No dia dos museus, UNESCO lançou versão em português de orientações sobre diversidade dessas instituições

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) disponibilizou em 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, a versão em português de suas recomendações sobre a proteção e promoção dessas instituições. Publicação aborda diversidade de acervos e o papel desses equipamentos culturais na sociedade. Documento está disponível gratuitamente em meio online.

Manual aborda temas como promoção e proteção do patrimônio, diversidade cultural, conhecimento científico, políticas educacionais, educação continuada, coesão social, indústrias criativas e economia do turismo.

As orientações da UNESCO foram aprovadas durante a 38ª sessão da Conferência Geral do organismo das Nações Unidas, em novembro de 2015. Acesse a tradução clicando aqui.

Fonte original da notícia: ONU BR




Depois de 20 anos, Lapa (PR) quer que trem de turismo volte a circular na cidade

O Projeto “Museu Dinâmico da Ferrovia” quer resgatar a memória histórica e cultural ligada ao Trem da Lapa. Objetivo é fomentar o turismo.

Público acompanha a chegada de uma maria-fumaça à Lapa, nos anos 1980. Foto: Arquivo Prefeitura da Lapa

Já faz 20 anos que a cidade da Lapa ouviu pela última vez o apito de um trem de passageiros. Cortando a cidade, os velhos trilhos da ferrovia inaugurada no final do século XIX passaram a conduzir apenas as cargas que chegam e saem pelo Porto de Paranaguá. Mas a vontade de trazer de volta aquele velho assovio permaneceu pulsando na memória de muitos moradores e no coração de um grupo de apaixonados pela linha férrea.

Agora, a Prefeitura da Lapa tem um plano sólido para devolver à Lapa o encanto das composições que carregam passageiros. Nesta terça-feira (27), a administração municipal vai apresentar à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) o projeto do Museu Dinâmico da Ferrovia. Trata-se de uma iniciativa para incentivar a preservação da memória ferroviária local.

De acordo com Márcio Assad, diretor de turismo, comunicação e eventos da cidade, o projeto vai utilizar a primeira locomotiva a vapor a ter circulado no Paraná. Trata-se da maria-fumaça nº 11. Produzida em 1883, durante anos ela ficou exposta no Shopping Estação, em Curitiba. Restaurada pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, a Maria Fumaça está pronta para voltar a rodar. Além dela, a composição terá, a princípio, dois carros de passageiros. Um terceiro carro também está nos planos.

O projeto

Segundo Assad, 5 mil alunos de várias regiões do Paraná visitaram o Centro de Memória Ferroviária da Lapa. Funcionando na estação central da cidade, o centro lembra a importância histórica e cultural da ferrovia. Por isso, o foco inicial do museu dinâmico será no turismo didático-pedagógico. “Às quartas-feiras, a composição vai levar os estudantes que visitam a Lapa. Antes de embarcar, eles receberão toda a informação cultural sobre a ferrovia. Então embarcam no trem, fazem um trecho até outra estação e voltam.”

Para o diretor, essa é uma maneira de fortalecer um nicho do turismo local que já está consolidado. Como a Lapa é uma das cidades históricas mais bem preservadas do Estado, ela naturalmente atrai o interesse de grupos escolares. Mas os adultos também terão a chance de aproveitar o trem. Aos sábados e domingos, o passeio se repete, dessa vez aberto ao público em geral.

Preservação da cultura

Maria-fumaça parada ao lado da estação da Lapa. Foto: Arquivo Prefeitura da Lapa

Todo o projeto está alinhado à resolução 359, da ANTT, publicada em 2003. O documento prevê “a prestação de serviços de transporte ferroviário de passageiros de finalidade turística, histórico-cultural e comemorativa”, por entidades públicas ou privadas. Mas é preciso que a própria ANTT autorize o serviço. Por isso representantes da Lapa estão indo a Brasília.

Na bagagem, a direção de turismo do município está levando moções de apoio de diversas instituições. Entre elas estão o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Instituto Histórico e Geográfico do Paraná (IHGPR) e a Paraná Turismo (PRTur) – autarquia da Secretaria de Estado do Transporte e Turismo.

Para Assad, a comoção se deve à ligação emocional entre as pessoas e a ferrovia. “Estamos em uma região que abrange  mais de 3,5 milhões de pessoas. Esse projeto tem todo um apelo cultural, a locomotiva exerce um fascínio nas pessoas. Há muitas crianças e até adultos que nunca andaram de trem e que, agora, poderão experimentar.”

