Obras de restauração da Igrejinha da Pampulha, em BH (MG), são adiadas

Projeto que havia sido feito em 2015 está defasado, segundo a Prefeitura de Belo Horizonte. Intervenções são exigidas pela Unesco que concedeu título de Patrimônio da Humanidade ao local.

Igreja da Pampulha é um dos principais pontos turísticos de BH. Foto: Miguel Aun/Belotur

As obras de restauração da Igreja de São Francisco de Assis, a Igrejinha da Pampulha, em Belo Horizonte, que iriam começar em novembro deste ano, foram adiadas. Segundo a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), o projeto deve ser revisado, já que o plano original, feito em 2015, estaria defasado.

Em 2015, o orçamento das obras e o cronograma haviam sido aprovados junto ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o termo de compromisso foi devolvido à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) em junho de 2015. Naquela época, a previsão era que as intervenções começassem no primeiro semestre de 2016.

Porém, a paróquia já havia agendado vários casamentos no local, impossibilitando a realização das obras. Segundo a PBH, a obra já estava licitada e o contrato publicado. Porém, após revisão, constatou-se que custos e serviços previstos inicialmente estavam desatualizados.

Por causa disso, foi necessário fazer o distrato do contrato com a empresa que ganhou a licitação e submeter o projeto mais uma vez à aprovação dos órgãos financiadores e do Iphan para realizar novo processo licitatório.

Estão previstos os serviços de recuperação das juntas de dilatação, recuperação das pastilhas externas, impermeabilização, substituição dos painéis de madeira, pintura, polimento do piso de mármore e limpeza das fachadas. O orçamento previsto é de R$ 1,8 milhões. Os recursos são do PAC Cidades Históricas.

De acordo com a superintendente do Iphan em Minas Gerais, Célia Corsino, as obras dependem do tempo que o processo licitatório vai levar, já que ainda há a necessidade de aprovação por parte do órgão e também pela diretoria do PAC.

“Tive reunião com a prefeitura e foi surpreendida com a notícias que a licitação não está em andamento”, disse a superintendente. As obras de restauração fazem parte das exigências da Unesco para que o título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido ao Conjunto Arquitetônico da Pampulha, seja mantido. Um relatório sobre o andamento das intervenções determinadas pela entidade terá de ser apresentado em dezembro.

Fonte original da notícia: G1 MG




Fundada em 1945, Unesco é guardiã do patrimônio cultural mundial

Agência da ONU foi criada com objetivo de promover a paz através da educação, ciência e cultura, e é conhecida por designar locais considerados patrimônios mundiais.

Imagem de arquivo da sede da Unesco em Paris. Foto: Reuters/Philippe Wojazer

A Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), entidade guardiã do patrimônio cultural da humanidade e de onde os Estados Unidos decidiram se retirar, já havia sido marginalizada pelos americanos entre 1984 e 2003.

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (12) oficialmente sua decisão de se retirar da Unesco, acusando a instituição de ser “anti-israelense”.

Em meados da década de 1980, o organismo atravessou uma crise com a retirada de Estados Unidos, Cingapura e Grã-Bretanha, que o criticavam por uma política muito pró-terceiro-mundo e uma má administração.

Com 195 Estados-membros e oito membros associados, a agência da ONU tem um objetivo ambicioso: “construir a paz na mente dos homens através da educação, ciência, cultura e comunicação”.

O conselho executivo da organização elege esta semana o seu próximo diretor-geral, que irá suceder a búlgara Irina Bokova, que completa dois mandatos marcados por dissensões políticas e dificuldades financeiras da organização.

Ao final do terceiro turno de votação, os candidatos do Catar, Hamad bin Abdoulaziz Al-Kawari, e da França, Audrey Azoulay, estavam empatados na quarta-feira.

Preservação de patrimônios mundiais

A Unesco é mais conhecida por seus programas educacionais e suas listas de patrimônios mundiais de bens culturais e sítios naturais de destaque como a cidade histórica síria de Palmira e o Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados Unidos.

A lista em constante evolução inclui 832 bens culturais classificados (Grande Muralha da China e Cidade Velha de Jerusalém, entre outros) e 206 sítios naturais (Ha Long Bay no Vietnã, Cataratas Victoria no Zimbábue, etc), espalhados por 167 Estados.

A operação de preservação de um patrimônio mundial ocorreu em 1960 com o deslocamento do Grande Templo de Abu Simbel no Egito para evitar sua inundação pelo rio Nilo durante a construção da barragem de Assuã. Essa campanha durou 20 anos.

Histórico

Com sede em Paris, a Unesco possui mais de 50 escritórios e vários institutos e centros em todo o mundo, como o Instituto de Estatística (Montreal) ou o Escritório Internacional de Educação (Genebra).

