Monumento do Cristo da Barra, em Salvador (BA), é tombado pela prefeitura


Ato ocorreu na tarde desta quarta-feira (29), na capital baiana. Prefeitura ainda anunciou requalificação do ponto turístico.

Cristo da Barra foi tombado nesta quarta-feira, em Salvador. (Foto: Reprodução / TV Bahia)

Cristo da Barra foi tombado nesta quarta-feira, em Salvador. (Foto: Reprodução / TV Bahia)

O Monumento ao Cristo Nosso Senhor, no bairro da Barra, em Salvador, foi oficialmente tombado pela Prefeitura em cerimônia realizada na tarde desta quarta-feira (29), em homenagem aos 468 anos da cidade. Na ocasião, a administração municipal também autorizou a requalificação do monumento, que é um dos principais pontos turísticos da cidade.

Segundo a prefeitura, o tombamento do Cristo traz como um dos motivos o fato de o monumento público, assim como outros na cidade, carregar em si a simbologia de pertencimento, valores e memória de determinado lugar ou grupo social.

A estátua foi indicada por traduzir-se numa obra de caráter religioso, resguardando valores da cultura local. Outro argumento, segundo a prefeitura, está na proximidade do centenário de existência da obra.

O tombamento é a segunda ação da Lei de Preservação ao Patrimônio Cultural do Município, organizada por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM). A primeira ação da Lei de Preservação ao Patrimônio Cultural foi o tombamento do conjunto monumental do terreiro Hunkpame Savalu Vodun Zo Kwe, também conhecido como Vodun Zô, localizado no bairro da Liberdade.

Segundo a prefeitura, o próximo conjunto que deverá ser regido pela legislação municipal é a Pedra de Xangô, em Cajazeiras XI, previsto para o mês de abril.

A cerimônia de tombamento do Cristo, nesta quarta-feira, contou com a presença do prefeito ACM Neto, do secretário de Cultura e Turismo (Secult), Cláudio Tinoco, do presidente da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Fernando Guerreiro, da presidente da Fundação Mario Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, entre outras autoridades.

Requalificação
O projeto de requalificação ambiental do Morro do Cristo, na Barra, segundo a prefeitura, engloba tratamento dos acessos e valorização do monumento, principalmente após ação de tombamento municipal da estátua e das ações de requalificação urbanística e ambiental dos trechos de orla de Salvador. A intervenção compreende uma área de aproximadamente 500 m² e o investimento previsto é de R$1,2 milhão.

As ações no monumento contemplam nova alvenaria de contenção, implantação de piso e de iluminação cênica. Além do restauro da estátua do Cristo Salvador, será feita substituição do pedestal, que passará de granito preto para vidro, sem alterar as características do patrimônio a ser tombado, conforme a prefeitura.

O projeto contempla também a instalação de uma Praça das Bandeiras que poderá ser utilizada para realização de missas campais. Além disso, segundo a prefeitura, serão feitas melhorias no acesso, com instalação das placas atuais de concreto por granito, formando degraus ao longo da encosta. Será mantida ainda toda a vegetação existente, mas será feito plantio de novos coqueiros na localidade.

Fonte original da notícia: G1 BA




Esperantina (PI) – Abaixo-assinado quer impedir que painel de igreja seja tombado pelo Iphan


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O painel “Calvário de Cristo”, pintado pelo artista João Batista Bezerra da Cruz em Esperantina continua causando polêmica na região. Esta semana um abaixo-assinado começou a circular no município para recolher assinaturas contrárias a um possível tombamento do local pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iphan). Em 2015 o instituto realizou um parecer técnico da obra após a solicitação de preservação do painel mas até então, não se posicionou oficialmente sobre a possibilidade. A obra divide opiniões no município.

O pároco Evandro Alves da Silva divulgou durante missa na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança, o abaixo assinado. O texto, lido pelo padre, afirma: “buscamos sempre o melhor para o nosso aconchego no louvor a Deus e na escuta de sua palavra, pedimos humildemente nosso direito de continuar cuidando e preservando o nosso templo de oração, como nós, fieis acharmos melhor”.

