Projeto retoma visitas pelos monumentos do Centro de Vitória (ES)

Visitar Vitória oferece visitas monitoradas gratuitas por 7 pontos históricos. Atendimento volta a ser feito nesta quarta-feira, às 13h.

Visitas monitoras acontecem de quarta à domingo, das 13h às 17h. (Foto: Divulgação/ PMV)

Visitas monitoras acontecem de quarta à domingo, das 13h às 17h. (Foto: Divulgação/ PMV)

O Visitar Vitória, projeto de turismo cultural pelo Centro de Vitória, recomeça as atividades deste ano nesta quarta-feira (2). O passeio pelos monumentos é gratuito e feito com monitores que dão informações sobre a história desses lugares.

O atendimento é feito por estudantes do cursos superiores de guia de turismo ou turismo e acontece de quarta a domingo, das 13 às 17h. Quem quiser participar das visitas monitoradas só precisa estar em um dos sete pontos cobertos pelo programa:  Catedral Metropolitana, Theatro Carlos Gomes, Convento São Francisco, Capela Santa Luzia e as igrejas do Carmo, São Gonçalo e do Rosário.

Os visitantes vão receber um mapa do Centro Histórico em material bilíngue e folder com informações sobre os patrimônios de Vitória, que somam mais de quatro séculos de história.

História e atrações
Por meio do projeto, a Prefeitura de Vitória pretende aproximar ainda mais a comunidade do centro histórico e despertar a curiosidade pelo patrimônio artístico, arquitetônico e cultural da capital. O objetivo é fazer com que os moradores conheçam mais a cidade, além de torná-la mais atrativa aos turistas.

Em seus nove anos de funcionamento, o Visitar já recebeu 400 mil visitantes de mais de 80 nacionalidades.

Fonte original da notícia: G1 ES




Crise obriga Tam a fechar museu em São Carlos (SP)

Em 2016, museu completa 10 anos desde sua inauguração (reprodução).

Em 2016, museu completa 10 anos desde sua inauguração (reprodução).

A crise econômica segue fazendo vítimas no Turismo no Brasil. Dessa vez sobrou para o Museu Tam. A companhia aérea anunciou a suspensão temporária da atividade do espaço de mais de 20 mil metros quadrados, localizados em São Carlos (SP). Este ano, o museu completa uma década desde sua inauguração.

A assessoria da Tam afirma que este ano fará um estudo interno da viabilidade econômica do museu, mas sem prazo definido. Até lá, o museu não estará aberto. Segundo a companhia, todas as formas de manter o espaço em funcionamento foram tentadas.

No meio do ano passado, a Tam havia sinalizado a intenção de transferir o museu de São Carlos para a capital paulista. O Museu Tam é considerado o maior de aviação da América Latina. Mais de 90 aeronaves são expostas aos visitantes, que pagavam cerca de R$ 25 na entrada inteira.

Segue o pronunciamento oficial da companhia na íntegra:

O Museu Tam, localizado na cidade de São Carlos (SP), estará com as suas atividades suspensas temporariamente. Esta decisão está atrelada ao acirramento dos desafios econômicos do país, provocado pelo aumento da inflação e pela alta do dólar em relação ao real, resultando numa desaceleração do setor aéreo. Este cenário demonstrou a necessidade de um estudo interno de viabilidade econômica do museu, que deverá ocorrer ao longo deste ano.

Durante este período de análise, as atividades do museu estarão suspensas.

A Tam ressalta ainda, que tentou de todas as formas buscar alternativas para manter o espaço em funcionamento, mas infelizmente diante de um cenário econômico desafiador, não foi possível.

Por Rodrigo Vieira

Fonte original da notícia: Panrotas




Único museu de Corumbá (MS) corre o risco de fechar suas portas

O Museu de História do Pantanal (Muhpan) corre risco de fechar suas portas.