O organismo foi precedido pela ICIC (Comissão Internacional para a Cooperação Intelectual, que foi criada em 1921 como parte da Liga das Nações, antepassada das Nações Unidas).

Algumas personalidades de prestígio participaram dessa comissão, incluindo Henri Bergson, Albert Einstein, Marie Curie, Thomas Mann e Bela Bartok.

A Unesco, como tal, foi fundada em 1945 no momento da criação das Nações Unidas. Sua constituição foi ratificada em 4 de novembro de 1946 por 20 países.

A Guerra Fria ou o processo de descolonização tiveram impacto na Unesco. A URSS só se tornou membro em 1954.

Em 1956, a África do Sul do apartheid, considerando que a Unesco interferia em “problemas raciais” do país, retirou-se e retornou apenas com Nelson Mandela em 1994.

EUA cancelou em 2011 contribuição financeira

A saída dos Estados Unidos, que são responsáveis por fornecer um quinto do financiamento da Unesco, representa um grande golpe para a organização.

Os Estados Unidos já haviam cancelado em 2011 sua substancial contribuição financeira para a Unesco em protesto contra decisão da agência de conceder ao palestinos o status de membros plenos.

Essa decisão não foi tomada facilmente, e reflete as preocupações dos EUA com crescentes contas atrasadas na Unesco, a necessidade de reformas fundamentais na organização e o contínuo viés anti-Israel”, disse a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Heather Nauert em comunicado.

Horas depois, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel também deixará a organização, e chamou a decisão dos EUA de “corajosa e moral”.

Os EUA e Israel estão entre os apenas 14 de 194 países membros da organização que votaram contra a admissão dos palestinos. O governo norte-americano não paga seus US$ 80 milhões anuais desde então, o que significa uma conta acumulada que supera os US$ 500 milhões.

Apesar de Washington apoiar um futuro Estado palestino independente, o governo dos EUA diz que são necessárias negociações de paz para a sua formação, e considera prejudicial ao processo que organizações internacionais admitam os palestinos antes da conclusão das negociações.

A diretora-geral acrescentou que a decisão dos EUA representa uma perda para o multilateralismo e para a família ONU.

Por France Presse – Com Reuters

Fonte original da notícia: G1




Acervo do Museu Paranaense é selecionado pela Unesco

Parte do acervo de Vladimir Kozák do Museu Paranaense (MP) agora pertence ao Programa Memória do Mundo da Unesco – Brasil (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Primeiro museu do Paraná a integrar o programa, ficou entre os 10 selecionados das 22 candidaturas inscritas no Edital MoWBrasil 2017. A votação ocorreu nos dias 2 e 3 de outubro, em Belo Horizonte, em sessão plenária do Comitê MoWBrasil.

As obras selecionadas para o programa correspondem ao acervo iconográfico, filmográfico e textual dos povos indígenas brasileiros, produzidos entre os anos 1948 e 1978, período em que Kozák produziu várias filmagens para o Departamento de Antropologia da Universidade Federal do Paraná, entre elas um documentário dos índios Xetá, desconhecidos até então.

Com o aumento da conscientização sobre a preservação e acesso ao patrimônio documental de várias partes do mundo, o Programa Memória do Mundo foi criado em 1992 pela Unesco. A seleção de acervos é feita a cada dois anos em conjunto com o Conselho Internacional de Arquivos.

KOZÁK – A obra total de Vladimir Kozák reúne 36 horas de filmes em 16 mm, coloridos e não sonorizados. O acervo é formado por filmes, fotografias, desenhos e aquarelas que retratam temas variados como o cotidiano de grupos indígenas brasileiros, manifestações da cultura popular, registros de comunidades e de cidades como Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Joinvile, além de temas diversos sobre o Paraná.

Entusiasmado com a nomeação do museu, o diretor do MP, Renato Carneiro, parabenizou a equipe, “a todos os envolvidos na preservação desta importante parcela da herança cultural do Paraná, que está depositado no Museu Paranaense e pertence a todos os brasileiros a partir de agora”.

Fonte original da notícia: Agência de Notícias do Paraná




Os centros têm de ganhar vida

Sem adensamento humano e econômico, os projetos de revitalização urbana têm pouca chance de sucesso.

Porto Maravilha, no Rio de Janeiro: uma recuperação de sucesso é a que atrai moradores. Rogério Reis/Pulsar Imagens/Revista Exame

Um fenômeno curioso ocorre em São Luís, a capital do Maranhão. A população cresceu mais de 20% desde o início do século, mas o coração da cidade encolheu. No centro — que abrange áreas declaradas como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco —, o número de habitantes diminuiu 10% entre os dois últimos censos.