Em contato com o Cidadeverde.com o padre explica que o documento é de cunho popular e não é encabeçado pela igreja. Segundo ele, há uma insatisfação dos fieis em relação ao painel. “Eu realmente falei sobre o abaixo assinado na igreja mas o documento tem cunho popular, não é encabeçado pela igreja. O povo que tem interesse em retirar o painel. Dependendo da quantidade de assinaturas ele deve ser remetido a nós e para outras entidades como o Ministério Público e o próprio Iphan”, explicou.

Em entrevista ao programa “Feito em Casa” da TV Cidade Verde, o padre afirmou que não existe um apoio geral da comunidade à manutenção do painel, por isso, houve uma decisão episcopal, tomada após conversa com o bispo Dom Juarez, de Parnaíba (PI), para que a obra seja preservada por enquanto até que se monte uma comissão na cidade para avaliar se o povo de Esperantina quer que o painel saia ou permaneça na igreja.

Cineas Santos, que é presidente do Conselho Estadual de Cultura afirmou que irá se manifestar oficialmente contra a destruição da obra.

Leia na íntegra o texto do abaixo assinado:

Os abaixo-assinados, Católicos, Apostólicos Romanos, fieis da Igreja de Nossa Senhora da Boa Esperança com sede na Praça Leônidas Melo, cidade de Esperantina-PI, solicitam as autoridades do IPHAN, Ministério Público e do Clero Diocesano, na pessoa do senhor Bispo, Dom Juarez Sousa da Silva e de nosso pároco, Padre, Evandro Alves da Silva, que não seja feita o TOMBAMENTO da nossa IGREJA DE NOSSA SENHORA DA BOA ESPERANÇA, pois, nós, católicos, filhos e filhas presentes e ausentes de Esperantina, sentimo-nos ameaçados de ter nossa Igreja Matriz de Nossa Senhora da Boa Esperança, tombada.

 Pela fé e amor que temos ao nosso templo religioso, desde a sua construção iniciada em 1908 e preservada até os dias de hoje, não aceitamos que nosso principal patrimônio autônomo que nos acolhe para a escuta da palavra seja tombado. 

Esta nossa casa de oração: Igreja Matriz, já passou por várias reformas: ampliação da torre, modificação na capela do santíssimo, troca de piso no altar, e até mudanças na sua estrutura original. 

E como buscamos sempre o melhor para o nosso aconchego no louvor a Deus e na escuta de sua palavra, pedimos humildemente nosso direito de continuar cuidando e preservando o nosso templo de oração, como nós, fieis acharmos melhor. 

Diante de tudo isto citado, e imbuídos de nosso sentimento de amor a nossa Igreja Matriz, clamamos as autoridades mencionadas anteriormente, para que sintam o que estamos sentindo, nos apoiem e intercedam para não ser tombado o principal templo que temos para professar a nossa crença nos cultos e celebrações da palavra e no banquete da eucaristia.

Esperançosos, subscrevemos-nos atenciosamente.

Por Rayldo Pereira

Fonte original da notícia: cidadeverde.com




RJ – Diretor do Inepac critica pedidos de tombamento esdrúxulos: de caveira do Bope ao surfe de peito


Marcus Monteiro | Divulgação

Marcus Monteiro | Divulgação

O historiador Marcus Monteiro acaba de assumir a direção-geral do Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac) e está impressionado com a quantidade de pedidos de tombamentos e registros de bens materiais e imateriais do Rio. Os projetos são enviados pela Alerj e, segundo Marcus, “são inconstitucionais”. Ele falou com Fernanda Pontes.

Por que os pedidos são inconstitucionais?

Porque o tombamento e o registro de bens materiais e imateriais são atos do executivo e não do legislativo. A Alerj não tem competência para tombar um bem histórico. Para fazer isso, é preciso pesquisar, resgatar imagens. Tem todo um trabalho por trás. Por exemplo, quando se faz o registro do samba carioca ou do prédio do Dops, no Centro, é necessária uma uma ampla pesquisa histórica.

