Sebrae aposta em baleias e cultura para levar turistas ao Sul de SC

Márcia Godinho, coordenadora do Sebrae-SC: o roteiro ainda está em fase experimental, mas deve começar a ser comercializado em breve.

Sol de verão. Praias cheias. Coco gelado. Roupas de banho. Se depender do Sebrae-SC, o estado catarinense logo será lembrado por mais do que um destino de férias de janeiro. O órgão tem preparado um roteiro, chamado “Rota da Baleia Franca”, que promete levar os visitantes dos municípios do litoral sul de Santa Catarina em uma jornada histórica, cultural, ecológica e com direito, como o nome sugere, a observação dos maiores mamíferos do mundo, as baleias.

Tudo faz parte de um planejamento de quase três anos do Sebrae-SC para fomentar o turismo na região, principalmente, nos três municípios de Laguna, Imbituba e Garopaba, especialmente na baixa temporada de inverno, que traz o clima frio que afugenta muitos visitantes. Com isso, a “Rota da Baleia Franca” visa incrementar o fluxo de visitantes, oferecendo a opção de julho a novembro, quando os gigantes dos mares migram para o litoral sul do país, e podem ser avistados ao longo da costa.

A ação não visa apenas focar nos municípios que compõem a espinha dorsal do roteiro, a intenção, é que diversas cidades próximas da região Sul catarinense sejam beneficiadas com o aumento dos visitantes, que poderão conhecer mais a fundo o estado, como o caso de Gravatal, que conta com águas termais, naturalmente aquecidas, e se tornam uma opção para “driblar” do inverno.

De acordo com a coordenadora do Sebrae-SC, Márcia Godinho, o nome da rota apenas homenageia as baleias francas e ressalta a possibilidade de elas serem avistadas, porém, o passeio tem pretensões maiores, aquecendo toda a região. “Avistar as baleias seria apenas a cereja do bolo. Queremos expor todas as qualidades e a diversidade oferecida por todas as cidades da região do litoral Sul catarinense, que vai muito além de praias e calor”, afirmou.

Ainda de acordo com Márcia, o roteiro deve atrair ainda mais turistas argentinos, que lideram o número de visitantes internacionais ao estado, e turistas gaúchos. “Os argentinos podem vir até de carro, a partir do Rio Grande do Sul. O trajeto até a argentina não é muito longo, além deles, os gaúchos, que também sempre aparecem em bom número, se beneficiam dessa proximidade, podendo aproveitar bastante o litoral Sul de SC, mesmo fora da época do verão”, comentou a executiva.

O roteiro, porém, ainda não pode ser realizado de maneira embarcada, conforme determinação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMbio), que já perdura por alguns anos e tem gerado frustração por parte de alguns hoteleiros, Recentemente, o presidente do Instituto da Baleia Franca, , fez um apelo ao Ministério do Turismo para que haja uma reunião com representantes do instituto para que o processo seja agilizado, já que a medida beneficiaria diferentes passeios comercializados pelos hotéis costeiros.

Por Leonardo Neves

Fonte original da notícia: Mercado & Eventos




Brasil não sabe vender sua imagem ao mundo

Segundo entre 133 países do mundo em recursos e belezas naturais e 14º em bens culturais, país não figura sequer entre os 50 mais visitados do planeta.

Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, um patrimônio mundial da Unesco ameaçado pela falta de recursos. Embratur/Fotos Públicas

A Espanha recebeu, no mês de julho, dez milhões e meio de turistas, quase o dobro do que o Brasil recebeu em 2016, com um território 15 vezes maior do que o país europeu. O Governo brasileiro parece pronto a vender até a Amazônia para fazer frente ao enorme déficit público e, no entanto, não sabe lançar sua imagem no exterior para atrair o turismo internacional. Entre os 181 milhões de turistas que visitam anualmente o continente americano, apenas seis milhões e meio chegam ao Brasil, contra 23 milhões no México. Enquanto a cidade maravilhosa do Rio recebe pouco mais de um milhão de estrangeiros, algumas cidades europeias como Veneza, Barcelona, Londres ou Paris, ou latino-americanas como Buenos Aires ou a Cidade do México, superam em número de turistas todo o Brasil.