Investimentos

Tanto a maria-fumaça quanto os carros de passageiros da composição que deverá circular na Lapa são doações para o município. Também foi por meio de doação que o município conseguiu uma locomotiva a diesel para ser instalada na outra ponta da composição. “Sempre que você coloca um trem histórico na linha, é preciso ter um trem moderno para rebocá-lo em caso de pane. Então a própria composição do trem já é um museu. Em uma ponta vai estar o começo da história e na outra o trem moderno. Só isso já é curioso”, diz Assad.

Ele afirma que o Museu Dinâmico da Ferrovia é financeiramente autossustentável. O município não está, portanto, pleiteando recursos financeiros. A ideia é que o museu seja subsidiado pelos bilhetes comprados pelo público. Segundo estimativa da direção de turismo, eles custarão no máximo R$ 15 por pessoa nos passeios feitos para os estudantes e no máximo R$ 30 aos finais de semana. “No tempo da maria-fumaça a demanda era tão grande que as pessoas pegavam uma senha na quarta para comprar a passagem na sexta”, conta Assad.

Ele opina que, se a procura for igualmente grande com o novo projeto, o museu tem tudo para ser um sucesso. “O foco é excelente para a Lapa, extraordinário para o Paraná e cria uma condição muito especial de turismo. Também é uma forma de entendermos como o Brasil poderia ter sido se a ferrovia fosse uma prioridade.”

Por Carolina Werneck

Fonte original da notícia: Gazeta do Povo (Viver Bem – Turismo)




As Machu Picchu que você não conhece

Nem as ruínas que são Patrimônio da Humanidade são únicas no Peru nem os incas fizeram tudo ali. O país andino põe em evidência outras construções para diversificar o turismo. Aqui vão três das melhores.

Vistas da cidadela de Choquequirao. Shutterstock

Há dois erros recorrentes entre os viajantes ao Peru. Acreditar que Machu Picchu é única. E confundir a história pré-colombiana do Peru com a dos incas. O império inca durou 100 anos, de 1438 até 1532, quando Pizarro prendeu Atahualpa em Cajamarca. Impossível em tão curto período de tempo aprender e desenvolver semelhantes técnicas construtivas, agrícolas e de organização territorial como demonstraram os quéchuas. Na realidade os incas só foram a ponta de um iceberg de mais de 5.000 anos de história nos quais sucessivos povos, dos paracas aos huaris, passando pelos mochicas, os chancas e os chimus foram acumulando conhecimento e sabedoria para domesticar um território tão vasto. Os incas herdaram esses conhecimentos e os melhoraram, mas digamos que o copyright não é completamente seu. Por isso há muitas machupicchus no Peru e nem todas feitas pelos incas. Estes são três sítios arqueológicos de suma importância que você também deveria conhecer:

Kuelap

Muralha da cidadela de Kuelap. Shutterstock

Em março do ano passado o presidente Pedro Pablo Kuczynski inaugurou o primeiro teleférico do país. A infraestrutura – de 26 gôndolas – permite aos visitantes terem acesso em 20 minutos à cidadela de Kuelap, poupando-os de uma viagem de 32 quilômetros por estradas de chão que durava 90 minutos. Kuelap é a maior cidade conhecida da cultura chachapoyas, um povo que floresceu no alto da selva no que hoje é o departamento do Amazonas, entre o século VIII e o XVI. Ou seja, muito antes de os incas aparecerem. Foram grandes mestres da pedra e ergueram em uma colina alongada a 3.000 metros de altitude, no vale do rio Utcubamba, afluente do Amazonas, a incrível cidade-fortaleza de Kuelap. Logo na chegada impressiona a muralha de paralelepípedos de pedra calcária que rodeia todo o conjunto. Tem 20 metros de altura e se encontra em bom estado de conservação. Três estreitas passagens, pelas quais os soldados de um hipotético exército atacante teriam que passar de um em um, dão acesso ao interior.

Restos de moradias circulares da cidadela de Kuelap.

Ali se estendem as estruturas de mais de 500 moradias circulares, além de torreões, observatórios astronômicos, restos de residências de sacerdotes e nobres e o templo Mayor, em forma de cone truncado e invertido. Kuelap esteve tomada pela selva até 1843, quando um funcionário enviado de Lima se deu conta de que aquela montanha de pedras era uma construção feita pelo ser humano.