O movimento começou nos anos 70, quando obras viárias permitiram a expansão do município para além dos limites dos rios Anil e Bacanga, que cercam a região. A transferência de secretarias e órgãos públicos para outros bairros reforçou a tendência de descentralização.

Durante o dia, a região central se mantém agitada por causa do comércio, mas à noite o movimento cai bastante por causa do baixo número de moradores. “Há investimentos na preservação do patrimônio, mas a verdadeira revitalização acontece quando há adensamento humano e econômico”, diz Gustavo Marques, secretário de Projetos Especiais da prefeitura de São Luís. Nos casarões históricos tombados e desocupados, a moda mais recente é a instalação de estacionamentos — irregulares, é claro.

Situações parecidas se observam do norte ao sul do país. Em Porto Alegre, uma área conhecida como Quarto Distrito, vizinha ao centro, já foi a mais pujante. Lá se concentrava a indústria da cidade até a metade do século passado, um tempo em que a proximidade com o Guaíba, o rio que banha a capital gaúcha, era uma vantagem — parte do transporte de mercadorias era fluvial. “A área era uma espécie de bairro-cidade, porque se achava de tudo por perto”, diz Leila Mattar, professora de arquitetura e urbanismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.

Com o aterramento da orla do rio na região, a desativação de uma ferrovia e a expansão de outros bairros, o Quarto Distrito perdeu importância. Hoje, o que se encontra por ali em abundância são fábricas abandonadas e obras inacabadas — a duplicação da Rua Voluntários da Pátria, um ponto de referência, prevista para a Copa do Mundo de 2014, não chegou à metade. “Uma intervenção como essa reduziria o problema viário, mas não traz moradores de volta para a região”, afirma Leila.

As áreas centrais das cidades, em geral, não deixaram de ter vida — mas muitas perderam a função habitacional. Um exemplo é o que ocorre em Salvador. Há 25 anos, a região do Pelourinho era um problema. Habitada por moradores de baixa renda, não tinha nenhum tipo de manutenção do casario antigo. Nos anos 90, o governo baiano iniciou uma restauração para atrair turistas. Estima-se que 2 000 famílias tenham sido deslocadas da região para que a reforma ocorresse. “O Pelourinho deixou de ser um bairro e virou um parque temático. Isso não tem sustentabilidade no longo prazo”, diz Armando Freire Branco, membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia.

Os programas de revitalização costumam ser caros — a transformação da área central e da zona portuária do Rio de Janeiro no chamado Porto Maravilha exigiu uma parceria público-privada de 8 bilhões de reais. A região ganhou mais espaço aberto, mais área verde e um museu com vista para o mar. Agora, espera-se que novos moradores a povoem. A previsão da prefeitura carioca é que até 2025 a área passe dos atuais 30 000 para 100 000 moradores.

Outros municípios, mesmo na penúria, se mantêm empenhados em planejar intervenções urbanas. A prefeitura de São Luís obteve um financiamento de 13,5 milhões de dólares para restaurar edifícios do centro histórico — do total, 250 000 dólares deverão ser gastos com estudos para promover a moradia na região. Em Salvador, um plano de investimento de 200 milhões de reais na zona central foi lançado em agosto. A promessa da prefeitura é direcionar o dinheiro para programas de mobilidade e de habitação, além da reforma de monumentos e edifícios.

Mas a dificuldade para colocar de pé projetos de revitalização de áreas urbanas no Brasil não ocorre somente por falta de dinheiro. Há programas de investimento em vários níveis do governo — só o PAC Cidades Históricas, um desdobramento do Programa de Aceleração do Crescimento iniciado em 2013, está destinando 1,6 bilhão de reais a obras de recuperação de edifícios e espaços públicos em 44 cidades. “Fazemos intervenções organizadas, mas elas não são acompanhadas por planos de mobilidade urbana ou programas de estímulo à residência nas regiões centrais”, diz Andrey Rosenthal Schlee, diretor de patrimônio material e fiscalização do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. “Para funcionar, um projeto de revitalização precisa estar associado a outras ações.” Infelizmente, é o que tem faltado na maioria dos casos.

Por Mariana Segala

Fonte original da notícia: Revista Exame




Unesco promove na UFMG seminário sobre patrimônio documental brasileiro

Imagem que compõe a identidade visual do evento. Programa Memória do Mundo / Unesco

Até o dia 29 de setembro, estarão abertas as inscrições para a primeira edição do seminário Programa Memória do Mundo da Unesco e o Patrimônio Documental Brasileiro, que será realizado nos dias 3 e 4 de outubro, na Escola de Ciência da Informação da UFMG. Entre os temas em discussão, estarão o papel dos cientistas da conservação, arquivos audiovisuais e patrimônios bibliográfico e museológico brasileiros.