O Brasil é o segundo entre 133 países do mundo em recursos e belezas naturais e é o 14º em bens culturais, mas não figura entre os 50 países mais visitados do planeta, de acordo coma revista Travel Leisure. Nem a Copa do Mundo e as Olimpíadas foram suficientes para consolidar o turismo em um país que é um continente. Enquanto o Governo está vendendo boa parte das empresas nacionais, não é capaz de transformar o turismo nessa grande indústria que representa 10% do PIB mundial. Um em cada 11 empregos no mundo é criado pelo turismo, que passou de 25 milhões em 1950 para 1,1 bilhão em 2014.

Países como Espanha, França ou Reino Unido chegam a receber até dez vezes mais turistas do que o Brasil, que tem um território do tamanho da Europa e refúgios naturais e culturais únicos no mundo. Deve-se perguntar o que impede o Brasil de ter uma indústria do turismo que poderia criar milhões de empregos e aumentar o PIB nacional. No Ministério do Turismo, acreditam que o motivo da escassez de visitantes internacionais se deve à fama de país violento que se criou. Se fosse assim, países igualmente violentos ou mais, como México, Turquia ou Egito, também teriam escassez de turistas, quando a verdade é que eles continuam a receber mais visitantes do que o Brasil. Na Europa, apesar dos atentados terroristas, o turismo cresceu 4%, e já se pensa em limitar esse fluxo em cidades como Veneza ou Barcelona.

Não seria porque os governos no Brasil, ocupados com a pequena política e em proteger seus privilégios, nunca levaram a sério que o turismo internacional poderia ser uma fonte de riqueza nacional? As receitas da indústria do turismo no mundo ultrapassam as do petróleo, dos alimentos ou a gerada pela indústria automobilística. Na Espanha, um em cada sete empregos é criado pelo turismo. Quando em Paris, devido aos atentados terroristas, o turismo caiu 4%, as autoridades municipais tomaram 59 medidas para promovê-lo. E voltou a crescer. Quantas medidas e de qual eficácia o Governo brasileiro adota para promover o turismo estancado há anos? Aparentemente, a maioria dos poucos turistas que chega o faz incitada por amigos que estiveram aqui e que voltaram entusiasmados, tanto por suas belezas quanto pelo calor humano de sua gente. Muito pouco para vender o gigante brasileiro.

A realidade é que, com 8 mil quilômetros de praia virgem, um sonho para os europeus, no Brasil falta tudo para que o turismo se torne uma indústria capaz de criar riqueza. Faltam infraestruturas como estradas, trens, linhas aéreas, redes hoteleiras e gastronômicas com um leque de possibilidades para todos os bolsos. Hoje, chega-se a dizer que no Brasil os ricos viajam dentro do país e aqueles que não podem se permitir esse luxo se conformam com ir aos Estados Unidos ou à Europa, onde os preços, por absurdo que pareça, são menores e onde são oferecidas possibilidades à la carte, para todos os gostos e condições financeiras. O turismo internacional continua sendo, como a educação, a saúde ou a segurança pública, um assunto pendente que pouco parece interessar os políticos brasileiros.

Por Juan Arias

Fonte original da notícia: El País




Local onde Jesus teria multiplicado pães e peixes é achado no Mar da Galileia

Aparição de peça de cerâmica em 2014 fez equipe se concentrar na área. Arqueólogos querem transformar local em ponto de peregrinação.

Local em que Jesus teria multiplicado pães e peixes é descoberto por arqueólogos israelenses na região do Mar da Galileia. Foto: Menahem Kahana/AFP

Arqueólogos israelenses encontraram nos arredores do Mar da Galileia (Lago Tiberiades ou Kinneret) os restos de Betsaida (Julias), o povoado onde, de acordo com a tradição cristã, os apóstolos Pedro, André e Felipe moravam e onde aconteceu o milagre da multiplicação dos pães e peixes.

“Encontramos o que parece ser a cidade dos três apóstolos, onde Jesus multiplicou os pães e os peixes”, afirmou nesta segunda-feira à Agência Efe o arqueólogo Mordejai Aviam, do Kinneret College, em Israel, que há três anos trabalha neste projeto.

Na margem nordeste do Mar da Galileia, a equipe vasculhou o lugar onde, conforme o Novo Testamento, estiveram três dos apóstolos de Jesus, a Reserva Natural do Vale de Betsaida, como é conhecida hoje.