Que tipos de projetos são apresentados pela Alerj? Dizem que há alguns pedidos sem sentido.

Agora, eu estou analisando o pedido de tombamento do surfe de peito, o famoso jacaré. Não tem como dar parecer favorável! É um esporte, seria como registrar basquete, vôlei, futebol…

Tem mais exemplos curiosos?

Tivemos um inacreditável. Querem o tombamento da farda preta e do símbolo da faca na caveira do Bope. Não é incrível?

Por Fernanda Pontes

Fonte original da notícia: Blog Gente Boa – O Globo




Secult-PE defere pedido de tombamento dos prédios da Fundaj


Casarão Delmiro Gouveia é um dos bens que serão analisados.

Casarão Delmiro Gouveia é um dos bens que serão analisados.

Cinco edificações que compõem o campus da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) em Apipucos, no Recife, estão agora sob regime de proteção estadual.

É o resultado do deferimento de uma solicitação formal apresentada à Secretaria Estadual de Cultura e à Fundarpe pelo atual presidente da Fundaj, Luiz Otávio de Melo Cavalcanti. Com o despacho favorável à sua tramitação, o pedido de tombamento segue para análise da Gerência de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe, à qual caberá realizar estudos e visitas técnicas.

Após esta fase, o pedido será enviado ao Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), órgão responsável pelo tombamento de edificações no âmbito estadual.

De acordo com a Lei 7970/79, que normatiza este processo em Pernambuco, fica assegurado aos bens em exame, até sua resolução final, o mesmo regime de preservação dos bens que já foram tombados.

Fonte original da notícia: Cultura PE




Nova proposta de tombamento é aprovada em Fernando de Noronha


Na proposta inicial a paisagem também seria tombada. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Na proposta inicial a paisagem também seria tombada. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Desde o ano passado o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tombou Fernando de Noronha em caráter provisório por completo, incluindo casas, prédios públicos e até a paisagem da ilha, como o Morro do Pico, as praias e o Morro Dois Irmãos. Os moradores não aprovaram a decisão do órgão e nesta terça-feira (21), o instituto apresentou uma nova proposta, com uma redução significativa de área, que foi aprovada pela comunidade.

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O novo projeto foi detalhado em uma oficina realizada no auditório da Escola Arquipélago. O Iphan quer fazer o tombamento dos seguintes imóveis: Palácio de São Miguel , Forte de Santana (o Forte dos Remédios e a Igreja já são tombados), Capela de São Pedro, Forte de Santo Antônio, Air France, Forte Nossa Senhora da Conceição, um Iglu do Bolbró, Forte do Boldró e Capela da Quixaba. Além dos monumentos a serem tombados, as áreas do entorno desses imóveis devem ser preservadas, conforme foto acima.

O Palácio São Miguel deve ser tombado. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

O Palácio São Miguel deve ser tombado. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Aos poucos, os moradores foram avaliando a proposta, a maioria aprovou o novo projeto. Mas a historiadora e moradora da ilha, Grazielle Rodrigues, fez algumas ressalvas. “Eu gostei da proposta, mas eu senti falta de áreas como Itaucable, Estrada Velha do Sueste e Basinha (da época dos americanos). Eu concordo que não se deve tombar Noronha por inteiro, mas senti falta de outros elementos”, falou a Grazielle.

Grazielle fez questionamentos da proposta. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Grazielle fez questionamentos da proposta. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Grazielle Rodrigues realiza um trabalho de resgate da história da ilha desde 1998. Ela criticou o fato da  discussão ser realizada sem a presença da historiadora Marieta Borges, que pesquisa o passado de Fernando de Noronha a mais de 40 anos. “Marieta tem um legado, eu sinto muita falta, é uma questão de respeito, eu queria que ela estivesse aqui “, disparou Grazielle.