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A informação, que ainda não é oficial, é decorrente de uma crise financeira que abraçou a Fundação Barbosa Rodrigues, mantenedora do Muhpan. Após uma “racha” no patrocínio que a Votorantim oferecia ao instituto, a equipe educativa que compunha o museu foi demitida em massa. Para piorar, os ar-condicionados do segundo andar do prédio queimaram, isso desde início do ano passado. E um assalto ocorrido em meados de novembro de 2015 levou televisores e retroprojetores que integravam o túnel interativo e davam boas-vindas ao visitante.

Realmente não está fácil para o Muhpan

Crise semelhante ocorreu no Moinho Cultural Sul-americano. Mas ao contrário do Muhpan, o Moinho recebe incentivos da Prefeitura, da Vale e até de atores globais. Por ser uma entidade vinculada ao Criança Esperança de caráter midiático, o Moinho conseguiu resistir através de uma campanha “abrace o moinho” que permanece até os dias atuais.

Já o Muhpan lida com um cenário mais tempestuoso

Sem muito interesse da Prefeitura, nem mesmo da própria população – grande parte dos corumbaenses sequer sabe que existe um museu em Corumbá – o Muhpan era mais um roteiro para visitantes que vinham em barcos turísticos e local de “aluguel” para alguma reunião – uma estrondosa infelicidade. Quem visitou o Muhpan sabe bem o quão uma visita valia pena. O lugar admirava até quem estava acostumado com o Museu Nacional no RJ.

Os motivos desse desconhecimento/desinteresse podem conter no fato do Muhpan ser mantido por uma fundação de fora. Logo no início do projeto, não foram poucas as reclamações sobre o fato do museu chamar pessoal de Campo Grande e de São Paulo para sua formação. Mesmo havendo um doutor em arqueologia especialista na região do Pantanal em Corumbá, preferiram chamar outro especialista de fora para auxiliar nos acervos arqueológicos. Mais tarde recorreriam ao arqueólogo de Corumbá, mas o desconforto já estava feito. O mesmo aconteceu no projeto arquitetônico, museológico, et cetera. Todos de fora, ninguém realmente pertencente a cidade integrando as veias iniciais do museu.

De qualquer modo, talvez das maiores contribuições do Museu tenha sido a oportunidade de estágio para acadêmicos da UFMS e alunos do ensino técnico do Senai. Trabalhando e aprendendo, o resultado era grandioso. Mas a “Era de ouro” se foi, e sem o Muhpan, o cerco se fechou outra vez aos aspirantes a turismo e a história. Outro museu para estagiar? Não tem.

De 2008 à 2012 o número de visitantes foi extremamente positivo, todavia. Não era pra menos: um prédio enorme, refrigerado, interativo, com acessibilidade – com esforço o Iphan permitiu colocarem um elevador no local – e gratuito. Tinha tudo para dar certo. E deu, ao menos nos anos iniciais. Já nos últimos meses de 2015, antes do Muhpan fechar para o recesso – uma espécie de pré-luto – o Museu, sem seus recursos habituais, recebia pouquíssima gente e contava somente com um funcionário que somente recepcionava o visitante, sem poder acompanha-lo como naturalmente. O fim pareceu poético: o museu estava triste e vazio em seu último mês de funcionamento.

Com o Instituto Luís de Albuquerque (ILA) fechado, Casa do Massa e Barro também em crise, resta muito pouco para quem deseja respirar um pouco mais da história, da cultura educativa de Corumbá.

Informações extraoficiais sugerem que o Muhpan poderá realizar um convênio com a Prefeitura e sediar alguma secretaria em seu último andar. Obviamente isto irá ferir todo o projeto museológico – o último andar abriga a sala da Guerra do Paraguai, Comissão Rondon, Expedições Filosóficas, Porto Geral e a Sala Olhares, além do Auditório e da Sala Lúdica. Se uma suposta secretaria tomar toda a extensão, o Muhpan vai ser aos poucos esmagado, é previsível. Mas também, sem uma ‘mão amiga”, o Muhpan fecha. Fechar ou ceder? Está difícil.