Há pouco tempo, Aviam achou, com mais 25 arqueólogos e voluntários, uma capa do período das Cruzadas, uma feitoria de açúcar do século XIII, um mosteiro e o que parece ser uma igreja. Dois metros debaixo do solo encontraram restos do período bizantino, que se remonta à etapa final do Império Romano e que nos seus primeiros anos de vida se estendeu por todo o Mediterrâneo Oriental.

Tempo atrás tinha sido descartada a possibilidade de encontrar algo deste período da história, mas foi a aparição de uma peça de cerâmica em 2014 que fez que a equipe se concentrasse mais nesta área e o que fez aumentar as expectativas.

“Existem moedas, cerâmica, um mosaico, paredes e um banheiro de estilo romano, o que nos leva a crer que não se tratava simplesmente de um povoado, mas de uma grande cidade romana”, afirmou Aviam, acrescentando que abaixo da camada que objetos das Cruzadas estão ruínas do período anterior, o Romano (de 300 a 100 a.C.).

De acordo com a Bíblia, Jesus foi para esse lugar para descansar sozinho, afundado na tristeza pela notícia da morte de João (ordenada por Herodes Antipas), mas foi seguido por uma multidão.

Quando anoiteceu, os discípulos sugeriram que ele dispensasse os seguidores para que pudessem comer, mas ele respondeu que não era necessário que fossem embora e pediu para servir as pessoas com os alimentos que tivessem ali. Foi quando os discípulos disseram que só tinham cinco pães e dois peixes.

Teorias arqueológicas

Aviam está convicto de que os objetos achados demonstram que esse é o local onde milhões de cristãos viram esse milagre, apesar de outras teorias arqueológicas situarem esse ponto em outros lugares da região, rejeitando essa situação com o argumento de que o nível do lago nessa área cobria a zona, algo que as novas descobertas contradizem.

O historiador Flávio Josefo descreveu nos seus textos a cidade de Betsadia e explicou que o rei judeu Filipe, o Tetrarca, a transformou, fazendo com que o local se transformasse de uma vila de pescadores em uma autêntica cidade romana.

Não muito longe dali, na cidade de Tiberíades, na margem oposta do lago, novas escavações situam Madala, o povoado onde nasceu e viveu Maria Madalena, uma das figuras femininas mais relevantes da Bíblia.

Local de peregrinação

Os responsáveis pelas mais novas descobertas arqueológicas na zona querem fazer das terras próximas ao Mar da Galileia um lugar de peregrinação, culto e turismo e por isso querem acompanhar os passos de Jesus e percorrer as paisagens por onde ele e seus discípulos caminharam.

Para muitos dos que creem, pisar na terra em que Jesus Cristo viveu e ver resquícios que datam de sua época e que põem no mapa atual os lugares apresentados na Bíblia é, além de uma experiência repleta de emoção, uma forma de reafirmar a própria fé.

Por Agencia EFE

Fonte original da notícia: G1




Turistas dormem nus em píer de Veneza

Os dois foram flagrados dormindo sem roupa na frente de hotel.

O vídeo dos turistas viralizou nas redes sociais / Reprodução

Mais um episódio de comportamento inadequado de turistas voltou a irritar os moradores de Veneza nesta terça-feira (1º), apesar das pesadas multas contra violações do “decoro” aprovadas pela Prefeitura.

Por volta de 5h30 da manhã (horário local), dois homens foram flagrados deitados nus no píer de um hotel cinco estrelas no Canal Grande, a mais movimentada via aquática da capital do Vêneto. Os turistas estavam abraçados e aparentemente dormindo.

“Eram dois homens na faixa dos 30 anos. Pedimos para eles saírem e, com toda a calma, eles se vestiram e se afastaram. Acho que estavam dormindo antes de nossa chegada”, diz o autor do flagra, um barqueiro que chegava ao hotel para entregar mercadoria.

O vídeo dos turistas viralizou nas redes sociais e irritou a população de Veneza, que cobra punições ao suposto casal. De acordo com as novas regras da Prefeitura, a multa para quem andar em público com o torso nu é de 200 euros (R$ 736, segundo a cotação atual), mas os dois podem alegar que estavam em uma área privativa.