Choquequirao

Choquequirao em quéchua significa “berço de oro”. Shutterstock

É chamada de irmã de Machu Picchu, e de fato não está muito longe dela. É de origem inca e se eleva em outra montanha selvática do departamento de Cusco, a 169 quilômetros da capital. Choquequirao, que em quéchua significa “berço de ouro”, foi um centro cultural e religioso. Provavelmente mais importante que Machu Picchu, só que esta última está agora escavada, acessível e colocada em evidência, enquanto que muitos segredos de Choquequirao estão ainda debaixo do mato. E mais importante ainda: não há estrada para chegar a ela: o único jeito é a pé ou em mula, totalizando 63 quilômetros (entre ida e volta) desde a aldeia de Cachora, um povoadinho colonial de casas de adobe na bacia do rio Apurimac. Essa inacessibilidade tem mantido Choquequirao à margem do frenesi do turismo e faz de sua visita uma verdadeira aventura, só para viajantes com ganas de sair de roteiros batidos. Funcionou como uma espécie de posto avançado entre a selva amazônica e a capital do império, Cusco.

É considerada também um dos últimos bastiões de resistência dos fiéis a Manco Inca quando os espanhóis sitiaram e tomaram Cusco em 1535. Restam evidências de lugares de culto, do complexo sistema de irrigação, de moradias para seus quase 10.000 habitantes e, como em Machu Picchu, dos patamares que serviam para cultivo e como suporte das edificações.

Chavín de Huantar

Templo Mayor de Chavín de Huantar. Shutterstock

Mil duzentos anos antes de Cristo – contemporânea, portanto, da Babilônia assíria e do Egito faraônico – cresceu nos Andes peruanos uma civilização considerada a mãe de todas as demais: Chavín. Seu poder se estendia de Lambayeque ao norte até Ayacucho e Ica, no sul (um território de mais de 1.500 quilômetros de longitude).

As ruínas do que foi sua capital podem ser visitadas ainda nas proximidades de Chavín de Huantar, um povoado encantador da província de Huari, departamento de Áncash, na vertente leste da cordilheira Branca dos Andes, a 86 quilômetros de Huaraz. Para chegar lá é preciso percorrer a passagem de Kahuish, o segundo túnel de montanha mais alto do mundo, situado a 4.516 metros de altitude. O sítio arqueológico não é tão espetacular como Kuelap ou Choquequirao, mas o que impressiona é sua idade e a qualidade das estruturas. Observa-se muito bem a grande praça principal do conjunto e boa parte do templo Mayor, além de outras edificações menores.

O Lanzón, ídolo talhado em pedra no interior de Chavín. Shutterstock

Ao escavarem o templo Mayor apareceu um ídolo de cinco metros de altura talhado em pedra – o Lanzón – que depois de terminados os trabalhos foi deixado no mesmo lugar em que seus construtores o colocaram há mais de 3.200 anos. Chavín de Huantar não foi erguida em um vale de terras férteis, por isso se acredita que teve uma função de centro cerimonial e de peregrinação. Outra visita imperdível a esse outro Peru arqueológico que vai além de Machu Picchu e dos incas.

Por Paco Nadal

Fonte original da notícia: El País




Exposição com cartas de D. Pedro II no Museu Imperial deve alavancar turismo em Petrópolis (RJ)

Ministro Sérgio Sá Leitão participou da abertura da exposição Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II, que traz cinco cartas escritas pelo ex-imperador. Fotos: Janine Moraes/Ascom MinC

O acervo de cerca de 300 mil itens do Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), ganhou ainda mais relevância com a inauguração, nesta segunda-feira (4), da exposição Missivas Imperiais: cartas de Dom Pedro II. São cinco correspondências originais do último imperador brasileiro, que agora integram o museu, que é referência nacional sobre informações do período monárquico.

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, participou da cerimônia de abertura da exposição e anunciou programação cultural para a cidade fluminense a partir de 2018, em comemoração aos 200 da Independência nacional, a serem completados em 2022. As atividades serão anunciadas em breve e terão como epicentro o Museu Imperial e, consequentemente, a cidade de Petrópolis.

O Museu Imperial é responsável por trazer, todos os anos, milhares de visitantes à cidade serrana, incrementando o turismo e economia locais. Em 2016, a instituição registrou mais de 367 mil visitantes, recorde entre os 30 museus administrados diretamente pelo Instituto Brasileiro de Museu (Ibram), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).

“Este será mais um atrativo para o museu e para aqueles interessados em visitar ou revisitar o espaço”, declarou o ministro, ao citar o Museu Imperial como a instituição federal mais visitada do País. “As cartas são muito significativas da personalidade, preocupações e até do gosto cultural e artístico de Dom Pedro II e constituem um reforço importante ao acervo”, destacou.

