PE – Seis praças do Recife são candidatas a se tornar patrimônio mundial


Praças foram projetadas pelo paisagista Roberto Burle Marx.

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), em Santo Antônio, está entre as obras-primas de Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

No ruge-ruge da metrópole, se há algo dissonante é a paisagem (e seus detalhes), elemento que exige o apuro do mais distrativo dos sentidos: o olhar. Desafio para gênios da arte da urbanização, que em momentos únicos da história desconstroem essa tendência perversa para a própria a evolução – e preservação – da humanidade e criam obras de arte que sobrepujam o tempo e o espaço.

No dia a dia pode até lhe passar em branco, mas o Recife possui um patrimônio de intervenção natural, no caminho da escola para casa, ou de casa para o trabalho, que reflete essa genialidade: os jardins idealizados ou reformados pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994). E esse legado pode estar prestes a se tornar oficialmente patrimônio mundial reconhecido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

A possibilidade está sendo apresentada esta semana durante o 2º Seminário Internacional Paisagem e Jardim como Patrimônio Cultural México/Brasil, realizado pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco e a Universidade Federal de Pernambuco, que acontece até quinta-feira (23), com palestras e workshop. O evento também marca o lançamento do segundo volume do projeto Cadernos, do CAU/PE, que, não por acaso, tem o título “Cidade-Paisagem”.

Para apresentar a candidatura de seis das praças de Burle Marx no Recife como patrimônio mundial está na Capital o arquiteto mexicano Saúl Alcántara, membro votante do Comitê Internacional de Paisagens Culturais da Unesco.

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Praça projetada por Burle Marx. Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Na terça (21), o especialista visitou duas das obras mais marcantes idealizadas pelo saudoso paisagista: a praça de Casa Forte, primeiro de todos os projetos de jardins públicos de Burle Marx, de 1934, localizada na Zona Norte do Recife, cidade natal de sua mãe; e a praça Euclides da Cunha (defronte ao Clube Internacional), no bairro da Madalena (área central da Cidade), de 1935, projeto em que o também artista plástico buscou livrar os jardins de impressão europeia introduzindo o espírito brasileiro em um espaço ornamentado com plantas do Agreste e do Sertão nordestinos.

“Seus jardins são declarados patrimônio cultural do Brasil e deveriam passar a ser patrimônio mundial, porque têm valores universais”, explicou Alcántara. “Burle Marx é um gênio da paisagem universal do século 20, que deu início a sua carreira profissional, acadêmica e científica no Recife. Aqui ele concebeu o jardim tropical e moderno”, lembrou.

Além das praças de Casa Forte e Euclides da Cunha, integram o pleito à categoria de patrimônio mundial a da praça da República (incluindo os jardins do Palácio do Campo das Princesas), no bairro de Santo Antônio, e a do Derby, na área central; a Faria Neves (em frente ao Parque Estadual Dois Irmãos), na Zona Oeste; e a Ministro Salgado Filho (no acesso ao aeroporto), no Ibura (Zona Sul), todas já tombadas, há cerca de dois anos, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Em 2016 ocorreu nova etapa no processo de valorização de áreas públicas projetadas por Burle Marx: além das praças já citadas, outras nove receberam da Prefeitura do Recife a classificação de jardim histórico, o que impede que qualquer um desses espaços sofra intervenção sem autorização prévia.

Paulista de nascimento, de ascendência alemã-recifense, Burle Marx deixou sua marca na Capital em mais de uma dezena de jardins – sem contar as obras particulares. Chegou inclusive a exercer o cargo de diretor de Parques e Jardins do Departamento de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco. Sua relação com a Cidade agora está prestes a ser eternizada não apenas aqui, mas em todo o mundo.

Por Marcos Toledo

Fonte original da notícia:




Polícia Civil investiga pichação no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG)


Vandalismo em monumento que é destaque do complexo reconhecido como patrimônio mundial pela Unesco revolta autoridades e cidadãos.

Sujeira ocupa uma área de 20 metros do museu. (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)

Sujeira ocupa uma área de 20 metros do museu. (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)

Crime contra o patrimônio mundial, agressão à história do Brasil e desrespeito ao povo de Minas e de Ouro Preto, antiga Vila Rica, na Região Central do estado. O Museu da Inconfidência, uma das instituições culturais mais importantes do país, foi alvo de pichação na madrugada de ontem: na lateral direita da construção do século 18, ícone da Praça Tiradentes, no Centro Histórico, uma pessoa ainda não identificada escreveu com spray, sobre as pedras que dão testemunhos de séculos de história, as palavras “patrimônio da humanidade elitista”.

