praças pelo período de um ano.

“A ligação da Itália com São Paulo não precisa de nenhuma apresentação, pois é a cidade com maior número de italianos e descendentes fora da Itália”, argumentou o embaixador Antonio Bernardini.

“A ideia de de mobilizar forças para revitalizar lugares com uma história ligada à Itália é um gesto muito italiano. Lá na Itália, é comum que empresas patrocinem melhorias públicas, como o Coliseu, reformado pela Tod’s, a piazza Spagna, pela Bulgari, e a Fontana de Trevi, pela Fendi”.

De acordo com o prefeito João Doria, desde o primeiro mês de seu mandato, em janeiro de 2017, foram iniciados contatos com o consulado italiano e com representantes de outros países para reformas de espaços públicos urbanos e projetos da cidade.

“Iniciamos contato com as comunidades internacionais que mais contribuíram para tornar São Paulo uma cidade global”, afirmou, em coletiva de imprensa, anunciando também que em outubro fará uma viagem oficial a Milão para debater investimentos.

“As empresas estão felizes de participarem desse projeto, sem nenhuma contrapartida para a Prefeitura”, disse o vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

Por ANSA

Fonte original da notícia: Metro




SP – Projeto de reurbanização da Cracolândia gera polêmica sobre preservação de patrimônio histórico da capital

Projeto esbarra em imóveis preservados. Prefeitura diz que tombamento será respeitado.

Visão artísitica mostra como deve ficar área da Cracolândia após reurbanização. Divulgação/Secretaria Estadual da Habitação

Um projeto preliminar encomendado pela Prefeitura ao governo do Estado para revitalização de parte da antiga Cracolândia, no centro de São Paulo, gerou polêmica em reunião do Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo) no última dia 12 de junho, ao ser acusado por conselheiros de desrespeitar o tombamento histórico de imóveis no local, decidido em 2016.

O projeto — que e prevê a construção de quatro edifícios residenciais, uma UBS (Unidade Básica de Saúde) e um CEU (Centro Educacional Unificado) — seria uma extensão da proposta já em execução pela gestão estadual. Ele atinge o polígono formado pelas ruas Helvétia, Dino Bueno, Cleveland, Barão de Piracicaba e Glete e largo Coração de Jesus.

A área corresponde ao chamado ‘fluxo’, onde até 21 de maio se concentravam dependentes, moradores de rua e traficantes da antiga Cracolândia.

Marcos Penido, secretário municipal de Serviços e Obras, esteve na reunião do Conpresp para defender as ações realizadas na região e apresentar o projeto. Caso aprovada pela gestão do município, a proposta seria tocado pela PPP (Parceria Público Privada) feita entre a Secretário de Estado da Habitação e a contrutora Canopus, vencedora da licitação da parceria, realizada em 2014.

O fato de na região haver imóveis tombados chamou a atenção de conselheiros, já que a proposta apresentada por Penido leva em consideração as fachadas, mas não deixa claro se os interiores seriam também mantidos. A diretora do Conpresp, Mariana Rolim, disse acreditar ter havido uma confusão na concepção do projeto.

— Acredito que haja um entendimento equivocado, porque o Condephaat (órgão do patrimônio histórico do Estado de São Paulo) protege apenas as fachadas, mas a resolução do Conpresp tomba, além da fachada, a estrutura e volume dos edifícios, que não podem ser alterados.

Silvio Oksman, representante do IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) no conselho, questionou o governo por elaborar um projeto, ainda que preliminar, que contradiz um regramento do município definido em 2016.

Ainda na reunião, Marcos Penido afirmou aos conselheiros que todas as ações respeitarão o tombamento dos imóveis na região, e ressaltou o caráter preliminar do projeto apresentado. Por meio de sua assessoria, a Secretaria de Serviços e Obras comeplementa que todas as exigências previstas pela legislação serão respeitadas, e que o projeto é uma parceria entre o governo do Estado e a prefeitura, que vai desapropriar áreas para permitir a ampliação da oferta de moradias pela PPP.

