SP – Coleção do MASP é disponibilizada online no Google Arts & Culture


A plataforma, que reúne obras e histórias do mundo inteiro, contará com mais de mil itens disponibilizados pelo MASP.

(Divulgação/MASP)

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Obras como As meninas Cahen d’ Anvers (1881), de Pierre-Auguste Renoir, O lavrador de café (1934), de Candido Portinari, e até mesmo peças da coleção de arte pré-colombiana que ainda não foram expostas no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) já podem ser conferidas no Google Arts & Culture.

(Divulgação/MASP)

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A parceria, inaugurada ontem, inclui mais de mil itens do museu paulistano, acessáveis por linha do tempo, por cor ou por popularidade. Dentre as obras, seis coleções já estão na plataforma, que conta com 40 milhões de usuários únicos por ano e reúne obras e histórias do mundo inteiro.

(Divulgação/MASP)

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Além disso, 12 peças selecionadas pelos curadores do MASP estão disponíveis em realidade virtual (via o app Cardboard) e 20 itens foram digitalizados com tecnologia Art Camera, que capta detalhes dificilmente perceptíveis a olho nu. O objetivo do museu, que possui a coleção de arte europeia mais significativa do hemisfério sul, é que pessoas do país inteiro possam aproveitar o acervo. Escolas também poderão integrar o conteúdo em disciplinas.

(Divulgação/MASP)

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A coleção do MASP está disponível no site do Google Arts & Culture e também nos dispositivos móveis de tablet, Android e iOS. Outros museus parceiros do Google Arts & Culture são o Museé d’Orsay, em Paris, o Smithsonian National Museum of Natural History, em Washington (EUA), e o British Museum, em Londres.

Por Mariana Bruno

Fonte original da notícia: Casa Claudia




Sorocaba (SP) – Prédio do antigo Matadouro está abandonado


Há mato dentro e fora do matadouro, no teto e nas paredes, e faltam vidros e telhas - Emídio Marques

Há mato dentro e fora do matadouro, no teto e nas paredes, e faltam vidros e telhas – Emídio Marques

O prédio do antigo Matadouro Municipal está abandonado. Datada de 1928, a construção, localizada na rua Paes de Linhares, na zona norte, está tomada pelo matagal. Tem mato do lado de fora, de dentro, no teto e nas paredes. Pelo tamanho das árvores que se formaram junto à construção, é fácil perceber que a ausência de manutenção é antiga. O telhado já sofre com a falta de telhas em alguns pontos. Nas janelas e portas, com estrutura de ferro, não sobrou nenhum vidro — que também devem ter sido retirados há muito tempo. Os tijolos, que eram pintados de branco no passado e hoje estão à vista, sofrem o desgaste da ação do tempo e de anos sem reparos. A falta de cuidados da administração municipal com o prédio histórico pertencente à cidade chama a atenção por si só. Porém, soma-se a isso o fato de que a construção foi tombada pelo próprio município em 1996, pelo decreto 10.033, assinado em 28 de novembro daquele ano.

O texto do decreto, assinado pelo então prefeito Paulo Mendes, reforça que “a preservação de locais de valor histórico é dever do Poder Público”, com base no que diz o artigo 216 da Constituição Federal, visando, principalmente, a “preservação da identidade e da memória cultural da população”, isso de acordo com os artigos 150 e 151 da Lei Orgânica do Município. Na ocasião, a assinatura do decreto foi antecedida por uma resolução do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico, Turístico e Paisagístico de Sorocaba (CMDP), que num processo administrativo apontou estudos que comprovaram o valor histórico-cultural do antigo Matadouro Municipal. O prédio foi tombado com grau de preservação 2, o que significa a preservação parcial, apenas do exterior do edifício compreendendo a volumetria, fachadas, cobertura, áreas livres, ajardinamento e respectivos elementos ornamentais ou utilitários.

Montanhas de terra

A construção está instalada num terreno que hoje também abriga outros prédios, mais modernos, onde funcionam a base da Patrulha Escolar e a Escola de Formação da Guarda Civil Municipal. O acesso, para quem vem da rua, é aberto. O prédio histórico, entretanto, fica na parte mais baixa do terreno, próximo ao rio. No local também funciona uma espécie de base do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae), com máquinas fazendo a retirada de terra e empilhando esse material em montes bem próximos ao prédio, que acaba de completar 89 anos. A Secretaria de Comunicação e Eventos (Secom) confirma que o espaço é usado pela autarquia como depósito temporário de terra e entulho de manutenções e obras.