Promovido pela Unesco em parceria com a UFMG e com o Ministério da Cultura, o evento visa fomentar, entre pesquisadores e dirigentes de instituições de patrimônio e memória, debates sobre questões relativas a reconhecimento, preservação e divulgação do patrimônio documental brasileiro.

Arquivos audiovisuais

A conferência de abertura, Memória do Mundo: uma afirmação global, será proferida, no dia 3, a partir das 18h, pelo professor Ray Edmondson, consultor do Programa MoW Internacional da Unesco e diretor da Archives Associates na Austrália. Doutor em Filosofia, Edmondson é referência internacional na restauração e preservação de mídia audiovisual. Ele também lançará o livro Arquivística audiovisual: filosofia e princípios.

Na conferência de encerramento, no dia 4, às 19h30, o historiador Caio Boschi, da PUC Minas, vai falar sobre as Memórias do ultramar: a América portuguesa nos arquivos lusitanos.

O seminário também contará com a participação de representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, do Instituto Brasileiro de Museus, do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, além de professores e pesquisadores da UFMG e de outras instituições de ensino superior do país.

As inscrições, gratuitas, devem ser realizadas pelo e-mail memoriadomundo@arquivonacional.gov.br. Na mensagem, deverão ser informados nome completo e e-mail para o qual será encaminhado o certificado eletrônico. A programação do evento está disponível na página eletrônica do Arquivo Nacional.

Fonte original da notícia: UFMG




Pampulha tem importante conjunto arquitetônico histórico para Belo Horizonte (MG)

Conjunto arquitetônico, projetado por Oscar Niemeyer, recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. A Lagoa da Pampulha é lugar tradicional de esportes como corrida, caminhada e ciclismo.

Conjunto da Pampulha – Viva BH 120 anos. Foto: Reprodução/TV Globo

Pampulha é uma das regiões turísticas mais relevantes de Belo Horizonte. Nela está o conjunto arquitetônico, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, que recebeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

A Lagoa da Pampulha, espelho d’água criado entre as décadas de 1930 e 1940, é atualmente lugar tradicional de esportes como corrida, caminhada e ciclismo. A lagoa, idealizada pelo ex-prefeito Otacílio Negrão de Lima, em 1936, já foi usada também por esportistas náuticos, mas a poluição e o assoreamento por conta do lixo acumulado impedem algumas práticas, como a pesca e a natação.

Apesar disso, a lagoa é importante ponto de encontro do belorizontino. A orla, com 18 quilômetros, é frequentada por praticantes de corrida e caminhada diariamente e, aos domingos, recebe mais visitantes.

No entorno da lagoa estão os prédios do conjunto que formam o Patrimônio Cultural da Humanidade – Casa do Baile, Museu de Arte da Pampulha, Igreja de São Francisco de Assis [conhecida como Igrejinha da Pampulha] e o Iate Tênis Clube. Além destes, pertencem ao conjunto arquitetônico o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade [conhecido como aeroporto da Pampulha], o Estádio Governador Magalhães Pinto [Mineirão], o Estádio Jornalista Felipe Drummond [Mineirinho], a Fundação Zoo-Botânica e o campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Inaugurado em 1943, o Iate Tênis Clube foi criado para ser um espaço de esportes e lazer. Sua sede, com formato de barco, “avança” sobre o espelho da Lagoa da Pampulha. O local ganhou painéis de Cândido Portinari e do paisagista Burle Marx.

A Casa do Baile, localizada em uma ilha artificial e ligada à orla por uma ponte de concreto, foi inaugurada em 1943. Na época, o local era ponto de encontro da alta sociedade já que os preços cobrados no local estavam longe de serem populares. Um dos mais famosos frequentadores era o próprio Juscelino Kubitscheck, então prefeito da cidade, conhecido por sua afeição à vida boêmia.

O Museu de Arte da Pampulha nasceu como Cassino da Pampulha e foi o primeiro projeto do Conjunto Arquitetônico idealizado por Oscar Niemeyer a ficar pronto, em 1943. Os jardins que circundam o prédio foram feitos pelo paisagista Roberto Burle Marx. Estátuas de Alfredo Ceschiatti, August Zamoiski e José Pedrosa também foram incorporadas ao local.

O espaço funcionou como cassino até 1946 quando o jogo foi proibido no Brasil. Ele entrou em um período de decadência até 1957, ano em que foi transformado no Museu de Arte da Pampulha (MAP). Hoje ele abriga um acervo com cerca de 1,4 mil obras.

As curvas da Igrejinha, emoldurada com azulejos de Cândido Portinari e enfeitada pelos jardins de Burle Marx, não agradaram a Igreja Católica por ser considerada “moderna demais” pela Cúria Metropolitana. O local foi o último do Conjunto Arquitetônico a ser concluído.