O governo municipal vem adotando uma série de medidas para coibir comportamentos inadequados dos turistas e reduzir a tensão com os moradores. Além das multas contra violações do decoro, o prefeito Luigi Brugnaro proibiu o consumo de bebidas alcoólicas na rua durante as noites e madrugadas dos fins de semana.

Nos últimos meses, habitantes de Veneza fizeram diversos protestos contra o turismo de massa e o esvaziamento populacional de seu centro histórico, que perde, em média, dois moradores por dia por causa do encarecimento dos imóveis.

Ansa

Fonte original da notícia: Band.com.br




Paraty (RJ) – Na Flip, presidente do Iphan destaca relação entre patrimônio e turismo

Kátia Bogéa. Foto: Divulgação/Internet

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, abriu ontem (27) a participação da instituição na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), defendendo a criação de um modelo sustentável de gestão do patrimônio nacional. Este ano o Iphan completa 80 anos e promoverá uma série de eventos para debater sua atuação.

Kátia discutiu a questão da sustentabilidade do patrimônio com a população da cidade, gestores e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ela chamou atenção para o fato de que atualmente, com a crise econômica que o país atravessa, é necessária a elaboração de um novo modelo financeiro de gestão.

“Nós temos que ter um modelo diferenciado, porque o dinheiro não está tão fácil. A restauração do patrimônio, principalmente o edificado, consome uma soma muito vultosa de recursos. Então, não adianta a gente ficar gastando dinheiro para recuperar aquele patrimônio, se não existe um estudo de viabilidade econômica para que aquele monumento, aquela cidade histórica possam atrair investimentos, possam mostrar um modelo de governança”, disse Kátia à Agência Brasil.

Kátia citou o caso do centro histórico de Paraty, cuja renda vem basicamente da indústria do turismo. Para ela isso é positivo, uma vez que o turismo cultural é o segmento que está mais em alta no mundo. Ela comparou por exemplo o caso da cidade de Cracóvia, na Polônia, onde esteve recentemente para reunião do Comitê do Patrimônio Mundial, que atrai cerca de 11 milhões de turistas por ano, enquanto o Brasil inteiro recebe apenas 6 milhões de visitantes estrangeiros/ano.

Na opinião de Kátia, o turismo cultural vai estar à frente do turismo regular, uma vez que os viajantes querem conhecer e consumir a cultura local. Neste cenário, o Iphan, a quem cabe proteger e preservar o patrimônio, deve trabalhar de forma conjunta com o Ministério do Turismo. “Paraty é um exemplo disso, porque não só tem o patrimônio cultural, mas também o patrimônio natural, que é muito explorado pelo turismo”.

Para a presidente do Iphan, o trabalho de preservação do patrimônio e do turismo deve ser feito de forma harmoniosa, mas destacou que “essa convivência pode, sim, ser bastante benéfica para ambos os lados, sem que um consuma o outro”.

Kátia Bogéa disse que os projetos para restauração e preservação têm que ser sustentáveis, com governança, “essa responsabilidade com o retorno do dinheiro e, principalmente, com a manutenção da atividade porque, sem planejamento, não tem jeito”. Segundo a presidente do Iphan, é preciso, cada vez mais, “a gente não ficar dependendo de recursos esporádicos, mas ter um planejamento muito concreto, firme e bem feito, uma governança, ou seja, que todos os atores sentem à mesa e discutam esse modelo, porque senão, não vai funcionar”, assegurou.

80 anos

Dentro da Flip, foi aberta também exposição organizada pelo Iphan em parceria com os cidadãos de Paraty, incluindo fotografias do técnico do instituto, Oscar Liberal, que abordam a relação do patrimônio edificado com o dia a dia da população, além da exibição do vídeo Memórias Afetivas de Paraty. “Essa comunidade falando do patrimônio tanto de natureza material, como imaterial, seus festejos, todo o complexo cultural que é Paraty”, explicou Kátia.

A presidente do Iphan observou que uma sequência de obras de restauração será entregue à população brasileira até o final do ano, como parte das comemorações pelos 80 anos da instituição.  Ao longo do segundo semestre o Iphan vai realizar uma série de eventos em comemoração à data, entre elas exposições e um  seminário internacional no Museu do Amanhã, em outubro, quando autoridades nacionais e estrangeiras do setor discutirão a política de preservação no mundo e o planejamentos do órgão para os próximos anos.