Afirma ainda a nota divulgada que esse conjunto de ações vai permitir que imóveis — inclusive os tombados pelos órgãos de preservação do patrimônio — deixem de ser deteriorados e ocupados por traficantes para exploração de dependentes químicos.

PPP do governo

A PPP firmada em 2015 entre a construtora Canopus e Companhia Paulista de Parcerias (pertencente ao governo estadual) para a reurbanização da região ao lado do contemplado pelo novo projeto inclui a construção de mais de 1.200 apartamentos residenciais para a Cracolândia, a maioria deles classificados como HIS (habitação de interesse social), reservado para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos. Quinhentos apartamentos estarão reservados aos movimentos de luta por moradia.

O plano original, já aprovado pelo governo do Estado e órgãos de patrimônio histórico, contempla também a construção da escola de música Tom Jobim, uma creche e uma área comercial. Pelo projeto original, tudo será construído em terrenos da prefeitura cedidos à PPP e sem imóveis protegidos em sua área.

Licitado em 2014 e com contrato firmado em 2015, o projeto de R$ 1,3 bilhão prioriza que as moradias sejam concedidas a pessoas que trabalham no centro de São Paulo e morem em áreas mais afastadas.

Serão destinadas 80% das unidades para inscritos que moram fora da área central, mas que trabalham nesta região. As 20% das moradias restantes serão para interessados que moram e trabalham na região central.

“A construção de moradias é essencial para a recuperação da região. Com elas, vamos trazer de volta as pessoas para morarem e circularem pela região. Essa é a única forma de revitalizar plenamente áreas que estão degradadas”, diz o secretário Estadual da Habitação, Rodrigo Garcia.

Do valor total, R$ 919 milhões serão desembolsados pela construtora Canopus, que poderá explorar as áreas comerciais disponíveis no térreo dos prédios residenciais, enquanto o governo do Estado deve arcar com R$ 465 milhões ao longo de 20 anos. O prazo para entrega de todo o complexo de edifícios é dezembro de 2019.

As construções nas imediações da estação Julio Prestes é parte de um programa maior, que contempla toda a região da Luz, e que soma 1.642 habitações. Os interessados nos imóveis têm até 24 de julho deste ano para se inscrever no site da Secretaria Estadual da Habitação.

Questionamentos do TCE

O processo de licitação e contratação da parceria responsável pelo planejamento e execução das obras é também alvo de polêmica: o TCE (Tribunal de Contas do Estado) e o Ministério Público de Contas levantaram questionamentos.

As resistências à apresentação e condução do projeto de reurbanização começaram há mais de um ano. Em maio de 2016, Antônio Roque Citadini, conselheiro do TCE responsável pela relatoria da PPP, emitiu um despacho em que levantava dúvidas sobre a necessidade de uma Parceria Público Privada. O conselheiro indagaba se o projeto de reurbanização não poderia ser tocado pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano): “É certo que há uma notória dificuldade em justificar a Parceria Público Privada em questão”.

Após os questionamentos do conselheiro Roque Citadini, o MPC (Ministério Público de Contas), ligado ao TCE, observou problemas na licitação do projeto, publicada em 2014 como Concorrência Internacional 001/14. Segundo o MPC, a exigência feita para os pleiteantes à concorrência “revelou-se um fator de restritividade à ampla competição, visto que apenas uma empresa apresentou proposta. Portanto, possíveis interessados, com condições de suprir as exigências através de dois atestados ou mais, ficaram impedidos de participar do certame, em ofensa à legislação”. O conselheiro, então, emitiu despacho pedindo que o governo do Estado se explicasse.

A assessoria de imprensa do TCE afirmou que, após o último despacho do conselheiro Roque Citadini, de janeiro deste ano, o governo respondeu dentro do prazo de 30 dias. Esse esclarecimento está sendo analisado pelas quatro áreas técnicas do órgão, mas sem previsão de novo parecer.