Nosso único museu está entre a cruz e a espada. Qualquer ajuda é mais que bem-vinda.

O Muhpan é possivelmente dos museus mais bonitos do Estado, quinto maior circuito do país. Abrigado no histórico prédio Wanderley Baís & Cia, datado em 1876, tombado e integrando o Casario do Porto, é um completo ABUSRDO ver um investimento federal de R$ 5 milhões, capitaneados através da Lei Rouanet de incentivo à cultura, indo abaixo.

Mas estamos no país dos absurdos. A cultura é quem sempre sofre.

Por Nathalia Claro

Fonte original da notícia: Correio de Corumbá




Diamantina (MG) é a cidade histórica que mais avança em políticas públicas para cultura

Cidade ocupa a 29ª posição na classificação global do índice.

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Entre as 65 cidades turísticas brasileiras monitoradas pelo Ministério do Turismo, Diamantina, terra natal de Juscelino Kubitschek e das vesperatas ao som do Peixe Vivo, é aquela que apresentou ao longo do último ano o maior avanço em políticas públicas em diferentes níveis de cooperação para a preservação do patrimônio histórico e a produção cultural voltada ao turismo. Esta é uma das treze dimensões consideradas pela pesquisa iniciada em 2008, com acompanhamento anual, para avaliação da competitividade do turismo, ou seja o estágio de desenvolvimento das diversas variáveis envolvidas no conceito de turismo sustentável.

Apesar do bom desempenho nesta dimensão das políticas públicas, – com pontuação que cresceu, – considerando um índice crescente de 0 a 100 –, de 53,6 em 2014 para 68,9 em 2015 –, Diamantina ocupa a 29ª posição na classificação global do índice. A cidade pontua em média 62,4, quando são consideradas também as demais dimensões que integram o índice, como infraestrutura, acesso, serviços e equipamentos, atrativos turísticos, marketing e promoção do destino, aspectos ambientais, aspectos sociais, aspectos culturais, capacidade empresarial, economia local, monitoramento e cooperação regional.

Detentora do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco, Diamantina tem, além de um acervo de bens tombados bem preservados – entre eles a Casa de Juscelino, gerida por Serafim Jardim por meio de uma entidade sem fins lucrativos –, instituições de ensino, inclusive universidade federal, com oferta de cursos regulares de capacitação e graduação em turismo. Segundo o prefeito Paulo Célio de Almeida Hugo (PSDB), o planejamento estratégico da cidade, com ênfase no desenvolvimento da vocação turística da cidade explica o resultado. “Esta é a terra de JK, de Chica da Silva, do inconfidente Padre Rolim e de Padre Belchior, que aconselhou Dom Pedro I a declarar a Independência”, afirma o prefeito.

Entre os pontos negativos na cidade apontados pelo estudo, estão problemas de acessibilidade para as pessoas com deficiência, cobertura restrita da sinalização turística e ausência de programas de sensibilização do turista para o respeito à cultura e ao patrimônio.

Líder Considerando as treze dimensões do Índice de Competitividade de 2015, São Paulo lidera o ranking das cidades avaliadas, pontuando média de 83,2 em 100, seguida pelo Rio de Janeiro, com 81,1, Porto Alegre, com 81 pontos, Curitiba com 80,4 pontos e Belo Horizonte, na quinta colocação, com 79,2 pontos. Segundo o estudo, a pontuação da capital mineira se explica principalmente pela presença de atrativos turísticos naturais, como a Lagoa da Pampulha; e culturais, como o Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Belo Horizonte tinha 78,5 em 2014 e subiu 0,7. Da mesma forma, São Paulo cresceu apenas 0,7. Porto Alegre subiu 1 ponto.