Por Alana Gandra – Edição Amanda Cieglinski

Fonte original da notícia: EBC – Agência Brasil




UNESCO e Banco Mundial defendem cultura e turismo como ferramentas para o desenvolvimento sustentável

Sameh Wahba, diretor de Prática Global de Resiliência Social, Urbana e Rural do Banco Mundial, e Irina Bokova, diretora-geral da UNESCO. Foto: UNESCO

O Banco Mundial e a UNESCO firmaram neste mês (13) uma nova parceria para promover o crescimento econômico sustentável através de políticas culturais e de desenvolvimento urbano. Acordo de cooperação prevê ações para os próximos seis anos, ao longo dos quais os dois organismos internacionais buscarão formas de usar a indústria criativa e do turismo para promover a prosperidade compartilhada.

“Esse compromisso renovado por uma parceria de longa data entre a UNESCO e o Banco Mundial traz para o primeiro plano da discussão global o papel crítico que a cultura desempenha em apoiar os países no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e da Nova Agenda Urbana”, disse a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, sobre o acordo.

Ao lembrar que o patrimônio cultural e o turismo responsável se tornaram motores econômicos fundamentais para a redução da pobreza e para a criação de empregos, especialmente para mulheres e jovens, Sameh Wahba, do Banco Mundial, enfatizou que “assuntos de cultura para o desenvolvimento urbano sustentável são essenciais para a construção de cidades e comunidades inclusivas, resilientes, produtivas e sustentáveis para todos”.

O organismo financeiro e a agência da ONU atuarão lado a lado na orientação de políticas comuns para abordar o patrimônio cultural e as indústrias criativas como recursos para responder a situações pós-desastre e pós-conflito. A renovação dessa colaboração entre as duas instituições acontece em um mundo onde 26 milhões de pessoas por ano são levadas à pobreza devido a catástrofes e guerras.

O acordo prevê ações estratégias nas áreas de Paisagens Urbanas Históricas e Regeneração Urbana, Indústrias Criativas e Culturais, Resiliência e Gerenciamento de Risco de Desastres. A UNESCO lembra que a assinatura da parceria coincide com o Ano Internacional para o Turismo Sustentável. Até 2030, o setor deve gerar 1,8 bilhão de dólares em receitas.

As indústrias criativas também são promissoras para a geração de renda e emprego. Receitas do segmento são estimadas em 2,25 bilhões de dólares. Atualmente, o setor cria 29,5 milhões de postos de trabalho em todo o mundo.

Fonte original da notícia: ONUBR




São Paulo (SP) – Problemas contemporâneos do Patrimônio Cultural

Programa
Condições especiais de atendimento, como tradução em libras, devem ser informadas por email ou telefone, com até 48 horas de antecedência do início da atividade.
centrodepesquisaeformacao@sescsp.org.br / 11 3254-5600

As questões relacionadas ao campo do patrimônio cultural têm ganhado destaque cada vez maior nos debates sobre cidade e cultura. Isto se deve, principalmente por se tratar de um tema que ampliou sua área de atuação. O que antes era um campo restrito a uma parcela da população, vem ganhando espaço em discussões mais amplas. Junto com isto, novos problemas aparecem, solicitando abordagens renovadas a partir de outras perspectivas.

Neste sentido este curso pretende discutir 6 problemas contemporâneos ligados a preservação do patrimônio cultural de forma geral. Serão abordados temas como o da autenticidade, instrumentos de reconhecimento e preservação, turismo e lugares de consciência a partir de discussão de conceitos e apresentação de estudos de caso. O curso pretende construir um debate aprofundado que permita compreender quais os limites e perspectivas de atuação.

As inscrições pela internet podem ser realizadas até um dia antes do início da atividade. Após esse período, caso ainda haja vagas, é possível se inscrever pessoalmente em todas as unidades. Após o início da atividade não é possível realizar inscrição.

Palestrantes

Sabrina Fontenele
Pós-doutorando em História pelo IFCH-Unicamp onde estuda questões como domesticidade, preservação e arquitetura moderna.

Silvio Oksman
Doutor pela FAU-USP, com mestrado (2011) e graduação pela mesma instituição. Desde 1998 desenvolve projetos de arquitetura com ênfase nas questões da preservação de patrimônio cultural.