Em nota, a Secretaria Estadual da Habitação defende que a PPP da Habitação oferece uma alternativa de financiamento da ação de política pública em um cenário de crise econômica nacional, com queda de arrecadação de imposto, pois o poder público só começa a pagar a partir das entregas das unidades e em longo prazo.

A nota afirma ainda que se trata de uma ação complementar às demais desenvolvidas por meio da CDHU e da Casa Paulista, e atende aos objetivos da revitalização na região, pois prevê manutenção predial — que inclui os elevadores — e apoio à gestão condominial durante os 20 anos de contrato, o que contribuirá para que, no decorrer dos anos, evite a degradação dos espaços.

A secretaria aponta que a PPP paulista é referência para o Brasil, uma vez que o Ministério das Cidades formou um grupo de trabalho para estudar a sua expansão para todo o país.

A Secretaria da Habitação diz ainda que respondeu a todos os questionamentos do TCE em 24 de fevereiro e aguarda a sua análise, e que não existe nenhuma decisão do Tribunal. Afirma também que a assessoria técnica do TCE manifestou que não houve restrição na licitação da PPP.

Por Gustavo Basso

Fonte original da notícia: R7




SP – Parnaíba quer abrir casas do Centro Histórico aos turistas

Medida será adotada em agosto, para prédios públicos, e prefeitura também busca parceria com proprietários de imóveis.

Parnaíba. Foto: Divulgação

A Prefeitura de Santana de Parnaíba vai abrir aos turistas as portas de prédios públicos do Centro Histórico.

E quer firmar acordos com proprietários de imóveis, também tombados, para fazerem o mesmo. O objetivo é que essas moradias receberam visitas monitoradas durante a primeira edição da Jornada do Patrimônio, evento promovido pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio  Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) e para o qual foram convidadas 15 cidades paulistas, incluindo Parnaíba, que possuem imóveis tombados.

A jornada já é realizada na cidade de São Paulo e vai ganhar uma versão ampliada, nos dias 19 e 20 de agosto, inspirada nas jornadas que acontecem na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de divulgar o patrimônio cultural para o grande público.

Os proprietários interessados em abrir as portas de seus imóveis aos turistas podem preencher uma ficha no CEMIC – Centro de Memória e Integração Cultural Bertha Moraes Nérici, que fica no Largo da Matriz, 49, no  Centro Histórico. As inscrições vão até o dia 21 de junho.  Mais informações pelo telefone  4154-6251.

Fonte original da notícia: Webdiario




Após 28 anos, Ribeirão Preto (SP) passa a ter posse definitiva do Theatro Pedro II

Governo estadual confirmou doação neste sábado (10) após quitação de dívidas judiciais. Com mais de 90 anos de história, prédio chegou a ficar fechado após incêndio nos anos 1980.

Depois de restaurado após um incêndio na década de 1980, o Pedro II é considerado o terceiro maior teatro de ópera do país. Foto: Clayton Castelani/G1

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou neste sábado (10) a doação definitiva do Theatro Pedro II, um dos principais do país, à Prefeitura de Ribeirão Preto (SP).

Desde o final da década de 1980, o Estado detinha a posse do prédio histórico e pagava dívidas aos antigos proprietários, depois de um incêndio que comprometeu parte de sua estrutura e interrompeu suas atividades.

Mesmo sem pertencer a Ribeirão, o centro cultural, reaberto desde 1996, já vinha sendo administrado pela Fundação Pedro II, ligada à Prefeitura. O ato simbólico de concessão, realizado no salão dos espelhos, às 11h30, foi realizado depois que o Estado, em 2015, quitou os valores pendentes.

“Para o teatro só traz confiança de a gente continuar investindo, buscando o melhor em modernização, nos próprios espetáculos, em torná-lo mais acessível”, afirma a presidente da fundação, Mariana Jábali.