Só no papel

Desde a criação da Secretaria Municipal de Cultura (Secult), em 2004, algumas vezes a recuperação e utilização do prédio do Matadouro para atividades culturais foi cogitada. Num relatório elaborado no início de 2016, intitulado Histórico da Secretaria da Cultura de Sorocaba, referências ao local aparecem algumas vezes. Em abril de 2008, o documento aponta que naquele ano a pasta teria um orçamento de R$ 11,3 milhões — bem maior que os R$ 8,2 milhões do ano anterior. Diante disso, uma das prioridades seria revitalizar o antigo Matadouro Municipal de Sorocaba, transformando-o num espaço de cultura do município. O projeto não aconteceu. Porém, curiosamente, em dezembro de 2011 o então prefeito Vitor Lippi sancionou uma lei, proposta pelo então vereador José Crespo, para dar o nome de Monsenhor Ricardo Dias Neto ao Centro Cultural do prédio histórico do Matadouro Municipal. Já em fevereiro de 2012, o documento aponta o furto de muitas peças do acervo museológico da cidade — que eram mantidas num outro prédio no mesmo terreno. A Secult relata que, naquele momento, “o local não possuía segurança ou qualquer tipo de patrulhamento”.

Não há recursos

Em nota da Secom, a Prefeitura afirma que o prédio foi abandonado pela administração anterior, o que determinou a aceleração da sua degradação. Disse também que o prefeito José Crespo reconhece a importância histórica do prédio para Sorocaba e que teria determinado providências para a sua recuperação. No entanto, a mesma nota admite que no momento não há dotação orçamentária para recuperar o patrimônio histórico da cidade e que a Prefeitura estaria buscando soluções para a recuperação do prédio dentro das suas possibilidades financeiras e por meio de parcerias, até que a situação econômica melhore. O texto diz também que não é possível estimar os custos da restauração do matadouro, porque o processo é extremamente complexo. O prédio hoje, segundo a Secom, tem sua segurança feita pela Guarda Civil Municipal (GCM).

A Secom, em outra nota à imprensa, afirmou ontem à noite que uma reunião foi realizada na Câmara Municipal para tratar a intenção de doar a área do antigo matadouro, hoje de propriedade da Câmara Municipal, para a municipalidade, através de cessão específica à Guarda Civil Municipal, que já a utiliza para algumas de suas atividades. Disse ainda que a Secretaria de Segurança e Defesa Civil já possui um projeto para a instalação no local da Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização da Guarda Civil Municipal (Efae) da Região Metropolitana.

Fonte original da notícia: Jornal Cruzeiro do Sul




SP – Gestores do Masp criam fundo para estabilidade financeira


O objetivo é garantir a perpetuidade do museu, dono de um dos maiores acervos culturais do hemisfério Sul.

Masp: museu quer captar pelo menos R$ 40 milhões no prazo de três a cinco anos. (Benjamin Thompson/Wikimedia Commons)

Masp: museu quer captar pelo menos R$ 40 milhões no prazo de três a cinco anos. (Benjamin Thompson/Wikimedia Commons)

Depois de ser alvo nos últimos três anos de um choque de gestão que deu à instituição uma estrutura de empresa – com regras de governança, metas de desempenho e reorganização de dívidas -, o Museu de Arte de São Paulo (Masp) se prepara agora para ter um fundo “endowment” (que tem por finalidade dar sustentabilidade financeira a uma organização sem fins lucrativos).

O objetivo é garantir a perpetuidade do museu, dono de um dos maiores acervos culturais do Hemisfério Sul e que neste ano completa 70 anos.

A proposta será discutida no dia 3 de abril, em assembleia, pelos conselheiros da instituição. A estimativa, segundo Heitor Martins, diretor-presidente do Masp, é captar pelo menos R$ 40 milhões no prazo de três a cinco anos.

A estruturação do fundo está sendo coordenada por Alexandre Bertoldi, sócio-gestor do escritório Pinheiro Neto Advogados, e Jackson Schneider, executivo da Embraer. Os dois são diretores estatutários da atual gestão do Masp.