Eduardo Costa
Pós-doutorando em História pelo IFCH-Unicamp. É arquiteto formado pela Unicamp. Especialista em Cultura Visual, História Intelectual e Patrimônios.

Data
24/08/2017 a 28/08/2017
Quintas, das 14h às 17h.

As inscrições podem ser feitas a partir de 25 de julho às 14h, aqui no site do Centro de Pesquisa e Formação ou nas Unidades do Sesc em São Paulo.
Rua Dr. Plínio Barreto, 285 – 4º andar
Bela Vista – São Paulo.

Valores
R$ 18,00 – credencial plena: trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo matriculado no Sesc e dependentes
R$ 30,00 – pessoa com mais de 60 anos, pessoa com deficiência, estudante e professor da rede pública com comprovante
R$ 60,00 – inteira

Fonte original da notícia: Sesc São Paulo




Prefeitura de Araxá (MG) planeja revitalização do Museu Dona Beja e da Fundação Cultural Calmon Barreto

Empresa de Belo Horizonte foi contratada para fazer trabalho nos principais patrimônios da cidade. Investimento é de R$ 258 mil e prazos para conclusão não foram divulgados.

Os projetos seguem normas do IEPHA e do IPHAN. Foto: Prefeitura de Araxá/Divulgação

A Prefeitura de Araxá contratou uma empresa de Belo Horizonte para planejar a revitalização e restauração do prédio da Fundação Cultural Calmon Barreto (FCCB) e do Museu Histórico de Araxá, Dona Beja.

O orçamento previsto para a elaboração dos projetos é de R$ 120 mil para as melhorias, restaurações e reformas que serão efetuadas na FCCB e R$ 138 mil relacionados à restauração e revitalização do Museu Dona Beja.

Os projetos seguem normas do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Os projetos serão assinados pela arquiteta Zenóbia Vanda Gryzbowaki (Zica), de uma empresa especializada em prestação de serviços de restauração de bens culturais e naturais nas áreas de arqueologia, arquitetura, bens móveis e artes aplicadas, engenharia, espeleologia, história, museologia, museologia, paisagismo e urbanismo.

Após visita técnica à fundação, a arquiteta assinou um parecer técnico, onde afirma que “é necessária uma revitalização da edificação e também a criação de infraestrutura para realização de eventos na sua área externa”, conforme documento.

Alguns componentes que precisam fazer parte do projeto foram apontados, como acessibilidade, pisos de madeira, ladrilhos e cimentado revisados, revisão na cobertura para conter vestígios de águas pluviais, revisão e recuperação dos forros de madeira e das esquadrias, pintura das alvenarias e dos elementos em madeira e reparos também em equipamentos elétricos e instalações hidráulicas.

Já para o Museu Dona Beja, Zica também se manifestou sobre os itens que seriam necessários para constar no projeto de restauração e revitalização do local, como revisão nos forros de madeira, esquadrias e escadas, infiltrações, equipamentos elétricos, reparação das instalações hidráulicas e também acessibilidade.

“Podemos concluir que se faz necessária uma revitalização do Museu Dona Beja como um todo, na forma de mostrar a sua importância para a cidade e região, e consequentemente, atiçar a curiosidade da população e do turismo em geral,” afirmou.

Fonte original da notícia: G1 Triângulo Mineiro




Violência provoca queda de R$ 320 milhões no turismo do Rio de Janeiro

Estimativa da CNC indica que, para cada aumento de 10% na criminalidade, a receita bruta das empresas recua, em média, 1,8%.

Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que a criminalidade nos últimos meses contribuiu decisivamente para uma queda de R$ 320 milhões nas receitas do turismo fluminense. O montante equivale a 42% do total da perda do faturamento do setor (R$ 768,5 milhões) entre janeiro e abril deste ano, em comparação com o mesmo período de 2016.

A análise também leva em consideração outros fatores que acarretaram na queda de 7,9% no faturamento bruto do setor, como o desemprego, o aumento dos gastos dos brasileiros com viagens ao exterior, a escassez de crédito e a alta base comparativa com a geração de receitas provocadas pelos Jogos Olímpicos de 2016.