Prédio histórico

Em 90 anos de história, o Theatro Pedro II teve três proprietários. Construído entre 1928 e 1930 e idealizado por João Alves Meira Júnior, um dos fundadores da antiga Cia Cervejaria Paulista, o prédio foi arrendado nos anos 1960 e transformado em um cinema.

Durante a exibição do filme “Os Três Mosqueteiros Trapalhões”, em 15 de julho de 1980, uma pane elétrica resultou em um incêndio que destruiu grande parte do prédio. Dois anos depois, diante de manifestações populares, o centro cultural foi tombado.

Na sequência, foi desapropriado pelo governo do Estado e passou por uma restauração que durou cinco anos, com um projeto que custou R$ 4 milhões. Projeto que modernizou a estrutura e as instalações do teatro, bem como um acabamento do teto concebido pela artista plástica Tomie Ohtake.

Após 16 anos fechado, o Pedro II foi reaberto em 1996 e voltou a receber espetáculos teatrais e concertos.

Fonte original da notícia: G1 Ribeirão e Franca – Jornal da EPTV




Itapetininga (SP) – Escola tombada como patrimônio histórico é interditada após laudo apontar danos estruturais

Defesa Civil interditou a Escola Estadual Aderbal de Paula Ferreira, em Itapetininga (SP), por tempo indeterminado. Mais de mil alunos estão sem aulas.

Laudo de vistoria apontou danos estruturais em escola estadual, diz Defesa Civil. Foto: Reprodução/TV TEM

A Defesa Civil de Itapetininga (SP) interditou nesta sexta-feira (9), por tempo indeterminado, a Escola Estadual Aderbal de Paula Ferreira, que tem o prédio tombado como patrimônio histórico. Segundo a coordenadora da Defesa Civil, Catarina Nanini, o laudo apontou problemas estruturais e risco de acidente aos alunos e funcionários. Por isso, as aulas foram suspensas.

“Um engenheiro fez uma vistoria técnica onde foram relatados diversos problemas. Partes do forro já caiu e outras partes estão com cupim. Paredes estão com rachaduras e trincas. Por isto, optamos pela interdição total do imóvel, pois o risco do forro cair em cima de alunos e funcionários é muito grande”, explica.

De acordo com a diretora do Núcleo de Obras da Diretoria Regional de Ensino, Miriam Ferreira Fernandes, as obras de manutenção já estão sendo realizadas, porém não tem um prazo de quando os alunos poderão retornar ao prédio. Atualmente, a unidade tem mais de mil estudantes.

“Como é uma obra na cobertura, com o tempo chuvoso, atrasa um pouco. Mas todo pessoal está empenhado para que em um prazo mínimo esse problema seja seja resolvido. Como agora o prédio está sem alunos e funcionários, a realização da obra será bastante acelerada”, afirma Miriam.

Obras

Mais de mil alunos ficaram prejudicados pela falta de aula. Foto: Reprodução/TV TEM

A diretoria da escola informou que nesta sexta-feira fez uma reunião com os pais e responsáveis pelos alunos para avisar sobre os próximos passos e para onde eles vão a partir de agora, já que as aulas iriam até o final de junho.

A Secretaria de Educação afirmou que as obras de reforma da escola Aderbal já tinham começado em maio, e que não havia prazo pra terminar por ser um trabalho que requer tempo, já que o prédio é tombado pelo patrimônio. A Secretaria disse que os alunos não foram transferidos de local quando as obras começaram porque, na ocasião, não foi considerado necessário.

De e acordo com a Secretaria, parte do telhado cedeu por causa da chuva dos últimos dias, e foi então que a Diretoria de Ensino decidiu chamar a Defesa Civil, que interditou o prédio. A Secretaria vai definir se eles poderão ir voltando aos poucos, à medida que a obra for avançando, ou se só voltarão todos quando os trabalhos acabarem.