O prédio permaneceu proibido ao culto por 14 anos, sofrendo com a má conservação. Ela só saiu do ostracismo quando o então papa João XXIII manifestou interesse em expor no Vaticano a via sacra de Portinari, registrada na Igrejinha. Mas a primeira missa só foi ser celebrada no dia 11 de abril de 1959.

A Pampulha como um todo pode ser traduzida pela fala de Oscar Niemeyer. “Nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein”, dizia o arquiteto.

Fonte original da notícia: G1 MG




Iphan elabora estratégias para campanha de fortaleza do AP candidata a Patrimônio Mundial

Monumento passa por reformas, mas uma longa lista de requisitos ainda tem de ser cumprida para fortalecer campanha, até apresentação à Unesco.

“A Fortaleza de Macapá é a mais imponente, mas percebemos que tem muito trabalho a ser feito”, diz técnico do Iphan nacional. Foto: MR Fonseca/Arquivo Pessoal

Após o anúncio da indicação ao título de Patrimônio Mundial da Humanidade, os olhos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e dos governos voltam-se à Fortaleza de São José de Macapá. Há um longo plano de metas a ser cumprido e um dossiê a ser elaborado e entregue até 2019 para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Três reuniões e uma oficina foram realizadas para discutir como se dará a campanha do patrimônio amapaense, que concorre a uma indicação seriada, junto com outras 18 fortificações espalhadas por 10 estados brasileiros.

Rodrigo da Nóbrega Machado, arquiteto e urbanista do Iphan Amapá, explica que os trabalhos estão concentrados em três blocos de ações: elaboração de um plano de turismo para a Fortaleza, que não existe; discussões sobre a sua ocupação, uso e cuidados do entorno, ponto que deve ser definido com o envolvimento de empresários, sociedade civil, comerciários, governos estadual e municipal; e a segurança do bem.

“Fizemos o levantamento das situações mais emergenciais e faremos outras reuniões para montar ações e estratégias específicas para a fortaleza como patrimônio da humanidade. Em relação a revitalização, existe um projeto de reforma da Seinf e a empresa já atua no local”.

Sobre a elaboração do dossiê, o arquiteto diz já haver fragmentos dele, como parte da história já escrita e o levantamento dos valores culturais a se preservar.

O restauro mais robusto será na impermeabilização das casamatas (onde funcionava o alojamento dos guardas), para evitar que a umidade tome conta das paredes, e dar uso aos espaços. Além disso, será necessário reestabelecer os sistemas hidrossanitário, elétrico, reformar esquadrias diversas, fazer a caiação, dentre outros reparos necessários.

O fato é que o museu precisa estar pronto até 2019, quando uma comissão da Unesco visitará as 19 fortificações candidatas.

Marcelo Brito, técnico do Departamento de Articulação e Fomento do Iphan de Brasília, esteve em Macapá na última reunião e deixou recado.

“A Fortaleza de Macapá é a mais imponente, mas percebemos que tem muito trabalho a ser feito. No momento ela não está em condições de ser apresentada a Unesco. É preciso um olhar urgente de cuidado e decisões técnicas estratégicas e de gestão, que demandam posicionamentos políticos e institucionais”.

Fortificação amapaense é a mais imponente do Brasil. Foto: Divulgação/ MR Fonseca; Marcos Rafael Xis; Maksuel Martins; Floriano Lima

De acordo com o governo do estado, um investimento de R$ 3 milhões está sendo aplicado na revitalização da fortificação, cujos serviços estão em curso. O secretário de estado da Cultura, Dilson Borges conta que os trabalhos iniciaram em julho, mas que não há uma data prevista para finalizarem.

A Fortaleza de São José de Macapá já é patrimônio tombado pelo Iphan. O fato de ser reconhecida como patrimônio mundial, ainda de acordo com Marcelo Brito, abre muitas perspectivas para o estado, pois favorece dinâmicas econômicas, culturais, sociais e turísticas. Para além dos aspectos de elevação de autoestima e valorização da própria identidade local.

“Teremos a missão externa da Unesco que virá avaliar o monumento, e os membros precisam perceber que as pessoas da terra nutrem sentimento de pertencimento em relação a fortaleza, se as pessoas do lugar não a reconhece, como a gente pode esperar que o mundo faça o mesmo?”

O Brasil possui 21 bens reconhecidos como patrimônio mundial, nenhum deles é fortificação.