“Embora outros fatores diretamente relacionados à conjuntura econômica também ajudem a explicar a queda de atividade no turismo fluminense, inegavelmente, o aumento da criminalidade no Rio de Janeiro contribuiu sobremaneira para agravar a perda de dinamismo desse setor no Estado”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

Segundo estimativa da CNC, para cada aumento de 10% na criminalidade, a receita bruta das empresas que compõem a atividade turística do Estado recua, em média, 1,8%.

O estudo identifica que a sensibilidade ao aumento da violência no Estado é maior nos segmentos mais dependentes do turismo, tais como hospedagem (1,9%) e transporte (2,0%). Já nos segmentos de alimentação e serviços culturais e de lazer, mais ligados à prestação de serviços a residentes, o aumento de 10% na criminalidade no Estado reduz suas receitas em 1,7% e 1,5%, respectivamente.

Impacto da criminalidade

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ), entre abril de 2016 e o mesmo mês deste ano, o total de ocorrências criminais registradas no Estado aumentou +6,4%. Dentre as principais modalidades de crime, os roubos a bancos, a caixas eletrônicos, os roubos com condução de saque e de bicicletas mais do que dobraram (+107,7%). Ainda de forma expressiva, destacaram-se os registros de roubos em coletivos (+77,6%) e roubos de aparelhos celulares (+73,0%).

A CNC avalia que, embora o turista não seja frequentemente vítima direta da maior parte dos crimes registrados, o avanço da criminalidade nos últimos meses e a consequente queda na percepção de segurança contribuíram decisivamente para a queda no nível de atividade do setor no Estado do Rio de Janeiro.

A perda de R$ 320 milhões, atribuída à violência em 2017, que equivale ao faturamento de 4,5 dias do turismo local, impactou de forma significativa o segmento de bares e restaurantes (R$ 167,2 milhões), seguido pelas atividades de transportes, agências de viagens e locadoras de veículos (R$ 105,5 milhões), hotéis, pousadas e similares (R$ 47,8 milhões) e por atividades culturais e de lazer (R$ 7,2 milhões).

Para o presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC, que é empresário da hotelaria, Alexandre Sampaio, os dados vão ao encontro da realidade vivenciada pelos hoteleiros do Estado. “A violência afeta o turismo porque dilapida a imagem do Rio de Janeiro, o próprio brasileiro não quer mais visitar o Rio. Essa é uma realidade perversa, ampliada pela crise econômica do País e do Estado. E o impacto no turismo e em segmentos como hotelaria e alimentação reflete em mais de 50 segmentos da economia”, afirma o hoteleiro carioca.

Desemprego afeta o consumo

Dentre os demais fatores que também impactaram as atividades turísticas no Estado, a evolução desfavorável do mercado de trabalho limitou a capacidade de consumo desse tipo de serviço nos últimos meses. Embora o salário habitual do trabalho tenha crescido 2,6% no trimestre compreendido entre fevereiro e abril de 2017 e o mesmo período de 2016, a taxa de desocupação avançou de 11,2% para 13,6%, provocando um incremento de 2,6 milhões no contingente de desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua).

Mais viagens ao exterior

Outro aspecto negativo para o turismo interno, a queda de aproximadamente 10% na taxa de câmbio, voltou a estimular gastos de brasileiros no exterior, em detrimento do consumo de serviços turísticos no Brasil. De acordo com o Banco Central, nos cinco primeiros meses deste ano, quando comparadas ao mesmo período de 2016, houve uma retração de 2,6% nos gastos com o turismo doméstico e um crescimento de 41,4% nas despesas com viagens para fora do País.

Perda de receita retrai mercado de trabalho

Do ponto de vista do emprego, a queda no nível de ocupação no turismo fluminense se mostrou compatível com as perdas de receita nos últimos meses. De janeiro a maio de 2017, o saldo entre admissões e desligamentos nas atividades que compõem o setor resultou numa perda acumulada de 8.833 postos de trabalho com carteira assinada – um aumento de 75% em relação aos 5.025 postos fechados no mesmo período de 2016 –, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Os serviços de alimentação fora do domicílio, tais como bares, restaurantes e lanchonetes, que respondem pela maior parte do emprego celetista no turismo do Estado, lideraram os cortes, com -6.008 vagas, seguidos por hotéis, pousadas e similares (-1.409), serviços de transportes (-1.018) e atividades culturais e de lazer (-398).