Entre as 65 cidades brasileiras, duas outras mineiras são monitoradas – Ouro Preto e Tiradentes. Ouro Preto pontuou em média 69,3 e está ranqueada na 17a posição. A cidade histórica destacou-se, entre as não capitais, como aquela que apresentou maior evolução na dimensão dos serviços e equipamentos turísticos, com crescimento de 55,3 para 61,2 ao longo do último ano. Na 45a posição, a histórica Tiradentes obteve 52,8 pontos, – 1,8 a mais do que no ano passado. A cidade brasileira monitorada pelo estudo com pior desempenho foi Mateiros, em Tocantins, com pontuação de 32,8 pontos.

Por Bertha Maakaroun

Fonte original da notícia: em.com.br




Construção de prédios em Pirenópolis (GO) gera polêmica

Articulado nas redes sociais, movimento “Piri Sem Time Share” alega que empreendimentos colocam em risco centro histórico do município.

Reprodução/Goiás Agora

Reprodução/Goiás Agora

Moradores da cidade de Pirenópolis, a 129 km de Goiânia, têm se movimentado para impedir que dois grandes empreendimentos imobiliários sejam erguidos no município histórico. As obras dos edifícios Estrada Parque dos Pireneus e Quinta Santa Bárbara somarão 262 apartamentos e, se finalizados, serão destinados para moradia e turismo.

Intitulado “Piri Sem Time Share”, o movimento em desfavor da ação imobiliária no município tem se articulado via redes sociais, culminando na criação de uma petição online contra as construções, que já conta com quase 800 assinaturas.

Segundo o grupo, um dos prédios será construído no Centro Histórico da cidade e, além de destoar das casas e do ambiente, pode ainda comprometer áreas de nascentes e lagos.

“Essa construção é uma agressão ao meio ambiente sem precedentes, que provocará a redução do fluxo de água e energia, já tão escassos na cidade. O fluxo de trânsito está completamente comprometido nos finais de semana e feriados. A cidade dá sinais de esgotamento de todos os seus recursos”, argumenta os idealizadores do movimento na página da petição online.

O grupo também questiona a legalidade dos empreendimentos quanto à liberação de alvarás e critérios de transparência. A Prefeitura de Pirenópolis, segundo o movimento, ficou omissa sobre a exigência de vários relatórios, como o Estudo de Impacto de Vizinhança (E.I.V) e o Estudo de Impacto Ambiental (E.I.A).

O Jornal Opção entrou em contato com a secretaria de Finanças do município de Pirenópolis, mas a titular da pasta não foi localizada, até a publicação da matéria.

Empreendimentos

Os edifícios Estrada Parque dos Pireneus e Quinta Santa Bárbara, empreendimentos que pertencem a HMS Hotéis e Parques, com sede em Goiânia, são construções definidas como “time-sharing”. Nesta modalidade imobiliária, o imóvel é vendido a mais de um proprietário, que compartilham o uso alternadamente durante o ano.

Conforme argumenta o grupo contra os empreendimentos, a o “time-sharing” aproveita das legislações de outras modalidades imobiliárias, que por não serem específicas, não deixariam claro as responsabilidade do empreendedor e dos compradores.

“Todos os compradores tornam-se coproprietário da mesma unidade habitacional e as escrituras são feitas em nome de até 52 pessoas na mesma unidade habitacional. Sem nenhum critério de transparência e sem exigência de quaisquer estudos dos impactos ambientais, esses empreendimentos foram aprovados em Pirenópolis”, lamentou o grupo, no texto que acompanha a petição online.

Por Marcelo Gouveia

Fonte original da notícia: Jornal Opção




Aeroporto e Parque: turismo e futuro na Serra da Capivara (PI)

Porque vale a pena acreditar e investir no turismo da região.

São Raimundo Nonato,o município abriga parte do Parque Nacional Serra da Capivara, uma das principais atrações turísticas do Piauí. Por muito tempo turistas e visitantes precisaram enfrentar estradas ruins para chegar ao local. Porém, os investimentos dos últimos 12 anos em melhoria dessas vias mudou esse quadro.