O diretor do Museu Imperial, Maurício Ferreira, explicou que uma das cartas completa um ciclo de correspondências entre o imperador Dom Pedro II e o escritor Sully Prudhomme, primeiro ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. Em 1890, Dom Pedro leu em um jornal literário o poema Ato de Felicidade e enviou ao poeta francês uma carta solicitando o poema. A carta de resposta ao imperador já estava no Museu Imperial desde 1948. Agora, a correspondência de solicitação de Dom Pedro II também integra o acervo.

As correspondências doadas ao Museu foram um presente do presidente da Rússia, Vladimir Putin, ao presidente da República, Michel Temer, durante visita oficial ao país europeu em junho deste ano.

Durante a visita ao Museu, o ministro e demais convidados assistiram à apresentação da artista Rosana Lanzellote, que tocou a Sonata K 141, de Domenico Scarlatti, na espineta – instrumento produzido em 1785 e pertencente ao acervo do museu. O museu tem como sede o antigo Palácio Imperial de Petrópolis, residência de verão do imperador de 1849 a 1889. Ao redor do museu se desenvolveu a cidade fluminense.

Também participaram da cerimônia o presidente do Ibram, Marcelo Araújo, o membro da família imperial Dom Manuel de Orleans e Bragança, o prefeito de Petrópolis, Bernardo Rossi, e a deputada Federal Cristiane Brasil.

Fonte original da notícia: Ministério da Cultura




Brasília (DF) é reconhecida pela Unesco como ‘cidade criativa’ pelo design

Paraty (RJ) e João Pessoa (PB) também receberam título. Rede é formada por 116 cidades do mundo que compartilham estratégias, experiências e conhecimentos sobre indústria cultural.

Cofundadora do Experimente Brasília, Tatiana Petra, de 40 anos mostra camiseta com tema relacionado à cidade. Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

A Unesco anunciou nesta terça-feira (31) Brasília como uma das novas integrantes da Rede de Cidades Criativas, reconhecida como capital criativa do design. O título ocorre no mesmo ano em que a capital do país celebra três décadas como patrimônio cultural da humanidade. As cidades de Paraty (RJ) e João Pessoa (PB) também foram contempladas, nas categorias gastronomia e artesanato respectivamente.

“Acho que muda um pouco a dinâmica na questão da economia criativa e do turismo na cidade. Brasília tem um potencial enorme na vertente da economia criativa”, disse a subsecretária de Produtos e Políticas de Turismo, Caetana Franarim.

“Já vem sendo feito muitos investimentos, principalmente de governo, para este setor. Brasília tem um histórico na arquitetura que merecia ser chancelado por um órgão internacional”, completou.

O gesto da Unesco, no entanto, não significa que o Distrito Federal passe a receber verba da Organização das Nações Unidas para reforçar atividades culturais. É apenas um reconhecimento da capital federal como um polo de “design criativo”.

Vista aérea da parte central de Brasília, mostrando o início da Asa Sul. Foto: Raquel Morais/G1

Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas é composta por 116 cidades de 54 países que atuam em cooperação para aprimorar as estratégias de desenvolvimento por meio de sete pilares da indústria criativa e cultural. Além do design, há também artesanato e artes folclóricas, gastronomia, cinema, literaturas, artes midiáticas e música.

No Brasil, cinco cidades fazem parte da rede – sendo Belém e Florianópolis em gastronomia, Curitiba em design, Salvador em música e Santos no cinema. Na categoria design, estão incluídos setores como arquitetura, decoração, moda, arte de rua e design gráfico.

Ao ser aceita na rede, Brasília assume o compromisso de compartilhar boas práticas com outras cidades, firmar parcerias que fortaleçam atividades culturais e integrar estes fatores nos planos de desenvolvimento urbano.

Também deverá ampliar os investimentos em criação, produção e distribuição de atividades culturais, bem como o acesso à arte pela população mais desassistida.

Produtos de design expostos durante coletiva de imprensa no Buriti. Foto: Luiza Garonce/G1

A participação na rede também permite que Brasília “troque figurinhas” com outras cidades que tiveram experiências positivas na área.

Por Raquel Morais

Fonte original da notícia: G1 DF




Época dourada: descubra os belos conjuntos arquitetônicos de Congonhas (MG)

Famosa por fazer parte do Ciclo de Ouro, a cidade desperta a curiosidade de visitantes, além de ser casa das obras de Aleijadinho.

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, com as imagens dos profetas, é um dos mais visitados. Foto: Wellerson Athaydes/Divulgação.

O nome Congonhas vem do tipo de vegetação encontrada nos campos, uma planta que os índios chamavam Congõi, que, em tupi, significa “o que sustenta”, “o que alimenta”. Situada em um vale e rodeada de montanhas, a cidade alimenta a alma dos que desejam reviver uma época dourada. Pepitas de ouro do tamanho de batatas fizeram a fama do lugar, na era do Ciclo de Ouro.

Congonhas é também bastante procurada por suas festas religiosas, que reúnem mais fiéis a cada ano durante as romarias. Quem visita a cidade, além de se encantar com a beleza histórica, pode saciar o apetite com a deliciosa comida típica mineira. Essa cidade é considerada perfeita para o turismo e lazer, porque reúne arte, história, culinária e beleza num só lugar.

Foi nessa cidade que Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, esculpiu, em pedra sabão, as famosas imagens dos 12 profetas em tamanho real, visitadas anualmente por milhares de turistas de toda parte do mundo. Pela proximidade de Brasília, é um destino que dá para ir num fim de semana.

As imagens erguidas no espaço frente à basílica representam a Vila Sacra . Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press.

As belas imagens ficam no adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Seis capelas que compõem o Jardim dos Passos, em frente à basílica, representam a via Sacra, com belíssimas imagens esculpidas em cedro também por esse grande artista barroco. Em 1985, todo esse conjunto foi tombado pela Unesco e transformado em patrimônio cultural da humanidade.

Peregrinação e arte

Antes de ser a “Cidade dos Profetas”, Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação. Todo ano, o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições. São aproximadamente 5 milhões de peregrinos que visitam Congonhas entre 7 e 14 de setembro, período em que é comemorado no município o jubileu do Senhor Bom Jesus do Matosinhos.

O município tem como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica, com destaque para a mina de Casa de Pedra — Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Mina da Fábrica, antiga Ferteco Mineração S/A — hoje incorporada à Vale — e  a Mina Viga, que atualmente pertence à Ferrous, e à Gerdau Açominas.

Os principais atrativos do município são a Basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Romaria, Igreja de Nossa Senhora da Conceição, Igreja do Rosário, museu da Imagem e Memória e o Parque da Cachoeira.

O museu, inaugurado em 2015, tem obras sacras e barrocas . Foto: Leo Lara/Iphan

Construído para potencializar a percepção e a interpretação das múltiplas dimensões do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, sítio histórico que, desde 1985, detém o título de patrimônio mundial, o Museu de Congonhas abriga importantes acervos que tratam das manifestações da fé no passado e no presente, como a coleção Márcia de Moura Castro, formada por ex-votos e santos de devoção; a coleção de livros do Fábio França, que é referência no Brasil sobre o barroco, a arte e a fé; além das réplicas e cópias de segurança dos profetas de Aleijadinho.

A instituição também promove um programa intenso de exposições temporárias. Ano passado, por exemplo, a mostra Agridoce, do artista Haroon Gunn Salie – que estabelecia uma relação da tragédia de Bento Rodrigues, em Mariana, com a realidade mineradora de Congonhas, foi escolhida pela crítica especializada como uma das melhores apresentadas no Brasil.

O espaço, inaugurado em 2015, fruto da parceria entre a Prefeitura de Congonhas, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco no Brasil) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tem, ainda, forte atuação cultural. Em sua programação constam apresentações artísticas, como espetáculos musicais, de dança, teatrais.

Também se tornou um espaço para a produção de conhecimento, com a realização de conferências, seminários, oficinas e cursos diversos. Estudantes da região de Congonhas e de instituições de todo o país têm visitado o espaço diariamente para desenvolver projetos de extensão da sala de aula. Também se qualificou como um roteiro imperdível para os turistas que visitam Minas Gerais.

Cachoeiras

Nem tanto cultural, nem tanto religioso. O roteiro de Congonhas oferece paradas incríveis para admirar e apreciar a natureza. O Parque Ecológico das Cachoeiras é um complexo de lazer e turismo composto por uma cachoeira natural e diversas piscinas para adultos e crianças. Está localizado a cinco quilômetros do centro da cidade, com infraestrutura completa!

A beleza natural da Cachoeira de Santo Antônio, que tem área represada para banho, é somada ao complexo de lazer que o parque tem. Antes mesmo de ter a infraestrutura do parque, a queda já era atração entre os moradores da região.

Ao redor da Cachoeira de Santo Antônio há uma área de preservação ecológica com mais de 70 mil metros quadrados. Na mata preservada é possível encontrar diversas espécies da fauna (maritacas, bem-te-vis, pintassilgos, lontras, pacas e o tatu-bandeira) e flora (cedro, jacarandá, quaresmeira e amescla).

Caminhando pelo parque, é possível também encontrar diversas nascentes de água potável. O acesso até a cachoeira se dá por meio de uma estrada não asfaltada, porém em boas condições.

Visite

Parque Ecológico das Cachoeiras
Av. Tenente Horácio Coelho, s/nº, Bairro Campinho – Congonhas
Telefone: (31) 3731-1911
Cidade dos profetas

Fonte original da notícia: Correio Braziliense




Sebrae aposta em baleias e cultura para levar turistas ao Sul de SC

Márcia Godinho, coordenadora do Sebrae-SC: o roteiro ainda está em fase experimental, mas deve começar a ser comercializado em breve.

Sol de verão. Praias cheias. Coco gelado. Roupas de banho. Se depender do Sebrae-SC, o estado catarinense logo será lembrado por mais do que um destino de férias de janeiro. O órgão tem preparado um roteiro, chamado “Rota da Baleia Franca”, que promete levar os visitantes dos municípios do litoral sul de Santa Catarina em uma jornada histórica, cultural, ecológica e com direito, como o nome sugere, a observação dos maiores mamíferos do mundo, as baleias.

Tudo faz parte de um planejamento de quase três anos do Sebrae-SC para fomentar o turismo na região, principalmente, nos três municípios de Laguna, Imbituba e Garopaba, especialmente na baixa temporada de inverno, que traz o clima frio que afugenta muitos visitantes. Com isso, a “Rota da Baleia Franca” visa incrementar o fluxo de visitantes, oferecendo a opção de julho a novembro, quando os gigantes dos mares migram para o litoral sul do país, e podem ser avistados ao longo da costa.

A ação não visa apenas focar nos municípios que compõem a espinha dorsal do roteiro, a intenção, é que diversas cidades próximas da região Sul catarinense sejam beneficiadas com o aumento dos visitantes, que poderão conhecer mais a fundo o estado, como o caso de Gravatal, que conta com águas termais, naturalmente aquecidas, e se tornam uma opção para “driblar” do inverno.

De acordo com a coordenadora do Sebrae-SC, Márcia Godinho, o nome da rota apenas homenageia as baleias francas e ressalta a possibilidade de elas serem avistadas, porém, o passeio tem pretensões maiores, aquecendo toda a região. “Avistar as baleias seria apenas a cereja do bolo. Queremos expor todas as qualidades e a diversidade oferecida por todas as cidades da região do litoral Sul catarinense, que vai muito além de praias e calor”, afirmou.

Ainda de acordo com Márcia, o roteiro deve atrair ainda mais turistas argentinos, que lideram o número de visitantes internacionais ao estado, e turistas gaúchos. “Os argentinos podem vir até de carro, a partir do Rio Grande do Sul. O trajeto até a argentina não é muito longo, além deles, os gaúchos, que também sempre aparecem em bom número, se beneficiam dessa proximidade, podendo aproveitar bastante o litoral Sul de SC, mesmo fora da época do verão”, comentou a executiva.

O roteiro, porém, ainda não pode ser realizado de maneira embarcada, conforme determinação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), que já perdura por alguns anos e tem gerado frustração por parte de alguns hoteleiros, Recentemente, o presidente do Instituto da Baleia Franca, , fez um apelo ao Ministério do Turismo para que haja uma reunião com representantes do instituto para que o processo seja agilizado, já que a medida beneficiaria diferentes passeios comercializados pelos hotéis costeiros.

Por Leonardo Neves

Fonte original da notícia: Mercado & Eventos




Brasil não sabe vender sua imagem ao mundo

Segundo entre 133 países do mundo em recursos e belezas naturais e 14º em bens culturais, país não figura sequer entre os 50 mais visitados do planeta.

Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, um patrimônio mundial da Unesco ameaçado pela falta de recursos. Embratur/Fotos Públicas

A Espanha recebeu, no mês de julho, dez milhões e meio de turistas, quase o dobro do que o Brasil recebeu em 2016, com um território 15 vezes maior do que o país europeu. O Governo brasileiro parece pronto a vender até a Amazônia para fazer frente ao enorme déficit público e, no entanto, não sabe lançar sua imagem no exterior para atrair o turismo internacional. Entre os 181 milhões de turistas que visitam anualmente o continente americano, apenas seis milhões e meio chegam ao Brasil, contra 23 milhões no México. Enquanto a cidade maravilhosa do Rio recebe pouco mais de um milhão de estrangeiros, algumas cidades europeias como Veneza, Barcelona, Londres ou Paris, ou latino-americanas como Buenos Aires ou a Cidade do México, superam em número de turistas todo o Brasil.

O Brasil é o segundo entre 133 países do mundo em recursos e belezas naturais e é o 14º em bens culturais, mas não figura entre os 50 países mais visitados do planeta, de acordo coma revista Travel Leisure. Nem a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram suficientes para consolidar o turismo em um país que é um continente. Enquanto o Governo está vendendo boa parte das empresas nacionais, não é capaz de transformar o turismo nessa grande indústria que representa 10% do PIB mundial. Um em cada 11 empregos no mundo é criado pelo turismo, que passou de 25 milhões em 1950 para 1,1 bilhão em 2014.

Países como Espanha, França ou Reino Unido chegam a receber até dez vezes mais turistas do que o Brasil, que tem um território do tamanho da Europa e refúgios naturais e culturais únicos no mundo. Deve-se perguntar o que impede o Brasil de ter uma indústria do turismo que poderia criar milhões de empregos e aumentar o PIB nacional. No Ministério do Turismo, acreditam que o motivo da escassez de visitantes internacionais se deve à fama de país violento que se criou. Se fosse assim, países igualmente violentos ou mais, como México, Turquia ou Egito, também teriam escassez de turistas, quando a verdade é que eles continuam a receber mais visitantes do que o Brasil. Na Europa, apesar dos atentados terroristas, o turismo cresceu 4%, e já se pensa em limitar esse fluxo em cidades como Veneza ou Barcelona.

Não seria porque os governos no Brasil, ocupados com a pequena política e em proteger seus privilégios, nunca levaram a sério que o turismo internacional poderia ser uma fonte de riqueza nacional? As receitas da indústria do turismo no mundo ultrapassam as do petróleo, dos alimentos ou a gerada pela indústria automobilística. Na Espanha, um em cada sete empregos é criado pelo turismo. Quando em Paris, devido aos atentados terroristas, o turismo caiu 4%, as autoridades municipais tomaram 59 medidas para promovê-lo. E voltou a crescer. Quantas medidas e de qual eficácia o Governo brasileiro adota para promover o turismo estancado há anos? Aparentemente, a maioria dos poucos turistas que chega o faz incitada por amigos que estiveram aqui e que voltaram entusiasmados, tanto por suas belezas quanto pelo calor humano de sua gente. Muito pouco para vender o gigante brasileiro.

A realidade é que, com 8 mil quilômetros de praia virgem, um sonho para os europeus, no Brasil falta tudo para que o turismo se torne uma indústria capaz de criar riqueza. Faltam infraestruturas como estradas, trens, linhas aéreas, redes hoteleiras e gastronômicas com um leque de possibilidades para todos os bolsos. Hoje, chega-se a dizer que no Brasil os ricos viajam dentro do país e aqueles que não podem se permitir esse luxo se conformam com ir aos Estados Unidos ou à Europa, onde os preços, por absurdo que pareça, são menores e onde são oferecidas possibilidades à la carte, para todos os gostos e condições financeiras. O turismo internacional continua sendo, como a educação, a saúde ou a segurança pública, um assunto pendente que pouco parece interessar os políticos brasileiros.

Por Juan Arias

Fonte original da notícia: El País




Local onde Jesus teria multiplicado pães e peixes é achado no Mar da Galileia

Aparição de peça de cerâmica em 2014 fez equipe se concentrar na área. Arqueólogos querem transformar local em ponto de peregrinação.

Local em que Jesus teria multiplicado pães e peixes é descoberto por arqueólogos israelenses na região do Mar da Galileia. Foto: Menahem Kahana/AFP

Arqueólogos israelenses encontraram nos arredores do Mar da Galileia (Lago Tiberiades ou Kinneret) os restos de Betsaida (Julias), o povoado onde, de acordo com a tradição cristã, os apóstolos Pedro, André e Felipe moravam e onde aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes.

“Encontramos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes”, afirmou nesta segunda-feira à Agência Efe o arqueólogo Mordejai Aviam, do Kinneret College, em Israel, que há três anos trabalha neste projeto.

Na margem nordeste do Mar da Galileia, a equipe vasculhou o lugar onde, conforme o Novo Testamento, estiveram três dos apóstolos de Jesus, a Reserva Natural do Vale de Betsaida, como é conhecida hoje.