Segundo Martins, a ideia é que parte da futura rentabilidade desse fundo possa ajudar a bancar as despesas do Masp. Bertoldi explicou que qualquer pessoa – física ou jurídica – pode contribuir voluntariamente com esse fundo. Os gestores já deram início a uma série de encontros e eventos para angariar os recursos.

Parceria

Na semana passada, a diretoria do museu assinou uma carta de intenções com o gestor do Museum of Fine Arts Houston (MFAH), no Texas, Gary Tinterow. Esse museu privado administra um fundo de US$ 1,15 bilhão (orçamento de 2015) – o terceiro maior fundo “endowment” dos Estados Unidos. A ideia é estabelecer uma parceria artística e compartilhar práticas de boa governança na criação do fundo do museu brasileiro.

Tinterow está desde 2012 no MFAH e trabalhou por 28 anos no Metropolitan Museum of Art, em Nova York, que tem US$ 2,7 bilhões neste tipo de fundo.

Ao Estado, Tinterow explicou que os fundos “endowments” já estão consolidados na cultura americana e são importantes para garantir a sustentabilidade de organizações sem fins lucrativos, como museus, para futuras gerações.

Em países europeus e nos EUA, por exemplo, famílias costumam fazer doações para esse tipo de fundo, não como um investimento, mas com o intuito de garantir a manutenção do patrimônio cultural de um País. “É um movimento da iniciativa privada, mas que pode contar com apoio do setor público.”

A ideia é que os gestores utilizem apenas uma pequena parte da rentabilidade desse fundo para pagar despesas correntes do museu. O restante dos recursos para bancar o orçamento dessas instituições viria de bilheterias, restaurante e de outros tipos de captações.

Reestruturação

Desde 2014, o Masp tem passado por um choque de gestão para sanear suas pendências financeiras – um passivo de R$ 75 milhões – e tornar sua administração parecida como uma estrutura de uma grande corporação.

Empresários e executivos de grandes companhias, gestores de bancos e fundos fazem parte desse grupo de conselheiros – que soma 83, dos quais apenas três são indicações de instituição pública, explicou Lucas Pessôa, diretor de operações do Masp, egresso do mercado financeiro. Entre os participantes, há nomes como Alfredo Setubal, do Banco Itaú, Thilo Mannhardt, presidente do Grupo Ultra, e Antonio Bonchristiano, sócio do GP Investments.

Para 2017, o Masp tem um orçamento estimado em cerca de R$ 37 milhões. Nos últimos dois anos, captou cerca de R$ 30 milhões em recursos de pessoas físicas, sem incentivos fiscais. Também renegociou dívidas fiscais, bancárias e com fornecedores.

Em 2016, o museu atingiu a marca de 409 mil visitantes – a segunda maior de sua história, superada apenas em 2012, quando atraiu 556 mil visitantes. Para este ano, são esperados 450 mil visitantes.

“A importância dessas iniciativas é perpetuar o Masp e deixar uma herança cultural para o filho do meu filho e assim por diante”, disse Jackson Schneider, da Embraer, diretor estatutário do museu. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte original da notícia: Exame.com




MP apura abandono de prédio histórico no centro de Jacareí (SP)


Prédio histórico na famosa esquina dos 'Quatro Cantos' na região central de Jacareí. DJ/Imagem

Prédio histórico na famosa esquina dos ‘Quatro Cantos’ na região central de Jacareí. DJ/Imagem

O Ministério Público Estadual instaurou inquérito para apurar o suposto abandono de um prédio histórico situado na região central de Jacareí. O imóvel que pertence ao Governo do Estado se localiza na esquina das ruas Antônio Afonso e XV de Novembro, no chamado ‘Quatro Cantos’. O inquérito está sendo conduzido pelo promotor de Justiça da Cidadania, José Luiz Bednarski, e é motivado por uma denúncia do munícipe Fernando Romero Prado em 23 de novembro de 2016.

O imóvel já serviu como repartição pública, inclusive da Prefeitura de Jacareí, e está desocupado desde 2013. Em seu interior é possível observar móveis de escritório, armários de ferro e pastas de documentos ’em aparente desordem’, explica o munícipe, que passa diariamente pela rua como trajeto de seu local de trabalho.

Fernando Romero relatou ao Ministério Público que apesar de o portão principal que dá acesso ao prédio pela Rua Antônio Afonso, nº 325, permanecer trancado com cadeado, a porta de entrada e a janela ao lado estão apenas encostadas, “o que não evita a entrada de estranhos e usuários de drogas”, lamenta.