Museu Fortaleza São José de Macapá já é tombada pelo Iphan como patrimônio material. Foto: Fabiana Figueiredo/G1

Por Rita Torrinha

Fonte original da notícia: G1 AP




Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Ouro Preto (MG), é reaberta depois de dois anos de obras

As obras duraram dois anos sob comando do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Foram investidos cerca de R$ 4 milhões no restauro arquitetônico. Foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press

De portas abertas para a devoção, comunhão dos fiéis e beleza do patrimônio cultural de Ouro Preto, na Região Central. Em clima de festa, foi entregue na tarde desta sexta-feira (18), à comunidade local, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, mais conhecida como Matriz de Antônio Dias, no Centro Histórico da cidade reconhecida como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco). “Estamos felizes, pois nova etapa está assegurada, para restauro dos elementos artísticos”, disse o titular da paróquia, cônego Luiz Carneiro.

As obras duraram dois anos sob comando do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) das Cidades Históricas – de acordo com a autarquia federal, foram investidos cerca de R$ 4 milhões no restauro arquitetônico do bem.

A primeira etapa contemplou a recuperação estrutural do edifício, com substituição de instalações elétricas, bem como prevenção e combate a incêndio. Outra importante mudança foi a pintura nas cores originais da igreja, resgatadas por meio de prospecções cromáticas, iconografia histórica e no relato dos antigos moradores. Sem dúvida, a intervenção figura como destaque de 2017 na cidade, berço de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que foi sepultado nesse templo sob o altar de Nossa Senhora da Boa Morte. O pai de Aleijadinho, Manuel Francisco Lisboa, também está sepultado no templo. Conforme estudo recente, o mestre do barroco nasceu em 1737, portanto há 280 anos, embora a polêmica exista, pois outros historiadores falam em 1730 e 1738, esse último dado como oficial.

Uma das mais antigas igrejas de Minas, com construção iniciada em 1727, e também uma das maiores em tamanho e suntuosidade, a Igreja Matriz de Antônio Dias foi tombada isoladamente pelo Iphan em 1939. Ela foi uma das ações selecionadas para receber os investimentos do PAC Cidades Históricas, que também restaurou os chafarizes do Centro Histórico de Ouro Preto e prevê ainda a execução de outras 13 ações no município.

A solenidade de entrega da primeira etapa de obras teve a presença da presidente do Iphan, Kátia Bogéa, da superintendente do Iphan em Minas, Célia Corsino, do prefeito de Ouro Preto, Júlio Pimenta, do arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha e representantes da paróquia e do Museu Aleijadinho. A cerimônia terá ainda a apresentação do Coral Canto Crescente, projeto sociocultural de formação musical de crianças e adolescentes da cidade, e exibição do documentário Esperando Conceição, produzido pela jornalista Lidiane Andrade com a comunidade da paróquia, no âmbito do Mestrado Profissional em Preservação do Patrimônio Cultural, do Iphan.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




Primeira casa projetada por Gaudí abrirá como museu em Barcelona

Em processo de restauração, a Casa Vicens funcionará como um museu em Barcelona; veja fotos da fachada – que está toda restaurada – e do interior do prédio.

Detalhe da fachada colorida da Casa Vicens, que abrirá ao público no próximo outono europeu. Pol Viladoms/Divulgação

Barcelona não seria tão única sem os ferros retorcidos, os mosaicos loucamente coloridos e as formas insólitas criadas pelo arquiteto Antoni Gaudí (1852-1926).

Caminhando pela cidade, é possível acompanhar a evolução do estilo daquele que foi o mais radical dos modernistas catalães através de várias construções até chegar à Sagrada Família, sua obra-prima inacabada.

Faltava a pecinha inicial. Escondida em uma rua pouco transitada do bairro de Gràcia, a Casa Vicens, primeira residência construída pelo criador da La Pedrera e da Casa Batlló, abrirá as portas no próximo outono europeu (ainda sem data marcada).

O edifício foi construído entre 1883 e 1885 para servir como casa de veraneio do corretor de câmbio e operador da bolsa Manuel Vicens i Montaner (1836-1895).

Mudou de mãos em 1899 e, mais tarde, a casa foi ampliada e dividida em alguns apartamentos. Até ser comprada pelo banco privado MoraBanc, do Principado de Andorra, serviu como residência – nada mal.

Aos 31 anos, o jovem Gaudí começou a mostrar a que vinha. Ao projetar o edifício, criou formas geométricas complexas, com um rico jogo de luzes e sombras e uma combinação de cores e texturas que se aproximam do estilo mudéjar (versão ibérica da arquitetura árabe).

Rompendo com as convenções tradicionais catalãs vigentes naquele momento, o edifício é considerado uma das primeiras grandes obras modernistas da cidade.

Para transformar-se em um centro cultural aberto ao público, a Casa Vicens está passando por um minucioso processo de restauração desde 2015. A previsão é que inaugure até o mês de novembro.

Passei por lá na última quinta-feira (3) e as obras estão a todo vapor em pleno mês de agosto (o tradicional mês de férias). Mas a fachada ainda está coberta, há um guindaste em ação e a impressão é a de que ainda temos muito chão pela frente.

Quando o museu estiver pronto, será o oitavo monumento declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO aberto ao público em Barcelona, seguindo os passos da Sagrada Familia, da Casa Batlló, da La Pedrera, do Park Güell, do Palau Güell, do Palau de la Música Catalana e do Hospital Sant Pau.

Ao visitar a Casa Vicens, aproveite para conhecer outras casas modernistas espalhadas pelo bairro de Grácias, como a Casa Gustà, a Casa Elisa Bremon d’Espina e a casa Francesc Cama. Veja mais detalhes neste link.

Por Adriana Setti

Fonte original da notícia: Revista Viagem




Dubrovnik/Croácia – Como turistas viraram uma ameaça à cidade de Game of Thrones

Um alerta da Unesco fez Dubrovnik, na Croácia, tomar medidas para conter o excesso de turistas que afeta a conservação de seu centro histórico, que é considerado patrimônio mundial e é cenário de algumas das cenas mais marcantes da série da HBO.

Unesco alertou que excesso de turistas pode trazer riscos à conservação dos monumentos históricos. Foto: Tonci Plazibat

Em “Game of Thrones”, a disputa pelo trono de ferro e a chegada do inverno são grandes ameaças à principal cidade da série, King’s Landing. No mundo real, o perigo é outro.

Em vez de dragões e zumbis, Dubrovnik, na Croácia, onde são filmadas algumas das principais cenas passadas na capital dos Sete Reinos, enfrenta problemas trazidos por hordas de turistas.

O alerta veio no ano passado, após uma inspeção da Unesco no seu centro histórico, conhecido como Cidade Velha. A organização detectou que a expansão do número de visitantes, especialmente aqueles vindos em cruzeiros, gera riscos para a conservação de monumentos e cobrou medidas da Prefeitura.

Cercada pelas águas cristalinas do mar Adriático, a Cidade Velha é considerada desde 1979 um patrimônio da humanidade. Há igrejas, monastérios, palácios e fontes de estilos gótico, resnascentista e barroco, tudo cercado por uma imensa muralha medieval

Esse local já resistiu a terremotos e às bombas lançadas na guerra pela independência da Croácia, no início dos anos 1990. Agora, precisa lidar com um volume insustentável de turistas que chegam à cidade na alta temporada, de junho a setembro, atraídos também por conhecer a locação de sua série preferida.

“A Cidade Velha foi um dos primeiros locais eleitos como patrimônio da humanidade. Antes, não havia tanto turismo, mas, recentemente, houve um grande aumento, especialmente por causa dos cruzeiros, que são cada vez maiores”, diz Mechtild Rössler, diretora do Centro de Patrimônio Mundial da Unesco.

Quantidade x qualidade

Na última década, o número de visitantes mais do que dobrou: de 473,9 mil em 2006 para 1,01 milhão no ano passado, dos quais 748,9 mil vieram dos 529 cruzeiros que passaram pela cidade. Dois anos antes, eram 463 embarcações.

No período de maior procura, Dubrovnik, que tem 42 mil habitantes, chega a ter 25 mil turistas hospedados. A Unesco está trabalhando junto às autoridades locais para desenvolver formas de gerenciar melhor tantos visitantes.

Em janeiro, o então prefeito Andro Vlahusić anunciou um plano. Foram instaladas câmeras para monitorar a entrada e saída de visitantes da Cidade Velha e estabelecido um limite máximo de 8 mil pessoas presentes ali simultaneamente.

“Queremos qualidade em vez de quantidade”, diz o novo prefeito, Mato Franković, que fez carreira na indústria de turismo e assumiu o cargo em junho. Ele diz que o monitoramento já permitiu compreender que a superlotação se dá normalmente entre 8h e 14h, em especial às terças, sextas e sábados.

Franković explica que ainda serão colocadas em prática medidas para reduzir de seis para dois o número de navios que chegam diariamente e estabelecer horários de entrada para excursões, que precisarão ser reservados com antecedência.

Ruas estreitas podem ficar lotadas de visitantes durante a alta temporada. Foto: Amanda Anderson

“Em vez do limite de 8 mil pessoas recomendado pela Unesco, queremos no máximo 4 mil pessoas na Cidade Velha em qualquer momento”, diz o prefeito.

“Dubrovnik é uma das cidades mais bonitas do mundo, e muita gente quer visitá-la. Todos são bem-vindos, mas, se o limite for ultrapassado, será preciso vir em outro dia ou horário.”

Efeito ‘Disneylândia’

De fato, o centro histórico da cidade croata e seu labirinto de vielas medievais é singular. Tem ruas de mármore liso e macio que reluzem com o sol durante o dia e, à noite, brilham na cor âmbar das luminárias de bares e restaurantes.

No fim de tarde, a revoada de andorinhas que toma os céus da cidade nos meses de calor em meio ao pôr do sol cria uma aura quase mágica.

Grande número de cruzeiros que passam pela cidade todo ano é apontado como um dos principais problemas. Foto: Tonci Plazibat

Mas os impactos do turismo podem ser sentidos por quem a visita entre a primavera e o verão do Hemisfério Norte, algo que já rende má fama a Dubrovnik.

Ao planejar uma viagem à Croácia, fui advertido por mais de uma pessoa sobre o problema. “Tem tanta gente que nem vou para lá”, me disse uma turista francesa em Split, cidade mais ao norte na costa croata.

O excesso de visitantes gera um efeito “Disneylândia”. É comum cruzar com excusões enormes. As ruas estreitas ficam lotadas, e parece haver nelas só visitantes – além de vendedores, guias turísticos e funcionários de hotéis e restaurantes.

Dubrovnik na vida real e na ficção; a cidade é locação de ‘Game of Thrones’. Foto: BBC Brasil/HBO

Hoje, há pouco mais de 1 mil pessoas vivendo na Cidade Velha. Eram cerca de 5 mil moradores no início da década de 1990, mas eles venderam suas casas ou as transformaram em acomodações.

“Quando cheguei aqui”, diz Mark Thomas, editor do jornal The Dubrovnik Times, “eu parava para não passar na frente das pessoas que estavam tirando fotografias. Agora, são tantas que eu não conseguiria chegar a lugar nenhum se continuasse a fazer isso.”

“Game of Thrones” tornou-se uma presença difícil de ignorar no centro histórico.

A série passou a ser gravada na cidade em 2011. Atualmente, há lojas inteiras dedicadas ao programa da HBO, e fãs da série fazem tours para conhecer pessoalmente onde foram gravadas cenas-chave, como a escadaria da Caminhada da Vergonha da rainha Cersei, o local do Casamento Púrpura no qual o rei Joffrey morre envenenado e o porto onde se deu a Batalha da Baía de Blackwater.

Ruína ou exagero?

Foram gravadas em Dubrovnik algumas das cenas mais marcantes da série da HBO. Foto: HBO/BBC Brasil

O jornal britânico The Telegraph declarou em uma reportagem recente a “morte de Dubrovnik”, dizendo que superlotação “arruinou” a cidade conhecida como “Pérola do Adriático”.

A reportagem cita o alerta da Unesco ao mencionar que o status de patrimônio histórico da cidade estaria sendo revisto, algo que o organismo internacional nega.

“Até hoje, isso só ocorreu duas vezes, quando os danos aos locais fizeram com que perdessem seu valor histórico”, afirma Rössler.

‘Game of Thrones’ tornou-se uma presença difícil de ignorar no centro histórico. Foto: BBC Brasil

“Há muitas etapas até algo assim ocorrer, e a primeira delas é o alerta, mas não vejo isso acontecendo com Dubrovnik no momento.”

Romana Vlasić, diretora do conselho de turismo da cidade, acredita que esse sinal amarelo chega em boa hora, para fazer a cidade parar e refletir sobre seu sucesso.

“Estamos no nosso limite. Ninguém se sente confortável de andar em uma multidão.”

Prefeitura está tomando medidas para controlar melhor o turismo e preservar a cidade. Foto: Conselho de Turismo/Dubrovnik

Uma estratégia adotada é promover a cidade em outras épocas do ano, fora da alta temporada. “Temos de organizar melhor os visitantes, ajustar o cronograma de cruzeiros, ter navios menores e rever a construção de hotéis, porque mais quartos trarão mais gente”, afirma Vlasic.

“Só assim seremos capazes de mostrar nosso melhor.”

É uma questão delicada para uma cidade em que 70% da economia gira em torno do turismo. O prefeito diz que, por isso, restrições ao turismo demandam cuidado, mas são inevitáveis.

“No curto prazo, vão haver impactos para todos, mas, no futuro, isso vai fazer as pessoas que hoje evitam ou passam rapidamente pelo centro histórico ficarem mais tempo por lá”, afirma Franković, para quem as notícias sobre a ruína de Dubrovnik são um exagero.

“Estamos cientes de que temos um pequeno problema e estamos buscando resolvê-lo. Dubrovnik resiste a adversidades há séculos. Ninguém nunca a destruiu nem o fará.”

Por BBC

Fonte original da notícia: G1