Como ainda não há uma data definida para conclusão da obra, a partir de terça-feira (13) seis turmas terão aulas na Peixoto Gomide e quatro permanecerão na Aderbal em salas que não correm risco de acidente. Já as oito turmas do período da noite terão aulas na Escola Estadual Peixoto Gomide.

Patrimônio histórico

No final do século XIX, o engenheiro-arquiteto Francisco de Paula Ramos de Azevedo projetou um conjunto de edificações, destinado a sediar três escolas. O conjunto, exemplar único no Estado de São Paulo, destaca-se por ser uma das mais importantes obras do governo no interior paulista. A Escola Estadual Aderbal de Paula Ferreira faz parte desse conjunto e, por isso, seu prédio foi tombado como patrimônio histórico.

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico informou, à produção da TV TEM, que se tratando de um bem tombado, independente de onde seja a intervenção, o responsável precisa entrar em contato com o Conselho e pedir a documentação para tal intervenção. Sobre a escola, o órgão informou que ainda não foi solicitado e que isso provavelmente aconteça após a definição do que precisa ser feito no local.

Fonte original da notícia: G1 Itapetininga e Região




São Paulo (SP) – Prefeitura emparedou quatro imóveis tombados após ação na antiga Cracolândia

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que ação foi irregular. Prefeitura nega.

Hotel Cícero, na esquina da alameda Dino Bueno com a rua Helvétia: emparedado pela Prefeitura. Gustavo Basso/R7

A Prefeitura de São Paulo emparedou ao menos quatro imóveis tombados pelo Conpresp (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo), na região da antiga Cracolândia após operação do último dia 21. De acordo com especialistas ouvidos pelo R7, a operação é irregular. A Prefeitura nega que tenha havido ação ilícita.

Um dos locais emparedado é o hotel Cícero, na rua Helvétia, 96, esquina com a alameda Dino Bueno. A edificação, de estilo eclético datada de 1938, amanheceu no dia 23 de maio com tijolos de concreto em sua entrada principal, que dá acesso ao hotel, e também em portas secundárias, onde funcionam comércios independentes (uma padaria e uma mercearia).

A ação foi comandada pela Defesa Civil. Um adesivo do órgão foi fixado no local. Windsor Fernandes, contador do hotel-pensão, lembra do dia da ação:

— No mesmo dia da operação, vieram membros da Defesa Civil e uma arquiteta da Prefeitura, e todos disseram que o prédio poderia funcionar. Até que veio um senhor da Prefeitura Regional da Sé e mandou fechar.

O local foi fechado com pertences pessoais de moradores dentro: ainda ontem (6) era possível ver através das janelas roupas penduradas que nunca foram recuperadas.

Junto ao hotel Cícero, foram emparedados outras três edificações tombadas. Uma delas está na esquina oposta ao hotel, na alameda Dino Bueno, 95. as outras duas ficam na alameda Dino Bueno, 138, e na rua Helvétia, 120.

Documentos do Conpresp obtidos pela reportagem do R7 comprovam o tombamento de oito imóveis adjacentes à esquina da alameda Dino Bueno e rua Helvétia.

Ex-presidente do Conpresp e professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Nadia Somekh critica a ação:

— É uma ação totalmente irregular da Prefeitura e do governo do Estado.

Outros imóveis

Ela afirma ainda que outros imóveis não tombados também não poderiam ser modificados, pois estão no entorno da estação Júlio Prestes, onde há uma determinação de preservação de toda áreas a 300 metros do local.

No mesmo dia em que os quatro imóveis tombados foram emparedados, a Prefeitura iniciou a demolição de uma pensão na alameda Dino Bueno. A operação acabou cancelada após três pessoas que estavam no local ficarem feridas.

Representante do IAB (Instituto dos Arquitetos do Brasil) no Conpresp, Silvio Oksman reforça:

— Além dos próprios imóveis tombados, toda aquela região está na área envoltória da estação Júlio Prestes, do palácio Campos Elíseos e do largo Coração de Jesus. Nenhuma alteração pode ser feita em imóveis lá sem autorização prévia do Conpresp.