Apesar dos questionamentos, o novo projeto de tombamento foi analisado e aprovado pelo Conselho Distrital. “É uma proposta viável que não engessa a vida da comunidade. Os integrantes do Conselho entenderam que o essencial foi tombado, esta proposta foi aprovada pela Casa”, falou o presidente do Conselho, Ailton Júnior.

Os moradores querem garantir os direitos. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

Os moradores querem garantir os direitos. (Foto: Ana Clara Marinho/TV Globo)

“A proposta é excelente, eu acho que todo mundo ganha. No projeto anterior a ilha inteira seria tombada, dificultando a gestão. Aprovando desta forma  teremos os bens que têm valor cultural garantido. Quanto aos imóveis históricos que não foram incluídos, isso não significa que se pode derrubar ou fazer o que quiser, é outra legislação. A Administração do Distrito vai analisar, e se for o caso,  nós contaremos com o apoio da Fundarpe (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco)”, afirmou a coordenadora de Ecoturismo da Administração da Ilha, Ângela Tribuzi.

Moradores, empresários e técnicos do Governo estiveram na reunião. (Foto: Ana Clara Marinho)

Moradores, empresários e técnicos do Governo estiveram na reunião. (Foto: Ana Clara Marinho)

A nova proposta foi elaborada atendendo a demanda da comunidade, foi bem discutida e debatida e agora vamos partir para o próximo passo. Vamos formatar de maneira mais técnica e passar para o relator do Conselho Consultivo do Iphan para encaminhamento. Se Deus quiser vamos apresentar na próxima reunião do Conselho, no mês de abril, para aprovação definitiva, desta forma sai o tombamento amplo e passa a vigorar a proposta que foi aprovada pela comunidade de Fernando de Noronha”, previu a superintendente regional do Iphan, Renata Borba (foto abaixo).

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Por

Fonte original da notícia: G1 – Viver Noronha




Presidente Prudente (SP) – Após impasse na Justiça, Prefeitura estuda revitalizar chaminé da Sanbra


Anúncio foi feito pelo Executivo de Pres. Prudente na segunda-feira (13). Em ação de 2014, MPE afirmou que local possui valor histórico-cultural.

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeitura estuda revitalizar a chaminé e os galpões. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Prefeitura de Presidente Prudente anunciou nea segunda-feira (13) que estuda assumir e revitalizar a chaminé e os galpões da antiga termoelétrica da Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (Sanbra) localizados na Vila Furquim, na zona leste da cidade. Em 2014, o local foi alvo de uma ação civil pública com diversos desdobramentos na Justiça.

Conforme o Poder Executivo, o prefeito Nelson Bugalho (PTB) e o secretário municipal de Cultura, Fábio Nougueira, visitaram o complexo para “avaliar as condições físicas do espaço e projetar o que pode ser feito no local”.

Ainda segundo a Prefeitura, a ideia não é apenas sugerir a preservação da estrutura por seu valor histórico, mas sim “urbanizar e transformar os galpões da Sanbra em um novo espaço de lazer e cultura para a população”.

Nesse espaço, o Executivo afirmou que é possível criar uma praça para acolher a população e sediar eventos turísticos e culturais, visando a transformar a área em um “atrativo turístico de Presidente Prudente”.

Contudo, a Prefeitura ressaltou que o primeiro passo para concretizar o projeto é proceder o tombamento da chaminé e dos galpões, que é de responsabilidade do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat). O Executivo salientou que o órgão “deverá ser procurado ainda nesta semana para dar início ao processo de tombamento”.

O G1 entrou em contato com a advogada Bruna Castelane Galindo, que representa a empresa Duarte e Marino Ltda., para pedir um posicionamento sobre a situação do empreendimento. Ela afirmou que entraria em contato com o representante da empresa e que daria uma resposta à reportagem. Contudo, até o momento desta publicação, não houve retorno.

Ação civil pública
O Ministério Público Estadual (MPE) pediu a conservação da chaminé e dos galpões da Sanbra em fevereiro de 2014. A ação civil pública solicitou que fossem declarados “bens imóveis de valor histórico-cultural para a sociedade prudentina”.