Câmeras de segurança do museu registraram o momento do vandalismo, mas, segundo a Polícia Civil, a a análise da gravação sozinha ainda não permite identificar o autor do crime. Conforme a assessoria da corporação, foi feita perícia e mais investigações estão em andamento para verificar se foi apenas um o autor da ação, classificada como “uma cretinice” pelo diretor do museu, Rui Mourão.

De manhã, equipe da Polícia Militar de Ouro Preto esteve no local e fez o boletim de ocorrência, que foi encaminhado à delegacia local. As informações foram prestadas por um segurança de plantão e as primeiras análises da câmera de vigilância, segundo técnicos do Museu da Inconfidência, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), mostraram que a pichação ocorreu antes das 6h. As palavras escritas ocupam cerca de 20 metros e podem ser vistas por quem passa pela Rua Antônio Pereira, que desemboca no espaço público tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

“Chamar este museu de elitista é um absurdo. Está aberto à coletividade e, aos domingos, a entrada é gratuita para os ouro-pretanos”, disse Mourão, referindo-se a um dos termos da pichação e explicando que vai mandar fazer a limpeza assim que possível. “Vamos esperar o resultado da perícia. Estou procurando o produto indicado para retirar a tinta sem causar danos às pedras”, informou. Ele lembrou que se trata da segunda pichação ao museu – a primeira ocorreu em 2010, quando foi escrita uma frase contra um político local.

Mourão disse que é preciso prender o responsável pela sujeira deixada no prédio do Inconfidência, o segundo museu federal mais visitado do país, com 150 mil pessoas/ano, atrás apenas do Museu Imperial, de Petrópolis (RJ). Na avaliação do diretor, trata-se de caso semelhante ao da Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, igualmente alvo de pichação há quase 11 meses. Assim como a Pampulha, que detém o conjunto arquitetônico moderno, o Centro Histórico de Ouro Preto é reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido em 1980 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Indignação. Moradores locais, turistas estrangeiros e brasileiros e defensores do patrimônio cultural se disseram horrorizados e revoltados com a pichação. Ao verificar bem de perto a sujeira deixada pelo vândalo, a turista francesa Miky Guichot-Perere observou: “É o mesmo que pichar o Louvre”, numa referência ao célebre museu de Paris. “Esta cidade é magnífica, maravilhosa. Já vim a Ouro Preto três vezes e acho tudo muito bonito. Isso que ocorreu não é bom”, afirmou.

A francesa, que trabalha no setor de comunicação, estava acompanhada do casal Vitor Revidiego Lopes, administrador, e Maria Helena, residentes em Artur Moreira, na Região Metropolitana de Campinas (SP). “Esses atos de vandalismo mostram o quanto somos tolerantes com esse tipo de agressão ao patrimônio, alheio e público. A gente fica triste, é uma situação absurda”, afirmou Vitor. Maria Helena acrescentou que fatos dessa natureza devem ser denunciados e os responsáveis, punidos.

Monumento é o segundo museu federal mais visitado do Brasil. (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)

Monumento é o segundo museu federal mais visitado do Brasil. (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)

Funcionária de uma loja na Rua Antônio Pereira, a poucos metros da pichação, Lucimar das Graças Fernandes contou ter ficado revoltada ao chegar para trabalhar. “É absurdo, pois também ‘queima o filme’ de Ouro Preto, prejudica a nossa cidade.” Os estudantes Guilherme Resende, de 21, aluno de química industrial, natural de Barbacena e há dois anos em Ouro Preto, e Larissa Carvalho, de 20, de engenharia geológica, também criticaram a pichação. “É um protesto inválido. A pessoa que fez isso deveria escrever tais palavras num cartaz e afixá-lo na parede da casa dela. Aqui, jamais”, disse Larissa, fã incondicional do patrimônio de sua cidade. “Tenho um apego gigantesco por Ouro Preto”, resumiu. “Tem que pegar esse vagabundo, fazer ele limpar, pois agrediu o patrimônio brasileiro”, afirmou o aposentado Rubens Tavares dos Santos.