O estudo da CNC se baseou no cruzamento de dados do Índice de Atividades Turísticas, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD contínua), do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), todos do IBGE, assim como dados do Banco Central, do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP-RJ) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte original da notícia: Jornal do Brasil




Unesco inclui Hebron na lista do patrimônio mundial

Vista do Túmulo dos Patriarcas, em Hebron – AFP/Arquivos

A Unesco declarou nesta sexta-feira a área antiga da cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada, “zona protegida” do patrimônio mundial, como um lugar de “valor universal excepcional em perigo”, o que irritou Israel.

Com 12 votos a favor, três contra e seis abstenções, o comitê reunido na cidade polonesa da Cracóvia decidiu incluir o centro histórico da cidade em duas listas: a do Patrimônio Mundial e a do Patrimônio em Perigo. O tema foi a disputa mais recente entre palestinos e israelenses levada ao organismo internacional.

Hebron tem uma população de 200.000 palestinos e algumas centenas de colonos israelenses, que vivem em um território protegido por soldados perto do local sagrado que os judeus chamam de Túmulo dos Patriarcas e os muçulmanos de Mesquita de Ibrahim.

“A decisão da Unesco sobre Hebron e o Túmulo dos Patriarcas é uma mancha moral. Esta organização irrelevante promove uma História Falsa. Vergonhoso para a Unesco”, escreveu no Twitter o porta-voz da diplomacia de Israel, Emmanuel Nahshon.

Pouco depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chamou de “delirante” a votação.

“Desta vez disseram que o Túmulo dos Patriarcas em Hebrin é um local palestino, o que significa que não é judeu, e que é um local que está em perigo”, afirmou em um vídeo postado no Facebook.

“Apenas em locais onde Israel está presente, como Hebron, a liberdade religiosa é garantida para todos”, considerou o premiê.

Para a Autoridade Palestina, no entanto, a decisão representa um “êxito” diplomático.

“Esta votação é um êxito para a batalha diplomática travada pelos palestinos em todas as frentes, ante a pressão israelense e americana sobre os Estados membros”, afirmou o ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

“Apesar da campanha israelense frenética de mentiras e distorção dos fatos sobre os direitos dos palestinos, o mundo reconheceu o nosso direito de incluir Hebron e a Mesquita de Ibrahim sob a soberania palestina”, acrescentou o ministério.

Doze membros do Comitê da Unesco votaram a favor da inscrição, seis se abstiveram e três votaram contra. Em razão das abstenções, a maioria necessária era de dez votos.

Os palestinos afirmam que a cidade antiga de Hebron está ameaçada por um aumento “alarmante” do vandalismo contra propriedades palestinas na região, atos que atribuem aos colonos israelenses.

Por este motivo, solicitaram à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), que declarasse a área antiga “zona de valor universal excepcional”.

Um voto favorável da Unesco “ajudaria o turismo” e “os esforços dos palestinos para impedir toda a tentativa de destruição”, havia considerado antes da votação Alaa Shahin, funcionário da prefeitura de Hebron.

As autoridades israelenses consideram que a resolução sobre Hebron, que classifica a cidade de “islâmica”, nega uma presença judaica de 4.000 anos na região.

O Túmulo dos Patriarcas é considerado o local que contém os restos mortais de Abraão, pai das três religiões monoteístas, de seu filho Isaac, seu neto Jacó e suas esposas Sara, Rebeca e Lia.

Antes da votação, o ministério das Relações Exteriores israelense advertiu que a inclusão da cidade da Cisjordânia seria um ato de “politização da organização”.

Em maio, Israel rejeitou uma resolução da Unesco sobre o status de Jerusalém apresentando-o como “potência ocupante”, antes de impedir os pesquisadores da organização de visitar Hebron.

Em meio século de ocupação israelense, Hebron se tornou um local de conflito permanente. Centenas de colonos protegidos por centenas de soldados vivem em uma área do centro que é parcialmente proibido aos palestinos.

Na época do mandato britânico sobre a Palestina, uma comunidade de judeus vivia em Hebron antes de ser forçada a partir após o assassinato de 67 judeus em 1929.

Em 1994, um colono israelense-americano, Baruch Goldstein, abriu fogo na Mesquita de Ibrahim matando 29 muçulmanos antes de ser linchado.

AFP

Fonte original da notícia: Isto É