Além de rodovias em bom estado, o turista agora conta com o Aeroporto recém inaugurado (que leva o nome do Parque). Investimentos em infraestrutura que visam garantir uma chegada mais rápida e segura ao Berço do Homem Americano, e prometem desenvolver o potencial turístico da região.

Visitante no Parque Nacional Serra da Capivara. Foto: Fumdham

Visitante no Parque Nacional Serra da Capivara. Foto: Fumdham

Uma região promissora

Mas não é apenas São Raimundo Nonato que espera desenvolvimento através do turismo arqueológico e ambiental. Os limites do Parque Nacional Serra da Capivara envolvem também os municípios de Coronel José Dias, João Costa e Brejo do Piauí. Entre os 04 municípios, João Costa possui a segunda maior parte do território do Parque e abriga diversos sítios, como os das localidades São João Vermelho, Cambraia, Alegre e Pedra Una.

“Antes as pessoas iam de São João do Piauí para São Raimundo Nonato aqui por ‘dentro’. Hoje é possível restaurar esse caminho, em consonância com o governo estadual e com a Fumdham [Fundação Museu do Homem Americano), e incluir nosso município nessa rota turística”, defendeu o prefeito de João Costa, Gilson Castro, referindo-se a uma antiga estrada que cruza o parque e caiu em desuso após a pavimentação asfáltica da BR-020.

Prefeito Gilson Castro durante inauguração do wifi da comunidade Cambraia. Foto: Arquivo Pessoal

Prefeito Gilson Castro durante inauguração do wifi da comunidade Cambraia. Foto: Arquivo Pessoal

“Para preparar a cidade, investimos em infraestrutura e em educação. Nosso município é rico em água, o que também pode atrair turistas e investidores. Para tornar ainda mais atrativo, instalamos internet gratuita no Cambraia e vamos instalar em mais localidades. Estamos investindo para receber turistas e para atrair empresários e investimentos no setor hoteleiro, que podem apostar em hotéis e chácaras em locais que levam aos sítios”, completou o gestor.

Gilson Castro informou ainda ter solicitado ao governador Wellington Dias que incluísse João Costa na rota turística do Parque. “Fomos prontamente atendidos, o governador autorizou a pavimentação asfáltica e o governo do estado já entrou em ação. O DER [Departamento de Estradas e Rodagens] veio aqui e realizou o levantamento de viabilidade da pavimentação, então já estamos na fase de finalização do projeto de viabilidade”, informou o prefeito.

“Além disso, João Costa foi incluso no PPA [Plano Plurianual] e no planejamento de aplicação dos R$ 10 milhões que o governador anunciou para o investimento no turismo da Serra. Esperamos também envolver todos os municípios da região para torná-la mais uma rota turística do Piauí”, completou o gestor.

O envolvimento com as atividades turísticas do Parque é almejado por diversos municípios da região. “O turista pode conhecer nossos parreirais, seguir para a Serra da Capivara, tanto por João Costa como por Coronel José Dias, conhecer o Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato, depois seguir para a Serra das Confusões, enfim, seria uma nova Rota das Emoções”, defendeu o prefeito de São João do Piauí, Gil Carlos, que também planeja integrar o município (que faz parte do Território Serra da Capivara), situado a 100 km de São Raimundo Nonato, à rota turística do Parque.

Serra das Confusões, município de Caracol. Foto: André Pessoa

Serra das Confusões, município de Caracol. Foto: André Pessoa

Serra da Capivara

A Serra da Capivara tem grande potencial turístico. É o maior sítio arqueológico aberto do mundo. Estima-se que, após funcionamento do Aeroporto, o Parque seja capaz de receber um milhão de turistas/ano.  De acordo com a Fumdham, o Parque possui grande concentração de sítios arqueológicos, grande parte contendo pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do homem (100.000 anos antes do presente).