História. Em texto sobre o Museu da Inconfidência, Rui Mourão, que está na direção da instituição há 42 anos, escreveu: “Rompendo tradição que vinha dos tempos do reinado brasileiro de dom João VI, o Museu da Inconfidência foi o primeiro a se instalar fora da faixa litorânea do país. A criação decorreu de uma ação política. Em 1936, o presidente Getúlio Vargas, que planejava a implantação da ditadura do Estado Novo, resolveu se fortalecer junto à população, apresentando-se como defensor de uma das nossas tradições mais sensíveis. Promoveu o repatriamento dos restos mortais dos inconfidentes condenados a degredo na África, onde se encontravam sepultados. As urnas funerárias, na sua chegada, ficaram longamente expostas à visitação pública no Rio de Janeiro. Assinado o Decreto 965, de 20/12/1938, de criação do museu, a transferência das ossadas para Ouro Preto contou com o acompanhamento de Vargas. (…) O governo de Getúlio Vargas mandou vir os originais do 7º volume dos Autos da Devassa, que continha a sentença condenatória de Tiradentes, e duas traves da forca em que pendeu o mártir da Inconfidência, na Praça da Lampadosa”.

Memória
História maculada

Em 21 de março do ano passado, os olhos dos brasileiros se voltaram para a Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha, em Belo Horizonte, joia da arquitetura moderna projetada na década de 1940 por Oscar Niemeyer (1907-2012). O painel de azulejos de Cândido Portinari (1903-1962) e a lateral de mosaicos foram pichados com tinta spray azul e roxa, numa agressão ao bem tombado nas esferas municipal, estadual e federal do patrimônio. Três pessoas foram denunciadas, e duas delas, presas. O Ministério Público de Minas Gerias conseguiu provas indicando que a depredação fora planejada. Depois de estudos e muita discussão, a superfície ficou livre da sujeira e à disposição dos milhares de visitantes que chegam ao local diariamente.

Por Gustavo Werneck

Fonte original da notícia: Estado de Minas




MG – Museu de Congonhas através de livro


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A ex-presidente do Iphan e ex-coordenadora da Unesco, Jurema Machado, tomou posse, nesta quarta, como membro do Conselho Curador do Museu de Congonhas, que zela pela instituição, seu patrimônio e o cumprimento de seus objetivos. Também possuem cadeiras nele Unesco, Iphan, IBRAM, Igreja, Prefeitura e Ministério Público. Jurema aproveitou a visita a Congonhas para entrevistar o prefeito Zelinho e o diretor-presidente da Fumcult e diretor do Museu de Congonhas, Sérgio Rodrigo Reis, para produção de um livro encomendado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Este livro registrará o processo de criação da instituição museológica e sua funcionalidade. A experiência, que será traduzida em várias línguas, será enviada para outros sítios reconhecidos pela Unesco como patrimônio mundial, com objetivo de estimulá-los a terem equipamentos como este, dedicado ao Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.

“Não sei de outro caso de um museu que tenha sido criado para interpretar um sítio histórico. No Museu, é possível explicar os cuidados tomados para preservação dos 12 Profetas de Aleijadinho e o resultado que se obteve. Ele situa a obra do Santuário no contexto mundial, explicando seu processo de concepção (pelo ermitão português Feliciano Mendes), e construção, e também como o Brasil percebeu primeiro seu aspecto devocional e depois o da arte nele contida. O Museu realça a experiência de conhecer”, explica Jurema, considerada pelo prefeito Zelinho como a madrinha do Museu, por ter acompanhado todas as suas etapas até agora.

Em março, o livro deverá estar pronto e ainda neste semestre, disponibilizado por meios eletrônicos. Mais à frente, será feita a versão impressa para lançamento e distribuição pelo Mundo. Unesco contratou também a consultora Cristina Lins para criar a metodologia do estudo do impacto do Museu de Congonhas sobre os aspectos cultural e socioeconômico da cidade.

Foto e texto: Secom/PMC

Fonte original da notícia: Jornal Estado Atual




Patrimônios do Brasil têm potencial turístico, mas atraem poucos visitantes


turismo

Apesar de ser o décimo primeiro país com maior número de Patrimônios Culturais e Naturais Mundiais da Humanidade declarados pela Unesco, o Brasil não entra na lista dos que mais recebem turistas. Faltam investimentos e promoção das vinte localidades brasileiras que possuem esse status para atrair visitantes ao país, na avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU). Por isso, o órgão recomenda ao governo federal a criação de uma política nacional de gestão desses patrimônios.

Somente em Minas Gerais, são quatro patrimônios culturais registrados na Unesco: a cidade de Ouro Preto, o Santuário do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, o Centro Histórico de Diamantina e o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, em Belo Horizonte.

