Turismo de Bonito (MS) luta para preservar qualidade da água

Entidades que representam o turismo apoiam campanha para proteger os banhados, que filtram a água cristalina que dá fama ao lugar.

Trecho de um banhado bem preservado em Bonito. Essas áreas pantanosas ajudam a regular o fluxo e a qualidade da água dos rios, evitando que as atrações turísticas fiquem inundadas ou turvas. (Foto: José Sabino, Projeto Peixe de Bonito.)

Trecho de um banhado bem preservado em Bonito. Essas áreas pantanosas ajudam a regular o fluxo e a qualidade da água dos rios, evitando que as atrações turísticas fiquem inundadas ou turvas. (Foto: José Sabino, Projeto Peixe de Bonito.)

Os aquários com águas cristalinas e peixes coloridos de Bonito são uma das principais atrações turísticas do Brasil. Também são o resultado de uma rara visão de conservação dos recursos naturais em nome de um desenvolvimento inteligente, que gera empregos de qualidade. Mas essa maravilha corre perigo. Os produtores rurais da região estão querendo mudar as leis que até então protegeram a qualidade da água de Bonito. A mudança reduziria a proteção legal da área de nascentes dos rios. A expansão da agricultura em áreas sensíveis já está afetando o turismo em Bonito. Associações comerciais e de entidades ligadas ao setor de turismo da cidade agora apoiam uma campanha para preservar os banhados, áreas alagadas essenciais para a beleza natural da região.

O engenheiro florestal Miguel Milano, um dos articuladores da campanha conversou com Época. Nos anos 1990, ele foi criou e dirigiu a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Hoje é um dos conselheiros da Fundação Neotrópica, uma das principais entidades de pesquisa e conservação da região. Também é dono de uma cerâmica artesanal que vende peças para os turistas. Representa a associação comercial de Bonito no Conselho Municipal de Turismo. “A gente emprega 10 pessoas. Dependemos da qualidade do patrimônio natural para os visitantes continuarem vindo”, diz.

Época – Por que realizar a campanha?
Miguel Milano – Ela nasce de uma história na região. Há 7 anos, o promotor do Ministério Público Federal de Bonito Luciano Loubet designou uma força-tarefa da polícia ambiental com ajuda da Secretaria Municipal de Meio Ambiente mais o Imasul (órgão estadual de meio ambiente) para fazer uma avaliação de risco dos banhados. Os banhados tem um valor como reguladores hídricos para preservar os aquários de Bonito. Essa força-tarefa entregou um relatório dizendo que há uma necessidade de proteção maior para os banhados. Hoje eles são apenas área de proteção permanente. Com isso, há riscos para a manutenção do turismo e de outras funções ambientais. Vários estudos posteriores confirmaram isso. Um deles foi feito pela Neotrópica e pela Conservação Internacional. Outro estudo é do Fundo Brasileiro para Biodiversidade. Diante disso, há um ano, houve um convênio entre a prefeitura e a Fundação Neotrópica para estudios específicos sobre criação de unidades de conservação para proteger os principais banhados. São os banhados do Formoso e do Prata, que formam os dois principais rios das áreas turísticas. Com esses estudos, a prefeitura resolveu criar dois refúgios da vida silvestre. É um tipo de unidade de conservação que pode ser criada em área pública ou privada, sem necessidade de uma onerosa desapropriação, desde que haja anuência do proprietário. Isso foi feito num momento importante, em tempo hábil para registrar essas unidades de conservação e o município ganhar com o ICMS ecológico (repasse previsto na lei de alguns estados para municípios que preservam áreas naturais). Porém, quando o município fez a consulta pública para a criação dos refúgios, o sindicato dos produtores rurais entrou com mandato judicial questionando. Diz o sindicato que os 20 proprietários atingidos não foram consultados individualmente. A Justiça acabou o mandato. A consulta pública foi suspensa. Ora, a consulta serva para a sociedade toda debater, inclusive os proprietários. O sindicato cerceou o direito de a comunidade decidir se é contra ou a favor da criação dos refúgios. Sem consulta pública, não dá para nem discutir o tema. Isso disparo um alerta em vários setores da sociedade e da economia de Bonito.

Época – Por que?
Milano – Atualmente, a economia de Bonito tem dois pilares principais: agronegócio e turismo. Há diferentes formas de medir isso. Segundo algumas fontes, a receita do turismo já responde por metade do PIB do município. Mas quando se vê a ocupação de mão de obra e a geração de renda individual, estima-se que 70% venha do turismo. Cerca de 50% dos empregos direitos estão no turismo. Sem turismo, não há voos diretos, nem pousadas, restaurantes, atrações privadas, supermercados, lojas etc. Tudo disso mobiliza um time de pessoas, inclusive bilíngues. Essa economia depende da natureza. Essa natureza é essencialmente a qualidade da água. Isso se traduz em quantidade e estabilidade da água. Toda vez que chove acima da média, o rio Formoso se turva mais rapidamente e sobe de nível. Com isso, fecham os balneários e os passeios são cancelados. Com a turbidez, não tem programa de flutuação nem mergulho para ver peixes coloridos. Quem impede que a água fique turva são os banhados.

Época – Qual é o papel dos banhados para manter a qualidade da água?
Milano – Os banhados são áreas naturalmente úmidas. São planas e ficam sazonalmente ou permanentemente inundadas. Geralmente, têm gramíneas. Algumas dessas áreas guardam nascentes importantes para os rios. Em outros casos, são cortadas pelos rios. Imagine uma esponja cheia de água que você coloca sobre o tampo de uma mesa. Com o passar das horas, a esponja vai soltando água bem devagarinho. Essa é a propriedade do banhado. Ele retêm a água das chuvas e dos rios. Vai liberando gradualmente. Isso regula o volume dos rios abaixo e dos aquários. Também retém material particulado em suspensão na água. A água sai mais limpa dos banhados. Claro que os rios também são cristalinos porque a água é rica em carbonato de magnésio. Isso favorece a decantação rápida das partículas de sujeira na água. Mas os banhados são fundamentais.

Época – Seria possível criar essas unidades de conservação nos banhados sem a consulta pública?
Milano – O prefeito tem a possibilidade de criar alguns tipos de unidade de conservação sem a consulta. Seria o caso de reserva biológica ou estação ecológica. Há ameaça a recursos naturais e espécies em risco. Isso justificaria criar essas categorias.

Época – O que ameaça os banhados para justificar a criação de unidades de conservação?
Milano – Recentemente, ocorreu uma retomada da agricultura na área onde estão os banhados. Há 30 anos o café da região entrou em decadência e deu lugar à pecuária. Mas nos últimos anos tem havido uma substituição do gado pelo plantio de soja. Em alguns casos, soja em alternância com milho. Essa nova agricultura tem o potencial de contaminar a água. Não há evidências que isso esteja ocorrendo. Mas o risco existe. É fundamental fazermos um monitoramento da qualidade da água. A prefeitura tem incentivado. Mas enfrenta resistência do sindicato rural. Além disso, alguns fazendeiros estão fazendo drenos nas áreas de cultivo. Jogam a água que lava os campos cultivados nos banhados. Se houver resíduo, vai parar no banhado. Você teria a maioria da população prejudicada pelo desmantelamento do setor de turismo, em benefício de poucos.

Época: Já existe algum impacto para o turismo agora?
Milano – É cada vez mais frequente após as chuvas uma situação em que a turbidez obriga a interdição voluntária ou obrigatória de atrações turísticas por dois a três dias. São atrações como banhos em cachoeiras, passeio de bote, rafting ou flutuação no rio. Os proprietários são obrigados a devolver o dinheiro de ingresso aos turistas. Fora a decepção do visitante que volta para casa sem ter visto a atração principal de Bonito e pode não querer voltar mais.

Época –  O que o setor de turismo está fazendo?
Milano – A gente vive um momento interessante. Para começar, é preciso considerar que boa parte dos empreendimentos de turismo de Bonito são de produtores rurais, pecuaristas e sojicultores. Muitos deles têm uma posição dupla. Eles tem compromissos com a sociedade rural. O sindicato ruralista aqui não compartilha das visões mais modernas de sustentabilidade de outros setores agrícolas. Por outro lado, agora está ficando mais evidente que os empresários do turismo que dependem da atividade para seu sustento, como donos de hotéis e restaurantes, começam a aderir a campanhas de preservação. A campanha teve adesão recente do Instituto das Águas da Serra da Bodoquena, criado por empresários locais e donos de atrações turísticas. E também adesão da Associação dos Atrativos de Bonito e Região. Pode ser um momento importante para o Brasil ver que há um setor de turismo que usa a natureza de forma respeitosa e oferece mais retorno financeiro e empregos do que outras práticas predatórias e descuidadas.

Por Alexandre Mansur

Fonte original da notícia: Revista Época – Blog do Planeta




Colônia do Sacramento/Uruguai – Seminário internacional discute patrimônio e turismo no MERCOSUL

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Patrimônio e turismo podem caminhar juntos. Com o objetivo de aproximar os dois temas e discutir possíveis ações conjuntas para a promoção de ambos na região do MERCOSUL (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Equador, Colômbia, Peru, Uruguai e Venezuela), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), junto ao Centro Lucio Costa (CLC), a Comissão do Patrimônio Cultural da Nação (CPCN) do Uruguai e a Intendência de Colônia do Sacramento, realizarão entre os dias 25 e 27 de abril de 2016, no Centro Cultural Bastión del Carmen, em Colônia do Sacramento (Uruguai), o primeiro Seminário Internacional sobre Patrimônio e Turismo no MERCOSUL.

Coordenador do Comitê Técnico de Patrimônio e Turismo no MERCOSUL e representante do Iphan na Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL, Marcelo Brito irá liderar o debate sobre a certificação de destinos patrimoniais na região. A proposta é que seja criada uma política de valorização dos locais que conciliem patrimônio e turismo, com a inclusão de um selo de excelência para distingui-los dos demais destinos turísticos.

Outro tema a ser discutido no seminário é o uso turístico do patrimônio, com a experiência dos Paradores Nacionais de Turismo de Espanha. A rede espanhola de hotéis foi criada em 1928 e busca transformar edifícios classificados como patrimônio cultural – como castelos, palácios e mosteiros – em hotéis, conservando o bem e tornando-o acessível ao turista que quiser ter uma experiência cultural diferenciada.

O evento abordará ainda o Patrimônio Imaterial como atrativo para o Turismo Cultural, a interpretação do patrimônio cultural como ferramenta para o desenvolvimento do turismo cultural, as estratégias de gestão de destinos turísticos patrimoniais e a importância da valorização do Patrimônio para o desenvolvimento social e econômico dos lugares.

Com a presidência pro tempore do MERCOSUL Cultural, o Uruguai sediará, além do Seminário, a Reunião do Comitê Técnico sobre Patrimônio e Turismo – III COMPAT/MERCOSUL junto à Reunião Especializada de Turismo – RET, nos dias 28 e 29 de abril, e a Reunião da Comissão de Patrimônio Cultural, nos dias 3 e 4 de maio, todos em Colônia do Sacramento. Os resultados das discussões do Seminário Internacional sobre Patrimônio e Turismo no MERCOSUL serão apresentados em ambas reuniões.

Programação

Dia 25 de abril 
17h – Abertura
17h30 – Primeira plenária – O Patrimônio do Território: De Colônia do Sacramento às Paisagens do Século XXI

Palestrante: Salvador Schelotto – diretor nacional de Ordenamento Territorial do Ministério de Habitações, Ordenamento Territorial e Meio Ambiente do Uruguai, integrante da Comissão do Patrimônio Cultural da Nação (CPCN) do Uruguai, professor na Faculdade de Arquitetura, Desenho e Urbanismo da UdelaR – Uruguai
18h10 – Debate
19h – Coquetel

Dia 26 de abril
9h30 – Segunda plenária – O Patrimônio Cultural Imaterial como Atrativo para o Turismo Cultural
Palestrante:
Fernando Villafuerte – diretor geral do Crespial (Centro Regional para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da América Latina)
10h10 – Debate
10h30 – Intervalo
10h50 – Terceira plenária – A Interpretação do Patrimônio Cultural como Ferramenta para o Turismo Cultural
Palestrante:
Marcelo Marín – professor da Universidade Pablo Olavide – Sevilla, Espanha
11h30 – Debate
12h – Almoço
14h30 – Quarta plenária – Estratégias de Gestão de Destinos Turísticos Patrimoniais
Palestrante:
Miguel Ángel Troitiño Vinuesa – diretor do Grupo de Investigação sobre Patrimônio, Turismo e Desenvolvimento da Universidade Complutense de Madrid – Espanha
15h10 – Debate
15h30 – Intervalo
15h50 – Quinta plenária – A Importância da Valorização do Patrimônio para o Desenvolvimento Social e Econômico dos Lugares. Patrimônio e Turismo como Estratégia de Desenvolvimento
Palestrante:
Ana Paula Amendoeira – diretora regional de Cultura de Alentejo/Ministério da Cultura de Portugal e presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS) Portugal
16h30 – Debate
16h50 – Sexta plenária – Desenvolvimento da Política Turística e Patrimonial no Uruguai
Palestrante: Carlos Fagetti – diretor nacional de turismo do Ministério do Turismo do Uruguai
17h30 –
Debate
17h50 – Mesa redonda com os palestrantes: O Turismo Cultural é possível?

Dia 27 de abril
9h30 – Sétima plenária – O Uso Turístico do Patrimônio: A experiência dos Paradores Nacionais
Palestrante:
Ángeles Alarcó Canosa – presidente dos Paradores de Turismo da Espanha
10h10 – Debates
10h30 – Intervalo
10h50 – A Certificação de Destinos Patrimoniais no MERCOSUL
Palestrante:
Marcelo Brito – coordenador do Comitê Técnico do Patrimônio e Turismo no MERCOSUL e representante do Iphan na Comissão do Patrimônio Cultural do MERCOSUL
11h30 – Debates
11h50 – Mesa redonda com os palestrantes: Qualificar o Patrimônio para o Turismo é possível?
13h – Almoço
14h30 – Visita ao Centro Histórico de Colônia do Sacramento
Promovida pela organização local do evento
18h – Encerramento – Apresentação da Declaração de Colônia
Sonia Calcagno – representante do Uruguai no Comitê Técnico de Patrimônio e Turismo no MERCOSUL
Jurema Arnaut – diretora do Centro Lucio Costa

Fonte original da notícia: IPHAN




Alckmin cria Circuito Quilombola para estimular o turismo no Vale do Ribeira (SP)

Cerca de 300 famílias vivem na região contemplada. Quatro comunidades em Eldorado e uma em Cananéia estão no circuito.

Geraldo Alckmin assinou decreto que cria Circuito Quilombola. (Foto: Gilberto Marques/Governo do Estado)

Geraldo Alckmin assinou decreto que cria Circuito Quilombola. (Foto: Gilberto Marques/Governo do Estado)

O governador Geraldo Alckmin assinou, na tarde da segunda-feira (21), o decreto que institui o Circuito Quilombola Paulista para estimular o turismo agroecológico e cultural em sete comunidades remanescentes de quilombos no Vale do Ribeira, no interior de São Paulo, e no Litoral Norte. Cerca de 300 famílias vivem na região.

Com o objetivo de potencializar ações ligadas ao turismo nas comunidades quilombolas e colaborar com o incremento da renda das famílias, a Secretaria de Turismo e a Fundação Itesp assinaram um convênio para desenvolver um projeto de divulgação, capacitação e comercialização do Circuito Quilombola Paulista.

O circuito terá como base roteiros e produtos já existentes, como alimentação tradicional quilombola, hospedagem, passeios em trilhas ecológicas, cachoeiras, cavernas, apresentações culturais e artesanatos. O trabalho prevê também orientações de gestão administrativa e financeira, elaboração de sinalização turística e qualificação profissional, entre outros pontos.

As comunidades que integram o circuito são: Pedro Cubas, Pedro Cubas de Cima, São Pedro e André Lopes, todas em Eldorado; Caçandoca e Fazenda Picinguaba, em Ubatuba; e Mandira, em Cananeia. Quase 300 famílias que vivem nesses locais são beneficiadas com os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do Itesp. Os principais atrativos das comunidades são  trilhas na mata, cachoeiras, cavernas, casas de farinha, viveiro de ostras, culinária, artesanato e capoeira. A previsão é que mais comunidades passem a integrar o projeto.

Desde 1998, o Governo de São Paulo reconheceu 33 comunidades remanescentes de quilombos no Estado; 26 no Vale do Ribeira, sendo 6 tituladas em terras públicas estaduais. Ao todo, 1.405 famílias vivem nessas comunidades.

fonte original da notícia: G1 Santos




Projeto retoma visitas pelos monumentos do Centro de Vitória (ES)

Visitar Vitória oferece visitas monitoradas gratuitas por 7 pontos históricos. Atendimento volta a ser feito nesta quarta-feira, às 13h.

Visitas monitoras acontecem de quarta à domingo, das 13h às 17h. (Foto: Divulgação/ PMV)

Visitas monitoras acontecem de quarta à domingo, das 13h às 17h. (Foto: Divulgação/ PMV)

O Visitar Vitória, projeto de turismo cultural pelo Centro de Vitória, recomeça as atividades deste ano nesta quarta-feira (2). O passeio pelos monumentos é gratuito e feito com monitores que dão informações sobre a história desses lugares.

O atendimento é feito por estudantes do cursos superiores de guia de turismo ou turismo e acontece de quarta a domingo, das 13 às 17h. Quem quiser participar das visitas monitoradas só precisa estar em um dos sete pontos cobertos pelo programa:  Catedral Metropolitana, Theatro Carlos Gomes, Convento São Francisco, Capela Santa Luzia e as igrejas do Carmo, São Gonçalo e do Rosário.

Os visitantes vão receber um mapa do Centro Histórico em material bilíngue e folder com informações sobre os patrimônios de Vitória, que somam mais de quatro séculos de história.

História e atrações
Por meio do projeto, a Prefeitura de Vitória pretende aproximar ainda mais a comunidade do centro histórico e despertar a curiosidade pelo patrimônio artístico, arquitetônico e cultural da capital. O objetivo é fazer com que os moradores conheçam mais a cidade, além de torná-la mais atrativa aos turistas.

Em seus nove anos de funcionamento, o Visitar já recebeu 400 mil visitantes de mais de 80 nacionalidades.

Fonte original da notícia: G1 ES




Crise obriga Tam a fechar museu em São Carlos (SP)

Em 2016, museu completa 10 anos desde sua inauguração (reprodução).

Em 2016, museu completa 10 anos desde sua inauguração (reprodução).

A crise econômica segue fazendo vítimas no Turismo no Brasil. Dessa vez sobrou para o Museu Tam. A companhia aérea anunciou a suspensão temporária da atividade do espaço de mais de 20 mil metros quadrados, localizados em São Carlos (SP). Este ano, o museu completa uma década desde sua inauguração.

A assessoria da Tam afirma que este ano fará um estudo interno da viabilidade econômica do museu, mas sem prazo definido. Até lá, o museu não estará aberto. Segundo a companhia, todas as formas de manter o espaço em funcionamento foram tentadas.

No meio do ano passado, a Tam havia sinalizado a intenção de transferir o museu de São Carlos para a capital paulista. O Museu Tam é considerado o maior de aviação da América Latina. Mais de 90 aeronaves são expostas aos visitantes, que pagavam cerca de R$ 25 na entrada inteira.

Segue o pronunciamento oficial da companhia na íntegra:

O Museu Tam, localizado na cidade de São Carlos (SP), estará com as suas atividades suspensas temporariamente. Esta decisão está atrelada ao acirramento dos desafios econômicos do país, provocado pelo aumento da inflação e pela alta do dólar em relação ao real, resultando numa desaceleração do setor aéreo. Este cenário demonstrou a necessidade de um estudo interno de viabilidade econômica do museu, que deverá ocorrer ao longo deste ano.

Durante este período de análise, as atividades do museu estarão suspensas.

A Tam ressalta ainda, que tentou de todas as formas buscar alternativas para manter o espaço em funcionamento, mas infelizmente diante de um cenário econômico desafiador, não foi possível.

Por Rodrigo Vieira

Fonte original da notícia: Panrotas




Único museu de Corumbá (MS) corre o risco de fechar suas portas

O Museu de História do Pantanal (Muhpan) corre risco de fechar suas portas.

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A informação, que ainda não é oficial, é decorrente de uma crise financeira que abraçou a Fundação Barbosa Rodrigues, mantenedora do Muhpan. Após uma “racha” no patrocínio que a Votorantim oferecia ao instituto, a equipe educativa que compunha o museu foi demitida em massa. Para piorar, os ar-condicionados do segundo andar do prédio queimaram, isso desde início do ano passado. E um assalto ocorrido em meados de novembro de 2015 levou televisores e retroprojetores que integravam o túnel interativo e davam boas-vindas ao visitante.

Realmente não está fácil para o Muhpan

Crise semelhante ocorreu no Moinho Cultural Sul-americano. Mas ao contrário do Muhpan, o Moinho recebe incentivos da Prefeitura, da Vale e até de atores globais. Por ser uma entidade vinculada ao Criança Esperança de caráter midiático, o Moinho conseguiu resistir através de uma campanha “abrace o moinho” que permanece até os dias atuais.

Já o Muhpan lida com um cenário mais tempestuoso

Sem muito interesse da Prefeitura, nem mesmo da própria população – grande parte dos corumbaenses sequer sabe que existe um museu em Corumbá – o Muhpan era mais um roteiro para visitantes que vinham em barcos turísticos e local de “aluguel” para alguma reunião – uma estrondosa infelicidade. Quem visitou o Muhpan sabe bem o quão uma visita valia pena. O lugar admirava até quem estava acostumado com o Museu Nacional no RJ.

Os motivos desse desconhecimento/desinteresse podem conter no fato do Muhpan ser mantido por uma fundação de fora. Logo no início do projeto, não foram poucas as reclamações sobre o fato do museu chamar pessoal de Campo Grande e de São Paulo para sua formação. Mesmo havendo um doutor em arqueologia especialista na região do Pantanal em Corumbá, preferiram chamar outro especialista de fora para auxiliar nos acervos arqueológicos. Mais tarde recorreriam ao arqueólogo de Corumbá, mas o desconforto já estava feito. O mesmo aconteceu no projeto arquitetônico, museológico, et cetera. Todos de fora, ninguém realmente pertencente a cidade integrando as veias iniciais do museu.

De qualquer modo, talvez das maiores contribuições do Museu tenha sido a oportunidade de estágio para acadêmicos da UFMS e alunos do ensino técnico do Senai. Trabalhando e aprendendo, o resultado era grandioso. Mas a “Era de ouro” se foi, e sem o Muhpan, o cerco se fechou outra vez aos aspirantes a turismo e a história. Outro museu para estagiar? Não tem.

De 2008 à 2012 o número de visitantes foi extremamente positivo, todavia. Não era pra menos: um prédio enorme, refrigerado, interativo, com acessibilidade – com esforço o Iphan permitiu colocarem um elevador no local – e gratuito. Tinha tudo para dar certo. E deu, ao menos nos anos iniciais. Já nos últimos meses de 2015, antes do Muhpan fechar para o recesso – uma espécie de pré-luto – o Museu, sem seus recursos habituais, recebia pouquíssima gente e contava somente com um funcionário que somente recepcionava o visitante, sem poder acompanha-lo como naturalmente. O fim pareceu poético: o museu estava triste e vazio em seu último mês de funcionamento.

Com o Instituto Luís de Albuquerque (ILA) fechado, Casa do Massa e Barro também em crise, resta muito pouco para quem deseja respirar um pouco mais da história, da cultura educativa de Corumbá.

Informações extraoficiais sugerem que o Muhpan poderá realizar um convênio com a Prefeitura e sediar alguma secretaria em seu último andar. Obviamente isto irá ferir todo o projeto museológico – o último andar abriga a sala da Guerra do Paraguai, Comissão Rondon, Expedições Filosóficas, Porto Geral e a Sala Olhares, além do Auditório e da Sala Lúdica. Se uma suposta secretaria tomar toda a extensão, o Muhpan vai ser aos poucos esmagado, é previsível. Mas também, sem uma ‘mão amiga”, o Muhpan fecha. Fechar ou ceder? Está difícil.

Nosso único museu está entre a cruz e a espada. Qualquer ajuda é mais que bem-vinda.

O Muhpan é possivelmente dos museus mais bonitos do Estado, quinto maior circuito do país. Abrigado no histórico prédio Wanderley Baís & Cia, datado em 1876, tombado e integrando o Casario do Porto, é um completo ABUSRDO ver um investimento federal de R$ 5 milhões, capitaneados através da Lei Rouanet de incentivo à cultura, indo abaixo.

Mas estamos no país dos absurdos. A cultura é quem sempre sofre.

Por Nathalia Claro

Fonte original da notícia: Correio de Corumbá




Diamantina (MG) é a cidade histórica que mais avança em políticas públicas para cultura

Cidade ocupa a 29ª posição na classificação global do índice.

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Entre as 65 cidades turísticas brasileiras monitoradas pelo Ministério do Turismo, Diamantina, terra natal de Juscelino Kubitschek e das vesperatas ao som do Peixe Vivo, é aquela que apresentou ao longo do último ano o maior avanço em políticas públicas em diferentes níveis de cooperação para a preservação do patrimônio histórico e a produção cultural voltada ao turismo. Esta é uma das treze dimensões consideradas pela pesquisa iniciada em 2008, com acompanhamento anual, para avaliação da competitividade do turismo, ou seja o estágio de desenvolvimento das diversas variáveis envolvidas no conceito de turismo sustentável.

Apesar do bom desempenho nesta dimensão das políticas públicas, – com pontuação que cresceu, – considerando um índice crescente de 0 a 100 –, de 53,6 em 2014 para 68,9 em 2015 –, Diamantina ocupa a 29ª posição na classificação global do índice. A cidade pontua em média 62,4, quando são consideradas também as demais dimensões que integram o índice, como infraestrutura, acesso, serviços e equipamentos, atrativos turísticos, marketing e promoção do destino, aspectos ambientais, aspectos sociais, aspectos culturais, capacidade empresarial, economia local, monitoramento e cooperação regional.

Detentora do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, pela Unesco, Diamantina tem, além de um acervo de bens tombados bem preservados – entre eles a Casa de Juscelino, gerida por Serafim Jardim por meio de uma entidade sem fins lucrativos –, instituições de ensino, inclusive universidade federal, com oferta de cursos regulares de capacitação e graduação em turismo. Segundo o prefeito Paulo Célio de Almeida Hugo (PSDB), o planejamento estratégico da cidade, com ênfase no desenvolvimento da vocação turística da cidade explica o resultado. “Esta é a terra de JK, de Chica da Silva, do inconfidente Padre Rolim e de Padre Belchior, que aconselhou Dom Pedro I a declarar a Independência”, afirma o prefeito.

Entre os pontos negativos na cidade apontados pelo estudo, estão problemas de acessibilidade para as pessoas com deficiência, cobertura restrita da sinalização turística e ausência de programas de sensibilização do turista para o respeito à cultura e ao patrimônio.

Líder Considerando as treze dimensões do Índice de Competitividade de 2015, São Paulo lidera o ranking das cidades avaliadas, pontuando média de 83,2 em 100, seguida pelo Rio de Janeiro, com 81,1, Porto Alegre, com 81 pontos, Curitiba com 80,4 pontos e Belo Horizonte, na quinta colocação, com 79,2 pontos. Segundo o estudo, a pontuação da capital mineira se explica principalmente pela presença de atrativos turísticos naturais, como a Lagoa da Pampulha; e culturais, como o Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Belo Horizonte tinha 78,5 em 2014 e subiu 0,7. Da mesma forma, São Paulo cresceu apenas 0,7. Porto Alegre subiu 1 ponto.

Entre as 65 cidades brasileiras, duas outras mineiras são monitoradas – Ouro Preto e Tiradentes. Ouro Preto pontuou em média 69,3 e está ranqueada na 17a posição. A cidade histórica destacou-se, entre as não capitais, como aquela que apresentou maior evolução na dimensão dos serviços e equipamentos turísticos, com crescimento de 55,3 para 61,2 ao longo do último ano. Na 45a posição, a histórica Tiradentes obteve 52,8 pontos, – 1,8 a mais do que no ano passado. A cidade brasileira monitorada pelo estudo com pior desempenho foi Mateiros, em Tocantins, com pontuação de 32,8 pontos.

Por Bertha Maakaroun

Fonte original da notícia: em.com.br




Construção de prédios em Pirenópolis (GO) gera polêmica

Articulado nas redes sociais, movimento “Piri Sem Time Share” alega que empreendimentos colocam em risco centro histórico do município.

Reprodução/Goiás Agora

Reprodução/Goiás Agora

Moradores da cidade de Pirenópolis, a 129 km de Goiânia, têm se movimentado para impedir que dois grandes empreendimentos imobiliários sejam erguidos no município histórico. As obras dos edifícios Estrada Parque dos Pireneus e Quinta Santa Bárbara somarão 262 apartamentos e, se finalizados, serão destinados para moradia e turismo.

Intitulado “Piri Sem Time Share”, o movimento em desfavor da ação imobiliária no município tem se articulado via redes sociais, culminando na criação de uma petição online contra as construções, que já conta com quase 800 assinaturas.

Segundo o grupo, um dos prédios será construído no Centro Histórico da cidade e, além de destoar das casas e do ambiente, pode ainda comprometer áreas de nascentes e lagos.

“Essa construção é uma agressão ao meio ambiente sem precedentes, que provocará a redução do fluxo de água e energia, já tão escassos na cidade. O fluxo de trânsito está completamente comprometido nos finais de semana e feriados. A cidade dá sinais de esgotamento de todos os seus recursos”, argumenta os idealizadores do movimento na página da petição online.

O grupo também questiona a legalidade dos empreendimentos quanto à liberação de alvarás e critérios de transparência. A Prefeitura de Pirenópolis, segundo o movimento, ficou omissa sobre a exigência de vários relatórios, como o Estudo de Impacto de Vizinhança (E.I.V) e o Estudo de Impacto Ambiental (E.I.A).

O Jornal Opção entrou em contato com a secretaria de Finanças do município de Pirenópolis, mas a titular da pasta não foi localizada, até a publicação da matéria.

Empreendimentos

Os edifícios Estrada Parque dos Pireneus e Quinta Santa Bárbara, empreendimentos que pertencem a HMS Hotéis e Parques, com sede em Goiânia, são construções definidas como “time-sharing”. Nesta modalidade imobiliária, o imóvel é vendido a mais de um proprietário, que compartilham o uso alternadamente durante o ano.

Conforme argumenta o grupo contra os empreendimentos, a o “time-sharing” aproveita das legislações de outras modalidades imobiliárias, que por não serem específicas, não deixariam claro as responsabilidade do empreendedor e dos compradores.

“Todos os compradores tornam-se coproprietário da mesma unidade habitacional e as escrituras são feitas em nome de até 52 pessoas na mesma unidade habitacional. Sem nenhum critério de transparência e sem exigência de quaisquer estudos dos impactos ambientais, esses empreendimentos foram aprovados em Pirenópolis”, lamentou o grupo, no texto que acompanha a petição online.

Por Marcelo Gouveia

Fonte original da notícia: Jornal Opção




Aeroporto e Parque: turismo e futuro na Serra da Capivara (PI)

Porque vale a pena acreditar e investir no turismo da região.

São Raimundo Nonato,o município abriga parte do Parque Nacional Serra da Capivara, uma das principais atrações turísticas do Piauí. Por muito tempo turistas e visitantes precisaram enfrentar estradas ruins para chegar ao local. Porém, os investimentos dos últimos 12 anos em melhoria dessas vias mudou esse quadro.

Além de rodovias em bom estado, o turista agora conta com o Aeroporto recém inaugurado (que leva o nome do Parque). Investimentos em infraestrutura que visam garantir uma chegada mais rápida e segura ao Berço do Homem Americano, e prometem desenvolver o potencial turístico da região.

Visitante no Parque Nacional Serra da Capivara. Foto: Fumdham

Visitante no Parque Nacional Serra da Capivara. Foto: Fumdham

Uma região promissora

Mas não é apenas São Raimundo Nonato que espera desenvolvimento através do turismo arqueológico e ambiental. Os limites do Parque Nacional Serra da Capivara envolvem também os municípios de Coronel José Dias, João Costa e Brejo do Piauí. Entre os 04 municípios, João Costa possui a segunda maior parte do território do Parque e abriga diversos sítios, como os das localidades São João Vermelho, Cambraia, Alegre e Pedra Una.

“Antes as pessoas iam de São João do Piauí para São Raimundo Nonato aqui por ‘dentro’. Hoje é possível restaurar esse caminho, em consonância com o governo estadual e com a Fumdham [Fundação Museu do Homem Americano), e incluir nosso município nessa rota turística”, defendeu o prefeito de João Costa, Gilson Castro, referindo-se a uma antiga estrada que cruza o parque e caiu em desuso após a pavimentação asfáltica da BR-020.

Prefeito Gilson Castro durante inauguração do wifi da comunidade Cambraia. Foto: Arquivo Pessoal

Prefeito Gilson Castro durante inauguração do wifi da comunidade Cambraia. Foto: Arquivo Pessoal

“Para preparar a cidade, investimos em infraestrutura e em educação. Nosso município é rico em água, o que também pode atrair turistas e investidores. Para tornar ainda mais atrativo, instalamos internet gratuita no Cambraia e vamos instalar em mais localidades. Estamos investindo para receber turistas e para atrair empresários e investimentos no setor hoteleiro, que podem apostar em hotéis e chácaras em locais que levam aos sítios”, completou o gestor.

Gilson Castro informou ainda ter solicitado ao governador Wellington Dias que incluísse João Costa na rota turística do Parque. “Fomos prontamente atendidos, o governador autorizou a pavimentação asfáltica e o governo do estado já entrou em ação. O DER [Departamento de Estradas e Rodagens] veio aqui e realizou o levantamento de viabilidade da pavimentação, então já estamos na fase de finalização do projeto de viabilidade”, informou o prefeito.

“Além disso, João Costa foi incluso no PPA [Plano Plurianual] e no planejamento de aplicação dos R$ 10 milhões que o governador anunciou para o investimento no turismo da Serra. Esperamos também envolver todos os municípios da região para torná-la mais uma rota turística do Piauí”, completou o gestor.

O envolvimento com as atividades turísticas do Parque é almejado por diversos municípios da região. “O turista pode conhecer nossos parreirais, seguir para a Serra da Capivara, tanto por João Costa como por Coronel José Dias, conhecer o Museu do Homem Americano, em São Raimundo Nonato, depois seguir para a Serra das Confusões, enfim, seria uma nova Rota das Emoções”, defendeu o prefeito de São João do Piauí, Gil Carlos, que também planeja integrar o município (que faz parte do Território Serra da Capivara), situado a 100 km de São Raimundo Nonato, à rota turística do Parque.

Serra das Confusões, município de Caracol. Foto: André Pessoa

Serra das Confusões, município de Caracol. Foto: André Pessoa

Serra da Capivara

A Serra da Capivara tem grande potencial turístico. É o maior sítio arqueológico aberto do mundo. Estima-se que, após funcionamento do Aeroporto, o Parque seja capaz de receber um milhão de turistas/ano.  De acordo com a Fumdham, o Parque possui grande concentração de sítios arqueológicos, grande parte contendo pinturas e gravuras rupestres, nos quais se encontram vestígios extremamente antigos da presença do homem (100.000 anos antes do presente).

Niede Guidon durante pesquisas arquelógicas. Na foto, encontrados fósseis humanos. Foto: Fumdham

Niede Guidon durante pesquisas arquelógicas. Na foto, encontrados fósseis humanos. Foto: Fumdham

São ao todo 912 sítios cadastrados, sendo 657 com pinturas rupestres. Além disso, possui outros sítios ao ar livre (acampamentos ou aldeias) de caçadores-coletores, aldeias de ceramistas-agricultores, ocupações em grutas ou abrigos, sítios funerários e sítios arqueo-paleontológicos

Além da riqueza arqueológica, o meio ambiente local apresenta vales e planícies, sendo o Parque Nacional Serra da Capivara o único Parque Nacional situado no domínio morfoclimático das caatingas.

Vegetação da Serra da Capivara. Foto: Alexandre Uchôa

Vegetação da Serra da Capivara. Foto: Alexandre Uchôa

Sua fauna e flora específicas são diversificadas e ainda pouco estudadas. É considerada uma das últimas áreas do semi-árido detentoras de importante diversidade biológica. As paisagens locais, que expressam uma beleza natural, surpreendem com pontos de observação privilegiados e também contribuem para o desenvolvimento do turismo cultural e ecológico, e, consequentemente, para o desenvolvimento da região.

Registro de onças pelo fotógrafo André Pessoa, que pesquisa e registra a fauna da região da Serra da Capivara. Foto: André Pessoa

Registro de onças pelo fotógrafo André Pessoa, que pesquisa e registra a fauna da região da Serra da Capivara. Foto: André Pessoa

“O território Serra da Capivara já é uma área bastante atraente por seus mistérios e pela receptividade de seu povo. Com a inauguração do Aeroporto, sem dúvidas será um dos destinos mais procurados no setor turístico do nosso estado. Veremos daqui há alguns anos um grande desenvolvimento daquela região”, defendeu o Secretário de Turismo, Flávio Nogueira Júnior.

Desenvolvimento que se tornará possível com as atividades do Aeroporto Serra da Capivara. Uma obra envolta em polêmicas, mas que é muito importante e merece um voto de crédito do piauiense. É o que vamos ver em nossa próxima matéria.

Por Mírian Gomes

Fonte original da notícia: Capital Teresina




União dos Palmares (AL) – Serra da Barriga pode se tornar Patrimônio Cultural Mundial

Proposta da Fundação Cultural Palmares é de criar políticas públicas permanentes. Foto: Acervo Secom/AL

Proposta da Fundação Cultural Palmares é de criar políticas públicas permanentes. Foto: Acervo Secom/AL

No mês em que se celebra a resistência e memória viva do líder negro, Zumbi dos Palmares, representantes do poder público e sociedade civil participaram, nesta quarta-feira, 18, de um seminário para discutir temas sobre a importância do turismo na Serra da Barriga e a valorização da cultura de matriz africana para o Brasil.

O evento promovido pela Fundação Cultural Palmares (FCP), em parceria com os poderes públicos estadual e municipal, aconteceu no município de União dos Palmares.

Na ocasião, a presidente da Fundação Cultural Palmares, Cida Abreu, falou da importância da Serra da Barriga para a cultura brasileira.

“Precisamos entender o significado deste patrimônio e fomentar o turismo para transformar o local em referência mundial. Estamos todos reunidos para construir as diretrizes para esse fomento, pois nós somos os agentes transformadores e valorizamos este território nacional de resistência”, justificou a presidente.

Cida Abreu reconheceu a distância da instituição à região, mas se comprometeu em mudar a realidade e construir políticas permanentes de desenvolvimento para o local. “Uma das propostas mais importantes desta gestão da FCP é junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), indicar a Serra da Barriga à ONU para se tornar Patrimônio Cultural Mundial”, revelou a presidente.

O secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico e Turismo, José Lessa, destacou o grande potencial cultural e turístico que existe em União dos Palmares.

“Nós possuímos o que nenhum lugar tem. Foi na Serra da Barriga a maior luta pela igualdade e liberdade do mundo. Promover este lugar, além de fomentar a história do Brasil e o turismo educacional, vai diversificar a economia local”, enfatizou José Lessa.

Nesta quinta-feira, 19, uma comitiva dos poderes federal, estadual e municipal fará uma visita técnica à Serra da Barriga e nesta sexta-feira, 20, será comemorado o Dia da Consciência Negra com uma vasta programação na região, que contará com a presença do ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Por Agência Alagoas

Fonte original da notícia: Aqui Acontece