No dia dos museus, UNESCO lançou versão em português de orientações sobre diversidade dessas instituições

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) disponibilizou em 18 de maio, Dia Internacional dos Museus, a versão em português de suas recomendações sobre a proteção e promoção dessas instituições. Publicação aborda diversidade de acervos e o papel desses equipamentos culturais na sociedade. Documento está disponível gratuitamente em meio online.

Manual aborda temas como promoção e proteção do patrimônio, diversidade cultural, conhecimento científico, políticas educacionais, educação continuada, coesão social, indústrias criativas e economia do turismo.

As orientações da UNESCO foram aprovadas durante a 38ª sessão da Conferência Geral do organismo das Nações Unidas, em novembro de 2015. Acesse a tradução clicando aqui.

Fonte original da notícia: ONU BR




Unesco pode reconhecer Bumba-meu-boi como Patrimônio Imaterial da Humanidade

Dossiê de candidatura foi entregue ao Ministério das Relações Exteriores para o reconhecimento internacional concedido pela Unesco. Resultado deve sair ainda em 2019.

Bumba-meu-boi pode se tornar Patrimônio Imaterial da Humanidade já em 2019. Foto: Divulgação/IPHAN

O Complexo Cultural do Bumba-meu-boi pode se tornar Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. O primeiro passo para o reconhecimento internacional concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) foi dado nesta quinta-feira (5) com a entrega do dossiê de candidatura do bem cultural ao Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A cerimônia de entrega teve a presença da secretária executiva do Ministério da Cultura, Mariana Ribas; a presidente do Iphan, Kátia Bogea; o diretor do Instituto de Patrimônio Imaterial, Hermano Queiroz; e o superintendente do Iphan no Maranhão, Mauricio Itapary.

O dossiê de candidatura foi entregue à diretora do Departamento Cultural do Itamaraty, ministra Paula Alves de Souza. A previsão é de que em 2019 o Comitê do Patrimônio Imaterial decida sobre a inserção do bem brasileiro na lista de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Com uma decisão positiva, o Bumba-meu-boi vai se unir a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi (2003), ao Samba de Roda no Recôncavo Baiano (2005), o Frevo: expressão artística do Carnaval de Recife (2012), o Círio de Nossa Senhora de Nazaré (2013) e a Roda de Capoeira (2014). Todos são bens brasileiros reconhecidos como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

Caminho ao título internacional

Considerado Patrimônio Cultural do Brasil desde 2011 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o caminho do bumba-meu-boi percorrido para se chegar a candidatura de Patrimônio Imaterial da Humanidade passou por várias etapas até chegar ao estágio atual.

Segundo o Iphan, tudo começa quando existe a solicitação da comunidade ao instituto para que o bem seja inscrito na lista representativa da Unesco a Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Esse é o primeiro passo para que o Patrimônio Cultural do Brasil obtenha o reconhecimento internacional.

A partir de então, o pedido é apresentado pelo Iphan para avaliação ao Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural e, tendo a anuência, é dado início a elaboração de um levantamento sobre os aspectos relevantes do bem cultural, legitimando sua importância para a humanidade.

Ao ser reunido em um Dossiê, os dados são entregues pelo MRE à Unesco, como aconteceu nesta terça (5). A partir de agora o Bumba-meu-boi passa a integrar um conjunto de bens imateriais que serão objeto de análise do organismo internacional sobre a aceitação ou rejeição da proposta levada à apreciação final durante uma reunião do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda.

Bumba-meu-boi

O Complexo Cultural do Bumba meu boi está presente em todo o Estado do Maranhão, dividido em cinco principais estilos conhecidos como sotaques: Matraca, Orquestra, Zabumba, Baixada e Costa-de-mão. Contabiliza-se mais de 400 grupos, localizados nas zonas urbana e rural de São Luís e em, pelo menos, 75 municípios do estado.