A área envoltória, diz o arquiteto, determina um perímetro ao redor de imóveis de maior relevância para a preservação do próprio entorno e da estrutura deste imóvel.

Em nota pública de repúdio às ações da Prefeitura na região da antiga Cracoândia, o IAB afirma que “Considerando o patrimônio cultural urbano e arquitetônico representativo da importância dos Campos Elísios na história da cidade, estas ações infringiram leis das esferas federal, estadual e municipal devendo então ser apuradas para averiguar a responsabilização devida”.

Estilo eclético

Segundo Nadia, os prédios da região são de estilo eclético do final do século 19 e início do 20, caracterizado sobretudo pela mistura de elementos neoclássicos com outros estilos arquitetônicos.

Ela afirma que o estilo está ligado com a mão de obra italiana que chegou a São Paulo nesse período e dominava técnicas de construção até então pouco aplicadas na cidade.

Para Oksman, mais importante que a arquitetura isolada de cada um dos prédios é o que representa o conjunto destes edifícios:

— São símbolos de um momento histórico da cidade representado pela imigração, desenvolvimento industrial e expansão da área urbana também representados pelo Campos Elíseos, que foi o primeiro bairro planejado da capital.

Multa e recuperação

Na próxima segunda-feira (12) os conselheiros do Conpresp se reúnem em audiência aberta na sede do órgão, no centro de São Paulo, para discutir os emparedamentos e a demolição empreendidos pela Prefeitura.

Caso as modificações feitas nas fachadas dos prédios tombados fossem realizadas por cidadãos comuns, as multas poderiam chegar a até 30 vezes o valor venal dos imóveis, em caso de desfiguração.

Oksman, no entanto, é contra a Penalização da prefeitura nestes termos.

— Um órgão público pagar uma multa a outro órgão público me parece um dinheiro que não é revertido. É preciso entender os imóveis tombados como bens culturais da cidade. Deste modo, o melhor seria que a prefeitura fizesse a recuperação desses imóveis como forma de ressarcir a população.

O conselheiro afirma que defenderá a “punição” da Prefeitura nestes termos.

Questionada, a Prefeitura afirmou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não se pode falar em irregularidades, pois só a próxima reunião do Conpresp, marcada para segunda-feira (12), definirá a se houve ou não qualquer falha dos agentes públicos.

Por Gustavo Basso

Fonte original da notícia: R7




Americana (SP) apresenta projeto de restauração da Igreja Matriz

Projeto de restauração da Igreja Matriz de Americana foi apresentado pela Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua. (Foto: Clayton Padovan)

A Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua , em Americana (SP), apresentou nesta sexta-feira (2) projeto de restauração da Igreja Matriz, que está estimado em R$ 2,2 milhões. O documento foi protocolado no Ministério da Cultura e agora depende de aprovação para ser viabilizado por meio da Lei Rouanet.

Para ajudar no projeto, no início deste ano, a Basílica lançou a campanha “Retratos da História”. Com a ajuda da população, a igreja conseguiu resgatar documentos que ajudaram na elaboração do trabalho de restauração do prédio de 1897.

Além da importância histórica, a restauração também resolverá problemas estruturais na igreja, que desde o ano passado está fechada.

Etapas

A análise no Ministério da Cultura deve demorar 90 dias, segundo a Basílica. Após a aprovação, a primeira fase das obras contemplará toda a parte estrutural.

Já a segunda etapa será voltada para as pinturas artísticas, o piso de ladrilho hidráulico e o paisagismo, mas ainda não há previsão de gastos.

Campanha

Em fevereiro, a Basílica Santuário Santo Antônio de Pádua lançou uma campanha para recuperar fotos antigas da Igreja Matriz de Americana. A iniciativa, chamada “Retratos da História”, pretendia resgatar documentos que ajudassem na elaboração do projeto de restauração do prédio histórico.