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

Prefeito visitou o complexo para avaliar as condições físicas do espaço. (Foto: Marcos Sanches/Prefeitura de Presidente Prudente/Cedida)

A Sanbra foi instalada no município por volta dos anos 40 e tinha sua produção baseada no descaroçamento de algodão e posteriormente funcionou também como usina, para produção de energia para consumo próprio.

Segundo o MPE, junto com outras grandes indústrias, a termoelétrica “impulsionou o crescimento da cidade gerando diversos empregos diretos e indiretos, entretanto, com o declínio das atividades agrícolas em 1960, houve o enfraquecimento e a saída dessas grandes indústrias de beneficiamento, como foi o caso da Sanbra”.

Na área da antiga empresa, que fica às margens da ferrovia que corta a cidade, restaram edificações erguidas no meio do século passado, como barracões, o edifício que abrigava a termoelétrica e a chaminé de passagem da fumaça da usina.

Ainda em fevereiro de 2014, a Justiça proibiu qualquer intervenção na estrutura física da chaminé e dos galpões. Em julho do mesmo ano, foi marcada uma conciliação sobre o tombamento da área com o MPE e a Duarte e Marino Ltda., que detém o espaço.

Após a conciliação, no mês seguinte, a Justiça suspendeu por 30 dias o prazo do processo que buscava o tombamento e a preservação do patrimônio. Já em novembro de 2014, a Justiça considerou procedente a ação civil pública e declarou o valor histórico-cultural do local e impôs à Prefeitura a obrigação de iniciar os trâmites do tombamento em um prazo de 30 dias e concluí-lo em três meses.

Em diversos momento durante o trâmite na Justiça, o governo municipal frisou que, por se tratar de uma área particular, a administração pública não tinha “qualquer interesse em firmar compromisso sobre o assunto”, que deveria ser tratado com os proprietários do imóvel.

Em 2016, no âmbito da segunda instância, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) julgou a ação do MPE improcedente.

Fonte original da notícia: G1 Presidente Prudente




Patrimônio Histórico de Ribeirão Preto (SP) corre o risco de destombamento


O casarão Camilo de Mattos teve seu valor histórico questionado pelos herdeiros, que protocolaram um pedido de destombamento na Prefeitura; a Vivacidade pretende anular o processo por meio de ofício.

Foto: Carolina Simon

Foto: Carolina Simon

Construído em 1920 e tombado em 2008, o casarão Camilo de Mattos, um dos imóveis remanescentes da “Era do Café”, pode ter seu valor histórico anulado por meio de um pedido de destombamento protocolado pelos proprietários junto à Prefeitura.

Localizado na Rua Duque de Caxias, 625, em frente à Praça XV, na região central de Ribeirão Preto, o Palacete foi residência do ex-prefeito da cidade, Camilo de Mattos. Após o iminente processo de destombamento iniciado, a Vivacidade, entidade sem fins lucrativos que atua desde 1999 em defesa ao patrimônio da cidade, foi acionada e começou uma campanha em defesa do imóvel, que foi lançada no dia 1º de fevereiro, por meio de uma publicação na página da ONG no Facebook.

A nota emitida na rede social será protocolada como ofício no Gabinete do Prefeito para que o destombamento não ocorra. Na publicação, a Vivacidade convida mais instituições e pessoas para que assinem a carta junto com a ONG ou lancem suas próprias notas.

O presidente da instituição, Renato Vital, declara que irá protocolar o pedido contra o destombamento do Palacete ainda esta semana, e celebra a adesão expressiva do público à campanha. “Em pouco tempo tivemos mais de 40 mil visualizações e muitas assinaturas. Com o envolvimento da população e da mídia, é possível demonstrar ao Poder Público a importância de se preservar e pensar políticas públicas para a ocupação desses bens”.