Niede Guidon durante pesquisas arquelógicas. Na foto, encontrados fósseis humanos. Foto: Fumdham

Niede Guidon durante pesquisas arquelógicas. Na foto, encontrados fósseis humanos. Foto: Fumdham

São ao todo 912 sítios cadastrados, sendo 657 com pinturas rupestres. Além disso, possui outros sítios ao ar livre (acampamentos ou aldeias) de caçadores-coletores, aldeias de ceramistas-agricultores, ocupações em grutas ou abrigos, sítios funerários e sítios arqueo-paleontológicos

Além da riqueza arqueológica, o meio ambiente local apresenta vales e planícies, sendo o Parque Nacional Serra da Capivara o único Parque Nacional situado no domínio morfoclimático das caatingas.

Vegetação da Serra da Capivara. Foto: Alexandre Uchôa

Vegetação da Serra da Capivara. Foto: Alexandre Uchôa

Sua fauna e flora específicas são diversificadas e ainda pouco estudadas. É considerada uma das últimas áreas do semi-árido detentoras de importante diversidade biológica. As paisagens locais, que expressam uma beleza natural, surpreendem com pontos de observação privilegiados e também contribuem para o desenvolvimento do turismo cultural e ecológico, e, consequentemente, para o desenvolvimento da região.

Registro de onças pelo fotógrafo André Pessoa, que pesquisa e registra a fauna da região da Serra da Capivara. Foto: André Pessoa

Registro de onças pelo fotógrafo André Pessoa, que pesquisa e registra a fauna da região da Serra da Capivara. Foto: André Pessoa

“O território Serra da Capivara já é uma área bastante atraente por seus mistérios e pela receptividade de seu povo. Com a inauguração do Aeroporto, sem dúvidas será um dos destinos mais procurados no setor turístico do nosso estado. Veremos daqui há alguns anos um grande desenvolvimento daquela região”, defendeu o Secretário de Turismo, Flávio Nogueira Júnior.

Desenvolvimento que se tornará possível com as atividades do Aeroporto Serra da Capivara. Uma obra envolta em polêmicas, mas que é muito importante e merece um voto de crédito do piauiense. É o que vamos ver em nossa próxima matéria.

Por Mírian Gomes

Fonte original da notícia: Capital Teresina




União dos Palmares (AL) – Serra da Barriga pode se tornar Patrimônio Cultural Mundial

Proposta da Fundação Cultural Palmares é de criar políticas públicas permanentes. Foto: Acervo Secom/AL

Proposta da Fundação Cultural Palmares é de criar políticas públicas permanentes. Foto: Acervo Secom/AL

No mês em que se celebra a resistência e memória viva do líder negro, Zumbi dos Palmares, representantes do poder público e sociedade civil participaram, nesta quarta-feira, 18, de um seminário para discutir temas sobre a importância do turismo na Serra da Barriga e a valorização da cultura de matriz africana para o Brasil.

O evento promovido pela Fundação Cultural Palmares (FCP), em parceria com os poderes públicos estadual e municipal, aconteceu no município de União dos Palmares.

Na ocasião, a presidente da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu, falou da importância da Serra da Barriga para a cultura brasileira.

“Precisamos entender o significado deste patrimônio e fomentar o turismo para transformar o local em referência mundial. Estamos todos reunidos para construir as diretrizes para esse fomento, pois nós somos os agentes transformadores e valorizamos este território nacional de resistência”, justificou a presidente.

Cida Abreu reconheceu a distância da instituição à região, mas se comprometeu em mudar a realidade e construir políticas permanentes de desenvolvimento para o local. “Uma das propostas mais importantes desta gestão da FCP é junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), indicar a Serra da Barriga à ONU para se tornar Patrimônio Cultural Mundial”, revelou a presidente.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, José Lessa, destacou o grande potencial cultural e turístico que existe em União dos Palmares.

“Nós possuímos o que nenhum lugar tem. Foi na Serra da Barriga a maior luta pela igualdade e liberdade do mundo. Promover este lugar, além de fomentar a história do Brasil e o turismo educacional, vai diversificar a economia local”, enfatizou José Lessa.

Nesta quinta-feira, 19, uma comitiva dos poderes federal, estadual e municipal fará uma visita técnica à Serra da Barriga e nesta sexta-feira, 20, será comemorado o Dia da Consciência Negra com uma vasta programação na região, que contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Por Agência Alagoas

Fonte original da notícia: Aqui Acontece




Diamantina (MG) – Compromisso com a arte e o patrimônio histórico

Foto: Fernando Machado/Deop-MG

Foto: Fernando Machado/Deop-MG

Um dos cartões postais da histórica Diamantina, localizado no centro da cidade, o Solar de Cultura Artística Arte Miúda será entregue à comunidade nas próximas semanas, totalmente reformado e restaurado. O prédio de dois pavimentos da rua da Glória, 252, com mais de um século de existência, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), teve toda a estrutura do telhado e as telhas substituídas, pintura interna e externa, construção de rampa para acessibilidade, entre outros serviços executados.

Para a diretora da Arte Miúda, Soraya Alcântara, as obras de reforma e restauração do prédio salvaram todo o acervo do Museu da Seresta, os instrumentos musicais e demais materiais da escola, cuja conservação encontrava-se em risco, devido ao excesso de goteiras e ataque de cupins. Fundada em 1988, a Escola de Artes Integradas Arte Miúda tem como objetivo despertar o interesse e a criatividade dos alunos pelas diversas formas da arte, especialmente pela música. Entre os cursos oferecidos estão os de instrumentos, musicalização infantil, teoria musical, canto coral, balé e artes plásticas.

Sensível à importância da Escola de Artes Integrada Arte Miúda para a comunidade de Diamantina e para o turismo naquela cidade, o Governador Fernando Pimentel determinou, durante a instalação do Fórum Regional de Governo – Território Alto Jequitinhonha, realizado em agosto deste ano, a retomada da reforma do prédio.

Com o entusiasmo de quem vê o espaço ganhar condições dignas para o aprendizado da arte, Soraya Alcântara, resume: “A casa está linda. Pronta para continuar a receber mais e mais alunos e visitantes, contribuindo para a formação de pessoas sensíveis e de visão apurada pela arte”. Reiniciadas em agosto deste ano, foram investidos R$ 762,4 mil nas obras de restauração e reforma do prédio da Arte Miúda.

Fonte original da notícia: www.transportes.mg.gov.br




Patrimônio, turismo, práticas culturais e identidades na região das Missões no Rio Grande do Sul

Por Darlan De Mamann Marchi, Juliani Borchardt da Silva, Estelamaris Dezordi

Foto: Divulgação/Internet

Foto: Divulgação/Internet

Resumo: O texto que segue é uma síntese de oficina realizada durante a II Semana de Arqueologia da UNICAMP. A atividade congregou a discussão em torno do patrimônio e das identidades na região das Missões no Rio Grande do Sul, dentro de uma abordagem interdisciplinar. Reconhecidas pela UNESCO como patrimônios mundiais em 1983, as ruínas do antigo povoado jesuítico-guarani São Miguel das Missões já possuíam o título de patrimônio nacional desde 1938, o que as torna um atraente espaço para a discussão das implicações das políticas de patrimônio e as confluências e divergências nessa relação com as comunidades. Nas últimas décadas São Miguel das Missões tem acompanhado a ampliação do conceito de patrimônio, englobando questões como o patrimônio imaterial e a atuação de atores, despontando o debate acerca das questões patrimoniais como os Mbyá-Guarani e a prática da medicina tradicional dos benzedores. Nesse contexto, o turismo é um ponto de confluência em todas as abordagens em relação ao patrimônio, assim como as questões identitárias locais, tendo em vista a formação multiétnica da região.