Por terem a importância mundialmente reconhecida, o esperado era que esses locais atraíssem um contingente maior de pessoas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que cada patrimônio mundial seja capaz de aumentar em 1% o número de visitantes no país.

No entanto, segundo análise do TCU, não é esse o caso no Brasil. Tanto que, segundo o Fórum Econômico Mundial, o país está na vigésima oitava posição em competitividade no turismo global.

Fora daqui

Mundialmente, os dez destinos mais procurados coincidem com os de maior número de patrimônios registrados. A França, por exemplo, é o quarto país em declarações na Unesco e o primeiro em turismo. A Espanha ocupa o terceiro posto nos rankings e a China é o segundo país com mais opções de patrimônios e o quarto em recebimento de pessoas.

Para o TCU, o que falta no Brasil para tornar esses pontos mais atraentes é um planejamento com visão de longo prazo. Além disso, o Tribunal aponta para falta de investimento na infraestrutura desses locais. Pautando-se nisso, o órgão recomenda a criação de um Plano Nacional de Gestão do Patrimônio Mundial da Humanidade.

“A verdade é que temos os patrimônios, mas não existe um trabalho consolidado para atrair os turistas para eles”, concorda com o TCU o consultor executivo especializado em hotelaria Maarten Van Sluys.

Em nota, o Ministério do Turismo afirma que já desenvolve políticas que busquem a proteção e conservação dos patrimônios. Dentre as ações citadas pela pasta estão a implantação de sinalização turística nos municípios que compõem o patrimônio mundial. Em 2016, foram 1.050 obras entregues em todo o Brasil com investimento de R$ 499 milhões. Além disso, foram liberados no fim do ano mais R$ 16, 5 milhões para 13 obras do PAC do Turismo.

O governo explica, ainda, que foram feitas parcerias com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na melhoria da infraestrutura dos parques nacionais do país, e com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para a realização do projeto Patrimônio e Turismo, que visa debater a inclusão das fortificações brasileiras na Lista do Patrimônio Mundial. Orçado em R$ 370 mil, o projeto prevê seminários e atualização do Guia Brasileiro de Sinalização Turística.

Minas Gerais será ‘vendida’ como ‘acervo’ histórico

Os turismos cultural e histórico serão os motes de atração turística de Minas Gerais. O governo do Estado investirá R$ 8 milhões neste ano, em uma campanha visando esse reposicionamento e incrementando o turismo local. Em 2016, foi investido R$ 1,5 milhão para esse mesmo fim.

“Fizemos uma análise do potencial turístico do Estado e decidimos apostar no que de fato atrai turista. Vamos vender Minas Gerais como Patrimônio Histórico do Brasil. Quem quiser conhecer o país necessariamente tem que passar por aqui”, afirma o secretário de adjunto de Turismo do Estado, Gustavo Arrais. “Turismo é mercado. Por isso estamos buscando inserir Minas Gerais de forma mais ativa nesse negócio”, observa.

O secretário concorda com a conclusão do TCU de que falta uma política nacional mais ativa para estimular o turismo nos Patrimônios Culturais da Humanidade.

No prejuízo

Minas Gerais acaba sendo prejudicada com isso, uma vez que o Estado possui quatro sítios de patrimônio. Para Gustavo Arrais, um estímulo dos turismos cultural e histórico beneficiará diretamente as cidades que possuem bens da humanidade. Até porque três delas são históricas e a outra é a capital, porta de entrada para o turismo internacional.

O primeiro passo é tornar o potencial turístico do Estado mais conhecido internacionalmente. O segundo é partir para o fomento da atividade, formando parcerias com os setores. “Sozinhos não conseguiremos resultados. Somos indutores de investimentos. Por isso atuamos mais no planejamento”, explica Arrais.

Por Tatiana Lagôa

Fonte original da notícia: Hoje em Dia




Aos 90 anos, Mercado Municipal ganha restauração na cidade de Goiás


Reforma preservou todo o projeto arquitetônico do prédio, criado em 1926. À noite, colunas neoclássicas ganham iluminação especial; população aprova.

Aos 90 anos, Mercado Municipal ganha restauração na cidade de Goiás. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Aos 90 anos, Mercado Municipal ganha restauração na cidade de Goiás. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Parte importante da história da cidade de Goiás, antiga capital do estado, o Mercado Municipal acaba de passar por uma grande restauração para valorizar ainda mais seus 90 anos de criação. O projeto arquitetônico das lojas foi preservado, sem deixar de lado itens como limpeza, segurança e acessibilidade.