Na época, a arquiteta responsável pelo projeto técnico Juliana Binotti disse que as fotos iriam contribuir para o levantamento das características da primeira igreja do município, já que desde sua construção, ela passou por várias reformas. A última aconteceu em 1990.

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




Decreto tomba chaminé e galpão da antiga Sanbra em Presidente Prudente (SP)

Instalações da antiga Sanbra ficam na Vila Furquim, em Presidente Prudente. Foto: Minoru Monoe/Arquivo pessoal

O prefeito Nelson Bugalho (PTB) assinou nesta terça-feira (30) o decreto 28.025/201, que formaliza o tombamento das instalações da antiga Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra), localizadas na Vila Furquim, em Presidente Prudente. O documento permite que a chaminé e o galpão façam parte do patrimônio histórico de Presidente Prudente, no ano em que a cidade celebra o centenário de sua fundação.

O ato ocorreu no auditório do Centro Cultural Matarazzo, na Vila Marcondes.

O processo de tombamento foi iniciado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico (Comudephaat) e concretizado através da assinatura do decreto.

De acordo com o prefeito, o tombamento é uma forma de reconhecer o valor histórico e cultural do local. As instalações passam a ter proteção especial, inclusive nas áreas civil e criminal. Segundo ele, esse será um instrumento para que o Ministério Público auxilie o município, na recuperação do imóvel.

O decreto estabelece o tombamento das instalações particulares, que compreendem o galpão e a chaminé, devido à importância do local para a história do município. O prédio não poderá sofrer alterações.

As instalações da antiga Sanbra ficam às margens da linha férrea que corta a cidade. O local teve seu auge na década de 1940, no beneficiamento do algodão.

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente




Fósseis de 80 milhões de anos acendem preocupação com preservação de área de pesquisa em Presidente Prudente (SP)

Prefeitura determinou a identificação da dominialidade do imóvel onde ocorreu a descoberta, na zona sul da cidade.

Escavações encontraram fósseis em Presidente Prudente. Foto: Cedida/Secom

O prefeito Nelson Bugalho (PTB) determinou a identificação da dominialidade de uma área localizada na zona sul de Presidente Prudente, próximo ao Residencial Dahma 3, onde pesquisadores encontraram fósseis de aves estimados em 70 a 80 milhões de anos. Segundo o chefe do Executivo, a medida foi adotada para que seja garantida a preservação do sítio arqueológico e para que as escavações tenham continuidade.

Um dos integrantes da equipe internacional que realiza as pesquisas, o professor Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles, nos Estados Unidos, considerou os achados “como da maior importância para a ciência mundial, pois são raríssimos os vestígios de aves tão pequenas – semelhantes às atuais – e desse mesmo período histórico, de 70 a 80 milhões de anos”.

Fósseis foram descobertos em Presidente Prudente. Foto: Cedida/Secom

Presidente Prudente já tinha sido destaque em pesquisas paleontológicas em 2013, quando foram encontrados fragmentos de uma nova espécie de dinossauros – o Brasilotitan nemophagus – numa escavação conduzida pelo pesquisador brasileiro Willian Navas, do Museu de Paleontologia de Marília (SP), e que também acompanha a atual equipe de cientistas na cidade.

Navas explicou que realiza pesquisas há 12 anos na região de Presidente Prudente, inclusive nesse terreno, onde encontrou os primeiros fósseis de aves.

“Foi a partir da importância mundial dessas descobertas que nós organizamos esta equipe internacional, em que estão em Prudente paleontólogos da Costa Rica, México, África do Sul, EUA e Austrália”, contou.

Fósseis foram descobertos em Presidente Prudente. (Foto: Cedida/Secom)

As descobertas de fósseis do período Cretáceo na região de Presidente Prudente já geraram uma série de artigos nas principais revistas científicas internacionais.

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente