Espaço dedicado à gastronomia mineira será inaugurado em Belo Horizonte (MG)

O bairro Santo Agostinho é o local escolhido para abrigar a Mineiraria, casa que pretende incentivar toda a cadeia produtiva da gastronomia do estado.

A Mineiraria vai ser aberta em imóvel tombado no Santo Agostinho: a ideia é promover produtos da culinária, além de oficinas, eventos e intercâmbios entre chefs. Foto: Marcelo Sant’Anna/Divulgação

A terra do pão de queijo, doces de compota, cachaça e tropeiro vai ganhar mais força para a sua culinária, que promete ser alavanca para o desenvolvimento econômico e estímulo ao turismo no estado. A gastronomia de Minas Gerais, que é referência em todo o Brasil e até em outros países, terá espaço exclusivo em Belo Horizonte. Trata-se da Mineiraria, a casa da gastronomia mineira.

O espaço cultural, destinado à promoção do segmento, começa a funcionar até o final do ano, em casa tombada no Centro de Cultura Presidente Itamar Franco, no bairro Santo Agostinho. O complexo abriga atualmente a Orquestra Filarmônica e em breve receberá também a Rádio Inconfidência e a TV Rede Minas. A ideia é que a Mineiraria promova os produtos da culinária mineira, além de oficinas, eventos e intercâmbio entre chefs de todo o país.

A casa faz parte do programa +Gastronomia, lançado em maio pelo governo do estado em parceria com o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas (Codemig) e outras entidades públicas e privadas. O programa visa incentivar, fomentar e valorizar toda a cadeia envolvida na produção: desde a agricultura familiar até o comércio. “A indústria, como conhecemos hoje, vai desaparecer dentro de pouco tempo, substituída por uma economia muito mais leve e dinâmica”, afirmou, na cerimônia de lançamento, o governador Fernando Pimentel. Ele lembrou que a culinária, além de ser um aspecto fundamental na sociedade mineira, é geradora de emprego e renda. “Vamos valorizar e mostrar a importância econômica da gastronomia, além da evidente importância cultural.”

Foto: Marcelo Sant’Anna/Divulgação

O objetivo do Gastronomia é conectar todas as atividades do setor em um único discurso. “É a nossa principal vitrine. As pessoas reconhecem na comida mineira valor importante do estado”, afirma a primeira-dama, Carolina Oliveira Pimentel, presidente do Servas. Ela enfatiza que a culinária de Minas é reconhecida desde o couvert até a sobremesa e é a porta de entrada para muitos turistas. “Faz parte da hospitalidade mineira sentar-se à mesa e receber as pessoas com café e pão de queijo”, diz. E lembra que muita gente não volta sem levar para casa produtos como o queijo e a famosa goiabada cascão. “A ideia do programa é divulgar também os circuitos gastronômicos.”

A Mineiraria estará em ampla casa de 1,2 mil m2 e terá espaço para escola de gastronomia e mesmo um pequeno museu, reverenciando os quitutes mineiros. “Já temos muitas pessoas interessadas em doar rótulos de cachaça antigos e até fogões históricos”, afirma Carolina. Alguns produtos âncoras deverão ganhar espaço na casa, como o café, cachaça, queijos artesanais, doces de compotas e novidades que começam a ganhar espaço no estado, como azeite e vinho. O ambiente vai ter gestão pública e privada e todas as atividades serão definidas por um Grupo Gestor da Política e um Conselho Curador, presidido pela Codemig. Ambos terão diferentes integrantes da administração pública, bem como entidades representantes da cadeia produtiva do setor.

“Por meio do conselho vamos discutir a programação e os serviços e produtos que serão oferecidos”, afirma Fernanda Machado, diretora de fomento à indústria criativa da Codemig. A casa, de dois andares, diz, tem capacidade para receber eventos diferenciados. “Poucos lugares têm amplo espaço de visitação para se conhecer a história e os produtos da gastronomia”, completa.

A maior preocupação do governo é que a casa não se torne mais um restaurante e concorra com a iniciativa privada e mercados. No projeto, o Servas terá forte atuação na inclusão social. A entidade já conta hoje com o programa Cozinha Inteligente,  que está em sua terceira edição. O curso, lançado em 2015, é focado no reaproveitamento de alimentos, mediante parceria com o Senac e o Sesc. As turmas são formadas com 25 alunos de baixa renda, que aprendem as funções de auxiliar de cozinha.

Apreciada por suas cores, sabores e aromas marcantes, a culinária mineira tem forte potencial para atrair novos negócios, empregos e turistas para o estado. Os ingredientes não faltam. Receitas preparadas de formas simples, como é o caso do pão de queijo e do queijo de minas, são conhecidas como “patrimônio cultural” de Minas Gerais. “Queremos que a Mineiraria seja um ambiente criativo e mostre a gastronomia das Minas e dos Gerais”, afirma Carolina. E que seja um tempero, é claro, no preparo de pratos nacionais e internacionais.

A gastronomia mineira em números*:

Eventos gastronômicos anuais: 154
Roteiros estruturados nas regiões turísticas: 19
Cursos em funcionamento de nível tecnológico: 16
Produtores de queijo de minas artesanal: 254
Produtores de cachaça: 509
Marcas de cachaça: 1.020
Agricultores familiares: 390 mil
Negócios no setor de alimentação fora do lar: 105,6 mil
Participação das indústrias de alimentos e bebidas no PIB mineiro: 20%
Participação nas exportações do estado: 29%
*Fonte: governo, ministérios e entidades do setor

Por Geórgea Choucair

Fonte original da notícia: Revista Encontro




Demolição de imóvel na Prainha causa nova polêmica sobre preservação do patrimônio de Torres (RS)

Conforme presidente do Conselho Municipal do Patrimônio, demolição do imóvel precisaria ter aval do conselho. (Foto por Leo Gedeon)

Um imóvel clássico de Torres, que seria listado como inventariado pelo COMPHAC (Conselho Municipal do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural) foi demolido na manhã de segunda-feira (22/05). Localizado na Prainha ou Praia do Meio, um dos pontos turísticos mais famosos de Torres, o imóvel era um ‘bunglow’ com características peculiares e seria testemunha da História do Turismo no RS, conforme o presidente do COMPHAC, o historiador Leo Gedeon.

“A destruição (do imóvel) ocorreu em dez minutos, mesmo após uma notificação de que os responsáveis deveriam parar as máquinas” criticou Leo Gedeon no Facebook. A postagem viralizou na rede social , tendo mais de 550 compartilhamentos (até a tarde desta quinta-feira, 25). Na maioria dos comentários, percebem-se pessoas lamentando a derrubada do imóvel e os exageros da construção civil. Mas há também aqueles que defenderam o direito do proprietário da casa – que, afinal, era uma propriedade privada – de fazer o que quiser com seu imóvel.

Divergência de opiniões

Consultada pelo jornal A Folha, a prefeitura de Torres enviou email sobre o assunto. A assessoria de comunicação da municipalidade afirma que o pedido de demolição da ‘residência particular’ já havia sido protocolada junto a Secretaria de Planejamento e Meio Ambiente, discordando que o imóvel fosse inventariado como patrimônio histórico municipal. “A equipe da Secretaria avaliou a liberação deste pedido, considerando o regramento determinado pelo Plano Diretor e também pela Portaria 08/2017 da Secretaria de Cultura do Estado. Esta portaria estabelece coma área de proteção o entorno da Igreja São Domingos, único bem tombado no Município, pelo Instituto do Patrimônio Histórico Estadual (IPHAE). O referido imóvel não encontrava-se situado nesta área”.

Para o jornal A Folha, Leo Gedeon reiterou que o imóvel seria inventariado (ou ao menos listado) e sua demolição não poderia ter ocorrido sem, anteriormente, o COMPHAC ter sido consultado e ter dado o aval. ” Foi negligência o conselho não ter sido consultado, penso que a Secretaria de Planejamento agiu de má-fé (ou no mínimo fez má interpretação). Existem vários bens históricos consagrados fora da poligonal da Igreja São Domingos (O Casarão dos Muller, por exemplo)”, disse Gedeon, que continua indagando. “Existem projetos de intervenção/demolição de chalés históricos que estão passando pelo Conselho do Patrimônio Histórico, sendo avaliados com calma. Mas porque este projeto em específico não passou pelo COMPHAC? Porque para alguns não há necessidade de pareceres e para outros sim? Os maiores criminosos não são os proprietários dos bens, mas sim o poder público que é negligente na preservação do patrimônio “, finalizou Gedeon, lembrando da demolição do chalé dos Gerdau no final do ano passado (imóvel que estaria inserido na Poligonal da Igreja São Domingos, segundo o presidente do COMPHAC, mas foi demolido mesmo assim).

Por Guile Rocha

Fonte original da notícia: A Folha




Estação férrea abandonada passa por reforma para virar museu em São Luiz Gonzaga (RS)

Estação abandonada há décadas tinha se tornado lar de moradores em situação de rua e alvo de vandalismo. Local será um memorial da Coluna Prestes a ser inaugurado em agosto.

Estação no ano passado, ainda durante período de abandono. (Foto: Reprodução/RBS TV)

Uma estação férrea desativada há 40 anos, localizada em São Luiz Gonzaga, no noroeste do Rio Grande do Sul, vai virar um museu previsto para inaugurar em agosto. O local tinha virado um verdadeiro transtorno para a população uma vez que servia como abrigo para moradores de rua e alvo de vandalismo.

A possibilidade de recuperação do espaço surgiu depois de uma parceria com o Ministério Público Federal. Em junho de 2016 a estação estava com as paredes pichadas, portas e janelas quebradas, entulho e muito lixo.

A Empresa América Latina Logística não cumpriu o acordo com o Ministério Público de reativar e manter as linhas na estação, e teve que pagar uma indenização de R$ 8 milhões. O valor foi dividido entre quatro municípios que possuem linhas férreas: Ijuí, Catuípe, Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga.

Cada prefeitura aplicou o dinheiro da indenização em algum projeto, e no caso de São Luiz Gonzaga, os recursos foram usados para transformar a estação desativada em memorial da Coluna Prestes.

O entulho e o lixo foram retirados do local, o espaço passou por uma readequação estrutural nas portas e janelas, as telhas foram substituídas e foi instalada uma rede de água, bem como outras reformas.

Trabalhadores realizam reformas no prédio que deve ser inaugurado em agosto. (Foto: Reprodução/RBS TV)

Além do museu, o local deve abrigar ainda outros serviços voltados para a cultura e turismo, conforme a prefeitura da cidade. O local deve ser inaugurado em agosto.

Fonte original da notícia: G1 RS




ONG aponta desmatamento no Pantanal para pecuária e agricultura

Pastagem ocupa 15% da área do Pantanal de MT e MS, segundo mapeamento. Degradação ocorreu entre os anos de 2002 a 2016.

Sobrevoo do SOS Pantanal mostra desmatamento no bioma. (Foto: SOS Pantanal/Divulgação)

A preocupação com o avanço do desmatamento e uso da área do Pantanal para criação de gado e agricultura foram discutidos durante um seminário na quarta-feira (10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), em Cuiabá.

Um mapeamento divulgado pelo Instituto Socioambiental da Bacia do Alto Paraguai SOS Pantanal mostra que 15% do território do Pantanal é ocupado atualmente por pastagem. Os dados mostram também que pouco mais de 84% da área do Pantanal está preservada.

Área naturais foram transformadas em pasto, diz instituto. (Foto: SOS Pantanal/Divulgação)

No evento foram discutidos o turismo na região, possíveis parcerias e iniciativas para a proteção do Pantanal. Ambientalistas e palestrantes mostraram exemplos de regiões semelhantes ao Pantanal, como Everglades, nos Estados Unidos e Okavango, em Botswana, na África.

Durante o Seminário o instituto também divulgou o Atlas do Pantanal, um amplo monitoramento sobre o desmatamento na Bacia do Alto Paraguai (BAP) entre os anos de 2014 e 2016, além de dados desde 2002.

Segundo Eduardo Reis Rosa, analista de geoprocessamento que participou do mapeamento, as imagens e levantamentos foram feitos entre os anos de 2002 e 2016. O estudo mostra áreas naturais que viraram pastagem ou agricultura e outras áreas que foram alteradas. O termo ‘antropização’ que é a ação do ser humano sobre o meio ambiente, é constantemente usado no levantamento.

“Hoje 15,7% da área do Pantanal está com pastagem. O planalto, que é onde nascem os rios que vão para o Pantanal, está muito mais impactado em termos de remoção da cobertura natural vegetal. Essa antropização acaba gerando sedimentos que vão para os rios e causam assoreamento”, disse.

A área transformada também inclui as cordilheiras, que são áreas de floresta que foram removidas e viraram pastagem. O estudo percebeu que há um crescimento e tendência de aumento na área de pastagem, a cada levantamento feito.

No evento, foram discutidos e apresentados exemplos de preservação e recuperação das margens dos rios na tentativa de conter sedimentos que chegam ao Pantanal.

O evento pretende cobrar políticas públicas e uma legislação específica, criada pela comunidade científica, para proteger o Pantanal.

Pantanal
O Pantanal é localizado na Bacia do Alto Paraguai (BAP) e é constituído por uma planície sedimentar de aproximadamente 160 mil quilômetros quadrados. O maior território fica entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, em uma região que também abrange áreas na Bolívia e Paraguai. É a maior área úmida do planeta, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade e Reserva da Biosfera.

O Pantanal é considerado um Complexo de Ecossistemas, pois trata-se de uma região de encontro entre Cerrado, Chaco, Amazônia, Mata Atlântica e Bosque Seco Chiquitano. Existem no Pantanal pelo menos 3.500 espécies de plantas, 550 de aves, 124 de mamíferos, 80 de répteis, 60 de anfíbios e 260 espécies de peixes de água doce, sendo que algumas delas em risco de extinção.

Por Denise Soares

Fonte original da notícia: G1 MT




Belo Horizonte (MG)- MAP está em estado de alerta

Em carta, funcionários do Museu de Arte da Pampulha denunciam descaso do poder público em relação ao espaço

Patrimônio de BH, museu sofre, segundo funcionários, com o abandono e a falta de incentivos do poder público.

Funcionários do Museu de Arte da Pampulha (MAP) divulgaram na última sexta-feira (5) uma carta aberta pedindo apoio para o espaço, que atualmente se encontra em “grave situação de negligência” e tem sofrido com “baixo recurso e falta de investimento”. Dentre as reivindicações presentes na chamada “Carta de Apoio ao Museu de Arte da Pampulha”, estão a denúncia de falta de profissionais, deterioração do acervo e redução na verba destinadas a projetos. A divulgação da carta ocorre no ano em que o MAP completa 60 anos.

Nessa terça (9), vereadores da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, Pedro Patrus (PT) e Arnaldo Godoy (PT) realizaram uma visita técnica ao local para verificar as condições do acervo após as denúncias. De acordo com Patrus, a situação das obras é “aterrorizante”. “O acervo está jogado às traças. Há obras do museu que estão em um galpão do bairro São Bernardo. Esculturas fundamentais estão completamente deterioradas”, diz.

Situação complicada. Em determinado trecho da carta, os funcionários dizem que o projeto Arte Contemporânea, que tem calendário anual, “teve redução de mais de 50% em seu orçamento”. De acordo com uma funcionária do museu que pediu anonimato, o MAP vive “uma situação complicada há quatro anos”. “O orçamento vem sendo reduzido todos os anos. Por isso, não conseguimos executar as atividades”, diz.

Outra questão levantada no documento é que o espaço não possui curador efetivo desde 2012, nem museólogo desde 2014. “Não ter um curador efetivo é um problema grande, mas não ter um museólogo é um problema maior, porque, por lei, todos os museus precisam de um museólogo”, afirma a mesma funcionária.

Além disso, ela destaca que a deterioração do acervo é constante. “Ele está em um local que já é pequeno. Estamos sem ar-condicionado há mais de um ano. O acervo já está sofrendo com a ação de micro-organismos, algo que não acontecia até um ano atrás”, relata.

A carta destaca ainda que o museu recebeu grande visibilidade com a implantação dos projetos Bolsa Pampulha e Arte Contemporânea, em 2002, mas que ela foi se perdendo com o passar dos anos. De acordo com a funcionária, o espaço tem perdido a função de instituição museológica para dar lugar a promoção de eventos turísticos, como Circuito Pampulha Noturno, que ocorre às terças-feiras. “Quando foi dado o título à Pampulha de Patrimônio Cultural da Humanidade, foi visado a paisagem e o conjunto arquitetônico, mas não o museu. Essa instituição tem sido colocada de lado. Está sendo chamada a atenção apenas do turismo e eventos que não estão ligados à instituição”, comenta.

Posicionamento. O diretor do Conjunto Moderno Pampulha – órgão sob responsabilidade de Fundação Municipal de Cultura –, Gustavo Mendicine, foi procurado para se posicionar perante os questionamentos da carta. Ele confirmou que o espaço não tem curador fixo nem museólogo. Segundo ele, “os curadores trabalham por projeto”. “Existem outros museus que trabalham assim”, afirmou.

Mendicine disse ainda que não contar com um museólogo “não é particularidade do MAP”. “Na cidade, só existem dois museólogos. Não é porque não existe esse profissional que o trabalho dele deixa de ser feito”, afirma.

Quanto à condição em que se encontra o acervo, que tem sofrido deterioração por conta da falta de ar condicionado, Mendicine destacou que esse é um “problema pontual, que deve ser resolvido em um prazo de 30 dias”.

Ao ser questionado sobre a declaração de que a instituição está sendo deixada de lado, o diretor afirmou que isso não condiz com a realidade. “O museu está vivendo em um período entre exposições. Em março, foi retirada a última, e em um período de duas, três semanas deve ser anunciada outra”, diz.

As questões levantadas pelos vereadores que visitaram o MAP, nessa terça, serão levadas a público em audiência, que ocorrerá na próxima segunda-feira (15). Na reunião, também será discutida a possibilidade de mudança do acervo do Museu da Imagem e do Som, situado na avenida Álvares Cabral, para o MIS Cine Santa Tereza.

Por Laura Maria

Fonte original da notícia: O Tempo




ES – Patrimônios culturais que passaram por restauração são entregues no Sul do Estado

Os sítios históricos de Muqui e São Pedro de Itabapoana receberão, na próxima sexta-feira (12), visita técnica para entrega de dois imóveis tombados que foram restaurados e reformados. As obras na Residência Toninho Furtado, em Muqui, e na Pousada da Geralda, no distrito de São Pedro do Itabapoana, em Mimoso do Sul, foram realizadas com recursos do Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo (Edital 017/2015 – Patrimônio Arquitetônico Tombado) e complementadas com recursos dos proprietários.

Dentro da programação em São Pedro do Itabapoana haverá também Oficinas Participativas, no sábado (13), além da exibição do filme Narradores de Javé, na sexta (12). As oficinas propõem conhecer as memórias coletivas da comunidade em um projeto de Educação Patrimonial. Esta atividade será produzida por meio da elaboração conjunta de desenhos e mapas que traduzam histórias vivenciadas pela comunidade, tendo como protagonista o Patrimônio Cultural do local.

Participarão da visita o secretário de Estado da Cultura, João Gualberto Moreira Vasconcellos, a equipe da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a superintendente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ES, Elisa Taveira, além de representantes dos municípios de Mimoso do Sul e de Muqui.

As obras seguiram as diretrizes das resoluções do Conselho Estadual de Cultura (CEC), que criam condições para preservação, conservação e valorização dos imóveis que estavam danificados com o desgaste do tempo e da falta de manutenção.

Residência Toninho Furtado – Muqui

Após 12 meses de reforma, a “Residência Toninho Furtado”, em Muqui, ganhou intervenções em toda a edificação, permitindo que o imóvel mantivesse a utilização residencial, ampliando seu uso para oferecer hospedagem no sistema “Cama & Café”, que consiste num espaço adaptado para receber turistas.

Pousada da Geralda – São Pedro do Itabapoana

A Pousada da Geralda, uma das primeiras pousadas a se estabelecer no distrito de São Pedro do Itabapoana, ganhou obras de revitalização que contemplaram a reforma no restaurante e na cozinha. O restaurante é referência no sítio histórico, além de ser um importante ponto de visitação dos turistas durante o Festival de Inverno da Sanfona e da Viola, evento anual que acontece no mês de julho.

Programação das oficinas em de São Pedro do Itabapoana

 Dia 12/05 (sexta-feira)

19h30 – Cinema na Praça

Filme Narradores de Javé (2003, direção: Eliane Caffé. Duração:100 minutos)

Sinopse: uma comunidade formada por analfabetos recorre ao ex-carteiro da cidade para escrever a história do vilarejo antes que a construção de uma represa artificial possa alagar por completo o local.

Após a exibição haverá uma roda de conversa com a comunidade

Local: Praça do Sítio Histórico de São Pedro do Itabapoana.

Dia 13/05 (sábado)

9h – Atividade com adultos e idosos.

14h – atividades com crianças e jovens.

16h30 – exposição de material produzido.

Local: Escola Municipal EF Catharina Giovanini Faber, Rua das Tabuas Sn, Centro.

Fonte original da notícia: SECULT/ Secretaria do Estado do Espírito Santo




PI – Campus de Parnaíba realizará Feira do Patrimônio

Com o objetivo de sensibilizar a comunidade do Piauí, nomeadamente do Meio Norte do Brasil, cidade de Parnaíba e municípios vizinhos, por meio de ações socioeducativas, para o rico e complexo patrimônio cultural e natural e para os museus, o Mestrado Profissional em Artes, Patrimônio e Museologia da Universidade Federal do Piauí (UFPI) realizará no período de 18 a 20 de maio, no Campus Ministro Reis Velloso, em Parnaíba, a Feira do Patrimônio.

Apresentando proposta e conceito pioneiros no território e no Brasil, ao divulgar e promover a paisagem cultural do Piauí, a Feira busca construir gradativamente uma cultura de consumo de bens culturais em uma perspectiva que valorize os aspectos econômicos e sociais, fator de cultura, educação, turismo, gerador de receitas e fomentador de emprego e renda.

Seguindo um modelo de eventos similares aos que já ocorrem com sucesso há alguns anos em países como Portugal, Espanha, Itália, Alemanha e, mais recentemente, em países da África, o evento está incluso na Semana Nacional de Museus, especificamente nas comemorações ao Dia Internacional de Museus, a realizar-se em todo o mundo no dia 18 de maio, por iniciativa do ICOM, Conselho Internacional de Museus, órgão vinculado à UNESCO, do qual o Brasil faz parte como estado membro.

O evento pretende congregar agentes e instituições públicas, fundações, empresas, escritórios de arquitetura/design, operadores turísticos, projetos de base territorial, empresas de conservação e restauro e de reabilitação urbana, universidades e centros de formação especializada, artistas, artesãos, dentre outros.

A Feira do Patrimônio destina-se ao público em geral e a todos os que se interessam pelas matérias relacionadas aos patrimônios, museus, turismo, empreendedorismos e outros negócios.

Fonte original da notícia: Universidade Federal do Piauí




Santo Ângelo (RS) – 3º Encontro Missioneiro de Cultura debaterá Patrimônio Cultural

O 3º Encontro Missioneiro de Estudos Interdisciplinares em Cultura (EMiCult) vai ocorrer entre os dias 23 e 24 de agosto, em Santo Ângelo, nas dependências da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI).

Com o objetivo de promover a pesquisa e o intercâmbio entre os pesquisadores, professores, alunos e agentes culturais e fomentar a reflexão sobre as atividades culturais no contexto regional, a programação do 3º EMiCult incluirá painéis e debates sobre o tema principal: “Onde está o nosso Patrimônio Cultural?”. Além disso, estão previstas apresentações de trabalhos em seis grupos (GTs): GT 01 – Gestão, economia e políticas culturais; GT 02 – História, patrimônio e arquitetura; GT 03 – Comunicação e indústria criativa; GT 04 – Educação e arte; GT 05 – Gastronomia, turismo e sustentabilidade; e GT 06 – Direito, cidadania e cultura.

Neste ano o EMiCult receberá apenas trabalhos completos em duas modalidades: artigos científicos e relatos de experiência. O período de submissão dos trabalhos está aberto até o dia 12 de junho no site www.omicult.org/emicult. Os trabalhos apresentados durante o evento serão compilados em forma de Anais, que ficarão disponíveis gratuitamente no site do evento.

Paralelo ao 3º EMiCult ocorre a 1ª Mostra Audiovisual EMiCult. De caráter educativo e competitivo, a mostra nasce com o interesse de ser um espaço cultural para a troca de experiências entre produtores audiovisuais, cineastas, acadêmicos, professores e demais artistas que buscam registrar a realidade cultural a partir da temática ?Patrimônio cultural?. As inscrições também podem ser realizadas no site do 3º EMiCult. Serão selecionados e premiados dois conteúdos de cada uma das seguintes categorias: Documentário; Curta-metragem ficcional; e Reportagem jornalística, os quais serão exibidos na Mesa do Audiovisual, que acontece concomitante as atividades dos grupos de trabalho.

Ainda durante o 3º EMiCult será realizada a 2ª Mostra Científica, promovida pelo Observatório Missioneiro de Atividades Criativas e Culturais (OMiCult),  que busca valorizar e premiar os melhores trabalhos científicos apresentados em cada um dos seis Grupos de Trabalho (GT) do evento. Participam automaticamente todos os trabalhos da categoria Artigo Científico, organizada de acordo as temáticas dos GTs, mais a categoria “Destaque Missões”, na qual participarão todos os trabalhos (artigos científicos e relatos de experiência), em que o estudo tenha como temática central a região das Missões.

Em 2016 o evento realizado na URI – São Luiz Gonzaga recebeu mais de duzentos trabalhos, e contou com a coordenação geral da professora Sônia Bressan Vieira, que nesta terceira edição estará coordenando o GT de Educação e Arte.

O EMiCult é resultado da atuação OMiCult e se consolida como um evento interinstitucional ao integrar os seguintes centros de pesquisa: Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Indústria Criativa – Unipampa -São Borja; Programa de Pós-Graduação em Direito, Programa de Pós-Graduação em Gestão Estratégica das Organizações e Centro da Cultura Missioneira – URI – Santo Ângelo; URI São Luiz Gonzaga; Universidade Federal da Fronteira Sul – Cerro Largo; Instituto Federal Farroupilha – São Borja e Santo Ângelo.

Para saber mais acesse o site www.omicult.org/emicult, a página no Facebook facebook.com/emicultrs ou entre em contato pelo e-mail: encontroemicult@gmail.com

Acompanhe o cronograma do 3º EMiCult:

Período para submissão trabalhos: 06/04 a 12/06

Divulgação dos trabalhos aprovados: 12/07

Período de inscrição: 06/04 a 08/08

Prazo para pagamento da inscrição: 11/08

Pagamento da inscrição para ouvintes: até 17/08

3º EMiCult: 23 e 24/08

Valores das inscrições:

Apresentador de trabalho da rede de instituições parceiras (URI, IFFAR, UNIPAMPA, UFFS) -R$25,00

Apresentador de trabalho de outras IES ou demais apresentadores – R$30,00

Participante ouvinte – R$25,00

Fonte original da notícia: Rádio Missioneira




Audiência pública cria grupo de trabalho para discutir ações de preservação do patrimônio histórico de João Pessoa (PB)

Durante audiência pública realizada na tarde dessa terça-feira (25), na Câmara Municipal de João Pessoa, foi criado um grupo de trabalho com vários segmentos da sociedade com o objetivo de formatar ações de preservação do patrimônio histórico da Capital. Devem compor essa comissão, representantes do Iphaep, Academia de Letras da Paraíba, Fundação Casa de José Américo, Funjope, Coordenadoria do Patrimônio Cultural (Copac), artistas e pessoas ligadas ao setor, além do vereador Eduardo Carneiro (PRTB), autor da propositura.

De acordo com Eduardo Carneiro, o grupo deverá se reunir nos próximos 20 dias e iniciar a discussão dos temas. Segundo ele, o Centro Histórico de João Pessoa possui um rico acervo cultural e precisa ter potencializada essa vocação, sobretudo para o turismo. “A criação desse grupo de trabalho é de fundamental importância para que o tema seja constantemente debatido e para que possamos discutir e encontrar as saídas necessárias de que tanto o setor precisa”, comentou.

Eduardo Carneiro se colocou à disposição para atuar como intransigente defensor do tema na Câmara Municipal e lembrou as ações desenvolvidas pelo seu mandato neste sentido. “Já conseguimos importantes avanços para que o nosso Centro Histórico possa absorver a grande demanda de turistas que nos visitam, pois entendemos que o turismo em João Pessoa não pode se resumir ao turismo no Litoral. Uma dessas ações é a solicitação junto à bancada federal para que se destinem recursos que garantam a construção de um museu em nossa cidade. Outra iniciativa nossa é o Centro de Atendimento ao Turista, que atuará diretamente na ponta, direcionando o turista para visitar as nossas potencialidades e movimentar o setor”, destacou.

Participaram da audiência, os vereadores Tibério Limeira e Léo Bezerra, ambos do PSB, Bispo José Luiz (PRB), Damásio Franca Neto (PP), Milanez Neto (PTB), a deputada Estela Bezerra (PSB), a diretora-executiva do Iphaep, Cassandra Dias, o coordenador do Patrimônio Cultural de João Pessoa, Rui Leitão, a coordenadora de Arquitetura e Ecologia do Iphaep, Gabriela Pontes, presidente da Fundação Casa de José Américo, Damião Ramos, e o vice-presidente da Funjope, Jonildo Cavalcanti.

Fonte original da notícia: paraiba.com.br




Goiás – O esplendor das cavernas de Terra Ronca

Área preservada em Goiás abriga centenas de cavernas. O complexo de atrações subterrâneas é um paraíso do turismo de aventura e ecoturismo no Centro-Oeste.

Caverna Angélica. Crédito: Marcelo Peregrino

O “ronco” das águas no interior das cavernas deu nome ao Parque Estadual Terra Ronca, localizado nos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás, na divisa de Goiás com a Bahia. A paisagem do Cerrado e a Serra Geral de Goiás, com trilhas, veredas, rios e cachoeiras completam o cenário de um destino encantador de ecoturismo localizado a 600 quilômetros de Goiânia e 400 quilômetros de Brasília.

Para quem busca as belezas escondidas nas entranhas da terra, a região ainda é pouco explorada pelo turismo, mas muito pesquisada por geólogos, biólogos e espeleólogos que já localizaram centenas de cavernas. São cavernas “secas” e “molhadas”, muitas delas atravessadas pelos rios que cortam o parque. Um misterioso e sombrio mundo subterrâneo revelado aos visitantes pela luz das lanternas, tendo o auxílio de condutores experientes.

Os pontos de apoio das expedições que visitam o parque são as cidades de São Domingos e Guarani de Goiás, onde é possível chegar pelas estradas asfaltadas que partem da BR-020, principal ligação entre Brasília (DF) e Barreiras (BA). Uma estrada de terra com 70 quilômetros interliga as duas cidades nas extremidades do parque. A maioria dos atrativos fica na metade desse caminho, na altura do povoado de São João Evangelista, que também oferece hospedagem, alimentação e condutores locais autorizados a entrar nas cavernas.

A Agência de Notícias do Turismo acompanhou, durante três dias, a aventura de turistas de Brasília, Goiânia, São Paulo e João Pessoa pelos encantos da região. Coincidentemente, o cenário que lembra as narrativas do clássico de Guimarães Rosa, Grande Sertão Veredas, foi o mesmo da viagem de Rúbia Guimarães Rosa. A paulista, que trabalha numa editora de livros ficou encantada com o esplendor subterrâneo de Terra Ronca.

Pôr do Sol. Crédito: Júlia Chaves

A exuberância escondida no interior das cavernas de Terra Ronca foi esculpida por rios subterrâneos durante mais de 600 milhões de anos. Além da água corrente sob a terra, os cenários, decorados caprichosamente pela ação da natureza, são deslumbrantes. Os tesouros subterrâneos de valor inestimável, foram formados a partir do gotejamento no teto, gerando esculturas tanto de cima para baixo (estalactites), como de baixo para cima (estalagmites). Essas frágeis estruturas, conhecidas como espeleotemas, levam milhares de anos para serem esculpidas e na maioria das cavernas sua visualização requer o uso de lanternas. A luz artificial revela formas que lembram flores, fungos, colunas, castelos, bolos, anjos, cortinas e imagens sacras, entre outras.

As cavernas mais visitadas são: Terra Ronca, Angélica, São Mateus, São Bernardo, São Vicente e Lapa do Bezerra. A que deu nome ao parque está dividida em duas partes por causa de um desmoronamento. Terra Ronca I é a mais visitada e exuberante com entrada de 96 metros de altura por 120 de largura. Salões esplendorosos chegam a mais de 700 metros de comprimento por 100 de largura.

A travessia do rio da Lapa, com água na cintura, leva os turistas a outra extremidade da caverna, Terra Ronca II, com 120 metros de boca e caminhada de 1 quilômetro pelo seu interior. O Oco das Araras é margeado por uma dolina (espécie de cânion) de 80 metros de altura. Os visitantes ainda se deparam também com o Salão dos Namorados, adornado por colunas de estalactites, estalagmites, ninhos de pérolas calcárias, flores de aragonita e calcita que lembram porcelana.

A caverna Angélica está entre as mais belas e maiores do Brasil. A travessia completa, de 14 quilômetros, com pernoite em seu interior, leva 24 horas seguindo o curso do rio Angélica. Na visitação turística regular, os salões inferior, superior, dos espelhos e das cortinas são as maiores atrações. Já a caverna São Bernardo se destaca pelo Salão das Pérolas esculpidas pela água.

A caverna mais radical é a de São Vicente e é possível acessá-la por uma descida de rapel. O rio São Vicente corre no interior da caverna formando 12 cachoeiras. O fenômeno é muito raro. A paisagem interna conta com muitos salões adornados pelos espeleotemas. Já a caverna São Mateus é acessada por uma fenda estreita, quase invisível, após uma descida íngreme. Vencidos os obstáculos, o visitante se depara com a fragilidade das suaves formações internas em meio a escuridão de imensas salas e galerias que lembram catedrais.

Cachoeira das Palmeiras. Crédito: Marcus Brandão

Peixe Ramiro – Entre os seres que vivem na escuridão estão os bagres cegos e albinos que se adaptam ao ambiente sem luz. O peixe é um exemplo da diversidade e do patrimônio genético de Terra Ronca que, juntamente com a beleza espeleotemática e os rios subterrâneos que fazem do parque um espetáculo da natureza, justificam a necessidade de preservação permanente do ecossistema.

Seu Ramiro Hilário dos Santos, de 58 anos, é uma espécie de guardião do parque. Batizado e casado em um pequeno altar na entrada da lapa de Terra Ronca, onde ocorre todos os anos a festa do Bom Jesus da lapa, no dia 6 de agosto, ele também emprestou seu nome de batismo para o nome científico da variação do peixe cego de Terra Ronca. Uma homenagem, tanto pela indicação do peixe aos cientistas que catalogaram a nova espécie de bagre, como pela descoberta de boa parte das cavernas já mapeadas pelos espeleologistas.

Por Geraldo Gurgel

Fonte original da notícia: Ministério do Turismo