O mercado foi construído em 1926. Na época, o local funcionava como uma feira, na qual os produtores deixavam a zona rural para vender seus alimentos na cidade. Com o passar do tempo, logo ele se tornou o maior centro de compras da região.

A arquitetura das casas, igrejas e ruas de pedras do município já foram reconhecidas como patrimônio histórico da humanidade há 15 anos, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Agora, o mercado também integra esse quadro.

“Hoje a gente tem um edifício devidamente restaurado, um espaço requalificado atendendo todas as necessidades da vida contemporânea”, disse a coordenadora técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A antiga rodoviária deu lugar a um novo bloco, formando o largo do mercado, exatamente como existia no projeto original. Além disso, durante a noite, os pilares do bloco mais antigo ficam iluminados, ressaltando a arquitetura neoclássica.

Quem mora na cidade, aprovou as mudanças. “Ficou totalmente bonito, bem diferente. Gostei muito. Só vê gente tirando foto, até noiva vem tirar foto aqui”, diz o guarda Baltazar Pinho da Silva.

O entregador Ademar Leite tem a mesma visão. “Ficou lindo, novinho. Antes era feio, muitas coisas velhas. Agora ficou mais espaçoso”, elogia.

Fonte original da notícia: G1 GO




Banco Central lança moeda comemorativa de Olinda (PE)


Igreja do Carmo de Olinda (PE). Foto: Wikimedia Commons

Igreja do Carmo de Olinda (PE). Foto: Wikimedia Commons

A segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982, Olinda (PE), foi escolhida para ser a sétima homenageada pela série de moedas comemorativas Patrimônios da Humanidade no Brasil, do Banco Central.

A segunda cidade brasileira a ser declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela UNESCO, em 1982, Olinda (PE), foi escolhida para ser a sétima homenageada pela série de moedas comemorativas Patrimônios da Humanidade no Brasil, do Banco Central.

O conjunto arquitetônico, urbanístico e paisagístico da cidade pernambucana também é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico (IPHAN) desde 1968. O lançamento da moeda ocorreu nesta sexta-feira (25), na prefeitura da cidade.

A série de moedas Patrimônios da Humanidade no Brasil teve início em 2010, ano do cinquentenário de Brasília, quando o Banco Central lançou a moeda comemorativa da capital federal. Em sequência foram lançadas, anualmente, as moedas de Ouro Preto (MG), Cidade de Goiás (GO), Diamantina (MG), São Luís (MA) e Salvador (BA).

Com padrão da moeda de real, as peças são cunhadas em metal nobre, com a sofisticada tecnologia “proof” — tratamento dado aos cunhos e aos discos que são polidos até que suas superfícies obtenham o brilho de espelho, e aos relevos que levam jatos de areia para ficarem foscos.

Esse processo resulta em um profundo contraste, o que faz as gravuras terem uma excelente qualidade e torna as moedas obras de arte brasileiras. Por meio de sua equipe técnica, a UNESCO no Brasil colabora com o Banco Central na pesquisa para o desenvolvimento das moedas comemorativas da série.

As moedas são vendidas pelo site do Banco do Brasil, mas a tiragem é rigorosamente limitada. Elas são protegidas por uma cápsula transparente, para melhor conservação do brilho. O edital do Banco Central do Brasil acompanha as moedas, garantindo-lhes as características descritas.

A cidade homenageada

Olinda é vizinha a capital de Pernambuco, Recife. Sítio inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, a cidade destaca-se pelo equilíbrio harmonioso entre construções, jardins, 20 igrejas barrocas, conventos e numerosos pequenos passos (capelas).

Seu centro histórico abrange uma área de 1,2 quilômetros quadrados e os seus 1,5 mil imóveis têm diferentes estilos arquitetônicos: edifícios coloniais do século 16 harmonizam-se às fachadas de azulejos dos séculos 18 e 19 e às obras neoclássicas e ecléticas do início do século 20.

As características essenciais do centro histórico estão expressas na forma e concepção do sítio, nos materiais empregados em suas edificações, na manutenção do uso residencial predominante na cidade e na maneira de morar de seus habitantes, ao longo dos séculos, além do artesanato e tradições imbricadas entre o sagrado e o profano.

Essas características são atestadas no mais antigo documento existente sobre Olinda, a Carta do Foral que registra o primeiro plano diretor da cidade, e pela cartografia holandesa e gravuras de Frans Post (século 17).