Apesar de não ter informações sobre a identidade dos proprietários que realizaram o pedido de destombamento, Vital atesta que foram os herdeiros da família. O presidente da ONG sugere ainda que a motivação dos donos está ligada à especulação imobiliária, pois, segundo ele, geralmente quando acontece o tombamento, o imóvel se desvaloriza no mercado e os proprietários acabam recorrendo ao destombamento para conseguir vendê-lo.

“Este processo é recorrente no centro de Ribeirão Preto, derrubam imóveis históricos para construção de empreendimentos comerciais. Um exemplo é o prédio onde hoje é um banco na esquina da Rua Duque de Caxias com a Barão do Amazonas, em frente ao Marp, ali ficava o Palacete Inechi”, aponta Vital.

Ele também pondera que os proprietários têm todo o direito de questionar o tombamento, ou seja, o ato de atribuir valor histórico a um bem. Contudo, é de responsabilidade do Poder Público a preservação dos patrimônios da cidade, já que, em 2008, o  Conselho de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural de Ribeirão Preto (Conppac) constatou que o imóvel tem importância histórica e arquitetônica. “O direito de propriedade do casarão é dos donos, porém a relevância histórica e arquitetônica do imóvel é bem comum da população, pois fazem parte da memória de Ribeirão Preto”, ressalta o presidente.

Quando a Prefeitura reconhece o tombamento de um imóvel, ela se torna responsável junto com o proprietário – pela preservação e restauro deste bem. Porém, no caso do casarão Camilo de Mattos, ele se encontra abandonado por ambas as partes. “A última intervenção foi o fechamento de portas e janelas de alvenaria para evitar a invasão do imóvel”, lembra Vital.

O desmanche do CONPPAC

Criado pela lei nº 7521 de 1996, o Conppac é o órgão, vinculado à Secretaria da Cultura, responsável pelos processos de tombamento, defesa e discussão sobre o patrimônio do município. Segundo Vital, atualmente o órgão está inativo e, por isso, as ações de defesa dos bens históricos do município estão fragilizadas. “O Conppac é formado por técnicos e estudiosos na área de patrimônio e sem ele as decisões podem ser tomadas sem o amparo de especialistas no tema”.

Em nota, a Vivacidade associa a possibilidade de destombamento do casarão Camilo de Mattos com o desmanche que o Conppac vem sofrendo por parte do Poder Público. “O Conppac está amordaçado e interrompido. Aproveitando esta paralização do Conselho, movimentos como esse, que deseja o destombamento e futura demolição do Palacete Camilo de Mattos, se travestem de progresso e modernização para atacar a preservação do Patrimônio de Ribeirão Preto em troca de dinheiro e mais dinheiro”, conclui.

Outro lado

A Prefeitura de Ribeirão Preto disse que a Divisão de Preservação de Patrimônio Histórico e Cultural de Ribeirão Preto entende que o Casarão é um bem de imenso valor cultural e manifesta-se pela manutenção do tombamento do imóvel. “Não somente pelos elementos arquitetônicos ecléticos, exemplares de um período histórico em que a cidade colhia os frutos econômicos de sua grande produção cafeeira”, afirma o documento enviado à reportagem do Portal Revide.

A Administração Municipal também informa que está em trâmite uma nova eleição para composição do novo Conppac, o que deve acontecer em março.

Por Jeziel Araújo

Fonte original da notícia: Revide




Novo Plano Diretor de Montenegro (RS) contemplará patrimônio histórico


Foto:Acom

Foto:Acom

Desde a demolição do antigo prédio do Armazém Licks, na Ramiro Barcelos, o Movimento de Preservação do Patrimônio Histórico de Montenegro (MPPHM) e a Prefeitura Municipal tem conversado sobre os detalhes que proporcionaram a demolição, e buscando soluções para que outros prédios listados como possíveis de tombamento, sejam protegidos.

Na tarde de segunda-feira ,23, por solicitação do Executivo, realizou-se reunião com a presença dos membros do MPPHM, representantes da Prefeitura e da Câmara Municipal de Vereadores. Reclamações a parte de ambos os lados, ficou definido que a Administração resgatará projeto de Lei do Tombamento para que seja avaliado e discutido adequações. Além disso, nos estudos referentes a alterações do Plano Diretor, será incluso artigos específicos referentes ao patrimônio histórico predial. Uma nova reunião foi agendada para o mês de fevereiro, dia 13/02, às 14 na Estação da Cultura, Espaço Braskem.