Segundo o diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, participar da manifestação extrapola a ideia de ser parte de um grupo. Para além da unidade mais estreitamente ligada às celebrações do Boi, os praticantes se identificam como uma grande comunidade boieira, comungando a mesma visão de mundo que envolve religiosidade católica, cultos de matriz africana de diversas tradições, crenças e ritos.

“Para os participantes, integrar o Bumba meu boi é motivo de orgulho e devoção, de modo que há quem traduza seu compromisso com o Boi comparando-o a uma religião”.

Singularidade

Para o IPHAN, ainda que existam formas de expressão similares ao Bumba-meu-boi em outros estados brasileiros, no Maranhão o elemento se diferencia por se constituir num complexo cultural, que compreende uma variedade de estilos, multiplicidade de grupos e, principalmente, porque estabelece uma relação intrínseca entre a fé, a festa e a arte, fundamentada na devoção aos santos católicos juninos, nas crenças em divindades de cultos de matriz africana e na cosmogonia e lendas da região.

O Dossiê de candidatura destaca que a manifestação cultural, portadora de uma carga simbólica que reproduz o ciclo vital (nascimento, vida e morte), é uma metáfora da própria existência humana.

Por Rafael Cardoso

Fonte original da notícia: G1 MA




Patrimônio da Humanidade, Cartagena corre risco por avanço imobiliário

Construção de complexo habitacional de quatro torres no centro histórico da cidade colombiana foi suspensa por acabar com paisagem urbana tombada a nível internacional.

Foto: Reprodução/Pinterest

A Colômbia acaba de receber um ultimato da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco): o país latino-americano deve tomar providências para restaurar a paisagem original tombada do centro histórico de Cartagena das Índias ou ver a cidade perder o título de Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, que ostenta desde 1984.

O pivô da bronca é a construção do complexo de habitação social Aquarela, com 4 torres, para 950 famílias, que, mesmo com uma única torre pronta, alterou drasticamente o conjunto tombado, que engloba o porto, a fortaleza de San Felipe e o restante do centro histórico.

Por terem autorizado a obra e concedido todas as licenças de maneira equivocada, por meio de uma ação pública, o empreendimento foi embargado e sua construção paralisada por ordem da Justiça. A intenção de Salim é de esclarecer todas as normas para evitar situações similares no futuro, que possam debilitar a proteção patrimonial e o interesse de empresários e compradores da construção civil no centro histórico.

Opinião divergente

De acordo com uma das construtoras responsáveis pelo empreendimento, a Promotora Calle 47 S.A.S., o projeto não põe em risco a permanência da cidade na lista de Patrimônio da Humanidade da Unesco. “A permanência da cidade na lista implica um trâmite legal composto de várias etapas, e está relacionada ao estado de conservação atual do porto, das fortificações e de seus outros monumentos, e não de projetos imobiliários que surgem cumprindo com as normas vigentes”, protesta por meio de nota a empresa para o jornal local El Universal.

A Associação de Coproprietários do Edifício Aquarela veio a público pedir para que a construção volte a ser autorizada. “É uma injustiça o que o Ministério da Cultura está fazendo com nosso desenvolvimento e com nosso direito a uma habitação digna”, afirma em vídeo o presidente do grupo, Gastón Gaitán. “Mais do que os recursos, são os nossos sonhos de ter a própria casa que estão em jogo, por negligência do estado”

A Prefeitura de Cartagena informa que irá rever os projetos em sua câmara técnica de patrimônio histórico e cultural. Ao todo, licenças de 151 projetos serão revistos. Mas as autoridades não sabem o que fazer com a torre que já foi levantada e que abrigaria famílias de outras edificações que estão a ponto de colapsar. O próximo passo seria a demolição da edificação.

Fonte original da notícia: Gazeta do Povo




Paraty (RJ) tem candidatura ao título de Patrimônio da Humanidade aceita pela Unesco

Cidade da Costa Verde concorre como sítio misto de paisagem cultural e natural. Votação será em 2019.