Fonte original da notícia: Diário de Jacareí




Justiça ordena recuperação da Vila Operária Fabril de Cubatão (SP)


Vila Operária Fabril.

Vila Operária Fabril.

Em Cubatão, importante pólo industrial da América Latina localizado no sopé da Serra do Mar, há um patrimônio industrial construído no inicio do século 20, a Vila Operária Fabril.

Este importante conjunto arquitetônico estava ameaçado de extinção, não fosse a intervenção do CONDEPAC – Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Cubatão. Segundo o presidente do órgão de defesa, o arquiteto Rubens Brito, o embate entre empresa responsável e o poder público se arrasta desde 2005.

Imóveis precisam de restauro urgente.

Imóveis precisam de restauro urgente.

Em 2012, ao assumir o conselho, Brito desenvolveu o início e a conclusão do Dossiê de Tombamento do Conjunto Cultural da Vila Fabril, decisão acordada em reunião entre o CONDEPAC e Ministério Público.

Em 2013, Preocupados com a gradativa destruição do conjunto arquitetônico em estilo art déco, o CONDEPAC entrou com representação junto ao Ministério Público de São Paulo e a Promotoria de Cubatão, solicitando a preservação urgente do bem, pois já havia o tombamento provisório.

No final de 2013, o Ministério Público homologou o Instrumento de Tutela Antecipada, o qual impedia a execução de obras de qualquer natureza na área objeto de tombamento, até que se garantisse a preservação integral da vila. Entretanto, até o final de 2016, a então prefeita de Cubatão, Márcia Rosa, não havia homologado a minuta de tombamento.

Agora, no inicio deste mês de março, o CONDECAP foi notificado sobre a decisão da Juíza de Direito, Drª Sheyla Romano dos Santos Moura, na qual considerou a ação procedente, devendo as empresas MD Papéis e Formilinter, proprietárias dos imóveis, recuperarem a igreja Nossa Senhora Aparecida (foto abaixo) e todos os demais imóveis da Vila Operária.

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Fonte original da notícia: São Paulo Antiga




Presidente Prudente (SP) – Após impasse na Justiça, Prefeitura estuda revitalizar chaminé da Sanbra


Anúncio foi feito pelo Executivo de Pres. Prudente na segunda-feira (13). Em ação de 2014, MPE afirmou que local possui valor histórico-cultural.

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Prefeitura de Presidente Prudente anunciou nea segunda-feira (13) que estuda assumir e revitalizar a chaminé e os galpões da antiga termoelétrica da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra) localizados na Vila Furquim, na zona leste da cidade. Em 2014, o local foi alvo de uma ação civil pública com diversos desdobramentos na Justiça.

Conforme o Poder Executivo, o prefeito Nelson Bugalho (PTB) e o secretário municipal de Cultura, Fábio Nougueira, visitaram o complexo para “avaliar as condições físicas do espaço e projetar o que pode ser feito no local”.

Ainda segundo a Prefeitura, a ideia não é apenas sugerir a preservação da estrutura por seu valor histórico, mas sim “urbanizar e transformar os galpões da Sanbra em um novo espaço de lazer e cultura para a população”.

Nesse espaço, o Executivo afirmou que é possível criar uma praça para acolher a população e sediar eventos turísticos e culturais, visando a transformar a área em um “atrativo turístico de Presidente Prudente”.

Contudo, a Prefeitura ressaltou que o primeiro passo para concretizar o projeto é proceder o tombamento da chaminé e dos galpões, que é de responsabilidade do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O Executivo salientou que o órgão “deverá ser procurado ainda nesta semana para dar início ao processo de tombamento”.

O G1 entrou em contato com a advogada Bruna Castelane Galindo, que representa a empresa Duarte e Marino Ltda., para pedir um posicionamento sobre a situação do empreendimento. Ela afirmou que entraria em contato com o representante da empresa e que daria uma resposta à reportagem. Contudo, até o momento desta publicação, não houve retorno.

Ação civil pública
O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a conservação da chaminé e dos galpões da Sanbra em fevereiro de 2014. A ação civil pública solicitou que fossem declarados “bens imóveis de valor histórico-cultural para a sociedade prudentina”.

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Sanbra foi instalada no município por volta dos anos 40 e tinha sua produção baseada no descaroçamento de algodão e posteriormente funcionou também como usina, para produção de energia para consumo próprio.