O seu informal e sinuoso traçado urbano é característico dos povoados portugueses de origem medieval, com encanto intensificado pela paisagem e localização. A riqueza de igrejas e conventos barrocos, como a Igreja da Sé (1537), somam-se ao casario singelo com quintais arborizados por espécies frutíferas trazidas pelos colonizadores, fachadas de azulejos e balcões de treliça, os muxarabis. Casas e muros definem as ruas tortuosas e ladeiras íngremes.

Uma das mais antigas cidades do Brasil, Olinda também é caracterizada por espaços exíguos, reservados aos largos e praças que, definidas pelos edifícios religiosos, são responsáveis em grande parte pela estruturação da malha urbana.

Fonte original da notícia: ONU BR




Documentos brasileiros da Guerra do Paraguai são reconhecidos pela UNESCO


Guerra contra o Paraguai levou a aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai. Pintura de Pedro Américo. Foto: WikiCommons / Museu Nacional de Belas Artes

Guerra contra o Paraguai levou a aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai. Pintura de Pedro Américo. Foto: WikiCommons / Museu Nacional de Belas Artes

Mapas, desenhos e documentos preservados por instituições brasileiras e uruguaias agora fazem parte do Programa Memória do Mundo, da UNESCO. Iniciativa reconhece acervos que relatem a história dos povos e que tenham valor universal.

Um acervo de desenhos, mapas e documentos da Guerra do Paraguai preservados por instituições brasileiras e uruguaias foi oficialmente reconhecido na quarta-feira (19) pelo Programa Memória do Mundo, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).

Chamado “A Guerra da Tríplice Aliança: representações cartográficas e iconográficas”, o conjunto reúne planificações cartográficas que nunca haviam saído dos arquivos do Exército brasileiro e do Itamaraty e que foram expostas pela primeira vez no Arquivo Nacional, durante a cerimônia de entrega do certificado de reconhecimento pela agência da ONU.

Entre os itens do acervo premiado que foram exibidos no evento, estavam também representações da paisagem e de personalidades do Paraguai, pertencentes à Marinha do Brasil e ao Museu Nacional de Belas Arte, bem como desenhos de comendas especialmente criadas para o conflito que haviam sido encontrados no Arquivo Nacional.

“Grande parte da memória do mundo espalhada por todo o planeta corre perigo atualmente ou não está acessível para o grande público”, explicou o representante da UNESCO no Brasil, Lucien Muñoz, que participou do evento no Arquivo Nacional, Rio de Janeiro.

“Esse é um título de reconhecimento da importância do conjunto de mapas e documentos referentes à Tríplice Aliança formada por Brasil, Argentina e Uruguai no período”, enfatizou. O Programa Memória do Mundo da UNESCO busca promover o acesso a documentos e acervos que relatem a história dos povos e que tenham valor universal. O objetivo é conscientizar o público sobre o valor do patrimônio e promover sua preservação.

O certificado da UNESCO foi concedido às nove entidades que inscreveram as obras para fazer parte da iniciativa da agência da ONU: Arquivo Histórico do Exército, Arquivo Nacional, Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha, Fundação Biblioteca Nacional, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Ministério das Relações Exteriores – Escritório de Representação no Rio de Janeiro (ERERIO), Museu Histórico Nacional, Museu Imperial e Museu Nacional de Belas Artes.

As duas instituições uruguaias que apresentaram a candidatura juntamente com as brasileiras já haviam recebido o certificado.

Fonte original da notícia: ONUBR




Diretora da Unesco é ameaçada de morte após resolução sobre Jerusalém


A diretora da Unesco, Irina Bokova - AFP/Arquivos

A diretora da Unesco, Irina Bokova – AFP/Arquivos

A diretora da Unesco, Irina Bokova, recebeu “ameaças de morte” após manifestar suas reservas a um projeto de resolução promovido por países árabes sobre lugares santos de Jerusalém e que negava seus vínculos com o Judaísmo – denunciou o embaixador de Israel na ONU, na segunda-feira (17).

“A diretora-geral recebeu ameaças de morte e sua proteção foi reforçada”, disse o embaixador Carmel Shama Cohen à rádio pública israelense.

“Essas ameaças foram lançadas depois das suas críticas” às duas resoluções tratadas na semana passada em nível de comitê, antes de uma votação final, afirmou Cohen, acusando os países árabes de terem uma conduta “abominável” sobre o assunto.