A prefeitura esteve representada pelo Secretário da SMOP, Edar Borges, pela Assessora especial da SMEC, Simone Becker e pelo Diretor do DIPAHC, Marcelo Mello. Pela Câmara Municipal compareceu o Vereador Cristiano Von Braatz (PMDB).

Fonte original da notícia: JPNews




Centro histórico de Perdões poderá se tornar patrimônio de Minas Gerais


Cidade possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência. Moradores querem preservação, mas se preocupam com futuro delas.

Casarões históricos de Perdões podem se tornar patrimônio do Estado. (Foto: Reprodução EPTV)

Casarões históricos de Perdões podem se tornar patrimônio do Estado. (Foto: Reprodução EPTV)

O Centro de Perdões (MG) pode se tornar, em breve, patrimônio protegido do Estado de Minas Gerais. O Conselho Estadual de Proteção abriu um processo de estudo para o tombamento do centro histórico do município, que possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência.

O que não falta é história nas construções que fazem parte do centro. O prédio onde hoje funciona o museu municipal e também uma rádio, já foi usado como fórum e até como a cadeia da cidade.

“É bem estranho, a gente chega aqui de manhã, o trabalho começa 5h, por saber que aqui já foi cadeia, a gente fica assim.. mas já acostumou também, já há 17 anos que a gente está trabalhando da emissora e pra gente é um privilégio estar trabalhando na memória da cidade, é um prédio que tem uma estrutura neoclássica, é um prédio muito bonito”, disse o radialista Rodrigo Fidélis.

Construções que, assim como na maioria das cidades, foram surgindo ao redor de igrejas. Uma delas fica no entorno da matriz do Senhor Bom Jesus de Perdões. Um prédio de 1790, que já passou por alterações, mas foi restaurado para recuperar as características originais.

Pelo menos duas décadas antes, os moradores viram surgir a igrejinha do Rosário. Na época, a então matriz de Perdões já chamava a atenção pelo estilo jesuítico.

“Nós tínhamos uma torre aqui na lateral da igreja, uma torre que determinava que essa igreja foi construída no estilo jesuítico, na última reforma descobrimos isso e todo mundo admira a igreja, todo mundo quer estar presente nela porque ela é pequenininha, aconchegante e isso nos faz querer participar dela, estar com ela”, disse o produtor cultural Bruno Costa.

Perdões possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência. (Foto: Reprodução EPTV)

Perdões possui casarões e até igrejas com mais de 200 anos de existência. (Foto: Reprodução EPTV)

Para proteger essas igrejas, os casarões e até imagens sacras, o município já fez um tombamento, em 2003, de 12 bens públicos e particulares. Mas agora o Conselho Estadual de Patrimônio Cultural (Conep) também está fazendo um estudo para avaliar a necessidade do tombamento pelo estado não só desses bens, mas de todo o centro histórico da cidade.

“O histórico percebeu que Perdões tem um acervo cultural muito grande e importante, e eles decidiram fazer esse estudo de um possível tombamento do centro histórico, o que para nós é muito importante, a gente fica muito feliz com essa notificação. O estado está reconhecendo que a cidade tem um valor histórico interessante”, disse o chefe de sessão do patrimônio histórico da cidade, Amauri Donizetti Leite.

A abertura desse estudo já foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais. Desde então, qualquer alteração nos bens tem que ser informada ao Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, o Iepha. Entre os moradores, o tombamento divide opiniões. “O Estado que tombou passa a ter direito na casa e os que são herdeiros como ficam?”, perguntou a aposentada Iracema Barbosa Pinheiro.

Quem já mora em uma dessas casas há pelo menos quatro gerações, quer manter a estrutura do mesmo jeito em que ela se encontra.