Segundo o MPE, junto com outras grandes indústrias, a termoelétrica “impulsionou o crescimento da cidade gerando diversos empregos diretos e indiretos, entretanto, com o declínio das atividades agrícolas em 1960, houve o enfraquecimento e a saída dessas grandes indústrias de beneficiamento, como foi o caso da Sanbra”.

Na área da antiga empresa, que fica às margens da ferrovia que corta a cidade, restaram edificações erguidas no meio do século passado, como barracões, o edifício que abrigava a termoelétrica e a chaminé de passagem da fumaça da usina.

Ainda em fevereiro de 2014, a Justiça proibiu qualquer intervenção na estrutura física da chaminé e dos galpões. Em julho do mesmo ano, foi marcada uma conciliação sobre o tombamento da área com o MPE e a Duarte e Marino Ltda., que detém o espaço.

Após a conciliação, no mês seguinte, a Justiça suspendeu por 30 dias o prazo do processo que buscava o tombamento e a preservação do patrimônio. Já em novembro de 2014, a Justiça considerou procedente a ação civil pública e declarou o valor histórico-cultural do local e impôs à Prefeitura a obrigação de iniciar os trâmites do tombamento em um prazo de 30 dias e concluí-lo em três meses.

Em diversos momento durante o trâmite na Justiça, o governo municipal frisou que, por se tratar de uma área particular, a administração pública não tinha “qualquer interesse em firmar compromisso sobre o assunto”, que deveria ser tratado com os proprietários do imóvel.

Em 2016, no âmbito da segunda instância, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou a ação do MPE improcedente.

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente




Restauro do Solar do Barão prevê centro de convenções em Campinas (SP)


Projeto abrange ainda construção de hotel, salas, restaurantes e clínicas. Prédio histórico abrigou por 75 anos campus da PUC-Campinas.

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

Foto ilustra como Campus Central ficará após a restauração. (Foto: DCOM/PUC-Campinas )

O projeto construtivo de um centro de convenções que funcionará no entorno do Solar do Barão de Itapura, na região central de Campinas (SP), foi apresentado nesta segunda-feira (13) ao prefeito Jonas Donizette (PSB). A medida faz parte das obras de restauro do prédio histórico que abrigou turmas de diversos cursos da PUC-Campinas por 75 anos.

O projeto começou com a restauração do solar. A etapa seguinte será a construção do centro de convenções para mais de 500 pessoas, um hotel e duas torres. Neste espaço haverá salas para reuniões, restaurantes, cafés e laboratório de análises clínicas.

Segundo a universidade, o empreendimento ficará no entorno do solar, de forma que esses espaços para negócios possam garantir a sustentabilidade do prédio histórico.

O projeto foi apresentado pelo arcebispo metropolitano de Campinas, Dom Airton José dos Santos e pela reitora da universidade, Angela de Mendonça Engelbrecht.

Segundo a Prefeitura, metade do empreendimento vai abrigar espaços públicos com praças interligadas, onde a população vai poder andar em ambiente de convivência. A expectativa é de que todo o complexo esteja implantado e em funcionamento em, no máximo, quatro anos.

História
O Solar do Barão de Itapura funcionou durante 75 anos como campus central da universidade, abrigou dezenas de cursos da PUC e mais de 180 mil profissionais se formaram em sua dependência.

O Solar é reconhecido como patrimônio histórico e cultural pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas (Condepacc) e Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephatt).

Fonte original da notícia: G1 Campinas e Região




Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto (SP) corre o risco de destombamento


O casarão Camilo de Mattos teve seu valor histórico questionado pelos herdeiros, que protocolaram um pedido de destombamento na Prefeitura; a Vivacidade pretende anular o processo por meio de ofício.

Foto: Carolina Simon

Foto: Carolina Simon

Construído em 1920 e tombado em 2008, o casarão Camilo de Mattos, um dos imóveis remanescentes da “Era do Café”, pode ter seu valor histórico anulado por meio de um pedido de destombamento protocolado pelos proprietários junto à Prefeitura.

Localizado na Rua Duque de Caxias, 625, em frente à Praça XV, na região central de Ribeirão Preto, o Palacete foi residência do ex-prefeito da cidade, Camilo de Mattos. Após o iminente processo de destombamento iniciado, a Vivacidade, entidade sem fins lucrativos que atua desde 1999 em defesa ao patrimônio da cidade, foi acionada e começou uma campanha em defesa do imóvel, que foi lançada no dia 1º de fevereiro, por meio de uma publicação na página da ONG no Facebook.