Paraty tem candidatura ao título de Patrimônio da Humanidade aceito pela Unesco. Foto: Gustavo Juber/Fotógrafo

Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro, foi aceita na quinta-feira (1º) pela Unesco para concorrer ao título de Patrimônio da Humanidade. Com um importante acervo arquitetônico e ricas paisagens com belezas naturais, a cidade concorre pela terceira vez.

De acordo com o Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, essa é a primeira vez que Paraty compete como sítio misto, com paisagem natural e cultural.

O documento da candidatura foi elaborado em uma parceria do órgão com o Ministério do Meio Ambiente. Caso seja aprovado, será a primeira vez que o Brasil terá um sítio misto a ser inscrito na Lista do Patrimônio Mundial.

Ainda este ano, o órgão consultivo da Unesco irá realizar uma visita técnica à cidade. A votação será em 2019.

Em 2017, Paraty recebeu da Unesco o título internacional de Cidade Criativa para a Gastronomia. Outras duas cidades brasileiras entraram na lista: Brasília, na categoria design, e João Pessoa, nas artes e cultura.

Fonte original da notícia: G1 Sul do Rio e Costa Verde




Rio de Janeiro (RJ) – Candidato a patrimônio da Unesco, Sítio Burle Marx passará por revitalização

Sítio Burle Marx abriga coleção botânica e acervo do paisagista brasileiro Roberto Burle Marx, que em 1985 doou o local ao Iphan. Divulgação/Sítio Burle Marx

Candidato ao título de patrimônio mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx, na Barra de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, passará por uma revitalização.

Com 400 mil metros quadrados, o sítio abriga 3,5 mil plantas tropicais e semitropicais de espécies nativas e exóticas, coleção que atrai visitantes e pesquisadores.

O sítio foi comprado pelo paisagista Roberto Burle Marx na década de 1940 com o objetivo de ali instalar sua coleção botânica. Nos anos 1970, quando Burle Marx passou a morar no local, a área abrigou também objetos pessoais, sua produção artística e suas coleções de arte e design.

Em 1985, o paisagista doou o sítio e todo o acervo à Fundação Nacional Pró-Memória, do Ministério da Cultura. O órgão foi sucedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde aquele ano, o local passou a ser considerado instituição pública e foi tombado em nível federal pelo próprio Iphan.

A candidatura a patrimônio cultural mundial da Unesco foi apresentada em 2015 e o registro foi aceito pela entidade. Agora, o centro cultural fará um dossiê da candidatura e receberá a visita de especialistas estrangeiros que vão orientar esse trabalho. As informações serão conferidas in loco pela Unesco eu uma missão oficial. O resultado da avaliação será divulgado em meados de 2019.

Apoio do BNDES

Para fortalecer a candidatura, o centro cultural passará por uma revitalização. O projeto tem recursos do Iphan e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que repassará R$ 4,45 milhões à instituição.

Atualmente, o local passa por uma obra de infraestrutura elétrica, telefonia, entre outros serviços essenciais, e já licitou a reforma de um lago.

Segundo a diretora do centro cultural, Cláudia Storino, o apoio do banco, que corresponde a mais de 60% dos recursos do projeto de revitalização, vai contribuir para a candidatura na Unesco.” Além disso, é um aporte bem importante para o funcionamento do sítio, para o atendimento aos visitantes.”

Os recursos também vão possibilitar a catalogação e disponibilização online de informações do centro cultural para o público. “Só isso já vai ser uma grande diferença para quem tem pesquisa sobre Burle Marx”, acrescentou a diretora.

O Centro Cultural Sítio Roberto Burle Marx recebe, em média, entre 600 e 700 pessoas por mês.

Por Alana Gandra/Edição Luana Lourenço

Fonte original da notícia: EBC – Agência Brasil




Há 30 anos, Brasília (DF) se tornava Patrimônio Cultural da Humanidade

Primeira (e ainda única) cidade moderna com tal honraria, a capital do país foi inscrita na lista de Patrimônio da Unesco em 7 de dezembro de 1987.

Nunca havia aparecido uma candidata tão nova. Com apenas 27 anos e ainda em formação, Brasília não tinha a história de uma Paris. Nem monumento antigo como a Acrópole de Atenas. Tampouco um conjunto arquitetônico como o de Roma. Era uma ousadia e tanto a capital brasileira entrar para o seleto grupo das cidades com o título de Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco, o braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Educação, Ciência e a Cultura. Mas o reconhecimento veio, em 7 de dezembro de 1987.

Passados 30 anos, a primeira cidade moderna a receber tal honraria, Brasília sofreu agressões das mais diversas formas. Viu brotar cidades não planejadas e a ocupação de áreas onde não deveria haver construções de tipo algum. Mas o título da Unesco se mostrou fundamental para a preservação do Plano Piloto conforme o desenhado por Lucio Costa e executado à risca no governo de Juscelino Kubitschek, que em 21 de abril de 1960 inaugurou uma nova forma de se viver no Brasil e garantiu aos moradores da capital uma qualidade de vida única no país.

Sem proteção

Até então, o título da Unesco havia sido concedido só a cidades construídas antes do século 20. A proposta, feita sob a iniciativa do então governador de Brasília José Aparecido de Oliveira, foi examinada e aprovada pelo Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco com base na documentação oferecida pelo governo da capital e em relatório do arquiteto francês León Pressouyre, do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos), relator do processo da candidatura candanga.

Nos documentos, Brasília apresentou as principais características e os valores do plano urbanístico. Virtude referendada por Pressouyre, em maio de 1987. Ele, porém, apontou a vulnerabilidade da nova capital ante as pressões do desenvolvimento predatório que ameaçava (e ainda ameaça) com a descaracterização. Brasília sequer tinha proteção nacional.

Gênio criativo

O comitê da Unesco reconheceu a obra-prima do gênio criativo humano e exemplo eminente de conjunto arquitetural que representava período significativo da história, um marco do movimento moderno. Mas, para ganhar o título de patrimônio mundial, precisava de leis para protegê-la de alterações e deturpações. A cidade construída em 1.296 dias, a partir de 1956, não contava com essa cobertura. Não havia nada que a livrava dos males da especulação imobiliária e de outras ameaças.

Ao tomar conhecimento desse entrave, José Aparecido de Oliveira publicou o decreto, em outubro de 1987, regulamentando a Lei n° 3.751, de 13 de abril de 1960, de preservação da concepção urbanística de Brasília. Em síntese, a lei manda respeitar as quatro escalas que definem os traços essenciais da capital, ou seja, as quatro dimensões dos quatro modos de viver na cidade.

Criadas por Lucio Costa para organizar o sítio urbano que havia apresentado no concurso público aberto pelo Governo Federal para escolher o projeto da nova capital brasileira, as escalas são definidas como monumental (a do poder), residencial (das superquadras), gregária (dos setores de serviços e diversão) e bucólica (das áreas verdes entremeadas nas demais, incluindo a vegetação nativa). Com elas, o urbanista deixou claro as funções de cada espaço da cidade, definindo os setores de trabalho, moradia, serviços e lazer, em harmonia com a natureza.

Era justamente esse conceito o grande trunfo de Brasília, que trazia um desenho único de cidade. Diferentemente do que muitos pensam, seria reconhecido o projeto urbanístico de Lucio Costa e não os prédios modernistas de Oscar Niemeyer. Esses viriam a ser protegidos por meio de outras leis. Mas as obras de Niemeyer contribuíram para a conquista do título da Unesco. Os representantes da organização ressaltaram que cada elemento — da arquitetura das áreas residenciais e administrativas à simetria dos edifícios — dos traços de Niemeyer estavam em harmonia com o desenho geral da cidade. Assim como o plano de Lucio, a Unesco considerou os prédios inovadores e criativos.

EUA contra

A definição da candidatura de Brasília aconteceu em 7 de dezembro de 1987, em Paris, na 11ª Reunião Ordinária do Comitê do Patrimônio Mundial. Vinte e um integrantes do Comitê estavam no plenário. A representante dos Estados Unidos, Susan Reccem, se manifestou contra a inclusão de Brasília na lista de patrimônio da humanidade. Ela chamou a atenção do plenário para o parágrafo 29 das Orientações para a aplicação da convenção do patrimônio mundial, no qual se indicava o adiamento do exame das cidades do século 20 para depois que os sítios históricos tradicionais fossem protegidos.

Mais uma vez, León Pressouyre saiu em defesa de Brasília. Ele argumentou seria proteger uma obra singular, moderna, única cidade construída no século 20 a partir do nada (o francês usou a expressão latina ex-nihilo) para ser a capital do país. Houve um silêncio. Sinal da aprovação consensual da proposta. Mais uma ou duas considerações e Brasília se transformou em patrimônio cultural da humanidade. Continua a única não secular com tal honraria.

Históricas

No caso do Brasil, Ouro Preto (em 1980), até então, detinham tal título o centro histórico de Olinda (1982), as ruínas jesuítico-guaranis de São Miguel das Missões (1983), o centro histórico de Salvador (1985) e o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas (1985).

Por Renato Alves

Fonte original da notícia: Correio Braziliense




São Luís (MA) completa 20 anos como cidade Patrimônio da Humanidade

Conjunto arquitetônico composto por mais de mil casarões seculares, celebra os 20 anos do título de concedido pela UNESCO em 6 de dezembro de 1997.

Capital maranhense reúne acervo com mais de mil prédios construídos entre os séculos 18 e 19. Foto: Reprodução/TV Mirante

São Luís celebra nesta quarta-feira (6), os 20 anos do título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e a Cultura (UNESCO) em 6 de dezembro de 1997 em Nápoles, na Itália.

O conjunto arquitetônico do Centro Histórico, com seus 405 anos de história, é composto por casarões seculares, revestidos por azulejos portugueses, reúne um acervo com mais de mil prédios construídos entre os séculos 18 e 19, que são tombados pelo patrimônio federal. A capital colonizada por portugueses nasceu moderna, já que sua planta foi desenhada no século 17 e inspirada pelo urbanismo espanhol, que época tinha Portugal sob domínio. As peculiaridades como traçados lineares nas ruas, com desenhos geométricos, quadras bem desenhadas, garantiram a São Luís, o titulo de Patrimônio Mundial da Humanidade.

Um ano antes da concessão do título, especialistas enviados pela UNESCO vieram a São Luís de surpresa para fazer uma inspeção sigilosa. De acordo com o engenheiro Luiz Felipe Andreas, responsável em assinar o dossiê de documentos que foi enviado para a avaliação, o grupo de avaliadores pediu que nenhuma informação sobre a visita fosse divulgada, para que não houvesse pressões.

“Nós os recebemos e eles pediram que não tivesse nenhuma divulgação, porque não queriam receber nenhum tipo de pressão. Era o primeiro momento. Depois eles andaram por todos os locais do Centro Histórico, inclusive os que estavam abandonados. Isso aconteceu porque o valor intrínseco é que torna importante. Essa equipe deu a recomendação pra UNESCO de que São Luís merecia a partir daí, ser avaliada”, explica o engenheiro.

Casarão colonial localizado no Centro Histórico de São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

Após uma série de avaliações, o título foi concedido a São Luís. O engenheiro conta que a emoção no dia da entrega da honraria foi indescritível e para ele, o resultado de anos de muito trabalho. “É um momento de muita emoção, é muito importante, pois nele congrega as maiores autoridades do mundo da cultura, que a UNESCO reúne em torno de si. A emoção foi muito forte, não é fácil descrever, pois foi resultado de muitos anos de trabalho além da responsabilidade nossa em estarmos representando todo esse tesouro que é São Luís do Maranhão”, conta.

Quem anda entre as ruas do Centro Histórico, se encanta com a riqueza dos casarões e tem a sensação de viajar até os séculos passados, em uma espécie de livro de história com uma riqueza de detalhes infinita. Ao passear em São Luís, o goiano Alessandro Rodrigues, que morou por anos em Portugal, se sentiu como estivesse lá outra vez.

“A primeira coisa que percebemos é que esse Centro Histórico de São Luís é muito parecido com o baixo Chiado ou com o Chiado, lá em Lisboa. Quando eu olho, por exemplo, o tipo de escada, os azulejos, as fachada das construções. Só que eu gostaria que fosse mais bem cuidado”, afirma.

Manutenção do tesouro mundial

Azulejos coloniais vindos de Portugal encantam turistas que visitam o Centro Histórico de São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

Desde a entrega do título até hoje, muitas obras de revitalização foram realizadas no Centro Histórico, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. O abandono de diversos casarões históricos ainda é o maior problema encontrado para manter em a beleza e originalidade nas construções.

De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) há diversos projetos de revitalização em andamento, em parceria com os governos estaduais e municipais, por meio do programa ‘PAC – Cidades Históricas’.

Descaso e falta de manutenção em casarões históricos é motivo de reclamação para quem visita São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

“Demos inicio a nossa maior obra no PAC, ou seja, que tem a maior monta de recursos, a revitalização e requalificação da Rua Grande, junto com a Praça Deodoro e do Pantehon, para que a gente possa fazer a gestão compartilhada desse espaço entre os três entes federativos, com o apoio da população. Pois sem o apoio da população a gente não vai conseguir”, explica Rafael Pestana, coordenador técnico do Iphan no Maranhão.

Comemoração

‘Serenata Especial Histórica’, em comemoração aos 20 anos do título, irá percorrer as ruas de São Luís. Foto: Reprodução/TV Mirante

A celebração dos 20 anos do título de Patrimônio Mundial a São Luís será com uma serenata especial pelas ruas da capital, guiada por personagens históricos e contará com a participação do público presente, que poderá revisitar a história da concessão do título. O inicio do evento acontece a partir das 19h, saindo da Praça Benedito Leite, no Centro.

Fonte original da notícia: G1 MA




Parque Nacional do Iguaçu (PR) bate recorde histórico de visitação

Até as 13h, 1.642.300 pessoas passaram por lá. E o ano ainda nem acabou. Esse número superou o recorde anterior, que era de todo o ano de 2015.

Reprodução G1. Divulgação/Internet

Até as 13h de quarta-feira (6), um milhão seiscentas e quarenta e duas mil e trezentas (1.642.300) pessoas passaram pelo Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, estabelecendo o novo recorde de visitação do local. E o ano ainda não acabou… Esse número superou o recorde anterior, que era de todo o ano de 2015.

Os brasileiros são os turistas que mais visitaram esse belo cenário. Mas por lá também já passaram, este ano, setecentos e cinquenta e um mil (750 mil) estrangeiros. Eles vieram principalmente de Argentina, Paraguai, França, Alemanha e Estados Unidos.

O Parque Nacional do Iguaçu foi criado há setenta e oito anos e é patrimônio natural da Unesco. Só perde em número de visitantes para o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Por Marcos Landim

Fonte original da notícia: G1 – Jornal Hoje




MG – Especialistas vão debater gestão de patrimônios tombados pela Unesco

Escola de Arquitetura e Casa do Baile sediarão as atividades nos dias 4 e 5 de dezembro.

Construído às margens da Lagoa da Pampulha, conjunto arquitetônico foi tombado pela Unesco em 2016. Foto: Foca Lisboa / UFMG

Até 3 de dezembro, domingo, estão abertas as inscrições para a segunda edição do seminário sobre gestão da paisagem cultural, organizado pela Escola de Arquitetura da UFMG, e que será realizado de segunda-feira, 4, a quarta-feira, 6. O evento busca promover a troca de experiências sobre conceitos, métodos e estratégias de gestão dos conjuntos urbanos e paisagísticos nacionais e internacionais reconhecidos pela Unesco como patrimônio mundial.

Outro objetivo do seminário, que terá palestras de profissionais, pesquisadores e gestores da área, é ampliar o debate sobre realizações e desafios da gestão compartilhada de sítios patrimoniais, por meio de estudos de caso da Região Vitivinícola de Langhe, Roero e Monferrato, na Itália, e do Conjunto Moderno da Pampulha, em Belo Horizonte.

O evento é destinado a pesquisadores, professores e alunos dos programas de pós-graduação da Escola de Arquitetura, técnicos dos órgãos que integram o Comitê Gestor do Conjunto Moderno da Pampulha, membros do Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do Município e demais interessados na temática da gestão de sítios patrimoniais. As inscrições podem ser feitas gratuitamente por meio deste link.

Programação
O auditório da Escola de Arquitetura da UFMG reunirá, em sua sessão inaugural, no dia 4, às 9h, os professores Rogério Araújo e Ana Clara Mourão, da pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, e Leonardo Barci Castriota, da pós-graduação em Ambiente Construído e Patrimônio Sustentável e presidente do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios da Unesco no Brasil.

Em seguida, Marcos Valle, do Instituto Superior de Sistemas Territoriais para Inovação, de Turim, abordará os planos de gestão em diferentes tipos de sítios da Unesco. Na sequência, Roberto Cerrato, da Associação pelo Patrimônio da Paisagem Vinícola do Piemonte, vai falar sobre estratégias de articulação, mobilização e questões de governança com base na experiência do sítio Langhe-Roero Monferrato.

Às 15h, a doutoranda Luciana Féres fala sobre a candidatura do Conjunto Moderno da Pampulha. Mais tarde, o professor Rogério Araújo falará sobre a proteção do conjunto.

Também ministrarão conferências Jurema Machado, ex-presidente do Iepha e do Iphan e ex-coordenadora do setor de Cultura da Representação da Unesco no Brasil, e Ana Clara Mourão Moura, que abordará as tecnologias de geoinformação como suporte à gestão da paisagem.

Na terça-feira, 5, as atividades serão realizadas no auditório da Casa do Baile, que integra o conjunto arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer. Na quarta, 6, uma visita técnica a Ouro Preto será conduzida pelos professores da Escola de Arquitetura Vanessa Borges Brasileiro, André Dornelles e Ana Clara Moura.

Fonte original da notícia: UFMG




Fortaleza de Santa Catarina na PB concorre ao título de Patrimônio Mundial da Unesco

Estrutura construída no século XVI é o prédio história militar mais importante da Paraíba.

Reprodução G1. Divulgação/Internet

A fortaleza de Santa Catarina, localizada na cidade de Cabedelo, na Grande João Pessoa está concorrendo ao título de Patrimônio Cultural Mundial da Unesco. A estrutura histórica paraibana, juntamente com outras 18 fortificações, consta na proposta encaminhada pelo governo brasileiro à Organização das Nações Unidas (ONU).

A construção data de 1586, erguida pelos portugueses logo após ocuparem o litoral paraibano. Inicialmente construído em taipa, ele compunha com outros dois fortes um cinturão de proteção no estuário do Rio Paraíba, protegendo a nova cidade das invasões francesas e holandesas.

Segundo Osvaldo Carvalho, presidente da Fundação Fortaleza de Santa Catarina, a estrutura como conhecemos hoje data do final do século XVII. A fortaleza é composta por 20 compartimentos, incluindo capela e alojamento de oficiais.

Considerado o mais importante monumento histórico militar da Paraíba, caso seja eleita pela Unesco, a fortaleza de Santa Catarina deve ter o envio de ajuda financeiros para conservação facilitado. Visitas técnicas estão sendo promovidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para facilitar o reconhecimento pela Unesco.

Fonte original da notícia: G1 PB