Na quinta-feira passada (13), o Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aprovou um texto submetido por sete países árabes com o objetivo de “salvaguardar o patrimônio cultural da Palestina e do caráter distintivo de Jerusalém Oriental”.

Jerusalém Oriental é a parte palestina de Jerusalém ocupada por Israel desde 1967, posteriormente anexada, e que os palestinos querem que seja a capital de seu futuro Estado. É lá que se encontra a Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar sagrado do Islã e o lugar mais sagrado para os judeus, que o chamam de Monte do Templo.

O texto deve ser submetido a uma outra votação nesta terça antes de ser adotado de maneira definitiva pelo Conselho Executivo da Unesco, reunido em sessão plenária.

“Essas ameaças foram lançadas depois das críticas que ela emitiu” a respeito dos votos de quinta-feira passada na comissão, acrescentou o diplomata.

Depois da aprovação do texto na comissão por 24 votos a favor, seis contra e 28 abstenções, Israel anunciou que suspenderia a cooperação com a Unesco. Nesse mesmo dia, Irina Bokova comentou que “o patrimônio de Jerusalém é indivisível” e que “cada uma das comunidades têm direito ao reconhecimento explícito de sua história e sua relação com a cidade”.

Por AFP

Fonte original da notícia: Isto É




De protetora a protegida: Grande Muralha chinesa corre perigo


Monumento é ameaçado por erosão, vandalismo ou venda de seus tijolos. Ele é vítima do próprio tamanho, que dificulta monitoramento e conservação.

China investiga 'restauração' com cimento da Grande Muralha. (Foto: Chinatopix/AP)

China investiga ‘restauração’ com cimento da Grande Muralha. (Foto: Chinatopix/AP)

A recente descoberta de uma “restauração” com cimento em um trecho da Grande Muralha da China voltou a pôr em evidência o perigo que o maior monumento do mundo corre, já que é ameaçado pela erosão, o vandalismo ou a venda de seus tijolos.

O gigantesco muro defensivo que os chineses começaram a construir há mais de dois mil anos é tão grande que é até difícil de ser medido (há estudos que apontam que tem de seis mil a 21 mil quilômetros). Ele é vítima de seu próprio tamanho, que dificulta seu monitoramento e conservação.

Isso explica, por exemplo, que a polêmica restauração com concreto em um trecho de Suizhong não tenha sido divulgada pela imprensa local ou gerado ira da população até dois anos após o término da obra, quando imagens do trabalho de péssima qualidade foram publicadas na internet.

“A Grande Muralha tem uma grande história, e claro, agora é como um velhinho”, disse à Agência Efe o maior especialista neste monumento, Dong Yaohui, que em meados dos anos 80 foi o primeiro a percorrê-la inteira – levou 500 dias – para realizar o primeiro estudo pormenorizado dela.

Dong decidiu mostrar o risco que a Grande Muralha corre e levou jornalistas de vários veículos de comunicação ao trecho de Jiankou, um dos mais perigosos e que fica a cerca de 70 quilômetros de Pequim, no qual a cada ano morrem ou se ferem alguns excursionistas.

Com mais de 60 anos, Dong não se intimida e percorre com grande perícia um trecho muito diferente dos mais turísticos, já que foi construído com pedra caliça em vez do tradicional tijolo cinza que edifica os concorridos trechos de Badaling ou Mutianyu.

Em Jiankou, árvores e arbustos invadiram o piso da muralha, inclinando-o às vezes, e na parte mais escarpada praticamente é preciso escalar, uma missão que Dong, figura fácil na televisão chinesa e autor de vários livros sobre a Grande Muralha, cumpre sem transtornos.

“Precisamos da ajuda de outros países, a Grande Muralha é grande demais, longa demais, e sua proteção é muito difícil”, admitiu.

Dong é o subdiretor da Sociedade da Grande Muralha, ONG que pretende conscientizar a população e os turistas sobre a proteção do monumento e que nos anos 80 foi presidida pelo herói militar Xi Zhongxun, pai do atual presidente do país, Xi Jinping.

Ele ficou em evidência na imprensa ultimamente ao apoiar o primeiro ‘crowdfunding’ para reunir recursos com o objetivo de restaurar a muralha, justamente no trecho de Jiankou.

A iniciativa rendeu polêmica no país, já que muitos alegam que é o governo que deve financiar um monumento que é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987, mas Dong ressalta que pode ser um bom complemento para um sistema de proteção que às vezes não é eficiente.

“O governo exige que a verba seja gasta dentro do mesmo ano, mas a aprova em março, o projeto é leiloado em setembro, e só restam os meses de outubro a dezembro para a reparação” – a pior época para isso devido ao frio -, afirmou.