A nota emitida na rede social será protocolada como ofício no Gabinete do Prefeito para que o destombamento não ocorra. Na publicação, a Vivacidade convida mais instituições e pessoas para que assinem a carta junto com a ONG ou lancem suas próprias notas.

O presidente da instituição, Renato Vital, declara que irá protocolar o pedido contra o destombamento do Palacete ainda esta semana, e celebra a adesão expressiva do público à campanha. “Em pouco tempo tivemos mais de 40 mil visualizações e muitas assinaturas. Com o envolvimento da população e da mídia, é possível demonstrar ao Poder Público a importância de se preservar e pensar políticas públicas para a ocupação desses bens”.

Apesar de não ter informações sobre a identidade dos proprietários que realizaram o pedido de destombamento, Vital atesta que foram os herdeiros da família. O presidente da ONG sugere ainda que a motivação dos donos está ligada à especulação imobiliária, pois, segundo ele, geralmente quando acontece o tombamento, o imóvel se desvaloriza no mercado e os proprietários acabam recorrendo ao destombamento para conseguir vendê-lo.

“Este processo é recorrente no centro de Ribeirão Preto, derrubam imóveis históricos para construção de empreendimentos comerciais. Um exemplo é o prédio onde hoje é um banco na esquina da Rua Duque de Caxias com a Barão do Amazonas, em frente ao Marp, ali ficava o Palacete Inechi”, aponta Vital.

Ele também pondera que os proprietários têm todo o direito de questionar o tombamento, ou seja, o ato de atribuir valor histórico a um bem. Contudo, é de responsabilidade do Poder Público a preservação dos patrimônios da cidade, já que, em 2008, o  Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (Conppac) constatou que o imóvel tem importância histórica e arquitetônica. “O direito de propriedade do casarão é dos donos, porém a relevância histórica e arquitetônica do imóvel é bem comum da população, pois fazem parte da memória de Ribeirão Preto”, ressalta o presidente.

Quando a Prefeitura reconhece o tombamento de um imóvel, ela se torna responsável junto com o proprietário – pela preservação e restauro deste bem. Porém, no caso do casarão Camilo de Mattos, ele se encontra abandonado por ambas as partes. “A última intervenção foi o fechamento de portas e janelas de alvenaria para evitar a invasão do imóvel”, lembra Vital.

O desmanche do CONPPAC

Criado pela lei nº 7521 de 1996, o Conppac é o órgão, vinculado à Secretaria da Cultura, responsável pelos processos de tombamento, defesa e discussão sobre o patrimônio do município. Segundo Vital, atualmente o órgão está inativo e, por isso, as ações de defesa dos bens históricos do município estão fragilizadas. “O Conppac é formado por técnicos e estudiosos na área de patrimônio e sem ele as decisões podem ser tomadas sem o amparo de especialistas no tema”.

Em nota, a Vivacidade associa a possibilidade de destombamento do casarão Camilo de Mattos com o desmanche que o Conppac vem sofrendo por parte do Poder Público. “O Conppac está amordaçado e interrompido. Aproveitando esta paralização do Conselho, movimentos como esse, que deseja o destombamento e futura demolição do Palacete Camilo de Mattos, se travestem de progresso e modernização para atacar a preservação do Patrimônio de Ribeirão Preto em troca de dinheiro e mais dinheiro”, conclui.

Outro lado

A Prefeitura de Ribeirão Preto disse que a Divisão de Preservação de Patrimônio Histórico e Cultural de Ribeirão Preto entende que o Casarão é um bem de imenso valor cultural e manifesta-se pela manutenção do tombamento do imóvel. “Não somente pelos elementos arquitetônicos ecléticos, exemplares de um período histórico em que a cidade colhia os frutos econômicos de sua grande produção cafeeira”, afirma o documento enviado à reportagem do Portal Revide.

A Administração Municipal também informa que está em trâmite uma nova eleição para composição do novo Conppac, o que deve acontecer em março.

Por Jeziel Araújo

Fonte original da notícia: Revide




São Paulo (SP) – Masp comemora 70 anos com exposição sobre a Avenida Paulista


Cerca de 150 obras integram a mostra, entre fotos antigas e trabalhos realizados especialmente para a ocasião.