Acesse AQUI e leia o artigo completo.

Fonte original da notícia: Revista de Arqueologia Pública




Cuiabá (MT) – Mais três casarões serão restaurados a partir de novembro

Obras compreendem pinturas, troca de instalações elétricas, pavimentações e outros.

A restauração compreende pintura, troca da instalação elétrica, pavimentação e revestimento de pisos, paredes.

A restauração compreende pintura, troca da instalação elétrica, pavimentação e revestimento de pisos, paredes.

As obras de restauração do Casarão Barão de Melgaço serão iniciadas no dia 18 de novembro. A data foi definida nesta terça-feira (27), após reunião entre a Prefeitura de Cuiabá, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), a Academia Mato-Grossense de Letras e o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso.

A restauração compreende pintura, troca da instalação elétrica, pavimentação e revestimento de pisos, paredes e instalação de equipamentos de combate a incêndios. Os recursos são do Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento “PAC Cidades Históricas”.

“A Casa Barão é um dos mais importantes espaços históricos que temos neste pacote e de muito peso para toda a sociedade.Estamos felizes em poder iniciar esta etapa”, afirmou o secretário- adjunto de Turismo de Cuiabá, Jefferson Moreno.

Além deste casarão, o projeto de revitalização contempla ainda o Museu da Imagem e do Som (Misc), a sede do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Casarão Casa Procon, cuja revitalização foi iniciada no mês passado e deve ser concluída em 8 meses.

As praças da Mandioca, Senhor dos Passos, Caetano de Albuquerque, Alberto Novis e Escadaria do Beco Alto também integram o projeto e serão recuperadas. O investimento total será de R$ 10,5 milhões.

“Fiquei encantada, tivemos uma reunião harmoniosa que representa um pouco deste momento que estamos vivenciando. Os poderes constituídos estão começando a entender que a cultura também é poder e que unifica as pessoas. Pensar em restaurar um patrimônio nesse nível é pensar na lembrança e na memória deste estado”, ressaltou Marília Beatriz de Figueiredo Leite, presidente da Academia Mato-Grossense de Letras.

O presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, João Carlos Vicente Ferreira, destacou a importância do trabalho de restauração, principalmente para o uso das atuais e futuras gerações.

“É uma forma de conservar o bem público, pois estes espaços são permanentemente utilizados pela nossa sociedade em busca de pesquisa e atividades culturais. A data de hoje é muito significativa e dará um novo sentido à cultura e ao turismo na cidade”, concluiu.

Mais revitalizações

Ainda nesta terça-feira (27), os contratos para a revitalização de outros dois casarões do Centro Histórico foram assinados e as obras começam já no início do próximo mês. O Casarão 155, localizado na Rua Pedro Celestino, e a Casa Funai, na Rua Barão de Melgaço, receberão reformas nas partes elétrica e hidráulica e em toda a estrutura dos prédios.

“Será uma revitalização completa. As obras no Casarão devem ser iniciadas até o fim da semana. Quanto a Casa Funai, assinaremos a ordem de serviço em 15 dias”, informou o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Alberto Machado.

Na Casa Funai funciona, atualmente, um museu indígena, que continuará mostrando e resgatando as tradições dos índios de Mato Grosso após a reforma. Já no Casarão 155, o secretário afirmou a possibilidade de transformá-lo em creche. “Mas ainda aguardamos a aprovação pelo Ministério Público, por se tratar de um local histórico”, pontuou ele.

O prazo de execução das duas obras é de 180 dias. Os valores dos contratos ficaram em R$ 535 mil, para a Casa Funai, e R$ 662 mil, para o Casarão 155. A empresa responsável pela revitalização é a Archaios Engenharia Consultoria Projeto Restauração Ltda, que venceu o processo licitatório.

 Fonte original da notícia: Mídia News