Há pouco tempo, Aviam achou, com mais 25 arqueólogos e voluntários, uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e o que parece ser uma igreja. Dois metros debaixo do solo encontraram restos do período bizantino, que se remonta à etapa final do Império Romano e que nos seus primeiros anos de vida se estendeu por todo o Mediterrâneo Oriental.

Tempo atrás tinha sido descartada a possibilidade de encontrar algo deste período da história, mas foi a aparição de uma peça de cerâmica em 2014 que fez que a equipe se concentrasse mais nesta área e o que fez aumentar as expectativas.

“Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e um banheiro de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana”, afirmou Aviam, acrescentando que abaixo da camada que objetos das Cruzadas estão ruínas do período anterior, o Romano (de 300 a 100 a.C.).

De acordo com a Bíblia, Jesus foi para esse lugar para descansar sozinho, afundado na tristeza pela notícia da morte de João (ordenada por Herodes Antipas), mas foi seguido por uma multidão.

Quando anoiteceu, os discípulos sugeriram que ele dispensasse os seguidores para que pudessem comer, mas ele respondeu que não era necessário que fossem embora e pediu para servir as pessoas com os alimentos que tivessem ali. Foi quando os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixes.

Teorias arqueológicas

Aviam está convicto de que os objetos achados demonstram que esse é o local onde milhões de cristãos viram esse milagre, apesar de outras teorias arqueológicas situarem esse ponto em outros lugares da região, rejeitando essa situação com o argumento de que o nível do lago nessa área cobria a zona, algo que as novas descobertas contradizem.

O historiador Flávio Josefo descreveu nos seus textos a cidade de Betsadia e explicou que o rei judeu Filipe, o Tetrarca, a transformou, fazendo com que o local se transformasse de uma vila de pescadores em uma autêntica cidade romana.

Não muito longe dali, na cidade de Tiberíades, na margem oposta do lago, novas escavações situam Madala, o povoado onde nasceu e viveu Maria Madalena, uma das figuras femininas mais relevantes da Bíblia.

Local de peregrinação

Os responsáveis pelas mais novas descobertas arqueológicas na zona querem fazer das terras próximas ao Mar da Galileia um lugar de peregrinação, culto e turismo e por isso querem acompanhar os passos de Jesus e percorrer as paisagens por onde ele e seus discípulos caminharam.

Para muitos dos que creem, pisar na terra em que Jesus Cristo viveu e ver resquícios que datam de sua época e que põem no mapa atual os lugares apresentados na Bíblia é, além de uma experiência repleta de emoção, uma forma de reafirmar a própria fé.

Por Agencia EFE

Fonte original da notícia: G1




Turistas dormem nus em píer de Veneza

Os dois foram flagrados dormindo sem roupa na frente de hotel.

O vídeo dos turistas viralizou nas redes sociais / Reprodução

Mais um episódio de comportamento inadequado de turistas voltou a irritar os moradores de Veneza nesta terça-feira (1º), apesar das pesadas multas contra violações do “decoro” aprovadas pela Prefeitura.

Por volta de 5h30 da manhã (horário local), dois homens foram flagrados deitados nus no píer de um hotel cinco estrelas no Canal Grande, a mais movimentada via aquática da capital do Vêneto. Os turistas estavam abraçados e aparentemente dormindo.

“Eram dois homens na faixa dos 30 anos. Pedimos para eles saírem e, com toda a calma, eles se vestiram e se afastaram. Acho que estavam dormindo antes de nossa chegada”, diz o autor do flagra, um barqueiro que chegava ao hotel para entregar mercadoria.

O vídeo dos turistas viralizou nas redes sociais e irritou a população de Veneza, que cobra punições ao suposto casal. De acordo com as novas regras da Prefeitura, a multa para quem andar em público com o torso nu é de 200 euros (R$ 736, segundo a cotação atual), mas os dois podem alegar que estavam em uma área privativa.

O governo municipal vem adotando uma série de medidas para coibir comportamentos inadequados dos turistas e reduzir a tensão com os moradores. Além das multas contra violações do decoro, o prefeito Luigi Brugnaro proibiu o consumo de bebidas alcoólicas na rua durante as noites e madrugadas dos fins de semana.

Nos últimos meses, habitantes de Veneza fizeram diversos protestos contra o turismo de massa e o esvaziamento populacional de seu centro histórico, que perde, em média, dois moradores por dia por causa do encarecimento dos imóveis.

Ansa

Fonte original da notícia: Band.com.br