Imagem: Luiz Hossaka

Imagem: Luiz Hossaka

Em homenagem às 70 primaveras que o Masp, um dos principais museus da capital, completa em 2017, o espaço realiza uma exposição coletiva sobre nada mais, nada menos do que a Avenida Paulista.

Intitulada “Avenida Paulista”, a mostra abre ao público no dia 17 de fevereiro e tem visitação até 28 de maio. Lembrando que às quintas o horário do museu é estendido até às 20h (bilheteria até às 19h30) e às terças a entrada é Catraca Livre. Nos demais dias, é possível entrar no Masp até às 17h30 com ingressos a R$ 30 e R$ 15 a meia-entrada.

A exposição tem a avenida como eixo central, abordando suas dimensões históricas, sociais, econômicas, culturais e antropológicas. Foram contemplados 17 artistas contemporâneos que realizaram projetos específicos para a mostra, e outros 40 artistas que já retrataram a avenida em trabalhos passados, participando assim do núcleo iconográfico. No total, o público pode conferir cerca de 150 obras.

Além da paisagem, o cotidiano da avenida também ganha destaque na mostra com fotos de eventos que comumente ocupam o local – desde as manifestações políticas até a Parada do Orgulho LGBT -, tocando em questões como o direito à cidade, a população em situação de rua, a gentrificação e as questões de gênero e a sexualidade.

Sobre

Os artistas com projetos comissionados pelo museu são Ana Dias Batista, André Komatsu, Cinthia Marcelle, Daniel de Paula, Dora Longo Bahia, Graziela Kunsch, Ibã Huni Kuin com Bane e Mana Huni Kuin, Lais Myrrha, Luiz Roque, Marcelo Cidade, Marcius Galan, Mauro Restiffe, Renata Lucas e Rochelle Costi com Renato Firmino.

O núcleo iconográfico conta com trabalhos dos seguintes artistas: 3NÓS3, Agostinho Batista de Freitas, Antônio Moraes, autores desconhecidos, Carlos Fadon, CIA de Foto, Cildo Meireles, Cláudia Andujar, Cristiano Mascaro, Dulcinéia Aparecida Rocha, Edu Garcia, Eduardo Castanho, Enzo Ferrara, Ferreira Gullar, Guilherme Gaensly, Hans Gunter Flieg, Ivan Grilo, Ivo Justino, Juan Pérez Agirregoikoa, Juca Martins, Jules Martin, Kleide Teixeira, Lina Bo Bardi, Luis Carlos Santos, Luiz Hossaka, Luiz Paulo Baravelli, Márcia Alves, Maria Luiza Martinelli, Maurício Simonetti, Maximiliano Scola, Mick Carnicelli, Milton Cruz, Nair Benedicto, Nicolau Leite, Roberto Winter, Sérgio Bertoni, Sonia Guggisberg, Thomaz Farkas, Werner Haberkorn, William Zadig.

Fonte original da notícia: Catraca Livre




São Paulo (SP) – Quadro de Cézanne é restaurado pelo Masp


Regina Dias Moreira finalizou a restauração no último mês.

Regina Dias Moreira restaura o famoso quadro "Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola", de Cézanne. (Foto: Divulgação)

Regina Dias Moreira restaura o famoso quadro “Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola”, de Cézanne. (Foto: Divulgação)

Um dos tesouros do acervo do Masp, o quadro Paul Alexis Lê um Manuscrito a Zola começou a ser pintado pelo francês Paul Cézanne em 1869. Um ano depois, com o início da guerra franco-prussiana, o artista e seu amigo Émile Zola, consagrado escritor francês, precisaram deixar Paris. Por isso, o trabalho ficou inacabado. Entre os anos 1940 e 1950, a obra foi restaurada com um tipo de verniz que, com o passar do tempo, tornou a imagem amarelada e escura — nada semelhante à cena que Cézanne havia pincelado. No último mês, realizou-se na tela uma restauração minuciosa. Pelas mãos de Regina Dias Moreira (foto) e de uma equipe de físicos e historiadores, removeram-se as antigas intervenções e foi aplicada uma nova camada de verniz. Boa notícia: a pintura provavelmente nunca chegou tão perto da intenção original do seu autor.

Por Júlia Flamingo

Fonte original da notícia: Veja São Paulo