O dinheiro arrecadado com o ‘crowdfunding’ não terá esse limite anual, por isso poderá ser melhor usado, alegou Dong, que conseguiu em um mês atrair 60 mil doadores e arrecadar US$ 300 mil, quase um quinto do valor total necessário.

Entre esses doadores está o fotógrafo Gao Heping, que passou 25 anos imortalizando o monumento com suas lentes e decidiu contribuir com um pouco de suas economias para seu lugar favorito.

“Cresci perto dela, meus pais sempre me contavam histórias da muralha, e desse amor começaram a sair minhas fotos”, contou Gao.

O fotógrafo reconheceu que na China há gente que “não é consciente da necessidade de proteger o patrimônio histórico” e lembrou os danos causados ao monumento, por exemplo, na Revolução Cultural, quando muitas pessoas que viviam nas proximidades pegavam tijolos da muralha para usá-los em suas casas.

Ainda hoje há vendedores que roubam tijolos históricos – como os que têm gravuras – ou governos locais que pensam que a melhor forma de restaurar a muralha é cobri-la com cimento.

“Consertos como esse destroem a mensagem da história, a mensagem que a cultura chinesa representa”, ressaltou Dong, que lembrou que somente 8% da muralha está em bom estado de conservação.

O monumento nasceu ao mesmo tempo que o império chinês, no século III a.C., quando o soberano que unificou os diferentes reinos da época, Qin Shihuang, também uniu suas muralhas para protegê-los de invasores do norte da Ásia.

A edificação foi ampliada e reforçada em dinastias posteriores, e os trechos melhor conservados na atualidade são os que foram construídos na dinastia Ming (1368-1644).

Da Agencia EFE

Fonte original da notícia: G1




China investiga ‘restauração’ com cimento da Grande Muralha


Trecho ‘restaurado’ fica no condado de Suizhong, em Liaoning. Historiadores estão preocupados com possível impacto sobre estrutura.

China investiga 'restauração' com cimento da Grande Muralha. (Foto: Chinatopix/AP)

China investiga ‘restauração’ com cimento da Grande Muralha. (Foto: Chinatopix/AP)

As autoridades chinesa anunciaram nesta quinta-feira (22) que abriram uma investigação para determinar responsabilidades nos possíveis danos causados em um fragmento da Grande Muralha por causa de uma “restauração” na qual foi pavimentada com cimento.

O portal de notícias Sina.com, um dos mais visitados do país, publicou recentemente fotos deste fragmento perto da fronteira entre as províncias de Liaoning e Hebei (nordeste), em que é possível ver a suposta reparação com cimento.

A Administração Estatal de Patrimônio Cultural advertiu em comunicado divulgado pela agência oficial “Xinhua” que examinará a veracidade destas imagens e, se existir danos na muralha, fará com que seus responsáveis assumam as consequências.

O fragmento da Grande Muralha em questão, situado no condado de Suizhong, na província de Liaoning, foi construído durante a dinastia Ming (1368-1644) e, devido aos problemas de preservação que apresentava, se submeteu a uma restauração entre 2013 e 2014.

A Administração de Patrimônio chinesa reconheceu que aprovou na época os planos de restauração, mas acrescentou que enviou inspetores para avaliar o resultado dos trabalhos, assim como sua gestão e supervisão.

A publicação das fotografias nas quais se vê o resultado dessa reparação gerou polêmica nas redes sociais chinesas e provocou alarme entre os historiadores pelo possível impacto que possa ter sobre a estrutura da muralha.

O mau estado de conservação da Grande Muralha, um dos principais símbolos da China e declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco em 1987, despertou uma grande preocupação popular no gigante asiático nos últimos anos.

Apenas 8,2% da muralha construída durante a dinastia Ming se mantém em bom estado, segundo alertou a Sociedade da Grande Muralha da China, uma entidade dedicada à proteção do monumento, em um estudo publicado em junho de 2015.

A erosão, o vandalismo e a falta de manutenção são os principais fatores que explicam esta deterioração.

Embora conhecida universalmente como Grande Muralha, esta construção é na realidade um conjunto de trechos de muro levantados em diferentes épocas, desde o século III a.C. até o final do XVII, e da qual se preservaram fragmentos que totalizam cerca de 8.000 quilômetros e correspondem principalmente à dinastia Ming. Da Agência Efe

Fonte original da notícia: G1