“Essa casa foi construída pelo meu bisavô, Coronel Joaquim Francisco, que era da Guarda Nacional de Dom Pedro II. Dele passou para minha avó, da minha avó passou para minhas tias e das minhas tias passou para mim, eu já sou a quarta geração que estou com a casa. A preservação é importante porque é a memória da cidade, um povo sem memória não existe”, define a aposentada Olinda Teixeira Macêdo.

Fonte original da notícia: G1 Sul de Minas




Centro Histórico de Grão Mogol (MG) é tombado pelo patrimônio estadual


Título encerra uma década de espera e torcida dos habitantes de um dos municípios mais antigos da Região Norte de Minas.

Iepha/MG - Divulgação

Iepha/MG – Divulgação

Depois de uma espera de 10 anos, os moradores de Grão Mogol, uma das cidades mais antigas do Norte do estado, veem o núcleo histórico local ser tombado pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep). Em reunião na terça-feira, na sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha), os conselheiros aprovaram o título por unanimidade, garantindo proteção para os bens do município, cuja primeira povoação surgiu no fim do século 18. Agora, já são 11 localidades mineiras com o tombamento estadual.

Durante a reunião, o secretário de estado da Cultura e presidente do Conep, Angelo Oswaldo, destacou a importância do tombamento do núcleo histórico para os mineiros. “Grão Mogol é uma significativa cidade histórica, com valores patrimoniais e culturais muito característicos da região mineradora, tornando-se um dos pontos importantes de exploração do diamante. O município desenvolveu um processo sociocultural de grande significado, que é reconhecido agora como patrimônio de todos os mineiros”, disse. Ele acrescentou que o reconhecimento do Centro Histórico de Grão Mogol como bem cultural de Minas “deve ser recebido com muita alegria por toda comunidade”.

Já a presidente do Iepha-MG, Michele Arroyo, ressaltou que a atuação do instituto no Norte de Minas contribuiu para o tombamento do Centro Histórico de Grão Mogol. “Nos últimos anos, o Iepha realizou um trabalho intenso em parceria com as comunidades locais e universidades, com o objetivo de pesquisar e compreender a região do Rio São Francisco como patrimônio cultural de Minas Gerais. O tombamento de Grão Mogol reafirma um momento do Iepha de olhar para a diversidade dos centros históricos que o estado tem”, disse. Ela observou que este contexto permite fortalecer o diálogo com o poder público em relação à preservação do patrimônio cultural da cidade.

Preservação
O tombamento de Grão Mogol entusiasmou o secretário municipal de Cultura de Grão Mogol, Rogério Augusto Reis Figueiredo. “A cidade foi tombada pelo município, há dois anos, e agora ganha mais esta proteção. É muito importante para preservar os monumentos que contam nossa história e impedir a descaracterização. Há muitos prédios em ruínas e acreditamos que o tombamento, além de dar mais visibilidade a nossa cidade, poderá trazer recursos para a restauração”, disse.

Com 17 mil habitantes e 167 anos como cidade, embora seja dos tempos coloniais, Grão Mogol tem com um dos principais monumentos a Matriz de Santo Antônio, toda construída em pedra. Rogério chama a atenção, e faz o convite, para que todos visitem o presépio da cidade, “o maior existente ao ar livre”, localizado no sopé de uma serra e com as imagens também de pedra. Além do interesse do Iepha, ele destaca a participação decisiva do promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, ex-coordenador da Promotoria Estadual de Justiça de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC) e hoje atuando na comarca de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Membro do Conep, o professor da Universidade de Montes Claros, Denilson Meireles, ressalta a relevância dos trabalhos realizados pelo Iepha na Região Norte. Para ele, a região recebe merecido reconhecimento do estado. “O inventário cultural do Rio São Francisco, produzido pela equipe do Iepha, somado ao tombamento do Centro Histórico de Grão Mogol, demonstra o quanto o Norte de Minas contribui com a sua diversidade para o fortalecimento da cultura mineira”, disse o professor.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: em.com.br